PROFÍCUAS PARCERIAS

Gabaritados colunistas e colaboradores, de domingo a domingo, sempre com novos temas.

ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

Um bate-papo com alguns dos maiores nomes da MPB e outros artistas em ascensão.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

GARGALHADAS SONORAS

Por Fábio Cabral (Ou Fabio Passadisco, se preferir)

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- Mas esse seu CD de Luiz Melodia só tem 11 faixas...

- É que quando ele gravou esse LP, ele só gravou 11 músicas.

- Mas um colega meu tem um MP3 com uma "porrada" de músicas.

- Mas esse aí senhor, não é um MP3 é um CD.

- Tá bem... Então faça um MP3 pra mim com "TUDO" dele que venho buscar na próxima semana.

- Mas senhor, eu não vendo MP3...

- Então faça um pen drive

- Eu também não vendo pen drive.

- Ahhhh, o senhor vai falir.

- Espero que não... Mas mesmo assim, quando o senhor sair, eu vou rezar uma Ave Maria e um Pai Nosso pra me proteger !

CAPIBA POR HUGO MARTINS

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

LENDO A CANÇÃO

Por Leonardo Davino*


Menino das laranjas

À primeira vista, o que chama à atenção na canção "Menino das laranjas", de Theo de Barros, gravada por Elis Regina no disco Samba eu canto assim (1965), é a convivência das três vozes que se fazem ouvir na letra: a do sujeito que observa o menino vendendo laranjas para sustentar a mãe solteira; a da mãe que manda o filho vender as laranjas; e a voz do próprio menino gritando e oferecendo sua mercadoria.
As justaposições (entradas e saídas de cena) de cada voz mais parecem a montagem de um filme que é projetado aos olhos do ouvinte. Elis consegue jogar com as três vozes da canção, sem perder a dramaticidade da cena apresentada.
O canto e o gesto vocal de Elis Regina (cria de Ângela Maria que, por sua vez, é cria de Dalva de Oliveira) são impecáveis e precisos durante a troca de personagens: respirações, pausas, acelerações e desacelerações, apoiados pelo arranjo melódico, dão beleza à vida cruel de um menino que, tendo sua infância minada, vende laranjas para sustentar a si e à família.
Vem a pergunta: quem se acaba é a feira; são as laranjas; ou é o próprio menino? O engajamento social da canção fica evidente na complexividade da ignorância da mãe que, mesmo sem ter condições de sustentar os rebentos, engravida.
São muitos os "meninos da laranja", que apanham (da vida e da mãe) se não trouxerem o necessário para casa. Mas, se de fato só damos aquilo que temos, esta mãe (lavadeira das roupas do povo da cidade) não pode dar outra coisa ao filho senão o adensamento da crueldade da existência.
Cabe ao sujeito, cantor, ao narrar a história deste menino (que é muitos), denunciar e iluminar a vida do outro, pois, enquanto durar a canção, os ouvintes estarão atentos à verdade do garoto. A canção instiga o desassossego em quem ouve e, quem dera, incute desejos de mudança no quadro social.


***

Menino das laranjas
(Theo de Barros)

Menino que vai pra feira
Vender sua laranja até se acabar
Filho de mãe solteira
Cuja ignorância tem que sustentar

É madrugada, vai sentindo frio
Porque se o cesto não voltar vazio
A mãe já arranja um outro pra laranja
Esse filho vai ter que apanhar

Compra laranja menino e vai pra feira

Compra laranja, laranja, laranja, doutor
Ainda dou uma de quebra pro senhor

Lá, no morro, a gente acorda cedo
E é só trabalhar
E comida é pouca e muita roupa
Que a cidade manda pra lavar

De madrugada, ele, menino, acorda cedo
Tentando encontrar um pouco pra poder viver até crescer
E a vida melhorar




* Pesquisador de canção, ensaísta, especialista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e doutor em Literatura Comparada, Leonardo também é autor do livro "Canção: a musa híbrida de Caetano Veloso" e está presente nos livros "Caetano e a filosofia", assim como também na coletânea "Muitos: outras leituras de Caetano Veloso". Além desses atributos é titular dos blogs "Lendo a canção", "Mirar e Ver", "365 Canções".


LEVINO, O MESTRE VIVO

Em 2020 completa-se 55 anos que o maestro faleceu, deixando como única e inalienável riqueza, toda sua obra

Por Leonardo Dantas Silva



Resultado de imagem para levino ferreiraNuma manhã de verão, levado por João Santiago, eu conheci o Mestre Vivo. Morava na Rua Nossa Senhora da Saúde, no Cordeiro, e me pareceu uma figura simples, conversando com algo de ironia em suas observações. Era um tipo de mulato baixo, mais para gordo, tinha a camisa por fora das calças, trazia no rosto as marcas da varíola e usava um chapéu de massa, mesmo dentro de casa, complementando, assim, o tipo comum do nosso homem da zona da Mata.

Estava eu diante do Rei do Frevo! O lendário Mestre Vivo!
Ninguém foi maior do que Levino Ferreira da Silva, no gênero frevo-de-rua, ou, como preferia ele, a marcha-frevo.

Nisso estão concordes outros nomes de nossa música, como Capiba, Luiz Bandeira, José Menezes, Edson Rodrigues, Mário Mateus, Mário Guedes Peixoto, Clóvis Pereira, Ademir Araújo, Dimas Sedícias, Duda (José Ursicino da Silva) e uma infinidade de outros monstros sagrados do nosso frevo instrumental.

Nascido na cidade pernambucana de Bom Jardim, em dois de dezembro de 1890, Levino Ferreira da Silva teve o seu aprendizado musical na banda de música de sua terra natal. Foi o seu primeiro professor o mestre Pompeu Ferreira, então responsável pela banda musical Vinte e Dois de Setembro, e a trompa o seu instrumento de iniciação com o qual se apresentava a partir dos oito anos de idade.

Em 1910, Levino Ferreira já era conhecido como exímio instrumentista daquela região do Agreste pernambucano, sendo o seu concurso solicitado pela cidade de Queimadas, hoje Orobó, onde fora reger a banda musical local. Dois anos depois sua cidade natal, Bom Jardim, o convoca para reger a banda musical Vinte e Dois de Setembro, a mesma que serviria de conservatório quando dos seus primeiros estudos. São desta época as suas primeiras composições. Dobrados, músicas sacras para as festas dos santos padroeiros, marchas de procissões, choros, valsas, fazem parte do repertório dos seus primeiros anos. O frevo, ou marcha-carnavalesca pernambucana, como era conhecido, até então não fazia parte de sua bagagem musical, pois este gênero só veio a ser conhecido a partir de 1919 quando da sua primeira viagem ao Recife.

Entre 1920 e 1935, dirigiu a Banda Musical Independência da cidade de Limoeiro, para onde foi levado por José Gonçalves da Silva Júnior (Zumba), outro monstro sagrado, compositor de frevos-de-rua e de outros gêneros musicais. Em 1930, suas músicas já eram bastante conhecidas no Recife, sendo editadas pela Casa Azevedo Júnior e executadas por todos os pioneiros daquela época.

É então que Levino Ferreira vem a ser conhecido pelo apelido que o consagrou ao longo da vida: Mestre Vivo.

A versão é do próprio Levino Ferreira. Era ele mestre da banda de música de Limoeiro, quando sofreu um ataque de catalepsia. Tomado por morto, com uma respiração imperceptível, foi o seu corpo colocado num ataúde, ao mesmo tempo em que a comoção tomava conta da cidade e das redondezas. Tarde da noite, quando familiares e amigos pranteavam o seu desaparecimento, eis que o morto voltou a si e, sentando-se no caixão exclamou:

- Minha gente querem me enterrar vivo!

Ao susto do início, seguiu-se a alegria, o velório transformou-se em carnaval e um apelido marcou o episódio: Mestre Vivo.

Excelente musicista, conhecendo todos os instrumentos de uma banda de música, Levino Ferreira tornou-se um verdadeiro mestre. Já em Limoeiro, ensinava piano, violino, bandolim, saxofone, trombone, clarineta, violão, dentre outros. Foi a profissão de mestre que o ajudou quando de sua transferência para o Recife, para onde veio a convite de Zumba (José Gonçalves da Silva Júnior) no início dos anos trinta, a fim de integrar a grande orquestra da PRA 8 - Rádio Club de Pernambuco, então dirigida por Nelson Ferreira, onde iniciou-se como primeiro trombone. Conhecido por suas habilidades como instrumentista passou a integrar, anos depois, o quarteto de saxofones Ladário Teixeira; formado por Felinho (Félix Lins de Albuquerque), Antônio Medeiros, Zumba e o próprio Levino.


Discografia em 78 R.P.M.
Autor de outros gêneros musicais, inclusive da A Dança do Cavalo Marinho (fantasia para orquestra sinfônica executada internacionalmente), foi no frevo instrumental que Levino Ferreira veio a notabilizar-se e tornar-se conhecido em outros centros, por suas gravações no Rio de Janeiro em discos 78 rotações por minuto. Da sua extensa discografia anotamos: Satanás na Onda, selo Odeon (nº 11.200-B), gravado em 30 de janeiro de 1935; Diabo solto, Victor, nº 34.142-B, Diabos do Céu, 10 de dezembro de 1936; Diabinho de saia, Victor, nº 34.294-B, 10 de janeiro de 1938, Diabos do Céu; Mexe com tudo, Victor, nº 34.706-A, 13 de dezembro de 1940; Segura esse diabinho, Victor, nº 34.855-B, Passos e sua orquestra, 8 de novembro de 1941; Cadê você, Victor, nº 80.0141-A, 11 de outubro de 1943, Zacarias e sua orquestra; Olha a beliscada, Victor, nº 80.0234-B, Zacarias e sua orquestra, 2 de outubro de 1944; A cobra está fumando, Victor, nº 80.0355-B, Zacarias e sua orquestra, 26 de setembro de 1945; Entra na fila, Victor, nº 80.0474-B, Zacarias e sua orquestra, , 6 de setembro de 1946; Chegou sua vez, Victor, nº 80.0545-B, Zacarias e sua orquestra, 13 de agosto de 1947; Com essa eu vou, Victor, nº 80.0111-B, Zacarias e sua orquestra, 17 de agosto de 1949; Solta o brotinho, Odeon, nº 12.984-B, Raul de Barros e sua orquestra, 30 de dezembro de 1949; Macobeba vem aí, Continental, nº 16.119-A, Severino Araújo e sua Orquestra Tabajaras, 30 de setembro de 1949; Lágrimas de Folião, Victor, nº 80.0707-A, Zacarias e sua orquestra, 6 de setembro de 1950; Último Dia, Continental, nº 16.321-A, Severino Araújo e sua Orquestra Tabajaras, lançado em janeiro de 1951; O Tubarão, frevo-canção, Victor, nº 80.0833-B, Carlos Galhardo, 2 de agosto de 1951; Carlos Avelino no frevo, Victor, nº 80.1028-B, Zacarias e sua orquestra, 25 de agosto de 1952; Retalhos de Saudade, Continental, nº 16.492-A, Orquestra Paraguarí do Rádio Jornal do Comércio, janeiro de 1952; Barulho no salão, Odeon, nº 13.372-B, Osvaldo Borba e sua orquestra, 7 de outubro de 1952; Pororoca, Odeon, nº 13.884-B, Jonas Cordeiro e sua orquestra, 12 de agosto de 1955; Aperta o passo, Odeon, nº 14.105-A, Jonas Cordeiro e sua orquestra, 22 de agosto de 1956; É pra quem pode, Victor, nº 80.0832-A, Zacarias e sua orquestra, 1º de agosto de 1951; Vassourinhas do Levino, Victor, nº 80.1514-A ( o título original desta composição é Vassourinhas está no Rio), Zacarias e sua orquestra, 19 de agosto de 1956; Agüenta o cordão, Odeon, nº 14.557-A, 22 de outubro de 1959, Osvaldo Borba e sua orquestra; Não adianta chorar, Victor, nº 80.1701-A, Zacarias e sua orquestra, 5 de setembro de 1956; Papa fila, Victor, nº 80.1891-A, Zacarias e sua orquestra, 5 de setembro de 1957; O pau cantou, Continental, nº 17.738-B, Severino Araújo e Orquestra Tabajaras, lançado em outubro de 1959; são alguns exemplos de sua discografia em 78 R.P.M.

Em 18 de dezembro de 1975, através da Fábrica Rozenblit, fui responsável pela produção do LP-90008, com o título O Frevo Vivo de Levino Ferreira, fruto de uma pesquisa minha com João Santiago e gravado pela competência da Orquestra do Maestro José Menezes, no qual estão reunidos doze dos maiores sucessos do Mestre Vivo.

Falecido em 9 de janeiro de 1970, Levino Ferreira contou ainda com outro LP reunindo sua obra, produzido pelo radialista Hugo Martins para o Centro da Música Carnavalesca de Pernambuco, gravado pela Orquestra do Maestro Duda em 1990.

Seu frevo Último Dia, depois que foi escolhido pelo autor destas obras como abertura e vinheta do Frevança, concurso patrocinado pela Rede Globo Nordeste e Fundação de Cultura Cidade do Recife, a partir de 1979, passou a ser o mais executado em nossos dias.

Em 1985 foi a vez de Luiz Bandeira homenagear o Mestre Levino, em composição gravada por Claudionor Germano no disco O Bom do Carnaval, Som Livre LP nº 4096066-B:

"Mestre Levino
Você está presente
Alegrando a gente
E todo o carnaval

Seu frevo é sempre esperado
Quando é tocado, vejo o mundo virar
"Mexe com tudo", "Faz a cobra fumar"
E no "Último dia" ninguém quer parar } bis

Olha aqui minha gente!
Quem é bom não morre.
Mestre Levino manda frevo do céu
A gente sabe quando o baile esfria
Toca um frevo dele e vira fogaréu" } bis


Fonte: Do livro Carnaval do Recife (2000)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

MPB COM TUDO DENTRO

Por Rodrigo Faour




A HISTÓRIA MUSICAL DO RÁDIO NO BRASIL

As 25 músicas mais tocadas nos rádios do Brasil no ano de 1930, há exatos 90 anos, foram:

01 - Pra Você Gostar De Mim (Tahi) - Carmen Miranda
02 - Na Pavuna - Almirante & O Bando de Tangarás
03 - Dor de Recordar - Francisco Alves
04 - Dá Nele - Francisco Alves
05 - Deixa Essa Mulher Chorar - Francisco Alves & Mário Reis
06 - Já é Demais - Mário Reis
07 - Iaiá, Ioi o - Carmen Miranda
08 - Amoroso - Quarteto Brunswick
09 - O Que Há Contigo? - Mário Reis
10 - Mulher Exigente - Bando de Tangarás
11 - Linda Cabocla - Augusto Calheiros
12 - Urubatã - Orquestra Victor Brasileira
13 - Eu Gosto da Minha Terra - Carmen Miranda
14 - Louras e Morenas - Jayme Vogeler
15 - Vai Mesmo - Mário Reis
16 - Eu Quero Casar Com Você - Carmen Miranda
17 - Burucuntum - Carmen Miranda
18 - Capelinha de Melão - Elisa Coelho
19 - Maroca Só Que Puxa - Simão Nacional Orquestra
20 - Saxofone, Por Que Choras? - Ratinho
21 - A Voz do Violão - Francisco Alves
22 - Festa no Céu - Noel Rosa
23 - É Sopa - Francisco Alves
24 - Sou Morena - Helena de Carvalho
25 - Volta - Jesy Barbosa

domingo, 23 de fevereiro de 2020

ISAIAS FERREIRA, UMA PONTE ENTRE O RIO DE JANEIRO E O CARNAVAL DE PERNAMBUCO

Pernambucano, o Maestro Isaías Ferreira apesar de residir no Rio de Janeiro bebe constantemente da fonte da cultura do seu estado em recorrentes visitas












Resumo Biográfico:
1963 – Ingressa, aos doze anos de idade, no Colégio Técnico Professor Agamenon Magalhães (Recife-PE), onde inicia os estudos musicais (Teoria Musical, Solfejo e Clarineta) sob orientação dos Professores José Lima e Joaquim Lima;
1964 – Conhece o Maestro Mário Câncio, de quem recebe o convite para estudar na Escola de Belas Artes do Recife. Com ele recebe as primeiras aulas de Fagote. Passa a assistir ensaios da Orquestra Sinfônica do Recife, conduzidos por Vicente Fittipaldi, então Maestro titular da Orquestra;
1965 – Ganha um saxofone de sua mãe e aprende a tocá-lo sozinho aproveitando os conhecimentos obtidos nas aulas de clarineta;
1966 – Ingressa na Banda de Música de uma igreja, no bairro da Encruzilhada (Recife);
1967 – Recebe as primeiras aulas de Regência, na Igreja Batista do Capunga (Recife);
1969 – Ingressa na Banda de Música do Corpo de Fuzileiros Navais como Saxofonista;
1971 – Viaja ao Rio de Janeiro onde aprimora seus conhecimentos musicais na Escola de Música do Corpo de Fuzileiros Navais; – Torna-se Saxofonista da Banda de Música do Corpo de Fuzileiros Navais;
1973 – Ingressa na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) onde se diploma em Regência, sob a orientação do Maestro Roberto Duarte;
1975 – Assume a função de fagotista da Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais;- Torna-se integrante do Quinteto de Sopros Opus Canorum, sendo um dos seus fundadores, com o qual realiza diversos concertos em importantes locais e projetos;
1977 – Torna-se Professor nas disciplinas Solfejo e Ditado ao Piano nos cursos de Música do Corpo de Fuzileiros Navais;
1978 – Ingressa como fagotista na Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro, atuando durante dez anos consecutivos;
1979 – Rege a Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ no seu concerto de formatura;
1980 – Torna-se Professor de Práticas Instrumentais na Sociedade Universitária Augusto Motta (SUAM) (RJ); – Participa como palestrante e instrumentista no Projeto “Musicâmara”, da Secretaria de Educação e Cultura (RJ);
1981 – Excursiona com a Banda de Música do Corpo de Fuzileiros Navais por treze países da América do Sul, América do Norte, Europa e África; – É agraciado com Medalha por sua participação como Regente e Saxofonista na Banda de Música do Corpo de Fuzileiros Navais em turnê por treze países;
1982 – Ingressa no curso de Fagote, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), graduando-se sob a orientação do fagotista franco-brasileiro Noel Devos; – Participa como Palestrante e Fagotista no projeto “Arte Musical nas Escolas”, da Secretaria de Cultura (RJ); – Participa como Palestrante e Fagotista no projeto “Música para Jovens”, da Coordenadoria de Cultura do Estado (MG);
1984 – Torna-se Primeiro Fagotista da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ;
1985 – Fagotista convidado da Orquestra Jovem da FUNARTE, sob Regência do Maestro David Machado (RJ);
1986 – Participa como Fagotista no LP “Futuros Mestres em Música”, com a Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ; – Atua como Fagotista com o grupo inglês “The Players” no musical “Fidler on the Roof”, de Sheldon Harnick e Jerry Bock (RJ);
1987 – Fagotista convidado da Orquestra Pró Música do Rio de Janeiro (PETROBRÁS), Atual Orquestra Petrobrás Sinfônica (RJ);
1988 – Cria o Quinteto de Sopros “Francisco Braga”, do Corpo de Fuzileiros Navais, para o qual escreve diversos arranjos. Com esse grupo realiza vários concertos dentro e fora do CFN; – Torna-se Arranjador da Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais – RJ; – Cria o Quinteto “Câmara Som”, com o qual realiza diversos concertos; – Compõe e rege a música para as comemorações dos 180 anos do Corpo de Fuzileiros Navais, interpretada pelo Coral da Universidade Gama Filho e Banda Sinfônica do CFN, em concerto com a presença do então Presidente da República, Dr. José Sarney, de quem recebe cumprimentos pessoais; – Participa como Arranjador e Fagotista do Quinteto “Câmara Som” no CD “Senai Canta no Rio”; arranjos por encomenda do SENAI-RJ; – É agraciado com a Medalha Mérito Tamandaré (Decreto-Lei nº 42.111, de 20 de agosto de 1957), concedida pelo então Ministro da Marinha, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao Corpo de Fuzileiros Navais com Regente, Compositor, Arranjador, Instrumentista, Professor e Fundador do Quinteto de Sopros “Francisco Braga”, do CFN; – Recebe Referência Elogiosa da Legião Brasileira de Assistência (LBA) pela participação em concerto beneficente realizado no Golden Room do Copacabana Palace Hotel, como Primeiro Fagotista da Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro, em favor dos desabrigados pelas chuvas na capital carioca;
1989 – Compõe a “Marcha para Continência” para as recepções ao Comandante Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, que passa a ser executada em todo o Brasil nos eventos oficiais com a presença daquela autoridade. Composta por encomenda do CFN (RJ); – Participa como Palestrante e Fagotista na sede da Sociedade Teosófica do Rio de Janeiro;
1990 – Torna-se Regente Titular da Banda do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (CIAGA) RJ; – Atua como Fagotista convidado da Orquestra de Câmara Abrarte (Petrópolis – RJ),
1991 – Atua como Regente convidado da Orquestra de Câmara Abrarte, no Teatro Afonso Arinos (Petrópolis – RJ); – Agraciado com a Medalha do Bicentenário da morte de W. A. Mozart, concedida pelo Supremo Conselho do Brasil (:.) – RJ;
1993 – Torna-se Professor de Fagote na Escola de Música do Corpo de Fuzileiros Navais (RJ); – Membro da Banca Examinadora do Concurso para Formação de Músicos do CFN (RJ); – Supervisor dos Cursos da Escola de Música do CFN – Recebe Referência Elogiosa do Centro de Letras e Artes da UFRJ pela participação como Regente em concerto realizado com a Banda do CFN, na sede da Reitoria da UFRJ;
1994 – Torna-se Regente Titular da Banda do Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (CIAMPA) – RJ; – Membro da Banca Examinadora para Prática Coral, no Curso de Aperfeiçoamento para Músicos do CFN; – Membro da Banca Examinadora do Concurso para Formação de Músicos do CFN;
1995 – Compõe diversos arranjos para Coro Infantil e Banda para as Faculdades Integradas Moacyr Schreder Bastos; – Jurado no XX Concurso de Bandas Civis do Estado do Rio de Janeiro (Secretaria de Cultura do Estado); – Ingressa, a convite do Maestro Artur Rua, na UFRJazz Ensemble como saxofonista (barítono), com a qual realiza diversos concertos;
1996 – Rege, como convidado, a UFRJazz Ensemble;- Jurado no XXI Concurso de Bandas Civis do Estado do Rio de Janeiro (Secretaria de Cultura do Estado);
1997 – Fagotista convidado da Banda Sinfônica da Universidade Souza Marques (RJ);- Jurado no XXII Concurso de Bandas Civis do Estado do Rio de Janeiro (Secretaria de Cultura do Estado);- Produtor Assistente do Projeto “Tons & Sonsda UFRJ” – Recebe Referência Elogiosa do Coral de Câmara Bach pela participação como Primeiro Fagotista no Requiem, de W. A. Mozart (RJ);
1998 – Participa como Fagotista no evento “Olimpíada Operária Global”, da Rede Globo (Belo Horizonte – MG);- Participa como Saxofonista do CD “Jazz na Universidade”, com a UFRJazz Ensemble, sob a Regência do Maestro José Rua;
1999 – Atua como Saxofonista em turnê a Portugal e Espanha com o Coral Todotom (UFRJ); – Compõe o arranjo do jingle do Barra Shopping, para Orquestra Sinfônica, por encomenda da Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro, para execução nos concertos patrocinados por aquela empresa; – Produtor Executivo no Selo Fonográfico “Tons & Sons da UFRJ”, tendo produzido doze CDs; – Participa do CD “Música Brasileira para Metais”, como Compositor da peça “Marcha, Coral e Fantasia”; – Produtor Executivo do CD “Desenredos”, do Coral da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ);
2000 – Compõe arranjos para Orquestra Sinfônica de oito obras de Antônio Carlos Jobim, por encomenda da Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro; – Produtor Executivo do CD “Vício Nato”, da Banda Vício Nato (RJ);
2001 – Atua como Saxofonista na Orquestra UNIGRANRIO (Universidade do Grande Rio);
2003 – Atua como Saxofonista na novela “Chocolate com Pimenta”– Rede Globo – RJ; – Participa como Saxofonista nas comemorações do 50º aniversário da Petrobrás, com a presença do então Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva;
2004 – Participa como Saxofonista na novela “Senhora do Destino” – Rede Globo – RJ; – Participa como Saxofonista no CD “Na Bagagem”, da Banda Vício Nato (RJ);
2005 – Funda a UERJazz BAND (Orquestra de Sopros da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ) e torna-se seu Regente Titular; com esse grupo atua em diversos shows dentro e fora da Universidade; – Inicia a confecção de 48 arranjos de obras para a UERJazz BAND; – Professor de Teoria e Percepção Musical nas Oficinas de Criação Artística da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ);
2007 –Torna-se Professor de Fagote e Saxofone na Escola de Música da 1ª Igreja Batista de Alcântara (São Gonçalo-RJ);
2011 – Participa como Saxofonista do CD “Força da Natureza”, da Cantora Ananda (RJ); -Torna-se Professor de Prática de Choro, nas Oficinas de Criação Artística da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); – Participa como Saxofonista no musical infantil “O Cavalinho Azul”, de Maria Clara Machado e Tim Rescala; – Jurado no Concurso para escolha da Canção do Veterano Fuzileiro Naval (RJ);
2012 – Compõe os Frevos “Pátio de São Pedro” e “Pernambuco na Cabeça”;- Participa como Saxofonista no CD “Longe ou Perto”, do Cantor Daniel Lemos (RJ);- Fundador e Saxofonista do “Grupo de Choro da UERJ” (Universidade do Estado do Rio de Janeiro);- Torna-se Saxofonista do grupo “Instrumental Carioca” (RJ); Participação como saxofonista na Orquestra Popular do Recife, sob a regência do Maestro Ademir Araújo, por ocasião do Festival de Inverno de Garanhuns;
2013 – Participa como Regente e Arranjador no DVD “UERJazz BAND” – Volume 1 (RJ); Participa como Regente, Compositor e Arranjador no DVD “UERJazz BAND” – Volume 2 (RJ); – Compõe arranjo para três obras de Chiquinha Gonzaga, para Flauta, Oboé e Fagote, por encomenda do Trio Capitu (RJ); – Compõe arranjo para três obras de Pixinguinha, para Flauta, Oboé e Fagote, por encomenda do Trio Capitu (RJ);
2014 – Recebe Placa concedida pela Associação de Veteranos do Corpo de Fuzileiros Navais, pela contribuição musical no âmbito do CFN; Cria a Orquestra Popular Carioca


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FORMAÇÃO MUSICAL:
-Técnico em Música (Saxofone) – Colégio Técnico Professor Agamenon Magalhães – Recife-PE (1963);
-Técnico em Música (Saxofone) – Escola de Música do Corpo de Fuzileiros Navais – Rio de Janeiro – (1971);
-Bacharel em Música (Regência) – Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro – (1973);
-Bacharel em Música (Fagote) – Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro – (1982);


EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:

-REGENTE:
-Orquestra Sinfônica da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1979);
-Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais (Rio de Janeiro-RJ) (1988);
-Coral da Universidade Gama Filho (Rio de Janeiro-RJ) (1988);
-Banda de Música do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Rio de Janeiro-RJ) (1990 a 1992);
-Orquestra de Câmara ABRARTE (Petrópolis-RJ) (1991);
-Banda de Música do Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (Rio de Janeiro-RJ) (1992 a 1994);
-Banda de Música do Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (RJ) (1994 a 1996);
-UFRJazz Ensemble (Rio de Janeiro-RJ) (1996);
-Orquestras de Metais da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro (1996);
-UERJazz BAND (Rio de Janeiro-RJ) (2005 a 2014);

-FAGOTISTA:
-Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais (Rio de Janeiro-RJ) (1975 a 1990);
-Quinteto de Sopros “Opus Canorum” (Rio de Janeiro-RJ) (1975 a 1991);
-Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro (1978 a 1989);
-Orquestra Sinfônica da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1984 a 1988);
-Orquestra de Câmara de Niterói (RJ) (1984 a 1986);
-Orquestra Jovem da FUNARTE (Rio de Janeiro-RJ) (1985);
-Quinteto de Sopros “Francisco Braga” (Rio de Janeiro-RJ) (1988 a 1992);
-Quinteto de Sopros “Câmara Som” (Rio de Janeiro-RJ) (1988 a 1992);

-SAXOFONISTA:
-Banda de Música do Corpo de Fuzileiros Navais (Rio de Janeiro-RJ) (1971 a 1975);
-UFRJazz Ensemble (Rio de Janeiro), sob a Regência do Maestro José Rua (1995 a 1998);
-Grande Banda Carioca, sob a direção musical de Claudio Dauelsberg (1998);
-Orquestra UNIGRANRIO (Universidade do Grande Rio) (2001);
-Novela “Chocolate com Pimenta” – Rede Globo-RJ (2003);
-Novela “Senhora do Destino” – Rede Globo-RJ (2004);
-Grupo de Choro da UERJ – (Rio de Janeiro-RJ) (2012);
-Grupo INSTRUMENTAL CARIOCA (Rio de Janeiro-RJ) (2012);

-ARRANJADOR:
-Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais (Rio de Janeiro-RJ) (1988);
-Obras para o Coral do SENAI e Quinteto de Sopros (Rio de Janeiro-RJ) – encomenda do SENAI (1988);
-Obras para Coro Infantil e Banda, para as Faculdades Integradas Moacir Schreder Bastos, RJ (1995);
-08 obras de Antonio Carlos Jobim, para Orquestra Sinfônica, encomenda Orquestra Filarmônica do RJ. (2000);
-3º Festival de Música do INMETRO – obras inéditas de autores do Rio de Janeiro e Minas Gerais 2004);
-48 arranjos para a UERJazz BAND (2005 a 2012);
-Três obras de Chiquinha Gonzaga, para Flauta, Oboé e Fagote – por encomenda do Trio Capitu (2013);
-Três obras de Pixinguinha para Flauta, Oboé e Fagote – por encomenda do Trio Capitu (2013);

COMPOSITOR:
-Música comemorativa: 180 anos do Corpo de Fuzileiros Navais, para Coro e Banda Sinfônica (1988);
-“Marcha para Continência” (para Banda) (1989);
-“Marcha, Coral e Fantasia” (para Quinteto de Metais) (1999);
-Peças para Coro Infantil;
-Peças para Coro Adulto;
-Frevos;
-Choros;
-Sambas;


PROFESSOR:
-Escola de Música do Corpo de Fuzileiros Navais (Rio de Janeiro-RJ) – Solfejo e Ditado ao Piano (1977);
-Sociedade Universitária Augusto Motta (SUAM) (Rio de Janeiro-RJ) – Práticas Instrumentais (1980);
-Escola de Música do Corpo de Fuzileiros Navais (Rio de Janeiro-RJ) – Fagote (1993);
-Primeira Igreja Batista de Alcântara (São Gonçalo-RJ) – Fagote e Saxofone (2007);
-Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) – Teoria e Percepção Musical (2008);
-Universidade do Estado de Rio de Janeiro (UERJ) – Prática de Choro (2011);


PALESTRANTE:
-Projeto “Musicâmara” – Secretaria de Educação e Cultura-RJ – (1980);
-Projeto “Arte Musical nas Escolas” – Secretaria de Educação e Cultura-RJ – (1982);
-Projeto “Música para Jovens” – Coordenadoria de Cultura do Estado (MG) – (1982);
-Sociedade Teosófica do Rio de Janeiro – (1989);


DISCOGRAFIA:
-LP “Futuros Mestres em Música” – como fagotista da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986);
-CD “Senai canta no Rio” – como fagotista e arranjador (1988);
-CD “Jazz na Universidade – como saxofonista (1998);
-CD “Desenredos” – como produtor executivo (1998);
-CD “Quinteto de Sopros do Corpo de Fuzileiros Navais” – como arranjador;
-CD “Música para Metais” – como compositor e diretor executivo (1999);
-CD “Na Bagagem” – como saxofonista da Banda Vício Nato (2004);
-CD “Força da Natureza” – como saxofonista (2011);
-CD “Longe ou Perto” – como saxofonista (2012);
-DVD “UERJazz BAND” – Volume 1 – como regente e arranjador (2013);
-DVD “UERJazz BAND” – Volume 2 – como regente, compositor e arranjador (2013);


JURADO / BANCA EXAMINADORA:
-Concursos para Formação de Músicos do Corpo de Fuzileiros Navais (1993/1994);
-XX Concurso de Bandas Civis do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Cultura do Estado (1995);
-XXI Concurso de Bandas Civis do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (1996);
-II Concurso de Bandas Carnavalescas (Rio-Tur) (1996);
-XXII Concurso de Bandas Civis do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Cultura do Estado/RJ (1997);
-III Concurso de Bandas Carnavalescas (Rio-Tur) (1997);
-Concurso para escolha da “Canção dos Veteranos do Corpo de Fuzileiros Navais (2011);


TURNÊS:
-Colômbia, Venezuela, México, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Alemanha, Suécia, Dinamarca, Senegal e Cabo Verde – Saxofonista na Banda de Música do Corpo de Fuzileiros Navais (1981);
-Sergipe e Bahia – como Regente da Banda de Música do Corpo de Fuzileiros Navais (1996):
-Portugal e Espanha – Saxofonista em peças para Coro Adulto e Saxofone – Coral Todotom-UFRJ (1999);


ATUAÇÃO ADMINISTRATIVA:
-Supervisor dos Cursos da Escola de Música do Corpo de Fuzileiros Navais (1993);
-Produtor Assistente no Projeto “Tons&Sons da UFRJ” (1997);
-Produtor Executivo no Selo Fonográfico “Tons&Sons da UFRJ”, trabalhou na produção de 12 CDs (1999);
-Produtor Executivo do CD “Desenredos” – Coral da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ);


DISTINÇÕES:
-Finalista no II Concurso de Conjuntos de Choro (Secretaria Municipal de Educação e Cultura, RJ – (1978);
-1º Lugar no Concurso de Bandas Militares como Primeiro Fagotista da Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais;
-Medalha por participar em turnê por 13 países, Saxofonista da Banda de Música do Corpo de Fuzileiros Navais (1981);
-Medalha Mérito Tamandaré, concedida pelo Ministério da Marinha pelos serviços prestados ao Corpo de Fuzileiros Navais como Regente, Instrumentista, Compositor, Arranjador, Professor e fundador do Quinteto de Sopros “Francisco Braga” (1988);
-Referência Elogiosa da Legião Brasileira de Assistência (LBA) pela participação em concerto beneficente como Fagotista da Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro em benefício dos desabrigados pelas enchentes no Rio de Janeiro (1988);
-Medalha do Bicentenário da Morte de W. A. Mozart concedida pelo Supremo Conselho do Brasil (:.) (1991);
-Referência Elogiosa do Centro de Letras e Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro pela participação como Regente em concerto na Reitoria da UFRJ (1993);
-Referência Elogiosa do “Coral de Câmara BACH” pela participação como Fagotista no Requiem, de W. A. Mozart (1997);
-Placa concedida pela Associação de Veteranos do Corpo de Fuzileiros Navais pelos serviços prestados como Músico ao Corpo de Fuzileiros Navais (2014).


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sábado, 22 de fevereiro de 2020

ALMANAQUE DO SAMBA (ANDRÉ DINIZ)*

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• CAPÍTULO2•
A ERA DA VOZ



Ela: “Nos lindos tempos de outrora
Desde a noite até a aurora
Cantando versos de amor
Ouvia-se o trovador.”
Ele: “Hoje tudo está mudado.”
Ela: “Mas o trovador não tem data
Eu sou do século vinte
Mas gosto de serenata.”
Ele: “Ó linda imagem
da mulher que me seduz...”
Ela: “O microfone se fez
E o trovador foi ficando
No rol das coisas passadas
E hoje em dia
Ele canta de uma só vez
Para mil namoradas.”
ATAULFO ALVES e WILSON FALCÃO, “Trovador não tem data”, de 1940


O primeiro registro de voz no Brasil deu-se por intermédio do comendador Carlos Monteiro e Souza, que gravou as vozes do Imperador D. Pedro II e da Princesa Isabel por volta de 1889.
Mas foi somente em 1902 que o empresário de origem judaica Fred Figner criou a pioneira empresa fonográfica brasileira, a Casa Edison, na qual Manuel Pedro dos Santos, o cantor popular Bahiano, teve a primazia de registrar o lundu de Xisto Bahia “Isto é bom”.
A gravação de Bahiano na Casa Edison inaugurou a dinastia de cantores nacionais. Cadete (K.D.T.), Eduardo das Neves, Mário Pinheiro, Nozinho e Geraldo Magalhães fizeram parte dessa primeira geração de cantores que introduziu o profissionalismo no campo da música popular.
Esse profissionalismo também se estendeu aos músicos instrumentistas que até então ganhavam dinheiro com edições de composições para piano. Tornava-se possível para eles o emprego em casas de música, o trabalho eventual em orquestras estrangeiras de passagem pelo Brasil, assim como em orquestras do teatro musicado, ou a participação em grupos de choro e bandas musicais da cidade.
Não era fácil para os pioneiros cantores a tarefa de registrar suas vozes nos sulcos das ceras. O fato é que à época não existia microfone elétrico, mas sim o autofone, que obrigava os cantores a quase gritar (o famoso dó de peito) e os músicos a empregar toda sua força para que a cera da matriz do disco pudesse ser impressionada.
Era também necessário que o cantor executasse a obra de uma só vez, já que a gravação era feita diretamente na matriz. Qualquer erro era fatal: toda a matriz estaria comprometida. E o que dizer dos estúdios, geralmente montados com cortinas e forros de aniagem para o “isolamento acústico”? Tanto as cancionetas de Bahiano quanto o repertório romântico do erudito Mário Pinheiro penaram para ser registrados.
Num período de desencanto com os novos tempos do capitalismo após a Primeira Guerra Mundial, que decretou o fim da Belle Époque, a modernidade continuava a caminhar de mãos dadas com a ciência. A euforia prosseguia com os novos inventos e descobertas científicas. O frenético desejo de controlar a natureza era um dos lados da moeda cuja outra face mostrava os produtos dessa conquista: a luz elétrica, o telefone, o cinema, o automóvel, o avião e os novos inventos no campo da indústria fonográfica.


O“dó de peito”

A tradição do dó de peito é antiga na cultura musical brasileira. Nos teatros, dentro da lógica do belcanto italiano, os cantores precisavam utilizar seus plenos pulmões para não serem ofuscados pelas grandes orquestras. Bom cantor era, quase sempre, aquele que mais volume de voz apresentasse. 
Modinhas ou lundus, gêneros populares no século XIX, eram vociferados com toda força nos teatros da época. Ao ar livre, em serenatas, os cantores tinham necessidade de gritar para dominar as condições acústicas desfavoráveis. A expressão “estourar os tímpanos” tinha, literalmente, sua razão de ser.

Em 1927, as novidades tecnológicas possibilitaram uma melhoria significativa no processo de gravação e audição radiofônica. A energia mecânica contida no sulco dos novos discos, gravados pelo sistema elétrico, era convertida em energia elétrica, que o alto-falante transformava novamente em energia mecânica. Isso possibilitava que sons até então inéditos em gravações pudessem ser percebidos, não havendo mais a necessidade de se gritar – a partir de então se podia cantar com naturalidade.
No começo das gravações mecânicas, a primazia dos registros ficava por conta dos grupos instrumentais e das bandas de música. Era a música instrumental, quem diria, a que mais era levada para a cera. Segundo o levantamento dos pesquisadores Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello, mais de 65% das gravações eram de música instrumental.
Mas a partir da década de 1920 e, sobretudo, com o surgimento da gravação elétrica, a era dos grupos de choro – como o Malaquias, o Passos no Choro e as bandas Escudero, Paulino Sacramento e do Corpo de Bombeiros – cede espaço para a era da voz. A partir daí, a palavra cantada liga-se diretamente ao crescimento do mercado fonográfico no Brasil. Com a criação da fábrica Odeon, em 1912, também por Fred Figner, o país passou a figurar entre os maiores consumidores de discos, alcançando a vultosa soma de 1,5 milhão de vendas por ano.
A seguir, veremos alguns dos principais nomes que se imortalizaram na história de nossa música popular como intérpretes de samba. Esses cantores arrastaram milhares e até milhões de fãs por todo o país, cristalizando no imaginário popular pérolas do nosso cancioneiro. Eles consolidaram uma linguagem citadina, marcada pelo ávido consumo musical e pelo contínuo distanciamento do universo folclórico. As vozes entoadas nos picadeiros de circo, nas serestas românticas ao luar e nos palcos do teatro de revista tornaram-se uma realidade cada vez mais distante ante o avassalador poder do rádio. Com vocês, senhoras e senhores, os cantores do rádio...


A Belle Époque

A “bela época” foi caracterizada pela crença desenfreada nas virtudes e benesses da vida burguesa. Indo do fim do século XIX ao início do XX, com grande força sobretudo em Viena e Paris, influenciou com muita vitalidade o cenário cultural das grandes cidades brasileiras. A cultura parisiense tornou-se referência para nossa elite. Reverenciavam-se o idioma francês e os poetas, escritores e pintores da Cidade Luz. No cotidiano do Rio de Janeiro, matriz política e cultural do país, a elite remodelava os espaços de sociabilidade, empurrando a cultura afrodescendente para as nascentes periferias e morros.
Mas, como bem apontou o antropólogo Hermano Vianna, “ao lado dessa tendência re-europeizante... talvez até dominante no período, subsistiram ... e foram inventadas práticas sociais que colocavam em cena um outro tipo de relação com os universos populares”.1 A hegemonia da cultura francesa não apagou as modinhas e lundus dos salões da elite, tampouco impediu que músicos populares circulassem com toda propriedade em palacetes de barões, intelectuais e políticos da cidade, com seus tão propalados violões “marginalizados”.




* A presente obra é disponibilizada por nossa equipe, com o objetivo de oferecer conteúdo para uso parcial em pesquisas e estudos acadêmicos, bem como o simples teste da qualidade da obra, com o fim exclusivo de compra futura. É expressamente proibida e totalmente repudiável a venda, aluguel, ou quaisquer uso comercial do presente conteúdo.

DEIXA O GALO CANTAR (BRÁULIO DE CASTRO - NEI ARAÚJO)




Arranjos - Fábio Valois
Vocais - PERNAMBUCANEANDO: Bárbara Lessa Fátima de Castro Mileide Pinheiro

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

UM CAFÉ LÁ EM CASA

Por Nelson Faria



EM NOVO PROJETO, CONSUELO DE PAULA APRESENTA-SE VISCERAL

Entre meandros sonoros pouco explorados, a artista mineira passeia de modo seguro e cativante como é possível perceber em "maryákoré", seu sétimo registro fonográfico.

Por Bruno Negromonte




Quando nos referimos ao termo transcendência há quem afirme, sensorialmente, que seja algo que está relacionado com aquilo para além do mundo natural, real. Etimologicamente, transcender é sobressair, alcançar de uma maneira ou de outra algo que está fora dos limites que impõe o corpo; elevar-se sobre ou ir além dos limites de; situar-se para lá de... Dentre as mais distintas teorias sobre o termo (apesar de haver algumas divergências) pelo menos em um contexto todas elas são categoricamente convergentes: a arte é um dos caminhos para o alcance dessa tal transcendência e a música um dos portais mais acessíveis. Não há nenhum povo sem música. Nesse contexto sensorial nada é tão material como a música: a voz, instrumentos de sopro, de percussão e de cordas... e disso tudo resulta o que nos enleva, nos transporta para a transcendência, nos coloca lá donde viemos e lá para onde verdadeiramente queremos ir e talvez habitar. Se bem analisarmos poderemos perceber o quanto uma canção, um canto ou algo relacionado ao contexto sonoro é capaz de fazer, de algum modo, a alma transcender a um imaginário perfeito, a um estado único de equilíbrio. Homero, poeta épico da Grécia Antiga, nascido mais de 900 anos antes do início da era cristã, percebeu a existência desse, digamos, portal e soube usar muito bem o seu talento a favor da narrativa sobre o poder fascinante da música em um dos clássicos da literatura mundial. Feita de tempo, a música o pára, o transcende e tange o eterno. Em síntese é isso: Qualquer indivíduo que for questionado sobre quais são as suas percepções sobre uma determinada melodia, por exemplo, chegará a um ponto onde não poderá exprimir completamente, através das palavras, as sensações que a música lhe traz. E isso talvez seja a tradução mais visceral do termo transcender. 



Toda esse contexto teórico sobre transcendência foi para chegar ao nome de uma artista singular, uma artífice guardiã e detentora de uma das chaves que nos conduz a este portal sonoro rumo a esse regozijo. Seu nome? Maria Consuelo de Paula ou simplesmente Consuelo de PaulaPoetiza, cantora, compositora, instrumentista e produtora, Consuelo nasceu na cidade de Pratápolis, localizada na Mesorregião do Sul e Sudoeste de Minas e Microrregião de Passos a cerca de 398 km de Belo Horizonte. Sua arte traz por característica uma identidade muito marcante (pois a sua música não faz concessão) e um canto aprazível. Talentosa, a cantora não rende-se ao ao modismo convencional e por isso mantém-se firme naquilo que acredita como ofício. Tal qual Hermeto Pascoal, para ela o valor maior está nas notas musicais e não nas notas de dinheiro como é possível atestar em cada registro fonográfico. Desde o primeiro álbum lançado em 1998 ("Samba, Seresta & Baião") que o seu trabalho é passivo desta afirmação. Deste ao mais recente somam-se um total de sete álbuns em pouco mais de duas décadas de mercado fonográfico. São projetos como "Dança das rosas", "Tambor e flor", o CD e DVD "Negra" (que foi gravado em espetáculo ao vivo no Teatro Polytheama de Jundiaí), "Casa", "O Tempo e o Branco" entre outros que reiteram a sua aguçada sensibilidade a serviço da arte e da vida. Seja como intérprete de suas próprias canções (havendo como destaque o repertório composto em parceria com o saudoso Rubens Nogueira) ou cantando temas de outros autores, Consuelo de Paula apresenta uma musicalidade originária e de relevante apuro estético como é possível atestar também neste mais recente trabalho cujo título, Maryakorè, um neologismo que surge da soma do primeiro nome da artista a termos indígenas, africanos entre outros.

Resultado de imagem para Maryakorè
Com uma sonoridade bastante visceral, o álbum é um verdadeiro mergulho nos rincões do Brasil. Com alta precisão, a cantora, instrumentista e compositora soube onde se aprofundar assim como também imergir de tais entranhas. Essa viagem, somada o outros aspectos intrínsecos, trouxe como resultado um projeto fonográfico caracterizado por uma sonoridade para além do convencional, passiva à sensibilidade dos mais atentos. Uma ode aos sentidos e sensações, o disco conta com a participação dos músicos Carlinhos Ferreira (percussão) e Guilherme Ribeiro (piano), na apresentação daquilo que melhor foi absorvido pela artista ao aventurar-se no não convencional. Em dois movimentos e parcerias com nomes como Déa Trancoso, Paulo Nunes e Rafael AltérioMaryakorè é a lapidação da destreza a partir do seu estado bruto. É medula daquilo que podemos definir por arte; denso e forte, é raiz profunda de um Brasil intenso como pode-se perceber.

Como bem foi visto, a música tem o poder de nos transportar. Mítica, ela é o divino no mundo ou, pelo menos, o que nos abre à experiência ao divino em algumas situações. Talvez ela seja a tal beleza que o romancista russo Dostoiévski definiu como "salvadora do mundo". Caso não seja, não importa... a beleza pode ser algo mais real, mais audível como, por exemplo, o canto de Consuelo de Paula (que por si só já nos basta). Doce e conciso, o seu canto é uma das coisas que há de mais aprazíveis na música popular brasileira na atualidade. Indelével, seu talento não suprime-se ao apresentar-se inventivo, pelo contrário, mostra-se rico de tal maneira que serve até mesmo como parâmetro para ir de encontro à lógica obtusa de uma indústria cultural que preza por contextos escusos e que estão longe daquilo que muitos acreditam por arte. Xamã em seu ofício, Consuelo guia-se pela sensibilidade e permite-nos uma fascinante aventura no cerne de nossa cultura não apenas para que tomemos conhecimento da diversidade existente neste país de dimensões continentais, mas também para nos permitir uma apropriação que vai para além do tangível, algo muito mais sensorial do que paupável, uma viagem ao encontro de uma ancestralidade peculiar, onde a resistência transfigura-se em música e esta, imbuída de verdade, vai formando um caleidoscópio sonoro abrangente e interessante, passivo da possibilidade de conhecimento. Em síntese é isso: tal qual Caetano, essa mineira, nua com sua música, nos mostra devagarinho, de modo íntimo e intenso, o caminho que vai de tom a tom a nos proporcionar essa vertigem visionária que não carece de seguidor. Porangatu, Maryakorè!



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Para aquisição do álbum:
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

GRAMOPHONE DO HORTÊNCIO

Por Luciano Hortêncio*





Canção: Xote pra vô Jaimão

Composição: Alberto Maia - Raul Marques 

Intérprete - Bruno Moritz

Disco - Raul Misturada & Bruno Moritz - Capim Limão (2012)



* Luciano Hortêncio é titular de um canal homônimo ao seu nome no Youtube onde estão mais de 10.000 pessoas inscritas. O mesmo é alimentado constantemente por vídeos musicais de excelente qualidade sem fins lucrativos).

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