PROFÍCUAS PARCERIAS

Em comemoração aos nove anos de existência, nosso espaço apresentará colunas diárias com distintos e gabaritados colaboradores. De domingo a domingo sempre um novo tema para deleite dos leitores do nosso espaço.

INTUITY BORA BORA JANGA

Siga a sua intuição e conheça aquela que vem se tornando a marca líder de calçados no segmento surfwear nas regiões tropicais do Brasil. Fones: (81) 99886 1544 / (81) 98690 1099.

GUTO GOFFI E UM BANDO PRA LÁ DE MUSICAL

Baterista do Barão Vermelho apresenta álbum que traz inédita de Plínio Araújo, baterista e um dos fundadores da Orquestra Tabajara.

SENHORITA XODÓ

Alimentos saudáveis, de qualidade e feitos com amor! Culinária Brasileira, Gourmet, Pizza, Vegana e Vegetariana. Contato: (81) 99924-5410.

BELEZA, VOZ, VIOLÕES E TALENTO

Em seu primeiro disco, a cantora e instrumentista carioca Alice Passos apresenta uma verdadeira antologia ao violão brasileiro.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

domingo, 30 de novembro de 2014

01 ANO SEM DELCIO CARVALHO


Ao longo deste mês completou-se um ano que o saudoso sambista nos deixou aos 74 anos


Filho de músico – seu pai era saxofonista da banda “Lira de Apolo” -, foi cortador de cana na infância. Começou a cantar em conjuntos de baile da sua cidade e na orquestra de Cícero Ferreira. Em 1956, após o serviço militar, transferiu-se para o Rio de Janeiro indo residir no Morro do Querosene, no bairro do Rio Comprido.

Participou de vários programas de calouros, entre os quais “Pescando Estrelas” e “Trem da Alegria”, além de shows de Gomes Filho, da Rádio Guanabara. Por essa época também apresentou-se em diversos clubes do Rio de Janeiro, entre eles, Tijuca Tênis Clube, Ramos Tênis Clube e Grajaú Tênis Clube, sempre como cantor de bailes.

Atuou como cantor em conjuntos de baile e na noite, em bares e casas noturnas do estado do Rio de Janeiro, principalmente na cidade de Caxias, onde morou durante vários anos.

Em 1970 ingressou na Ala de Compositores da Imperatriz Leopoldinense.

Teve gravado em 1968 pela cantora Christiane o samba “Pingo de felicidade”. No ano seguinte, integrou o grupo Lá Vai Samba, ao lado de Caboclinho e Rubens Confete. O Conjunto chegou a se apresentar em festivais da Rede Record e Globo, porém, não gravou nenhum disco.

Em 1974 Elizeth Cardoso incluiu duas composições de sua autoria: “Serenou” e “Pra quê, afinal?”, a última em parceria com Mauro Duarte, no LP “Mulata maior”. Neste mesmo ano, a mesma cantora, gravou o LP “Feito em casa”, no qual incluiu de sua autoria “Igual à flor”, em parceria com Neizinho.

No ano de 1976, sua composição “Minha verdade”, parceria com Dona Ivone Lara, foi gravada por Elizeth Cardoso.

Em 1979, Elizeth Cardoso, no LP “O inverno do meu tempo”, incluiu de sua autoria “Voltar”.

Gravou o primeiro LP em 1980, produzido por Luís Roberto, do conjunto Os Cariocas. Neste disco incluiu vários de seus sucessos: “Acreditar”, “Alvorecer” e “Sonho meu”, as três em parceria com Dona Ivone Lara e ainda teve como convidado Noca da Portela nas faixas “Farinha pouca” (c/ Zé do Maranhão e Noca da Portela) e “Ausência”, em parceria com Barbosa da Silva e Noca da Portela. Ainda neste disco foram incluídas “Hora de ser criança” (Dedé da Portela e Dida), “Vai na paz” (c/ Dona Ivone Lara), “Testemunha de um povo” (Nilton Barros), “Rei por um dia” (Flávio Moreira), “Esperanças perdidas” (c/ Adeílton Alves), “Canto de amor” (c/ Barboza da Silva), “Perna de cera” (c/ Ari Araújo), “Dei meu braço” (c/ Everaldo da Viola) e ainda de sua autoria “Sombra”, “Serenou” e “Cartão de visita”.



O segundo LP, lançado em 1987 e produzido por seu parceiro Ivor Lancelloti , contou com as participações de Elizeth Cardoso, Dona Ivone Lara, o maestro Rildo Hora e o também maestro e saxofonista Paulo Moura.

Em 1996, gravou o CD “Afinal”, com produção musical de Afonso Machado, integrante do conjunto Galo Preto, e participação do saxofonista Raul Mascarenhas, no qual foram incluídas “Coisas da Mangueira” (c/ Cláudio Jorge), “Chorei, confesso” (c/ Dona Ivone Lara) e “Afinal”, em parceria com Ivor Lancellotti.

No ano 2000 gravou “Samba do coração”, parceria com Maurício Tapajós.

Em 2002, teve incluída algumas composições de sua autoria em parceria com Dona Ivone Lara no disco “A música de Dona Ivone Lara”. Neste CD o pianista Leandro Braga revisitou a obra de Dona Ivone Lara, no qual incluiu várias parcerias de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho, entre elas, “Sonho meu”, “Há música no ar” e “Acreditar”.

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No ano de 2003, no disco “Noca da Portela – 51 anos de samba”, foram incluídas “Vendaval” (c/ Noca da Portela) e “Ausência” (c/ Barbosa da Silva e Noca da Portela). Ainda em 2003, estreou o show “De samba e poesia”, no Teatro Rival Br, no Rio de Janeiro. Neste show, em comemoração aos 40 anos de carreira, feito em parceria com o poeta Mário Lago Filho, a dupla apresentou 14 composições, 12 das quais inéditas; “A voz que ficará” (uma homenagem a Mário Lago), “Arma da paixão”, “Cara ou coroa”, “Samariquinha”, “Estranho”, “Apertamento”, “Coisa feia”, “Samba do sétimo dia” e “Eu estou sofrendo”, todas parceria de Délcio Carvalho e Mário Lago Filho. Alcione, no disco “Alcione ao vivo 2″, regravou de sua autoria “Vendaval da vida” (c/ Noca da Portela). Apresentou, com o Grupo Dobrando a Esquina, show em homenagem a seu conterrâneo Wilson Batista, no bar Carioca da Gema, na Lapa, centro do Rio de Janeiro. Ao lado de Eliane Faria, Xangô da Mangueira, Beth Carvalho, Diogo Nogueira, Dalmo Castelo, Wilson Moreira, Nelosn Sargento, Nei Lopes e Áurea Martins, foi um dos convidados de Vó Maria para o show de lançamento do disco “Maxixe não é samba”, de Vó Maria, na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro. Ainda em 2003 a cantora Vanessa da Mata incluiu em seu show a composição “Derramando lágrimas”, feita em parceria com Alvarenga. Neste memso ano, no CD “Um ser de luz – saudação à Clara Nunes” foi incluída de sua autoria “Alvorecer”, em parceria com Dona Ivone Lara, interpretada por Mônica Salmaso.

No ano de 2004 fez vários shows, entre eles, “Samba, choro e energia” na Lona Cultural João Bosco, apresentando-se acompanhado de um regional. Participou do show “Samba de Panela especial – ao vivo”, de Telma Tavares, fechando o projeto “Cartão postal da MPB” do Teatro do Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro. Do especial também participaram Sombrinha, Cláudio Jorge, Diogo Nogueira, Tonico Ferreira, Agrião, Wanderley Monteiro,Toque de Prima e Nosso Samba.

Em 2005 sua composição “Estava faltando você”, parceria com Wilson das Neves, deu título ao CD de Nilze Carvalho.

No ano de 2006 lançou o CD “Profissão compositor”, pelo Selo Olho do Tempo, no qual foram incluídas várias composições inéditas, entre as quais “Religião”, com Zé Kéti; “Nova era” e “Palavra amiga”, ambas com Dona Ivone Lara; “Vou sair daqui”, com Wilson das Neves, na qual contou com a participação do parceiro; “Que saudade é essa”, em parceria com Ivor Lancellotti; “Brasil nas veias”, letra do poeta Paulo César Feital, que participa da faixa; “Vendedor de ilusões”, em parceria com Lefê Almeida e Mário Lago Filho; “Marés”, letrada pelo poeta Sérgio Fonseca; “Dama da noite”, com Agenor de Oliveira; “Reesperança” (com Luizão Maia) e participação especial do baixista Arthur Maia e ainda as faixas “Arma da paixão” e “Sá Mariquinha”, ambas em parceria com o poeta Mário Lago Filho. O CD contou com vários músicos importantes, entre eles Rogério Souza (do Grupo Nó Em Pingo D’Água) responsável pelos arranjos e os violões de seis e sete cordas; Ronaldo do Bandolim (bandolim), Wanderley Martins (cavaquinho), Roberto Moura (trombone), Jorge Hélder (baixo), Naomi Kukamoto e Eduardo Neves (flautas), além de Wilson das Neves na bateria.



O disco foi lançado em show no Teatro Nelson Rodrigues e no Teatro Rival BR, nos quais também cantou clássicos de seu repertório, entre eles “Sonho meu”, “Acreditar”, “Alvorecer”, as três em parceria com Dona Ivone Lara e ainda “Vendaval da vida”, em parceria com Noca da Portela.

Em 2007 lançou o pacote “Délcio – Inédito e eterno”, com 40 faixas em três discos, produzido por Paulão Sete Cordas e Mariozinho Lago. Nos discos foram incluídas várias composições inéditas com Cacaso “Passa-passa”, Capiba “O amor que me encanta”, Dona Ivone Lara “Amor sem esperança”, Mário Lago Filho em “Samba do sétimo dia”, Wanderley Monteiro em “teatro da vida”, Cristóvão Bastos na faixa “Hora de chorar”, Monarco, Francis Hime, Nei Lopes, Afonso Machado e Wilson das Neves, entre outros. Os discos contaram com vários músicos, entre os quais Roberto Marques (trombone), Paulo César Galeto (percussão), Áurea Martins (voz), Mariana Bernardes, Rogério Caetano (violão), Paulão Sete Cordas (violão de sete), além do grupo Dobrando a Esquina.

Tem parcerias inéditas e gravadas com o poeta Sérgio Fonseca, Agenor de Oliveira, Alvarenga, Mário Lago Filho, Marcelo Gonçalves, Zé Keti, Maurício Tapajós, Jorge Simas, Elton Medeiros, Noca da Portela, Carlos Cachaça, Toninho Nascimento, Nei Lopes, Ivor Lancellotti, Mauro Duarte, Adeílton Alves de Souza e Dona Ivone Lara, de quem é parceiro constante e compôs clássicos do samba, entre os quais “Sonho meu”.

Suas composições foram gravadas por Maria Bethânia, Gal Costa, Nana Caymmi, Nara Leão, Clara Nunes, Marisa Gata Mansa, Elza Soares, Alcione, Beth Carvalho, Jair Rodrigues, Martinho da Vila, Maria Creuza, Originais do Samba, Elizeth Cardoso e Clementina de Jesus, entre outros importantes intérpretes da MPB.



Fonte: site oficial do artista

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

MEMÓRIA MUSICAL BRASILEIRA

A Fábrica do Poema é o terceiro álbum da cantora e compositora Adriana Calcanhotto. O álbum recebeu um disco de ouro na época por sua expressiva venda de mais de 130 mil cópias no país a exatamente 20 anos.

Adriana Calcanhoto - A Fábrica Do Poema (1994)


A Fábrica do Poema - Faixa a Faixa
Adriana Calcanhotto
POR QUE VOCÊ FAZ CINEMA?
Joaquim Pedro de Andrade/Adriana Calcanhoto

Em junho deste ano caiu na minha mão o catálogo da mostra “JOAQUIM PEDRO DE ANDRADE” do Centro Cultural Banco do Brasil, onde li, pela primeira vez, a famosa resposta dele à pergunta do LIBÉRATION: “POR QUE VOCÊ FAZ CINEMA?” Fiquei impressionada com o que ele diz e, mais ainda, com a sonoridade geral, com o ritmo daquelas palavras. De forma razoavelmente incomum para mim, musiquei-o na mesma hora. A “canção” abriu então uma espécie de trilha que passei a perseguir no disco todo. Faltavam alguns dias para o início da gravação e eu coloquei no lixo o repertório que já havia definido e comecei tudo de novo.

A FÁBRICA DO POEMA
Adriana Calcanhoto/Waly Salomão

Durante o tempo em que estava compondo para o disco pensei várias vezes em escrever algo para LINA BO BARDI, chegando até a anotar algumas idéias soltas. Lembrei e esqueci disso muitas vezes até ficar sabendo que WALY havia escrito, no ano passado, um poma para ela. Liguei para ele (já do estúdio) e pedi para ouvir pelo telefone mesmo. Ele leu de um jeito lindo e quando ficou em silêncio, no fim, a canção (para mim) estava pronta.

BAGATELAS
Frejat/Antonio Cicero

Sempre gostei de BAGATELAS ouvi muito no disco do BARÃO VERMELHO e depois na bela voz de Luciana Costa, no Rio Grande o Sul. Que bom que eu não tinha um revólver, cantei eu mesma, em alguns shows de voz e violão, e depois deixei-a de lado. Achei que agora era o momento de gravá-la. Será que agente é louca ou lúcida quando quer que tudo vire música?

METADE
Adriana Calcanhoto

METADE foi sendo feita na estrada, aos poucos, como um quebra-cabeça. Cada pedaço foi escrito em uma cidade, em um hotel diferente. Uma canção de lugar nenhum.

SUDOESTE
Adriana Calcanhoto/Jorge Salomão

Temos muitos amigos em comum, eu e JORGE SALOMÃO mas não nos conheçíamos atee janeiro deste ano, quando marcamos um almoço no Satyricom. Por causa de nossa timidez pedimos um vinho e eu comecei a ler as coisas que ele havia trazido para mostrar. De um poema (na época ainda ineedito) chamado “Buraco Negro” um trecho saltava da página, oferecia-se despudorado. Nos encontramos de novo, por acso, meses depois em um vernissage na frente do mesmo Satyricom. Ficamos bebendo aquele vinho de coquetel e eu repetia para ele o trecho que adoro, “tenho por princípios nunca fechar portas”… Gravei nossa parceria no primeiro dia de mixagem (que é quando não se grava mais nada) e para comemorar entreguei a ele uma bandeja cheia de cristais, preparamos o microfone e lá se foram meus copos de vinho, em milhares de cacos…

O VERME E A ESTRELA
Cid Campos/Arnaldo Antunes

Pensei em gravar o “VERME E A ESRELA” desde a primeira vez em que ouvi a gravação do CID no “ROCK DE AUTOR” de 1991. Mas sem modificar nada, mantendo o andamento, a leitura, a voz de veludo do AUGUSTO, como um cover.Conversamos muito, antes da gravação, não parecia fácil reproduzir o arranjo – só com contrabaixos – para outro tom e, de fato, tivemos algum trabalho mas a solução não demorou a aparecer. CID musicou o estranho poema de KILKERRY com uma clareza e uma simplicidade comoventes. Tenho muito orgulho desta nossa versão.

ESTRELAS
Sérgio Britto/Arnaldo Antunes

Telefonei para ARNALDO ANTUNS e pedi uma canção inédita para meu disco ainda sem repertório definido, este clássico da relação compositor-cantora. Levei pra ele flores perfumadas demais e fiquei achando ali, sentada no chão coberto de fitas, que seria fácil gravar um disco inteiro só com as coisas que ele anda fazendo , sem contar tudo o que a gente já conhece e adora. Voltei para o Rio com cinco músicas, para escolher uma entre elas e esta tarefe apresentou-se beem mais árdua do que parecia. Quando, enfim, consegui eleger “ESTRELAS”, liguei pra ele de novo que me perguntou surpreendido: Estrelas? Mas eu te mostrei Estrelas?

ACONTECEU
Péricles Cavalcanti

ACONTECEU é uma toada, delicada, sem mitos, sem drama, bem PÉRICLES. Foi uma das primeiras certezas do disco, logo no início. Quando pedi uma música ele disse que queria me mandar uma parceria com alguém. Esperneei muito com isso, insisti que queria música e letra dele até ele ceder. Me mandou esta que fala de amor, do meu amor, de como aconteceu. Eu estava certa.

CARIOCAS
Adriana Calcanhoto

Parei uma noite em casa para compor. Anotei coisas, imagineis sons, fui montando racionalmente uma cancnao confessional complicadíssima, cheia de pretensões. Quando peguei o violão, CARIOCAS saiu inteira, de um único sopro, radicalmente oposta ao que eu planejava, falando inclusive de outro assunto. Nem gosto tanto da idéia de que canções podem nascer prontas, mas acabei me rendendo a esta, alegre, docemente.

MORRO DOIS IRMÃOS
Chico Buarque

Nunca mais fui a mesma depois da primeira audição de MORRO DOIS IRMÃOS no disco do CHICO. Acho que fiquei quieta por uns dois dias, ruminando o susto. A decisão, três anos depois, de gravá-la tabém não foi fácil e eu desisti muitas vezes. na noite em gravei a voz, cantei-a várias vezes até tudo ficar como eu estava imaginando e depois continuei cantando, sem gravar, pra mim mesma, pra ninguém, por um bom tempo.

INVERNO
Adriana Calcanhoto/Antonio Cicero

Fingi para ANTONIO CICERO (durante toda a gravação) que eu compreenderia se ele não conseguisse colocar uma letra na música que eu havia mandado, já que estava concentrado escrevendo seu livro. Fui falsa o tempo todo mas não posso dizer que cheguei a perder a esperança, aliás, gravei uma base instrumental com os músicos e fiquei esperando o dia em que chegaria em casa pisoteando folhas de fax…

ROLETA RUSSA
Adriana calcanhoto

A gravação desta música foi um dos momentos mais divertidos que eu já havia visto em um estúdio. Rimos muito, todos nós, dos ensaios até o último dia de mixagem mas esta faixa foi gravada literalmente às gargalhadas…

TEMA DE ALICE
Péricles Cavalcanti

Cantei o TEMA DE ALICE no filme de SUSANA MORAS, o “MIL E UMA” e desde então fiquei com vontade de ter a canção mais perto de mim, talvez no meu disco. Na noite em que iniciávamos a gravação da faixa, PÉRICLES E SUSANA apareceram pra nos visitar. Colocamos o PÉRICLES no estúdio, ele tocou violão e eu gravei a voz guia. Ficou assim.

PORTAIT OF GERTRUDE
Adriana Calcanhoto

Adoro GERTRUDE STEIN, sua paixão pelo inglês, seu humor americano e, sobretudo, sua musicalidade, o ritmo de seus textos. Quando soube que existia uma gravação onde ela lê alguns de seus poemas, encomendei na mesma hora uma fita. Confesso que não esperava uma voz tão doce e melodiosa e já na primeira audiçnao achei que ela entoava algum tipo de música oculta. Propus então aos meninos revelar essa música de algum modo e nós trabalhamos muito para isso. Descobrimos, é claro, milhares de melodias e ritmos internos, mas foi realmente irresistível a opção pelo trecho em que ela está cantando BOSSA NOVA!

MINHA MÚSICA
Adriana Calcanhotto

Para meu pai que tocou a bateria.
Na verdade, para meu pai vir tocar bateria comigo.



Adriana Calcanhotto
outubro 1994


Concepção: Adriana Calcanhotto
Produção: Mayrton Bahia
Direção Musical: Ricardo Rente
Direção Artística: Jorge Davidson
Estúdio: Discover Digital Studio (RJ)
Engenharia de Gravação: Fábio Henriques Alexandre Ribeiro e Márcio Tavares
Coordenação de Produção: Mauro Benzaquem
Assistente de Produção: Andréa Alves
Engenharia de Mixagem: Mayrton Bahia, Adriana Calcanhotto e Ricardo Rente
Masterização: Gere Jr.
Roadie: Julian Dornellas, Liu Mesquita e Clauber Reis
Criação de Arte: Adriana Calcanhotto
Direção de Arte: Adriana Calcanhotto e Marcus Wagner
Fotos: Milton Montenegro
Assistente de Fotos: Jaime Acioli e Felipe Renhemer
Coordenação Gráfica: Carlos Nunes
Produção de Capa: Claudia Montenegro
Roupa de Papel: Marcelo Pies e ana Maria Morais (executada por Ilma Costa Santos)
Maquiagem: Maria Lucia Santos
Fotos PB: Marta Luz

Participações Especiais:
Jorge Salomão: Quebrando copos ("Sudoeste")
Péricles Cavalcanti: Violão ("Tema de Alice")
Carlos Calcanhotto: Bateria ("Minha Música")

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

ARTISTA DA NOVA LAVRA DA MÚSICA PAULISTA, THAIS BONIZZI ESTREIA EM DISCO MUITO BEM ACOMPANHADA

Lançando o seu primeiro álbum, a cantora Thais Bonizzi apresenta um repertório inédito garimpado na cena musical paulista contemporânea.

Por Bruno Negromonte



Com álbum homônimo, a paulista Thais Bonizzi mostra-se bastante ousada ao apostar em um repertório totalmente inédito em seu debute fonográfico. Fugindo do velho clichê da música para tocar no rádio, a artista buscou um caminho alternativo para dar início a sua carreira fonográfica trazendo para constituir o seu álbum artistas ascendentes dentro da música popular Entre os compositores presente estão novos nomes da cena musical pauliceia como Dani Black, Vinicius Calderoni, Pedro Altério, Pedro Viáfora, Paulo Novaes, Ricardo Teté e Danilo Moraes, além de Rafael Altério, Rita Altério e Kléber AlbuquerqueSob os arranjos de Tó Brandileone – integrante do grupo “5 a Seco” – , o disco é uma mistura bem feita de música brasileira e pop, com um resultado moderno e multifacetado. Com uma voz singular, Thais vem para inovar a safra de cantoras brasileiras. Formada em Audiovisual pela Faculdade SENAC, Thais começou a cantar aos 12 anos na Igreja Batista, quando frequentava os cultos. Ainda criança, o interesse por música só aumentou e fez com que procurasse o Maestro Carlos Cruz para iniciar aulas de canto e em seguida, de violão com Riomey SatoshiEm 2006, através de gravações caseiras postadas no Youtube, Thais recebeu um convite de Roberto Talma, um dos importantes diretores artísticos da Rede Globo, para gravar uma das canções da trilha sonora da próxima novela que ele produziria “O Profeta”. Thais aceitou o convite e, em setembro, fez sua primeira gravação profissional, aos 17 anos. No ano seguinte, Thais recebeu um outro grande convite. Gravou “Se Queres Saber” e a marchinha de carnaval “Chiquita Bacana” em uma homenagem à Emilinha Borba no DVD que conta a vida de Marlene, Rainha do Rádio de 1949, em meio a grandes cantoras da época áurea da Rádio Nacional como Carmélia Alves (Rainha do Baião), Ademilde Fonseca (Rainha do Chorinho), Hellen de Lima, Bob Nelson e Carminha Mascarenhas.




Ainda em 2007, a cantora começou a se apresentar em bares como Ao Vivo Music e Café Piu Piu. No ano seguinte, gravou duas canções no CD de Luís Murá e em 2009, participou do programa Ídolos da Rede Record. Ao todo foram 37 mil pessoas inscritas e sete seleções até chegar, por votação popular, entre os 10 finalistas, por onde permaneceu 4 semanas defendendo a MPB. Nos anos subsequentes, Thais começou a dedicar-se ao projeto de seu CD. Amadurecida musicalmente e com boas referências, juntou-se ao produtor Tó Brandileone e a grandes músicos, como Thiago Rabello, Conrado Goys e Guilherme Ribeiro para finalmente gravar seu primeiro trabalho. O CD conta com 10 canções inéditas, apresentadas em seu show de pré-lançamento na Livraria da Vila em Janeiro de 2012. O trabalho de Thais Bonizzi logo foi reconhecido e a artista foi convidada para gravar no projeto “Música de Graça” de Dani Gurgel em abril de 2012 na “Casa das Caldeiras”. Após isso, Thais se apresentou na Virada Cultural 2012, no palco que homenageou sua cantora favorita, Elis Regina, interpretando o maravilhoso disco “Transversal do Tempo”, sob arranjos de Michi Ruzitschka e em abril de 2013 a cantora foi convidada a gravar o programa Som Brasil, da Rede Globo, homenageando outra vez as cantoras do rádio. Thais apresentou 3 canções de Dalva de Oliveira, dirigida por Luiz GleiserContemplada pela Secretaria de Cultura de SP através do ProAC a artista atualmente vem preparando-se para cair na estrada apresentando este seu primeiro trabalho.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

EDGAR MORAIS, 110 ANOS

Ao longo deste mês comemora-se 110 anos deste pernambucano que escreveu seu nome na história da folia pernambucana



Edgard Ramos de Moraes, conhecido no meio artístico como Edgard Moraes, "General Cinco Estrelas da Folia", deixou cerca de 350 composições, na maioria Frevos e Marchas de Bloco. Nasceu no dia 01 de novembro de 1904, no bairro da Madalena, Recife. Ainda menino, iniciou os seus estudos musicais com o irmão mais velho Raul Moraes (1891-1937), extraordinário pianista e compositor, conhecido como o "Príncipe das Marchas de Bloco" e reverenciado na composição de Nelson Ferreira - Evocação nº 01.

Aos 16 anos já fazia composições musicais para vários blocos de Carnaval do Recife. Aprendeu a tocar violão em 1922, chegando a ser considerado, pelos críticos violonistas da época, como um dos melhores instrumentistas de acompanhamento. Em 1923, fundou diversos blocos locais, como Pirilampos, Jacarandá, Turunas de São José, Corações Futuristas, Rebelde Imperial, Bloco da Saudade.

Destacou-se no Carnaval de 1935, quando gravou, em disco vinil, Furacão no Frevo (frevo de rua) e Cai no Frevo, Morena (frevo canção). Depois resolveu se dedicar às marchas de bloco (frevos de bloco). Com isso, a orquestra de metais que ele mesmo dirigia passou por uma transformação, quanto à formação instrumental. Trabalhando com os instrumentistas de cordas dedilhadas, madeiras, palhetas e percussão, formou assim sua orquestra de pau e cordas, que acompanhou tantos blocos da nossa cidade.

O seu repertório de marchas de bloco evocativas iniciou-se com o nostálgico frevo A Dor de uma Saudade, gravada pela Mocambo-Rozenblit para o Carnaval de 1961. Essa composição evocou todo sentimento de saudade que Edgard sentia pelo seu irmão Raul e pelos Carnavais antigos, abrindo inspirações para outras marchas de bloco de puro lirismo e poesia.

Como maestro, arranjador e compositor, participou de alguns dos principais blocos carnavalescos, tais como: Pirilampos, Príncipe dos Príncipes, Lobos de Afogados, Um dia de Carnaval, Galo Misterioso, Rebelde Imperial, Batutas de São José, Madeira do Rosarinho. Foi compositor de um vastíssimo repertório de todos os gêneros musicais, como valsas, choros, maxixes, baiões, canções sertanejas e patrióticas, maracatus, sambas, foxes e batuques.

Edgard Moraes tinha o sonho, quando compôs Valores do Passado em 1962, de fazer um bloco com o nome de Bloco da Saudade, que pudesse reviver aqueles inesquecíveis grupos carnavalescos da época. O seu sonho tornou-se realidade em fevereiro de 1974, com o primeiro desfile do Bloco da Saudade e o convite para que Valores do passado (composta em 1962) fosse o hino do bloco.

"Num fim de tarde do dia 31 de março de 1974, aos 70 anos, o "General Cinco Estrelas da Folia" disse adeus à vida, deixando sua esposa Noêmia Moraes (hoje já falecida), 7 filhos e alguns netos. O Coral Edgard Moraes, formado pelas suas filhas, sobrinhas e netas vem, desde 1987, divulgando e resgatando as obras do seu imenso acervo musical. "Herdei do meu irmão o mesmo entusiasmo pela vida, o mesmo desprendimento, a mesma resignação diante dos sofrimentos e injustiças e a mesma vontade indômita de não negar esforços para prestigiar a arte musical do Brasil, especialmente de Pernambuco - terra que sempre amamos com verdadeira veneração." (Edgard Moraes)" (Texto retirado dos Manuscritos do Acervo Particular do Compositor)


Fonte: Prefeitura do Recife

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

CAETANO, ERASMO, IVETE, MARIA RITA E MARISA MONTE RECEBEM O GRAMMY LATINO




A 15ª edição do Grammy Latino premiou os cantores Caetano Veloso, Ivete Sangalo, Maria Rita, Marisa Monte, Erasmo Carlos, Sérgio Reis e Aline Barros.

Ivete Sangalo foi uma das primeiras premiadas na categoria melhor álbum de pop contemporâneo para "Multishow Ao Vivo - Ivete Sangallo 20 anos". Caetano Veloso ficou o prêmio de melhor canção brasileira, por "A Bossa Nova É Foda".

A maioria dos prêmios aos brasileiros foi entregue pela cantora Anitta, que discursou em espanhol e agradeceu a oportunidade de participar da premiação.

Maria Rita levou o prêmio de melhor álbum de samba e pagode, por "Coração a Batucar", e Marisa Monte levou o prêmio de melhor álbum de música popular brasileira por "Verdade, uma Ilusão".


A cantora gospel Aline Barros, a única premiada presente até o fechamento dessa reportagem, também foi premiada na categoria música cristã de língua portuguesa.

O tremendão Erasmo Carlos levou o prêmio de melhor álbum de rock, por "Gigante Gentil". Seu filho subiu ao palco e agradeceu o prêmio em nome do pai, que não pôde comparecer.

O cantor Sérgio Reis, que também não compareceu à premiação, levou o Grammy Latino de melhor álbum de música sertaneja por "Questão de Tempo".

O grupo Falamansa também foi premiado pelo álbum "Amigo Velho", na categoria de melhor álbum de raízes brasileiras


Veja lista dos principais vencedores desta 15ª edição do prêmio:

Álbum do Ano: "Canción Andaluza", Paco de Lucía

Gravação do Ano: "Universos Paralelos", Jorge Drexler e Ana Tijoux

Canção do Ano: "Bailando", Enrique Iglesias e Descemer Bueno & Gente De Zona

Artista Revelação: Mariana Vega (Venezuela)

Melhor Canção Urbana: "Bailando", Enrique Iglesias com Descemer Bueno e Gente de Zona

Melhor Álbum de Rock: "Agua Maldita", Molotov

Melhor Álbum de Música Urbana: "Multiviral", Calle 13

Melhor Álbum de Salsa: "3.0", Marc Anthony

Melhor Álbum de Tango: "Tangos", Rubén Blades

Melhor Álbum Compositor: "Bailar En La Cueva", Jorge Drexler

Melhor Álbum Tropical Contemporâneo: "Más + Corazón Profundo", Carlos Vives

Melhor Canção Brasileira: "A Bossa Nova É Foda", Caetano Veloso

Melhor Álbum de Música Mexicana: "Amor Amor", Conjunto Primavera


Fonte: Terra

sábado, 22 de novembro de 2014

CARMEM DI NOVIC - ENTREVISTA EXCLUSIVA

A virtuosa instrumentista volta ao nosso espaço para um bate-papo exclusivo onde aborda diversos temas referentes a sua biografia musical e carreira

Por Bruno Negromonte



Com profunda afinidade com o instrumento que escolheu para exercer o seu ofício, Carmem Di Novic desdobra-se não apenas como compositora, mas também como instrumentista, musicoterapeuta e intérprete. Apesar de ter nascido no Paraná foi no centro-oeste que vem desenvolvendo sua carreira exercendo os papéis de diretora e professora por longa data na academia a qual fundou e que leva seu nome nos estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além de apresentar o “Programa Carmem Di Novic”, na Rádio Educadora de Colíder da região. Com zelo e maestria a musicista vem apresentando um trabalho que vem recebendo os mais distintos elogios tanto da crítica quanto do público. Dentre suas produções fonográficas, Di Novic conta com títulos como Recital de Violão”, (lançado em 2004), Caminhos de Amor” (1995) e Carmem Di Novic interpreta Urany Larangeira” . Recentemente a musicista lançou o álbum Recital de Violão - ll Carmem Di Novic”, como vocês puderam tomar conhecimento aqui mesmo no Musicaria Brasil a partir da pauta O VIOLÃO COM UM TOQUE FEMININO. Hoje, de modo bastante gentil, a artista volta para um bate-papo exclusivo onde aborda diferentes temas como suas reminiscências musicais, o seu  o meu amor e respeito ao violão, um novo projeto autoral que pretende lançar em breve, entre outros assuntos. Vale a pena conferir!



A música é algo que sempre esteve presente em sua vida? Qual a lembrança mais antiga do seu envolvimento com ela?

Carmem Di Novic - Sim, meu pai foi acordeonista e desde criança me incentivou a participar de coral  na igreja, escola e cantar  nas reuniões de família. Aos 9 anos de idade ingressei na minha primeira Escola de Música no Paraná e já me apresentava nas audições de final de ano e datas festivas.


E o violão? Quando foi que você de fato decidiu que ele a acompanharia?

CDiN - Tendo gravado em 1996 meu primeiro CD, com músicas populares de minha autoria, senti a necessidade de avançar nos estudos do instrumento e aprimorar minhas composições e técnica interpretativa. Mas foi em 2000, ao retornar do Intercâmbio de Grupos de Estudo que fiz em Wisconsin- Estados Unidos, que resolvi seguir carreira Superior de Violão Erudito, para expandir e divulgar aqui no Brasil um repertório violonístico conhecido e respeitado em vários países desenvolvidos.


Quais os nomes que espelhou-se para dar continuidade a esta ideia e que ainda hoje influencia o seu trabalho?

CDiN - Meu saudoso Mestre Professor Urany Larangeira, violonista e compositor, foi sem dúvida,  meu grande incentivador à arte do Violão, acompanhando toda minha trajetória musical, me  orientando até me conduzir ao Bacharelado e Pós-Graduação no Rio de Janeiro, onde então estudei com outros renomados professores e concertistas como Paulo Pedrassoli, Valmyr de Oliveira e respeitáveis musicoterapeutas como Dra. Lia Rejane Barcellos, Dra. Marly Chagas e Mt. Martha Negreiros.


Sua experiência no Rio de Janeiro a oportunizou entrar em contato com um nome imprescindível em sua carreira: Urany Larangeira, a quem você recentemente dedicou o álbum. Quais os critérios que a levaram a prestar essa grande homenagem ao seu ex-professor e como se deu a escolha do repertório? 

CDiN - O CD Carmem Di Novic interpreta Urany Larangeira” foi um projeto em parceria com a família Larangeira- representada pela viúva, Sra. Helena Ribeiro Larangeira, em 2010, alguns anos após seu falecimento. Fiz um estudo e levantamento de sua obra musical escrita em partituras para violão solo, que reúne lindos choros e valsas e outras peças clássicas, as quais eu já conhecia, havendo até mesmo tocado com o referido violonista, entre outras peças inéditas. Como ele sempre me dizia que eu seria a continuadora de sua obra, resolvi gravar e divulgar parte dessa maravilhosa obra violonística, homenageando esse exímio e admirável compositor brasileiro.


Como você chegou ao Mato Grosso? Foi fácil fixar-se “na terra” de outra grande instrumentista brasileira, que foi Helena Meirelles, conquistando o respeito e reconhecimento dos conterrâneos da saudosa artista?

CDiN - Vim ao Mato Grosso do Sul  ainda jovem, após concluir a Faculdade de Letras em Umuarama e Conservatório Musical,  juntamente com meus pais e implantei minha Academia de Música, trabalhando por longa data. As pessoas aqui são extremamente musicais e receptivas à arte. A Fundação de Cultura tem me contemplado com bons projetos culturais para intensificar e ampliar cada vez mais meu trabalho atual, ao qual me dedico, como Concertista e Produtora Fonográfica. Dei continuidade aos meus estudos no Rio de Janeiro para estudar Bacharelado em Música e Pós –Graduação em Musicoterapia, tendo concluído em 2010.


O universo do violão ainda é visto como predominantemente masculino, no entanto trabalhos como o seu acaba quebrando essa engessada visão sobre o instrumento, Em algum momento você sentiu em sua carreira algo referente a esta hegemonia?

CDiN - Acho que o meu amor e respeito a esse sublime instrumento, o Violão, superam qualquer preconceito ou barreira, conduzindo-me sempre a caminhos que tem me impulsionado a nunca desistir e seguir em frente com extrema dedicação à arte. E, muitas vezes, o fato de ser  uma mulher violonista tem facilitado a formação de um público variado, de diferentes classes sociais e faixas etárias, como jovens, crianças e adultos. Meu empenho e objetivo, é poder ajudar as pessoas a vivenciarem bons momentos de paz e harmonia que a música pode oferecer, seja participando de meus concertos ou ouvindo meus CDs.


No álbum “Recital de violão” você transita entre o erudito e o popular de modo muito harmonioso sem deixar-se rotular nem por um nem por outro. Como você consegue equilibrar-se nesta tênue linha?

CDiN - Como disse, meu desejo é de chegar ao coração das pessoas com minha música, que elas possam desfrutar do potencial terapêutico e restaurador que a música tem. Portanto, busco interpretações variadas, visando sempre o aprimoramento técnico e elevação espiritual, pra que eu possa exteriorizar meus sentimentos através dos sons, seja qual for o estilo musical apresentado.


O ex-presidente Lula sancionou a Lei 11.769 determinando a obrigatoriedade da música nas escolas de educação básica de todo o país. No entanto o que se vê seis anos depois ainda deixa muito a desejar A aprovação da Lei foi sem dúvida uma grande conquista para a área de educação musical no País. Você como discente acredita que estamos no caminho certo ou o caminho não é bem por aí e por isso estamos sem avanços significativos na área?

CDiN - Sem dúvida, é muito importante a educação musical nas Escolas, porém, deve ser bem elaborada e diversificada, para que seja atrativo e interessante. Tem que se investir em bons profissionais e haver mais recursos para produções artísticas nas Escolas, como corais, grupos, orquestras, etc. Não pode ser um  estudo “técnico” apenas, mas formar e preparar apreciadores musicais, que saibam produzir, ouvir e transferir para sua vida a “afinação”, harmonia e equilíbrio que a música proporciona.


No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul você criou academia de música que levam seu nome. Você poderia nos contar um pouco como surgiu a ideia de implantar tais projetos?

CDiN - Pensei em expandir o estudo da música e fomentar o interesse pela mesma. Vários alunos que passaram pela Academia de Música Carmem Di Novic, seguiram carreiras como duplas, bandas, solistas ou cantores religiosos. Em outros casos,  contribuiu para o o desenvolvimento pessoal de crianças e adolescentes. Sinto-me feliz por isso, mas atualmente dedico-me a  concertos e gravações musicais, tendo transferido a outros profissionais a continuidade a esse trabalho acadêmico por mim iniciado.


Já estamos chegando em 2015 e neste ano que está prestes a começar você completa duas décadas de carreira fonográfica. Há alguma comemoração em vista?

CDiN - Realizei esse mês em Campo Grande, um Concerto Musical apresentando as músicas dos últimos CDs gravados e estou preparando um novo CD autoral  intitulado: “Musicoterapia em  Canções por Carmem Di Novic”, que pretendo lançar em 2015. Obrigada!!!



Maiores informações:

Facebook - https://www.facebook.com/carmem.galadinovic

Blogspot - http://carmemdinovic.blogspot.com.br/

Youtube - https://www.youtube.com/channel/UCvmnfVyu8laRhkR8a_3Hu6Q


Academia De Música Carmem Di Novic:
Av. Tancredo Neves, 2121 Colíder - MT 78500-000, Brasil‎
+55 66 3541-1538


Vendas do álbum:
https://pagseguro.uol.com.br/checkout/nc/cart.jhtml?s=2923413cecf64b8b29aa748945166580f7bb89230cfdc2c977228e48cc48271a#rmcl

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

EMERSON LEAL APRESENTA NÃO DESPERDICE PALAVRAS, SINGLE PROMOCIONAL DO SEU NOVO ÁLBUM

Emerson Leal presenteia o seu público com single do álbum previsto para 2015

Por Bruno Negromonte



Ainda sem data de lançamento, mas previsto para meados de 2015, o novo disco do cantor e compositor soteropolitano Emerson Leal já delineia-se e dá o ar da graça ao grande público no próximo dia 25 de novembro. Nesta data será lançado o single "Não desperdice palavras", faixa que tem letra e música de sua autoria. Com arranjo coletivo a faixa conta em sua ficha técnica com Aline Lessa (vocais), Rafael Camacho (Guitarras, vocais); Elísio Freitas (Baixo, EBow, synths, vocais); Eklon Eleuterio (Synths) e Cláudio Lima (Bateria). Emerson, que começou a se destacar dentro da música após ganhar rasgados elogios de Chico Buarque, já trz em sua bagagem um álbum homônimo ao seu nome como chegamos a apresentar aqui mesmo no Musicaria a partir da pauta "ORIGINAL E VERSÁTIL, EMERSON LEAL TRAZ EM CD HOMÔNIMO UM PROFÍCUO CAMINHO PARA O FUTURO DA MPB". Após dois anos deste lançamento o artista retoma sua carreira fonográfica com este single gravado e mixado entre o Rio de Janeiro, Campinas (SP) e Miami (FL, EUA) e sob a direção musical do próprio compositor. A capa, o encarte e o projeto gráfico ficam a cargo de Lício Foto e Adriane Nolli.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

MARLOS NOBRE, 75 ANOS


O maestro e compositor pernambucano que já alcançou notoriedade em diversos países da Europa e nos EUA cehga aos 75 anos em plena atividade


Marlos Nobre em BayreuthO compositor brasileiro Marlos Nobre nasceu em Recife, Pernambuco, em 18 de fevereiro de 1939. Estudou piano e teoria musical no Conservatório Pernambucano de Música (1948-1959), harmonia e contraponto com o Pe. Jaime Diniz (1956-1959) e composição com H.J.Koellreutter (1960) e Camargo Guarnieri (1962). Posteriormente, com uma bolsa da Fundação Rockefeller, realizou estudos avançados de composição no Centro Latino-americano de Altos Estúdios Musicales do Instituto Torcuato Di Tella em Buenos Aires com Alberto Ginastera, Olivier Messiaen, Riccardo Malipiero, Aaron Copland e Luigi Dallapiccola (1963-1964). Trabalhou ainda composição com Alexandre Goehr e Günther Schüller no Berkshire Music Center em Tanglewood, USA (1969), onde encontrou-se com Leonard Bernstein. No mesmo ano estudou música eletrônica no Centro de Música Eletrônica de Columbia-Princeton em New York, com Wladimir Ussachevsky.

Recebeu inúmeros prêmios entre os quais os primeiros prêmios nos seguintes concursos de composição: Sociedade Germano-Brasileira de Recife (1959); Música e Músicos do Brasil, Rio de Janeiro (1960); Broadcasting Music Inc. Award, New York (1961); A Canção Brasileira, Rádio MEC, Rio (1962);Concurso International "Jeunesses Musicales", Rio (1962); Concurso "Ernesto Nazareth" da Academia Brasileira de Música, Rio (1963);Concurso Nacional de Composição da Escola de Música da UFRJ, Rio (1963); Prêmio Torcuato Di Tella, Buenos Aires (1963); Prêmio Cidade de Santos, São Paulo (1966); Prêmio UNESCO, Paris (1974); Prêmio TRIMALCA/UNESCO, Bogotá, Colômbia (1979).

Recebeu em 1966 o Prêmio "Jornal do Brasil"; em 1970 o Prêmio "Golfinho de Ouro" do Museu da Imagem e do Som" do Rio e em 1973 o Prêmio "Personalidade Global da Música", todos eles concedidos como "Melhor Compositor" dos anos respectivos.

Participou de inúmeros Festivais internacionais de Música, destacando-se: a IV e V Bienais de Paris (1965 e 1969); os Festivais "Dias Mundiais da Música" da Sociedade Internacional de Música Contemporânea, em Londres (1970); Helsinki (1978) e Amsterdam (1985); o Festival "Musik Protokoll" em Graz, Áustria (1974 e 1987); o XIX Festival "Outono em Varsóvia, Polônia (1975); os Festivais de Música de América e Espanhaem Madrid (1967 e 1970); os Festivais Interamericanos de Música em Washington, USA (1968,1971,1974,1982,1983 e 1986); o X Diorama da Música Contemporânea em Genebra, Suíça (1973); o Festival de Música de Maracaibo, Venezuela (1977); o Festival "Música do Nosso Tempo" da Universidade de Indiana, USA (1981); a EXPO "Weltkulturen und Modern Kunst"(Cultura Mundial e Arte Moderna) em Munique, Alemanha *1972); o Festival Pablo Casals em Puerto Rico (1974); o Festival "Musicultura" de Fundação Gaudeamus, Amsterdam, Holanda *1979); o 1° Festival Internacional de Música Contemporânea de La Habana, Cuba (1984); o Fórum Internacional de Música Nova no México (1984 a 2000); o 2° Festival Internacional de Música de Morélia, México (1990); "BrazilFest" Festival, Universidade de Akron, USA (1991); V Festival Latino-americano de Música de Caracas, Venezuela (1991); Festival "New Music New Haven", Universidade de Yale, USA (1992); Festival "Piano Marathon II", McGill University, Canadá (1992); Festival "New Music from the New World, Illinois Wesleyan University, USA (1992); Festival "Junifestwochen Zürich 92", Salzbourg, Áustria (1992); 1° Encuentro Internacional de Música Contemporânea de Montevideo", Uruguay (1992); 8° Festival Internacional de Música Contemporânea de Alicante, Espanha ( 1992); 6° Festival Latinoamericano de Música de Caracas, Venezuela (11993); Festival "Summergarden 1993" da Juilliard School of Music e Museum of Modern Art, New York (1993); XX Festival Internacional de Música de Espinho, Portugal (1994); Congresso Ibero-americano "Música e Sociedade nos anos 90", Madrid, Espanha (1994); Festival "Mayo Musical" de Murcia, Espanha (1995); Concerto Inaugural da temporada 1995/96 da Juilliard School, no Lincoln Center em New York (1995); Festival Internacional de Guitarra de Weikersheim, Alemanha (1995); Festival "Sonidos de las Américas-Brazil", Carnegie Hall de New York com a American Composers Orchestra (1996); 22° Festival Internacional Gulbenkian, Lisboa, Portugal (1998); IX Festival Internacional de Música Contemporânea de Bucarest, Romênia (1999); II Festival Latino-americano de Música", Texas Christian University, USA (2000); Festival Bayreuth de Música Nova, Bayreuth, Alemanha (2000 e 2001).



Recebeu encomendas de prestigiosas instituições nacionais e internacionais entres as quais se destacam: Companhia Brasileira de Ballet do Rio de Janeiro (1968); Serviço de Radiodifusão Educativa do Brasil (1987); Instituto Goethe de Munique, Alemanha *1972); Orquestra Sinfônica Brasileira (1973); Guitar Society de Toronto, Canadá (1977); Festival de Música de Maracaibo, Venezuela (1977); Universidade de Indiana, USA (1981); Companhia de Petróleo (Corpozulia) da Venezuela para o Bicentenário de Simon Bolívar (1982); Orquestra de Câmera de Neuchâtel, Suíça (1989); Radio Suisse Romande, Genebra, Suíça (1983); Sala Cecília Meireles, Rio (1989);XV Festival Internacional de Música de Bolzano, Itália (1989); Ministério da Cultura da Espanha para o 500° Aniversário de Descobrimento das Américas (1992); GHA Records da Bélgica (1995); Irmãos Maristas do Brasil (1997); Fundação Carlos Gomes do Pará (1999); a Universidade Livre de Música de São Paulo (1999); a Fundação Apollon de Bremen, Alemanha (2000 e 2001).

Foi compositor-residente na Brahms-Haus (Casa de Brahms) em Baden-Baden, Alemanha a convite da Sociedade Brahms (1980/1981); em Berlin, como convidado do programa DAAD "Deutscher Akademischer Austauschdfienst" do Alemanha (1982-1983) e em New York com a Guggenheim Fellowship (1985/1986).

Foi Professor-Visitante (Visiting Professor) da Universidade de Indiana (1981), da Yale University (1992) e das Universidades de Arizona e Oklahoma em 1997. Foi "guest-composer" (compositor convidado) das Universidades de Georgia, Athens (1999) e da Texas Christian University, TCU,Texas (1999).

Marlos NobreFoi membro do jurado internacional de concursos internacionais de composição entre os quais se destacam: Reine Marie-José Prize, Genebra, Suíça (1978); Festivais Internacionais de Música Contemporânea da SIMC (New York 1976 de Montreal 1983); Prêmio ANCONA, Itália (1981 e 1983); Concurso Internacional de Violão, da Radio France, Paris (1979 e 1980); Prêmio Simon Bolívar, Caracas, Venezuela (1982); Tribuna Internacional do Filme-Música, Alemanha (1980); Concurso Internacional de Piano de Santander, Espanha (1987); Arthur Rubinstein Piano Máster Competition, Israel (1989); Prêmios Nacionais de Música de Colcultura, Bogotá, Colômbia (1996); Prêmio "Cidade de Alessandria", Itália (1997 e1999); membro de Honra do Concurso de contrabaixo "Werther Benzi", Itália (1997).

Muito ativo como pianista e diretor de orquestra, atuou notadamente com: Orchestre de la Suisse Romande, Genebra, Suíça; Orchestre Philharmonique de Radio France, Paris; Collegium Academicum de Genebra; Orquestra Filarmônica do Teatro Colón de Buenos Aires; Orquestra Filarmônica de Nice, França; Orquestra Sinfônica do SODRE de Montevideo, Uruguay; as Orquestras Nacionais de Portugal, Espanha, México, Caracas, Maracaibo, Simón Bolívar da Venezuela, Peru, Guatemala e todas as orquestras do Brasil. Em 1988 dirigiu em Londres a St. John´s Smith Square Orchestra em em 1990 também el Londres a Royal Philharmonic Orchestra.

Foi Diretor Musical da Radio MEC, da Orquestra Sinfônica Nacional e dos "Concertos para a Juventude" com a Rede GLOBO (1971 a 1976); primeiro Diretor do Instituto Nacional de Música da FUNARTE (1976 a 1979); Presidente do Conselho Internacional de Música da UNESCO (1986/1987); Presidente da Academia Brasileira de Música (1985/1993); membro do Comitê Executivo do CIM/UNESCO (1980-84 e 1985-89).

Na atualidade é Presidente do Comitê Brasileiro de Música do CIM/UNESCo; Presidente da Juventude Musical do Brasil e da Editorial Música Nova do Brasil e Diretor de Música Contemporânea da Rádio MEC Brasil.

Recebeu inúmeras condecorações importantes: a Medalha de Ouro de Mérito Cultural de Pernambuco (1978); Grande Oficial da Ordem do Mérito de Brasília (1988): Oficial da Ordem do Rio Branco do Itamaraty (1989); Oficial da Ordre des Arts et des Lettres da França; Medalha de Ouro de Mérito da Fundação Joaquim Nabuco de Pernambuco.

Recentemente recebeu as mais altas láureas concedidas pela Texas Christian University, USA a "Cecil and Ida Green Honors Professor" (2000) e pela Universidade de Indiana a "Thomas Hart Benton Medallion" (2000).

Fonte: Site oficial do artista

A BELA E A FERA (ANDRÉ MASTRO)


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

CURIOSIDADES DA MPB

Uma curiosidade na carreira de Marisa Gata Mansa é que durante um certo tempo ela chegou a arriscar-se no teatro, chegando inclusive a participar de um musical e de um espetáculo com Caetano Veloso e Taiguara, no Teatro de Arena.

A HISTÓRIA MUSICAL DO RÁDIO NO BRASIL

A década de 1990 a princípio teve a hegemonia da música internacional e posteriormente a música nacional deu a volta por cima com canções do gênero sertanejo e o axé music importado da Bahia. Eis as cem canções mais executadas em 1994:

001 - Breathe Again (Toni Braxton)
002 - I'll Make Love To You (Boyz II Men)
003 - The Sign (Ace Of Base)
004 - Linger (Cranberries)
005 - Eu Só Penso em Você (Zezé Di Camargo e Luciano with Willie Nelson)
006 - Hero (Mariah Carey)
007 - Cartão Postal (Olodum)
008 - Essa Tal Liberdade (Só Pra Contrariar)
009 - I Swear (All-4-One)
010 - Without You (Mariah Carey)
011 - Onde Você Mora (Cidade Negra)
012 - Música de Rua (Daniela Mercury)
013 - Solidão Que Nada (Kid Abelha)
014 - All I Wanna Do (Cheryl Crow)
015 - Eu e Ela (Grupo Raça)
016 - All For Love (Bryan Adams, Rod Stewart e Sting)
017 - Bump N' Grind (R. Kelly)
018 - Menina (Netinho)
019 - Requebra (Olodum)
020 - Conto de Fadas (Negritude Jr.)
021 - Meu Jeito de Ser (Só Pra Contrariar)
022 - The Power Of Love (Celine Dion)
023 - Esqueça (Forget Him) (Fábio Jr.)
024 - Now And Forever (Richard Marx)
025 - Beijo Geladinho (Negritude Jr.)
026 - Can You Feel The Love Tonight (Elton John)
027 - Said I Love You... But I Lied (Michael Bolton)
028 - Você Vai Ver (Zezé Di Camargo e Luciano)
029 - Mr. Vain (Culture Beat)
030 - I Miss You (Haddaway)
031 - Cantaloop (US3)
032 - Quando Te Encontrei (Raça Negra)
033 - Stay (I Missed You) (Lisa Loeb e Nine Stories)
034 - Again (Janet Jackson)
035 - Shoop (Salt-n-Pepa)
036 - All By Myself (Sheryl Crown)
037 - I'll Stand By You (Pretenders)
038 - Pra Abalar (Banda Eva)
039 - Partners (Cássia Eller)
040 - Pensamento (Cidade Negra)
041 - Pessoa (Marina Lima)
042 - Return To Innocence (Enigma)
043 - Don't Turn Around (Ace Of Base)
044 - So Much In Love (All-4-One)
045 - Because The Night (10,000 Maniacs)
046 - Whatta Man (Salt-n-Pepa with En Vogue)
047 - Por Amor ao Ilê (Daniela Mercury)
048 - Palco (Simone Moreno)
049 - Endless Love (Luther Vandross e Mariah Carey)
050 - Beijo Partido (Milton Nascimento)
051 - Só Dá Você em Minha Vida (João Paulo e Daniel)
052 - Pro Dia Nascer Feliz (Raça Negra)
053 - The Most Beautiful Girl In The World (Prince)
054 - Tanta Solidão (Roberto Carlos)
055 - Garotos II (O Outro Lado) (Leoni)
056 - Esmola (Skank)
057 - Tente Outra Vez (Zeze Di Camargo e Luciano)
058 - For Whom The Bells Tolls (Bee Gees)
059 - Caminhos de Sol (Yahoo)
060 - Febre (Lulu Santos)
061 - Muito Romântico (Maurício Mattar)
062 - Crazy (Julio Iglesias)
063 - Sim ou Não (Djavan)
064 - Circle Of Life (Elton John)
065 - Stroke You Up (Changing Faces)
066 - Mr. Jones (Counting Crows)
067 - What's My Name? (Snoop Doggy Dogg)
068 - Dor de Amor Não Tem Jeito (Leandro e Leonardo)
069 - Fantastic Voyage (Coolio)
070 - Menino do Pelô (Daniela Mercury)
071 - Loser (Beck)
072 - Another Sad Love Song (Toni Braxton)
073 - Step It Up (Stereo's MCs)
074 - Dança da Solidão (Marisa Monte e Gilberto Gil)
075 - É Proibido Fumar (Skank)
076 - I'll Remember (Madonna)
077 - Dia de Visita (João Paulo e Daniel)
078 - O Chamado (Marina Lima)
079 - Please Forgive Me (Bryan Adams)
080 - A Praieira (Chico Science e Nação Zumbi)
081 - Groove Thang (Zhané)
082 - Under The Same Sun (Scorpions)
083 - Anything (SWV)
084 - Indignação (Skank)
085 - Mmm Mmm Mmm Mmm (Crash Test Dummies)
086 - Streets Of Philadelphia (Bruce Sprinsteen)
087 - (Meet) The Flintstones (The B.C. 52's)
088 - Meu Amor Não Vá Embora (Beto Barbosa)
089 - Falsas Razões (Jorge Aragão)
090 - Cuida de Mim (João Paulo e Daniel)
091 - Se Eu Me Apaixonar (Rosana e Edmon)
092 - Dreams (Gabrielle)
093 - Always (Erasure)
094 - I'll Take You There (General Public)
095 - Love Is All Around (Wet Wet Wet)
096 - Quando Chove (Patrícia Marx)
097 - A Novidade (Gilberto Gil)
098 - My Love (Little Texas)
099 - Puteiro em João Pessoa (Raimundos)
100 - A Viagem (Roupa Nova)

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