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quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

ELZA SOARES E TITÃS - COMIDA (VIDEOCLIPE OFICIAL)

Videoclipe oficial da faixa "Comida"

Composição: Sergio Britto, Marcelo Fromer e Arnaldo Antunes Direção e Fotografia: Marcos Hermes Edição e finalização: Fabio Luis III Produção: Marcos Hermes, Rafael Ramos e Pedro Loureiro Figurino, maquiagem e cabelo Elza Soares: Wesley Pachu #ElzaSoares #Titãs #Comida Ouça nas plataformas digitais: https://ElzaSoares.lnk.to/TitasComidaID Letra Bebida é água Comida é pasto Você tem sede de quê? Você tem fome de quê? A gente não quer só comida A gente quer comida Diversão e arte A gente não quer só comida A gente quer saída Para qualquer parte A gente não quer só comida A gente quer bebida Diversão, balé A gente não quer só comida A gente quer a vida Como a vida quer Bebida é água Comida é pasto Você tem sede de quê? Você tem fome de quê? A gente não quer só comer A gente quer comer E quer fazer amor A gente não quer só comer A gente quer prazer Pra aliviar a dor A gente não quer só dinheiro A gente quer dinheiro E felicidade A gente não quer só dinheiro A gente quer inteiro E não pela metade Bebida é água Comida é pasto Você tem sede de quê? (De quê?) Você tem fome de quê? A gente não quer só comida A gente quer comida Diversão e arte A gente não quer só comida A gente quer saída Para qualquer parte A gente não quer só comida A gente quer bebida Diversão, balé A gente não quer só comida A gente quer a vida Como a vida quer A gente não quer só comer A gente quer comer E quer fazer amor A gente não quer só comer A gente quer prazer Pra aliviar a dor A gente não quer só dinheiro A gente quer dinheiro E felicidade A gente não quer só dinheiro A gente quer inteiro E não pela metade Diversão e arte Para qualquer parte Diversão, balé Como a vida quer Desejo, necessidade, vontade Necessidade, desejo (é) Necessidade, vontade (é) Necessidade ______________________________________________________________________________________________ ELZA SOARES http://www.facebook.com/elzasoaresofi... http://www.instagram.com/elzasoaresof... 

http://www.twitter.com/elzasoares 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

ELZA SOARES LANÇA SINGLE 'COMIDA', EM PARCERIA COM TITÃS

Celebrando indicação ao Grammy Latino, do disco 'Planeta fome', cantora aproveita ocasião especial para lançar composição do grupo, que conversa diretamente com a temática do álbum



(foto: Comida/Divulgação)

Em dupla comemoração, Elza Soares lança, nesta sexta-feira (23/10), Comida, uma parceria especial com os Titãs. A gravação da música composta por Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Britto, na voz icônica da diva brasileira marca o aniversário de um ano do último disco da cantora, Planeta fome e a indicação dele ao Grammy Latino.

Originalmente, a canção faria parte do repertório do disco por resumir o conceito e temática da obra, entretanto Elza preferiu guardar a gravação para lançar numa ocasião especial. “Escolhi essa música porque acho impressionante a força de sua letra e a interpretação dos Titãs, de quem sempre fui fã”, explicou a cantora por meio de nota.


“A voz da Elza Soares é atemporal e única, é um grito de liberdade. Poder cantar e tocar com ela uma de nossas canções mais emblemáticas e participar do clipe, é uma honra e uma glória”, disse o guitarrista da banda, Tony Belloto.


Já Sérgio Britto, um dos compositores da canção, destacou a admiração por Elza Soares é mais do que mútua. “Foi um prazer dividir essa música com ela, uma das figuras mais importantes da história da música brasileira, com quem já tivemos vários encontros durante nossa trajetória. Acho que tudo isso veio coroar nossa relação com ela, que já vem de muitos anos”, lembra o músico.


Comida já está disponível nos aplicativos de música e o clipe, dirigido por Marcos Hermes, pode ser assistido no canal da artista no YouTube.


Indicação ao Grammy Latino

Elza Soares lança novo single em comemoração à indicação do álbum 'Planeta fome' ao Grammy Latino
(foto: Marcos Hermes/Divulgação)


Com status de obra prima, o álbum Planeta fome ecoa importantes temáticas na voz inconfundível de Elza Soares. O álbum tem 12 canções, entre elas, pela primeira vez, uma composição autoral da cantora. O álbum é sobre o Brasil, que tem fome, de comida, mas também de dignidade, de educação, de igualdade. Isso é o que cantora clama no trabalho indicado à premiação latina. 

O nome do disco recorda um trecho da participação no programa da rádio Tupi, Calouros em desfile, de Ary Barroso, ainda na década de 1950. Pelas roupas humildes da artista, o apresentador perguntou inquisitivo, "De que planeta você veio, minha filha?" e obteve como resposta um "do mesmo planeta que o senhor, do planeta fome", retruca Elza.


Fonte: Correio Braziliense

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

ARNALDO ANTUNES RELEMBRA ÉPOCA DE TITÃS: 'SAUDADE DA GENTE COMPONDO JUNTO'

Aos 60 anos, o cantor falou sobre o período em que integrou o grupo Titãs


(foto: Divulgação)

O músico Arnaldo Antunes será o entrevistado do Conversa com Bial que vai ao ar nesta sexta-feira, 2. Aos 60 anos, o cantor falou sobre o período em que integrou o grupo Titãs.

"Acho que a lembrança que mais dá saudade é a gente compondo junto. A gente tinha uma coisa de compor o tempo todo, dentro do ônibus, no quarto de hotel, no camarim... Era uma parceria muito espontânea e era gostoso fazer música com os Titãs", contou.

No Conversa com Bial, Arnaldo também assistirá participações que fez em programas de apresentadores como Chacrinha e Hebe Camargo, além de entrevistas que deu à TV ao longo das décadas.


Fonte: Estadão Conteúdo

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

TITÃS CONFIRMA SHOW NO RECIFE COM NOVA FORMAÇÃO

Banda composta por Tony Bellotto, Branco Mello, Sergio Britto, Mario Fabre e Beto Lee promete relembrar clássicos do rock



Após a saída de Paulo Miklos, em julho deste ano, o grupo paulista ganhou reforço do guitarrista Beto Lee, filho de Rita Lee. Foto: Facebook/Reprodução 

A banda Titãs marca show no Recife. O grupo formado pelos músicos Tony Bellotto (guitarra), Branco Mello (voz e baixo), Sergio Britto (voz, teclado e baixo), Mario Fabre (bateria) e Beto Lee (guitarra) se apresentam no dia 28 de outubro, no Baile Perfumado, bairro do Prado. Eles serão atração da festa de Halloween da Transworld, escola de idiomas com unidades no Recife e em Olinda. 

A festa temática terá cenário especial inspirado em séries e filmes de zumbis. Os ingressos custam Pista: R$ 120, R$ 60 (pista meia) e R$ 70 (social), Camarote open bar: R$ 120, à venda a partir do dia 23 de setembro nas unidades da escola e site Ingresso Prime.

Após a saída de Paulo Miklos, em julho deste ano, o grupo paulista ganhou reforço do guitarrista Beto Lee, filho de Rita Lee. A banda de rock com 34 anos de carreira continua com a turnê do disco Nheengatu, lançado em 2015, e promete relembrar clássicos do rock. O show de abertura da noite ficará por conta da banda pernambucana Rock Zero Bala. Os portões serão abertos às 22h.




Fonte: Diario de Pernambuco

sábado, 20 de agosto de 2016

SAÍDA DE INTEGRANTES DE BANDAS DE ROCK REPRESENTA MUDANÇAS NO RESULTADO SONORO

Em vários grupos há histórias de superação e transição bem-sucedida entre o velho e o novo


Por Samir Mendes


Barão Vermelho, ainda com Cazuza como vocalista (foto: Arquivo EM)


Reconhecida como uma das maiores bandas do rock brasileiro, os Titãs foram formados em 1982, quando a maior parte dos seus integrantes se conheceu no Colégio Equipe, em São Paulo. No primeiro show do grupo, ainda chamado de Titãs do Iê-Iê, a formação contava com nove integrantes: Arnaldo Antunes, Branco Mello, Marcelo Fromer, Nando Reis, Paulo Miklos, Sérgio Britto, Tony Belloto, Ciro Pessoa e André Jung. Eventualmente, os Titãs se “estabilizariam” com oito integrantes, com a entrada de Charles Gavin, formação clássica que gravou o clássico Cabeça dinossauro e inúmeros outros hits. Depois de 34 anos, com a saída de Paulo Miklos, anunciada na semana passada, apenas Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Belloto permanecemMudanças na formação das bandas ocorrem desde o começo da história da música e se dão por diferentes motivos: ambição, brigas internas, dinheiro ou o famigerado “diferenças musicais irreconciliáveis”. Alguns grupos conseguem fazer a transição entre velhos e novos integrantes sem maiores prejuízos, dando bem-sucedida continuidade a suas carreiras. Outras não superam a perda de talento e, inevitavelmente, começam a lançar trabalhos repetitivos e procuram se reinventar sob diferentes formatos, como acústicos ou turnês em que promovem os velhos sucessos.

Os Titãs, por exemplo, começaram a perder integrantes em 1991, com a saída de Arnaldo Antunes. Anos depois, seguiram o guitarrista Marcelo Fromer (morto em um acidente de moto) e o baixista Nando Reis, que deixou a banda em 2002. Apesar de o grupo ter, naturalmente, sentido a ausência de compositores da qualidade de Antunes e Reis em seus novos trabalhos, os Titãs continuaram a gozar de imensa popularidade em diversos momentos, como quando lançaram o Acústico MTV, em 1995, com os lançamentos do CD e DVD Paralamas e Titãs juntos ao vivo, em 2008, e com o documentário A vida até parece uma festa, em 2009.

Contemporâneos do grupo paulista, os cariocas do Barão Vermelho também tiveram que superar uma grande perda. Enquanto ensaiavam para gravar o quarto álbum, em julho de 1985, ninguém menos que Cazuza, a voz do grupo, e a esta altura já considerado um dos grandes jovens compositores do país, decidiu partir para a carreira solo. Embora os primeiros discos com Frejat nos vocais não tenham sido bem-aceitos por fãs e crítica, o grupo voltou a emplacar sucessos com Carnaval, de 1988, tendência que continuou nos anos 1990, com Amor, meu grande amor, Puro êxtase e Cuidado, entre outras.

“A questão de bandas que perdem integrantes e decidem continuar é algo que precisa ser analisado caso a caso. Os Titãs, por exemplo, apesar de ter perdido Paulo Micklos, integrante essencial para a identidade da banda, vem perdendo integrantes há muito tempo e, mesmo assim, gravaram um dos melhores discos da banda em 2014. Não sei o que vai acontecer com eles daqui para frente, e questiono quando artistas gravam novos álbuns usando o nome clássico, porque aí, está oferecendo para os fãs um produto descaracterizado. Mas enfim, é uma escolha pessoal”, analisa o apresentador e crítico musical Guilherme Guedes.

Guilherme comentou, também, o fato de o músico Sérgio Dias continuar fazendo shows com o nome Mutantes, mesmo sendo o único integrante da formação original. “Ele fundou o grupo com o Arnaldo Baptista e a Rita Lee, mas é parte essencial da história da banda. Se os outros integrantes não querem mais fazer parte disso, ele tem todo direito de continuar esse legado”, opinou.

Titãs com a formação original. Banda atualmente conta com apenas três integrantes dos primeiros tempos (foto: Arquivo EM)


Na gringa

Não são apenas os brasileiros que sofrem com dramas em suas bandas. Queen, Iron Maiden, The Rolling Stones, Kiss e diversos outros grandes dinossauros do rock tiveram trocas de integrantes bastante traumáticas e bem documentadas ao longo da história.

A recente união entre Axl Rose e AC/DC é um exemplo simbólico de duas bandas lendárias que passaram, ao longo de suas histórias, por intensas reconstruções. Apesar de hoje o Guns n’ Roses na turnê Not in this lifetime, na qual reuniu Slash e o baixista Duff MacKagan com Axl Rose, até alguns meses atrás a banda americana só contava com o vocalista da formação original. A utilização de dezenas de músicos na última década rendeu não só o famigerado disco Chinese democracy, como diversas acusações de que o Guns n’ Roses teria virado um cover de si mesmo.

Apesar da onda de críticas, Axl Rose e Cia. continuaram fazendo turnês pelo mundo e, além de se comprometer com a reunião do Guns n’ Roses, o vocalista também emprestou seus talentos para o AC/DC em breve turnê europeia. Axl substituiu Brian Johnson, que teve que deixar o grupo às pressas devido a graves problemas de audição. O próprio Johnson já era um substituto ao entrar na banda em 1980, no lugar de Bon Scott, morto devido ao abuso de álcool. Além da dança de vocalistas, a banda australiana já perdeu o guitarrista Malcom Young e o baterista Phil Rudd, e o baixista Cliff Williams avisou que se aposentará após a atual turnê, só restando Angus Young da formação original.

“O que ocorre com o AC/DC me incomoda mais do que ocorreu com o Guns n’ Roses. Querendo ou não, o vocalista é grande parte da identidade da banda e, apesar de o Angus Young ser um guitarrista icônico, se eles continuarem, será muito mais complicado do que o grupo já foi”, afirmou Guilherme Guedes.

Entre os motivos que levam uma banda a seguir na estrada e produzir trabalhos novos, estão o ganho financeiro e dar a possibilidade de fãs mais jovens assistir às bandas clássicas ao vivo, mesmo em suas versões, digamos, reformadas. No entanto, há grupos que dão prioridade a manter o legado do passado vivo na cabeça dos admiradores. O exemplo mais óbvio é o Led Zeppelin, que desde a morte do baterista John Bonham, vem recebendo ofertas milionárias para se reunir, mas resistem à ideia, principalmente o vocalista Robert Plant. Embora os saudosos e os jovens fãs de rock lamentem a oportunidade perdida, e embora os deuses do rock de outrora envelheçam e, consequentemente, têm suas habilidades diminuídas, fica o consolo de que a música vive para sempre.


Há males... 

Há ocasiões em que a saída de membros icônicos acabam funcionando como uma bem-vinda renovação e fonte de inspiração para uma banda. Foi o que ocorreu no começo da década de 1970 com o Deep Purple. O vocalista Ian Gillan e o baixista Roger Glover alegaram cansaço e problemas com Ritchie Blackmore para deixar a banda, apesar de o grupo estar no auge da popularidade. Com David Coverdale e Glenn Hughes, que adicionaram harmonias e elementos de funk e blues, o Deep Purple lançou Burn e Stormbringer, dois dos mais aclamados discos da discografia da banda. “Embora tenha balançado o núcleo da banda, a saída de Gillan e Glover serviu para rejuvenescer o Deep Purple para o lançamento do disco Burn, de 1973, o qual representou melhoria inquestionável em relação aos esforços não inspirados de Who do we think we are”, escreveu o site All Music em sua crítica ao trabalho.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

PAULO MIKLOS SAI DO TITÃS


Comunicado foi divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Facebook da banda. Diz que é uma decisão pessoal para se dedicar a projetos individuais 



Os fãs dos Titãs foram surpreendidos esta amanhã com o anúncio do desligamento oficial de Paulo Miklos da banda. Em texto bastante objetivo, um comunicado publicado no Facebook, explica que ele deixa a banda para cuidar de projetos pessoais. O guitarrista Beto Lee e o baterista Mário Fabre entram para a banda.

Paulo Miklos intensificou a carreira de ator nos últimos tempos. Atualmente está nos cinemas em Carrossel 2 e também no teatro. Ele faz Apenas um sopro, sobre a vida de Chet Baker (1929-1988). 

"Queridos irmãos de banda, 34 anos são uma vida", iniciou Miklosem seu texto de despedida. O guitarrista publicou uma foto do grupo pelo Instagram. Disse que a ligação que mantém é mais que familiar. “Chegou a hora de alçar voo sozinho, mas levando comigo a escola e a família titânica na minha formação como artista e pessoa”.


Leia, abaixo, o comunicado publicado pelo Titãs:

Os Titãs informam que Paulo Miklos se desliga da banda, por decisão pessoal, para se dedicar a projetos individuais.

Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto prosseguem como Titãs, com o apoio da gravadora Som Livre e de seu imenso público, honrando compromissos assumidos e outros que venham a surgir, fazendo shows com as canções que imortalizaram o grupo e criando novas músicas e projetos.

O guitarrista Beto Lee se junta ao baterista Mário Fabre na dupla de músicos especialíssimos que acompanharão os Titãs de agora em diante, nessa nova geração.

Os Titãs, ao longo de 34 anos de uma carreira exitosa, experimentaram várias formações sempre preservando a essência e o vigor de suas canções. Como um organismo coletivo que suplanta as individualidades que o compõem, os Titãs seguem determinados, impulsionados por inquietação e ambição artística, e orgulho das glórias conquistadas.








domingo, 10 de fevereiro de 2013

TITÃS, OTTO E ZECA BALEIRO SÃO AS PRINCIPAIS ATRAÇÕES NO PRINCIPAL PÓLO DO CARNAVAL DO RECIFE ESTA NOITE

O Marco Zero hoje transforma-se hoje no centro do pop-rock nacional.


Por Bruno Negromonte



Dando continuidade a cobertura do carnaval 2013, o Musicaria Brasil traz informações em tempo real. Estamos aqui, ao vivo, no pólo Mangue no bairro do Recife procurando cobrir o décimo sexto ano de um dos blocos mais irreverentes do carnaval pernambucano, o "Quanta ladeira". O bloco que concentra-se tradicionalmente no cais da Alfândega, não tem por hábito sair pelas ruas do bairro, mas consegue atrair multidões para a sua apresentação que sempre ocorre com a adesão de locais (como China, Lula Queiroga, Lenine, Silvério Pessoa, Tibério Azul, Jr. Black e etc.) até atrações nacionais (como Luiza Possi, Caetano Veloso, Maria Gadu, Chico César, Pitty entre outros). 

Daqui a alguns minutos começa o espetáculo que tem por tradição fazer paródias de músicas car­na­va­les­cas e do can­ci­o­neiro pop per­nam­bu­cano como Alceu Valença, Lenine e Nação Zumbi. Nas letras, sempre bem-humoradas e carregadas de sarcasmo, alfi­ne­ta­das em polí­ti­cos e cele­bri­da­des. O "Quanta" nos carnavais anteriores foi capaz de reunir um dos mai­o­res públi­cos do Carnaval do Recife, e este ano ao que parece não será diferente.


Marco Zero

Comemorando 25 anos de do disco "Cabeça Dinossauro" o grupo titãs sobe ao palco do principal pólo do carnaval da cidade do Recife apresentando ao público clássicos desse que foi o terceiro álbum de estúdio dos roqueiros e clássicos somados as três décadas de carreira da banda. Porém antes da apresentação dos músicos paulistas, sobem ao palco o Maestro Forró e a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério para apresentar pela primeira vez no palco do Marco Zero o repertório do novo disco lançado recentemente cujo o título é "#CabeçaNoMundo". O álbum que foi lançado no último mês de novembro traz como característica uma gama de ritmos, sonoridade esta que será apresentada ao grande público na abertura da noite carnavalesca. Vale salientar que o Maestro Forró, em nome de toda a orquestra, recebeu recentemente das mãos da presidente Dilma Rousseff, em Brasília, a Ordem do Mérito Cultural, uma das maiores honrarias culturais do Brasil.

A noite ainda irá contar com o pernambucano Otto e o maranhense Zeca Baleiro. Otto, que vem em turnê com o disco "The Moon 1111" (sexto álbum desde que se desvinculou da grupo Mundo Livre S/A), já é figura certa nas noites carnavalescas recifense, porém sempre inovando em suas apresentações. Já Zeca Baleiro vem com um repertório formado  por clássicos do seu repertório e canções presentes no seu mais recente disco, cujo título é "O disco do ano". Preeminentemente visto como uma das maiores revelações da músixa brasileira dos últimos anos, Zeca Baleiro trará para o Marco Zero uma legião de fãs de suas letras e melodias bem elaboradas.

Outros pólos

Nos pólos decentralizados a folia também dará vez a apresentações de artistas locais e nacionais em seus respectivos palcos. Assim como nos anos anteriores, a prefeitura da cidade do Recife procurou manter a qualidade das atrações  nos diversos pólos existentes, democratizando a cultura a partir da música e mostrando que o carnaval não se concentra unicamente no centro da cidade.

Assim como já deu para perceber, algumas das atrações que passam no principal pólo da cidade, também apresentam-se nos palcos decentralizados como é o caso do cantor Lenine, que hoje apresenta-se no bairro do Ibura, já Elba Ramalho se apresentará no Alto José do Pinho, enquanto Alceu Valença e Jorge Aragão se apresentarão, respectivamente em  Brasília Teimosa e Casa Amarela. A cantora paraense Fafá de Belém animará o pólo Várzea neste domingo de carnaval.

Ainda no centro haverá o Som da Terra  e o grupo Quinteto Violado na Praça do Arsenal, Tulipa Ruiz no Pólo Mangue (Cais da Alfândega) e Baby do Brasil Pátio de São Pedro.

Confira a programação completa clicando AQUI.
























quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

TITÃS - CABEÇA DINOSSAURO AO VIVO 2012

O saldo daquela noite histórica de sábado 14 de março de 1987 na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro, foi dinamite pura: o enorme portão de ferro do Teatro Carlos Gomes veio abaixo e 1.200 poltronas de couro, rasgadas e arrancadas do chão, acabaram amontoadas, completamente destruídas. O cenário era de guerra, mas não havia feridos, e sim quase duas mil pessoas enfeitiçadas com "Cabeça Dinossauro", o disco que os Titãs tinham acabado de detonar no palco do Carlos Gomes.

Vinte e cinco anos depois, e bem perto dali, a exatos 800 metros segundo o Google Maps, o lendário Circo Voador, na Lapa, foi palco da celebração do melhor disco de todos os tempos do rock brasileiro. Na noite de 9 de junho de 2012, também num sábado, outras duas mil pessoas foram privilegiadas testemunhas de um novo show memorável dos Titãs, imprescindível para quem degusta rock´n´roll como um vinho potente, raro. Quem estava lá, sabe. E fez questão de compartilhar no Facebook, Instagram e Twitter, só pra botar água na boca de quem não viu: o show "Cabeça Dinossauro" fez o Circo vir abaixo, lavou a alma.

Mas além daqueles dois mil felizardos, oito câmeras estavam estrategicamente espalhadas para registrar a noite apoteótica. O resultado você pode ver agora, com o lançamento do DVD e Blu-Ray, ou ouvir no CD "Cabeça Dinossauro Ao Vivo 2012”. Sem dúvida o mais contagiante e intenso registro de uma banda brasileira no palco: rock na pressão, na veia, sustentado por um repertório arrebatador.

Os titãs Branco Mello (voz e baixo), Paulo Miklos (voz e guitarra), Sérgio Britto (voz, teclado e baixo) e Tony Bellotto (guitarra), com a participação do baterista Mario Fabre, levaram munição pesada para despejar do palco do Circo. O show segue a exata sequência do LP lançado em 1986 e consagrado no ano seguinte: “Cabeça Dinossauro”, “AA UU”, “Igreja”, “Polícia”... É um petardo atrás do outro, sem tempo de respirar.

Se as 13 faixas são clássicos imbatíveis, para se ouvir a qualquer hora, em qualquer ano, em qualquer década, o que torna este DVD absolutamente necessário é a performance dos Titãs captada na sua essência, de forma crua. O diretor Oscar Rodrigues Alves – que já havia pilotado clipes premiados da banda e co-dirigiu com Branco o longa-metragem “Titãs, a vida até parece uma festa” – abriu mão da perfumaria e optou por rodar todo o show em preto e branco, sem gruas ou pirotecnias cênicas.



As câmeras estavam todas nas mãos, distribuídas em vários pontos da plateia: uma bem junto ao palco, outra lá atrás, mais uma ali na lateral. “Cabeça Dinossauro Ao Vivo 2012” é visto do ponto de vista do público. Não tem sequências longas, abertas, limpas ou enquadramentos convencionais. As imagens são nervosas, trêmulas, sujas, como convém a “Bichos Escrotos”, “Polícia”, “Porrada”, “Homem Primata”. Mesmo as câmeras que estão no palco revelam os Titãs por ângulos diferentes, quase cúmplices e íntimos da banda.

A atmosfera do Circo Voador, em PB e com fumaça criando uma providencial névoa, acaba remetendo aos palcos dos anos 80, quando a banda se apresentava em autênticos porões, para fãs que se acotovelavam na plateia. “Queríamos registrar o show com uma concepção bem crua e o Oscar sugeriu o preto e branco. As imagens e a edição imprimiram com perfeição esta pegada forte”, atesta Branco.

A ideia de levar o lendário álbum de volta aos palcos era antiga. Só virou realidade no início de 2012, no Sesc Belenzinho, em São Paulo, quando os Titãs iniciaram as comemorações de seus 30 anos. Seriam apenas sete apresentações na casa paulistana. Mas quando as vendas foram abertas, os ingressos se esgotaram em pouco mais de duas horas. E bastou o primeiro show para o público reviver o impacto de “Cabeça Dinossauro”. “A venda foi surpreendente e a repercussão na imprensa também. Logo começaram a surgir novos convites”, lembra Bellotto. Um mês antes da gravação, no próprio Circo, os ingressos também tinham esgotado rapidamente, obrigando a marcação de um novo show: “Sentimos então que o ‘Cabeça’ havia voltado com força total”.

As imagens do DVD destacam como a plateia se entrega. Já em “Cabeça Dinossauro” os fãs se jogam movidos pela interpretação gutural e emblemática de Branco. Em “Polícia” e “Porrada” – nesta segunda, com Sérgio Britto rasgando os vocais, numa vigorosa e impressionante performance – os fãs protagonizam uma catarse coletiva na pista. Em “Família”, com direito a uma palhinha de “Panis et Circenses”, dos Mutantes, Britto puxa o coro, as palmas e a galera solta os pulmões.

O show “Cabeça Dinossauro” tem momentos apoteóticos e reveladores mesmo para quem conhece os Titãs nas entranhas. A demolidora “A Face do Destruidor”, que a banda nunca havia tocado ao vivo, traz Paulo Miklos possuído, de tirar o fôlego de quem assiste. “Estado Violência” e “Bichos Escrotos” ganham solos afiadíssimos, cirúrgicos, vindos da guitarra inspirada de Bellotto. E temos a chance também de saborear na voz de Branco a deliciosa “Dívidas”, talvez a faixa menos conhecida do LP nos anos 80. “O Que” promove um gran finale com a inédita voz de Paulo Miklos caindo como uma luva e despejando suingue num Circo Voador já em transe.

“Se aprendemos uma lição com a extraordinária repercussão das comemorações com o ‘Cabeça Dinossauro’, é que nossa identidade com o público é uma poderosa fonte de energia, e que a nossa natureza, aquilo que nós somos na essência, podemos e devemos evocar juntos”, exalta Miklos, que, no DVD, antes de ligar a serra elétrica para derrubar tudo em “Bichos Escrotos”, já havia devolvido para a plateia o que se tornaria uma noite inesquecível, única, devidamente registrada para a posteridade: “Não tem presente de aniversário melhor pra essa banda do que esse nosso encontro!”.


Luiz André Alzer e Hérica Marmo

Dezembro de 2012


TITÃS
“Cabeça Dinossauro Ao Vivo 2012”
Lançamento: Independente
Distribuição: Universal Music
Preço médio: R$ 25,00 (CD), R$ 35,00 (DVD) e R$ 65,00 (Blu-Ray)
Site - www.titas.net

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

DICAS DA MUSICARIA

TITÃS - CABEÇA DINOSSAURO (1986)
Faixas:
01 - Cabeça Dinossauro
02 - AA UU
03 - Igreja
04 - Polícia
05 - Estado Violência
06 - A Face Do Destruidor
07 - Porrada
08 - Tô Cansado
09 - Bichos Escrotos
10 - Família
11 - Homem Primata
12 - Dívidas
13 - O Quê

WEA
Estúdio: Nas Nuvens
Produção: Liminha, Vitor Farias e Pena Schmidt
Direção artística e musical: Liminha
Assistente: Bernardo
Engenharia de gravação: Vitor Farias
Desenhos originais: Leonardo da Vinci ("Expressão de um Homem Urrando" e "Cabeça Grotesca")
Coordenação gráfica e arte final: Silvia Panella
Capa: Sérgio Britto
Foto: Vânia Toledo
Adaptação da capa para CD: M. Pucci
Comida: Angelina e Vilma
Manutenção: Ricardo Garcia

Participações especiais
Liminha: guitarra ("Família" e "O Quê"), percussão ("Cabeça Dinossauro") e DMX ("O Quê").
Repolho: castanholas ("Homem Primata")

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