PROFÍCUAS PARCERIAS

Gabaritados colunistas e colaboradores, de domingo a domingo, sempre com novos temas.

ZÉ RENATO - ENTREVISTA EXCLUSIVA

Com 40 anos de carreira, o músico capixaba faz uma retrospectiva biográfica de sua trajetória como instrumentista, compositor e intérpretes em diverso dos projetos nos quais participou.

QUEM FOI INALDO VILARIN?

Autor de canções como “Eu e o meu coração” (gravada por nomes como João Gilberto e Maysa), Inaldo Vilarin é mais um na triste estatística de um país sem memória

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

terça-feira, 31 de julho de 2018

CANTOR RÔMULO FRÓES RENOVA CANÇÕES EM NOVO ÁLBUM

Gravado com outros dez músicos, Disco das horas ''É a história de um casal relembrando-se de tempos passados, escapando do cotidiano atual, que é absolutamente avassalador''


Por Mariana Peixoto



Em 15 de janeiro de 2017, o cantor e compositor paulistano Rômulo Fróes recebeu o seguinte e-mail do artista Nuno Ramos, seu parceiro de longa data. “Estou te mandando uma coisa meio esquisita aí pra você ver o que faz... Considero uma espécie de suíte, no sentido de ser uma coisa com sequência. Podia até se chamar ‘Suíte número 0’. Acho que não é uma canção, mas um disco inteiro, ou quase. Pensei em fazer 12 ‘unidades’, formando um ‘disco das horas’ (outro nome possível), mas tô te mandando 8... Acho que deve ser supercomplicado pra musicar... Talvez sejam ‘elevadas’ demais pra dar boa canção, não sei, mas acho que vale tentar. Canção de amor pode tudo. Seria um disco só de canções de amor. Acho que sempre quis propor isso a você.”

A “coisa meio esquisita” que Ramos falou eram oito letras. “Supercomplicado para musicar?” Fróes levou dois dias para finalizá-las. Enviou as canções e pediu letras para outras quatro. “O Nuno não sabe brincar e mandou cinco, pois 13 era um número menos redondo”, comenta.

Pois eis que um ano e meio após aquele e-mail, enviado no meio de uma conexão em Roma, vem a público O disco das horas, novo trabalho de um dos nomes mais inventivos da música brasileira contemporânea. “É a história de um casal relembrando-se de tempos passados, escapando do cotidiano atual, que é absolutamente avassalador”, comenta.

Ele não mexeu em nada nas letras de Ramos. Só não conseguiu musicar a última delas, a 13ª – papel que coube a Thiago França, também responsável pelos arranjos, coprodução e direção musical. Como resolveu tratar o álbum como uma suíte, chamou cada uma das canções pela hora. Desta maneira, o disco tem início com a Primeira hora e termina com a Décima terceira hora.

“É gelo o amor/ Que fizemos agora naquela poltrona?”, pergunta Juliana Perdigão em Segunda hora. “Da carne cravada/ No coração/ Entrando e saindo/ Risada e gemido/ Cavando um umbigo/ Na imensidão”, canta Fróes em Décima hora.

“O texto das canções não é simples, mas também não é complexo. Não gosto de canções tolas, fico sempre querendo transformá-la, encontrar novos caminhos. Este disco tem melodias absolutamente assobiáveis. Elas só não são preguiçosas. Busco exaltar a canção em suas possibilidades”, comenta Fróes, logo acrescentando. “O Chico Buarque tem feito canções muito mais difíceis que eu. Caravanas é, na minha opinião, a maior canção da última década. Tenta cantá-la para ver como é difícil”, afirma.

Fróes, que já soma 11 álbuns solo, achou que era o momento de abrir mão de uma participação nos arranjos. Mandou as melodias, sempre voz e violão, para a França. “Só falei com ele da minha inspiração, que tem a ver com meu pai (a quem o disco é dedicado), que considerava a Santíssima Trindade o Jamelão cantando Lupicínio Rodrigues acompanhado da Orquestra Tabajara. Queria que eles imprimissem as influências dele, que não são naturais para mim, sobretudo o jazz. Conheço e ouço, mas não tenho intimidade com Miles Davis, Gil Evans, referências que ele trouxe para o trabalho”, conta.

Assim como o processo de composição, o de gravação foi muito rápido. Um combo de 10 músicos participou do disco (com naipe de metais bastante rico), gravado em cinco dias. Todas as faixas foram registradas ao vivo, com três takes. “A demora em lançar o disco se deveu mais a questões mundanas da vida. Tem mais a ver com as condições de gravar, conseguir dinheiro, do que a duração em gravar.”

E é com uma banda de 10 pessoas que ele vai levar O disco das horas para os palcos – a estreia será no dia 13, no Sesc Pompeia, em São Paulo. As músicas serão interpretadas na ordem e na íntegra. Quando começar a viajar com o novo show, ele vai ver a possibilidade de fazer a apresentação com todos os músicos. Senão, fará as devidas adaptações. “Não quero cometer o erro que cometi com o disco do Nelson Cavaquinho (Rei vadio, de 2016, só com canções do músico carioca). Ele tinha uma banda enorme e como me apeguei ao som do disco, acabei fazendo poucos shows. Como O disco das horas é de canções, ele funciona com voz e violão”, finaliza.


O DISCO DAS HORAS
De Rômulo Fróes
13 faixas
YB Music
Disponível nas plataformas digitais
R$ 20 (CD) e R$ 110 (vinil)

sexta-feira, 20 de julho de 2018

CANÇÕES DE XICO




PASSARINHOS E FLORES

Gosto muito mais dos passarinhos que dos senadores. Gosto muito mais das flores que dos deputados. Por que será? Que diferença tem um passarinho para um senador? Há senadores que cantam. Que diferença pode haver de uma flor para um deputado? A mulher de um deles disse que ele é cheiroso. Pode até ser que os senadores cantem e que os deputados tenham cheiros. A diferença é que os passarinhos e as flores não fazem o que eles fazem, não fedem o que eles fedem e tampouco cantam o que eles cantam. Passarinho e Flor são seres superiores, que não se vendem, que desconhecem o que seja fazer mal. Flor e Passarinho moram nos jardins, alegram a vida de quem está por perto, só fazem o bem. Jamais se envergonham de seu proceder. Nisto, até que se parecem. Só nisto.

O SOM DO VINIL

quinta-feira, 19 de julho de 2018

GRAMOPHONE DO HORTÊNCIO

Por Luciano Hortêncio*



"Matriz C8P-1174. Samba no melhor estilo dos Demônios da Garoa, que seria regravado em 1965 pelo cantor Fernando Marcel, na mesma Chantecler." (Samuel Machado Filho)



Canção: O guaraná

Composição: Paulinho Trompete

Intérprete - Paulinho Trompete

Ano - 1990

Álbum - Paulinho Trompete ‎– Um Sopro De Brasil.



 - O GUARANÁ.

Visom Digital ‎– 590 0013.
Ano de .

* Luciano Hortêncio é titular de um canal homônimo ao seu nome no Youtube onde estão mais de 10.000 pessoas inscritas. O mesmo é alimentado constantemente por vídeos musicais de excelente qualidade sem fins lucrativos).

CAETANO VELOSO TRAZ SHOW DA TURNÊ COM OS FILHOS PARA O RECIFE

As canções do show Ofertório foram escolhidas por Moreno, Zeca e Tom Veloso e homenageiam a avó dona Canô

No palco, Caetano é acompanhado pelos filhos Moreno, Zeca e Tom.


Em turnê na Europa, o cantor e compositor Caetano Veloso anunciou que trará novamente o show Ofertório para o Recife. O espetáculo terá única apresentação no dia 15 de setembro, no Teatro Guararapes. No palco, Caetano é acompanhado pelos filhos Moreno, Zeca e Tom. Os ingressos custam a partir de R$ 80, e estão à venda na bilheteria do Teatro Guararapes e e no site Bilheteria Virtual a partir da próxima terça-feira (17).

A turnê foi batizada com o nome de uma canção feita especialmente para a missa de 90 anos da mãe de Caetano, dona Canô e tem repertório escolhido pelos filhos do artista Moreno, Zeca e Tom. No setlist, canções como O Leãozinho, Reconvexo e Um canto de afoxé para o bloco do Ilê, além de novas composições como Todo Homem, de Zeca Veloso.

Caetano idealizou o projeto como uma homenagem à memória de sua mãe falecida em 2012. O CD/DVD Ofertório foi lançado em maio deste ano e está disponível nas plataformas digitais. A primeira passagem de Ofertório no Recife foi em janeiro deste ano, com apresentação no Teatro RioMar. Atualmente a família Veloso está na Europa e já passaram pela França, Londres, Portugal e Espanha. Eles ainda vão cumprir agenda no Rio de Janeiro (10 de novembro) e em São Paulo (14 de dezembro). 


Serviço
Ofertório com Caetano, Moreno, Zeca e Tom Veloso
Quando: 15 de setembro
Onde: Teatro Guararapes (Centro de Convenções)
Ingressos: R$ 80/160 (balcão meia-entrada/inteira), R$ 100/200 (plateia baixa - meia-entrada/inteira) e R$ 130/260 (plateia alta - meia entrada/inteira), à venda no Bilheteria Virtual e no teatro
Informações: 3182-8000


Fonte - Diario de Pernambuco

quarta-feira, 18 de julho de 2018

GEOGRAFIA DAS EXPRESSÕES

Um ensaio fotográfico sobre o homem e seus territórios, focando as expressões diversas dos indivíduos no cotidiano e em suas respectivas paisagens. 

Por Fábio Nunes







PROGRAME-SE

terça-feira, 17 de julho de 2018

LENDO A CANÇÃO

Por Leonardo Davino*



O que é canção? Thiago Pethit

Pethit Thiago


- O que é canção para você? 
Canção é toda a composição musical que tenha como ingredientes principais, a voz e a história a ser cantada.

- De onde vem a canção? 
Ela é filha da poesia com a prosa, mas a contemporanea é bastarda.

- Para que cantar? 
Para quem, essa é a pergunta principal. A comunicação e a identificação são as paixões da canção e do cantador.

- Cite 3 artistas que são referências para o seu trabalho. Por que estes? 
Nora Ney, por cantar as fossas mais lindas. Tom Waits por narrar as histórias mais horríveis em canções de ninar. E Patti Smith por transformar a voz da canção em grito e a narrativa em protesto estético.


* Pesquisador de canção, ensaísta, especialista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e doutor em Literatura Comparada, Leonardo também é autor do livro "Canção: a musa híbrida de Caetano Veloso" e está presente nos livros "Caetano e a filosofia", assim como também na coletânea "Muitos: outras leituras de Caetano Veloso". Além desses atributos é titular dos blogs "Lendo a canção", "Mirar e Ver", "365 Canções"

ENTRE GÊNEROS E RITMOS UM NOME SE DESTACA

De uma criatividade singular, o autor e cantor bonjardinense sabe como poucos transitar pelas mais distintas veredas musicais existentes.

Por Bruno Negromonte


Resultado de imagem para COMPOSITOR

Quem considerar que fazer uma música é uma tarefa fácil, arrisque-se. Não é fácil... Gilberto Gil, autor de inúmeros sucessos e que traz sua indelével marca dentro da composição brasileira costuma dizer que a música é tirana. Muitos autores em dado momento já perceberam que a inspiração é melindrosa, pois em dado momento facilmente usa o compositor como elo para deixar-se registrar de algum modo e em outros não, a mesma tortura o autor tirando-lhe o máximo, exigindo do posta ou instrumentista um sacrifício singular. Talvez seja por isso haja autores que buscam dedicar-se a apenas um gênero, pois de tanto exercitar as métricas daquele determinado ritmo acaba por habituar-se a compor de modo redondinho aquela marchinha, aquele samba ou qualquer outro ritmo. No entanto há aqueles que se arriscam a passear pelos mais distintos ritmos, debruçando-se muitas vezes em gêneros bastante diferentes. É válido salientar que tal contexto em sua maioria não traz como característica aquilo que se preza e define-se como qualidade, pois nesse cenário de compositor "clínico geral" tais autores (muitas vezes por pura soberba) dispensam o refinamento e apuro estético para apresentar quantidade em detrimento à qualidade, pois atendendo aos ditames do mercado fonográfico atual é o que importa, um cenário musical composto por sucessos efêmeros, mas de cifras astronômicas. A sorte e salvação de nossa música ainda é a existência de um contexto que destoa totalmente dessa triste realidade e que buscam obstinadamente prezar por características maiores mesmo fazendo que tais autores fiquem à margem dos principais canais midiáticos. Infelizmente é o preço que se paga por ir de encontro as regras de jogo.



Indo de encontro ao mercado, batendo de frente com a falta de apuro estético, melódico e poético é que surgem os melhores autores. Compositores que por essas características acabam tornando-se atemporais ao ponto de permanecerem no conhecimento popular por décadas como é o caso de relevantes nomes de nossa música. Quem hoje não conhece Noel Rosa e a obra deixada por ele em tão pouco tempo de vida? Prova inconteste dessa afirmação são canções como "Com que roupa?", "Feitio de oração", "Último desejo" entre outras que caíram no gosto popular e perduram nesse contexto por características que vão além do que se ver. Outro destaque no universo do ecletismo autoral brasileiro da primeira metade do século XX foi  Lamartine Babo, que passeou por valsas (como a clássica "Eu sonhei que tu estavas tão linda"), marchinhas carnavalescas e outros gêneros sem nunca deixar de prezar pelo apuro estético. Nomes como estes citados serviram e vem servindo como exemplo para muitos daqueles que enveredaram para a música popular brasileira no passar dos anos, principalmente a partir da década de 1960, onde começaram a predominar dentro da nosso cancioneiro distintos gêneros musicais sobre a influência dos mais variados elementos. Foi neste cenário, onde a partir de uma profícua conjuntura geográfica e familiar, que surge o jovem autor Bráulio de Castro, pernambucano que bebeu da fonte de compositores como Levino Ferreira, um dos mais representativos nomes do frevo. Daí para passear por outros representativos gêneros de nossa música foi um passo. E ao tomar conhecimento de sua capacidade de que o seu ecletismo estava aliado a características mais nobres, o autor começou uma produção de fazer inveja a muitos autores nacionais.

Hoje, sem sombra de dúvidas, Bráulio de Castro encontra-se presente neste panteão dos grandes e diversificados autores da música popular brasileira. Um feito merecidamente conquistado ao longo de mais de cinco décadas de carreira e que pode ser atestado na voz dos mais variados nomes (inclusive muito destes intimamente atrelado a gêneros como é o caso do "sambista" Cyro Monteiro e do "forrozeiro" Genival Lacerda). Em centenas de composições, um dos mais representativos nomes da música pernambucana dos últimos 50 anos traz como único elemento de ligação e coerência nestes "passeios" pelos mais distintos gêneros o apuro estético e o zelo. Bráulio parece trazer em seu matulão os elementos precisos para compor sambas, bossas, frevos e seu variantes, emboladas, forrós, maracatus entre outro sem precisar apelar para aquilo que não preza por qualidade, e pautado nesta característica não só sabe, mas passeia como poucos na vasta colcha de retalhos que é a nossa cultura. Poucos são os nomes que conseguem tamanha façanha como é passivo de pesquisa tal afirmação, reafirmando a sua importância como autor.

Uma característica interessante na obra do autor bom jardinense é a fuga de suas ideologias. A obra de Bráulio busca enfatizar outras características inerentes a canção. Enaltecer a alegria e outros elementos de características mais simplórias e muitas vezes mais nobres não o faz fugir de temas relevantes como é possível perceber na canção "Consertar o mundo", parceria sua com J. Costa. As sensações que busca transmitir naquilo que faz é a prova inconteste de que a música transcende estigmas, vai além do óbvio e daquilo que temos por visão. Para que isso seja observado é preciso sensibilidade, mas para se fazer isso é preciso ir além da observação. É preciso trazer consigo elementos maiores... uma carga de emoção, sensibilidade e poesia dosada com elementos de características não menos secundários pautados em contextos humorísticos, melódicos entre outros. Coisas muito presentes na produção deste compositor aqui apresentado. Cinco décadas de música, centenas de intérpretes e a certeza de que, mesmo sob as mais distintas adversidades existentes o ofício de compor vale a pena. A abnegação em nome da arte, da alegria e de outros elementos de contextos muitas vezes pessoais, só nos traz a certeza de que aqueles que dedicam-se de corpo e alma à Deusa música não são apenas privilegiados, mas sim escolhidos como representantes maiores de um dom o qual são poucos aqueles que de fato são agraciados e fazem jus a este desígnio. Que bom que a música brasileira sempre foi pródiga neste sentido. Que bom que Pernambuco é celeiro de grandes autores, cantores e compositores. Que bom ser conterrâneo de Bráulio de Castro e, ao ouvir determinada canção sua em qualquer lugar do planeta, poder encher o peito e dizer: "Sabia que esta música foi composta por um conterrâneo meu?"












segunda-feira, 16 de julho de 2018

PAUTA MUSICAL: O COMPOSITOR CHICO ANYSIO

Por Laura Macedo



Chico Anysio completaria hoje, 81 anos. O Brasil lamentou profundamente a partida desse multifacetado artista, ocorrida em 23 de março de 2012. Ele encantou o país com seus mais de duzentos personagens, tornando-se um ícone do humor e da comédia. Mas o Chico Anysio, cantor e compositor, também encantou. Destacando sua faceta de compositor presto minha homenagem. Confira algumas de suas composições, aqui.

COM O SHOW "BOOGIE NAIPE", MANO BROWN É A PRÓXIMA ATRAÇÃO DO TEMPLO MUSIC

Na sexta-feira, 20 de Julho, Mano Brown leva ao Templo Musicseu aclamado show solo, "Boogie Naipe".









O rapper Mano Brown lançou em Dezembro de 2016 seu primeiro álbum solo, Boogie Naipe, disco que foi considerado um dos melhores CDs do ano, listado em publicações especializadas como Billboard Brasil e Rolling Stone Brasil.

Desde então Mano Brown vem mostrando ao vivo suas músicas para o grande público, em show que em 2017 foi escolhido como o melhor show pela APCA e vem lotando em todas as casas por onde passa e nos festivais Planeta Atlântida e Lollapalooza Brasil.

Agora chegou a vez do Templo Music! Na sexta-feira, 20 de Julho, Mano Brown sobe ao palco da nova casa de shows de São Paulo para mais um showBoogie Naipe. O artista estará ao lado do cantor Lino Krizz e à frente de uma banda por dez músicos e dois backing vocals, além do experiente DJ Mr Dri.

No repertório, composições já bem conhecidas dos fãs, como "Mulher Elétrica", "Dance Dance Dance", "Amor Distante" e ainda "Gangsta Boogie", que quando do lançamento do álbum entrou na lista das 10 melhores músicas pelos críticos daRolling Stone.


Uma química nova – Nas palavras de Mano Brown, Boogie Naipe "não é um disco de todos os estilos. É um disco de funk e soul. É uma visão minha de funk e soul, música negra. Não é um disco de world music, um monte de coisa misturada".

E acrescenta: "É um disco que tem uma direção. É um disco negróide, não diria resgate, pois a minha projeção é pra frente. Eu uso uma química nova, uso uma mistura que já existiu e crio uma química nova. Você pega a coisa do soul, com alguma coisa de outra época com alguma coisa de agora e mistura tudo e faz uma outra música nova. Como quase tudo que existe hoje, é uma mistura com alguma coisa que já existiu".

Vale lembrar que Boogie Naipe é um trabalho paralelo, um projeto pessoal deMano Brown. E que ele continua fazendo parte dos Racionais MC's.


Moderno e descontraído – Com a abertura do Templo Music, a Zona Leste – região com cerca de quatro milhões de habitantes, quase um terço da população da cidade – acaba de ganhar uma casa de shows do mais alto nível.
Localizado no coração da Mooca, na Rua Guaimbé 344, o Templo Music surge com um novo conceito em casa de shows. Promete revolucionar a cena musical paulistana, levando os maiores nomes do line-up nacional à Zona Leste, redistribuindo geograficamente a oferta de grandes shows música em São Paulo. 
Com capacidade para 900 pessoas, a casa tem ambiente moderno e descontraído. Está equipada com som de altíssima definição e a melhor tecnologia de tratamento acústico. O palco tem boca de cena com 10 metros e profundidade de 8 metros, oferecendo aos músicos condições perfeitas para a realização de grandes shows.


Serviço – Os ingressos para o show do Planet Hemp têm preços a partir de R$ 20,00.
Vendas pela Ticket360, em ticket360.com.br.
A casa vai abrir às 21 horas. O show terá início às 23 horas.
O Templo Music fica na Rua Guaimbé 344, Mooca, tel. 2601-1898. Na internet, bartemplomusic.com.br.
A casa tem serviço de vallet, conveniado.
Classificação indicativa: 18 anos.

domingo, 15 de julho de 2018

PROGRAME-SE

Alaíde Costa e Toninho Horta mostram CD Alegria É Guardada em Cofres, Catedrais na CAIXA Cultural São Paulo, em agosto


Os artistas apresentam pela primeira vez, em São Paulo, o repertório de Alegria É Guardada em Cofres, Catedrais, celebrando 45 anos de música e amizade.


No ano em que se comemora 45 anos do Clube da Esquina, o CDAlegria É Guardada em Cofres, Catedrais - que une o canto ímpar deAlaíde Costa com a guitarra, o violão e as harmonias de Toninho Horta– tem, finalmente, seu lançamento na capital paulista.

O show acontece na CAIXA Cultural São Paulo, entre os dias 9 e 12 de agosto (de quinta a domingo, às 19h15), com ingressos grátis.

O CD nasceu da ideia do produtor Geraldo Rocha que, em 2011, convidou Alaíde e o mestre arranjador mineiro para um projeto com músicas, na sua maioria, do repertório do Clube da Esquina. O resultado é um dueto primoroso. Em tom de recital, traz arranjos feitos especialmente para a voz cristalina de Alaíde Costa, executados com o requinte do violão preciso e sensível de Toninho Horta, ora alternado com a guitarra.

O título Alegria É Guardada em Cofres, Catedrais foi extraído da letra de “Aqui, oh!”, parceria de Horta com outro importante compositor mineiro, Fernando Brant (1946-2015). Com capa assinada por Leonardo Tasori, o CD foi gravado entre 2011 e 2014 no estúdio Na Trilha, de Belo Horizonte, sendo lançado em 2016 de forma independente, mas só agora o show chega a São Paulo. Nesse ano a cantora também comemorou seu aniversário de 80 anos.

A faixa instrumental inédita “Nos Tempos do Paulinho” - feita em memória de seu irmão, o baixista Paulo Horta - abre o CD. Na sequência, Alaíde empresta seu canto aos clássicos mineiros: “Aqui, Óh!” (T. Horta e Fernando Brant), “Travessia” e “Outubro” (ambas de Milton Nascimento com F. Brant), “Beijo Partido” (T. H.), “Nascente” (de Flávio Venturini e Murilo Antunes), “Sol de Primavera” (de Beto Guedes e Ronaldo Bastos), “Tudo que Você Podia Ser” (de Márcio e Lô Borges), “Saguin” (T. Horta) e “Bons Amigos” (T. Horta e Ronaldo Bastos). Fechando o disco está “Sem você”, uma composição dos ícones da bossa nova Tom Jobim e Vinicius de Moraes, a primeira música que Horta ouviu na voz de Alaíde, em 1961, ao som do violão de Baden Powell (1937-2000) no disco Alaíde, Joia Moderna.

Para 2018, Alaíde Costa prepara também o lançamento de seu primeiro DVD, em parceria com o Canal Brasil, e Toninho Horta trabalha o lançamento de seu songbook. E esta histórica parceria entre os artistas vai se tornar um documentário, ainda sem data prevista de lançamento, reunindo cenas de bastidores das gravações, musicais inéditos, depoimentos e passeios por Minas Gerais.

Vale ressaltar que a cantora participou do LP Clube da Esquina, estreia do movimento em 1972, dividindo com Milton Nascimento a faixa “Me Deixa em Paz”, de Monsueto e Airton Amorim. Sua participação tornou-se um dos destaques e fez a carioca radicada em São Paulo ser acolhida por aqueles jovens mineiros.


Serviço

Show: Alaíde Costa e Toninho Horta
Data: 9 a 12 de agosto (quinta a domingo)
Horário: 19h15
Ingressos: Grátis. Distribuídos a partir das 9h do dia do evento
Duração: 60 minutos. Classificação: Livre. Capacidade: 80 lugares
Local: CAIXA Cultural São Paulo
Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro. São Paulo/SP
Informações: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

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