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ZÉ RENATO - ENTREVISTA EXCLUSIVA

Com 40 anos de carreira, o músico capixaba faz uma retrospectiva biográfica de sua trajetória como instrumentista, compositor e intérpretes em diverso dos projetos nos quais participou.

QUEM FOI INALDO VILARIN?

Autor de canções como “Eu e o meu coração” (gravada por nomes como João Gilberto e Maysa), Inaldo Vilarin é mais um na triste estatística de um país sem memória

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

VAMOS FALAR DE DISCOS?

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

CANÇÕES DE XICO



HISTÓRIA DE MINHAS MÚSICAS



A música SE TU QUISER, que integra o FORROBOXOTE 2, já teve diversas regravações desde seu lançamento, em 2001. VOCÊ NÃO QUIS é como se fosse uma ‘resposta’ a alguém que desdenhou de todas as oferendas propostas naquela canção. Foi gravada por Adelmário Coelho (BA), Sinfonéia Desvairada, Igor de Serra Talhada, Jorge Neto, Forró da Gabriela (BA), Perkata de Couro e, em algumas dessas gravações, teve participações especiais de Nádia Maia e Walkiria Mendes. Nesse posto, a gravação é de Adelmário Coelho, grande forrozeiro baiano.


VOCÊ NÃO QUIS
Xico Bizerra e Luciano Nunes

você não quis aquela lua que um dia te prometi 
o meu sorriso sempre aberto a te sorrir 
e o meu abraço pronto pra te abraçar 
você não quis aquele beijo que nunca beijei ninguém 
e desprezou todo esse querer-bem 
nem ligou pro seu cantor, pro meu cantar

o sentimento que inventei pra te amar, não se acabou 
ainda rezo pra chover pé de fulô 
que é pra tu ficar cheirosa e vir aqui dançar mais eu 
se tu quiser, é só pedir que eu te canto de novo aquela canção 
deixo aberto, escancarado o coração 
pode entrar sem cerimônia, que ele é todinho seu

você não quis o poema que eu fiz cheio de rima 
e a estrela mais bonita lá de cima 
que acendi você foi lá e apagou 
você não quis ficar juntinho desse que te ama tanto 
fechou os olhos para não ver o meu pranto 
deixou o mundo sem saber o que é o amor

o sentimento que inventei pra te amar, não se acabou 
ainda rezo pra chover pé de fulô 
que é pra tu ficar cheirosa e vir aqui dançar mais eu 
se tu quiser, é só pedir que eu te canto de novo aquela canção 
deixo aberto, escancarado o coração 
pode entrar sem cerimônia, que ele é todinho seu

SÃO PAULO 464 - CARTEIRINHAS DA ORDEM

Por Guarabyra*


Em 1973, morava no Rio e fazia parte do trio Sá, Rodrix & Guarabyra, que antes era uma dupla apenas, Sá & Rodrix. Minha adesão se deu quando, após encontrar Sá perambulando por Ipanema, soube que acabara de se separar da mulher e que ficara sem ter para onde ir, visto que a ex-esposa continuaria a ocupar o apartamento do casal. Convidei-o então para morar comigo num quarto na Rua Alberto de Campos, ali mesmo em Ipanema, num apartamento que eu dividia com alguns jornalistas, aparelhagem de som, instrumentos e caixas de bebidas — além das duas Marly, serviçais da casa, de quem desconfiávamos seriamente de que completavam o ordenado com suspeitos programas noturnos.

Convite aceito, Luís Carlos Pereira de Sá, a quem também denominamos Dr. Pereira — já que possuía carteirinha da OAB, ainda na edição antiga, vermelha e vistosa — veio morar conosco. A tal carteirinha, inclusive, tirou-nos de variados apertos estrada da vida afora. Por exemplo aquele quando a PM da ditadura nos cercou num bilhar da Rua das Palmeiras, em Sampa, e nos enquadrou numa sinuca de bico. Os meganhas olharam as nossas figuras cabeludas e cavanhacudas e foram até legais, pois antes de tomar as providências de praxe, quando se tratava de abordar elementos daquela estirpe — que consistia em aplicar logo um cacete para verificar se reconheciam se eram gente boa ou não pelos sotaques expressados nos gritos de ‘ai’ — tiveram a gentileza de nos pedir documentos.

Iniciaram por Rodrix, que tinha a vantagem de exibir os trajes menos escandalosos dos três e de portar uma carteira de músico profissional, de capa azul-claro e novinha em folha. Não foi liberado, mas pelo menos foi esquecido de lado por uns instantes. Ao aproximarem-se de mim, percebi que meus companheiros ficavam mais nervosos do que eu, uma vez que tinham conhecimento do que eu apresentaria como cédula de identidade. Foi assim que assistiram, frios, quando eu meti a mão no bolso traseiro e trouxe de lá um monte de papéis em frangalhos. Depois, gentilmente, pedi licença ao policial que se interpunha entre mim e a mesa de sinuca, e, calmamente, montei uma desmontada carteirinha de papelão, de músico amador, no pano verde da mesa entre as bolas coloridas.

O primeiro momento foi de indescritível impacto. Os milicos que formavam a guarnição, agora incrédula, foram acercando-se, um a um, e debruçando-se sobre o tablado verde, calados e de olhos arregalados. Súbito, o sargento, de dois metros, foi acometido de um tremelique que lhe perpassou todo o corpo enquanto suas mãos tomavam a forma das de um estrangulador prestes a fazer mais uma vítima. Assim que as veias de sua garganta incharam a ponto de explodir, o Dr. Pereira saltou entre nós dois já portando aquele misteriosíssimo caderno de capa vermelha e dura que identificava os indivíduos habilitados pela Ordem dos Advogados.

O gesto do PM, graças a Deus, pairou no ar enquanto seus olhos encaravam, magnetizados, a aparição cor-de-sangue. Vai ver que era mesmo a única cor que os trazia de volta a qualquer coisa parecida com a realidade. Mas o fato é que, naquele tempo, existia esse estranho paradoxo no Brasil. Tanto a polícia era totalmente arbitrária quanto uma carteira de advogado impunha inquestionável respeito. Hoje, acho que, das duas opções, a habilitação dos chamados defensores do Direito sofreu um certo desgaste enquanto a polícia, honrando a tradição, continua transmitindo os mesmos valores, geração a geração.

Porém, ia contar apenas que após aquele encontro com Dr. Pereira a dupla Sá & Rodrix passou a ensaiar em minha casa. E foi sugerindo como aquele acorde poderia ficar melhor e que aquela palavra na letra faria melhor sentido, que acabei sendo admitido na brincadeira, e a dupla virou um trio — que anos mais tarde acabaria se tornando novamente uma dupla, com a saída de Zé Rodrix. E contaria também que, antes de o trio se desfazer, viemos morar em São Paulo a fim de trabalhar no mercado de jingles contratados pelo fabuloso maestro Rogério Duprat.

Desembarcamos aqui ávidos de aventuras e nos deparamos com o enigma dessa cidade de rígido corpo de concreto mas de coração tenro, como iríamos aprender depois.




* Guttemberg Nery Guarabyra Filho é um músico, compositor, escritor e poeta brasileiro. Entre seus maiores sucessos como compositor, estão as canções "Mestre Jonas" e "Outra vez na estrada" (ambas em parceria com Luiz Carlos Sá e Zé Rodrix), "Casaco marrom" (com Renato Correa e Danilo Caymmi), "Sobradinho" (com Luiz Carlos Sá) e "Espanhola" (com Flávio Venturini).

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

GRAMOPHONE DO HORTÊNCIO

Por Luciano Hortêncio*



"Marchinha do carnaval de 1951, lançada pela Sinter com a marca Capitol, matriz S-69." (Samuel Machado Filho)



Canção: Alegria de palhaço

Composição: Assis Valente

Intérprete - Renato Braga

Ano - Dezembro de 1950

Disco - Capitol 00-00.034-A


* Luciano Hortêncio é titular de um canal homônimo ao seu nome no Youtube onde estão mais de 10.000 pessoas inscritas. O mesmo é alimentado constantemente por vídeos musicais de excelente qualidade sem fins lucrativos).

CURIOSIDADES DA MPB

Em entrevista ao jornal O Pasquim, em 1971, Madame Satã contou sua versão sobre a briga com Geraldo Pereira: "Eu entrei no Capela (Bar Capela) e estava sentado tomando um chope. Ele chegou com uma amante dele, pediu dois chopes e sentou ao meu lado. Aí tomou uns goles do chope dele e cismou que eu tinha que tomar o chope dele e ele tinha que tomar o meu. Ele pegou o meu copo e eu disse pra ele: olha, esse copo é meu. Aí ele achou que aquele copo era dele e não era o meu. Então eu peguei meu copo e levei para a minha mesa. Aí ele levantou e chamou pra briga. Disse uma porção de desaforos, uma porção de palavras obscenas, eu não sei nem dizer essas coisas. Aí eu perdi a paciência, dei um soco nele, ele caiu com a cabeça no meio-fio e morreu. Mas ele morreu por desleixo do médico, porque foi para a assistência vivo."

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

VÔTE, ESCUTA SÓ!

Josué de Castro 



FOME

O nosso mais importante cientista, morreu no exílio impedido de retornar a sua terra pela ditadura de 64. Hoje estaria mais atual que nunca, já que retornamos ao mapa da fome, graças ao golpe recente, que colocou uma quadrilha no poder.

Sua Cidade seu Estado, seu País, parece querer esquecê-lo, como se a sua lembrança nos jogasse na cara toda a realidade da miséria e da humilhação causada pela fome, pela falta de moradia e condições dignas de sobrevivência.

No Recife, nenhum monumento, nenhuma grande obra, rua ou avenida leva o seu nome. Chico Science, seu discípulo já é nome de túnel e viaduto, sem nenhum demérito, porém, acho que nem o próprio Chico, se vivo fosse, concordaria em preceder o mestre neste tipo de homenagem.

Chico Science releu o cientista nos versos: “Um caranguejo andando pro sul/Saiu do mangue, virou gabiru/Ô Josué, eu nunca vi tamanha desgraça/Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça”. Science, chamou a atenção dos jovens sobre homem que ensinou tanta coisa ao mundo, que foi reconhecido e reverenciado em outros países, mas, morreu de saudade sem poder retornar a sua terra, exilado, banido pela ditadura militar que infelicitou a nação por mais de vinte anos.

Josué de Castro precisa ser homenageado, estudado, exaltado por tudo que representa para a nossa ciência.

CRESCE NA MPB O NÚMERO DE CANTORAS QUE ENTOAM COMPOSIÇÕES PRÓPRIAS

Cantautoras dizem que a tendência é condizente com um tempo de liberdade e afirmação feminina 


Maria Leite, Anaadi e Lívia Mattos são três representantes dessa nova onda. (foto: Alê Catan/Raul Krebs/Tiago Lima/Divulgação)



Cantoras de si mesmas, ou aquilo que a música popular brasileira conhece como cantautoras. Na contracorrente de um comportamento histórico – o das mulheres que defendem canções criadas sobretudo por compositores homens –, a música brasileira tem conhecido cada vez mais defensoras das próprias ideias e da própria poesia.

A liberdade, é ela quem chega e dá sinais na alma de que, para além da interpretação, compor pode ser um ato de afirmação, uma busca pela autonomia, uma declaração de resistência ou a simples vontade de voar por frases próprias. Algo está em rotação em uma cultura historicamente dominada por compositores homens e intérpretes mulheres estabilizada na MPB a partir dos anos 60, quando Elis, Gal e Bethânia, que não compunham, passaram a lançar novos autores. Uma safra de trabalhos vibrantes, criados e interpretados recentemente por mulheres de origens e cargas culturais diversas atesta o novo tempo.

Há um caminho de liberdade conquistada, como diz a sanfoneira Lívia Mattos, mas os resquícios dos anos de predominância masculina no exercício da composição, com raras exceções, ainda são grandes, como lembra a gaúcha Anaadi, ou Ana Lonardi. De voz grande e cheia de recursos, seu primeiro álbum, Noturno, vem com produção cuidadosa nos detalhes e versos como “minha beleza mora atrás do que se pode revelar no espelho / meu corpo não é fruta nem capa de revista / é toque, sentimento e surpresa”. Sua fala segue o mesmo tom. 

Apesar de mais mulheres comporem o que cantam, ela percebe um jogo ainda desigual. “Somos desumanizadas como compositoras, como se não pudéssemos errar. Um autor homem admite que errou certa composição e isso vira um charme. Mulheres, não.” Ela diz que o surgimento de mais cantautoras é um sinal dos tempos. “Um retrato do que vivemos hoje. Sempre fomos muito intérpretes, mas eu sempre senti necessidade de cantar minha própria história.” Das 11 faixas de seu álbum, ela só não assina Samba e amor (Chico Buarque) e A flor e o espinho (Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha). Por querer, uma parceria com Roberto Menescal, traz o violão do parceiro.


PERSONALIDADE

Sem o mesmo discurso afirmativo de suas colegas, a mineira Maria Leite está com um disco pronto, O bonde. Intérprete de autores clássicos por anos, ex-backing vocal de Edson Cordeiro, ela sente que compor é mais um ato de descoberta da própria identidade. “Sempre senti que produzir meu material me daria personalidade. Temos tantas canções já definitivas que preferi, para este trabalho, me investigar.” Seu disco abre com O bonde, assinada por ela e pela pianista Silvia Goes, que participa da sessão instrumental ao lado do baterista Cuca Teixeira e do baixista Thiago Espírito Santo.

Carol Andrade, de São Paulo, chegou este ano com um álbum autoral depois de outros como intérprete. Sorria, seu terceiro projeto, trouxe apenas músicas assinadas por ela e algumas interrogações. “Por que um disco autoral?” “Por que as pessoas vão querer ouvir minhas canções?” “Será que essas músicas que faço são relevantes?”

Seu caminho, como o de Maria Leite, também foi natural. “Cantei jazz, blues, música brasileira a vida toda, sempre ouvindo os grandes compositores. Mas chega um determinado momento em que você quer criar. E cantar a música que se cria é diferente.”

A baiana Lívia Mattos, conhecida até então como “a sanfoneira de Chico Cesar”, tem recebido elogios por seu álbum de estreia, Vinha da ida. Ela quebra não só o roteiro das intérpretes dos “homens clássicos”, como eleva seu instrumento a outros discursos de música popular. Chegar com um disco 100% autoral foi um risco assumido, ela sabe, mas os impulsos decidiram o caminho.

“Acredito na liberdade que se conquista, e esse é um movimento que tem a ver com o século 21. Estamos fazendo essa transição.” Olhos de Teresa, a bela canção que fez para a avó, tem se revelado um destaque natural. “Os olhos de Tereza têm mar dentro, uma represa/Os olhos de Tereza, calmos, como quem esqueceu a pressa.”

Além da liberdade, autonomia também é algo que se conquista quando se assina o que se canta. “E adoro poder ter participado de todo o processo do disco e poder resolver fazer um show de sanfona e voz se for preciso.” Ser cantora da própria obra, ela diz, é “um ato de resistência”.


ESPANHOL

Haveria mais muros a serem derrubados se Irene Atienza não tivesse a força que tem demonstrado ter desde que chegou da Espanha para cantar samba na Lapa do Rio. Mulher influenciada no berço da cidade de Santander pelo flamenco genético, seu canto equilibra a lágrima e a solidez emocional em um timbre raro, forte, grave. O álbum autoral que acaba de lançar é Salitre, com um dueto arrebatador de Grãos de sal, ao lado de Lenine. Ao todo, são sete músicas autorais, em espanhol e português, e mais quatro versões que contam dos países por onde passou. Espanha (Peces de ciudad, de Joaquín Sabina), Brasil (El bien del mar, Dorival Caymmi), Argentina (Piedra y camino, de Atahualpa Yupanqui) e Cuba (Demasiado, de Silvio Rodríguez). A origem de seu processo de composição pode ser considerada “invertida”. “Eu escrevia poesias com 8 anos. Fui buscar logo cedo na composição o que gostaria de falar.”

Um outro caminho levou a paulistana Dani Gurgel para a composição. Ela vem sobretudo do jazz, e isso explica seu pensamento instrumental, mesmo quando faz canção. Sua voz não tem a formatação das cantoras clássicas. Ela é limpa e curta na extensão, mas está ali como se fosse mais um instrumento em meio aos outros músicos. Zimbadoguê é cheia de suingue, de prosódia ligeira e improvisos estonteantes de Clube da Esquina. A outra canção do mesmo EP chamado Ruídos é Na frente.

Dani, filha da pianista Débora Gurgel, conhece bem a história. Não basta ser bom quando se é mulher na música, é preciso provar. “O mundo dos músicos ainda é muito preconceituoso”, ela diz. As máximas criadas pelos instrumentistas que se referiam às cantoras, nos anos 60, pejorativamente como “canários” não estão enterradas. “Cantar é coisa de quem não sabe música”, eles diziam. Imaginem se soubessem que as composições não parariam em Dolores Duran, Maysa, Rita Lee, Joyce, Fátima Guedes...

“As cantoras são testadas por músicos que querem saber se elas sabem o compasso de tal nota específica. Algumas podem não ter estudado, mas podem ser também as pessoas que mais sentem a música naquela sala ali. O preconceito se alimenta de coisas bestas.”


Fonte: Agência Estado 


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

LENDO A CANÇÃO

Por Leonardo Davino*




O que é canção? Sandra Ximenez

Sandra Ximenez


- O que é canção para você? De onde vem a canção?
A gênesis da canção pra mim seria aquela época primitiva em que fala e canto fossem a mesma coisa... em que brincar com sons, inventar palavras, entoá-las ludicamente, não tinham nome de fala ou canto. Isso parece que o coro grego tentou recuperar e o que eles faziam, por registros (ficaram partituras) e estudos antropológicos, etc. Dizem que era isso, cantofala, falacanto, um só. Daí a canção seguiu nesses ambientes da mistura, do povo, da poesia e da música popular. Hoje eu acho que ela é muito ampla, com várias facetas, não me alinho totalmente com a visão do Tatit e cia (apesar de que gosto das canções do Tatit), e da própria grande MPB, de que ela é a letra sobretudo, poesia em primeiro lugar. Acho que nem saber do que se trata a letra também é um jeito de fruir canção, dançar é outro jeito, e o meu jeito de construir e fruir canções é bem sensorial: música é sensação, e também o que me vem de letra, de sentido, fica nesse âmbito do "um elemento a mais" pra me fazer viajar. Se eu não entendo a língua em que se está cantando a própria palavra-som já me é suficiente pra curtir.

- Para que cantar?
Acho que cantar é humano, todos sempre cantaram em seus rituais, seus trabalhos, seus afagos e cuidados, e o mundo urbano foi nos distanciando disso. Então agora não são todos os humanos que cantam. Sou professora de canto há mais de 20 anos, e pela minha experiência todo mundo quer cantar, e pode cantar. Mas tem aqueles que escolhem isso como profissão. E no meu caso tem a ver com a vibração e transformação que o canto traz ao meu corpo, e também tem a ver com comunicação de algumas estéticas que eu faço por meio da música.

- Cite 3 artistas que são referências para o seu trabalho. Por que estes?
A Bjork, os provençais, e as trobairitz. A Bjork não dá nem pra falar o porquê, é por tudo. Radiohead é pelo canto do Tom Yorke e a sensibilidade dele nas harmonias, adoro as composições, e as 3 guitarras são completamente sedutoras pra mim. Nem sei quem escolher em terceiro lugar. São muitos artistas que gosto, mas esses dois se destacam de forma muito clara e especial. Se fosse falar de mais alguém teria que falar de mais uns 30.






* Pesquisador de canção, ensaísta, especialista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e doutor em Literatura Comparada, Leonardo também é autor do livro "Canção: a musa híbrida de Caetano Veloso" e está presente nos livros "Caetano e a filosofia", assim como também na coletânea "Muitos: outras leituras de Caetano Veloso". Além desses atributos é titular dos blogs "Lendo a canção", "Mirar e Ver", "365 Canções".

domingo, 18 de fevereiro de 2018

VAMOS FALAR DE DISCOS?

EM NOVO ÁLBUM, FILIPE CATTO REMODELA O USO DE SUA VOZ E FLERTA COM A MÚSICA ELETRÔNICA



Ao longo das 10 faixas de 'CATTO', ele tenta reproduzir a 'atmosfera de construção dramática' de seus shows 

Por Guilherme Augusto


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Filipe Catto gosta de brincar com os opostos. Desde o lançamento do single Saga, em 2011, ele já protagonizou momentos em que a ideia da diferença não pareceu amedrontá-lo. No início da carreira, confundiu o público com o timbre raro de sua voz – aguda e afinada – ante a figura masculina. Tempos depois, prestou homenagens a artistas de diferentes estilos, como Cássia Eller, Cauby Peixoto e Gonzaguinha. Mais recentemente, no início deste ano, lançou a turnê Over, cujo repertório abrange reinterpretações que vão de Portishead a Marília Mendonça. Agora, exibe sua miscelânea de referências no disco CATTO, o terceiro de sua carreira.

Se antes o cantor e compositor gaúcho se arriscava por estilos como rock e até mesmo o tango, agora ele incorpora sons eletrônicos e sintetizados. Muito disso tem a ver com o músico Felipe Puperi, conhecido por integrar a banda gaúcha Wannabe Jalva. “Conheci Felipe através de amigos que me apresentaram o trabalho dele como produtor. Estava em Porto Alegre, no verão, e fiquei curioso com aquele som universal que estava sendo feito na minha terra natal. Resolvi ligar e convidá-lo para beber. A cerveja virou o projeto de um single, o projeto de um single virou um disco”, conta Filipe Catto, acrescentando que, por isso, esse disco representa um reencontro com suas raízes e referências mais genuínas.

Ao longo do processo de produção, o cantor e compositor percebeu que existia uma grande diferença entre como soava em seus discos e como realizava as músicas ao vivo, no palco. “Sou um artista que gosta de estar dentro de uma atmosfera de construção dramática. Então esse disco foi pensado dessa maneira, como um espetáculo. A ordem das faixas, por exemplo, não é muito usual, mas é assim que faço ao vivo há 10 anos”, afirma. Embora deva sua carreira ao timbre contralto de sua voz, o cantor a deixa um pouco de lado para dar destaque às construções sonoras e imagéticas, a partir das letras. Em CATTO, a voz – que já não é novidade – soa mais como um dos componentes das músicas e menos como o elemento sob o qual toda a canção está baseada.

Apesar disso, o cantor não faz essa transição sem antes se despedir do modo ao qual estava acostumado. Na faixa de abertura, Como um raio, ele reafirma características de seus trabalhos anteriores e emposta a voz como instrumento. Não à toa, canta: “Dizem que deixei no violão/ Tudo que tinha de bom/ E que já nem sei cantar”. A partir daí, Filipe Catto desenha a ambiência do disco. “Vivenciei esse trabalho muito profundamente. A história que quero contar com tudo isso é a partir de uma estética rock and roll, mas meio cigana e sereia. É uma coisa do mundo, lúdica e real. Tudo isso são referências da minha vida, da adolescência ou da infância”, diz.

Essa diversidade de imagens e referências está presente na segunda faixa, Lua deserta, na qual ele reúne figuras emblemáticas como Satã (para falar do mal), Jesus (para dizer sobre o bem) e Vênus (como de praxe, a personificação do amor). A figura central do cristianismo também pode ser vista, de forma discreta, na capa do álbum, em que Filipe aparece com os braços estendidos lado a lado de seu corpo e adornado por uma roda-gigante ao fundo do cenário.


ESPIRITUAL

Longe de ser uma pessoa religiosa – ele se diz “espiritualizado” –, as evocações à figura de Cristo não surgem com tom de provocação, segundo diz. “Compreendo que Jesus faz sentido dentro da nossa mítica. Os ensinamentos que ele propôs são muito simples, e as pessoas distorcem isso em nome do controle e da violência. Essa foto, na verdade, aconteceu sem que a gente soubesse e, de fato, ela transborda uma ideia de símbolo espiritual, mas que também constitui a cultura pop e já foi usado por Lady Gaga e Jimmy Hendrix”, comenta.

Ainda que o país atravesse um momento em que as representações artísticas estão sendo postas à prova, Filipe se diz tranquilo em relação a polêmicas e reações estridentes. “Sou um artista sério e não estou aqui para brincar. Ainda que se crie alarde em cima disso, vou continuar fazendo o que acredito. Na verdade, só lamento pela ignorância dessa gente que critica deliberadamente”, diz. “Tenho todo o direito de falar sobre Jesus sendo um homem gay”, completa.

A política e a realidade brasileira e mundial, inclusive, não escapam à narrativa do disco e estão presentes nas faixas Faz parar, É sempre o mesmo lugar e Torrente. Na primeira, ele versa sobre o caos e a rapidez do mundo moderno. A segunda remonta às clássicas músicas de protesto da ditadura militar de forma atualizada em letra que denuncia a estagnação da atualidade. “O meu país, eu sei/ É tudo por um triz/ Viver, morrer e fugir”, canta. A terceira, por sua vez, espreita a mudança.

Eu não quero mais, faixa que fecha o disco, curiosamente se reaproxima da forma como ele costumava tratar suas canções, além dos versos derradeiros e dramáticos sobre o amor. Enxuto, CATTO traz 10 faixas que têm frescor e originalidade. Embora não abandone algumas idiossincrasias dos anos inciais de sua carreira, Felipe Catto compõe músicas que não se desprendem do tempo e no entanto não são datadas. É evidente seu parentesco artístico com Johnny Hooker, Tiê, As Bahias e a Cozinha Mineira e Simone Mazzer. Mas ele reserva espaço para os ídolos veteranos, como é o caso de Zélia Duncan, que faz participação especial na faixa Só por ti.


Abaixo, confira o single Lua deserta:














*Estagiário sob supervisão de Silvana Arantes


CATTO• Artista: Filipe Catto
• Gravadora: Biscoito Fino
• Preço sugerido: R$ 36,90
Disponível nas plataformas digitais

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

CANÇÕES DE XICO




PALAVRAS

No reino encantado das rimas as palavras dormem aguardando o tempo certo de se transformarem em poemas. Elas são coloridas: basta que as escrevamos com lápis de cor. Seus lençóis de estrofes brancas e travesseiro de versos azuis bem clarinhos, com cheiro de algodão, quando despertadas e transformadas em poesia, irão ao fundo da alma de todos como se de todos fossem. E de todos é. Alguns as vestem de melodia e elas se transmudam em canção. Outros as encaminham para as páginas d’algum livro, para serem bebidas, sorvidas, lidas. Há aquelas que apenas passeiam de boca em boca e ajudam a fazer com que o amor aconteça. Estas, as sábias palavras.

CRIOLO LANÇA SAMBA INÉDITO SOBRE A LUTA DO NEGRO PELA IGUALDADE; OUÇA

'Povo guerreiro' encerra o tributo ao samba que o cantor lançou em 2017, no disco 'Espiral de ilusão' 




O músico Criolo liberou nesta sexta-feira (2) o samba inédito Povo guerreiro. De autoria de Ricardo Rabello e Willian Borges, com produção de Daniel Ganjaman, o single encerra o tributo ao samba que o cantor promoveu com o lançamento de seu último álbum, Espiral de ilusão, em 2017. 

A canção fala da luta dos negros pela liberdade e pela igualdade. ''Povo guerreiro, bate o tambor/ Comemora a liberdade/ Mas igualdade não chegou/ Nossos ancestrais/ Lutaram pela liberdade/ Contra tudo e contra todos'', canta o músico. 

Na última semana, o cantor encerrou o Festival Planeta Brasil ao lado de Mano Brown, com direito a músicas de rap, samba, e melôs do disco Boogie naipe, lançado por Brown em 2016. 


Fonte: Estado de Minas

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

GRAMOPHONE DO HORTÊNCIO

Por Luciano Hortêncio*



Canção: Chuvas de verão

Composição: Fernando Lobo

Intérprete - Martha Mendonça 

Ano - 1971

Disco - Martha Mendonça - Dentro da Noite (Odeon).



* Luciano Hortêncio é titular de um canal homônimo ao seu nome no Youtube onde estão mais de 10.000 pessoas inscritas. O mesmo é alimentado constantemente por vídeos musicais de excelente qualidade sem fins lucrativos).

MARIA BETHÂNIA E ZECA PAGODINHO FARÃO SHOW JUNTOS EM PERNAMBUCO

Apresentação faz parte da turnê De Santo Amaro a Xerém


Maria Bethânia e Zeca Pagodinho durante as gravações do DVD Quintal do Pagodinho 3. 


Os cantores Zeca Pagodinho e Maria Bethânia trazem a Pernambuco o show da turnê De Santo Amaro a Xerém. A apresentação já tem data e local confirmados. Será no dia 07 de abril, no Classic Hall, em Olinda. O projeto que os artistas - amigos de longa data - apresentam surgiu durante as gravações do álbum Quintal do Pagodinho 3, lançado em 2016, que reuniu convidados especiais como Bethânia, Paulinho da Viola, Maria Rita, Marcelo D2, entre outros.


Fonte: Diario de Pernambuco

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

SUCESSO NOS ANOS 1980/90, YAHOO CELEBRA 30 ANOS DE CARREIRA COM TURNÊ E DVD

Banda ficou famosa pelo hit 'Mordida de amor', da trilha da novela 'Bebê a bordo'

Por Ana Clara Brant 


Marcelão (esq), Zé Henrique e Ricardo Rodrigues formam o Yahoo


Quem não se lembra de um dos maiores hits dos anos 1980, 'Mordida de amor', e seu inesquecível verso "Eu não quero tocar em você, oh baby! E fazer seu jogo vai me deixar louco". A música do grupo Yahoo - versão da canção 'Love Bites', da banda inglesa Def Leppard - que estourou nas paradas de sucesso de 1988, se tornou um clássico. "Ela foi um dos maiores fenômenos de rádio em todos os tempos. É uma composição extraordinária. A versão que fizemos em português ficou muito melhor do que a original. A gravação, os arranjos, ficaram ótimos. Sem contar que ela fala de algo que acontece com todo mundo, uma história de amor", justifica o vocalista e um dos fundadores do Yahoo, Zé Henrique.

Além de todos esses ingredientes, a faixa ainda foi parar na trilha da novela 'Bebê a bordo' e foi tema da personagem Ângela, interpretada pro Maria Zilda. A reprise da trama de Carlos Lombardi no Viva desde meados de janeiro voltou a botar a música e o Yahoo na crista da onda. "Vira e mexe tem gente que para e comenta da música. É muito bacana", celebra o músico. A banda está completando exatos 30 anos de carreira. O começo coincidiu com o lançamento de 'Mordida de amor'. "Ela explodiu no país, todo mundo sabia cantar, mas ninguém sabia o que era Yahooo. Se era uma cantora, um cantor, uma banda. A gente não apareceu em lugar nenhum. O público só nos conheceu quando a música estava em primeiro lugar na parada do Globo de ouro (programa musical produzido pela Rede Globo entre 1972 e 1990", conta.

Para celebrar as três décadas de estrada, Zé Henrique, Marcelão - os dois são os únicos da formação original que ainda chegou a contar com o guitarrista Robertinho do Recife - e o mais novo membro da banda, Ricardo Rodrigues vão fazer uma turnê pelo país e vão gravar um DVD a vivo em Orlando, nos Estados Unidos. Todas as quintas, o Yahoo - o nome é uma alusão ao um urro presente no desenho animado os Flinstones - que agora é um trio, faz um live nas redes sociais para divulgar um novo single.

"Banda é um casamento sem sexo. É complicado. Tem uma hora que a gente não aguenta mais ficar o tempo todo junto. Chegamos a ficar parados durante um bom tempo porque nos dedicamos ao nosso estúdio gravando e produzindo outros artistas e não conseguimos voltar para a estrada. Mas agora estamos de volta com força total", destaca. Zé, de 57 anos, acrescenta que a banda ainda lançou um curso de produção musical pela internet que tem atraído músicos de todo o Brasil (producaodeaaz.com.br). ´"É realmente de A a Z. São várias frentes. A gente vai de Alcione a Zezé di Camargo. O Yahoo está aí a todo vapor", frisa.


Cena do filme 'Sonho de verão' em que o Yahoo participou (foto: Reprodução/Youtube)
Cinema

Quando estavam no auge do sucesso, na década de 1990, o Yahoo foi convidado para participar do filme'Sonho de verão', estrelado pelas paquitas, paquitos e Sérgio Mallandro. O filme foi um sucesso na época e levou quase 2 milhões de espectadores aos cinemas. Zé Henrique até gostou da experiência, mas diz que não quer repetir. "Foi bacana para o currículo, mas não faço de novo não. Dá muito trabalho. A gente fica horas para gravar uma única cena", comenta.

OH QUARTA-FEIRA INGRATA...

Todo ano é assim: os versos do cantor e compositor Luis Bandeira evidencia-se de modo pleno no último dia de carnaval

Por Karina Sampaio


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É de fazer chorar
quando o dia amanhece
e obriga o frevo acabar
ó quarta-feira ingrata
chega tão depressa
só pra contrariar...


A força desses versos compostos pelo saudoso cantor e compositor pernambucano Luis Bandeira evidenciam-se hoje a partir da meia-noite. Depois de alguns intensos dias de folia chegou a hora de nós, da capital pernambucana, voltarmos a realidade e bater no peito com um orgulho tamanho dizendo: o carnaval do Recife não tem igual. O turbilhão de alegria que toma conta das ruas da cidade ao longo desta festa a cada ano encorpa-se de sorrisos e demostrações de alegria e bom humor. Obrigado pela companhia ao longo de nossa aventura momesca. Obrigado à Prefeitura da cidade do Recife por nos credenciar a fazer parte da cobertura desta festa que a cada ano mostra-se cada vez mais imensurável. Ano que vem tem mais!

MINHA CARNE É DE CARNAVAL, MEU CORAÇÃO É IGUAL

Depois de uma maratona de shows, um eclético desfile de gêneros e ritmos, o carnaval do Recife chega ao fim como invariavelmente termina: com aquele gostinho de que poderíamos ter aproveitado um pouco mais.

Por Renata Cavalcanti


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O ano que vem tem mais e no mesmo formato democrático que o caracteriza como o melhor e mais popular carnaval de rua do país. Este é o carnaval do Recife: democrático e participativo. Uma festa que traz uma diversidade sem igual, um ecletismo ímpar e a participação da população de modo pleno nos mais diversos polos existentes na cidade. Dos polos infantis ao Rec Beat, do dia dedicado ao samba a apresentações de nomes como Titãs, esta é a prova documental de que no Recife todas as tribos e ritmos tem vez. Rap, hip-hop, samba, maracatu, frevo, caboclinho e toda a diversidade que constitui a cultura pernambucana e nacional evidencia-se em sua máxima forma neste período nos mais distintos e descentralizados polos que a cidade mantém. Um carnaval convidativo que quem tem a oportunidade de vivenciá-lo dificilmente o esquecerá. São oficialmente quatro dias de alegria e magia que não existe em nenhum outro lugar no planeta. Com um slogan que o bem define, a prefeitura do Recife soube fazer um carnaval que atendeu a todas as expectativas dos foliões e já prepara-se para mais um, que com certeza procurará manter as tão marcantes características que fazem do carnaval da cidade do Recife uma festa singular. Parabéns folião que tão bem soube portar-se, obrigado a todos os turistas que prestigiaram esta festa que anualmente acontece com um brilho cada vez mais intenso, e obrigado principalmente a você, amigo leitor, que de longe ou de perto, acompanhou-nos nesta cobertura carnavalesca a partir do nosso espaço. ano que vem tem mais e como diria o poeta: "Quando fevereiro chegar, saudade já não mata a gente..."

PORTA DOS FUNDOS: CARNAVAL DO RECIFE - PARTE 02

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

FÁTIMA BERNARDES E TÚLIO GADÊLHA IRÃO VIRAR BONECOS GIGANTES DE OLINDA

As alegorias, no entanto, não ficarão prontas a tempo para o Carnaval de 2018

Por Ana Tereza Moraes



Um dos assuntos mais comentados das últimas semanas foram as férias e os passeios de Fátima Bernardes por Pernambuco, acompanha do seu namorado Túlio Gadelha, natural do Estado. A repercussão e afeto pelo casal foram tantas que agora os dois irão virar bonecos gigantes nas mãos do artista plástico Leandro Castro, criador da Embaixada dos Bonecos Gigantes de Olinda.

As alegorias, no entanto, não ficarão prontas a tempo até o Carnaval deste ano, pois os bonecos precisam de aproximadamente 40 dias para serem produzidos o mais próximo possível da aparência do homenageado. Segundo Leandro Castro informou em entrevista ao UOL, o plano é mostrá-los na Copa do Mundo, quando também haverá um desfile de bonecos gigantes. Antes, o público já poderá visitar as figuras de Fátima e Túlio a partir de abril, na Embaixada.

No caso de Fátima Bernardes, a boneca já existe e será apenas atualizada. Ela foi criada pelo artista para uma participação no Encontro, programa da apresentadora. “Também decidimos criar o boneco de Túlio, pelo fato de ele ser pernambucano e assim poder fazer o intercâmbio entre o Recife e o Rio. Daí a ideia de fazer o casal”, explicou Leandro.

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