PROFÍCUAS PARCERIAS

Gabaritados colunistas e colaboradores, de domingo a domingo, sempre com novos temas.

INTUITY BORA BORA JANGA

Siga a sua intuição e conheça aquela que vem se tornando a marca líder de calçados no segmento surfwear nas regiões tropicais do Brasil. Fones: (81) 99886 1544 / (81) 98690 1099.

ZÉ RENATO - ENTREVISTA EXCLUSIVA

Com 40 anos de carreira, o músico capixaba faz uma retrospectiva biográfica de sua trajetória como instrumentista, compositor e intérpretes em diverso dos projetos nos quais participou.

VERSOS E MELODIAS INCRUSTADAS ENTRE O PLANALTO E O SERTÃO

Embevecido da cultura popular nordestina, Túlio Borges a faz de esteio para os versos e melodias que sustentam a trilogia a que se propõe.

QUEM FOI INALDO VILARIN?

Autor de canções como “Eu e o meu coração” (gravada por nomes como João Gilberto e Maysa), Inaldo Vilarin é mais um na triste estatística de um país sem memória

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

PAUTA MUSICAL: SAUDADES DE BADEN POWELL

Por Laura Macedo



Para aplacar as SAUDADES do excepcional BADEN POWELL que completaria no próximo dia 06 de agosto, 80 anos, sugiro os vídeos onde ele interpreta sua primeira composição feita em parceria com Billy Blanco, "Samba Triste" e, a antológica, "Manhã de Carnaval", de Luiz Bonfá e Antônio Maria.






MINHAS DUAS ESTRELAS (PERY RIBEIRO E ANA DUARTE)*




26 - Primeira noite

Primeira noite Com tanta crise em nossa vida — separação, colégio interno, abandono —, não tivemos direito às crises e descobertas naturais da adolescência. Assim, não vi surgir em mim nenhuma manifestação sexual que pudesse sentir como relevante. Além disso, o palavreado chulo que meu pai usava quando se referia à minha mãe, somado aos prognósticos horríveis que fazia a meu respeito, um ser sensível começando a vida, tudo isso cri-ou em mim um grande bloqueio às manifestações naturais do corpo. Atravessei toda a adolescência me sentindo contido e bloqueado. Ao completar 19 anos, voltei de São Paulo. E, embora com muita saudade de minha mãe, não fui morar em Jacarepaguá. Que-ria começar a trabalhar e preferi ficar com meu pai na Urca. Ia para a casa dela com muita frequência. Mas Jacarepaguá não era lugar para um rapazinho começando a conquistar sua liberdade, ainda mais sem carro. Era muito longe de tudo. Para se ter uma ideia, havia um único caminho para chegar lá. Era pela rua 24 de Maio, paralela à linha do trem, que atravessava os bairros do Engenho Novo, Méier, Cascadura e Campinho. E o pior: todo o caminho era de paralelepípedos. A gente ia pulando dentro dos ônibus. Lembro-me dos carros maravilhosos de minha mãe: um Pontiac, um Oldsmobile e um Jaguar conversível prata, lindo, ano 1950, com painel de madeira. Ficavam destruídos por esse caminho. Ah, adoraria ter hoje aquele Jaguar! Nessa época, existiam no Rio os bailes das sociedades. Os clubes carnavalescos faziam esses bailes o ano inteiro para os associados e, no Carnaval, desfilavam com muita alegria as alegorias e críticas à política do momento. Existiam os Fenianos, Tenentes do Diabo, Democráticos, Bola Preta. Minha mãe era sempre contratada para se apresentar em seus salões. Num desses shows, fui junto com ela. Quando acabou o show, ficamos bebericando alguma coisa na mesa. E, é claro, nesses bailes o que mais tinha era mulher. De repente, minha mãe me veio com esta pergunta: “Pery, meu filho, você já dormiu com uma mulher?”. “Eu?”, perguntei sem entender bem o que ela queria dizer. “É, você!” “Sinceramente, mãezinha, não!” “Então vai ser hoje que você vai dormir com mulher! Escolha uma dessas que estão aqui no Democráticos, me diga de qual gostou e me aponte.” Fiquei completamente sem jeito… Apesar de a intimidade com minha mãe ser total, o assunto mexia muito comigo. Ainda arrisquei: “Deixa isso pra lá, mãezinha, eu resolvo com o tempo!”. “Não, senhor, é hoje! Escolha!” Quem conheceu minha mãe sabe que, quando ela botava uma coisa na cabeça, não adiantava tentar enrolar. Assim, comecei a olhar em volta. Preciso explicar que as moças que frequentavam os bailes das sociedades eram do tipo liberado. Vasculhei o salão com atenção, os olhos excitadamente curiosos. Descobri umas duas ou três moças que poderiam me atrair. Mostrei-as para minha mãe, completamente sem jeito e muito as-sustado por ser daquela maneira minha primeira vez. Vi minha mãe chamar a que es-tava mais próxima, um mulherão de uns 24 anos — loura, os olhos muito bonitos e uma conversa macia. Ela atendeu encantada ao chamado. Sentou-se conosco, minha mãe perguntou o que ela queria beber, fomos apresentados. Depois de uns dez minutos de conversa, Dalva perguntou: “Você gostaria de sair com meu filho?”. A moça se assustou, mas não tanto. “Claro que sim, ele é uma gracinha!” Eu não sabia onde enfiar a cara. Fiquei vermelho, roxo, e fui descobrir naquela conversa quanto era tímido. Saímos, minha mãe nos deixou no apartamento da moça, em Copacabana, na rua Otaviano Hudson, e seguiu no Jaguar para Jacarepaguá. Foi minha primeira noite com uma mulher. Meu batismo de homem aos 19 anos. No dia seguinte, estava abençoando minha mãe pelo presente. Ela foi minha grande amiga. Ou melhor, “meu grande amigo”, como gostava de me dizer.



* A presente obra é disponibilizada por nossa equipe, com o objetivo de oferecer conteúdo para uso parcial em pesquisas e estudos acadêmicos, bem como o simples teste da qualidade da obra, com o fim exclusivo de compra futura. É expressamente proibida e totalmente repudiável a venda, aluguel, ou quaisquer uso comercial do presente conteúdo.

PROGRAME-SE


domingo, 30 de julho de 2017

HISTÓRIAS E ESTÓRIAS DA MPB


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O nome que hoje trago para nosso espaço é um dos mais representativos da música popular brasileira a partir dos anos de 1970, pois ao lado de nomes como Beto Guedes, Toninho Horta, Wagner Tiso, Túlio Mourão, Milton Nascimento, Ronaldo Bastos, Márcio Borges, Tavinho Moura, Fernando Brant e tantos outros foi responsável por um dos movimentos mais expressivos da história da MPB: o Clube da Esquina. Tal movimento nasceu a partir das frequentes reuniões no apartamento do senhor Salomão Borges, em Belo Horizonte. Lá era comum a reunião alguns daqueles que se tornariam expressivos nomes de nossa música encontrarem seus filhos Marilton e Márcio para fazer música e falar sobre cinema. Esses encontros tornaram-se fundamentais para a iniciação deste movimento que chamaria a atenção do país inteiro após um dos participantes vencer o Festival de Música Popular Brasileira e ao ter uma de suas composições, "Canção do sal", gravada pela então novata Elis Regina ainda na década de 1960. Enquanto toda essa efervescência musical ocorria Lô Borges curtia a adolescência nas ruas de Santa Teresa ao lado do também futuro cantor e compositor Beto Guedes (amizade que começou ainda na infância por intermédio de uma patinete) e fazia as suas primeiras incursões pela música com o conjunto musical formado ao lado dos irmãos, os "Beavers", integrado, também, pelo inseparável amigo. É válido o registro de que sua família está intrinsecamente ligada às artes, pois dos seus 11 irmãos muitos envolveram-se com música como é o caso de Márcio Borges, seu parceiro constante, e Telo Borges, autor, junto com o irmão Márcio, de "Vento de maio", música que foi gravada por Elis Regina. Telo, por exemplo, já traz em sua biografia alguns projetos fonográficos.

Tal movimento foi batizado devido ao hábito deles reunirem-se na esquina das ruas Paraisópolis e Divinópolis, no bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte, para trocar ideias musicais. A partir desses encontros (tanto na esquina quanto em seu apartamento), Lô Borges começou a se aventurar no universo da composição e corajosamente apresentou algumas dessas canções compostas à Bituca. Milton Nascimento apaixonava-se cada vez mais a cada nova canção apresentada e desse encontro surgiu um dos discos de maior visibilidade de Milton: "Clube da Esquina", disco lançado em 1972 e que, dentre as 21 faixas presentes, tem oito assinadas por Lô. Sua participação foi fundamental nesse disco, ajudando a caracterizar a sonoridade do Clube da Esquina ao lado dos amigos. Na contracapa do disco, seu nome aparece em destaque ao lado do de Milton Nascimento. No ano seguinte, lança pela EMI-Odeon seu primeiro disco solo, o LP que ficou conhecido como o ''Disco do tênis'' contou com a participação de Beto Guedes, Flávio Venturini, mas não atingiu o sucesso de sua primeira incursão fonográfica.Sua discografia ainda conta com álbuns como "Via Láctea" (1979), "Os Borges" (1980), "Sonho real" (1984), "Meu filme" (1996), "Horizonte vertical" (2011), entre outros. Nas últimas décadas tem se aproximado de novos compositores mineiros como é o caso de Samuel Rosa, parceiro em canções como "Dois Rios" e "Lampejo". Essas parcerias eternizaram-se em CD e DVD em 2016 quando chegou às lojas de todo o país o projeto "Samuel Rosa & Lô Borges: Ao Vivo no Cine Theatro Brasil". Parceiro de nomes como Caetano Veloso, Ronaldo Bastos, Chico Amaral, seus irmãos entre outros; Suas canções foram gravadas por nomes como Nana Caymmi, Simone e Gal Costa e Elis Regina que além de gravar de sua autoria "Trem Azul", também deu este título ao seu último show. Essa turnê gerou o álbum duplo homônimo, gravado ao vivo e lançado, em 1982, pela Som Livre.

SR. BRASIL - ROLANDO BOLDRIN

SKANK VAI GRAVAR DVD 'SAMBA POCONÉ' AO VIVO NO RIO DE JANEIRO

Gravação está prevista para o dia 25 de novembro e trabalho será editado em CD, DVD e vinil duplo


Por Francelle Marzano 


Henrique Portugal, Lelo Zaneti, Samuel Rosa e Haroldo Ferretti gravam álbum ao vivo no Rio de Janeiro pela primeira vez (foto: Skank/Divulgação)


Pela primeira vez, o Skank escolheu o Rio de Janeiro para receber a gravação de um álbum ao vivo da banda. O show "Samba-Paconé - 20 anos", está previsto para acontecer no dia 25 de novembro. 

Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Farreti vão gravar o trabalho que será editado em CD, DVD e vinil duplo. No repertório, além de executar o álbum na íntegra, o Skank também tocará grandes sucessos do início da carreira.

"O Samba Paconé"! foi criado para batizar o terceiro álbum da carreira da banda, inspirado nos pequenos circos que percorriam o país e nos filmes da Atlântida, com Zé Trindade, Renata Fronzi e Grande Otelo. A obra também foi a primeira parceria entre Samuel Rosa e Nando Reis, em "É uma partida de futebol" e teve contou também com a participação de Mano Chao.

sábado, 29 de julho de 2017

PETISCOS DA MUSICARIA

Por Joaquim Macedo Junior


RILDO HORA, MESTRE DA GAITA, COMPOSITOR, PRODUTOR

Rildo Hora, mestre da gaita ou do realejo, como dizemos no Recife


A gaita de boca (realejo) – não confundir com a gaita gaúcha – talvez tenha recebido mais atenção desde que Bob Dylan recebeu, ano passado, o Prêmio Nobel de Literatura. Afinal, o poeta americano, tocador de violão, auxiliado por uma gaita afixada acima do instrumento de cordas, fez a pequena harmônica tornar-se conhecida em todo o mundo, via country.

Rildo Hora é um dos maiores talentos brasileiros no instrumento. É apontado pelos colegas gaitistas (inclusive Toots Thielemans) como um dos principais instrumentistas em atividade.

Possui CDs lançados no Brasil e nos EUA. No show “Espraiado”, Rildo apresenta clássicos da MPB com arranjos que transitam entre o erudito e o popular. No repertório, canções próprias e de compositores como Milton Nascimento, Tom Jobim, Edu Lobo e Toots Thielemans.

“O Ovo” (Hermeto Pascoal), com Rildo Hora, gravado em 1987

Rildo Alexandre Barreto da Hora nasceu em Caruaru-PE, em 20 de abril de 1939 (78 anos). É gaitista, violonista, cantor, compositor, arranjador, maestro e produtor musical.

Seu pai, Misael Sérgio Pereira da Hora, alagoano, foi dentista, e a mãe, Cenira Barreto Hora, pernambucana, foi sua primeira professora de teoria musical e piano.

Em 1945, mudou-se com a família para a cidade do Rio de Janeiro, indo morar no subúrbio carioca de Madureira.

Aos seis anos de idade, interessou-se por harmônica de boca. Autodidata, passou a estudar o instrumento, mesmo sem mestre. Desenvolveu a sua técnica tocando frevos e choros que ouvia no rádio.

Estudou harmonia, contraponto e composição na Escola de Música Pró-Arte com o maestro Guerra Peixe, que escreveu especialmente para ele “Suite quatro coisas”. Teve aulas de violão com Meira e com Oswaldo Soares e freqüentou outros cursos no Centro de Estudos Musicais.

Ainda criança, frequentava o botequim do seu João Valentim e o bar do Nozinho, próximos à sua casa, em Madureira, apreciando o samba dos mestres Candeia, Waldir 59, Chico Santana, Alvaiade e Manacéa, entre outros da Portela.

Aos 11 anos, tocava em festas populares pelos subúrbios do Rio de Janeiro. Apresentou-se na Rádio Mayrink Veiga, no Programa Trem da Alegria, comandado pelo “Trio de Osso” (Lamartine Babo, Heber de Boscoli e Iara Sales). Nesta época, conheceu o violonista Mão de Vaca (Manoel da Conceição) e apresentou-se no programa “A Hora do Pato”, na Rádio Nacional, passando a frequentar a emissora.

Adulto, em 1961, quando trabalhava na Boate Carioca ‘Cangaceiro’, compôs com Clóvis Melo “Canção que nasceu do amor”, lançada por Cauby Peixoto e regravada mais tarde por Elizete Cardoso.

No ano seguinte Alaide Costa gravou, dele e Gracindo Junior, “Como eu gosto de você”, com arranjo de César Camargo Mariano. Acompanhou Elizete Cardoso, como violonista, em shows por todo o Brasil de 1965 a 1967.

A partir do ano de 1968 passou a trabalhar como produtor musical, a convite de Geraldo Santos, na gravadora RCA. Sua primeira produção foi o LP ‘Música Nossa’, seguida dos discos de Antonio Carlos e Jocafi, João Bosco, Martinho da Vila e Maria Creuza. A partir daí foi estudar harmonia, contra ponto e composição com o maestro Guerra Peixe.


“Visco de Jaca” (Rildo Hora e Sérgio Cabral), com Céu


Em 1973, participou como gaitista, da gravação do LP “Pérola Negra”, de Luiz Melodia, na música “Estácio Holly Estácio”. No mesmo ano, foi produtor do LP “João Bosco”, disco de estreia do cantor e compositor mineiro.

Produziu em 1978 o disco “Tendinha” de Martinho da Vila, no qual se destacou o sucesso “Amor não é brinquedo” (Martinho da Vila e Candeia). Depois, fez Ataulfo Alves Júnior, “Velha-Guarda da Portela” e “Os Meninos da Mangueira”, estas últimas compostas com Sérgio Cabral (pai).


Último Desejo, de Noel Rosa – Maysa e Rildo Hora


Em 1987, executou na Sala Cecília Meireles, no Rio, o “Concerto para Harmônica e Orquestra”, de Villa-Lobos, sob a regência do maestro Davi Machado. Em 1988, interpretou a “Suíte quatro coisas” de Guerra Peixe, escrita e orquestrada especialmente para ele. Desde então, trabalhou com vários artistas brasileiros tais como: Martinho da Vila, Mariza Rossi, Luiz Gonzaga, Jair Rodrigues, Carlos Galhardo, Vicente Celestino, Clara Nunes, Maria Creuza, Chiquinho do Acordeom, entre outros.

Em 1992, lançou o CD “Espraiado”, pela gravadora “Caju Music”, no qual interpretou “Cabriola”, “Pipoca no fogo”, “Chorinho nervoso pro Hermeto Pascoal”, “Cóe, cóe”, todas de sua autoria, e ainda “A implosão da mentira ou o episódio do Riocentro”, “Canção que nasceu do amor”, além da faixa-título, “Espraiado”. O disco contou ainda com uma composição de seu filho Misael, “Baião de flor”.

Distribuído nos Estados Unidos pela etiqueta Milestone, foi incluído pela crítica americana entre os 10 melhores discos de jazz latino.

Em 1998, a gravadora “Visom” compilou dois CDs de sua autoria, pela série “Virtuoso”, a saber: “Rildo Hora e Cia. de Cordas” e “Rildo Hora e Romero Lubambo”. Fez a produção do primeiro disco solo de Walter Alfaiate, pela gravadora Alma.

Lançou no ano de 2000 o “Casa de samba volume 4”, com a Velha Guarda da Portela e Alcione, Dudu Nobre e João Bosco, Noite Ilustrada e Cássia Eller, entre outras duplas inusitadas.

Em 2001, fez a produção do disco “Chorinho” para a gravadora alemã Teldec. Deste disco participaram Altamiro Carrilho, Carlos Malta, Sivuca, Henrique Cazes, “Época de Ouro”, Pedro Amorim, Joel Nascimento, Maria Teresa Madeira e Ademilde Fonseca.

Semana que vem, tem mais..

DOCUMENTÁRIO DANADO DE BOM PAGA TRIBUTO A JOÃO SILVA

Filme recupera a história de um dos últimos parceiros de Luiz Gonzaga

Por Ernesto Barros



Vencedor de quatro troféus Calungas no Cine PE do ano passado, inclusive o de Melhor Longa-Metragem da Mostra Competitiva, o documentário Danado de Bom – As Histórias e a Vida de João Silva estreou comercialmente no dia 6 de julho, no Cinema São Luiz. Na verdade, desde o início de junho – o mês do São João – que Danado de Bom vem conquistando espectadores de todo o Brasil.

O principal chamariz do filme é o compositor João Silva (1935-2013), o último parceiro de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. A pré-estreia aconteceu há exatamente um mês, em Arcoverde, terra natal de João, no majestoso Cinema Rio Branco, construído em 1917. Agora, a sala está equipada com projeção digital e conta com a curadoria do Programa Cine de Rua, da Secult-PE e Fundarpe.


Esquecido desde os anos 1980, quando terminou a parceria com Luiz Gonzaga, João Silva ganhou uma excelente introdução à sua obra de compositor, marcada por clássicos juninos como Nem se Despediu de Mim, Uma pa Tu, Uma pa Mim e Danado de Bom – a faixa título do LP homônimo que deu a Luiz Gonzaga o primeiro disco de ouro de sua carreira. Dezenas de canções pontuam o documentário, mas Pagode Russo se destaca pelo número de versões e recordações nordestinas (título de trabalho do filme) de quem a ouviu quando era criança. “Essa música faz parte da minha vida, uma das memórias afetivas mais fortes da minha infância”, revela cineasta Marianna Brennand, que produziu o filme, dirigido pela prima Deby Brennand. Pagode Russo é cantada em vários estilos ao longo do documentário, no qual ainda ganha uma análise precisa de Josildo Sá.


10 ANOS

O projeto do filme acompanhou mais de 10 anos as duas primas – da primeira viagem que fizeram a Arcoverde e à região do Crato, no Ceará, até a estreia nos cinemas. “Ainda lembro muito bem quando Roberta Jansen chegou acompanhada de João Silva, que se considerava esquecido”, diz a produtora. A jornada do compositor em busca de suas origens é recheada de momentos emocionantes. Ele visita Arcoverde, de onde havia saído há 30 anos, e vai até o povoado de Olho d'Água de Baixo, onde viveu com o pai à sombra de um umbuzeiro”. “Foi incrível o reencontro de João com a senhora que viu ele dormir, ainda menino, entre as folhas da árvore”, relembra Marianna.

João Silva iniciou a carreira de compositor nos estúdios da Rádio Mayrink Veiga, no Rio, no começo dos anos 1950. No filme, as músicas do compositor servem como narração, na voz de Siba, para que Deby conte a história de João, principalmente a parceria que manteve com Luiz Gonzaga, que estava passando um por uma má fase, fazendo poucos shows e com uma baixa vendagem de discos. Com um rica pesquisa de imagens a cargo de Antônio Venâncio, Danado de Bom recupera cenas de um Brasil que não se vê mais, além de apresentações ao lado de Luiz Gonzaga e shows de artistas que interpretaram os seus sucessos, como Alcione, Elba Ramalho, Gilberto Gil e Dominguinhos.

Para melhor cuidar da trajetória do filme, Marianna também tomou para si a sua distribuição nos cinemas e salas alternativas Brasil afora, através da Inquietude, a companhia que ele criou para projetos especiais, como a edição dos diários de Francisco Brennand. “Numa parceria com a plataforma Taturana, Danado de Bom já teve 49 sessões gratuitas em 13 estados brasileiros. Mais outras 19 estão para acontecer”, diz Marianna. De acordo com a Taturana, 901 pessoas viram o filme nas primeiras 15 exibições, com uma média de 60 espectadores por sessão.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

CANÇÕES DE XICO


Uma metáfora cancionada sobre minha família, a mulher Dulce e os filhos João e Mariana. Foi composta na serra do Araripe, numa noite estrelada, sob uma árvore totalmente desfolhada. De seus galhos ‘brotavam’ estrelas. Parecia, realmente, um pé de estrelas. A interpretação é de Maria Lafaete, prima legítima do Rei do Baião, Luiz Gonzaga do Nascimento.

SEMENTEIRA DA VIDA
Xico Bizerra

da sementeira da vida brotou um pé de estrelas 
e hoje se quero vê-las basta-me os olhos abrir 
se a noite vem me afligir e a luz da lua me esquece 
elevo a deus uma prece por tê-las juntas de mim

estrela mãe que engravida parindo as pequeninas 
pirilampos-bailarinas dançando na escuridão 
vagalumeia joão mãos dadas com mariana
e u’a doce estrela inflama meu peito de cantador 

é o céu se mudando pra terra 
é a lua alumiando um viver 
é a sombra de um pé de estrelas 
florado do meu bem-querer

CRÔNICA: GILBERTO GIL E A FOTO PERDIDA


Por José Teles 


No backstage, em Marciac


Gilberto Gil completou hoje 75 anos. Há 45 eu o vi pela primeira vez, no Teatro do Parque. Não tinha dinheiro pro ingresso. Por sorte faltou energia no Recife nesta noite. O teatro às escuras, pedi ao porteiro pra entrar e ele, talvez achando que o show não iria continuar, deixou. Gil se acompanhava ao violão, no escuro. O clima era meio tenso. Foi o primeiro show dele no Brasil desde que, três anos antes, fora banido do país com Caetano Veloso. Tinha um monte de artistas na plateia, Gal veio de carro de Salvador com uma turma, acho que Macalé e Capinam faziam parte.

Voltei a ver Gilberto Gil novamente em 1976, com Os Doces Bárbaros, no Geraldão. Antes um show no SESC em Santo Amaro, com Dominguinhos na sanfona, a turnê de Refazenda. Uma noite memorável, em que ele esgotou o repertório, e começou cantar rock and roll dos anos 50, Little Richard, Elvis Presley. A quarta vez, com certeza, foi com Jimmy Cliff, no Geraldão, em maio de 1980. Um showzaço, e teve ainda ele e Rita Lee, igualmente no Geraldão, com o Refestança.

Desde então não tenho ideia de quantas vezes o vi no palco, e fora dele, depois que passei a escrever sistematicamente sobre música. Foram dezenas de ocasiões. Já assisti a show de Gil aqui no Recife, Salvador, no Rio, em São Paulo, no exterior. Dos grandes nomes da MPB dos anos 60, acho que foi o que vi mais vezes, e o que mais admiro, não apenas pelo talento, mas igualmente pela maneira como vai se renovando sem forçar barra.

Quando cobria o PercPan, o festival de percussão que acontece até hoje em Salvador, embora em dimensões bem menores, passamos a nos cumprimentar. O festival começou em 1994, mas foi em 1996 que Gil começou a dividir a direção musical com Naná Vasconcelos, que também foi o curador até 2000, quando deixou de participar do PercPan. Gil continuou, com Marcos Suzano, por mais duas edições.

Com Naná ele improvisava deliciosas vinhetas entre uma atração e outra. Tenho várias gravadas em cassetes, a qualidade sonora sofrível. São muitas. Lembro de uma em que ele e Naná improvisam em cima de Samba de Lado, de Chico Science. Acho que a única gravada foi a que fez para As Ceguinhas de Campina Grande, uma das melhores, bela e curta canção composta para a apresentação, em 2000, das irmãs campinenses, que lembro cantando na feira de Campina Grande.

Acho que show de carreira vi todos desde então. A primeira vez no exterior foi em 2000, numa edição do PercPan em Paris, no parque La Vilette. Teve um show também marcante, dele com Caetano Veloso, o Tropicália 2, no Anhembi, em São Paulo. Foram quase três horas de música. Quando escrevia o livro do Frevo ao Manguebeat, em 2000, aproveitei um lançamento de um disco, O Sol de Oslo, para entrevista-lo sobre sua passagem por Pernambuco no começo de 1967, quando fez uma temporada no TPN, que o levou a maquinar o que seria batizado de tropicalismo. A entrevista foi num casarão de uma fazenda de café em, São Paulo.

Mas normalmente nos encontramos em coletivas, entrevistas individuais, depois de shows. Porém a única vez em que conversamos descontraidamente foi no backstage do festival de jazz, em Marciac, na França em 2010. Eu acompanhava a turnê européia da Spokfrevo Orquestra. Eram duas atrações por noite. No último dia a SFO abriria e Gil, que na época fazia a turnê do Fé na Festa, fecharia o festival.

O concerto da Spokfrevo seria, acho, às 19h, chegamos por volta das cinco. Marciac é uma cidade com pouco mais de mil habitantes, uma vila medieval, que nos dá impressão de que entramos no túnel do tempo. O palco do festival é montado fora dos muros que a circundam. Não se tem o que fazer em Marciac, a não ser entornar umas e outras nos bares, Ficamos, pois, fazendo hora no backstage.

Estávamos conversando abrobrinhas, Gil, maestro Spok e eu. Teve um momento, que algum dos músicos da SFO resolveu tirar uma foto com Gil. Ele posou, depois me olhou assim meio sério. Num rompante, me disse: “Dispa-se de suas vestes de jornalista e vamos tirar uma foto juntos”. A foto foi tirada. Era final de viagem, todo mundo ansioso pra voltar pro Brasil. O músico não se lembrou de me enviar a foto, e esqueci quem nos fotografou. Nunca vi, portanto, a foto em que me despi de minhas vestes de jornalista, ao lado de um artista que nunca se vestiu de estrela da MPB. Outro motivo para admirá-lo.

FESTIVAL MIMO DE CINEMA SELECIONA FILMES QUE TENHAM A MÚSICA COMO TEMA





As inscrições seguem até 4 de agosto pelo site www.mimofestival.com


Com exibição e difusão de filmes onde a música é o fio condutor de sua narrativa, o Festival MIMO de Cinema, que faz parte do maior festival de música gratuito do Brasil, o MIMO Festival, anuncia a abertura das inscrições para quem pretende ter sua obra exibida na programação deste ano. Até o dia 04 de agosto, será possível se inscrever pelo site www.mimofestival.com.

Importante janela de exibição da produção cinematográfica brasileira sobre música, o festival apresenta títulos brasileiros inéditos que ainda não ocuparam o circuito comercial. Para a inscrição, é fundamental que os filmes tenham a música, seus personagens e suas histórias como tema e que sejam produções recentes. Os filmes são projetados em salas de cinema, tendas, centros culturais e ao ar livre nos pátios de igrejas históricas. Muitas vezes o público pode apreciar a história de um artista na tela e se deliciar ao ouvi-lo na programação de concertos que acontece simultaneamente.

O Festival MIMO de Cinema é dirigido pela cineasta Rejane Zilles e desde a sua primeira edição em 2004, já exibiu 215 filmes onde a música é protagonista. Com formato ímpar, conquistou plateia cativa e exibe obras nos gêneros de documentário, ficção ou animação, nos formatos curta, média e longa-metragem.

Idealizado em 2004 pela produtora Lu Araújo, que assina a curadoria artística e a direção geral, o MIMO passou a ter como sócio o empresário Luiz Calainho em 2013. A partir de 2015, mais uma empresa se associou ao festival, a Musickeria, de Calainho, Flávio Pinheiro, Afonso Carvalho e Marcelo Megale. No Brasil, o MIMO Festival 2017 é apresentando pelo Ministério da Cultura e pelo Bradesco, com patrocínio da Hero – Serviço de Segurança Digital promovido pela FS, além de contar com a Azul Linhas Aéreas como companhia Aérea Oficial.

Nesta edição, o Festival MIMO de Cinema acontece nas cidades de Paraty/RJ (6 a 8 de outubro), Rio de Janeiro/RJ (10 a 12 de novembro) e Olinda /PE (17 a 19 de novembro). Os filmes serão projetados em telões ao ar livre nos pátios das Igrejas, no Mercado da Ribeira (Olinda) e na Casa de Cultura (Paraty). No Rio de Janeiro, o festival é concentrado no Cinema ODEON. A programação é toda gratuita. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site do festival (www.mimofestival.com).


Sobre o MIMO Festival:

Realizado anualmente desde 2004, o MIMO Festival sempre esteve intrinsecamente associado ao patrimônio, à cultura e à educação. Todas as atividades são oferecidas gratuitamente ao público e acontecem em cidades com forte valor histórico e reconhecidas mundialmente pela preservação de seus patrimônios culturais. Todas as atividades do MIMO são oferecidas gratuitamente ao público. Sua extensa programação, dedicada à música instrumental, erudita e popular, reúne concertos de nomes consagrados e novas tendências do Brasil e do exterior.

O festival ocupa, com excelência, espaços representativos dos locais onde se realiza, como igrejas, museus e parques. As atividades promovem a reflexão sobre a diversidade da produção artística local e dos diferentes panoramas mundiais, atendendo a vários públicos durante a sua realização. Em 2016, o MIMO concretizou seu processo de expansão internacional, chegando à Europa. Portugal foi escolhido pelas afinidades com o Brasil e o perfil do festival. Amarante, uma bela cidade da Região Norte do país, berço de ilustres nomes da cultura portuguesa e com construções que respiram história, recebeu a primeira edição do festival em terra estrangeira, reunindo 24 mil espectadores e apresentando atrações de luxo, como Pat Metheny & Ron Carter, Tom Zé e Vieux Farka Touré. A imprensa internacional cobriu amplamente este lindíssimo evento brasileiro.

Simultaneamente aos concertos históricos, o Festival MIMO de Cinema exibe produções inéditas, que têm a música como tema. Filmes como “Chico Sciense, Caranguejo Elétrico”, “Waiting for B”, “Xingu, Cariri, Caruaru Carioca”, ‘Eu sou Carlos Imperial’ passaram pelas telas do festival nas ultimas edições do Brasil e Portugal.

O MIMO Festival realizou ainda workshops, a Etapa Educativa e a Chuva de Poesia nas principais cidades. Os números da edição 2016 mostram a vocação do evento itinerante em levar música de qualidade por onde passa: foram 68 concertos e 42 filmes exibidos só neste ano, no Brasil e em Portugal.


Confira o número de pessoas que participaram do evento em todas as praças no ano de 2016:
Olinda: 95 mil
Rio de Janeiro: 45 mil
Paraty: 26 mil
Circuito MIMO Ouro Preto e Tiradentes: 2.500
Amarante/ Portugal: 24 mil
Total: 192.500 espectadores


Sobre o Bradesco Cultura

Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do país, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição possui, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. A temporada cultural de 2017 inicia com o patrocínio para exposições que narram a trajetória da artista Anita Malfatti, Yoko Ono e do executivo Steve Jobs.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

GRAMOPHONE DO HORTÊNCIO

Por Luciano Hortêncio*


"Álbum lançado com o selo verde Entré. A música é um documento da época em que existia o Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização), criado pelo regime militar durante o governo do general Emílio Garrastazu Médici, em 1970, objetivando erradicar o analfabetismo no Brasil em dez anos, meta jamais atingida. O Mobral foi extinto em 1985, substituído pelo Projeto Educar." (Samuel Machado Filho)




Canção: A Primeira Lição

Composição: José Orlando

Intérprete - Jackson do Pandeiro

Ano - 1973

LP - Jackson do Pandeiro - Tem Mulher, Tô Lá


* Luciano Hortêncio é titular de um canal homônimo ao seu nome no Youtube onde estão mais de 10.000 pessoas inscritas. O mesmo é alimentado constantemente por vídeos musicais de excelente qualidade sem fins lucrativos).

DE DAVID BOWIE A CHESTER BENNINGTON: COMO A MORTE DE CANTORES IMPACTA NAS VENDAS

Procura pelas músicas da banda Linkin Park aumentaram em mais de 5.000% desde a morte do vocalista

Por Fellipe Torres


Cantores têm músicas mais procuradas depois da morte


Assim como ocorre em outras expressões artísticas, a morte de um ídolo aumenta subitamente o interesse pela obra deixada por ele. Com o falecimento do vocalista Chester Bennington, na última quinta-feira (20), a banda Linkin Park voltou a figurar nas listas dos mais tocados em todo o mundo. Desde então, as vendas do grupo subiram cerca de 5.300%, segundo informações da Nielsen Music, enquanto três discos voltaram a figurar na cobiçada lista Hot 100 da Billboard. 

Algo parecido aconteceu em relação a Chris Cornell, morto em maio deste ano. O acesso às músicas da banda Soundgarden nas plataformas de streaming subiu 980%. No caso de Audioslave, outro grupo liderado por Cornell, o aumento foi de 727%. Na semana seguinte à morte do cantor, suas músicas foram ouvidas mais de 32 milhões de vezes segundo a Nielsen Music. O número é 549% maior do que a semana anterior (5 milhões).

O mesmo fenômeno vale para artistas nacionais. Nas primeiras horas após a morte de Belchior, em abril deste ano, o Spotify registrou 51 mil audições das músicas do artista. No mesmo período, as visualizações dos vídeos do cantor no YouTube somaram 4,25 milhões, o que representa aumento de 3.818% em relação ao dia anterior. 

Confira outros exemplos: 

PRINCE 
No primeiro mês depois da morte do cantor, em abril de 2016, foram vendidas 5,6 milhões de cópias de seus discos. Até abril deste ano, o número chegou a 7,7 milhões, de acordo com a Nielsen Music. 

DAVID BOWIE
Na semana da morte do cantor (em 10 de janeiro de 2016), houve um crescimento de 5.000% nas vendas de seus álbuns. Segundo a Nielsen Music, foram vendidas 682 mil unidades. 

GEORGE MICHAEL
A morte do cantor em 25 de dezembro de 2016 também representou um aumento expressivo nas vendas daquela semana. Os discos do artista tiveram uma procura 2.767% maior. Dados são da Nielsen Music.

BANDA GAÚCHA MATA CERRADO LANÇA PRIMEIRO DISCO

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A cena musical de Pelotas sempre surpreende. Vem de lá o primeiro álbum do power trio formado em 2010 por Yuri Marimon (guitarra, voz), Wysrah Moraes (baixo, voz) e Felipe Nobre (bateria), todos estudantes da UFPel. Mesmo com idades na casa dos 25, a inspiração deles está em músicos e bandas dos anos 1960/70. Citam Jimi Hendrix, Cream, Led Zeppelin, Ten Years After, as brasileiras (praticamente desconhecidas dos jovens roqueiros de hoje) O Terço, Casa das Máquinas e Som Nosso de Cada Dia. Mas o sotaque é de rock gaúcho. Os três são convincentes no som pesado, barulhento, rápido, uma guitarra furiosa, vocais berrados e letras como a do rock'n'roll Aquele Morto Não Sou Eu, que se apropria de um trecho de Johnny B. Goode (Chuck Berry) e diz assim: "Sinto que eu tô chegando/ Mas não sei muito bem onde/ E pra isso eu tô cagando/ Se eu tô perto ou tô longe/ Eu tô indo pra natureza selvagem/ .../ Vai Johnny, vai, vai". Outros destaques são a instrumental Entrando no Mato, que abre o disco, o hard blues Mais Uma Noite, a progressiva Barca de Couro – comentário de 11 minutos sobre a história de Pelotas, com suas charqueadas e escravos. No segundo semestre a Mato Cerrado deve apresentar o show em Porto Alegre. Independente, R$ 25, à venda no Facebook da banda. Disponível nas plataformas digitais. 


Fonte: Zero Hora

quarta-feira, 26 de julho de 2017

VÔTE... ESCUTA SÓ!

Por Paulo Carvalho



Preconceitos a parte

Black is Beautiful 



De vez em quando me deparo com postagens no Facebook, de pessoas pedindo para curtir, caso tenha algum amigo negro, como se o ato de curtir desse à esta pessoa um atestado de que ela não é racista. Não curto tais postagens, nem tão pouco com relação a questões de gênero como, curta se tem um amigo gay, é outro pedido bastante frequente, e outra grande falácia.

Não respondo, pois, o que interessa apenas é que eu tenho amigos, e eles sabem disso, ponto.

A hora de ver se você é preconceituoso ou não, é na atitude, é quando o fato se coloca na sua frente. Quero ver, como dizia Chico Anísio, quando sua filha branca, de olhos azuis, chegar em casa de mãos dadas com um negro, ou visse e versa, e diz: Pai este é meu namorado(a). Quando ele ou ela chega com alguém do mesmo sexo e diz a mesma coisa. Está sim, é à hora do olho no olho. A sua reação, e o que vai acontecer a partir deste momento, diz quem você é realmente. No primeiro caso, a resposta, muitas vezes é... Pra ser amigo tudo bem, mas para misturar o sangue é outra coisa. No segundo caso pode-se ouvir... Amigos, até que pode, mas quero netos, e aí. E como vou explicar esta situação para os amigos, como se tivesse explicações para dar.

A aceitação, a tolerância, a compreensão das diferenças, quaisquer que sejam se dá diante do fato, e não em curtidas nas redes sociais. Assim é fácil cara pálida.

Porque estou falando do assunto. Hoje uma senhora portuguesa, tomando conhecimento de eu tinha, e tenho, intenções de morar em Portugal, me disse o seguinte: O senhor deveria ir morar na minha terra, disse lá o nome do lugar, uma aldeia, no interior do país e completou com esta pérola. “Eu não sou racista não viu, neste momento baixou o tom da voz, e confidenciou. Lá não tem pretos, acredite.” Imaginem se ela fosse racista.


MILTON NASCIMENTO VIRA DESENHO NA SÉRIE PERNAMBUCANA MUNDO BITA

Artista será o personagem Bituca, batizado com o mesmo apelido que é conhecido entre os amigos


Bituca, personagem de Milton Nascimento, com Bita. Foto: Divulgação /Mundo Bita


O cantor Milton Nascimento virou desenho e vai integrar a turma do Mundo Bita. O artista fará parte do clipe Trem das estações, da série infantil pernambucana Bita e a natureza. Na animação, Milton será Bituca - apelido pelo qual é conhecido entre os amigos. Ao lado de Bita, Bituca vai comandar uma locomotiva e viajar pelas quatro estações do ano. 

Além do personagem, o artista carioca empresta a voz na canção do clipe ao lado de Chaps Melo, cantor, compositor e um dos criadores do Mundo Bita. A animação será publicada no YouTube no dia 1º de setembro e fará parte do DVD Bita e a Natureza. "Eu sempre gostei de fazer parte de projetos que envolvem o universo infantil, mas já fazia um tempo que não gravava coisas pra criançada, até que veio esse convite do Mundo Bita. Foi muito bom ter feito parte disso", disse o cantor.

Milton Nascimento anunciou um novo show em Pernambuco. O artista fará apresentação única da turnê Semente da terra no dia 24 de agosto, a partir das 21h, no Teatro Guararapes, em Olinda. O espetáculo marca o retorno dele aos palcos e reúne as principais canções da trajetória de 50 anos de carreira. O título da turnê faz referência ao nome com que o artista foi batizado em cerimônia indígena na Nação Guarani Kaiowá em 2010.


Fonte: Diario de Pernambuco

LUIZ GONZAGA GANHA PRIMEIRO CLIPE OFICIAL COM MAIS DE 70 SANFONEIROS

As imagens do vídeo de Asa branca foram gravadas em Exu, no Sertão de Pernambuco


 


Em comemoração aos 70 anos de Asa banca, Luiz Gonzaga ganha o primeiro clipe batizado Eterno Gonzagão, que contou com a participação de mais 70 artistas nordestinos. O vídeo foi produzido para campanha publicitária da Schin, com a promessa de resgatar as tradições e homenagear o Rei do Baião. As imagens foram gravadas em Exu, no Sertão de Pernambuco, terra natal de Luiz Gonzaga. 

A imagem de Gonzagão, do acervo da TV Cultura, foi projetada na capela da Fazenda de Araripe. Vários artistas, tocadores de sanfona, triângulo e zabumba, se reuniram no local e cantaram em coro ao lado do mestre. Nomes como Oswaldinho do Acordeon, parceiro de Gonzaga, Joquinha Gonzaga, sobrinho do Rei do Baião, e sanfoneiros como Clayton Sobrinho Gama, Ana Caroline Lourenço da Silva, Sarah Assis, João Roberto de Santana Alves, Terezinha Bezerra Chaves, Lulinha Alencar, Enok Virgolino Dantas e José Marcelino da Silva participaram das gravações. Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha e neto de Gonzagão, acompanhou o processo de criação do clipe e liberou os direitos autorais para a divulgação do projeto. 

Asa branca é uma composição de Luiz Gonzaga em parceria com Humberto Teixeira datada de 1947. De acordo com os registros do Instituto Memória Musical, a faixa foi gravada 368 vezes. Artistas como Dominguinhos, Agnaldo Rayol, Toquinho, Raul Seixas, Quinteto Violado, Sivuca, Trio Irakitan, Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Wilson Simonal, entre outros, já cantaram o hino. Recentemente, a faixa ganhou uma versão pornô em ritmo de funk. A música batizada Festa junina da putaria é de autoria do MC Yuri, de 19 anos, e traz versos com teor sexual como "Tu vai sentar, tu vai quicar por cima do meu peru / MC Yuri, manda pra tu / Vem novinha, senta, quica, trava, arrasta com a x*** no meu peru". Após a repercussão negativa e o apelo da família do artista nordestino, o MC resolveu tirar a faixa dos canais de circulação nas redes sociais. "Nunca foi a intenção dele causar qualquer tipo de ofensa", afirmou o advogado do funkeiro ao Viver. 

Assista ao clipe de Eterno Gonzagão:

Fonte: Diário de Pernambuco

terça-feira, 25 de julho de 2017

LENDO A CANÇÃO

Por Leonardo Davino*


O que é canção? Thiago Pethit

Pethit Thiago



- O que é canção para você? 
Canção é toda a composição musical que tenha como ingredientes principais, a voz e a história a ser cantada. 

- De onde vem a canção? 
Ela é filha da poesia com a prosa, mas a contemporanea é bastarda. 

- Para que cantar? 
Para quem, essa é a pergunta principal. A comunicação e a identificação são as paixões da canção e do cantador. 

- Cite 3 artistas que são referências para o seu trabalho. Por que estes? 
Nora Ney, por cantar as fossas mais lindas. Tom Waits por narrar as histórias mais horríveis em canções de ninar. E Patti Smith por transformar a voz da canção em grito e a narrativa em protesto estético.





* Pesquisador de canção, ensaísta, especialista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e doutor em Literatura Comparada, Leonardo também é autor do livro "Canção: a musa híbrida de Caetano Veloso" e está presente nos livros "Caetano e a filosofia", assim como também na coletânea "Muitos: outras leituras de Caetano Veloso". Além desses atributos é titular dos blogs "Lendo a canção", "Mirar e Ver", "365 Canções".

MORAES MOREIRA, 70 ANOS

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Seu primeiro instrumento foi a sanfona. Logo depois, passou a tocar violão e guitarra. Em 1966, transferiu-se para a cidade de Salvador e foi morar em uma pensão, onde conheceu Paulinho Boca de Cantor e Luis Galvão, com os quais formaria mais tarde o grupo Os Novos Baianos. Por essa época trabalhava como bancário.

Em 1968, juntamente com Paulinho Boca de Cantor, Luis Galvão, Pepeu Gomes e Baby Consuelo (hoje Baby do Brasil), formou o grupo Os Novos Baianos, que fez sua estréia com o show "Desembarque dos bichos depois do dilúvio", em Salvador. 

No ano seguinte, participou, com o conjunto, do V Festival da Música Popular Brasileira da TV Record de São Paulo, com sua composição "De Vera" (c/ Galvão). A canção foi registrada no primeiro LP do grupo, lançado nesse mesmo ano, ao lado de outras da mesma dupla de parceiros como "É ferro na boneca" e "A casca de banana que pisei". 

Em 1970, Baby Consuelo lançou um compacto simples, pela RGE, contendo outra música de sua autoria, "Curto de véu e grinalda" (c/ Galvão). 

Ainda no início dos anos 1970, transferiu-se com os outros integrantes do conjunto Os Novos Baianos para o Rio de Janeiro, vivendo inicialmente em um apartamento em Botafogo e, mais tarde, em um sítio em Vargem Grande. 



Em 1972, o grupo incorporou o baixista carioca Dadi e os percussionistas Jorginho Gomes, Baixinho e Luis Bolacha. Redirecionado musicalmente pela influência de João Gilberto, amigo de infância de Luis Galvão, o conjunto gravou, pela Som Livre, o LP "Acabou Chorare", contendo, entre outras, canções de sua parceria com Galvão, como a faixa título, "Mistério do planeta", "A menina dança", "Um bilhete pra Didi", "Tinindo trincando" e "Preta, Pretinha", esta última vindo a se tornar um dos maiores sucessos do grupo, que também ficaria conhecido pela releitura de "Brasil pandeiro" (Assis Valente), incluída nesse mesmo LP. 

Em 1973, ainda com o grupo, lançou o LP "Novos Baianos Futebol Clube". Neste disco, foram registrados outros sucessos de sua autoria, como "Besta é tu" (c/ Pepeu e Galvão), "Sorrir e cantar como Bahia" e "Só se não for brasileiro nessa hora", ambas em parceria com Galvão, entre outras. O disco incluiu também uma releitura de "Samba da minha terra" (Dorival Caymmi), que se tornaria outro grande sucesso do conjunto. 

Em 1974, ainda com o grupo, lançou pela Continental o LP "Linguagem do alunte", no qual foram incluídas, de sua parceria com Galvão, a faixa-título, "Ao poeta", "Reis da bola", "Ladeira da praça" e "Fala tamborim", entre outras. Com a dissolução do conjunto, partiu para carreira solo. Nesse mesmo ano, participou da trilha sonora da novela "Gabriela" (TV Globo), na qual interpretou sua música "Guitarra baiana". 

Resultado de imagem para moraes moreiraEm 1975, lançou seu primeiro disco solo, "Moraes Moreira".

No ano seguinte, iniciou uma parceria com o poeta Fausto Nilo, com quem compôs "Santa fé", tema de abertura da novela "Roque Santeiro" (Rede Globo). Ainda em 1976, participou, como cantor, do Trio Elétrico de Dodô e Osmar. 

Lançou, em 1977, o LP "Cara e coração".

Em 1978, lançou o LP "Alto falante". Nesse mesmo ano, Zezé Motta interpretou sua música "Crioula" em disco lançado pela gravadora Atlantic. 

Em 1979, lançou o LP "Lá vem o Brasil descendo a ladeira". Nesse mesmo ano, Terezinha de Jesus incluiu no repertório do LP "Vento Nordeste" (CBS) sua composição "Fogo fátuo" (c/ Chacal). Também em 1979, Zizi Possi e o grupo A Cor do Som interpretaram "Fruto maduro", de sua autoria. Ainda nesse ano, Paulinho Boca de Cantor, ex-integrante dos Novos Baianos e também seguindo carreira solo, incluiu diversas composições de sua autoria em disco lançado pela gravadora Epic: "Nossa trajetória" (c/ Paulinho e Galvão), "Mambeando à beira mar" (c/ Jorginho, Paulinho e Galvão), "Leva o vento" (c/ Galvão) e "Eu sou um padeiro". 

Em 1980, lançou o LP "Bazar brasileiro". Nesse mesmo ano, Terezinha de Jesus registrou, no LP "Caso de amor", sua música "Tua sedução" (c/ Fausto Nilo). 

Em 1981, lançou o LP "Moraes Moreira. Elza Maria incluiu, no disco "Entra na Rosa" (PolyGram), lançado também nesse ano, sua canção "Pelo microfone" (c/ Fausto Nilo). A música seria regravada mais tarde, também com sucesso, por Elba Ramalho. Ainda em 1981, a dupla Bendegó, formada por Capenga e Gereba, gravou "Do I Ching ao Xingu", de sua parceria com Capenga e Antonio Risério. 

Lançou, em 1982, o LP "Coisa acesa". Nesse mesmo ano, com direção e roteiro de Fred Góes, montou o show "Pintando o oito", apresentado no Anhembi (SP). Também em 1982, Ângela Maria gravou sua canção "Sempre Ângela" (c/ Fred Góes e Paulo Leminski). 

No ano seguinte, lançou o LP "Pintando o oito".



Em 1984, gravou o LP "Mancha de dendê não sai". Também nesse ano, Zezé Motta incluiu, no LP "Frágil força", sua música "Nega Dina" (c/ Capinan) e Zizi Possi regravou "Dê um rolê" (c/ Galvão), sucesso dos anos 1970 na voz de Gal Costa. 

Em 1985, Beth Carvalho interpretou "O encanto do Gantois", de sua parceria com Edil Pacheco. Ainda nesse ano, compôs com Fausto Nilo "Olhos de Xangô", incluída na minissérie "Tenda dos Milagres" (Rede Globo). Também em 1985, Luiz Gonzaga gravou "Instrumento bom", de sua parceria com Fred Góes. 

Em 1986, lançou o LP "Tocando a vida". Nesse ano, sua composição "Dança do amor" (c/ João Donato) foi interpretada por Tânia Alves, no LP "Dona de mim" (CBS). 

Em 1987, gravou o LP "Mestiço é isso?". Nesse ano, Fausto Nilo lançou o disco "12 Letras de Sucesso", no qual o letrista compilou algumas de suas músicas mais conhecidas, em gravações de grandes artistas da MPB, algumas de autoria da dupla, como "Bloco do prazer", com Gal Costa, e "De noite e de dia", com Maria Bethânia, além de sua própria gravação de "Meninas do Brasil" e "Santa Fé". 

Em 1988, lançou os LPs "Bahiano fala cantando" e "República da música". Também nesse ano, apresentou-se, ao lado de Armandinho, em turnê de shows nos Estados Unidos. 

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Em 1989, Elba Ramalho interpretou "Popular brasileira", de sua parceria com Fred Góes, faixa que deu título ao disco da cantora. Nesse mesmo ano, Fred Góes fez o roteiro de seu especial para a Rede Manchete. Ainda em 1989, participou do disco de Armandinho. 

Em 1990, fez dupla com Pepeu Gomes, com quem lançou o disco "Moraes e Pepeu". No ano seguinte, o disco foi lançado no Japão. 

Em 1991, gravou o disco "Cidadão", no qual registrou, entre outras, "Leda" (c/ Paulo Leminski) e a faixa-título, de sua parceria com Capinan. 

Um ano depois, convidado por Almir Chediak, participou do songbook de Gilberto Gil, interpretando ao lado de seu filho Davi Moraes a música "Procissão". 

Em 1993, lançou o CD "Terreiro do mundo", com destaque para sua canção "Agradeça ao Pelô" (c/ Neguinho do Samba), e o CD "Tem um pé no Pelô".

Gravou, no ano seguinte, o CD "O Brasil tem conserto".

Em 1995, lançou o CD "Acústico Moraes Moreira", interpretando 15 sucessos de sua carreira, dentre os quais "Lá vem o Brasil descendo a ladeira" (c/ Pepeu), "Festa do interior" (c/ Abel Silva), "Coisa acesa" (c/ Fausto Nilo), "Acabou chorare" e "Preta Pretinha", ambas com Galvão. 

Em 1996, lançou o CD "Estados". 


No ano seguinte, juntamente com Baby do Brasil, Paulinho Boca de Cantor, Luis Galvão e Pepeu Gomes, entre outros componentes do grupo Novos Baianos, apresentou o show "Infinito Circular", no Metropolitan (RJ). O espetáculo foi gravado e deu origem ao disco homônimo, lançado no mesmo ano. Ainda em 1997, gravou gravou o CD "50 Carnavais", contendo sete músicas inéditas e cinco regravações de antigos sucessos. 

Em 1999, lançou o CD "500 sambas".

Em 2001, participou do Rock In Rio, apresentando-se, com seu trio elétrico, no Palco Mundo.

Lançou, em 2003, o CD "Meu nome é Brasil", contendo suas canções "Violão cidadão" e "Mais que palavras", ambas com Fred Góes, "Minha pérola", "Choro novo" (c/ Armandinho), "Indagações de um analfabeto" (c/ Zé Walter), "Rainha da cocada preta" (c/ Tavinho Paes), "Me azara meu amor" (c/ Abel Silva), "Eu sou o caso deles" (c/ Galvão) e "Tô fazendo" (c/ Fred Góes e Maria Vasco), além de "Gente humilde" (Garoto, Chico Buarque e Vinícius de Moraes), "Respeita Januário" (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), "Aos pés da Cruz" (Marino Pinto e Zé da Zilda) e "Trem das Onze" (Adoniran Barbosa). Fez show de lançamento do disco no Teatro Rival BR (RJ).

Em 2005, gravou o CD "De repente", contendo suas canções "Povo brasileiro" (c/ Armandinho), "Pra vida inteira", "Baião D2", "Palavra de poeta" (c/ Fred Góes) e "Na glória do samba", entre outras. Fez show de lançamento do disco na Feira de São Cristóvão, ponto de encontro do povo nordestino no Rio de Janeiro, e na Modern Sound (RJ). 



Constam da relação dos intérpretes de suas canções, além dos já citados, Daniela Mercury ("Monumento vivo", com Davi Moraes), Ney Matogrosso, Luis Melodia ("Mistério do planeta", com Luis Galvão), Fagner, Simone ("Pão e poesia", com Fausto Nilo), Marisa Monte ("Dê um rolê", com Galvão) e Gal Costa ("Festa do Interior", com Abel Silva, música mais tocada em 1982), entre vários outros.

Em linguagem de cordel, lançou, em 2007, o livro “A história dos Novos Baianos e outros versos” (Língua Geral Editora), acompanhado de um CD que registra sua voz na leitura do cordel e também de poemas inéditos e letras de sua autoria. O lançamento foi celebrado na Modern Sound (RJ), com leitura de trechos do livro e performance musical, ao lado de seu filho, o guitarrista Davi Moraes.

Lançou, em 2009, o CD e DVD "Moraes Moreira - A História dos Novos Baianos e Outros Versos", gravado na Feira de São Cristovão, com direção de João Falcão. No repertório, suas canções “Ferro na boneca”, “Acabou Chorare”, “Mistério do Planeta”, “A menina dança” e “Preta Pretinha”, todas em parceria com Galvão, “Lá vem o Brasil descendo a ladeira” (c/ Pepeu Gomes), “Sintonia” (c/ Zeca Barreto e Fred Góes), “Eu também quero beijar” (c/ Pepeu Gomes e Fausto Nilo), “Bloco do prazer” (c/ Fausto Nilo”, “Spok Frevo Spok” (c/ Fernando Caneca), “Chame gente” (c/ Armandinho) e “Festa do interior” (c/ Abel Silva), além de “Um bilhete pra Didi” (Jorge Gomes), “Brasil Pandeiro” (Assis Valente) e “Vassourinhas” ( Matias da Rocha e Joana Batista Ramos).


Resultado de imagem para moraes moreiraEm 2010, lançou o livro “Sonhos elétricos”, reunindo crônicas, cordéis, letras de músicas e fatos de sua biografia.

Apresentou-se, em 2011, no Instituto Moreira Salles, com o repertório do disco “Acabou Chorare”, LP antológico lançado, em 1972, pelo grupo Os Novos Baianos, do qual é fundador. O show, recheado de histórias do conjunto, contou com a participação de Davi Moraes.

Lançou, em 2012, o CD “A revolta dos ritmos”, primeiro disco de inéditas em sete anos. No repertório, “Feito Jorge Ser Amado”, “A dor do poeta”, “Brasileira Academia” e a faixa-título, entre outras. Também nesse ano, participou da série “Grandes nomes, grandes discos”, na casa Miranda (RJ), falando sobre o LP “Acabou Chorare” e interpretando canções do disco que gravou com o grupo Os Novos Baianos em 1972. A mesa contou com a participação do pesquisador Fred Góes. Ainda em 2012, foi um dos palestrantes da série “De conversa em conversa” do 3º Salão de Leitura, realizado no Teatro Popular de Niterói. Nesse mesmo ano, celebrando os 40 anos de lançamento do disco “Acabou chorare”, que gravou como integrante do grupo Os Novos Baianos, fez show ao lado do filho, Davi Moraes, no Instituto Moreira Salles. Em seguida, saiu em turnê comemorativa, que teve estreia no Studio RJ, no Rio, desta vez com a participação de outros músicos.

Em 2013, fez show de lançamento do CD “A revolta dos ritmos” no espaço Miranda (RJ). Nesse mesmo ano, foi contemplado com o Prêmio da Música Brasileira, nas categorias Melhor Cantor Regional e Melhor Álbum Regional, pelo CD “A revolta dos ritmos”. Ainda em 2013, apresentou o show “Pé de Serra” no Teatro Net Rio (RJ).



Discografia Oficial


Compacto (1969)
Faixas:
01 - Volta que o Mundo Dá 
02 - Radical



De Vera (1969)

Faixa:
01 - De Vera (Ao Vivo)


Compacto (RGE) (1970)

Faixa:

01 - Psiu 

02 - 29 Beijos 
03 - Globo da Morte 
04 - Mini Planeta Lis




No Fim do Juízo (Philips) (1970)
Faixas:
01 - De um Role 
02 - Você me da um Disco 
03 - Caminho de Pedro 
04 - Nisque



É Ferro na Boneca (RGE) (1970)
Resultado de imagem para É Ferro na Boneca (RGE) (1970)


Faixas:
01 - 
Ferro na Boneca
02 - Eu De Adjetivos
03 - Outro Mambo, Outro Mundo
04 - Colégio De Aplicação
05 - A Casca de Banana Que Eu Pisei
06 - Dona Nita e Dona Helena
07 - Se Eu Quiser Eu Compro Flores
08 - E O Samba Me Traiu 
09 - Baby Consuelo
10 - Tangolete
11 - 
Curto de Véu E Grinalda
12 - Juventude Sexta e Sábado
13 - De Vera




Acabou Chorare (Som Livre) (1972)
Resultado de imagem para Acabou Chorare (Som Livre) (1972)

Faixas:
01 - Brasil Pandeiro
02 - Preta Pretinha
03 - Tinindo e Trincando
04 - Swing de Campo Grande
05 - Acabou Chorare
06 - Mistério do Planeta
07 - A Menina Dança
08 - Besta é Tu
09 - Um Bilhete Para Didi (instrumental)
10 - Preta Pretinha (versão curta)



Compacto (Continental) (1973)
Faixas:
01 - No Tcheco Tcheco 
02 - Boas Festas (Ao Vivo)


Compacto Continental (1973)
Faixas:
01 - A Minha Profundidade 
02 -  O Prato e a Mesa




Novos Baianos F.C. (Continental) (1973)
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Faixas:
01 - Sorrir e Cantar Como Bahia
02 - Só Se Eu Não For Brasileiro Nessa Hora
03 - Cosmos E Damião
04 - O Samba Da Minha Terra
05 - Vagabundo Não é Fácil
06 - Com Qualquer Dois Mil Réis
07 - Os Pingo Da Chuva
08 - Quando Você Chegar
09 - Alimente
10 - Dagmar





Novos Baianos (Continental) (1974)

Faixas:
01 - Fala Tamborim (Em Pleno 74)
02 - Ladeira Da Praça
03 - Eu Sou O Caso Deles
04 - Miragem
05 - Isabel (Bebel)
06 - Linguagem Do Alunte
07 - Ao Poeta
08 - Reis Da Bola
09 - Bolado



Vamos pro Mundo (Som Livre) (1974)
Faixas:
01 - Vamos Pro Mundo
02 - Guria (Faixa Incompleta)
03 - Na Cadência Do Samba
04 - Tangolete
05 - América Tropical
06 - Chuvisco
07 - Escorrega Sebosa
08 - Ô Menina
09 - Um Dentro Do Outro
10 - Um Bilhete Pra Didi
11 - Preta Pretinha No Carnaval




Moraes Moreira (Som Livre) (1975)


Faixas:
01 - Desabafo e desafio
02 - Guitarra baiana
03 - Sempre cantando
04 - Chinelo do meu avô
05 - Chuva no brejo
06 - Nesse mar nessa ilha
07 - Do som
08 - PS
09 - Loucura pouca é bobagem
10 - Anda nega
11 - Se você pensa
12 - Violão vagabundo



Cara e Coração (Som Livre) (1977)



Faixas:
01 - O que é, o que é
02 - Pombo correio (Double morse)
03 - Yogue de ouvido
04 - Às três da manhã
05 - Samba da Baia de Todos os Santos
06 - Hino nordestino
07 - Meiufin
08 - Davilicença
09 - Acordei
10 - Cara e coração



Alto Falante (Som Livre) (1978)

Faixas:
01 - Fruta mulher
02 - Crioula
03 - Mulher
04 - Espírito esportivo
05 - De tarde na liberdade
06 - Alto falante
07 - Pedaço de canção
08 - Revoada
09 - Prosando com Maria
10 - Ana caiana
11 - Choro feliz
12 - Mentira



Lá vem o Brasil Descendo a Ladeira (Som Livre) (1979)

Faixas:
01 - Lá vem o Brasil descendo a ladeira
02 - Pelas capitais
03 - Eu sou o carnaval
04 - O prometeu
05 - Coração nativo
06 - Som moleque
07 - Valentão
08 - Chão da praça
09 - Feito Muhammad Ali
10 - Choro pequenino
11 - Assim pintou Moçambique



Bazar Brasileiro (Ariola) (1980)

Faixas:
01 - Grito de guerra
02 - Forró do ABC
03 - Tapioca de Olinda
04 - Que papo é esse?
05 - Meninas do Brasil
06 - Cabeleira de Berenice
07 - Pessoal do alô
08 - Asas de Brasília
09 - Lenda do Pégaso
10 - Todos nós
11 - Meninos do Brasil


Moraes Moreira (Ariola) (1981)


Faixas:
01 - Paxorô
02 - Axé do Gandhi
03 - Lenda do São João
04 - A terra é boa
05 - Mulher e cidade Marília
06 - As quatro curtições do ano
07 - Vida vida
08 - Dodô no céu, Osmar na terra, Passo double no carnaval
09 - Nossa voz
10 - Bateu no paladar 



Brasil Night - Ao Vivo Em Montreux (Ariola) (1981)
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Faixas:
01 - Bateu no paladar 
02 - Bate coração
03 - Berimbau
04 - Baião
05 - Samba de Orly
06 - Tudo azul
07 - Davilicença
08 - Asa branca
09 - Forró do ABC




Coisa Acesa (Ariola) (1983)

Faixas:
01 - Coisa acesa
02 - Baile no meu coração
03 - Decote pronunciado
04 - Marília
05 - Sereno
06 - Pernambuco "meu"
07 - Terra primeira
08 - Milagre da alegria
09 - Estive ouvindo Stevie Wonder 
10 - Essa casa 



Pintando o Oito (Ariola) (1983)


Faixas:
01-  Sonhei que estava em Portugal
02 - Quem nunca foi um menino
03 - Teu cabelo
04 - Todo mundo quer
05 - Um baiano em Paris (Será que não há?)
06 - Só por amor
07 - Oi, tentação
08 - Minhas férias com o fantasma
09 - Quizumba no samba
10 - Tramas de amor
11 - Oxalá (Cesta cheia da sexta)
12 - Saudades do galinho 


Mancha de Dendê Não Sai (Ariola) (1984)


Faixas:
01 - Meninas e Minas Gerais
02 - Caminhão da alegria
03 - Carro alegórico
04 - Adarrum
05 - Índio indo
06 - Mancha de dendê não sai
07 - Beijo de planeta
08 - Cordão de ouro
09 - Dia-a-dia
10 - Parafraseando o frevo


Tocando a Vida (CBS) (1985)
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Faixas:
01 - Alma de Guitarra
02 - Bateria Nota 10
03 - O Bandolim de Jacob
04 - Corpo de Violão
05 - Piano Ex-Cravo
06 - Santa Fé
07 - Nós e Voz
08 - O Acordeon e a Sanfona
09 - Garoto Cavaquinho
10 - Doce Flauta
11 - Olhos de Xangô (Afoxé)



Mestiço é Isso (CBS) (1986)
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Faixas:
01 - Salvador e um Porto Seguro
02 - Sintonia
03 - Pernambuco, Jamaica e Bahia
04 - Desejos Manifestos
05 - Vai À Forra No Forró
06 - Bloco do Povo
07 - Petrolina e Juazeiro
08 - Morena Absoluta
09 - Outros Meninos
10 - Pot-Pourri 'Viva São João e o Carnaval' 



República da Música (CBS) (1987)

Faixas:
01 - Vem me perdoar
02 - Do Caribe
03 - Dança dos bichos
04 - Amores urbanos
05 - Ferro na boneca
06 - Fogueira nova
07 - Carnê do carná
08 - Quilombahia
09 - Rádio amador
10 - Preta, pretinha


Baiano Fala Cantando (CBS) (1988)
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Faixas:
01 - Por que parou, parou por quê
02 - Calundú
03 - Verão na Bahia
04 - Lambe-lambe
05 - Mais que palavras
06 - Som do sonho
07 - Barato cucaracha
08 - Lambada de amor não dói
09 -Todo Pôncio é um Pilatos
10 - Camelo elétrico  / Pelô patrimônio



Moraes e Pepeu (Warner) (1990)

Faixas:
01 - A lua e o mar
02 - Sonhar sonhar
03 - A lua dos amantes
04 - Zen Bahia
05 - É bom suar
06 - Salseiro
07 - Banda Cigana
08 - Colégio de aplicação
09 - Brasil campeão 


Moraes e Pepeu - Ao vivo no Japão (Warner) (1990)


Faixas:
01 - Samba da minha terra
02 - Lá vem o Brasil descendo a ladeira
03 - Bem viver
04 - Do Caribe
05 - Eu também quero beijar
06 - Bom suar
07 - Na Baixa do Sapateiro
08 - Preta pretinha
09 - Lua dos amantes
10 - Traiçoeiro caçador
11 - Molho do Reppolho



Cidadão (Sony) (1991)

Faixas:
01 - Cidadão
02 - África chamada Bahia
03 - Semente do amor
04 - Estado de Graça
05 - Um bolero e fim de papo
06 - Lêda
07 - Banho de amor
08 - Rádio coração
09 - Bandas de lá e de cá
10 - Amor e música
11 - Cidade dos brasileiros
12 - Rádio coração
13 - Folião pipoca
14 - São João na estrada
15 - Balança Rio



Terreiro do Mundo (Polygram) (1993)

Faixas:
01 - Luminosa fonte (Vida)
02 - Tambor da Bahia
03 - Universo
04 - Monumento vivo
05 - Se oriente
06 - Lavrador
07 - Melodia do amor
08 - Agradeça ao Pelô
09 - Sonhar, sonhar
10 - Pelo sim, pelo não
11 - Mãe preta
12 - Os carapintadas



Tem um Pé no Pelô (Som Livre) (1993)

Faixas:
01 - Tem um pé no Pelô
02 - Carnaval do Brasil:
Bloco do prazer (Moraes Moreira-Fausto Nilo)
Pombo correio (Double morse) (Dodô-Osmar Macedo-Moraes Moreira)
Festa do interior (Moraes Moreira-Abel Silva)
03 - Preta, pretinha
04 - Coisa acesa
05 - Ferro na boneca
06 - Sintonia
07 - O amor é lindo
08 - E assim pintou Moçambique
09 - Lá vem o Brasil descendo a ladeira
10 - Coração de mulher
11 - Meu país
12 - Guerreiro da paz
13 - Colégio de aplicação
14 - Ser baiano



O Brasil tem Conserto (Polygram) (1994)

Faixas:
01 -  Verdade
02 - Meu namoro
03 - Estações
04 - Pot-pourri Suíte nordestina:
Povo nordestino
Foi cantar pra Deus
Deusa mulher
Cariribe
Baile no meu coração
05 - Quase impossível
06 - Chorar é preciso
07 - Isto aqui o que é
08 - José Assis Valente
09 - Viver por um fio
10 - Em nome dos deuses
11 - Felicidade eu não sei
12 - Ser artista
13 - Dagmar 



Moraes Moreira Acústico MTV (EMI-Odeon) (1995)

Faixas:
01 - Meninas Do Brasil
02 - Pão e Poesia
03 - Brasil Pandeiro
04 - Arco-Íris
05 - Acabou Chorare
06 - Mistérios do Planeta
07 - Forró do ABC – Forró de Zé Tatu
08 - Pernambuco É Brasil
09 - Cidadão
10 - De Noite e De Dia
11 - Lá Vem O Brasil Descendo A Ladeira
12 - Coisa Acesa
13 - Pombo Correio – Festa do Interior
14 - Vassourinha Elétrica – Vassourinhas



Estados (Virgin) (1996)

Faixas:
01 - Aroldo jungle
02 - Felicidade no ar
03 - São Francisco
04 - Felicidade
05 - Beber na fonte
06 - Caranguejo dance
07 - Praça dos Independentes
08 - Sinal de vida
09 - A raposa e o boi
10 - Ditos Eruditos
11 - Ares populares
12 - Brasileiro Jazz
13 - Passo a passo
14 - Filosofia



50 Carnavais (Virgin) (1997)

Faixas:
01 - Tempero Dadá
02 - Sonífera ilha
03 - Praça Celestial
04 - Buda
05 - O bom Sebastião
06 - Mancha de dendê não sai
07 - Aventura de Deus
08 - Eu sou o carnaval
09 - Desembaça aí
10 - Pessoal do Aló
11 - Transe o trânsito
12 - Por que parou, parou por quê
13 - A grande ciranda



500 Sambas (Abril Music) (1999)

Faixas:
01 - Brasil 500 sambas
02 - Festa de arrombahia
03 - Estação Bahia
04 - Só de sacanagem
05 - Baião de 2000 
06 - Escola Dodô e Osmar
Atrás do meu trio
07 - A lua dos amantes
08 - Cidade da Bahia
09 - Triscou, pegou
10 - Jubileu de ouro
11 - Melô do camarote
12 - Encontro
13 - ABC das frutas
14 - Asa branca da paz  



Bahião com H (Atração Fonográfica) (2000)

Faixas:
01 - Você e sua bicicleta
02 - É de Ipanema
03 - Nordeste cosmopolita
04 - Banho de amor
05 - Instrumento bom
06 - Forró universitário
07 - Bahião com h
08 - Sonhar, sonhar
09 - Sintonia
10 - Mar vermelho
11 - Pra dançar quadrilha I:
Noite de São João
São João na estrada
Lenda de São João
12 - Pra dançar quadrilha II:
Juazeiro (Instrumental)
Boca do balão
Preta pretinha
13 - Pra dançar quadrilha III:
O sanfoneiro só tocava isso (Instrumental)
Festa do interior
Pife na quadrilha (Instrumental)
14 - Bicho homem
15 - Sublime canção  


Meu Nome é Brasil (Universal) (2003)


Faixas:
01 - Violão cidadão
02 - Minha pérola
03 - Choro novo
04 - Indagações de um analfabeto
05 - Gente humilde
06 - Respeita Januário
07 - Mais que palavras
08 - Rainha da cocada preta
09 - Aos pés da cruz
10 - Me azara meu amor
11 - Trem das onze
12 - Eu sou o caso deles
13 - Tô fazendo



De Repente (Rob Digital) (2005)
Faixas:
01 - Baião D2
02 - Palavra de poeta
03 - Na glória do samba
04 - Se não ralá, não rola
05 - Povo brasileiro
06 - Rap da república
07 - Pra vida inteira
08 - O dia a dia é cruel
09 - Na boca do povo
10 - Minha religião
11 - Quem tem suingue
12 - Eu gosto de ser baiano


A História dos Novos Baianos e Outros Versos (Biscoito Fino) (2009)

Faixas:
01 - Ferro na boneca
02 - Acabou chorare
03 - Mistério do planeta
04 - Brasil pandeiro
05 - A menina dança
06 - Preta pretinha
07 - Um bilhete pra Didi 
08 - Lá vem o Brasil descendo a ladeira
09 - Sintonia
10 - Eu também quero beijar
11 - Bloco do prazer
12 - Spok frevo spok
13 - Chama gente / Vassourinhas
14 - Festa no interior


A Revolta dos Ritmos (Biscoito Fino) (2012)Resultado de imagem para A Revolta dos Ritmos

Faixas:
01 - Cuidado Moreira
02 - Feito Jorge ser amado
03 - Raças e religiões
04 - Brasil academia
05 - A revolta dos ritmos
06 - Que nem mandacaru
07 - Nós somo sim paraíba
08 - A dor e o poeta
09 - No ipod do meu coração
10 - Meu coração está bombando
11 - O Brasil não está pronto
12 - A praça, o povo e o poeta


Nossa Parceria (Deck) (2015)

Faixas:
01 - Bossa e Capoeira
02 - Bahia, Oi Bahia
03 - Centro da Saudade
04 - Seu Chico (Instrumental)
05 - Só Quem Ama Leva Tombo
06 - Coração a Batucar
07 - Chorinho Pra Noé
08 - Frevo Capoeira
09 - Quando Acaba o Carnaval
10 - Nossa Parceria



Fonte: Wikipédia / Dicionário da MPB

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