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sábado, 6 de novembro de 2010

A INFLUÊNCIA DO PSICODELISMO NAS CAPAS DE DISCOS DA TROPICÁLIA - PARTE 01

Por Mariana ZAN e Simone LANDAL

Resumo
O objetivo dessa pesquisa foi investigar a influência do psicodelismo nas capas de discos da Tropicália. A partir da análise de peças que possuem a linguagem gráfica que a contracultura psicodélica utilizava estas, serão relacionadas, por critérios de semelhança visual, com as capas de discos produzidas no período do movimento tropicalista. A escolha por este período da história brasileira que se mostrou oponente às repressões impostas por um governo ditatorial se deu pela forte influência de aspectos históricos, culturais e sociais na produção do design gráfico da época.


Palavras-chave: Psicodelismo; Tropicália; capas de discos.


Introdução
A análise realizada neste artigo é um recorte de um capítulo integrante de um projeto de conclusão de curso, em desenvolvimento no curso de Design - Projeto Visual da Universidade Positivo. O objetivo desta análise é investigar a influência do psicodelismo, através de suas principais características, presentes na linguagem gráfica das capas de discos do movimento Tropicalista. Foi definido como objeto de estudo a capa de disco, por tratar-se de um importante veículo de comunicação e prática de design que obteve grande destaque no período da Tropicália, esta por sua vez, criou um novo cenário cultural no Brasil, mesmo inserido em um regime ditatorial.
O design, produzido neste contexto nacional, possuía uma identidade própria, porém, muitas de suas referências visuais estavam no que era produzido no exterior. Imagens fotográficas foram amplamente difundidas, assim como cartazes e a realização de completas identidades visuais que assumiam uma postura de criação coletiva do design, manifestando o sonho de uma sociedade igualitária existente na década de 60.
A metodologia utilizada para investigar as semelhanças na linguagem visual presente tanto nas peças do psicodelismo, quanto nas tropicalistas, será baseada nos critérios de análise de Martine Joly, apresentados no livro Introdução à Análise da Imagem (2005).
Serão identificados elementos como cores e formas (signos plásticos), motivos reconhecíveis (signos icônicos) e textos (signos linguísticos), ou seja, analisar seus elementos tipográficos, imagens, uso de cores, sobreposição e utilização de diferenteselementos gráficos, como estratégia visual utilizada nas capas de discos destes períodos.
Esta estratégia visual bem marcada justifica a seleção das capas de discos da Tropicália,sendo estas, Caetano Veloso (1968), Gal, de Gal Costa (1969); e do Psicodelismo, Disraeli Gears do Cream (1967) e Bee Gees’1st do Bee Gees (1967). A tendência pelo acúmulo de elementos, excesso de informação, percepção espacial distorcida e a intensidade presente em vários aspectos gráficos são características da linguagem utilizada em ambos os movimentos, alcançando o público a que se destinam e contrapondo-se ao modernismo, vanguarda de maior influência para o design na época.


Psicodelismo
Em um cenário mundial na década de 60, estudantes tornavam cada vez mais frequentes manifestações, greves, protestos e organizações políticas que lutavam pelo fim da guerra do Vietnã, contra o racismo, pela paz e pelos povos subdesenvolvidos. A esse conjunto de manifestações, deu-se o nome de contracultura. Uma busca por outro estilo de vida, underground, à margem do sistema oficial. (BOTTINO, 2006). Este movimento estudantil teve seu ápice em 1968 e foi caracterizado por cabelos longos, roupas coloridas, misticismo oriental, música e drogas. Em vários países,contestavam a sociedade, seus sistemas de ensino e sua cultura em diversos aspectos, como a sexualidade, os costumes, a moral e a estética.
Para MELO (2006, p. 55) o psicodelismo traduz uma demanda por complexidade que emerge com grande força nos anos 60. Aderido especialmente pelos jovens, dentro do contexto da contracultura, os designers psicodélicos rejeitavam o modernismo como influência padrão da época, para a criação do design. Buscavam inspiração, não focando uma única tendência, mas baseando-se em tudo o que acontece ao seu redor e no mundo, na qual essa representação mental surgia muitas vezes por meio de alucinações motivadas por drogas alucinógenas (LSD).
A intenção da linguagem visual inspirada na droga era obter os efeitos das alucinações através de imagens e textos altamente coloridos e contrastantes. Estes elementos eram dispostos sem uma diferenciação de planos, proporcionando assim, uma equivalência entre elementos positivos e negativos, produzindo uma vibração óptica para o observador.


Tropicália
No Brasil, o Movimento Tropicalista foi o último grande arauto cultural e político, que emergindo em 1967, influenciou toda uma geração. Ele abriu novos caminhos para os cenários musical e estético, além de revitalizar a discussão do imaginário brasileiro.
(RODRIGUES, 2006). Caetano Veloso e Gilberto Gil foram os precursores de uma nova proposta musical apresentada no III Festival de Música Popular da TV Record. No teatro, representada pelas montagens de O Rei da Vela e Roda Viva. Glauber Rocha trouxe o tropicalismo para o Cinema Novo, com o lançamento de Terra em Transe.
Assim como as artes plásticas, nas quais as principais experimentações foram elaboradas por Hélio Oiticica.
Música, corpo, cores e imagens passaram a ser símbolos de manifesto neste movimento inserido em uma cultura de esquerda que vivia sob a condução de um governo ditatorial de direita. Celso Favaretto (1979, p. 30) considera que a Tropicália representou uma abertura cultural em um sentido amplo, trazendo uma resposta desconcertante à questão das relações entre arte e política.
Segundo Melo (2006. p. 45), tomando como exemplo a capa de Jânio de Freitas para o disco Opinião de Nara e da capa de Carlos Prósperi para O fino do fino de Elis Regina e Zimbo Trio, pode-se dizer que a MPB fez uma opção pela linguagem modernista, através do pouco uso de cores, da tipografia sem serifa e letras minúsculas, dos diagramas das composições e até uma referência bauhausiana; já o Tropicalismo apostou na vertente oposta, aderindo à vanguarda internacional e incorporando o psicodelismo e a arte pop.

A INFLUÊNCIA DO PSICODELISMO NAS CAPAS DE DISCOS DA TROPICÁLIA - PARTE 02

Análise
Joly (2005, p. 49) afirma que uma boa análise se define por seus objetivos e que estes permitem a utilização de ferramentas que determinam grande parte do objeto de análise e suas conclusões. Como apresentado anteriormente, o objetivo desta análise é apontar as semelhanças encontradas em capas de discos produzidas no Psicodelismo e na Tropicália, estas que foram fortemente influenciadas pelas peças produzidas na vanguarda artística internacional.
Para dar início a análise a partir das capas que possuem a linguagem psicodélica, foi selecionada a capa do disco Disraeli Dream de 1967 da banda britânica Cream, formada na época por Eric Clapton, Jack Bruce e Ginger Baker.
Neste trabalho do designer gráfico australiano, Martin Sharp, é possível perceber o uso de cores muito saturadas e de outras mais iluminadas. Estas cores se tornam complementares de acordo com o círculo cromático das cores, como por exemplo, o magenta e suas nuances e tons em quase toda a peça e o verde presente em alguns pontos, assim como o amarelo e uma pequena porcentagem de ciano. Existe também uma forte variação de tons quentes, que vão do vermelho, passando pelo magenta, laranja e por fim, o amarelo.
As formas predominantes possuem contornos suaves e estão dispostas em um aglomerado de ícones surrealistas (como alucinações pelo efeito de drogas) sobrepostos uns sobre os outros, dando a impressão de uma imagem formada por um caleidoscópio.
Muitos elementos da composição são inspirados na natureza, em especial as plantas.
A profundidade nesta peça, ainda que um pouco ilusória, é dada pela diferenciação de tamanho entre os elementos e pelas sobreposições, não possuindo um fundo específico.
Os elementos que são identificados e reconhecidos em um primeiro olhar são a imagem fotográfica dos integrantes da banda, sob o tratamento de cores que alteram a sua composição original, e a tipografia, característica do psicodelismo, que assume quase o valor de uma imagem, possuindo formas distorcidas nos seus caracteres. O foco visual se dá a partir do centro superior para as laterais e a parte inferior.
A segunda capa escolhida foi a do disco Bee Gees’1st de 1967 da banda inglesa Bee Gees, formada por três irmãos, o mais velho Barry Gibb, e os gêmeos Robin Gibb e Maurice Gibb.
Neste projeto gráfico do designer alemão Klaus Voormann, o uso das cores é mais variado do que a capa analisada anteriormente, mas também se utiliza de tons saturados e valores luminosos. Possui contraste bem marcante por cores complementares, como o verde em sua maioria e o magenta apenas em um detalhe. O amarelo posicionado no centro da imagem e sua complementar, o azul. Alem do laranja, aplicado à tipografia que aparece duas vezes e de formas bem distintas. Na parte superior esquerda, como um selo com o nome da banda, é formada por uma tipografia clássica e com todos os caracteres em caixa alta. Já no centro inferior, a tipografia comporta-se como uma imagem, aderindo às características do psicodelismo e formando o que pode se chamar de tipografia caleidoscópica.
Neste trabalho é mais aparente a influência nos elementos da natureza nas ilustrações, como flores, folhas e arbustos, e estes elementos são sobrepostos uns sobre os outros.
A composição é formada por dois planos que se interceptam no centro da capa, formando uma linha imaginária horizontal. Na parte inferior encontram-se as ilustrações e a aplicação das cores indicadas anteriormente e na parte superior e como fundo, está uma imagem fotográfica com os cinco integrantes da banda. E por não haver uma diferenciação de tamanho muito aparente entre esses planos, determinar o foco visual é mais complexo.
Para verificar as semelhanças presentes das capas já analisadas do Psicodelismo com as capas da Tropicália foram selecionadas mais duas capas de discos do movimento nacional. A primeira delas é a do cantor e compositor de grande destaque para o movimento, Caetano Veloso de 1968.
Como o “porta-voz visual” da produção tropicalista, o designer Rogério Duarte cria uma linguagem gráfica anárquica e anticonvencional no cenário brasileiro.
Rogério Duarte apropria-se do vernacular, funde com a arte pop e joga por cima o psicodélico, criando um pastiche visual. (MELO, 2006, p. 201) Neste disco solo de Caetano Veloso, predomina-se a ilustração (anônima, segundo designer), composta por uma mulher seminua, um dragão, folhagens e bananas. No
centro da capa existe uma imagem fotográfica do cantor estampada na forma de um ovo. As formas desenhadas referenciam as histórias em quadrinhos e ainda pode-se perceber a influência pelo Art Nouveau, em especial nas curvas formadas pelo texto e pelos cabelos da mulher representada.
As cores aplicadas à peça são predominantemente quentes, como variações do vermelho, magenta e amarelo. Não se destacam como complementares, com exceção do magenta do dragão e o verde das bananas.
O nome do disco e do cantor é aplicado na parte superior, tangenciando a borda da capa, em amarelo sobre fundo laranja, diferenciando-se da ilustração. Possui uma tipografia desenhada dentro do estilo psicodélico, com características onduladas e entornadas.
A composição é comum, mas seus elementos estéticos, como cores saturadas, elementos pictóricos, contornos bem marcados e tipografia transformam a capa em um ícone de design tropicalista da época, que só pode ser totalmente apreendido com a audição do disco, afirma Naves (1988).
A segunda capa escolhida para análise foi Gal, da cantora e compositora Gal Costa de 1969.
Nesta capa, também produzida pelo designer Rogério Duarte ficam estabelecidas as características psicodélicas através das ilustrações. Presente em toda a capa, inclusive na tipografia, essas ilustrações remetem ao universo dos sonhos e devaneios, imagens surrealistas e grafismos bem adornados e exuberantes formam a composição, em que não se pode distinguir claramente o fundo de um ou vários objetos sobre ele.
A leitura dos tipos é dificultada por essa ausência de fundo, além de ser desenhada de forma que altera significadamente os caracteres, em especial o “G” que mais assemelhasse ao “C”.
A composição se dá a partir do centro, com destaque para representações surrealistas de pessoas e animais, para as bordas através dos adornos. As imagens encontram-se sobrepostas umas sobre as outras, garantindo um aglomerado de formas, contornos e cores destacadas, e estes, por sua vez, dificultam a visualização de profundidade.
As cores aplicadas à peça são muito saturadas e possuem um jogo de luz e sobra, garantindo volume a algumas formas. As análogas, laranja, vermelho e roxo se contrastam com as complementares em tons de azul e amarelo.

Tabela de análise
A tabela apresentada a seguir lista as capas de discos que foram analisadas dos dois períodos em questão, seguidas de suas principais características do critério de análise escolhido, tais como: artista, movimento, fotografia, ilustração, tipografia e cores predominantes. As ilustrações serão classificadas em relação aos movimentos artísticos internacionais. A tipografia das capas será classificada por estilos manuais, manuais decorativos, lineares ou romanos e as cores de acordo com o círculo cromático.


Considerações finais
O Tropicalismo difundiu a arte brasileira no exterior e fazendo uso do deboche e da irreverência misturou-se a cultura da massa urbana, através da retomada das lições do Manifesto Antropofágico. Este, por sua vez, é relativo ao movimento literário e artístico brasileiro do fim dos anos 20 que pregava a valorização dos elementos nativos e primitivos brasileiros e da assimilação das tendências modernas do pensamento europeu e da arte de vanguarda. A proposta desse movimento era a criação de uma cultura nacional revolucionária que se baseasse também, em referências internacionais.
Através da análise das quatro capas selecionadas, podem-se confirmar as influências do Psicodelismo, visivelmente aparente no design gráfico produzido nas capas Tropicalistas. A cor e a forma tipográfica são elementos chave para a construção de uma peça com influências no Psicodelismo e esses são garantidos pelo trabalho do designer Rogério Duarte. Além disso, percebem-se outras referências visuais nas capas, o pop art, caracterizado pelos contornos expressivos, o kitsch, pela ilustração da capa de Caetano Veloso e do vernacular. Referências que fazem sentido, tratando-se de Tropicália, um movimento artístico que incorpora o passado e o presente e se comporta de maneira inversa aos padrões lineares e funcionais da modernidade.


Referências bibliográficas
BOTTINO, Clarissa. Objeto visual – anos 60: Design e Psicodelismo. PUC - Rio:
Departamento de Artes & Design, 2006.
FAVARETTO, Celso F. Tropicália: alegoria, alegria. São Paulo: Kairós, 1979.
JOLY, Martine. Introdução à análise da imagem. Tradução: Marina Appenzeller. 4ed,
Campinas, SP: Papirus, 1996.
MELO, Chico Homem de. O design gráfico brasileiro: anos 60. São Paulo: Cosac Naify,
2006.
RODRIGUES, Jorge Caê. O design tropicalista de Rogério Duarte. In: MELLO, Chico
Homem de. (Org.). O design gráfico brasileiro: anos 60. São Paulo: Cosac Naify, 2006.
___________. Tinindo, Trincando: o design gráfico no tempo do desbunde. Conexão –
Comunicação e Cultura, UCS, Caxias do Sul, v. 5, n. 10, p. 72-102, jul./dez. 2006.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ZÉ RENATO E RENATO BRAZ EM "PAPO DE PASSARIM"

Por Beto Feitosa
Duas vozes, dois violões, um pouco de percussão. O formato limpo e intimista é a base do magistral encontro de Zé Renato e Renato Braz. A dupla coleciona muitas afinidades: cantores afinadíssimos e sofisticados constroem suas carreiras por caminhos bem próprios, com assinatura. E o novo ponto, interseção entre as duas histórias, acontece no show que virou CD, vai ser DVD, e volta para a estrada como show. Papo de Passarim, singelo assim.

Zé Renato foi referência para Renato Braz no início de uma carreira que já soma 20 anos. O primeiro encontro no palco do capixaba Zé Renato com o paulista Renato Braz aconteceu em duas apresentações especialíssimas no Sesc Vila Mariana. Com o sucesso do duo, Zé Renato e Renato Braz receberam convite do Canal Brasil para um especial, que foi gravado nos últimos dias de maio no Teatro Fecap, também em São Paulo. O nobre show chega primeiro nesse CD ao vivo, que abre alas para o especial de TV e o lançamento em DVD.

Somando ideias o repertório foi construído a partir de papos informais entre os dois artistas.

Entram sambas do mineiro João Bosco com o carioca Aldir Blanc (Kid Cavaquinho/De frente pro crime) e do paulistano Paulo Vanzolini (Capoeira do Arnaldo). A poesia de Paulo Cesar Pinheiro aparece com os parceiros Wilson das Neves (Um novo amor chegou e O dia em que o morro descer e não for carnaval) e Dori Caymmi (Rio Amazonas e Desenredo). Ares cubanos chegam em composição de Ela O'Farrill (Adios felicidad) enquanto o nordeste brasileiro está representado com Raymundo Evangelista e Ary Monteiro (Panelada de bochecha, com direito a versos que celebram o papo de passarim). O cancioneiro clássico brasileiro ainda aparece na parceria de João de Barro e Antonio Almeida (A saudade mata a gente).

Da obra de Zé Renato, recriam duas parcerias com Milton Nascimento: Ponto de encontro e Anima, essa costurada a Sem fim, de Novelli e Cacaso. Com Xico Chaves, Zé assina o Papo de passarim que batiza o trabalho enquanto com Cláudio Nucci e Ronaldo Bastos apresenta A hora e a vez.

O disco não marca apenas o encontro de dois trabalhos, é efetivamente uma obra de duo. Nesse trabalho os dois dividem vocais, direção musical e se dobram nos violões e nas percussões. A dupla tem o acompanhamento luxuoso do baixo de Sizão Machado, pontuando elegante o ambiente.

O senso comum aponta sempre o Brasil como um país de grandes cantoras. Mas o encontro dessas vozes privilegiadas mostra o outro lado. Dois cantores sofisticados e elegantes em um encontro que pode, sem o medo do exagero, ser classificado como “único”.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

CURIOSIDADES DA MPB

Trecho do livro Minhas mulheres e meus homens, do escritor Mário Prata:

“O show do João Bosco ía ser no Teatro Municipal de Santo André. Ele passou de Kombi para pegar a Mana e eu. Na Kombi já estava a mulher dele, mais o Pena Branca e a namorada. Fomos para o ABC. Era um show de banquinho e violão. Para você ter uma ideia de quem era o Pena, basta dizer que ele deu uma famosa entrevista para o Pasquim, que depois virou best-seller em livro. O nome: Barra Pesada. O Pena era jornalista policial. Talvez o melhor que o Brasil já tenha conhecido. lá na ida, o Pena e a namorada estavam se estranhando. Quando chegamos lá, o teatro superlotado. A solução foi arrumarem quatro cadeiras e eu e a Mana e o casal Pena ficamos num cantinho do palco. No centro, o banquinho, o violão e o João com bandeide no calcanhar, dançando dois pra lá dois pra cá. O que aconteceu‚ que o Pena e a namorada continuaram a brigar ali, no palco, ao nosso lado. E começou a baixaria, o nível foi baixando. Puta, era elogio. Brocha, era meiguice.Foi quando a Marta me cutucou. Ninguém da lotada plateia estava mais olhando ou ouvindo o João Bosco. Todos os olhares estavam no nosso canto. Marta, grávida da Maria, morta de vergonha, não abortou por pouco. O show terminou em porrada. Um sucesso.”

AS MIL E UMA ATIVIDADES DE CHARLES GAVIN

Charles Gavin está em trânsito. Numa sala de espera do Aeroporto Santos Dumont, enquanto aguarda a hora de embarcar para São Paulo, ele fala sobre outro percurso, que o levou de baterista de uma das maiores bandas do pais, os Titãs (da qual se desligou no começo do ano), a pesquisador musical responsável pelo relançamento de inúmeros discos considerados perdidos e a apresentador do programa "O som do vinil", no Canal Brasil. Gavin - que vai produzir o próximo disco do grupo Canastra e sonha lançar um disco solo - explica essa jornada pessoal como se fossem os dois lados de um desses discos.

- O lado fácil de virar apresentador foi que sou um bom ouvinte. Não sou ansioso, escuto as pessoas contarem suas histórias - diz, enquanto toma café. - O lado difícil foi a postura e a dicção. Precisei mudar o meu sotaque, que era muito paulistano, mesmo para quem mora no Rio há 13 anos.

Em São Paulo, onde passou boa parte dos seus 50 anos, Gavin vai gravar um dos 26 programas da nova temporada (a quarta) de "O som do vinil", um dos líderes de audiência do Canal Brasil (é exibido às sextas, às 21h30), no qual comenta discos importantes da música brasileira. Lenine, Sidney Magal e o jurássico grupo Made in Brazil serão alguns dos seus entrevistados nessa fase

- O programa está cada vez mais eclético. Nossa única limitação, claro, é que os discos escolhidos tenham sido lançados em vinil. Mas com os lançamentos atuais nesse formato, podemos incluir também artistas contemporâneos, como a Fernanda Takai e o Lenine.

Baterista desde os 19 anos, quando ganhou um instrumento do pai, Gavin - que teve breves passagens por outros grupos fundamentais do rock brasileiro, como o Ira! e o RPM - conta que uma das entrevistas que mais o tocou foi com o grupo mineiro de música instrumental Uakti, famoso por construir seus próprios instrumentos:

- Quando comecei a estudar bateria, nos anos 80, meu professor indicou um disco do Uakti. E passei a acompanhar a banda desde então. Por isso, quando entrevistei os músicos e eles me mostraram a trilobita, um instrumento de percussão feito com tubos de PVC, eu quase não conseguia falar. Me impressionou também descobrir que só existe uma trilobita. Se a gente estivesse num país de Primeiro Mundo, esse original estaria preservado num museu de música e tecnologia.

Metódico e perfeccionista, Gavin não se contentou em ficar apenas à frente do programa, dirigido por Darcy Burger, e tem se envolvido cada vez mais no que acontece nos bastidores.

- Já que eu passei para o outro lado, que seja até o fim - brinca. - Gosto de acompanhar o roteiro e até mesmo de fazer a edição, outra coisa que aprendi na marra. Acho que isso é uma extensão do que eu fazia nos Titãs, já que foram raras as mixagens dos nossos discos das quais eu não participei. Vejo nisso também um paralelo com o trabalho de um produtor.




" Sinto falta de produzir. Quer dizer, sentia porque agora, sem os Titãs, posso voltar a me dedicar mais à produção "

Trabalho, aliás, que Gavin exerceu com brilho nas vezes em que foi convocado, fosse junto à cantora Vange Leonel (em disco lançado em 1991, que gerou o hit "Noite preta") ou com o espetacular début do Mundo Livre S/A, "Samba esquema noise", um trabalho dividido com Carlos Eduardo Miranda, em 1994.

- Aquele disco do Mundo Livre realmente é muito bom, né? Sinto falta de produzir. Quer dizer, sentia porque agora, sem os Titãs, posso voltar a me dedicar mais à produção - conta ele, já no segundo café.

Um dos frutos dessa liberdade recém-adquirida é a associação com o grupo Canastra. Por causa disso, Renato Martins, vocalista e guitarrista da banda, garante estar nas nuvens:

- Nunca sequer sonhamos ter um produtor desse calibre ao nosso lado. A gente se encontrou em um show do (grupo) Brasov, no começo do ano, e foi amor à primeira vista. Ele veio trabalhar com a gente trazendo toda uma bagagem de 20 anos de estrada, mas sem tirar onda por ser o Charles Gavin dos Titãs. Ele é muito generoso e deixa todo mundo à vontade. É um tremendo profissional. Chega aos ensaios e anota tudo, de forma quase científica, como se fosse um Professor Pardal. É um cara muito bacana e equilibrado.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

AS EXIGÊNCIAS E EXCENTRISMOS DE ALGUNS ARTISTAS

Recentemente obtive o "rider" do camarins de alguns artistas de nossa MPB e como eu, acho esse tipo de informação aguça a curiosidade de muitos admiradores e curiosos. Pois bem, resolvi dividir essas informações em algumas postagens e para dar início sobre essas informações com os leitores que acompanham o Musicaria Brasil vai agora as informações sobre o camarim de dois artistas: Vanessa da Mata e Leoni. Até que não há tantos excentrismos assim...


Leoni - No show "A NOITE PERFEITA"

Preparação de 01 camarim com:
- Espelho;
- 05 cadeiras;
- 02 toalhas;

Abastecido com:
24 Garrafas de água mineral;
12 Garrafas de cerveja (Brahma, Skol ou Antártica);
10 gatorades variados;
15 latas de refrigerante variado;
10 latas de Ice Tea;
01 Litro de água de côco;
01 Caixa de Bombom Garoto;
06 latas de energético (Flash Power, Red Bull ou Power Horse);
01 garrafa de whisky 12 anos;
01 balde com gelo;
02 garrafas de vinho tinto seco Malbec, Shiraz ou Cabernet Sauvignon (Concha Y Toro, Terrazas, Santa Helena, Miolo Seleção) Muito importante.
06 taças para o vinho;
01 cesta de frutas da época lavadas prontas p/ consumo;
01 cesta de pães variados;
01 Tábua queijos, frios e pastas;
01 Bandeja de salgados de forno diversos;
01 Sanduiche a metro · 05 pessoas aproximadamente

Camarim deve estar pronto aproximadamente 2 horas antes do show, possuir chave ou cadeado com acesso restrito exclusivamente ao artista, sua banda, e sua produção.



VANESSA DA MATA

01 Camarim para a artista (02 pax) contendo:
IMPRESCINDÍVEL HAVER DENTRO DO CAMARIM!!!!!!
01 TOALETE para uso exclusivo da artista DENTRO DO CAMARIM;
01 espelho com iluminação adequada para maquilagem;
01 bancada junto ao espelho;
01 jogo de tábua e ferro de passar roupas com passadeira;
01 cadeira giratória com regulagem de altura;
01 sofá;
01 cabideiro “arara”;
06 cabides;
01 balde de gelo;
06 copos de vidro;
01 jogo de xícaras para café e para chá;
01 porta guardanapos abastecido;
04 jogos de pratos de sobremesa e talheres;
02 toalhas de rosto na cor branca;
02 toalhas de banho na cor branca;
01 cesto de lixo.

O camarim deve está abastecido com:
20 copos de água mineral sem gás e sem gelo;
04 copos de mate natural;
04 latas de coca-cola (02 light & 02 regulares);
02 jarras de sucos naturais (frutas da época) sem gelo;
01 cesto de frutas da estação;
01 travessa de torradas, pães variados, bolos (tipo chá da tarde);
01 tábua de queijos diversos;
01 caixa de saches de chá sortidos;
01 açucareiro abastecido com açúcar branco;
01 garrafa térmica de água para chá;
01 garrafa térmica com café (pilão), sem açúcar;
01 garrafa de saquê (sem gelo);
01 garrafa de vinho tinto (Concha Y Toro – Cabernet);
04 red bull;
01 maço de Lírios (brancos ou rosas ou amarelos);
01 arranjo de flores frescas.

01 Camarim para a banda, equipe técnica e produção (15 Pax) contendo:
01 banheiro com chuveiro;
01 espelho com iluminação adequada;
01 bancada junto ao espelho;
10 cadeiras ou sofás com capacidade compatível;
01 cabideiro “arara”;
14 cabides;
01 balde de gelo;
20 copos de vidro;
01 jogo de xícaras para café e para chá;
01 porta guardanapos abastecido;
10 jogos de pratos de sobremesa e talheres;
12 toalhas de rosto na cor branca;
06 toalhas de banho na cor branca;
01 cesto de lixo.

O camarim deve vir abastecido com:
40 copos de água mineral sem gás;
10 copos de mate natural;
02 jarras de suco natural gelados;
40 latas de cerveja Skol;
01 garrafa de whisky BLACK LABEL;
01 garrafa de saquê;
16 latas de refrigerantes sortidos (inclusive light);
12 Red Bull;
12 Gatorade sabor variado;
10 achocolatados “Todinho”;
01 tábua de frios sortidos;
01 pão a metro de carne assada;
01 pão a metro de frios;
02 cestos de pães e biscoitos sortidos;
01 cesto de frutas da estação;
01 açucareiro abastecido com açúcar;
01 adoçante;
01 garrafa térmica com café (pilão), sem açúcar.

OBSERVAÇÃO: DURANTE TODO O PERÍODO DE MONTAGEM, SOUND CHECK E DESMONTAGEM DEVERÁ HAVER ÁGUA E CAFÉ À DISPOSIÇÃO DA EQUIPE.

NA TRILHA DE LENINE

Por José Teles
O termo multiartista não se aplica a Lenine, mas ele é um criador de múltiplas atividades. Atualmente, está na reta final da turnê Labiata, faz música para mais um filme e, ainda, a pré-produção das canções do repertório do seu próximo disco de inéditas, que será lançando em 2011. Por fim, mas não menos importante, lançou esta semana o CD Lenine.doc trilhas (Universal Music), um disco que acabou sendo o mais fácil de fazer de sua carreira: “Este projeto partiu de uma constatação de que tinha muita música feita para os mais diversos trabalhos, e que não saíram nos meus discos de carreira. Novelas, cinema, balé, publicidade. E não só em trilhas, muitas que gravei como intérprete, ou e em discos de amigos. Mais de 60 músicas”, conta Lenine, em conversa por telefone.

O “.doc” no título do disco é de documento mesmo. “Quando me debrucei sobre este material, vi que este disco seria apenas o início. Posso fazer um Lenine.doc sambas de bloco, ou um Lenine.doc intérprete, um projeto que tem um caráter documental”, diz o pernambucano. Peladeiro, ele já perdeu a conta de quantas participações especiais já fez em discos de amigos, aqui e no exterior. A lista é longa: vai de um dueto eletrônico com Luiz Gonzaga a participações em discos tributo para os forrozeiros Elino Julião e Marinês, Chico César, Moska, Mu Chebabi, Silvério Pessoa, Carlos Malta e o Pife Muderno, Massilia Sound System (França), Cesária Évora (Cabe Verde), Pedro Guerra (Espanha), Pedro Abrunhosa (Portugal), para citar uns poucos.

Das trilhas, muita coisa ficou de fora. Uma das primeiras que fez foi a da novela Ana Raio e Zé Trovão, na extinta TV Manchete (As voltas que o mundo dá), que ficou fora deste disco, assim como ficou O mundo, de Cama de gato (com Chico César, Moska e Zélia Duncan). Lenine.doc trilhas provavelmente não terá uma turnê própria: “Vou acrescentando as canções do Trilhas ao roteiro de Labiata, que já venho fazendo há dois anos e meio, e comporta mudanças no repertório. Não penso numa turnê deste disco novo. Também nunca cantei estas músicas no palco. Elas foram feitas para determinado projeto e assim permaneceram”, continua Lenine. Ele ressalta que também não foram feitas alterações nas gravações originais destas canções: “Por exemplo, a que escolhi para bônus track, Alpinista social – a primeira que fiz para uma novela – é a gravação original tirada do vinil, dá para ouvir o chiadinho da agulha no LP”.

Alguns dos fonogramas ele tinha em casa, vários foram gravados em seu estúdio doméstico, outras ele teve que correr atrás. Umas tem histórias curiosas. Minha cidade – menina dos olhos do mar (com Lula Queiroga), teria sido feita para um comercial institucional da prefeitura da Cidade do Recife, que acabou não a utilizando. A Rede Globo Nordeste a usou para um comercial celebrando seus 20 anos na região. O clipe foi gravado no bar Soparia na Herculano Bandeira. Já Sob o mesmo céu, acabou sendo umas das mais obscuras canções de Lenine.“Foi pensada para representar O Ano do Brasil na França, em 2005, a convite dos ministérios da Cultura da França e do Brasil, um motivo de orgulho e prazer”, comenta Lenine. Mas a música tocou apenas naquele período e, agora, é literalmente resgatada. O que não teve resgate foi a ficha técnica de cada música. Lenine conta que ainda pensou em procurar, mas atrasaria o projeto: “Não lembro quem tocou em muitas dessas músicas, algumas como Alpinista, já tem 20 anos”. Umas das poucas que lembra dos músicos é Quatro horizontes, que teve o acompanhamento de Pedro Luis e a Parede.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

EXCLUSIVIDADE DA MUSICARIA

Faixas:
01 - Ternura Antiga (Roberto Carlos)
02 - Estrada Do Sol (Agostinho Dos Santos)
03 - Por Causa De Você (Jane Duboc)
04 - Castigo (Nelson Gonçalves)
05 - Leva-me Contigo (Lana Bittencourt)
06 - Ideias Erradas (Trio Irakitan)
07 - Manias (Alcione)
08 - Fim de Caso (Oswaldo Montenegro)
09 - Se É Por Falta De Adeus (Doris Monteiro)
10 - A Noite Do Meu Bem (Zizi Possi)
11 - Prece De Vitalina (Anastacia)
12 - Noite De Paz (Maysa Matarazzo)
13 - O Negócio É Amar (Nara Leão)
14 - Olhe O Tempo Passando (Nana Caymmi)

MPB - MÚSICA EM PRETO E BRANCO

Adoniran Barbosa

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

SE VOCÊ DISSER QUE EU DESAFINO AMOR...

Por Bruno Negromonte e Elisa Tozzi


... Talvez seja menos doloroso do que deixar cair no ostracismo o nome de um dos precursores do movimento musical que elevou o Brasil para a primeira divisão do cenário musical mundial. Novembro de 2010 faz 50 anos que morreu Newton Mendonça, um dos principais nomes do movimento musical intitulado bossa nova.

Newton nasceu no Rio de Janeiro e desde a infância circulou pela rua Nascimento Silva cuja a amizade com o então Antônio Carlos Jobim perdurou até o fim da precoce vida. Ainda criança morou em 3 cidades distintas: Porto Alegre (RS) onde deu início aos estudos musicais a partir do violino; Aquidauana (MS) e São Luis (MA). De volta ao Rio de Janeiro, ingressou no Colégio Militar, onde ficou conhecido como "Newton Gaitinha", por não se separar do instrumento. Aos 13 anos, iniciou seus estudos de piano clássico.

Em 1942 junta-se ao seu amigo de infância, Tom Jobim e daí em diante essa parceria renderia grandes canções que não só se tornariam ícones do movimento musical intitulado Bossa Nova, mas também clássicos da história musical brasileira.

O primeiro sucesso surgiu com "Foi a Noite", considerado por muitos especialistas como o início da bossa nova. Mas além desta, várias canções viriam a surgir posteriormente como "Domingo azul do mar", "Perdido nos teus olhos", "Luar e batucada", "Teu castigo", "Tristeza". O grande sucesso veio a acontecer quando João Gilberto gravou "Desafinado" e "Samba de Uma Nota Só" nos álbuns. Seguiram-se "Meditação", "Caminhos Cruzados", "Discussão" e "Só Saudade".

Paradoxalmente ao sucesso de suas composições, Newton nunca teve o devido reconhecimento junto ao movimento musical. Isso foi notado quando em 2007, na passagem dos 80 anos de Newton nenhum registro da mídia, nenhuma lembrança ou celebração na música brasileira que reverenciasse o músico foi feito. Porém, ao contrário, no aniversário de oitenta anos de Tom Jobim, irmão xifópago de Newton, ocorrido um pouco antes, o País todo, com muita justiça, reverenciou a memória de Tom, com programas especiais no rádio e tv, matérias e cadernos especiais nos jornais. Além do que, no ano seguinte, na comemoração dos 50 anos do movimento musical, as intermináveis comemorações ao cinqüentenário da Bossa Nova o nome de Newton Mendonça, um dos mais importantes componentes do grupo que revolucionou a música brasileira, permaneceu quase que totalmente obscuro.

Devido a amizade que vinha desde a infância, Newton foi o primeiro parceiro de Tom Jobim. De tão admirável, o cronista José Carlos de Oliveira (em sua coluna de 1974 publicada no Jornal do Brasil) concedeu a Newton um lugar na tríade da Bossa Nova ao considerá-lo o legítimo criador do gênero "ao lado de Tom Jobim e João Gilberto". O que, então, levou esse personagem fundamental para o desenvolvimento da Bossa a cair em ostracismo?



Várias foram as razões que o levou a essa situação de obscuridade, dentre as quais os erros disseminados sobre a carreira do compositor, está o mito do Newton letrista. Equívoco alastrado porque, em muitos créditos das canções em parceria com Tom Jobim, seu nome aparece em segundo lugar - espaço dedicado aos letristas pela convenção dos direitos de autoria.

Ao fato, soma-se ainda o descaso do produtor da gravadora Odeon, Aloysio de Oliveira. Para o jornalista Ruy Castro, "Foi ele quem conseguiu convencer todo mundo de que Newton era apenas letrista". Na primeira gravação de Desafinado, Newton foi creditado por Oliveira como letrista, mas dessa vez sob o absurdo nome de "Milton Mendonça".

Não que o artista deixasse de se arriscar nos versos (louco por fotografia, foi ele quem brigou para acrescentar a frase bem humorada "fotografei você na minha Rolleyflex" em Desafinado), mas seu forte eram mesmo os acordes. "Criaram um estereótipo de Newton como apêndice de Tom Jobim. Depois de sua morte, saíram ensaios e artigos dizendo que ele seria letrista apenas. Mas o negócio dele era o piano, a melodia. Foi ele quem revolucionou a música da época. Tom só é vanguarda com Newton. Sem ele é apenas samba canção", explica Marcelo Câmara, autor da única biografia sobre Newton Mendonça.

O próprio Tom Jobim, em algumas das raras declarações públicas sobre o parceiro, subentendeu que Newton se dedicava mais às palavras. No ano de 1968, em entrevista concedida para Museu da Imagem e do Som carioca, o maestro dá a entender que Newton simplesmente anotava suas composições. Em outro momento, em 1993, já no fim da vida, Tom se redime e conta aos jornalistas do programa Roda Viva da TV Cultura que as fronteiras entre quem fazia letra e música eram tênues. "Aceitávamos palpites. Normalmente eu sentava ao piano e ele, no caderno e no lápis. Mas isso podia trocar".

Diferentemente do amigo e impaciente comos repórteres, Newton concedeu apenas algumas entrevistas durante sua vida. Em uma delas, veiculada na revista Radiolândia de 1960 com o título "O parceiro desconhecido de Tom", o músico afirma que ele e o maestro compunham a quatro mãos. "Muita gente acredita que eu faço as letras, enquanto Tom faz as músicas - mas não é esta a verdade. Música e letra vão sendo feitas ao mesmo tempo".

As negligências e erros, que com muito garimpo vêm à tona, começam a ser corrigidos para que uma nova imagem de Newton seja construída. Se Tom Jobim deu poucas declarações sobre o parceiro durante sua vida, apenas quatro, segundo Marcelo Câmara, não foi por falta de consideração.

Thereza Hernanny, sua primeira esposa, é enfática: "Essa polêmica é negativa para a imagem do próprio Newton. Tom lutava muito para manter a imagem dos parceiros, nunca os deixava sem crédito". E arrisca: "Tocar o mesmo instrumento é que talvez tenha separado um pouco os dois. Se um deles tivesse um violão, não tenho dúvidas de que montariam um conjunto. Eram muito amigos".

A exatamente 50 anos atrás (1960) aos 33 anos, Newton teve um enfarte fulminante, vindo a falecer sem ver o movimento que ele ajudou a criar tomar conta do mundo e ser a referência da música brasileira no exterior ao longo dos anos, infelizmente não chegou a colher os frutos de suas parcerias com Tom Jobim.

CALENDÁRIO MUSICAL - NOVEMBRO

Dia 01 - É fundado em Salvador (BA), o Bloco Afro Ilê Ayê, o mais antigo do Brasil (1974).
Morre no Rio de Janeiro o regente, arranjador, trompetista e compositor carioca Francisco Duarte, popularmente conhecido por Maestro Chiquinho (1983).
Nasce no Rio de Janeiro o poeta e letrista Euclides Amaral da Silva, o Euclides Amaral (1958).
Nasce em Belém (PA) o compositor e violonista Joaquim Antonio Candeias Júnior, o Candeia Júnior (1923).
Nasce em Cascavel (CE)o compositor e sanfoneiro José Idelfonso Feire de Souza, o Zé Menininho (1897).
Nasce em Carangola (MG) o cantor Hélio Correia de Paiva, o Hélio Paiva (1924).
Nasce em Marselha (França) o cantor Albênzio Perrone (1906).
Morre no Rio de Janeiro o compositor e violonista Oscar José de Almeida (1942).
Nasce no Recife o compositor, arranjador, instrumentista Edgard Morais (1904).
Morre em Bragança Paulista (SP) o compositor, Violeiro, Radialista Athos Campos (1992).
Nasce no Rio de Janeiro a produtora Letícia Fernandes Magalhães (1974).
Nasce em São Paulo (SP)o instrumentista Marcos da Costa Silva Araújo (1937).
Nasce em Petrolina o cantor, compositor e violonista Inaldo Pereira de Lucena, o Akauan Lucena (1963).
Nasce no Rio de Janeiro o instrumentista, maestro e produtor musical Sérgio Saraceni (1952).
Nasce em Porto Alegre (RS) o compositor Simão Goldman (1947).

Dia 02 - Morre, aos 54 anos, vítima de enfarte, durante o sono, em sua casa em Jacarepaguá, a cantora e compositora Jovelina Faria Belford, Jovelina Pérola Negra (1998).
Nasce em Ubá (MG) as cantoras Célia e Celma Mazzei (1952).
Nasce em São Paulo (SP) o compositor e produtor David Raw (1925).
Nasce em Jatobá (PE) o compositor e violonista João Teixeira Guimarães, o João Pernambuco (1883).
Morre em Moreno (PE) o compositor alagoano Agripino Aroeira (2004).
Morre em São Paulo o compositor, instrumentista, DJ e produtor iugoslavo Mitar Subotic, o Suba (1999).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor, pianista, arranjador, autor teatral e ator Luiz Augusto Rescala, o Tim Rescala (1961).
Nasce em Tucano (BA) o cantor, compositor e violeiro urandy Ferreira Gomes (1950).
Nasce em Natal (RN) o cantor, instrumentista e seresteiro Adolfo Elias França (1901).
Nasce em Melo, Cerro Largo (Uruguai) o arranjador, instrumentista e orquestrador Mônico Lautério Aguilera Perdomo (1951).

Dia 03 - Nasce o cantor e compositor Vinícius Bonotto, popularmente conhecido como Vinny (1966).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Nelson Lins e Barros (1966).
Nasce em Biriguí (SP) o compositor, instrumentista e cantor Antônio Francisco, o Nestor da viola (1938).
Nasce em Teresina (PI) o compositor João Evangelista de Melo Fortes, o João Só (1943).
Nasce em Borboleta (SP) o compositor e poeta Waldemar de Freitas Assunção (1944).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e arranjador Paulo Malaguti de Souza Weglinski (1959).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e ritmista Rubens Campos (1985).
Nasce em São Paulo (SP) o cantor, compositor e humorista Walter Raimundo, o Zé Coqueiro (1929).
Nasce o pianista Nilde Costa D'Almeida (1920).
Nasce em Areal (BA) a cantora Maria da Glória Bomfim dos Santos, a Glória Bonfim (1957).
Nasce em Campos (RJ) o violonista Jodacil Caetano Damaceno (1929).
Nasce em Birigui (SP) o cantor e instrumentista Antônio Francsico, o Nestor, da dupla Nestor e Nestorzinho (1938).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista Luiz Flavio Tournillon Alcofra (1961).
Nasce em Goiânia (GO) o compositor, cantor e instrumentista José Pereira da Silva Neto, o Chrystian da dupla Chrystian e Ralf (1956).
Morre o cantor, violeiro e pandeirista Victório Ângelo Cobra, o Cobrinha (1995).
Nasce em Jequié (BA) o compositor, diretor de teatro e poeta Jorge Dias Salomão (1946).
Morre em Santos (SP)o regente, arranjador, instrumentista (flautista e trombonista), compositor Edmundo Peruzzi (1975).
Nasce em Campina Grande o violonista, compositor e cantor Airton Maia Ramalho (1932).

Dia 04 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Monsueto Campos Menezes - Monsueto de Menezes. (1924).
Nasce em Recife (PE) o compositor Nelson Lins e Barros (1920).
Nasce em Uruguaiana (RS) o instrumentista cantor e compositor Luiz Alberto Nunes Alves, popularmente conhecido por Bebeto Alves (1954).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor, instrumentista, ator e pintor Monsueto Campos Menezes (1924).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o produtor, apresentador e compositor Carlos Eduardo Corte Imperial, o Carlos Imperial (1992).
Nasce em Porto Alegre (RS) o instrumentista e compositor Geraldo Teixeira Vargas (1964).
Nasce em Ouro Preto (MG) o compositor, violonista e cantor Gladston do Espírito Santo Galliza (1967).
Morre em Pirapora do Bom Jesus (SP) o compositor, declamador e poeta Ado Benatti (1962).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Oscar Lorenzo Fernandez (1897).
Nasce em Macau (RN) o cantor Carlos Vasques, popularmente conhecido por Nozinho (1887).
Morre em São Paulo (SP) o instrumentista Hamilton Silva (1967).]
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e instrumentista Cândido das Neves (1934).

Dia 05 - Nasce o cantor e compositor carioca Marcelo Maldonado Gomes Peixoto, mais conhecido por Marcelo D2 (1967).
Nasce em São José de Mipibu (RN) o canto e compositor Ismael Alves de Araújo, popularmente conhecido por Ismael Alves (1960).
Morre o compositor e ator Fernando José Magalhães Lona, o Fernando Lona (1977).
Nasce em São Paulo (SP) o baterista Duda Neves (1953).
Nasce no Rio de Janeiro o produtor cultural Paulo Moreira Bártholo Júnior, o Paulo Bártholo (1947).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora, compositora, instrumentista e professora
Regina Machado (1964).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor, instrumentista (saxofonista e flautista) e compositor Rodrigo Otávio Soriano Szwarcwald, o Rodrigo Sha (1976).
Nasce em São Miguel Arcanjo (SP) o instrumentista e arranjador Renato Cauchioli (1920).
Nasce em Juiz de Fora (MG) a cantora e compositora Fernanda Correa Costa Cunha, a Fernanda Cunha (1970).
Nasce em Fortaleza (CE) o bandolinista e compositor Jorge Antônio Cardoso Moura, o Jorge Cardoso (1969).
Nasceu em Teresina (PI) o compositor, cantor e violonista Renato Costa Ferreira, o Renato Piau (1953).

Dia 06 - Nasce em Fortaleza (CE) o cantor, compositor e instrumentista Lauro Maia Teles, o Lauro Maia (1912).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e instrumentista Luiz Fernando Martin Lima, o Lulu Martin (1958).
Nasceu em Fortaleza (CE) o musicólogo Edigar de Alencar (1908).
Morreu no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e pianista José Ferreira Torres (1932).
Nasceu em Barreiros (PE) o cantor e compositor Fernando José Barbosa Rocha, o Fernando Rocha (1940).
Nasceu no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Dora Freitas Lopes, a Dora Lopes (1922).

Dia 07 - Nasce o músico e compositor gaúcho Romeu Seibel, conhecido por Chiquinho do Acordeom (1928).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Telma Correa Costa da Cunha (1989).
Nasce em Dois Córregos (SP) a cantora Agripina Duarte da Fonseca, a Agripina (1918).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Hamilton Sbarra (1936).
Nasce em Portugal o compositor Fernando César Pereira (1917).
Morre em Caxambú (MG) o teatrólogo, compositor, escritor e jornalista Geysa Gonzaga de Boscoli (1978).
Nasce em Serro (MG) o cantor, compositor e arranjador Carlos Xisto da Silva Rajão, o Caxi Rajão (1955).
Nasce em Ubá (MG) o compositor, pianista, locutor e apresentador Ary de Resende Barroso (1903).
Nasce em Lavras da Mangabeira (CE) o cantor e compositor João Milfont Rodrigues, o Gilberto Milfont (1922).
Nasce em São Paulo (SP) José Roberto Januário de Matos, o Caprichoso da dupla Capricho e Caprichoso (1962).

Dia 08 - Nasce em São Paulo (SP) o cantor, ator e compositor Antônio Marcos Pensamento da Silva, popularmente conhecido por Antônio Marcos (1945).
Nasce em Belém (PA) o cantor e compositor Carlos Nilson Batista Chaves, o Nilson Chaves (1951).
Nasce em Belém (PA) o cantor e compositor José Pedro Bastos Cavalléro, o Pedrinho Cavalléro (1958).
Nasce em São Paulo (SP) o cantor e compositor Francisco Petrone, o popular Francisco Petrônio (1923).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, instrumentista e compositor Alberto Lonato da Silva, o Alberto Lonato (1909).
Nasce no Recife (PE) o cantor, compositor e clarinetista Abimael Nascimento Álvares, o Avarese (1917).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora Jussara de Melo Vieira, a Rosita Gonzales (1929).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor João José da Costa Júnior, o Costa Júnior (1868).
Nasce em Juiz de Fora (MG) o instrumentista, regente, arranjador, compositor Edmundo Villani Cortes (1930).
Nasceu em Bacabal (MA) o instrumentista, cantor e compositor José de Ribamar Viana (1947).
Morre no Rio de Janeiro o violonista e compositor Jayme Tomás Florence, o Meira (1982).
Nasce em São Paulo o regente, tenor e compositor Diogo de Assis Pacheco, o Diogo Pacheco (1925).

Dia 09 - Morre em Nova York (EUA) o cantor, instrumentista e compositor Altemar Dutra, que eternizou através de sua voz músicas como: "O Trovador", "Sentimental" (1983).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o pianista Felipe Fessler Vaz (1971)
Morre em Fortaleza (CE) o maestro Mozart Ageu de Souza Brandão (2006).
Nasce em Arcoverde (PE) o cantor, compositor e instrumentista e ex-integrante do Cordel do Fogo Encantado José Paes de Lira, o Lirinha (1976).
Nasce em Brasília (DF) o violonista e compositor Matheus Paes (1981).
Nasce em Pelotas (RS) o diretor artístico, instrumentista e cantor Paulo Roberto Farias de Oliveira, o Paulo Kumanga (1949).
Morre em Lisboa (Portugal) o compositor, cantor, poeta e violeiro Domingos Caldas Barbosa (1800).
Morre em São Paulo o compositor e instrumentista Mário João Zandomeneghi, o Mário Zan (2006).
Nasce em Quixadá (CE) o instrumentista, arranjador e compositor Manuel Geraldo Vespar, o Geraldo Vespar (1937).
Nasce em Ivaiporã (PR) Francisco Aparecido de Jesus Gomes, o Chico Rey da dupla Chico Rey e Paraná (1952).
Nasce em Miguel de Itaipu (PB) o instrumentista Severino Luis do Nascimento, o Raminho ('949).
Nasce em Teresina (PI) o compositor, poeta, ator, cineasta e jornalista Torquato Pereira de Araújo Neto, o Torquato Neto (1944).

Dia 10 - Fundação no Rio d Janeiro do G.R.E.S. Mocidade Independente de Padre Miguel. Cores: verde e branco (1955).
Morre Rio de Janeiro (RJ) o compositor, poeta, ator, cineasta e jornalista Torquato Pereira de Araújo Neto, o Torquato Neto (1972).
Morre no Recife (PE) o compositor pernambucano Samuel Campello (1939).
Morre em São Paulo (SP) o ator, compositor e cantor José Fortuna (1983).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o gaitista Flávio Guimarães Borges (1963).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e violonista Alberto Ribeiro da Vinha, o Alberto Ribeiro (1971).
Morre em São Paulo o cantor e compositor Ariovaldo Pires, popularmente conhecido por Capitão Furtado (1979).
Nasceu no Rio de Janeiro (RJ) a instrumentista, compositora, cantora e professora de música Monique Cavalcanti de Aragão (1960).
Morre no Rio de Janeiro o compositor e instrumentista Manacéia José de Andrade, o Manacéia (1995).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Acyr da Costa Pimentel (1929).

Dia 11 - Morre no Rio de Janeiro (RJ) O compositor e violonista Eduardo Sebartião das Neves, O Eduardo das Neves(1919).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor, caricaturista e desenhista Antônio Gabriel Nássara, o Nássara (1910).
Morre em Santarém (PA) o instrumentista, compositor e regente José Agostinho da Fonseca (1945).
Morre em São Paulo (SP) a cantora e atriz Conceição Joana da Fonseca Gomes, a Nhá Barbina (1995).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e instrumentista Michel Oliveira dos Passos Feliciano (1978).
Nasce em Miracema (RJ) a cantora e compositora Sônia Lúcia Pestana da Rocha, a SÔnia Rocha (1942).
Nasce em Pedra Azul (MG) o compositor, poeta, ator, cantor, apresentador, produtor
Saulo Laranjeira (1952).
Nasce em Campos dos Goitacazes (RJ) o multiinstrumentista, compositor e cantor Rômulo de Azevedo Gomes, o Rômulo Gomes (1966).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o violonista Raul Palmieri (1887).
Morre no Recife (PE) o folclorista, instrumentista e compositor João Santiago dos Reis (1985).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, flautista, arranjador, regente e multiinstrumentista Mauro Rodrigues (1956).

Dia 12 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor João Batista Nogueira Júnior, o João Nogueira (1941).
Nasce no Rio de Janeiro, o cantor e compositor Paulo César Batista de Faria - o Paulinho da Viola, considerado um dos mais talentos compositores brasileiros. Autor de "Sinal Fechado", "Argumento", "Foi um Rio que Passou em Minha Vida", "Eu Canto um Samba", (1942).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, compositor e cantor Domenico Netto Lancellotti (1972).
Nasceu em Curitiba (PR) o cantor e compositor Lydio Roberto Silva (1961).
Nasce no Rio de Janeiro, o pianista e compositor Mário Castro Neves (1935).
Nasce em Aliança (PE) o compositor, instrumentista e mestre de maracatu Manoel Salustiano Soares, o Mestre Salu (1945).
Nasceu em Cuiabá (MT) o compositor e instrumentista Levino Albano da Conceição (1895).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora Suely Brito de Miranda, a Sula Miranda (1963).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora e pianista Cida Moreira (1951).

Dia 13 - Nasce em Timbaúba dos Batistas (RN) o compositor e cantor Elino Julião (1936).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora e atriz Otília Amorim (1894).
Nasceu em São Paulo (SP) o cantor e compositor Milton Carlos (1954).
Nasce em Sabino Pessoa (ES) o compositor e produtor Getúlio Benício, mais conhecido por Getúlio Macedo (1922).
Nasce em Ponte Nova (MG) o cantor, violonista e compositor José Antonio de Freitas Mucci, o Tunai (1950).
Nasce em Caxias (MA) o poeta, letrista e jornalista José Salgado Santos, o Salgado Maranhão (1953).
Nasce em Socorro (SP) o compositor e radialista Pedro Anestori Marigliani, o Capitão Barduíno (1904).
Nasce em Salvador (BA) o instrumentista e compositor Lauro de Oliveira Paiva Martins, o Lauro Paiva (1913).
Morre em Niterói (RJ) o pianista e compositor Romualdo Peixoto, o Nonô (1954).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Juliana Terra Borba Caymmi (1975).
Morre em Teresopólis (RJ) o cantor, compositor e produtor José Andrade Vilela Nascimento Ramos (1998).
Nasce em Duartina (SP) o violeiro Osvaldo Viotto, popularmente conhecido por Cuitelinho da dupla Índio Cachoeira e Cuitelinho (1942).

Dia 14 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Farnésio Dutra e Silva, mais conhecido por Dick Farney (1921).

Nasce em Manaus (MA) o instrumentista, compositor e regente José Agostinho da Fonseca (1886).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e compositor Ronaldo da Conceição Junior (1971).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor José Flores de Jesus, o Zé Kéti (1999).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o Regente, arranjador, pianista, vibrafonista, compositor, disc-jóquei, tele-ator e cantor Erlon Chaves (1974).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, radialista, jornalista e teatrólogo Nestor de Holanda Cavalcanti Neto (1970).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o letrista, poeta, pintor e teatrólogo Luiz Carlos Peixoto de Castro (1973).
Nasce em Campo Grande (MS) o compositor, cantor e instrumentista Almir Eduardo Melke Sater, o Almir Sater (1956).
Nasce em Niterói (RJ) o cantor e compositor Vicente Marcio Proença Pereira, o Marcio Proença (1943).
Nasce em Itaocara (RJ) o instrumentista, cantor, compositor e arranjador Antônio José Waghabi Filho (1943).
Nasce em Cachoeira (BA) o instrumentista Paulo Romário (1944).

Dia 15 - Nasce em Porto Alegre o compositor Antônio de Assis Republicano (1897).
Nasce em Aperibé (RJ) o regente de coral Adeilton Bairral (1958).
Nasce em São Paulo (SP) o músico Ailton Rios (1962).
Nasce em São Lourenço do Sul (RS) o cantor, compositor e instrumentista Ademar Marques Rataiesky, o Ademar Silva (1943).
Nasce em Curitiba (PR) o compositor e instrmentista Marcelo Corrêa Sandmann, o Marcelo Sandmann (1963).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, compositor, arranjador, produtor musical Celso José da Fonseca, o Celso Fonseca (1956).
Nasce em Buenos Aires (Argentina) o maestro e pianista Daniel Barenboim (1942).
Nasce em Campos (RJ) a cantora, violonista, jornalista e poetisa Jesy de Oliveira Barbosa (1902).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, instrumentista e arranjador Roberto José Belém dos Santos, o Roberto do acordeom (1948).
Nasce em São Jerônimo (RS) o flautista e compositor Plauto Cruz (1929).
Nasce em Capela (SE) o compositor Manuel do Espírito Santo, o Zé Pretinho (1909).
Nasce em Salvador (BA) o compositor e instrumentista Getúlio Marinho da Silva, mais conhecido por Amor (1889).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora, atriz e cineasta Vanja Orico (1929).
Nasce em Goiânia (GO) o cantor e compositor Gustavo Coutinho Borges, o Gustavo (1970).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ)o cantor, jornalista e dj e compositor Júlio Barroso (1953).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Hélio Rodrigues Neves, o Hélio Turco (1935).

Dia 16 - Nasce em São Vicente Férrer (PE) Marinês, nome artístico de Inês Caetano de Oliveira (1935).
Morre aos 43 anos, no Hospital Cardoso Fontes, Jacarepaguá (RJ), o cantor e compositor Antônio Candeia Filho - Candeia (1978).
Nasce no Rio de Janeiro o pianista e compositor Benedito Francisco José da Penha Nunes, o Bené Nunes (1920).
Nasce em Niterói (RJ) o compositor e instrumentista Paulo Ricardo Rodrigues Alves, o Paulinho Guitarra (1954).
Nasce em Teresina (PI) o arranjador, compositor e instrumentista Márcio Menezes Barros, o Márcio Menezes (1962).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o baterista Alexandre Antonio de Mendonça Figueiredo, o Xande Figueiredo (1967).
Nasce em Belém (PA) a cantora e compositora Jane Duboc Vaquer, a Jane Duboc (1950).
Morre em Goiânia (GO) o regente, compositor, regente e violonista Antônio Martins de Araújo (1919).

Dia 17 - Morreu no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e jornalista Colombo Costa Pinto, o Colombo (2004).
Nasce em Juiz de Fora (MG) a cantora Telma Correa Costa da Cunha, a Telma Costa (1953).
Nasce em Porto Alegre (RS) o compositor, cantor e instrumentista Raul Moura Ellwanger, o Raul Ellwanger (1947).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, maestro e violoncelista Heitor Villa Lobos (1959).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora, compositor e instrumentista Clarice Fernandes Magalhães, a Clarice Magalhães (1979).
Nasce em Capivari (SP) o compositor Jair Gonçalves (1914).
Nasce em Santaré (PA) o pianista, compositor e regente Wilson Dias da Fonseca (1912).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Antonio Fuína, o Leo Vilar (1914).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o radialista e compositor Lourival Faissal (1922).
Nasce em Santos (SP) o cantor e compositor Romeu Pece, mais conhecido por Romeu Fernandes (1924).
Nasce em São Paulo (SP) o instrumentista Rodolfo Stroeter (1958).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, produtor e instrumentista Maximiliano Simonal Pugliese de Castro, o Max de Castro (1972).

Dia 18 - Nasce o compositor e percussionista mineiro Djalma Corrêa (1942).
Nasce em Porto Velho (RR) o músico, cantor, guitarrista e diretor musical Paulo Sérgio Gonçalves Lêmos (1957).
Nasce em Alagoas o radialista José de Barros Lima, o Zé lagoa (1938)
Nasce em Ouro Preto (MG) o compositor e instrumentista Djalma Novaes Correa, o Djalma Correa (1942).
Nasce em Fortaleza (CE) a cantora Marília de Fátima Pamplona Bevilaqua, a Marília Bevilaqua (1951).
Nasce em Belo Horizonte (MG) o cantor José Marcio Loreno de Assumpção, popularmente conhecido por Marcio José (1942).
Nasce em São Paulo o cantor e compositor Alisson Aranda (1976).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) produtor musical, compositor e jornalista Ronaldo Fernando Esquerdo Bôscoli, o Ronaldo Bôscoli (1994).
Nasce em Salvador (BA) o cantor e compositor Fabrício Tomate Cardoso Kraychete, popularmente conhecido por Tomate (1982).

Dia 19 - Nasce em São Paulo (SP) a cantora e compositora Kátya Teixeira (1971).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e instrumentista Karla da Silva (1983).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Osmar Daumerie, o Osmar Navarro (1930).
Nasce em Brasília (DF)o cantor, compositor e instrumentista Ivair Reis Gonçalves, o Renner, da dupla Rick e Renner (1971).
Nasce em Jaguarão (SC) o cantor, escritor e compositor Jerônimo Osório Moreira Jardim, o Jerônimo Jardim (1944).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Haroldo Tapajós Gomes, Haroldo Tapajós (1915).
Nasce em Botucatu (SP) o cantor, instrumentista e compositor José Perez, o Tinoco da dupla Tonico e Tinoco (1920).
Nasce em Pisa (Itália) o compositor e instrumentista José Rielli (1885).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o jornalista e crítico musical Tarik de Souza Farhat, o Tarik de Souza (1946).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora, compositora e atriz Márcia Santos Guzzo (1980).
Morre em Natal (RN) o cantor e compositor Aldair Alice Soares, o Aldair Soares (1993).

Dia 20 - Nasce em Buenos Aires (Argentina)o compositor, arranjador e pianista Pablo Lapidusas (1974).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o músico, cantor, compositor e multiinstrumentista Eli Joory (1961).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Maysa Figueira Monjardim Matarazzo, a Maysa (1977).
Nasce em Niterói (RJ) o compositor, escritor e pesquisador de MPB André Diniz da Silva, O André Diniz (1970).
Nasce em Barra (BA) o cantor, compositor e instrumentista Gutemberg Nery Guarabyra Filho, o Guarabyra (1947).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a instrumentista Ana Rabello Pinheiro (1985).
Nasce em Brusque (SC) o arranjador, compositor e instrumentista Bruno Moritz (1982).
Nasce em Cabo Frio (RJ) o compositor, radialista e produtor Benil dos Santos, Benil Santos (1930).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, instrumentista e compositor João Marcelo Diniz Martins (1984).
Nasce em Juiz de Fora (MG) o jornalista, produtor cultural e pesquisador musical Jorge Raimundo Sanglard de Paula (1954).

Dia 21 - Nasce em São Luís (A) a cantora, compositora e instrumentista Alcione Nazareth, a Alcione (1947).
Nasce em São Paulo (SP) o cantor, compositor e ator Fábio Corrêa Ayrosa Galvão, o Fábio Jr. (1953).
Nasceu em Santos (SP) o cantor, compositor e violeiro Marco Antonio Vilalba, o Passoca (1949).
Nasce em Quixadá (CE) o cantor, compositor e violonista Antônio Eudes Fraga de Queiróz, o Eudes Fraga (1962).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e jornalista René Bittencourt Costa, o René Bittencourt (1979).
Nasce em Ponte do Lima (Portugal) o compositor, cantor e instrumentista João Ricardo Carneiro Teixeira Pinto, o João Ricardo (1949).
Morre em Recife (PE) o compositor e instrumentista Alfredo Gama (1932).
Nasce a cantora e compositora Marielza Tiscati (1961).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o pesquisador, produtor cultural, radialista Demétrio Ferreira (1999).

Dia 22 - Morre no Rio de Janeiro (RJ)o músico e compositor carioca Newton Ferreira de Mendonça, aos 33 anos (1960).
Nasce em Sete Lagoas (MG)o violonista Arlindo Ferreira (1916).
Nasce em Formiga (MG) o compositor, cantor e diretor artístico Alcides Felisbini Basílio, o Nonô Basílio (1922).
Nasce em Paranaguá (PR) o arranjador, compositor e instrumentista Waltel Branco (1929).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o poeta, letrista e compositor Olten Jorge Conceição, o Olten (1961).
Nasce em Salvador (BA) a cantora Nalanda Cazzuni Picolo Costa, a Nalanda (1982).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o guitarrista Geraldo de Moraes Miranda, o Geraldo Miranda (1999).
Nasce em São Paulo (SP) o cantor, compositor, instrumentista, arranjador Carlos Alberto Gomes (1958).
Nasce em São Paulo a cantora e atriz Vitória Bonaiutti De Martino, a Marlene (1924).
Morre no Rio de Janeiro o pianista Cláudio Fernandes de Luna Freire (1974).
Morre em São Paulo (SP) o compositor Caetano Zammataro, o Caetano Zamma (2010).

Dia 23 - Nasce em Salvador (BA) o compositor, cantor e instrumentista Antônio Carlos Santos de Freitas, o Carlinhos Brown (1963).
Morre em São Paulo (SP) o poeta e letrista Sadi Sousa Leite Cabral, o Sadi Cabral (1986)
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o violonista e compositor Ulisses Rocha Loureiro da Silva, o Ulisses Rocha (1960).
Nasce em Porto Alegre (RS) o poeta e letrista Álvaro M. S. P. F. V. R. Moreira da Silva, o Álvaro Moreyra (1888).
Morre no Rio de Janeiro a compositora Helena dos Santos (2005).
Morre em São Paulo o cantor, compositor, humorista e ator João Rubinato, popularmente conhecido por Adoniran Barbosa (1982).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Álvaro Nunes, o J. Cascata (1912).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o violonista e compositor Thiago Gracindo Trajano, o Thiago Trajano (1976).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a atriz e cantora Laura Suarez (1909).
Nasce em Aurora do Norte (TO) o cantor e compositor Juraildes da Cruz (1954).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Sonia de Campos Veras, a Sonia Delfino (1942).
Nasce em São Paulo (SP) o cantor, instrumentista e compositor Márcio Augusto Antonucci, integrante do grupo vocal os Vips (1945).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, jornalista e compsoitor Armando de Lima Reis, o Cristóvão de Alencar (1983).
Nasce em Recife o cantor e compositor Severino de Figueiredo Carneiro, o Minona Carneiro (1902).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Breno Ferreira Hehl (1966).

Dia 24 - Nasce o compositor e produtor Carlos Imperial (Cachoeira do Itapemirim) (1935).
Nasce em Cachoeiro do Itapemirim (ES) o produtor, apresentador e compositor Carlos Eduardo Corte Imperial, o Carlos Imperial (1935).
Nasce em São Paulo (SP) o pesquisador e historiador Marcos Francisco Napolitano de Eugênio, o Marcos Napolitano (1962).
Nasce em Viana do Castelo (Portugal) o compositor, violonista e regente Francisco de Sá Noronha (1820).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o guitarrista, compositor e produtor musical Fernando Lins Vidal Filho, o o Fernando Vidal (1961).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e pianista José Aimberê de Almeida, o J. Aimberê (1944).
Nasce em Macau (RN) o regente, violonista e compositor Antônio José Madureira (1949).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Abílio Martins (1993).
Nasce em Cuiabá (MT) o cantor e compositor João Sérgio Batista Corrêa Filho, o João Carreiro da dupla João Carreiro e Capataz (1982)
Nasce em Varginha (MG) o cantor, compositor e instrumentista Sérgio Correia dos Santos, o Sérgio Santos (1956).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e instrumentista Álvaro Francisco de Paula, o El Cubanito (1927).

Dia 25 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Zé Rodrix, nome artístico de José Rodrigues Trindade (1947).
Nasce no bairro de Laranjeiras (RJ), o maestro, músico, intérprete, trombonista, Raul Machado de Barros - Raul de Barros, compositor do samba antológico "Na Glória" (1915).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora Márcia Elizabeth Raimundo Barbosa, a Márcia (1943).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora, instruementista e compositora Anna Luisa Soares Rodrigues da Cunha Ratto (1978).
Nasce no Riode Janeiro (RJ) o compositor Paulo Roberto dos Santos Rezende, o Paulinho Rezende (1949).
Nasce no Riode Janeiro (RJ) o compositor, regente e instrumentista Raul de Machado de Barros, o Raul de Barros (1915).
Morre em Juiz de Fora (MG) o cantor, violonista e compositor José Duduca de Moraes, o De Moraes (2002).
Nasce em Tubarão (SC) o cantor, compositor, arranjador e instrumentista Luiz Henrique Fernandes da Rosa (1938).
Morre o cantor e compositor Raul Moreno (1995).
Nasce em Guaratinguetá (SP) o maestro, compositor e instrumentista José Catharina Gonçalves (1860).
Nasce em Niterói (RJ)o instrumentista Ivan Mendes (1983).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora Ana Célia Lee Barbosa, a Ana Lee (1968).

Dia 26 - Nasce no Ri ode Janeiro (RJ) o ator, radialista, poeta, escritor, teatrólogo e compositor Mário Lago (1911).
Nasce em Niterói (RJ) a cantora, atriz, musicoterapeuta, contadora de histórias, arte educadora, instrumentista e compositora Beatriz Martini Bedran, a Bia Bedran (1955).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, arranjador e instrumentista Nestor de Hollanda Cavalcanti (1949).
Morre em Petropólis (RJ) o musicólogo, compositor e arranjador César Guerra-Peixe, o Guerra Peixe (1993).
Morre em Paris (França) o ator, compositor e cantor Sebastião Bernardes de Souza Prata, o Grande Otelo (1993).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Dalmo Medeiros (1951).
Nasce o cantor, compositor e violonista Jorge Francisco da Silva, conhecido popularmente por Bom Crioulo (1940).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor Manuel Monteiro (1990).
Nasce em Maringá (PR) o cantor e compositor Altemir Cândido Barreiros, o Dudu di Valença da dupla Dudu di Valença e Rodrigo (1973).

Dia 27 - Nasceu em Igarapé-Açu (PA) o folclorista, Antropólogo e pesquisador musical Vicente Salles (1931)
Morre o musicólogo, Violinista e Regente mineiro José Maria Neves (2002).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor João Dias Rodrigues Filho, popularmente conhecido por João Dias (1996).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Adriana Mendes da Silva, a Namay Mendes (1980).
Nasce o cantor, instrumentista e compositor Deocleciano da Silva Paranhos, o Canuto (1932).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o escritor e poeta Jacy Pacheco (1910).
Nasce em São Paulo (SP) o instrumentista, cantor e compositor Marcelo da Silva Miranda, o Marcelo Miranda (1966).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o regente, musicólogo e instrumentista José Maria Neves (2002).

Dia 28 - Nasce em Areia (PB)o Instrumentista, compositor e arranjador Geraldo Medeiros dos Santos, o Geraldo Medeiros (1917).
Morre no Rio de Janeiro (RJ)o poeta e compositor pernambucano Olegário Mariano Carneiro da Cunha, o Olegário Mariano (1958).
Nasce em Campinas (SP) o instrumentista e compositor Armando Neves, o Armandinho Neves (1902).
Nasce em Macaúbas (BA) o cantor e compositor Gian Carlo Franco Vieira Santos, conhecido por Franco Levine (1976).
Nasce em Guarantã (SP) o jornalista musical Abel Cardoso Júnior.
Nasce em Recife (PE) o compositor, instrumentista, arranjador e produtor André Agra (1973).
Nasce em Belo Horizonte (MG) o cantor e compositor Mauro Eugênio Pimentel Mendes, o Mauro Mendes (1966).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a violonista Maria do Céu Rodrigues Gomes, a Maria de Céu (1957).
Nasce em São Paulo (SP) o professor, pianista, arranjador e compositor Leo Mitrulis (1972).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, pianista e compositor Uday Veloso, popularmente conhecido por Benito di Paula (1941).
Nasce em Maceió (AL) o maestro, arranjador, compositor e produtor José Bruno Rodrigues dos Anjos, o Bruno Rodrigues (1966).
Nasce em Xangai (China) o guitarrista e compositor Alexander Gordin, o Lanny Gordin (1951).
Nasce em Niterói (RJ) a atriz e cantora Soraya Jarlicht, popularmente conhecida por Soraya Ravenle (1962).
Nasce Nikanon Ferreira da Silva, o Fabian da dupla Fabrício e Fabian (1973).
Nasce no Rio de Janeiro o instrumentista, compositor e arranjador Emerson de Matos, o Emerson Mardhine (1973).

Dia 29 - Nasce em São Paulo (SP) a cantora Eliete Eça Negreiros, a Eliete Negreiro (1951).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Nicanor de Paulo Ribeiro Filho, o Ari Cordovil (1981).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a pesquisadora, escritora e compositora Marília Trindade Barboza da Silva (1947).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a compositora, instrumentista, pesquisadora musical e jornalista Mônica Neves Leme (1958).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Emmanuele dos Santos Severino da Silva, a Manu Santos (1984).
Nasce em Valença (RJ) o cantor, compositor e violonista Ronaldo Leite Pinto Garcia, o Ronaldo Garcia (1948).
Nasce em Niterói (RJ) o violonista e produtor musical Luiz Guilherme Barreto de Azevedo, o Guilherme Azevedo (1965).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Jorge de Almeida, o Jorge Macarrão (1945).
Morre em Niterói (RJ) o maestro, pianista, arranjador e compositor Lyrio Panicali (1984).
Nasce em Avaré (SP) o cantor, produtor cultural e compositor José de Araujo Novaes Neto, o Juca Novaes (1958).

Dia 30 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ)a cantora Heloisa Maria Buarque de Hollanda, a Miúcha (1937).
Nasce em Belo Horizonte (MG) o compositor, produtor cultural e jornalista José Ezequiel Moreira Neves (1935).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, ator e compositor Cláudio Werner Vianna Lins, o Cláudio Lins (1972).
Morre de câncer, aos 72 anos de idade, no Rio de Janeiro, o compositor, cantor e instrumentista Angenor de Oliveira - Cartola (1980).
Nasce em Santa Helena (PR) o cantor Leomar André Kuhn, da dupla Luan e Leomar (1976).
Nasceu no Rio de Janeiro (RJ) o poeta, letrista e professor de literatura Rogério Batalha da Silva, o Rogério Batalha (1969).
Nasce a Santo André (SP) a cantora e apresentadora Angélica Ksyvickis, a Angélica (1973).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Maximiliano Carvalho de Bulhões, o Max Bulhões (1977).
Morre em São Paulo (SP) o instrumentista José Ferreira Godinho Filho, o Casé (1978).
Nasce em Recife (PE) o cantor e compositor José Bezerra Monteiro, o Luano do Recife (1956).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor, compositor, arranjador, produtor, instrumentista João Augusto de Athayde, De Athayde (1969).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Gérson Rodrigues Côrtes, o Gérson King Combo (1943).
Nasce em Magé (RJ) o compositor e instrumentista Vitor André Barcelos, o Dedé (1905).
Nasce em Belém (PA) o compositor e instrumentista Flavio Vieira (1884).

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

RODRIGO VELLOZO, MAIS QUE UM TALENTO HERDADO

Por Bruno Negromonte




Sempre que se fala de um cantor cujo pai ou a mãe também seguem ou seguiram a mesma profissão, invariavelmente surge algum tipo de analogia entre ambos. Com Rodrigo Vellozo não poderia ser diferente, pois ele é filho do cantor, instrumentista e compositor Uday Veloso, cujo esse nome de batismo é quase que totalmente desconhecido do grande público.

O pai de Rodrigo Vellozo é conhecido pelo grande público como Benito Di Paula, um dos artistas mais representativos da música brasileira desde a década de 70. Benito dispensa apresentação, pois sabemos o quão exímio pianista e compositor o artista é (Ressaltando que na família Veloso há também o excelente violonista e compositor Ney Velloso, tio do Rodrigo e o saudoso Jota Veloso). Toda essa árvore genealógica só veio à tona na matéria para contextualizar o talento existente no Rodrigo e o seu bom gosto musical.

O interesse de Rodrigo pela música começou quando ele ainda era criança (quiçá pelo ambiente musical ao qual vivia assim como também por conta da influência dos parentes citados, dentre eles soma-se também seus irmãos). Estimulado pelo pai, ainda criança, participa da gravação de uma versão feita pelo Benito para a Oração de São Francisco, versão essa utilizada durante a campanha da fraternidade do ano de 1986. Foi o pontapé oficial para o seu interesse pela música, pois depois dessa gravação ele começa a estudar teoria musical e a ter aulas de piano. O que o pai ouvia em casa e o que o próprio Rodrigo selecionava para tocar em sua vitrola portátil (salve o engano em um modelo tipo Philips Eletrofone GF 133 vermelho) foi fundamental para a sua excelente formação musical. Nas agulhas dessas vitrolas passaram álbuns dos mais variados estilos, porém sempre com uma característica fundamental: o bom gosto. Bom gosto esse que o acompanhou durante a infância e adentrou em sua adolescência.

E foi justamente durante esse período da adolescência que vieram os dilemas (comuns a todos os adolescentes) em relação a que carreira seguir. Abandonou o piano, pensou na engenharia e na advocacia e decidiu-se pela engenharia eletrônica, chegando a cursá-la na UFRJ. No entanto, ainda no primeiro período da universidade, a música falou mais alto e Rodrigo abandonou o curso que havia ingressado a cerca de seis meses. A decisão radical fez com que Rodrigo enveredasse para a música em definitivo e retomasse as aulas de piano (a princípio com a professora Lúcia Dicalafiori que o preparou para a faculdade de música), em seguida entrou no conservatório brasileiro de música onde se formou em bacharel em piano na classe de Ronal Silveira.

Em seguida, transitando entre composições, demos, música erudita e popular, Rodrigo seguiu para a Berklee School of Music em Boston para aprimorar sua técnica e conhecimentos. Na volta resolve se submeter a um teste para participar de uma peça teatral do conhecido cantor e compositor Oswaldo Montenegro. O resultado desse teste foi que acabou participando de duas montagens: Tipos e Aldeia dos Ventos. Profissionalizou-se a partir de então.

Deste início até o álbum “Samba de câmara”, passaram-se cerca de dois anos. Rodrigo Vellozo utilizou deste tempo para pesquisa de repertório, ensaio e outros detalhes que fizeram deste seu primeiro disco um álbum imbuído de características peculiares. Este projeto de estreia é o registro de um músico jovem e muito confiante de si mesmo. Confiante porque o projeto permite a partir de um requintado repertório e no potencial que traz consigo e que todos são capazes de identificar ao ouvir qualquer uma das faixas presentes no disco.



O disco abre ousadamente ao piano e voz com um clássico de Vinícius de Moraes e Baden Powell: “Consolação” (gravado pela primeira vez, salve o engano, no disco “À vontade” do próprio autor, Baden, em 1963). A canção foi escolhida, segundo o próprio Vellozo, por trazer em sua letra uma filosofia de vida e de arte com a qual ele se identifica muito. Em seguida vem outro clássico da MPB na voz do Rodrigo: “Feitio de oração” (de autoria de Noel Rosa e Osvaldo Gogliano, popularmente conhecido por Vadico). Esse agradável samba-canção da década de 1930, ganha mais uma magistral versão nesse álbum.

Em seguida vem duas canções compostas por Rodrigo Vellozo: “Aconteceu” e “Marcas do passado”. Segundo o próprio autor, foi da canção “Aconteceu” que surgiu o conceito de samba de câmara. Já “Marcas do passado” foi composta durante a escolha do repertório do disco. Vale a pena prestar atenção nestas canções, pois além do excelente piano presentes nas faixas executado por Rodrigo há também a demonstração de um talentoso compositor que se mostra sensível e de bom gosto.

As demais faixas do disco perpassam pelo repertório dos mais distintos compositores brasileiros tais quais Monsueto Menezes e Ayrton Amorim (com “Me deixa em paz”, música gravada também pelo Benito di Paula); Leoni, Herbert Vianna e Paula Toller (com o sucesso “Por que não eu?”); Caetano Veloso (“O ciúme”); uma canção do pai em parceria com o centenário Adoniran Barbosa (“Não precisa muita coisa”); o contemporâneo compositor cubano Sílvio Rodriguez (“Esta primavera”) e artistas sem muita notoriedade junto ao grande público como Rodrigo Santos (“Nunca desista do seu amor”) e Hiran Monteiro (“Muito mais”). Além do registro de uma canção do inglês Phil Collins (“In the air tonight”). Vale destacar dois registros magistrais feitos por Rodrigo: O primeiro é da canção “Dente no dente” (do Jards Macalé e do poeta piauiense Torcuato Neto) e “Samba erudito” (de autoria do paulista Paulo Vanzollini).

Um fato interessante nesse início da discografia do Rodrigo é que, assim como o seu genitor, o piano (instrumento que consagrou e é utilizado até hoje por Benito), também ganhou destaque. Talvez esta seja uma evidência de que Rodrigo siga o mesmo perfil fonográfico do pai. Benito, em seus primeiros discos, também buscou beber da fonte de artistas consagrados tais quais Chico Buarque, Monsueto Meneses, Ismael Silva, Adoniran Barbosa, Vinícius e outros renomados compositores, além de trazer composições próprias. Rodrigo Vellozo em um novo contexto e cenário musical também segue esses passos, como foi visto na descrição das canções acima. Se são traços propositais ou coincidências só o tempo irá dizer.


Para maiores informações (For more information):

http://www.rodrigovellozo.com.br/

Contato para show (Contact to show):

Juliana Funaro: +55(11) 7728 2748

e-mail – contato@rodrigovellozo.com.br

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