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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

PAUTA MUSICAL: O ETERNO BALANCEIO DE LAURO MAIA

Por Laura Macedo




Lauro Maia Teles
*06/11/1913 – Fortaleza (CE)
+05/01/1950 – Rio de Janeiro (RJ)

Provavelmente o Brasil, como um todo, não conhece a grandiosa da obra deixada pelo cearense Lauro Maia. Foi o pesquisador/colecionador cearense Miguel Ângelo de Azevedo (Nirez) que resgatou a vida e obra de Lauro Maia, preenchendo uma grande lacuna na história a Música Popular Brasileira.

Lauro Maia, além de compositor, dominava a arte de tocar os instrumentos: piano e acordeom. A influência foi herdada da mãe – Laura Maia Teles -, professora de piano e compositora. Lauro atuou na “Ceará Rádio Clube” dirigindo o programa “Lauro Maia e seu Rítmo”.


Quem mais gravou a obra de Lauro Maia foram os Conjuntos: “Quatro Azes e Um Coringa” e “Vocalistas Tropicais”. Outros grandes nomes do cenário artístico da época gravaram, também, suas composições, a exemplo de Joel e Gaúcho, Orlando Silva, Zeca Pagodinho, Claudete Soares, Carmélia Alves e Cyro Monteiro.




Como mencionamos no início dessa postagem coube ao Mestre Nirez o resgate da vida e obra de Lauro Maia, quando da edição do livro: “O Balanceio de Lauro Maia”, em 1991, o qual teve várias edições.

Lauro Maia misturando os ritmos típicos do Nordeste com a marchinha carioca, acabou criando um novo ritmo – “O Balanceio”. Suas composições, a partir do lançamento da “Marcha do Balanceio“, gravada por Joel e Gaúcho, ficariam marcadas por esse novo ritmo. Luiz Gonzaga, atraído pelo “balanceio” chegou a propor formar parceria com Lauro Maia, mas este, porém, indicou seu cunhado Humberto Teixeira.


Lauro Maia e Humberto Teixeira


“A Marcha do Balanceio” (Lauro Maia/Humberto Teixeira) # Joel e Gaúcho. Disco Odeon (12.678-B) / Matriz (7982). Gravação (08/01/1946) / Lançamento (fevereiro/1946).


Algumas composições solos de Lauro Maia:

“Eu vi um leão” (Lauro Maia) # Quatro Ases e um Coringa. Disco Odeon (12.160-A) / Matriz (6943). Gravação (16/04/1942) / Lançamento (junho/1942).

“Febre de amor” (Lauro Maia) # Orlando Silva. Disco Odeon (12.345-B) / Matriz (7248). Gravação (02/04/1943) / Lançamento (agosto/1943).

“Trem de ferro” (Lauro Maia) # Quatro Ases e um Coringa. Disco Odeon (12.355-A) / Matriz (7350). Gravação (03/08/1943) / Lançamento (setembro/1943).

“Eu vou até de manhã” (Lauro Maia) # Quatro Ases e um Coringa. Disco Odeon (12.568-A) / Matriz (7760). Gravação (08/02/1945) / Lançamento (abril/1945).

“Escapei” (Lauro Maia) # Vocalistas Tropicais. Disco Odeon (12.691-A) / Matriz (8010). Gravação (21/031946) / Lançamento (maio/1946).



Composições de Lauro Maia em parceria com Humberto Teixeira:

“Samba de roça” (Lauro Maia/Humberto Teixeira) # Orlando Silva. Disco Odeon (12-635-B) / Matriz (7898). Gravação (03/09/1945) / Lançamento (outubro/1945).

“Bati na porta” (Lauro Maia/Humberto Teixeira) # Os Trovadores. Disco Continental (15.577-A) / Matriz (380). Lançamento (janeiro/1946).

“Poema imortal” (Laura Maia/Humberto Teixeira) # Orlando Silva. Disco Odeon (12.768-B) / Matriz (8181). Gravação (31/01/1947) / Lançamento (março/1947).

“Trem ô lá lá” (Lauro Maia/Humberto Teixeira) # Carmélia Alves e Orquestra Copacabana. Disco Continental (16.177-A) / Matriz (2175). Lançamento (março/1950).

“Deus me perdoe” (Lauro Maia/Humberto Teixeira) # Cyro Monteiro. Álbum ‘Meu samba, minha vida’, 1969.


Lauro Maia e João Gilberto


A marcha “Trem de ferro“, maior sucesso da carreira de Lauro Maia foi regravada, em 1961, também com grande sucesso, por João Gilberto.

“Trem de ferro” (Lauro Maia) # João Gilberto [violão] / Walter Wanderley e seu Conjunto. Gravadora Odeon / LP/1961.

O trem blim blom blim blom
Vai saindo da estação
E eu
Deixo meu coração
Com pouco mais
Com pouco mais
Com pouco mais
Lá bem longe o meu bem
Acenando com lenço
Bandeira da saudade
Muito além
Acelera a marcha
O trem pelo sertão
E eu só levo saudade
No meu coração
Lá na curva o trem apita
Desce a serra
E a saudade aumenta
Uma coisa me atormenta
Vem falar do meu amor.




“Deus me perdoe” (Lauro Maia/Humberto Teixeira) # Zeca Pagodinho. Álbum ‘O Doutor do Baião – Humberto Teixeira’, 2004.



Convido a todos para conhecer um pouco mais da Vida e Obra de Lauro Maia. Documentário Perfil: “A Música na Vida de Lauro Maia”. Vale a pena assistir!

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Pauta sugerida pelo colecionador de Discos – Antônio de Pádua Andrade – ao qual agradeço.
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Fontes:
– A questão era: Quem foi Lauro Maia (AQUI)
– Diário do Nordeste/Caderno 3/Eterno Balanceio (AQUI).
– Dicionário Cravo Albin da MPB / Verbete: Lauro Maia (AQUI).
– Fotomontagem: Laura Macedo / Demais fotos do meu acervo e algumas da internet.
– Site #Radinha (AQUI).
– Site YouTube / Vídeos Canais: “luciano hortencio”, “Gilberto Inácio Gonçalves”, “Igor Tavile”, “João Gilberto”, “TVAssembleiaCeará”.

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

PAUTA MUSICAL: RUBENS SOARES – INTEGRAÇÃO ENTRE MÚSICA E O BOXE

Por Laura Macedo 



Rubens Soares
*29/05/1911 – Rio de Janeiro (RJ)
+13/06/1998 – Rio de Janeiro (RJ)


Foi em 1936 que o compositor Rubens Soares obteve seu primeiro grande sucesso com o samba “É bom parar”, que segundo alguns teriam sido feito em parceria com Noel Rosa, embora essa parceria não conste do selo do disco gravado por Francisco Alves, na Victor. Com este samba ganhou o primeiro prêmio no Concurso Oficial de Músicas Carnavalescas da Prefeitura do Rio de Janeiro.

“É bom parar” (Rubens Soares/Noel Rosa) # Francisco Alves e Conjunto Regional RCA Victor. Disco Victor (34.038-B) / Matriz (80101). Gravação (28/01/1936) / Lançamento (fevereiro/1936).

Ainda no ano de 1936 teve o samba – “Já não és mais aquela” – parceria com Antônio Almeida, gravado também por Francisco Alves.

“Já não és mais aquela” (Rubens Soares/Antonio Almeida) # Francisco Alves e Diabos do Céu. Disco Victor (34.059-B) / Matriz (80147). Gravação (27/04/1936) / Lançamento (junho/1936).

Rubens Soares compôs com grandes nomes da nossa Música Popular Brasileira, a exemplo de: Evaldo Rui, Nássara, Mário Lago, Sílvio Caldas, Ari Monteiro, David Nasser, Noel Rosa e tantos outros. [Na foto Rubens Soares é o que está sem camisa].


O curioso é que o compositor Rubens Soares conseguiu conciliar a carreira de Compositor com o Boxe, atuando na categoria peso médio. Não demorou muito para, também, ser contaminado pelo micróbio do Samba. Gostava da orgia na companhia dos artistas da época, a exemplo de Francisco Alves, Lamartine Babo, Nássara, entre outros. Gostava, também, de batucar na caixinha de fósforos de onde saíram primeiros os acordes de suas composições.

Os redutos boêmios da época como o Café Nice, Trianon e outros eram os pontos de encontro da fecundada década de 1930.

Algumas das Composições Solos de Rubens Soares


“Ela fez uma comigo” (Rubens Soares) # Arnaldo Amaral e Napoleão e seus Soldados Musicais. Disco Columbia (55.017-B) / Matriz (139). Lançamento (fevereiro/1939).

“Poleiro de pato é no chão” (Rubens Soares) # Francisco Alves com Carioca e seu Conjunto. Disco Columbia (55.261-A) / Matriz (375). Gravação (14/01/1941) / Lançamento (fevereiro/1941).

“Feijoada” (Rubens Soares) # Quatro Ases e Um Coringa. Disco Odeon (12.277-A) / Matriz (7176). Gravação (02/02/1943) / Lançamento (março/1943).

“Não pense que eu vou chorar” (Rubens Soares) # Deo e Conjunto Regional. Disco Continental (15.104-B) / Matriz (671). Lançamento (dezembro/1943).

Rubens Soares em parcerias com grandes nomes da Música Popular Brasileira

“Lá vem ela chorando” (Rubens Soares/Demazinho) # Francisco Alves. Disco Victor (34.123-A) / Matriz (80265). Gravação (20/11/1936) / Lançamento (dezembro/1936).


“Batuque na cozinha” (Rubens Soares/Nássara) # Joel e Gaucho. Disco Odeon (11.518-B) / Matriz (5619). Gravação (08/07/1937) / Lançamento (outubro/1937).


“Perdi a confiança” (Rubens Soares/Ataulfo Alves) #Luiz Barbosa. Disco Victor (34.231-A) / Matriz (80378). Gravação (20/04/1937) / Lançamento (novembro/1937).

“Já jurei” (Rubens Soares/Antonio Nássara) # Aracy de Almeida. Disco Victor (34.456-B) / Matriz (33008). Gravação (08/03/1939) / Lançamento (julho/1939).

“Bem sei” (Rubens Soares/Francisco Santos) # Aracy de Almeida acompanhada por Regional. Disco Victor (34.647-B) / Matriz (33467). Gravação (09/07/1940) / Lançamento (setembro/1940).

“Solteiro é melhor” (Rubens Soares/Felisberto Silva) # Francisco Alves. Disco Columbia (55.198-B) / Matriz (245). Gravação (11/12/1939) / Lançamento (janeiro/1940).

“Gênio mal” (Rubens Soares/Wilson Batista) # Aracy de Almeida. Disco Victor (34.787-A) / Matriz (S-052230). Gravação (02/06/1941) / Lançamento (setembro/1941).

O compositor e boxeador Rubens Soares arrasou nas duas áreas onde atuou com grande brilhantismo, deixando sua marca de competência em ambas.

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Fontes:
– Blog Estrelas que nunca se apagam (Aqui).
– Dicionário Cravo Albin da MPB / Verbete: Rubens Soares (AQUI).
– Fotomontagem: Laura Macedo.
– Revista Carioca / Edição:102/Página 49/Ano/1932 / Edição: 86 / Ano 1932.
– Site #Radinha / Áudios.
– Site YouTube/ Canais: “Gilberto Inácio Gonçalves”, “amigovelho1000”, “luciano hortencio”.

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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

PAUTA MUSICAL: O INSTRUMENTISTA-COMPOSITOR DEMERVAL FONSECA NETO – FURINHA

Por Laura Macedo 


O Instrumentista/Compositor Demerval Fonseca Neto – Furinha


O Instrumentista e compositor Demerval Fonseca Neto [Furinha] nasceu no bairro do Catumbi, no Rio de Janeiro (RJ) em 1903 e faleceu provavelmente nos anos 1970. [As fontes pesquisadas quanto o ano de sua morte são contraditórias].

Toda a família tocava de ouvido e, por volta de 1920, começou a tocar cavaquinho e, logo depois, bandurra (espécie de bandolim). Começou a compor ao iniciar seu trabalho em orquestra. Em 1926 participou da Orquestra Raul Lipoff, tocando banjo e com ela se apresentava em festas e bailes.

Em 1927 lançou pela Odeon o choro “Tudo teu”, sua primeira composição gravada. Dois anos depois obteve sucesso com a gravação do choro “Verinha”, pelo trompetista Djalma Guimarães, na Odeon.

Francisco Alves gravou pelo selo Odeon, em 1930, sua composição “Tristeza havaiana”, em parceria com Lamartine Babo, com acompanhamento da Orquestra Pan-American, no qual Furinha faz um solo de guitarra havaiana.

“Tristeza havaiana” (Demerval Fonseca Neto [Furinha]/Lamartine Babo) # Francisco Alves. Disco Odeon (10.635-B). Lançamento (julho/1930).


Em 1931 passou a integrar a Orquestra de Simon Bountman, no Cassino do Copacabana Palace Hotel, na qual atuou até 1935, passando a exercer a partir de então sua profissão de dentista.

O pouco que consegui garimpar das suas gravações socializo com vocês.

“Distância infinita” (Demerval Fonseca Neto [Furinha]) # Paulo Tapajós com Vero [Radamés Gnattali] e seu Conjunto. Disco Continental (16.371-B) / Matriz (2566). Gravação (29/01/1951) / Lançamento (março/1951).

“As palavras não dizem tudo” (Demerval Fonseca Neto [Furinha]/Alberto Ribeiro) # Elizeth Cardoso e Orquestra. Disco Todamerica (TA-5145-A) / Matriz (TA-237). Gravação (25/01/1952) / Lançamento (abril/1952).

“Venho de longe” (Demerval Fonseca Neto [Furinha]/Alberto Ribeiro) # Elizeth Cardoso e Orquestra. Disco Todamerica (TA-5145-B) / Matriz (TA-238). Gravação (25/01/1952) / Lançamento (abril/1952).



Demerval Fonseca Neto – Furinha
*09/06/1903 – Rio de Janeiro (RJ)
+ 1950 OU + 1970 [as fontes pesquisadas quanto o ano de sua morte são contraditórias].


Agradecimentos especiais ao colecionador de Discos/Pesquisador – Adilson Santos – pela liberação do fonograma “Tristeza havaiana”.


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Fontes:
– Áudio SoundCloud montagem: Laura Macedo.
– Blog: “Esses incríveis músicos e seus maravilhosos instrumentos” (AQUI).
– Dicionário Cravo Albin da MPB – Verbete: “Demerval Fonseca Neto [Furinha]” (AQUI).
– Foto: Furinha com Orquestra de Simon Bountman [livro Música na Veia – Memória e Ensaios – Zuza Homen de Mello/ Ed.34/2007].
– Site #Radinha (AQUI).
– Site YouTube / Canais: “Gilberto Inácio Gonçalves”, “luciano hortencio”.


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segunda-feira, 9 de novembro de 2020

PAUTA MUSICAL: CARTA DE JACOB DO BANDOLIM PARA RADAMÉS GNATTALI

Por Laura Macedo


Carta de Jacob do Bandolim para Radamés Gnattali


Grande foi a tarefa de Jacob do Bandolim ao gravar a histórica suíte Retratos, com regência de Radamés Gnattali, autor da composição. Jacob de Bandolim expressou toda a sua gratidão através de uma carta escrita, em 23 de outubro de 1964, ao maestro Radamés. Confiram abaixo:

Meu caro Radamés,

Antes de “Retratos” eu vivia reclamando: “É pre­ciso ensaiar…”. E a coisa ficava por aí: ensaios e mais ensaios.

Hoje minha cantilena é outra: “Mais do que ensaiar, é necessário estudar!”. E estou estudando. Meus rapazes também (o pandeirista já não fala em paradas: “Seu Jacob! O senhor aí quer uma fermata? Avise-me, também, se quer adagio, moderato ou vivace!…” Veja, Radamés, o que você arrumou! É o fim do mundo…

Retratos: valeu estudar e ficar fechado dentro de casa, durante todo o carnaval de 1964, devorando e autopsiando os mínimos detalhes da obra, procurando descobrir a inspiração do autor no emaranhado de notas, linhas e espaços e, assim, não desmerecer a confiança que em mim depositou, em honraria pródiga demais para um tocador de chorinhos.

Mas o prêmio de todo esse esforço foi maior que todos os aplausos recebidos em trinta anos: foi o seu sorriso de satisfação! Este é que eu queria, que me faltava e que, secretamente, eu ambicionava há muitos anos. Não depois de um chorinho qualquer mas, sim, em função de algo mais sério. Um sorriso bem demorado, em silêncio, olhos brilhando, tudo significando aprovação e sensação de desafogo por não haver se enganado. Valeu! Ora se valeu!

E se até hoje existia um Jacob feito exclusivamen­te à custa de seu próprio esforço, d’agora em diante há outro, feito por você, pelo seu estímulo, pela sua confiança e pelo talento que você nos oferece e que poucos aproveitam.

Meu bom Radamés: sinto-me com quinze anos de idade, comprando um bandolim de cuia e um método simplório na loja do Marani & Lo Turco, lá no Maranguape… Vou estudar bandolim!

Que Deus, no futuro, me proteja e Radamés não me desampare!

Obrigado, Mestre.


NB – Perdoe-me. Sei que você fica inibido com elogios de corpo presente. Daí esta carta. Sua modéstia julgará que é absurda, sem motivo e, até mesmo, ridícula. Mas eu tinha que escre­vê-la para não estalar de um enfarte, tá?


Mando-lhe o dossiê para que, pelo menos, você o mostre à família. Devolva-me, se puder, segunda-feira, no Cartório, lá pelas 15 horas, para irmos à Columbia (assuntos: São Paulo e Prêmio Nacional do Disco).


CARTA: Retratos é uma suíte em quatro movimentos, composta em 1956 por Radamés Gnattali, na qual são homenageadas algumas das mais expressivas personalidades da música popular brasileira: Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Anacleto de Medeiros e Chiquinha Gonzaga.



“Suite Retratos” (Radamés Gnattali) # Jacob do Bandolim/ Radamés Gnattali e Orquestra:

1. Retrato de Pixinguinha (choro);

2. Retrato de Ernesto Nazareth (valsa);

2. Retrato de Anacleto de Medeiros (schottiche);

4. Retrato de Chiquinha Gonzaga (corta-jaca).



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Fontes:
– Fotos: Acervo pessoal/Internet.
– Instituto Moreira Salles / Correio IMS (AQUI).
– Site YouTube / Canal: “luciano hortencio”.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

PAUTA MUSICAL: ELZA LARANJEIRA: TOME CONTINHA DE VOCÊ

Por Laura Macedo 


Elza Laranjeira: Tome continha de você

Elza Laranjeira foi uma das cantoras brasileiras que fez a transição do “Samba Canção” para a “Bossa Nova”. Nascida em Bauru/SP (1925-1986) edificou sua carreira via repertório romântico/internacional.

Na gravação de “Tome continha de você” (Dolores Duran/Edson Borges) ela arrisca com sucesso o lançamento desse delicioso samba gravado, no apagar das luzes do ano de 1959 (ano da morte de Dolores) e lançado em abril de 1960.

À época emergia o balanço da Bossa Nova, recém divulgado, via as composições, entre outros, de José Maria de Abreu, a exemplo de “Um cantinho e você”, em parceria com Jair Amorim. Quem também abraçou o balanço da Bossa Nova foi João Gilberto, com sua batida de violão bossanovista, contribuindo para o samba moderno.

“Tome continha de você” (Dolores Duran/Edson Borges) # Elza Laranjeira. Disco RGE (10.220-A) / Matriz (RGO-1449). Gravação (final de 1959) / Lançamento (abril/1960).


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Fontes:
– Foto/Capa Revista do Rádio (AQUI).
– Instituto Moreira Salles.
– Site YouTube/Canal: “N2010R”.

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

PAUTA MUSICAL: MOACIR SANTOS E ATAULFO ALVES


“… A bênção, Maestro MOACIR SANTOS, que não és um só, és tantos, tantos como o meu Brasil de todos os santos…"


Vinicius de Moraes saudou assim seu parceiro Moacir Santos (1926-2006) que completaria, nesse mês de julho de 2017, 91 anos, em seu “Samba da benção“, em parceria com Baden Powell.

Moacir Santos integrou o time da Rádio Nacional, numa época em que os geniais maestros escreviam arranjos diários para os vários intérpretes da emissora mais popular do Brasil.


“Vou saudar minha Rainha, vou botar flores no mar“ era uma homenagem a Iemanjá e uma excursão do pernambucano Moacir Santos pelos batuques do ritmado mineiro/carioca Ataulfo Alves. O resultado é pura beleza e delicadeza.


“Rainha do mar” (Ataulfo Alves) # Ataulfo Alves e suas Pastoras / Moacir Santos [arranjo]. Disco Sinter (580-B) / Matriz (S-1256), 1957.



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Fontes:
– Fotomontagem: Laura Macedo.
– MIS (Museu da Imagem e do Som/Página Facebook).
– Site YouTube / Canal: “hugo de oxossi”.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

PAUTA MUSICAL: “DAS ROSAS” – JAIRO SEVERIANO

Por Laura Macedo




Neste post destacaremos matéria publicada por Jairo Severiano em sua Página no Facebook, enfocando a temática “Das Rosas”.

“Nada como ser Rosa na vida, Rosa mesmo ou mesmo Rosa mulher… canta mestre Caymmi em ‘Das Rosas’, que é samba na primeira parte e valsa na segunda, sucesso em 1965. Na verdade, como flor ou como mulher, no singular ou no plural, as Rosas estão nos títulos de mais de 600 canções brasileiras, de autoria de 346 compositores, gravadas em 3019 fonogramas por 131 intérpretes, conforme registra o Instituto Memória Musical Brasileira”.

“Das Rosas” (Dorival Caymmi) # Dorival Caymmi / Radamés Gnattali [arranjos] / Depoimentos de Tom Jobim, Carybé, Jorge Amado e Caetano Veloso. Disco Duplo. Lançamento: Fundação Emilio Odebrecht, 1985.


Projeto idealizado e coordenado pelos pesquisadores JAIRO SEVERIANO, Marília T. Barboza e Vera de Alencar. Produtor Fonográfico: Sargaço Produções Artísticas. Direção de Produção: JAIRO SEVERIANO. Produção Artística: Dorival Caymmi e Aluísio Didier. Projeto Gráfico: Salvador Monteiro. Desenho: Dorival Caymmi. Fotos: Claus Meyer e Josemar Ferrari. Estúdio: Transamérica. Técnico de Gravação e Mixagem: Aníbal Félix. Técnico de Montagem: Wilson Medeiros. Supervisor Musical: Radamés Gnattali. A música “Caymmiana” foi composta por Radamés Gnattali em cima de temas de Dorival Caymmi.

No disco 1, Dorival Caymmi canta suas canções acompanhando-se ao violão. No disco 2, Dorival Caymmi é acompanhado pela orquestra (com exceção da faixa “Sargaço mar”, em que se acompanha ao violão).

Este LP integra o projeto “Caymmi Som Imagem Magia” que, patrocinado pela Fundação Emílio Odebrecht, lançou também um livro biografia em homenagem à Dorival Caymmi.


Além de Caymmi, autor também do samba “Rosa morena“, as rosas inspiraram compositores como Pixinguinha (a valsa “Rosa”), Custódio Mesquita e Evaldo Ruy (“Rosa de maio”), Cartola (“As Rosas não falam”), Lupicínio (“Maria Rosa”), Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho (“Rosa de ouro”), Caetano (“Rosa vermelha”), Lamartine Babo (“Rosinha”), as três rosas de Braguinha – “Rosa tirana”, com Alberto Ribeiro, “Rosa vermelha”, com Alcir Pires Vermelho e “Rosas para colombina”, dele sozinho -, a nada romântica “Rosa dos ventos”, de Chico Buarque, e outras mais, além de belos versos como “hoje, eu quero a ROSA mais linda que houver e a primeira estrela que vier para enfeitar a noite do meu bem…” de Dolores Duran. (Texto: Jairo Severiano).

“Rosa” (Alfredo Viana [Pixinguinha]/Otávio de Souza[letra]) # Orlando Silva. Disco Victor (34.181-B) / Matriz (80424). Gravação (28/05/1937) / Lançamento (julho/1937).

“Rosa morena” (Dorival Caymmi) # Anjos do Inferno. Disco Columbia (55.380-B) / Matriz (556). Gravação (04/09/1942) / Lançamento (outubro/1942).

“Rosa de maio” (Custódio Mesquita/Evaldo Ruy) # Carlos Galhardo. Disco RCA Victor (80.075-A) / Matriz (S-052932). Lançamento (abril/1944).

“As rosas não falam” (Cartola) # Cartola. Álbum: ‘Tributo a Marcus Pereira’, 1982.

“Maria Rosa” (Lupicínio Rodrigues/Alcides Gonçalves) # Francisco Alves e Orquestra. Disco Odeon (13.001-B) / Matriz (8605). Gravação (12/12/1949) / Lançamento (maio/1950).

“Rosa de Ouro” (Elton Medeiros/Hermínio Bello de Carvalho/Paulinho da Viola) # Paulinho da Viola e Os Quatro Crioulos. ‘A Música Brasileira deste século por seus autores e intérpretes’. Selo SESC/São Paulo, 2001.

“Rosa vermelha” (Caetano Veloso) # Ronnie Von com participação de Caetano Veloso.

“Rosa tirana” (Alberto Ribeiro/João de Barro) # Déo. Disco Continental (15.975-B) / Matriz (1993). Gravação (26/10/1948) / Lançamento (janeiro/1949).

“Rosas dos Ventos” (Chico Buarque) # Chico Buarque. Disco ‘Chico Buarque de Holanda’, nº 04/1970 [Gravado durante exílio em Roma]. Segundo matéria do Jornal da Tarde [SP] os arranjadores são: Erlon Chaves, César Camargo Mariano e Magro (MPB-4).

Amigo Jairo como não encontrei todas as suas “Rosas” citadas, agrego mais algumas:

“Rosa” (Ary Barroso) # Jorge Veiga e Conjunto. Disco Copacabana (5.642-A) / Matriz (M-1642). Lançamento (1956).

“Dias das Rosas” (Maria Helena Toledo/Luiz Bonfá) # Maysa. Álbum ‘Canecão apresenta Maysa’, 1969.

“O amor e a rosa” (João Pernambuco/Antônio Maria) # Elizeth Cardoso e Moacyr Silva. Álbum ‘Sax Voz’, 1960.

“O vento e a Rosa” (Assis Valente) # Clara Nunes. Coleção ‘Folha Raízes’, 1969.

Encerro com a sua magistral sugestão dos belos versos de Dolores Duran:

“Hoje, eu quero a ROSA mais linda que houver e a primeira estrela que vier para enfeitar a noite do meu bem…”

“A noite do meu bem” (Dolores Duran) # Dolores Duran. Disco Copacabana (6.069-A) / Matriz (M-2551). Lançamento (dezembro/1959).


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Fontes:
– Áudios Sound Cloud: Laura Macedo
– Fotomontagem: Laura Macedo.
– Site YouTube/Canais: “Daniel Lunardelli” / “Petterson Publisher” / “505damush” / “Antonio Bocaiúva” / “luciano hortencio” / “amigovelho1000” / “alfeuRIO” / “Bregão do Galvão” / “Nilton Victorino Filho” / “Hevelise”.
– Site #radinha: Áudios.
– Textos Jairo Severiano.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

PAUTA MUSICAL: O IMORTAL ANTONIO CICERO

Por Laura Macedo 



O Poeta, Escritor e Ensaísta Antonio Cicero foi eleito em 10 de agosto de 2017 para a Academia Brasileira de Letras. Joaquim Ferreira dos Santos (Rádio Batuta do IMS [Instituto Moreira Salles]) selecionou dez canções em que o letrista é Cicero, algumas em parceria com a irmã, Marina Lima.


“Água Perrier” (Adriana Calcanhotto/Antonio Cicero) # Adriana Calcanhotto [voz/arranjos], Christiaan Oyens [bateria], Marcelo Costa [percussão], Otávio Fialho [contrabaixo], Ricardo Rente [sax alto], Sacha Amback [teclados]. Gravadora CBS/Columbia (LP/CD: 1992).

“O último romântico” (Lulu Santos/Antonio Cicero/Sérgio Souza) # Caetano Veloso.

“Virgem” (Marina Lima/Antonio Cicero) # Marina Lima. LP ‘Virgem’, 1987.

“Onda” (Arthur Nogueira/Antonio Cicero) # Arthur Nogueira. Disco “Presente (Antonio Cicero 70)”, 2016.

“Maresia” (Paulo Machado/Antonio Cicero) # Zeca Baleiro. DVD ‘Calma aí, Coração’. Som Livre.

“Charme do mundo” (Marina Lima/Antonio Cicero) # Belchior. Disco ‘Vício Elegante’, 1996.

“Acontecimentos” (Marina Lima/Antonio Cicero) # Marina Lima. 1991.

“Inverno” (Adriana Calcanhotto/Antonio Cicero) # Adriana Calcanhotto.

“Bagatelas” (Frejat/Antonio Cicero) # Arthur Nogueira.

“Fullgás” (Marina LimaAntonio Cicero) # Marina Lima. Álbum ‘1984’.



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Fontes:
– Fotos: Internet.
– Instituto Moreira Salles / Rádio Batuta (AQUI).
– Site YouTube/Canais: “tehamdan”, “CaetanoVelosoVEVO”, “RobergeVideo”, “Arthur Nogueira”, “Zeca Baleiro”, “Peter Gast”, “Alex Abreu”, “acalcanhottoVEVO”, “Arthur Nogueira”, “George Kaplan”.

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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

PAUTA MUSICAL: ARACY DE ALMEIDA – INTÉRPRETE DA PRIMEIRA COMPOSIÇÃO DE JACOB DO BANDOLIM

Por Laura Macedo



Aracy de Almeida – Intérprete da primeira composição de Jacob do Bandolim,


O objetivo dessa despretensiosa postagem é destacar/divulgar que foi Aracy de Almeida quem deu o ponte pé inicial na carreira de Jacob do Bandolim, gravando sua primeira composição intitulada: “Se alguém sofreu”. No selo do disco foi grafada como “Si alguém soffeu”, com letra e música do bandolinista, o que é considerado raro. O bandolim que se escuta, em ‘tremolo’ é tocado pelo próprio Jacob, na sua estreia em Disco.

“Se alguém sofreu” (Jacob do Bandolim [letra/música]) # Aracy de Almeida e Conjunto Regional RCA Victor. Disco Victor (34.209-B) / Matriz (80722). Gravação (31/03/1938) / Lançamento (maio/1938).


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Fontes:
– Fotomontagem: Laura Macedo.
– Site YouTube / Canal: “Choro e Poesia”.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

PAUTA MUSICAL: DOIS CORAÇÕES

Por Laura Macedo




“Dois corações” (Herivelto Martins/Waldemar Gomes) # Dalva de Oliveira / Francisco Alves e Conjunto Odeon. Disco Odeon (12.173-B) / Matriz (6980). Gravação (29/05/1942) / Lançamento (julho/1942).



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Fontes:
– Fotos: Luciano Oliveira Goulart.
– Fotomontagem: Laura Macedo.
– Site YouTube / Canal: Luciano Oliveira Goulart.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

PAUTA MUSICAL: DESCOBRINDO TOM JOBIM EM 78 RPM, POR LAURA MACEDO

Por Laura Macedo



O objetivo desta postagem é o resgate do início da carreira de Tom Jobim e suas primeiras gravações, inicialmente, em 78 rpm e depois em outros formatos.

Um dos seus primeiros sucessos, como arranjador e compositor, foi o samba “Tereza da praia”, em parceria com Billy Blanco. Essa música foi elaborada para duas grandes estrelas da gravadora Continental onde Tom Jobim trabalhava: Dick Farney e Lúcio Alves.


“Tereza da praia” (Antonio Carlos Jobim/Billy Blanco) # Dick Farney/Lúcio Alves [arranjo Tom Jobim]. Disco Continental (16.994-A) / Matriz (C-3401). Gravação (07/06/1954) / Lançamento (junho/1954).

Tudo começou por volta de 1950, quando Tom era recém casado, entrou para a gravadora Continental. Uma das suas funções era passar para o papel as músicas que chegavam a gravadora. Alguns anos mais tarde ele já dava conta também dos arranjos das músicas gravadas pelo selo Continental.

“Há um Deus” (Lupicínio Rodrigues) # Dalva de Oliveira. Disco Odeon (14.259-A) / Matriz (11737). Gravação (06/05/1957) / Lançamento (1957).


Encontro de Tom Jobim com Vinicius de Moraes resultou numa das principais Duplas da MPB.


Por volta de 1956, Vinicius de Moraes, procurava um compositor para musicar sua peça “Orfeu da Conceição”. O jornalista/crítico musical Lúcio Rangel circulava nas melhores rodas da boemia e cultura da Cidade Maravilhosa. E foi na Casa Vilarino que ocorreu um episódio, hoje, lendário.

Tom que vivia com o salário contado logo perguntou ao Lúcio: “Tem um dinheirinho nisso?”. Ao que Lúcio Rangel, reagiu: “Como é que você me fala em dinheiro, diante de um convite desses? Tom, este é o poeta Vinicius de Moraes!”


“Frevo de Orfeu” (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) # Wanda Sá/Célia Vaz.


Depois da peça veio o filme “Orfeu do Carnaval”, em 1959, ganhando o Oscar de melhor filme estrangeiro, dirigido pelo francês Marcel Camus.

Agora vamos ouvir duas composições da dupla Tom Jobim e Vinicius de Moraes para o filme “Orfeu do Carnaval”.

“O nosso amor” (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) # Diana Montêz. Disco Polydor (324-A) Matriz (POL-3657). Gravação (24/07/1959)

“A felicidade” (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) # Carlos Augusto. Álbum ‘Falando ao coração’. Disco Polydor, 1959.

Outro que gravou “A felicidade” foi Agostinho dos Santos acompanhado por Tom Jobim ao piano. Uma maravilha! Essa gravação não chegou a ser lançada por ter sido considerada muito moderna para a época. Confiram no vídeo abaixo.


“A felicidade” (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) # Agostinho dos Santos [voz] / Tom Jobim[piano]. Gravação RGE (23/07/1959).

Pelos anos de 2000 a Gravadora ‘Revivendo’ lançou uma coleção de três CDs com gravações muito pouco conhecidas das composições de Tom Jobim, ou seja, as primeiras gravações do Tom. Foi batizada como “Coleção – Tom Jobim Raros Compassos”.

O que surpreendeu foi uma dupla caipira cantando Tom Jobim. E o enigma era: quem são as componentes da dupla caipira feminina, identificada apenas como “Mara e Cota”, interpretando – “Eu não existo sem você” e “Eu sei que vou te amar”, gravadas em outubro de 1959 na Odeon? Chega de suspense: Mara e Cota eram pseudônimos que escondia as identidades secretas de Sylvinha Telles e Stelinha Egg.


Durante décadas ninguém conseguiu desvendar mistério. Quem finalmente desvendou foi o pesquisador e escritor Ruy Castro.

“Eu não existo sem você” (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) # Mara & Cota [Sylvinha Telles/Stelinha Egg]. Disco Odeon (14.556-A) / Matriz (13898). Gravação (30/10/1959) / Lançamento (novembro/1959).

“Eu sei que vou te amar” (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) # Mara & Cota [Sylvinha Telles/Stelinha Egg]. Disco Odeon (14.556-B) / Matriz (13899). Gravação (30/10/1959) / Lançamento (novembro/1959).

O cantor Albertinho Fortuna, também, gravou – “Eu sei que vou te amar”


“Eu sei que vou te amar” (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) # Albertinho Fortuna. Disco Continental (17.720-A) / Matriz (C-4194). Lançamento (setembro/1959).

Continuando com mais uma das preciosidades da Coleção “Tom Jobim – Raros Compassos”.


“Por causa de você” (Tom Jobim/Dolores Duran) # Vera Lúcia. Disco Continental (17.574-A) / Matriz (C-4095). Lançamento (julho/agosto/1958).


“Se todos fossem iguais a você” (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) # Vicente Celestino. Disco RCA Victor (80.2050-A) / Matriz (13K2PB0581). Gravação (30/01/1959) / Lançamento (abril/1959).


Outra grande estrela da turma do gramofone canta Tom Jobim: Isaura Garcia acompanhada de Walter Wanderley e seu Conjunto.

“Meditação” (Tom Jobim/Newton Mendonça) # Isaura Garcia. Disco Odeon (14.575-A) / Matriz (50336). Gravação (19/10/1959) / Lançamento (dezembro/1959).

“Canção da eterna despedida” (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) # Orlando Silva. Disco RCA Victor (80.2433-A) / Matriz (N2CAB-1580). Gravação (05/02/1962).


“Estrada do sol” (Tom Jobim/Dolores Duran) # Maria Helena Raposo. Disco Molambo (15.211-A) / Matriz (R-939), 1958. 



Dindi” (Tom Jobim/Aloísio de Oliveira) # Sylvinha Telles [voz] / Rosinha de Valença [violão]. Disco Odeon (14.551-B) / Matriz (13866). Gravação (15/10/1959) / Lançamento (novembro/1959).


Vamos encerrar com – “Chega de Saudade” – de Tom Jobim/Vinicius de Moraes, gravada por João Gilberto, um marco na história da nossa Música Popular Brasileira.


“Chega de saudade” (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) # João Gilberto. Disco Odeon (14.360-A) / Matriz (12725). Gravação (10/07/1958) / Lançamento (agosto/1958).



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Fontes:
– Áudios SoundCloud / Montagem: Laura Macedo.
– Base de Dados do Arquivo Nirez (AQUI).
– Fotomontagem: Laura Macedo.
– Portal Cultura Brasil / Fundação Padre Anchieta (AQUI).
– Site YouTube/Canais: “professor raionald”, “luciano hortencio”, jazznik2”, “FabyoAOKi”, “Ana Constança Messeder”, “Pedro Salomao”, “Irapuran Marques da Silva”, “George Kaplan”, “Paulo Baritono” , “fungenti”, “alfeuRIO”.

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