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Com 40 anos de carreira, o músico capixaba faz uma retrospectiva biográfica de sua trajetória como instrumentista, compositor e intérpretes em diverso dos projetos nos quais participou.

VERSOS E MELODIAS INCRUSTADAS ENTRE O PLANALTO E O SERTÃO

Embevecido da cultura popular nordestina, Túlio Borges a faz de esteio para os versos e melodias que sustentam a trilogia a que se propõe.

QUEM FOI INALDO VILARIN?

Autor de canções como “Eu e o meu coração” (gravada por nomes como João Gilberto e Maysa), Inaldo Vilarin é mais um na triste estatística de um país sem memória

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

IVAN LINS CELEBRA OS 70 ANOS COM VÁRIOS PROJETOS NO "ANO IVAN"

Cantor fará turnê, lançará discos, DVD, e ganhará uma biografia

Por José Teles



Ivan Lins completa 70 anos no dia 16 de junho. 2015 para ele será o “Ano Ivan”, com a realização de vários projetos para celebrar a efeméride, discos, shows, DVD, uma biografia. A pergunta à queima roupa: “Você recomeçaria tudo outra vez?”. A conversa acontece no restaurante do hotel em Garanhuns. Ele nem titubeia para responder, vai de bate-pronto: “Não sei se faria tudo outra vez. Queria fazer outras coisas, talvez porque não me ligo muito na rotina. A forma como sempre toco diferente minhas músicas é bem um exemplo disto”. Revela que não é muito de festejar aniversário, mas abre exceção para esta data redonda, e simbólica: “70 anos, chegaram muito rápido, talvez porque vivo muito o presente, e o passado acaba se cobrindo de poeira. É preciso que as pessoas cheguem e tirem o pó deste passado, para que seja conhecido e lembrado”.

Nos arquivos da gravadora que herdou o acervo da antiga Chantecler ou, talvez, com um técnico de som da época, que se esqueceu o que há nela, repousa a caixa amarelecida de uma fita com dez músicas de um conjunto de samba jazz chamado Alfa Trio. Ivan Lins, com 20 anos, o pianista. O contrabaixista lembra , rindo, era também massagista: ”Achava que por ter as mãos grandes podia tocar, e copiava os gestos de Luís Chaves, do Zimbo Trion o braço do instrumento; Não tocava nada, mas fazia aquele movimento todo no contrabaixo e o pessoal acreditava que ele sabia. Depois foi substituído por Roberto Thalma, que depois viraria produtor de TV”.

O Alfa Trio era um dos muitos grupos semelhantes que, há meio século, existiam na Tijuca, Zona Norte carioca, onde Ivan Lins morava: “Um produtor convidou para gente ir a um estúdio no Centro. Em uma hora, gravamos dez músicas. Tinha Borandá, de Edu, Influência do jazz, de Carlinhos Lyra. O disco não foi lançado, e nunca mais ouvi aquelas gravações”, conta Ivan, que prefere estabelecer como marco inicial da carreira, Madalena, de 1970, o primeiro sucesso na voz de Elis Regina, de quem seria um dos autores preferidos.

Elis, que liderou passeata contra a guitarra elétrica, converteu-se aos novos tempos, e dividiu com Ivan Lins a apresentação do programa Som Livre Exportação, produzido pela TV Globo. Com um formato inovador, o SLE era abrangente nos estilos musicais, indo dos Mutantes a Mario Lago. Teve participação de Caetano Veloso, quando o baiano ainda amargava a temporada forçada em Londres, e por ele passou uma turma que se rotulou de a “geração do sufoco”. Dela faziam parte, entre outros, Gonzaguinha, Aldir Blanc, Ruy Maurity, César Costa Filho, autores de classe média da Zona Norte do Rio.

Estes novos compositores agruparam-se sob a sigla de MAU (Movimento Artístico Universitário), costumavam-se reunir, na casa do advogado Porto Carreiro, futuro sogro de Gonzaguinha, e destacaram-se pelas boas classificações nos festivais de música popular: “Aquele novo grupo foi muito importante, porque nos possibilitou o não ter que precisar bater de porta em porta de gravadora a fim de uma chance, para que as pessoas nos conhecessem”, comenta Ivan Lins. O MAU inspirou a criação do Som Livre Exportação, e marcou negativamente Ivan. Além de não fazer a linha engajada, numa época de maniqueísmos, o sucesso, de festival, O amor é meu país (com Ronaldo Monteiro de Souza) foi visto pela esquerda, como um alinhamento com a ideia de Brasil Grande do regime militar: “Quem me defendeu bastante foi Elis. Pra mim foi uma irmã maravilhosa. Tinha um temperamento que rendeu muitos inimigos, e inimigas, mas comigo sempre foi grande amiga, me abriu muitas portas”, elogia Ivan Lins, que conta como Madalena chegou à Elis.

“Ronaldo Monteiro me mandou a letra e disse que era um samba. Fiz o samba e guardei a fita. Na minha formação tinha jazz, bossa, Beatles, portanto Madalena tem umas harmonias diferenciadas. A música passou um ano na gaveta, até que um dia Nelson Motta (um dos produtores do Som Livre Exportação) me pediu músicas para um disco que estava fazendo para Elis. Mandei algumas. Quando ela ouviu Madalena disse: é esta. Costumo dizer que Madalena foi o meu abre-alas”. Madalena seria a primeira das nove composições dele gravadas por Elis Regina.

Ivan Lins também não fazia MPB nos moldes dos anos 60. Suas canções eram geralmente românticas, e ele foi precursor do soul brasileiro, o que poucos lembram, e que lhe rendeu patrulhamento da esquerda nacionalista, sobretudo a que militava no influente O Pasquim: “A exportação do programa era apenas uma alegoria. Tinham pretensão de mandar música para o exterior, mas nunca conseguiram nada. Mas eu entrei 1971, com dois sucessos estourados, vendendo mais do que Roberto Carlos, pois é, botei o Rei para segundo lugar. O problema foi que não tinha experiência. Tornei-me logo um sucesso, sem precisar fazer o que outros fizeram. Nada de shows mambembes em subúrbios, coisas assim; Enfim, não estava nem um pouco preparado e me alienei. A TV estava me sugando, e eu não tinha discernimento de nada. Foi aí que o vento parou de soprar em minha direção. Deixei o programa, que acabaria em seguida”.

Uma parada que o tirou da mídia, os discos passaram a vender pouco, e passou aganhar o sustento com shows, inclusive viajando com frequência ao Nordeste onde ganhou um público cativo, que só lhe cobrava música: “Nesta época de vacas magras, até para garantir a sobrevivência, fiz muito show na região, onde se trata muito bem o artista, cantava muito ao Recife. Curioso é que as minhas influências de música regional não vêm dai. Vitor Martins, meu parceiro, durante um tempo trabalhou na Continental, e me mostrava muitos discos de música caipira, forró, e fui curtindo e assimilando aquilo. Só nunca me arrisquei a fazer um frevo”, comenta tentando criar um frevo, solfejando o que poderá se tornar sua primeira incursão no gênero.


Discografia Oficial

Agora... (1971) 

Faixas:

01 - Salve, Salve
02 - Agora
03 - Emy
04 - Minha História
05 - A Próxima Atração
06 - Novamente Nnós
07 - Corpo-Folha
08 - O Amor É O Meu País
09 - Madalena
10 - Baby Blue
11 - Hei, Você


Deixa O Trem Seguir (1972)

Faixas:
01 - Que Pena Que Eu Tenho de Você
02 - Deus É Dono
03 - Deixa O Trem Seguir
04 - Depois do Fim
05 - Catedral
06 - Para Viver O Que Eu Vivi
07 - Me Deixa Em Paz
08 - Carro Abandonado
09 - Oba
10 - Longe
11 - Onde Batem As Sombras do Teu Sorriso
12 - Oração Sobre o Mar Branco 



Quem Sou Eu? (1973)

Faixas:
01 - Cofre
02 - Se dependesse de mim
03 - Quarto escuro
04 - Ratos, baratas e cupins
05 - Quem sou eu?
06 - SQDQ (Vinheta)
07 - Pra você ver
08 - Sai de baixo
09 - Caminhos
10 - Você não sabe nada
11 - Você, amiga



Modo Livre (1974)

Faixas:
01 - Rei do Carnaval
02 - Deixa Eu Dizer
03 - Avarandando
04 - Tens (Calmaria)
05 - Não Tem Perdão
06 - Abre Alas
07 - Chega
08 - Espero
09 - Essa Maré
10 - Desejo
11 - Pot-Pourri: General Da Banda - A Fonte Secou - Recordar É Viver (Recordar)



Chama Acesa (1975)

Faixas:
01 - Sorriso De Mágoa
02 - Nesse Botequim
03 - Chama Acesa
04 - Lenda Do Carmo
05 - Joana Dos Barcos (Beira-Mar)
06 - Ventos De Junho
07 - Não Há Porque
08 - Demônio De Guarda
09 - Poeira, Cinza E Fumaça
10 - Palhaços E Reis
11 - Corpos

Somos Todos Iguais Nesta Noite (1977)


Faixas:
01 - Quadras De Roda: O Passarinho Cantou/Marinheiro/Meu Amor Não Sabia/Água
02 - Um Fado
03 - Dinorah, Dinorah
04 - Aparecida
05 - Velho Sermão
06 - Choro Das Águas
07 - Somos Todos Iguais Nesta Noite (É O Circo De Novo)
08 - Mãos De Afeto
09 - Dona Palmeira
10 - Ituverava
11 - Qualquer Dia



Nos Dias De Hoje (1978)

Faixas:
01 - Cantoria
02 - Guarde Nos Olhos
03 - Bandeira Do Divino
04 - Forró Do Largo
05 - Cartomante
06 - Quaresma
07 - A Visita
08 - Temporal
09 - Esses Garotos
10 - Aos Nossos Filhos


A Noite (1979)

Faixas:
01 - A Noite
02 - Desesperar, Jamais
03 - Começar De Novo
04 - Te Recuerdo Amanda
05 - A Voz Do Povo
06 - Antes Que Seja Tarde
07 - Saindo De Mim
08 - Formigueiro
09 - Velas Içadas
10 - Noites Sertanejas

Novo Tempo (1980)



Faixas:
01 - Arlequim Desconhecido
02 - Bilhete
03 - Sertaneja
04 - Barco Fantasma
05 - Setembro (Primeiro Movimento: Antonio E Fernanda) / Caminho De Ituverava
06 - Novo Tempo
07 - Coragem, Mulher
08 - Feiticeira
09 - Virá
10 - Coração Vagabundo



Daquilo Que Eu Sei (1981)
Faixas:
01 - Daquilo Que Eu Sei
02 - Lua Cirandeira
03 - Ave
04 - Lembrança
05 - Brás De Pina
06 - Amor
07 - Dá Licença
08 - Quem Me Dera
09 - Canavial
10 - O Pano De Fundo

Depois Dos Temporais (1983)
Faixas:
01 - Meu Piano
02 - Depois Dos Temporais
03 - Doce Presença
04 - Bonito
05 - Estória De Amor
06 - Tenho Mais É Que Viver
07 - Açucena
08 - Lembra
09 - Dos Que Ficaram
10 - Loucas De Maio


Juntos (1984)

Faixas
01 - Abre Alas
02 - Bilhete 
03 - Somos Todos Iguais Nesta Noite
04 - Formigueiro 
05 - Novo Tempo 
06 - Começar De Novo
07 - Juntos 
08 - Dinorah, Dinorah 
09 - Bandeira Do Divino 
10 - Daquilo Que Eu Sei / Believe What I Say 
11 - Saindo De Mim 
12 - Desesperar, Jamais
13 - Qualquer Dia


Ivan Lins (1986)

Faixas:
01 - Galeria Metrópole
02 - Beijo Infinito
03 - Humana
04 - Sede Dos Marujos
05 - Atrás Poeira
06 - A Tal
07 - Vitoriosa
08 - Sonhos
09 - Luas De Pequim
10 - Galeria Metrópole II


Mãos (1987)

Faixas:
01 - Vieste
02 - Nicarágua
03 - Mãos
04 - Paixão Secreta
05 - Iluminados
06 - O Céu Mudou
07 - Romance
08 - Vampiros Modernos


Brazilian Knights And A Lady (Com Djavan e Patti Austin) (1988)


Faixas:
01 - Antes Que Seja Tarde (Com Ivan Lins)
02 - Velas (Com Ivan Lins)
03 - Dinorah, Dinorah (Com Ivan Lins)
04 - Madalena (Com Ivan Lins e Patti Austin)
05 - Daquilo Que Eu Sei / Believe What I Say (Com Ivan Lins e Patti Austin)
06 - So Bashiya (Com Djavan)
07 - Samurai (Com Djavan)
08 - Açaí (Com Djavan)
09 - Esquinas (Com Djavan)
10 - Sina (Com Djavan)



Love Dance (1989)

Faixas:
01 - 
Who's In Love Here
02 - 
You Moved Me To This
03 - 
Love Dance
04 - 
Marlena
05 - 
Velas
06 - 
Some Morning
07 - 
Art Of Survival
08 - 
Começar De Novo
09 - 
Even You And I 
10 - Evolution



Awa Yiô (1990)

Faixas:
01 - Awa Yiô
02 - Clareou - It Brightened
03 - Que Quer De Mim - What Do You Want Of Me
04 - Turmalina - Turmaline
05 - Meu País - My Country
06 - Cru-Cré Corroró - Brand New Samba
07 - América, Brasil - America, Brazil
08 - Ai Ai Ai Ai Ai
09 - Pontos Cardeias - Four Corners
10 - Água Doce (I Love You) - Spring Water
11 - Leva E Traz (Elis) - Give And Take


20 Anos (1991)


Faixas:
01 - Madalena
02 - Agora / O Amor É O Meu País
03 - Bandeira Do Divino / Somos Todos Iguais Esta Noite / Abre Alas
04 - Dinorah, Dinorah
05 - Setembro (Amada)
06 - Pessoa Rara
07 - Começar De Novo / Vitoriosa / Blue Moon
08 - Hino À Bandeira Nacional
09 - Homenagem À Elis / Me Deixa Em Paz  Lapinha / O Bêbado E A Equilibrista / Desesperar Jamais (Citação: Cartomante)


A Doce Presença de Ivan Lins (1994)

Faixas:
01 - Doce Presença
02 - 
Amor
03 - Bilhete
04 - Trinta Anos
05 - Saindo De Mim
06 - Depois Dos Temporais
07 - Choro Das Águas
08 - Luas De Pequim
09 - Aos Nossos Filhos
10 - Velas Içadas
11 - Iluminados
12 - Começar De Novo
13 - Vieste
14 - Mãos De Afeto
15 - Vitoriosa


Ivan Lins, Chucho Valdes, Irakere - Live in Cuba (1996)

Faixas:
01 - Lua Soberana/Confins
02 - Somos Todos Iquais Esta Noite
03 - Comecar De Novo
04 - Dinorah
05 - La Explosion - Chucho Valdes & Irakere
06 - Lembra De Mim
07 - Iluminados - Ivan Lins
08 - Garota De Ipanema/Aos Nossos Filhos
09 - Vitoriosa
10 - Ai, Ai, Ai, Ai, Ai


Anjo de Mim (1996)

Faixas:
01 - Anjo De Mim
02 - Menino
03 - Saudades De Casa
04 - Pra Alegrar Coração De Moca
05 - E De Deus
06 - Lembra De Mim
07 - Camaleão
08 - Te Amo
09 - Noturna
10 - Desde Que O Sambra E Sambra
11 - Vinte Anos Blues
12 - Bonito
13 - Sera Possível
14 - Bom Vai Ser



Os Sucessos De Novelas E Séries (1997)


Faixas:

01 - Lua Soberana
02 - Começar de Novo
03 - Vitoriosa
04 - Iluminados
05 - Um Fado
06 - Vieste
07 - Ai, Ai, Ai, Ai, Ai
08 - Água Doce
09 - Lembra de Mim
10 - Anjo de Mim
11 - Bilhete
12 - Depende de Nós
13 - Somos Todos Iguais Esta Noite


Viva a Noel - Tributo a Noel Rosa - Volume 01 (1999)

Faixas:

01 - De Babado
02 - Gago Apaixonado
03 - As Pastorinhas
04 - Cansei de Pedir
05 - Provei
06 - Feitio de Oração
07 - Onde Está a Honestidade?
08 - Vai Haver Barulho no Chatô
09 - Verdade Duvidosa
10 - Para Me Livrar do Mal
11 - Fita Amarela
12 - Cor De Cinza
13 - Vejo Amanhecer
14 - Mulher Indigesta
15 - Pela Décima Vez
16 - Conversa e Botequim
17 - Adeus
18 - Seja Breve


Viva a Noel - Tributo a Noel Rosa - Volume 02 (1999)

Faixas:

01 - Feitiço Da Vila
02 - Boa Viagem
03 - Três Apitos
04 - Quantos Beijos / O Orvalho Vem Caindo
05 - último Desejo
06 - A.B.Surdo
07 - Cidade Mulher
08 - Mentir
09 - Até Amanhã
10 - Meu Sofrer
11 - Palpite Infeliz
12 - Pierrot Apaixonado
13 - Com Que Roupa?
14 - Rir
15 - Estrela da Manhã
16 - Para Atender a Pedidos
17 - Quem Ri Melhor



Viva a Noel - Tributo a Noel Rosa - Volume 03 (1999)


Faixas:
01 - Cara ou Coroa
02 - Mais um Samba popular
03 - Coração
04 - Século do Progresso
05 - Nêga




Live At MCG (1999)


Faixas:
01 - Somos Todos Iguais Nesta Noite
02 - Começar De Novo
03 - É De Deus / Aquele Abraço
04 - Love Dance
05 - Feitio De Oração
06 - Quem Ri Melhor / Onde Está A Honestidade
07 - Anjo De Mim
08 - Apareçida
09 - Noturna
10 - É Ouro Em Pó (Xote)
11 - Henrysville (Dedicated To Henry Mancini)
12 - Menino / Cala A Bôca Menino / Attention Please / Lua Soberana


Um Novo Tempo (1999)

Faixas:
01 - Um Feliz Natal
02 - Noite Feliz
03 - Festas
04 - Um Natal Brasileiro
05 - Ô De Casa
06 - Boas Festas
07 - Noite Para Festejar
08 -. Então É Natal
09 - Papai Noel De Camiseta
10 - Bate O Sino
11 - Um Bom Natal
12 -. Natal Das Crianças
13 - Véspera De Natal
14 - Adeste Fidelis
15 - Novo Tempo - Fim De Ano


A Quem me Faz Feliz: Love Songs (2004)



Faixas:
01 - Lua Do Arpoador
02 - Love Dance
03 - Insensatez
04 - Love
05 - Só Para Ganhar Você (My Cherie Amour)
06 - Plus Fort Que Nous
07 - Ex-Amor
08 - Ti Amo
09 - All The Things You Are
10 - A Quem Me Faz Feliz
11 - Esta Tarde Vi Llover
12 - Visionários
13 - She
14 - Fogueiras



A cor do pôr-do-sol (2004)

Faixas:
01 - Cuidate Más
02 - 
Voa
03 - 
Vento E Areia
04 - 
A Cor Do Pôr-Do-Sol
05 - 
Ladrão/Formigueiro
06 - 
Dois Córregos
07 - 
Na Areia, Na Beira Do Mar
08 - 
Nada Sem Você
09 - 
Mulher Eu Sei
10 - 
Vamos Indo11 - Emoldurada
12 - 
Eu Sabia
13 - 
Lua de São Jorge14 - Instante Eterno
15 - 
Olimpo



O Amor É O Meu País (2005)

Faixas:
CD 1 – Ivan, intérprete
01 - Daquilo que eu sei
02 - Depois dos temporais
03 - Lembrança (Love dance)
04 - Vieste
05 - Novo tempo
06 - Depende de nós
07 - Iluminados
08 - Doce presença
09 - Amar assim
10 - Lua cirandeira
11 - Quero de volta o meu pandeiro
12 - O amor é o meu país
13 - Agora
14 - Começar de novo

CD 2 – Ivan e amigos
01 - Abre-alas – Ivan Lins e MPB-4
02 - Formigueiro – Ivan Lins e Tim Maia
03 - Você mulher, você  – Ivan Lins e Trio Mocotó
04 - Roda baiana – Gal Costa
05 - Espelho de camarim – Lucinha Lins
06 - Qualquer dia – Elis Regina
07 - Bilhete – Fafá de Belém
08 - Choro das águas – Zizi Possi
09 - Velas içadas – Emílio Santiago
10 - Amor – Ivan Lins e Lucinha Lins
11 - Temporal – Fafá de Belém
12 - Cartomante – Elis Regina
13 - Dinorah, Dinorah – Ivan Lins e Erasmo Carlos
14 - Madalena – Elis Regina



Cantando Histórias (2005)

Faixas:
01 - Abre Alas
02 - Guarde nos Olhos
03 - Dinorah, Dinorah
04 - O Tempo Me Guardou Você
05 - Desesperar, Jamais
06 - Aos Nossos Filhos / Cartomante
07 - Bilhete 
08 - Porta Entreaberta
09 - Vitoriosa
10 - Vieste / Iluminados
11 - Ai Ai Ai Ai Ai
12 - Começar de Novo
13 - O Amor e o Meu País
14 - Madalena 




Jobiniando (2005)


Faixas:

01 - Vivo Sonhando/Triste
02 - Acaso
03 - Inútil Paisagem
04 - Soberana Rosa
05 - Samba Do Avião
06 - Bonita
07 - Rio de Maio
08 - Este Seu Olhar/Promessas
09 - Time After Time
10 - Caminhos Cruzados
11 - Eu Sei Que Vou Te Amar
12 - Dindi
13 - Jobiniando
14 - She Walks This Earth






Acariocando (2006)


Faixas:
01 - A Gente Merece Ser Feliz
02 - Se Acontecer
03 - Acariocando
04 - Por Sua Causa
05 - Prece ao Samba
06 - Passarela no Ar
07 - Ela é a Própria Vida (Funk Catarina)
08 - Lar, Doce Lar
09 - Renata Maria
10 - Deus é Mais
11 - Antídotos
12 - Diana do Mar
13 - Lua Sagrada
14 - O Tempo me Guardou Você


Saudades de Casa (2008) 

Faixas:
01 - Daquilo Que Eu Sei
02 - Acaso
03 - Dandara
04 - Saudades De Casa
05 - Deus É Mais
06 - Amar Assim
07 - Debruçado
08 - Boa Nova
09 - Depois Dos Temporais
10 - Passarela No Ar
11 - A Gente Merece Ser Feliz 
12 - Formigueiro
13 - Renata Maria


Abre Alas (2009)
 

Faixas:
01 - Abre Alas
02 - Saudades De Casa
03 - Madalena
04 - Mi Corazón
05 - Boa Nova
06 - Começar De Novo
07 - Passarella Do Ar
08 - Canción De Amor
09 - Velas
10 - Over The Rainbow


Ivan Lins E Metrópole Orchestra (2009)
 
Faixas:
01 - Daquilo Que Eu Sei
02 - A gente Merece Ser Feliz
03 - Formigueiro
04 - Arlequim Desconhecido
05 - Começar De Novo
06 - Let Us Be Always 
07 - É Ouro Em Pó
08 - O Fado
09 - Ai, Ai, Ai, Ai, Ai
10 - Art Of Survival 
11 - Lua Soberana

Perfil (2010)
 

Faixas:
01 - A Noite
02 - Abre Alas
03 - Bandeira do Divino
04 - Vitoriosa
05 - Começar de novo
06 - Bilhete
07 - Cartomante
08 - Dinorah, Dinorah
09 - Deixa eu Dizer
10 - Desesperar Jamais
11 - Lembra de Mim
12 - Madalena
13 - O Amor é o Meu País / Meu País
14 - Somos Todos Iguais Esta Noite
15 - Vieste


Íntimo (2010)

Faixas:
01 - Tanto Amor
02 - Arrependimento
03 - Sou Eu
04 - No Tomorow - Acaso
05 -  Nosso Acalanto - That's Love
06 - Dandara
07 - Llegaste (Vieste)
08 - Rio Sun - E A Gente Assim Tão Só 
09 - Diadema
10 - Le Dernier Mot (Bilhete)
11 - Tchau, Tristeza
12 - Meu Espelho - Crystal Clear
13 - A Cor Do Pôr-Do-Sol
14 - Mãos De Fada


Amorágio (2012)

Faixas:
01 - Quero Falar de Amor
02 - Roda Bahiana
03 - Quem Me Dera 
04 - Carrossel De Bate-Coxa
05 - Fado Saramago
06 - X no Calendário
07 - Atrás Poeira
08 - E Isso Acontece
09 - Olhos Pra Te Ver
10 - Sou Eu
11 - Amorágio

domingo, 30 de agosto de 2015

NANÁ VASCONCELOS SE INTERNA PARA TRATAMENTO DE CÂNCER E PEDE GRAVADOR PARA COMPOR

Percussionista será submetido a sessões de quimioterapia e não deve receber muitas visitas, por recomendações médicas

Por Luiza Maia



Um dos artistas pernambucanos mais reconhecidos internacionalmente, o percussionista Naná Vasconcelos, de 71 anos, está internado no Hospital da Unimed desde o dia 18 de agosto para tratamento de câncer de pulmão. Ele procurou a emergência do hospital após voltar de uma viagem ao Rio de Janeiro, onde apresentou o show O bater do coração, no BNDES.

Durante o concerto, Naná se sentiu mal, com muita tosse e sangramento. Os exames detectaram o câncer no pulmão. Ele será submetido a sessões de quimioterapia, mas os detalhes do tratamento ainda serão definidos, no início da próxima semana.

Do hospital, Naná mandou uma mensagem para os fãs e amigos, a pedido do Viver. "Oi, gente, aqui é Naná Vasconcelos. Obrigado pelo carinho, por toda essa energia bonita de vocês, pelas preces, pelas rezas. Estou muito bem, graças a Deus. E, seja o que for, eu estou pronto. De Qualquer maneira, será para o bem da música que sempre fiz, de corpo e alma", disse.

"Ele está no quarto e consciente, produzindo. Ele já começou a escrever um livro em um caderno, com algumas histórias dele, e pediu um gravador, para não deixar de compor", conta a esposa e produtora dele, Patrícia.

Neste sábado, ele faria um show em São Paulo com Zeca Baleiro e Paulo Petit do Projeto Café no Bule, CD que será lançado em setembro com composições inéditas deles. Com os dois, ele faria outras apresentações em São Paulo e Belo Horizonte. Todos os shows de agosto foram cancelados.

A próxima apresentação dele será em setembro, em Maceió (AL), durante o Fito. "Foi um susto, mas os médicos estão impressionados com a força dele. É importante que as pessoas que gostam dele façam essa corrente positiva", conta Patrícia. Por recomendações médicas, Naná não deve receber muitas visitas.

A triste notícia foi divulgada pelo amigo João Rogerio Filho, fotógrafo dele, no Facebook, na tarde do sábado. Confira a publicação:

"FORÇA NANÁ
Estive há pouco com Naná Vasconcelos, que me pediu que colocasse a seguinte nota no Facebook:
1) Há cerca de 10 dias, em exame de rotina, foi identificado um tumor em um de seus pulmões.
2) Depois de diversos exames para aprofundamento dos estudos, o diagnóstico foi fechado ontem, sendo a proposta terapêutica inicial a quimo e radioterapias.
3) Está seguro e animado, informando que dará muito trabalho ainda Emoticon smile.
4) Conta com a corrente positiva de todos.
A estrada pode até ser longa, mas a vitória é certa.
Recife, 29 de agosto de 2015."

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A CADÊNCIA NATURAL DE DOM UM ROMÃO (10 ANOS DE SAUDADES)

2015 marca os dez anos de partida de um dos mais expressivos instrumentistas de sua geração e que atuou ao lado de nomes como Tom Jobim, Sérgio Mendes e Frank Sinatra


Por Marcelo Pinheiro





Filho do baterista Joaquim Romão, Dom Um Romão herdou do pai, com o perdão do trocadilho, o dom de expressar a sincopa irresistível da nossa música popular. E ele foi além. Em 79 anos de vida bem vivida, o menino do Seu Joaquim alçou voos bem mais altos que os do pai, músico de estúdio e de bailes cariocas, nos quais, o filho, aos 16 anos, já arriscava uma reserva na bateria, enquanto o pai fazia pausa para descansar. Dom Um ganhou malícia no instrumento com os professores Anestauro Américo e Mesquita Baterista. Logo, afirmou-se músico profissional competente, qual o pai, ao ingressar no ambiente musical das rádios e dos bailes do Rio de Janeiro, no final dos anos 1940.

Dono de talento peculiar, com menos de 30 anos o baterista carioca estava bem credenciado no rol de protagonistas de uma revolução que seguia em curso e assolava a canção e a música instrumental do País, naquela virada para os anos 1960. Dom Um Foi um dos artífices de algumas derivações da insurgente Bossa Nova. Na seara escolhida por ele, havia feras como Edison Machado, Chico Batera, Airto Moreira, Toninho Pinheiro, Wilson das Neves, Ronald Mesquita, Hélcio Milito, Jorge Autuori e Milton Banana. Músicos que reescreveram a história de pratos, bumbos, tambores e surdos. Junto a esses pares, Dom Um ajudou a definir a batida diferente expressa em meio às sofisticadas estruturas harmônicas tecidas por renovadores das teclas e das cordas como Johnny Alf, Luiz Bonfá, Neco,Laurindo de Almeida, Bola Sete, Durval Ferreira, Tom Jobim, João Donato, Walter Santos, Dick Farney e Tito Madi. Músicos imprescindíveis para a continuidade da linha evolutiva de tradições brasileiras, como o samba, a gafieira e o baião. Músicos que impregnaram a nascente Bossa Nova de frescor e fizeram rebuliço suficiente para continuar inspirando sucessivas gerações de instrumentistas ao redor do mundo. Dom Um Romão teve o privilégio de ter sido um deles.

Nascido no Rio de Janeiro em 3 de agosto de 1925, o baterista dedicou afinco ao instrumento desde a adolescência. Já no final da década de 1940, empunhava profissionalmente um par de baquetas para orquestras de dança de casas como o Sacita’s, na companhia do saxofonista Moacyr Franco Silva e do trompetista Barriquinha. A excelência precoce do baterista, em seu toque de extremos – ora leves e pesados, outrora dinâmicos e hipnoticamente lentos, sutis e agressivos –, levou o rapaz, aos 20 anos, a assinar um contrato para integrar a orquestra da Rádio Tupi. Em 1955, fechando cozinha com o baixista Manuel Gusmão e tendo a frente o pianista Toninho, Dom Um fundou o Copa Trio. Com o combo pulsante, tornou-se habituée no Beco das Garrafas. Nos mesmos inferninhos da Rua Duvivier, o Copa Trio tornou-se quarteto com o acréscimo saliente de um moleque chamado Jorge Ben, Babulina, para os íntimos.



Em 1997, em entrevista concedida a um de seus discípulos, o baterista Zé Eduardo Nazário, Dom Um lembrou os encontros com Jorge e a boa horda do Beco, na primeira metade dos anos 1960: “Ficamos (o Copa Trio e Jorge) bastante tempo ali, com aquele showzinho. Como eu também trabalhava no Sacha’s, eu trazia o pessoal da sociedade para se comunicar conosco e participar daquela festividade da Bossa Nova. Foi uma época que surgiu muita gente. Depois, o Meirelles (o maestro J.T. Meirelles) vinha dar canja e havia o Little Club, que era só jazz, uma porta depois da nossa, e era do mesmo dono, o Giovanni (na verdade, dos irmãos Giovanni e Alberico Campana), Tocávamos jazz no Little Club; já no Bottle’s, era aquela música brasileira com ‘Seu Jorge Ben’ tocando, no banquinho, aquele ‘mas, que nada!’. Foi ali que surgiu esse ‘guento’ e foi formidável! Uma época muito boa. Era o Beco das Garrafas, onde rolava de tudo”.

Em 1964, talento consagrado, Dom Um lançou seu primeiro LP. Uma joia do samba-jazz que merece outro capítulo em Quintessência. O baterista era, então, casado com Flora Purim, aspirante a cantora, e decidiu apostar no talento de sua mulher. Contou com o apoio do amigo Cipó e, logo, ela assumiu o papel de cantora na orquestra do maestro. Naquele mesmo ano, Flora debutou pela RCA, com um primor de álbum, intitulado Flora é M.P.M. (sigla para música popular moderna) – claro, na direção do álbum e nas baquetas, pincelando a estreia da cantora, com suas cores percussivas e sua procura por timbres naturais, lá estava Dom Um.

Colaborativo, pouco antes, o baterista havia participado de outros registros históricos, como o álbum O Som, primeiro do quinteto Copa 5, liderado pelo maestro J.T. Meirelles e Tema 3-D, a estreia do Trio 3-D, do precoce pianista Antônio Adolfo, no qual Dom Um dividiu bateria com Nelson Serra. No início de 1963, Flora e o marido ajudaram a abrir caminho para um dos grandes talentos de sua geração, o pianista paulista Dom Salvador. Em entrevista à Brasileiros, Salvador lembrou o episódio: “Muito tímido, nunca me oferecia para tocar em jams. Mas acabei dando uma canja no Baiúca, em uma noite em que estavam lá a cantora Flora Purim e seu marido, o baterista Dom Um Romão. Eles faziam uma temporada em São Paulo, e ficaram super entusiasmados quando me viram tocar. A Flora me chamou e disse: ‘Se você quiser morar no Rio, meu marido tem um conjunto, o Copa Trio, e o Toninho, o pianista, está saindo’. Em 15 dias, eu estava morando lá. Uma virada na minha vida. Não sei o que seria de mim se não fosse esse encontro e o convite da Flora”.

A exemplo do que aconteceu com Dom Salvador, que vive em Nova York desde 1973, a carreira de Dom Um também ganhou dimensões internacionais. Em 1965, a convite do produtor Norman Granz, empresário de Ella Fitzgerald, o baterista partiu para os Estados Unidos para trabalhar com o saxofonista Stan Getz e Astrud Gilberto, a principal artífice do sucesso do álbum Getz/Gilberto, lançado no ano anterior. A chegada de Dom Um aos EUA deu-se ao lado de dois grandes amigos, Sivuca e o violonista e guitarrista Luiz Henrique, que com ele foram morar no hotel 1,2,3, em Nova York. Em 1967, Dom Um teve a honra de integrar os registros do encontro entre Tom Jobim e Frank Sinatra no álbum Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim, lançado pela Verve. No mesmo período, ele integrava o grupo de Sergio Mendes, o Brasil’66, e percorreu Estados Unidos e Europa na esteira do enorme sucesso experimentado pelo pianista niteroiense que, aliás, o havia acolhido na primeira formação do pioneiro Sexteto Bossa Rio, com o qual se apresentaram no histórico show da Bossa Nova no Carnegie Hall, em Nova York, em novembro de 1962. Ao se desligar do grupo de Mendes, em 1969, Dom Um participou ao lado do amigo Luiz Bonfá do LPThe Movie Song Album, de Tony Bennet. Em 1972, a convite de Airto Moreira – casado até hoje com Flora – o baterista substituiu o amigo catarinense no grupo Weather Report. Nele, ficou até 1976, período no qual integrou três registros do grupo I Sing The Body Electric, Sweetnighter eMysterious Traveller.

Não restam dúvidas, 1972 foi ano especial para Dom Um. Além de passar a integrar o Weather Report, ele também foi convidado por Joe Fields, da Muse Records, para fazer um par de álbuns, o primeiro deles, lançado meses depois, é tema, hoje, de Quintessência. O LP homônimo reuniu um time de músicos que não deixa dúvidas da postura reverente do chefão da Muse para com Dom Um. A lista é extensa: no contrabaixo, Frank Tusa e Stanley Clarke; no piano elétrico, Dom Salvador; no violão, Amauri Tristão; nas congas, Eric Gravatt; no órgão e no piano acústico, Sivuca; na flauta; Lloyd McNeill; no harpischord, um certo João Donato; na guitarra elétrica, Joe Beck; no sax-alto e flauta, Jerry Dodgion; no sax tenor, soprano e flauta, Mauricio Smith; no sintetizador, Richard Kimball; no trombone, Jimmy Bossey; no trompete, William Campbell Jr.; e, na percussão, Portinho. A produção do LP ficou a cargo de Joe Fields. O repertório reúne seis temas instrumentais: três de autoria de Dom Um – Dom’s Tune, Family Talk e Braun, Blek, Blu (esta última dá nome informal ao disco); um de Sivuca e Humberto Teixeira, Adeus, Maria Fulô; um de Edu Lobo, Ponteio; e outro de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, a versão de Cravo e Canelaintitulada Cinnamon Flower.

Reunindo músicos brasileiros e americanos egressos de experiências distintas e, ao mesmo tempo, semelhantes, no viés de reinvenção dos conceitos do jazz moderno, o álbum é um testemunho dos estímulos provocados por essa geração que marcou o início dos anos 1970. Similar, nos predicados experimentais, o álbum de 1973, Spirit of The Times traz Dom Um ainda mais natural, com seus cantos, sussurros e o gestual que é possível “ver” e sentir em sua música aflorados.

Hotmosphere, lançado pelo selo Pablo Records no ano seguinte, fecha em grande estilo a trilogia americana de Dom Um nos anos 1970. No final da década, o baterista fundou em New Jersey o estúdio Black Beans. O espaço ficou aberto apenas por dois anos, mas marcou época, pois era utilizado para ensaios por estrelas do jazz como Lionel Hampton e Gerry Muligan. 

Desde o início dos anos 1980, o baterista mova na Suíça, mas morreu no Rio de Janeiro, em 2005, uma semana antes de completar 80 anos, vitimado por um derrame cerebral.

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