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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

35 ANOS SEM ARACY COSTA

Por Bruno Negromonte

Quando criança trabalhou em circo Iniciou a carreira artística em 1948 ao participar do concurso "A procura de uma Lady Crooner", da Rádio Clube do Brasil, que se destinava a encontrar uma cantora para a orquestra de Napoleão Tavares. Nesse ano, dois meses depois, venceu o concurso de calouros do programa "Papel Carbono", de Renato Murce, e foi contratada pela Rádio Nacional.

Em 1949, passou a atuar na Rádio Guanabara e posteriormente foi para a Rádio Tupi por intermédio do compositor Haroldo Barbosa. Estreou em discos na Todamérioca em 1950 com os baiões "Obalalá", de Xerém e Guará e "Rio Vermelho", de J. Batista e Guará. No mesmo ano, gravou a marcha "Também tenho", de Peterpan e Ari Monteiro e o samba "Eu sou assim", de Peterpan e Amadeu Veloso. Gravou duas composições da dupla Roberto Martins e Ari Monteiro em 1951, o maxixe "Maxixe do beijo" e o samba "Se você me adora". Gravou em 1952 o samba "Até logo amor", de Cristóvão de Alencar e César Brasil e a marcha "Imigrante", de Ari Monteiro e Irani de Oliveira e no ano seguinte, o samba "Dim-dim-dim", de Peterpan e José Batista e a rumba "Rumba, rumba", de Rosalino Senos e Oldemar Magalhães. Nesse ano, fez sucesso no carnaval com a marcha "Papai me disse", de Peterpan e José Batista.



Viajou para uma excrusão pela Argentina e pelo Uruguai com a orquestra do maestro Carioca em 1953 indo posteriormente apresentar-se nos Estados Unidos como crooner da orquestra de Ary Barroso. Gravou em 1954 os baiões "Iaiá da Bahia chegou", de Clodoaldo Brito e João Melo e "Rio Guará", de Luiz Vieira e João do Vale. Nesse ano, ingressou na Columbia e lançou os baiões "Querubim", de Humberto Teixeira e "Romaria a Santo Antônio", de Henrique de Almeida e Rômulo Paes; o maxixe "Um carioca na Bahia", de Hilton Simões e J. Miranda e o samba "Deixa sofrer", de Cyro Monteiro e Dias da Cruz. Em 1955, foi escolhida como a melhor cantora das emissoras associadas, época em que esperimentou seu apogeu artístico.

Foi contratada pela RCA Victor em 1956 e estreou cantando o baião "Na beira-mar", de Zé Dantas e a toada "Coração pequenino", de Valdir Rocha e Salvador Miceli. No mesmo ano, gravou a marcha "Zum, zum, zum", de Haroldo Lobo e Brasinha e o samba "Estrada da vida", de Sebastião Gomes, Newton Braziel e Mirabeau. No ano seguinte, lançou o samba "Outra vila", de Maria Terezinha e o bolero "Refrães", de Gardaz e Voumar com versão de Júlio Nagib. Gravou em seguida o fox "Depois das sete e quarenta", de Fernando César e Carlos César e a guarânia "Tuas lágrimas", de Ortiz; Molar e Belafonte.

Foi contratada pela gravadora Continental em 1958 e estreou cantandoo mambo-rock "Tequila", de Chuck Rio e Paulo Rogério e o samba "Samba do teleco-teco", de João Roberto Kelly. Em seguida gravou a marcha "A mulher do Fu-Man-Chu", de João de Barro e Alberto Ribeiro e a batucada "Também vou na jogada", de José Batista e João da Silva. Lançou no ano seguinte os sambas "Consolo de otário", de João Roberto Kelly e "Favela amarela", de Jota Jr. e Oldemar Magalhães, este um grande sucesso no carnaval e uma das músicas mais reconhecidas de seu repertório; o bolero-mambo "Tua", de Malgoni e Pallesi com versão de Lourival Faissal e a marcha "Carnaval na lua", de João de Barro.



Em 1960, gravou os mambos "Kani mambo", de A . Fonseca, R. Ferreira e M. Siqueira e "Mustafá bossa nova", de Bob Azan, E . Barclay e Luiz Mergulhão e os sambas "Brotinho bossa nova", de João Roberto Kelly e "Em hora errada", de Fernando César e Diva Correia. No carnaval desse ano, com o samba "Favela amarela", gravado meses antes foi eleita como "Rainha do Carnaval".

Em 1961, lançou o samba "Luz de Mangueira", de Paulo Menezes, Dalton Furtado e Edu Rocha e a marcha "Bate mas tem som", de Jackson do Pandeiro e Geraldo Figueiredo. Doia anos depois, gravou a marcha "Botão de laranjeira", de Brasinha, Rutinaldo e Jorge Gonçalves e o samba "Quero chorar", de João de Oliveira e Oldemar Magalhães. Gravou 28 discos em 78 rpm pelas gravadoras Todamérica, Columbia, RCA Victor e Continental.

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