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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

NIE MYER UNE INTEGRANTES DO SKANK, DJ ANDERSON NOISE E MILTON NASCIMENTO

Projeto inovador Vikings, primeiro single do grupo, com surpreendente fusão de jazz e eletrônica

Por Mariana Peixoto


Anderson Noise, Henrique Portugal, Milton Nascimento e Lelo Zanetti (foto: Diego Ruahn/divulgação)

A grafia é nie myer, a pronúncia é niemeyer. Faça a leitura que quiser, leitor. O que importa é que o Nie Myer, grupo mineiro criado na Savassi, tirou da zona de conforto três nomes da música que desde os anos 1990 estão na ativa: o DJ e produtor Anderson Noise, o tecladista Henrique Portugal e o baixista Lelo Zanetti, os dois últimos integrantes do Skank.

Mais importante ainda: o trio de jazz, bossa e eletrônica, que surgiu no palco há dois anos, estreia agora no meio digital com a maior e mais importante das vozes. Será lançado nesta sexta-feira (26) o clipe de Vikings (música do Nie Myer, letra de César Maurício), primeiro single do grupo, gravado com Milton Nascimento.

Hoje completando 76 anos, Milton deixa de lado as gravações de caráter revisionista – como o recente EP A festa, com seis faixas – para abraçar uma sonoridade inédita em sua carreira.

“Nunca tive conhecimento muito próximo dessa fusão entre jazz e música eletrônica. Posso dizer que meu primeiro contato com essa expressão foi por meio do Nie Myer. E essa é a proposta que eles trouxeram: inovação. É muito difícil você pegar um gênero tão forte (e tradicional) como o jazz e misturar com uma sonoridade mais moderna como o eletrônico. Mais difícil ainda é fazer disso um som que seja completamente novo no cenário e que possa atrair diferentes gostos”, afirma Milton.

O que vem à tona agora foi trabalhado nos dois últimos anos. Noise se lembra exatamente da maneira como ficou quando esteve na casa de Milton, em Juiz de Fora, para a gravação da voz. “Foi em 16 de novembro de 2016. O Milton é um deus que escuto desde criança. Naquele primeiro contato, me deu uma tremedeira, pois ele cantou a música de uma vez só.”

Henrique Portugal comenta que a letra – “o César escreve poema” –, quase psicodélica, logo ganhou a assinatura de Milton. “Ele foi, parou, escutou uma, duas, três vezes e disse: ‘Vamos gravar’. Foi direto.” Sem as métricas da música pop, Vikings (que ainda contou com a guitarra de Wilson Lopes) tem quase nove minutos.

Dirigido por Diego Ruahn, o clipe foi gravado no ano passado durante a Casa Cor, no prédio da Rua Sapucaí, em BH, que foi sede da extinta Rede Ferroviária Federal. É elaborado e sofisticado, mas sem afetação. A parte de Milton foi registrada na própria residência do cantor, em Juiz de Fora. Wilson Lopes aparece em uma cena em frente à estante de vinis de Noise, no apartamento do DJ, na Savassi. Foi também ali, onde ele mantém seu estúdio, que todas as gravações do Nie Myer ocorreram.


SAVASSI 

O projeto nasceu em 2016 com o nome de Niemeier. Morador da Savassi desde que voltou a viver em BH, em 2013, Noise fez do apartamento um ponto de encontro de amigos, músicos e DJs. Lelo Zanetti começou a dar umas passadas por ali para mostrar o que estava fazendo. Certo dia, Noise, que havia tocado como DJ em três edições do
Savassi Festival, encontrou-se com o organizador do evento, Bruno Golgher. E comentou que estava começando a fazer música com Lelo.

Golgher perguntou se eles poderiam fazer algo que tivesse a cara do Savassi Festival. Amigo de Portugal há muitos anos, Noise o convidou para o projeto. Niemeier, ainda com a antiga grafia, estreou no palco em julho de 2016, durante ao festival.

O trio já conta com 10 faixas gravadas. “Definitivamente, não é um projeto comercial”, explica Portugal. O lançamento será espelhado na prática dos DJs. “A gente estava preocupada com a coisa do álbum. Aí, chegamos à conclusão de que iríamos fazer como na música eletrônica. Soltamos um single a cada dois, três meses. É bem melhor, pois você tem sempre material legal na praça”, diz Noise.

TAYLOR 

O próximo lançamento será a música ainda sem título gravada por Ben Taylor (autor da letra), filho de James Taylor. Há uma outra faixa, também pronta, em japonês. Os três integrantes do Nie Myer escreveram o texto traduzido e gravado por Emi, amiga japonesa de Noise. E há ainda a intenção de ter um registro em francês.

“São coisas bem diferentes, quase instalações artísticas. A música está precisando um pouco disso”, comenta Portugal. Como cada um tem sua própria agenda, os shows do Nie Myer, agora devidamente batizado (e balizado) por Milton Nascimento, deverão ocorrer a partir do ano que vem. Mas sem pressa, como dita a música do trio.

domingo, 13 de agosto de 2017

HISTÓRIAS E ESTÓRIAS DA MPB

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Hoje retomo a abordagem a esta banda que é uma das poucas surgidas ao longo da década de 1990 que mantém-se em evidência até os dias atuais sem perder a popularidade alcançada ao longo desses mais de duas décadas de estrada. Na abordagem encerrei falando a respeito do lançamento do álbum "Calango", o disco que abriu as portas do sucesso nacional para os garotos mineiros e foi responsável por apresentar canções que hoje são imprescindíveis nas apresentações da banda. Hoje retomo a carreira da banda a partir do lançamento do disco posterior, "Samba Poconé", disco que completou duas décadas ao longo do ano passado e que foi responsável por ratificar o sucesso da banda e a levou a apresentações para além das fronteiras nacionais. A Skank chegou à França, aos Estados Unidos, ao Chile, à Argentina, Suíça, Portugal, Espanha, Itália e Alemanha em shows próprios ou em festivais ao lado de bandas como Echo & The Bunnymen, Black Sabbath e Rage Against The Machine. O single "Garota Nacional" foi sucesso no Brasil e liderou a parada espanhola (na versão original) por três meses. A canção foi o único exemplar da música brasileira a integrar a caixa Soundtrack for a Century, lançada para comemorar os 100 anos da Sony Music. "Samba Poconé", inspirado nos filmes da Atlântida com Zé Trindade, Renata Fronzi e Grande Otelo e nos pequenos circos que percorrem o país, foi responsável por os discos da banda ganhar edições norte-americanas, italianas, japonesas, francesas e entre outras em diversos países ao redor do mundo. No Brasil, o disco chegou a 2 milhões de cópias vendidas e trouxe como  "Tão seu", a já citada "Garota Nacional" e "Uma partida de futebol", canção responsável pelo convite a participar do álbum "Allez! Ola! Olé!", disco oficial da Copa do Mundo de Futebol de 1998. O disco vendeu 1.800.000 cópias.

Desde então a banda vem acumulando diversos hits e projetos exitosos a partir de discos como "Siderado" (lançado em julho de 1998, o disco traz sucessos como "Resposta" e "Saideira"  e vendeu 750 mil cópias), "Maquinarama" (Vale o registro de que a partir deste disco a sonoridade da Skank sofre uma sutil modificação. "Maquinarama" é considerado um divisor de águas na carreira do grupo, que já não mais utilizou metais em suas gravações. O disco vendeu cerca de 250 mil cópias com destaque para a canção "Balada do Amor Inabalável"), o primeiro projeto "MTV ao Vivo em Ouro Preto" (lançado em 2001 e responsável pela venda de mais de meio milhão de cópias e a primeira posição nas paradas de sucesso para a balada "Acima do Sol"), "Cosmotron" (que chegou às lojas em 2003 trazendo como destaque as canções "Vou deixar" e "Dois Rios"). Nessa época a banda vive uma experiência inédita: através dos novos formatos de comercialização, é o ringtone com o maior número de downloads no país. Ainda constam na discografia da banda a coletânea "Radiola" (2004), "Carrossel" (Na época do lançamento de "Carrossel", o Skank também disponibilizou todo o conteúdo do álbum em um aparelho de telefone celular. Com esta ação, o Skank tornou-se a primeira banda brasileira a fazer esse tipo de ação mobile. O modelo W300 da Sony Ericsson, que vinha com todas as músicas do álbum de 2006, vendeu mais de 75 mil unidades e rendeu para a banda o primeiro Celular de Ouro do Brasil, certificação reconhecida pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD)). Como se ver, o sucesso nacional da banda fez com que a banda descartasse todas as pretensões de uma carreira internacional, embora o grupo tenha participado de inúmeros festivais pelo mundo afora.

domingo, 6 de agosto de 2017

HISTÓRIAS E ESTÓRIAS DA MPB

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A década de 1990 para a música popular brasileira foi uma das mais nefastas.  A predominância de gêneros musicais caracterizados pela pobreza poética assim como também em sua essência rítmica fez com que as produção musical desta década se destaca-se pelas onomatopeias dos axés e berros agudos dos cantores "sertanejos". A música de qualidade acabou por dar vez a um banal processo de banalização, uma nova tendência do mercado do entretenimento, onde o importante é vender horrores mesmo que o produto não tenha vida longa e acabe sendo atropelado pelo sucesso de um novo produto. No entanto, pontualmente falando, houve algumas exceções dentro da música brasileira e seus mais variados gêneros existentes, dentre eles, no pop rock nacional, esta banda que hoje trago para a nossa coluna, a Skank, banda que estouro nacionalmente no início dos anos de 1990 em Belo Horizonte. Mas os rapazes decidiram mudar o nome para “Skank”, que é o nome dado a um ritmo jamaicano. Na verdade, apesar de ter sido na década de 1990 que o grupo estourou, a banda tem seu cerne ma década anterior, quando em 1983, Samuel Rosa e Henrique Portugal começaram a tocar em uma banda de reggae chamada Pouso Alto do reggae, junto com os irmãos Dinho (bateria) e Alexandre Mourão (baixo). No entanto quando a banda conseguiu agendar um show em São Paulo, os irmãos Mourão não poderiam comparecer por estarem fora de Belo Horizonte. Foi então que o baixista Lelo Zaneti e o baterista Haroldo Ferretti foram chamados para participar do show e daí em diante não saíram mais do grupo. Foi nessa antes dessa apresentação que o grupo mudou seu nome para Skank, inspirado na música de Bob Marley "Easy Skanking". O nome da banda é a pronuncia em português da palavra "Skunk", nome de uma variação da cannabis.

Em São Paulo a banda não teve um começo exitoso. A banda fez sua estreia em 5 de junho de 1991, e devido a uma partida importante do campeonato brasileiro, o público pagante foi 37 pessoas (Dentre esses poucos pagantes estavam Charles Gavin e André Jung, ex-bateristas dos Titãs e do Ira!). Após esta apresentação na capital paulista, voltaram a Belo Horizonte e começaram a tocar regularmente em churrascarias e casas noturnas. Empolgados, resolveram em 1992 lançar o primeiro disco, que veio de maneira independente e foi lançado apenas no formato de CD (apesar de na época ainda existirem os formatos K-7 e LP). Este álbum acabou chamando a atenção da gravadora Sony Music que, junto ao Skank, inaugurou no Brasil o selo Chaos, e relançou o álbum em abril de 1993. Dessa época há duas curiosidades que faço questão de registrar. A primeira é que os integrantes por serem tão fanáticos por futebol costumavam realizar seus shows trajando as camisas de seus times favoritos; e a segunda é engraçada porque apesar do primeiro disco ter sido lançado em CD, nenhum dos integrantes da banda tinham aparelhos de CD em casa. Este primeiro álbum foi o primeiro passo rumo ao reconhecimento nacional que viria a acontecer de fato no disco seguinte, "Calango", que foi lançado em 1994 e vendeu mais de 1 milhão de cópias. Músicas como "Jackie Tequila" e "Te Ver" tornaram-se hits cantados por todo o país. A consagração nacional era fato, prova disto foi ter três músicas ("Esmola", "É proibido fumar" e "indignação"), entre as cem músicas mais tocadas daquele ano em todo o país. O sucesso agora estava lado ao lado com os jovens mineiros. Finalmente Samuel Rosa, vocalista do grupo e psicólogo, poderia viver de música como tanto sonhava. 

domingo, 30 de julho de 2017

SKANK VAI GRAVAR DVD 'SAMBA POCONÉ' AO VIVO NO RIO DE JANEIRO

Gravação está prevista para o dia 25 de novembro e trabalho será editado em CD, DVD e vinil duplo


Por Francelle Marzano 


Henrique Portugal, Lelo Zaneti, Samuel Rosa e Haroldo Ferretti gravam álbum ao vivo no Rio de Janeiro pela primeira vez (foto: Skank/Divulgação)


Pela primeira vez, o Skank escolheu o Rio de Janeiro para receber a gravação de um álbum ao vivo da banda. O show "Samba-Paconé - 20 anos", está previsto para acontecer no dia 25 de novembro. 

Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Farreti vão gravar o trabalho que será editado em CD, DVD e vinil duplo. No repertório, além de executar o álbum na íntegra, o Skank também tocará grandes sucessos do início da carreira.

"O Samba Paconé"! foi criado para batizar o terceiro álbum da carreira da banda, inspirado nos pequenos circos que percorriam o país e nos filmes da Atlântida, com Zé Trindade, Renata Fronzi e Grande Otelo. A obra também foi a primeira parceria entre Samuel Rosa e Nando Reis, em "É uma partida de futebol" e teve contou também com a participação de Mano Chao.

terça-feira, 27 de junho de 2017

NOVA GERAÇÃO PRESTA HOMENAGEM AO SKANK COM COLETÂNEA INÉDITA

Coletânea 'Dois lados' reúne nova geração de músicos para celebrar os 25 anos do grupo mineiro



Primeiro disco do grupo mineiro foi lançado em 1993. (foto: Skank/Divulgação)


O Skank sempre travou uma luta incessante para se reinventar musicalmente. A banda mineira, entretanto, nunca deixou de flertar com o pop radiofônico. Esses, talvez, sejam os maiores trunfos para que o quarteto continue prosperando ao longo de tantos anos de carreira. Samuel Rosa (guitarra e vocal), Henrique Portugal (teclado), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferretti (bateria) somaram melodias suaves e instigantes às letras de rimas fáceis e inteligentes. Um dos resultados mais surpreendentes dessa trajetória de sucesso veio 25 anos depois da criação do grupo, com a coletânea Dois lados, lançada apenas nas plataformas digitais.

O álbum duplo de 15 faixas reúne 34 artistas, de 15 Estados diferentes, e apresenta releituras dos maiores sucessos do conjunto. A amplitude do projeto, criado e produzido pelo mineiro Pedro Ferreira, mostra o quanto o Skank foi importante para a formação musical da nova safra da música popular brasileira. ''A ideia surgiu em janeiro. Além de ser um ano muito especial para a banda, que completa 25 anos do lançamento do primeiro disco (Skank, 1993), poucos grupos na história da música pop nacional foram tão bem-sucedidos quanto eles. Dessa forma, pensei em realizar um tributo como forma de perpetuar o legado de um dos principais nomes da música, com releituras que estimulem o público a conhecer novos talentos'', diz Pedro Ferreira.

Entre os artistas convidados para o projeto estão a dupla Anavitória (Amores Imperfeitos), Esteban Tavares (Mil Acasos), Wado (Dois Rios), Phill Veras (Vou Deixar), Ana Muller (Acima do Sol), Rico Dalasam (Não Vem Brincar de Amor), além dos grupos francisco, el hombre (Pacato Cidadão), The Baggios (A Cerca), Selvagens à Procura de Lei (Ali) e Garotas Suecas (Mandrake e Os Cubanos). ''Procuro convidar músicos que possuam influência do artista homenageado ou admiração por sua obra. E, sempre, deixando claro que a ideia da coletânea não é a de ser um disco cover, mas, sim, um espaço para releituras'', afirma Pedro. Dois lados é uma produção sem fins lucrativos, totalmente independente e que não será comercializada. Cada artista, portanto, arcou com os custos da sua gravação.

Dois lados foi, inclusive, aprovado pelos integrantes do Skank, que se emocionaram com a homenagem das bandas. Samuel Rosa chegou a postar uma foto de agradecimento em seu perfil oficial no Instagram. ''Que bela homenagem foi essa. Poucas vezes imaginei ser tão carinhosamente lembrado por tanta gente legal. Fizemos um trabalho que foi e é relevante para um tanto de gente bacana'', comentou Samuel. ''As bandas fizeram aquilo de forma espontânea, cada um com seu estúdio, cada um com seus recursos para gravar, com suas produtoras, enfim, fizeram cada um da sua própria cabeça, vontade e escolha. Sinceramente, acho que nem de dentro do Skank sairia um projeto tão bacana quanto este'', afirma o baterista Haroldo Ferretti.

Uma das versões mais intrigantes da coletânea é a música A Cerca gravada pelo The Baggios. A canção está presente em Calango, segundo álbum de estúdio do Skank, lançado em 1994. Na voz do duo sergipano formado por Júlio Andrade e Gabriel Carvalho, a canção ganhou uma roupagem mais suja. ''A Cerca sempre foi uma das minhas canções favoritas. Lembro que aprimorei muitos dos riffs nas guitarras nos intervalos dos shows da nossa turnê. O Skank não é uma referência direta, mas sempre houve um respeito gigantesco pelos caras como músicos. Eles fizeram parte da nossa formação musical'', conclui o vocalista e guitarrista Júlio Andrade.


DOIS RIOS
Vários artistas






DESTAQUES DO ÁLBUM


The Baggios - A Cerca
Francisco, el hombre - Pacato Cidadão
Esteban Tavares - Mil Acasos
Wado - Dois Rios
Garotas Suecas - Mandrake e Os Cubanos
Dani Black - Saideira
Nevilton - Te Ver
Zé Manoel - Tanto (I Want You)


Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 27 de abril de 2017

COLETÂNEA CELEBRA OS 25 ANOS DO SKANK

'Dois Lados', do Scream & Yell, reúne 34 artistas interpretando hits das várias fases da banda mineira

Por Nathália Pereira



Entre julho e agosto de 1992, quatro garotos mineiros gravavam e produziam, por conta própria, o primeiro álbum de uma bem sucedida carreira. Vinte e cinco anos e 13 discos depois, o Skank ganha tributo, assinado por 34 artistas, entre os quais, dois pernambucanos. Batizada de Dois Lados, a coletânea reunirá 33 músicas, divididas em dois álbuns digitais, a serem disponibilizados para download gratuito no site Scream & Yell, em mais uma parceria com o produtor Pedro Ferreira.

Conterrâneo de Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferreti, Pedro fez do aniversário de 25 anos de carreira do grupo, completados em 2016, mote para saudar a contribuição do quarteto para a música nacional. A ideia é passear por todas as fases, dos reggaes às baladas pop, sem interferir nas escolhas das faixas, feitas pelos respectivos intérpretes. “Busquei artistas que tivessem influência ou carinho especial pela banda, no mesmo formato que foi com o Los Hermanos e o Milton (Nascimento)”, explica ele, citando as duas outras homenagens que produziu, Re–Tratos e Mil Tom, respectivamente.

Entre os escolhidos, figuram nomes que vão da MPB ao rap, prometendo interessantes releituras. Rico Dalasam, revelação nas rimas, canta Balada do Amor Inabalável. A banda Francisco, El Hombre, ficou responsável por Pacato Cidadão. É Proibido Fumar será gravada pelos Selvagens à Procura de Lei. Não a toa, os três estão entre os jovens convidados. “Além de fazer alusão à duas canções ícones da banda, Três Lados e Dois Rios, o nome tem o objetivo de perpetuar o legado importantíssimo dela pra música brasileira e direcionar a audição pra esse trabalho da nova geração, fenômeno no digital, tipo o Anavitória, que tem um público jovem, que talvez não conheça a obra do Skank e pode, então, ouvir”, conta Pedro.




PERNAMBUCANOS

Nascido na década de 1980, o cantor, compositor e pianista Zé Manoel conta que acompanhou a carreira da banda por muito tempo, este marcado pela faixa que interpretará, Tanto, versão para I Want You, de Bob Dylan. “Eu ouvia muito na época em que lançaram. Quando surgiu o convite de cantar Skank foi a primeira que me veio a mente, porque além de várias outras que gosto, tinha que pensar em algo que eu me visse cantando, que tivesse a ver com meu universo, e ela tem muito”. O registro dele ganhará, claro, a presença do piano, acompanhado por violoncelo.

A cantora Lulina será outra presença pernambucana em Dois Lados, com In(Dig)Nação, de 1993, composta para um trabalho do videoartista Eder Santos. Independente e sem fins lucrativos, o projeto nasce também da memória afetiva de Pedro Ferreira. “Quando faço uma homenagem preciso de uma motivação pessoal. Eu sou de Mariana, interior de Minas Gerais. Tem um DVD deles que foi gravado em Ouro Preto (MTV Ao Vivo (Skank), 2001) e, na época, eu não pude ir, porque era muito novo. Meus primos mais velhos foram e a partir daí passei a ouvir ainda mais por causa deles”, relembra.

Masterizada por Eduardo Kusdra no Estúdio Arte Master (Araras, SP), Dois Lados estará disponível para audição e download dias 5/6, o primeiro álbum, e 6/6, o segundo, em screamyell.com.br e no SoundCloud.

terça-feira, 18 de abril de 2017

SKANK DOMINA PALCO E CÉU PROCURAM O TOM NO PRIMEIRO SHOW DEDICADO A JORGE BEN JOR

Turnê em homenagem ao artista carioca teve avant-première no Rio de Janeiro e segue em shows gratuitos nas principais capitais do país, incluindo o Recife

Por Larissa Lins



Um Samuel Rosa entusiasmado à frente do Skank e uma Céu à procura do tom deram início, na capital do Rio de Janeiro, à turnê Nivea Viva Jorge Ben Jor, em homenagem ao cantor e compositor carioca. Restrita a convidados, a avant-première, realizada no Vivo Rio, na área central da cidade, marca a estreia do primeiro tributo do projeto Nivea Viva a um artista vivo da MPB, possibilitando a presença do homenageado sobre o palco, como protagonista de alguns dos melhores momentos do espetáculo. 

Durante quase três horas do primeiro show da turnê, clássicos do repertório de Jorge Ben Jor foram interpretados pela banda Skank, pela cantora Céu, pelo próprio Jorge e por dois ou três deles simultaneamente, sob direção musical de Dadi Carvalho. Umbabaraúma, Jorge da Capadócia, Os alquimistas estão chegando e O telefone tocou novamente estão no setlist, marcado por hits e composições lado B do músico. O dia que o sol declarou seu amor pela Terra e País tropical abriram a noite, encerrada com Taj Mahal e um repeteco em conjunto de País tropical. 

Na plateia, vultos da música popular brasileira, como Gilberto Gil e Erasmo Carlos, estavam entre os convidados ilustres. Marjorie Estiano, uma das escaladas para a edição passada do Nivea Viva, e os atores Thiago Lacerda e Débora Bloch também assistiram ao show, entre outros destaques da música, televisão e do teatro brasileiros.

Para o vocalista do Skank, Samuel Rosa, alcançar os tons do ídolo pareceu tarefa simples, complementada pela sua euforia em cena. Não se pode dizer o mesmo da paulistana Céu: parecendo deslocada em muitas passagens do show, ela não entregou os graves, nem a energia que os refrões de Jorge Ben Jor pediam. Trocou de figurino (de um vestido azul brilhante a um macacão prateado luminoso), requebrou, tocou pandeiro, mas conseguiu pouca naturalidade, pouco vigor. Coube a ela uma fração menor do repertório, com menos momentos solo, ofertando mais coreografia do que performance vocal.

A mãe de Céu, a artista plástica Carolina Whitaker, inspirou uma das músicas mais conhecidas de Jorge Ben Jor, Carolina carol bela (Jorge Ben Jor/Toquinho), e foi lembrada na avant-première. "Eu não conhecia muito bem Céu. Mas o nosso encontro foi incrível, porque ela é filha da minha musa Carolina carol bela", explicou Jorge. Ela agradeceu: "É um prazer cantar ao lado do meu ídolo, meu professor, uma referência da música para mim." De acordo com Céu, se passaram anos antes que ela soubesse que a mãe era a Carol da canção. "Eu perguntei: como assim, mãe? Mas minha mãe nunca foi de falar muito. Então, que bom que tivemos esse momento, para que o Jorge me contasse essa história", brincou.

A relação afetiva entre Jorge e os mineiros do Skank também foi "grifada" ao longo da festa. "Ele foi nosso padrinho quando ninguém nos conhecia. Nos cedeu Cadê o pênalty? para nosso primeiro disco, um álbum independente, e ainda nos levou a diferentes programas de televisão junto com ele", lembrou Samuel Rosa. "Ele foi a principal referência de toda uma geração de bandas do rock e pop rock nacional. Contemporâneos nossos, como O Rappa, beberam nessa fonte", disse o vocalista. 

O ator Dan Stulbach e a diretora de marketing da Nivea no Brasil e vice-presidente de inovação para as Américas, Tatiana Ponce, anfitriões da avant-première e encarregados de abrir a noite, também citaram a contribuição de Jorge Ben Jor às gerações seguintes a ele na MPB. "Jorge Ben Jor criou um movimento único, em paralelo à bossa nova. Ele foi um alquimista. Misturou funk, samba, jazz e batidas africanas", introduziu Tatiana. Ao fim do show, os laços foram fortalecidos por elogios espontâneos de Ben Jor aos companheiros de palco: ele trata Céu como musa e Samuel, a quem se refere como Samuca, como amigo de longa data. 


>> BONITO, MAS LONGO

A direção artística de Monique Gardenberg oferece ao público um cenário atraente: projeções cinematográficas - inspiradas na paixão de Ben Jor pela sétima arte -, ilustrações, motivos tropicais, psicodélicos e tomadas dos próprios artistas em cena cativam a atenção e embelezam o show. Em alguns momentos, contudo, falta o dinamismo necessário às três longas horas de apresentação, tempo que poderia fluir melhor com reordenamento das faixas selecionadas por Dadi Carvalho em parceria com os artistas convidados. 

Quando em cena, Jorge Ben Jor parece fugir ao programado, engatando sequências improvisadas que deverão ser afinadas com a continuidade da turnê. "Foram 30 ensaios com Céu e dois com Jorge", disse Samuel Rosa ainda no camarim, antes de subir ao palco do Vivo Rio, no que poderia ser a explicação de passagens pouco concatenadas entre o homenageado e os artistas convidados. 


>> NO RECIFE

No Recife, Skank, Céu e Jorge Ben Jor se apresentam no dia 21 de maio, em local ainda não definido, com acesso gratuito. O formato se repetirá em outras capitais do país, como Fortaleza (7 de maio) e Brasília (11 de junho), sempre com entrada franca e em pontos de movimento turístico ou fácil acesso da população local, como ocorreu em edições anteriores.


>> OUTRAS HOMENAGENS

O primeiro Nivea Viva!, em 2012, levou Maria Rita aos palcos brasileiros para homenagear clássicos de sua mãe, Elis Regina. Em 2013, o tributo a Tom Jobim levou Vanessa da Mata a protagonizar o projeto. No ano seguinte, Alcione, Martinho da Vila, Diogo Nogueira e Roberta Sá celebraram o samba e, em 2015, Ivete e Criolo cantaram Tim Maia.

No ano passado, o Nivea Viva! celebrou os 60 anos do rock nacional, com turnê protagonizada por Nando Reis, Paula Toller, Paralamas do Sucesso e Marjorie Estiano. O time de artistas evocou a memória de nomes como Raul Seixas, Mutantes, Jovem Guarda, Rita Lee e os mais novos Raimundos, Charlie Brown Jr. e Los Hermanos, incluindo o pernambucano Chico Science e o movimento mangue criado no estado nos anos 1990.


>> SETLIST
01 - O dia que o Sol declarou seu amor pela Terra - Skank
02 - País Tropical - Skank e Céu
03 - Cabelo - Céu
04 - Que pena - Céu

- Céu sai 

05 - Oé Oé Carro de Boi - Skank
06 - Oba, Lá vem ela - Skank
07 - Balança Pema - Skank
08 - Menina Mulher da Pele Preta - Skank
09 - A minha teimosia é uma arma - Skank

- Céu entra a esquerda

10 - Os alquimistas estão chegando - Skank e Céu
11 - O telefone tocou novamente – Skank e Céu
12 - Chove Chuva - Céu
13 - Xica da Silva - Céu

Zé Pretinho entra

14 - Jorge da Capadócia - Skank / Céu / Jorge
15 - A Banda do Zé Pretinho - Jorge
16 - Santa Clara - Jorge
17 - Zazueira - Jorge
18 - Minha menina - Jorge
19 - Que Maravilha - Jorge
20 - Magnólia - Jorge
21 - Ive Brussel - Jorge
22 - Por causa de você menina - Jorge / Céu
23 - Mas que nada – Jorge / Céu
24 - Quero toda noite - Jorge
25 - Zumbi - Jorge
26 - Bebete - Jorge
27 - My brother Charles - Jorge
28 - WBrasil - Jorge

Samuel entra
29 -  Cadê o Pênalti - Jorge e Samuel
30 - Umbabaraúma - Jorge e Samuel
31 - Fio Maravilha - Jorge / Céu / Skank
32 - País Tropical - Jorge / Céu / Skank

BIS 
33 - Homem da Gravata Florida - Jorge / Céu / Skank
34 - Taj Mahal/A banda do Zé Pretinho – Jorge / Céu / Skank
35 -  País tropical - Jorge / Céu / Skank

sábado, 17 de dezembro de 2016

CONFIRA 20 CURIOSIDADES SOBRE O SAMBA POCONÉ, DO SKANK – PARTE - 02

Por Pedro Galvão



‘É uma partida de futebol’, ‘Garota nacional’, ‘Tão seu’. Os versos dessas canções projetaram o Skank definitivamente para fora de BH, para se tornar uma banda do Brasil e do mundo. Elas fazem parte de ‘O samba poconé’, cujo lançamento completa 20 anos em 2016. Para a data não passar em branco listamos 20 curiosidades para homenagear as duas décadas do álbum:

11 - Apresentados anos antes, por um amigo em comum

Manu Chao e Skank se conheceram em 1992, alguns anos da gravação de 'O samba poconé', quando o artista esteve em BH com sua banda Mano Negra. Além de ser uma das bandas de abertura da noite, ainda no início de carreira, o Skank foi apresentado a Manu Chao por Paco Pigalle, que conhecia tanto os mineiros quanto os estrangeiros. Paco é dono de uma casa noturna voltada para a música alternativa internacional, localizada no bairro Floresta, em BH.


12 - BH nas letras

Embora seja um disco que mistura ritmos e linguagens de vários lugares, a terra natal do grupo tem seu espaço nas letras. Em ‘Eu disse ela’, um dos versos diz: “Ondas amarelas na Contorno cheia, a cidade levemente me odeia”, enquanto “Tão seu” fala em “um filme à toa no Pathê”, se referindo ao antigo cinema localizado na Savassi.


13 - “Tão nossa”

Outro hit do disco, ‘Tão seu’, estourou também na voz de Ivete Sangalo, quando ela ainda liderava a Banda Eva, em 1997. A faixa fez parte do repertório do disco ao vivo da banda, um dos mais importantes da axé music, que comandava as paradas de sucesso nacionais na década de 90.



14 - “Meu coração é o seu”

Outra faixa que fez sucesso em outras vozes foi ‘Os exilados’, gravada por Luiza Possi.


15 - Música perdida

Mais conhecida na voz de Daniela Mercury, a música ‘Minas com Bahia’, escrita por Chico Amaral e Samuel Rosa, faria parte do disco, mas acabou descartada. Para a alegria dos fãs, ela está incluída no repertório da turnê de 20 anos.




16 - Arte dos cinemas no encarte


A capa com uma garota de topless e um gorila no fundo é outro aspecto marcante no disco, assim como as outras pinturas que compõem o encarte. Com produção do designer gaúcho Gringo Cardia, as imagens utilizadas são de autoria do artista espanhol José Robles e estampavam as fachadas de alguns cinemas de rua de São Paulo.


17 - Zé Trindade chegou

Uma das músicas que contam com a participação de Manu Chao é ‘Zé Trindade’, terceira faixa do álbum. Zé Trindade era o nome artístico de Milton da Silva Bittencourt, ator, músico, poeta e comediante brasileiro de rádio, teatro, cinema e TV. Falecido em 1990, ele era famoso pelo jargão ‘’Mulheres, cheguei”.


18 - Músicas de protesto

Além dos hits e apesar do tom alegre que predomina no disco, algumas músicas de protesto fazem parte do repertório de ‘O samba poconé’. Uma delas é ‘Sem terra’, que canta que “Na terra dos sem-terra / A barra vai pesar / Quem ignora erra / Quem quer ignorar”. A outra é ‘Los pretos’, que diz em espanhol: "Os negros que querem casas, são os negros que não as têm, me sinto com um deles, eu quero ser alguém”.


19 - Faixa título também teve clipe

Menos badalado que os de ‘Garota nacional’ e ‘Partida de futebol’, 'Poconé', 11ª e última faixa do álbum também ganhou um clipe:




20 - Nova versão



Para celebrar os 20 anos do disco que vendeu quase 2 milhões de cópias, a banda lanou mês passado uma versão comemorativa, com 29 faixas bônus que incluem remixes, versões alternativas e restos de estúdio, além das 11 originais.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

CONFIRA 20 CURIOSIDADES SOBRE O SAMBA POCONÉ, DO SKANK – PARTE - 01

Por Pedro Galvão



Reprodução / Skank

‘É uma partida de futebol’, ‘Garota nacional’, ‘Tão seu’. Os versos dessas canções projetaram o Skank definitivamente para fora de BH, para se tornar uma banda do Brasil e do mundo. Elas fazem parte de ‘O samba poconé’, cujo lançamento completa 20 anos em 2016. Para a data não passar em branco listamos 20 curiosidades para homenagear as duas décadas do álbum:


01 - Samba o quê?

Poconé é um município no Pantanal Mato-grossense. Embora o Skank nunca tenha ido até lá, a sonoridade do nome agradou aos músicos, que julgaram o título adequado para o álbum recém-gravado, cujas músicas mesclavam vários ritmos e linguagens dos interiores do Brasil. “É uma referência à cultura popular, aos lugares que a gente tocava na época, que era o interior do Brasil, e as misturas de referência musical que nos influenciava na época”, afirma o guitarrista Henrique Portugal.


02 - Homenagem local

Em 2015, em um show em Cuiabá, capital do estado, o vocalista Samuel Rosa foi presenteado com uma camisa do Poconé Esporte Clube. Neste ano, o time acabou rebaixado para a segunda divisão do campeonato mato-grossense.


03 - “O centroavante , o mais importante”, foi Nando Reis

No chamado ‘país do futebol’, talvez nenhuma música represente tão bem o esporte mais popular do mundo como a faixa de abertura de 'O Samba poconé'. ‘É uma partida de futebol’ foi escrita por Nando Reis, na época integrante do Titãs, em parceria com Samuel Rosa.


04 - O clipe ficou 1 a 1

Além do sucesso nas rádios, a música ainda emplacou um dos clipes de maior sucesso na TV brasileira na época. O vídeo foi gravado no Mineirão, em março de 1997, quando Atlético e Cruzeiro cumpriam tabela pela última rodada da primeira fase do campeonato mineiro. A Raposa até poupou alguns jogadores visando a Copa Libertadores.



Os integrantes da banda (Samuel Rosa e Henrique Portugal são cruzeirenses, enquanto Haroldo Ferretti e Lelo Zaneti torcem pelo Galo) aparecem nas arquibancadas, misturados aos torcedores, nas imagens que reúnem ainda lances da partida que terminou empatada em 1 x 1. Vítor marcou para o Galo e Reinaldo para o Cruzeiro.


05 - E foi campeão na Audiência...


O clipe da partida de futebol foi o vencedor do prêmio Escolha da Audiência no VMB de 1997.


06 - … e convocada para a Copa

‘É uma partida de futebol’ foi uma das músicas escolhidas pela FIFA para fazer parte do CD oficial da Copa do Mundo de 98, realizada na França.




07 - Garotas nacionais e sem roupas

O clipe no Mineirão não foi o único de ‘O samba poconé’ a “quebrar a MTV” (Em 1996 o Youtube nem sonhava em existir, não se esqueçam). Principal hit do álbum, ‘Garota nacional’ surpreendeu o país ao exibir algumas atrizes globais e modelos com os seios à mostra em cenas bem picantes. As protagonistas foram: Carla Marins, Ingra Liberato, Shirley Miranda, Cibele Larrama, Dominique Scudera, Paula Burlamaqui, Vanessa de Oliveira e Paloma Duarte.




08 - “Berimbau blau, blau…” só que não

Ao contrário do que muita gente pensa, o refrão de ‘Garota nacional’ não se trata de um beatbox e tem sim uma letra que você possivelmente já cantou ele errado. O correto é:

Ooooh!
Beat it laun,daun daun!
Beat it, loom, dap'n daun
Beat it laun, baun baun


Não tem nada de berimbau, nem de blau blau blau, nem qualquer outra coisa que você possa ter inventado.

É possível conferir a letra no próprio encarte do CD (foto: Reprodução / Skank)


09 - Garota internacional

O sucesso de Garota Nacional foi tamanho que a música chegou a liderar o ranking da Billboard na Espanha por três semanas em 1997. Com ‘O samba poconé’, o Skank fez sua primeira turnê fora do Brasil, tocando em 14 países, dentre eles, Portugal, Espanha, Suíça, França, Itália e Alemanha.


10 - Conexão Manu Chao



Parte do sucesso internacional de ‘O samba poconé’ pode se explicar pela presença do músico franco espanhol Manu Chao nos vocais de três faixas do disco (Zé Trindade, Los Pretos e Sem Terra).

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