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sexta-feira, 8 de abril de 2016

PROGRAME-SE


terça-feira, 24 de junho de 2014

TEMPORADA DE FORRÓ: 10 ÁLBUNS QUE VÃO AGITAR OS FESTEJOS JUNINOS

Por Marina Simões

Josildo Sá homenageia as vaquejadas


A poucos dias do São João, os forrozeiros aproveitam o período para abastecer as prateleiras do mercado fonográfico com novos trabalhos enquanto ampliam o número de shows nas agendas. Seja no arrasta-pé, coco, xote, xaxado ou baião, os artistas que escolheram representar o ritmo gonzagueano aproveitam o filão para divulgar novas composições, releituras e parcerias e tentam, na mesma pisada, abrir espaço no domínio do sertanejo universitário e brega - ritmos cujos protagonistas são anunciados como estrelas das festas de São João na capital e nas cidades do interior. Até o mês de junho, estima-se em 50 o número de títulos lançados por músicos como Josildo Sá e Irah Caldeira.

Segundo o empresário Fábio Cabral, proprietário Passa Disco, loja voltada ao mercado de música regional, a predileção pela época para lançamentos é característica dos forrozeiros desde os tempos de Luiz Gonzaga. "É igual ao carnaval, se concentram em um ou dois meses antes da festa. Não sei se feliz ou infelizmente", pondera. 

A tecnologia mais acessível e a ousadia de se lançar no mercado de forma independente estimulam a gravação dos discos - muitos dos quais formatados para vender a preço de custo ou para divulgar o trabalho da banda, como faz Som da Terra. Em termos gerais, os preços variam de R$ 5 a R$ 30. Os mais caros são produtos mais elaborados. "Nessa época, sem dúvidas, a procura por CDs do gênero aumenta", conta Fábio. 

Veterano no segmento, o forrozeiro Alcymar Monteiro lança neste São João o o trabalho de número noventa, A bandeira do forró, em comemoração aos trinta anos de carreira. O artista volta às raízes e traz álbum completo em ritmo arrasta-pé, valorizando as tradições das quadrilhas juninas. Para o cantor, o forró não é como o frevo, limitado ao período do carnaval. "Graças ao trabalho e à insistência dos artistas, o forró se tornou um gênero musical forte, que toca em qualquer época do ano", acredita. "Demos a conotação urbana ao ritmo. O matuto aparece bem vestido com consciência política e cultural", arremata Alcymar. 

No período, a agenda de Alcymar Monteiro se estende com shows além do Norte e Nordeste. "É uma festa muito bonita, onde se vê a cara do Brasil. O clima mais frio, regados a bebidas e comidas típicas envolve o país inteiro", comemora o forrozeiro. O cantor e compositor Josildo Sá aproveita a época para promover o disco Latada pra vaqueirama - Tributo a Vavá Machado & Marcolino. "Eu nasci e me criei na labuta dos vaqueiros. Esse disco é um agradecimento, uma maneira de satisfazer e perpetuar essa música marcante do Nordeste brasileiro", afirma.



01 - ALCYMAR MONTEIRO

Alcymar lança o CD A Bandeira do Forró, um disco totalmente acústico, e conta com participação especial de artistas como Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Chico César. São 16 faixas, sendo 14 inéditas e duas regravações O ciúme, de Caetano Veloso, e A pobreza, de Lenon e Lilian. R$ 10.


02 - TEREZINHA DO ACORDEON

Amores e tropeços são temas do novo trabalho de Terezinha do Acordeon, o disco Um amor assim... Tem produção musical de Cezzinha, que participou de uma das faixas. O lançamento está marcado para dia 31 de maio, ao meio dia, no Restaurante Paid'égua, na Cidade universitária, com pocket show.


03 - BENILO 

DVD Forró de todos os tempos é o novo trabalho do cantor Benil. O projeto em comemoração aos dez anos de carreira, gravado no Teatro Luiz Mendonça com direção geral do próprio artista e direção musical, produção musical e arranjos de Lu Miliano. O forrozeiro contou com participação de André Rio, Bruno Lins, Geraldinho Lins, Luciano Magno, Paulinho Leite e Petrúcio Amorim. No repertório, releituras de músicas de Luiz Gonzaga, canções da trajetória desde a participação no grupo Território Nordestido e composições próprias. R$ 15.


04- IRAH CALDEIRA

A forrozeira Irah Caldeira comemora 15 anos de carreira com o novo disco Esperando por setembro. O albúm produzido por Maciel Melo, conta com participação de Elba Ramalho. O disco composto por quatorze faixas traz músicas de compositores como Geraldo Azevedo, Maciel Melo, Anastácia, Genival Lacerda, Xico Bizerra e Téo Azevedo. Foi gravado por um time como Luizinho e Gennaro (sanfonas), Quartinha (Zabumba), Bráulio Araújo e João Neto (violão), e Henrique Albino (flauta e sax). R$ 30.


05 - JOSILDO SÁ

Latada pra vaqueirama - Tributo a Vavá Machado & Marcolino, lançado em maio, traz seis faixas clássicas da dupla Vavá Machado e Marcolino, que construíram carreira sólida nas vaquejadas do Sertão nordestino. As canções receberam arranjos do maestro Adilson Bandeira e roupagem do Samba de Latada. Latada pra vaqueirama foi gravado em setembro de 2013 no estúdio Carranca. R$ 10.


06 - PAULINHO LEITE

Cantor e compositor, natural da cidade de Arcoverde-PE, lança o disco Muito romantico, que inclui regravações de artistas como Rita Lee, Ovelha Negra, e Caetano Veloso, com a faixa Muito Romântico, que dá nome ao disco. A composição gráfica é caprichada e oferece embalagem de luxo. Além disso, o álbum inclui cartões postais, papeis cartas, porta-retratos. R$ 50.


07 - SOM DA TERRA

No Balanço do forró é o 19°trabalho da carreira do grupo. O disco lançado em maio traz a canção de destaque Forrozeiro tem nome, uma homenagem aos intérpretes e compositores pernambucanos de forró. São citados 38 artistas expressivos do estado. Participação de Rogério Rangel, Dudu do Acordeom e Luciano Magno, Benil, Xico Bizerra, Reynaldo de Olinda, Roberto Cruz, Henrique Leite e Nelson Gusmão. Valor: R$ 5.


08 - TOINHO VANDERLEI

Toinho Vanderlei lança O falar do meu Sertão, o quarto disco da carreira. São 14 faixas de muito forró, xote e baião, com a participação da filha Isabela Muniz na faixa Melhor nem Lembrar. R$ 10.

09 - DVD de Spok

Com a orquestra de frevo que leva seu nome, o maestro Spok lança o DVD Spok e Orquestra Forrobodó convidam. “Sempre tive o desejo de realizar um sonho: o de mergulhar no universo junino”, comenta. De acordo com ele, a ideia inicial era fazer apenas versões instrumentais de xotes, baiões e xaxados. “Mas um produtor viu, decidiu vender shows e incluímos músicas com voz”, explica. Produzido pelo Ateliê Produções e dirigido por César Maia, o DVD foi gravado em preto e branco e tem participações dos sanfoneiros Adelson Viana, Beto Hortis e Gennaro, do guitarrista Renato Bandeira, e dos cantores Fagner, Elba Ramalho, Josildo Sá, Maciel Melo, Ylana Queiroga, Santana, Robson Alves e Vanessa Oliveira. R$ 24,90. 


10 - VALKIRIA MENDES

Cantora consolida a carreira solo com o disco Eu sou o estupim, em tributo a Marinês. A direção, arranjos, e produção são do sanfoneiro Gennaro. No disco, Valkiria interpreta canções consagradas na voz de Marinês como Eu sou o estupim e Por debaixo dos Panos, além de diversas composições dos paraíbanos Antônio Barros e Cecéu.











sábado, 10 de dezembro de 2011

PARCERIA MUSICAL ETERNIZADA

Lançamento do CD e DVD Samba de latada com Josildo Sá foi o canto do cisne do clarinetista e saxofonista carioca Paulo Moura

Por José Teles


Paulo Moura começou, pré-adolescente, tocando música de gafieira, em São José do Rio Preto (SP). Quis o destino que ele terminasse a carreira tocando samba de latada, a gafieira com sotaque nordestino com Josildo Sá. Quis igualmente o destino que Paulo Moura (falecido em julho do ano passado) não vivesse o suficiente para ver a parceria chegar ao DVD, Samba de lata ao vivo (Som Livre, com patrocínio e apoio da Chesf, governo do Estado, Prefeitura do Recife e Pitú), gravado no Teatro de Santa Isabel, em 2008. O lançamento aconteceu no último dia 7 de dezembro, na loja Passa Disco, reduto da música pernambucana de qualidade.

Um dos maiores nomes da história da música brasileira, com trânsito livre entre o popular e o erudito, Paulo Moura (nascido em julho de 1932), quis o destino, conheceu, por acaso, Josildo Sá, em 2004: Fomos apresentados por um amigo publicitário, Jorge Hopper. Depois, ele veio tocar aqui no Recife e Jorge me perguntou se eu podia ser cicerone de Paulo Moura e de sua mulher. Foi aí que estreitamos amizade. Numa dessas saídas nossas, eu coloquei meu primeiro disco, Virado num paletó veio no toca-CD do carro e ele disse ter gostado muito. Coloquei Coreto, meu segundo disco, ele fez algumas observações, comentou sobre faixas que poderiam ser melhoradas. E me disse que quando fosse gravar novamente eu poderia contar com ele.




Dois anos mais tarde, Josildo Sá preparou um show de Carnaval com Arlindo dos Oito Baixos, do qual surgiu a ideia do projeto Samba de latada: Achei que era hora e liguei para Paulo Moura. Queria reunir os dois mestres, Arlindo e ele. Cantei no telefone Nega buliçosa, de Tiago Duarte, e ele me disse que estava dentro para fazer o projeto. Combinamos de eu ir para o Rio de Janeiro. Preparei um repertório com músicas de Jackson do Pandeiro, João Silva, sambas feito Para não morrer de tristeza. Fizemos um show no Carnaval de 2006, ele adorou e aproveitei para convidar Paulo para tocar no disco que eu iria gravar. Ele disse que não queria só participar não. Queria ser meu parceiro no projeto, conta o forrozeiro.



Até então Josildo havia gravado dois discos, os citados Virado num paletó véio e Coreto. A parceria com Moura firmou seu nome definitivamente no cenário da música do Nordeste. Nascido no Sertão do Pajeú, ele sofreu influência forte do pai, o sanfoneiro Agostinho, de Tacaratu, cidade onde cresceu. Mas, a obrigação veio antes de colocar a vocação em prática. Trabalhei muito tempo com comércio, fiz um monte de coisa, vendi redes, artesanato, bebidas, fui frentista, mas sempre fazendo alguma coisa ligada à música. Na escola, em toda festa era convidado para cantar. Nasci no Pajeú uma região muito musical. Pai sanfoneiro, não tinha como não ter jeito para música, ressalta Josildo.

Paulo Moura tinha um pouco dessa personalidade interiorana, bem presente em seu disco mais conhecido, Confusão urbana, suburbana e rural (1976), que compartilha afinidades com o Samba de latada, música popular para dançar: O derradeiro trabalho dele foi este DVD. Paulo ainda conseguiu melhorar algumas coisas, ele me disse que o melhor ritmo para ele eram os cubanos e o samba de latada, que achava parecidos. E música cubana era o que tocava muito nos bailes com o pai dele.

O Samba de latada, creditado aos dois, saído inicialmente independente, em 2006, e depois pela Rob Digital, levou a dupla a uma turnê que passou por alguns dos principais palcos do País, como o do TIM Festival e o do Sesc Pompeia, entre outros, com unânimes críticas favoráveis.

O repertório se equilibra em temas instrumentais de Paulo Moura com sambas de latada, incrementados pelo clarinete e pelo sax do músico carioca. No show registrado para o DVD há quatro músicas a mais, participações de Spok e de Genaro, parceiro com Paulo Moura em Baile do sertão: A música foi feita no estúdio, gravada em seguida. Paulo tinha um trecho e convidou Genaro para terminar. Fizeram na hora, conta Josildo, que acrescentou o balanço de Assisão, do Trio Nordestino. Moura comanda o tripé, a maioria do tempo com o clarinete e uma banda formada por Wagner Santos (baixo), Danilo Aires (cavaquinho e banjo), Daniel Coimbra (cavaquinho, alfaia), Maíra Macedo (padeiro, efeitos e vocal), Andreza Karla (percussão, congas, alfaia, pandeiro, e efeitos), Beto Bala (percussão e vocal), Moema Macedo (percussão e vocal), Aldrim de Caruaru e Zezinho do Acordeom (sanfona) e Quartinha (zabumba).


NA LATADA

No disco de estúdio Paulo Moura ainda não estava tão familiarizado com a música nordestina. Ao vivo, no DVD, dois anos depois de tocar com Josildo Sá, ele reaparece totalmente à vontade. A dupla realizou um dos mais dançáveis discos da MPB nos últimos anos. Animação igual somente numa latada, ou puxada, de uma casa de sítio com o conjunto virado num paletó veio, sem conversa mole.

Credite-se parte do êxito à experiência do tarimbado produtor Zé Milton, que trabalhou na masterização e na pré-produção no Estúdio Fábrica. Zé Milton também é responsável pelo disco de frevo que Josildo Sá acabou de finalizar, com o repertório carnavalesco de Luiz Gonzaga. Em Samba de latada ao vivo, o pagode só arrefece um pouco na faixa Na água do bebedouro, um maracatu-canção no qual Josildo Sá recita versos, mas sem se estender muito.

A temporada de divulgação nos palcos de Samba de latada ao vivo, começa depois do lançamento, com o maestro Oseás tocando sax e clarinete e fazendo as partes de Paulo Moura: Ele já toca há algum tempo na minha banda e pegou bem o repertório do DVD, garante Josildo Sá.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

PAULO MOURA EM UM BOM SAMBA DE LATADA!

Esse disco foi lançado originalmente, de modo independente, em 2006. Posteriormente, foi re-lançado pela Rob Digital em 2007.

Segue abaixo um texto do José Teles, que fala sobre esse álbum na época de seu lançamento:

“O forró é a mais injustiçada e discriminada das músicas que se fazem no Brasil. Por exemplo, a caudalosa discografia do forró, que teve seu auge nos anos 60 e parte dos 70, continua quase inteiramente fora de catálogo. Esta falta de cultura musical, levou as mais recentes gerações de forrozeiros a fazer e gravar basicamente xote, com letras que pouco diferem do que cantam as duplas sertanejas.

O forró é um manto sob o qual se abriga uma grande variedade de ritmos, estilos, gêneros, inclusive o samba. Aliás, antigamente, no Nordeste, forró e samba tinham o mesmo significado. O forró e o samba eram a festa, onde se tocava do baião ao chorinho. Depois que o samba carioca foi alçado à música da nacionalidade, foi que o samba passou a designar um gênero musical.

No Nordeste ele foi adaptado para a sanfona, o triângulo, a zabumba, mais violões, banjo, instrumentos de sopro. Era chamado “samba de matuto”, ou “samba de latada”. A latada, no caso, era uma extensão da casa, ou “puxada”, coberta por folhas de flandres, onde aconteciam os forrós, ou sambas. O samba de latada teve como um dos maiores intérpretes o sanfoneiro Abdias, seguido pelo paraense Osvaldo Oliveira.

40 anos depois, Josildo Sá traz de volta ao disco esta nuance esquecida do samba. E vem na companhia de um dos maiores músicos do mundo, Paulo Moura. Não poderia tal contubérnio dar noutra. Um disco que nos leva àqueles sambas de latada dos anos 60. Daqueles que rescendiam a suor, perfume barato, com os casais grudados que nem carrapato.

“Quixabinha” (Josildo Sá / Anchieta Dali) é um desses sambas com sotaque nordestino, irresistível. O “Forró de Mané Vito” (Zé Dantas / Luiz Gonzaga), virou um samba de latada ao qual Paulo Moura deu um delicioso tempero de gafieira. Josildo Sá nunca cantou tão bem, com uma voz sertaneja, o fraseado certeiro. Ele dá um banho em “Eu gosto de você”, composição de Caçote do Rojão, um samba do jeito que Abdias gostava.

Paulo Moura, por sua vez, incorporou o espírito da coisa, e caiu no samba de matuto. Está endiabrado em “Pro Paulo”. Dá para os das antigas lembrarem Jair Pimentel, um músico que gravava pela Rozenblit e pintava os canecos com um clarinete. Este disco inclusive resgata (com perdão do termo tão desgastado) o bom-humor no forró, que hoje anda muito formal, parecendo um requerimento com firma reconhecida. Paulo Moura toca neste disco como se estivesse animando um samba numa latada, numa noite enluarada num sítio no meio do mato.

A seleção do repertório não poderia ser melhor. Tem desde “Fraguei” (Osvaldo Oliveira / Dilson Dória) lançada por Abdias. Conterrâneo de Josildo Sá, nascido em Tacaratu, Anchieta Dali fez sambas que se encaixam como uma luva no projeto do amigo Josildo, que descolou uns compositores pouco conhecidos, mas talentosos, Apolônio da Quixabinha (Quixabinha, é um sítio na terra de Josildo), ou citado Caçote do Rojão. E músicos como Gennaro, cuja sanfona vai costurando as melodias, enquanto Paulo Moura vai acrescentando-lhes cores variadas. Não cheguei a perguntar aos dois como foi engendrada esta parceria, mas seja lá como for, com certeza jogaram a fórmula fora. Pense, num disco da porra!!” (José Teles – Jornalista do Jornal do Commércio Recife – PE, escritor, pesquisador e crítico musical)

Samba de latada – Josildo Sá e Paulo Moura (2006)

Faixas:
01 - Quixabinha (Josildo Sá – Anchieta Dali)
02 - Forró de Mané Vito (Luis Gonzaga – Zé Dantas)
03 - Eu Gosto de Você (Caçote do Rojão)
04 - Pra Virar Lobisomem (Chico Chagas)
05 - Pro Paulo (Chico Chagas)
06 - Nega Buliçosa (Tiago Duarte)
07 - Fulosinha (Anchieta Dali)
08 - Fraguei (Osvaldo Oliveira – Dilson Dória)
09 - Carimbó do Moura (Paulo Moura)
10 - Beijú (Anchieta Dali)
11 - Cumpade Zé de Bina (Apolônio da Quixabinha)
12 - Baile no Sertão (Paulo Moura – Gennaro)
13 - Na Água do Bebedouro (Josildo Sá)

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