PROFÍCUAS PARCERIAS

Em comemoração aos nove anos de existência, nosso espaço apresentará colunas diárias com distintos e gabaritados colaboradores. De domingo a domingo sempre um novo tema para deleite dos leitores do nosso espaço.

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Siga a sua intuição e conheça aquela que vem se tornando a marca líder de calçados no segmento surfwear nas regiões tropicais do Brasil. Fones: (81) 99886 1544 / (81) 98690 1099.

GUTO GOFFI E UM BANDO PRA LÁ DE MUSICAL

Baterista do Barão Vermelho apresenta álbum que traz inédita de Plínio Araújo, baterista e um dos fundadores da Orquestra Tabajara.

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BELEZA, VOZ, VIOLÕES E TALENTO

Em seu primeiro disco, a cantora e instrumentista carioca Alice Passos apresenta uma verdadeira antologia ao violão brasileiro.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

GRAMOFONE DO HORTÊNCIO

Por Luciano Hortêncio*




Canção: Ave Maria

Compositor: 
Erothides Jonas Neves de Campos

Intérprete - 
Silvio Caldas

Ano - 1956

LP - Silvio Caldas - Canta o Seresteiro - Columbia





Luciano Hortêncio é titular de um canal homônimo ao seu nome no Youtube onde estão mais de 5000 pessoas inscritas. O mesmo é alimentado constantemente por vídeos musicais de excelente qualidade sem fins lucrativos).

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

PROGRAME-SE


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

GRACINHA DO SAMBA REVERENCIA A SUA HISTÓRIA EM PRIMEIRO ÁLBUM

'Aprendiz' conta com participações de Spok e Coral Edgard Moraes

Por Alef Pontes



“Um timbre de um grave belíssimo e ao mesmo tempo aveludado. Sem falar no balanço e na ginga que ela tem.” É assim que o músico Beto do Bandolim descreve Graciete Francisco de Sena, ou simplesmente Gracinha do Samba, em seu primeiro álbum, Aprendiz. 

Dona de uma alegria contagiante, há 40 anos a cantora autodidata da Zona Norte do Recife faz da batida do samba um meio de contar e reverenciar sua história. “Eu acredito que o gosto pelo samba veio de berço, minha mãe era sambista e meu pai era músico e eu cresci no meio deles dois. A relação com o samba está no sangue”, conta.

Gracinha reforça a ligação afirmando que lembra que, todos os domingos, o pai, José Paixão de Sena – conhecido como Budé do Cavaco –, realizava sarais musicais em casa, no Alto Santa Isabel. “Começava sempre às 10h. Nesses encontros, o meu pai me colocava para cantar Clara Nunes e Alcione.” 

Muita extrovertida, a cantora afirma que, com o samba, a vida é só alegria: “Se fico triste, me entrego ao samba e extravaso. Eu me identifico com samba e acho que vou morrer nele. E quando isso acontecer, eu quero uma grande festa, com samba, claro”, brinca.

Nos anos 80, Graciete ficou conhecida como Gracinha do Pagode nas festas de Casa Amarela, Mangabeira e Alto José do Pinho, nas quais interpretava Jovelina Pérola Negra e Leci Brandão. Quando Jovelina faleceu, em 1998, ela decidiu que não queria mais levar o título e passou a se chamar Gracinha do Samba.

Com o novo nome, expandiu seus horizontes e incorporou ao repertório obras de Paulinho da Viola, Noel Rosa, Nelson Cavaquinho, entre outros. 

Em seu primeiro álbum, intitulado Aprendiz, Gracinha retoma às origens e interpreta compositores amigos, em sua maioria, da Zona Norte do Recife, principalmente do bairro de Casa Amarela. Com quase 20 anos, a canção que inicia o trabalho, Apenas o começo, de Alk Melodia, remete às rodas na casa do pai. 

“Ele é um amigo do meu pai de longa data e eu cantava muito essa música para ele. Um dia meu pai me pediu que se eu gravasse um disco, que tivesse esta música”, relembra. “Me emociono muito quando canto essa música, porque lembro do meu pai”, completa.

Já a canção que dá título ao álbum foi um presente de Noca da Portela, um dos poucos compositores de fora do Estado no disco. “Eu já conhecia Noca e, no ano passado, ele me mandou duas músicas. Escolhi Aprendiz porque na vida a gente não sabe nada e está sempre aprendendo. Eu aprendo com você, eu aprendo até com uma criança, porque, realmente, a vida é uma aprendizado”, afirma a cantora.

Outro destaque no álbum é a gafieira Samba imortal, de J. Lourenço, que conta com participação do Maestro Spok, no saxofone, e de integrantes do Coral Edgard Moraes, no coro. “O samba não tem cor nem raça/ e todos abraçam onde ele chegar/ o samba em sua tradição/ soa com emoção/ em qualquer lugar/ o samba sempre trouxe harmonia/ é amor e poesia/ expressão popular”, diz a letra.

Com direção musical de Rubem França, Aprendiz é composto por sete músicas, com composições de Dona Selma do Samba, Neguinho Compositor e Ely Peroais, além de Alk Melodia e Noca da Portela. Entre os músicos que participaram do trabalho estão Beto do Bandolim, Marco César, Daniel Coimbra, João Paulo Albertim, Rafael Marques, Siri do Cavaco, Anderson do Carmo e Ricardo Sarmento.

O show de lançamento do álbum está marcado para o dia 30 de janeiro, no Teatro Capiba, do Sesc Casa Amarela, durante o festival Janeiro de Grandes Espetáculos.

LENDO A CANÇÃO

Por Leonardo Davino*




O disco Estudando a bossa (2008) é Tom Zé revelando-nos mais uma vez suas inquietantes ideias sonoras sobre a canção. O tropicalista despojado de qualquer atitude de discípulo destrona a bossa nova pai-e-mãe, refaz caminhos melódicos solares e percorre graças e otimismos temáticos para ensaiar e cantar a musa bossa nova.

O disco Estudando a bossa tenta (ensaia) cortar os laços de paternidade. Ele vai contra a corrente dos que apenas repetem gastos discursos de louvor a bossa nova a fim de exercitar o pensamento de todos os músculos que sentem a genealogia da canção popular brasileira não como evolução, mas como um eterno retorno em perspectiva.

Sem dúvidas, "O filho do pato", de Tom Zé e Arnaldo Antunes, estabelece direta intertextualidade com o clássico bossanovista "O pato". Mas é no derradeiro verso da canção que encontramos uma possível chave de interpretação: "ti-tico no fubaco, ensaiando o vocal". Chave que seja para entrar nas duas canções.

A canção "O filho do pato" é um ensaio sobre os modos de vocalização da bossa nova e sua vontade de desfazer o império passional de até então. Ao invés das inflexões melódicas e dos excessos semânticos, o sujeito investe nos acordes dissonantes.

A performance vocal titubeante (idas, vindas e torneios sonoros: fragmentos de sons) dos intérpretes Tom Zé e Márcia Castro de "O filho do pato" rompem com qualquer intenção estática que por ventura possa surgir no ouvinte. O sujeito quer incomodar: forçar o movimento e o pensamento. Sem desprezar os conteúdos emotivos, o sujeito quer o corpo e o cérebro do ouvinte em movimento.

Para tanto, ele figurativiza situações metaforizadas do cotidiano e chama atenção para a fala ordinária. Na voz que canta há uma cadeia proliferante de avanços, recuos, cortes e justaposições de sons comuns na fala cotidiana; na voz do indefectível pato.

A paródia irônica porque amorosa feita à canção "O pato", de Vinicius de Moraes, Toquinho e Paulo Soledade, é pontual e clara: reconstrói o conteúdo infantil ao tratar do afeto e usa uma dicção também infantil, desautomatizada e livre. Tudo para mostrar a radicalização estética promovida pela bossa nova: ao invés do excesso, precisão.


***

O filho do pato
(Tom Zé / Arnaldo Antunes)

Tico-tico no fubaco
no fubico fubá
tico-tico no fubaco
ensaiando o vocal

0 filho do pa...pati-quitu, pati-quitu
também cantava alegremen... menti-quitu, menti-quitu
e a marrequinha de repen... penti-quitu, pati-quitu
pati-caiu também no samba
pra no samba sambar

E o filho do gan... eh eh eh
afo-fo-fo ba-ba damen... men men men te
qui-qui ri-ri ti-ti-mo quen... quiqui quen!!!
ga-gaguejou a pata n'água da lagoa
pra batucar

Mas a rosa que era famosa
em verso e prosa
não pôde dançar
porque estava bem presa no galho plantada na terra
suspensa no ar
sem sair do lugar
se abriu para o céu e rezou pro vento andar
ti-tico tico no fubaco

0 pato-pai
vinha voltando do batente
quando aquele contraparente
bateu na boca um reco-reco
para a turma dedar

E o neto do cisne
também achando que era gente
pensou a coisa diferente;
abriu o bico para o tico-tico
pôr no fubá

Mas a rosa formosa, cheirosa,
urbana da roça queria dançar
e piscando os olhinhos, charmosa,
sacou do chicote pro vento enquadrar
e se despetalou, despernou, desbraçou e ordenou pro vento
andar

ti-tico no fubaco, ensaiando o vocal





* Pesquisador de canção, ensaísta, especialista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e doutor em Literatura Comparada, Leonardo também é autor do livro "Canção: a musa híbrida de Caetano Veloso" e está presente nos livros "Caetano e a filosofia", assim como também na coletânea "Muitos: outras leituras de Caetano Veloso". Além desses atributos é titular dos blogs "Lendo a canção", "Mirar e Ver", "365 Canções".

sábado, 24 de janeiro de 2015

FESTIVAL PRÉ AMP APRESENTARÁ 18 BANDAS NO CAIS DA ALFÂNDEGA

Evento traz, gratuitamente, novos grupos de Pernambuco e será realizado de 30 de janeiro a 1º de fevereiro



O Festival Pré AMP terá 18 atrações e apresenta gratuitamente novas bandas de Pernambuco de 30 de janeiro a 1º de fevereiro. Uma das mudanças desta edição do Pré AMP será o local onde ocorrem os shows: o novo endereço é o Cais da Alfândega, no Bairro do Recife. A abertura fica a cargo dos grupos Meros Devaneios e Marsa, na sexta (30), e o encerramento será com a banda Bom Rêvê, no domingo.

Os selecionados disputaram vagas com mais de 100 inscritos, passando por um júri formado pelo coordenador do curso de produção fonográfica da Aeso, Ricardo Cacá Maia, pela produtora musical Gabi Apolônio, Adriano Leão (do Altovolts), Alexandre Barros (do Coisa Nostra), além de um representante do festival e da classificação popular.

O primeiro lugar geral do evento será conhecido no dia 6 de fevereiro, em show com a última banda ganhadora, Francisco. O vencedor grava CD. O Pré AMP oferece, em paralelo, oficinas sobre gerenciamento e organização de bandas e projetos musicais. Inscrições custam R$ 30 e seguem até 16 de janeiro. É preciso preencher ficha no site e enviar para o e-mail musica.amp@gmail.com.









Oficina Como Arrumar sua banda 

Período: 19 a 23/01 
Horário: 14h às 17h
Público Alvo: Direcionada para músicos e produtores de bandas/artistas.
Facilitadora: Taciana Enes

Elaboração de Projetos 
Período: 19 a 23/01 
Horário: 14h às 17h
Público Alvo: Direcionada para músicos e produtores de bandas/artistas.
Facilitadora: Clarisse Fraga

Marketing Digital 
Período: 19 a 23/01 
Horário: 09h às 12h
Público Alvo: Direcionada para músicos e produtores de bandas/artistas.
Facilitadora: Karina Rocha

Roadie 
Período: 19 a 23/01 
Horário: 09h às 12hh
Público Alvo: Direcionada para o público em geral
Facilitador: Thiaguinho

Técnico de som
Período: 19 a 23/01 
Horário: 09h às 12h
Público Alvo: Direcionada para técnicos iniciantes, artistas, produtores e público em geral
Facilitador: Adriano Duprat Lemos


Shows

Sexta-feira (30), a partir das 19h
Meros Devaneios
Marsa
Kamara
Zum
Banda Raízes Curumim
Riana Oliveira e Mirael Lima

Sábado (31), a partir da 19h
Consciência Reggae
Clécio Rimas
D Brasa
Cássio Oli
Serrapilheira
Deriva 

Domingo (01), a partir das 19h
Coxas D’Ámélia
Ganga Barreto
Sons de Varanda
bandavoou
Arthur Fernandes
Bom Rêvê


Fonte: Diário de Pernambuco

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

PROGRAME-SE


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

GRAMOFONE DO HORTÊNCIO

Por Luciano Hortêncio*




"Primeiro LP de Mário Reis, após inúmeros 78 rpm, lançado pela Odeon. E ele só gravaria mais dois álbuns: "Ao meu Rio - Os grandes sucessos de Mário Reis" (Elenco, 1965) e sem título (Odeon, 1971)." (Samuel Machado Filho)



Canção: Isto eu não faço não

Compositor: 
Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Tom Jobim)

Intérprete - Mário Reis


Ano - 1960

LP - Mário Reis canta suas criações em Hi-Fi




* Luciano Hortêncio é titular de um canal homônimo ao seu nome no Youtube onde estão mais de 5000 pessoas inscritas. O mesmo é alimentado constantemente por vídeos musicais de excelente qualidade sem fins lucrativos).

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

CURIOSIDADES DA MPB

A dupla Antonio Adolfo e Tibério Gaspar conheceram o estrelado por intermédio de Wilson Simonal. Embora já tivessem composto algumas canções, o grande hit "Sá Marina", de 1968, foi o abre-alas para ambos. Com arranjos do próprio Antonio Adolfo, a canção estourou em todas as rádios do Brasil. Apesar de ser o lado B de um compacto simples, ou seja, aquela canção quase sempre destinada a ficar esquecida, "Sá Marina" não cumpriu o seu destino e tornou-se um dos grandes sucessos da música brasileira, sendo inclusive gravada no exterior por nomes como Sérgio Mendes e Stevie Wonder.

MPB - MÚSICA EM PRETO E BRANCO

Amelinha

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

LENDO A CANÇÃO

Por Leonardo Davino*



No disco Ana Rita Joana Iracema e Carolina(2001), Ana Carolina imprime um claro gesto autoral: a feitura de um rock-samba-trágico que, atravessado pela potência da voz da cantora, que em si guarda o poder de divas dadivosas do passado, desliza entre belezas e delírios de eus múltiplos.

A canção "Violão e voz", de Ana Carolina, é metacanção na medida em que condensa filigranas de outras tantas canções que povoam o imaginário do ouvinte: de Noel Rosa e Geraldo Pereira a Chico Buarque, para ficarmos nas referências mais visíveis.

Aliás, o cancioneiro de Chico Buarque atravessa todo o disco, a partir do título, já que todas as mulheres ali citadas foram cantadas por ele. Ana, Rita, Joana, Iracema e Carolina são mulheres de Chico que Ana Carolina toma como mote para se multiplicar em outras a cada canção, sugerindo que não somos um só, mas muitos: cada um é uma legião.

Se Chico sempre soube combinar-se com Noel Rosa, Nelson Cavaquinho, Dorival Caymmi, Ana recolhe todos e compõe um samba ao estilo batucada informal em caixa de fósforo. Ela agrega a isso tudo a voz não menos poderosa de Alcione. O resultado são duas vozes em acordo íntimo na busca da alegria-trágica do canto e do cantar.

Se em "Samba e amor", de Chico Buarque, o sujeito faz "samba e amor até mais tarde", em "Violão e voz" o sujeito faz "samba e amor a qualquer hora": desconstrói tempo e espaço, suspende o juízo para desenhar sua condição solitária. Para tanto faz uma bonita citação literária: a presença fantasmagórica do livro Cem anos de solidão, de Gabriel Garcia Marquez.

"Ficar sozinho é pra quem tem coragem", diz o sujeito. Corajoso, ele assume sua condição e faz do canto um diálogo singular com a vida: "Não quero viver a exemplo da vida dos santos". O sujeito se entrega à canção: torna-se instrumento da paz do outro: nós, ouvintes.

Instrumento de quereres diversos, o sujeito é o tambor: pulso e tradição de si, do samba, de muitos. Por isso ele faz samba e amor a qualquer hora. Ele une e canta versos de "Pisei num despacho", de Geraldo Pereira e Elpídio Vianna, com Noel Rosa - o samba com feitiço aliado ao samba sem farofa e vela - procurando a cadência perfeita para dizer: "Eu sou como um tambor que ressoa mas dentro dele que dá pessoa".


***

Violão e voz
(Ana Carolina)

Eu faço samba e amor a qualquer hora
De madrugada tem batucada
E eu tô afim de você
Ficar parado eu não aguento
Não quero viver a exemplo da vida dos santos
Eu não moro em São Francisco
Eu não moro em São Francisco
E você faça de mim um instrumento de sua paz
E sabe do que mais
Eu sou como um tambor que ressoa mas dentro
Dele
que dá pessoa

Eu faço samba e amor a qualquer hora
Porque não agora
Eu não posso perder você
Como quem perde um real e não nota não vê
Sem querer pisei num despacho
E saí cantando
Geraldo Pereira
Sem querer eu pisei num jardim
E saí cantando
Noel Rosa

Eu tenho você no coração
Ficar sozinho é pra quem tem coragem
Eu vou ler meu livro Cem anos de solidão
E nada melhor que ficar a sós com a voz e o violão
E nada melhor que ficar a sós com violão e voz



* Pesquisador de canção, ensaísta, especialista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e doutor em Literatura Comparada, Leonardo também é autor do livro "Canção: a musa híbrida de Caetano Veloso" e está presente nos livros "Caetano e a filosofia", assim como também na coletânea "Muitos: outras leituras de Caetano Veloso". Além desses atributos é titular dos blogs "Lendo a canção", "Mirar e Ver", "365 Canções".

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

SÃO ANUNCIADAS AS ATRAÇÕES DO CARNAVAL DO RECIFE 2015

O Rappa, Titãs, Lenine, Alceu Valença e Elba Ramalho estão entre os artistas que fazem show na capital


O Rappa, Titãs, Nando Reis e Luiz Melodia no Carnaval do Recife


A programação do carnaval do Recife 2015 foi divulgada na manhã desta segunda-feira. O Rappa, Titãs, Lenine, Alceu Valença, Elba Ramalho, Nação Zumbi, Marcelo Jeneci, Diogo Nogueira e Nando Reis estão entre os artistas que fazem show na capital. Quem abre a festa tradicional, no dia 13 de fevereiro, às 18h, é o percussionista Naná Vasconcelos, que faz cortejo com 700 batuqueiros da Rua da Moeda até o Marco Zero, onde se apresenta ao lado de Fafá de Belém, interpretando uma versão maracatu de Ave Maria. Na mesma noite, haverá show com a Spok Frevo com 22 artistas convidados.

O anúncio foi feito em coletiva de imprensa no Forte das Cinco Pontas (São José) com participação do prefeito da capital, Geraldo Julio, a secretária de Cultura, Lêda Alves, o presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife, Diego Rocha, e o secretário de Turismo e Lazer, Camilo Simões.

O encerramento do carnaval deste ano - sem hora informada até o momento - será "até o sol raiar" no Marco Zero, na madrugada da Terça-feira Gorda para a Quarta-feira de Cinzas, e terá o tradicional "arrastão" musical.

De acordo com a prefeitura, 98% da grade carnavalesca deste ano é composta por artistas pernambucanos. Entre os cantores e bandas não locais, o grupo O Rappa se apresentará pela primeira vez na festa recifense.

Os homenageados do ano serão a SpokFrevo Orquestra e o clube Bola de Ouro, que já haviam sido revelados em novembro. A SpokFrevo foi criada em 2003 e foi elogiada pelo jornal The New York Times durante turnê no ano passado. Já o Clube Bola de Ouro é uma das mais tradicionais agremiações carnavalescas da capital e existe desde 1915.

Confira as atrações do Marco Zero, o principal polo da folia:

Sexta-feira
16h- Encontro de abertura, com Naná Vasconcelos, batuqueiros e Fafá de Belém
17h- Clarinada a cada 15 minutos
18h- Clube Carnavalesco Misto Bola de Ouro
18h30- Chegada do cortejo ao Marco Zero
19h- Naná Vasconcelos, batuqueiros e Fafá de Belém
20h- Maestro Spok e 22 convidados, como Edu Lobo, Geraldo Azevedo, Antonio Nóbrega, Alceu Valença, Elba Ramalho e Almir Rouche

Sábado
20h40- Orquestra Popular do Recife
22h- Marron Brasileiro com Liv Morais, Nádia Maia e Almir Rouche
23h20- Lenine
0h50- Titãs
2h20- Gaby Amarantos

Domingo
21h20- André Rio, Nena Queiroga e Gustavo Travassos
22h40- Nação Zumbi
0h50- Otto
2h20- O Rappa

Segunda-feira
21h- Maestro Duda e Orquestra
22h20- Karynna Spinelli, Gerlane Lops, Adriana B e Belo Xis
23h30- Fundo de Quintal
1h- Jorge Aragão
2h- Monobloco

Terça-feira
21h- Claudionor Germano
22h50- Maestro Forró e Orquestra da Bomba do Hemetério com Ed Carlos
0h20- Elba Ramalho
2h- Alceu Valença
3h40- Orquestra do Frevo
5h- Arrastão do Frevo

Outros nomes escalados são: o homenageado Bola de Ouro, na terça, no Polo das Agremiações e na Bomba do Hemetério,Jota Quest, na segunda, na Lagoa do Araçá, Nando Reis, na segunda, no Alto José do Pinho, Leci Brandão, no domingo, na Mustardinha, e na terça, no Pátio do Livramento, Luiza Possi, no sábado, no Pátio de São Pedro, Luiz Melodia, no domingo, no Pátio de São Pedro, Marcelo Jeneci, na segunda, no Pátio de São Pedro, Cidade Negra, na terça, no Pátio do Terço, Diogo Nogueira, no domingo, em Brasília Teimosa, André Rio, no sábado, em Brasília Teimosa, e na segunda, na Mustardinha.


Confirma a programação completa:



Fonte: Diário de Pernambuco

25 ANOS SEM CÉSAR DE ALENCAR

O radialista, cantor, compositor, ator e apresentador de televisão Ermelindo César de Alencar Mattos, conhecido por César de Alencar, morreu a exatamente 25 anos

Por Rodolfo Moreira



César de Alencar que, com sua voz e estilo cativantes, foi campeão de audiência no rádio por mais de 15 anos, popularizando, no Brasil, fórmulas que faziam sucesso nos Estados Unidos, como paradas de sucessos, em "Parada dos Maiorais" e programas de calouros em "Cantinho dos Novos".

Formado em Letras, mudou-se de Fortaleza para o Rio de Janeiro em 1939 e, no mesmo ano, foi trabalhar na Rádio Clube do Brasil. Convidado por Renato Murce para fazer um programa diário como locutor, logo iniciou uma carreira de sucesso.

Criou com enorme sucesso, o primeiro concurso de músicas de carnaval (1942), ao lado de Herivelto Martins, Benedito Lacerda e Francisco Alves.

Contratado pela Rádio Nacional (1945), passou a trabalhar em locução comercial e narrações, além de participar em pontas em novelas radiofônicas, tendo atuado nas novelas "Feche a Porta do Destino" e "Uma Sombra".

Criou o programa "César de Alencar", onde se apresentavam as grandes estrelas das duas décadas seguintes. Entre as inovações que trouxe para o rádio brasileiro estava a entrevista ao vivo por telefone, recurso usado até hoje.

Gravou o compacto "Você Não Tem Vez/Arrependimento" (1950), em 78 rotações, e fez a transição para a TV logo nos primeiros momentos da TV Tupi (1950), embora nunca conseguisse alcançar o sucesso de seus programas de rádio.

Sua imagem histórica ficou inteiramente desgastada após o Golpe Militar (1964), quando foi acusado de delatar colegas de profissão que se opunham ao novo governo ditador.

Afastou-se da Nacional (1964-1976), ao ser acusado de perseguir os colegas de rádio que não apoiaram a Revolução de 3l de março, até que foi escolhido para assistente da superintendência da Radiobrás (1976), empresa criada para centralizar as emissoras oficiais, entre elas, a própria Nacional.

No cinema, participou de vários filmes, sendo sua estréia em 1944, no filme "Corações Sem Piloto".

Filmografia:
1962 - As Testemunhas Não Condenam
1960 - Viúvo Alegre
1960 - Virou Bagunça
1957 - Garotas E Samba
1956 - Vamos Com Calma
1956 - Colégio De Brotos
1955 - Carnaval Em Marte
1955 - Carnaval Em Lá Maior
1950 - Todos Por Um
1950 - Carnaval No Fogo
1949 - Está Com Tudo
1948 - Pra Lá De Boa
1948 - Folias Cariocas
1946 - O Ébrio
1944 - Corações Sem Piloto Filmografia - Diretor

Nos últimos anos de sua vida, ainda apresentava seu programa todas as manhãs de sábado na Rádio Nacional.

César de Alencar morreu no dia 10 de janeiro de 1990, no Rio de Janeiro aos 72 anos de idade, de enfisema pulmonar.


Fontes:
Wikipédia
Adoro Cinema Brasileiro
Cine TV Brasil
Site memória do Rádio e Tv

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