PROFÍCUAS PARCERIAS

Gabaritados colunistas e colaboradores, de domingo a domingo, sempre com novos temas.

ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

Um bate-papo com alguns dos maiores nomes da MPB e outros artistas em ascensão.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

terça-feira, 17 de abril de 2018

À ESPREITA DE JOÃO GILBERTO

segunda-feira, 16 de abril de 2018

PAUTA MUSICAL: RAUL SAMPAIO, 90 ANOS, EM APRESENTAÇÃO EMOCIONANTE

Por Laura Macedo





Autor de mais de 250 canções. Integrante do Trio de Ouro, com Herivelto Martins e Lurdinha Bittencourt. Gravado por nomes como Roberto Carlos, Maria Bethânia, Renato Russo, Maysa e Nelson Gonçalves. Esta é apenas uma reduzidíssima apresentação da trajetória musical do cachoeirense Raul Sampaio, nascido em 06 de julho de 1928. Brilhou no Trio de Ouro, na antiga Rádio Nacional, e construiu a carreira no Rio de Janeiro, onde morou durante mais de 60 anos. Fiquei emocionada ao vê-lo, dia 12 próximo passado, no programa Sr. Brasil (TV Cultura). Localizei os vídeos e compartilho, agora, a emoção com vocês.





IVETE SANGALO E GILBERTO GIL FAZEM SHOW INÉDITO EM SÃO PAULO

Dueto acontece para promover a inauguração do Allianz Parque Hall, no dia 1º de junho


Ivete Sangalo e Gilberto Gil farão um show único e inédito na inauguração do Allianz Parque Hall.


O estádio Allianz Parque reuniu dois ícones da música popular brasileira, Ivete Sangalo e Gilberto Gil, para subir ao palco juntos no dia 1º de junho, em São Paulo, e realizarem um show inédito para o lançamento oficial do Allianz Parque Hall, uma nova configuração para apresentações da arena multiuso.

O espetáculo único reunirá os dois artistas trazendo em seu repertório clássicos da música popular brasileira. Os ingressos para o show - que custam de R$ 60 a R$ 340 - estarão à venda a partir das 12h da próxima quinta-feira (12) no site Eventim e na bilheteria do local.


O ESPAÇO

Inovador e dinâmico espaço para apresentações na capital paulista, o Allianz Parq Hall comportará até 11.185 espectadores. O palco dos eventos será montado fora do gramado do estádio de forma rápida, sem comprometer a agenda dos jogos de futebol.


Fonte: JC Online

domingo, 15 de abril de 2018

VAMOS FALAR DE DISCOS?

FALÊNCIA DA GIBSON SERÁ O ATESTADO DE ÓBITO DA GUITARRA?

Uma das maiores e mais importantes fabricantes do instrumento atravessa severa crise financeira que instigou um debate sobre o protagonismo da guitarra elétrica na música atual


Por Paula Brasileiro


Músicos, produtores e profissionais da músicas estão em um forte debate sobre o destino da guitarra


Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan, B.B King e Les Paul devem estar se revirando em seus caixões. Isso porque eles e outros deuses da guitarra, já falecidos ou não, estão no centro de uma discussão a respeito da relevância do instrumento que os alçou ao posto de grandes músicos da história mundial. O último, inclusive, deu nome a uma das mais cobiçadas linhas de guitarras da grife Gibson - marca que, desde o início do século 20, figura entre as maiores do ramo, mas que agora, em 2018, encontra-se afundada numa crise que pode resultar em sua falência.

Este é apenas um dos fatores que ligou o alerta acerca do protagonismo das guitarras elétricas na música atual, de modo que guitarristas, comerciantes, e simpatizantes, de todas as partes, observam e acompanham, atentamente, os caminhos pelos quais esta problemática ainda vai percorrer. 

A guitarra elétrica já foi objeto cobiçado de inúmeros entusiastas da música, sedentos por riffs estrondosos e solos virtuosos. Imortalizada como símbolo do rock, é deste instrumento a responsabilidade de transformar meros mortais em 'heróis' de calça jeans e camiseta preta. Porém, nesta segunda década dos anos 2000, o instrumento parece estar perdendo força e amarga algumas desilusões. Como a fase ruim da marca Gibson, prestes a abrir falência com uma dívida de US$ 375 milhões; e a baixa das importações no mercado brasileiro (segundo a Associação Nacional da Indústria da Música, houve uma queda de 78% de 2012 a 2017). Outros motivos, apontados por músicos e profissionais da área, seriam a falta de interesse dos mais jovens em aprender a tocar o instrumento, já que se trata de um processo que demanda tempo e dedicação, além de uma mudança na estética da música mundial que abusa dos sintetizadores e outras traquitanas eletrônicas para criar sonoridades.


Seis cordas

"Eu sempre me vi, como artista, com um instrumento nos braços e, partindo disso, eu não consigo ver um fim", afirma de maneira enfática, Neilton, guitarrista da banda Devotos, uma das mais importantes da cena punk nacional. O músico começou a tocar na década de 1980, e foi juntando embaixo do colchão o dinheiro que conseguia vendendo pulseiras e pintando camisas - e com uma forcinha do pai - que comprou seu primeiro instrumento: uma guitarra Sonic, da Giannini. "A pior série que a Giannini já lançou", relembra aos risos. Chegando em casa com seu 'troféu', o adolescente logo tratou de desmontá-lo: "Eu não queria nem aprender a tocar mais, quis aprender a montar e desmontar, só para saber como ela funcionava". Desde então, Neilton "tuna" suas guitarras e as transforma na "ferramenta" ideal para o seu trabalho.

E é exatamente por se tratar de uma ferramenta, que o músico vê com descrença a possibilidade da guitarra 'morrer': "Você vai se deparando com novas tecnologias, isso acontece em qualquer meio. O próprio Jim Morrison, vocalista do The Doors, meio que previu isso em 1969 ou 1970, ele via uma nova geração fazendo música com computador, hoje isso é uma realidade". O músico arrisca dizer que toda essa polêmica pode se tratar apenas de uma estratégia mercadológica: "O mercado está competitivo demais e os músicos têm a possibilidade de escolher outros instrumentos e abrir mão da grife. Pode ser de fato um mote de marketing da própria Gibson". Em tempo, uma das únicas guitarras que Neilton não transformou foi uma modelo Les Paul, da Gibson, comprada após a assinatura do primeiro contrato da Devotos com uma grande gravadora, em 1996."Foi a realização de um sonho".

Outro grande guitarrista brasileiro, Luciano Magno, não se surpreende pela crise da marca estrangeira e relembra que ela já lidou com problemas financeiros como este. Contudo, Magno vai além: "Existe uma crise na música mundial e isso se reflete nos instrumentos que já são consolidados. Essa nova tecnologia, esse processo de composição eletrônico, tudo isso diminui o interesse dos mais jovens". Maestro, cantor, compositor e guitarrista, Luciano faz questão de frisar que o uso das guitarras não se restringe ao rock, jazz e blues: "Existem outros caminhos, a guitarra está inserida em todos os gêneros, se a gente prestar atenção, qualquer formação musical contemporânea e popular, tem a guitarra como instrumento".


Dessa maneira, Magno acha "impossível" a total derrocada das guitarras e menciona o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, para ilustrar isso: "A sanfona teve um momento de muita aceitação até a chegada da bossa nova, quando o violão virou febre. Gonzaga passou por um momento de muito desprezo pelas gravadoras até que, anos depois, ele se reinventou, justamente com estes instrumentos elétricos, guitarra, baixo e bateria amplificada, com a formação de uma banda, nos anos 1980". E conclui: "Por onde eu ando, em qualquer metrópole, encontro um pub tocando jazz, blues e rock. E no Brasil, sobretudo, a guitarra está atrelada a todos os gêneros que compõem o organograma da música popular brasileira. Acho difícil falar em morte da guitarra".


Mil botões

Por outro lado, a turma que anda fazendo música com computadores - como ‘previsto’ pelo astro do rock, Jim Morrison -, não parece muito incomodada com a possibilidade de morte das guitarras. Rodrigo Duplicata mantém com o irmão, Thiago, o duo Eu e a Duplicata. Desde 2012 eles trabalham em um som feito por baixo, bateria, vocais e sintetizadores. "No nosso caso, foi muito por conta do mercado, da economia. Viajar com cinco pessoas, cada um com seu instrumento, ter que arrumar lugar para ensaiar, técnicos, roadies, tempo para compor, estudar, ficar em cima do instrumento, é uma estrutura mais cara", relata.

Mas, as custas para colocar o trabalho na rua não foram único estímulo para que os irmãos limassem as guitarras elétricas de sua música. O apelo estético e a necessidade de acompanhar as novas tendências também tomaram parte na escolha: "De tempos em tempos as sonoridades vão se renovando. Na década de 1980 já houve uma fase mais eletrônica, o Hip Hop também sempre teve essa economia. Mas, tudo coexiste ao mesmo tempo". Resumindo o tema, Rodrigo é sintético: "Fica mais fácil você fazer tudo pelo computador".

sábado, 14 de abril de 2018

PETISCOS DA MUSICARIA: GEOGRAFIA DAS MÚSICAS – MARACANGALHA

Por Joaquim Macedo Junior


Maracangalha-BA

O primeiro esclarecimento é que Maracangalha existe mesmo. É um distrito do município de São Sebastião do Passe, na Bahia.

A localidade hoje é ponto turístico, tendo como umas das atrações a Praça Dorival Caymmi – em forma de violão, inaugurada em 1972. Há ainda a Capela de Nossa Senhora da Guia, de 1963, e a Usina Cinco Rios, de 1912, que já chegou a produzir 300 mil sacas de açúcar por ano.

A praça

A História – Caymmi tinha um amigo de infância, Zezinho, que costumava dizer a Dorival “Eu vou para Maracangalha…”.

O assunto surgiu porque Zezinho contou ao compositor baiano que tinha uma amante, Áurea, em Itapagipe, e, com ela, 4 filhos.

Zezinho era casado com Damiana e ‘tinha’ de arrumar um jeito para ver sua outra família.

Para isso, bolou um esquema para ter o motivo de saída de casa e a prova, na volta, de que havia sido sincero…

Usina Cinco Rios

Zezinho se abriu com o amigo compositor: explicou que ele enviava um telegrama a si mesmo, onde dizia que sua presença era necessária em Maracangalha, pois sua presença era necessária no vilarejo.

A partir daí, ele avisava em casa que precisava viajar e estava coberto pela própria lorota. Na volta, trazia um saco de açúcar, para provar que tinha ido a Maracangalha. A Usina Cinco Rios era uma das maiores fontes de movimentação econômica da regiao. O ‘álibi perfeito’…


Semana que vem tem mais…

MPB - MÚSICA EM PRETO E BRANCO

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Tom Zé

sexta-feira, 13 de abril de 2018

CANÇÕES DE XICO



ÁGUAS E CHÃOS FELIZES

O dia pousava na água do rio esperando a noite. Ainda dava tempo de tomar um copo de sol enquanto a lua não chegasse pra encher meu olhar de seu azul. E tinha que ser rápido no meu ingerir pois quando meu olhar azulrece não gosto de beber luz. Enquanto o perfume do sol se dissipava podia-se ouvir, claramente, a prosa das águas sobre o dia que chegava ao fim. E elas só falavam de coisas boas: de passarinhos canoros, de borboletas coloridas, de fadas madrinhas e de tempos ditosos. O conversar das águas assim como as vozes do chão é num idioma que nem todos entendem. Ganhei de presente, num Natal distante, um dicionário que me ensinou o falar das águas e o linguajar dos chãos. E posso dizer como são alegres as águas, como são felizes os chãos.

CAPIBA: 60 ANOS DO GRAFICAMENTE DESASTRADO, MAS ANTOLÓGICO LP SEDUÇÃO DO NORTE

Por José Teles



Os 20 anos da morte de Lourenço da Fonseca Barbosa, Capiba não passaram em branco apenas pelas autoridades culturais competentes do estado de Pernambuco. Passaram quase em branco pela imprensa. Insistindo em lembrar Capiba, encarco na tela da memória, e trago lá do fundo do baú, um disco que está inteirando 60 anos em 2018: Sedução do Norte, que foi relançado duas vezes com capas e título diferentes (a gravadora é a RGE), Sedução do Norte, Sedução do Norte – músicas de Capiba, e Sedução do Norte – Guerra Peixe e Orquestra RGE.

Um disco que comprova o descaso que se tinha (e ainda se tem), pela arte que não criada no Sudeste. As três capas só comungam entre si a visão estereotipada que sem tem do Brasil fora do Rio ou São Paulo. A primeira estampa uma moça de joelhos, com um violão cobrindo-lhe o maiô (ou biquíni), para aparentar que estivesse sem roupas. Está cercada por plantas tropicais. O título mais confunde, apenas Sedução do Norte (Norte e Nordeste são tudo a mesma coisa para o “sulista”).

Capiba contou em sua autobiografia (O livro das ocorrências, Fundarpe, 1988. Por que a CEPE não o relança?) que assim que soube, por Guerra Peixe, do disco, não gostou do título, e sugeriu, entre outros, Recife, cidade lendária. Não adiantou. Chegou a ir a São Paulo conversar com José Scatena, o chefão da RGE, para mudar também a capa.

Só mudaram numa segunda edição, colocando uma foto de uma praia deserta e idílica, que poderia estar em qualquer litoral do Nordeste (até do país). E ainda esqueceram completamente o grupo Os Titulares do Ritmo, um dos mais populares do país na época, que interpreta as canções. Mas pelo menos a segunda edição tem na contracapa um longo texto do maestro Guerra Peixe.



Pior foi a terceira edição, saída em 1978. Certamente ninguém na RGE tinha ideia de quem fosse Capiba, e nem sequer deram-se ao trabalho de escutara o conteúdo do disco. A capa traz chapéu de couro de cangaceiro, cartucheira, cinturão de balas, punhal, e peixeira. Pior. Esqueceram-se dos nomes do autor das músicas e novamente de Os Titulares do ritmo. Talvez a capa seja uma homenagem a Lampião e seus cangaceiros, no aniversário dos 50 anos da batalha de Angicos, onde o banco foi dizimado.


DISCO

Apesar dos percalços é o disco que melhor apresenta a diversidade de Capiba na música popular. Traz quatro dos seus poucos conhecidos maracatus-canção (Vira a moenda, É de tororó – com Ascenço Ferreira – Eh Luanda, e Nação Nagô), a trilogia Recife, cidade lendária, Olinda, cidade eterna, e Igarassu, cidade do passado. E mais, Por que você não me quer? A uma dama transitória (com Ariano Suassuna), Valsa verde, e o único frevo de rua de Capiba gravado, Um Pernambuco no Rio (composto para o clube Vassourinhas, quando este fez a célebre, e desastrada, viagem ao Rio, em 1951).

Um descaso Sedução do Norte continuar há 40 anos fora de catálogo, até porque quem está à frente do projeto é um dos grandes autores eruditos do país, que também incursionava pelo popular com toda destreza, e faz aqui uma curiosa homenagem a um ex-aluno seu. Capiba estudou com César Guerra-Peixe, no início dos anos 50, quando o maestro morou no Recife, trabalhando para a Rádio Jornal do Commercio. Foi demitido por ser comunista, mas aí é outra história.

Confiram Um Pernambuco no Rio, único frevo de rua de Capiba gravado.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

GRAMOPHONE DO HORTÊNCIO

Por Luciano Hortêncio*



"Samba-canção que completa o único disco simples de Carlos Nascimento (esse, é claro, não é o famoso jornalista de TV)." (Samuel Machado Filho)



Canção: Exemplo

Composição: Nízio (José Ferreira Lemos)

Intérprete - Carlos Nascimento

Ano - 1962

Disco - Continental 78.131-B


* Luciano Hortêncio é titular de um canal homônimo ao seu nome no Youtube onde estão mais de 10.000 pessoas inscritas. O mesmo é alimentado constantemente por vídeos musicais de excelente qualidade sem fins lucrativos).

COM O ESPETÁCULO "AMOR E MÚSICA", MARIA RITA É A ATRAÇÃO DA PRÉ-INAUGURAÇÃO DO TEMPLO MUSIC, A NOVA CASA DE SHOWS DE SÃO PAULO


Localizada no coração da Mooca, o novo Templo Music abre suas portas, em regime de pré-inauguração, nasexta-feira 13 de Abril, recebendo ninguém menos que a cantora Maria Rita, em show de seu novíssimo CD"Amor e Música".

A inauguração oficial do Templo Music acontece duas semanas depois, no sábado 28 de Abril, tendo como atração Zeca Pagodinho.

Maria Rita faz na Templo Music o show de seu novo CD, "Amor e Música".
"Vou à Templo Music fazer o que sei de melhor: cantar", diz.


São Paulo tem suas principais casas de entretenimento na Zona Sul, e ainda algumas poucas outras na Zona Oeste e na região central. Agora, com a abertura do Templo Music, finalmente a Zona Leste – região com cerca de quatro milhões de habitantes, quase um terço da população da cidade – ganha uma casa de shows do mais alto nível.

Localizado no coração da Mooca, na Rua Guaimbé 344, oTemplo Music chega para revolucionar a cena musical paulistana e levar os maiores nomes do line-up nacional à Zona Leste.

Com capacidade para 900 pessoas, a casa tem ambientemoderno e está equipada com som de altíssima definição e o melhor tratamento acústico. O palco tem boca de cena com 10 metros e profundidade de 8 metros, oferecendo aos músicos condições perfeitas para a realização de grandes shows.

Na batucada do samba – Para marcar a abertura da casa, uma atração de peso: Maria Rita faz o show de pré-inauguração da Templo Music, a ser realizado na sexta-feira 13 de Abril.
Maria Rita vai apresentar o novíssimo show "Amor e Música", com as músicas de seu sexto álbum de estúdio, recém-lançado. Em três anos é o primeiro da cantora com canções inéditas.

"Amor e Música" é mais uma vez um trabalho centrado no samba, o mais brasileiro dos gêneros musicais, mas sem deixar de lado a sofisticação de arranjos bem feitos e de um impecável suporte instrumental. A verdade é que cada vez mais é na batucada do samba que ela garante se sentir "mais completa como cantora".

O disco "Amor e Música" foi recebido com entusiasmo por público e crítica. A mesma ótima receptividade têm tido os shows da turnê iniciada em Março. É principalmente no palco, ao vivo, que se percebe que não há tem mistério no samba deMaria Rita. Samba pra cantar junto, dançar e tomar cerveja. "Quando a batucada incendeia, a melodia envolve a alma, seduz e acalma, é luz que clareia", diz a cantora.

O repertório de "Amor e Música" tem doze canções de grandes nomes da cena brasileira, incluindo Moraes Moreira, Carlinhos Brown e Zeca Pagodinho. Uma das músicas é "Cutuca", que fez parte da trilha sonora de "Pega Pega", novela da Globo. Momentos muito especiais são "Samba e Swing", música inédita do lendário sambista baiano Batatinha, e "Saudade louca", um clássico do repertório de Arlindo Cruz, o grande incentivador de Maria Rita na guinada de sua carreira em direção ao samba.


Um novo conceito – O Templo Music surge com um novo conceito em casa de shows, criado a partir do sólido know-how de seus proprietários, Murilo Oliveira, que há oito anos vem consolidando o Templo - Bar de Fé como a melhor casa paulistana de samba, e Júnior Fly Club, do Fly Club, o maior e mais tradicional beach club de Trancoso, na baiana Porto Seguro.
Mas Murilo e Júnior fazem questão de dizer que o Templo Music não é uma versão maior do bar Templo e nem uma versão urbana do Fly Club Trancoso. "É muito mais do que isso, é um novo conceito de casa de shows, que vai redistribuir geograficamente na cidade a oferta de grandes shows música na cidade", afirmam.


Serviço – Os ingressos para o shows "Amor e Música", de Maria Rita, custam de R$ 50 (pista) a R$ 80,00 (pista premium). A casa tem quatro camarotes, já com ingressos esgotados. Vendas pela Ticket360, em ticket360.com.br.
A casa abre às 20 horas, e o show terá início às 22 horas.
O Templo Music fica na Rua Guaimbé 344, Mooca, tel. 2601-1898. Na internet, bartemplomusic.com.br.
A casa tem serviço de vallet, conveniado.
Classificação indicativa: 18 anos.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

GARGALHADAS SONORAS

Por Fábio Cabral (Ou Fabio Passadisco, se preferir)

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"Se tá difícil pra gente, imagine pra essa loja que vende CDs !!!"

PROGRAME-SE

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terça-feira, 10 de abril de 2018

LENDO A CANÇÃO

Por Leonardo Davino*




O que é canção? Arthur Nogueira

Arthur Nogueira


- O que é a canção?
É o malabarismo, como diz Luiz Tatit, entre melodia, harmonia e letra.

- De onde vem a canção?
Do embate individual e concreto do artista com tudo aquilo que o distingue enquanto ser. Portanto, a canção em minha vida surge da minha vontade, do meu trabalho (o que João Cabral chamava de "transpiração") e de acontecimentos, lugares, paixões, sensações, livros e de diálogos com artistas que admiro.

- Para que cantar?
Para estar em comunicação com os outros e comigo mesmo. Considero que as canções, tanto aquelas em que escrevi a letra quanto as outras, em que tomo para mim um poema ou uma letra de outra pessoa, são a minha melhor forma de expressão. Consequentemente, o processo de criação é uma poderosa forma de autoconhecimento, que me estimula como nenhuma outra atividade. 

- Cite 3 artistas que são referências para o seu trabalho. Por que estes?
Caetano Veloso, Jards Macalé e Adriana Calcanhotto, porque me abriram as portas para a poesia desde muito cedo. E porque fizeram, respectivamente, Cajuína, Sem Essa (em parceria com Duda Machado) e Inverno (em parceria com Antonio Cicero).





* Pesquisador de canção, ensaísta, especialista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e doutor em Literatura Comparada, Leonardo também é autor do livro "Canção: a musa híbrida de Caetano Veloso" e está presente nos livros "Caetano e a filosofia", assim como também na coletânea "Muitos: outras leituras de Caetano Veloso". Além desses atributos é titular dos blogs "Lendo a canção", "Mirar e Ver", "365 Canções".

RETIRO DOS ARTISTAS REBATE IRMÃ DE RENATO RUSSO SOBRE LEILÃO DE BENS

Instituição publicou nota esclarecendo que iniciativa é beneficente



Interior do apartamento de Renato Russo, no Rio de Janeiro, onde o cantor viveu os últimos seis anos de vida. (foto: Diego Ponce de Leon/CB/D.A Press)


Depois da carta aberta publicada nessa terça-feira (3/4) pela família de Renato Russo, lamentando o bazar que vai leiloar bens do cantor no próximo sábado (7/4), o Retiro dos Artistas, responsável pelo leilão, publicou uma nota esclarecendo a situação.

No comunicado, a instituição reiterou que o objetivo da iniciativa é suportar as ações filantrópicas da casa que atende 50 artistas idosos. No texto, eles também reoforçam que a ideia partiu de Giuliano Manfredini, filho do cantor. Confira a nota:

O Retiro dos Artistas vem esclarecer que ano passado (2017) foram procurados pelo filho do Renato Russo, Giuliano Manfredini, com o intuito de fazer uma doação.

Conhecedor do trabalho e da causa da Instituição, que atende 50 artistas idosos, Giuliano decidiu doar alguns objetos pessoais do pai para o Retiro, simplesmente com a intenção de ajudar, pois acreditamos que se Renato fosse vivo com certeza iria se orgulhar da atitude do filho.

Desde então, foi decidido que o ideal seria fazer um BAZAR BENEFICENTE, pois jamais passou pela cabeça, tanto do Giuliano, quanto dos representantes do Retiro, em fazer um leilão. Aliás fato que foi veiculado pela coluna da conceituada jornalista Monica Bergamo, do Jornal Folha de São Paulo, em setembro do ano passado.

Trata -se de objetos particulares e peculiares que merecem todo nosso respeito.Ficou bem claro pelo próprio Giuliano Manfredini que todo o LEGADO artístico e intelectual do Renato Russo encontra-se no MIS de São Paulo (Museu da Imagem e do Som), totalizando mais de 3.000 itens. Os mesmos foram expostos em uma exposição que aconteceu de setembro/2017 a fevereiro/2018. E que prosseguirá em exposição itinerante pelo país, dado o respeito que o filho e herdeiro do artista nutre pelos milhões de admiradores do líder da Legião Urbana, Renato Russo.

Por último, lamentamos que nos cem anos de existência do Retiro dos Artistas, instituição filantrópica reconhecida nacionalmente, tenha sofrido uma exposição desnecessária e imprudente como em nenhum momento de sua valorosa e altruísta história, por meio da irresponsável "carta aberta", que tinha somente o objetivo de confundir a opinião pública, tentando assim desonrar não somente o trabalho de um jovem órfão desapegado da matéria, bem como aqueles que dependem da ajuda e da benevolência de pessoas de bem.

Marcado para sábado, o leilão venderá itens pessoais do cantor, como roupas, móveis, LPs, livros e objetos decorativos, todos doados por Giuliano Manfredini. Renato Russo faleceu em 11 de outubro de 1996, aos 36 anos.


Fonte: UAI

segunda-feira, 9 de abril de 2018

PAUTA MUSICAL: PIXINGUINHA, 45 ANOS DE SAUDADES

Por Laura Macedo


Há exatos 45 anos, em 1973, nos deixava um dos maiores músicos de todos os tempos – Pixinguinha -, que compôs pérolas do nosso cancioneiro como “Carinhoso”, “Um a zero”, “Rosa”, “Cochichando”, “Ingênuo” e tantos outros. Não sem razão recebeu dos amigos e admiradores o epíteto de "Santo Pixinguinha". E, ironicamente, foi no lugar que são colocados as imagens dos santos de devoção (uma Igreja, mais precisamente a de Nossa Senhora da Paz, no bairro de Ipanema, Rio de Janeiro) que ele faleceu, numa segunda-feira de carnaval, no momento em que a famosa "Banda de Ipanema" passava desfilando na rua em frente.

Moacyr Luz e Paulo César Pinheiro dispensam apresentações. Amantes de Pixinguinha , compuseram a música “Som de Prata”. Nas palavras do próprio Moacyr a história dessa composição começou assim em uma mesa de bar:

- "Um santo, o Pixinguinha. E ainda foi morrer numa igreja. Um santo…
Olhei pro Paulinho com cara de parceria nova e ele sorriu. Eu fiquei com a incumbência de fazer a melodia. Dos versos, só o Paulinho. O samba ficou pronto no carnaval. Fui buscar a letra no Recreio dos Bandeirantes junto com dois amigos de São Paulo: Ricardo Garrido e Zé Luiz. Os versos, manuscritos, estão emoldurados e pendurados na parede do Pirajá. Na gravação desse samba um agradecimento à Carlos Malta. Esperamos ele voltar de uma temporada na Europa pra nos emprestar sua flauta, o som de prata, nesse registro. Ficou maravilhoso, cada contra-canto, cada incidental que reverenciasse o motivo dessa história, meu santo Pixinguinha".

BALÃO MÁGICO ANUNCIA SHOW RETORNO PARA JUNHO EM SÃO PAULO

Banda formada por Simony, Mike e Tob se apresenta em festival que também terá Pabllo Vittar, Gretchen e Preta Gil


Simony, Mike e Tob voltam à ativa com a Turma do Balão Mágico. (foto: Divulgação)


Após uma série de especulações surgirem na internet, a banda Turma do Balão Mágico, sucesso dos anos 1980, anunciou nesta quarta-feira (4), sua primeira apresentação desde que o grupo se dissolveu, em 2002. A apresentação acontecerá no dia 2 de junho, como parte da programação do Milkshake Festival, durante a Semana do Orgulho Gay, em São Paulo. 

A apresentação celebra os 35 anos da criação da banda com os integrantes originais Simony, Mike e Tob. O grupo infantil fez fama e alcançou o sucesso com hits como A galinha magricela, Se enamora, Tic tac e Me dá um dinheirinho. Ao todo, os cinco álbuns da trupe venderam mais de 10 milhões de cópias no Brasil. 

O evento acontecerá na Arena Anhembi, localizada na Zona Norte da capital paulista. Na programação também estão artistas como Pabllo Vittar, Gretchen, Preta Gil e Wanessa Camargo, que se dividirão em diferentes palcos. 

O evento ainda terá um espaço voltado para a música eletrônica com apresentações de DJs como a modelo transexual Valentijn de Hingh, o holandês Midas Hutch e o brasileiro Felipe Venâncio. 

Os ingressos custarão entre R$ 360 e R$ 760 e a venda ainda não foi anunciada.


Fonte: Estado de Minas

domingo, 8 de abril de 2018

VAMOS FALAR DE DISCOS?

FAMÍLIA DE RENATO RUSSO LAMENTA LEILÃO DE PERTENCES EM CARTA ABERTA

'Profunda tristeza, mágoa e indignação' são os termos usados no texto, que critica a iniciativa do filho do artista


Ícone do rock nacional, Renato Russo completaria 58 anos (foto: Facebook/Reprodução)


A família do cantor Renato Russo publicou uma carta aberta para lamentar um bazar beneficente que vai leiloar bens do cantor neste sábado (7). Embora tenha sido ideia do filho do músico, Giuliano Manfredini, a iniciativa foi bastante reprovada pelos demais parentes do antigo líder da banda Legião Urbana. O texto foi assinado pela irmã do músico, Carmem Teresa Manfredini.

Na carta, Carmem mostra insatisfação e indignação com a realização do leilão: "A tristeza é muito grande porque todo o seu acervo cultural e artístico foi guardado com muito esmero e carinho". Ela relembra que foi curadora da exposição Renato Russo Manfredini Júnior, montada no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília em 2004. Naquela ocasião, os percentes de Renato foram exibidos para milhares de fãs pela primeira vez.


Leia a carta na íntegra:

"Foi com profunda tristeza, mágoa e indignação que eu e a minha mãe, Carminha Manfredini, soubemos por um amigo que no dia do aniversário de 58 anos de meu querido e amado irmão, Renato Russo/Renato Manfredini Júnior, haveria um leilão de todos os seus pertences e objetos pessoais, autorizado pelo seu filho Giuliano Manfredini. Este leilão irá ocorrer no dia 7 de abril ( sábado) a partir das 12:00, no Retiro dos Artistas, Rio de Janeiro.

A tristeza é muito grande porque esses objetos,ou seja,todo o seu acervo cultural e artístico, foi guardado com muito esmero e carinho pelo seu pai, Renato Manfredini,minha mãe e por mim desde a sua morte em 1996.

Cuidávamos de tudo,absolutamente tudo: de uma frase escrita por ele em um papel, de seus diários, de suas roupas, instrumentos, livros, LPS, CDS, móveis e de tantos outros objetos daquele apartamento na Rua Nascimento e Silva. E mantivemos o apartamento com a mesma decoração, mobiliário, objetos, como se ele estivesse morando ainda ali.

Em 2004 fui curadora juntamente com Renata Azambuja de uma exposição intitulada Renato Russo Manfredini Júnior, no CCBB de Brasília,em que este acervo foi mostrado a milhares de fãs pela primeira vez. Houve também a recente exposição do MIS,em São Paulo,Renato Russo. Ambas foram um sucesso de público, crítica e teve todo o apoio dos fãs, imprensa e de pessoas que gostavam e gostam do Renato.

Como pode Giuliano Manfredini ,filho de Renato Russo,que deveria zelar por todo esse patrimônio, leiloar simplesmente tudo? Se desfazer desse patrimônio assim como se não significasse nada?

Muitos fatos que aconteceram já há alguns anos, não foram levados a público. Na verdade, minha mãe e eu, não queríamos que assuntos familiares fossem divulgados para gerar especulações envolvendo o nome do nosso querido Renato. Infelizmente minhã mãe e eu não tivemos outra opção a não ser vir a público, pedir ajuda e mostrar nossa profunda angústia e desalento.

Para se ter uma ideia, uma das atitudes de Giuliano Manfredini, foi a de trocar as fechaduras do apartamento do meu irmão no Rio de Janeiro, para que eu e a minha mãe Carminha, não tivéssemos mais acesso a nenhum pertence dele. Qual não foi a nossa surpresa,quando um dia fomos lá para passar a tarde, (para lembrarmos dele e dos ótimos momentos em família),ver e tocar as suas roupas,cadernos…e não conseguimos abrir as portas! A confirmação veio por uma amiga da família.

Minha mãe que é uma senhora de idade, ficou extremamente triste e desolada já que não pode ali ter em suas mãos os pertences do seu filho….

Além disso,ele cortou todo o tipo de relação conosco. Não temos sequer ideia da razão desse afastamento. Ele não fala conosco há quase dois anos… Vocês podem imaginar a dor da minha mãe,que o criou,não como um neto,mas como um filho,com todo o amor e carinho do mundo? Naturalmente, ela entrou em depressão,mas reagiu porque teve um primeiro filho,este sim,que a amou como se não houvesse amanhã.

Agora ele quer doar tudo como se nada valesse para nós? E os nossos sentimentos? E alguns objetos,que são meus também,por direito,como livros e LPS de infância,fotos? E também alguns que pertencem à minha mãe? E os fãs? Vocês que têm um carinho imensurável e amor incondicional pelo Renato e que nunca mais poderão ter a chance de ver uma outra exposição, pois todo esse espólio vai ser separado, espalhado e dilapidado. Toda a sua memória cultural e artística será desfeita. Giuliano deveria refletir melhor sobre as consequências que esse leilão trará. As futuras gerações não verão uma bata de show sequer, nem suas calças de couro, absolutamente nada. E para o meu desespero, muitos desses pertences nunca tiveram registro fotográfico.

Fico imaginando o sofrimento que o meu pai que faleceu ha 14 anos teria, e também,com certeza,o pesar que as famílias Manfredini e Oliveira sentirão.Todos os meus tios e primos, sem exceção.

Ele não tem a mínima noção do que faz ou deve estar sendo muito mal aconselhado por terceiros para agir desta maneira. m hipótese alguma somos contra ajudar qualquer instituição. Muito pelo contrário. A minha mãe trabalha com caridade e projetos sociais há quase 45 anos em Brasília – DF.

O que questionamos aqui é o do porquê deste leilão,quando haveria outras alternativas para socorrer o Retiro dos Artistas,que abriga pessoas que merecem todo o nosso apreço,respeito e consideração. Doações,shows beneficentes,ou mesmo como o Renato Russo fez com o seu trabalho solo,” The Stonewall Celebration Concert” (1994), em que parte dos royalties do disco foram doados à Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida,campanha organizada por Herbert de Souza.

Há muitas formas de se fazer o bem verdadeiramente. Giuliano pode e deve usar o nome de Renato Russo para quaisquer ações que venham a acudir pessoas merecedoras.

Inclusive parte dessa herança deixada por meu irmão Renato,que igualmente tinha uma extrema preocupação por tudo o que guardava (não jogava absolutamente nada fora), poderia ser doada para o Espaço Cultural Renato Russo, em Brasília- DF.

Este espaço será reinaugurado em junho de 2018 e terá salas para oficinas e apresentações de dança,teatros,biblioteca e gibiteca. Seria um presente para a cidade e os fãs de todo o país,que poderiam ver e apreciar roupas,manuscritos,instrumentos. Renato sempre prezou e incentivou a educação e cultura,e ficaria feliz,sem dúvida,que os seus objetos ali estivessem.

Se Giuliano tem a intenção de ser generoso leiloando essas relíquias para o Retiro dos Artistas, porque faz exatamente o oposto,destratando e ignorando a mãe dele e a tia? E os tios,primos e amigos com os quais ele não fala mais?

Ele irá privar não só a minha mãe,a mim e aos incontáveis fãs desse tesouro ,mas principalmente a si próprio,que poderia aprender e evoluir individual e intelectualmente com este legado.

Sem esses objetos ao nosso alcance,perdem- se todas as referências por ele deixadas. Será praticamente impossível fazermos quaisquer pesquisas mais apuradas sobre o que lia,ouvia,assistia ou pesquisava.

Como disse Carminha Manfredini: "É assim que uma pessoa cai no esquecimento,até desaparecer e enfim,morrer…"

Obrigada a todos,em meu nome e de minha mãe, por terem lido esse desabafo, e podem acreditar que o meu coração está em mil pedaços (rimou).

Que fiquemos com Deus,com a Luz e com os Anjos!
Força Sempre!

Carmem Teresa Manfredini"


Fonte: Diário de Pernambuco

sábado, 7 de abril de 2018

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