Irmão do compositor e cantor Ruy Maurity. Pai da cantora Carol Saboya.
Iniciou seus estudos musicais no Conservatório de Música Lorenzo Fernandes (violino e teoria musical), aperfeiçoando-se a seguir com Amyrton Vallim (1962), Heitor Alimonda (1963), Wilma Graça (1963/1964), David Baker (1972, na Indiana University of Music), Nadia Boulanger (harmonia e composição, 1973/1974) e Guerra-Peixe (1974).
Iniciou sua carreira profissional em 1963 como pianista do conjunto Samba Cinco, participando das sessões de jazz e bossa nova do Beco das Garrafas. Ainda nesse ano, escreveu "3-D", sua primeira composição, e formou, com Nelson Serra e Cacho Pomar, o Trio 3-D. O trio evoluiu para Conjunto 3-D, com a participação dos cantores Eduardo Conde e Beth Carvalho, e se desfez em 1968, tendo gravado quatro LPs.
Em 1967, começou a trabalhar em parceria com Tibério Gaspar. As primeiras composições da dupla foram: "Caminhada", finalista do II Festival Internacional da Canção (FIC), "Tema triste", "Rosa branca" e, no ano seguinte "Sá Marina", sucesso nacional na gravação de Wilson Simonal.
Em 1970, sua canção "BR 3" (c/ Tibério Gaspar) foi classificada em 1º lugar no V Festival Internacional da Canção, na interpretação de Toni Tornado e Trio Ternura. Ainda nesse ano, participou da Olimpíada da Canção de Atenas (Grécia), com "Teletema" (c/ Tibério Gaspar), defendida por Evinha e classificada em 2º lugar no evento.
Em 1971, viajou para os Estados Unidos, contratado pela Editora Larry Music.
Voltou ao Brasil em março do ano seguinte, e gravou seu primeiro LP solo, "Antonio Adolfo", com produção musical de Paulinho Tapajós para a Philips.
Em 1975, acompanhou Mick Jagger na gravação da canção "Scarlet", nos estúdios da PolyGram (RJ).
Lançou, em 1977, o LP "Feito em casa", primeiro de uma série de LPs e CDs sob o selo Artezanal, registrando seu trabalho pioneiro de produção independente.
Ainda na década de 1970, lançou os LPs "Encontro musical" (1978) e "Viralata" (1979).
Participou, como arranjador e músico de estúdio, da gravação de discos de Elis Regina, Edu Lobo, Chico Buarque, Caetano Veloso, Nara Leão e Maria Bethania, entre outros.
Para o cinema, compôs as trilhas sonoras de: "Sonho sem fim" (de Lauro Escorel), "Memórias de um gigolô" (de Jece Valadão), "Balada dos infiéis" (de Geraldo Santos Pereira) e "Ascensão e queda de um paquera" (de Vitor de Mello).
Para o teatro, compôs, com Xico Chaves e Paulinho Tapajós, as trilhas sonoras de "Passa passa passará" (1984) e "Astrofolias" (1985), musicais infantis de Ana Luiza Job, lançadas em LP pelo seu selo Artezanal. Participou, ainda, das trilhas sonoras de "Eternos meninos" (1987) e "Janjão, o anjo doidão" (1988), musicais infantis de Paulinho Tapajós.
Ainda na década de 1980, lançou os LPs "Continuidade" (1980), "Os pianeiros - Antonio Adolfo abraça Ernesto Nazareth" (1981), "Viva Chiquinha Gonzaga" (1982) e "Conexões" (1987).
Em 1985, montou o Centro Musical Antonio Adolfo, atuando nas funções de diretor, músico, arranjador e professor.
Organizou cursos e oficinas em universidades dos Estados Unidos e Europa nos anos de 1989 e 1990.
Publicou os seguintes livros didáticos: "Livro do músico" (1989), uma série de três livros sobre piano e teclado (1995), "Composição: o processo criativo brasileiro" (1998) e "Arranjo: um enfoque atual" (1998). Para o mercado internacional, produziu em 1990 "Secrets of Brazilian Music" (vídeo didático) e "Brazilian Music Workshop" (livro e CD).
Lançou, na década de 1990, os discos "Cristalino", "Antonio Adolfo" (1995), "Chiquinha com jazz" e "Puro improviso" (1999).
Recebeu durante três anos consecutivos o Prêmio Sharp: em 1995, pelo CD "Antonio Adolfo" (selo Artezanal); em 1996, pela composição instrumental "Cristalina"; em 1997, pelo CD "Chiquinha com jazz" (selo Artezanal).
Em 2001, relançou em CD o disco "Viralata", numa parceria com a gravadora Kuarup. Nesse mesmo ano, apresentou-se no Mistura Fina (RJ).
Em 2005, fez show no Songbook Café (RJ), ao lado de Carlos Lyra. Nesse mesmo ano, lançou o CD "Carnaval piano blues".
Em parceria com sua filha, a cantora Carol Saboya, lançou, em 2006, o CD "Ao vivo live", registro da apresentação realizada no ano anterior, em Miami.
Em 2013, lançou o CD “Finas misturas”, combinando diferentes estilos musicais brasileiros com o jazz. No repertório, suas composições “Floresta Azul”, “Balada”, “Três meninos” e “Misturando”, além de “Giant Steps” e “Naima”, ambas de John Coltrane, “Con Alma” (Dizzy Gillespie), “Memories Of Tomorrow” (Keith Jarrett), “Crystal Silence” (Chick Corea e Neville Potter) e “Time Remembered” (Bill Evans). O disco contou com a participação de Marcelo Martins (sax e flauta), Jorge Helder (baixo acústico), Leo Amuedo (guitarra), violão (Claudio Spiewak) e Rafael Barata (bateria e percussão). Nesse mesmo ano, o CD figurou entre os 10 Discos Mais Executados nas rádios especializadas norte-americanas, em relação publicada na revista “JazzWeek”. Ainda em 2013, foi premiado, juntamente com Carol Saboya, na 16ª edição do Brazilian International Press Awards/Estados Unidos, na categoria Melhor Show de Artista Local, pelo espetáculo realizado no South Florida Jazz, em 10 de Março de 2012. Também em 2013, apresentou-se no espaço Miranda (RJ), em show de lançamento do CD “Finas misturas”, pelo projeto “Instrumental MPB”. O espetáculo contou com a participação especial de Carlos Lyra e de Carol Saboya. Apresentou-se ainda no CCBB, em Belo Horizonte, com o show “Nazareth com Jazz”, dentro do projeto “Ernesto Nazareth: 150 anos depois”. Também nesse ano, fez show no SESC Instrumental (SP), tendo a seu lado Jorge Helder (contrabaixo), Leo Amuedo (guitarra), Marcelo Martins (sax e flauta) e Rafael Barata (bateria). Em 2014, lançou pela gravadora Deck, o disco “O piano de Antônio Adolfo”. O trabalho abre o projeto “O piano de...”, uma série dedicada a pianistas. As nove músicas do CD contam com regravações de duas composições, “Teletema” e “Chora baião” e com sete outras composições consagradas de nomes como Jacob do Bandolim (“Doce de côco”) e Aldir Blan (“Catavento e girassol”).
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