sábado, 11 de junho de 2016

OSWALDO MONTENEGRO, 60 ANOS



Oswaldo Viveiros Montenegro nasceu em 15 de março de 1956, no Grajaú, Rio de Janeiro, filho mais velho de quatro irmãos. Sempre adorou ler e devorava coleções de Júlio Verne, Monteiro Lobato, Malba Tahan.

Aos 7 anos mudou-se para São João Del Rey, Minas Gerais, onde passou boa parte da infância. O espírito seresteiro de Minas influenciou toda a vida de Oswaldo. À noite, pulava a janela de casa para acompanhar amigos de seu pai em serestas noturnas para namoradas. Apaixonado por essa música tão viva e presente em seu dia a dia começou, aos 8 anos, a estudar violão com um desses seresteiros e compôs sua primeira canção, "Lenheiro", nome do rio que corta a cidade.

Aos 13 anos, já de volta ao Rio de Janeiro, venceu seu primeiro festival, com a "Canção Pra Ninar Irmã Pequena", música que mais tarde gravaria na trilha do vídeo "O Vale Encantado", com o título "Canção Pra Ninar Gente Pequena”. Em 1971, mudou-se com a família para Brasília, cidade que viria a adotar e que é tema constante em sua obra. Foi nessa cidade que Oswaldo conheceu e manteve estreito contato com a família Prista Tavares, da qual fazia parte o Maestro Otávio Maul. Essa foi uma influência decisiva. Através deles, entra em contato com a música erudita. Apaixonado, assiste a concertos, conhece obras, passa noites conversando, se interessa pela técnica e teoria musicais. Estuda muito sozinho, lendo sem parar obras que caem em suas mãos sobre Música, História da Música, grandes compositores.

Aos 14 anos, ainda em Brasília, começou a participar com freqüência dos festivais da cidade. Conhece, então, amigos e parceiros que o acompanhariam pela vida a fora como José Alexandre, Raimundo Marques, Ulysses Machado, Madalena Salles. Começa a fazer shows e a escrever arranjos para suas músicas.



Em 1972 teve a música "Automóvel" classificada no último Festival Internacional da Canção, da Globo. Apresenta-se, assim, pela primeira vez, num festival de vulto nacional. Chegou a cursar duas Faculdades, Comunicação e Música, ambas incompletas.

Em 1974, em parceira com o amigo de infância e parceiro Mongol, escreveu sua primeira peça musical, "João sem Nome", encenada em 1975, no Teatro Martins Pena, de Brasília. Em 1976, o espetáculo é reencenado, dirigido dessa vez por Hugo Rodas, coreógrafo uruguaio que viria a ter grande influência no trabalho de teatro de Oswaldo. Essa segunda montagem é apresentada no Rio de Janeiro, onde é assistida pelo renomado crítico de teatro Yan Mishalsky, que compara o grupo aos antigos menestréis que, na Idade Média, sobre uma carroça, corriam de cidade em cidade, apenas com seus instrumentos, suas vestes e sua voz, para contar e cantar histórias para platéias, nas praças. Mishalsky chama o grupo de 
"Os Novos Menestréis", título que acompanharia Oswaldo por muito tempo.

Em 1975, assinou seu 1º contrato com uma gravadora - a Som Livre - lançando seu primeiro compacto, "Sem Mandamentos".

Em 1976, a convite de Hermínio Belo de Carvalho, Oswaldo fez, ao lado de Marlui Miranda e Vital Lima, o 1º show de artistas desconhecidos da série "Seis e Meia", no Rio de Janeiro. Volta, então, a morar no Rio, onde continua a fazer shows quase que ininterruptos. Ainda encantado com o teatro, continua a escrever espetáculos musicais, paralelamente aos shows, passando agora a dirigi-los.

Em 1977, lançou seu primeiro LP, "Trilhas", independente, a convite e produzido por Frank Justo Acker.

No ano seguinte, foi convidado a gravar pela WEA seu 1º LP por uma gravadora - "Poeta Maldito, Moleque Vadio".



"Trilhas foi um disco que não podemos considerar exatamente um lançamento. Tínhamos 20 anos e estávamos em temporada no Teatro da Aliança Francesa da Tijuca, no Rio. O Franque Justo Arquer, que é técnico de som, colocou aquele gravador enorme e deixou rodando. Ficamos a madrugada toda tocando; eu, Madá, Amadeu Salles na clarineta, Alan no baixo acústico e Mongol no violão. O disco não teve nem mixagem, foi gravado direto. Foram feitas 300 cópias, vendidas num musical que estávamos fazendo. Infelizmente não existe a master disso e o disco absolutamente se perdeu. O Trilhas tem o poema Metade que mais tarde regravei no disco Ao Vivo.”

"Fui então, convidado a gravar pela WEA. Gravei Poeta Maldito.... Moleque Vadio. Produzido por Gastão Dalamoni, foi um disco que fizemos com orquestra, um disco com um certa tendência conservadora e muito MPB. Eu escrevi 3 ou 4 arranjos e Luis Cláudio Ramos escreveu os outros. A música mais conhecida deste disco foi Léo e Bia, porém a música que as pessoas mais pedem é Sem puder sem medo, que depois entrou em algumas peças minhas, mas que nunca regravei. Minha canção favorita deste disco é Quem Havia de Dizer. Tem também Fruta Orvalhada que eu gosto muito e regravei depois no álbum Branco. Poeta foi um disco que quase não vendeu, o que fez com que a gravadora pensasse em me dispensar. Foi até interessante, porque eu tinha composto Bandolins e inscrito e classificado a música no festival da extinta TV TUPI. Eu estava com a moral tão baixa na gravadora, que ganhei só metade de um compacto, ficando o outro lado com um compositor chamado João Boa Morte, que também havia sido classificado no festival."

Em 1979, estourou no festival da extinta TV Tupi, com a música "Bandolins", em 3º lugar. No ano seguinte, ganhou o 1º lugar no festival da Globo MPB-80 com "Agonia", de Mongol. A partir daí, faz excursões nacionais, toca em grandes teatros, entra na mídia. O patamar de Oswaldo muda. Ainda em 80, lança seu 2º disco pela WEA - "Oswaldo Montenegro", alcançando, com este, seu primeiro disco de ouro.

"O disco que veio a seguir, Oswaldo Montenegro, incluiu Bandolins. O disco que a maioria das pessoas identificam como sendo a minha cara, talvez por ter feito bastante sucesso. Não sei se sinto isso. Tem uma citação do Mário Quintana onde ele fala que "as pessoas pensam que são fases e na verdade são faces". Então, essa minha fase deste disco, foi e é identificada como minha verdadeira face. Não sei se é assim. Este disco tem uma coisa interessante: um lirismo agressivo. Esse lirismo é um dos lados do meu trabalho que mais provoca rejeição, ou seja, junto com o sucesso, veio também a rejeição. Minhas canções favoritas deste disco são Bandolins e Por Brilho; essa a que eu mais gosto de todas as minhas músicas.


Compus "Por Brilho" no dia em que eu me separei da Madá. Tínhamos 20 anos, nos separamos e nos tornamos grandes amigos; isso já faz mais de 20 anos."


1980

Em 1981, lança seu 3º LP pela WEA - "Asa de Luz". Sempre ansioso e insatisfeito, ele se inquieta com aquele repentino sucesso. Abandona tudo e vai para Brasília onde, acompanhado de Mongol, José Alexandre e Madalena Salles, monta um espetáculo musical - "Veja Você, Brasília" - com artistas da própria cidade. Foram mais de 500 testes, 60 artistas aprovados e 60 chamadas, por dia, na televisão. Trabalharam durante 6 meses.

Em abril de 82, estreou no teatro Villa-Lobos, com casa superlotada, durante toda a temporada de 15 dias.

Nesse elenco, estavam os ainda desconhecidos Cássia Eller, Zélia Duncan e Marcelo Saback.



"Asa de Luz, foi um disco que contou com o mesmo produtor, Liminha e praticamente os mesmos músicos. Porém a história, o espírito era outro, era tudo muito mais triste. Me dei muito mal com o ano de 1980. A explosão foi muito grande, a rejeição também. São duas coisas muito fáceis para se dar mal e eu tive as duas ao mesmo tempo. É difícil, você se confunde demais. Essa confusão me levou a largar tudo e ir morar numa aldeia com pescadores em Saquarema. Fiquei lá 4 meses e não queria voltar. Foi nesse lugar que compus as músicas do disco, numa espécie de procura religiosa. Tamanha insatisfação, me fez ter aquela humildade vaidosa de querer abandonar tudo, mas no fundo, fazia aquilo porque a rejeição me doía. Aí me chamaram para gravar esse disco, onde na capa meu cabelo aparece bem mais claro, e a cara preta, devido ao sol de Saquarema. Eu estava muito chato e talvez até um pouco desequilibrado nessa época. 16 anos depois mandei um recado, na verdade um beijo para o Liminha, pela compreensão comigo durante a gravação. Finalizado o Asa de Luz, eu me senti pior ainda, porque o disco não teve nem a rejeição, nem a explosão do anterior. Me senti deslocado e resolvi parar com tudo. Foi aí que o pessoal da gravadora me chamou, com toda a razão, para rompermos o contrato. E fizemos tudo amigavelmente. Apesar de tudo, esse é um disco que eu gosto muito, um dos meus favoritos."

Em 82, Oswaldo e seus companheiros foram para Belo Horizonte, onde realizaram o mesmo projeto - testes e montagem de um espetáculo, "Cristal", com artistas da cidade. O disco do espetáculo, com o mesmo título deste, foi gravado com o elenco e lançado, no ano seguinte, pela Polygram. Em Belo Horizonte, Oswaldo conheceu a bailarina Marjorie Quast e escreveu para o grupo de dança de sua escola - Núcleo Artístico de BH - o balé "A Dança dos Signos". Marjorie montou este espetáculo, que seria o primeiro dos muitos trabalhos que os dois realizariam juntos.

Depois seguiram para Curitiba, onde também fizeram testes para um outro espetáculo, mas a montagem, nessa cidade, não foi concretizada.


"Estava em Belo Horizonte com Madá, Mongol, José Alexandre, meu irmão Deto, Cláudia Gama, Raimundo Lima e Eduardo Costa, para montarmos o espetáculo teatral Cristal. Na época, corríamos cidade e montávamos em cada uma delas um espetáculo com elenco local. O elenco de BH era muito talentoso e lá, com o elenco do espetáculo, gravamos o disco Cristal. Entramos num estúdio com 60 pessoas e gravamos de primeira todas as músicas, com todos cantando ao mesmo tempo. É um disco com uma sonoridade extremamente suja."

"Ainda em 82, escrevi para o Núcleo Artístico de Belo Horizonte, A Dança dos Signos. Nessa época, Roberto Menescal era diretor artístico da Polygram e comprou os direitos do Cristal. Arquivou o projeto e lançou o disco A Dança dos Signos, com doze canções do ballet, cada uma sobre um signo do zodíaco."

De volta ao Rio, novos testes para nova montagem teatral, dessa vez a versão para musical do, até então balé, "A Dança dos Signos". "A Dança dos Signos" tornou-se o primeiro estouro em teatro de Oswaldo. A temporada prevista de um mês, no Rio de Janeiro, se estendeu ali por 3 anos ininterruptos e por 10 anos, entre excursões e novos elencos.

Assim, foi interrompido o projeto de montagem em cidades diferentes, com elenco de cada cidade.

"Passamos um ano viajando como nômades, e então voltamos para o Rio onde montamos o espetáculo teatral A Dança dos Signos, na verdade uma brincadeira sobre os signos, sem nenhuma intenção séria ou mística com o zodíaco. Foi uma loucura pois chegamos a mais de um milhão de espectadores no Rio, ficando 10 anos em cartaz pelo país. Uma surpresa agradável. Porém o disco foi muito mal. Na verdade, ele ficou muito aquém da peça e da brincadeira com o zodíaco, pois parece sério. Cristal foi lançado posteriormente."

"Léo e Bia", outra peça musical de sua autoria e direção, estreou em 1984, com Isabela Garcia e Tereza Seiblitz no elenco. Ainda em 84, faz a trilha e a direção musical do monólogo "Brincando em cima daquilo", com Marília Pêra. Faz, também, a trilha de "Casal Aberto, Ma Non Troppo", com Herson Capri.

Em 1985, participa de outro Festival da TV Globo, com a música "O Condor", lançada em disco pela Polygram. No palco, um coro de 25 negros o acompanha. Ainda em 85, lança, pela Polygram, o disco mix "Drops de Hortelã", simultaneamente à temporada do show solo do mesmo nome.
O disco conta com a participação de Glória Pires.

"Em 1984 fiz Brincando em cima daquilo, com a Marília Pêra e gravamos o compacto homônimo, um disco com 4 músicas, onde aparece a primeira gravação de Lua e Flor, cantado pela própria Marília."

"Em 1985 participei do Festival dos Festivais com Condor. Fiz essa música para a peça homônima de Ana Maria Nunes, dirigida por Miguel Falabella, que não chegou a estrear, sobre Castro Alves. Por isso, no festival cantei com o coral de negros, uma alusão ao tema da peça."

Uma das maiores características de Oswaldo é o prazer de conhecer pessoas, andar sozinho por cidades, lugares desconhecidos, batendo papo com um, com outro, entrando num bar e conversando com as pessoas de uma mesa, levantando-se para ir à outra mesa, a outro bar, ver novas pessoas... Dessas andanças, muitas pessoas permaneceram em sua vida ou em sua carreira, como, por exemplo, Milton Guedes. Oswaldo perambulava por Brasília quando, entrando num bar, ouviu um sax maravilhoso. Esperou o show acabar e foi falar com o menino de 18 anos que acabara de ouvir:

- Como é seu nome?
- Milton.
- Prazer, Milton. Você gostaria de ir pro Rio trabalhar num espetáculo que estou montando?
- Claro, Oswaldo, adoraria! Quando isso?
- Amanhã de manhã.
- Amanhã de manhã!?! Mas já são 3 horas da manhã!
- Então! Dá tempo pra você ir em casa fazer a mala.

No dia seguinte, ambos desembarcaram no Rio e, do Aeroporto, seguiram direto pro ensaio de "Os Menestréis". Foi mais um espetáculo de sucesso. O disco do espetáculo, gravado com a participação do próprio elenco, foi lançado na mesma época.

"Em 1986, resolvi gravar o disco com a trilha de Os Menestréis, com essa coisa de colocar todo mundo no estúdio e sair gravando. É um disco mal gravado. Nesse disco gravei uma versão com outro nome, de uma música que depois ficaria bastante conhecida: Taxímetro."

Terminada a temporada de "Os Menestréis", no Rio, Oswaldo percorreu algumas cidades, fazendo testes para seu próximo espetáculo, "A Aldeia dos Ventos". De Brasília, trouxe Robespierre Simões; de Florianópolis, Deborah Blando; do Rio, Lui Coimbra. Milton Guedes, Vanessa Barum, Tereza Seiblitz, Adriana Maciel, que já haviam feito outros espetáculos e participaram dessa nova montagem. O espetáculo estreou em 87, tendo sido lançado, independentemente, o disco do mesmo nome. Este, porém, não teve a participação do elenco, mas sim de grandes nomes como: Ney Matogrosso, Gonzaguinha, Sivuca, Zizi Possi, Glória Pires, Lucinha Lins. Excursionando pelo Brasil durante o ano de 88, em algumas apresentações contou com as participações de Ana Botafogo e Glória Pires.

"Em 1987 fiz Aldeia dos Ventos, um disco também trilha de peça. Nele realizei um sonho. Sempre quis separar minha vida de cantor com a de compositor, e nesse disco consegui. Cantei apenas uma música. Cantaram Zizi Possi, Ney Matogrosso, Gonzaguinha, Lucinha Lins, José Alexandre, Glória Pires, entre outros. Gosto muito desse disco."

Em 1989, Oswaldo escreveu, junto com seu parceiro Raimundo Costa, o musical "Mayã, uma idéia de paz". O espetáculo foi montado, no mesmo ano, apenas com dança, com a narração em off. Como protagonista, a ainda bailarina Tereza Seiblitz. No elenco, estavam Vanessa Barum, Deto Montenegro, o bailarino Sebastian, hoje conhecido como Sebastian da C&A, e outros. Neste espetáculo, Oswaldo ficou apenas na direção.

Ainda em 89, lançou o CD "Oswaldo Montenegro ao vivo", pela Som Livre, com a música "Lua e Flor", canção-tema do personagem principal da novela "O Salvador da Pátria", da Globo. As viagens com shows continuavam.

"Em 1989 gravei o Ao Vivo pela Som Livre, o mais vendido até hoje. Nesse disco, além de músicas conhecidas como Léo e Bia, Intuição e Condor, gravei músicas de discos de peças; como O Chato e A Dama do Sucesso (Menestréis), Sempre não é todo dia (Aldeia dos Ventos) e 2 até então inéditas: Mistérios e Só, essa uma das minhas prediletas."



1990

Em 90, é convidado para montar e dirigir uma oficina-montagem de musical com artistas paulistas. Leva seu irmão, Deto, para ser seu assistente e lá, através de testes, selecionam os artistas que participaram da oficina, que resultou em seu primeiro estouro teatral em SP, o espetáculo "Noturno". Foi nesse período que conheceu Tânia Maya, Marcelo Palma, Estela Cassilate, Itamar Lembo, artistas que viriam a acompanhá-lo em quase todas as montagens que fez naquela cidade. Do Rio, para esta oficina, ainda contou com a presença de Marcelo Várzea e outros artistas. O estouro de "Noturno" foi tamanho, que Oswaldo permaneceu por 3 anos em SP, onde montou vários espetáculos. O primeiro foi uma 2ª versão de "Mayã, Uma Idéia de Paz", desta vez tendo como protagonista a atriz Carolina Casting, ainda uma desconhecida bailarina, recém chegada de Florianópolis. A narração do espetáculo foi de Jofre Soares, que teve, então, uma de suas últimas atuações em teatro.

Seguiram-se outras montagens, como "Crônica de Paixões e Gargalhadas", a versão paulista de "A Dança dos Signos", entre muitas outras. Mesmo nessa fase de intenso trabalho com montagens, em SP, Oswaldo continua vindo ao Rio para gravar seus CDs de carreira. Ainda em 90, lança, pela Som Livre, o LP "Oswaldo Montenegro", cuja faixa "Travessuras", faz parte da trilha sonora da novela Gente Fina, da TV Globo.

Nesse mesmo ano ainda, lança, pela Globo Vídeo, o vídeo "Oswaldo Montenegro e banda", gravado na Sala Villa Lobos, do Teatro Nacional de Brasília.

"O Álbum Branco, que também leva só meu nome,é outro disco que eu gosto muito e que não vendeu nada. É o Asa de Luz da década de 90. Adoro, mas não rolou. Nesse disco, além de novas composições, aparecem regravações; inclusive Bandolins e Agonia. Pode parecer que foi imposição da gravadora, pois essas músicas não saíram no Ao Vivo, mas não foi. No período em que estive na Som Livre, eu tinha total liberdade, aí resolvi regravá-las. Bandolins porque eu queria uma versão com a gaita do Milton Guedes, e Agonia porque eu não gosto da primeira versão. A versão de 80 é extremamente performática dentro do contexto. Foi composta por Mongol para um festival, o que me fez pensar que deveria interpretá-la e gravá-la como se estivesse atuando em uma peça. Realmente achei que deveria transmitir toda aquela angústia da letra, que deveria caricaturar a agonia e exagerei. Então no Álbum Branco gravei de novo, do jeito que eu achei que deveria ser, uma canção lenta e suave."




Em 91, lança o disco "Vida de Artista", pela Som Livre.

Em 92, lança o disco "Mulungo", pela Som Livre, com a participação de amigos seus, como José Alexandre, Vanessa Barum, Tânia Maya, Eduardo Costa.

"Lancei em 1991, o Vida de Artista. Na época eu estava me mudando para São Paulo. Foi um ano muito louco, pois o disco teve boa receptividade e boa vendagem. Tivemos mais de 200 apresentações do show do disco, e eu estava montando o espetáculo musical Noturno."

"Em 1992, Mulungo. Foi o primeiro disco em que cantam pessoas de São Paulo, que eu conheci quando comecei a montar espetáculos nessa cidade. Mulungo significa companheiro, por isso tem tantos amigos. Nesse ano, estávamos montando Mayã e a Dança dos Signos e resolvi incluir canções das peças no disco. Têm também uma versão de Lady Jane."

Em 93, Oswaldo começou a sentir necessidade de aprimorar sua execução no violão.Convidou, então, seu amigo e companheiro de palco Sérgio Chiavazzoli, para passar uma temporada em sua casa, em SP, para lhe dar aulas e estudarem juntos. Sérgio aceita e, para tornarem mais interessantes as horas de estudo, resolvem se centrar nas músicas de Chico Buarque. Desse período de estudo, resultaram o show e o CD "Seu Francisco", com produção e direção de Hermínio Bello de Carvalho. Nesse mesmo ano, Oswaldo volta a fixar residência no Rio, embora continue sempre indo a SP, prestar apoio e orientação a seu irmão Deto, que assumiu integralmente a oficina de montagens. As tournées e os CDs continuam.

"Na época do Mulungo eu estava compondo muito para diversas peças por todo o país e ninguém ficava sabendo Para as pessoas, eu tinha "sumido”". Vivi uma crise. Cheguei a me questionar como compositor. Foi aí que resolvi parar tudo e fiquei 4 meses tocando violão com Sérgio Chiavazolli, durante 8 horas por dia, enfurnado na minha casa em SP. Nessa fase de estudo brincávamos de emendar temas instrumentais de Villa-Lobos, de Pixinguinha, à músicas de Chico Buarque. Foi assim que nasceu o show Seu Francisco, que depois resultou no disco ao vivo homônimo, produzido pelo diretor do show, Hermínio Belo de Carvalho, lançado em 93 pela Polygram. É um disco que eu gosto muito e que me trouxe uma idéia nova como intérprete: mais qualidade e menos explosão. Seu Francisco traz uma atitude de "vou aprender com os mestres, vou tocar isso direito". Tivemos uma ótima resposta do público com esse trabalho."

Em 94, Oswaldo lança seu primeiro livro - "O Vale Encantado" - um livro infantil, no mesmo ano indicado pelo MEC, através da Universidade de Brasília, para ser adotado nas escolas de 1º grau. Nesse mesmo ano, realizou sua 1ª excursão fora do país, fazendo shows em Boston, New Jersey, Monte Vernon, Conecticut e Miami.

Em 95, lança, pela Albatroz, o CD "Aos Filhos dos Hippies", que conta com a participação de Carlos Vereza e Geraldo Azevedo.

"Em 1995, gravei Aos Filhos dos Hippies, o disco menos hippie da minha vida. Foi lançado pelo selo Albatroz. Tenho muito amor a esse disco, que se tornou restrito àquele que a gente chama de público fiel. Um disco todo com composições inéditas, algumas parcerias. Conta, na faixa Cine Atlântida com a participação de Geraldo Azevedo."

Inovando sempre, no final de 96, realizou em Curitiba, BH, Juiz de Fora e Brasília um espetáculo diferente: convidou 1 coral de cada uma dessas cidades para participar de seu espetáculo.


Em 97, preso no Aeroporto Santos de Dumont, RJ, por falta de teto, Oswaldo reencontra Roberto Menescal. Durante a conversa de horas dos dois, surge o tema letras de músicas da MPB que são verdadeiros poemas. Daí vem à idéia do CD "Letras Brasileiras". Menescal produz o CD, que é lançado no mesmo ano, e participa da tournée do show. Ainda em 97 grava e lança o vídeo "O Vale Encantado", que conta no elenco com a participação de Zico, Roberto Menescal, Fafy Siqueira, Luísa Parente, Tânia Maya e Madalena Salles. É lançado, também, o CD do mesmo nome. Lança, também, nesse mesmo ano, o CD do espetáculo "Noturno", pela Tai Consultoria em Talentos Humanos e Qualidade.




"Ainda em 95 me dediquei para realizar 3 projetos que foram lançados em 97: Continuei o Vale Encantando, agora com CD e home-vídeo, este último co-produzido pela Universidade Gama Filho e a Soft Cine-Vídeo; Noturno, trilha do espetáculo, que veio junto com a remontagem do mesmo em outubro de 97; e Letras Brasileiras, CD e show com composições de alguns dos grandes compositores/poetas desse país, e dirigido por Roberto Menescal. O Letras Brasileiras surgiu de um papo meu com o Menescal no aeroporto. Ele é todo focado para a letra, um disco musicalmente simples, com voz, violão e um convidado por faixa. Para esse projeto, compus apenas a música que dá nome ao disco: Letras Brasileiras, em gratidão ao Menescal, onde falo da solidão dos poetas. O show é uma varanda, muito papo e muita naturalidade. É aquilo de se reunir informalmente com um amigo para tocar músicas de que se gosta. Pretendemos fazer o Letras 2, pois está sendo muito legal, esse primeiro."

"Pela primeira vez na minha vida, consegui lidar com as 3 áreas que eu gosto, ao mesmo tempo: cantar com alguém me dirigindo (Menescal), dirigir com pessoas cantando (O Vale Encantado) e fazer uma montagem de peça junto com o disco (Noturno), ou seja; cantar, compor e dirigir.

Em 1997 me senti parindo, pela primeira vez, as coisas do jeito que eu queria."

Em 98 Oswaldo recebe o título de cidadão honorário de Brasília, concedido pela Câmara Legislativa do DF. Nesse mesmo ano, Oswaldo volta às montagens teatrais. Monta, então, com o elenco que até hoje considera o mais fácil, divertido e agradável de se trabalhar, "Léo e Bia", numa versão mais madura e coerente com a postura que ele tem, atualmente, daquela história. Grava o CD homônimo, também com Menescal. Monta, ainda, com elenco de Brasília, a 2ª versão de "A Aldeia dos Ventos".

"Em 1998, estreamos em SP a peça O Vale Encantado e uma 2ª versão da peça até então encenada apenas no Rio em 84, Léo e Bia, que levamos para várias cidades do Brasil . Na verdade, escrevi Léo e Bia de novo e com um grupo de jovens atores, além de Madalena, me "internei" em Petrópolis durante o verão para os ensaios. Nesse período senti que estava voltando definitivamente para os musicais, já que fiquei em São Paulo durante alguns anos, apenas montando e dirigindo os espetáculos, sem atuar, cantar ou narrar. Ainda em 98, fiz algumas mudanças no roteiro de Aldeia dos Ventos e parti para Brasília, a convite do Teatro Cenário, com Madalena e com os atores para ensaiarmos e encenarmos essa nova montagem de Aldeia, só na capital federal. Foi muito gratificante esse período, já que fiquei um bom tempo em Brasília, cidade que gosto muito, e pela leveza que envolve esse musical. Aldeia é um musical que passeia por todas as emoções, conforme a princesa vai passando pelos países (dos Apressados, dos Tristes, dos Bufões, dos Vaidosos, etc.). Vem carregado de muita suavidade, não agredindo nem quem assiste, nem quem atua. Nesse sentido é minha peça mais bonita."

Em 99, apresenta 3 espetáculos, no Teatro de Arena, no Rio de Janeiro: "Léo e Bia", "A Dança dos Signos" e o inédito "A Lista", lançando, nessa temporada, os CDs dos 2 últimos.

"No começo de 1999, fomos convidados pelo Café Teatro Arena, no Rio de Janeiro, para encenarmos um musical diferente por mês, até agosto. Um grande desafio, já que não montávamos nada no Rio a muito tempo e não sabíamos qual seria a reação do público depois de tantos anos. Escolhemos Léo e Bia, A Dança dos Signos e o novo musical A Lista. Escrevi A Lista, seguindo a mesma estrutura narrativa de sempre, ou seja, a narração constante através da idéia do menestrel, do trovador, que fica do lado da encenação cantando e comentando a história, porém no palco, mudei um pouco a linguagem habitual, usando cortes de cena muito rápidos, chegando a imitar o cinema. É a história de 3 modelos que vão para o Rio, uma vinda de Paris, outra de Londres e outra de Campinas, tentar a carreira. Acabam se envolvendo basicamente com os outros 3 personagens, sendo um traficante, sem que elas saibam."

"De todas as minhas peças, é a que mais tem aventura e até um certo clima policial, sem ir muito fundo nisso. A essência do musical é "que não existe volta", ou seja, você escolhe um caminho e depois que entra nele, não tem mais volta."

"O que me motivou a permanecer no Rio por esse tempo foram basicamente duas coisas: ficar mais perto do meu filho e estar na cidade onde Madalena reside, e a alegria de poder montar vários musicais quase que simultaneamente, podendo transformá-los em outros produtos (CDs, vídeos, livros, etc.). A trilha do musical A Lista, quase toda inédita, foi lançada em CD e pretendo escrever a adaptação do roteiro para o cinema."


2000

No carnaval de 2000, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente do Gama prestou-lhe uma expressiva homenagem, fazendo, de sua vida artística, o enredo da escola. Nesse mesmo ano, comemora os 20 anos de carreira com o show "Vinte Anos de Histórias" e com os CDs "Letras Brasileiras ao Vivo" e "Escondido no Tempo". Dedica-se, também, à série "Só Pra Colecionadores", de CDs independentes, de tiragem limitadíssima, vendidos apenas via internet.

Em 2001 monta em SP a peça "A Lista”, cujo CD se torna um cult, tendo sua música tema virado uma espécie de mania na Internet e outros veículos.

Em 2002 lança o CD "Estrada Nova”, cuja turnê bate recorde de público.

Em 2003 regrava a trilha de "A Aldeia dos Ventos” e começa sua remontagem.

Em 2004 lança o CD "Letras Brasileiras 2”, em parceria com Roberto Menescal, além do programa "Tipos”, no Canal Brasil, no qual retrata com músicas, textos e desenho animado, tipos humanos como a bailarina gorda, o chato, etc...

Em 2005 lança CD e DVD "Oswaldo Montenegro - 25 Anos de História”, que alcançam, ambos, a marca das 100 mil cópias.

Em 2006 lança, no Canal Brasil, em parceira com Roberto Menescal, o programa "Letras Brasileiras”, apresentado por ambos.

Em 2006 lança o CD/DVD "A Partir de Agora”, com músicas inéditas e participação de Zé Ramalho e Alceu Valença. Estreia a peça "Tipos", de sua autoria e direção, no Teatro Claras Nunes/RJ.

Em 2007 e 2008, ainda em parceria com Roberto Menescal, apresenta a 2a e a 3a temporadas do programa "Letras Brasileiras", no Canal Brasil.

Em 2008 lança o CD/DVD "Intimidade”, pela Som Livre, com participação de Zeca Baleiro.

Em 2009 lança CD/DVD "Quebra Cabeça Elétrico” pela RWR e Universal Music. Faz testes com artistas de todas as partes do Brasil e cria a "Cia Mulungo”. Sob sua Direção, a Cia Mulungo estreia "Filhos do Brasil”, peça musical que recebe prêmios de Melhor Direção, Melhor Espetáculo (Voto Popular e Júri Oficial), Melhor Trilha Sonora e Melhor Iluminação no Festival de Teatro do Rio de Janeiro/UVA.


2010

Em 2010, lança, no Festival Cine PE, seu primeiro longa-metragem, "Léo e Bia”, que recebeu os prêmios de Melhor Trilha Sonora (Oswaldo Montenegro) e Melhor Atriz (Paloma Duarte), além de inúmeros elogios da crítica.

Lança CD "Canções de Amor” com músicas inéditas e grandes sucessos pela "Toca da Música".

Em setembro, no Canal Brasil, o programa "Na Trilha de Macunaíma” com a sua premiada Cia Mulungo, Madalena Salles e Jorge Mautner, onde Oswaldo Montenegro assina direção teatral e musical.

Em 2011, lança o CD/DVD "Oswaldo Montenegro e Cia Mulungo" pelo selo Canal Brasil

Em 2012, lança o álbum de inéditas "De Passagem", que é consagrado pela crítica brasileira. 

Em novembro de 2013, lança seu segundo e também elogiado longa: "Solidões".

Em 2014, produz mais um DVD: "3x4". Dividido em 3 blocos ("Festa", "Serenata" e "Blues"), foi filmado em várias locações e disponibilizado na íntegra em seu canal do YouTube.

Em 2016, lança seu terceiro longa-metragem "O Perfume da Memória".



Discografia Oficial

Trilhas (1977)




Produção independente.
Lançado somente em vinil.
Fora de catálogo.
Produção e gravação: Frank Justo Acker
Capa: Sérgio Feitosa
Arranjos: Oswaldo Montenegro
Gravado na Aliança Francesa da Tijuca, RJ

Faixas:
01 - Quantas vitórias
02 - Tá certo
03 - Quem diria I
04 - Dance
05 - Paço do Rosário
6 - Maria, a louca
7 - Monsieur Manoel
8 - Abre alas
9 - João Sem Nome II
10 - Metade [Poema]
11 - Casa assombrada
12 - Cantiga do cego
13 - Canção da rameira
14 - Quem diria II



Poeta Maldito... Moleque Vadio (1979)



Direção de Produção: Guti
Fotos: Januário Garcia
Coord. de capa: Cláudio Carvalho
Estúdio de Gravação: Transamérica (RJ)

Faixas:
01 - Léo E Bia
02 - Se Puder Sem Medo
03 - O Mesmo Assunto
04 - Quem Havia De Dizer
05 - Fruta Orvalhada
06 - Guerreiros Das Sombras
07 - Tranquilo Violeiro
08 - Retrato
09 - Quem Diria?
10 - O Artista E O Santo
11 - Gaivota



Oswaldo Montenegro (1980)

Direção Artística Liminha
Direção: Sérgio Cabral
Fotos: Milton Montenegro
Capa: Gráfio/Geraldo Alves Pinto
Estúdio de Gravação e Mixagem: Transmérica (RJ)

Faixas:
01 - Por Brilho
02 - Aquela Coisa Toda
03 - Ao Nosso Filho, Morena
04 - Quebra Cabeça Sem Luz
05 - Fado Doido
06 - Bandolins (com José Alexandre)
07 - Intuição
08 - Agonia
09 - Pra Longe Do Paranoá
10 - Terceira Festa
11 - Incompatibilidade
12 - Voar Leve
13 - O Mesmo Coração


Asa de Luz (1981)
Direção Artística: Liminha
Fotos: Milton Montenegro
Capa: Ruth Freihof
Estúdio de Gravação e Mixagem: Transamérica (RJ)

Faixas:
01 - Lume de estrelas
02 - Pode ser
03 - Sabor
04 - Os trilhos
05 - Luz e sal
06 - Asa e luz
07 - Sujeito estranho
08 - Palavras cruzadas
09 - Coisas de Brasília
10 - Olho do mundo


A Dança dos Signos (1982)

Direção Artística: Oswaldo Montenegro
Arranjos: Oswaldo Montenegro
Capa: Renato Ferrari
Gravado nos estúdios da Polygram

Faixas:
01 - Aos filhos de Áries
02 - Aos filhos de Touro
03 - Aos filhos de Gêmeos
04 - Aos filhos de Câncer
05 - Aos filhos de Leão
06 - Aos filhos de Virgem
07 - Aos filhos de Libra
08 - Aos filhos de Escorpião
09 - Aos filhos de Sagitário
10 - Aos filhos de Capricórnio
11 - Aos filhos de Aquário
12 - Aos filhos de Peixes.




Cristal (1983)

Direção Artística: Oswaldo Montenegro
Arranjos: Oswaldo Montenegro
Capa: Soares Filho
Gravado e Mixado nos Estúdios Bemol / BH

Faixas:
01 - Espelho das águas
02 - gago
03 - Lenda de árvores e ventos
04 - Kid cultura
05 - Lendas
06 - Léo e Bia
07 -  Primeira estrela
08 - Verde
09 - Olho do mundo
10 - Cerimônia do negro
11 - Bichos do chão
12 - Cidade doida




Brincando em Cima Daquilo (1984)

Direção Artística: Oswaldo Montenegro
Arranjos: Oswaldo Montenegro
Fotos: Tibana
Gravação: Phase Studio (RJ)

Faixas:
01 - Brincando em Cima Daquilo
02 - Temos Todos a Mesma História
03 - Cigana
04 - Lua e Flor
05 - Fogueira na Contramão




Drops de Hortelã (1985)

Direção Artística: Oswaldo Montenegro
Produção: Oswaldo Montenegro
Arranjos: Oswaldo Montenegro
Gravado nos estúdios da Polygram

Faixas:
01 - Drop's de hortelã
02 - Condor



Os Menestréis (1986)

Direção Artística: Oswaldo Montenegro
Arranjos: Oswaldo Montenegro
Capa e Desenho: Marcelo Marques
Gravado no Estúdio Master e Transamérica (RJ)

Faixas: 
01 - O Ganso Selvagem
02 - 
Maria, a Louca
03 - 
O Chato
04 - 
Garota Moderninha
05 - 
Anjos e Demônios 
06 - 
Bolero do Elite 
07 - 
Rin Tin Tin
08 - 
Ah, Todo Rei é Babaca 
09 - 
A Bailarina Gorda
10 - 
A Dama do Sucesso 
11 - 
A Precoce
12 - A Dama do Lugar Comum



Aldeia dos Ventos (1987)

Produção: Oswaldo Montenegro e Madalena Salles
Arranjos: Oswaldo Montenegro
Capa: Gordo (Marcelo Marques)
Produção independente, gravado nos estúdios Transamérica (RJ)

Faixas:
01 - A Lenda do Castelo
02 - Sempre Não é Todo Dia
03 - Canário Amarelo
04 - O País dos Tristes
05 - O Travesti
06 - Simpatia de Giz
07 - O País das Atrizes
08 - O País da Esperança
09 - O Pais das Bruxas



Oswaldo Montenegro ao Vivo (1988)

Produção: Max Pierre e Madalena Salles
Arranjos: Oswaldo Montenegro e Robespierre Simões
Fotos: Milton Montenegro
Gravado ao vivo no Palace (SP) em julho de 1988

Faixas:
01 - Intuição 
02 - Condor
03 - Metade
04 - Léo e Bia
05 - O chato
06 - Lua e flor
07 - Mistérios
08 - A Dama do Sucesso
09 -  
10 - Sempre não é Todo Dia 



Oswaldo Montenegro (1990)


Direção Artística: Max Pierre
Arranjos: Oswaldo Montenegro
Foto: Dario Zalis
Capa: Marciso 'Pena' Carvalho e Nilton Rechtand
Gravação: Estúdios da Som Livre (RJ)

Faixas:
01 - Coração de Todo Mundo
02 - Travessuras
03 - Gueixa
04 - Andando e Andando em Copacabana
05 - Drops de Hortelã
06 - Agonia
07 - Taxímetro 
08 - Simpatia de Giz
09 - Fruta Orvalhada
10 - Fruta Orvalhada
11 - Estrelas
12 - Histérica 
13 - Bandolins 





Vida de Artista (1991)

Produção: Oswaldo Montenegro e Aramis Barros
Fotos: Dario Zalis
Capa: Marciso 'Pena" Carvalho
Gravação: Estúdios da Som Livre (RJ)

Faixas:
01 - Cada Irmão (Raças e Credos)
02 - Como é Grande o Meu Amor Por Você
03 - Candeeiro (Bucket To The South) (versão de Mongol)
04 - História Estranha
05 - Cigana
06 - Olhar de Tela
07 - Vida de Artista
08 - Escondido no Tempo
09 - Cachoeira
10 - Rio Descoberto
11 - Tchucarramãe (Nação Primeira)



Mulungo (1992)

Produção: Aramis Barros
Arranjos: Oswaldo Montenegro
Capa: Marciso Pena Carvalho
Fotos: Dario Zalis
Gravação: Estúdios da Som Livre (RJ)

Faixas:
01 - Magia
02 - Tempo das Águas
03 - De Néon e Saúde
04 - Lady Jane
05 - Blues da Bailarina
06 - O País dos Canários Amarelos
07 - Goyarecê - Mulungo
08 - Estrela de Neon
09 - Mayã
10 - Jah
11 - Noturno - Criaturas da Noite
12 - Os Melhores Músicos Sobem ao Palco, Os Melhores Músicos Tocam...






Seu Francisco (1993)

Produção: Hermínio Bello de Carvalho
Arranjos: Oswaldo Montenegro
Fotos: Arquivo Polygram (Chico Buarque), Sonia Balady (Oswaldo Montenegro e Sérgio Chiavazzoli)
Gravado ao vivo: "Olympia"(SP), de 28 a 30/07/1993

Faixas:
01 - O velho Francisco
02 - Texto: Fazenda Modelo
03 - Teresinha
04 - Lamentos
05 - Baioque
06 - Menestrel urbano
07 - Fado tropical
08 - Deus lhe pague
09 - Lili [Hi-Lili-Hi-Lo]
10 - Ilmo. Sr. Cyro Monteiro ou Receita pra virar casaca de neném
11 - Assanhado
12 - Construção
13 - O que será [À flor da pele]





Aos Filhos dos Hippies (1995)

Produção: Sérgio Vasconcellos
Arranjos: Oswaldo Montenegro e Sérgio Chiavazzoli
Fotos: Marcelo Brasil
Gravação: Estúdios Albatroz

Faixas:
01 - E de Agora em Diante
02 - Aos Filhos dos Hippies
03 - Em Tempo
04 - A Voz da Tela
05 - O Vento Frio da Infância
06 - Arranhão das Horas
07 - Celeiro
08 - Sombra da Lua
09 - Cine Atlântida
10 - Névoa Azul
11 - Éter no Cristal
12 - Paço do Rosário (Oswaldo Montenegro) (poema: Raimundo Costa)
13 - Louca




O Vale Encantado (1997)

Produção: Antonio Amorim
Arranjos: Felipe Radicetti e Oswaldo Montenegro
Desenho da Capa: Gordo Marques
Foto da Contracapa: Guga Melgar
Gravação e Mixagem: Estúdios Chappell

Faixas:
01 - Entre uma Balada e um Blues
02 - João, o Vigilante
03 - Rapunzel
04 - A Fada Azul
05 - O Rap da Bruxa
06 - Canção de Ninar Gente Pequena
07 - Canção do Lobo (Petulante)
08 - Canção do Gigante 
09 - Pode Ser 
10 - Mel do Sol (Tema da Branca de Neve)
11 - A Oficina do Gepeto
12 - A Festa (Imitando Gil)
13 - Tema dos Esportes no Vale (Sem Mandamentos)
14 - Deuses são Seres Distantes (Papai Noel)
15 - A Fuga do Vale
16 - Anoitecer no Vale 
17 - Pensar em Coisas Lindas


Noturno (1997)

Direção Artística: Mauro Manzole
Arranjos: Oswaldo Montenegro
Capa: Fábio Acorsi Oliveira, Adriana a Silva e Inês Cozzo Olivares
Fotos: Adriana da Silva e Guga
Gravação e Mixagem: Estúdio Copacabana (RJ)

Faixas:
01 - Cristal
02 - Criaturas da Noite
03 - A Deusa da Loucura
04 - Espelho das Águas
05 - Na Escuridão
06 - Entre o Neon e a Sombra
07 - Lua Úmida
08 - Canção da Lavoura
09 - Café com Pão
10 - O Farol



Letras Brasileiras (1997)

Produção: Roberto Menescal
Arranjos: Roberto Menescal e Oswaldo Montenegro
Ilustração da Capa: Aguinaldo de Almeida Silva
Gravação: Estúdios Albatroz (RJ)

Faixas:
01 - Sem Fantasia
02 - Fim de Caso
03 - Pó
04 - Mucuripe
05 - Meu Amigo, Meu Herói
06 - Sinal Fechado
07 - João Valentão
08 - Três Apitos
09 - Todo Sentimento
10 - Eu Não Existo Sem Você
11 - Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda
12 - Letras Brasileiras
13 - Samba da Benção



Léo e Bia (1998)

Direção de Produção: Roberto Menescal
Arranjos: Oswaldo Montenegro e Roberto Menescal
Foto: Guga Melgar
Capa: Tavares Pereira
Gravado nos estúdios Albatroz

Faixas:
01 - Pra Longe do Paranoá
02 - Coisas de Brasília
03 - Por Descuido ou Displicência
04 - Janelas de Brasília
05 - História Estranha
06 - Drops de Hortelã
07 - Blues da Bailarina
08 - Intuição
09 - Som Molhado
10 - Quem Havia de Dizer
11 - Léo e Bia
12 - 
Paranóia de Brasília 



Aldeia dos Ventos (1998)

Arranjos: Léo Brandão e Oswaldo Montenegro
Produção e Direção: Oswaldo Montenegro
Designer Gráfico: Welder Rodrigues
Gravado em julho de 1998, nos Estúdios Zen, Brasília.

Faixas:
01 - Simpatia de Giz 
02 -O Castelo de Vestal
03 - O País dos Canários Amarelos
04 - A Lista
05 - O Carroceiro do Reino
06 - Opereta do Carroceiro e da Dama 
07 - Banal (O Blues do Travesti) 
08 - Sempre não é todo dia
09 - O País dos Tristes
10 - O País das Atrizes
11 - Letras Brasileiras
12 - O País da Esperança (Segue)
13 - As Bruxas
14 - A Primeira Estrela





A Dança dos Signos 15 Anos (1999)

Dir. Artísitca: Oswaldo Montenegro
Arranjos: Oswaldo Montenegro e Léo Brandão
Prod. executiva e co-direção artística: Madalena Salles
Gravado nos Estúdios Zen - OUT/DEZ 1998

Faixas:
01 - Aos Filhos de Áries
02 - Aos Filhos de Touro
03 - Aos Filhos de Gêmeos
04 - Aos Filhos de Câncer 
05 - Aos Filhos de Leão
06 - Aos Filhos de Virgem
07 - Aos Filhos de Libra
08 - Aos Filhos de Escorpião
09 - Aos Filhos de Sagitário
10 - Aos Filhos de Capricórnio
11 - Aos Filhos de Aquário
12 - Aos Filhos de Peixes


A Lista Trilha do Musical (1999)

Arranjos, teclados, violões e coros: Oswaldo Montenegro
Flautas: Madalena Salles
Cello: Lui Coimbra
Bateria e Percurssão: João Ayres
Produção Executiva: Paulo Carvalho

Faixas:
01 - A Lista
02 - Velho Garotão
03 - No Final da Brincadeira
04 - A Tua Festa
05 - Tudo Passa
06 - Chove, Não Molha
07 - Na Hora Certa
08 - Rasura
09 - A Primeira Noite
10 - Elas se Amavam
11 - Gritem Casais


Letras Brasileiras ao Vivo (1999)

Arranjos: Roberto Menescal e Oswaldo Montenegro
Violão e voz: Oswaldo Montenegro
Flauta e teclado: Madalena Salles
Guitarra: Roberto Menescal
Teclado e violão: Márcio
Baixo: Serginho
Dir. de Prod.: Roberto Menescal

Faixas:
01 - Mucuripe 02 - Sinal Fechado03 - A Lista04 - Vagamente 05 - Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda 06 - Todo Sentimento 07 - Maracangalha08 - João Valentão09 - Três Apitos10 - 11 - Meu Amigo, Meu Herói12 - Fim de Caso 13 - Na Hora do Almoço14 - Valsinha15 - Sem Fantasia 16 - Eu Não Existo Sem Você
17 - Letras Brasileiras
18 - Samba da Benção



Escondido no Tempo (1999)

Arranjos: Léo Brandão e Oswaldo Montenegro
Violão, teclado e voz: Oswaldo Montenegro
Flauta: Madalena Salles
Teclados : Léo Brandão
Part. especial: Eduardo Costa
Produção: Vinícius Sá

Faixas:
01 - Por Brilho
02 - Se Puder Sem Medo
03 - Escondido no Tempo
04 - Lua e Flor
05 - Léo e Bia
06 - Pra Longe do Paranoá
07 - Metade
08 - Estrelas
09 - Quebra Cabeça Sem Luz
10 - Bandolins



Lendas da ilha (2000)


Direção Musical e Arranjos: Oswaldo Montenegro
Pianos e Prog. de Teclados: Léo Brandão
Guitarras: Leonardo Garcia
Baixo: Fábio Ferreira
Violões e Teclados: Oswaldo Montenegro
Flautas: Madalena Salles
Sax e Gaita: Milton Guedes
Coro: Oswaldo Montenegro, Nelson Vianna, Mércia Maruk, Izabela Soares, Mariana Werebe, Midian Almeida, Giana Cervi, Rodrigo Vechi, Daiana D'Ávila
Técnico de Estúdio: Renato Pimentel
Mixagem: Léo Brandão e Renato Pimentel
Prog. Visual: Rafael Greyck
Prod. Executiva: Newton Montenegro
Prod. Artísticas: Oswaldo Montenegro

Faixas:
01 - Verde
02 - Lenda da Lavadeira
03 - Maria, A Louca
04 - Lendas
05 - Olho do Mundo
06 - De Barcos e Névoas 
07 - Torre de Babel
08 - Paço do Rosário
09 - O Fogueteiro
10 - A Feira 
11 - Sujeito Estranho
12 - Mistérios 
13 - Mac, o Andarilho
14 - Brida (A Ilha das Bruxas) 
15 - Pedra Ralada e Seca 
16 - A Bailarina Gorda
17 - O Perfume 
18 - Medusa
19 - Cantiga do Cego
20 - Lenda de Árvores e Ventos
21 - Lendas
22 - Lendas (vinheta) 
23 - Olho do mundo
 

Entre uma Balada e um Blues (2001)

Dir. Artística: Roberto Menescal
Fotos: Madalena Salles
Capa: Flávio Mendes
Estúdio de Gravação e Mixagem: Albatroz (RJ)

Faixas:
01 - Entre uma Balada e um Blues
02
 - Mel do Sol
03
 - Silêncio no Afeto
04
 - Figura Louca
05
 - Solidão em Copacabana
06
 - Sem Mandamentos 
07 - No Final da Brincadeira
08
 - Urublue
09
 - Mistérios do Mundo
10
 - De Barcos e Névoas
11
 - Mais Leve e de Branco
12
 - Como se Estivesse Fora
13
 - Tá Certo
14
 - Eu Canto meu Blues

A Lista 2001 (2001)

Prod. Artística: O. Montenegro
Prod. Executiva: Madalena Salles e Paulo Carvalhos
Assist. de Produção: Teresa Faria
Téc. de Som: Gustavo Dreher, Carolina Dreyffus, Florência Saraiva
Mixagem: Gustavo Dreher, Carolina Dreyffus, Florência Saraiva e Oswaldo Montenegro
Masterização: Carlos Freitas
Dir. de Arte, Projeto Gráfico e Fotos: Marcílio Godoi
Dir. de Arte da JAM Music: Paulo Amorim
Gravado e mixado no Studio Jam
Barra da Tijuca/RJ - AGO/2001

Faixas:
01 - Faça
02
 - A Tua Festa
03
 - A Primeira Noite
04
 - Velho Garotão
05
 - Chove não Molha
06
 - Amor Medieval - Elas se Amavam
07
 - Mudar Dói, Não Mudar Dói Muito
08
 - Rasura
09
 - Gritem Casais
10
 - Hora Certa
11
 - Tudo Passa
12
 - No Final da Brincadeira
13
 - A Lista 



Estrada Nova (2002)

Produção: Paulo Carvalho e Madalena Salles
Dir. Artística: O. Montenegro e Caique Vandera
Arranjos: O. Montenegro
Eng. Som, Mixagem: Alexandre Reis
Capa: Paulo César Gama
Fotos: Paulo César Gama
Miniatura: João Ayres
Agradecimentos a Paulo César Gama e Tom Capone
Gravado no Estúdio Eco Som entre Junho e Setembro de 2002

Faixas:
01 - Herói (Pelos Versos de Raíque)
02 - Ilariô (Toada Para Madalena)
03 - Jardins e Quintais
04 - A Festa (Pra Quem Quer Se Alegrar)
05 - Tiro Cruzado
06 - Estrada Nova
07 - Uma Nova Cidade
08 - Sal da Terra
09 - A Dança da Cor
10 - Sabe, Menino
11 - Estradas e Bandeiras (vinheta)


Letras Brasileiras II (2003)

Produzido por: Roberto Menescal
Oswaldo Montenegro: voz, violão, guitarra, teclados e coro
Roberto Menescal: violão e guitarra
Participação Especial: Paloma Duarte em "Água Viva"
Técnicos de Gravação: Márcio Menescal e Fernando Dale
Técnico de Mixagem: Márcio Menescal
Foto: Madalena Salles
lustração: Carlos Menezes para AB2 Comunicação
Capa: Luciano Soares
Roberto Menescal usou guitarra e violão de aço "Condor" e violão de nylon e cordas "Giannini"

Faixas:
01 - Admirável Gado Novo
02
 - Água Viva (Raul Seixas e Paulo Coelho)
03 - Muito Romântico
04 - Samba e Amor
05
 - Tocando em Frente
06
 - Minha História (Gesubambino)
07
 - A Paz (Leila IV)
08
 - A Volta da Asa Branca
09
 - Camisa Amarela
10
 - Pout Pourri: Meu Pobre Blues / Como 2 e 2
11
 - Letras Brasilerias nº 2 (O Pássaro Branco)
12
 - Me Deixe Mudo

Aldeia dos Ventos (2004)

Produção: Paulo Carvalho e Madalena Salles
Dir. Artística: Oswaldo Montenegro e Caíque Vandera
Arranjos: Oswaldo Montenegro
Engenheiro de Som: Alexandre Reis
Mixagem: Alexandre Reis e Oswald Montenegro
Fotos da Capa e Contra Capa: Paulo César Gama
Fotos: Paulo César Gama, Madalena Salles e Pedro Mamede
Foto de Lui Coimbra: Nana Moraes
Arte Gráfica: Paulo César Gama
Gravado em setembro de 2003 no Eco Som estúdio - RJ

Faixas:
01 - Simpatia de Giz
02 - Sempre não é Todo Dia
03
 - Todo Mundo é Lobo por Dentro (Petulante)
04
 - Letras Brasileiras
05
 - O País dos Canários Amarelos
06
 - O País da Esperança
07
 - Pilar - O País dos Poetas (O. Montenegro sobre a canção "Pilar" de Jararaca)
08
 - Sujeito Estranho
09
 - Banal
10
 - O País dos Tristes
11
 - A Lista (O. Montenegro) Intérprete: Madalena Salles
12
 - O País das Bruxas
13
 - Que a Vida Compense e seja Feliz / Castelo de Vestal / Viver é Bom
Intérprete: Lavínia Vlasack e O. Montenegro
14. O país das Atrizes (O. Montenegro) - Bônus Track, gravado nos
estúdios Transamérica, Rio de Janeiro, setembro de 1985.


25 Anos ao Vivo (2004)

Produção Executiva: Paulo Carvalho
Direção Artística: Tom Capone
Concepção e Roteiro: Aloísio Legey
Direção Musical: Lui Coimbra

Faixas:
CD 01
01
 - Chão, pó, poeira / Boa noite
02
 - Intuição
03
 - Sem mandamentos
04
 - Cigana
05
 - Ramalheando / Admirável gado novo
06
 - Se puder sem Medo
07
 - Metade
08
 - Faça - Música Incidental: Um Dia de Domingo
09
 - Hoje ainda é Dia de Rock
10
 - Sempre não é Todo Dia

CD 02
01
 - Simpatia de Giz
02
 - Taximetro
03
 - Todo Mundo é Lobo Por Dentro
04
 - Drop’s de Hortelã
05
 - Travessuras
06
 - Estrelas
07
 - Lua e Flor
/ Agonia
08
 - Léo e Bia
09
 - A Lista
10. Baioque
/ Bilhete Pra Didi Instrumental
11
 - Quebra-Cabeça Sem Luz
12
 - Bandolins 

Léo e Bia 1973 - Trilha do Musical (2005)

Teclados, violões e arranjos: Oswaldo Montenegro
Guitarras, baixos, programações e arranjos: Alexandre Reis
Flauta: Madalena Salles
Coro: Oswaldo Montenegro, Ulysses Machado, Eduardo Costa, José Alexandre, Lila Schakt e Raíza
Fotos: Paulo Fontenelle
Design Gráfico: Paulo Sofia e Tatiana Caltabiano
Direção Musical: Oswaldo Montenegro
Produção: Oswaldo Montenegro
Direção Artística JAM Music: Paulo Amorim
Gerência Artística JAM Music: Sérgio Martins
Editor: Warner Chappell, exceto faixa 8, 1 DP

Faixas:
01 - Léo e Bia (O. Montenegro)
Intérprete: Ney Matogrosso
02
 - Anjos e Demônios (O. Montenegro)
Intérpretes: Zé Ramalho e O. Montenegro
03
 - Por Descuido ou Displicência (O. Montenegro)
Intérpretes: Sandra de Sá e O. Montenegro
04
 - Coisas de Brasília (O. Montenegro e Mongol)
Intérpretes: Zélia Duncan e O. Montenegro
05
 - Goyarecê Mulungo/Janelas de Brasília (O. Montenegro)
Intérpretes: Jorge Vercilo e O. Montenegro
06
 - Pra Longe do Paranoá (O. Montenegro)
Intérprete: Moska
07
 - Ao Nosso Filho Morena (O. Montenegro)
Intérprete: O. Montenegro
08
 - Celeiro (O. Montenegro)
/ Hino à Bandeira (Olavo Bilac e Francisco Braga)
Intérprete: O. Montenegro
09
 - Quem Diria (O. Montenegro)
Intérprete: O. Montenegro
10
 - Som Molhado (O. Montenegro)
Intérprete: O. Montenegro
11
 - Fado Doido (O. Montenegro)
/ Chique (O. Montenegro)
Intérprete: O. Montenegro
12
 - Bia Sonhadora (O. Montenegro)
Intérprete: Lui Coimbra
13
 - História Estranha (O. Montenegro)
Intérpretes: Raíza e O. Montenegro)
14
 - Release (O. Montenegro)
Intérpretes: Glória Pires, Eduardo Costa e O. Montenegro
/ Éter no Cristal (O. Montenegro)
Intérpretes: Glória Pires e O. Montenegro
/ Trem de Brasílis
/ Léo e Bia (O. Montenegro)
Intérpretes: Glória Pires e Ney Matogrosso


A Partir de Agora (2006)

Prod. Musical e Arranjos: Oswaldo Montenegro e Alexandre "Meu Rei"
Prod. Executiva: Madalena Salles e Paulo Carvalho
Participações especiais: Zé Ramalho na música "Do Muito e do Pouco" e Alceu Valença na música "Nem Todo Alceu é Valença"
Gravado e mixado no Eco-Som Estúdios, RJ - JUL/2004 a JUN/2006

Faixas:
01- Sexo
02 - Vamos Celebrar
03 - Do Muito e do Pouco
04 - Flor da Idade 
05 - Ruína de Sol
06 - O Sexo dos Anjos
07 - Cavalo de Pau
08 - O Azul e o Tempo (A Partir de Agora)
09 - Nem todo Alceu é Valença 10 - Virgem
11 - Poema Quebrado
12 - Madrugou
13 - Quando a gente Ama
14 - A Incrível História de Mauro Shampoo (Bônus Track)

Quebra Cabeça Elétrico (2009)

Dir. Geral: Roberto de Oliveira/André Wainer
Gravado e Mixado por Henrique Vilhena
Gravado em SP, no Citybank Hall - ABR/2009

Faixas:
01 - Não há segredo nenhum
02 - Sempre não é todo dia
03 - Fruta orvalhada
04 - Se puder sem medo
05 - Tempo das águas
06 - Quem havia de dizer
07 - Por descuido ou displicência
08 - Rio descoberto
09 - Em tempo
10 - Paixão de bar
11 - Estrelas / Bandolins
12 - Por brilho  / Travessuras  / Lua e Flor

Canções de Amor (2010)

Eng. de Gravação: Paulo Carvalho
Eng. de Mixagem: Alexandre "Meu Rei"
Arranjos, Violão e Teclado: Oswaldo Montenegro
Flauta: Mdalena Salles
Gravado eno Estúdio Eco Som - ABR/2010

Faixas:
01 - Não Há Segredo Nenhum
02 - Sempre Não é Todo Dia (P. Esp.: Zélia Duncan)
03 - Fruta Orvalhada
04 - Se Puder Sem Medo
05 - Tempo das Águas
06 - Quem Havia de Dizer
07 - Por Descuido ou Displicência
08 - Rio Descoberto
09 - Em Tempo
10 - Paixão de Bar
11 - Estrelas / Bandolins
12 - Por Brilho / Travessuras / Poema / Lua e Flor





De Passagem (2011)

Faixas:

01 - Não importa por quê

02 - A vida quis assim
03 - Eu quero ser feliz agora
04 - Palma
05 - Todo mundo tá falando
06 - Velhos amigos
07 - De passagem
08 - Sem susto
09 - Asas
10 - Quem é que sabe
11 - Anda
12 - Pra ser feliz


Oswaldo Montenegro e Cia Mulungo (2012)

Faixas:
CD 01
01 - Tchucarramãe (“Nação Primeira“)
02 - O Comedor de Calango e o Gerente da Multinacional
03 - Canção da Feira
04 - Um Índio
05 - Jaya Hara Madhava
06 - Escondido no Tempo
07 - O Gago
08 - Cuitelinho
09 - Gemedeira
10 - Severina Cooper
11 - Pode Por a Culpa em Mim
12 - O Artista e o Santo
13 - Retrato

CD 02
01 - Canção da Lavoura
02 - Lenda da Lavadeira
03 - A Tua Festa
04 - Pra Longe do Paranoá
05 - De Volta Pro Paranoá
06 - Astrologia
07 - Verde
08 - Oxum, Olhai Por Nós
09 - Sobradinho
10 - Paço do Rosário
11 - País da Mistura
12 - Goyarece Mulungo


Fonte: Site oficial do artista

1 comentários:

Roseli Pedroso disse...

Ah como gosto dele e suas composições, lirismo e da sempre presente, flauta mágica da Madá. Sou fã assumida desse Menestrel único em nossa MPB. Obrigada por essa viagem pela carreira de Oswaldo Montenegro. Merecida homenagem!

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