PROFÍCUAS PARCERIAS

Em comemoração aos nove anos de existência, nosso espaço apresentará colunas diárias com distintos e gabaritados colaboradores. De domingo a domingo sempre um novo tema para deleite dos leitores do nosso espaço.

INTUITY BORA BORA JANGA

Siga a sua intuição e conheça aquela que vem se tornando a marca líder de calçados no segmento surfwear nas regiões tropicais do Brasil. Fones: (81) 99886 1544 / (81) 98690 1099.

GUTO GOFFI E UM BANDO PRA LÁ DE MUSICAL

Baterista do Barão Vermelho apresenta álbum que traz inédita de Plínio Araújo, baterista e um dos fundadores da Orquestra Tabajara.

SENHORITA XODÓ

Alimentos saudáveis, de qualidade e feitos com amor! Culinária Brasileira, Gourmet, Pizza, Vegana e Vegetariana. Contato: (81) 99924-5410.

BELEZA, VOZ, VIOLÕES E TALENTO

Em seu primeiro disco, a cantora e instrumentista carioca Alice Passos apresenta uma verdadeira antologia ao violão brasileiro.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

FIM DO CORDEL DO FOGO ENCANTADO

É com muito pesar que trago esta postagem sobre o fim do Cordel Do Fogo Encantado. Grupo este que recentemente (novembro 2009) fiz uma postagem especial sobre a passagem dos 10 anos da primeira apresentação do grupo no festival realizado durante o carnaval intitulado REC BEAT. Na música pernambucana, após o movimento mangue, com certeza o Cordel talvez tenha sido o grupo que mais tenha se destacado musicalmente e por suas performances circences. Não é pra menos, o grupo que surgiu com elementos do sertão (Arcoverde) e também do litoral (Morro da conceição) soube como poucos usar da influência dessas duas vertentes geográficas para produzir discos antológicos com novos ritmos e também novas tendências para a música popular brasileira. Elementos do circo, elementos mouros, sertanejos, do próprio mangue beat e de tantos outros fizeram com que o Cordel do fogo encantado marcasse a música popular brasileira de maneira que ficou sacramentada a história desse grupo no cenário musical não só brasileiro, mas também mundial. Lirinha, argumentou que o grupo chegou ao fim devido ao foco em novos projetos e deixou como registro uma mensagem Fica aqui registrado então todo o material divulgado sobre o fim do grupo:

COMUNICADO

Comunicamos o encerramento das atividades artísticas da banda Cordel do Fogo Encantado.
Esta decisão implica na suspensão das apresentações ao vivo, como também da gravação em estúdio de material inédito.
A disposição em suspender suas atividades passa por decisões pessoais do fundador da banda, Jose Paes de Lira (Lirinha), expressas em seu comunicado abaixo, que implicam na impossibilidade de continuidade do grupo. Contudo, mantêm intactas as relações de profunda amizade, respeito profissional e carinho cultivadas entre os integrantes da banda, equipe técnica e produção, solidamente construídas nesses onze anos de convivência.
Estamos certos que nesse tempo realizamos um trabalho de referência na nova música pernambucana e brasileira.
A banda, em decisão conjunta com a produção, deverá lançar em breve registro de áudio e vídeo AO VIVO da apresentação realizada na praça do Marco Zero, Recife, no dia 14 de fevereiro de 2010, considerado por muitos um show histórico.

O grupo também pretende lançar material de arquivo selecionado entre registros realizados ao longo dos seus onze anos de existência.

Cordel do Fogo Encantado manterá em atividade seu site oficial (www.cordeldofogoencantado.com.br) através do qual informará seu público sobre os lançamentos dos registros acima citados e sobre outros temas que se fizerem necessários.

Atenciosamente,

Antonio Gutierrez
Produção – Cordel do Fogo Encantado

_______________________________________________________________________

COMUNICADO - JOSÉ PAES DE LIRA

Com a permissão dos Encantados, sempre:

Anuncio a minha saída da banda Cordel do Fogo Encantado.

São 14 anos de trabalho ininterrupto (11 anos de banda e 3 anos de peça teatral de mesmo nome).

O grupo que é independente desde a sua origem, com integrantes do sertão de Pernambuco (Arcoverde) e do Morro da Conceição (Recife) se tornou uma das bandas mais ativas do cenário de shows da música brasileira. Isso aconteceu com a total entrega dos participantes e a verdade da mensagem emitida.

É com muita dificuldade que redijo essa informação, devido ao imenso amor que eu sinto pelo público e pelos meus companheiros/guerreiros do projeto.

Revelo, por respeito aos que me acompanham, a minha vital necessidade de trilhar novos caminhos.

Ajudei a desenvolver um dos espetáculos mais originais da cultura pop do país e é com esse sentimento de orgulho que sigo em frente.

Com a certeza de que o fogo da nossa poesia e da nossa música nunca se apagará e que nossa força é infinita.

Abraço forte,

José Paes de Lira, Lirinha.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

TALENTOS HERDADOS

Mais um da safra dos talentos herdados, o talento da vez é o baiano Armandinho é um instrumentista, cantor e compositor brasileiro, nascido na Bahia. É filho de Osmar Macedo, do Trio Elétrico de Dodô e Osmar. Formou o Trio Elétrico Mirim em 1962. Em 1967, formou a banda de rock Hell's Angels, no qual tocava guitarra.
Nada mais adequado ao mês que segue!!
Um feliz carnaval a todos e até após a folia de momo!!!

Armandinho - Retocando O Choro Ao Vivo (2003)


Faixas:
01 - Acompanhei-te Cavaquinho
02 - Taiane
03 - Lamento do Morro
04 - Noites Cariocas
05 - Sarajevo
06 - Santa Morena
07 - Terra
08 - Duda no Frevo
09 - Assanhado
10 - Oceano

QUASE NÃO HÁ NOVIDADES NA FOLIA

Alceu Valença, Alcymar Monteiro e André Rio estão entre os poucos artistas que lançaram música nova para o Carnaval deste ano.

Por José Teles

Frevo da Lua, parceria com Maurício Oliveira e Gabriel Moura, foi a única música gravada por Alceu Valença para o Carnaval 2010. Detalhe: não saiu em disco. Está disponível no site oficial do cantor, para ser baixada gratuitamente. André Rio, outro veterano animador da folia pernambucana, assim como Alceu, gravou apenas um frevo-canção para este Carnaval, paradoxalmente chamado de Pernambuco frevando para o mundo, que não sai em disco, e está igualmente liberado para download na página de Rio na internet.

Há 20 anos, no ramo, remanescente da extinta rede Aky Discos, Reginaldo Fernandes, gerente da Sol CD, na Siqueira Campos, Santo Antônio, uma das poucas que restaram no Centro, afirma que nestas duas décadas não lembra de um ano em que se lançaram tão poucos títulos de frevo. “Teve um disco do Bloco das Flores, de Alcymar, de Almir Rouche, Gustavo Travassos, mas chegam muito em cima do Carnaval”, comenta Fernandes, acrescentando: “O que sempre sai muito é aquele de Capiba, 25 anos de frevo. Eu mesmo encomendei mil cópias. Teve o nome dele vende, sempre tem coletânea nova dele a cada ano. Claudionor Germano também vende bem”.

Os discos na Sol CD tem precinhos camaradas, em média R$9,99: “Tem uns mais caros, mas até que vendem bem, feito o disco 100 anos de frevo, da Biscoito Fino. O da orquestra de Spok também vende bem”, diz Fernandes, reafirmando que disco de Carnaval vende, faltam mais títulos, e mais divulgação. Ali perto, na Oficina da Música, na avenida Guararapes, especializada em música pernambucana em geral, a oferta de títulos de frevo é grande. “Mas não tem muita coisa nova, não”, diz o vendedor Maicom Tavares, que em 16 anos neste comércio, confirma que são muito poucas as novidades: “Tem o Bloco das Flores, este outro Marinho do Recife, O galo canta. Ele canta no Galo e está acompanhado pela orquestra do clube”. Também ali, Capiba, falecido em 1967, é o campeão de vendagem com um disco gravado em 1959, para o Carnaval de 50 anos atrás, na extinta Rozenblit: “Pode sair com qualquer capa, mas sempre vende bem. Como vende esta coletânea”, aponta ele para um disco da série 20 Supersucessos, da Polydisc, que também relançou coletâneas de marchas-de-bloco e frevos-de-rua.

O grupo Patusco não tem axé no repertório, mas o espírito é o mesmo dos baianos, ou seja, de levar o público à dança. A Patusco, cujo estilo é definido como “escola de samba”, mas é na verdade uma banda de baile de carnaval, com muita percussão. Patusco lançou CD e DVD que mistura o sambão carioca, com frevo, manguebeat, Jorge Ben Jor, o que interessa é animar a festa. A Orquestra Popular da Bomba do Hemetério não veio com novidades para o Carnaval, a não ser um CD ao vivo, que é o áudio do DVD que lançaram no ano passado.

Novidade de frevo vem do Rio de Janeiro, com o disco Frevo diabo, também nome do grupo que o gravou (por sua vez composição de Edu Lobo e Chico Buarque) tendo como núcleo o carioca Daniel Marques, e o pernambucano Armando Lobo (que no Recife, no começo dos anos 90, foi da Santa Boêmia, banda de relativo sucesso na época). O repertório da Frevo Diabo é formado por frevos de Edu Lobo, Chico Buarque, Capiba, Guinga e Aldir Blanc e autorais. Bem cantados e arranjados, por Armando Lobo, que entende de frevo. O que a Frevo Diabo tem de original é ser a primeira banda especializada em frevos na história do gênero.

EXCLUSIVIDADE DA MUSICARIA

Faixas:
01 - É De Fazer Chorar (Geraldo Azevedo)
02 - Roda e avisa (Elba Ramalho)
03 - Vampira (Alceu Valença)
04 - Frevoador (Ze Ramalho)
05 - É Frevo É Brasil (Geraldo Azevedo)
06 - Quero mais (Elba Ramalho)
07 - Hino De Pernambuco (Alceu Valença)
08 - Beira Mar (Capitulo Final) (Ze Ramalho)
09 - Lenha no fogo (Geraldo Azevedo)
10 - Quero mais (Elba Ramalho)
11 - Chego Ja (Alceu Valença)
12 - Mesmo Que Seja Eu (Zé Ramalho)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A MÚSICA SERTANEJA PERDE UM DE SEUS MAIORES REPRESENTANTES

Um valioso guardião da música interiorana, caipira genuína, um dos últimos de uma espécie em extinção, morreu no início da noite de segunda-feira, aos 70 anos. José Ramiro, mais conhecido como Pena Branca, passou mal em casa e foi levado às pre
ssas por sua mulher, Maria de Lourdes, e uma vizinha ao Hospital São Luiz Gonzaga, no bairro do Jaçanã, zona norte de São Paulo, onde vivia.

Segundo relatos de pessoas próximas, Pena Branca passou um dia normal em casa e até tocou algumas músicas em sua viola. “Ele nunca apresentou sinais de que tinha problemas no coração. Foi um enfarte fulminante”, disse um amigo. Pena Branca foi enterrado na tarde de ontem no Cemitério Parque dos Pinheiros, próximo da Rodovia Fernão Dias.

Pena Branca ficou famoso a partir dos anos 1980 quando formou dupla com seu irmão Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho, morto em 1999. Nascido em Igarapava, no interior de São Paulo, em 1939, ele passou boa parte da infância e adolescência em Uberlândia, interior de Minas, onde seu irmão nasceu três anos depois dele. Ambos trabalharam na roça com o pai e outros cinco irmãos até que começaram a cantar juntos em 1962. Seis anos depois, os dois se mudaram para São Paulo para tentar a carreira artística.

Como a história de tantos outros batalhadores, a dupla passou mais de uma década investindo em sua música até que se inscreveu no Festival MPB Shell, da Rede Globo, de 1980 e se classificou para a final com a canção Que terreiro é esse?, De Xavantinho. No mesmo ano, eles lançaram o primeiro LP, Velha morada, em que predominavam composições de Xavantinho, e tinha também a folclórica Cálix bento e Cio da terra (Milton Nascimento e Chico Buarque).

A mesma canção deu título ao álbum de 1987, que abria com uma folia de reis e tinha clássicos como Caicó, de Villa-Lobos, a folclórica Peixinhos do mar, Vaca Estrela e boi Fubá (Patativa do Assaré). A participação de Milton Nascimento na faixa-título deu muito prestígio à dupla, que passou cinco anos sem gravar, mas já vinha se tornando popular com apoio de Rolando Boldrin na TV e em shows pelo Brasil.

A dupla viria a gravar outras canções do repertório de Milton e também composições de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Luiz Gonzaga, Almir Sater, Renato Teixeira, Tavinho Moura (um de seus principais incentivadores) e Ivan Lins, entre outros. Como lembra Rosa Nepomuceno no livro Música caipira: da roça ao rodeio (Editora 34, 1999), o repertório de Pena Branca & Xavantinho emparelhava essas vertentes da MPB “e modas sertanejas com o mesmo tratamento vocal, em duetos e terças”.

Porém, essa divisão entre dois mundos levaria os irmãos a se tornarem sempre “equilibristas” diz Rosa. Eles, por exemplo, não venderiam discos como Milionário e José Rico, “de repertório bem mais popular, com seu som grandiloquente de pistons mariachis e guitarras”, nem sua gravação de Cio da terra teria o impacto de Romaria (Renato Teixeira) na voz de “uma grande estrela como Elis Regina”. “Música popular com sotaque matuto, bem recebida pela área intelectual, não se ajeitava nas faixas mais populares do público. Música caipira com sotaque de MPB causava um tantinho de estranheza no mundo sertanejo”, acrescentou Rosa.

O cenário não mudou muito nas décadas seguintes, mas outros artistas urbanos além de Renato Teixeira (que gravou um bem-sucedido álbum ao vivo com a dupla em Tatuí), continuaram trazendo o “sabor da terra”, digamos, à MPB. Pena Branca seguiu adiante com sua bandeira nessa seara sozinho depois da morte do irmão. Questões de mercado e preferência popular à parte, deixou em carreira-solo, mas principalmente nos dez discos gravados em dupla com Xavantinho, um respeitável e importante registro desse cancioneiro.


Saudades dos admiradores famosos

"Hoje, grandes empresários preparam os artistas, fazem com que eles se arrumem, promovem grandes espetáculos, gastam uma fortuna, e no fim, Pena Branca e Xavantinho, com aquela simplicidade, aquela mineirice, mostraram a realidade de como é o gosto brasileiro. O Pena Branca ganhou o Grammy Latino, sem dúvida, foi um vitorioso. Fora o repertório deles que era maravilhoso." (Sérgio Reis - Cantor e compositor)

“Ao lado do Xavantinho, Pena Branca formou uma dupla perfeita. E ele se saiu muito bem na carreira-solo, após a morte do parceiro Além de ser um grande artista, tinha sentimentos bons. Cantei muito com os dois, e tenho orgulho de tê-los descoberto naquela orquestra de violeiros em Guarulhos e vê-los deslanchar na carreira. Vai ser difícil aparecer algo parecido na música. Não adianta hoje alguém querer imitar que não se chega nem aos pés.” (Inezita Barroso, cantora e apresentadora)

“Tive a felicidade de produzir o segundo disco de Pena Branca e Xavantinho. Eles foram heróis da resistência caipira. Inspirados por Tonico e Tinoco, provaram que aquela era a verdadeira música caipira, não a que se faz atualmente, que não é nada. Eles inovaram ao gravar outros tipos de música, como Cio da terra, e até composições de Ataulfo Alves, com aquele jeito puro da música caipira.” (Rolando Boldrin, apresentador e compositor)

“Tive a honra de gravar Cuitelinho com Pena Branca no primeiro CD, do projeto Meu reino encantado. Tê-lo dentro do estúdio, com a energia e autenticidade dele, foi um grande privilégio. A música sertaneja perde muito sem o Pena Branca.” (Daniel, cantor e compositor)


Discografia

Discografia de Pena Branca com Xavantinho

Velha morada (1980)
Uma dupla sertaneja (1982)
Cio da terra (1987)
Canto violeiro (1988)
Cantadô do mundo afora (1990)
Ao vivo em Tatuí com Renato Teixeira (1992)
Violas e canções (1993)
Pena Branca e Xavantinho (1994)
Ribeirão encheu (1995)
Coração matuto (1998)

Discografia solo de Pena Branca
Semente Caipira (2000)
Pena Branca canta Xavantinho (2002)
Cantar Caipira (2008)

Fica aqui então um dos últimos registros fonográficos de Pena Branca:

Semente Caipira (2000)
Faixas:
01 - Espera eu chegar (Kapenga Ventura/Guca)
02 - Casa amarela (Pena Branca)
03 - Marcolino (Tradicional)
04 - Minha floresta (Fátima Leão/Neto/Alexandre)
05 - Rio abaixo vou viver (Pena Branca/Murilo Antunes)
06 - Correnteza (Tom Jobim/Luis Bonfá)
07 - Quando o amor se vai (Renato Teixeira)
08 - As mocinhas da cidade (Nhô Belarmino/Gabriela)
09 - Papo furado (Pena Branca)
10 - A banana deu no pé (Kapenga Ventura/Guca)
11 - Canção dos herdeiros (Arlindo Moniz)
12 - Maringá (Joubert de Carvalho)
13 - Aliança (Juraildes da Cruz/Genésio Tocantins)
14 - São Gonçalo do Rio Preto (Tavinho Moura)
15 - Serenô (Tradicional)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

BLOCO DAS FLORES: 90 ANOS DE LIRISMO E ENCANTO LANÇAM CD

O Bloco das Flores, primeira agremiação lírica de Pernambuco fundada em 1920, tem uma razão a mais para se alegrar no Carnaval deste ano. A agremiação comemora 90 anos de existência. Para o grupo a festa já começou com o acerto de marchas que integram a programação de prévias carnavalescas da Prefeitura do Recife. Os ensaios estão acontecendo desde janeiro na Praça do Arsenal, às 20h. Os próximos estão marcados para esta sexta (05).

Além do aniversário, o bloco, que tem o maior número de frevos em sua homenagem, comemora a gravação do primeiro registro fonográfico com lançamento de um CD no próximo dia 09 de fevereiro. O CD traz no repertório músicas já conhecidas como Nostalgia, Regresso e Marcha das Flores e também gravações inéditas de composições de Raul Moraes.

Jane Emirce de Melo, presidente do bloco, considera o CD uma consagração do trabalho. “É uma grande alegria para todos nós podermos registrar as músicas que animam os carnavais de tantas gerações. É uma maneira de manter nossa cultura viva”, afirma Jane.


História - Na década de vinte do século passado, um grupo de músicos, compositores e carnavalescos, liderados por Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon e Raul Moraes, entre outros iniciaram uma nova categoria de frevo, sendo o Bloco das Flores o primeiro do Recife (1920). Esse evento deu origem a diversas outras agremiações, consolidando tanto o ritmo frevo de bloco música, como o bloco lírico enquanto agremiação. Integrando as mulheres da classe média ao Carnaval de rua do Recife.

Em 1937, o Bloco das Flores parou de desfilar com os falecimentos de Pedro Salgado, seu principal mantenedor e Raul Moraes, compositor e diretor da orquestra. Retornou em 2000, quando foi restaurado por um grupo de intelectuais e amantes das tradições do Carnaval de Pernambuco: Francisco de Assis Maciel dos Santos, Jane Emirce de Melo, Maria dos Prazeres Oliveira de Maria, Vilma Ferreira de Oliveira, Cícero Francisco, Sílvio Roberto, Wagner Marinho, Janduhi e Aparecida Pedrosa de Melo, Luiz Francisco (Nunes) e Maria José (Zita), e Maestro Ciará.

O Bloco das Flores agrega pessoas de todas as classes sociais e faixas etárias. Uma grande massa apaixonada pelo ritmo dolente da orquestra de pau e corda e do “coral de anjos” o acompanha. Turistas de vários recantos do país e do exterior se encantam com essa modalidade de frevo, e a presença garantida a cada ano vai aumentando e se perpetuando no deleite do frevo de bloco. É a agremiação com o maior número de frevos em sua homenagem, o seu repertório contém mais de vinte composições de autores de ontem e de hoje. Com flores, perfume, lindas canções e fantasias, a agremiação desfila com graça levando a paz do lirismo aos amantes do Carnaval de Pernambuco.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

CARNAVAL MULTICULTURAL DO RECIFE 2010

OLINDA DIVULGA PROGRAMAÇÃO E HOMENAGEADOS DO CARNAVALl

A Prefeitura de Olinda anunciou, na manhã desta quarta-feira (3), a programação e os homenageados do Carnaval 2010. O tema deste ano faz referência a um dos ícones da festa na cidade, O Mamulengo Só-Riso, que completa 35 anos de existência. Os dois homenageados são antigos foliões: Itacy Vasconcelos Guimarães, o Tuca, diretor e fundador do Patusco, e Fernando Gondim da Motta (In memoriam), presidente e fundador da troça Sobe e Desce e presidente de honra da troça Cheguei Agora.

A festa terá um orçamento aproximado de R$ 7 milhões e 13 polos de animação. Uma das apostas da prefeitura para este ano é o fortalecimento da programação noturna nas ruas do Sítio Histórico. Segundo o prefeito Renildo Calheiros, as principais agremiações da cidade desfilarão quando o sol se pôr durante os quatro dias. A cenografia também receberá atenção especial. Um minarete de 15 metros receberá os foliões no Varadouro. Já a Avenida Sigismundo Gonçalves será inteiramente ornamentada com flabelos e bonecos gigantes. Toda a decoração será tridimensional, com peças em volume.

Durante a folia, 216 orquestras de frevo itinerantes irão animar as ladeiras da cidade, das 10h às 22h. No total, cerca de 600 agremiações participarão do Carnaval olindense. Um dos eventos mais esperados será o encontro dos blocos Pitombeira e Elefante, rivais em outros tempos. Os dois desfilarão em frente ao Palácio dos Governadores, na terça-feira (16), por volta das 21h, na Rua de São Bento.

Os polos de animação serão marcados pela diversidade. O Fortim do Queijo terá uma programação especial na semana pré-carnavalesca, que começa na sexta-feira (5), com shows de Antônio Nóbrega, Banda Armandinho, Dodô e Osmar e o encontro de bonecos gigantes. Na quinta-feira (11) a festa se estende aos outros polos. Nomes de peso se apresentarão na cidade, como Lenine, Quinteto Violado, Claudinor Germano, Maestro Ademir Araújo, Cidadão Instigado e a Trombonada. Haverá pontos específicos dedicados ao maracatu, samba, música afro e até um polo infantil.

A exemplo dos anos anteriores, a Prefeitura de Olinda irá realizar um plano de proteção do patrimônio histórico e artístico da cidade, com a instalação de tapumes em 33 monumentos, para a evitar depredações. A iniciativa inclui a participação de arte-educadores que irão orientar os foliões. Na área de segurança, a administração montará um esquema com 190 guardas municipais para realização de ações de apoio. Serão disponibilizadas oito viaturas, 15 motopatrulheiros, além de uma delegacia interativa, no Comando da Guarda, na Praça do Carmo. O Policiamento da festa será anunciado dentro de alguns dias pela Polícia Militar.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

SEMANA PRÉ CARNAVALESCA É EM OLINDA!

É no palco montado ao lado da Igreja de São José dos Pescadores, no Fortim do Queijo, em Olinda, que o público de Olinda celebrará o início do Carnaval. O Encontro dos Bonecos Gigantes em homenagem à Bicharada de Mestre Jaime inicia a programação, seguido pela apresentação do espetáculo Frever, de Maria Paula Costa Rêgo, além dos shows de Maestro Nunes e convidados, Antônio Nóbrega e, para encerrar a noite, o projeto Armandinho, Dodô e Osmar, em homenagem ao trio elétrico. Durante os seis dias de apresentações musicais, passarão pelo palco do Fortim, 26 atrações, entre elas, Farofa Carioca, Elza Soares, Maracatu Nação Pernambuco, Los Sebosos Postizos, Orquestra Contemporânea de Olinda, Eddie, o Bloco Lírico Batutas de São José e Carlinhos Brown. Os shows começam, diariamente, às 18 horas, na sexta (05), sábado (06) e domingo (07) e às 19h, na segunda (08), terça (09) e quarta (10).

Pólo do Fortim do Queijo - Olinda

05/02 - Sexta
=>Encontro dos Bonecos Gigantes em homenagem aos 60 anos da Bicharada de Jaime de Salgueiro
=>Espetáculo Frever - Maestro Nunes e convidados Claudionor Germano, =>Expedito Baracho, Isaar, André Rio, Kelly Rosas, Nonô Germano, Dalva Torres, Mônica Feijó, Geraldo Maia, Ed Carlos
=>Banda Armandinho, Dodô e Osmar - Comemoração dos 60 anos do Trio Elétrico
=>Antônio Nóbrega

06/02 - Sábado
=>Afoxé Oyá Alaxé
=>Edilza
=>Maracatu Nação Pernambuco & Tambor Lelê de Minas
=>Elza Soares & Farofa Carioca

07/02 - Domingo
=>Samba de Véio de Petrolina
=>Clube do Samba do Recife
=>Belo Xis, Paulo Izidoro, Ramos Silva, Galeria do Ritmo e Wellington do Pandeiro
=>Leci Brandão

08/02 - Segunda
=>Maciel Salu
=>Los Sebosos Postizos e convidados
=>Original Olinda Style (Eddie & Orquestra Contemporânea de Olinda)

09/02 - Terça
=>Bloco Lírico Batutas de São José
=>Orquestra de Maestro Duda
=>Elba Ramalho

10/02 - Quarta
=>SpokFrevo Orquestra
=>Steel Band (participação Maestro Forró)
=>Carlinhos Brown

MPB - MUSICA EM PRETO E BRANCO

Braguinha

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

PROGRAMAÇÃO OFICIAL DO CARNAVAL DO RECIFE 2010 E SEUS HOMENAGEADOS

O pernambucano de Camutanga, nascido em 1942, começa a compor aos 14 anos e já adolescente participa de serenatas e serestas demarcando seu percurso e sua obra poético-musical. Em 1957 muda-se para o Recife, mas só desponta em 1962, cantando na Rádio Clube de Pernambuco. Nesse mesmo ano nasce o frevo canção Você Gostou de Mim, gravado pela Fábrica de Discos Rozemblit.

A partir de 1962, Getúlio Cavalcanti grava músicas diversas que se tornam sucesso e são
cantadas até hoje dentro e fora do universo carnavalesco. Belas canções de Getúlio passam a compor os repertórios de vários blocos. O Bom Sebastião (1976); Último Regresso; Cantigas de Roda; Chora Batutas; Relembrando Moysés; Os Blocos estão Voltando; Tributo a Bajado: Adeus Saudade e Salve, salve Emiliano integram o repertório do Bloco da Saudade.

Em 1982, no Festival Frevança, Getúlio Cavalcanti defende um dos seus maiores sucessos, O Último Regresso, composto para o bloco Banhistas do Pina. Em 1986 lança seu primeiro álbum Os frevos de bloco de Getúlio Cavalcanti, sob o patrocínio da Fundação de Cultura Cidade do Recife, onde foram registradas 12 músicas interpretadas pelo coral do Banhistas do Pina, do qual era o compositor oficial. Em 1988, mais uma vez no Frevança, o compositor é responsável pela terceira participação do Bloco da Saudade neste festival, concorrendo com a canção Um amor a mais, homenageando quatro blocos tradicionais: Banhistas do Pina, Madeira do Rosarinho, Batutas de São José e Inocentes do Rosarinho. Em 1987 Getúlio Cavalcanti é convidado pela Fundação Joaquim Nabuco para participar do terceiro volume da série Compositores Pernambucanos.

Vencedor de vários concursos de músicas carnavalescas, o nosso Getúlio tem suas composições gravadas por vários cantores e conjuntos musicais de renome como: Antônio Nóbrega, Teça Calazans, Nando Cordel, Leonardo, Altemar Dutra, Coral do Banhistas do Pina, Coral Mocambo, Banda Capibaribe, Conjunto Romançal, Banda de Pau e Corda entre outros. As composições de Getúlio Cavalcanti extrapolam o gênero frevo de bloco nos presenteando com baiões, baladas, marchas-rancho, sambas, maracatus, sambas-canção, toadas, boleros e rocks.


VICENTE DO REGO MONTEIRO

Nascido no Recife em 1899, final do século dezenove, na década de 1920 já se tornara expoente, sendo considerado um dos pintores estrangeiros mais conceituados no exterior. Em 1957, fixou-se definitivamente no Brasil, onde lecionou na Escola de Belas Artes do Recife (Universidade Federal de Pernambuco), falecendo em 1970 na sua cidade natal.

Artista vivido na mítica Escola de Paris, na vanguarda cubista, assimila universos distintos e ao mesmo tempo mantêm sua brasilidade, figurando na Semana de Arte
Moderna de 1922, em São Paulo, ao lado Anita Malfatti, Goeldi e Di Cavalcanti entre outros. Capaz de interpretar os múltiplos saberes e fazeres que compõem a nossa diversidade cultural, Vicente do rego Monteiro transpõe as barreiras culturais reafirmando a universalidade da arte como maior expressão humana.

Alem de artista plástico renomado, nosso homenageado foi editor, automobilista, dançarino, poeta e ainda encontrou tempo para fabricar aguardente em Pernambuco, citada na obra Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto.

Identificado com o Carnaval do Recife, não por representar em seus quadros o cenário da folia, mas por atingir uma quase completude de referências desse universo, simultaneamente exemplar e transgressor. A alegria de viver constitui um dos seus talentos, reconhecido pela Prefeitura do Recife como emblemático, representando magistralmente as cores, os sons, sabores... a vida pulsante do Recife multicultural.

Vivendo entre a Europa e o Brasil, o nosso artista sofisticado e racional não abandona, pelo contrário, prestigia entusiasticamente os motivos populares traduzindo em sua obra o vigor da concepção e a beleza da forma.


Pólo Marco Zero

Sexta feira - 12 de fevereiro
01 - 500 Batuqueiros de 14 Nações de Maracatu sob a regência de Naná Vasconcelos,com a participação de:
Grupo Voz
Nagô
Getúlio Cavalcani
Alessandra Cavalcanti

02 - Spok Frevo Orquestra, Maestro Marco César e Coral Edgar Moraes com participação especial de:
André Rio
Claudionor germano
Elba Ramalho
Maestro Forró
Luiz Melodia

03 - Zeca Pagodinho

Sábado - 13 de fevereiro
01 - Orquestra Popular do Recife
02 - Otto
03 - Lenine com participação especial de Arnaldo Antunes & Carlinhos Brown
04 - Jorge Benjor

Domingo - 14 de fevereiro
01 - Antúlio Madureira & Orquestra Perré Bumbá
02 - Orquestra Popular da Bomba do Hemetério
03 - Cascabulho com participação especial de Tom Zé
04 - Zé Ramalho
05 - Cordel do Fogo Encantado com participação especial de Coco Raízes de Arcoverde

Segunda-feira - 15 de fevereiro
01 - Gerlane Lops & Ana Costa
02 - Diogo Nogueira
03 - Dudu Nobre

Terça-feira - 16 de fevereiro
01 - Orquestra de Frevos do Maestro Duda
02 - Elba Ramalho
03 - Alceu Valença
04 - Encontro de Bonecos Gigantes
05 - Apoteose com Grande Orquestra Multicultural do Recife (regência do Maestro Spok), com participações dos maestros Ademir Araújo, Clóvis Pereira, Duda, Edson Rodrigues, José Menezes, Nunes, Forró, Fábio César, Lourdinha Nóbrega e Carmem Lúcia.



Pólo Praça do Arsenal da Marinha

Sábado:
Panda de Pau e Corda
Zoca Madureira
Gonzaga Leal & Roberto Mendes
Siba e A Fuloresta
Geraldo Azevedo

Domingo:
Arabiando
Mônica Feijó
Alessandra Leão
Geraldo Maia
Silvério Pessoa & Fernanda Takai

Segunda:
Coral Edgar Moraes
Expedito Baracho
Getúlio Cavalcanti
Quinteto Violado
Antônio Nóbrega

Terça:
Raízes Pernambucanas
Choro Brasil
Antúlio Madureira
Sá Grama
André Rio


Pólo Pátio de São Pedro

Sábado:
Afoxé Ilê de Egbá
Usina de Cordas
As Divas do Movimento LBGT

Domingo:
Orquestra de Frevos Rozemblit
Comunidade Azougue
Arlindo dos Oito Baixos
Isaar
Siba e A Fuloresta
Orquestra Original Olinda Style (Eddie + Orquestra Cont. de Olinda)

Segunda:
Orquestra Gouveia de Frevos
Mira Negra
Jr Black
Karina Buhr
Dj. Dolores
Arnaldo Antunes

Terça:
J. Michiles
Rogerman
A Trombonada
Renata Rosa
Fabiana Cozza
Nando Cordel


Pólo Brasília Teimosa

Domingo:
Maracatu Nação Porto Rico
Romero Pernambuco
Erasto Vasconcelos
Lia de Itamaracá
Lenine
Orquestra de Dudu do Acordeon

Segunda-feira:
Orquestra do Maestro Edson Rodrigues
Passistas da Escola de Frevo do Recife
Cristina Amaral
Chá de Zabumba
Charles Theony
Almir Rouche
Alceu Valença

Terça-feira:
Orquestra Frevo Brasil
Passistas do Balé Deveras
Gil Cordas
Sevi Nascimento
Rogério Rangel
Som da Terra
Nonô Germano

Polo Casa Amarela


Domingo:
Orquestra de Frevo de Marinho
Passistas do Balé Multicultural do Recife
Eletrorganic
Alex Mono
Cassio Sette
Carfax
NxZero

Segunda:
Orquestra do Maestro Nunes
Passistas da Cia. de Dança Giselly Andrade
Afoxé Alafin Oyo
Selma do Coco
Coco Bongar
China
Cordel do Fogo Encantado

Terça:
Orquestra Edson Cunha
Passistas do Balé Multicultural do Recife
Dinho Andrade
Michele Monteiro
Edilza
Antonio Nóbrega
Silvério Pessoa



Pólo Ibura

Domingo:
Cia Pé Nambuco
Orquestra de Frevo Harmonia
Afoxé Omo Nilê Ogunjá
Bernardo Alves
Josildo Sá
Claudionor Germano & Orq. Pop. do Recife

Segunda:
Orquestra Valois
Passistas do Grupo Leões'Art
Viruz
Sinhô Pereira
Ed Carlos
Zé Ramalho

Terça:
Cia Folguedos de Dança
Orquestra Tangarás
Boi Faceiro
Kelly Rosa
Mesa de Samba Autoral
Diogo Nogueira



Pólo Jardim São Paulo

Domingo:
Orquestra de Fernando Borges
Passistas da Cia. Luardat
Luiz Paixão
Nádia Maia
Hebert Lucena
Marrom Brasileiro
Alceu Valença

Segunda:
Orquestra de Maia
Passistas da Cia. de Folguedos
Aerobelonave
Bria Soul
Tiger
Volver
NxZero

Terça:
Orquestra Raízes da Terra
Passistas da Cia. Brincant'ar
Aristides Guimarães
Afoxé Oxum Pandá
Eduardo Veloso
Carlinhos Monteverde
Orq. Popular da Bomba do Hemetério



Pólo Várzea

Domingo:
Maracatu Várzea do Capibaribe
Coral Edgard Moraes
Lourenço Gato
Getúlio Cavalcanti
Ed Carlos
Elba Ramalho

Segunda:
Orquestra 100% Mulher
Passistas da Cia. Perna de Palco
Pácua e Via Sat
Ska Maria Pastora
Cascabulho
Nação Zumbi

Terça:
Spok Frevo Orquestra
Eta Carinae
N'Zambi e convidados: Ortinho, Eddie e Arnaldo Antunes.



Polo Mangue: Alto José do Pinho

Domingo:
Afoxé Ylê de Egbá
Selma do Coco
Luciano Padilha
Bello Xis & Ramos Silva
Gustavo Travassos
Geraldo Azevedo

Segunda:
Orquestra Pop Gandelman
Passistas da Cia. Alexandre Spain
Aurinha do Coco
Os Maletas
Maciel Salu
Otto
Spok Frevo Orquestra

Terça:
Orquestra de Dudinha
Maracatu Nação Estrela Brilhante
Rabecado
Catarina de Jah
Academia da Berlinda
Reginaldo Rossi


Palco Nova Descoberta

Domingo:
Orquestra Frevendo
Passistas do Grupo Cultura Nordestina
Afoxé Oyá Alaxé
Pandeiro do Mestre
Coco Raízes de Arcoverde
Mombojó
Jorge Benjor

Segunda-feira:
Grupo Terra
Fabiana Cozza
Ramos Silva
Benito di Paula
Orquestra Independente do Ibura

Terça feira:
Orquestra Nelson Ferreira
Passistas do Grupo Fazendo Arte
Wellington do Pandeiro
Geraldo Cardoso
Alexa
Jorge Riba
Dudu Nobre


Palco Chão de Estrela

Domingo:
Orquestra do Maestro Duda
Passistas do Grupo Daruê Malungo
Rhudia
Nação Zumbi
Mestre Galo Preto & Zé Brown
Babassuê

Segunda:
Orquestra Popular da Bomba do Hemetério
Passistas do Balé Multicultural do Recife
Cylene Araújo
Lucinha Guerra
Nena Queiroga
Elba Ramalho

Terça:
Orquestra Primavera
Passistas do Grupo Daruê Malung
Zeh Rocha e a Tecelagem
Adriana BB
Trio Pouca Chinfra e a Cozinha
Bello Xis
Benito di Paula


Rec Beat

Sábado (13 de fevereiro):
Radistae (PE)
Zé Manuel (PE)
Renegado (MG)
Lucas Santana (BA)
Puerto Candelária (Colômbia)

Domingo (14 de fevereiro):
A Banda de Joseph Tourton (PE)
Volver (PE)
Magic Slim (EUA)
Gabi Amarantos

Segunda (15 de fevereiro):
Diversitrônica (PE)
Stela Campos (SP)
Madensuyu (Bélgica)
Ojos de Brujo (Espanha)

Terça (16 de fevereiro):
Mestre Galo Preto (PE)
Caldo de Piaba (AC)
Cidadão Instigado (CE)
Cabezas de Cera (México)
Original Olinda Style (Eddie + Orquestra Contemporânea de Olinda)

EXCLUSIVIDADE DO MUSICARIA

O Grande Encontro Do Frevo - Vol. 01

Faixas:
01 - Evocacao N. 1 - Frevo N. 1 Do Recife - Oh! Bela - Sou Eu Teu Amor (Elba Ramalho)
02 - Asas Da América (Geraldo Azevedo)
03 - Rapaz Do Taxi (Ze Ramalho)
04 - Voltei Recife (Alceu Valença)
05 - Banho De Cheiro (Elba Ramalho)
06 - Novamente (Geraldo Azevedo)
07 - Frevo Mulher (Ze Ramalho)
08 - Roda E Avisa (Alceu Valença)
09 - Patria Amada (Elba Ramalho)
10 - Realeza Linda (Geraldo Azevedo)
11 - Amar Quem Eu Ja Amei (Ze Ramalho)
12 - Bicho Maluco Beleza (Alceu Valença)

PRA QUEM NÃO CURTE CARNAVAL TEM JAZZ

Em terra de frevo, festival de jazz e blues precisa rebolar muito para conseguir aporte financeiro de governo. Pelo menos é o que lamenta o produtor cultural Giovanni Papaleo, realizador do Festival Garanhuns Jazz 2010, que acontece durante o período de Carnaval no município do agreste pernambucano. O evento segue o conceito do Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga-CE.
Big Time Orchestra estará em Garanhuns
Big Time Orchestra estará em Garanhuns

Segundo o produtor, apesar de premiado uma vez e indicado este ano ao Prêmio Mestre Salustiano de Turismo de PE, promovido pela Secretaria do Estado de Pernambuco, o Festival ainda não recebeu qualquer apoio do governo. “Infelizmente estamos até o presente sem qualquer sinalização de apoio por parte da Secretaria de Turismo do Estado de Pernambuco”, lamentou Papaleo, que está neste ramo há pelo menos 15 anos, e é responsável há nove anos pelo projeto Oi Blues, que já teve várias edições em Natal.

O Garanhuns Jazz 2010 será realizado com patrocínio da Prefeitura de Garanhuns, Chesf, Caixa Econômica Federal, entre outros apoiadores. “Felizmente isso não irá prejudicar nosso esforço e compromisso em realizar um grande Festival”.

O produtor confirmou mais uma atração para o Festival. Trata-se da Big Time Orchestra, cuja turnê tem apoio da Prefeitura de Curitiba-. “Ela é considerada a melhor Big Band de "Neo Swing" do Brasil”, garante Giovanni Papaleo.

Esse estilo de Big Band se encontra em efervescência nos EUA e mistura o repertório clássico do Swing dos anos 30 e 50 com o rock, Pop e Ska.

Um dos grandes destaque da Banda (além do seu vocal) é a performance da sua metaleira (sax, trompete, Trombone) aliada às guitarras turbinadas “A BTO segue o estilo das Bing Bands. Entre os principais nomes desse estilo nos EUA ,temos a Brian Setzer Orchestra, Big Band Voodoo Daddy e Royal Crown Revue”, define. “Não deixará ninguém sentado durante o seu show, por isso foi escalada para fechar com chave de ouro o Garanhuns Jazz Festival 2010”.


Outros nomes confirmados
O Festival já confirmou as atrações nacionais e internacionais. O mais badalado nome é o de Magic Slim, uma lenda viva do Blues mundial, que também passará por Guaramiranga. Também Leo Gandelman, o saxofonista Jasiel Leite, que fará uma participação especial no show de Leo, -Celso Blues Boy, Azimuth, banda ícone do estilo samba-jazz com uma vitoriosa carreira internacional. E ainda Andreas Kisser com seu projeto paralelo de Blues-Rock, o cantor de soul novaiorquino Karl Dixon, Greg Wilson, Tico Santa Cruz da banda Detonautas, que vai ao GJF mostrar seu projeto paralelo de Blues (Blueguellos) em parceria com integrantes da UpTown.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

COMO DIRIA CAYMMI: "DIA DOIS DE FEVEREIRO, DIA DE FESTA NO MAR"

A personagem desta postagem de hoje merece todas as honras e atenção. É a rainha do mar, Iemanjá. Aproveitando o ensejo do dia dela a gente teve a ideia de reunir os mais variados artistas que um dia ousaram em homenagear Iyemanjá, Yemanjá, Yemaya, Iara, Inaê, Janaína, Iemoja “Iemanjá”, Nossa Senhora dos Navegantes, Yemoja (”Mãe cujos filhos são peixes”)… Enfim vai ser mais uma singela contribuição à MPB e à dona das águas.

Dorival Caymmi Não daria pra começar de outra forma se não fosse falando de Caymmi que entre tantas músicas sobre o mar, os pescadores e a Senhora dos Navegantes, escreveu “Dois de Fevereiro”. Sem dúvida esse foi o cantor e compositor que mais escreveu sobre Iemanjá. Por isso selecionamos duas canções. E infelizmente o Youtube não tem nenhuma das duas cantada por ele mesmo, mas Gal e Nara podem dar conta do recado um pouco, não?



Martinho da Vila Esse foi outro que já fez muita muita, muuuita música sobre Iemanjá. Mas escolhemos essa a dedo que é linda!


Caetano Veloso Pra responder ao que Jorge Amado havia dito, que mesmo os ateus mais descrentes poderiam ver verdadeiros milagres num terreiro em Salvador, Caetano fez essa música. Nessa versão de “Milagres do Povo” tem Gal junto.

Maria Bethânia Bethânia interpretou lindas canções com esta temática, mas essa de Pedro Amorim e Paulo César Pinheiro valem mais que um banho de mar. Ela inclusive tem um disco todo dedicado a canções que tratam do tema “mar”, se chama O Mar de Sophia.


Clara Nunes Por ser de origem mineira não teve tanta aproximação com o mar mas de qualquer maneira sentiu uma forte ligação com as águas salgadas através de Iemanjá. Em “A deusa dos Orixás”, por exemplo, fala da filha de Nanã que é uma entidade pertencente aos domínios de Iemanjá. Clara foi a primeira intérprete também de “Lenda das sereias” que vem logo adiante.


Marisa Monte Interpretação lá dos primórdios da década de oitenta mas cantada/sambada até hoje nos bares da João Alfredo, em Porto Alegre. Foi samba enredo do Império Serrano em 1976. Marisa, ilustre portelense, não cantou uma parte da letra original por citar a escola rival: “Toda a corte engalanada/ Transformando o mar em flor/ Vê o Império enamorado/ Chegar à morada do amor”.


Daniela Mercury Nessa versão com direito e interpretação da entidade das águas, Daniela Mercury traz todo o clima do mar na canção “Dara”.


Elis Regina A música que projetou Elis Regina para o Brasil e para os palcos do mundo era um canto de Vinicius de Moraes e Edu Lobo em homenagem à Rainha.


Existe mais uma série de canções que tratam do tema: tipo “Iemanjá”, de Gilberto Gil, que faz parte do primeiro compacto do baiano; “Bocochê”, de Edu Lobo entre outras. Pedimos aos nossos leitores que enviem suas sugestões de músicas que falem sobre a rainha das águas do mar e que não foram citadas aqui.

46º BAILE MUNICIPAL DO RECIFE

Os Homenageados do baile serão Vicente do Rêgo Monteiro e a Getúlio Cavalcanti.

O 46º Baile Municipal do Recife, coordenado pela primeira-dama Marília Bezerra, será marcado por grandes novidades. Aumenta a participação popular e a tradição assistencialista da festa será fortalecida. No dia do evento, dez horas ininterruptas de folia (concursos e shows) garantem uma prévia inesquecível para o público. O frevo pernambucano de Alceu Valença, Claudionor Germano, André Rio e Elba Ramalho recebem o tempero baiano de Daniela Mercury. Todos serão acompanhados, no palco, pela SpokFrevo Orquestra. Enquanto se divertem em um dos bailes mais importantes do País, os foliões estarão contribuindo, este ano, para duas entidades: a Casa da Estância e o Hospital Maria Lucinda.

O clima de Carnaval toma conta do Recife semanas antes do Baile. As seis Regiões Político Administrativas (RPAs) receberão desfiles descentralizados que levarão às ruas agremiações carnavalescas locais e votação popular. Dois clássicos importantes do Campeonato Pernambucano de Futebol também serão contemplados pela comitiva de candidatos a casal real do Baile Municipal. No total, serão 10 apresentações itinerantes.

Outra novidade deste ano é que não teremos intervalos entre as atrações musicais, já que não será necessário trocar a estrutura de palco e os músicos. Isso porque todos os cantores terão a honra de contar com a competência internacionalmente reconhecida da SpokFrevo Orquestra, comandada pelo maestro Spok.

Decoração
Em sintonia com o Carnaval do Recife, o Baile também presta homenagem ao artista plástico Vicente do Rêgo Monteiro e ao compositor Getúlio Cavalcanti. Já a elegante decoração do evento fica pelo terceiro ano consecutivo a cargo do arquiteto Carlos Augusto Lira e da designer Joana Lira, que produz ilustrações exclusivas para o evento de acordo com as características da identidade visual do Carnaval Multicultural do Recife 2010.

A execução da decoração e a coordenação dos concursos de Rei, Rainha e Fantasias do Municipal – este com a mesma idade do Baile – é do cenógrafo Romildo Alves. Para a campanha publicitária, a agência 3 Pontos usou como referência a importância assistencialista e o caráter solidário da festa para desenvolver todas as peças da campanha publicitária.

Apresentadoras
As cicerones da 46ª edição do Baile serão duas profissionais de grande alcance popular. Graça Araújo, da TV Jornal, e Bianka Carvalho, da Rede Globo, darão vida ao roteiro do jornalista Aldo Gusmão durante a apresentação dos concursos e a largada para o início da folia. Pelo terceiro ano consecutivo, o grupo alinhará competência, profissionalismo e carisma.

Pela primeira vez em 46 anos de Baile Municipal, os 11 mil ingressos para a pista esgotaram faltando ainda uma semana para a festa. Os foliões se anteciparam até para as 286 mesas, que foram vendidas em dois dias. O sucesso da edição 2010 do Baile vai fazer a felicidade de muita gente, já que tudo gira em torno do caráter assistencialista do evento. Hospital Maria Lucinda e Casa da Estância, as duas entidades beneficiadas, agradecem o empenho e animação dos foliões que, este ano, ajudarão frevando – em dobro! E que venha o dia 6 de fevereiro.

ENQUANTO ISSO NA SALA DE JUSTIÇA...

Está chegando a hora do Enquanto Isso Na Sala de Justiça 2010!!!
Depois de muito mistério, finalmente veio ao público no final do mês de janeiro a programação da prévia do Enquanto Isso Na Sala da Justiça 2010, que vai acontecera no dia 6 de Fevereiro, Sábado, no Pavilhão do Centro de Convenções de Pernambuco.

O Nação Zumbi vai ser a atração principal da festa, fazendo seu show de comemoração dos 15 anos de Da Lama ao Caos, levando pra participar da vibe Arnaldo Antunes, Fred 04 e B Negão.

Também está confirmado Eddie, como esperado, fazendo sua participação já afetiva na Sala da Justiça – quando faltar eles, vai dar até um vazio.

Boas surpresas para este ano são as participações de Mart’Nália e Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, que são dois shows que vão derrubar tudo!

E no chão, no meio do público ainda tem a Orquestra do Homem da Meia- Noite e o Bloco Skol, pra levantar a galera de vez.

Ingressos à venda nos postos PetroCal:
  • Avenida Norte, 3110 – Encruzilhada (Em frente à Padaria Rosarinho) 81 3301-6312‎
  • Ernesto de Paula Santos, 465 – Boa Viagem (Logo após a descida do Viaduto Tancredo Neves)81 3302-3208‎
  • Avenida Engenheiro Antônio de Góes, 218 – Pina (Em frente ao DNER)81 3302-3218
  • Avenida Rui Barbosa, 911 – Graças (Em frente ao Museu do Estado) 81 3301-61731.
Prévia Enquanto Isso Na Sala de Justiça

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

JUSTO TRIBUTO A GENIVAL MACEDO

Coletânea reúne principais obras do compositor de Micróbio do frevo e A mulher de Aníbal, interpretadas por cantores de várias gerações.

Por José Teles

“Eu só queria que um dia/o frevo chegasse a dominar”, os dois primeiros versos de Micróbio do frevo (lançado em 1954, por Jackson do Pandeiro), infelizmente não puderam ser constatados pelo seu autor, o paraibano, de João Pessoa, Genival Macêdo, falecido no ano passado, aos 87 anos. O frevo, infelizmente, continua ainda pouco conhecido fora do seu Estado, o micróbio pelo visto não é tão contagioso assim. Mas independente disto, a música é antológica, (e inovadora em sua estrutura), assim como muitas outras escrita por Macêdo. O compositor recebe hoje uma merecida homenagem: um CD com algumas de suas músicas conhecidas, interpretadas por nomes cantores de várias gerações: Claudionor Germano, Expedito Baracho, Gilberto Gil, Walmir Chagas, Kelly Benevides, Geraldo Maia, entre outros.

A produção e seleção de repertório do disco é de do produtor Paulo Germano, filho de Genival Macêdo. O tributo será lançado, a partir das 19h, no auditório do Sesi (que bancou o projeto), no Palácio da Indústria, Santo Amaro, e apresentado por Renato Phaelante, com um documentário em DVD sobre o compositor e a realização de um show. Vários artistas que participaram do CD. Inclusive quem não está no disco. Silvério Pessoa é um destes, mas tinha bastante afinidade com a obra de Genival Macêdo, e um de seus discos, dedicado ao gênero chama-se Batidas urbanas – Projeto micróbio do frevo, Jessier Quirino e o maestro Spok, também vão participar.

PIONEIRO
Genival Macêdo viveu a música intensamente desde a juventude em João Pessoa e arquitetou, com o irmão Gilvan, um protótipo de trio elétrico, um ano antes da célebre fubica Ford, de Dodô & Osmar, que originou o trio elétrico baiano. Com o som do carro amplificado, eles saíram pelas ruas de João Pessoa tocando frevos. O feito foi documentado com fotografias, mas que não consta de livros sobre o Carnaval, a não ser na Paraíba.

Mesmo que não tivesse participado desta original empreitada, Genival Macêdo teria seu nome na história da MPB. Ele foi, por exemplo o primeiro empresário de Jackson do Pandeiro, com quem foi ao Rio, quando o cantor deixou o Recife, para se tornar um dos mais bem-sucedidos artistas do rádio brasileiro.

Sua primeira composição a ser gravada (em parceria com Jorge Tavares) foi Diana, com os Quatro Ases e Um Curinga, o grupo vocal de maior sucesso na época. Em 1950, lançou Meu sublime torrão, gravada por Déo, que acabou como hino não oficial da Paraíba. As músicas de Genival Macêdo foram gravadas por nomes como Carmélia Alves (Saudades de Pernambuco), Alcides Gerardi (Vou ficar em Pernambuco), Carmem Costa (Senhora e senhores, parceria com Zé Violão), na era de ouro do rádio.

Mais recentemente, Chico Buarque, Zeca Pagodinho e Gilberto Gil também gravaram Genival Macêdo, cuja composição que teve mais versões em disco foi A mulher do Aníbal (com Nestor de Paula), da impagável letra: “Oi que briga é aquela que vem acolá/ é a mulher do Anibal e o Zé do Angá/ numa brincadeira lá no Brejo Velho/ a mulher do Anibal foi prá lá dançar/você não sabe o que aconteceu/ o Zé Enxerido quis lhe conquistar”.


REPERTÓRIO
No disco que está sendo lançado hoje há também inéditas, a exemplo de Garota do balcão (com Ari Monteiro), gravada por Geraldo Maia. Micróbio do frevo vem em duas versões. A primeira, que abre o disco, é cantada por Kelly Benevides, Rossana Simpson, Cláudia Beija, Vanessa Oliveira e Nena Queiroga. A segunda, com Gilberto Gil, feita para o CD 100 anos de frevo é de perder o sapato, lançado pela Biscoito Fino. Geraldo Azevedo interpreta um pot-pourri com Cigana mentirosa, Saudade de Pernambuco (com Rosa de Oliveira) e Casado não pode. A mulher do Aníbal recebe mais uma gravação, agora com o grupo Lampiões e Maria Bonita.

A conterrânea Elba Ramalho se encarrega de cantar o “hino” Meu sublime torrão. Os outros intérpretes no disco são: Bento Rezende (Minha esperança), Patrícia Moreira (Canção do amor ausente), Walmir Chagas (Agora é tarde), Expedito Baracho (Mundo de intrigas), Cláudia Beija (Cidade jardim), Claudionor Germano (Rio, cidade amor) e Expedito Baracho (Campina Grande).

CURIOSIDADES DA MPB

Chiquinha Gonzaga foi a compositora da primeira música a ser feita especialmente para o carnaval (ela escreveu para o cordão Rosa de Ouro em 1899 a marchinha inaugural, Ô Abre Alas).

O HOMEM QUE INVENTOU A MARCHINHA

Lamartine Babo foi, de longe, o maior, o melhor e mais reverenciado compositor de música carnavalesca de todos os tempos

Por Marcelo Xavier


Rio de Janeiro, 21 de dezembro de 1931,nove horas da noite. Músicos e cantores tropeçam entre si, todos apertados dentro do estúdio da RCA Victor. O diretor musical havia marcado a gravação de dois discos. Na ordem, gravariam primeiro Carmen Miranda e Murilo Caldas. O acompanhamento seria feito pelo grupo da Guarda Velha, sob a batuta de Pixinguinha. Todos tomam seus lugares diante do microfone. Em dupla, Carmen e Murilo gravam “Isola, Isola” e, sozinho com a Guarda Velha, Murilo Caldas interpreta “Doquinha”, de André Filho. Após breve pausa, o diretor combina com a Pequena Notável e Caldas a gravação seguinte, que seria interpretada por Castro Barbosa — famoso por ter voz parecida com a de Francisco Alves e por fazer dupla com Jonjoca naquela época. Nesta gravação eles deveriam entrar no coro, juntamente com o compositor, um rapaz magro, feio e engraçado, além de mais três cantores de estúdio, que estavam no local.

Músicos e cantores se posicionam na frente do captador (um cone parecido com o do gramofone, porém maior, para captar todo o som ambiente). Como a gravação era registrada toda ao vivo, sem edição, num acetato em cera, nada poderia sair errado. A função do diretor, por sua vez, era evidenciar as vozes na frente do cone e colocar instrumentos de sopro no fundo do estúdio, para não se sobreporem aos vocais. Cantores na frente, orquestra atrás, o diretor dá o sinal para a técnica, que acena para um atento Pixinginha, que levanta os braços e dá a introdução que o autor havia concebido para “O Teu Cabelo Não Nega”, cuja fanfarra foi criada pelo próprio maestro. Castro Barbosa, com sua voz característica, junto com o coro, entoa, pela primeira vez:

O teu cabelo
Não nega, mulata,
Porque és mulata na cor
Mas como a cor
Não pega, mulata,
Mulata eu quero o teu amor...


Assim nasceu o maior sucesso carnavalesco de todos os tempos, e uma das dez gravações mais importantes de todos os tempos, na história da música popular brasileira. O disco seria lançado no suplemento de janeiro de 1932 da RCA, e se tornaria desde então tema característico das festas de Momo em terras brasileiras. Porém, esta seria apenas uma gota dentro do oceano musical daquele que seria imortalizado pelo inventor da marchinha carnavalesca, o carioca Lamartine Babo (1904-1963).

Contudo, Lamartine levou anos para fazer sucesso da noite para o dia. Nasceu em um ambiente musical, mas teve que sustentar a família na juventude, após a morte do pai, em 1917. Foi office-boy da Light e da Companhia Internacional de Seguros. Sua facilidade em fazer versos e seu desregrado bom-humor lhe abriram as portas da revista Dom Quixote, onde colaborava com poemas e sátiras aos costumes da época. Em 1924, largou o trabalho e descobriu o teatro musicado, que então vivia o seu auge, com paródias e quadros carnavalescos. Em um ano, já era um assíduo colaborador das chamadas revistas musicais.

Mas não seria o teatro de revista o seu caminho. Eduardo Souto, proprietário da Casa Carlos Gomes, financiava batalhas de confetes que antecediam o Carnaval, divulgando assim suas músicas. Entusiasmado, Lamartine quis compor também. A partir de então, criou temas para os ranchos carnavalescos da época, entre eles o Ameno Resedá (exato, aquele mesmo, da música do Ernesto Nazaré). Em 1927, encontramos Lamartine no bloco do Careca, que era tricampeão dos carnavais de 1920, 22 e 24. Ali, ele criou seu primeiro êxito carnavalesco, Os Calças-Largas, que seria a coqueluche do Carnaval de 1928.

As coisas só mudariam na década de 30. Agora o cinema era falado e a música migrou para o espaço das emissoras de rádio, que se expandiam de forma vertiginosa. Não era mais preciso divulgar blocos para lançar música, como os pregoeiros do começo do século, ou vender partitura de porta em porta. A coisa toda nascia com a divulgação de discos. Mais do que isso, havia também a revolução do rádio, que era capaz de criar conceitos e mudar opiniões. O sucesso nascia nos estúdios, e ganhava as ruas numa progressão fulminante. Aqui, cantores e compositores se tornavam notórios da noite para o dia, de uma forma nunca vista até então. A música carnavalesca mantinha um padrão, e compositores que estavam habituados a lançar canções nessa época do ano, desde os tempos do “Abre Alas”, de Chiquinha Gonzaga, agora descobriam o imenso filão.

Antes de “O Teu Cabelo Não Nega”, Lamartine Babo já havia ganhado um concurso da revista O Cruzeiro com a marcha “Bota o Feijão No Fogo”. Em 1931, ganhou outro certame, desta vez, promovido pela Casa Edson (a antiga EMI), com “Bonde Errado” e fez sucesso com “Lua Cor-de-Prata”, “Minha Cabrocha” e “O Barbado foi-se”. A partir de 1932, Lamartine orientava o Carnaval com a citada “O Teu Cabelo Não Nega”, “Só Dando Com Uma Pedra Nela” e AEIOU, em parceria com Noel Rosa:

A-E-I-O-U
Dabliú
Dabliú
Na Cartilha da Juju
Juju

Mas a verdade é que o compositor carioca teve que repartir a taça com “O Teu Cabelo Não Nega”. Na verdade, se tratava de uma composição original dos irmãos Valença. Eles eram pernambucanos,e haviam enviado a canção para a Victor, com o nome de “Mulata”. Lamartine apenas adaptou a cantiga regional, deu-lhe a introdução, mudou-lhe o ritmo, e não teve responsabilidade quando o selo dizia “motivo do norte, adaptado por L. Babo”. Os compositores ganharam a questão na Justiça e, desde então, aparecem com seus nomes mencionados ao lado de Lamartine...

Com o tempo, Lamartine Babo se transformava em motivo de expectativa. Quando o Carnaval ia chegar, todos se entreolhavam em bares, cafés, gravadoras e rádios: que será que ele vai apresentar este ano? As respostas eram várias, mudavam no título e no tema, mas eram sempre os mesmos com relação ao acolhimento do público. Por exemplo, em 1933, os foliões cantavam e gritavam:

Linda Morena
Morena
Morena que me faz penar
A lua cheia
Que tanto brilha
Não brilha tanto como o teu olhar

Ou então:

A tua vida
É um segredo
É um romance
E tem enredo!

Lamartine tinha já os seus intérpretes característicos, como a jovem Carmen Miranda, que quanto mais desafinava, mais engraçada deixava a música, e Mário Reis, que ia na contramão dos cantores de dó maior e fazia arrelia com as letras picarescas do compositor. Muitas vezes, dividia o microfone com o próprio Lamartine Babo que, assim como Noel Rosa, tinha um fiapo de voz mas era capaz de compensar com uma interpretação hilária e bastante sua, tanto em gravações próprias ou em companhia de Mário ou Carmen, como em “Moleque Indigesto”:

Esse moleque
É bom rapaz
Tem um defeito
Come demais
Como, come, não deixa resto
Oh, que moleque indigesto!

No mesmo ano, Lamartine aparecia com “Aí, Hein?”

Pensas que eu não sei?
Toma cuidado
Pois um dia
Eu fiz o mesmo
E me estrepei!

Em parceria com Paulo Valença, ele fazia todo mundo rir com “Boa Bola”

Queria bordar teu nome
Na própria gola da camisola
Ao som da Traviata
Numa vitrola
Que boa bola!

Em 1934, fazendo troça com a ópera “Paliacci”, de Leoncavallo, fez a marchinha “Ride Palhaço”, na dupla Mário Reis-Francisco Alves:

Ride, palhaço, lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Ah, ah, ah, ah!
Eu sou
O teu pierrô
Colombina
Colombina
Reparte esse amor
Metade pra mim
Metade pro teu arlequim!

Com Ari Barroso, fez “Grau Dez”

A vitória de ser tua, tua, tua
Moreninha prosa
Lá no Céu a própria Lua, Lua, Lua
Não é mais formosa
Rainha da cabeça aos pés
Morena, eu te dou grau dez!

Em contraste, Lamartine quis mostrar o lado melancólico e efêmero do Carnaval, em “Rasguei a Minha Fantasia”, interpretada por Mário Reis:

Rasguei a minha fantasia
O meu palhaço
Cheio de laço e balão
Rasguei a minha fantasia
Guardei os guizos no meu coração

“TUDO CHEIRA A CARNAVAL ” — Em 1935, a coisa não estava muito boa. Sem promoção e sem dinheiro, Lamartine conseguiu um polpudo financiamento de uma fábrica de sabonetes. A forma de fazer propaganda sem ferir as regras da arte foi vender o produto de forma subliminar. Assim nasceu “Senhorita Carnaval”, cuja fanfarra de abertura se tornaria característica nos bailes, a partir de então. O refrão era todo feito em superlativos, e cantada, com todo o acinte, pelo próprio Lamartine, para chorar de rir:

Carioquíssima!
Animadíssima!
Renovadíssima!
Nacionalíssima!
Amabilíssima!
Valiosíssima!
Assanhadíssima!
Luxuosíssima! Há!

Oh, que dama divinal,
Ela se chama senhorita Carnaval!

O sabonete se chamava Carnaval, e cada letra inicial dos superlativos, se somada, uma a uma, dá exatamente “Carnaval”. Talvez tenha sido a primeira propaganda subliminar na história...

Em 1936, Lamartine aparecia com “Marchinha do Grande Galo”

Cocococococoricó
Cocococococoricó
O galo
Tem saudades
Da galinha Carijó

Prolífico, ele fazia paródia com o nonsense e o lúdico da poesia modernista em “AB Surdo”. Na marchinha, completamente sem sentido, o compositor dizia:

Nasci na praia do Zumbi 86
Vai fazer um mês
Vai fazer um mês
Que a minha tia me emprestou Cinco mil Réis
Pra comprar pastéis
Pra comprar pastéis
É futurismo, menina, É futurismo
Isso não é marcha,
Nem aqui, nem lá na China

Noutra feita, Lamartine fez uma versão bem sua para o conhecido tango Yira Yira, de Enrique Discépolo, que passou a se chamar “A Família Orangotango”. O refrão ficou mais ou menos assim:

Um rapagão de traquejo,
Queijo! Queijo!

Lamartine Babo ia além, a cada Carnaval. As marchinhas se acumulavam, muitas delas reapareciam com mais intensidade a cada festa de Momo, outras já nasciam clássicas, e caiam na boca do povo. Muitas restariam na memória, outras, porém, são lembradas por poucos.“Vou cantar a noite inteira/Rancheira/ Vou dançar pela fonética/Estética” (“Babo...seira”); “Só danço valsa nos salões/Tango com bandoneões/Yo me rompo todo assim/ Arlequim, arlequim (De...cadência de pierrô”); “Teus braços/Meu bem/Com tanto sinal/Fazem lembrar a Central/ E lá na Central/Tem teu namorado, menina/ Fugiu com a Leopoldina”.

No Carnaval de 1934, nasceu da impagável pena de Lamartine a sua versão da “História do Brasil” e que, como sempre, era uma janela aberta a prospecções filosóficas sobre o pensamento antropológico do brasileiro sem-culotes que, como dizia aquela epígrafe de um conhecido jornal carioca, questionava que não queria saber quem descobriu o Brasil mas, sim, “quem põe água no leite”. Nesse sentido, e mais tropicalista do que nunca, “Lalá” entendia que Cabral descobriu o Brasil dois meses “depois do Carnaval”. Nada mais sugestivo. De qualquer maneira, tudo começa depois da festa. Inclusive, segundo consta, essa marchinha também fez muito galego sambar lá na terra de Camões:

Quem foi que
inventou o Brasil?
Foi seu Cabral
Foi seu Cabral!
No dia 21 de abril
Dois meses depois
Do Carnaval!

Depois
Ceci amou Peri
Peri beijou Ceci
Ao som
Ao som do Guarani...
Em 1936, a vencedora foi “Mamãe eu Quero”, de Vicente Paiva e Jararaca. No ano seguinte, a ameaça do fascismo e a ditadura do Estado Novo enfraqueceram o espírito carnavalesco, que sempre foi crítico, cáustico e irreverente. Os tempos estavam mudando. Por outro lado, a disputa se tornara desleal, com o advento do “jabá” e a censura do recém-instituído Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). A folia estava perdendo para a censura. O destino de Lamartine foi o rádio, onde trabalhou em programas de humor até 1955, com a morte de seu grande amigo, Héber de Bôscoli.

Claro que, durante todo esse tempo, Lamartine não seria apenas um compositor carnavalesco: fez sucesso com pérolas como a lírica “Serra da Boa Esperança” (que foi grande sucesso cna voz de Francisco Alves), a inesquecível “Eu Sonhei que Tu Estavas Tão Linda”, a junina “Chegou a Hora da Fogueira” e a antológica “No Rancho Fundo”, em parceria com Ari Barroso. Mesmo com a qualidade das suas composições de “meio da ano”, Lamartine ficou conhecido pelo seu lado folião. Também se tornou conhecido por ser o autor de quase todos os hinos de times do futebol carioca, entre eles, o do Flamengo, do Fluminense e do seu time do coração, o América.

RESSURREIÇÃO — O seu ostracismo foi inversamente proporcional à profissionalização do Carnaval. Lamartine não podia competir com a crescente indústria da folia, que era capaz de eleger sucessos em detrimento da saudável competição dos tempos da Era do Rádio. Agora, por mais perfeitas que fossem as canções, elas não estavam livres do trabalho de caitituagem, que sempre impediu a divulgação de autores não comprometidos com a indústria carnavalesca ou acostumados com os fins e os meios dos meios de comunicação. Definitivamente afastado das festas de Momo, Lamartine virou membro da União Brasileira dos Compositores (UBC). Voltou em 1959, com uma criação especialmente composta para um rancho carnavalesco. Nostálgico, viria às cargas dois anos depois, com “Ressurreição dos Velhos Carnavais”, que se caracteriza pelo tocante saudosismo de seu poeta: “vem arlequim, que a tua sina/ Era adorar a Colombina/Dos carnavais que não voltam mais”.

Em 1963, o produtor musical Carlos Machado montava um espetáculo no Copacabana Palace com as marchinhas de Lamartine Babo. O compositor chegou a assistir aos ensaios. Estava frustrado porque sua última canção, “Seja lá o que Deus Quiser”, foi abafado pelo jabá das escolas de samba. Agora ele tinha um show completamente seu, em sua homenagem. Ao assistir aos primeiros ensaios, Lamartine se comoveu profundamente. Reviver daquela forma seus velhos sucessos foi demais para ele. Lamartine recém havia se recuperado de um enfarte, em fevereiro daquele ano. Faleceu dia 16 de junho daquele mesmo ano. Um mês depois, as portas do “Copa” exibiam cartazes anunciando o grande show “O Teu Cabelo Não Nega”, que se tornou numa justa homenagem (póstuma) ao homem que inventou a marchinha.

E, neste Carnaval, foliões e orquestras certamente irão relembrar a alegria da música de Lamartine Babo.

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