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domingo, 17 de fevereiro de 2019

CONFIRA OS PERNAMBUCANOS QUE VÃO LANÇAR ÁLBUNS INÉDITOS EM 2019

Serão lançados diversos discos, agregando novos nomes da cena local e veteranos. Confira a lista feita pelo Viver

Por Emannuel Bento


Ano será agitado para os músicos pernambucanos. Foto: Camila Pífano/Esp. DP e Flora Negri, Bieco Garcia e Ramses Ferraz/Divulgação 


Já nas primeiras semanas de janeiro, nomes como Cristina Amaral (Flor do sertão), Cláudio Rabeca (Rabeca brasileira) e Igor de Carvalho (Cabeça coração) lançaram novos discos de inéditas. As movimentações de diferentes gerações e estilos logo no início do ano servem de presságio para 2019, que promete novidades de inúmeros músicos pernambucanos. Serão lançados diversos discos de inéditas, agregando novos nomes da cena local, veteranos e até mesmo retorno de gigantes. Confira a lista elaborada pelo Viver.


LIA DE ITAMARACÁ E DJ DOLORES


Segundo Semestre

Ícone da cultura pernambucana, a cirandeira Lia de Itamaracá, aos 74 anos, teve um álbum aceito pelo edital Natura Musical. A produção será de Helder Aragão de Melo, o DJ Dolores, conhecido na cena pernambucana desde os tempos do manguebeat. As gravações vão começar depois do carnaval, em abril, seguindo até maio. Posteriormente, o projeto será mixado para o lançamento no segundo semestre. O repertório ainda não foi decidido.





AVE SANGRIA 


Vendavais (Primeiro semestre)

Quarenta e cinco anos depois do emblemático disco de 1974, Ave Sangria vai lançar um novo álbum de inéditas, intitulado Vendavais. Marco Polo (voz), Almir de Oliveira (voz e guitarra base) e Paulo Rafael (guitarra solo e viola) se reuniram para traçar novos planos e, estimulados por uma série de shows em 2013, decidiram extrair onze canções inéditas, compostas entre 1972 e 1974. A proposta continua sendo a mesma: unir o rock psicodélico com ritmos nordestinos. Juliano Holanda (baixo), Gilu Amaral (percussões) e Júnior do Jarro (bateria) completam a atual formação da banda.


ALMÉRIO


Desempena ao vivo (Primeiro semestre)

O acaso casa (Abril)

Almério se prepara para dois lançamentos em 2019. O primeiro será o CD/DVD Desempena ao vivo, gravado no Teatro de Santa Isabel para registrar o espetáculo proveniente de seu segundo álbum de estúdio. Contará com canções inéditas, incluindo composições de Pedro Luis e Chico César. Em abril, será a vez de O acaso casa (Biscoito Fino), feito em parceria com Mariele Castro e gravado ao vivo na Casa de Choro, no Rio.


ROMERO FERRO


FERRO (Primeiro semestre)

O expoente da nova geração pernambucana prepara seu segundo álbum de estúdio. O projeto dará continuidade ao que ele chama de “tropical wave”, mistura de brega com new wave - sonoridade de sucesso na década de 1980. A tendência já foi atestada nos singles Pra te conquistar e Acabar a brincadeira. Essa segunda venceu o prêmio de Melhor Música na Semana Internacional da Música, em São Paulo. Ele ainda tem mais dois singles guardados e um deles em parceria com a recifense Duda Beat. A produção musical é de Leo D, com produção artística de Patricktor4 e produção geral de Maurício Spinelli. 


MARÍLIA PARENTE


Segundo semestre

Após lançar os singles Tristeza não existe e Alvorada, a cantora natural de Exu, no Sertão pernambucano, pretende lançar seu álbum de estreia apostando em uma mistura de música regional, com toques orientais e rock and roll, transmitindo suas experiências na estrada. O projeto tem selo da Pé de Cachimbo Records e terá participações de nomes como Regis Damasceno (Cidadão Instigado), Juvenil Silva, Feiticeiro Julião e Marcelo Cavalcante. Marília pretende reunir oito faixas, mas o número pode crescer.


IGOR DE CARVALHO


Cabeça de coração (lançado em 18 de janeiro)

O segundo álbum do cantor e compositor recifense representa uma fase de “desapego” que permeia tanto sua poesia quanto a sinestesia dos arranjos. Cabeça de coração foi gravado no estúdio Carranca, com produção musical assinada por Rogério Samico e arranjos do maestro e multi-instrumentista Henrique Albino. São 11 faixas autorais que procuram expor seu amadurecimento artístico. Entre as participações especiais estão Zélia Duncan, Johnny Hooker e o português Manel Cruz. O lançamento físico será no dia 30 de janeiro, às 20h30, no Teatro de Santa Isabel.


LUIZ LINS 


Démodé (Primeiro semestre)

Um das promessas do rap nacional, o pernambucano natural de Nazaré da Mata vai lançar seu primeiro álbum, batizado Démodé. O termo baliza o conceito do projeto, que procura questionar “o que é considerado moda ou não”. Lins vai explorar referências da sonoridade de brasileiros como Nelson Gonçalves, Maysa, Belchior, Reginaldo Rossi e Jorge Ben Jor, também no R&B, soul e jazz americano. O álbum é aguardado com expectativa pelo nicho do hip hop, já que o jovem alcança números formidáveis nas plataformas digitais, a exemplo de Saudade, que atingiu 20 milhões de visualizações.


CIEL SANTOS


Enraizado (Primeiro semestre)

Após estrear o espetáculo Enraizado em 2017, o cantor agora lança o disco homônimo e com um repertório atual. As composições abordam temas presentes na trajetória do artista, desde sua vida no interior, as dificuldades enfrentadas pela androginia da sua voz, sua fé, os prazeres e intercâmbios artísticos. São onze faixas, sendo dez autorais e uma regravação - a música Carcará, de João do Vale e José Cândido.


ACCIOLY NETO 


Tributo (Janeiro)

O cantor e compositor pernambucano Accioly Neto, falecido em 2000, ganhará álbum duplo de tributo neste mês, com algumas faixas menos conhecidas e sucessos famosos nas vozes de diversos intérpretes. A produção ficou por conta de Talitha Accioly, filha do músico, que também é uma das cantoras do projeto, junto com nomes como Fagner, Elba Ramalho, Zélia Duncan, Lucy Alves, Petrúcio Amorim, Maciel Melo e Santanna.


AYRTON MONTARROYOS


Um mergulho no nada (Primeiro semestre)

O álbum foi gravado ao vivo, num show em abril, no Teatro Itália, em São Paulo. O título foi extraído do verso da música Sem pressa para chegar (Capiba e Délcio Carvalho). São dez faixas interpretadas pelo cantor somente com o violão de Edmilson Capelupi. Thiago Marquez Luiz assina a produção, com canções como Açaí, de Djavan, Brigas nunca mais (Tom e Vinicius), e o single, Pé na estrada, que será lançado em 11 de janeiro.


DONA GLORINHA DO COCO


Segundo semestre

Aos 83 anos, Dona Glorinha do Coco se prepara para lançar o segundo disco de inéditas, com apoio do Funcultura. Será inteiramente composto por ela mesma. A mestra do coco de roda mais velha de Amaro Branco, em Olinda, comentou sobre o lançamento após um show no Carnaval da Casa de Cultura em 2018. Será mais um resultado de uma carreira incansável, que começou ainda aos 7 anos. Seu primeiro disco (homônimo) concorreu ao Prêmio da Música Brasileira em 2014.


FADA MAGRINHA






Lululoops (Segundo semestre)

O Lululoops é o novo projeto da arte educadora Lulu Araújo (Fada Magrinha) que será lançando neste ano e levará 

ao público infantil sua nova pesquisa musical, onde mistura tecnologia, inovação e arte. O projeto está em fase de gravação e será lançado no início do segundo semestre. Para os palcos, a Fada Lulu prepara um show multimídia, com experiências sensoriais. O projeto conta com incentivo do Funcultura.


TONFIL


Segundo semestre

Neto de Louro do Pajeú e natural de São José do Egito, o cantor está gravando um álbum que terá a direção de Juliano Holanda. Apostará na miscelânea de gêneros musicais, que vai de baladas a boleros, num retorno do “cantar a poesia”. Uma regravação de Balada da sibita baleada, de autoria da poetisa Anaíra Mahin, e Outra oração, da caruaruense 

Isabela Moraes, são algumas das faixas. 


FEITICEIRO JULIÃO


Segundo semestre

Na ativa desde 2011, ano em que tocou no festival Abril Pro Rock, o recifense Feiticeiro Julião está terminando seu disco de violas, com canções feitas na estrada, e montou um show que inclui do baião à música caipira, passando pelo folk. Em 2017, ele havia lançado o clipe de Danças dramáticas, baseado num tema do folclore brasileiro, e criou a dupla de forró Caramurú e Julião, circulando por festivais importantes do Sul.


QUINTETO VIOLADO




Café setembro

O grupo composto por Marcelo Melo (voz e violão), Ciano Alves (flauta e violão), Roberto Medeiros (voz e bateria), Dudu Alves (voz e teclado) e Sandro Lins (baixo) iniciou, há três meses, um projeto chamado Café com o Quinteto Violado. Funciona como programa no canal do YouTube da banda. Em cada episódio, eles visitam uma cafeteria para degustar cafés e apresentar uma música inédita. Em setembro, todas as canções vão formar um álbum disponível nas plataformas digitais e haverá show no Teatro de Santa Isabel.


ACADEMIA DA BERLINDA


Segundo semestre

A Academia da Berlinda vai celebrar 15 anos de existência em grande estilo. A princípio, os rapazes querem lançar um vinil comemorativo para aniversário. Também planejam um álbum de inéditas que ainda vai entrar na fase mais ágil de produção após o carnaval, período agitado para a banda, fundada em Olinda. O sucesso de Nada sem ela (2016) ainda está tendo seu repertório orquestrado, mas deve misturar cumbia, música caribenha e pernambucana.


BRUNO LINS


Vereda caminho - lançado no dia 21 de janeiro

O recifense Bruno Lins se destacou como cancioneiro popular ao liderar, por mais de dez anos, a banda de forró Fim de Feira. Nesse período, entoou sonoridades regionais e poéticas ligadas à tradição cordelista. Estimulado pelo novo momento de experimentação, o artista reuniu canções engavetadas, juntou outras mais frescas e adentrou no Estúdio Muzak, em Casa Forte, com um elogiado time de músicos e cantores para registrar a epifania criativa que se tornou o seu primeiro álbum solo: Vereda caminho, lançado no final de 2019 exclusivamente no site brunolins.com. O lançamento físico será nesta quarta-feira (21), às 20h, no Teatro Hermilo Borba Filho.


CARLOS FERRERA 


Daquilo que o coração come (Primeiro semestre)

Paixões, lutas, fé e sede tão tom ao primeiro disco do cantor e compositor Carlos Ferrera, Daquilo que o coração come. O título foi extraído de uma das faixas, sintetizando sua busca pelo entendimento do que o move na vida. Composto por 11 faixas, o projeto conta com parcerias de nomes da música pernambucana contemporânea como Barro, Jam da Silva e Júlio Morais, além de composições de autores como Alex Guterres, DJ Incidental, Muta, Pedro Saldanha e Márcio Oliveira. O disco tem apoio do Funcultura.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

CONSERVATÓRIO PERNAMBUCANO DE MÚSICA COMEMORA ANIVERSÁRIO COM CONCERTOS GRATUITOS

Duo Assad, Orquestra de Câmara de Pernambuco e Danilo Brito são as atrações de evento no Teatro de Santa Isabel


88 anos de história do Conservatório Pernambucano de Música serão comemorados no Teatro de Santa Isabel.


Os 88 anos de história do Conservatório Pernambucano de Música serão comemorados no Teatro de Santa Isabel, no centro do Recife, nesta quarta (16) e quinta-feira (17). O espaço abrirá as portas para duas noites de concertos gratuitos com o Duo Assad (SP), a Orquestra de Câmara de Pernambuco – OCP e o bandolinista Danilo Brito (SP), nos dias 15 e 16 de agosto. 

O Duo Assad, dos violonistas Odair e Sérgio Assad, mostrará repertório com obras de compositores como Domenico Scarlatti, Mauro Giuliani, Tom Jobim e Heitor Villa-Lobos, além de composições autorais. Já a Orquestra de Câmara de Pernambuco sobe ao palco sob regência do maestro José Renato Accioly, para executar programa ao lado do bandolinista e compositor paulista Danilo Brito, em companhia de seu conjunto, composto por violão, violão 7 cordas, cavaquinho e pandeiro. 

A gerente geral do Conservatório, Roseane Hazin, comenta a trajetória trilhada pelo espaço em tantos anos dedicados à cultura. “São décadas formando gerações de músicos e participando ativamente da vida cultural do Estado de Pernambuco”, diz ela. "A música é, para nós, um dos mais fortes agentes da educação, e a arte é parte decisiva da vida de qualquer ser humano. Temos orgulho de tocar vidas e de ajudar no crescimento da cultura pernambucana e brasileira. Ainda teremos muito tempo para crescer e muito mais a realizar”, destrincha Roseane. 


PROGRAMAÇÃO


Quarta-feira (15/8), 20h
Duo Assad

Quinta-feira (16/8), 20h
Danilo Brito e Conjunto e Orquestra de Câmara de Pernambuco
Regência: maestro José Renato Accioly%u202F


SERVIÇO

Aniversário de 88 anos do Conservatório Pernambucano de Música, com Duo Assad, Orquestra de Câmara de Pernambuco e Danilo Brito –
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Santo Antônio)
Quando: 15 e 16 de agosto, às 20h
Quanto: Gratuito, com retirada de ingresso na bilheteria do teatro.
Informações: 3183-3411 e www.conservatorio.pe.gov.br.


Fonte: Diario de Pernambuco

SEMANA DO PATRIMÔNIO CULTURAL EM PERNAMBUCO REALIZA PALESTRAS, OFICINAS E EXPOSIÇÕES GRATUITAS

Com temática de Gestão Compartilhada, evento traz extensa programação em diferentes equipamentos culturais geridos pelo poder público

Por Emannuel Bento


O auge da programação é na sexta-feira quando é celebrado o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, com cerimônia no Teatro de Santa Isabel 


Com o objetivo de promover diálogos sobre questões voltadas às políticas de preservação, a Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco chega em sua décima primeira edição com uma extensa programação realizada de hoje a sábado, em diferentes cidades da Região Metropolitana do Recife e em 10 municípios do interior do estado. Neste ano, o tema geral é Gestão Compartilhada: Perspectivas e Desafios.

Promovida pela Secretaria de Cultura de Pernambuco e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – Fundarpe, a semana consiste na realização de diversas ações, que incluem palestras, mesas redondas, oficinas, exibições de filmes, exposições e visitas mediadas. Essas atividades ocorrem em diferentes equipamentos culturais geridos pelo poder público, sempre envolvendo especialistas, artistas e expressões culturais locais.

A programação completa está disponível no site: www.cultura.pe.gov.br.


O evento de abertura ocorreu no último dia 13 (segunda) às 14h, no Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457, Boa Vista), com a participação do músico pernambucano Antônio Nóbrega, que usará das suas experiências para dar uma palestra sobre os desafios da cultura popular na atualidade. Sua fala será seguida por uma apresentação artística do Mestre Chocho, que é um dos patrimônios vivos de Pernambuco. Na ocasião, também será lançada a Revista Aurora 463 - Ano III, e o livro Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco, de Jacira França e Marcelo Renan de Souza.

Renata Echeverria, coordenadora da Semana, explica que tudo começou por uma demanda da sociedade civil. “Fazíamos escutas nos fóruns e as pessoas queriam espaços para dialogar, debater o patrimônio cultural. Começamos em 2008 com algumas ações, escolhemos o dia 17 de agosto por ser o Dia Nacional do Patrimônio Histórico”. 

A primeira edição deu certo e o projeto foi crescendo, integrando estudantes de escolas públicas e ganhando novos parceiros. Cresceu tanto que agora abrange 16 municípios: Abreu e Lima, Belém do São Francisco, Brejo da Madre de Deus, Garanhuns, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Caruaru, Floresta, Glória do Goitá, Gravatá, Igarassu, Ilha de Itamaracá, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Tamandaré e Vicência.

“Já tivemos diversos temas, como participação social, mas diante do atual quadro, decidimos apostar na gestão compartilhada. Queremos discutir um pouco o fato de que o poder público sozinho não consegue fazer muita coisa. Só consegue com parceira da sociedade e das grandes empresas”, diz Renata. “A sociedade tem o papel de preservar e visitar. As empresas entram com a verba. Os projetos são muito caros e as manutenções têm alto custo”. 

Para debater os desafios desse método de gestão, a semana conta com participação de nomes como Ricardo Piqué (presidente do Museu do Amanhã), Leonardo Guimarães (Diretor executivo do Parque Tecnológico Porto Digital) e João Domingos Azevedo (Presidente do Instituto da Cidade Pelópidas Silveira).

Algumas das ações promovidas extrapolam a semana e vão até o fim do mês. É o exemplo da mostra Luto, montada na Estação do Trem (Rua Floriano Peixoto, São José) até o dia 31. A exposição das mulheres do Grupo Flor do Barro do Alto do Moura da cidade de Caruaru, fica disponível na Torre Malakoff (Praça do Arsenal, Bairro do Recife) até o dia 24.

O auge da programação é na sexta-feira quando é celebrado o Dia Nacional do Patrimônio Histórico. A cerimônia de comemoração será no Teatro de Santa Isabel (Praça da República), às 9h, com entrega do 3º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural. 

“É um prêmio criado para dialogar com várias linguagens artísticas, como teatro, artes plásticas, literatura e gastronomia”, explica Renata. A intenção é incentivar os produtores locais com prêmios de R$ 20 mil (para o primeiro lugar) e R$ 10 mil (segundo). Para concorrer, os interessados se inscreveram. A comissão instituída por membros da UFPE, IPHAN e UPE.

Ainda no Santa Isabel, haverá a diplomação dos seis novos Patrimônios Vivos do estado, que já foram anunciados em julho. São eles: Gonzaga de Garanhuns (reisado), Mestre Zé de Bibi (cavalo marinho), Cavalo-Marinho Estrela de Ouro (cavalo marinho), Cristina Andrade (ciranda, pastoril, urso), Banda Musical Saboeira (banda filarmônica), e Casa de Xambá (organização religiosa). A eleição dos mestres e dos grupos aconteceu na sede do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), e, com os novos eleitos, Pernambuco agora conta com 57 titulados.

domingo, 29 de julho de 2018

SANGUE DE BARRO: DUAS DÉCADAS DE MANGUEBEAT MADE IN CARUARU

Por Frank Junior



Na década de 90, o Manguebeat explodiu no Recife com os mash ups sonoros de Chico Science e cia, a história da parabólica fincada na lama, que era uma representação metafórica para a globalização sonora e conexão musical mundial que eles tinham. A turma de Chico Science misturou maracatu, com rap, música eletrônica, funk americano e mais um monte de coisa.

Essa parte todo mundo já sabe, e depois desse estouro, o “espírito” do Manguebeat acabou dando alguns frutos e serviu de base e inspiração para novas produções. Uma das primeiras bandas (porque teve várias na verdade) foi a Jorge Cabeleira, que surgiu na década de 90 logo após Chico Science & Nação Zumbi estourar com essas influências e referências.


The Thorn

Por volta de 1993 e 1994, existia uma banda em Caruaru chamada The Thorn, dos amigos Ivan Márcio, Gildo, Pablo Falcão, Hélder e Gil. Eles já tinham uma proposta de repertório autoral e seguiam fazendo shows em teatros e cidades vizinhas.


Nesse meio tempo, começaram a observar, principalmente em época de São João, as bandas de pífanos e suas performances. Aquelas pancada de zabumba quase Rock’n roll em pleno repertório de forró e coisas do tipo.

Em meio a uma observação e outra, os projetos musicais seguem paralelamente, e dois integrantes da The Thorn, Ivan e Gildo, formam uma outra banda chamada Flood.

Não totalmente à toa, “Flood 1” e “Flood 2“ são nomes de música da banda inglesa de gothic-rock Sister of Mercy.

A Flood era formada por Ivan Márcio (guitarra/voz), Gildo (baixo), Rivelino (in memoriam, baterista irmão de Nato), e Alex Camilo (voz). O projeto tinha um repertório cover, que transitava entre Sister of Mercy, Joy Division, Bauhaus, Alice in Chains, Nirvana até músicas nacionais.

Eles não costumavam fazer shows grandes, geralmente tocavam no lugar onde ensaiavam, que era numa casa no “pé do monte” chamada de “Casa Macabra”. Nessa casa, ensaiavam bandas como a Psych Acid, Mortal Mosh e outras do cenário metal da cidade.
Sangue de Barro

Foi nessa época que retomaram a pesquisa em cima das observações do “elemento Rock’n roll” das bandas de pífano e acabaram articulando um projeto chamado “Concerto para Vitalino”.

O projeto não passou de alguns ensaios, mas a proposta era experimentar clássicos da música nordestina como Jackson do Pandeiro, Jacinto Silva e Luiz Gonzaga em uma pegada mais Rock’n roll.

Aproveitando essa proposta de misturar música nordestina com música pesada, os mesmos integrantes tocavam nas noites do Bar do Rock, o bar de Nato Vila Nova que abriu por volta de 1998, mas com um repertório cover só para agitar as noites.

Nato é integrante da banda Psych Acid e já era figura conhecida em Caruaru por participar ativamente do cenário metal. A partir daí, entre um ensaio e outro começaram a compor músicas próprias, mas o grupo ainda não tinha nome.

Até que em um determinado dia, Ivan Márcio viu uma matéria de jornal falando sobre a participação de Chico Science & Nação Zumbi no Festival Abril pro Rock no Recife, no qual, por um erro de digitação escreveram no jornal uma música de Chico errada. O nome correto seria “Sangue de Bairro” (música de Chico e do caruaruense Ortinho), mas tava escrito “Sangue de Barro”. Foi com esse erro de digitação do jornal que Ivan pensou: “Isso tem tudo a ver com o som que a gente tá fazendo”.

No dia 18 de Maio de 1998, em pleno aniversário de Caruaru, em uma festa no Bar do Rock, a banda anuncia o nome como “Sangue de Barro”. Daqui pra frente o projeto está batizado e entra em processo de composição.


Eu já peguei chuva de vento, foi num lombo dum jumento
Já peguei insolação, nas caatingas do sertão
Sou nordestino cabra macho, num abro nem pra boi de carro
Porque em minhas veias corre o mais quente Sangue de Barro.
(trecho da música “Sangue de Barro”)


Disco e repercussões

Nesse momento, as coisas tomaram um rumo mais sério, foram pra estúdio gravar, colocaram um pífano na formação pra dialogar com distorções de guitarra e começaram a experimentar outras sonoridades. Começaram a ganhar visibilidade e são chamados para participar no ano de 2001 da coletânea “Pernambuco em Concerto”.


Logo na sequência, surgiu algumas matérias em revistas e jornais, como a matéria falando da participação de Silvério Pessoa, João e Marcos do Pífano da banda Pífano Dois Irmãos nas gravações do disco por exemplo.


Entram em estúdio pra gravar o 1º disco que apesar de passar por diversas formações, se estabiliza, e em 2004 lança o disco “Sangue de Barro”.


A capa do disco retrata a Catrevage, representando as obras de Galdino, no qual tem um verso musicado no disco (a poesia “Se Cria Assim”).

Já por volta de 1998–1999, durante almoços e cervejas de final de semana, os mesmos amigos que faziam parte do Sangue de Barro se juntavam pra tocar forró e fazer “zuada” pela feira. Até como consequência também dos estudos que eles estavam fazendo com percussão, música nordestina e o uso do pífano.

E é daí que surge um “spin-off” do Sangue de Barro, só que menos Rock’n’roll, menos profissional (no sentido de que era só pra se divertir final de semana mesmo), mais percussivo, e somente instrumental, que foi o Catrevage.

Em 2006, o Sangue de Barro vai tocar em SP, no festival Araraquara Rock e no Sesc Pompeia. Em 2007 tocam novamente no festival Araraquara Rock. Inclusive, nessas viagens para SP, eles foram apoiados por outro artista caruaruense que já morava por lá, Thera Blue.

No mesmo ano de 2007, chegaram a gravar um DVD, mas que não saiu em mídia física. Logo depois dessa fase, novos integrantes passam pela formação da banda como Lalo (da banda Alkymenia), Igor Taborg (da banda recifense Caapora), e novos shows importantes acontecem, como o Arraial Tomazina em Recife e o Festival de Inverno de Garanhuns.

Imagens da gravação do dvd:



Móveis na Carroceria

Depois de um tempo, a banda meio morna, meio parada, fazendo poucos shows, lançam em 2012 um EP com 5 músicas inéditas chamado “Móveis na Carroceria”, com direito a clipe de uma das músicas desse disco chamada “Livrando a Queda”.
Móveis na Carroceria — Sangue de Barro (2012)
No clipe já se percebe uma nova formação, e dessa vez com dois integrantes da “Sobreviventes do IDR”, Daniel Finizola e Eric Sóstenes.



Pause 
Hoje em dia a banda está parada, mas eu sempre acredito que mais como estado de “pause” do que como “stop”, tem até uma frase que diz:
Sei do valor de cada instante / mas prefiro guardá-los como bons livros na estante
(trecho da música “Pause”)

E o Sangue de Barro é justamente isso, é aquele livro que foi um dos primeiros que você comprou e leu 300 vezes, depois serviu como livro de consulta onde era aberto só de vez em quando, e hoje está guardado na prateleira dos livros favoritos, junto daqueles que você memorizou o enredo todo e hoje conta a história em mesa de bar.

O Sangue (como é carinhosamente chamado) está guardado aqui na estante, mas vez por outra abro a primeira página só pra ler os dizeres:

É quente, corrente e vivente
Explode e incendeia igual cuspida de vulcão
Isso é Sangue de Barro Caruaruense
Que corre nas veias e irriga nosso coração.


quarta-feira, 26 de abril de 2017

GOVERNO DO ESTADO ABRE EDITAL DE INSCRIÇÕES PARA PATRIMÔNIO VIVO

Mestres e agremiações detentores de saberes da tradição e cultura popular de Pernambuco podem se inscrever até o dia 5 de maio



Mestre Galo Preto foi reconhecido, em 2011, como Patrimônio Vivo de Pernambuco

A Secretaria de Cultura do Estado (Secult) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) lançaram, na última segunda-feira (20), o edital do 12º Concurso Público do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco. Instituído por lei estadual, o título tem como objetivo prestigiar mestres da cultura popular e tradicional do Estado e fornecer meios para a perpetuação de seus saberes

As inscrições podem ser realizadas até o dia 5 de maio, na Gerência de Preservação Cultural da Fundarpe Rua da Aurora, 469, Boa Vista). O edital, o regulamento e os formulários de inscrição podem ser conferidos no Portal Cultura PE. Segundo o órgão, as candidaturas devem ser, obrigatoriamente, propostas por entidades jurídicas, sem fins lucrativos, constituídas há pelo menos dois anos e que tenham como uma de suas finalidades a proteção ao patrimônio cultural ou artístico. Podendo cada entidade submeter apenas uma solicitação.

Para concorrer ao título, os candidatos devem ainda comprovar currículo de trabalho na área cultural há mais de 20 anos, e residência em Pernambuco por igual período. É preciso ainda apresentar comprovação de renda e cópias dos documentos pessoais do proponente e candidato, ambos solicitados no ato da inscrição. "É um gesto do Governo de reconhecimento e valorização dos artistas e grupos da cultura que tem um legado a ser preservado para as próximas gerações", diz Márcia Souto, presidente da Fundarpe sobre o edital.

Com o objetivo de reconhecer, valorizar e apoiar mestres e grupos que detenham os conhecimentos ou as técnicas necessárias para a produção e a preservação de aspectos da cultura tradicional ou popular, garantindo que sejam capazes de transmitir seus conhecimentos, valores, técnicas e habilidades às novas gerações de aprendizes, a Lei do Registro do Patrimônio Vivo já contemplou 45 mestres e agremiações, desde 2005.

No ano passado, foram anunciados como Patrimônios Vivos o cantor Claudionor Germano, o mestre João Elias Espíndola (de Poção), José Lopes da Silva (Mestre Zé Lopes, de Glória do Goitá), José Rufino da Costa Neto (Dedé Monteiro), o Clube Carnavalesco Seu Malaquias e a Sociedade Musical 15 de Novembro.

Através da concessão, os mestres recebem bolsas vitalícias de apoio financeiro, participam de programas de ensino-aprendizagem, como oficinas, palestras, cursos e concursos, com o propósito de transmitirem seus saberes. Atualmente, as bolsas são no valor de R$ 1.600,00 mensais para pessoas físicas e R$ 3.200,00 mensais para grupos culturais.


Fonte: Diário de Pernambuco

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

CONHEÇA OS DISCOS DE FREVO LANÇADOS EM 2017


Por Fabio Passa Disco
Mesmo com toda a dificuldade de divulgar os novos frevos nas rádios, os cantores/compositores pernambucanos não deixam de produzir novos discos para o Carnaval; e esse ano está sendo especial. Até o momento já foram lançados nove discos dedicados ao gênero e um relançamento importante.

O relançamento foi do mestre maior da folia, o cantor Claudionor Germano, que nos brinda com o antológico “O Bom do Carnaval”, em formato CD. O disco foi gravado inicialmente para a RCA (atualmente Sony Music), em 1980, e conta com as presenças de Dominguinhos e da Orquestra do Maestro Edson Rodrigues. No repertório, clássicos de Capiba, Nélson Ferreira, Luiz Bandeira, João Santiago. O trabalho também apresenta novas composições de Lula Queiroga (que no disco assina como Luiz Queiroga Filho), Sérgio Andrade (da Banda de Pau e Corda) e Plácido de Souza.

Entre os lançamentos, destaque para o DVD “Acerto Lírico” de Getúlio Cavalcante, gravado ao vivo no Teatro de Santa Isabel, com releituras de seus principais sucessos como “O Bom Sebastião” e Último Regresso”. A cantora Nena Queiroga também lançou recentemente “Pernambuco Para o Mundo”, em DVD, gravado ao vivo no Cais da Alfândega, com participações de Lenine, Elba Ramalho, Maria Gadu, André Rio, Ivete Sangalo, os maestros Spok e Forró, entre outros. Os frevos presentes no DVD são “Voltei Recife” (de Luiz Bandeira), “Último Regresso” (Getúlio Cavalcante), “Frevo do Galo” (Carlos Fernando/Geraldo Amaral), e diversos assinados pela própria Nena, como “Chuva de Sombrinhas”, “Água por favor” e “Até Fevereiro”.



André Rio foi outro nome a engrossar a lista de lançamentos de frevo em 2017. Ele lançou uma coletânea intitulada “Meu Carnaval é Frevo”, com participações de Chico César, Alceu Valença, Dominguinhos, Cezzinha. O disco traz clássicos assinados por J. Michiles (“Bom Demais” e “Me Segura Que Senão Eu Caio”), Luiz Bandeira (“Voltei Recife” e “É de Fazer Chorar”), entre outros.

Cristina Amaral: Chuva de Alegria (EP, 2017).


Já Cristina Amaral lançou o EP “Chuva de Alegria”, que conta com as participações dos paraenses Gaby Amarantos e Arthur Espíndola, em canções assinadas por J. Michiles (“Recife Manhã de Sol”), Marrom Brasileiro (“Arrêa a Lenha”) e André Rio (“O Bicho Vai Pegar”). Quem também vem de EP e repleto de convidados é o paraibano João Lacerda, com “Folia de Rei”, que conta com a presença do seu pai Genival Lacerda (numa releitura de “Severina Xique-Xique”) e mais Alceu Valença (em “Morena Tropicana”), Maestro Spok, Caju & Castanha, entre outros.

O grupo Som da Terra vem de frevo de bloco, com releituras de “Madeira Que Cupim Não Rói” (Capiba), “Valores do Passado” (Edgar Moraes), “Evocação n°1” (Nelson Ferreira) e novos frevos de Rogério Rangel, Kayto, Rominho e Bráulio de Castro. Para finalizar a lista, temos Adelmo dos Passos com o álbum “O Frevo é Bom”, o pianista Antônio Carneiro da Silva apresenta o “Pé na Folia” e a dupla Fredy & Mary mistura as tintas em “Do forró ao Frevo”. Pois é; frevo não falta, o que falta é boa vontade das rádios em tocarem esses novos trabalhos. Evoé!


Fonte:
Descompasso

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

ANO SERÁ DE MUITOS LANÇAMENTOS NA MÚSICA PERNAMBUCANA; VEJA CALENDÁRIO

Da MPB ao rap, passando pelo forró e heavy metal, artistas estão a pleno vapor preparando a trilha de 2017




Sofia Freire, Johnny Hooker e Nação Zumbi lançarão novos trabalhos


O ano promete ser frutífero para a música pernambucana no que depender dos lançamentos já confirmados. Mais de trinta álbuns, entre produções de veteranos e novatos, transitarão pela pluralidade da produção local, oferecendo de frevo tradicional ao heavy metal e o novo rap feito no Estado.

Ainda em janeiro, no dia 15, a Projeto Sal disponibiliza Sem Medo, Sem Freio, Sem Dor, EP que, se fizer jus ao show apresentado no último Coquetel Molotov, em outubro, vem com menos sonoridades nordestinas e maior flerte com camadas pop e eletrônicas. Já em A Cabeça de Felipe, o vocalista da Mombojó, Felipe S., faz o primeiro experimento solo, com previsão de lançamento para o próximo dia 23. O mês será de primeiros passos também para Ayrton Montarroyos. Dono da voz que encantou os expectadores do The Voice Brasil, ele chega com o registro homônimo que, ainda sem data definida, contará com versões para faixas de Zé Manoel, Lula Queiroga e demais conterrâneos. 

Fevereiro vem plural. Vai de CD e DVD do Sons da Latada, de Josildo Sá, ao Suspenso, o terceiro de Juvenil Silva. A essa dupla se unem o Projeto Arrete, de Nina Rodrigues, Weedja Lins, Ya Juste e DJ Baloo, experientes na cena rap que, juntos, assinam as dez músicas de Sempre Com a Frota, um manifesto das vivências acumuladas em cerca de quinze anos de estrada.

O pós–reinado de Momo promete a maturação de dois antigos conhecidos. Ottomatopeia será o sétimo de inéditas de Otto, após circular o país revisitando a carreira com a turnê Recupera. Já Futifilosofia é o título provisório para o novo de Lula Queiroga, com a participação luxuosa de Elza Soares. “As músicas estão praticamente prontas, agora estou naquela fase de convidar as pessoas”, comentou ele em conversa ao telefone. Os primeiros seis meses de 2017 devem receber também Líquido, o segundo solo de Tibério Azul, Vende-se, de Júnior Black, e a volta aos estúdios da Banda de Joseph Tourton. O grupo Bongar vem com Ogum, disco produzido pelo maestro baiano Letieres Leite com incentivo do edital Rumos do Itaú Cultural.

No segundo semestre, mais uma fornada mista, com um quê de expectativa que os segundos discos costumam carregar. Após a comoção da estreia, com direito a trilha sonora em novela global e shows lotados pelo Brasil, Johnny Hooker exorciza as mágoas de Eu Vou Fazer Uma Macumba Pra Te Amarrar, Maldito! e estende bandeira branca em Corpo Fechado, um dos vencedores do edital Nacional do Prêmio Natura Musical 2016. "O próximo disco será como se o Young Americans, de David Bowie, e Cinema Transcendental, de Caetano Veloso, tivessem um filho em Recife. Ele é mais romântico, tem mais calor. É pra dançar juntinho, menos sofrimento. Mais solar", disse Johnny em entrevista durante o Rec-Beat do ano passado.

A Nação Zumbi chega em dose dupla. Em Radiola NZ, fará versões para repertório dos artistas que consideram elementares em sua formação musical: da estrela David Bowie à recente explosão Amy Winehouse. Sozinho, o guitarrista Lúcio Maia aposta no terceiro sob alcunha própria. 

O rap mais uma vez se faz presente com Livre, de Lívia Cruz, e o debut do Coletivo Poder Feminino Crew, com Subversiva. Zé Brown lança Poesias do Povo, disco que é fruto de quatro anos de pesquisa de ritmos regionais nordestinos e conta com diversas participações especiais, incluindo Alessandra Leão, Fernandinho Beat Box, Maciel Melo e DJ Hum. O Faces do Subúrbio também volta a gravar este ano, mas não há previsão de lançamento.

No mês derradeiro, a cantora e pianista Sofia Freire apresenta o resultado do projeto aprovado na categoria popular do Prêmio Natura. Se no primeiro, Garimpo, as melodias quase eruditas deram corpo às poesias do pai, Wilson Freire, o segundo terá como inspiração para a jovem de 20 anos os versos escritos por outras mulheres.


CALENDÁRIO

JANEIRO
André Rio – Meu Carnaval é Frevo (12)
Projeto Sal – Sem Medo, Sem Freio, Sem Dor (15)
Felipe S. (Mombojó) – A Cabeça de Felipe – (23)
Almério - Desempena
Ayrton Montarroyos - Ayrton Montarroyos
Victor Camarote - Quem Disser

FEVEREIRO
Josildo Sá - CD e DVD Sons da Latada
Arrete - Sempre com a Frota

MARÇO
Juvenil Silva - Suspenso
Graxa - A Concorrência é Demais
Orquestra Quebramar - Quebramar

ABRIL
Mateus Alves e Caio Lima - EP
Bongar – Ogum (29)

JUNHO
Kalouv - Elã


ATÉ O PRIMEIRO SEMESTRE
Diomedes Chinaski - Ouroboros
Rua - Queda
A Banda de Joseph Tourton - 2017
Babi Jacques e Lassere - Sóis
Tibério Azul - Líquido
Jr. Black - Vende-se
Otto - Ottomatopeia
Lula Queiroga - Futilosofia
Johnny Hooker - Corpo Fechado
Zé Brown - Poesias do Povo
Publius - Dia de Sol
Ylana Queiroga - Vento

AGOSTO
Will2Kill - Another Way (título provisório)

NOVEMBRO
Poder Feminino Crew - Subversiva
Henrique Albino Trio – Atravessando a Rua
Renato Bandeira & Som de Madeira - Cheiro de Terra

DEZEMBRO
Sofia Freire - sem título

ATÉ O FIM DO SEGUNDO SEMESTRE
Igor de Carvalho - Profeta do Passado
Nação Zumbi – álbum de inéditas
Nação Zumbi - Radiola NZ (covers de Bowie, Amy Winehouse, Luiz Gonzaga entre outros)
Juliano Holanda - sem título
Silverio Pessoa - Sangue de Amor (título provisório)
Lívia Cruz - Livre




Fonte: JC online

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