PROFÍCUAS PARCERIAS
Gabaritados colunistas e colaboradores, de domingo a domingo, sempre com novos temas.
ENTREVISTAS EXCLUSIVAS
Um bate-papo com alguns dos maiores nomes da MPB e outros artistas em ascensão.
HANGOUT MUSICARIA BRASIL
Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.
Mostrando postagens com marcador Cássia Eller. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cássia Eller. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
terça-feira, 8 de março de 2016
AS MUSAS INSPIRADORAS DA MPB
08:00:00
Caetano Veloso, Cássia Eller, Chico Buarque, Gilberto Gil, Jorge Benjor, Los Hermanos, Música no Brasil, Tom Jobim, Toquinho
Sem Comentarios
Foi lançado no Brasil pela Editora Gutenberg, no mês passado, o livro “Músicas e Musas”, de Michael Heatley e Frank Hopkinson. Trata-se de uma compilação de 50 histórias de musas de canções famosas. Entre os casos, há detalhes sobre a disputa de George Harrison e Eric Clapton por Pattie Boyd, que inspirou clássicos como “Layla” (Clapton) e “Something” (Harrison); o conturbado relacionamento de Mick Jagger com a groupie Chrissie Shrimpton, que o fez compor “Under My Thumb”; e depoimentos da nossa já internacionalizada Garota de Ipanema, Helô Pinheiro.
A música brasileira – que dá apenas uma contribuição ao livro – é também repleta de musas inspiradoras. Apesar de nenhuma outra ter sofrido a repercussão mundial de Garota de Ipanema, muitas ficaram bem famosas por aqui. Todo brasileiro sabe que existe uma Anna Júlia e uma Carol Bela, mas o que motivou nossos músicos a comporem sobre elas? Descubra aqui no Blog do Curioso:
Anna Júlia – Los Hermanos
Lançada em 1999, a canção foi escrita por Marcelo Camelo, vocalista do Los Hermanos, com base na história do produtor da banda, Alex Werner. Na época em que cursava Direito na PUC (Rio de Janeiro), ele paquerava uma estudante de jornalismo chamada Anna Julia Werneck, de 21 anos, mas não se aproximava dela porque era muito tímido. Apenas mandava bilhetes pelos amigos. Depois que a música foi composta, Alex tentou uma nova aproximação. Os dois chegaram a ter um caso, mas o romance não engatou. A música, que a princípio não ia nem ser gravada, não podia ter dado mais certo – levou o primeiro álbum do Los Hermanos a conquistar um disco de platina. Anna Júlia ainda pode render mais inspirações: a garota namorou Patrick Laplan, ex-integrante do Los Hermanos, ex-baixista do Biquíni Cavadão e atual multi-instrumentista da banda Eskimo.
Anna Júlia Werneck
All Star – Nando Reis
A dona do All Star azul que Nando Reis não vê a hora de encontrar é a cantora Cássia Eller. Muito amigo da roqueira, Nando sempre a visitava em seu apartamento, que ficava no 12º andar do prédio Beverly Hills, no bairro das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Os amigos compunham juntos e Nando Reis adorava que suas músicas fossem interpretadas por ela. Apesar de frequentar muito sua casa, ao enviar-lhe uma carta, ele ficou surpreso por descobrir que não sabia o endereço dela. Está tudo na música: “Se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço? / o tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece exato”. Cássia Eller morou lá até sua morte, em 2001. Nando Reis ainda guarda com carinho sua parte da herança: o All Star azul.
Cássia Eller
Carolina Carol Bela – Jorge Ben e Toquinho
A inspiradora foi Maria Carolina Whitaker. Na década de 60, a moça tinha o Bar Branco, na Rua Santo Antônio, no bairro paulistano da Bela Vista. Tanto o bar como sua casa, apelidada de “Solar da Paz”, costumavam ser frequentados por Jorge Ben – que adorava seus doces de banana e pães de queijo – e o então namorado de Carol, Toquinho. De brincadeira, os músicos, sentados no sofá, compuseram a canção para ela. O sonho de Maria Carolina sempre foi se tornar cantora. Ela ainda não o realizou, mas sua filha Céu está traçando um caminho bem-sucedido no cenário da música brasileira.
Maria Carolina Whitaker
Drão – Gilberto Gil
Sandra Gadelha ganhou o apelido “Drão” da cantora Maria Bethânia (a palavra vem do aumentativo de “Sandra”). Mas o nome se popularizou na música que Gilberto Gil fez para ela, que acabou virando um dos maiores sucessos de sua carreira. Os dois foram casados por 17 anos. O compositor escreveu a música em 1981, poucos dias depois da separação. A letra é uma parábola sobre o amor, que não morre – e sim, se transforma. Assim como o trigo, ele nasce, vive e renasce de outra forma. Há referências à cama de tatame onde o casal costumava dormir (“cama de tatame pela vida afora”) e aos três filhos frutos do relacionamento deles (“os meninos são todos sãos”). O curioso é que o próprio Gil era um dos poucos da roda de amigos que não chamava a mulher de Drão. Ele e Caetano a chamavam de “Drinha”.
Gil, Sandra e a primogênita Preta Gil
Lygia – Tom Jobim
Lygia Marina de Moraes, ex-mulher do escritor Fernando Sabino, conheceu Tom Jobim aos 21 anos, em 1968, no antigo bar Veloso, em Ipanema, no Rio de Janeiro. Aconteceu um pequeno flerte no dia em que foram apresentados, mas não passou disso. Na época, Tom era casado. Mesmo assim, a “quase relação” acabou virando canção. Antes de saber do casamento de Lygia com Sabino, Tom pediu o telefone da moça ao amigo, que lhe passou o número errado. O episódio foi registrado na letra: “e quando eu lhe telefonei / desliguei, foi engano”. O maestro negou durante anos a identidade de sua musa. A revelação ocorreu em 1994, ano em que Lygia e Sabino se separaram. Um dado curioso: os olhos de Lygia são verdes, apesar de a letra dizer serem castanhos (“mas seus olhos morenos / me metem mais medo que um raio de sol”). Não foi um deslize de Jobim, mas um disfarce digno de um admirador secreto.
Lygia Marina de Moraes, em 2009
Madalena – Ronaldo Monteiro de Souza e Ivan Lins
Em 1970, Ronaldo Monteiro estava chateado com o fim do namoro de três anos com Vera Regina. Foi até um bar em frente à praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para afogar as mágoas. Olhando o mar imenso, teve a ideia do verso “o mar era uma gota / comparado ao pranto meu“, e escreveu a letra em um guardanapo com a caneta do garçom. Mas não teve coragem de colocar o nome da ex na canção. Segundo ele, Madalena foi o primeiro nome que lhe ocorreu.
Morena dos Olhos d’Água – Chico Buarque
A socialite e psicanalista Eleonora Caldeira – ex-mulher do empresário Wilson Mendes Caldeira Júnior – serviu de inspiração para a música do cantor Chico Buarque, lançada no álbum “Chico Buarque de Hollanda” (1967). Chico compôs a música com apenas 22 anos, quando cultivava uma paixão platônica pela diva da alta sociedade paulistana.
Eleonora Caldeira
Irene – Caetano Veloso
Quem inspirou Caetano foi sua irmã. A música foi composta em 1969, em pleno regime militar, quando ele estava preso. Com saudade da risada da caçula, Caetano só pensava em sair de lá e reencontrar a família: “eu quero ir, minha gente / eu não sou daqui / eu não tenho nada / quero ver Irene rir”.
Amélia – Mário Lago e Ataulfo Alves
A musa de “Ai, que saudades da Amélia!” é uma ex-lavadeira da família da cantora Aracy de Almeida. Seu irmão, Almeidinha, frequentava a mesma roda de amigos de Mário Lago, que sempre o ouvia dizer: “Amélia é que era mulher: lavava, passava…”. O comentário virou samba na mão do letrista, apesar de nunca ter chegado a conhecer sua inspiração. O sucesso foi tão grande que o verbete “amélia”, nos dicionários Houaiss e Aurélio, foi incluído como sinônimo de “mulher amorosa, passiva e serviçal”.
E, para quem ficou curioso, a história de Helô Pinheiro, do jeitinho que foi contada em “Músicas e Musas”:
Heloísa Pinheiro andava todos os dias pelo bairro de Ipanema. Ela tinha apenas 15 anos quando atraiu os olhares de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, que frequentavam o bar Veloso, onde a adolescente parava para comprar cigarros para a mãe. Os músicos ficaram impressionados com a forma como a simples presença de Helô chamava as atenções, e compuseram uma música que inicialmente foi chamada de “Menina que passa”. Logo alterada para “Garota de Ipanema”, a canção é um dos maiores sucessos brasileiros no exterior. Até hoje, ela faz parte da trilha sonora de filmes de Hollywood e é gravada por artistas reconhecidos. De Frank Sinatra a bandas japonesas, há mais de 500 versões registradas da música. A última é de Amy Winehouse, lançada em seu disco póstumo “Hidden Treasures”. Helô Pinheiro prestigia a homenagem – usa o nome Garota de Ipanema em sua grife de roupas.
Helô Pinheiro
Para fechar, um dado bem curioso: a palavra “música” vem do grego “musa”. Tudo a ver.
Fonte: Blog do curioso
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
ÁLBUM REÚNE GRAVAÇÕES CASEIRAS DE CÁSSIA ELLER NO INÍCIO DOS ANOS 80
Interpretações vão de 'Sua estupidez', de Roberto, a 'Ne me quitte pas', de jacques Brel em registro apaixonado e original; 'O espírito do som' é o primeiro de três discos que pretendem contar trajetória de Cássia Eller no DF
Por Mariana Peixoto
“Eu acho que os cantores quando cantam querem que o povo goste. E eu só quero cantar, porque é a única maneira que eu tenho de me extravasar. Tenho coisas aqui precisando ser postas pra fora, e que maneira mais bonita que eu fui arrumar pra expulsá-las... É bonito, quando eu canto e estou satisfeita. É doído, quando canto e estou angustiada. Eu cantando sei mais de mim. Você pode pensar que me conhece um bocado se algum dia você conversou comigo, se leu alguma coisa que eu escrevi, se foi pra cama comigo, mas, pode crer, você se espantará quando me ouvir cantar. Essa, sim, sou eu... me mostrando porque eu quero... é quando sou sincera mesmo.”
Cássia Eller (1962-2001) tinha 21 anos quando escreveu o texto acima, a parte final de uma observação sobre o impacto que 'Sonata de outono' (1978), de Ingmar Bergman, havia lhe causado. Vivia em Brasília e namorava a jornalista Elisa de Alencar. Era na casa dela que Cássia soltava a voz. Num stereo três-em-um, um tesouro para quem vivia nos anos 1980, ela gravava suas fitas cassete.
Uma delas foi endereçada ao irmão de Elisa, Pedro, que vivia em Olinda. Trinta anos depois, a fitinha veio à tona em álbum que vem recuperar a trajetória da cantora.
'O espírito do som – Volume 1 – Segredo', é o primeiro dos três discos que pretendem contar a trajetória de Cássia no Distrito Federal. Uma história pouco conhecida, de uma garota que ainda não sabia que seria “a” cantora da geração 1990. Naquele tempo, Cássia só sabia que a música “a comandava”, que era uma pessoa capaz de mudar de espírito de acordo com a canção que ouvia, como relata no texto, incluído no encarte do CD.
Álbum do selo Porangareté – iniciativa de Maria Eugênia, companheira da cantora, Chico, filho de Cássia, e Rodrigo Garcia, violonista de sua banda – reúne em meia hora dez faixas registradas com voz e violão para o cassete de 1983.
Se Cássia ainda descobria a vida, algumas certezas ela já tinha. A paixão pelos Beatles, registrada já no seu primeiro álbum oficial, de 1990 (com a gravação de 'Eleanor Rigby') é uma marca deste trabalho recuperado. São três as versões aqui registradas: 'For no one', 'Happinness is a warm gun' e 'Golden slumbers'. Seu registro para 'Je ne regrette rien', que se tornou carro-chefe do 'Acústico MTV', faz ainda mais sentido ao ouvi-la cantar outro clássico da chanson française, 'Ne me quitte pas', de Jacques Brel. Ela ainda se esmera no espanhol, com 'Airecillos', de Marlui Miranda.
Sobre o cancioneiro nacional, as escolhas fogem do óbvio. Luiz Melodia, outro de seus compositores favoritos, abre o material com 'Segredo'. Há também Roberto e Erasmo ('Sua estupidez') e Ednardo ('Ausência').
Há ainda um raro momento da Cássia compositora, com 'Flor do sol', parceria dela com Simone Saback. O registro já teve uma versão lançada no disco póstumo 'Do lado do avesso', lançado em 2012, trabalho que marcou os 50 anos de nascimento da cantora. É da letra de 'Flor do sol' que Eugênia, Chico e Rodrigo tiraram a palavra tupi-guarani Porangareté que dá nome ao selo.
Lançamentos póstumos costumam ser uma colcha de retalhos, já que geralmente o material compilado vem de origens distintas. Como nasceu de uma só fonte, 'O espírito do som foge' disto. Registro caseiro e sem recursos, o som, mesmo recuperado, mostra algumas falhas. A voz de Cássia é muito marcante, menos grave do que nos registros oficiais. Por vezes o tom sai um pouco do registro, como em 'Sua estupidez'. Mas a gravação é de uma honestidade tamanha que supera qualquer reparo. O álbum tem que ser visto como um documento de uma época. Apaixonado, denso e original, adjetivos que sempre acompanharam Cássia Eller.
Rock in Rio
Depois de documentário e musical, Cássia Eller vai parar no Rock in Rio. Catorze anos e meio após a incensada aparição da cantora no festival, ela será homenageada na edição de setembro, abrindo a programação de 30 anos do evento.No dia 18, na abertura do festival, Cássia será festejada por músicos amigos e admiradores. A homenagem será a principal no Palco Sunset, espaço da Cidade do Rock destinado a encontros musicais.Estão confirmados, entre outros artistas, Nando Reis, Arnaldo Antunes, Zélia Duncan, Mart’nália e os sete músicos que compunham a banda de Cássia. A atriz e cantora Tacy Campos, que a interpretou no teatro, também integra o time.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
FILHO DE CÁSSIA ELLER NÃO QUIS VER MUSICAL DA MÃE; VIÚVA SE EMOCIONOU
A trajetória da cantora Cássia Eller, que faleceu com 20 anos de carreira, será encenada pela primeira vez em "Cássia Eller – o musical", que estreia no dia 29 de maio, no CCBB-RJ. Filho da cantora, Francisco, o Chicão, não quis ver o ensaio, que conta com a atriz e cantora curitibana Tacy de Campos no papel de Cássia.
Amiga da cantora, a percussionista Lan Lan afirmou, no entanto, que apenas Chicão, aos 21 anos, poderia substituir Cássia nos palcos. "Só o Chicão é parecido com ela. Vejo nele a doçura, educação, sempre de bom humor, gentil e generoso como ela. Está ali o legado da Cássia", afirmou à revista "Época" dessa semana.
Segundo Lan Lan, que assina a direção musical do espetáculo, Maria Eugênia, viúva da cantora, já viu e se emocionou. "Estamos criando o clima que a Cássia adorava, cheio de energia, que mistura amor, música e uma integração de coletivo", disse.
A peça tem direção de João Fonseca e Vinícius Arneiro, idealização de Gustavo Nunes e produção de Turbilhão de Ideias. Para o papel da cantora, Tacy de Campos foi selecionada entre mais de 100 candidatas que se inscreveram para as audições. Além dela, Eline Porto, Emerson Espíndola, Evelyn Castro, Jana Figarella, Mario Hermeto e Thainá Gallo fazem parte do elenco principal.
Com texto de Patrícia Andrade, o musical conta a história de Cássia Eller desde o início da carreira e acompanha toda a sua trajetória musical, sem deixar de lado sua companheira, Maria Eugênia, com quem criou Chicão.
Canções como "Come Together", "Nós", "Non, Je Ne Regrette Rien" e "Na cadência do samba" estão presentes e reforçam a pluralidade no repertório de Cássia Eller.
Fonte: UOL
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
MILTON NASCIMENTO FAZ DUETO PÓSTUMO COM CÁSSIA ELLER
Música Retrato num papel foi gravada pela cantora aos 19 anos e ainda terá a participação do filho de Cássia Eller
Uma história terna e improvável vai unir Cássia Eller e Milton Nascimento em um dueto póstumo. Os dois vão cantar juntos na inédita Retrato num papel, parceria de Cássia com Simone Saback, cujo único registro está em uma fita gravada pela cantora aos 19 anos. A canção estará em um disco com lançamento previsto para 2014 e que tem ainda a participação do filho de Cássia, Chicão, e produção de Rodrigo Garcia, que ajuda a administrar o acervo da artista.
O dueto é uma homenagem de Nascimento, que ficou enternecido, anos atrás, quando descobriu que Cássia se inspirara em uma de suas composições, Francisco, para dar nome ao filho. No disco-homenagem, haverá ainda outra inédita, Flor do sol, também composta em parceria com Simone. A faixa já havia sido lançada no iTunes no ano passado para comemorar o aniversário de 50 anos de Cássia.
Fonte: Correio Brasiliense
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
MÚSICA E DISCO COM REGISTROS INÉDITOS REVERENCIAM O NOME DE CÁSSIA ELLER POR SEUS 50 ANOS
Hoje, 10 de dezembro, Cássia Eller completaria 50 anos. Para não deixar a data passar em branco é lançada, via iTunes, a canção "Flor do sol", uma das raras composições da artista que tinha por predileção a interpretação.
Por Bruno Negromonte
Cássia Rejane Eller marcou a história da música popular brasileira em sua breve passagem por ela. De presença marcante no palco, Eller tornou-se um dos nomes mais emblemáticos da recente história da MPB não só por suas performance exacerbadamente visceral ao vivo, mas também por sua prematura partida, quando aos 39 anos, em dezembro de 2001, faleceu. Apesar da "alcunha" de roqueira, Cássia soube deixar a sua peculiar marca em registros de diversos ritmos, tais quais bossas, sambas e outros. Para não deixar a data passar em branco foi lançada hoje, através do iTunes, uma composição inédita da artista composta em 1982 (oito anos antes de Cássia começar a ganhar projeção nacional), quando tinha tinha 19 anos e residia em Brasília.
A canção intitulada "Flor do sol" trata-se na verdade de uma parceria da artista com Simone Saback e trata-se de um registro caseiro, cujo lançamento foi arquitetado e finalizado pelo filho da cantora, o músico Francisco Eller - o Chicão - e contou com a participação de diversos músicos como, por exemplo, a percussionista Lan Lan e a cantora Jussara Silveira.
A gravadora Universal Music também prestará outra homenagem pela passagem dos 50 anos da cantora, ainda em 2012 chegará as lojas de todo o país o CD e o DVD "Do lado do Avesso", um álbum ao vivo, no formato voz e violão, que traz um espetáculo feito pela artista no Rio de Janeiro (RJ), em 2001, dentro do projeto A Luz do Solo. Dentre as novidades desse registro estão interpretações inéditas para canções como "Diamante Verdadeiro" (Caetano Veloso) (lançado por Maria Bethânia no álbum Álibi (1978)) e "Espaço" (do Vitor Ramil).
Prestes a completar-se o décimo primeiro ano sem a cantora são válidos reavivar a memória daquela que deixou uma lacuna impreenchível dentro do universo pop rock brasileiro de todos os tempos até os dias atuais. De voz marcante e indomável nos palcos, a intensidade tão inerente à Cássia Eller fez com que, até mesmo depois de uma década de ausência, sua voz e talento ainda ecoe em diversos projetos fonográficos.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
CÁSSIA ELLER, 10 ANOS DE SAUDADES
Há exatamente 10 anos morria Cássia Eller, um dos ícones do rock nacional dos anos 90. Sua morte, mesmo depois de uma década, ainda deixa uma importante lacuna na música brasileira contemporânea.
Por Bruno Negromonte

Todos já se preparavam para as festividades do reveillon de 2001, ano extremamente importante e que trouxe em definitivo a consagração como artista de Cássia Eller. Foi o ano em que a artista teve o projeto Acústico MTV vinculado ao seu nome e conseguiu estrondoso sucesso de crítica e público. Isso era possível atestar a partir da sua agenda de shows e das vendagens expressivas do álbum "Acústico MTV", disco este que pela primeira vez dava a artista o disco de platina duplo pela vendagem de quase um milhão de discos. O ano de 2002 prometia pois a agenda de Cássia já tinha várias datas reservadas. Seus 900 mil discos vendidos do último projeto pareciam que iriam além desses significativos números e essa sua consagração seria absoluta, porém toda essa exposição e agenda invariavelmente cheia trouxe graves consequências para a cantora que na tarde do dia 29 de dezembro de 2001 sentiu os efeitos dessa rotina estressante.
Por volta das 13 horas, Cássia Rejane Eller chegou a Clínica Santa Maria, no Bairro de Laranjeiras (zona sul do Rio de Janeiro) queixando-se, dentre outras coisas, de mal estar e enjôo. Segundo o empresário de Cássia os sintomas eram consequência de estresse provocado por excesso de trabalho, pois conforme seu relato ela havia feito em apenas sete meses mais de 100 shows. Ao dar entrada na clínica ela foi imediatamente acolhida na unidade coronariana chegando a ficar também no CTI (Centro de Terapia Intensiva). Segundo o boletim médico, assinado na época pelo diretor da clínica, Gedalias Heringer Filho, a cantora e instrumentista havia chegado à clinica "com quadro de desorientação e agitação, tendo evoluído rapidamente para depressão respiratória e parada cardiorrespiratória".
O único boletim médico divulgado na data da morte da cantora não revelou a causa morte da artista, fato que acabou gerando diversas versões para o fato, dentre os quais que ela havia falecido em consequência de uma overdose. Depois dos laudos periciais do IML carioca foi-se concluído a hipótese de causa morte um infarto do miocárdio.
Para a data não passar em brancas nuvens em novembro foi lançada a "Caixa Eller" que traz a discografia da artista mais um DVD (violões) sob coordenação e remasterização do Carlos Savalla e uma coletânea intitulada "Relicário" (produção do próprio Nando e Felipe Cambraia), que apresenta canções de Nando Reis interpretadas por Cássia (tendo inclusive como subtítulo As Canções Que o Nando Fez Pra Cássia Cantar). Dentre as 14 faixas presentes no álbum há 3 canções inéditas: "As Coisas Tão Mais Lindas", é uma versão que Cássia e Nando gravaram com voz e violão, ao vivo, para um site; "Um Tiro no Coração", da mesma apresentação; e "Baby Love", registro da pré-produção do disco Com Você... Meu Mundo Ficaria Completo, de 1999. Esta última tem a participação especial do filho da cantora com o falecido baixista Otávio Filho, Chicão (como Cássia chamava o filho Francisco Eller) dá uma força para a percussionista Lan Lan. Em 2012, em comemoração aos 50 anos que a artista completaria está previsto o lançamento de um documentário com a história de Cássia a partir de cenas pessoais da rockeira. Segundo o diretor Paulo Henrique Fontenelle será mostrada as mais diversas cenas com a artista indo desde o início da carreira ao auge alcançado por ela no ano de sua morte. O documentarista e diretor contou com materiais em VHS da família e de amigos para a produção do filme. A ideia, segundo ele, é mostrar um lado desconhecido de Cássia Eller.
Segundo o site Wikipédia Cássia (filha de um sargento pára-quedista do Exército e de uma dona-de-casa) teve seu nome sugerido pela avó, devota de Santa Rita de Cássia e nasceu no Rio de Janeiro
Aos 6 anos mudou-se com a família para Belo Horizonte. Aos 10, foi para Santarém, no Pará. Aos 12 anos, voltou para o Rio. O interesse pela música começou aos 14 anos, quando ganhou um violão de presente. Tocava principalmente músicas dos Beatles. Aos 18, chegou a Brasília. Ali, cantou em coral, fez testes para musicais, trabalhou em duas óperas como corista, além de se apresentar como cantora de um grupo de forró. Também fez parte, durante dois anos, do primeiro trio elétrico de Brasília, denominado Massa Real, e tocou surdo em um grupo de samba. Trabalhou em vários bares (como o Bom Demais), cantando e tocando.
Um ano mais tarde, foi para Minas Gerais, onde trabalhou como servente de pedreiro. "Fiz massa e assentei tijolos", contava. Na escola, não chegou a terminar o ensino médio, por causa também dos shows que fazia, não teria tempo para estudar.
Caracterizada pela voz grave e pelo ecletismo musical, interpretou canções de grandes compositores do rock brasileiro, como Cazuza e Renato Russo, além de artistas da MPB como Caetano Veloso e Chico Buarque, passando pelo pop de Nando Reis e o incomum de Arrigo Barnabé e Wally Salomão, até sambas de Riachão e rocks clássicos de Jimi Hendrix, Rita Lee, Beatles, John Lennon e Nirvana.
Teve uma trajetória musical bastante importante, embora curta, com algo em torno de dez álbuns próprios gravados no decorrer de doze anos de carreira. De fato, somente em 1989 sua carreira decolou. Ajudada por um tio seu, gravou uma fita demo com a canção "Por enquanto", de Renato Russo. Este mesmo tio levou a fita à PolyGram, o que resultou na contratação de Cássia pela gravadora. Sua primeira participação em disco foi em 1990, no LP de Wagner Tiso intitulado "Baobab".
Cássia Eller sempre teve uma presença de palco bastante intensa, assumia a preferência por álbuns gravados ao vivo e ela era convidada constantemente para participações especiais e interpretações sob encomenda, singulares, personalizadas.
Outra característica importante é o fato de ela ter assumido uma postura de intérprete declarada, tendo composto apenas três das canções que gravou: "Lullaby" (parceria com Márcio Faraco) em seu primeiro disco, Cássia Eller, de 1990 (LP com 60.000 cópias vendidas, sobretudo em razão do sucesso da faixa "Por enquanto" de Renato Russo); "Eles" (dela com Luiz Pinheiro e Tavinho Fialho) e "O Marginal" (dela com Hermelino Neder, Luiz Pinheiro e Zé Marcos), no segundo disco, O Marginal (1992).
Era homossexual assumida e morava com a parceira Maria Eugênia Vieira Martins, com a qual criava o filho Francisco (chamado carinhosamente de Chicão). Ela teve seu filho com o baixista Tavinho Fialho. Ele faleceu em um acidente automobilístico meses antes do nascimento de Francisco. Maria ficou responsável pela criação do filho de Cássia após a morte de sua companheira.

2001 foi um ano bastante produtivo para Cássia Eller. Em 13 de janeiro de 2001, apresentou-se no Rock in Rio III, num show em que baião, samba e clássicos da MPB foram cantados em ritmo de rock. Neste dia, o organograma de apresentação foi o seguinte: R.E.M., Foo Fighters, Beck, Barão Vermelho, Fernanda Abreu e Cássia Eller. 190 mil pessoas compareceram a esta apresentação.
Entre maio e dezembro, Cássia Eller fez 95 shows. O que levou a cantora a gravar um DVD, nos moldes de sua preferência - ao vivo: o Acústico MTV, gravado entre 7 e 8 de março, em São Paulo, no qual Cássia contou com o um grupo de alto nível técnico e artístico: Nando Reis (direção musical/autoria, voz e violão em "Relicário" / voz em "De Esquina" de Xis), os músicos da banda Luiz Brasil (direção musical /cifras / violões e bandolim), Walter Villaça (violões e bandolim), Fernando Nunes (baixolão), Paulo Calasans (piano acústico Hammond e órgão Hammond), João Vianna (bateria, surdo, ganzá, ralador e lâmina), Lan Lan (percussão) e Thamyma Brasil (percussão), os músicos convidados Bernardo Bessler (violino), Iura (Cello), Alberto Continentino (contrabaixo acústico), Cristiano Alves (clarinete e clarone), Dirceu Leite (sax, flauta e clarineta), entre muitos outros. Este álbum foi composto por 17 faixas, acrescidas do Making Of, galeria de fotos, discografia e i.clip. O álbum vendeu até hoje mais de 900 mil cópias e se tornou o maior sucesso da carreira de Cássia, sendo que até então, apesar das boas vendagens e da experiência, ela não era considerada uma cantora extremamente popular.
No fim do ano, ela se apresentaria na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, no Rio, durante os festejos do réveillon. Faleceu dois dias antes, em 29 de dezembro. Foi substituída por Luciana Mello. Em vários pontos do Rio de Janeiro, fez-se um minuto de silêncio durante a comemoração da passagem do ano em memória de Cássia Eller. Vários artistas também prestaram homenagem à cantora em seus shows, na virada do ano.
* Renato e Cazuza
Criada em estados do país, por conta da vida militar do pai, Cássia tinha pontos em comum com Renato Russo (1960-1996) e Cazuza (1958-1990): rebeldia, homossexualidade, carisma e a habilidade de interpretar canções que traduziam angústias, amores e prazeres dos jovens.
Coincidentemente, seu primeiro hit, em 1990, foi a regravação de Por Enquanto (Renato Russo), do álbum de estreia da Legião Urbana. Ela transformou a música numa canção folk triste de doer. No mesmo disco, Cássia gravou Que o Deus Venha, poema de Clarice Lispector musicado por Cazuza & Frejat e que o Barão Vermelho lançou no álbum Declare Guerra (1986). Mas, foi com Veneno Antimonotonia, em 1997, que Cássia demonstrou 100% sua paixão por Cazuza. Sob a direção artística do poeta baiano Waly Salomão (1943-2003), ela regravou 14 músicas do "exagerado". A turnê gerou o ao vivo Veneno Vivo (1998), no qual a artista incorporaria a percussionista baiana Lan Lan à sua banda - e Lan Lan seguiria com Cássia Eller até aquele trágico 29 de dezembro de 2001, no Rio.
* Alma gêmea de Nando Reis
Todo bom cancionista, podemos dizer, sonha em ter uma mulher que seja a sua melhor intérprete. Nem que seja para saber como ficaria sua criação numa marcante voz feminina. Nando Reis, 48 anos, compôs e fez algumas parcerias com Marisa Monte, quando namoraram nos primeiros anos da década de 90. Mas, ao encontrar Cássia Eller (1962-2001), foi que Nando Reis encontrou a sua melhor tradução como intérprete, além de uma amizade que influenciaria até a sua inspiração como compositor.
A confessional All Star, gravada inicialmente por Nando em 2000 e lançada na voz de Cássia no póstumo Dez de Dezembro (2002), é a canção-símbolo dessa relação especial: “Estranho seria se eu não me apaixonasse por você/ O sal viria doce para os novos lábios/ Colombo procurou as Índias, mas a terra avisto em você/ O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário/ Estranho é gostar tanto do seu All Star azul...”, diz a letra da bonita composição.
A confessional All Star, gravada inicialmente por Nando em 2000 e lançada na voz de Cássia no póstumo Dez de Dezembro (2002), é a canção-símbolo dessa relação especial: “Estranho seria se eu não me apaixonasse por você/ O sal viria doce para os novos lábios/ Colombo procurou as Índias, mas a terra avisto em você/ O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário/ Estranho é gostar tanto do seu All Star azul...”, diz a letra da bonita composição.
O melhor e mais refinado disco de estúdio de Cássia Eller foi produzido por Nando Reis (e pelo guitarrista baiano Luiz Brasil): Com Você... Meu Mundo Ficaria Completo, em 1999. Nele, a cantora intensa explorou melhor as suas nuances de intérprete, incluindo a delicadeza.
Discografia Oficial - Cássia Eller
Cássia Eller (1990)
Faixas:
01 - Já Deu Para Sentir - Tutu
02 - Rubens
03 - Barraco
04 - Que O Deus Venha
05 - Eleanor Rigby
06 - Otário
07 - Por Enquanto
08 - O Dedo De Deus
09 - Lullaby
10 - Não Sei O Que Eu Quero Da Vida
11 - Tutti Frutti (só no CD)
02 - Rubens
03 - Barraco
04 - Que O Deus Venha
05 - Eleanor Rigby
06 - Otário
07 - Por Enquanto
08 - O Dedo De Deus
09 - Lullaby
10 - Não Sei O Que Eu Quero Da Vida
11 - Tutti Frutti (só no CD)
Faixas:
01 - Caso Você Queira Saber
02 - Sonhei Que Viajava Com Você
03 - Sensações
04 - Teu Bem
05 - Aminésia
06 - O Marginal
07 - Eles
08 - Aquele Grandão
09 - Bobagem
10 - Comédia
11 - Hear My Train Coming
12 - If Ssix Was Nine
Faixas:
01 - Partners
02 - Malandragem
03 - E.C.T.
04 - Try A Little Tenderness
05 - 1º de Julho
06 - Na Cadência do Samba
07 - Lanterna dos Afogados
08 - Coroné Antonio Bento
09 - Metrô Linha 743
10 - Socorro
11 - Blues do Iniciante
12 - Música Urbana 2
13 - Pétala
01 - Caso Você Queira Saber
02 - Sonhei Que Viajava Com Você
03 - Sensações
04 - Teu Bem
05 - Aminésia
06 - O Marginal
07 - Eles
08 - Aquele Grandão
09 - Bobagem
10 - Comédia
11 - Hear My Train Coming
12 - If Ssix Was Nine
Cássia Eller (1994)
Faixas:01 - Partners
02 - Malandragem
03 - E.C.T.
04 - Try A Little Tenderness
05 - 1º de Julho
06 - Na Cadência do Samba
07 - Lanterna dos Afogados
08 - Coroné Antonio Bento
09 - Metrô Linha 743
10 - Socorro
11 - Blues do Iniciante
12 - Música Urbana 2
13 - Pétala
Cássia Eller ao Vivo (1996)
Faixas:01 - E.C.T
02 - Nenhum Roberto
03 - Eu sou neguinha
04 - Nós
05 - 1 de Julho
06 - Na cadência do samba
07 - Por enquanto
08 - Try a little tenderness
09 - Malandragem
10 - Não amo ninguém
11 - Música urbana II
12 - Socorro
13 - Metrô linha 743
14 - Coronel Antônio Bento
Veneno AntiMonotonia (1997)
Faixas:01 - Brasil
02 - Blues Da Piedade
03 - Obrigado (Por Ter Se Mandado)
04 - Menina Mimada
05 - Todo Amor Que Houver Nessa Vida
06 - Billy Negão
07 - Bete Balanço
08 - A Orelha De Eurídice
09 - Só As Mães São Felizes
10 - Ponto Fraco
11 - Por Que A Gente É Assim?
12 - Preciso Dizer Que Te Amo
13 - Mal Nenhum
14 - Pro Dia Nascer Feliz
Veneno Vivo (1998)
Faixas:01 - Brasil
02 - Amor Destrambelhado
03 - Obrigado (Por Ter Se Mandado)
04 - Vida Bandida
05 - Billy Negão
06 - Farrapo Humano
07 - Nós
08 - Mis Penas LLoraba Yo
09 - Todo Amor Que Houver Nessa Vida
10 - Ponto Fraco
11 - Faça O Que Quiser Fazer
12 - Geração Coca-Cola
13 - Todas As Mulheres Do Mundo
14 - Eu Queria Ser Cássia Eller
Com Você... Meu Mundo Ficaria Completo (1999)
Faixas:01 - O Segundo Sol
02 - Mapa do Meu Nada
03 - Gatas Extraordinárias
04 - Um Branco, um Xis, um Zero
05 - Meu Mundo Ficaria Completo ( Com Você )
06 - Palavras ao Vento
07 - Aprendiz de Feiticeiro
08 - Pedra Gigante
09 - Infernal
10 - Maluca
11 - As Coisas Tão Mais Lindas
12 - Esse Filme Eu Já Vi
Acústico MTV (2001)
Faixas:01 - Non, Je ne Regrette Rien
02 - Malandragem
03 - E.C.T.
04 - Vá Morar com o Diabo
05 - Partido Alto
06 - Primeiro de Julho
07 - Luz dos Olhos
08 - Todo Amor que Houver Nesse Vida
09 - Queremos Saber
10 - Por Enquanto
11 - Relicário
12 - Segundo Sol
13 - Nós
14 - Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band
15 - Da Esquina
16 - Quando a Maré Encher
17 - Top Top
Dez de Dezembro (2002) (Póstumo)
Faixas:01 - Get Back
02 - No Recreio
03 - All Star
04 - Eu Sou Neguinha
05 - Nada Vai Mudar Isso
06 - Fiz O Que Pude
07 - Júlia
08 - Nenhum Roberto
09 - Little Wing
10 - Vila Do Sossego
11 - Só Se For a Dois
Rock in Rio ao Vivo (2006) (Póstumo)
Faixas:01 - 1º de Julho
02 - Partido Alto
03 - Pra Galera
04 - E.C.T.
05 - Obrigado (Por Ter se Mandado)
06 - O Segundo Sol (Nando Reis)
07 - Faça o que Quiser Fazer
08 - Infernal (Nando Reis)
09 - Malandragem (Cazuza; Roberto Frejat)
10 - Coroné Antonio Bento (João do Vale)/ K#*%!
11 - Come Together (John Lennon; Paul McCartney) / Corpo de Lama(Nação Zumbi)
12 - Quando a Maré Encher
13 - Smells Like Teen Spirit
* Por Hagamenon Brito







