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QUEM FOI INALDO VILARIN?

Autor de canções como “Eu e o meu coração” (gravada por nomes como João Gilberto e Maysa), Inaldo Vilarin é mais um na triste estatística de um país sem memória

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

EIS A DISSIDÊNCIA DO ÓBVIO...

Com uma deliciosa sonoridade, o sexteto carioca Coquetel Acapulco contagia de modo intenso e impactante a quem os escuta mostrando um trabalho que intercala-se em ritmos diversos

Por Bruno Negromonte


Integrantes do sexteto Coquetel Acapulco lançam CD nesta sexta, no Arpoador

Lançado em 1928, o "Ensaio sobre música brasileira" do poeta, musicólogo e romancista Mário de Andrade traz de modo vanguardista questionamentos acerca das influências culturais na constituição rítmica, melódica e formal da música brasileira. Em dado momento da obra Andrade defende a plausível ideia de que a música brasileira existe além daquilo que consideramos como matrizes de nosso cancioneiro, inclusive procurando trazer questionamentos acerca de suas ideias. Para fundamentar seus pensamentos o escritor lança a seguinte reflexão: (...) por causa do sucesso dos Oito Batutas ou do choro de Romeu Silva, por causa do sucesso artístico mais individual que nacional de Vila-Lobos, só é brasileira a obra que seguir o passo deles?. Se vivo hoje estivesse e conhecesse o som produzido por esses jovens cariocas afirmaria com toda a convicção de que valeu a pena suas horas e horas dedicadas ao assunto tendo por objetivo a elaboração de compêndios sobre o tema.



Não afirmo se os jovens do Coquetel Acapulco beberam da fonte do escritor, no entanto a prática da banda condiz e muito com as teorias defendidas pelo autor de Macunaíma, pois o grupo não tem passos definidos a seguir. É preciso enfatizar que essa autonomia não os deixam sem norte, pelo contrário, o trabalho do jovem grupo (que sofre influência de diversos estilos musicais) transforma-se em uma coesa unidade sonora e que agora é possível averiguar através deste debute fonográfico em CD e LP cujo título é "Dama da noite", e traz doze faixas autorais que misturam melodias e harmonias que trazem arraigada a identidade do grupo abordando os mais variados temas.

Criada em 2005 a banda é formada por Silvia Tardin (voz, vocais de apoio e percussão), Pedro Sucupira (saxofone e vocais de apoio), Nando Arruda (trombone e vocais de apoio), Mario Travassos (teclados), Léo Mahfuz (contrabaixo) e Filipe Rebello (bateria, percussão e vocais de apoio). Sendo da formação original apenas três integrantes: Nando, Léo e Filipe. Ao longo desses anos já passaram pelo grupo diversos vocalistas, dentre os quais Luiz Baeta, Aline Nabisi e André Monnerat. Ao longo desse período o grupo chegou a lançar dois Ep's (o primeiro em 2007 e o segundo em 2011) e agora traz como resultado de uma bem sucedida campanha de crowdfunding (campanha para obtenção de recursos através da internet).

Sob a égide principalmente do Ska (gênero musical surgido na Jamaica na década de 1950 e que traz em sua constituição elementos sonoros caribenhos e americanos tais quais calipso, jazz e o rhythm and blues), o álbum traz faixas bastante interessantes como a instrumental 'Tango' (Pedro Sucupira), que apesar do nome  mostra de forma à brasileira porque o gênero musical jamaicano propagou-se rapidamente no mundo e o porquê dele ser capaz de contagiar à todos (sem exceção) já em seus primeiros acordes. A contagiante abertura dá pano pra manga para Silvia entoar 'Me deixe saber' (Léo Mahfuz) e 'Cortesia' (André MonneratLéo Mahfuz), que fundem-se em uma perfeita unidade sonora.

O baile não pára e de modo efusivo o Coquetel apresenta 'Da noite' (Léo Mahfuz) e continua a nos embriagar com doses sonoras mais impactantes como, por exemplo, a faixa '854' (Luiz de Marco e Mahfuz e Sucupira) canção instrumental presente no álbum que destaca o trombone de Nando ArrudaEm 'Conga' (Luiza Baeta, Luís de Magalhães e Léo Mahfuz) destaque para o naipe de metais. Sem perder o ritmo, o baile ainda conta com 'Horizonte' (Luiz de MagalhãesLéo Mahfuz) e com a dupla Sucupira Mahfuz, que merecem destaque pelas composições  'Amor em fuga' e 'Velho mundo', faixas que mostram a leveza sonora de um grupo que vem sabendo de modo muito coeso imprimir a sua identidade. O disco ainda conta com 'Boas maneiras', 'Que tal Paris' e 'Campo Minado', três composições de Léo Mahfuz que endossam as mais diversas situações abordadas pelo Coquetel Acapulco no álbum. Seja o universo feminino, desencontros amorosos ou descobertas pessoais, o grupo soube muito bem quais seriam as vestimentas sonoras precisas.

Masterizado no estúdio El Rocha (SP), por Fernando Sanches, a ficha técnica do projeto conta na produção também com nomes como o do norte-americano Victor Rice, músico e produtor conhecido principalmente na música jamaicana por trabalhos como The Slackers, Easy Star All Stars e NewYork Ska Jazz Ensemble, além de por produções mais recentes no Brasil com Marcelo Camelo, Bixiga 70 e a Mallu Magalhães.

Seja ska, seja reggae ou qualquer outro ritmo que os definam o importante é o grupo soube adaptar sua sonoridade às suas diversas influências, fazendo de sua música um harmonioso painel onde a contemporaneidade convive harmoniosamente com aquilo que é nostálgico. Transformando na verdade aquilo que fazem em um delicioso coquetel de ritmos , onde souberam dosar de modo preciso aquilo que constitui o som que fazem e acreditam. Vale a pena deixar-se contagiar pela alegre sonoridade deste grupo que de modo despretensioso soube associar uma impressionante leveza ao som que fazem.


Maiores Informações:
Site Oficial - http://www.coquetelacapulco.com.br/
Facebook (Página) - http://www.facebook.com/coquetelacapulco
Youtube (Canal) - http://www.youtube.com/TheCoquetelacapulco
Twitter - https://twitter.com/coquetel
Contato para shows - coquetelacapulco@gmail.com
Soundcloud - https://soundcloud.com/coquetelacapulco/

Myspace - https://myspace.com/coquetelacapulco
Vagalume - http://www.vagalume.com.br/coquetel-acapulco/
Vimeo - http://vimeo.com/coquetelacapulco
Reverbnation - http://www.reverbnation.com/coquetelacapulco


Para aquisição do álbum:
Locomotiva discos - http://www.locomotivadiscos.com.br/pd-60661-cd-coquetel-acapulco-dama-da-noite.html?ct=3afa5&p=4&s=2

Itunes - https://itunes.apple.com/br/artist/coquetel-acapulco/id696121010

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

NELSON BARBALHO, 20 ANOS DE SAUDADES

Em 2013 são duas décadas sem um dos nomes mais expressivos da cultura Caruaruense

Por Bruno Negromonte


As duas décadas de saudades do caruaruense Nelson Barbalho não passarão em branco ao longo de 2013. No ultimo mês de junho foram lançadas duas homenagens a este compositor que teve entre seus intérpretes diversos nomes da música nordestina, em especial o saudoso Rei do baião Luiz Gonzaga. Dessas homenagens a primeira foi um documentário sobre o autor da canção "A morte do vaqueiro" e dirigido por Wilson Freire, já a segunda foi uma grande celebração em CD reunindo alguns dos grandes nomes da música nordestina para interpretar a sua obra.  Neste álbum produzido pelo violonista Cláudio Almeida estão 14 interpretações (dentre estas nove são inéditas) e nomes como Dominguinhos cantando A morte do vaqueiro (ele mesmo toca a sanfona, com Sandro Haick, no violão de 7, e Jerimum de Olinda na percussão), Sergio Amaral (Respeita a cara), Geraldinho Lins (Fim de festa), Rosimar Lemos (Seca Braba), Gennaro (Cabrocha véia), Quinteto Violado (Rosinha), Israel Filho (Capital do Agreste), Benil (T’aqueta Zé), Thiago Almeida (Forró do rela-bucho), Ivan Ferraz (Xote das moças), João Menelau (Coco na praia), Isaar (interpretando Maracatu de Caruaru), sem contar que o disco ainda conta com um depoimento de Nelson Barbalho sobre A morte do vaqueiro. Ambos foram batizados com o  mesmo título: Nelson Barbalho, o imortal no país de Caruaru.

A importância da obra deste compositor nascido em 2 de junho de 1918 na cidade de Caruaru para o cancioneiro nordestino, e em especial para a música produzida na capital do agreste é imensurável. Com cerca de 180 canções compostas (a maioria inédita) Barbalho soube como poucos cantar em verso e prosa as belezas do seu torrão natal e as peculiaridades de sua região. Homem de costumes simples, aposentou-se como funcionário do antigo Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (IAPAS) em Pernambuco, função esta que lhe permitiu conhecer diversas cidades do interior do estado em que nasceu. Nestas viagens observava costumes, recolhia informações e se imbuia de modo substancial para retratar em verso e prosa tudo aquilo que deixou como legado.


 Se com Luiz Gonzaga teve a oportunidade de compor o seu maior sucesso em homenagem ao primo de Gonzaga Raimundo Jacó (A morte do vaqueiro) e nele encontrou o mais notório dos intérpretes, é preciso destacar também a importância do maestro Joaquim Augusto, parceiro este com quem escreveu boa parte de sua obra como compositor. Da parceria com Joaquim surgiram canções como "Comício no Matão", "Rosinha", "Xote do véio", "Xote das moças", "Sertão sofredor", entre outras sendo muitas dessas canções registradas pelo saudoso Gonzagão, que teve contato com a obra de Nelson Barbalho nos idos anos da década de 1950 quando teve a oportunidade de gravar uma parceria de Barbalho com o caruaruense Onildo Almeida, um baião cujo título fazia homenagem a terra natal de ambos e chamava-se "Capital do agreste". Essa parceria foi registrada em 21 de março do ano de 1957 e deu início a gravação de uma série de composições do autor caruaruense por Luiz Gonzaga que estendeu-se até a década seguinte e deixou um legado de cerca de 8 canções imortalizadas na voz do Rei do baião. Joaquim Augusto faleceu em 1984 fazendo com que Barbalho optasse por também não mais compor tamanha era a importância do maestroneste processo.


Segundo Valéria Barbalho, filha de Nelson, boa parte da obra do pai foi enviada em partituras para a Ilha do Governador, onde morava Luiz Gonzaga. Foram quase duas centenas de músicas de onde Gonzaga não chegou a registrar nenhuma dúzia, no entanto com o falecimento do cantor (em 1989), as demais foram dadas como perdidas. No ano passado, mexendo nos arquivos nelseanos, encontrei um velho envelope amassado, contendo músicas originais da dupla. Descobri partituras desenhadas por Joaquim e letras anexas, datilografadas por Nelson com sua velha Remington, todas amareladas pelo tempo, feitas para Gonzagão”, Diz Valéria.


Além de compositor, Nelson Barbalho exerceu a função de lexicógrafo, historiador, pesquisador, jornalista e chegou a publicar quase uma centena de livros dentre os quais destacam-se Cronologia pernambucana (com vinte volumes publicados dos quase cinquenta que compõem a obra), perto de vinte livros sobre Caruaru (Meu povinho de Caruaru, Major Sinval, Caruaru do meu tempo, etc.) e outros trabalhos folclóricos como Dicionário da Cachaça, Dicionário do Açúcar, sem contar vários ensaios publicados em jornais e revistas especializadas, na qualidade de estudioso da história e costumes do povo do Nordeste.

NORA NEY, 10 ANOS DE SAUDADES


Nasceu no bairro carioca de Olaria, na Rua Angélica Mota, nº 34, filha de Dárcio Custódio Ferreira, funcionário da Câmara dos Deputados. Aos oito anos foi matriculada num grupo escolar em Olaria e mais tarde formou-se em Contabilidade pelo Instituto Rui Barbosa. 

Aprendeu sozinha sua primeira música ao violão, "Valsa de cristal", observando as aulas que suas irmãs tomavam com uma professora. O pai, surpreso e entusiasmado, resolveu presenteá-la com um violão. Apesar disso, só passou a estudar música mais tarde, com Aída Gnattali (solfejo e leitura musical). Em casa chamavam-na de Ceminha.

Antes de decidir-se pela carreira de cantora, freqüentava assiduamente os programas radiofônicos de auditório, onde não perdia a oportunidade, se o animador solicitasse aos ouvintes da platéia, de subir ao palco e cantar um sucesso estrangeiro (achava que não poderia cantar em português por causa dos seus 'erres' muito carregados). Antes de se lançar profissionalmente, no final dos anos 1940, fez parte do Fã-clube Sinatra-Farney, que promovia festas na residência do cantor Dick Farney, tendo à bateria seu irmão Cyl Farney. 



Nesses encontros informais, já mostrava seu talento, cantando com os outros participantes, como Johnny Alf e Carlos Guinle os sucessos de Frank Sinatra e Dick Farney. Esses "saraus" acabaram sendo o passaporte para sua profissionalização. Com esse grupo participou de alguns shows estrelados por Dick Farney, desistindo então de sua profissão de contadora. Casou-se em fins da década de 1940 e desta união teve dois filhos, Vera Lúcia e Hélio.

O casamento não a fez feliz, pois o marido, Cleido, passou a agredi-la em brigas constantes. Começou sua carreira no início dos anos 1950, incentivada pelo na época famoso Dr. Infezulino, que também era o nome de um programa radiofônico, pseudônimo de Osvaldo Elias, que a apresentou ao diretor da Rádio Tupi, Sérgio Vasconcelos. Passou a atuar na programação noturna daquela emissora no programa "Fantasias Musicais", apresentado por José Mauro, com o apoio de Lúcio Alves, que a convenceu a dedicar-se apenas ao repertório estrangeiro com canções como "Stormy weather" e "The man I love".

Com o nome de Nora May, instituído por José Mauro, passou a ser conhecida do público. Um dia, recebeu a carta de uma fã de Teófilo Otoni, Nini Xavier, endereçada a Nora Ney (grafado exatamente assim). A cantora mostrou a carta ao diretor Sérgio Vasconcelos, que achou oportuno acatar o entendimento da moça mineira: já que a fã havia entendido Ney, que fosse realmente Nora Ney seu novo nome artístico. Logo depois foi contratada pela mesma Rádio Tupi, com ótimos salários. Na ocasião foi convidada por Almirante para substituir a cantora Aracy de Almeida que estava de férias, nos programas daquela emissora.

Apesar de sua insegurança em cantar música brasileira, tanto Almirante como o produtor Haroldo Barbosa insistiram, e ela passou a interpretar as músicas de Noel Rosa, sucessos na voz de Aracy de Almeida como "Último desejo" e "O x do problema", entre outras. Como se saiu muito bem, Haroldo Barbosa decidiu alavancar sua carreira, escolhendo um repertório de músicas só de compositores do primeiro time: Caymmi, Noel Rosa, Ary Barroso e Carioca. Logo o produtor estaria afirmando entusiasmado: "Você não vai cantar nunca mais música estrangeira".

A cantora chegou a declarar que atribui a Haroldo seu ingresso na música popular brasileira. 

No início dos anos 1950 foi convidada por Nicolino Cópia, a pedido de Caribé da Rocha, para atuar como cantora em shows noturnos no Copacabana Palace Hotel, substituindo Carmélia Alves, a Rainha do Baião.. Recusou o convite, pois seu marido não gostou da idéia de vê-la se apresentando à noite. Só depois de muita insistência dos produtores, e do convite pessoal ao marido da cantora, este resolveu autorizar sua atuação e acompanhá-la nos shows.



Na verdade, esse foi o grande trunfo de Nora Ney para tornar-se independente (seu salário era altíssimo) e decidir terminar seu casamento infeliz. Depois de alugar e mobiliar um apartamento em Copacabana, com seus próprios recursos, acumulados com seu trabalho como cantora, deixou o marido, que passou a ameaçá-la de morte. Logo depois entrou com uma ação de desquite litigioso, da qual saiu vitoriosa.

Um dia, declararia: "Nunca tive ódio dele, apesar das surras que me deu e de tudo quanto me fez passar". Foi contratada pela Rádio Nacional, que transmitia da boate, ao vivo, o programa Ritmos da Panair, no qual trabalhou durante quatro anos ao lado de Dóris Monteiro e Jorge Goulart. Depois de separada, passou a viver com o cantor, numa longa e definitiva união. Segundo ela, Jorge Goulart foi seu "grande amigo nos dias difíceis e o companheiro fiel dos dias de glória". Em 1952 foi convidada para gravar pela Continental.

Seu primeiro disco saiu nesse mesmo ano com "Menino grande", de Antônio Maria e "Quanto tempo faz", de Paulo Soledade e Fernando Lobo. Apesar da apreensão dos produtores em lançar um compositor ainda desconhecido como Antônio Maria, o "lado forte" do disco foi mesmo "Menino grande", que passou a ser um dos maiores sucessos do repertório da cantora. Em seguida, ainda no mesmo ano, gravou "Ninguém me ama", que, segundo Jairo Severiano, é "o paradigma do 'samba-de-fossa' e sucesso nacional".

De fato, o sucesso dos sambas-canções veio juntamente com a onda dos boleros que invadiu o país nos fins da década de 1940.

A interpretação de "Ninguém me ama" marcou definitivamente sua carreira de cantora das dores amorosas e a história da MPB, que com "Ninguém me ama" tem o auge da era do samba-de-fossa, da produção de Antônio Maria, o maior compositor do estilo, e da carreira de Nora, por sua vez, a grande intérprete. Com esse disco, a cantora conquistou o primeiro Disco de Ouro da história da fonografia brasileira, inspirando até o cantor Nat King Cole a gravar essa música, poucos anos depois, quando o americano esteve no Rio em tournê.

Em 1953, gravou outro sucesso, o samba "De cigarro em cigarro", de Luís Bonfá. No mesmo ano, gravou o samba "Preconceito", de Antônio Maria e Fernando Lobo, a guarânia "Índia", de Assunción Flores e Guerrero e o samba-choro "É tão gostoso, seu moço", de Mário Lago e Chocolate.



Ainda em 1953 foi eleita Rainha do Rádio. Também no mesmo ano, gravou na Todamérica a canção "Luzes da ribalta", de Charles Chaplin com versão de Antônio Almeida e João de Barro e o samba "Felicidade", de Antônio Almeida e João de Barro. No ano seguinte, gravou o samba canção "Que saudade é esta", de Peterpan, a canção fado "Canção de Portugal", de Garoto e José Vasconcelos e os sambas "Aves daninhas", de Lupicínio Rodrigues, outro grande sucesso e "O que foi que eu fiz", de Augusto Vaseur e Luiz Peixoto.

Em 1955, gravou os sambas "Gosto, gosto de você", de Celso Guimarães, "Não diga não", de Tito Madi e Georges Henry e "Meu lamento", de Ataulfo Alves e Jacob Bittencourt. No mesmo ano, gravou com Ataulfo Alves e suas pastoras os sambas "Vou de tamanco", de José Gonçalves e Zilda Gonçalves e "Se a saudade me apertar...", de Ataulfo Alves e Jorge de Castro. Ainda no mesmo ano, lançou seu primeiro LP que trazia entre outras composições, "Quando a noite me entende", de Vinicius de Moraes e Antônio Maria, "Se eu morresse amanhã", de Antônio Maria e "O que vai ser de mim", de Tom Jobim, uma das músicas iniciais do maestro, que, por sinal, também fez alguns arranjos, nesta época, para a cantora.

Também em 1955, tornou-se a primeira cantora a gravar rock no Brasil, registrando o sucesso "Rock around the clock", de Bill Haley.

Em 1956, gravou o choro "Eu ri de chorar", de Ivon Cury, o samba canção "Quando o amor vai embora", de Valzinho e Evaldo Rui e os sambas "Só louco", de Dorival Caymmi e "Não há mais segredo", de Geoerges Moran e Teófilo de Barros Filho.

Em 1957, gravou os sambas "Se o negócio é sofrer", de Mário Lago e Chocolate, "Não vou chorar", de Norival Reis e Antônio Almeida, "Eu e Deus", de Evaldo Gouveia e Pedro Caetano e "Saudade da Bahia", de Dorival Caymmi, a valsa "Chove lá fora", de Tito Madi e o samba canção "Franqueza", de Dênis Brean e Osvaldo Guilherme.

Em 1958, gravou na Continental os sambas canção "Duas notas, nada mais", de Carlos Monteiro de Souza e Alberto Paz e "Quem é ela?", de Jota Júnior e Oldemar Magalhães. No mesmo ano, passou a gravar na RCA Victor e lançou o samba "Vai, mas vai mesmo", de Ataulfo Alves que acabou sendo o seu único sucesso do chamado "repertório carnavalesco", já que foi uma das músicas muito bem aceitas pelos foliões naquele ano, e o samba canção "Castigo", de Dolores Duran. No mesmo ano, gravou o samba canção "Solidão", de Dolores Duran, outro de seus sucessos, e o samba "Pra falar com meus botões", de Cyro Monteiro e Dias da Cruz. A seguir, saiu em excursão para vários países do mundo, ao lado de Jorge Goulart, divulgando a música popular brasileira. Apresentou-se na América do Norte e do Sul, na Europa, na África e no Oriente Médio, tendo sido uma das primeiras cantoras brasileiras a fazer temporadas nos chamados "países da cortina de ferro", o leste europeu, cantando em países nos quais era praticamente desconhecida, como Rodésia, Chipre, República Popular da China e a então U.R.S.S..

Em 1959, gravou o samba "Sorria", de Wilson Batista e Jorge de Castro e o samba canção "Muito agradecida", de Lúcio Alves e Nestor de Holanda. A década de 1950 transcorreu com vários discos e a criação de um imenso fã-clube da cantora, que já havia marcado um estilo e criado escola.

Em 1960, gravou os sambas "Você nasceu pro mal", de Ataulfo Alves e "Teleco teco nº 2", de Nelsinho e Oldemar Magalhães. No mesmo ano, lançou o LP "Ninguém me ama", com estaque para a regravação da música título, de Fernando Lobo e Antônio Maria.

Em 1961, gravou o bolero "Desencontro", de N. Claveli com versão de Nazareno de Brito, o samba-canção "Luz que não se apaga", de Britinho e Fernando César e os sambas "Pra que voltar?", de Nonato Buzar e "Cansei de rock", de Moacir Falcão e Armando Cavancânti.

Em 1962, foi para a gravadora Mocambo e gravou o samba "João da Silva", de Billy Blanco e o samba-canção "E a vida continua...", de Jair Amorim e Evaldo Gouveia. No ano seguinte, lançou o samba canção "Mundo diferente", de Alcyr Pires Vermelho e Luiz Oliveira Maia e o samba "Hora final", de Dora Lopes e Genival Melo.

Em 1961 submeteu-se a uma plástica de nariz. Costumava dizer: "Meu nariz nasceu errado". Em 1963, sua filha, Vera Lúcia, foi eleita Miss Brasil. O filho Hélio estudou na França e, segundo Nora, "é um bom baterista". Por conta e sua atuação política juntamente com Jorge Goulart no Partido Comunista, teve que se auto-exilar após o golpe militar de 1964.

No início dos anos 1970 fez temporada com o marido na Boate Feitiço da Vila, em Belo Horizonte (MG).

Em 1972 gravou pela Som Livre o LP "Tire seu sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor", onde incluiu as faixas "Conselho", de Denis Brean e Osvaldo Guilherme, "Quando eu me chamar saudade", de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito e "A flor e o espinho", de Alcides Caminha, Guilherme de Brito e Nelson Cavaquinho, além de antigos sucessos.



Em 1974 participou, com Jorge Goulart, do show Brazilian Follies, no Hotel Nacional do Rio de Janeiro (esse "show" foi reeditado cinco anos depois). Em 1977, lançou com Jorge Goulart o LP "Jubileu de prata", pela Som Livre, no qual interpretou, entre outras, "Ronda", de Paulo Vanzolini, "Se eu morresse amanhã de manhã", de Antônio Maria e "Canção de quem espera", de Glória Gadelha e Sivuca.

Em 1979, participou com o marido Jorge Goulart do projeto Seis e Meia, na Sala Funarte/ Sidney Miller, em "show" de grande sucesso, intitulado "Casal vinte", que contou com roteiro e direção de Ricardo Cravo Albin. No ano seguinte, na mesma sala, apresentaram o espetáculo "Roteiro de um boêmio", sobre a vida e a obra de Lupicínio Rodrigues.

Ainda em 1979 passou por sérios problemas de saúde por conta de um câncer na bexiga, do qual se recuperou.

Em 1982 comemorou com Jorge Goulart 30 anos de vida em comum, com o espetáculo De coração a coração, no Teatro Gonzaga, em Marechal Hermes RJ.

Em 1985, de volta ao Projeto Pixinguinha, fez dupla com Jamelão, apresentando-se em Florianópolis SC, Curitiba PR, Goiânia GO e Brasília DF. Em 1987, lançou o LP "Meu cantar é tempestade de saudade", no qual cantou "Por incrível que pareça", de Paulo Massadas e Michael Sullivan, "Calçadas", de Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós, "Tempestade de saudade", de Gracia do Salgueiro e "Sem medo de amar", de Gilliard.

Em 1989, ao lado das cantoras Carmélia Alves, Violeta Cavalcanti, Zezé Gonzaga, Rosita Gonzales e Ellen de Lima, atuou no show As eternas cantoras do rádio. Um ano depois, realizou o espetáculo comemorativo do aniversário da Rádio Cultura, de São Paulo.

Em 1990 realizou o espetáculo em comemoração ao aniversário da Rádio Cultura de São Paulo. 

Em 1992, depois de 39 anos de vida em comum, casou-se com o cantor Jorge Goulart. Meses depois, quando se apresentava em um show no Fluminense (clube carioca), sofreu um acidente vascular cerebral, que lhe deixou sequelas, impedindo-a de voltar aos palcos. Continuou residindo no Rio de Janeiro com seu companheiro, Jorge Goulart.

Em 2000, foi homenageada no show do cantor Elymar Santos, no Canecão, quando emocionou o público ao cantar "Ninguém me ama", em cadeira de rodas, cercada por Jorge Goulart, Carmélia Alves e Ricardo Cravo Albin.



A partir de 2001, com o agravamento do seu estado de saúde, passou a maior parte do tempo em hospitais da zona norte da cidade do Rio de Janeiro (bairros da Tijuca e Andaraí.). 

Faleceu num hospital do bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, vítima de falência múltipla dos órgãos, devido a um câncer generalizado provocado por enfizema pulmonar. Seu viúvo, Jorge Goulart, havia programado um espetáculo em sua homenagem para o fim de 2003 no Teatro João Caetano.


Discografia Oficial


JUN/1952 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Menino Grande (Antônio Maria) 
02 - Quanto Tempo Faz (Paulo Soledade - Fernando Lobo)


DEZ/1952 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Amor Meu Grande Amor (H. Crolla - Vrs. Caribé da Rocha)
02 - Ninguém Me Ama (Fernando Lobo - Antônio Maria)


ABR/1953 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - De Cigarro Em Cigarro (Luis Bonfá)
02 - Onde Anda Você ? (Antônio Maria - Reinaldo Dias Leme)


JUN/1953 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Índia (Manuel Ortiz Guerrero - José Asunción Flores)
02 - Preconceito (Antônio Maria - Fernando Lobo)


AGO/1953 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Bar Da Noite (Haroldo Barbosa - Bidú Reis)
02 - É Tão Gostoso Seu Moço (Mário Lago - Chocolate)

AGO/1953 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Deixa-me (Copinha - Julio César) - Nora Ney
02 - Paulista Do Centenário (Airton Amorim - Bruno Gomes - José Dias) - Jorge Goulart


AGO/1953 - 78 RPM (Todamérica)
Faixas:
01 - Luzes Da Ribalta (Charles Chaplin - João de Barro - Vrs. Antônio Almeida)
02 - Felicidade (João de Barro - Antônio Almeida)


MAR/1954 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Que Saudade É Esta (Peterpan)
02 - Canção De Portugal (José Vasconcelos - Garoto)


ABR/1954 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Aves Daninhas (Lupicínio Rodrigues)
02 - O Que Foi Que Eu Fiz (Augusto Vasseur - Luis Peixoto)


JUL/1954 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Duas Lacraias (João de Barro)
02 - Solidão (Alcides Fernandes - Tom Jobim)


JAN/1955 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Gosto Gosto De Você (Celso Guimarães)
02 - Não Diga Não (Georges Henry - Tito Madi)


JAN/1955 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Vou De Tamanco (José Gonçalves / Zilda Gonçalves) - Com Ataulfo Alves e Suas Pastoras
02 - Se A Saudade Me Apertar (Ataulfo Alves / Jorge Castro) - Com Ataulfo Alves e Suas Pastoras


MAR/1955 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Madrugada Três E Cinco (Reinaldo Dias Leme - Antônio Maria - Ismael Netto)
02 - Vamos Falar De Saudade (Chocolate - Mário Lago)


JUN/1955 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Doce Mãezinha (My Yddishe Mame) (Max Gold - Lourival Faissal)
02 - Ó Meu Papai (Oh Mein Papa) (Ghiaroni - Paul Burkhard)


SET/1955 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - O Morro (Billy Blanco - Tom Jobim)
02 - Dois Tristonhos (Lupicínio Rodrigues)


AGO/1955 - 78 RPM (Todamérica)
Faixas:
01 - Quatro Motivos (Norival Reis - Arnaldo Moreira)
02 - Sem Ninguém (Celso Guimarães)


DEZ/1955 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Ronda Das Horas (rock Around The Clock) (Jimmy De Knight - Max C. Freedman - Vrs. Julio Nagib)
02 - Ciuminho Grande (Ivan Paulo da Silva "Carioca")


DEZ/1955 - 78 RPM (Continental)
01 - Por Que Choras (Claudionor Santos - Maria Pereira)
02 - Meu Lamento (Ataulfo Alves - Jacob do Bandolim)


DEZ/1955 - 78 RPM (Todamérica)
01 - Sonhei Com A Imagem Tua (Antônio Almeida) - Venilton Santos
02 - Palavra De Rei (Ataulfo Alves) - Nora Ney


1955 - Canta Nora Ney (Continental)
Faixas:
01 - Onde Anda Você (Antônio Maria - Reinaldo Dias Leme)
02 - Não Sou Mais Criança (Luis Bonfá)
03 - Menino Grande (Antônio Maria)
04 - O Que Foi Que Eu Fiz (Augusto Vasseur - Luis Peixoto)
05 - Quando a Noite Me Entende (Antônio Maria - Vinicius de Moraes)
06 - Se Eu Morresse Amanhã (Antônio Maria)
07 - O Que Vai Ser de Mim (Tom Jobim)
08 - Quanto Tempo Faz (Paulo Soledade - Fernando Lobo)


MAI/1956 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Eu Ri De Chorar (Ivon Cury)
02 - Quando O Amor Vai Embora (Valzinho - Evaldo Ruy)


SET/1956 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Só Louco (Dorival Caymmi)
02 - Não Há Mais Segredo (Georges Moran - Teófilo De Barros Filho)


DEZ/1956 - 78 RPM (Continental)
01 - Rififi (Jacques Larue - Philippe Gerard - Vrs. Haroldo Barbosa)
02 - Eu Vivo Tão Só (César de Alencar)


1957 - Eu Sou Nora Ney e Canto (Continental)
Faixas:
01 - Saudade da Bahia (Dorival Caymmi)
02 - De Cigarro Em Cigarro (Luis Bonfá)
03 - É Tão Gostoso Seu Moço (Mário Lago - Chocolate)
04 - Se (Ary Barroso)
05 - Franqueza (Denis Brean - Osvaldo Guilherme)
06 - Chove Lá Fora (Tito Madi)
07 - Bar da Noite (Haroldo Barbosa - Bidú Reis)
08 - Risque (Ary Barroso)


JAN/1957 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Se O Negócio É Sofrer (Mário Lago - Chocolate)
02 - Não Vou Chorar (Norival Reis - Antônio Almeida)


JUN/1957 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Franqueza (Denis Brean - Osvaldo Guilherme)
02 - Eu E Deus (Evaldo Gouveia - Pedro Caetano)


AGO/1957 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Saudade Da Bahia (Dorival Caymmi)
02 - Chove Lá Fora (Tito Madi)


DEZ/1957 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - São Dois Loucos (J. Cascata - Antônio Nássara)
02 - Eu Sofro Tanto (Rubens Machado - Claudionor Santos)


JUN/1958 - 78 RPM (Continental)
Faixas:
01 - Duas Notas Nada Mais (Alberto Paz - Carlos Monteiro de Souza)
02 - Quem É Ela (Jota Júnior - Oldemar Magalhães)


AGO/1958 - 78 RPM (RCA Victor)
Faixas:
01 - Vai Mas Vai Mesmo (Ataulfo Alves)
02 - Castigo (Dolores Duran)


1958 - 78 RPM (RCA Victor)
Faixas:
01 - Solidão (Dolores Duran)
02 - Pra Falar Com Meus Botões (Cyro Monteiro - Dias da Cruz)


1958 - Nora Ney (RCA Victor)
Faixas:
1. Solidão (Dolores Duran)
2. Tudo Passa (Bidú Reis - Mário Lago)
3. Quando a Chuva Não Vem (Tito Madi)
4. Pra Falar Com Meus Botões (Cyro Monteiro - Dias da Cruz)
5. Pobre de Mim (Ivon Cury)
6. Ser Bom (Ivon Cury)
7. Vai Mas Vai Mesmo (Ataulfo Alves)
8. O Quê (Maysa)
9. Pedro Manduca (Nelson Gonçalves - René Bittencourt)
10. O Que Passou Passou (Marlene - Abel Ferreira)
11. Você Sabe (Ruanita Castillo)
12. Castigo (Dolores Duran)


MAR/1959 - 78 RPM (RCA Victor)
Faixas:
01 - Sorria (Jorge de Castro - Wilson Batista)
02 - Muito Agradecida (Lúcio Alves - Nestor de Hollanda)


JUL/1959 - 78 RPM (RCA Victor)
Faixas:
01 - Meu Amor Me Deixou (Geraldo Serafim - Carlos Manga)
02 - Canção Do Mal Que Faz Bem (Mário Lago - Alcyr Pires Vermelho)


OUT/1959 - 78 RPM (RCA Victor)
Faixas:
01 - Razões (Pedro Rogério - Lombardi Filho)
02 - Duas Almas (Geraldo Serafim - Newton Castro)


ABR/1960 - 78 RPM (RCA Victor)
Faixas:
01 - Você Nasceu Pro Mal (Ataulfo Alves)
02 - Teleco Teco Número Dois (teleco Teco Nº 2) (Oldemar Magalhães - Nelsinho)


JUL/1960 - 78 RPM (RCA Victor)
Faixas:
01 - Mentira (Linda Rodrigues - Aldacir Louro)
02 - Saudade Mentirosa (Jairo Argileo - Waldir Finotti)


1960 - Ninguém me ama (RCA Victor)
Faixas:
01 - Ninguém Me Ama (Fernando Lobo - Antônio Maria)
02 - Felicidade (Antônio Almeida - João de Barro)
03 - Preconceito (Antônio Almeida - Fernando Lobo)
04 - Bar da Noite (Bidú Reis - Haroldo Barbosa)
05 - De Cigarrro Em Cigarro (Luis Bonfá)
06 - Menino Grande (Antônio Maria)
07 - Você Nasceu Pro Mau (Ataulfo Alves)
08 - Saudade Mentirosa (Waldir Finotti - Jairo Argileo)
09 - Teleco Teco Nº 2 (Nelsinho - Oldemar Magalhães)
10 - Contraste (Fredy Chateaubriand - Vinicius de Carvalho)
11 - Imenso Amor (Luis Bonfá - Antônio Maria)
12 - Mentira (Linda Rodrigues - Aldacir Louro)


JAN/1961 - 78 RPM (Continental)
01 - Desencontro (Desencuentro) (Mário Clavell - Vrs. Nazareno de Brito)
02 - Pra Que Voltar (Nonato Buzar)


JUL/1961 - 78 RPM (Continental)
01 - Cansei De Rock (Armando Cavalcanti - Moacir Falcão)
02 - Luz Que Não Se Apaga (Britinho - Fernando César)


1962 - 78 RPM (Mocambo)
Faixas:
01 - João Da Silva (Billy Blanco)
02 - E a Vida Continua (Evaldo Gouveia - Jair Amorim)


1963 - 78 RPM (Mocambo)
Faixas:
01 - Mundo Diferente (Luis Oliveira Maia - Alcyr Pires Vermelho)
02 - Hora Final (Dora Lopes - Genival Melo)


1963 - COMPACTO (Mocambo)
Faixas:
01 - Mundo Diferente (Luis Oliveira Maia - Alcyr Pires Vermelho)
02 - E a Vida Continua (Evaldo Gouveia - Jair Amorim)
03 - Hora Final (Dora Lopes - Genival Melo)
04 - João Da Silva (Billy Blanco) 


SD - COMPACTO (Copacabana)
Faixas:
01 - Rancho do Rio (João Roberto Kelly - J. Rui)
02 - Céu Azul (Marino Pinto - Paulo Valdez)


1968 - Mudando de conversa (Odeon) - com Ciro Monteiro, Clementina de Jesus e Conjunto Rosa de Ouro
Faixas:
01 - Lamento (Pixinguinha - Vinicius de Moraes) Regional
02 - Formosa (Baden Powell - Vinicius de Moraes)
Sacode Carola (Hélio Nascimento - Alfredo Marques)
Madame Fulano de Tal (Cyro Monteiro - Cândido Dias da Cruz)
Divina Dama (Cartola)
Sofrer É da Vida (Ismael Silva - Francisco Alves - Nilton Bastos)
Risoleta (Raul Marques - Moacir Bernardino) Cyro Monteiro
03 - Mudando de Conversa (Maurício Tapajós - Hermínio Bello de Carvalho) Conjunto Rosa de Ouro e Élton Medeiros
04 - De Cigarro Em Cigarro (Luis Bonfá)
Neste Mesmo Lugar (Armando Cavalcanti - Klécius Caldas)
Bar da Noite (Haroldo Barbosa - Bidú Reis)
Eu e a Brisa (Johnny Alf) Nora Ney
05 - Se o Carnaval Acabar (Élton Medeiros - Hermínio Bello de Carvalho - Mauro Duarte) Cyro Monteiro, Élton Medeiros e Mauro Duarte
06 - Sabiá (Maurício Tapajós - Joaquim Cardoso)
Mulato Bamba (Noel Rosa) Clementina de Jesus
07 - Escurinho (Geraldo Pereira)
Falsa Baiana (Geraldo Pereira)
Que Samba Bom (Geraldo Pereira- Arnaldo Passos) Cyro Monteiro
08 - Meus Vinte Anos (Wilson Batista - Silvio Caldas)
Aves Daninhas (Lupicínio Rodrigues)
Não Te Dói a Consciência (A. Garcez - Nelson Silva - A. Monteiro)
Castigo (Dolores Duran)
Não Quero Mais Amar a Ninguém (Carlos Cachaça - Zé da Zilda)
Se a Saudade Me Apertar (Ataulfo Alves - Jorge de Castro)
Saudade Dela (Ataulfo Alves) Nora Ney e Cyro Monteiro
09 - Leva Meu Samba (Ataulfo Alves) Conjunto Rosa de Ouro, Nora Ney, Clementina de Jesus e Cyro Monteiro


1972 - Tire seu sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor (Som Livre)
Faixas:
01 - Desabafo (Beto Quartin - Sergio Bittencourt)
02 - Quando Eu Me Chamar Saudade (Nelson Cavaquinho - Guilherme de Brito)
03 - Bar da Noite (Bidú Reis - Haroldo Barbosa)
04 - Vamos Falar de Saudade (Chocolate - Mário Lago)
05 - Preconceito (Antônio Maria - Fernando Lobo)
06 - Franqueza (Denis Brean - Osvaldo Guilherme)
07 - Ninguém Me Ama (Fernando Lobo - Antônio Maria)
08 - A Flor e o Espinho (Nelson Cavaquinho - Alcides Caminha - Guilherme de Brito)
09 - Obra Prima (Lúcio Cardim - Norberto Pereira)
10 - É Tão Gostoso Seu Moço (Chocolate - Mário Lago)
11 - Quanto Tempo Faz (Paulo Soledade - Fernando Lobo)
12 - Onde Anda Você (Antônio Maria - Reinaldo Dias Leme)
13 - Conselho (Denis Brean - Osvaldo Guilherme)
14 - De Cigarro Em Cigarro (Luis Bonfá)


1974 - COMPACTO (Som Livre)
Faixas:
1. Desabafo (Sergio Bittencourt)
2. Inventor Do Trabalho (Batatinha)


SD - COMPACTO (RCA Victor)
Faixas:
01 - Regra Três 
02 - Conselho (Denis Brean - Osvaldo Guilherme)


1974 - Feitiço da Vila (Bemol) - com Jorge Goulart, A. Guimarães Trio e Waldir Silva
Faixas:
01 - Feitiço da Vila (Noel Rosa) Nora Ney
02 - Solidão (Dolores Duran) Nora Ney
03 - Pra Você (Silvio César) Nora Ney
04 - Último Desejo (Noel Rosa) Nora Ney
05 - Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso) A. Guimarães
06 - Três Lagrimas (Ary Barroso) A. Guimarães
07 - Rancho Fundo (Ary Barroso) A. Guimarães
08 - No Tabuleiro da Baiana (Ary Barroso) A. Guimarães
09 - É Luxo Só (Ary Barroso) A. Guimarães
10 - Aquarela do Brasil (Ary Barroso) A. Guimarães
11 - Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida (Paulinho da Viola) Jorge Goulart
12 - Não Sou Feliz (Nelson Cavaquinho - Zé Keti) Jorge Goulart
13 - Último Baile da Monarquia (Sylas) Jorge Goulart
14 - Gosto Que Me Enrosco (J. B. da Silva "Sinhô") Waldir Silva e Regional
15 - Jura (J. B. da Silva "Sinhô") Nora Ney, Jorge Goulart, A. Guimarães e Waldir Silva
16 - Adeus Batucada (Sinval Silva) Nora Ney, Jorge Goulart, A. Guimarães e Waldir Silva
17 - Barracão (Luis Antônio - Oldemar Magalhães) Nora Ney, Jorge Goulart, A. Guimarães e Waldir Silva
18 - Na Cadência do Samba (Ataulfo Alves) Nora Ney, Jorge Goulart, A. Guimarães e Waldir Silva
19 - Vai Saudade (Ataulfo Alves) Nora Ney, Jorge Goulart, A. Guimarães e Waldir Silva
20 - Vai Mesmo (Ataulfo Alves) Nora Ney, Jorge Goulart, A. Guimarães e Waldir Silva
21 - O Orvalho Vem Caindo (Noel Rosa) Nora Ney, Jorge Goulart, A. Guimarães e Waldir Silva
22 - A Fonte Secou (Monsueto) Nora Ney, Jorge Goulart, A. Guimarães e Waldir Silva
23 - Aquarela Mineira (Ary Barroso) Nora Ney, Jorge Goulart, A. Guimarães e Waldir Silva
24 - Feitiço da Vila (Noel Rosa) Nora Ney, Jorge Goulart, A. Guimarães e Waldir Silva


1977 - Jubileu de prata (Som Livre) - Com Jorge Goulart
Faixas:
01 - Provei (Noel Rosa - Vadico) Nora Ney e Jorge Goulart
02 - Não É Economia (Alô Pandeiro) (Wilson Batista - Haroldo Lobo) Jorge Goulart
03 - Ronda (Paulo Vanzolini) Nora Ney
04 - A Timidez Me Devora (Jorginho - Walter Rosa) Jorge Goulart
05 - Se Eu Morresse Amanhã de Manhã (Antônio Maria) Nora Ney
06 - Os Cinco Bailes da História do Rio (Silas de Oliveira - Dona Ivone Lara - Bacalhau) Jorge Goulart
07 - Me Dá a Penúltima (Tucunaré) (João Bosco - Aldir Blanc) Nora Ney
08 - Fim de Semana Em Paquetá (João de Barro - Alberto Ribeiro) Jorge Goulart
09 - Dois Tristonhos (Lupicínio Rodrigues) Nora Ney
10 - Divina Dama (Cartola) Jorge Goulart
11 - Canção de Quem Espera (Sivuca - Glória Gadelha) Nora Ney
12 - Brinde ao Cansaço (Candeia) Nora Ney e Jorge Goulart


1987 - Meu cantar é tempestade de saudade (3M)
Faixas:
01 - Por Incrível Que Pareça (Michael Sullivan - Paulo Massadas)
02 - Deixe a Chave (Agnaldo Timóteo - Majó)
03 - Calçadas (Maurício Tapajós - Paulo César Pinheiro)
04 - Vôo Sem Destino (Beto Strada - Magu) - com José Luis
05 - Quero Que Volte (Palinha - I. Pinto)
06 - Pot-pourri Lupicínio Rodrigues:
Esses Moços (Pobres Moços) (Lupicínio Rodrigues)
Nunca (Lupicínio Rodrigues)
Vingança (Lupicínio Rodrigues)
07 - Tempestade de Saudade (Gracia do Salgueiro)
08 - Tanta Cidade (Tito Madi - Berimbau)
09 - Meu Cantar (Arlindo Cruz - Acyr Marques)
10 - Sem Medo de Amar (Gilliard)
11 - Só Saudade (Hélio Di Nora)
12 - Último Desejo (Noel Rosa)


1989 - Antônio Maria - A Noite é Grande (Funarte) - com Dalva Torres, Luis Bandeira, Expedito Baracho e Claudionor Germano
Faixas:
01 - Quando a Noite Me Entende (Vinicius de Moraes - Antônio Maria)
Portão Antigo (Antônio Maria)
Quando Tu Passas Por Mim (Vinicius de Moraes - Antônio Maria)
Suas Mãos (Antônio Maria - Pernambuco)
O Amor e a Rosa (Antônio Maria - Pernambuco) Nora Ney, Dalva Torres, Luis Bandeira e Expedito Baracho
02 - Canção da Volta (Ismael Netto - Antônio Maria)
Preconceito (Fernando Lobo - Antônio Maria)
Menino Grande (Antônio Maria) Nora Ney
03 - Madrugada (Ismael Netto - Antônio Maria - Reinaldo Dias Leme)
Onde Anda Você (Antônio Maria - Reinaldo Dias Leme)
Se Eu Morresse Amanhã de Manhã (Antônio Maria)
Ninguém Me Ama (Antônio Maria - Fernando Lobo) Nora Ney
04 - Manhã de Carnaval (Luis Bonfá - Antônio Maria)
Valsa de Uma Cidade (Ismael Netto - Antônio Maria)
A Noite É Grande (Fernando Lobo - Antônio Maria)
Frevo Nº 1 do Recife (Antônio Maria) Dalva Torres, Expedito Baracho, Luis Bandeira e Claudionor Germano


1991 - A Eternas Cantoras do Rádio (CID) - com Carmélia Alves, Zezé Gonzaga, Violeta Cavalcanti, Ellen de Lima e Rosita Gonzales
Faixas:
01 - As Cantoras do Rádio (Lamartine Babo - João de Barro - Alberto Ribeiro) Rosita Gonzalez, Nora Ney, Violeta Cavalcanti, Carmélia Alves, Ellen de Lima e Zezé Gonzaga
02 - Fascinação (D. Marchetti - M. de Feraudy - Armando Louzada) Rosita Gonzalez
03 - Camisa Listrada (Assis Valente) Violeta Cavalcanti
04 - Qui Nem Jiló (Humberto Teixeira - Luis Gonzaga) Carmélia Alves
05 - Sangrando (Gonzaguinha) Ellen de Lima
06 - Preconceito (Antônio Maria - Fernando Lobo)
Bar da Noite (Bidú Reis - Haroldo Barbosa) Nora Ney
07 - A Estrada do Sertão (João Pernambuco - Wilson Rodrigues - Hermínio Bello de Carvalho) Zezé Gonzaga
08 - Ninguém Me Ama (Antônio Maria - Fernando Lobo)
Ronda (Paulo Vanzolini) Nora Ney
09 - Olhos Verdes (Vicente Paiva) Zezé Gonzaga
10 - Noche de Ronda (Maria Teresa Lara) Rosita Gonzalez
11 - Camisa Amarela (Ary Barroso) Violeta Cavalcanti
12 - Vício (Fernando César) Ellen de Lima
13 - Pau-de-arara (Guio de Morais - Luis Gonzaga) Carmélia Alves
14 - As Cantoras do Rádio (Lamartine Babo - João de Barro - Alberto Ribeiro) Rosita Gonzalez, Nora Ney, Violeta Cavalcanti, Carmélia Alves, Ellen de Lima e Zezé Gonzaga


1992 - As Eternas Cantoras do Rádio Vol. 2 (CID) - com Zezé Gonzaga, Carmélia Alves, Violeta Cavalcanti, Ellen de Lima e Rosita Gonzales)
Faixas:
01 - O Que É o Que É (Gonzaguinha) Ellen de Lima
02 - De Cigarro Em Cigarro (Luis Bonfá) Nora Ney
03 - O Amor e a Rosa (Pernambuco - Antônio Maria)
Rosa Morena (Dorival Caymmi)
Rosas de Abril (Dorival Caymmi)
Estão Voltando as Flores (Paulo Soledade) Rosita Gonzalez
04 - Estrada do Canindé (Luis Gonzaga - Humberto Teixeira) Carmélia Alves
05 - Todo Sentimento (Chico Buarque - Cristóvão Bastos) Zezé Gonzaga
06 - O Samba e o Tango (Amado Regis) Violeta Cavalcanti
07 - Fraqueza (Denis Brean - Osvaldo Guilherme) Nora Ney
08 - Besame Mucho (Consuelo Velasquez)
Solamente Una Vez (Agustin Lara)
Perfídia (Alberto Dominguez) Rosita Gonzalez
09 - Samba Em Prelúdio (Baden Powell - Vinicius de Moraes) Ellen de Lima
10 - Baião da Garoa (Hervé Cordovil - Luis Gonzaga) Carmélia Alves
11 - Pressentimento (Élton Medeiros - Hermínio Bello de Carvalho) Zezé Gonzaga
12 - Adeus Batucada (Sinval Silva) Violeta Cavalcanti


2000 - A música brasileira deste século por seus autores e intérpretes  (SESC-SP)
Faixas:
01 - Ninguém Me Ama (Antônio Maria - Fernando Lobo)
02 - Preconceito (Antônio Maria - Fernando Lobo)
03 - Onde Anda Você (Antônio Maria - Reinaldo Dias Leme)
04 - Menino Grande (Antônio Maria)
05 - Eu e a Brisa (Johnny Alf)
06 - Último Desejo (Noel Rosa)
07 - De Cigarro Em Cigarro (Luis Bonfá)
08 - Bar Da Noite (Haroldo Barbosa - Bidú Reis)
09 - Neste Mesmo Lugar (Klécius Caldas - Armando Cavalcanti)
10 - Castigo (Dolores Duran)
11 - Vai, Mas Vai Mesmo (Ataulfo Alves)
12 - É Tão Gostoso, Seu Moço (Mário Lago - Chocolate)
13 - Obra Prima (Lúcio Cardim - Norberto Pereira)
14 - Quando Eu Me Chamar Saudade

Fonte: cantorasdobrasil.com.br

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