domingo, 30 de julho de 2017

HISTÓRIAS E ESTÓRIAS DA MPB


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O nome que hoje trago para nosso espaço é um dos mais representativos da música popular brasileira a partir dos anos de 1970, pois ao lado de nomes como Beto Guedes, Toninho Horta, Wagner Tiso, Túlio Mourão, Milton Nascimento, Ronaldo Bastos, Márcio Borges, Tavinho Moura, Fernando Brant e tantos outros foi responsável por um dos movimentos mais expressivos da história da MPB: o Clube da Esquina. Tal movimento nasceu a partir das frequentes reuniões em no apartamento do senho Salomão Borges, em Belo Horizonte. Lá era comum a reunião alguns daqueles que se tornariam expressivos nomes de nossa música encontrarem seus filhos Marilton e Márcio para fazer música e falar sobre cinema. Esses encontros tornaram-se fundamentais para a iniciação deste movimento que chamaria a atenção do país inteiro após um dos participantes vencer o Festival de Música Popular Brasileira e ao ter uma de suas composições, "Canção do sal", gravada pela então novata Elis Regina ainda na década de 1960. Enquanto toda essa efervescência musical ocorria Lô Borges curtia a adolescência nas ruas de Santa Teresa ao lado do também futuro cantor e compositor Beto Guedes (amizade que começou ainda na infância por intermédio de uma patinete) e fazia as suas primeiras incursões pela música com o conjunto musical formado ao lado dos irmãos, os "Beavers", integrado, também, pelo inseparável amigo. É válido o registro de que sua família está intrinsecamente ligada às artes, pois dos seus 11 irmãos muitos envolveram-se com música como é o caso de Márcio Borges, seu parceiro constante, e Telo Borges, autor, junto com o irmão Márcio, de "Vento de maio", música que foi gravada por Elis Regina. Telo, por exemplo, já traz em sua biografia alguns projetos fonográficos.

Tal movimento foi batizado devido ao hábito deles reunirem-se na esquina das ruas Paraisópolis e Divinópolis, no bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte, para trocar ideias musicais. A partir desses encontros (tanto na esquina quanto em seu apartamento), Lô Borges começou a se aventurar no universo da composição e corajosamente apresentou algumas dessas canções compostas à Bituca. Milton Nascimento apaixonava-se cada vez mais a cada nova canção apresentada e desse encontro surgiu um dos discos de maior visibilidade de Milton: "Clube da Esquina", disco lançado em 1972 e que, dentre as 21 faixas presentes, tem oito assinadas por Lô. Sua participação foi fundamental nesse disco, ajudando a caracterizar a sonoridade do Clube da Esquina ao lado dos amigos. Na contracapa do disco, seu nome aparece em destaque ao lado do de Milton Nascimento. No ano seguinte, lança pela EMI-Odeon seu primeiro disco solo, o LP que ficou conhecido como o ''Disco do tênis'' contou com a participação de Beto Guedes, Flávio Venturini, mas não atingiu o sucesso de sua primeira incursão fonográfica.Sua discografia ainda conta com álbuns como "Via Láctea" (1979), "Os Borges" (1980), "Sonho real" (1984), "Meu filme" (1996), "Horizonte vertical" (2011), entre outros. Nas últimas décadas tem se aproximado de novos compositores mineiros como é o caso de Samuel Rosa, parceiro em canções como "Dois Rios" e "Lampejo". Essas parcerias eternizaram-se em CD e DVD em 2016 quando chegou às lojas de todo o país o projeto "Samuel Rosa & Lô Borges: Ao Vivo no Cine Theatro Brasil". Parceiro de nomes como Caetano Veloso, Ronaldo Bastos, Chico Amaral, seus irmãos entre outros; Suas canções foram gravadas por nomes como Nana Caymmi, Simone e Gal Costa e Elis Regina que além de gravar de sua autoria "Trem Azul", também deu este título ao seu último show. Essa turnê gerou o álbum duplo homônimo, gravado ao vivo e lançado, em 1982, pela Som Livre.




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