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Em comemoração aos nove anos de existência, nosso espaço apresentará colunas diárias com distintos e gabaritados colaboradores. De domingo a domingo sempre um novo tema para deleite dos leitores do nosso espaço.

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Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

DEPOIS DA LONGA ESPERA DJAVAN CANTA E ENCANTA O PÚBLICO PERNAMBUCANO

Por Bruno Negromonte

Lembro-me bem, quando em 26 de setembro de 2008, uma sexta-feira, Djavan subiu ao palco da casa de espetáculos Chevrolet Hall para a primeira das duas apresentações agendadas da turnê "Matizes" no estado. Na época, o cantor e compositor alagoano subiu ao palco acompanhado pelos filhos Max Viana (guitarra e voz) e João Viana (bateria), além da banda formada por Sérgio Carvalho (baixo e voz), Renato Fonseca (teclados e voz), Josué Lopez (saxofone e voz), François Lima (trombone e voz) e Walmir Gil (trompete e voz).

O show aconteceu na maior casa de espetáculos do estado e a casa estava repleta por um público sedento por boa música e um grande show. E foi o que de fato aconteceu. O público não saiu decepcionado.

Ontem, depois de quase três anos de ausência, Djavan volta a Recife para apresentar seu primeiro espetáculo depois do lançamento de um álbum onde ele dá vazão total ao seu lado intérprete. Desta vez o show aconteceu no Teatro Guararapes (espaço que comporta exatamente 2.405 pessoas confortavelmente sentadas). O espaço estava bem ocupado apesar de ser uma quinta-feira e o preço dos ingressos está fora da realidade de muitas pessoas (R$160,00 inteira com direita a meia- entrada). Mas cada centavo gasto, vale a pena ao se tratar do Djavan.

O novo espetáculo, diferentemente do show "Matizes" tem por característica a utilização de arranjos enxutos, tocados por um trio de baixo (André Vasconcellos), percussão (Marco Suzano) e guitarra (Torcuato Mariano), ao qual Djavan adiciona seu próprio violão ou guitarra. O cenário criado pela cenógrafa Suzane Queiroz é um show a parte, pois nos remete a paisagens de um Rio de Janeiro bucólico e antigo, que ao se fundir as interpretações do alagoano contextualiza-se totalmente com o espetáculo.

“É um projeto antigo esse de colocar minha voz, meu violão e meus arranjos, a minha visão musical, a serviço de outros autores. Fui adiando porque a composição é a minha vida, mas, quando decidi fazer, uma das primeiras músicas que escolhi foi ‘Disfarça e chora’, porque foi uma das canções que me ligou muito fortemente a Cartola”, explicou o cantor no estilo "banquinho e violão" durante a apresentação.

O repertório do show trouxe como novidade uma das faixas lançada por Djavan no álbum "Lilás" (1984), nunca cantada em shows pelo compositor intitulada "Transe". Como a canção faz parte do, digamos, lado B do artista, poucos foram aqueles que entoaram a canção. Em palco pernambucano, o cantor sempre se mostra espontâneo e, confessadamente adora o estado. Talvez por ter morado por um curto período em Recife, por ter parentes que residem na cidade ou simplesmente por ter uma encarnação por viver no estado como disse em certa altura do show:

"Eu estou vivendo a minha sexta encarnação. A primeira foi na Grécia, a segunda no Egito, a quarta no Peru, a quinta na Espanha e a sexta é esta que estou vivendo aqui, no Brasil. E eu tenho mais uma para viver, a última, que também será no Brasil e aqui, em Recife".

Dentro dos 22 números do roteiro, o cantor alagoano procurou mesclar sucessos invariavelmente presentes em suas apresentações (como Eu te devoro, Seduzir, Lilás, Sina, Samurai, Flor de Lis, Oceano) com algumas das 12 músicas que gravou no álbum Ária, seu primeiro disco como intérprete.



A parte que merece ser esquecida da noite foi a ignorância, arrogância e prepotência de um dos membros da produção do cantor alagoano, que destratou inúmeros fãs do artista enquando os mesmos aguardavam a oportunidade para poder tirar uma fotografia, dar um simples abraço ou pegar um autográfo com o Djavan. O "Serjão", que é uma espécie de Roadie, esqueceu que quem custeia o salário dele indiretamente são aqueles que foram maltratados e constrangidos enquanto aguardavam o atendimento por parte do Djavan e se descontrolou com o público presente. Lamentável, nesse aspecto, a falta de profissionalismo.

Set-list:
01 - Seduzir (Djavan)
02 - Eu te Devoro (Djavan)
03 - Lambada de Serpente (Djavan)
04 - Sabes Mentir (Othon Russo)
05 - Oração ao Tempo (Caetano Veloso)
06 - Nada a nos separar (West of the wall) (W.Shanklin)
07 - Faltando um Pedaço (Djavan)
08 - Disfarça e Chora (Cartola e Dalmo Castello)
09 - Brigas Nunca Mais (Tom Jobim e Vinicius de Moraes)
10 - Fly me to the Moon (Bart Howard)
11 - Treze de Dezembro (Luiz Gonzaga e Zé Dantas)
12 - La Noche (Enrique Heredia Carbonell e Juan Jose Suarez Escobar)
13 - Oceano (Djavan)
14 - Palco (Gilberto Gil)
15 - Transe (Djavan)
16 - Fato Consumado (Djavan)
17 - Flor de Lis (Djavan)
18 - Linha do Equador (Djavan e Caetano Veloso)
19 - Samurai (Djavan)
20 - Sina (Djavan)
21 - Pétala (Djavan) (Bis)
22 - Lilás (Djavan) (Bis)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

PATRICIA TALEM VEM COM OLHOS QUE ENXERGAM MUITO ALÉM DO CONVENCIONAL

Em uma moldura sofisticada, mas ao mesmo tempo singela e de excelente bom gosto, Patricia aborda a música mineira, a bossa e o jazz em uma simbiose perfeita.


Por Bruno Negromonte


Nomes como Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan muito se orgulhariam de conhecer o enorme talento desta cantora paulista chamada Patricia Talem. Dona de uma aptidão natural para o mundo da música, ela faz parte de um seleto grupo de cantoras da nova geração que, de maneira habilidosa, consegue fazer uso de uma trilogia de ritmos com muita propriedade: a forte influência da música mineira, o jazz e a bossa nova. Esses três ritmos se fundem e transformam-se através da voz suave de Talem em algo inebriante a partir de seu mítico canto.
A vivência de Patricia com o mundo das artes vem desde cedo, para ser mais exato vem do período de sua adolescência, mais precisamente quando ela tinha cerca de 14 anos. Foi neste período que ela deu início as aulas de canto e piano. Daí em diante foi só uma questão de aprimoramento, pois o seu talento, era algo que poderíamos afirmar como algo in natura. Com o passar dos anos cantou e encantou por bares da capital paulista ao longo das noites a partir do ano de 1999. Depois de 07 anos nos palcos noturnos, decide em 2006 que já era hora de registrar suas interpretações. A partir daí, resolve com o apoio do produtor Marco Costa, dar início a pesquisa de repertório para a gravação do seu primeiro álbum.





O registro desse álbum só veio acontecer de fato 02 anos depois, quando ela começou a gravação do disco "Patricia Talem" com produção de Marco Costa e do Sandro Albert. O disco foi gravado no Brasil e nos Estados Unidos contendo 11 faixas, onde já é possível perceber as características que guiam os dois álbum lançados até agora pela Patricia: as composições mineiras, o balanço da bossa e a sutileza e bom gosto dos arranjos jazzistícos. O álbum reúne diversos compositores, dentre os quais Alexandre Blasifera, Renato Motha, Patrícia Lobato, Keko Brandão, Jairzinho, Elder Costa, Marcelo Pompeu, Rita Altério,Pedro Altério e Sandro Albert e para uma pessoa que está debutando no mercado fonográfico algo pouco comum: letras inéditas de um medalhão da MPB, Flávio Venturini. Algumas releituras também são encontradas em seu álbum de estreia como “Só de você”, de Rita Lee e Roberto de Carvalho; “Ludo real”, de Chico Buarque e Vinicius Cantuária e uma versão de Pedro Baldanza para “Stella by starlight”. É importante enfatizar que na gravação deste álbum houve a participação, em todas as faixas, dos membros da conceituada banda de jazz Yellowjackets: o baixista Jimmy Haslip e do pianista Russell Ferrante. Lançado pelas gravadoras Nugroove e Points South, o álbum chegou a ser indicado ao Press Award 2010 em duas categorias: a de "Melhor álbum" e a de "Melhor tour 2009". Porém este excelente e requintado disco ficou restrito ao mercado norte-americano e até o momento não foi lançado no Brasil. Com a excelente receptividade tanto do público quanto da crítica americana, não foi difícil para Patricia a sua inserção nos grandes circuitos musicais americanos e da Europa, onde frequentemente participa de espetáculos em cidades como Miami, Nova York e Los Angeles e brevemente estará em Portugal.


2011 vem como o ano da consolidação da carreira de Talem no Brasil, pois o lançamento do seu segundo álbum atravessou as fronteiras americanas e está sendo lançado também em sua pátria. O álbum vem com o nome de "Olhos" (álbum este que você pode adquirir clicando na capa existente ao lado direito de nosso site), título sugestivo porque nos remete a diversos prismas, dentre os quais os olhos de seu povo que se voltam para o seu primeiro trabalho lançado no Brasil, as peculiaridades e requintes que podemos observar no resultado final deste trabalho, os bons olhos que todos estão recepcionando este álbuns, além da perspicácia na escola do repertório. Aliás, o saudoso Toninho Spessoto na apresentação do álbum "Olhos" sintetizou bem o título do disco quando escreveu que muitos são os olhares que se debruçam sobre as canções. Alguns as vêem com o corpo rítmico, outros a enxergam somente com a sensibilidade auditiva, e há os que as entendam com a alma. Este é o caso da Patricia Talem.


Gravado no Bennett Studios (de propriedade do cantor Tony Bennett) em New Jersey com a produção novamente do Marco Costa e sob os arranjos do músico Russell Ferrante, "Olhos" ainda teve a participação dos músicos Christian McBride, Sandro Albert e Bob Mintzer. É um disco que é composto por 09 belíssimas canções interpretadas de maneira bastante pessoal, dando um toque particular e definitivo a canções inéditas e fazendo releituras tão distintas que mesmo conhecidas do grande público, chegam a soar como inéditas.

O passeio musical começa com uma versão inédita de um clássico do jazz norte-americano gravado pela primeira vez em 1933 por Joe Venuti e sua orquestra, a canção intitulada "Moonnglow" (Will Hudson, Irving Mills e Eddie DeLange) que ganhou a tradução do escritor, compositor e jornalista Carlos Rennó. Em seguida vem um clássico da bossa-nova composto pelo paulista Sérgio Ricardo, onde Talem imprime o seu talento e toda bossa que o gênero sugere em "Folha de Papel". O álbum segue com uma belíssima versão bilíngue da canção "Nascente", canção composta por Murilo Antunes e Flávio Venturini e gravada pela primeira vez no álbum "A página do relâmpago elétrico" do mineiro Beto Guedes. Patricia a interpreta em português e a cantora americana Jane Monheit canta a versão em inglês traduzida por Murilo e Tonico Mercador intitulada "Sunrise".

O álbum segue com uma canção inédita composta por Matt Robbins (um estudante secundarista americano, fã de Patricia, que conseguiu entrar em contato com ela através do Myspace). A valsa-jazz "Shadow of Love" mostra a razão pela qual os americanos se encantaram por Talem. A quinta faixa é uma releitura, com toques jazzisticos, de uma canção do Luiz Melodia gravada originalmente no LP "Mico de circo" em 1978. Na sexta faixa vem um clássico da música popular brasileira composta por dois grandes ícones da música mineira: Lô Borges e Milton Nascimento. Na canção "Clube da Esquina 2" traz mais uma vez o toque mineiro em seu trabalho com o auxílio luxuoso de Flávio Venturini. A sétima faixa trata-se do samba-canção "Olhos negros", uma parceria dos cariocas Johnny Alf e Ronaldo Bastos. Em seguida, Talem mostra-se de ecletismo requintado ao grava a canção "For Your babies" do Mick Hucknall (vocalista do grupo inglês Simple Red) e que também foi registrada pelo grupo no álbum "Stars", gravado a 20 anos atrás. O disco encerra-se com a gravação da toada "O que eu seria sem ti", composta por Peri e Alexandre Leão e que só reforça que o talento de Patricia Talem é inquestionável pois é dona de uma voz afinada e agradável aos ouvidos, tem uma facilidade para interpretar as nuances de subidas e descidas pela escala musical. Além de pronunciar as palavras inteiras, a suavidade de sua voz encanta a quem a está ouvindo. Só me resta atestar que com esse álbum ela deu verdadeiro sentido aos versos do compositor Jota Maranhão quando escreveu que: "A voz é um colibri nas cores das canções".


Site Oficial - http://patriciatalem.com/inicio.html

EUA / Brasil Gerenciamento:
Palco Produções Artísticas (E-mail: contato.palco@gmail.com)
Assessoria de Imprensa: Perfexx - Telefone: (11) 3052-3823
E-mail: contato@perfexx.com.br
anapaula@perfexx.com.br
rogerio@perfexx.com.br


Europa / África Gerenciamento: Jorge Barros (Telefone: +351 91 540 16 65)
E-mail: j.barros@pressmusic.com.br jorge.barros@stylefrombrazil.com
Endereço: Praça 9 de Abril 195 – 4Dtº I 4200-422 Porto Portugal

O CD pode ser adquirido através dos seguintes endereços:


quinta-feira, 12 de maio de 2011

RICARDO MACHADO - ENTREVISTA EXCLUSIVA

Ricardo Machado iniciou sua carreira no canto lírico e atualmente está na divulgação do seu terceiro álbum intitulado "A sombra confia ao vento", álbum este que faz uma verdadeira viagem dentro de nossa MPB percorrendo cerca de 150 anos de boa música.

Por Bruno Negromonte


Para quem é frequentador assíduo do Musicaria talvez lembre-se que o nome do carioca Ricardo Machado, protagonizou recentemente uma das matéria presentes aqui. A pauta foi intitulada de "A ODISSEIA MUSICAL DE RICARDO MACHADO" (http://musicariabrasil.blogspot.com/2011/04/odisseia-musical-de-ricardo-machado.html), onde resumidamente chegamos a apresentar o nome deste grande talento, mostrando um pouco de sua biografia e dando ênfase também ao seu mais recente trabalho intitulado "A sombra confia ao vento"; onde juntamente com o seu "xará" Ricardo (Calafate) faz um lírico passeio por mais de um século de nossa música popular brasileira.

Tendo a boa música em seu encalço desde a infância, na fase adulta não era de espantar a ninguém que ele enveredasse naturalmente para a música. Porém, o que o de fato o levou ao meio musical foram outros fatores que íam muito além de sua paixão por letras e canções, como vocês poderão observar ao longo desta entrevista exclusiva concedida por Ricardo para o nosso espaço. Divirtam-se!


O que percebe-se é que seus avós (dona Odette e senhor Affonso) foram bastante atuantes em sua vida musical. Você chegou a escrever inclusive que uma de suas mais constantes lembranças afetivas da infância está o canto deles; isso leva a crer que a música entrou em sua vida bastante cedo. Desta forma, gostaríamos de saber o seguinte: qual é a lembrança mais remota sobre a sua formação musical?

Ricardo Machado - Que prazer estar aqui no Musicaria Brasil. Realmente venho de uma família com muita musicalidade no cotidiano. O que mais me comove ao lembrar, de mais remoto, eram as tardes dominicais na casa de meus avós, ou em Praia Brava, litoral sul do Rio, aonde passava férias ou também no Rio, no bairro do Lins de Vasconcelos. Era uma alegria musical, um privilégio. Dormia ao som de meu avô ao violão, acordava com minha avó ao acordeom, curtia as tardes com minha mãe Lúcia, arriscando músicas ingênuas também ao violão; e volta e meia, meu pai, Adyl e meu irmão Rogério cantando algo à capela. Todos afinados! Pra quem gosta de música, era um prato mais do que cheio (Risos).



Quais as influências e referências musicais mais presentes em sua formação?

RM - Na verdade, não estudei canto oficialmente. Outro dia achei umas fitas cassetes (será que alguém ainda se lembra delas? (risos)), onde eu, com uns seis, sete anos, reproduzia jingles de comerciais da época. Foi hilariante ouvir aquilo. Notei que havia uma afinação legal, um respeito intuitivo às regras de tonalidade. Foi bacana. No canto popular, a primeira coisa que me chamou atenção, aos 5 anos, foi em uma das férias de fim de ano, ouvir uma moça, já famosa, mas pouco notada por mim até então, num “radinho” bem limitado, que me deixou em choque auditivo, no melhor dos sentidos: a música era “Teco-teco”, em 1975, com Gal Costa. Das vozes masculinas, Milton Nascimento é minha referência, com aquele timbre lindo.


Essas influências foram fator determinante para a sua decisão de entrar para o Coral Gama Filho?

RM - Não, realmente não. O que na verdade me influenciou foi um motivo totalmente fora do contexto musical: O bolso! A Gama Filho, proporcionava bolsa de estudos para quem entrasse para o Coral, e eu precisava dela, para aliviar minha mãe de uma mensalidade “estratosférica”. Mas não era “bagunça” não. Havia uma prova de canto para entrar, uma avaliação semestral de rendimento artístico e outra de rendimento acadêmico. Dependendo destes 3, sua bolsa, que no máximo chegava a 95%, era expedida. Fui fazer a prova, aos 17 anos, tenso, no meio de uma multidão de alunos desejando o mesmo, pois todos os cursos estavam ali, e o meu, odontologia, era caríssimo, e com meus pais separados, a grana andava curta. Acabei passando, num inacreditável (por mim mesmo) 2º lugar geral, dada minha tensão, ao interpretar o “Lundu da Marquesa de Santos” (composição do Heitor Villa-lobos em homenagem ao romance existente entre D. Pedro e a Marquesa). A música fora passada (um trecho grave e outro agudo) rapidamente ali na hora... Um pavor, meu claro...(risos). O maestro chamava individualmente e perguntava: "Vai fazer o agudo o ou grave?". Não pensei duas vezes, já que aos 17 anos, meus graves eram muito poucos, e respondi: "O agudo". Era um tenor!


De quanto tempo foi essa experiência no coral?


RM - Durante todo curso: Quatro anos. Gravávamos todo ano, especial de Roberto Carlos, e cantávamos erudito, popular, outros idiomas, óperas incríveis, réquiens emocionantes... Um verdadeiro aprendizado. O saudoso maestro Abelardo Magalhães, regente do Coral, me marcou muito com uma frase: "Cantem articulando, pronunciando bem as sílabas. Todos devem entender o que se canta". Assim como a professora do coral, Edênia, que me fez admirar o canto feminino, lírico, bem colocado e com um timbre cristalino. Só depois, comecei a apreciar o mito Bidu Sayão, por exemplo. Mas confesso não ser um profundo entendedor do clássico. Tenho noções.


O que se pode observar em sua discografia é a fusão entre o popular e aquilo que é chamado por erudito. Um exemplo dessa observação é a presença de um lado, de nomes como Carlos Gomes e Heitor Villa-Lobos; e de outro, nomes como Cartola e Paulinho da Viola. Você procura fazer essa dicotomia de maneira consciente ou pra você a música não tem rótulos?

RM - É consciente. O que muda, é a forma de cantar, de um para o outro. No popular, deve-se ser mais econômico, segurar os vibratos, a emissão e não esquecer que o ouvinte quer algo mais leve, não frio, compreenda-se bem. O erudito é volume (seguindo o regente e a partitura), vibrato, emoção, carga dramática. Acho exaustivo e admirável. Quando trago esta influência erudita, procuro sempre adaptá-la ao popular, com todo respeito a escola lírica, claro.


Quem ouve o seu trabalho observa que a busca pela excelência vocal é algo comum neles. Há algum cuidado específico ou técnica para manter esse lirismo e beleza estética em seu canto?

RM - Obrigado (risos). Me acho muito técnico, muito preocupado com cada sílaba. É um perigo, pois acaba-se colocando a emoção em segundo plano. Creio que só consegui unir os dois, de verdade, neste novo trabalho, "A sombra confia ao vento”. Mas minha cabeça não tem jeito. Canto pensando nas sílabas, como cada uma deve sair. Antes do coral, já era assim. Quanto a cuidados com a voz em si, acho que deveria ter sim. Sou meio desatento.



Em sua carreira discográfica o músico e produtor Ricardo Calafate se faz muito presente e atuante. Fale-nos um pouco sobre essa sua parceria que vem desde o seu primeiro álbum.

RM - O Ricardo Calafate é um mestre. Desde o início houve uma sintonia. Ele entende como quero cantar. É impressionante! Como pode um mestre do choro, profundo conhecedor de boa MPB que grava com tantos medalhões da música, compreender um cara, que ele pouco conhecia e nunca ouvira? É fantástico. Calafate é um grande músico, com Cds lindíssimos
gravados
e obrigatórios de se ter. Além de ser um grande incentivador do meu trabalho. Sabe que gosto de estúdio, da coisa da técnica. Um grande amigo, que posso dizer: daqueles que o tempo e a distância, não dizem “não”. Não dá pra esquecer de um cara que me ajudou muito neste projeto, também mencionado no cd: O jornalista-escritor, autor de um livro incrível, cujo título é “Fatal”, Jeocaz Lee-Meddi, que me sugeriu algumas músicas e foi incansável, tudo espontaneamente e por admirar nosso trabalho.



Por que a escolha deste título (A sombra confia ao vento) para o disco?

RM - É uma frase da canção “Melodia Sentimental”. Achamos, que tinha tudo com a aura do Cd, além de ter uma efeito muito bonito. Pode-se imaginar muita coisa com ela. Na canção ela tem um fraseado musical lindo... Me comove.



Uma característica dos dois primeiros álbuns gravados são as participações especiais de mulheres, nomes como Márcia Coelho e Ana Claudia Casaca estão presentes. Por que esta característica não esteve presente neste terceiro álbum?

RM - A Márcia e a Ana, foram integrantes do Coral da Gama-Filho comigo. Ouvia as duas cantando, só admirando... Sou tenor e elas soprano, portanto, ficávamos próximos (vozes agudas). São duas grandes vozes. Mas desta vez, resolvi radicalizar. Fazer um trabalho coeso. Música brasileira que me fosse ligada à memória afetiva pessoal, onde não cabia um convite. Tanto que gravamos tudo (as bases) em voz & violão, para o canto ficar o mais exigido técnica e emocionalmente possível, exigência minha, mais uma vez, compreendida pelo Calafate. Depois da voz definitiva, só com a viola, então, chamamos os músicos. Fizemos o caminho inverso. Mas o resultado foi o que esperava. Aliás, melhor do que eu esperava.


Djavan, em uma entrevista recente sobre o seu mais recente álbum, onde há apenas regravações, afirmou que achava a vida de intérprete era bem mais fácil que a de compositor; pois com as canções prontas, teoricamente a única preocupação era selecionar. Depois da gravação do disco mudou de ideia por achar complicadíssimo a escolha de um repertório diante da gama de opções existentes. Segundo ele, o critério adotado para a escolha das canções foram reminiscência diversas. No seu caso, como se deu a escolha de um repertório que abrange mais de 100 anos de música?

RM - Selecionar é muito difícil mesmo. Guardadas as devidas proporções, seria como o famoso drama, “ A escolha de Sofia”, decidir qual filho sobreviver. Doloroso!!! Minhas lembranças de infância foram fundamentais. Tive sugestões, num universo gigantesco de boas músicas, algumas acatadas com satisfação; mas, o que pesou mesmo, foi a vontade de fazer um trabalho honesto e com um som puro, na comovente ingenuidade musical brasileira, na sua brejeirice, no seu gingado, no seu balanço de variedades, tentando unir a emoção com a técnica, o que eu achava contraditório. Acho que valeu. O bom gosto dos arranjos do Ricardo Calafate, abriram caminho para tudo. Uma outra amiga do Coral, uma linda voz, a Andrea Borges, ao me contar que o Cd."A sombra confia ao vento", tinha emocionado uma platéia, numa palestra da qual foi orientadora, me deu a garantia de que meu objetivo tinha sido alcançado. Estou muito grato à esta repercussão positiva e ao apoio dos grandes músicos que me presentearam, de verdade, sabendo que era uma produção independente de um cara muito “tímido e abusado”, como me classifico (risos), porém apaixonado pela boa música e pelo canto.


Ricardo, o Musicaria Brasil agradece a essa receptividade e deixo esse espaço final para que você possa fazer as considerações cabíveis. Fique à vontade!


RM - Já acabou?Ahhh...Minha timidez estava até indo embora (risos). Quero agradecer, de coração, o espaço aqui no Musicaria Brasil. Uma grande honra ver meu trabalho elogiado e indicado. Aparecer aqui, junto destas feras, que são minhas referências musicais, é maravilhoso e me deixa incentivado, encorajado a tentar trazer mais trabalhos como este recente. Foi uma alegria e um prazer. Agradeço novamente. Um beijo no coração de todos!!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

NANA CAYMMI, 70 ANOS

Ao longo do mês de abril Nana Caymmi completou 70 anos de vida e mesmo sem o alarido dado aos 50 anos de carrreira do Roberto Carlos (outro aniversariante “setentão” do mesmo mês e ano da Nana), Nana também comemora 50 anos de estrada desde 2010.

Por Bruno Negromonte*



Apesar de muitos acreditarem que Dinair Tostes Caymmi (nome de batismo de Nana) tenha nascido na Bahia, ela não é baiana. Nana nasceu na então capital do Brasil, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro em um dia 29 de abril dos idos anos de 1941.

Nessa época Dorival já era um conceituado músico e um dos maiores compositores da nova geração da MPB. Três anos antes, em 1938, por incentivo de Gilberto Martins, um diretor da Rádio Clube da Bahia, Dorival resolveu, aos 23 anos, seguir para o sul do país e viaja de ita (navio que cruza o norte até o sul do Brasil) para o Rio, para conseguir um emprego como jornalista e realizar o curso preparatório de Direito. Já no Rio, é apresentado ao diretor da Rádio Tupi, e, em 24 de junho de 1938, estreou na rádio cantando duas composições, embora ainda sem contrato.


Saiu-se bem como calouro e iniciou a cantar dois dias por semana, além de participar do programa Dragão da Rua Larga. Neste programa, interpretou O Que é Que a Baiana Tem, composta em 1938. Com a canção, fez com que Carmen Miranda tivesse uma carreira no exterior, a partir do filme Banana da Terra, de 1938. Nesse período conhece caloura/cantora Adelaide Tostes, ou Stella Maris no auditório da Rádio Nacional. O baiano foi assistir a um programa de calouros, e a jovem mineira subiu ao palco para cantar Último Desejo, de Noel Rosa. “Virei mármore na cadeira”, contou Dorival décadas depois, ainda apaixonado.



Encantado pela loira esbelta, não trocou palavra com ela. Mas só sossegou depois que a conheceu. Quando foram apresentados, a moça já havia sido batizada com o nome artístico Stella Maris – nada mais apropriado para ser enamorada do “amante do mar”. Casaram-se no dia do 26° aniversário dele em 1940. Stella tinha 18 anos. Um ano depois nasce Dinair Tostes Caymmi.


Nana Caymmi teve uma infância atípica para muitas crianças, mas comum dentro do universo musical em que ela estava inserida, afinal de contas ela era filha de um dos maiores e mais conceituados compositores do Brasil. Diversos nomes da música e do rádio frequentavam a casa dos Caymmi e isso, fez aos poucos, com que o inevitável acontecesse: Nana entrar para o mundo da música.


Em 1960, registrou a primeira atuação em estúdio, participando da faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção em sua homenagem, quando a cantora era ainda criança. Lançou, também, o primeiro disco solo, um 78 RPM, contendo as músicas Adeus (Dorival Caymmi) e Nossos beijos (Hianto de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril desse mesmo ano, assinou contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa Sucessos Musicais, produzido por Fernando Confalonieri. Em seguida, passou a apresentar, acompanhada pelo irmão Dori, o programa A Canção de Nana, produzido por Eduardo Sidney.

Em 1961, casou-se com o médico Gilberto José Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Nesse país, nasceram suas filhas Stella Teresa, em 1962, e Denise Maria, em 1963. Gravou, nesse ano, seu primeiro LP, Nana, com arranjos de Oscar Castro Neves.

Em 1964, participou do disco Caymmi visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo, ao lado do pai e dos irmãos.

No ano seguinte, separou-se do marido e voltou grávida para o Brasil, com suas filhas pequenas.
Em 1966, nasceu seu filho, João Gilberto. Nesse mesmo ano, venceu o I Festival Internacional da Canção (TV Globo), interpretando a canção Saveiros (Dori Caymmi e Nelson Motta). Apresentou-se no programa Ensaio Geral (TV Excelsior), ao lado de artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tuca, Toquinho e Maria Bethânia, entre outros. Ainda nesse ano, assinou contrato com a TV Record, de São Paulo, e casou-se com o cantor e compositor Gilberto Gil, com quem compôs "Bom dia", canção apresentada pelos autores no III Festival de Música Brasileira (TV Record), em 1967.

No ano seguinte, terminou seu contrato com a TV Record. Estreou, no Rio de Janeiro, o show "Barroco" e separou-se de Gilberto Gil.

Em 1969, foi citada por Carlos Drummond de Andrade no poema "A festa (Recapitulação)", publicado na edição do dia 23 de fevereiro do jornal "Correio da Manhã".

Em 1970, fez uma temporada de shows com Dori Caymmi em Punta del Este (Uruguai). Participou do espetáculo "Mustang Cor de Sangue", com Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e o conjunto Apolo 3, realizado no Teatro Castro Alves (Salvador) e no Teatro de Bolso (Rio de Janeiro).



No ano seguinte, cantou "Morena do mar" (Dorival Caymmi), na II Bienal do Samba (TV Record). Voltou a Punta del Este, para novas temporadas, em 1971 e em 1972, nesse último ano ao lado de Dori Caymmi, no Café del Puerto.

Em 1973, apresentou-se com sucesso em Buenos Aires (Argentina).

No ano seguinte, realizou um show, com o conjunto argentino Camerata, no Camerata Café Concert, em Punta Del Este (Uruguai). Lançou na Argentina, pela gravadora Trova, ainda em 1974, o LP "Nana Caymmi", que vendeu 20 mil cópias. O disco, divulgado Rádio Jornal do Brasil por Simon Khoury, chamou a atenção das gravadoras brasileiras.

No ano seguinte, acompanhada pela Camerata, foi recebida pela mídia como Grande Show Woman, em sua temporada anual na Argentina.


Após um jejum de oito anos no mercado fonográfico brasileiro, lançou, em 18 de junho de 1975, na Sala Corpo e Som, do Museu de Arte Moderna (RJ), o LP "Nana Caymmi" (CID). O disco alcançou o 77º lugar no Hit Parade Carioca, uma semana após o lançamento. Fez, ainda, uma temporada, no mês de julho, na boate Igrejinha (SP), sendo citada por Tárik de Souza, no "Jornal do Brasil", como a "Nina Simone brasileira" e provocando a admiração de Caetano Veloso, que considerou sua interpretação de "Medo de amar" (Vinícius de Moraes) uma das mais expressivas da música brasileira.

No dia 22 de outubro de 1976, foi contemplada com o Troféu Villa-Lobos de Melhor Cantora do Ano, oferecido pela Associação Brasileira de Produtores de Discos. Participou da trilha sonora de "Maria Maria", espetáculo do Balé Corpo, com músicas de Milton Nascimento e Fernando Brant e coreografia de Oscar Ajaz. Apresentou-se, ao lado de Ivan Lins, no Teatro João Caetano (RJ), pelo projeto "Seis e Meia". Ainda em 1976, lançou o LP "Renascer", com show no Teatro Opinião". A canção "Beijo partido" (Toninho Horta), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela "Pecado Capital" (TV Globo).

Em 1977, gravou novo LP, pela RCA-Victor. O disco contou com a participação de Dorival Caymmi na faixa "Milagre", canção inédita do compositor, e teve show de lançamento no Teatro Ipanema (RJ). Ainda nesse ano, a gravadora CID lançou no mercado brasileiro o disco "Nana Caymmi", gravado na Argentina em 1974, com o título "Atrás da porta". Inaugurou, ao lado de Ivan Lins, o "Projeto Pixinguinha" (Funarte).

Em 1978, apresentou-se com Dori Caymmi pelo "Projeto Pixinguinha". O show, dirigido por Arthur Laranjeiras, estreou no Teatro Dulcina (RJ) e prosseguiu em Vitória, Salvador, Maceió e Recife. Ainda nesse ano, lançou, pela Odeon, o LP "Nana Caymmi", contendo a faixa "Cais" (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), incluída na trilha sonora da novela "Sinal de Alerta" (TV Globo).

Em 1979, apresentou-se, com Edu Lobo e o conjunto Boca Livre, no Teatro do Hotel Nacional e no Canecão, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, casou-se com o cantor e compositor Claudio Nucci.

Em 1980, comandou "Nana Caymmi e seus amigos muito especiais", série de shows apresentados às segundas-feiras, no Teatro Villa-Lobos, com a participação de Isaurinha Garcia, Rosinha de Valença, Cláudio Nucci, Zezé Mota, Zé Luiz, Fátima Guedes, Sueli Costa, Jards Macalé e Claudio Cartier, entre outros. Fez temporada no Chico’s Bar, anexo do Castelo da Lagoa (RJ) e realizou espetáculo de lançamento do disco "Mudança dos ventos" (Odeon), viajando em turnê de shows pelo país. Participou, ao lado do Boca Livre, do "Projeto Pixinguinha".

Em 1981, "Canção da manhã feliz" (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela "Brilhante" (TV Globo). Seu espetáculo, na Sala Funarte, foi apontado pelo "Jornal do Brasil" como um dos dez melhores do ano.


Em 1982, apresentou-se em Algarve (Portugal). Realizou uma participação na novela "Champagne" (TV Globo), representando a si mesma e cantando "Doce presença" (Ivan Lins e Victor Martins), ao lado do pianista Edson Frederico. A canção foi incluída na trilha sonora da novela.

No ano seguinte, gravou, com César Camargo Mariano, o LP "Voz e suor" (Odeon). Apresentou-se, ao lado do pianista, no 150 Night Club (SP), para lançamento do disco.

Em 1984, separou-se de Claudio Nucci. Participou do Festival de Nice (França), com Dorival Caymmi e Gilberto Gil, entre outros. No ano seguinte, sua gravação de "Flor da Bahia" (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro) foi incluída na trilha sonora de da minissérie "Tenda dos Milagres" (TV Globo), baseada no romance homônimo de Jorge Amado.

No final de 1986, em comemoração ao centenário de nascimento de Villa-Lobos, iniciou uma série de shows pelo país, que teve continuidade no ano seguinte, interpretando obras do compositor, ao lado de Wagner Tiso e do grupo Uakti.

Em 1987, fez temporada de shows em Madri (Espanha). Lançou o disco "Nana", contando com a participação de seu filho, João Gilberto, na faixa "A lua e eu" (Cassiano e Paulo Zdanowski). No dia 3 de outubro desse mesmo ano, nasceu sua primeira neta, Marina, filha de Denise e Carlos Henrique de Meneses Silva.



Em 1988, fez show de lançamento do disco "Nana", no L’Onoràbile Società (SP) e no People Jazz (RJ), seguindo em turnê pelo país.

Em 1989, participou da coletânea "Há sempre um nome de mulher", LP duplo produzido por Ricardo Cravo Albin para a campanha do aleitamento materno, do Banco do Brasil, cantando as músicas "Dora" e "Rosa morena", ambas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado de Wagner Tiso, excursionou por várias cidades da Espanha e participou do Festival Internacional de Jazz de Montreux (Suíça). A apresentação foi gravada ao vivo, gerando o LP "Só louco", lançado, no mesmo ano, pela EMI-Odeon.

No dia 16 de dezembro, seu filho, João Gilberto, sofreu, no Rio de Janeiro, um grave acidente de motocicleta. A cantora passou o ano de 1990 dedicando-se exclusivamente ao filho acidentado.
Em 1991, voltou ao cenário artístico, participando, ao lado do irmão Danilo, de espetáculo realizado no Rio Show Festival (RJ), que reuniu Dorival Caymmi e Tom Jobim. Participou, com Dorival e Danilo Caymmi, do XXV Festival Internacional de Jazz de Montreux. O show foi gravado ao vivo e gerou o disco "Família Caymmi em Montreux", lançado no Brasil, no ano seguinte, pela PolyGram.

Em 1992, participou, no Rio Centro (RJ), da segunda edição do "Rio Show Festival", ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Fagner. Lançou, pela Sony Music, o disco "O melhor da música brasileira", apresentando-se em temporada de shows na casa noturna Jazzmania (RJ). No dia 24 de abril desse mesmo ano, nasceu Carolina, sua segunda neta, filha de Denise e Carlos Henrique de Meneses Silva. Participou do "SP Festival", realizado no Anhembi (SP), ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Gilberto Gil.

Em 1993, viajou a Portugal, para temporada de shows em Lisboa e no Porto, ao lado de Dorival e Danilo Caymmi. Gravou o disco "Bolero" (EMI), apresentando-se em longa temporada de shows no People Jazz (RJ) e seguindo em turnê pelo país. Esteve, também, em Nova York, onde se apresentou no Blue Note, em show que contou com a participação de Danilo Caymmi.

Em 1994, lançou o CD "A noite do meu bem - As canções de Dolores Duran" (EMI), que contou com a participação de sua filha Denise Caymmi na faixa "Castigo". Fez show de lançamento do disco no Canecão, em seu primeiro espetáculo solo nessa casa, seguindo em turnê pelo país.

Em 1996, apresentou-se no Teatro Castro Alves (Salvador), ao lado de Daniela Mercury, do pai Dorival e dos irmãos Dori e Danilo, em dois espetáculos comemorativos dos 50 anos das empresas Odebrecht. Lançou, nesse mesmo ano, o disco "Alma serena" (EMI), no Canecão (RJ) e no Palace (SP), seguindo em turnê pelo país. Viajou, em seguida, para os Estados Unidos, onde se apresentou em Los Angeles e Nova York, ao lado de Dori Caymmi.

Em 1997, gravou, no Teatro Rival (Rio de Janeiro), seu primeiro disco solo ao vivo, "No coração do Rio" (EMI), seguindo em turnê pelo país.

Em 1998, lançou o CD "Resposta ao tempo" (EMI), contendo a canção homônima (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), escolhida como tema musical de abertura da minissérie "Hilda Furacão" (TV Globo). A música obteve bastante destaque, tendo sido muito executada nas rádios, nesse ano. Apresentou-se, novamente, no Canecão, em show de lançamento do disco, viajando, em seguida, em turnê pelo país.

Em 1999, foi contemplada com o primeiro Disco de Ouro de sua carreira, pelas cem mil cópias vendidas do CD "Resposta ao Tempo" (EMI), seguindo-se o convite da TV Globo para cantar "Suave veneno" (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), canção escolhida como tema da novela homônima. Lançou a coletânea "Nana Caymmi - Os maiores sucessos de novela" (EMI). Participou, ainda, do songbook de Chico Buarque (Lumiar Discos), interpretando a faixa "Olhos nos olhos".

Em 2000, comemorando 40 anos de carreira em disco, lançou o CD "Sangre de mi alma" (EMI), cantando em espanhol uma seleção de boleros, como "Acércate más" (Osvaldo Farrés) e "Solamente una vez" (Agustin Lara), entre outros, com arranjos de Dori Caymmi e Cristóvão Bastos.




Em 2001, gravou o CD "Desejo", produzido por José Milton, com a participação de Zeca Pagodinho, em dueto com a cantora em "Vou ver Juliana" (Dorival Caymmi), Ivan Lins, ao piano na faixa "Só prazer" (Ivan Lins e Celso Viáfora) e sua sobrinha Alice, filha de Danilo Caymmi, em dueto com a tia na música "Seus olhos", de autoria da irmã, Juliana Caymmi. O disco registrou, com arranjos de Cristóvão Bastos, Dori Caymmi, Lincoln Olivetti e Paulão 7 Cordas, as canções "Saudade de amar" (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro), "Frases do silêncio" (Marcos Valle e Erasmo Carlos), "Fogueiras" (Ivan Lins e Vitor Martins), "Lero do bolero" (Kiko Furtado e Abel Silva), "Vinho guardado" (Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós), "Desejo" (Fátima Guedes), "Naquela noite" (Claudio Cartier e Guto Marques), "Fumaça das horas" (Sueli Costa e Fausto Nilo), "Esse vazio" (Cristóvão Bastos e Dudu Falcão), "Marca da Paixão" (Marcio Proença e Marco Aurélio) e "Distância" (Dudu Falcão). Realizou show de lançamento do disco no Canecão (RJ), apresentando, além do repertório do CD, sucessos de sua carreira, como "Saudade de amar", da trilha sonora da novela "Porto dos Milagres" (TV Globo) e Resposta ao tempo (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), acompanhada de uma banda formada por Cristóvão Bastos (piano), Itamar Assiere (teclados), Ricardo Silveira (guitarra), Jorjão (baixo), Ricardo Pontes (sax e flauta), Ricardo Costa (bateria) e Don Chacal (percussão).

Em 2002, lançou o CD "O mar e o tempo", contendo exclusivamente obras de Dorival Caymmi, como "Saudade da Bahia" e "O bem do mar", entre outras, além da inédita "Desde ontém". O disco contou com a participação de seus irmãos Dori e Danilo, além de sua mãe, Stella, das netas e das sobrinhas.

Em 2003, foi lançado o songbook "O melhor de Nana Caymmi" (Editora Irmãos Vitale), produzido por Luciano Alves, contendo letras, cifras e partituras do repertório da cantora, além de um perfil biográfico assinado por sua filha, Stela Caymmi.

Em 2004, em comemoração ao 90º aniversário do pai, lançou, com os irmãos Dori e Danilo, o CD "Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo", contendo exclusivamente canções de Dorival Caymmi: "Acontece que eu sou baiano", "Severo do pão/O samba da minha terra", "Vatapá", "Você já foi à Bahia?", "Requebre que eu dou um doce/Um vestido de bolero", "Lá vem a baiana", "A vizinha do lado/Eu cheguei lá", "O que é que a baiana tem?", "Dois de fevereiro/Trezentos e sessenta e cinco igrejas", "Saudade da Bahia", "O dengo que a nega tem", "São Salvador", "Eu não tenho onde morar/Maracangalha" e "Milagre". Os arranjos do disco foram assinados por Dori Caymmi.
Em 2005, lançou, ao lado de Danilo Caymmi, Paulo Jobim e Daniel Jobim, o CD "Falando de amor", sobre a obra de Tom Jobim. Os músicos Jorge Hélder (baixo) e Paulinho Braga (bateria) participaram das gravações.

Em agosto de 2008, Os pais de Nana (Dorival Caymmi e Stella Maris) vem a falecer em um curto intervalo de tempo; fazendo com que Nana, muito abalada, cogite a possibilidade de deixar a carreira artística por achar que não tinha mais ao seu lado lado os seus maiores incentivadores.
Em dezembro de 2008 participa do programa musical Som Brasil Especial Dorival Caymmi, programa da Rede Globo que foi dedicado ao compositor baiano dentro da grade de programas especiais do final do ano da emissora carioca.

Em abril de 2009, lança mais um álbum em sua carreira. O álbum chama-se Sem poupar coração e possui 14 faixas, tendo uma das faixas na novela das 21 horas da Rede Globo "Insensato Coração".

2010, O diretor francês Georges Gachot completo um documentário sobre a cantora. Rio Sonata



Disocgrafia Nana Caymmi

Dorival Caymmi (1960)
Faixas:
01 - Eu não tenho onde morar (Dorival Caymmi)
02 - Rosa Morena (Dorival Caymmi)
03 - Acontece que eu sou baiano (Dorival Caymmi)
04 - Acalanto (Dorival Caymmi) (Participação: Nana Caymmi)
05 - Vestido de bolero (Dorival Caymmi)
06 - O Dengo que a nega tem (Dorival Caymmi)
07 - Dora (Dorival Caymmi)
08 - O que é que a baiana tem (Dorival Caymmi)
09 - A vizinha do lado (Dorival Caymmi)
10 - Adeus (Dorival Caymmi)
11 - São Salvador (Dorival Caymmi)
12 - Marina (Dorival Caymmi)



Antonio Carlos Jobim & Dorival Caymmi - Caymmi visita Tom (1964)
Faixas:
01 - ...Das rosas (Dorival Caymmi)
02 - Só tinha de ser com você (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira)
03 - Inútil paisagem (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira)
04 - Vai de vez (Roberto Menescal/Lula Freire)
05 - Saudades da Bahia (Dorival Caymmi)
06 - Tristeza de nós dois (Durval Ferreira/Bebeto/Maurício Einhorn)
07 - Sem você (Tom Jobim/Vinícius de Moraes)
08 - Canção da noiva (Dorival Caymmi)



Nana Caymmi (1965)

Faixas:
01 - Morrer de amor
02 - ...das rosas
03 - Razão de viver
04 - Velho pescador
05 - Nunca mais
06 - Nesta rua tão deserta
07 - Canto livre
08 - Derradeira primavera
09 - Não tem solução
10 - Acalanto



Nana Caymmi (1975)
Faixas:
01 - Ponta de Areia (Milton Nascimento/Fernando Brant) (Com Tom Jobim e Milton Nascimento)
02 - Branca (Danilo Caymmi/João Carlos Pádua)
03 - Beijo Partido (Toninho Horta)
04 - Passarela (Carlos Dafé)
05 - Só Louco (Dorival Caymmi)
06 - Acorda Que Eu Quero Ver (Carlos Dafé)
07 - Tens (Calmaria) (Ivan Lins / Ronaldo Monteiro de Souza)
08 - Medo de Amar (Vinicius de Moraes)
09 - Canção Em Modo Menor (Tom Jobim) (Com Tom Jobim)
10 - Saudade (Dorival Caymmi / Fernando Lobo)






Renascer (1976)
Faixas:
01 - Mãos de Afeto
02 - Boca a Boca
03 - Codajás
04 - Sacramento
05 - A Dor a Mais
06 - Sodade Meu Bem, Sodade
07 - Desenredo
08 - Dupla Traição
09 - Branca Dias
10 - Pois é
11 - Tati, a Garota
12 - Aperta Outro


Nana (1977)
Faixas:
01 - Dona Olimpia (Toninho Horta / Ronaldo Bastos)
02 - Milagre (Dorival Caymmi) with Dorival Caymmi
03 - Perdoa Meu Amor (Georges Moran / J. G. de Araújo Jorge)
04 - O Que Se Sabe de Cor (Fernando Leporace)
05 - Falam de Mim (Noel Rosa de Oliveira / Eden Silva / Aníbal Silva)
06 - Soneto à Mamá (Joan Manuel Serrat)
07 - Fingidor (Sueli Costa)
08 - Cais (Milton Nascimento / Ronaldo Bastos)
09 - Se Queres Saber (Peterpan)
10 - Meu Menino (Danilo Caymmi / Ana Terra)
11 - Não Há Lugar (Ivan Lins / Gilson Peranzzetta / Vitor Martins)
12 - Modinha (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)



Atrás da Porta (1977)
Faixas:
01 - Saia do caminho
02 - Ahié
03 - O amor é chama
04 - Rosa Morena
05 - Nunca Mais
06 - Atrás da porta
07 - Vestido de bolero
08 - Dora
09 - Por causa de você
10 - Diz que fui por aí
11 - Pra você
12 - Cala a boca, menino


Nana Caymmi (1979)
Faixas:
01 - Sem Fim
02 - Depois Do Natal
03 - Clube Da Esquina N°2
04 - No Analices
05 - Amargura
06 - Pra Não Chorar
07 - Palavras
08 - Nossa Dança
09 - Contrato De Separação
10 - Patrulhando
11 - Formicida ,Corda E Flor
12 - Denúncia Vazia



Mudança dos Ventos (1980)
Faixas:
01 - Mudança dos Ventos
02 - Canção da Manhã Feliz
03 - Meu Bem Querer
04 - Pérola
05 - Meu Silêncio
06 - Rama de Nuvens
07 - Estrela da Terra
08 - De Volta ao Começo
09 - Fantasia (Minha Realidade)
10 - Mistérios
11 - A Mó do Tempo
12 - Essas Tardes Assim


E a Gente nem Deu Nome (1981)
Faixas:
01 - Café com pão
02 - Direito no coração
03 - Você me ouve
04 -Mas quem disse que eu te esqueço
05 - Inda lá
06 - Nenhuma lágrima
07 - Brisa do mar
08 - Rastro de perfume
09 - Primeira estrela
10 - Bons amigos


01 - Café Com Pão
02 - Direto No Coração
03 - Você Que Me Ouve
04 - Mas Quem Disse Que Eu Te Esqueço
05 - Inda Lá
06 - Nem Uma Lágrima
07 - Brisa Do Mar
08 - Rastro De Perfume
09 - Primeira Estrela
10 - Bons Amigos



Voz e Suor (Com César Camargo Mariano) (1983)
Faixas:
01 - Voz E Suor
02 - Velho Piano
03 - Doce Presença
04 - Clara Paixão
05 - Neste Mesmo Lugar
06 - Valerá A Pena
07 - Fruta Boa
08 - Isso E Aquilo
09 - Não Diga Não
10 - Sede
11 - Por Toda Minha
12 - Nossa Tempo



Chora Brasileira (1985)
Faixas:01 - Não Me Conte
02 - Último Desejo
03 - Longe
04 - Promissória
05 - Retrós
06 - Paralelo a Neruda
07 - Chora Brasileira
08 - Flor Das Estradas
09 - A Minha Valsa (la valse des lilás)
10 - Copacabana
11 - Vício De Amor
12 - Derradeira Primavera



Caymmi's Grandes Amigos (Com Dorival, Danilo, Dori Caymmi) (1986)
Faixas:
01 - Canção Da Partida
02 - João Valentão
03 - Das Rosas
04 - Velhas Estórias
05 - A Vizinha Do Lado
06 - Canção Antiga
07 - Acalanto
08 - Requebre Que Eu Dou Um Doce
09 - Dora
10 - O Mar
11 - Peguei Um "Ita" No Norte



Família Caymmi - Dori, Nana, Danilo e Dorival Caymmi - Ao Vivo (1987)

Faixas:
01 - Promessa de pescador
02 - Meu menino
03 - Velho piano
04 - Só louco
05 - Vatapá
06 - Andança
07 - João Valentão
08 - Acalanto
09 - Quem vem pra beira do mar
10 - Nem eu
11 - Marina
12 - Severo do Pão
13 - A Mãe D'Água e a menina
14 - Adalgisa
15 - História de pescadores: Canção da partida


Nana (1988)

Faixas:
01 - Deixa Eu Cantar
02 - Inútil Paisagem
03 - Canção do Nosso Amor
04 - Aquário
05 - Quando O Amor Acontece
06 - A Lua e Eu)
07 - Era Tudo Verdade
08 - Velha Cicatriz
09 - Asas nos Olhos
10 - Desacostumei de Carinho
11 - Anda Lua
12 - Primeiro Altar


Só Louco (Com Wagner Tiso) (1989)

Faixas:
01 - Medo de amar
02 - Se todos fossem iguais a você
03 - Se queres saber
04 - Beijo partido
05 - Milagre
06 - Só louco
07 - O cantador
08 - Chorava
09 - Nuvem cigana
10 - Rosa Morena



Nana Caymmi - Especial (1990)
Faixas:
01 - Beijo Partido
02 - Desenredo
03 - Se Queres Saber
04 - Medo De Amar
05 - Canção Em Modo Menor
06 - Saudade
07 - Ponta De Areia
08 - A Dor A Mais
09 - Mãos De Afeto
10 - Pois É
11 - Branca Dias
12 - Nana Caymmi Só Louco



Brasil MPB - Série Academia Brasileira de Música - Vol. 08 (1991)
Faixas:
01 - Você não sabe amar - Nem eu
02 - Insensatez - De onde vens
03 - Eu sei que vou te amar - O bem e o mal
04 - Vitoriosa - Outra vez
05 - Acontece - Dom de iludir
06 - Atrás da porta - Canção do amanhecer
07 - Canção da volta - Até quem sabe
08 - Não me culpe - Sem companhia
09 - Ninguém me ama - Prece
10 - Dois prá lá, dois prá cá - Ouça
11 - De volta pro meu aconchego - Faltando um pedaço



Família Caymmi em Montreux (Com Dorival, Danilo, Dori Caymmi) (1991)
Faixas:
01 - Você já foi a Bahia
02 - Samba do avião
03 - Tema de amor de Gabriela
04 - Brasil nativo
05 - Andança
06 - Sargaço mar
07 - A lenda do Abaeté
08 - Nem eu
09 - Noite de temporal
10 - Marina



Bolero (1993)

Faixas:
01 - Tu me acostumbraste
02 - Contigo em la distancia
03 - No puedo ser feliz
04 - Sabe de mim
05 - Olhos de saudade
06 - Alma mia
07 - Miénteme
08 - Frenesi
09 - La puerta
10 - Sinceridad
11 - Castelos no ar
12 - A cereja e o vermouth
13 - Escríbeme
14 - Cuando vuelva a tu lado


A Noite do Meu Bem – Canções de Dolores Duran (1994)
Faixas:
01 - A noite do meu bem
02 - Olhe o tempo passando
03 - Por causa de você
04 - Se é por falta de adeus
05 - Solidão
06 - Idéias erradas
07 - Castigo
08 - Fim de caso
09 - Estrada do sol
10 - Ternura antiga
11 - Não me culpe
12 - O que é que eu faço
13 - Pela rua
14 - Noite de paz



Caymmi Em Família (1994)
Faixas:
01 - Vamos Falar De Tereza
02 - Deixar Ficar
03 - O Casarão
04 - A Vida Vai Mudar
05 - Tia Anastácia
06 - Um Sonho Maior
07 - Esse Amor
08 - Eu Te Amo
09 - Afoxé
10 - Na Ribeira Deste Rio
11 - Vem Morena
12 - O Bem E O Mal
13 - Dois Corações
14 - Retirantes
15 - Oiá


Alma Serena (1996)
Faixas:
01 - Leva Minha Dor
02 - Novo Amor
03 - Serena
04 - Vale A Pena
05 - Flor Lunar
06 - Eu Quero Estar Com Voce
07 - Anjo Do Amor
08 - Não Posso Me Esquecer Do Adeus
09 - Coração Sem Saida
10 - A Noite É Meu Opio
11 - Clube Da Esquina
12 - Primavera (vai Chuva)
13 - Outra Tarde
14 - Flecha De Prata


No Coração do Rio (1997)
Faixas:
01 - Só louco
02 - Se queres saber
03 - Saia do meu caminho / Copacabana
04 - Último desejo / Acontece
05 - Carinhoso / Chão de estrelas
06 - Folhas mortas
07 - Aperto de mão / Se todos fossem iguais a você
08 - Vereda tropical
09 - Quiereme mucho
10 - Todo o sentimento / Meu menino
11 - Medo de amar / Vale a pena
12 - Outra tarde / Cais
13 - Palavras
14 - Sorri (Smile)



Resposta ao Tempo (1998)
Faixas:
01 - Resposta Ao Tempo
02 - Até O Redentor
03 - Não Se Esqueca De Mim
04 - Meu Sonho
05 - Cantiga
06 - Chega De Tarde
07 - Bolero De Neblina
08 - Doralinda
09 - Longe Dos Olhos
10 - Saudade Do Rio
11 - A Cara Do Espelho
12 - Pra Machucar Meu Coração
13 - Até Pensei
14 - Fascinação
15 - Minha Nossa Senhora



Os Maiores Sucessos de Novela (1999)
Faixas:
01 - Suave Veneno
02 - Não se Esqueça de Mim
03 - Fascinação
04 - Vem Morena
05 - Dois Corações
06 - Deixa Ficar
07 - Cais
08 - Canção Da Manhã
09 - Fruta Mulher
10 - Doce Presença
11 - Mudança Dos Ventos
12 - Flor Da Bahia
13 - Beijo Partido
14 - Resposta Ao Tempo



Sangre de Mi Alma (2000)
Faixas:
01 - Encadenados
02 - Acércate Más
03 - Dos Almas
04 - Amor De Mis Amores
05 - Nunca Jamás
06 - La Gata La Lluvia
07 - Déjame Ir
08 - Mi Ùltimo Fracasso
09 - Solamente Una Vez
10 - La Violetera
11 - Verdad Amarga
12 - Como Yo Te Amé
13 - Eclipse
14 - Te Quero Dijiste



Desejo (2001)
Faixas:
01 - Saudade de amar
02 - Frases do silêncio
03 - Fogueiras
04 - Lero do bolero
05 - Vinho guardado
06 - Desejo
07 - Seus olhos
08 - Naquela noite
09 - Fumaça das horas
10 - Esse vazio
11 - Só prazer
12 - Marca da paixão
13 - Distância
14 - Vou ver Juliana



A música brasileira por seus autores e intérpretes (2001)
Faixas:
01 - Se queres saber
02 - Esperança perdida
03 - Acalanto
04 - Quase
05 - Canção da volta
06 - Saia do Caminho
07 - Bom dia
08 - Se todos fossem iguais a você
09 - Cais
10 - Palavras
11 - Meu menino
12 - Só louco
13 - Sorri (smile)



O Mar e o Tempo (2002)
Faixas:
01 - Festa de Rua
02 - Desde Ontem
03 - Saudades de Itapuã
04 - Morena do Mar
05 - Peguei Um Ita no Norte
06 - Não Tem Solução
07 - O Bem do Mar
08 - Adeus
09 - Sargaço Mar
10 - Santa Clara Clareou
11 - Você Não Sabe Amar
12 - Cantiga
13 - E Eu Sem Maria
14 - Saudade da Bahia



Duetos (2003)
Faixas:
01 - Por causa de você (Com Tom Jobim)
02 - Até pensei (Com Chico Buarque)
03 - Acalanto (Com Dorival Caymmi)
04 - Feitiço da vila (Com Ivan Lins)
05 - Doralinda (Com Emílio Santiago)
06 - Hoje canções (Com Herbert Vianna)
07 - Na linha do mar (Com Clara Nunes)
08 - As rosas não falam (Com Beth Carvalho)
09 - Este seu olhar (Com Erasmo Carlos)
10 - Eu quero estar com você (Com Cláudio Nucci)
11 - Se queres saber (Com Wagner Tiso)
12 - No analices (Com Cláudio Cartier)
13 - Canção de ninar nenem (Com Agnaldo Timóteo)
14 - Estava escrito (Com Ângela Maria)



Para Caymmi de Nana, Dori e Danilo: 90 Anos (2004)
Faixas:
01 - Acontece Que Eu Sou Baiano
02 - Severo Do Pão / O Samba Da Minha Terra
03 - Vatapá
04 - Você Já Foi A Bahia?
05 - Requebre Que Eu Dou Um Doce / Um Vestido De Bolero
06 - Lá Vem A Baiana
07 - A Vizinha Do Lado / Eu Cheguei Lá
08 - O Que É Que A Baiana Tem?
09 - Dois De Fevereiro / Trezentos E Sessenta E Cinco I
10 - Saudade Da Bahia
11 - O Dengo Que A Nega Tem
12 - São Salvador
13 - Eu Não Tenho Onde Morar / Maracangalha
14 - Milagre



 Para Caymmi de Nana, Dori e Danilo: 90 Anos (Ao Vivo) (2005)
 Faixas:
01 - Acontece que Eu Sou Baiano
02 - Você Já Foi à Bahia?
03 - Saudade da Bahia
04 - Severo do Pão - O Samba da Minha Terra
05 - Promessa de Pescador
06 - O Bem do Mar
07 - Marina
08 - Peguei um Ita no Norte
09 - Festa de Rua
10 - Morena do Mar
11 - Adeus
12 - Requebre que Eu Dou um Doce - Um Vestido de Bolero
13 - A Vizinha do Lado/Eu Cheguei Lá
14 - Eu Não Tenho Onde Morar - Maracangalha





Até Pensei (2005)
Faixas:
01 - Até Pensei
02 - Pra Machucar Meu Coração
03 - Medo de Amar
04 - Meu Sonho
05 - Velho Piano
06 - Novo Amor
07 - Tens
08 - Café com Pão
09 - Acércate Más
10 - Canção da Manhã Feliz
11 - Contrato de Separação
12 - Não Me Conte
13 - Fim de Caso
14 - Resposta ao Tempo



Falando de amor - Famílias Caymmi e Jobim cantam Antônio Carlos Jobim (2005)
Faixas:
01 - Samba do avião
02 - Foi a noite
03 - Bonita demais
04 - As praias desertas
05 - Anos dourados
06 - Outra vez
07 - Desafinado
08 - Esperança perdida
09 - Eu sei que vou te amar
10 - Só em teus braços
11 - Para não sofrer (Velho riacho)
12 - Falando de amor
13 - Corcovado
14 - Esquecendo você
15 - Canção para Michelle
16 - Piano na mangueira



Quem Inventou o Amor (2007)
Faixas:
01 - Nem Eu
02 - Nesta Rua Tão Deserta
03 - Sábado em Copacabana
04 - Você Não Sabe Amar
05 - Nunca Mais
06 - Só Louco
07 - Não Tem Solução
08 - Horas
09 - Tão Só
10 - Desde Ontem
11 - Valerá a Pena
12 - Adeus
13 - Saudade
14 - Eu Sem Maria



Sem poupar coração (2010)
Faixas:
01 - Sem poupar coração
02 - Contradições
03 - Caju em Flor
04 - Senhorinha
05 - Bons momentos
06 - Visão
07 - Dúvida
08 - Confissão
09 - Fora de hora
10 - Pra quem ama demais
11 - Diamante rubi
12 - Esmeraldas
13 - Violão
14 - Não se esqueça de mim



Nana, Dori e Danilo - Caymmi (2013)
Faixas:
01 - Quando Eu Durmo - Balaio Grande
02 - História Pro Sinhôzinho
03 - Modinha Para Teresa Batista - Vamos Falar De Teresa
04 - Sereia - Rainha Do Mar
05 - Caminhos Do Mar
06 - Francisca Santos Das Flores
07 - Retirantes
08 - Acaçá
09 - Itapoã
10 - Cantiga De Cego
11 - Fiz Uma Viagem
12 - Roda Pião
13 - A Mãe D’água E A Menina


*Sob consulta ao Wikipédia.

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