PROFÍCUAS PARCERIAS

Em comemoração aos nove anos de existência, nosso espaço apresentará colunas diárias com distintos e gabaritados colaboradores. De domingo a domingo sempre um novo tema para deleite dos leitores do nosso espaço.

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ZÉ RENATO - ENTREVISTA EXCLUSIVA

Com 40 anos de carreira, o músico capixaba faz uma retrospectiva biográfica de sua trajetória como instrumentista, compositor e intérpretes em diverso dos projetos nos quais participou.

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QUEM FOI INALDO VILARIN?

Autor de canções como “Eu e o meu coração” (gravada por nomes como João Gilberto e Maysa), Inaldo Vilarin é mais um na triste estatística de um país sem memória

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

RITUAL ENCANTADO (PAULO CARVALHO E TALIS RIBEIRO)

CARNAVAL DO RECIFE - BOIS DO CARNAVAL


BOI DE CARNAVAL

Com origens marcadas por uma forte presença religiosa, as manifestações artísticas que têm o Boi como figura central remontam à Antiguidade. No Brasil, sua presença está fortemente ligada à força motriz utilizada na pecuária e nos engenhos de açúcar do Nordeste.

A “brincadeira” aparece no Carnaval do Recife como uma forma derivada do Bumba-meu-boi, auto de natal que representa a morte e a ressurreição do Boi. Os Bois de Carnaval são caracterizados pela simplicidade, improviso e irreverência, e levam para a rua uma grande variedade de personagens, classificados como figuras humanas, animais e fantásticas. Algumas são indispensáveis, como o Capitão, Mateus, Bastião, Catirina, Doutor, Padre, Arlequim, o Boi, a Ema, a Burrinha, o Babau, o Jaraguá, o Diabo, o Morto-carregando-o-vivo, a Caipora e o Mané Pequenino. Esses personagens fazem parte do Boi de terreiro. Ao migrar para o carnaval, a brincadeira acrescenta ou suprime personagens e ritmos. Diferentemente do Bumba-meu-Boi ou Boi de Terreiro, o Boi de Carnaval traz para a avenida apenas um cortejo aberto por um estandarte. Alguns grupos apresentam alas e cordões (como de pastorinhas, de baianas, de caboclos), em outros o cortejo desfila livremente.

A orquestra é formada por dois bombos, ganzá, gonguê, reco-reco ( ou bage de taboca), sendo opcional o uso de alfaia, do tarol e da rabeca. Quem “tira” (canta) as loas é o tirador ou cantadeira, e as músicas podem ser compostas para o desfile ou improvisadas.

O figurino dos Bois de Carnaval utiliza diversas estampas de chitão, distribuídas em quase todos os personagens. De maneira geral, as fantasias são simples, porém bastante originais, criadas de acordo com a história de cada figura.


BOI MALABÁ

O Boi Malabá foi registrado como Troça Carnavalesca no dia 2 de março de 1987 por Renilson Barros (mais conhecido por Mestre Caboclo) e quatro amigos, todos residentes do Alto do Pascoal. Criado em 1980, quando desfilava apenas na própria comunidade, foi assim “batizado” pelos fundadores ao identificarem no dicionário a palavra Malabá como “rei dos bois”.

Desfila reunindo a família de seu Renilson (filhos e netos) e grande parte da vizinhança. De acordo com Sandra Barros, filha do presidente e uma das lideranças da agremiação, o Boi envolve toda a família: sua mãe, costureira; o marido Anderson Santos, compositor e parte da orquestra; o filho Maycon, que desde os cinco anos desfila tocando maracá.

O personagem central da agremiação, o Boi Malabá, é sempre preto e branco. Traz um cravo branco preso entre um chifre e outro, que o diferencia dos outros Bois de Carnaval. Essa particularidade também está presente na música que marca o desfile da agremiação: “O Boi Malabá é uma beleza / ele é um cravo branco / é uma luz acesa”. O atual presidente é Renilson Siqueira de Barros.

Endereço: Rua São Rafael, n° 237, Bomba do Hemetério, Recife.
Contatos: (81) 98514.2227 (Anderson) / 98789.4457 (Sandra Cristina Sá de Barros)


BOI FACEIRO

O Boi Faceiro foi criado no dia 15 de dezembro de 1997, às vésperas do natal, e não do carnaval, como muitos poderiam deduzir. Desde então, Aelson Ferreira da Hora, seu fundador e presidente, depois de integrar grupos de maracatus, bois, caboclinhos e ursos, passou a se dedicar exclusivamente aos grupos de bois. Sua criação foi resultado de um projeto desenvolvido pelo Centro Cultural Leão do Norte (fundado no bairro dos Coelhos em 1995).

O Boi Faceiro teve como objetivo primeiro a revitalização de um brinquedo popular em processo de declínio. Ao longo desses anos, vem realizando ações pedagógicas e sociais na comunidade, promovendo a transmissão de saberes e valores. Foi através dele que surgiu a Federação Cultural dos Bois e Similares (FECBOIS/PE). “O Boi Faceiro significa a autoestima de todos que fazem parte desta grande brincadeira”, explica seu presidente e fundador, Aelson.

A agremiação participou de turnês e festivais no Brasil e no exterior. Atualmente, possui mais de 10 títulos de campeão do carnaval pernambucano, tendo alcançado em 2008 o Prêmio Culturas Populares SID/Minc como uma das 40 expressões e experiências formais exemplares da cultura popular brasileira. A FECBOIS/PE representa 26 grupos de bois associados no Recife, 56 atuantes na região metropolitana e mais de 300 espalhados em todo o Estado.

Endereço: Rua Professor Jorge Lobo, n° 31, Coelhos, Recife
Contatos: (81) 98663.6112 / 99911.9269


GRÊMIO RECREATIVO E CULTURAL BOI MANHOSO

Criado com o objetivo de “completar o ciclo de agremiações existentes no bairro de Areias”, o Boi Manhoso foi fundado em 14 de fevereiro de 1972, na Vila das Lavadeiras, por Genildo Lopes da Silva, Luzinete Costa da Silva e Reginaldo Severino da Silva, todos moradores da Vila.

Segundo Valdemir Vieira Cavalcanti (um de seus presidentes), “…a Vila das Lavadeiras, como o próprio nome já diz, era formada só por lavadeiras. No fundo da casa havia um enorme tanque coletivo de lavar roupas e uma criação de bois e vacas soltos por toda a Vila […]comiam tudo que viam pela frente, porém tinha um que gostava de comer sabão e ficava espumando muito. As lavadeiras tangiam os bois, mas o “comelão de sabão” ficava, deitava e balançava o rabo para as lavadeiras que logo o apelidaram de Boi Manhoso. Então, no momento da fundação, Dona Luzinete, que era lavadeira, resolveu homenagear o boi comedor de sabão”.

Ao longo de sua história, o Manhoso conquistou vários títulos no Concurso de Agremiações Carnavalescas promovido pela Prefeitura do Recife. Seu atual presidente é Herley José da Silva.

Endereço: Rua Goiana, nº 107, Areias, Recife.
Contato: 81.99385.3721 / 98573.9144


BOI CARA BRANCA DE LIMOEIRO

O Boi Cara Branca de Limoeiro foi fundado em 05 de agosto de 1996 por Adilson Lopes da Silva e seu amigo Inaldo. Limoeirense brincante de outros bois da cidade (Boi Leão, Boi Coração, Boi Estrela e Boi Misterioso, todos de Limoeiro), foi incentivado a criar sua própria agremiação. O nome veio em virtude da presença de vários bois, num matadouro próximo à sede do Boi Coração, despertarem sua atenção por serem pretos com a cara branca.

Adilson tem se empenhado como líder da agremiação e está conseguindo manter ativo o grupo desde sua fundação, inclusive atuando durante todo o ano e não só no carnaval.

O Boi Cara Branca segue uma tendência específica da cidade em que está sediada, de misturar o Caboclinho e o Bumba-Meu-Boi, trazendo caboclos e caboclas trajados com pena, cocares e atacas, elementos característicos da indumentária do caboclinho. Essa influência também está presente nas loas e no estandarte, que traz a figura de um índio, criando um gênero específico ainda não catalogado pelos teóricos da estética popular e folcloristas, ao menos de Pernambuco. Os integrantes do Boi Caboclinho Cara Branca fazem a defesa deste gênero como específico da região, junto com outros companheiros e companheiras brincantes do carnaval e cultura limoeirense/pernambucana/nordestina/brasileira.

O ponto alto da apresentação do Boi Cara Branca, bem como de todas as agremiações deste gênero, é a chamada tourada, que consiste no Balé do Boi (armação de ferro e/ou madeira aveludada em forma de boi com um integrante no interior) duelando com os caboclos, cavalo-marinho, kalú, Mateus ou outro personagem; também são destaque os “saltos mortais múltiplos” dos caboclos trajados em luxuosas fantasias de penas de aves coloridas. O presidente atual é Adilson Lopes da Silva.

Endereço: Travessa Panfilo Falcão de Melo, nº86, Centro, Limoeiro-PE
Contato: (81) 99677.7612 / 99231.0689

LENDO A CANÇÃO

Por Leonardo Davino*



O que é canção? Mariano Marovatto

Mariano Marovatto


- O que é canção para você?
Canção ainda é, desde o século passado, a forma de arte mais efetiva criada pelo homem.


- De onde vem a canção?
A canção vem da Linguagem humana. Inventar uma melodia é a forma mais prazerosa de testar, posso dizer, faticamente, segundo Jakobson, o aparato vocal com o qual viemos de fábrica. A letra diz respeito a nossa vontade de contar e repassar uma história e também da vontade de saciar o lirismo pessoal e intransferível de cada um. Mesmo que universal cada canção serve a um propósito específico para o lirismo de cada indíviduo, seja ela ouvinte, seja ele compositor.

- Para que cantar?
Cantar para contar seus segredos de um jeito especial. Ouvir o canto para criar novos segredos só seus.

- Cite 3 artistas que são referências para o seu trabalho. Por que estes?
Para mim toda a estrutura do mundo da canção está baseada em três pilares, tão óbvios de tão importantes: Paul McCartney, John Lennon e Caetano Veloso. John e Paul estabeleceram uma espécie de marco zero ideológico, estético e técnico da canção. Com eles a canção ficou atrelada para sempre ao seu processo de gravação, penso que esse é um dos maiores ensinamentos dos Beatles, entre tantos. Caetano, você sabe muito bem porque é o catalisador, personagem, antena e multiplicador principal da canção brasileira dos últimos 50 anos.



* Pesquisador de canção, ensaísta, especialista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e doutor em Literatura Comparada, Leonardo também é autor do livro "Canção: a musa híbrida de Caetano Veloso" e está presente nos livros "Caetano e a filosofia", assim como também na coletânea "Muitos: outras leituras de Caetano Veloso". Além desses atributos é titular dos blogs "Lendo a canção", "Mirar e Ver", "365 Canções".

CARNAVAL DO RECIFE 2017 - URSOS (LA URSA)



URSO

A presença do Urso no Carnaval pernambucano é herança européia. A longa convivência com o animal, desde tempos primitivos, promove sua incorporação às tradições culturais desses povos. Ao extrapolar o universo utilitário (como alimento, uso da pele, etc.), o Urso ganha imensa representatividade no imaginário popular. Inúmeros registros na literatura, nas canções, na mitologia, nas representações teatrais e até nos rituais religiosos o traduzem.

No Brasil, a ocorrência do Urso tem início no século XIX com os imigrantes italianos. Entre eles, a comunidade cigana ligada à arte circense que, entre outros espetáculos, apresenta ursos “amestrados”. Esse número populariza a imagem do urso e o insere definitivamente na cultura nordestina.

Inicialmente, a brincadeira caracterizava-se apenas pela presença de um homem fantasiado de urso, pelo Italiano ou Domador e pelo Caçador, acompanhados de alguns músicos. Até hoje, quando se pensa em La Ursa, denominação popular da brincadeira, é comum imaginar crianças a brincar nas ruas durante o carnaval, batendo latas, puxando alguém fantasiado de Urso e gritando “A La Ursa quer dinheiro, quem não dá é pirangueiro”.

Os Ursos que participam do Concurso de Agremiações Carnavalescas apresentam diversos outros elementos como porta-cartaz (uma espécie de estandarte); tema; faixa ou abre-alas (com o nome do Urso, ano de desfile e tema); alas e cordões; e uma orquestra.

As músicas são cantadas por um coral, normalmente em ritmo de marchinhas, xotes, baiões, polcas e xaxados, com letras que podem falar da própria brincadeira, do tema que o Urso traz para a avenida, ou ainda canções de duplo sentido associando o Urso à figura de um amante. Os principais instrumentos da orquestra são: sanfona, triângulo, pandeiro, reco-reco, violão, tarol e surdo, podendo incluir cavaquinho, banjo e ganzá.

A história e a função de cada personagem (ou figura) muitas vezes mudam de grupo para grupo. O Urso dança preso ao Caçador por uma corda ou corrente e, em alguns momentos do desfile, foge e simula ataques ao público. O Caçador traz uma espingarda e exibe o Urso capturado. O Italiano representa um “gringo”, com uma maleta de dinheiro, como vendedor do Urso ou tentando comprá-lo.


URSO BRANCO DO ZÉ

De acordo com Dona Maria de Lourdes, fundadora e presidente, “o Urso Branco do Zé é de entidade”. Surgiu no Centro Espírita Mãe Oxum, por solicitação de um mestre (Seu José), que pediu aos participantes que fizessem um Urso de Carnaval. O Centro funcionava no bairro de Quitandinha (Jaboatão dos Guararapes) e com o Urso, mudou-se para Peixinhos (Olinda). Atualmente tem sua sede no bairro do Ibura, no Recife.

Além de Dona Maria, fundaram o Urso, em 09 de fevereiro de 1992, Roberto da Silva, Maria José Barbosa, Amaro de Lira, Luiz de Lira, Luzia de Lira e Severino Francisco.

As cores da agremiação são o amarelo e o azul, em referência aos orixás Oxum e Iemanjá. O Urso Branco do Zé diferencia-se dos outros grupos pelo uso de fantasias luxuosas, criadas pelo estilista Cazuza. “Minha gente, o Urso não vai ficar só naquilo ali, ‘roupa estampadinha’… Acabou aquilo, criatura!… então a gente ficou assim estilizado.” (Dona Maria)

Endereço: Rua Guaraniaçu, nº 54, UR-2, Ibura, Recife PE
Contato: (81) 98517.7216


URSO CANGAÇÁ DE ÁGUA FRIA

O Urso Cangaçá foi fundado em 03 de janeiro de 1983 por Johnson Arcanjo, João Eugênio e Zuleide Alves, no bairro de Água Fria. O nome Cangaçá vem de cangaço e significa troço velho, pois inicialmente, o Urso brincava com roupas velhas, ao som de batidas de latas, percorrendo a comunidade.

Em 1996, Cristina Andrade, atual presidente do Urso Cangaçá, resolveu assumi-lo, revigorando um “brinquedo” que estava prestes a acabar. A partir de então, com a ajuda da comunidade, de artistas e amigos, conseguiu que o urso fosse vice-campeão por vários anos e depois campeão.

O Urso Cangaçá, além dos elementos tradicionais, apresenta em seu conjunto a inovação, a força e a beleza de seus desfilantes, incluindo crianças, adultos e idosos. O Cangaçá está presente na programação oficial do Carnaval do Recife e é convidado também para se apresentar em outros momentos festivos da cidade.

Endereço: Rua São Sebastião, nº 392, Água Fria, Recife.
Contato: (81) 98596.5153


URSO ZÉ DA PINGA

O Urso Zé da Pinga foi fundado em 02 de agosto de 1985, no bairro do Pina, por participantes do Centro Ilê Axé Oxóssi Gongobira, ligado à religião Jurema Sagrada. De acordo com Edileuza Lira da Silva, atual presidente, a ideia “partiu de uma brincadeira no nosso Centro. Mestre José da Pinga, nossa entidade, é muito brincalhão e disse que quando era matéria grossa gostava muito de mulher e adorava ser o ‘urso’…”. Depois desse fato, resolveram consultá-lo sobre a organização de um Urso de Carnaval, e recebida sua autorização, fundaram o Zé da Pinga.

Inicialmente “brincava” apenas na comunidade e em bairros próximos, sendo convidado posteriormente, em 1992, para participar do Concurso de Agremiações Carnavalescas, no centro do Recife, onde já conquistou vários títulos.

A diretoria do Urso promove oficinas de confecção de instrumentos, costura e bordados, nas quais são produzidas as fantasias. A cada ano, o Urso leva um tema novo para o desfile e uma marcha inédita, de acordo com a história. Representando o Mestre José, um rapaz desfila vestido com suas cores, preto e vermelho.

Endereço: Rua Boaventura Rodrigues, nº 596, Pina, Recife.
Contato: (81) 98427.2359


URSO TEXACO

O Urso Texaco foi fundado no bairro de Campo Grande no dia 08 de janeiro de 1958. Num período próximo ao carnaval, um grupo de amigos que estava reunido num bar, teve a ideia de fundar uma agremiação. Após decidirem pela criação de um Urso, surgiu a polêmica para a escolha do nome da brincadeira. De acordo com registros deixados por Albérico Simões, um dos seus fundadores, como o bar onde se reuniam ficava em frente a um posto de gasolina Texaco, um dos amigos sugeriu colocar esse nome no Urso, sendo aprovado pelos demais.

Após o falecimento de Seu Albérico, houve uma reunião para fundar oficialmente o Urso Texaco, que passou a ser registrado como Troça Carnavalesca Mista Urso Texaco, a partir de 20 de dezembro de 1999. Atualmente seu presidente é Degenildo Trajano da Silva.

Endereço: Rua Cabralia, n° 28, Campina do Barreto, Recife.
Contato: (81) 99211.6255 / 98623.0096 / 99656.3251

CARNAVAL DO RECIFE 2017 - CABOCLINHOS


Manifestação popular originária das culturas indígenas, os Caboclinhos ou Tribo de Caboclinhos expressam um forte sentimento nativista. São homens, mulheres e crianças que apresentam vigorosas coreografias em ritmo marcado pelo estalido das preacas (espécie de arco e flecha de madeira).

A religião está presente na manifestação por meio dos cultos indígenas, a Pajelança, religião dos antepassados. É na Jurema ou Catimbó, como é popularmente conhecida, que atua a maioria dos mestres e caboclos. Alguns grupos diferem dessa linha, cultuando religiões afro brasileiras, ligadas a terreiros de Xangô e Umbanda.

A apresentação normalmente inicia com o Porta-Estandarte (podendo haver mais de um), seguido de dois cordões de Caboclos e Caboclas. No centro da agremiação, o Cacique (responsável pelas coreografias) e a Cacica (ou mãe da tribo). O desfile também conta com a presença do Pajé (ou curandeiro), orientador espiritual do grupo; do Matruá (que representa um feiticeiro); do Capitão (chefe de uma das alas); do Tenente (chefe da outra ala); dos Perós (crianças da tribo) e dos Caboclos de Baque.

As danças variam de um grupo para outro. Com rica coreografia, de maneira geral evoluem com agilidade. Os bailarinos agacham-se, levantam-se, rodopiam nas pontas dos pés e calcanhares em três momentos específicos: Guerra, Baião e Perré, determinados pela mudança do ritmo. Alguns grupos também apresentam o Toré ou Macumba, o Traidor (destaque das preacas marcando o ritmo), a Emboscada (disputa de dois grupos) e a Aldeia (dana em círculo).

A indumentária é composta por atacas (de pé e mão), saiotes e tangas, (confeccionadas com penas de ema e outras aves), adornados por lantejoulas, contas, vidrilhos, búzios, espelhos, cordas e sementes. Os adereços de cabeça são bastante diversificados: cocares, capacetes, cabeleiras, diademas, girassóis e leques decorados com penas e lantejoulas.

O baque é composto por caracaxás (maracás), surdo e inúbia (flauta ou gaita), podendo haver atabaque e caixa. As músicas normalmente são instrumentais, havendo grupos que recitam versos ou loas.


CABOCLINHOS SETE FLEXAS

José Severino dos Santos, fundador, figurinista e presidente até pouco tempo atrás (faleceu em novembro de 2016), contou que a agremiação teve seu início na cidade de Maceió, em Alagoas, num terreiro de Umbanda: “naquela brincadeira de chamar caboclo, eu recebi 7 Flexas, fiquei gostando e lá consegui colocar o Clube na passarela em 1969”. Em 1970, Mestre Alfaiate, como era mais conhecido, retorna para Pernambuco e aqui o registra em 7 de setembro de 1971.

Grande parte de seus integrantes, são do Bairro de Água Fria, onde funciona sua sede, e de comunidades do entorno. Detentor de vários títulos, destaca-se no carnaval do Recife pelo luxo das fantasias e pelas vigorosas coreografias “puxadas” por Paulinho (filho de Zé Alfaiate). O 7 Flexas já se apresentou em diversos estados do país e no exterior.

Tem como cores oficiais o verde, o vermelho, o azul e o amarelo, representando a mata, a guerra, a paz e o sol, respectivamente. Seu atual presidente é Paulo Sérgio dos Santos Pereira (Paulinho).

Endereço: Travessa do Dowsley n° 66, Água Fria, Recife
Contatos: (81) 3444.9816 / 98312.0483 Paulinho


TRIBO CANINDÉ DO RECIFE

A Tribo Canindé do Recife nasceu em 05 de março de 1897, de um grupo de curumins (crianças) do bairro de Afogados, com o nome Príncipe do Rio do Rei Canindé. Em 1910, sob a liderança do carnavalesco Manuel Rufino, chega ao córrego José Francisco, localizado na Bomba do Hemetério, onde funciona até hoje.

O Canindé foi o primeiro caboclinho a ser presidido por uma mulher, Juracy Simões, que ocupou o lugar após o falecimento de seu pai, Severino Batista da Silva, conhecido como Criança, em 1994. Sob seu comando, o brinquedo ganha novo impulso. Juracy interferiu na estrutura do grupo e a agremiação ganhou o Concurso de Agremiações por várias vezes consecutivas. Também partricipou de documentários, gravação de CDs e DVDs , o que muito fortaleceu a divulgação do grupo.

Seguindo os ensinamentos de seus pais, Juracy preservou o fundamento religioso da Tribo, mantendo ligação com a Jurema Sagrada, até o seu falecimento, no ano de 2016. Atualmente a responsável é Iaci Silva.

Endereço: Rua Bomba do Hemetério, n° 596, Bomba do Hemetério, Recife
Contatos: (81) 3444.2037 / 99732.9459 / 98795.2136 – Guedes


CABOCLINHO OXÓSSI PENA BRANCA

O Caboclinho Oxóssi Pena Branca foi fundado no bairro de São José, por Cícero Antonio, em 17 de janeiro de 1979. De acordo com Zuleide Alves, atual presidente, “devido à ligação que seu Cícero tinha com a religião Umbanda, decidiu render homenagem aos caboclos dele”. A denominação do Caboclinho faz referência a duas entidades: Oxóssi e Pena Branca.

Depois de passar um tempo desativado, Dona Zuleide resolveu resgatá-lo, assumindo o Oxóssi Pena Branca em 16 de janeiro de 1993. Como havia apenas o estandarte, confeccionou as fantasias para participar do carnaval com bastante dificuldade. Nos anos seguintes, ascendendo nas categorias, conquistou títulos de vice-campeão e de campeão no Concurso de Agremiações.

As cores oficiais do caboclinho são o verde, o branco e o amarelo, simbolizando a mata (Oxóssi), a paz (Pena Branca) e o ouro (Oxum). A sede funciona na residência de Dona Zuleide, onde acontecem os ensaios e a produção de fantasias e adereços, que são confeccionados pelos próprios brincantes.

Endereço: Rua Elza, n° 132, Água Fria, Recife
Contatos: (81) 3498.0184


CABOCLINHO CAHETÉS DE GOIANA

O Caboclinhos Cahetés de Goiana foi fundado por José de Melo e João Marinho, em 15 de dezembro de 1904. A denominação faz referência à Tribo Cahetés que, segundo os moradores mais antigos, existia no município de Goiana. A agremiação é herança familiar e quem a conduz atualmente é Pedro Gonçalves Ramos, que assumiu o grupo em 1960, quando tinha apenas 14 anos.

Tem como símbolos um índio, um machado, a lua e a estrela, presentes nas fantasias e no estandarte. Suas cores oficiais são: o verde, o amarelo, o azul, o branco, o vermelho e o rosa, simbolizando a mata, o ouro, o céu, a paz, a guerra e o amor, elementos da natureza e sentimentos presentes no cotidiano do índio.

Apesar de ter surgido há mais de 100 anos, foi registrado apenas em 1992, quando começou a participar do Concurso de Agremiações Carnavalescas no centro do Recife. Além de se apresentar na Região Metropolitana do Recife, desfila em diversas cidades da Zona da Mata como Condado, Aliança, Nazaré da Mata, Carpina, Tracunhaém, Pombos e em seu município, Terra dos Caboclinhos, no Encontro de Caboclinhos de Goiana.

Endereço: Rua da Campina, nº 22, Centro, Goiana, PE
Contato: (81) 99177.1819 / 99607.5499


TRIBO ÍNDÍGENA TUPÃ

O Caboclinho Tribo Tupã, como é conhecido, foi fundado em 16 de junho de 1979, no Alto José do Pinho, Recife, por Agnaldo Rodrigues de Amorim e seus familiares. Depois de ter participado da Tribo de índios Tabajaras, da Tapirapé e da Tribo Carijó, Agnaldo é estimulado a fundar sua própria agremiação. Durante os primeiros anos, o Tupã se apresentava apenas com meninas e mulheres, por causa do alto custo para confeccionar fantasias e cocares masculinos. Cinco anos depois, aproximadamente, começa a desfilar com homens e mulheres, momento em que consegue conquistar o primeiro campeonato.

Com coreografias vigorosas e inovadoras, o Tupã apresenta-se com integrantes provenientes das comunidades de Cajueiro, Chão de Estrelas, Morro da Conceição, Vasco da Gama e do próprio Alto José do Pinho. Já conquistou vários títulos no Concurso de Agremiações Carnavalescas da Prefeitura do Recife. Seu presidente é Amauri Rodrigues de Amorim.

Endereço: Rua Irapiranga, n° 47, Alto José do Pinho, Recife
Contato: (81) 98875.3556

CARNAVAL DO RECIFE 2017 - CLUBE DO FREVO



CLUBE DE FREVO

Os Clubes de Frevo têm suas origens nas corporações profissionais existentes no Recife das últimas décadas do século XIX. Na véspera do Dia de Reis, alguns membros dessas corporações não trabalhavam e, reunidos, formam um alegre e numeroso cortejo. Posteriormente denominados Clubes Pedestres, desfilam pelas ruas e becos das freguesias do Recife: Santo Antônio, São José e Boa Vista.

Entre esses Clubes destacam-se: Caiadores, Vassourinhas, Cana Verde, Clube das Pás de Carvão, compostos por trabalhadores assalariados, pequenos comerciantes, capoeiras, vendedores ambulantes, prostitutas, entre outros grupos sociais. Essa forma de brincar o Carnaval revela como as camadas populares criam e desenvolvem formas de participar dos festejos de Momo na cidade.

Nos anos de 1960, os Clubes Pedestres perdem essa denominação e passam a se chamar Clubes de Frevo. Assim, reelaboram sua estrutura, coreografias e incorporam novos personagem e elementos. Das organizações anteriores, conservam o uso de Estandartes (uma espécie de Bandeira com o nome e com as cores da agremiação, o símbolo, o ano de sua fundação e o ano do desfile) e de figuras como o Morcego, a Morte e o Diabo, herança das procissões católicas realizadas no período colonial. Os Capoeiras, também conhecidos como brabos ou valentões, vinham à frente dos cortejos e foram substituídos por grupos de passistas; ao passo que as bandas militares cedem lugar para as orquestras de metais, executando hinos e músicas pertencentes ao repertório de cada agremiação.

Os Clubes geralmente se apresentam com a seguinte formação: Faixa ou Abre-alas, Diretoria, Balizas-puxantes, Damas de frente, Destaques, Cordões, Porta-estandarte, Passistas, Orquestras e, em alguns grupos, carros alegóricos.


CLUBE CARNAVALESCO MISTO BOLA DE OURO

Fundado em 15 de setembro de 1915, recebeu o nome da rua onde foi criado- Rua da Bola- em Santo Amaro. Conta-se que existiam duas agremiações nesse bairro, o Bola de Ouro e o Bola de Prata, mas uma divergência fez com que o Bola de Prata não saísse mais no carnaval, restando apenas o Bola de Ouro para alegrar o carnaval da comunidade.

Depois de um longo período desativado, volta a desfilar no carnaval em 1987, quando Luiza Ramalho assume a presidência do clube. Sob seu comando, o Bola foi transferido para o bairro de São José, onde hoje se localiza.

O Clube participa ativamente do Concurso de Agremiações Carnavalescas e acumula inúmeros títulos de Campeão do Carnaval. Foi homenageado no carnaval de 2015, quando completou 100 anos de existência. A Agremiação tem uma bola dourada como símbolo e suas cores oficiais são a amarela e a preta. Seu atual presidente é Robevaldo Lopes Ramalho, filho de Luiza, falecida em 2015.

Endereço: Avenida Dantas Barreto, 1.227, bairro de São José, Recife
Contatos: Robevaldo (81) 98839.2730 / Glaucia 98847.0973


CLUBE CARNAVALESCO MISTO GIRAFA EM FOLIA

Fundado inicialmente como uma Troça, em 7 de maio de 1960, seu nome surgiu em razão de um fato pitoresco. Seu fundador, José Aluízio Vieira, que trabalhava em uma loja chamada Girafa Tecidos, tinha, coincidentemente uma estatura bastante elevada, o que terminou por lhe render o apelido de girafa. Ao fundar a agremiação, veio-lhe então a ideia de denominá-la Girafa em Folia.

As cores oficiais do Clube são a amarela e a preta (cores que remetem às do animal) e tem a girafa como seu símbolo, aparecendo no estandarte rodeada de confetes e serpentinas. A Agremiação ainda possui músicas próprias como O Regresso e No Passo da Girafa, ambas do Maestro Nunes.

A Troça Girafa em Folia foi criada no bairro de Guadalupe em Olinda; contudo, hoje se localiza no bairro da Mangueira, no Recife, onde mora sua atual presidente Adriana Pereira

Batista. Além de desfilar no carnaval do Recife, o Clube se apresenta na comunidade em uma prévia que acontece dias antes do carnaval.

Endereço: Rua Aurino Eutiquio da Rocha, 46 A, bairro da Mangueira, Recife
Contato: (81) 99975.7445 / 99385.3721


CLUBE CARNAVALESCO MISTO LENHADORES

Fundado em 05 de março de 1897, O Clube Carnavalesco Misto Lenhadores nasceu de uma dissidência entre os sócios do Clube das Pás, gerada por alguns integrantes que estavam contrariados pelo fato de que neste último ano as mulheres vinham exercendo uma participação muito significativa na agremiação. Um dos fundadores, Juvenal Brasil, sugeriu o nome machadinhas; no entanto, os demais optaram por lenhadores, trabalhadores que utilizam a referida ferramenta.

Sua primeira sede foi no Bairro da Boa Vista, na Rua da Glória, e lá se manteve durante 70 anos, o que lhe rendeu o carinhoso apelido “Leão da Boa Vista”. Atualmente a sede de Lenhadores se localiza na Mustardinha.

A Agremiação tem como cores oficiais a verde, a branca e a vermelha e seu símbolo oficial são dois machados entrecruzados. O Clube ainda possui um frevo próprio chamado “Canhão 75.” Tendo à frente do clube o Sr. Álvaro José dos Santos, o Lenhadores possui dezenas de títulos no Concurso de Agremiações Carnavalescas e vem mais uma vez desfilar nas ruas do Recife neste Carnaval 2017.

Endereço: Rua Moçambique, 160, Mustardinha, Recife
Contato: (81) 3422.6214


CLUBE CARNAVALESCO MISTO PÁS DOURADAS

Foi fundado em 19 de março de 1888, no bairro de São José, por um grupo de carvoeiros que trabalhava no Porto do Recife. Inicialmente foi batizado como Bloco das Pás de Carvão, em homenagem aos seus instrumentos de trabalho. Em 1890, muda o nome para Clube Carnavalesco Misto Pás Douradas.

O Clube traz as cores oficiais, verde, amarela e vermelha e tem como símbolo as emblemáticas pás de carvão amarelas ou douradas. A Agremiação possui um hino chamado Sua Excelência o Clube das Pás, de autoria do maestro Evanildo Maia.

O Clube das Pás promove em sua sede, localizada no bairro de Campo Grande, famosos bailes e noites dançantes, eventos muito conhecidos na cidade. A Agremiação já conquistou dezenas de títulos no Concurso de Agremiações Carnavalescas nos carnavais do Recife e tem em seu comando o Sr. Rinaldo Alves Lima.

Endereço da sede: Rua Odorico Mendes, 263, Campo Grande, Recife
Contatos: (81) 3426.1741 / 98851.8659 (D. Josefa)


CLUBE CARNAVALESCO MISTO ARRASTA TUDO

O Clube Carnavalesco Misto Arrasta Tudo foi fundado em 08 de março de 1937, no bairro de Beberibe. Seus fundadores são Manoel Pinto Ferreira, Alzira Pinto Ferreira, Waldemar Gomes (primeiro presidente), Amaro Frutoso, Henrique Rido e Alberto Moraes.

O Clube tem suas origens na Troça “Meninas de Ouro” que em 1936 desfilava pela comunidade de Beberibe cantando frevo-canção e arrecadando dinheiro dos moradores para custear a bebida e a comida dos participantes durante o carnaval. Essa característica peculiar fez com que a agremiação fosse conhecida como “Arrasta Tudo”, nome assumido em 1937. Em 1947, a agremiação substitui os instrumentos de pau e corda por uma orquestra de frevo de rua e em 1997 passa da categoria de Troça para Clube.

O Arrasta Tudo tem como cores oficiais a azul e a branca e como símbolo dois ciscadores, instrumento de limpeza que serve para arrastar a sujeira. Ainda possui músicas

próprias gravadas, senda a mais conhecida o frevo com o mesmo nome da agremiação, composto por Roberval de Souza. Seu presidente é Ederlon Gomes da Silva.

A agremiação desfila com integrantes da comunidade de Beberibe e adjacências (Dois Unidos, Caixa D’água, Águas Compridas, Aguazinha e Linha do Tiro), percorrendo seu bairro sempre na terça-feira de carnaval. O Clube ainda se apresenta no Concurso de Agremiações Carnavalescas no qual já conquistou inúmeros títulos.

Endereço: Rua Adalberto Elias da Costa, 92, Beberibe, Recife
Contatos: (81) 3449.2092 / 3449.8721 / 98630.1539


CLUBE CARNAVALESCO MISTO TRANSPORTE EM FOLIA

O Clube Carnavalesco Misto Transporte Em Folia foi fundado em 20 de setembro de 1936 como Troça Carnavalesca Mista pelo Sr. Elizário Lessa de Alcântara, falecido em 2002 e sempre lembrado com muito orgulho como babalorixá e carnavalesco. Atualmente a agremiação é presidida por Edleuza Maria Ramos Silva.

A Troça surgiu após uma corrida de saco realizada na estiva onde Sr. Elizário trabalhava, da qual foi campeão, e durante a comemoração resolveu fundar uma agremiação para sair durante o carnaval no bairro de Afogados. Confeccionou um estandarte nas cores verde, vermelha e amarela, com o desenho de um caminhão carregado de açúcar no centro, e assim Transporte em Folia desfilou pela primeira vez.

Um momento de grande satisfação ocorreu na década 80, quando a agremiação passou para a categoria de Clube de Frevo, pois já havia conquistado diversos campeonatos enquanto Troça. Outro fato que marcou a história do Clube foi um frevo que Maestro Nunes compôs para o fundador da agremiação, intitulado “Elizário no Frevo“.

O Clube Transporte em Folia participa do Concurso de Agremiações, mas é no dia 20 de setembro que toda a comunidade participa da agremiação, ao comemorar seu aniversário com um grande bingo, finalizando com um desfile pelas ruas do bairro.

Endereço: Rua Vila Miami, 43, Afogados, Recife
Contatos: 98317.1493 / 98328.2768


CLUBE CARNAVALESCO MISTO MARACANGALHA

O Clube Carnavalesco Misto Maracangalha foi fundado em 6 de setembro de 1958, no bairro da Torre. Os fundadores, João Correia de Lima e Rubem João da Silva, com o intuito de animar o carnaval do bairro, criaram a agremiação que inicialmente se chamava “Agripina”. No entanto, em virtude do sucesso da música “Eu vou pra Maracangalha”, de Dorival Caymmi, os fundadores propuseram a mudança do nome e a Troça passou a se chamar Maracangalha.

Dez anos depois de sua criação, a família de Rubem João da Silva se muda para o bairro do Ibura e a agremiação passa a desfilar pelas ruas da comunidade do UR-02 onde permanece há quase 50 anos como uma tradição do carnaval dessa localidade.

Em 2000, devido ao seu crescimento e vitoriosas participações no Concurso de Agremiações Carnavalescas, organizado pela Prefeitura do Recife, os diretores resolveram mudar de categoria e a agremiação deixou de ser troça para se apresentar como Clube Carnavalesco Misto Maracangalha. Vale destacar que nesse referido concurso o Clube conquistou vários títulos. Atualmente o clube é presidido por Edna Correia da Silva.

A agremiação tem como cores oficiais a amarela e a vermelha; o símbolo que exibe em seu estandarte é o de uma mulher em uma praia, que lembra a de Maracangalha, no litoral de Salvador (BA), local que serviu de inspiração para a música que deu nome à agremiação.

Endereço: Rua Guaratuba 6, UR-02, Ibura, Recife
Contatos: (81) 98342.8122 / 3475.1495 (81) 98504.4759


CLUBE CARNAVALESCO MISTO REIZADO IMPERIAL

O Clube Carnavalesco Misto Reizado Imperial foi fundado como Troça Carnavalesca, no dia 11 de janeiro de 1951, na Bomba do Hemetério, bairro de Água Fria. Foram seus fundadores: Geraldo de Almeida, José Cabral Filho, Arnaud Henrique, Augusto José de Souza e João José dos Santos. Como Troça Carnavalesca, o Reizado Imperial foi por três anos consecutivos (1973, 1974 e 1975) vice-campeão do Concurso de Agremiações Carnavalescas. Em 1987, por opção de seus sócio-fundadores, a agremiação passa à categoria de Clube Carnavalesco, obtendo no ano de 2002 o vice-campeonato e em 2003 o título de campeão do Concurso de Agremiações Carnavalescas.

A agremiação tem como símbolo um Rei, representando o personagem do Reisado, manifestação do Ciclo Natalino, e como cores oficiais a vermelha, a amarela e a azul.

O Clube Reizado Imperial tem à sua frente Sergio Alves de Almeida, filho de Geraldo Almeida, o carnavalesco mais antigo em atividade, grande mestre da cultura popular, figura de destaque na preservação e divulgação das manifestações culturais de Pernambuco.

Endereço: Rua Arapixuma, 84, Bomba do Hemetério, Água Fria, Recife.
Contato: (81) 3038.8235 / 98407.3839 / 3075.6929


CLUBE CARNAVALESCO MISTO PÃO DURO

O Clube Carnavalesco Misto Pão Duro foi fundado no dia 16 de março de 1916. Em pleno domingo de sol, um grupo de rapazes resolveu aproveitar a praia do Pina. Sentindo fome, foram à procura de comida na padaria do bairro. Os rapazes encontraram apenas pão velho, já duro, que antigamente era chamado de “marroque”. Sem opção, eles compraram esses pães e saíram comendo. Um dos rapazes, fazendo graça, colocou o pão numa vara, saiu pulando e cantando pelas ruas. De imediato o grupo teve a ideia de fundar uma troça carnavalesca com o nome de Pão Duro.

A agremiação participou do carnaval em 1917, com seu primeiro estandarte de lona, pintado nas cores vermelha e verde, mostrando ao centro um emblema com escudo de armas de Pernambuco e dois anjos ladeando um pão. Em 08 de outubro de 1993 passa da categoria Troça para Clube Carnavalesco, mantendo seus símbolos e cores oficiais.

O Clube possui músicas próprias como a marcha nº 1, “Fogão”, e sua marcha regresso, “A Chave e um Segredo”, ambas compostas por José de Barros e Sergio Lisboa.

A primeira sede de Pão Duro foi no bairro do Cabanga e atualmente está situada no bairro de São José. Seu presidente é o Sr. José Levino Xavier dos Santos. Durante sua trajetória nesses quase 101 anos, o clube tem sido de grande importância histórica para o carnaval do estado, tendo conquistado até hoje vários títulos no Concurso de Agremiações Carnavalescas promovido pela Prefeitura do Recife.

Endereço: Rua Lourenço da Silva, 61, São José, Recife
Contatos: (81) 98776.4569 / 98538.9252


CLUBE CARNAVALESCO MISTO PAVÃO MISTERIOSO

O Pavão Misterioso foi fundado em 15 de Maio de 1975, no bairro de Peixinhos, Olinda. Inicialmente concebido como uma troça carnavalesca, tornou-se clube em 1989. Criado por Wellington de Santana e sua esposa Marília de Santana, com o intuito de animar o bairro de Peixinhos durante o carnaval, ganhou este nome em razão do grande sucesso da música e da novela Pavão Misterioso.

Em 1990, quando Jorge Luiz Sérgio de Aquino conhecido como Bicão, assume a presidência, o Clube é transferido para o bairro do Ibura, onde se localiza até hoje.

O símbolo da agremiação é o próprio Pavão e suas cores oficiais são o rosa, verde, amarelo e vermelho. Campeão em vários Concursos de Agremiações, o Clube possui um frevo composto pelo Maestro Nunes especialmente para ele, chamado o Bonitão. Não possui sede própria.

Endereço: Rua Missionário Joel Carlson, nº 5, Ibura, Recife
Contatos: (81) 98642.4269 / 98568.8184 / 3422.0222


CLUBE CARNAVALESCO MISTO VASSOURINHAS

Fundado em 06 de janeiro de 1889, seu nome tanto remete ao ofício do varredor quanto ao sentido de sair “varrendo” as ruas com seu destino. A agremiação foi fundada no bairro de São José, onde permaneceu a maior parte de sua existência. Por isso ganhou o carinhoso apelido de Camelô de São José.

Tem como cores oficiais, a amarela, a azul e a branca e como símbolo a vassoura. A “Marcha nº 1 de Vassourinhas”, composta por Mathias da Rocha com letra de Joana Batista, é uma das músicas mais executadas do carnaval pernambucano e já foi levada pelo próprio clube para diversos outros estados, com a função de divulgar a cultura pernambucana e, consequentemente, o frevo.

O Vassourinhas é detentor de inúmeros títulos de Campeão no Concurso de Agremiações, desfila no carnaval do Recife, e ainda se apresenta na comunidade de Afogados. Seu atual presidente é o Sr. José Gouveia dos Santos.

Endereço: Rua Benjamim Torreão, nº 17 B – Travessa 2, Afogados, Recife
Contatos: (81) 3428.1438 / 98521.3775

FREVOS FAMOSOS - GRANDES COMPOSITORES DE FREVO

Por Renato Phaelante




1. VASSOURINHAS – de Matias da Rocha e Joana Batista Ramos.
Este frevo foi composto, segundo o pesquisador Evandro Rabelo, no dia 06 de janeiro de1909, no bairro de Beberibe, em um mocambo que ficava em frente à estação do Porto da Madeira.

OBSERVAÇÃO: Joana Batista, um dos autores do frevo, afirmou em depoimento, que teria a melodia sido composta pelo Matias da Rocha, à época, designado como maestro. A primeira gravação de Vassourinhas foi realizada em 1956, em selo Mocambo, com as famosas variações do músico Félix Linz de Albuquerque – o Felinho. Já a gravação feita nos anos 40, pelo radialista carioca, Almirante, omite o nome dos autores deste frevo.


2. FOGÃO – do músico e pintor de afrescos Sérgio Lisboa.

Lançado em forma de partituras, na década de 30, somente foi divulgado em disco, em caráter nacional, a partir de sua primeira gravação, em junho de 1950, pela RCA Victor, interpretado por Zacarias e sua Orquestra. Esse compositor tornou-se famoso em todo o Brasil,com esse único frevo.


3. CANHÃO 75 – de Nino Galvão;

Este frevo foi gravado pela primeira vez em junho de 1951.


4. ÚLTIMO DIA – de Levino Ferreira.

O autor deste frevo foi um dos mais versáteis e competente músico. Ele teve a sua primeira gravação em 1959, pela Continental com a orquestra de Severino Araújo. Uma série de frevos famosos qualificam a produção de Levino Ferreira, como, por exemplo, A Cobra está Fumando, Diabo Solto, Retalhos de Saudade, entre tantos outros.


5. GOSTOSÃO – do Maestro Nelson Ferreira.

Também ele, entre os mais versáteis e talentosos compositores, tornou-se ainda mais famoso por ter reformado, com seus arranjos, técnica melódica arrojada e as novas idéias que impôs às suas composições, o frevo, tornando-os célebre . Assim é o caso, dos frevos Come e Dorme, Frevo no Bairro do Recife, Gostosinho, Casá Casá, entre tantos outros. Gostosão, um dos mais importantes, foi gravado pela primeira vez em outubro de 1950, pela RCA Victor.


6. FREIO A ÓLEO – do maestro José Xavier de Menezes.

A orquestra de frevo do maestro José Xavier de Menezes animou durante anos seguidos o Carnaval de Clubes do Recife. Freio a Óleo, foi gravado pela primeira vez em outubro de 1950, através da RCA Victor.


7. TRÊS DA TARDE – de Lídio Francisco – o Lídio Macacão.

O compositor não se distinguiu pela quantidade de frevos que produziu, mas principalmente pela qualidade esmerada de cada um deles. O Três da Tarde, conhecido frevo coqueiro, uma variante do frevo de abafo, obriga o músico a uma execução mais viril. Este frevo foi gravado pela primeira vez em julho de 1950, pela Rca Victor.


Muitos foram os frevos de rua que tiveram destaque efetivo desde o final dos anos 40 até a atualidade. Só para citar alguns deles, se pode destacar:

- Capital do Frevo, de Toscano Filho;

- Porta Bandeira, de Nelson Ferreira;

- Perguntas e Respostas, de Zumba;

- Recordando a Tabajara, de Edson Rodrigues;

- Faca Cega, de José Bartolomeu;

- Satanaz na Onda, de Levino Ferreira;

- Capenga, de Eugênio Fabrício;

- Teleguiado, de Toscano Filho.

Destacam-se, também, os frevos de Lourival Oliveira, todos com nomes de cangaceiros: Lampião, Volta Seca, Maria Bonita, Ponto Fino, Cocada, Sabino, Corisco, Ventania, Zabelê.


ALGUNS DOS MAIS FAMOSOS FREVOS DE BLOCO

Mesmo que o frevo de bloco só tenha vindo a ser conhecido no Brasil, a partir de 1957, com o frevo de bloco de Nelson Ferreira, intitulado, Evocação, há que se reconhecer que entre os maiores compositores de frevo de bloco, estão Os Irmãos Moraes – Raul e Edgar. Suas composições foram e são, ainda, as mais cantadas hoje em dia. No Recife, a música de Edgar e Raul, já era famosa desde os anos 30. Mesmo após a morte Do irmão Raul, Edgar continuou compondo dentro da mesma linha que caracterizava os dois. Foi assim que surgiu, por exemplo, Valores do Passado, em 1962, de Edgar Moraes, uma das composições que marca a história deste ritmo pernambucano, resgatando, em sua letra, 24 blocos que já desapareceram do Carnaval do Recife. Observe-se a letra:


Bloco das Flores, Andaluzas, Cartomantes,
Camponeses, Apôs Fum e o bloco Um dia Só.
Os Corações Futuristas, Bobos em Folia
Pirilampos de Tejipió!
A Flor de Magnólia, Lira do Charmion, Sem Rival,
Jacarandá, a Madeira da Fé, Crisântemo,
Se Tem Bote e Um dia de Carnaval.
Pavão Dourado, Camêlo de Ouro e Bebé,
Os queridos Batutas da Boa Vista
E os Turunas de São José.
Príncipe dos Príncipes, brilhou,
Lira da Noite , também brilhou
E o Bloco da Saudade
Assim recorda
Tudo o que passou.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

PROGRAME-SE


CAPIBA, ONTEM, HOJE E SEMPRE

Capiba Ontem, hoje e sempre 16mm 10min, 1984 dir Fernando Spencer

PAUTA MUSICAL: ADEUS A NOEL ROSA

Por Laura Macedo


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No cotidiano, os moradores de Vila Isabel andam pelas calçadas do bairro e pisam distraídos em seus sambas imortais.

O pentagrama de pedras conta, em notas musicais, o talento do seu filho mais ilustre, por quem a Vila enlutou-se com a sua precoce partida aos 26 anos, chorando em seus bordões uma saudade imortal.

“Violões em funeral”, de Sílvio Caldas e Sebastião Fonseca, com Orquestra Radamés Gnattali. Continental (16.179), 1951.

Noel Rosa, compositor popular carioca, um gênio na sua arte, faleceu há sete décadas (4 de maio de 1937) e nasceu há um século (11 de dezembro de 1910).

Durante 26 anos de vida e 7 de atividade musical produziu 259 composições engendrando um dos mais importantes capítulos da história de nossa música.

Segundo Haroldo Costa não há nenhum exemplo, mesmo na música de outros países, de alguém que tendo vivido tão pouco tenha produzido tanto. E Millôr Fernandes acrescenta: “pelo menos 50 indiscutíveis obras-primas”. No que concordo plenamente com ambos. A prova cabal é a perenidade viva e moderna da obra de Noel.

A importância de Noel Rosa reside no fato de que, em apenas sete, quase oito anos de carreira artística, ele bebeu em praticamente todas as vertentes possíveis do universo da produção cultural e artística da época.

A obra de Noel é considerada genial e moderna por ser totalmente diferente da produção realizada na época. E essa obra abrange dois grandes segmentos, segundo Jairo Severiano: o amargo, pessimista, que trata das agruras do amor – paixões, ciúmes, traições – e que é muitas vezes autobiográfico e até confessional (cerca de 40%); e o alegre, otimista que faz a crônica do cotidiano, dos fatos pitorescos, de forma espirituosa (60%).

Outro aspecto que o distingue dos letristas do seu tempo (a exceção de Lamartine Babo) é a freqüente utilização de rimas ricas, extravagantes e inesperadas.

Não podemos deixar de reconhecer que a força lírica das canções de Noel Rosa estaria hoje debilitada não fosse o esforço abnegado dos amigos que, após sua morte, ajudaram a perpetuar sua memória, a exemplo de Almirante, Aracy de Almeida, Marília Batista e tantos outros.

Com méritos de sobra e a valiosa ajuda dos amigos, Noel Rosa, continuou a existir no real-imaginário carioca (e brasileiro) como um gênio da nossa Música Popular Brasileira.

(Publicado originalmente em “Noel Rosa – Centenário de um Gênio”).

ARENA GASTRONÔMICA DO CARNAVAL

Até o dia primeiro de março, quarta-feira de Cinzas, o espaço disponibilizará diversas opções gastronômicas

Por Bruno Negromonte


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Desde a semana passada o carnaval ganhou mais um polo gastronômico (mesmo que de modo temporário) para atender ao apetite dos foliões que vão brincar o carnaval do Recife. O espaço batizado de Arena Gastronômica do Carnaval surgiu a partir da ação da Secretaria de Turismo e Lazer, em parceria com a coordenação da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes seccional Pernambuco (Abrasel-PE) e vai funcionar na Rua do Observatório, na Rua do Brum e Cais do Apolo. Com uma estrutura para acomodar cerca de 400 pessoas, A Arena ficará montado até o dia 1º de março, Quarta-Feira de Cinzas. Dentre as opções presentes no local há lanches rápidos e refeições a partir de uma distinta gama de espaços existentes. O folião pode optar entre onze estabelecimentos: Nordeste Sabor (Casa da Macaxeira), Comadre Coxinha, Hakata, Espetinho da Ceça, Rei das Coxinhas, Republica dos pasteis, My Burger, Taberna Portuguesa, Plim Restaurante, Thasty e Villa Açaí.

Fonte: Diário de PE

CARNAVAL 2017 - HOMENAGEADO - ALMIR ROUCHE

Homenageado do Carnaval do Recife 2017



Almir Rouche Cavalcante de Lima nasceu em 4 de março de 1969, no município de Igarassu, Região Metropolitana do Recife. O cantor e compositor Almir Rouche, como é conhecido, está completando 30 anos de carreira, e hoje é considerado uma das principais expressões artísticas da cultura pernambucana. Figura marcante do carnaval, está presente nas principais prévias, bailes e agremiações da cidade, como o Galo da Madrugada. Neste ano ele será um dos homenageados do Carnaval.
Foto: Irandi Souza

O artista consagrou-se nacionalmente no início da década passada, quando participou de festivais e carnavais fora de época de todo o país. Internacionalmente, o reconhecimento veio em 2001, ano em que participou da turnê “Pernambuco em Canto”, realizada na Europa, junto com vários artistas pernambucanos, como Alceu Valença, Antonio Carlos Nóbrega, Geraldo Azevedo e Elba Ramalho. Intérprete de um repertório repleto de ritmos regionais, Almir imprime um toque pessoal e estilo próprio em tudo o que faz. Artista popular, ele também encanta as massas compondo e interpretando gêneros musicais como forró, coco, maracatu, ciranda, caboclinho e MPB.

O último DVD lançado pelo cantor, intitulado ‘Evoé Nabuco’, foi gravado no Pátio de São Pedro, no centro do Recife, em 2011, e contou com uma superprodução. O trabalho prestou homenagem a Joaquim Nabuco e teve participações especiais de artistas como Elba Ramalho, MV Bill, Arlindo dos 8 Baixos, Maestro Spok, Gaby Amarantos, André Rio, Nena Queiroga, Marrom Brasileiro, Ed Carlos e Gustavo Travassos. O próximo trabalho, intitulado “Rouche 30”, alusivo aos 30 anos de carreira, será lançado no início de 2017, com data a ser definida.

Almir, que já esteve à frente das bandas “Turma do Pinguim”, entre os anos 1987 e 1999, e “Almir Rouche e Banda Humm”, de 2000 a 2001, segue carreira solo desde 2002. Possui, ao todo, 26 CDs e 6 DVDs gravados. Grandes sucessos como “Deusa de Itamaracá”, “Galo eu te Amo”, “A vida inteira te Amar” e “Recifolia” são de autoria do próprio Almir Rouche, em parceria com outros artistas. Ele explica que foi influenciado por cantores como Capiba, Luiz Gonzaga, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Expedito Baracho, Nelson Ferreira e Ney Matogrosso, além de artistas internacionais, com destaque para o rei do pop Michael Jackson e as bandas britânicas Iron Maiden e Rush. Esta última originou o pseudônimo “Rouche”, que Almir usa desde antes de se tornar um artista profissional.

CARNAVAL DO RECIFE 2017 - CLUBE DE BONECO


Os bonecos gigantes surgem na Europa, provavelmente na Idade Média, sob a influência dos mitos pagãos escondidos pelos temores da Inquisição. Chegam ao Brasil com os portugueses, desfilando inicialmente em procissões e festividades religiosas na figura de bufões ou reproduzindo santos católicos.

A tradição de bonecos gigantes no carnaval de Pernambuco destaca-se principalmente na cidade de Olinda. O primeiro, da enorme família de gigantes, foi o Homem da Meia-Noite (1931), que surgiu como uma dissidência de sócios da Troça Carnavalesca O Cariri de Olinda. Também são famosos a Mulher do Dia, o Menino da Tarde, entre outros.

Os Clubes de Bonecos desfilam acompanhados por uma orquestra de metais ao som do frevo de rua e, ao contrário das outras agremiações, não trazem Bandeira ou Estandarte – a principal alegoria é o Boneco. Apresentam-se fantasiados, algumas vezes com o nome do Clube ou do personagem, o qual representam, inscrito em uma faixa atravessada no corpo. Dançam e reverenciam personalidades curvando-se diante delas e de espaços ou casas ilustres. Há bonecos com até três metros e meio de altura, que pesam em média 35 quilos. O material utilizado na confecção varia bastante, podendo ser papel machê, fibra ou tecido.

Os Clubes que brincam nos subúrbios do Recife e nas ladeiras de Olinda trazem o Boneco acompanhado da orquestra e da multidão, mas os que participam do Concurso de Agremiações Carnavalescas agregam diversos outros elementos como diretoria, passistas, destaques, cordões, alas e outros desfilantes que se apresentam fantasiados.

Em alguns Clubes, os Bonecos são considerados calungas pelos carnavalescos, carregados de um forte fundamento religioso. O “miolo” do boneco, assim como ocorre no Boi e no Urso, geralmente é uma pessoa antiga na agremiação, que algumas vezes passa por diversos cuidados espirituais.


CLUBE DE BONECO SEU MALAQUIAS

Constituído como Troça em 1940, veio da cidade de Carpina e teve como fundador Antônio Ramos de Oliveira, popularmente conhecido por Seu Maracujá. Em 27 de agosto de 1954 foi registrado como Boneco Seu Malaquias. O nome foi escolhido em função de uma pessoa com estatura elevada que vivia na região e era chamada Malaquias.

Em 1959, quando da mudança de Seu Maracujá para o bairro de Águas Compridas, em Olinda, a sede do brinquedo foi transferida para essa localidade. Em 1977, após o falecimento do primeiro diretor (Maracujá), assume a presidência do “brinquedo” seu filho, José Ramos de Oliveira, mais conhecido como Zezinho de Malaquias, que decide mudar o estatuto da agremiação de Troça para Clube de Boneco.

Seu Malaquias tem como símbolo um boneco gigante que pesa em torno de quarenta quilos, traz no pescoço um medalhão, e tem por cores o vermelho e o branco em decorrência da devoção ao orixá Xangô.

Com vários títulos de campeão e vice-campeão, o Boneco traz em seu repertório os frevos de rua “Malaquias no Frevo” e “Recordação de Maracujá”, composições do Maestro Nunes, e o hino do clube – “Seu Malaquias”, composto por José Bartolomeu.

Seu atual presidente é Claudio Brandão de Oliveira (Chocho), filho de Zezinho “de Malaquias”.

Endereço: Av. Aníbal Benévolo, 1.124, Beberibe, Recife
Contatos: (81) 99632.7587 / 3451.2448 / 98634.6842 / 99125.7274


CLUBE DE BONECO TADEU NO FREVO

A agremiação nasceu em 23 de julho de 1980, na cidade de Abreu e Lima, fundada por integrantes de uma quadrilha junina chamada Tadeu na Roça, nome inspirado na música Prenda o Tadeu, grande sucesso musical da época, interpretado pela cantora Cremilda.

Entre seus fundadores destacam-se Josevan Sales de Souza, Arnaldo Teixeira, Josane Muniz, Jean Sales, Jairo, Margarida Monteiro e Marilucy Monteiro.

A agremiação é representada por um boneco com aproximadamente três metros e meio de altura e tem como cores oficiais o verde e o preto. Surge como troça e passa à categoria de Clube de Boneco em 1991, na qual sagrou-se campeã durante vários anos.

Seus hinos são os frevos de rua “Tadeu no Frevo” e “Regresso Margarida”, ambos compostos pelo Maestro Nunes. O atual presidente é Josevan Sales de Souza.

Endereço: Rua 24, 15Q 28, Caetés II, Abreu e Lima
Contatos: (81) 98872.6455 /99963.3392 (Josevan) /98754.3958 – Margarida


CLUBE DE BONECO LINGUARUDO DE OURO PRETO

A Troça Carnavalesca Mista Linguarudo de Ouro Preto foi fundada em 1º de maio de 1983, por Alberto Monteiro Cavalcanti, Maria dos Prazeres Alves Cavalcanti e José Alves de Souza Filho. Os fundadores tinham como objetivo animar as ruas do bairro de Ouro Preto, em Olinda, localidade que não contava mais com uma agremiação carnavalesca na qual pudessem desfilar os seus moradores.

Em 1990, depois de sete anos de desfile nas ruas de Olinda e do Recife, foi decidido, em assembleia realizada com os dirigentes, que a brincadeira passaria da categoria Troça para a de Clube de Boneco.

O Linguarudo, como é carinhosamente chamado, conquistou vários títulos no Concurso de Agremiações Carnavalescas. Ele possui um boneco com a língua para fora como símbolo e tem como cores oficiais o azul e o branco.

Sua presidente é Cristina Alves da Silva.
Endereço: Rua Ema, nº 27, Casa A, Ouro Preto, Olinda
Contatos: (81) 98529.8082 (81) 99845.6657

MINHAS DUAS ESTRELAS (PERY RIBEIRO E ANA DUARTE)*





06 - Grande Otelo, o fiel companheiro

O tempo jamais apagará a saudade que sinto de um sujeito chamado Grande Otelo. Ele era o que se poderia chamar de “a sombra alegre de meu pai”. Otelo, dono de especial genialidade, cheio de problemas emocionais, tinha em meu pai o amigo, o irmão, o mentor. Bebia demais. Meu pai o definia numa frase: “Otelo era tão grande que nem se matar conseguia, por mais que tentasse”. E ele tentou durante toda a sua existência… Conta o compositor Bily Blanco que o escritor Orígenes Lessa o chamava, carinhosamente, de “sabagante valetudinário”. Otelo, numa conversa, contou a Bily que não sabia o significado da estranha expressão. Ao ser esclarecido, espantado, escutou a “tradução”: indivíduo de compleição fraca, homem pequeno. Dá para imaginar a cara de Grande Otelo diante disso? Otelo tinha preferência por loiras enormes, e várias fizeram dele “gato e sapato”. O dinheiro que gastava com elas daria para construir um cassino, diziam os amigos. Com o passar do tempo, os problemas de Otelo já não comoviam as pessoas, ninguém parava mais para ouvir suas histórias. Foi aí que comecei a receber insistentes convites dele para andarmos de bicicleta pela Urca. Eu ia sentado no quadro, ouvindo as lamúrias dele sobre a vida, os problemas com as mulheres. Eu devia ter no máximo  sete anos e me tornara o confidente de Otelo. Foi ele quem me presenteou com a primeira camisa do Botafogo, num momento de angústia, tentando garantir ouvinte para o coração do botafoguense Telinho — este era outro apelido carinhoso de Otelo. Ele me acordava à noite e íamos com meu pai e minhas tias Lila e Margarida pescar nos paredões da Urca. Otelo enchia a cara. Na volta da pescaria, naquelas madrugadas, cantávamos nosso hino de pescadores: Nós somos pescadores Que viemos de pescar Cocoroca! Vez por outra, lá estávamos nós, cantando o hino com as varas de pescar nas costas. As cocorocas eram muitas vezes fritas por minha mãe para acompanhar a cervejinha. Telinho não saía de casa. Minha mãe dizia que ele era seu “filho preto”. Certa noite, uma grande tragédia atingiu sua família, na Urca, quando trabalhava com Walter Pinto, no Teatro Recreio. Otelo estava casado com Gilda e criava um filho dela, apelidado de Chuvisco, a quem curtia como seu filho. Até hoje não se sabe ao certo o que levou sua mulher a atitude tão drástica. Lembro-me bem. Acordamos de madrugada com Otelo batendo em nossa porta e gritando desesperado: com um revólver, Gilda havia matado Chuvisco e se suicidado. Se Otelo já bebia, passou a mergulhar no copo. O tempo se encarregou de minorar sua dor, e ele se reergueu. Tal capacidade seria posta à prova muitas vezes. Voltou ao palco, ao cinema. Junto com Oscarito, fez grande sucesso na fase áurea da chanchada brasileira, nos estúdios da Atlântida e da Vera Cruz. Mesmo estando sempre juntos, não era habitual a participação de Otelo nas músicas de Herivelto, mas chegaram a fazer algumas músicas em parceria. O conhecido samba “Praça Onze” envolve um episódio engraçado. Herivelto contava que Grande Otelo chegou ao camarim do show lamentando o fim da praça Onze, pois a Nova Avenida (atual avenida Presidente Vargas) estava rasgando a cidade. Trazia um monte de palavras escritas em algumas folhas de papel: “a praça iria se acabar, o sambista iria perder seu lugar de concentração, que as lágrimas já tomavam conta do sambista, e… blá-blá-blá”. Herivelto pegou aquela papelada, levou para casa e dias depois perguntou para Otelo se era isso que ele queria dizer: Vão acabar com a praça Onze Não vai haver mais escolas de samba, não vai Chora o tamborim! Chora o morro inteiro! Favela, Salgueiro! Mangueira, Estação Primeira! Guardai os vossos pandeiros, guardai Porque a escola de samba não sai Adeus, minha praça Onze, adeus Já sabemos que vai desaparecer Leva contigo a nossa recordação Mas viverás, eternamente, em nosso coração E algum dia, nova praça nós teremos E o teu passado cantaremos Otelo começou a gritar: “É isso, é isso o que eu quero dizer!”. E a parceria aconteceu. Nascia um dos maiores sambas do Brasil. Esse talento natural de escrever para o homem simples entender, e cantar, Herivelto adquiriu de suas origens humildes. A parceria não foi motivo só de alegria para Otelo; foi também de mágoa com Herivelto devido a sua conhecida “tendência” de curtir sozinho os louros do sucesso… Cresci ouvindo meu pai contar, de forma brincalhona, que a parceria na música “Praça Onze” havia acontecido só porque ele, Herivelto, soube desenvolver uma ideia de Otelo sobre o término da praça. A respeito de suas parcerias com Otelo, dizia sempre que ele apenas dera alguns “palpites”. No início foi engraçado, mas com o passar do tempo as pessoas perguntavam: “Ô, Otelo, mas, afinal, você é ou não é parceiro do Herivelto?”. A verdade era: Herivelto jamais deu um  crédito real ao compositor Grande Otelo, seu parceiro em outros maravilhosos sambas, como “Bom dia, avenida” e “Fala, Claudionor”. Otelo se ressentia muito com essa atitude, mas engolia a mágoa e continuava à volta do amigo de todas as horas e… parceiro de quase nada.



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CARNAVAL DO RECIFE 2017 - ESCOLA DE SAMBA


Manifestação cultural popular, musical, coreográfica e poética, o samba acontece em quase todos os Estados brasileiros, com destaque para Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco, desde os tempos coloniais. No nosso Estado, o samba organizado em escolas adquire características próprias, como, por exemplo, a incorporação de instrumentos de execução musical e coreografias herdadas do frevo, do maracatu, da capoeira, além de outras expressões.

No Recife, as primeiras referências do samba de escolas encontram-se no bairro de Casa Amarela, na batucada Bando da Noite, mais tarde chamada Escola de Samba Quatro de Outubro. Nos anos 1930, a Escola de Samba Limonil, do bairro de Afogados, entra para a história do Carnaval da cidade. Na década de 1940, é importante registrar a chegada do Encouraçado São Paulo, que trazia entre seus tripulantes sambistas e contribuiu para o aumento de blocos e escolas de samba. Tais agremiações encontram-se listadas nos grandes jornais de circulação da época.

Um misto de festa e espetáculo, o desfile de uma escola de samba é um verdadeiro ritual que gira em torno do canto, do visual, da música e da dança. O enredo transforma-se numa linguagem plástica traduzido nas fantasias, adereços e alegorias. A presença do casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira no desfile é um dos elementos mais representativos. Num bailado harmonioso, exibe o maior símbolo da agremiação: o Pavilhão. Outras figuras importantes de uma escola são as baianas, a comissão de frente, e os destaques, com suas fantasias de luxo e volumosas. À bateria cabe sustentar com sua marcação, a cadência, o canto e a evolução de todo o grupo, além de permitir aos passistas demonstrarem toda graça e sensualidade. Surdos, agogôs, repiques, pandeiros, caixas, apitos, tamborins, cuícas, reco-recos, ganzás e chocalhos compõem a bateria de uma escola. É importante destacar o papel do mestre de bateria e seus ritmistas. Essa relação é fundamental para que haja harmonia.

Com extraordinária beleza, as escolas de samba contam histórias e sonhos, ficção e realidade, isto é, um espetáculo que sintetiza em seu conjunto, a seqüência integral e a fluência de apresentação, a unidade e o equilíbrio artístico das diversas formas expressivas do desfile (musical, dramática, visual) e a energia de comunicação de todos os participantes.


GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA LIMONIL

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Limonil surgiu de uma reunião de amigos que bebiam na esquina da 5ª Rua da Vila São Miguel, atual Campo Largo, onde até hoje funciona sua sede. Antes de sua fundação como Escola de Samba, que ocorreu em 28 de maio de 1935, era denominada de Batucada, manifestação bastante comum no Recife, formada da Liga dos Pobres da Vila de São Miguel para ir de encontro a um português que possuía um estabelecimento comercial e se dizia “dono da vila”, cobrando “aluguel” semanalmente das pessoas que moravam em barracos, no entorno. De acordo com Silvio Pessoa, um dos presidentes e compositores da agremiação, “a forma de protestar era fazer zoada”.

O nome da Escola faz referência à mistura entre o anil, o pitu e o limão, elementos presentes no momento de sua fundação, influenciando na escolha das cores da Agremiação (o verde e o branco).

Entre os seus principais fundadores, destacam-se: João 21, Batelão e Nestor. Este último, ao ver Limonil na avenida pela primeira vez, “morreu do coração, fantasiado”, fato relembrado até hoje. Como forma de reverenciá-lo, os integrantes da Escola, antes de entrar na avenida, lhe prestam uma homenagem cantando um samba-enredo: “É tão bom recordar/ vem ver o artista imortal, vem ver/ dessas cores verde e branco / Limonil e seu encanto / Faz tudo acontecer…”.

A Limonil é a mais antiga Escola de Samba em atividade no REcife. Nos anos 1930, entrou para a história do Carnaval da cidade, tendo como referência a sua bateria, que a partir da década de 1960, foi considerada por 10 anos consecutivos a melhor bateria do Concurso de Agremiações Carnavalescas. Seu presidente é Raimundo Inácio da Silva.

Endereço: Rua Campo Largo, 102, Afogados, Recife – PE
Contatos: (81) 98691.7821


GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA GIGANTES DO SAMBA

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Gigantes do Samba foi fundado em 16 de março de 1942 no Alto do Céu, em Água Fria. Entre seus fundadores estão Luiz Ferreira de França (Zacarias), Ireno Cavalcanti, Luiz Rodrigues da Silva Melo e Ademar Paiva (Portela). Em 2015, sagrou-se Octacampeã do Carnaval da cidade.

O primeiro nome dado à escola foi Garotos do Céu e só em 1974 ela foi oficialmente batizada de GRES Gigantes do Samba. Suas cores oficiais são o verde e o branco e o símbolo é uma Águia, que aparece no centro do Pavilhão da Agremiação.

Antigamente a Gigantes do Samba realizava os Sambões, festas que varavam a madrugada, contando com a presença de sambistas nacionais como Leci Brandão, Sandra de Sá, entre outros. No total, possui mais de 60 títulos, e já se apresentou em outros estados brasileiros, no Japão e na Europa. O presidente é Rivaldo Figueiredo de Lacerda

Endereço: Rua das Crianças, 63, Água Fria, Recife, PE
Contatos: (81) 8875-8114 / 8693-9009


GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA GALERIA DO RITMO

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Galeria do Ritmo foi fundado em 15 de novembro de 1962, no Alto José do Pinho. Entre seus criadores estão José Severino de Santana (Naná), José Jaime, José Emídio de Santana, José Carlos, Antonio Cícero, Agnaldo Souza, Sebastião Simplício, Ailton de Souza e Aristóteles Cabral.

O primeiro tema-enredo foi dedicado ao renomado artista Ataulfo Alves e suas Pastoras, composto por José Emídio de Santana. Até os anos 1980 era uma escola considerada pequena, porém cresceu, se firmou no Grupo Especial e tornou-se definitivamente uma das grandes do Recife após receber dissidentes da Gigante, com a qual mantém grande rivalidade. Coleciona títulos de campeã e vice-campeã no Concurso de Agremiações Carnavalescas da Prefeitura do Recife.

Seu símbolo é uma Lira, representando a musicalidade da escola, além da Águia, que homenageia a Portela, tradicional Escola de Samba do Rio de Janeiro. Suas cores oficiais são o azul e o branco, em devoção à Nossa Senhora da Conceição. O presidente atual é Mizael Correia de Souza Filho.

Endereço: Rua Acaiaca, nº 182, Casa Amarela, Recife
Contato: (81) 98605.8450


BLOCO DE SAMBA A TURMA DO SABERÉ 

Contar a história do samba no Recife é, de certa forma, narra a trajetória artística de uma das maiores tradições do carnaval pernambucano: Bloco de Samba A Turma do Saberé. Fundada oficialmente em 20 de janeiro de 1960, na casa de Dona Rica e no Bar de Petrônio, bairro de São José, a Turma do Saberé é conhecida por aglutinar ao longo de sua história grandes referências do samba.

O nome do grupo vem do peixe denominado Saberé, conhecido por beliscar a isca e não ser capturado. Segundo Fabiano Cezar, diretor de eventos , na década de 1950, existia no bairro de São José, “um grupo de amigos que durante o carnaval visitava a vizinhança do bairro, comia, bebia e ia embora”. Em analogia ao peixe, espertalhão, os amigos passaram a ser conhecidos como “os saberés”, tornando-se alguns fundadores do bloco: Djalma Popó, Ubiratan, Valdir Queijinho, Ubirajara, Reginaldo Cafetão, Fernando Cinza, João Mazurca, Chico Pezão, Vado Bola, Cabo Gerson, Cabo Wilson, Airton Seborréia, Valdemar Cacaquinha, Nai, Beto Tijolo, entre tantos outros carnavalescos e admiradores do samba.

O Bloco tem como símbolo o Peixe Saberé e suas cores oficiais são o azul e o branco. Não concorre no Concurso de Agremiações, mas desfila pelas ruas do bairro de São José, todos homens, divididos entre as alas show, de frente e bateria, esta se destacando, com centenas de batuqueiros, de diversas escolas de samba do Recife. Centenas de admiradores acompanham os carros e som ao longo do itinerário percorrido pela “Turma do Saberé”.

O Bloco já lançou diversos sambas-enredos, destacando-se o samba Eu Sinto Tanta Emoção, composto por Jarbas Boemia. O presidente é Juarez Roberto da Silva.

Endereço: Rua Vidal de Negreiros, nº 188, Bairro de São José, Recife
Contatos: (81) 98825.1035 / 99664.9764


GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA IMPERADORES DA VILA DE SÃO MIGUEL

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperadores da Vila São Miguel foi fundado em 06 de setembro de 2002, em Afogados, a partir de uma dissidência da Escola de Samba Limonil. Segundo Maurício Batista dos Santos (fundador e presidente), por ter sido criada por ex-integrantes de outras escolas e antigos carnavalescos da cidade como Luiza Zumira Santos, Leonice Nery, Gerlane Ramos, Francisco Carlos Pereira, Ana Paula Chagas e Roberto Siqueira, seriam esses os “Imperadores do samba” da comunidade de Vila São Miguel. Assim batizou-se a Escola.

A Agremiação tem como cores oficiais o azul, o amarelo e o branco e seu símbolo é uma coroa que representa o “império”. Em seus desfiles, além da coroa, se faz presente, invariavelmente, uma “ala imperial”, composta por participantes com fantasias que remetem a uma corte. O presidente é Mauricio Batista dos Santos.

Endereço: Travessa 2, Benjamin Torreão 17, Afogados Recife
Contatos: (81) 8875-8114 / 8521-3775

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