PROFÍCUAS PARCERIAS

Gabaritados colunistas e colaboradores, de domingo a domingo, sempre com novos temas.

ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

Um bate-papo com alguns dos maiores nomes da MPB e outros artistas em ascensão.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

TÚLIO BORGES, UM TALENTO

Por Aquiles Reis


Lá vem vindo o menestrel dos desa­tinos. Vem mon­tado em seu cavalo baio. Magia perambulando infinitos, sobrevoando tempos, pres­sentindo vidas. Lá vem o poeta avoando, cavalgando um sonho avoengo. Carrega nas mãos o cálice da amarga verdade. Voeja buscando semear boas ideias em terras sãs.

Ao vê-lo, uma mulher pergunta: “O que pretendes, senhor das noites?” “Deixo que a brisa toque”, ele responde. A mulher prossegue: “O que buscas, senhor dos dias?” “O sino em mim no tempo”, entoa o cantador. Um jovem se intromete: “Ora, mulher, deixe que o homem siga. Não vês que ele é doido?” “Doido só podes ser tu, meu jovem, que não vê arder no cantador a labareda do futuro e do passado”, retruca a mulher.

Interrompendo o seu passar, o menestrel murmura alegorias... A mulher vira-se para melhor ouvi-lo e vê que quem acabou de lhe dirigir a palavra é agora um vulto que vai distante, em meio a denso feixe de estrelas. Ela acena, numa entristecida despedida. (O moço de há muito tomou outro rumo.) O silêncio se fez mais dolorido do que a solidão. Voltando-se para a mulher, o menestrel lança sua chama derradeira: “O vento sabe quando é tempo, e quando é silêncio entendo”.

A mulher e o moço são, claro, mera ficção. Mas os versos que compõem a fala do menestrel/cantador (“Deixo que a brisa toque/ O sino em mim no tempo/ O vento sabe quando é tempo/ E quando é silêncio entendo”) são da música “Eu Venho Vagando no Ar” (Túlio Borges), que dá título ao primeiro CD deste cantor, poeta e compositor.

Borges fecha o CD com ela, cantando acompanhado apenas do violão de Rafael dos Anjos e do pífano de Davi Abreu. Rafael dedilha a introdução e segue junto com o pífano de Davi, prenunciando a profundidade do que cantará a voz aguda, firme e afinada de Túlio.

Para abrir o disco, ele adaptou alguns “pontos” de domínio público que sempre ouviu D. Inácia (que o criou e trabalha com sua família há mais de 35 anos) cantar. Ela sola os versos que encerram a faixa. A percussão de Amoy Ribas realça a pueril candura de cada ponto, todos cantados doce e amorosamente por Túlio.

Em “Toca Aí” (Túlio Borges), o violão de Rafael dos Anjos é tocado de forma a deixar a letra fluir: “Toca aí uma canção pra eu cansar de ouvir/ Uma canção pra eu pensar em mim/ Pra eu calar e tentar me ouvir/ Vou fechar os olhos/ Se eu chorar, continua/ Há muito choro em mim/ Por mil razões que eu sei/ E mais dez mil que herdei”. Modestamente, eu respondo a cada um dos versos: “Ela está aí, cantador, nós a ouviremos até nos encantar. Nós nos calaremos, poeta, e o ouviremos enquanto o refletimos em nós. Acompanharemos seu choro e seguiremos, pois ele e mil porquês habitam também em nós.”

Construtor de melodias inesperadas, criador de poesia calorosa, a música de Túlio Borges tudo harmoniza em suave cumplicidade, com cuidadosa feitura. Seu CD independente Eu Venho Vagando no Ar traduz com música os sentidos e os sentimentos que são seus, mas também são nossos.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O SOM DO VINIL E A TRILOGIA DO RÉ COM CHARLES GAVIN

Parte 01:




Parte 02:

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

35 ANOS SEM ARACY COSTA

Por Bruno Negromonte

Quando criança trabalhou em circo Iniciou a carreira artística em 1948 ao participar do concurso "A procura de uma Lady Crooner", da Rádio Clube do Brasil, que se destinava a encontrar uma cantora para a orquestra de Napoleão Tavares. Nesse ano, dois meses depois, venceu o concurso de calouros do programa "Papel Carbono", de Renato Murce, e foi contratada pela Rádio Nacional.

Em 1949, passou a atuar na Rádio Guanabara e posteriormente foi para a Rádio Tupi por intermédio do compositor Haroldo Barbosa. Estreou em discos na Todamérioca em 1950 com os baiões "Obalalá", de Xerém e Guará e "Rio Vermelho", de J. Batista e Guará. No mesmo ano, gravou a marcha "Também tenho", de Peterpan e Ari Monteiro e o samba "Eu sou assim", de Peterpan e Amadeu Veloso. Gravou duas composições da dupla Roberto Martins e Ari Monteiro em 1951, o maxixe "Maxixe do beijo" e o samba "Se você me adora". Gravou em 1952 o samba "Até logo amor", de Cristóvão de Alencar e César Brasil e a marcha "Imigrante", de Ari Monteiro e Irani de Oliveira e no ano seguinte, o samba "Dim-dim-dim", de Peterpan e José Batista e a rumba "Rumba, rumba", de Rosalino Senos e Oldemar Magalhães. Nesse ano, fez sucesso no carnaval com a marcha "Papai me disse", de Peterpan e José Batista.



Viajou para uma excrusão pela Argentina e pelo Uruguai com a orquestra do maestro Carioca em 1953 indo posteriormente apresentar-se nos Estados Unidos como crooner da orquestra de Ary Barroso. Gravou em 1954 os baiões "Iaiá da Bahia chegou", de Clodoaldo Brito e João Melo e "Rio Guará", de Luiz Vieira e João do Vale. Nesse ano, ingressou na Columbia e lançou os baiões "Querubim", de Humberto Teixeira e "Romaria a Santo Antônio", de Henrique de Almeida e Rômulo Paes; o maxixe "Um carioca na Bahia", de Hilton Simões e J. Miranda e o samba "Deixa sofrer", de Cyro Monteiro e Dias da Cruz. Em 1955, foi escolhida como a melhor cantora das emissoras associadas, época em que esperimentou seu apogeu artístico.

Foi contratada pela RCA Victor em 1956 e estreou cantando o baião "Na beira-mar", de Zé Dantas e a toada "Coração pequenino", de Valdir Rocha e Salvador Miceli. No mesmo ano, gravou a marcha "Zum, zum, zum", de Haroldo Lobo e Brasinha e o samba "Estrada da vida", de Sebastião Gomes, Newton Braziel e Mirabeau. No ano seguinte, lançou o samba "Outra vila", de Maria Terezinha e o bolero "Refrães", de Gardaz e Voumar com versão de Júlio Nagib. Gravou em seguida o fox "Depois das sete e quarenta", de Fernando César e Carlos César e a guarânia "Tuas lágrimas", de Ortiz; Molar e Belafonte.

Foi contratada pela gravadora Continental em 1958 e estreou cantandoo mambo-rock "Tequila", de Chuck Rio e Paulo Rogério e o samba "Samba do teleco-teco", de João Roberto Kelly. Em seguida gravou a marcha "A mulher do Fu-Man-Chu", de João de Barro e Alberto Ribeiro e a batucada "Também vou na jogada", de José Batista e João da Silva. Lançou no ano seguinte os sambas "Consolo de otário", de João Roberto Kelly e "Favela amarela", de Jota Jr. e Oldemar Magalhães, este um grande sucesso no carnaval e uma das músicas mais reconhecidas de seu repertório; o bolero-mambo "Tua", de Malgoni e Pallesi com versão de Lourival Faissal e a marcha "Carnaval na lua", de João de Barro.



Em 1960, gravou os mambos "Kani mambo", de A . Fonseca, R. Ferreira e M. Siqueira e "Mustafá bossa nova", de Bob Azan, E . Barclay e Luiz Mergulhão e os sambas "Brotinho bossa nova", de João Roberto Kelly e "Em hora errada", de Fernando César e Diva Correia. No carnaval desse ano, com o samba "Favela amarela", gravado meses antes foi eleita como "Rainha do Carnaval".

Em 1961, lançou o samba "Luz de Mangueira", de Paulo Menezes, Dalton Furtado e Edu Rocha e a marcha "Bate mas tem som", de Jackson do Pandeiro e Geraldo Figueiredo. Doia anos depois, gravou a marcha "Botão de laranjeira", de Brasinha, Rutinaldo e Jorge Gonçalves e o samba "Quero chorar", de João de Oliveira e Oldemar Magalhães. Gravou 28 discos em 78 rpm pelas gravadoras Todamérica, Columbia, RCA Victor e Continental.

PILANTRAGEM, O GÊNERO MUSICAL QUE A MPB ESQUECEU...

Por Artur Xexéo

A capa do livro não me entusiasmou: uma foto de Wilson Simonal, usando a bandana tradicional que caracterizava seu figurino, sobre o título “Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga”. Minha interpretação foi rápida: lá vem mais uma obra tentando recuperar a importãncia de Simonal na música brasileira. Resisti à implicância e abri o livro. Me dei bem. O trabalho do historiador Gustavo Alonso, que a editora Record está mandando este mês para as livrarias, pretende mesmo entender o ostracismo a que Simonal foi relegado e recuperar sua importância, mas de uma maneira original, talvez da maneira mais original entre as que foram tentadas até agora.

O livro empreende uma viagem aos anos 60, período em que a música brasileira fazia parte da luta política travada no país. Para começar, Alonso recupera um gênero que, até gora, nem mesmo era considerado um gênero: a Pilantragem. “O conceito MPB foi forjado por meio da luta contra a ditadura, ecoando e catalisando a construção de uma memória de resistência que a própria sociedade vinha criando para si mesma”, escreve o autor, para explicar as canções de Bethãnias e Vandrés, consideradas a única coisa importante que era composta na época. “A História da MPB sempre foi privilegiada por pesquisadores, escritores, acadêmicos e jornalistas, muito mais do que qualquer outro gênero musical. É comum que artistas não identificados a este gênero estético-político sejam associados à baixa qualidade estética e à ‘alienação’ política.”

Então é isso. Muito antes de o nome de Simonal ser associado à imagem de dedo-duro a partir de a seu polêmico envolvimento na detenção ilegal de seu contador, como está mais do que explicado no documentário “Simonal — Ninguém sabe o duro que dei”, de Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, o cantor já era associado à baixa qualidade, um alienado, um adesista e, portanto, não merecia fazer parte da História da nossa música.
“Certos artistas são silenciados pela memória hegemônica em nome de um conceito estético e político, apagando-se a vivência afetiva de milhões de brasileiros”, escreve Alonso, me fazendo lembrar que, lá em casa, a vitrola não parava de tocar Simonal, a Turma da Pilantragem, Regininha, Antônio Adolfo e A Brazuca, Turma da Pesada e uma certa fase de Marcos e Paulo Sérgio Valle. Por que nunca se fala deles quando se escreve sobre a música dos anos 60? É o que o livro de Gustavo Alonso explica.
Para ser mais polêmico, o autor é definitivo: a Pilantragem, um projeto estético da década de 60, inventado por Simonal, Carlos Imperial e Nonato Buzar, “buscava, como o Tropicalismo, fundir o que vinha ‘de fora’ com as tradições de ‘de dentro’. (...) Assim como a bossa nova teve em Tom Jobim o ‘maestro soberano’, a Pilantragem também teve seu cérebro musical: Cesar Camargo Mariano. Muito antes de ser conhecido e reconhecido pelos arranjos para Elis Regina na década de 70, ele já era um dos grandes responsáveis pelo movimento da Pilantragem, criando levadas inovadoras e sacudindo todo mundo com suingues dançantes através do instinto e da sensibilidade de Simonal.” Aí já há combustível suficiente para uma explosão e tanto nas entranhas da MPB, mas o livro é muito, muito mais inflamável.

A trajetória De Simonal é muitas vezes abandonada para o autor se debruçar sobre o tempo em que a música brasileira se dividia entre resistentes e adesistas. Um tempo de passeatas contra guitarras elétricas, do papel do jornal “O Pasquim” em determinar quem merecia ser ouvido (os resistentes) e quem não (os adesistas), da intolerância que quase acabou com a carreira de Ivan Lins, do preconceito que acabou com a carreira de Erlon Chaves... O livro traz ainda uma tese nova que promete reacender o velho debate: a transposição da imagem de Chico Buarque de adesista à resistente.
“A imagem do artista hoje é a do resistente ideal, louvado pela postura combativa e aguerrida na luta cultural contra o regime”, escreve Alonso. “No início da carreira, muitos tiveram dificuldades em associá-lo à luta contra a ditadura, pois ele quase sempre preferia compor temas lírico-amorosos e ‘alienados’.’’ O autor lembra que “Carolina”, de Chico, fez parte do repertório de Agnaldo Rayol no disco “As minhas preferidas”, uma seleção de canções “preferidas” do presidente Costa e Silva. E que a imagem de Chico só se transformou após o que ele chama de “breve” exílio do artista na Itália. Baseado em tese ainda não publicada do historiador italiano Luca Bacchini, o ivro é contundente: “Sabendo da sede da juventude italiana pelos mitos da América Latina, especialmente Che Guevara, a RCA (gravadora italiana) criou uma campanha publicitária que colocava Chico Buarque vítima da ditadura. Passou-se a vender a ideia de que ele era um exilado político, cantor de protesto expulso do país. Paradoxalmente, foi na Itália que Chico tornou-se o resistente ideal.

É lenha na fogueira da MPB. E bem que a MPB está precisando.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

FOI NO MÊS QUE VEM (BEATRICE MASON)

ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL: SUPREMO DECIDE PELA INUTILIDADE

Registro de músico em entidade de classe não é obrigatório.

Por César Sant'ana


O exercício da profissão de músico não está condicionado a prévio registro ou licença de entidade de classe. Esse foi entendimento do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) que, por unanimidade dos votos, desproveu o Recurso Extraordinário (RE) 414426, de autoria do Conselho Regional da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), em Santa Catarina.

O caso

O processo teve início com um mandado de segurança impetrado contra ato de fiscalização da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), que exigiu dos autores da ação o registro na entidade de classe como condição para exercer a profissão.

O RE questionava acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que, com base no art. 5º, incisos IX e XIII, da Constituição Federal (CF), entendeu que a atividade de músico não depende de registro ou licença e que a sua livre expressão não pode ser impedida por interesses do órgão de classe.

Para o TRF, o músico dispõe de meios próprios para pagar anuidades devidas, sem vincular sua cobrança à proibição do exercício da profissão. No recurso, a OMB sustentava afronta aos artigos 5º, incisos IX e XIII, e 170, parágrafo único, da CF, alegando que o exercício de qualquer profissão ou trabalho está condicionado pelas referidas normas constitucionais às qualificações específicas de cada profissão e que, no caso dos músicos, a Lei 3.857/60 (que regulamenta a atuação da Ordem dos Músicos) estabelece essas restrições.

Em novembro de 2009, o processo foi remetido ao Plenário pela Segunda Turma da Corte, ao considerar que o assunto guarda analogia com a questão do diploma para jornalista. Em decisão Plenária ocorrida no RE 511961, em 17 de junho de 2009, os ministros julgaram inconstitucional a exigência de diploma de jornalista para o exercício profissional dessa categoria.

Voto da relatora

"A liberdade de exercício profissional – inciso XIII, do artigo 5º, da CF – é quase absoluta", ressaltou a ministra, ao negar provimento ao recurso. Segundo ela, qualquer restrição a esta liberdade "só se justifica se houver necessidade de proteção do interesse público, por exemplo, pelo mau exercício de atividades para as quais seja necessário um conhecimento específico altamente técnico ou, ainda, alguma habilidade já demonstrada, como é o caso dos condutores de veículos".

A ministra considerou que as restrições ao exercício de qualquer profissão ou atividade devem obedecer ao princípio da mínima intervenção, a qual deve ser baseada pelos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Em relação ao caso concreto, Ellen Gracie avaliou que não há qualquer risco de dano social. "Não se trata de uma atividade como o exercício da profissão médica ou da profissão de engenheiro ou de advogado", disse.

"A música é uma arte em si, algo sublime, próximo da divindade, de modo que se tem talento para a música ou não se tem", completou a relatora. Na hipótese, a ministra entendeu que a liberdade de expressão se sobrepõe, como ocorreu no julgamento do RE 511961, em que o Tribunal afastou a exigência de registro e diploma para o exercício da profissão de jornalista.

Totalitarismo

O voto da ministra Ellen Gracie, pelo desprovimento do RE, foi acompanhado integralmente pelos ministros da Corte. O ministro Ricardo Lewandowski lembrou que o artigo 215, da Constituição, garante a todos os brasileiros o acesso aos bens da cultura "e as manifestações artísticas, inegavelmente, integram este universo. De acordo com ele, uma das características dos regimes totalitários é exatamente este, "o de se imiscuir na produção artística".

Nesse mesmo sentido, o ministro Celso de Mello afirmou que o excesso de regulamentação legislativa, muitas vezes, "denota de modo consciente ou não uma tendência totalitária no sentido de interferir no desempenho da atividade profissional". Conforme ele, "é evidente que não tem sentido, no caso da liberdade artística em relação à atividade musical, impor-se essa intervenção do Estado que se mostra tão restritiva".

Para o ministro Gilmar Mendes, a intervenção do Estado apenas pode ocorrer quando, de fato, se impuser algum tipo de tutela. "Não há risco para a sociedade que justifique a tutela ou a intervenção estatal", disse.

Liberdade artística

O ministro Ayres Britto ressaltou que no inciso IX do artigo 5º, a Constituição Federal deixa claro que é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação. "E, no caso da música, sem dúvida estamos diante de arte pura talvez da mais sublime de todas as artes", avaliou.

Segundo o ministro Marco Aurélio, a situação concreta está enquadrada no parágrafo único do artigo 170 da CF, que revela que é assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei. "A Ordem dos Músicos foi criada por lei, mas a lei não previu a obrigatoriedade de filiação, nem o ônus para os musicistas", salientou.

Por sua vez, o ministro Cezar Peluso acentuou que só se justifica a intervenção do Estado para restringir ou condicionar o exercício de profissão quando haja algum risco à ordem pública ou a direitos individuais. Ele aproveitou a oportunidade para elogiar o magistrado de primeiro grau Carlos Alberto da Costa Dias que proferiu a decisão em 14 de maio de 2001, "cuja decisão é um primor". "Esta é uma bela sentença", disse o ministro, ao comentar que o TRF confirmou a decisão em uma folha.

Casos semelhantes

Ao final, ficou estabelecido que os ministros da Corte estão autorizados a decidir, monocraticamente, matérias idênticas com base nesse precedente.

domingo, 2 de outubro de 2011

MEMÓRIA MUSICAL BRASILEIRA

Geraldo Azevedo - Inclinações Musicais (1981)
Por Bruno Negromonte

O terceiro álbum solo do cantor e compositor pernambucano Geraldo Azevedo foi lançado a exatamente 30 anos atrás com o sugestivo título de “Inclinações Musicais”. Algo que chamou a atenção na época foi a contracapa muito criativa e que provocava uma associação da imagem à canção que dá nome ao disco: uma foto de uma vitrine de uma loja de discos fantasiosamente chamada de "Inclinações Musicais" com várias capas de Lp’s, algumas muito parecidas colocadas lado a lado (como era o caso do disco “Let it Be” dos Beatles ao lado da capa do disco “Qualquer Coisa” de Caetano e a capa do disco “Contrastes” de Jards Macalé ao lado da capa do disco “Double Fantasy” de John Lennon & Yoko Ono).

Com um time de peso neste álbum, Geraldo contou com a participação na ficha técnica deste LP de nomes como Novelli, Marcio Montarroyos, Robertinho do Recife, Sivuca e Dori Caymmi.

Neste álbum está presente canções como a versão dada por Geraldinho para "Canta coração"(gravada originalmente por Elba dois anos antes no LP "Ave de prata"); a canção que acabou tornando-se um clássico dentro do seu repertório, "Dia Branco"; a canção composta em homenagem ao seu filho Lucas, ao qual deu o nome da música e tantas outras.

Surge neste álbum alguns parceiros que acompanham o cantor e compositor nascido em Petrolina (PE) até os dias atuais. São nomes como Geraldo Amaral (compositor da canção"Campo Alegre" presente no disco e parceiro de Geraldo a partir de então em tantas outras) e Pipo Spera (parceiros em duas das canções presentes no álbum e em muitas outras posteriormente)

P.S. - Uma curiosidade interessante sobre este trabalho do Geraldo é que justamente a capa do disco que veio a inspirá-lo a compor Dia Branco (a canção que mais logrou êxito do álbum) não está presente na contracapa. Segundo entrevista do próprio Geraldo a uma emissora de rádio recentemente ele relata que o primeiro álbum solo do ex-beatle George Harrison (All Things Must Pass) teria dado a ele a inspiração necessária para a composição elaborada com Renato Rocha.

Faixas:
01 - Caravelas (Carlos Fernando - Geraldo Azevedo)
02 - Dia branco (Renato Rocha - Geraldo Azevedo)
03 - Canta coração (Carlos Fernando - Geraldo Azevedo)
04 - Coqueiros (Geraldo Azevedo - Marcus Vinicius)
05 - Um dia (Caetano Veloso)
06 - Moça bonita (Capinan - Geraldo Azevedo)
07 - Inclinações musicais (Renato Rocha - Geraldo Azevedo)
08 - La primera vez (En el instituto y en la universidad) (Garcia Lorca - Renato Rocha)
09 - Campo Alegre (Geraldo Amaral)
10 - Vento de vozes (Pippo Spera - Eduardo Marquez - Geraldo Azevedo)
11 - Lucas (Pippo Spera - Eduardo Marquez - Geraldo Azevedo)

Direção Artística: Mazola
Direção Musical: Geraldo Azevedo e Renato Rocha
Produção Executiva: Wellington Luiz
Assistente de Produção: Christina Ponce de León
Estúdios: SIGLA (gravação) e Transamérica (mixagem)
Técnico de Gravação: Edu de Oliveira
Auxiliares de Gravação: Nestor, Setginho, Antônio Carlos, Beto, João Ricardo e Carlos
Mixagem: Mazola, Geraldo Azevedo e Renato Rocha
Técnico de Mixagem: Victor Farias
Auxiliares de Mixagem: Enoc, Roberto, Magro e Mauro
Montagem: Victor Farias
Arregimentação: Paschoal Ferrota

sábado, 1 de outubro de 2011

SEGUNDO PESQUISA, MÚSICA É UMA DAS ALIADAS NO COMBATE AO CÂNCER

Por Bruno Negromonte


Pesquisa publicada recentemente nos Estados Unidos revela o que médicos norte-americanos vêm observando no quadro clínico de alguns enfermos: pacientes com câncer podem melhorar o tratamento contra a doença se submetidos a audição de música. Além disso, há outros efeitos positivos nas pessoas que se submetem a este tipo de terapia. Na pesquisa elaborada foi constatado que há melhoras em alguns aspectos clínicos e psicológicos dos pacientes dentre eles o humor, a questão das dores e qualidade de vida.

Pesquisas demonstraram que a ansiedade clínica diminuiu nos pacientes que foram tratados com música, além de ter melhorado a respiração e circulação. Com relação à depressão, não foi registrado nenhuma baixa.

Joke Bradt, da Universidade Drexel, na Filadélfia, disse que experimentos devem ser feitos para entender o impacto da música sobre o nível de estresse, pois os dados disponíveis ainda são insuficientes.

CALENDÁRIO MUSICAL - OUTUBRO

Dia 01 - Dia Mundial da Música.
Nasce a cantora e compositora carioca Regina Amália Serra de Souza, a Regininha (1945).
Nasce em Presidente Prudente (SP) a cantora e compositora Ana Caram (1958).
Nasce em Lagoa Vermelha (RS) o cantor e compositor João Miguel Marques de Medeiros, o Joel Marques (1952).

Dia 02 - Nasce o compositor, pianista, arranjador, orquestrador e produtor musical carioca Alberto Rosenblit (1954).
Morre no Rio de Janeiro o paraíbano Alfredo Ricardo do Nascimento, o Zé do norte (1979).
Nasce em Rio Claro (SP) a cantora e compositora Elisabete Marques Calligaris, a Bete Calligaris (1952).
Nasce em Nierói (RJ) a cantora e compositora Arícia Messias da Silva, a Arícia Mess (1959).

Dia 03 - Nasce o compositor e cantor paraibano Zé Ramalho (1949).
Morre no Rio de Janeiro a cantora Emília Savana da Silva Borba, popularmente conhecida por Emilinha Borba (2005).
Nasce em São Paulo o instrumentista, arranjador compositor e produtor musical Rodrigo Campello de Souza Ribeiro, o Rodrigo Campello (1960).
Nasce no Rio de Janeiro Orlando Garcia da Silva, o Orlando Silva (1915).
Morre no Rio de Janeiro Edson Vieira de Barros, o Ed Wilson (2010).
Nasce no Rio de Janeiro o instrumentista, compositor produtor musical e luthier Antonio Carlos Coelho Pelosi, o Tony Pelosi (1949).
Nasce no Rio de Janeiro o produtor musical Sérgio Magalhães de Carvalho, o Sérgio de Carvalho (1949).
Morre no Rio de Janeiro o compositor cearense Humberto Teixeira (1979).
Nasce o cantor e instrumentista capixaba Makley Martins Matos, o Markley Matos (1973).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor e produtor cultural Armando Henrique de Oliveira Schiavo, o Armando Schiavo (1943).
Morre em Mococa (SP) o compositor , clarinetista e pianista Nabor Pires Camargo (1996).
Nasce em Niterói (RJ) o instrumentista, compositor e arranjador Marcos de Andrade Nimrichter, O Marcos Nimrichter (1970).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor, instrumentista e compositor Cláudio Jorge de Barros, o Cláudio Barros (1949).
Nasce em Porto Alegre (RS) a cantora, compositora e instrumentista Adriana Calcanhotto (1965).

Dia 04 - Nasce em Rua Domingos Lopes, n. 298, Madureira (RJ), o compositor Silas de Oliveira Assumpção. Autor de "Meu Drama" (Silas e J. Ilarindo), "Aquarela Brasileira", "Cinco Bailes da História do Rio" (Silas, D. Ivone Lara e Bacalhau), "Heróis da Liberdade" (Silas e Mano Décio), entre outros. (1916)
Nasce em Nova Friburgo (RJ) o trompetista e pistonista José Luís Pinto, o Formiga (1932).
Nasce em Pernambuco o cantor, compositor e sanfoneiro Severino Januário (1918).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora e atriz Sandra Maria Braga Gottlieb, popularmente conhecida por Gottsha (1969).
Nasce em Caxias (MA) o cantor e compositor Francisco de Assis Santos, o Wilson de Assis (1943).
Nasce em Cataguazes (MG) o músico, violeiro professor de música, poeta e pintor Messias dos Santos (1942).
Nasce em Nísia Floresta (RN) o cantor e compositor Hilton Acioli (1939).
Nasce no Rio de Janeiro o arranjador e instrumentista Ricardo Pontes Ribeiro, o Ricardo Pontes (1947).
Morre no Rio de Janeiro o instrumentista e compositor Heitor dos Prazeres (1966).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor Silas Oliveira de Assumpção, o Silas de Oliveira (1916).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor e compositor Marcos Sampaio de Alcântara, o Marquinhos de Osvaldo Cruz (1961).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora e compositora Verônica Estill Sabino, a Verônica Sabino (1960).

Dia 05 - Nasce o cantor e compositor mineiro Moacir Franco (1936).

Morre no Rio de Janeiro o saxofonista e clarinetista pernambucano Juarez Assis de Araújo, o Juarez (2003).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor, poeta e ensaísta Francisco de Castro Mucci, o Francisco Bosco (1976).
Nasce em Curitiba (PR) o cantor e compositor Palminor Rodrigues Ferreira, o Lápis (1942).
Nasce em Campina Grande (PB) o cantor, instrumentista e compositor José Amazan da Silva, o Amazan (1963).
Morre no Rio de Janeiro o cantor Mário da Silveira Meirelles Reis, o Mário Reis (1981).
Morre no Rio de Janeiro o compositor Valdemar de Abreu, o Dunga (1991).

Dia 06 - Nasce no Rio de Janeiro, o cantor e compositor José Flores de Jesus - Zé Keti. (1921).
Nasce em Porto Alegre (RS) o flautista, saxofonista e clarinetista Dirceu Leitte (1961).
Morre no Rio de Janeiro o compositor e pianista Francisco José Freire Júnior, o Freire Júnior (1956).
Nasce o cantor, compositor e instrumentista Altemar Dutra de Oliveira, o Altemar Dutra (1943).

Dia 07 - Nasce a cantora gospel carioca Aline Barros (1976)
Nasce a cantora baiana Priscilla Novais Leone, conhecida popularmente por Pitty (1977)
Dia do compositor.
Nasce no Rio de Janeiro o compositor Nelson Trigueiro (1913).
Nasce em Bom Jardim (MG) o radialista, compositor produtor, jornalista, cantor José Messias (1928).
Nasce em Salvador (BA) o cantor e compositor Erasmo Silva (1911).
Morre em Niterói (RJ) o compositor e baterista Mirabeau (1991).
Morre no Rio de Janeiro o cantor, compositor e radialista Haroldo Guimarães Eiras, o Haroldo Eiras (1980).
Nasce em Juiz de Fora (MG) a cantora, compositora e instrumentista Isabella de Menezes Ladeira, a Isabella Ladeira (1968).
Nasce em Santo André (SP) o cantor, compositor e instrumentista Fernando Cavallieri (1962).
Nasce em Cruz Alta (RS) o violonista, arranjador e compositor Antonio Carlos Guimarães Cunha, o Cao Guimarães (1952).
Nasce em Belém (PA) a cantora e instrumentista Andréa Mara de Miranda Pinheiro, a Andréa Pinheiro (1970).
Nasce em São Paulo (SP) a arranjadora, instrumentista (flautista e saxofonista) e compositora Silvia de Oliveira Beraldo, a Silvia Beraldo (1953).

Dia 08 - Nasce o compositor maranhense Catulo da paixão cearense (1863).
Nasce o cantor e compositor paulista Royce do cavaco (1961).
Nasce em Recife o cantor, compositor e violonista Normando Marques dos Santos, o Normando Santos (1932).
Nasce em Campinas (SP) o violonista e compositor Paulo Mendes Pupo Nogueira, o Paulinho Nogueira (1929).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora, instrumentista e compositora Isabella Maria Lopes Leite, a Isabella Taviani (1968).Nasce em Natal (RN) o cantor, percussionista e compositor Severino Galvão Filho, o Galvão Filho (1959).
Nasce em Aimorés (MG) o compositor e letrista Paulo Thiago (1945).
Morre em São Paulo Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho da dupla Pena Branca e Xavantinho (1999).
Nasce no Rio de Janeiro o ator, cantor e compositor Olivio Henrique da Silva Fortes, o Lilico (1937).

Nasceu em Manaus (AM) o cantor, compositor e instrumentista Carlos Eduardo Bivar Pereira, o Carlos Bivar (1952).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora Marilu (1918).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor, ator e compositor Raul Entini Pepe Acolti Gil, o Raul Roulien (1902).
Morre no Rio de Janeiro o cantor e compositor Luís dos Santos Barbosa, o Luís Barbosa (1938).
Nasce em Tupã (SP) o compositor, produtor, multiinstrumentista e maestro Mário Campanha (1949).

Dia 09 - Nasce o músico ítalo-brasileiro Mario Giovanni Zandomeneghi, popularmente conhecido por Mário Zan (1920).
Nasce em Montevidéu (Uruguai) o cantor e compositor Taiguara Chalar da Silva, o Taiguara (1945).
Nasce em Timbaúba (PE) o instrumentista e compositor José Gonçalves Júnior, o Zumba (1889).
Nasce em Caldas (MG) o compositor Fernando Rocha Brant, o Fernando Brant (1946).
Nasce em Tupaciguara (MG) a cantora Nalva de Fátima Aguiar, a Nalva Aguiar (1945).
Nasce no Rio de Janeiro a letrista Tereza Souza Gomes Souza, a Tereza Souza (1940).
Morre no Rio de Janeiro o cantor e violonista Patrício Teixeira (1972).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora Solange Kfuri Moreira da Silva, a Solange Kfuri (1950).

Dia 10 - Morre no Rio de Janeiro, o compositor e cantor Zé com Fome ou Zé da Zilda (1954).
Morre no Rio de Janeiro o compositor, cantor, letrista, poeta e cronista Alcino Correia Ferreira, o Ratinho (2010).
Morre no Rio de Janeiro o poeta, violonista e cantor Francisco Leite de Bittencourt Sampaio, mais conhecido por Bittencourt Sampaio (1895).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor e compositor Guilherme Côrtes Martins, o Guilherme Côrtes (1968).
Nasce em São Paulo a cantora e vedete Ester Tarcitano (1935).
Nasce em Nova Friburgo (RJ) o compositor Murillo Latini (1913).
Nasce em Belo Horizonte o cantor Marcio Magalhães Lott, o Marcio Lott (1940).
Nasce a cantora, atriz e vedete Anilza Leoni (1933).
Nasce em Caçador (SC) o cantor Marcio Ivens (1944).
Nasce no Rio de Janeiro o Instrumentista, maestro, arranjador e compositor João Theodoro Meirelles, o J. T. Meirelles (1940).
Nasce em Niterói (RJ) o trompetista Araquén Peixoto Barros, o Araquén (1930).
Nasce em Pernambuco a cantora Alda Verona (1898).

Dia 11 - Nasce o cantor e compositor baiano Tom Zé, nome artístico de Antônio José Santana Martins (1936).
Nasce o cantor e compositor maranhense João Batista do Vale, o João do Vale (1934).
Nasce o cantor, compositor e violonista Angenor de Oliveira, o Cartola (1908).
Nasce em Niterói a cantora Odete Amaral (1917).
Nasce no Rio de Janeiro o músico José Carlos Marques, o J. Carlos (1944).
Morre no Rio de Janeiro o compositor Henrique de Oliveira Mesquita, o Henrique Mesquita (1963).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor e compositor Elymar Santos (1952).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor e compositor Marcos Dias de Lima, o Marcos Lima (1960).
Morre o cantor e compositor Renato Manfredini Júnior, o Renato Russo (1996).
Nasce em Campos (RJ) o cantor e compositor Eraldo Carvalho, o Cartolinha (1930).
Nasce em Rio Claro (SP) o cantor e compositor José Luiz Mazziotti (1948).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor, instrumentista e compositor João Luís Woerdenbag Filho, o Lobão (1957).
Morre a cantora Odete Amaral (1984).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor, cantor e instrumentista Jorge Luis Santana Vercilo, o Jorge Vercillo (1968).
Morre no Rio de Janeiro o cantor, compositor e humorista José Luis Rodrigues Calazans, o Jararaca da dupla Jararaca e Ratinho (1977).

Dia 12 - Nasce em Caruaru (PE) o cantor, compositor e radialista Luís Rattes Vieira Filho, Luís Vieira. (1928).
Nasce em Cajuri (MG) o cantor e compositor Wanderley Alves dos Reis, mais conhecido como Wando (1945).
Nasce em Escada (PE) o compositor Samuel Campello (1889).
Nasce em Fortaleza (CE) o cantor e compositor Valdemar Gomes da Silva, o Valdemar Gomes (1911).
Nasce na Bahia o compositor Colombo Costa Pinto, o Colombo (1926).
Morre no Rio de Janeiro o pianista e compositor Raul Mascarenhas Pereira, o Raul Mascarenhas (1987).
Nasce em Nova Iguaçu (RJ) o cantor, compositor e violonista Nelson Antonio de Freitas, o Nélson Freitas (1962).
Nasce em Campinas (SP) o cantor e compositor Nelson Roberto Perez, o Bob Nelson (1918).
Morre no Rio de Janeiro a compositora Nair de Souza Serra, Dona Fia (2010).
Nasce em Campinas (SP) o cantor João Dias Rodrigues Filho, o João Dias (1927).
Morre no Rio de Janeiro o compositor Alexandre Manuel Thiago de Mello, o Manduka (2004).
Nasce em São Paulo o compositor Luverci Ernesto Waetge (1941).
Morre em São Paulo o violonista e compositor Armando Neves, o Armandinho Neves (1976).
Morre no Rio de Janeiro o compositor Mário Rossi (1981).
Nasce em São Paulo o compositor Luverci Ernesto Waetge (1941).
Nasce em Fortaleza (CE) a cantora e compositora Marlui Nóbrega Miranda, a Marlui Miranda (1949).
Nasce em Belém (PA) o compositor e regente Raimundo Pinto de Almeida (1880).
Morre no Rio de Janeiro o poeta, jornalista e letrista Álvaro M. S. P. F. V. R. Moreira da Silva, o Álvaro Moreyra (1964).
Nasce em Lima (Peru) o Instrumentista, compositor, arranjador, e produtor musical Lito Figueiroa (1961).

Dia 13 - Nasce o compositor e gaitista gaúcho Edu da gaita (1916).
Nasce o cantor e compositor cearense Raimundo Fagner Cândido Lopes, popularmente conhecido por Raimundo Fagner (1949).
Nasce no Rio de Janeiro o bandolinista Joel do Nascimento (1937).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora e vedete Grácia Lília Rosário, a Gracinha (1932).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor, violonista e compositor Marcelo Costa Santos (1954).
Nasce em Santos (SP) o instrumentista Oswaldo Pasquareli Bartholoto, o Dadinho (1909).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora e compositora Tatiana Cobbett Stael Cosme, a Tatiana Cobbett (1960).
Nasce em Campinas (SP) o instrumentista e compositor Renato Maurício Pimentel, o Renato Pimentel (1971).
Nasce no Rio de Janeiro o letrista, regente e compositor Sofonias Galvão Dornelas Pessoa, o Sofonias Dornelas (1941).
Morre em Cornélio Procópio (PR) o compositor Antonio Ribeiro Lima (1994).
Nasce em Taperoá (PB) o produtor, cantor e sanfoneiro José Abdias de Farias, o Abdias (1933).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor e cantor Dauro Ribeiro, o Dauro do Salgueiro (1935).
Nasce em Salvador (BA) a cantora e compositora Margareth Menezes (1962).

Dia 14 - Nasce no Rio de Janeiro, o cantor, instrumentista e compositor Armando Vieira Marçal - Armando Marçal (1902).
Nasce o cantor e compositor paulista Francisco José Zambianchi, popularmente conhecido por Kiko Zambianchi (1960).
Nasce em São Paulo a cantora Mariângela Zandomeneghi, a Mariângela Zan (1979).
Nasce em Santos (SP) a cantora Carolina Soares (1979).
Nasce em São Paulo o cantor, compositor, arranjador, produtor musical e instrumentista Eduardo dos Santos Gudin, o Eduardo Gudin (1950).
Nasce em Quixadá (CE) o cantor e compositor Tarcísio de Albuquerque Rocha, o Tharcisio Rocha (1955).

Dia 15 - Morre em São José dos Campos (SP) o compositor Jair Pedrinha de Carvalho Amorim, o Jair Amorim (1993).
Nasce em Imperatriz (MA) o cantor, compositor e instrumentista Walmir Ferreira Aroeira, conhecido por Walmir Aroeira (1975).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor e instrumentista Alberto de Castro Simões da Silva, o Bororó (1898).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor e produtor musical Jorge Alves Machado (1965).
Morre em São Paulo o cantor e compositor José Dias Nunes, o Tião Carreiro da dupla Tião Carreiro e Pardinho (1993).
Morre no Rio de Janeiro o jornalista e compositor Antônio Maria Araújo de Morais, o Antônio Maria (1964).
Nasce em Bofete (SP) o cantor Adalto Ezequiel, o Carreirinho da dupla Zé Carreiro e Carreirinho (1921).
Nasce no Recife (PE) o compositor, instrumentista, arranjador e regente Ademir de Souza Araújo, conhecido por Maestro Formiga (1942).
Nasce em Santos (SP) a cantora Eladir Maria da Silva Porto, a Eladir Porto (1917).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor, cantor e percussionista Darci Souto Amorim da Cruz, o Darcy Maravilha (1947).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor Leonardo Cutrim da Cunha Tomassini, o Leo Tomassini (1960).
Nasce em Cabreúva (SP) o compositor e instrumentista Erotides de Campos (1896).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor e instrumentista Marcus de Araújo Ferrer (1963).
Nasce em Teófilo Otoni (MG) o cantor, compositor e violeiro Cícero Gonçalves dos Santos, o Cícero Gonçalves (1963).
Morre em Porto Velho (RN) o coqueiro e embolador Francisco Antônio Moreira, o Chico Antônio (1993).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor, compositor e instrumentista Luiz Carlos Pereira de Sá, o Sá da dupla Sá e Guarabira (1945).
Morre no Rio de janeiro o compositor e cantor Romeu Scovino, o Romeu Gentil (1983).
Nasce em Salvador (BA) a cantora Palmyra Maria Imbassahy Gomes, a Palmyra (1951).

Dia 16 - Nasce a cantora paraense Leila Pinheiro (1960).
Nasce em São Paulo o compositor, arranjador e maestro Roberto Lazzarini (1952).
Nasce no Rio de janeiro o cantor e compositor Mário Pereira, o Marinho da Muda (1928).
Morre no Rio de Janeiro o cantor, violonista e compositor Leonel Azevedo (1980).
Nasce o cantor mineiro Agnaldo Timóteo (1936).
Nasce o cantor e compositor carioca Maurício Carneiro Reis, mais conhecido por Byafra (que até 1998 adotava o pseudônimo com 'i' - Biafra) (1957).
Nasce em São Paulo o baterista Rubens Alberto Barsotti, o Rubinho Barsotti (1932).
Nasce em São Paulo o compositor, cantor, arranjador e produtor musical Cássio Roberto Gava, o Cássio Gava (1961).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora, compositora e radialista Adorina Guimarães Barros, a Dorina.
Morre no Rio de Janeiro o compositor e violonista João Teixeira Guimarães, o João Pernambuco (1947).

Dia 17 - Morre no Rio de Janeiro, o compositor Décio Antônio Carlos - Mano Décio da Viola (1984).
Nasce o cantor, violonista e compositor carioca Luiz Bonfá (1922).
Nasce a regente, compositora e pianista Francisca Hedwiges de Lima Neves Gonzaga, a Chiquinha Gonzaga (1847).
Nasce em São Paulo a cantora e compositora Valenza Zagni da Silva, a Tuca (1944).
Nasce em Macau (RN) o cantor, compositor e violonista Edilson Cardoso de Queiroz, o Edinho Queirós (1963).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor, tecladista e produtor musical Sacha Ambak (1962).
Nasce em São Paulo o cantor e compositor Fulgêncio Santiago, o Baby Santiago (1933).
Nasce em Bagé (RS) o músico e compositor Aírton Pimentel (1938).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor, cantor e violonista Luiz Floriano Bonfá, o Luiz Bonfá (1922).

Dia 18 - Nasce o arranjador vocal, compositor, integrante de grupo MPB 4 e cantor carioca Miltinho.
Morre no Rio de Janeiro o compositor, maestro, flautista e violinista Cupertino de Menezes (1950).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor e cavaquinista Paulo Roberto Ferreira de Castro, o Paulinho do Cavaco (1945).
Nasce em Salvador (BA) o cantor e compositor Lucas Mascarenhas Santana, o Lucas Santtana (1970).
Morre no Rio de Janeiro o violonista Rafael Lemos Júnior, o Fá Lemos (2004).
Nasce em São Gabriel (RS) a cantora Dalila da Silva Costa (1941).
Nasce em Ariranha (SP) o instrumentista e compositor Lúcio Sampaio (1927).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora Ana Clara Ferreira Costa (1961).
Nasce em Uberlândia (MG) o cantor, compositor e ator Sebastião Bernardes de Souza Prata, o Grande Oltelo (1915).
Nasce em Pelotas (RS) o maestro, arranjador, instrumentista e compositor Lineu Fernandes Pedrotti, o Maestro Pedrotti (1933).
Nasce em Salvador (BA) o cantor, compositor e violonista Walter Pinheiro de Queiroz Júnior, o Walter Queiroz (1944).
Morre em Goiânia (GO) a pianista e compositora Amélia Brandão Néri, a tia Amélia (1983).
Nasceu no Rio de Janeiro o cantor e compositor Breno Ferreira Hehl, o Breno Ferreira (1907).
Nasceu em Santo Amaro da Purificação (BA) o cantor e compositor Décio Antônio Carlos, o Décio da Viola (1909).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o letrista Joraci Schafflor Camargo, o Joraci Camargo (1898).

Dia 19 - Nasce em Cubatão, (SP), o ator e compositor Deoclides José Gouveia - Deoclides Gouvea. (1945).

Nasce em Ouro Fino (MG) o cantor e compositor Luiz Guilherme Wolf Borges, o Wolf Borges (1964). Nasce no Rio de Janeiro o cantor, produtor musical e idealizador do prêmio da música brsileira José Maurício Machline (1956).
Nasce no Rio de Janeiro o músico Silvio Luís dos Santos, o Luizinho Brieba (1952).
Nasce em São Paulo o cantor e compositor Juvenal Fernandes (1925).
Nasce em São Paulo o cantor e compositor, violonista e cantor Amado Maita Neto (1948).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o poeta, compositor, teatrólogo, jornalista e diplomata Marcus Vinícius da Cruz de Melo Morais, o Vinícius de Moraes (1913).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor, cantor, músico, arranjador e instrumentista Maurício Atalla Leite Gueiros, o Maurício Gueiros (1959).

Dia 20 - Morre o violonista carioca Benedito César Ramos de Faria, mais conhecido por César Faria (2007).
Nasce a cantora capixaba Teca Calazans (1940).
Morre em São Paulo o compositor paulista Fred Jorge (1994).
Nasce o cantor e compositor carioca Paulo Tapajós (1913).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor e compositor Ilvamar Magalhães (1945).
Nasce em Itápolis (SP) José Fortuna, o Zé Fortuna do trio Zé Fortuna, Pitangueira e Zé do Fole (1923).
Nasce no Recife o cantor e compositor Paulo Gilvan Duarte Bezerril, o Paulo Gilvan (1930).
Nasce em Itatira (CE) o cantor e repentista Natã Soares (1964).
Nasce em Vitória (ES) a cantora, compositora e atriz Teresinha João Calazans, a Teca Calazans (1940).
Morre no Rio de Janeiro o compositor Paulo Alves Borges, o Paulo Borges (2008).
Nasce o compositor o compositor Benedito Seviero (1931).
Morre em Fortaleza (CE) o poeta, cantor e compositor Raimundo Ramos Filho, o Ramos Cotoco (1916).
Nasce em Fortaleza (CE) o cantor e compositor Carlos Alberto Alencar da Silva, o Calé Alencar (1954).
Nasce em Natal (RN) o percussionista Domingos Sávio de Araújo, o Mingo Araújo (1956).
Nasce em Niterói (RJ) o cantor Alexandre Ermida Nunes, o Alexandre Nunes (1970).
Morre no Rio de Janeiro o cantor e compositor Luiz Carlos Baptista, o Luiz Carlos da Vila (2008).
Morre no Rio de Janeiro o cantor e instrumentista Luiz Roberto Gomes, o Luiz Roberto (1988).
Nasce no Recife Paulo Gilvan Duarte Bezerril, de nome artístico Paulo Gilvan, componente do trio Nordestino (1930).

Dia 21 - Morre o cantor e compositor paulista Milton Carlos (1976).
Nasce o cantor e compositor acreano Osni Rufino da Silva Gomes, popularmente conhecido por Osnir Silva (1919).
Morre em São Paulo o cantor, compositor e letrista Milton Carlos (1976).
Nasce em Rio Branco (AC) o cantor e compositor Osni Rufino da Silva Gomes, o Osni Silva (1919).
Nasce a cantora Edilene Carvalho de Moraes, s Lene Moraes (1967).
Morre em Montes Claros (MG) a cantora e compositor Aline Mendonça Luz, a Aline (2003).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora e compositora Ana Maria Antoun Ramos, a Ana Maria Antoun (1950).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor, jornalista e escritor José Simões de Paiva Netto, o Paiva Netto (1941).

Dia 22 - Nasce em Aldeia da Pedra, Itaocara (RJ), o flautista, compositor, Patápio Silva, autor de composições como: "Evocação", "Margarida", "Primeiro Amor", "Oriental", "Sonho", entre outras composições (1881).
Nasce em São Joaquim da Barra (SP) o cantor, apresentador, ator e compositor Rolando Boldrin (1936).Nasce no Rio de Janeiro o compositor, humorista e cantor Jurandyr Chaves, o Juca Chaves (1938).
Morre no Rio de Janeiro o compositor José Lourenço Viana, o Juca Kalut (1922).
Nasce no Rio de Janeiro o instrumentista, arranjador e cantor Francisco José Gonçalves Adnet, o Chico Adnet (1960).
Morre em Recife (PE) o compositor Nelson Barbalho (1993).
Nasce em Recife (PE) o cantor e compositor Antônio Barbosa de Souza, o Odé Amim José (1945).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora e compositora Tatiana de Souza Parra, a Tatiana Parra (1980).
Nasce em Campos dos Goytacazes (RJ) a cantora, compositora e instrumentista Martha Barroso Calcagni, a Martha Leal (1939).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora Anna Regina Condeixa (1945).
Nasce em São Borja (RS) o compositor e intérprete Mário Barbará Dorneles (1954).

Dia 23 - Nasce no Rio de Janeiro a cantora carioca Adelina Dóris Monteiro, popularmente conhecida por Dóris Monteiro (1934).
Nasce em São Paulo (SP) o músico Luiz Augusto de Morais Tatit, o Luiz Tatit (1951).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor e ritmista Valdemar Moniz da Silva, o Valdemar Silva (1911).
Nasceu em Sobral (CE) o cantor, compositor e instrumentista Manoel Elísio Feijão Júnior, o Feijão Júnior (1957).
Nasce no Rio de Janeiro o guitarrista, arranjador e compositor Flavio Goulart de Andrade, o Flávio Goulart (1957).
Nasce em Vassouras (RJ) o cantor, compositor e trompetista Pedro Paulo Júnior (1974).
Morre no Rio de Janeiro o violonista e compositor Sátiro Lopes de Alcântara Bilhar, o Sátiro Bilhar (1926).
Morre em Curitiba (PR) o compositor, instrumentista e regente Bento João de Albuquerque Moçurunga, o Bento Moçurunga (1970).
Morre no Rio de Janeiro o maestro e trombonista Luís Perrone (1918).

Dia 24 - Morre no Rio de Janeiro, aos 29 anos de idade, a cantora e compositora Adiléia Silva da Rocha, Dolores Duran. (1959).
Morre no Rio de Janeiro o pianista e compositor Jacques Klein (1982).
Nasce em Alegrete (RS) o cantor e compositor Wilson Paim (1962).
Nasce no Rio de Janeiro o instrumentista, arranjador e compositor Adamo Prince (1954).
Nasce em Curitiba (PR) o compositor e instrumentista Luiz Rogério Gulim (1961).

Dia 25 - Nasce em Vitória (ES) o cantor e compositor Roberto Batalha Menescal, o Roberto Menescal (1937).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora, compositora, violonista e produtora Ana Paula Lima de Albuquerque, a Anna Gué (1978).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor, compositor e instrumentista José Carlos de Sousa Dafé, o Carlos Dafé (1947).
Nasce em Lisboa (Portugal) a cantora Ester de Abreu Pereira (1921).
Morre em Touros (RN) o poeta, repentista e cantador Severino Ferreira da Silva, o Severino Ferreira (1997).
Nasce no Rio de Janeiro o guitarrista e compositor Ricardo Rodrigues Parente Silveira, o Ricardo Silveira (1956).
Nasce em Santos (SP) a cantora Nice Figueiredo Rocha, a Mary Gonçalves (1927).

Dia 26 - Nasce no Rio de Janeiro, o cantor e compositor Milton Nascimento, autor de "Travessia", "Canção da América", "Nos Bailes da Vida", "Morro Velho", "Roupa Nova", "Coração Civil", entre outras canções de sucesso (1942).
Morre o pianista Aloyr Mendes de Freitas, o Aloyr Mendes (2007).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor e compositor Waldir Machado (1927).
Nasce em Porto Alegre (RS) o cantor e compositor Hilton Lopes Barcellos, o Hilton Barcellos (1952).
Nasce em Porto Alegre (RS) o baterista e percussionista Adalberto da Costa Fonseca Filho, o Dal Fonseca (1972).
Nasce em Sobral (CE) o cantor, violonista e cantor Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernades, o Belchior (1946). Nasce em São Paulo o compositor e acordeonista Arnaldo Meirelles (1913).
Morre em São Paulo o regente, arranjador e produtor Rogério Duprat (2006).
Nasce em Campinas (SP) o músico e compositor Álvaro Matheus, o Nenê do Cavaco (1934).
Nasce em Pontal, Ribeirão Preto (SP) o trompetista, saxofonista e clarinetista Alcebíades Spínola Filho, o Bidinho (1944).

Dia 27 - Nasce no Rio de Janeiro o cantor Pery de Oliveira Martins - Pery Ribeiro (1937).
Nasce em Buenos Aires (Argentina) o compositor, saxofonista, flautista e clarinetista Héctor Besignani, o Héctor Costita (1934).
Morre no Rio de Janeiro o compositor Paulo Gurgel Valente do Amaral Soledade, o Paulo Soledade (1999).
Nasce em Caruaru (PE) o Cantor, compositor e acordeonista Benilton da Silva Herculano, o Beninho do acordeon (1954).
Nasce em São Vicente (SP) o poeta, escritor e pianista José Miguel Soares Wisnik (1948).
Morre no Rio de Janeiro o pianista e compositor Osvaldo Chaves Ribeiro, o Gadé (1969).
Nasce em Aracaju (SE) O cantor, compositor, violonista e arranjador Luiz Carlos Cavalcante Ribeiro, o Lula Ribeiro (1960).
Nasce no Rio de Janeiro o produtor, compositor e jornalista Ronaldo Fernando Esquerdo Bôscoli, o Ronaldo Bôscoli (1929).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor e compositor Peri de Oliveira Martins, o Peri Ribeiro (1937).
Morre no Rio de Janeiro Epaminondas de Souza, integrante do Trio Nagô (2004).

Dia 28 - Morre no Rio de Janeiro a cantora carioca Nora Ney (2003).
Nasce em Surubim (PE) o compositor Lourenço Fonseca Barbosa, o Capiba (1904).
Morre no Rio de Janeiro o baterista Eloir de Moraes (2004).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor Onéssimo Gomes Souza Leite, o Onéssimo Gomes (1914).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora e compositora Heloisa Helena de Almeida Lima, a Heloisa Helena (1917).
Nasce em Rio Verde (GO) o cantor e compositor Newton Lima da Silva, o Nilton Lamas (1950).
Nasce em Ipanguaçu (RN) o cantor e compositor Genivaldo Freire do Nascimento, o Evaldo Freire (1955).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor e compositor João Carlos de Araújo, o Zorba Devagar (1943).
Nasce em Mossoró (RN) o cantor, produtor e compositor Oséas Carlos André Almeida Lopes, o Carlos André (1938).
Nasce em Niterói (RJ) a cantora e compositora Zélia Cristina Duncan Gonçalves Moreira, a Zélia Duncan (1964).
Nasce em Porto (Portugal) o cantor Alberto Fortuna Vieira de Azevedo, o Albertinho Fortuna (1922).
Nasce no Rio de Janeiro o baterista André Tandeta (1957).
Nasce no Rio de Janeiro o baixista e compositor Osmar Ventura Júnior, o Mazinho Ventura (1956).

Dia 29 - Nasce o compositor, escritor, jornalista e crítico musical paulista Nelson Motta. (1944).Nasce no Rio de Janeiro Nelson Cavaquinho, nome artístico de Nelson Antônio da Silva (1911).
Morre o cantor e compositor Silvio Salema (1979).
Nasce em São Paulo o cantor e compositor Jaime Fomm Garcia Redondo, o Jaime Redondo (1890).
Nasce em Joaçaba (SC) o instrumentista e compositor Júlio Cezar Marques Ricarte (1954). Nasce em Recife (PE) o compositor, violonista e arranjador Caio Cezar Barros Sitônio (1960).
Morre no Rio de Janeiro a cantora Araci Cortes Costa de Almeida, a Araci Costa (1976).
Nasce em Remígio (PB) o cantor e acordeonista Antônio Fidélis Sobrinho, o Fidélis do Acordeom (1952).Nasce em Niterói (RJ) a cantora, compositora e instrumentista Fátima Regina da Cruz Martins, a Fátima Regina (1953).

Dia 30 - Morre o músico paraibano Evandro do bandolim (1994).Nasce o cantor e compositor Silvio Salema (1901).
Nasce em Sapucaia (RJ) o cantor Antônio Medeiros Francisco, o Bill Farr (1925).
Nasce em Salvador (BA) o cantor, compositor e teatrólogo Xisto de Paula Bahia, o Xisto Bahia (1841).
Nasce no Rio de Janeiro a pianista, compositora e violonista Patrícia Alcantara da Hora, a Patrícia Hora (1971).
Nasce no Rio de Janeiro o compositor, arranjador e violonista Sergio de Valladão Gomes Brandão, o Sergio Brandão (1956).
Nasce em Santa Maria (RS) o percussionista, cantor e compositor Vinicius Londero (1982).
Nasce em Salvador (BA) o baterista Emmanuel Alves Moreno, o Tutty Moreno (1947).
Nasce em Uberaba (MG) o acordeonista e compositor Antenógenes Honório da Silva, Antenógenes Silva (1906).
Nasce em (Marrocos) o saxofonista, arranjador e compositor Marcus Aysak Schneider, o Marc Aysak (Casablanca) (1960).

Nasce em Areia Branca (RN) o violonista e compositor Amaro Carvalho de Siqueira, o Amaro Siqueira (1908).
Nasce no Rio de Janeiro a cantora e compositora Marya Villas Boas Bravo Rodrigues Trindade, a Marya Bravo (1971).
Morre em Itajapé (CE) o violonista e compositor Roberto Xavier de Castro, o Fedinga (1952).
Nasce em São Paulo (SP) o cantor e compositor Guilherme de Campos Vergueiro, o Guilherme Vergueiro (1953).

Dia 31 - Nasce no Rio de Janeiro a cantora Claudette Colbert Soares, a Claudete Soares (1937).
Nasce em Petrópolis (RJ) o compositor, arranjador e violonista Rafael Baptista Rabello, o Raphael Rabello (1962).
Nasce em Mossoró (RN) a cantora e compositora Hermelinda Almeida Lopes, a Hermelinda (1945).
Morre em Salvador (BA) o percussionista Antonio Luís Alves de Souza, o Neguinho do Samba (2009).
Nasce em São Paulo (SP) o cantor Luiz Antonio Moraes da Silva, O Luiz Antonio (1946).
Nasce em São Paulo o pianista e compositor Mario Albanese (1931).

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

DE FAMÍLIA MUSICAL E EMPUNHANDO DE FORMA SEGURA SEU VIOLÃO, ANTONIA ADNET CHEGA DISCRETAMENTE

Com um lindo timbre e oriunda de uma clã pra lá de musical, Antonia Adnet apresenta "Discreta", um álbum essencialmente autoral, onde o título cai como uma luva para a artista carioca. Completa, a cantora mostra neste álbum de estreia todo o seu talento como arranjadora, cantora, compositora e instrumentista entrando de vez para o hall dos grandes talentos contemporâneos sem alardes.

Por Bruno Negromonte



Ao dar início a esta pauta, a primeira coisa que me veio a cabeça foi parafrasear um conhecido poema do saudoso mineiro Carlos Drummond de Andrade intitulado "A quadrilha" e que muitos devem conhecer. Na leitura de Francisco Achcar, o epigrama apresenta uma serialização de desencontros amorosos, através de associações ligadas aos nomes próprios; porém, o que procuro trazer aqui seria a arte como motivo agregador de tais protagonistas.


Segundo Drummond: "João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém." Analogamente com tal escrito poderia me referenciar a esta carioca nascida em um dia de outono da seguinte forma: "Carmen que toca com César que toca com Chico que toca com Muíza que toca Maúcha que toca com Mário que canta com Joana que canta com Antonia que decidiu cantar e encantar todo o Brasil."

Todos os nomes citados nessa paráfrase são da família Adnet e estão diretamente ligados à música; desde a avó Carmen Adnet até as netas Joana e aquela que aqui vamos dar destaque: Antonia Adnet. A octogenária Carmen por exemplo é especialista na obra do músico polonês Chopin e lançou recentemente um trabalho em que procura comemorar o bicentenário do compositor. A matriarca costuma dizer que fez o que poucas pianistas conseguem: “Fundei uma família musical de que me orgulho muito.” revela. Em meio a genealogia e partituras as filhas da pianistas seguiram na música, além de vários sobrinhos (como o maestro Chico e Mario, filhos de Cezar Adnet, irmão de Carmen).


O breve histórico genealógico sobre a artista a qual vamos apresentar ao público do Musicaria Brasil torna-se válido como explicação, quando observamos na jovem Antonia Adnet tanto talento, requinte e virtuosismo. A arranjadora, cantora, compositora e violonista Antonia Campello Adnet, filha do também multifacetado músico e produtor de grandes nomes da música popular brasileira Mario Adnet, começou no mundo da música ainda criança quando aos seis anos de idade já arranhava os primeiros acordes em um violão dado por seu pai. Daí para dar início a sua carreira artística foi algo natural, pois tendo o incentivo paterno e o envolvimento musical de sua irmã Joana e demais parentes bastou a junção da dupla de amigos Gabriel (sobrinho do Evandro Mesquita) e João Gabriel (filho do músico Nando Carneiro e da atriz e cantora Beth Goulart) para ter origem ao grupo Cabelos Musicais, trupe esta levada com bastante diversão pelas crianças, mas que não deixou de prezar pela qualidade musical; tanto que em 1993 apresentaram-se no Jazzmania (RJ), em um "showcase" do Centro Musical Antonio Adolfo. 



Nesse mesmo período Antonia, então com oito anos, começa a compor. Daí em diante a pequena Adnet seguiu com diversas apresentações e participação em festivais no Rio de Janeiro. Esta precoce carreira se deu por conta de dela desde muito cedo está envolta com música a partir da rotina de estúdio, arranjos e composições que seu pai se submetia, além também da participação de sua mãe enquanto produtora; sem contar é claro das demais influências existentes na família. Todas essa base musical ela costuma ressaltar sempre que questionada com frases do tipo: “Meu pai foi uma superinfluência para mim” ou “Minha família é de artistas pelos dois lados. Eu sou Campello Adnet”.

Seu envolvimento com a música tornava-se algo irreversível, tanto que participou como vocalista da gravação de diversos cd's, dentre eles o do programa infantil "TV Colosso" (Rede Globo) e também de alguns artistas, dentre eles nomes como Simony, Emílio Santiago, Angélica, Tateando, Rádio Maluca do Zezuca e Lisa Ono. Outro detalhe nessa sua carreira de cantora foi sua atuação também em gravações de alguns jingles publicitários.

Já na adolescência teve aulas de violão e teoria musical com a professora Celia Vaz fazendo com que seu envolvimento na carreira musical já fosse o suficiente para a jovem não mais ter como voltar atrás, tanto que pouco tempo depois com então 14 anos, interpreta (junto com a irmã) a obra dos Beatles, a partir de arranjos elaborados por elas mesmo.

A redenção musical veio a partir dos anos 2000, quando participou no Mistura Fina e no teatro do Leblon (ambos no Rio de Janeiro) do show de lançamento dos discos "Para Gershwin e Jobim" e "Villa-Lobos, coração popular", do seu pai e maior influente. No primeiro como convidada especial, no segundo como violonista. Sem contar sua atuação nos vocais do álbum "Para Gershwin e Jobim 2" (ao lado da tia Muíza e da irmã Joana) e a fundação da banda 3/2, onde atuou como arranjadora, cantora e violonista ao lado de Henrique Vilhena (baixo), Leo Ehrlich (bateria) e Vinicius Ferreira (guitarra).



Em 2003 ingressou na UNI-Rio, no curso de bacharelado em arranjo (música popular) e teve aulas de violão solo e violão de 7 cordas com o professor Luiz Otávio Braga; vem desse período o grupo “Gandharvas”, onde Antonia (sob orientação do professor Roberto Gnattali e ajuda do seu pai) procurou abordar a obra do pernambucano Moacir Santos adaptando inclusive alguns arranjos do disco “Ouro Negro”. Nesse período houve diversas apresentações do grupo, sendo a mais importante a do Armazém Digital do Leblon, que contou com a presença do próprio Moacir.

Em 2005 recebe do tio Rodrigo Campello o convite para o substituir na banda da cantora potiguar Roberta Sá, onde participou da das turnês dos dois primeiros álbuns da artista (Braseiro e Que Belo Estranho Dia Para se Ter Alegria). Dessa experiência relata que substituir seu tio foi algo desafiador, pois até então só tocava violão de seis cordas enquanto ele tocava guitarras, violão de 7 e cavaco. O desafio foi superado a partir de muito empenho e hoje Antonia a partir de sua dedicação já tem um domínio musical que vai além do violão tradicional; e esse acumulo de experiência fez com que ela se dedicasse em definitivo à carreira artística, deixando pela metade o curso de desenho industrial para concluir o curso de música na Uni-Rio. Atualmente, com o curso da UNI-Rio já concluído, faz aulas de canto com o preparador vocal Felipe Abreu, participa da atual turnê da Roberta Sá: “Pra Se Ter Alegria” e vem lançando o álbum que aqui por nós está sendo abordado.

Vale salientar que essa sua permanência na banda da cantora potiguar acabou lhe dando o amadurecimento necessário para a cogitação da ideia da gravação do primeiro álbum, fato que veio a acontecer de maneira gradativa ao longo de dois anos nos intervalos de suas apresentações junto a Roberta Sá. De 2008 a 2010, Antonia aos poucos, foi dando os moldes necessários ao disco. O resultado não poderia ter sido outro: um excelente álbum no final. "Eu me envolvi em cada pedacinho desse disco", conta a cantora, que se diz orgulhosa com o resultado obtido. O disco acabou sendo lançado a partir de uma parceria entre a Biscoito Fino com o selo Adnet Mvsica e a ele foi dado o nome de "Discreta", onde o canto pequeno, doce e afinado de Antonia sedimenta de vez o seu nome entre os poucos nomes artísticos femininos que abrangem as características que o seu talento apresenta.


O repertório de "Discreta" é basicamente autoral, pois das 12 faixas Antonia assina sete. Isso talvez se dê porque desde os 6 anos a artista toca violão e compõe desde os 8 anos, como foi abordado anteriormente. O disco começa com "Carnavalzinho" (Meu Carnaval) (Lisa Ono e Mario Adnet), onde o suave tom de sua voz dá a essa canção uma interpretação que nos remete aos áureos tempos das marcha ranchos cantadas pelas grandes divas de nossa MPB. Em seguida vem "Um Dia Quem Sabe" (canção composta por Antonia quando tinha por volta dos 15 anos) e a faixa que batiza o álbum: "Discreta" (um samba-canção que fala do desejo de um dia tranquilo, mas que gera surpresas a partir do encontro com um grande amor e seus nuances) como diz a letra entoada com a participação especial da Roberta Sá: "A minha discrição é um labirinto, não dou minha descrição pra quem chegar". A faixa que segue trata-se de um choro instrumental e inédito composto pelo maestro pernambucano Moacir Santos na década de 40, a canção "Vitrine" vem como um verdadeiro presente para os ouvintes deste disco.


Da lavra mais recente da artista vêm as faixas "Dois" (com Daniel Basílio) e "Vem e Vai" (com Ana Clara Horta), canções que trazem como eixo temáticos respectivamente os encontros e despedidas de um amor e a crença positiva no dia de amanhã. A faixa "Pessoas Incríveis" trata-se de uma canção essencialmente feita pela clã Adnet. A música foi composta por Mario, há a participação de Marcelo Adnet (o conhecido humorista que atua na MTV no programa Adnet Ao Vivo), as guitarras e programações ficam por conta do tio Rodrigo Campello e nos vocais a irmã, o pai, as tias e o tio Chico; a única exceção na composição da faixa encontra-se na letra da canção composta pelo poeta carioca Bernardo Vilhena e na execução dos cellos, que é feita pelo músico gaúcho Hugo Vargas Pilger.

Em seguida vem mais uma canção instrumental, desta vez de autoria da própria Antonia, a canção é intitulada de "Primeiro Choro".



O álbum segue com a canção "Quero Um Xamego" (Dominguinhos e Anastacia) gravada originalmente em 1976 no álbum "Domingos Menino Dominguinhos" e que conta com a participação do João Cavalcanti, filho do cantor e compositor Lenine e integrante do grupo Casuarina. Em seguida vem "
Bom Assim", outra letra e música do período da adolescência da artista e que retrata a ansiedade causada pela saudade de um grande amor. As duas últimas faixas são "Salineiras", canção que retrata mais uma vez a saudade de maneira interessante a partir da letra e música do Pedro Mangia e o tema instrumental composto pela própria Antonia e que recebeu o título de "Tema de Outono".

Chamam a nossa atenção as faixas instrumentais presentes no disco (que pode ser adquirido clicando na imagem ao lado), e que mostram o porquê da artista ser considerada completa. Ela chega a ir além do convencional procurando fugir do padrão de cantora
que toca o essencial indo do tradicional violão de seis  ao de 7 cordas de maneira bastante segura de si.

Além da presença de Antonia nos violões, a contextura do disco se dá também a partir dos arranjos elaborados por ela juntamente com seu pai e seu tio, nomes como Rafael Barata e Jurim Moreira (Bateria), Jorge Helder e Pedro Mangia (Contrabaixo), Everson Moraes(Trombone), sua irmã Joana Adnet (Clarinete), Teco Cardoso e Eduardo Neves (Flautas/Sax tenor), Ricardo Silveira (Guitarra), Marcelo Caldi (Acordeom), Aquiles Moraes (Flugelhorn), Philippe Baden Powell, Ricardo Rito e Marcos Nimrichter (Pianos), Bernardo Aguiar (Percussão), Aquiles Moraes (Trompete), Hugo Pilger (Cellos), Henrique Band (Sax Barítono), Rodrigo Campello (Cavaquinhos/Percussão/Programações/Arranjos) e Daniel Basílio (Violão) dão o devido requinte ao produto final. Por fim vêm as singelas ilustrações de Duda Moraes e a produção do álbum, que fica por conta da própria Antonia e do Mario Adnet, seu pai.

Esse debute vem apenas para somar mais um trabalho fonográfico com a excelência inerente à família Adnet. Uma estreante com uma sonoridade singular e elegante, trazendo em cada detalhe de "Discreta" a marca e a segurança que geralmente são atribuídas aos grandes nomes. Paradoxalmente ao título, a singeleza e a pureza de suas letras e melodias presentes no álbum, Antonia vem de maneira arrebatadora configurar-se na música brasileira contemporânea não como redentora, mas como uma esperança de que a música popular ainda consegue gerar cantoras e instrumentistas da estirpe dos grandes nomes de décadas passadas.

A explicação para toda esse talento e segurança foi dada ao longo desta pauta, mas sinteticamente pode ser lida através do release de "Discreta" a partir das palavras da amiga e companheira de palco Roberta Sá no texto a seguir:


Discreta Ousadia


"Conheci Antonia em 2003 quando fazia pesquisa de repertório para o meu primeiro disco. O produtor, Rodrigo Campello, sugeriu que eu procurasse seu cunhado, o arranjador e compositor Mario Adnet, para me ajudar nessa busca. Marcamos um café, que virou um suco de morango com abacaxi e mais tarde uma macarronada, já que ficamos das 14h às 20h trocando ideias, ouvindo canções e reconhecendo afinidades. Sentei à mesa para jantar com a família e logo vi que dali nasceria uma amizade e parcerias eternas. Primeiro porque a comida da Pimpim (Mariza Adnet) é sensacional. Segundo, porque percebi que essa família respira, exala, compartilha, toca, faz e só pensa em música. Brasileira!

Meses depois, já com Braseiro lançado, Rodrigo me disse que precisaria de um substituto para seguir comigo na estrada, caso ele não pudesse comparecer a algum show. Com apenas um ensaio, sua sobrinha e afilhada, Antonia Campello Adnet, se integrou à banda com uma calma de quem sempre esteve ali. E sempre esteve mesmo. Ela começou nos palcos tão cedo que não lembra da sua vida antes do violão.

A partir daí, nossa história profissional segue lado a lado e até se confunde um pouco. Viajamos o Brasil e o mundo e aprendemos juntas os prazeres e dificuldades da estrada, a beleza e os percalços da profissão que abraçamos.

Sim, ela tem a segurança de quem nasceu nesse berço de ouro da música brasileira. Mas agora, chegou a hora de fazer um voo solo e rasante.

No seu primeiro e corajoso disco, Discreta, Antonia Adnet se lança no ar, e no mercado, de uma vez só, como produtora, arranjadora, compositora, cantora e violonista. Não conheço nenhuma outra artista tão jovem que domine tantos talentos.

A discrição está no nome do álbum e nos gestos de Antonia. Mas o resultado é um disco extremamente ousado, porque enquanto outros aumentam cada vez mais o volume em prol de entretenimento, Antonia sugere a delicadeza. Sua proposta é recuperar os sentidos, reaprender a ouvir. Sua música é brasileira e atual, contemporânea, sem aditivos ou agrotóxicos. É música pura e rara, assim como a moça linda que estampa a capa."


Maiores Informações:

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O álbum pode ser adquirido através dos seguintes endereços:
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