PROFÍCUAS PARCERIAS

Em comemoração aos nove anos de existência, nosso espaço apresentará colunas diárias com distintos e gabaritados colaboradores. De domingo a domingo sempre um novo tema para deleite dos leitores do nosso espaço.

INTUITY BORA BORA JANGA

Siga a sua intuição e conheça aquela que vem se tornando a marca líder de calçados no segmento surfwear nas regiões tropicais do Brasil. Fones: (81) 99886 1544 / (81) 98690 1099.

GUTO GOFFI E UM BANDO PRA LÁ DE MUSICAL

Baterista do Barão Vermelho apresenta álbum que traz inédita de Plínio Araújo, baterista e um dos fundadores da Orquestra Tabajara.

SENHORITA XODÓ

Alimentos saudáveis, de qualidade e feitos com amor! Culinária Brasileira, Gourmet, Pizza, Vegana e Vegetariana. Contato: (81) 99924-5410.

SAMBA, CHORO, TALENTO E BELEZA

Em seu primeiro disco, a cantora e instrumentista carioca Alice Passos apresenta uma verdadeira antologia ao violão brasileiro.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

A CANTORA QUE RESOLVEU DESAFIAR O MACHISMO DA MÚSICA REGIONALISTA GAÚCHA

Shana Müller comprou briga com setores da cultura tradicional do RS ao criticar a representação feminina na cultura nativista.


Conhecida no universo da música tradicional gaúcha, Shana Müller abriu debate ao criticar machismo em canções


"Ajoelha e chora / quanto mais eu passo o laço / muito mais ela me adora", diz a música regionalista do Rio Grande do Sul, famosa na interpretação do grupo Tchê Garotos.

Embora popular no cancioneiro gaúcho, esse tipo de letra com referências tidas por muitos como pejorativas à mulher entrou na berlinda neste mês após uma crítica de uma artista desse mesmo meio musical.

"Toda vez que cantamos letras assim alimentamos e incentivamos situações de preconceito e maus-tratos contra as mulheres", diz cantora e jornalista Shana Müller, de 37 anos.

"Está na hora de os artistas darem uma revisada no repertório. O mundo de hoje não aceita mais os velhos e maus costumes", completa.

Müller é uma das representantes de uma geração de cantores de música regionalista gaúcha que ganhou destaque nos anos 2000. Com carreira iniciada aos oito anos, ela apresenta desde 2012 o Galpão Crioulo, um dos mais antigos programas de TV sobre a temática tradicionalista, transmitido pela RBS TV, afiliada da TV Globo.

As críticas, raras no Estado, lançaram a artista no centro de uma polêmica, que opõe julgamentos distintos sobre moral na cultura tradicional gaúcha.

Em texto publicado na internet, Müller condenou o machismo que, diz, ainda é reproduzido por muitos compositores. Como exemplo, citou versos famosos, como os da canção "É disso que o velho gosta": "Churrasco, bom chimarrão / Fandango, trago e mulher / É disso que o velho gosta / É isso que o velho quer".

A opinião mexeu com os brios dos conterrâneos. Na página da cantora no Facebook, seguida por 220 mil pessoas, o texto teve quase 6 mil reações.

Os comentários vão de elogios - "É isso aí, prenda linda"; "Você me representa"; "Machismo definitivamente não é tradição" - a discordâncias, algumas desrespeitosas - "Por que não procura umas cumbucas para lavar?"; "Se não gostou, vai embora para o Rio de Janeiro".


Fonte: BBC

quinta-feira, 25 de maio de 2017

GRAMOPHONE DO HORTÊNCIO

Por Luciano Hortêncio*


"Canção de origem francesa (no original, "Non, je ne regrette rien"), lançada em dezembro de 1960 na voz de Edith Piaf. Com letra brasileira de Romeu Nunes, é o lado B do 78 de estreia de Cláudia Barroso (pseudônimo de Amélia Rocha Barroso, Pirapetinga, MG, 23/4/1932-Fortaleza, CE, 9/10/2015), matriz 51109. Esta versão teria mais tarde outros registros, nas vozes de Silvana, Eliete Veloso e Gilda Lopes." (Samul Machado Filho)




Canção: Não, eu não vou ter saudade

Composição: Michel Vaucaire - Charles Dumont - Romeu Nunes

Intérprete - Cláudia Barroso

Ano - 1962

78RPM - Disco Odeon 14.785.



* Luciano Hortêncio é titular de um canal homônimo ao seu nome no Youtube onde estão mais de 10.000 pessoas inscritas. O mesmo é alimentado constantemente por vídeos musicais de excelente qualidade sem fins lucrativos).

RECIFENSES CONTAM LEMBRANÇAS COM BELCHIOR

Nas redes sociais, fãs relatam, com carinho, até sumiços do cantor


Belchior aparece em várias histórias pessoais no Recife


Trilha sonora e sentimental de várias gerações, a morte do cantor Belchior está provocando uma onda de depoimentos afetivos com sua memória no Recife Fãs e até jornalistas lembram de momentos marcados pela genialidade e delicadeza do cantor cearense.

A jornalista pernambucana Débora Nascimento foi uma das que puclicaram, no Facebook, suas memória afetivas com Belchior:

“Em 1993, eu estudava na UFPE, não ainda no curso de Jornalismo, mas já pensava em fazer um jornalzinho de música. Com essa ideia na cabeça e sem nenhum dinheiro na mão, entrevistei alguns artistas. Dentre eles, Belchior. Ele ia fazer um show na Calourada. Poucas horas antes, fui à porta que dava acesso ao camarim e esperei, até que alguém apareceu. Abordei, disse que preparava um jornalzinho musical e precisava entrevistá-lo. A pessoa entrou – eu o vi de longe – e depois veio a mim. Eu sabia que, apesar de ser uma desconhecida, sem ligação com um veículo de imprensa, ele me atenderia. Um compositor que escreve "qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa", só poderia ser generoso. A pessoa da produção falou: "Pode entrar". Entrei com um gravadorzinho recém-adquirido. O fato dele ter respondido todas as minhas perguntas com muita atenção e seriedade me mostrou que eu estava correta. Foi um grande incentivo para o caminho que eu queria seguir. Saí daquela entrevista com a sensação de que a minha carreira tinha começado ali, saí com a impressão de que, apesar das dificuldades, eu ia conseguir. O jornalzinho não saiu, mas eu consegui. Vinte e quatro anos depois, estou conseguindo. Saí daquela entrevista com a certeza de que, além do artista que eu admirava, Belchior era mesmo o ser humano de grandiosidade à altura de suas estrofes”.

Com carinho, o procurador Juscelino de Melo Ferreira também postou, em sua rede social, a lembrança de um encontro inusitado com Belchior no Recife.


CALOTE NO BAR

Uma noite, nos idos de 1988, saindo da Faculdade de Direito, fomos eu e os amigos para o saudoso Bar Cantinho das Graças. Entre um gole e outro, quem surge no Bar? Belchior, um ídolo meu na época. Tinha um disco dele, e emprestei para um amigo, e esse disco nunca foi devolvido, e ele soube disso através de Rubinho Valença em Paris. Prontamente ele escreveu pra mim se solidarizando, em um bilhete feito em um guardanapo, e guardava esse bilhete na carteira. E naquele momento no Cantinho das Graças, fui lá falar com ele, mostrei o bilhete, ele lembrou do episódio e pediu pra eu sentar na mesa dele. Conversamos muito sobre tudo, música, política, filosofia, até cantei o Ébrio pra ele, que parece que não gostou muito da minha performance. Tudo isso regado a muito conhaque da parte dele. Depois de muitas horas de farra, eu ainda extasiado em beber com meu ídolo, ele me disse que ia ao banheiro, e fiquei aguardando, e o aguardo até hoje, pois simplesmente "fugiu", deu um "xêxo", e tive que arcar com os 29 conhaques consumidos por ele e seu empresário. Todo o meu modesto salário de estagiário foi consumido em uma única noite por causa do desaparecido Bel.

Hoje, diante da notícia do passamento do grande artista e xexeiro, choro escutando suas músicas, ao mesmo tempo o perdôo pelo preju da época, ele podia”.

O jornalista e escritor André Balaio é outro que publicou, no Facebook, um texto sobre a presença de Belchior em suas memórias afetivas.

Uma lembrança do finalzinho dos anos 80: os amigos pintando a parede do quarto de Renata Lourenço e eu escrevendo os versos: "Como é perversa a juventude do meu coração, que só entende o que é cruel, o que é paixão". Coloco Belchior entre John Lennon, Caetano e Morrissey como os letristas mais importantes para a minha formação. Estou muito triste com esta notícia.”.

Fonte: JC Online

SHOW DOS NOVOS BAIANOS EM PORTO ALEGRE É CANCELADO

Grupo se apresentaria no Pepsi On Stage no dia 10 de junho


Foto: Caroline Borges / Agencia RBS 


Uma notícia triste para os fãs de Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Baby do Brasil, Luiz Galvão e Pepeu Gomes: o show do grupo Novos Baianos em Porto Alegre foi cancelado. A banda se apresentaria no dia 10 de junho no Pepsi On Stage.Advertisment. 

Segundo nota divulgada pela Opinião Produtora – responsável pela produção do show na Capital gaúcha – o cancelamento se deu em função de problemas "alheios à vontade" da produtora. De acordo com a nota, uma nova data para realização do show em Porto Alegre pode ser anunciada, mas "não há nada definido".

A produtora também divulgou informações sobre reembolso de valores para os fãs que já haviam adquirido ingressos. A devolução em dinheiro será realizada nos pontos venda físicos a partir do dia 26 de abril. 

Já ss compras efetuadas pelo portal Blue Ticket vão ter dois procedimentos diferentes: quem adquiriu o ingresso via cartão de crédito vai receber a devolução em forma de crédito na próxima fatura. O protocolo de cancelamento da conta será enviado por e-mail e disponibilizado no site. 

Para as compras pagas em boleto, o reembolso será feito por meio de depósito bancário. Para o recebimento do valor, é necessário informar a Central de Atendimento, pelo site da BlueTicket, os dados bancários (banco, agência e conta) e o CPF do titular da compra.

Confira a íntegra da nota sobre o cancelamento do show divulgada pela Opinião Produtora:

Por problemas alheios à nossa vontade, o show da banda Novos Baianos, que seria realizado dia 10 de junho no Pepsi on Stage, foi cancelado. A devolução do dinheiro estão sendo feita nos mesmos pontos de venda em que as entradas foram adquiridas antecipadamente. Para compras efetuadas pela Internet, pelo portal da Blue Ticket, os procedimentos serão:

Cartão de crédito: O reembolso total do valor do seu pedido é realizado diretamente junto à operadora do cartão e o valor será creditado na sua próxima fatura. O protocolo de cancelamento será enviado por e-mail e também vai estar disponível no cadastro do usuário, na opção Meus Chamados.

Boleto bancário: Para realização do reembolso via depósito, é necessário informar, através da Central de Atendimento da Blue Ticket, na página www.blueticket.com.br, os dados bancários (banco, agência e conta) e CPF do titular da compra para recebimento do valor.

A produção da banda e a Opinião Produtora lamentam o ocorrido e irão buscar uma nova data para a apresentação dos Novos Baianos em Porto Alegre. No entanto, ainda não há nada definido nesse sentido até o momento.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

VÔTE... ESCUTA SÓ:

Por Paulo Carvalho







* Todas as imagens fazem parte do acervo pessoal do nosso colunista.

DALVA DE OLIVEIRA, 100 ANOS

Por Felipe Jucá


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1. Dalva está entre minhas cantoras prediletas. Ainda seminarista franciscano, idos de 1952, me apaixonei por uma de suas canções. Entre um bendito e outro, cantarolava, baixinho, Estrela do Mar, com saudade de um alguém... Esse alguém, nunca lhe declinei o nome. E não o farei agora, depois de tantos carnavais, idos e vividos.

2. Estrela do Mar - "Um pequenino grão de areia/Que era um pobre sonhador/ Olhando o céu viu uma estrela/ E imaginou coisa de amor == Passaram anos, muitos anos/ Ela no céu e ele no mar/ Dizem que nunca o pobrezinho/ pôde com ela encontrar == Se houve ou se não houve/ Algumas coisa entre eles dois/ Ninguém, soube até hoje explicar/ O que há de verdade/ É que depois, muito depois/ Apareceu a estrela do mar."

3. Dalva de Oliveira atingiu seu apogeu nos anos 1930, 1940,1950. Embora dona de uma bela voz, chegou ao sucesso com a ajuda do talentoso compositor e letrista Herivelto Martins. Dele, Dalva cantou, por exemplo, Ave-Maria no morro, Rancho da Praça Onze e Segredo.

4. Dalva, disse Pery Ribeiro, seu filho, tornou-se "a mulher-inspiração" da vida de Herivelto. Que ela fora "a companheira de uma época brilhante" de Herivelto; do "seu momento mais fértil"; "quando a sua melhor obra aconteceu para o mundo"...

5. Mas Dalva de Oliveira não foi feliz no seu casamento com Herivelto. No livro A Noite de Meu Bem - a história e as histórias do samba-canção, seu autor, o escritor Ruy Castro, diz que "eles travavam uma guerra conjugal marcada por ciúmes, bate-bocas e cenas de fúria quase inacreditáveis".



6. A Rouxinol do Brasil teve outros amores, após o rompimento do seu casamento. Mas, em verdade, era de Herivelto que Dalva gostava. 

7. Não estou aqui para comentar as desavenças amorosas que arruinaram o casamento de Dalva com Herivelto. A história é longa e dorida.

8. Aqui compareço para homenagear a cantora Dalva de Oliveira, no ano do seu centenário.
Que a imprensa brasileira, tão diligente em promover péssimos compositores e cantores e cantoras não menos ruins, dê destaque aos cem anos de nascimento da maravilhosa Dalva.

9. Farto material está à disposição dos jornalistas, lembrando que a vida da extraordinária intérprete de Sertão de Jequié, Kalu, Que será, é contada, com carinho e sinceridade, pelo cantor Pery Ribeiro (1937-2012) no seu livro Minhas Duas Estrelas, seu pai, Herivelto, e Dalva, sua mãe.

10. Como estamos em tempos de folia momina, para homenagear a Rouxinol, fui buscar, nos arquivos que guardam minhas saudades, a marcha rancho Bandeira branca, que Dalva cantou, arrasando, no carnaval de 1970, e como essa marchinha chegou até ela.

11. Conta Pery no seu livro: "Ainda internada, ela recebeu a visita de Max Nunes e Laércio Alves, que a convidaram para interpretar uma música deles num festival de Carnaval.


Encantada com o desafio, ela aceitou, pedindo um tempinho para se fortalecer. Ao deixar o hospital, foi direto para o estúdio da Odeon gravar Bandeira branca".

12. Para a geração mais nova e para mexer com os coroas: "Bandeira branca, amor/ Não posso mais/ Pela saudade que me invade/Eu peço paz == Saudade mal de amor, de amor/ Saudade dor que dói demais/ Vem, meu amor/ Bandeira branca/ Eu peço paz."

13. Dalva de Oliveira nasceu no dia 5 de maio de l917, em Rio Claro, a 175 km da capital paulista. Filha de Mário de Paula Oliveira e Alice do Espírito Santo Oliveira. Na pia batismal, recebeu o nome de Vicentina de Paula Oliveira. Teve dois filhos com Herivelto: Pery e Bily. Morreu (câncer) na tarde de 30 de agosto de 1972, aos 55 anos.

14. David Nasser (1917-1980), da poderosa revista O Cruzeiro, jornalista sem escrúpulo e temido, parceiro de Herivelto em famosas canções (A camisola do dia, Hoje quem paga sou eu, Carlos Gardel, Atiraste uma pedra, Pensando em ti), foi um algoz terrível e implacável de Dalva, machucou a cantora em longos e mentirosos artigos.

15. Mas, na morte de Dalva, certamente arrependido, Nasser escreveu, com todas as tintas: "Viveu sem ódio, morreu em paz". Fez justiça, falando a verdade. 

A HISTÓRIA MUSICAL DO RÁDIO NO BRASIL

As dez canções mais populares no Brasil em 1937 (há exatos 80 anos) eram as seguintes:

01 - Carinhoso – Orlando Silva
02 - Chão de Estrelas – Silvio Caldas
03 - Periquitinho Verde – Dircinha Batista
04 - Coração Materno – Vicente Celestino
05 - Lábios Que Beijei – Orlando Silva
06 - Mamãe Eu Quero – Jararaca
07 - Serra da Boa esperança – Francisco Alves
08 - Não Tenho Lágrimas – Patrício Teixeira
09 - Rosa – Orlando Silva
10 - Lig, Lig, Lig, Lé – Castro Barbosa

terça-feira, 23 de maio de 2017

LENDO A CANÇÃO

Por Leonardo Davino*



Azul vazio


"Bactérias num meio é cultura". O verso de Arnaldo Antunes ("Cultura", 1993) joga com a ideia da micro cultura assistida de bactérias como promotora da compreensão científica desses organismos, a fim de apontar através de desvios semânticos a nossa própria macro cultura: essa sistematização do conhecimento. 
Os elementos ordinários pinçados e problematizados pelo sujeito da canção questionam a aparência cultural das coisas - "o escuro é a metade da zebra / as raízes são as veias da seiva / o camelo é um cavalo sem sede / tartaruga por dentro é parede" - e ao fazer isso engendra a aparição destas coisas (notadamente) ordinárias.

A distinção entre aparência e aparição é radical e importante. Vide Adorno. Como uma obra de arte fala "apenas" que ela (obra) existe, e não do que existe fora dela, no meio (na cultura) onde existimos, o sujeito criado por Arnaldo destrava nosso olhar científico e adestrado sobre a aparência das coisas e, consequentemente, sobre nós mesmos, sugerindo uma experiência de mundo na arte, em que os objetos surgem como aparições para logo em seguinte desaparecerem. 

É deste modo que "a cegonha é a girafa do ganso / o cachorro é um lobo mais manso". Essas informações, ou melhor, este saber não é científico, mas nos permite des-conhecer coisas cientificamente já catalogadas, e, melhor, gera pensamento. Dito de outro modo, a arte restaura o desconhecimento do mundo desencantado pela ciência. Ou seja, o sujeito da canção de Arnaldo Antunes re-encanta o mundo, restaurando o desconhecimento de mundo, via objetos selecionados. Todos os objetos aparecem aqui para serem estranhados, desconhecidos e só deste modo podemos re-des-aprender a olhá-los.

Escrevo isso para comentar a canção "Azul vazio" (Disco, 2013), de Arnaldo Antunes e Marcia Xavier, cujos versos "serpete serpenteia o rio / percorre corre em minha veia / a correnteza o coração bombeia / o rio navega e lava / o pensamento leva / o corpo todo / como um navio" parecem se aproximar da busca pelo ordinário presente em "Cultura".

Antes, preciso dizer que interpreto a capa de Disco de Arnaldo Antunes como um "negativo" da obra Disco (1978) de Waltercio Caldas (ver livro Manual de ciência popular). E vice-versa. Ambos como proposições artísticas da dúvida em relação àquilo que ainda chamamos disco, no caso do primeiro, e daquilo que o barbante branco-feito-raio amarrado ao vinil instaura como dissonância no preto, no caso do segundo.

No Disco de Waltercio, o buraco-núcleo, por onde o objeto se encaixa na vitrola para tocar, foi ocupado pela passagem de um barbante-cordão-de-pão que se laça formando um raio. O Disco perde o seu miolo, ou seja, torna-se impossível saber aquilo que o disco guarda nas suas faixas, nos sulcos que uma agulha, interditada pelo raio-barbante, libertaria.

Se a princípio um disco é um conjunto-aparelho de guarda e reprodução de canções/músicas, nos casos mencionados vemos instaurada uma renúncia a tal percepção. Tanto Waltercio quanto Arnaldo singularizam o objeto para melhor apresentá-lo no mundo. Isso é um disco? Mas o que é um disco? É um disco disco? Esta "desorientação didática" está na base da arte. 

Por um breve instante, antes que eles desapareçam no cotidiano, ao olharmos os dois discos esquecemos aquilo que sabemos ser um disco. Afinal eles tem a aparência de um disco. No entanto, algo está deslocado, o sentido daquilo que define um disco se rebelou e percebemos isso, pois os discos não se submetem às nossas expectativas cientificamente construídas. Eis a aparição. "se a vida não faz sentido / porque é que morrer / haveria de fazer? ("Sentido", Arnaldo Antunes e Nando Reis), canta Arnaldo.

No Disco transparente-branco-de-miolo-preto de Arnaldo temos o encontro de estilos variados, canções de vários períodos. O disco acolhe canções, não é cofre, apenas guarda. Sua frente-vinil-branca indicia essa aglutinação de várias matizes sonoras - "Só eu fico dentro do meu branco pra quando Oxalá chegar". Já o verso do estojo imita o verso de um cd pirata, destes sem encartes que encontramos oferecidos por ambulantes/camelôs em várias partes da cidade.

O conjunto irregular, não linear das canções que constituem Disco reflete também a recusa em relação à obrigação de escolha. Arnaldo prefere não escolher, junta, monta, constrói: da bossa ao tecnobrega. "Página vazia, melodia / onde é que a palavra vai cair? / onde vai cair? / acho que ela vai aterrissar em território perigoso" ("Sou volúvel", Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Dadi Carvalho), canta adiante. Além de: "tem muito pouca dúvida e muita razão / tem muito pouca ideia e muita opinião / muita pornografia e muito pouco tesão / muita cerimônia e muito pouca educação ("Muito muito pouco", Arnaldo Antunes).

O engenho do gesto de empreender o conjunto de objetos sonoros avulsos tão aparentemente díspares é a tônica do disco de Arnaldo. "A modernidade agora vai durar pra sempre, dizem / toda a tecnologia / só pra criar fantasia // deuses e ciência / vão se unir na consciência, dizem / vivermos em harmonia / não será só utopia" ("Dizem (Quem me dera)", Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Dadi Carvalho).

Se destaco "Azul vazio" é porque percebo na lírica de sua letra a condensação da busca pelo comum, pelo ordinário que mencionei anteriormente e que atravessa todas as canções. A imagem de um rio que só tem o olho d'água, que não tem beira, nem desagua no mar, que cresce sem se expandir é forte e rompe com a noção de perenidade que temos diante da duração das coisas. Tudo desagua no azul vazio. Vazio de que? Azul de Matisse?


***

Azul vazio
(Arnaldo Antunes / Marcia Xavier)

ouve só se ouve ouvir
o rio só se ouve quem
de longe lá de onde vem
o rio daqui se ouve bem
de dentro ecoa a água
que deságua no azul vazio

serpete serpenteia o rio
percorre corre em minha veia
a correnteza o coração bombeia
o rio navega e lava
o pensamento leva
o corpo todo
como um navio

um rio que não tem beira
por um fim abismo cachoeira
onde desaguar
se não tem mar
e não tem margem
só o olho d'água
brota espelho molha
o azul do céu






* Pesquisador de canção, ensaísta, especialista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e doutor em Literatura Comparada, Leonardo também é autor do livro "Canção: a musa híbrida de Caetano Veloso" e está presente nos livros "Caetano e a filosofia", assim como também na coletânea "Muitos: outras leituras de Caetano Veloso". Além desses atributos é titular dos blogs "Lendo a canção", "Mirar e Ver", "365 Canções".

10 ANOS SEM MARINÊS

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Seu pai, filho de índios Ariús, era seresteiro e a mãe foi cantora de igreja. Aos 10 anos de idade começou a participar de programas de calouros, tendo chegado a competir num deles, com o também ainda menino Genival Lacerda. Foi casada com o sanfoneiro e produtor Abdias, com quem se casou aos 14 anos. Depois de premiada com um sabonete numa retreta de rua, espécie de concurso de calouros ao ar livre, no bairro da Liberdade, onde morava, resolveu inscrever-se num programa de calouros na rádio local e, para fugir da vigilância dos pais, acrescentou o Maria ao seu nome. Ao ser anunciada no concurso, o locutor acabou por chamá-la de Marinês, e ela, gostando, adotou o nome artístico. Em 1949 formou com o marido Abdias o Casal da Alegria. Em seguida, o casal juntou-se ao zabumbeiro Cacau e formou um trio. Este trio, no começo dos anos 50, passou a atuar como a Patrulha de Choque do Rei do Baião, especializada em realizar apresentações nas praças das cidades onde Luiz Gonzaga iria tocar, interpretando músicas do seu repertório, anunciando sua chegada nas cidades do interior do Nordeste, num trabalho feito espontaneamente. Seu encontro com o Rei do Baião deu-se na cidade de Propriá, em Sergipe, apresentados pelo prefeito da cidade, Pedro Chaves. Na mesma noite do dia em que se conheceram, fizeram um show juntos. Com o apoio de Luiz Gonzaga, que lhe ensinou o xaxado, a carreira de Marinês ganhou impulso, sendo então batizada de "A Rainha do Xaxado". Gravou seu primeiro disco em 1956, lançado no ano seguinte pela Sinter, apresentando-se como Marinês e sua Gente. Gravou na ocasião, a quadrilha "Quadrilha é bom", de Zé Dantas e o xaxado "Quero ver xaxar", de João do Vale, Antonio Correia e Leopoldo Silveira Junior.



Em 1957, gravou dois grandes sucessos, os xotes "Peba na pimenta", de João do Vale, José Batista e Adelino Rivera e "Pisa na fulô", de João do Vale, Ernesto Pires e Silveira Jr., que foram posteriormente regravados por inúmeros artistas. No mesmo ano, lançou o xaxado "Xaxado da Paraíba", de Reinaldo Costa e Juvenal Lopes e o xote "O arraiá do Tibiri", de João do Vale e Silveira Jr. Ainda nessa época, a convite de Luiz Gonzaga, vão para o Rio de Janeiro, onde se apresentaram no programa "Caleidoscópio", na Rádio Tupi. Em 1958, gravou de Rosil Cavalcânti os baiões "Aquarela nordestina" e "Saudade de Campina Grande". Gravou ainda, de Gordurinha e Wilson de Morais, o baião "Perigo de morte". No mesmo ano participou do filme "Rico ri à toa", de Roberto Faria. Em 1959, gravou de Antônio Barros e Silveira Jr. o baião "Velho ditado" e o xote "Marieta". Em 1960, gravou da mesma dupla o baião "Mais um pau-de-arara" e o chótis "Balanço da saudade". No mesmo ano, transferiu-se para a RCA Victor, onde lançou, de Reinaldo Costa e Juvenal Lopes, o xote "Viúva nova" e, de Onildo Almeida, o xaxado "História de Lampeão". Gravou ainda, de Zé Dantas e Joaquim Lima, a polca "Chegou São João". No mesmo ano recebeu o troféu Euterpe no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, como a melhor cantora regional. Em 1961, gravou os cocos "Gírias do Norte", de Jacinto Silva e Onildo Almeida e "Cadê o Peba", de Zé Dantas. No mesmo ano, gravou a moda de roda "Marinheiro", de motivo popular com arranjos de Onildo Almeida e o coco de roda "No terreiro da Usina", de Zé Dantas. Gravou ainda o LP "Outra vez Marinês", que lhe rendeu um segundo troféu Euterpe, além de ter obtido o prêmio de melhor vendagem. Em 1962, gravou, de Onildo Almeida, as modas de roda "Siriri, sirirá" e "Meu beija-flor". No mesmo ano, gravou de João do Vale e José Batista o xote "Xote de Pirira" e de João do Vale e Oscar Moss o coco "Gavião".



Em 1963, gravou as modas de roda "Balanceio da usina", de Abdias Filho e João do Vale, e "Pisei no liro", de Juvenal Lopes. No mesmo ano, gravou, de João do Vale e B. de Aquino, o xote "Xote melubico" e o baião "Macaco véio". Em 1984 apresentou-se em diversos shows em teatros da periferia do Rio de Janeiro dentro do projeto Pixinguinha, além de fazer participações especiais em discos do conjunto The Fevers e de Zé Ramalho. Em 1986, lançou o LP "Marinês e sua Gente - Tô chegando", com a participação especial de Gilberto Gil, Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Jorge de Altinho. Com Luiz Gonzaga, interpretou "Tá virando emprego", de Luiz Gonzaga e João Silva, com Dominguinhos, "Agarradinho", de Michael Sullivan e Paulo Massadas, com Gilberto Gil, "Doida por uma folia", do próprio Gil e "Quatro cravos", de Jarbas Mariz e Cátia de França, e com Jorge de Altinho, "Jeito manhoso", de Nando Cordel. Em 1987, gravou pela RCA Victor o LP "Balaio de paixão", interpretando, entre outras, as composições "Tô doida pra provar do teu amor", de Nando Cordel, "Fulô da goiabeira", de Anastácia e Liane, "Novinho no leite", de Nando Cordel e "Feitiço", de Jorge de Altinho. Em 1988 estreou na Continental com o disco "Feito com amor", onde regravou sucessos dedicados à festas juninas. Recebeu discos de ouro com "A dama do Nordeste" e "Bate coração". Gravou diversas músicas consideradas apimentadas e que mexeram com a moral da época, como "Peba na pimenta" e "Pisa na fulô", de João do Vale, "Cadarço de sapato", "Xote da Pipira" e "Viúva nova", entre outras. Devido a essas gravações, chegou a ter problemas com os meios católicos do país, tendo ocorrido casos de padres que durante as missas pediam aos fiéis para não comprarem seus discos, como foi o caso de "Peba na pimenta". Com a separação do marido e produtor Abdias, ficou alguns anos sem gravar; ainda sim, lançou cerca de 30 discos, entre 78 rpm, LPs e CDs. Dentre os seus LPs, estão "Nordeste valente", "Balaiando" e "Cantando pra valer". Em 1995, lançou o CD "Marinês cidadã do mundo". Ainda nos anos 1990, participou do disco de forró lançado por Raimundo Fagner. Em 1998, com produção da cantora Elba Ramalho, lançou pela BMG o CD "Marinês e sua Gente", contando com a participação de importantes nomes da Música Popular Brasileira contemporânea, quase todos do Nordeste. Uma das faixas de destaque é o dueto com Alceu Valença em "Pelas ruas que andei", do cantor e compositor pernambucano. No mesmo ano, a Copacabana/EMI lançou uma coletânea de seus sucessos remasterizados na série "Raízes Nordestinas". Foi a primeira mulher a formar um grupo de forró. Em 2000 teve CD lançado pela BMG dentro da série "Eu só quero um forró", no qual contou com as participações especiais de Gilberto Gil na música "Quatro cravos" e Alceu Valença em "Pelas ruas que andei". Faleceu em 2007, vítima de um acidente vascular cerebral que foi acometida um mês antes de sua morte.


Discografia Oficial

78 RPM (MAI/1956)
Faixas:
01 - Mané e Zabé (Luiz Gonzaga / Zé Dantas) - Marinês e Luiz Gonzaga 
02 - Lenda de São João (Luiz Gonzaga / Zé Dantas) - Luiz Gonzaga


78 RPM (ABR/1957)
Faixas:
01 - Quadrilha É Bom (Zé Dantas)
02 - Quero Ver Xaxar (Antônio Correia - João do Vale - Leopoldo Silveira Jr.)


78 RPM (SET/1957)
Faixas:
01 - Peba Na Pimenta (Adelino Rivera - José Batista - João do Vale) 
02 - Pisa Na Fulô (Silveira Júnior - Ernesto Pires - João do Vale)


78 RPM (1957)
Faixas:
01 - Xaxado Da Paraíba (Reinaldo Costa - Juvenal Lopes) 
02 - O Arraiá Do Tibiri (Silveira Júnior - João do Vale)


Vamos Xaxar com Marinês e Sua Gente (1957)

Faixas:
01 - Quando a Terra Tá Moiada (Zé Dantas)
02 - Que Coco É Esse (Ricardo Lima Tavares "maruim")
03 - Peba na Pimenta (João do Vale - José Batista - Adelino Rivera) 
04 - Quero Ver Xaxar (João do Vale - Antônio Correia - Silveira Júnior)
05 - Quadrilha É Bom (Zé Dantas) 
06 - Segredo do Sertanejo (João do Vale - José Cândido) 
07 - Pisa na Fulô (João do Vale - Silveira Júnior - Ernesto Pires) 
08 - É Sempre Assim (Tito Mendes - Caubi Melo)


78 RPM (Sinter) (1957)
Faixas:
01 - Xem Nhem Nhem (Zé Dantas)
02 - Muié Feia (Zé Dantas)


78 RPM (Sinter) (1958)

Faixas:

01 - Aquarela Nordestina (Rosil Cavalcanti) 

02 - Saudade De Campina Grande (Rosil Cavalcanti)


Compacto (Sinter) (1959)

Faixas:

01 - Oito Da Conceição (Gordurinha)

02 - Coco Rebolador (Antônio Barros - Silveira Júnior)

03 - Mais Um Pau-de-arara (Antônio Barros - Silveira Júnior)
04 - Balanço Da Saudade (Antônio Barros - Silveira Júnior)


Aquarela Nordestina (1959)

Faixas:
01 - Xaxado da Paraíba (Reinaldo Costa - Juvenal Lopes)
02 - Maria Aurora (João do Vale - Silveira Júnior)
03 - Cristo do Monte (Wilton Franco - Osmar Navarro)
04 - Aquarela Nordestina (Rosil Cavalcanti)
05 - Pisa na Fulô (João do Vale - Silveira Júnior - Ernesto Pires)
06 - Que Coco É Esse (Ricardo Lima Tavares "maruim")
07 - Quando o Inverno Chega (Zé Dantas)
08 - O Arraiá do Tibiri (João do Vale - Silveira Júnior)
09 - É Tamanduá (Jair Silva - Jadir Ambrósio)
10 - Saudades de Campina Grande (Rosil Cavalcanti)
11 - O Menino do Pirulito (João do Vale - Adelino Rivera)
12 - Segredos do Sertanejo (João do Vale - José Cândido)


78 RPM (1958)
Faixas:
01 - Menina Nova (Onildo Almeida) 
02 - Perigo De Morte (Gordurinha - Wilson de Morais)


78 RPM (NOV/1959)
Faixas:
01 - Marieta (Silveira Júnior - Antônio Barros) 
02 - Velho Ditado (Antônio Barros - Silveira Júnior)


Marinês e Sua Gente (1960)
Faixas:
1 - História de Lampião (Onildo Almeida)
2 - Povo Bravo (Onildo Almeida / Wilson Rocha)
3 - Trem da Central (Gordurinha / Mary Monteiro)
4 - A Banda do Zé (Antônio Barros / Adelino Rivera)
5 - Carestia (Onildo Almeida)
6 - Viúva Nova (Reinaldo Costa / Juvenal Lopes)
7 - Chegou São João (Zé Dantas / Joaquim Lima)
8 - Do Lado de Lá (Antônio Barros / Adelino Rivera)
9 - Alô Paraíba (Gordurinha / Mary Monteiro)
10 - Os Óio de Anabela (João do Vale / Julinho)
11 - Saudade do Nordeste (Antônio Barros / Aleixo Ourique)
12 - Depois da Asa Branca (Antônio Barros)


78 RPM (Sinter) (MAI/1960)
Faixas:

01 - Mais Um Pau-de-arara (Silveira Júnior - Antônio Barros) 
02 - Balanço Da Saudade (Antônio Barros - Silveira Júnior)


78 RPM (MAR/1960)
Faixas:
01 - Viúva Nova (Juvenal Lopes - Reinaldo Costa) 
02 - História De Lampião (Onildo Almeida)


78 RPM (JUN/1960)
Faixas:
01 - Chegou São João (Joaquim Lima - Zé Dantas) 
02 - A Banda Do Zé (Antônio Barros)


78 RPM (SET/1960)
Faixas:
01 - Saudade Do Nordeste (Aleixo Ourique - Antônio Barros) 
02 - Depois Da Asa Branca (Antônio Barros)


78 RPM (NOV/1960)
Faixas:
01 - Nova Geração (Zaccarias - Abdias Filho)
02 - Lá Choveu (Reinaldo Costa)


1961 - O Nordeste e seu ritmo (RCA Victor)
01 - Gírias do Norte (Jacinto Silva - Onildo Almeida)
02 - Vamos Refungá (José Batista - Flora Mattos)
03 - Meu Sacrifício (Antônio Barros - Silveira Júnior)
04 - Dona Fortuna (Jota Reis / Airton Amorim - Zé da Zilda)
05 - Cadê o Peba (Zé Dantas)
06 - Vamos Faxiar (Antônio Barros - Silveira Júnior)
07 - Marinheiro (Tradicional - Adpt. Onildo Almeida)
08 - Felicidade de Sertanejo (Onildo Almeida)
09 - Decepção (Antônio Barros - Silveira Júnior)
10 - Mossoró (Abdias Filho - Antônio Barros)
11 - Vontade de Xaxá (José Batista - Flora Mattos)
12 - Boi de Touca (Jaime Florence "Meira" - Orlando Silveira - M. Lima)


78 RPM (MAR/1961)
Faixas:
01 - Gírias Do Norte (Onildo Almeida - Jacinto Silva) 
02 - Cadê O Peba (Zé Dantas)


78 RPM (MAI/1961)
Faixas:
01 - Coco de roda (Zé Dantas)
02 - Marinheiro (Motivo popular / Adaptação: Onildo Almeida)


78 RPM (1961)
Faixas:
01 - No terreiro da Usina (Zé Dantas) 
02 - Marinheiro (Motivo popular / Adaptação: Onildo Almeida)


78 RPM (1961)
Faixas:
01 - Maria Chiquinha (Guilherme Figueiredo - Geysa Bôscoli) (Com Luís Cláudio)
02 - Corina (Zé Dantas)


 78 RPM (1962)
Faixas:
01 - Siriri Sirirá (Onildo Almeida) 
02 - Meu Beija Flor (Onildo Almeida)


78 RPM (1962)
Faixas:
01 - Xote Da Pipira (João do Vale - José Batista) 
02 - Gavião (Oscar Moss - João do Vale)


Outra Vez, Marinês (1962)
Faixas:
01 - Siriri Sirirá (Onildo Almeida)
02 - Maria Chiquinha (Guilherme Figueiredo - Geysa Bôscoli) (Com Luis Cláudio)
03 - Crochê (J. Ferreira / João do Vale)
04 - O Bom Que o Coco Tem (Zé Dantas)
05 - Voz Geral (João do Vale - Ari Monteiro)
06 - Tomada de Mossoró (Ari Monteiro - José Batista)
07 - Meu Beija-flor (Onildo Almeida)
08 - Toada da Saudade (Onildo Almeida)
09 - Baião de Viola (João do Vale - Flora Mattos)
10 - Xote da Pipira (João do Vale - José Batista)
11 - Corina (Zé Dantas)
12 - Gavião (João do Vale - Oscar Moss)


78 RPM (1963)
Faixas:
01 - Balancêro Da Usina (Abdias Filho - João do Vale) 
02 - Pisei No Liro (Juvenal Lopes)


78 RPM (1963)
Faixas:
01 - Xote Melubico (João do Vale - J. B. Aquino) 
02 - Macaco Véio (J. B. Aquino - João do Vale)


Coisas do Norte (1963)

Faixas:
01 - Balancero da Usina (Abdias Filho - João do Vale)
02 - Coisas do Norte (Rosil Cavalcanti - João do Vale)
03 - Sanharó (João do Vale - Luis Guimarães)
04 - Sá Dona (João do Vale - Luis Guimarães)
05 - Macaco Véio (João do Vale - J. B. de Aquino)
06 - É Pra Xaxá (Ari Monteiro - Domingos José)
07 - Pisei no Liro (Juvenal Lopes)
08 - Xote Melubico (João do Vale - J. B. de Aquino)
09 - Deixei Minha Terra (João do Vale - Sebastião Rodrigues)
10 - Nasci no Interior (Antônio Barros)
11 - Quatro Fia Fême (João do Vale - Ari Monteiro)
12 - Ô Racha Ou Fachêa (Sebastião Rodrigues - Eraldo Monteiro)


Compacto (RCA Victor)

Faixas:
01 - Sanharó (João do Vale - Luis Guimarães)
02 - Deixei Minha Terra (João do Vale - Sebastião Rodrigues)
03 - Quatro Fia Fême (João do Vale - Ari Monteiro)
04 - Nasci no Interior (Antônio Barros)


Siu, siu, siu (1964)
Faixas:
01 - Valsa Nenê (Jacinto Silva - Abdias Filho)
02 - Clareou (João Silva - Zé Araújo)
03 - Meu Matulão (Antônio Barros)
04 - Profecia do Padre Cícero (Jacinto Silva - Onildo Almeida)
05 - Sertanejo Retirante (Onildo Almeida)
06 - Rainha do Xaxado (Antônio Barros)
07 - Siu Siu Siu (Onildo Almeida)
08 - Jerimum de Gogo (João Silva - J. B. de Aquino)
09 - Curandeiro (Rosil Cavalcanti)
10 - O Passo do Arigó (João Silva - Sebastião Rodrigues)
11 - Chuvada no Norte (João Silva - J. B. de Aquino)
12 - Pobre de Amor (Antônio Barros)


Centenário de Campina Grande (Compacto) (1964)

Faixas:
01 - Queixas Do Norte - Luiz Gonzaga
02 - Tropeiro Da Borborema - Luiz Gonzaga
03 - Campina Grande Centenária - Marinês
04 - Saudade De Campina Grande - Marinês


Compacto (RCA Victor)
Faixas:
01 - Valsa Nenê (Jacinto Silva - Abdias Filho)
02 - Siu Siu Siu (Onildo Almeida)


Maria Coisa (1965)

Faixas:
01 - Minho Novo (João Silva - Pássaro Triste)
02 - Maria Coisa (João do Vale - Sebastião Rodrigues)
03 - Feira de Caruaru Nº 2 (Onildo Almeida)
04 - Sou Retirante (João Silva - Sebastião Rodrigues)
05 - Caboclo Sertanejo (Onildo Almeida)
06 - Vendendo Xaxado (Antônio Barros)
07 - Meu Benzinho (Onildo Almeida)
08 - Carne de Sol (Onildo Almeida)
09 - Mais Que Saudade (Antônio Barros)
10 - Casa de Farinha (João Silva - K-Boclinho)
11 - Surruzada (João Silva - J. B. de Aquino)
12 - Baraúna (Antônio Barros)


Compacto (1965)
Faixas:
01 - Minho Novo (João Silva - Pássaro Triste)
02 - Meu Benzinho (Onildo Almeida)


Compacto (RCA Victor)
Faixas:
01 - Maria Coisa (João do Vale - Sebastião Rodrigues)
02 - Carne de Sol (Onildo Almeida)


Meu benzim (1966)

Faixas:
01 - É Amor É Saudade (Onildo Almeida)
02 - Tesourão (João Silva - Manoel Euzébio)
03 - Ingazeira da Saudade (João Silva - Albuquerque)
04 - Pica-pau (João Silva - Rangel)
05 - Meu Benzim (Luis Guimarães)
06 - Rei do Cangaço (Onildo Almeida - Agripino Aroeira)
07 - Minha Açucena (Onildo Almeida)
08 - A Volta do Baião (João Silva - K-Boclinho)
09 - Despedida de Amargar (João do Vale - Luis Guimarães)
10 - Macaco de Cheiro (João Silva - José Pereira)
11 - Se a Polícia Chegar (Onildo Almeida)
12 - Xavier e Seu Forró (João Silva - Sebastião Rodrigues)


Compacto (RCA Victor)
Faixas:
01 - Tesourão (João Silva - Manoel Euzébio)
02 - A Volta do Baião (João Silva - K-Boclinho)


Compacto (1966)
Faixas:
01 - Disparada (Geraldo Vandré - Theo de Barros)
02 - Menino Não Me Arremede (J. Cavalcanti - Venâncio)


Marinês (1967) 
Faixas:
01 - Eu Chego Lá (João do Vale - Abel Silva)
02 - Aboio (Gilberto Gil - Capinan)
03 - Vivendo e Aprendendo (Italúcia - Anastácia)
04 - Triste Despedida (João Silva - Geraldo Nunes)
05 - Assim Nasceu o Xaxado (Onildo Almeida - Agripino Aroeira)
06 - Súplica Nordestina (Airão Reis / Cassiano - Niquinho)
07 - Procissão (Gilberto Gil)
08 - Vento de Maio (Gilberto Gil - Torquato Neto)
09 - Viramundo (Gilberto Gil - Capinan)
10 - Mutirão (Sergio Ricardo)
11 - Mãe Sertaneja (Reinaldo Costa - Juvenal Lopes)
12 - Caatingueira (Onildo Almeida - José Maria de Assis)


Compacto (1967)
Faixas:
01 - O Sol Nasceu (Onildo Almeida)
02 - Rosa Amarela (Onildo Almeida)


Mandacarú (1968) 

Faixas:
01 - Ora Viva São João (Antônio Barros)
02 - É no Balanço do Mar (Antônio Barros)
03 - O Sininho do Amor (Altamiro Carrilho - Ribeiro Valente)
04 - Fartura no Nordeste (Antônio Bezerra - D. Castro)
05 - Matuto (Onildo Almeida)
06 - Urubu Tá Com Raiva do Boi (Geraldo Nunes - Venâncio)
07 - Tara-ra-ra (Onildo Almeida)
08 - Sete Punhá (Mário Tupinambá - José Jesus)
09 - Tema de Amor (Geraldo Nunes - Venâncio)
10 - Amor É Mais Amor (Dilson Dória - Jacinto Silva)
11 - Cantiga de Viola (Onildo Almeida)
12 - Aproveita Pessoá (Juvenal Lopes)


Vamos rodar roda (1969)

Faixas:
01 - Vamos Rodar Roda (Antônio Barros)
02 - Guerra e Paz (Antônio Barros)
03 - Qui Nem Jiló (Humberto Teixeira - Luis Gonzaga)
04 - Diz Que Sim Diz Que Não (Antônio Barros)
05 - Brincar de Amor (Antônio Barros)
06 - Juazeiro (Humberto Teixeira - Luis Gonzaga)
07 - Olê Lê Viva São João (Antônio Barros)
08 - Carreiro Boi (Antônio Barros)
09 - Baião Granfino (Luis Gonzaga - Marcos Valentim)
10 - A Volta (Luis Queiroga)
11 - Mal Que Veio Pra Bem (Geraldo Nunes)
12 - Você Quer o Que (Antônio Barros)


Sonhando com meu bem (1970) 
Faixas:
01 - Vai Meu Balão (Antônio Barros)
02 - Terra Santa (Riachão - Osvaldo Oliveira)
03 - Quadrilha do Amor (Antônio Barros)
04 - Coração Sofredor (Antônio Barros)
05 - O Nome Disso É Paz (René Bittencourt - Francisco Xavier)
06 - Um Mundo de Amor (Dominguinhos - Anastácia)
07 - Queima Fogueira (Onildo Almeida)
08 - Indecisão (Onildo Almeida - José Maria de Assis)
09 - Sonhando Com Meu Bem (Zito de Souza)
10 - Chegou o Verão (J. B. de Aquino - J. B. Leão)
11 - Largo do Pelourinho (J. Cavalcanti - De Castro)
12 - De Amor Eu Morrerei (Dominguinhos - Anastácia)


Na peneira do amor (CBS) (1971)

Faixas:
01 - Roda no Escuro (Florival Ferreira)
02 - O Que Será de Nós (Antônio Barros)
03 - Nem Falta Me Fêz (Amadeu Macedo)
04 - Amor Sem Fim (J. B. de Aquino - Antônio Barros)
05 - E a Seca Continua (D. Martins)
06 - Desse Jeito Não Dá Pé (Antônio Barros)
07 - Bem Melhor É Brincar (Zé Pretinho da Bahia - Lindolfo Barbosa)
08 - Nosso Amor Foi Uma Aposta (Antônio Barros)
09 - Eu Vi Sim (Dominguinhos - Anastácia)
10 - Na Peneira do Amor (J. B. de Aquino - Sebastião Rodrigues)
11 - Me Deixe na Lama (Antônio Barros)
12 - Amor Que Nasceu (Antônio Barros)


Canção da fé (1972)

Faixas:
01 - Sem Vergonheira (Antônio Carlos Pinto - Jocafi)
02 - Deu Cupim no Nosso Amor (Rossini Pinto)
03 - Canção da Fé (Janduhy Finizola)
04 - Achê de Afonjá (Zito de Souza - Toninho)
05 - Campina Grande (José Orlando)
06 - Advinhação (Aldemar Paiva)
07 - Camacará Lenhador (Zito de Souza - Marco Antônio)
08 - O Amor de Severino (Severino Ramos)
09 - Vitalino (Onildo Almeida)
10 - Até Minha Vida (Anastácia - Dominguinhos)
11 - Nem de Noite Nem de Dia (Severino Ramos - Arthur Villarinho)
12 - Olê Laurindo (Luis Queiroga)


Só pra machucar (1973)

Faixas:
01 - Nova Jerusalém (Janduhy Finizola)
02 - Bananeira Mangará (Janduhy Finizola)
03 - Cerca Velha (Janduhy Finizola)
04 - É Tempo de Voltar (Dominguinhos - Anastácia)
05 - Cheguei Pra Ficar (Anastácia - Dominguinhos)
06 - Eu Quero Um Xodó (Anastácia - Dominguinhos)
07 - Amanhecendo (Luis Queiroga)
08 - Meu Carirí (Rosil Cavalcanti - Dilú Mello)
09 - Só Pra Machucar (Onildo Almeida)
10 - Recordação (Reinaldo Costa)
11 - Maranhão Pra Fente (José Maria Viana)
12 - Matando na Unha (Anastácia - Dominguinhos)


A dama do Nordeste (1974)

Faixas:
01 - Vê Se Vê (Rubão Sabino - Tibério Gaspar)
02 - O Amor Morreu (Dominguinhos - Anastácia)
03 - Romaria (Piska)
04 - Carinhoso (Pixinguinha - João de Barro)
05 - Flor de Laranjeira (Marinês)
06 - Chore e Namore (Pedro Paulo - Othon Russo)
07 - Janaina (Dominguinhos - Anastácia)
08 - Mensagem da Flor (Mara Guedes)
09 - Sá Dona (Roberto Gomes - Roberto Araújo)
10 - Com a Faca e o Queijo na Mão (Castro - Oliveira)
11 - Evolução (Tony Damito - Gilliat Pinto)
12 - Não Vou Me Conformar (Carmelo da Costa - Marinês)


Compacto (1974)
Faixas:
01 - Romaria (Piska)
02 - Mensagem da Flor (Mara Guedes)


A volta da cangaceira (1975)

Faixas:
01 - Ladeira do Penar (Anastácia - Dominguinhos)
02 - Sanfoneiro Pé de Serra (Anastácia - Dominguinhos)
03 - Tudo É Bom e Nada Presta (Cecéu)
04 - Teu Amor É Uma Chama (Antônio Barros)
05 - Não Cheguei Pro Seu Nariz (Cecéu)
06 - Tema do Juízo Final (Antônio Barros)
07 - São João Bonito (Anastácia - Dominguinhos)
08 - Caçador de Tatú (Cecéu - Carrapeta)
09 - Paxá de Meia Tijela (Jota Lima)
10 - Carimbó do Marajó (Aloísio - Toninha)
11 - Cada Lado Um Galho (Brito Lucena - Ademar Caetano)


Nordeste valente (1976)

Faixas:
01 - Nordeste Valente (João Silva - J. B. de Aquino)
02 - Casa de Marimbondo (Djalma Leonardo - Antônio Barros)
03 - Carimbó de Vovó Sinhá (Naldo Aguiar)
04 - Flor de Croatá (João Silva - Raimundo Evangelista)
05 - Sou o Estopim (Antônio Barros)
06 - Mundo Louvado (Oniel de Oliveira)
07 - No Laço do Carimbó (Naldo Aguiar)
08 - Você Me Machucou (Kim de Oly - André Araújo)
09 - Mestre Mundo (Julinho - Luis Bandeira)
10 - Nosso Amor Está Morrendo (Antônio Barros)
11 - Maracá de Menino (Assisão)
12 - Como Vai Passando (Cecéu - Ademar Caetano)


Balaiando (1977)

Faixas:
01 - Explosão (Tarcisio Capistrano)
02 - Saci Pererê (Tarcisio Capistrano)
03 - Juremê (Chico Xavier - Nem)
04 - Esquinado (Tarcisio Capistrano)
05 - Sertanejo Feliz (Antônio Carlos - Tarcisio Capistrano)
06 - Coqueiro Seco (Tarcisio Capistrano)
07 - Balaiando (Tarcisio Capistrano)
08 - Cantando Feito Cigarra (Vital Farias)
09 - Pai Xangô (Tarcisio Capistrano)
10 - Bendito Seja (Alba)
11 - Vingança de Amor (Tarcisio Capistrano)
12 - Chico Tuiu (Vital Farias)


Cantando pra valer (1978)
Faixas:
01 - Por Debaixo dos Panos (Cecéu)
02 - Esse Boi Não Tá Com Nada (Tarcisio Capistrano)
03 - Pimentão Não (Tarcisio Capistrano)
04 - Palavras Para o Vento (Cecéu)
05 - Botão de Rosa (Cecéu)
06 - Lenda de São João (Tarcisio Capistrano)
07 - Divergência (Cecéu)
08 - É Dificil Esquecer (Marcos Farias)
09 - Amor Decente (Cecéu)
10 - Jeito Estranho de Amar (Anastácia - Dominguinhos)
11 - Coco da Maria (Tarcisio Capistrano)
12 - Cavalo Verde (Da Costa - D'Arc)


Atendendo ao meu povo (1979) 

Faixas:
01 - Buraco no Tamanco (Zé Pretinho da Bahia - Tarcisio Capistrano)
02 - Atendendo ao Meu Povo (Tarcisio Capistrano)
03 - Vou Levando a Vida (Marcos Farias - D. Matias)
04 - Eu Quero Mais (Zé Pretinho da Bahia - Tarcisio Capistrano)
05 - Ciúme no Peito (Genário - D. Matias)
06 - Santo de Carne e Osso (Tarcisio Capistrano)
07 - Fim de Carreira (Tarcisio Capistrano)
08 - Toca Bandinha (Juvenal Lopes)
09 - Um Vento Que Passou (Anastácia - Marcos Farias)
10 - Não Teve Fim (Genário - Marcos Farias)
11 - Palhoção (Suzete Bezerra - Tarcisio Capistrano)
12 - Volte Logo Amor (Genário - Marcos Farias)


Bate coração (1980) 

Faixas:
01 - Só Gosto de Tudo Grande (Adolpho de Carvalho - Adélio da Silva)
02 - Vamos Mulher (Cecéu)
03 - Amor Fogoso (Cecéu)
04 - Preto na Minha Esperança (Chico Xavier - Marcos Farias)
05 - A Dança Engraçada (Zé Pretinho da Bahia - Adélio da Silva)
06 - Jogada Fora (Cecéu)
07 - Bate Coração (Cecéu)
08 - Brincadeira de Burrinca (D. Matias - Lindolfo Barbosa)
09 - Cadarço de Sapato (Adélio da Silva - Adolpho de Carvalho)
10 - Meu Amor Me Chama (Zé Pretinho da Bahia - Adolpho de Carvalho)
11 - Amor Sagrado (D. Matias - Pereirinha)
12 - Amor Magoado (Genário - Marcos Farias)


Estaca nova (1981) 

Faixas:
01 - Mutirão de Pedreira (Julinho - João do Vale)
02 - Estaca Nova (Tarcisio Capistrano)
03 - Marica de Maricá (Zé Pretinho da Bahia - J. B. de Aquino)
04 - Língua do Povo (Cecéu)
05 - O Fole Roncou (Nelson Valença - Luis Gonzaga)
06 - Arrepiando (Amadeu Macedo - Mariazinha)
07 - Siriri Sirirá (Onildo Almeida) 
Balanceiro da Usina (João do Vale) 
Meu Beija-flor (Onildo Almeida) 
Quadrilha É Bom (Zé Dantas)
08 - Mulé de Um (Cecéu)
09 - Negócio Grande (Juarez Santiago - Marinês)
10 - Rompeu Aurora (Antônio Barros)
11 - Protestação (Cecéu)
12 - Já Tenho Um Xodó (Juarez Santiago - Camarão)


Desabafo (1982)

Faixas:
01 - Xote do Beliscão (João do Vale - Ari Monteiro - Leôncio)
02 - Forró do Furtuoso (Luis Vieira - João do Vale - Jorge de Castro)
03-  Pobre Coitado (Zé do Maranhão)
04 - Com a Cabeça no Lugar (Cecéu - Marinês)
05 - Um Deus Pra Cada Um (Cecéu)
06 - Apelo (D. Matias - Tarcisio Capistrano)
07 - Peba na Pimenta (João do Vale - José Batista - Adelino Rivera)
08 - Sacudir o Pó (Cecéu)
09 - Desabafo (Cecéu)
10 - Mágoa (Anastácia - Lindolfo Barbosa)
11 - O Camaleão (Assisão)
12 -  O Papeiro É Meu (Zé do Maranhão - Sidney Rocha)


Só o amor ilumina (1983)

Faixas:
01 - Beijo na Boca (Cecéu)
02 - Nem Que Pare o Coração (Cecéu)
03- Onça Caetana (Glória Gadelha - Afonso Gadelha)
04 - Vai Ser Dengo Só (João Silva)
05 - Doce Que Nem Bombom (Cecéu)
06 - Mulher de Sanfoneiro (João Silva)
07 - Só o Amor Ilumina (Cecéu)
08 - Frevo Segredo (Marinês)
09 - Coração de Cetim (Glória Gadelha - Afonso Gadelha)
10 - Xamego do Pai (Ivan Santos - Marinês)


Tô chegando (1986)
Faixas:
01 - Balanceiro da Usina (Abdias Filho - João do Vale) 
Beija-flor (Onildo Almeida) 
Olê Laurindo (Luis Queiroga) 
Siriri Sirirá (Onildo Almeida) 
Bananeira Mangará (Janduhy Finizola)
02 - Tá Virando Emprego (Luis Gonzaga - João Silva) (Com  Luis Gonzaga)
03 - Só Você Não Vem (Pinto do Acordeom)
04 - Agarradinho (Michael Sullivan - Paulo Massadas) (Com  Dominguinhos)
05 - Doida Por Uma Folia (Gilberto Gil) (Com  Gilberto Gil)
06 - Vira e Mexe (Antônio Brasileiro - Antônio Hernandes)
07 - Amigo Velho Tocador (João Silva - Zé Mocó)
08 - Jeito Manhoso (Nando Cordel) (Com Jorge de Altinho)
09 - Forróbiado (Onildo Almeida)
10 - Quatro Cravos (Quatro Cravos na Lapela) (Jarbas Mariz - Cátia de França) (Com Gilberto Gil)
11 - Vida Acomodada (Cecéu)
12 - Bom Mesmo É Vadiar (Nando Cordel - Dominguinhos)


Balaio de paixão (1987)

Faixas:
01 - E Tará-rá-rá (Onildo Almeida) 
Minha Açucena (Onildo Almeida) 
Meu Benzim (Onildo Almeida) 
Meu Benzim (Luis Guimarães - Abdias Filho) 
É Amor É Saudade (Onildo Almeida)
02 - Tô Doida Pra Provar do Teu Amor (Nando Cordel)
03 - Olhos Duidinhos (João Silva - Maranguape - Iranilson)
04 - Danação de Gamação (João Silva - Chico Xavier)
05 - Fulô de Goiabeira (Anastácia - Liane)
06 - Novinho no Leite (Nando Cordel)
07 - Balaio de Paixão (Cecéu)
08 - Forró Pé de Chinelo (Cecéu)
09 - Lírio Lírio Colorido (Nicéas Drumont - Cecílio Nena)
10 - Rio de Amarguras (Maurílio Costa - Oseinha)
11 - Chamego na Farinha (Cecéu)
12 - Feitiço (Jorge de Altinho)


Feito com amor (1988)
Faixas:
01 -Viciado Em Forró (Agostinho Reis)
02 - Forrojão (Walmar)
03 - Vou Pra Tamarineira (João Machado - Elino Julião) 
Pitiguary (José Leocádio - José Pacheco) 
Rado de Palha (Cecéu) 
Na Emenda (Manoel Euzébio - Juarez Santiago) 
Puxando Fogo (Elino Julião - João Machado)
04 - O Maior Forró do Mundo (Val Macambira - Pedrinho do Acordeom - Lis)
05 - Sobe Poeira (Vicente de Oliveira - Domingos Nogueira)
06 - Sempre Você (Dominguinhos - Abel Silva)
07 - Xamego Danado (Marcos Farias - Claudete)
08 - Cometa Mambembe (Carlos Pita - Edmundo Carôso)
09 - Colcha de Cetim (Pinto do Acordeom)
10 - Doce Mar (Tabajara)


Canta Brasil (1992)
Faixas:
01 - Sanfona Culpada (Antônio Barros - Cecéu)
02 - Campina Grande (José Orlando)
03 - O Nome Disso É Paz (René Bittencourt - Francisco Xavier)
04 - Recordação (Reinaldo Costa)
05 - Pra Incendiar Seu Coração (Moraes Moreira - Patinhas)
06 - Riacho Vadio (Petrúcio Amorim)
07 - Cheguei Pra Ficar (Dominguinhos - Anastácia)
08 - Mais Uma Ilusão (Herman Barbosa - José Geraldo Pimentel)
09 - Feira de Mangaio (Sivuca - Glória Gadelha)
10 - Um Mundo de Amor (Dominguinhos - Anastácia)


Marinês, cidadã do mundo (1995)
Faixas:
01 - Colher de Chá (Nino - Tony Dumont)
02 - Se Lembra Coração (Ferreira Filho - Luis Fidélis)
03 - Firin-finfon (Antônio Barros - Cecéu)
04 - Nordeste (Ronaldo Aranha)
05 - No Teu Cheiro Me Acabar (Nodgy Andrade - Marinês)
06 - Amor Demais (Eliezer Setton)
07 - Filhos do Sol (Nino - Marinês)
08 - Caminhos da Vida (Antônio Barros - Cecéu)
09 - Meu Vaqueiro Meu Peão (Rita de Cássia)
10 - Cidadã do Mundo (Nino - Marinês)
11 - Lambeu Colou (Antônio Barros - Cecéu)
12 - Forró dos Compadres (João Silva)
13 - Me Acorda Pra Sonhar (Eliezer Setton)
14 - Poeta Verdade (Xichico - C. Abrantes)
15 - Lavou Enxugou (Sussuanil)
16 - Toca Bandinha (Juvenal Lopes)


50 anos de forró (1998)

Faixas:
01 - A Noite Toda (Tadeu Mathias - Yeda Dantas)
02 - Coco Da Mãe Do Mar (Lenine - Siba) (Com Lenine)
03 - Se Lembra Coração (Ferreira Filho - Luis Fidélis)
04 - Forró Das Cumadre (João Silva) (Com Elba Ramalho)
05 - Mundo De Amor (Dominguinhos - Anastácia) (Com Dominguinhos)
06 - Forró Do Beliscão (Ari Monteiro - João do Vale - Leôncio) (Com Genival Lacerda)
07 - Pelas Ruas Que Andei (Alceu Valença - Vicente Barreto) (Com Alceu Valença)
08 - Fulutiado (Chico César - Jarbas Marins) (Com Chico César)
09 - Lamento Sertanejo (Gilberto Gil - Dominguinhos) (Com Ney Matogrosso)
10 - Remelexo, Swing E Suor (Aracilio Araújo - Marinês)
11 - Meu Cariri (Rosil Cavalcanti - Dilú Mello) (Com Zé Ramalho)
12 - Bulir Com Tu (Cecéu) (Com Marcos Farias)
13 - Tempero Do Forró (Geraldo Azevedo - Geraldo Amaral) (Com Geraldo Azevedo)
14 - Rompeu Aurora (Antônio Barros) (Com Margareth Menezes)
15 - Medley De Xotes: 
Sou O Estopim (Antônio Barros) 
Por Debaixo Dos Panos (Cecéu) 
Bate Coração (Cecéu) 
Desabafo (Cecéu) (Com Antônio Barros e Cecéu)
16 - Mais Dias, Menos Dias (Moraes Moreira) (Com Moraes Moreira)
17 - Assim Nasceu O Xaxado (Onildo Almeida - Agripino Aroeiro)


Cantando com o coração (Independente) (2003)

Faixas:
01 - Calango da Lacraia (Luiz Gonzaga - J. Portela)
02 - Fazendo O Ferro Derreter (Petrúcio Amorim)
03 - No Sangue E No Suor (Petrúcio Amorim)
04 - Eu Vi Sim (Dominguinhos - Anastácia)
05 - Guerra e Paz (Antônio Barros)
06 - Sou Assim (C'est Ma Vie) (Salvatore Adamo - Vrs. Rossini Pinto)
07 - Jura de Amor 
08 - Pra Ficar Com Você (Rogério Rangel)
09 - Tareco E Mariola (Petrúcio Amorim)
10 - Forró Verdadeiro (Petrúcio Amorim)
11 - Te Dou Um Doce (Nando Cordel)
12 - O Canto do Assum Preto 


Marinês Canta a Paraíba (Independente) (Com Orquestra Sinfônica da Paraíba) (2006)

Faixas:
01 - Depoimento de Dominguinhos 
02 - Aquarela nordestina (Rosil Cavalcanti)
03 - Depoimento de Tânia Alves 
04 - Campina Grande (José Orlando)
05 - Depoimento de Fagner 
06 - Meu Cariri (Rosil Cavalcanti - Dilú Mello)
07 - Depoimento de Flávio José 
08 - Saudade de Campina Grande (Rosil Cavalcanti)
09 - Depoimento de Belchior 
10 - Meu sublime torrão (Genival Macedo)
11 - Depoimento de Elba Ramalho 
12 - Asa Branca (Humberto Teixeira - Luis Gonzaga)


Fonte: Cantoras do Brasil

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