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domingo, 9 de junho de 2019

ELBA RAMALHO CALCANHAR

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

ELBA RAMALHO LANÇA O OURO DO PÓ DA ESTRADA, O 38º ÁLBUM DE SEUS 40 ANOS DE CARREIRA

Com forte acento nordestino a cantora mistura canções de jovens autores e regravações de Belchior, Gonzagão e Dominguinhos



A cantora paraibana comemora os 40 anos de carreira e anuncia turnê para fevereiro (foto: Alexandre Sant'Anna/divulgacao)


“Vamos pisar no chão!” É assim que Elba Ramalho abre a conversa com a reportagem do Estado de Minas. A frase não deixa de sintetizar o espírito do seu mais recente álbum, O ouro do pó da estrada, o 38º de seus 40 anos de carreira, disponível em todas as plataformas digitais. O disco físico chega às lojas em janeiro pela gravadora Deck. A terra, o Nordeste, o amor, as preocupações com o mundo estão presentes ao longo das 13 faixas do projeto que tem produção e arranjos de Yuri e Tostão Queiroga, também responsáveis por Qual o assunto que mais lhe interessa? (2007). “O repertório tem muita força e muito a ver comigo. Fala do chão, das raízes. Quanto mais regional a gente é, mais universal nos tornamos”, afirma a cantora.


A canção de abertura é a potente Calcanhar, de Yuri e Manuca Bandini, mescla suingue, rock, uma pitada de manguebeat e conta com texto incidental do poeta Bráulio Tavares. Foi a escolhida para o lançamento do videoclipe. “Ela já é uma pancada. Mostra a que veio”, diz. A cantora paraibana faz dueto com Ney Matogrosso em O girassol da caverna (do cantor, compositor e poeta pernambucano Lula Queiroga, tio de Yuri).

Em O mundo (André Abujamra), convidou as cantoras e amigas Maria Gadú, a conterrânea Lucy Alves e Roberta Sá. “As meninas são minhas parceiras. Roberta, então, é uma pessoa que adoro. Queria comemorar e fazer este disco com pessoas que admiro e estão na estrada comigo”, conta. Apesar de ser de 1995, a composição não deixa de ser um retrato dos tempos de hoje. (O mundo – caquinho de vidro/ tá cego do olho, tá surdo do ouvido/ O mundo tá muito doente/ O homem que mata, o homem que mente/ Todos somos filhos de Deus/ Só não falamos as mesmas línguas.) “É sim uma visão da realidade. Várias dessas músicas são atemporais e sobrevivem a todos os tempos e ocupam todos os espaços”, acredita.

Elba Ramalho mostra a obra de autores contemporâneos como Marcelo Jeneci e Chico César, em Oxente, José, de Siba, além do estreante no ramo, o ator George Sauma. É dele a delicada Se não tiver amor, abertura de Pais de primeira, seriado que protagoniza na Globo aos domingos. “Temos algumas revelações em termos de composição como o próprio George. Achei a música dele linda. E tem também Areia, do Juliano Holanda, que é um compositor de Pernambuco maravilhoso”, elogia.

Reggae A cantora incluiu regravações, que ganharam nova roupagem. Girassol, sucesso com o grupo Cidade Negra, se transformou em uma espécie de reggae. “Sou fã do Cidade, do Tony (Garrido), e queria que essa canção, que é tão linda, estivesse nesse disco. A música tem frescor.” Elba também resgata o cancioneiro de grandes nomes da música brasileira. Dominguinhos e Fausto Nilo, em Além da última estrela; Luiz Gonzaga e Nelson Valença, em O fole roncou; e Belchior, em Princesa do meu lugar.

Mesmo com tantas preciosidades, Elba optou pela faixa O ouro no pó da estrada, parceria de Yuri e Lula Queiroga, para batizar o projeto. “A música é, sem dúvida, umas das mais belas do disco. O Yuri Queiroga é um ‘menino’ de 30 anos que tem talento para produzir e para compor. Isso já vem de berço porque ele é filho do Mestre Spok e da Nena Queiroga, uma grande cantora de frevo. Ele e Tostão trabalharam muito bem a questão do ritmo e deu super certo com este álbum.”

Na canção que dá nome ao álbum, Elba canta: “Minha janela é o mundo”, “o trem da vida apitou chamando” ou “prometo que um dia eu volto, mas eu vou sozinho”, Para ela, os versos resumem de maneira poética a rotina dos artistas. “Fala muito da nossa relação com a arte. A nossa vida é na estrada e muito solitária, apesar de ter equipe, produção e, banda. E a gente sempre está indo para algum lugar como diz a composição, que é lindíssima”, diz. A própria capa – que tem direção de arte de Mana Bernardes – traz essa atmosfera de levantar a poeira e pôr o pé na estrada com Elba no meio de um caminho trajando um vestido em que, literalmente, carrega as músicas no corpo.

A cantora se diz extremamente feliz com o resultado final e afirma que o disco revela um Brasil que ela queria mostrar, de qualidade e com o pé no chão. “O ouro no pó da estrada tem muito da nossa cultura. Poder explorar isso foi maravilhoso. Tudo foi muito caprichado e te digo que cantar essas faixas não foi fácil. Mas ficou um trabalho primoroso e vamos com tudo para a turnê que começa em fevereiro, em São Paulo”, avisa.


Fonte: UAI

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

ELBA RAMALHO LANÇA DISCO DEDICADO AO AMOR E À ESPERANÇA

Repertório de 'Eu sou o caminho' traz 'Ave Maria', clássico de Schubert, e canção dedicada a crianças exiladas


Por Alef Pontes


Em seu novo trabalho, Elba Ramalho regravou 'O homem', antiga canção de Roberto e Erasmo Carlos. (foto: Marcos Rosa/Divulgação)


Devota de Nossa Senhora, Elba Ramalho professa mais uma vez a fé em seu trabalho. Lançado às vésperas do Natal nas plataformas digitais, o álbum Eu sou o caminho traz mensagens sobre amor e renovação. Projetado no “místico sagrado” do universo espiritual, como define a cantora, o disco reúne 12 faixas, entre inéditas e regravações. O repertório tem clássicos de Roberto Carlos a Franz Schubert, o autor da icônica Ave Maria.

A faixa de abertura é O homem, de Roberto e Erasmo, lançada pela dupla em 1973. “Tudo que aqui/ Ele deixou/ Não passou e vai sempre existir/ Flores nos lugares em que pisou/ E o caminho certo pra seguir”, diz o refrão. “É uma canção muito antiga, mas muito atual. Como Deus, né? Deus está desde sempre. É o mesmo e continuará sendo o mesmo por toda a eternidade”, declara Elba no vídeo divulgado nas redes sociais para promover o disco.

Com direção musical e arranjos do maranhense Zé Américo, Eu sou o caminho busca o equilíbrio entre o popular e o sacro, assim como ocorre nas manifestações inspiradas na oralidade nordestina. Entre os convidados de Elba estão o padre Fábio de Melo, o compositor Gilson (autor de Casinha branca) e um coral sacro. Há também composições assinadas por Altay Veloso e Nando Cordel.


SÍRIA

Um dos destaques do repertório, o reggae Deixe o amor fazer a lei, encomenda de Elba ao parceiro Zé Américo, defende a paz para as crianças forçadas ao exílio devido à guerra da Síria. “Deixem crescer os meninos feito frutos no pomar”, diz a letra.

A banda que acompanha Elba é formada pelo guitarrista Leonardo Amuedo (que tocou com Chris Bold e Ivan Lins), o baixista Ni Conceição, o baterista Camilo Mariano, o guitarrista Pedro Braga e o próprio Zé Américo (teclados, programação e arranjos). “Apesar de Elba ser extremamente católica, este é um trabalho que não tem ‘maneira’ de igreja. É um disco que fala de amor, mas tem pegada bem MPB”, explica Zé Américo. “São canções muito bonitas trazendo mensagens que até caberiam em um repertório religioso. Porém, não há esse propósito.”

O diretor musical diz que Não passarás, composta por ele, evidencia a pegada popular da cantora. “É um xote, uma coisa bem a cara de Elba. A gente tem uma afinidade muito grande, construída ao longo de vários anos”, conta. “Ela queria trazer mensagens espirituais e propus o popular. Várias músicas falam de amor, sem necessariamente falar de Deus, embora se mantenha muito próxima essa relação”, observa Zé Américo. “O disco tem tudo a ver com este período de fim de ano, mas, acredito, vai dar muito o que falar durante o ano todo”, conclui.

Abaixo, confira o single Não passarás:



segunda-feira, 10 de abril de 2017

INGRESSOS PARA SHOW D'O GRANDE ENCONTRO CUSTAM A PARTIR DE R$ 50

Alceu, Elba e Geraldo voltam a Pernambuco em junho


Este será o segundo show da segunda versão d'O Grande Encontro em Pernambuco. 


Alceu, Elba e Geraldo voltam a Pernambuco com O grande encontro no dia 2 junho. Os ingressos para a apresentação, que será realizada no Classic Hall (Complexo Salgadinho, Olinda), custam R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia) para a pista, R$ 1000 para mesa premium para quatro pessoas, R$ 800 para mesa VIP para quatro pessoas e, para camarotes para 10 pessoas, R$ 1200 (3º piso), R$ 1400 (2º piso) e R$ 1600 (1º piso). 

A data de início das vendas ainda não foi anunciada, mas os ingressos poderão ser adquiridos no local do show ou nos quiosques do TicketFolia nos shoppings Tacaruna, Recife e RioMar. Pela internet, estarão disponíveis através do site Eventim.com.br. Esta é a segunda vez que a nova versão d'O grande encontro é trazida ao estado - a primeira foi em 2 de dezembro do ano passado, também no Classic Hall. Já o DVD do projeto foi gravado em São Paulo e lançado no dia 9 do mesmo mês.

A primeira vez que Alceu, Elba e Geraldo se reuniram foi nos anos 1990 - o primeiro O grande encontro contou também com Zé Ramalho, que preferiu não participar da segunda versão. O DVD do show foi gravado no Canecão, no Rio de Janeiro, em 1996. Os CDs dos dois projetos estão disponíveis em plataformas de streaming como o Spotify.

terça-feira, 4 de abril de 2017

ALCEU, ELBA E QUINTETO VIOLADO FARÃO SHOWS DE SÃO JOÃO NA EUROPA

Projeto leva música, gastronomia, teatro e dança típicos da festividade brasileira para Portugal, Espanha, Itália e França


Artistas irão representar a cultura popular brasileira em mostra.


Uma das mais autênticas festividades do Nordeste brasileiro, o São João, promete movimentar o cenário cultural europeu. Entre 7 de abril e 28 de maio, Lisboa, Madri, Roma e Paris terão a oportunidade de conhecer a tradicional festa junina com apresentações de nomes como Alceu Valença, Elba Ramalho, Quinteto Violado, Lucy Alves, Quadrilha Raio de Sol, entre outros, no projeto Brasil Junino.

O evento, idealizado pelo Instituto Brasileiro de Integração - Cultura, Turismo e Cidadania (IBI), com patrocínio do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), terá entrada gratuita nos quatro países por que passará. Ao todo, seis atrações musicais, quatro grupos de dança e dois atores dão vida aos elementos que compõem a característica festa brasileira.

Enquanto Alceu Valença, Elba Ramalho, Quinteto Violado, Lucy Alves, Os Gonzagas e Pé de Cerrado garantem o embalo com tradicionais músicas do repertório junino, as danças características do ciclo - como quadrilha, xote, xaxado e baião - serão apresentadas pelos grupos pernambucanos Quadriha Junina Raio de Sol e Matulão e pelos brasilienses do Balé Flor do Cerrado e Quadrilha Junina Si Bobiá a Gente Pimba. Os atores Rebeca Oliveira e Fagner Saraiva interpretam os personagens Mateus e Catirina, presentes em diversos folguedos do teatro popular brasileiro, para mostrar a narrativa do Bumba Meu Boi.

Segundo o IBI, a Mostra Brasil Junino tem como objetivo expor a riqueza dessas manifestações culturais do país e o potencial turístico das festas do período. De 7 a 16 de abril, a exposição desembarca em Lisboa, em Portugal. Entre os dias 21 e 30, a mostra segue para Madri, na Espanha. De lá, viaja para Roma, na Itália, de 5 a 14 de maio. A última parada será em Paris, na França, de 19 a 28 de maio.

Além das apresentações artísticas, o público europeu poderá conferir painéis com vídeos e informações dos principais festejos do Brasil, comidas e bebidas típicas e registros de como o São João é realizado em Caruaru (PE), Campina Grande (PB), São Luiz (MA), Mossoró (RN), Aracaju (SE), Ceilândia (DF) e na Bahia.


SERVIÇO
Mostra Brasil Junino em Portugal
Quando: 7 a 16 de abril
Onde: Pavilhão de Portugal (Endereço: Parque das Nações, Alameda dos Oceanos, Lisboa)

Brasil Junino na Espanha
Quando: 21 a 30 de abril
Onde: Colegio Mayor Casa do Brasil (Avenida Arco de La Victoria, 3-28040, Madrid)

Brasil Junino na Itália
Quando: 5 a 14 de maio
Onde: Embaixada do Brasil em Roma (Piazza Navona, 14-00186, Roma)

Brasil Junino na França
Quando: 19 a 28 de maio
Local: Aguardando definição

Quanto: gratuito


Fonte: Diario de Pernambuco

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

ALCEU, ELBA E GERALDO AZEVEDO LANÇAM CD E DVD DA TURNÊ GRANDE ENCONTRO

Por Thales de Menezes




A turnê "Grande Encontro: 20 Anos", de Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, poderia ser chamada "Grande Reencontro". Os três artistas reeditam os shows que fizeram juntos em 1996, um projeto que na época contou também com Zé Ramalho. Mas outro título possível, na base da brincadeira, seria "Grande Desencontro".

A piada é disparada por Geraldo durante uma de muitas discussões na entrevista do trio à Folha, no apartamento de Alceu, no Leblon. Foi em um dos momentos nos quais ele deixou o sofá para tomar água de coco e fugir um pouco da azucrinação de Alceu. Este fala pelos cotovelos, de um jeito divertido e errático que enlouquece Geraldo.

Elba, mais tranquila, tenta manter os meninos na linha, mas faz questão de rebater cutucadas de Alceu. Por exemplo, quando ele critica a parceira que, ainda adolescente, tocava bateria numa banda de garotas que seguia o repertório da jovem guarda.

Ela fala do talento pop de Renato e Seus Blue Caps, e Alceu interrompe. "É melhor do que Tom Jobim? É melhor do que João Gilberto?", diz em tom exaltado, provocador.

Não adianta Elba falar em seguida de sua paixão pela bossa nova. Alceu já está em outra, relembrando o tempo em que morou na França, conjecturando sobre a Cuba pós-Fidel ou simplesmente cantando alguma música.

Alceu afirma que não consumiu drogas, "como todos na minha geração, incluindo esses dois". E reclama que ele é quem leva a fama de maluco. "Mas você é maluco naturalmente", diz Geraldo. "Alceu é feito o Obelix, que caiu na poção quando era pequeno e não precisa tomar mais."

A conversa é elétrica, sim, mas o bate-boca é muito carinhoso. Por trás das diferenças em vários temas, transparece a intimidade decorrente de vidas entrelaçadas.




SHOW NO RÉVEILLON

Cada um é muito importante na carreira do outro, o que explica a cumplicidade e o afeto mostrados na turnê, que viaja pelo Brasil desde setembro e continua no ano que vem. Os três vão fazer o show do Réveillon de Copacabana.

A química entre os três nordestinos está acessível a um público maior a partir de sexta (9), quando é lançado o registro da turnê em CD e DVD.

São quase 30 músicas nos shows, que começam com "Anunciação", grande hit de Alceu, e terminam com as explosivas "Banho de Cheiro" e "Frevo Mulher".

"Grande Encontro: 20 Anos" é, também, uma prova irrefutável do enorme talento de Elba Ramalho.

Os pernambucanos Alceu, 70, e Geraldo, 71, são compositores. O primeiro, mais roqueiro, esfuziante. O segundo, mais romântico, encantador. No palco, estão em zona de conforto, pinçando peças de seus cancioneiros.

A paraibana Elba, 65, transita entre o repertório dos dois amigos, o que exige cantar em tons diferentes de seu habitual. "Tenho que me adaptar, corro atrás do que é confortável para eles." Geraldo concorda: "Ela se sacrifica".

Elba é responsável pela fatia do show que resgata grandes nomes da canção nordestina, interpretando Zé Ramalho, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro e Gonzagão. De Gonzaguinha canta "Sangrando", um dos momentos mais emocionantes do show.

Essa dedicação ao projeto é fruto de quatro décadas de amizade. "Eu vim para o Rio convidado pela cantora Eliana Pittman e com ela fiz várias temporadas, nos anos 1960", conta Geraldo.




DYLAN BRASILEIRO

Alceu assistia ao futuro parceiro em shows e programas da TV pernambucana. Estudante de direito, foi fazer um curso em Harvard. Amigo de hippies em Boston, tocava violão e foi visto por um jornalista americano. "Fui parar no jornal. Estava escrito que eu fazia 'protest songs' e era o 'Brazilian Bob Dylan'".

Na volta, Alceu desistiu do direito e foi ser jornalista no Rio. Encontrou Geraldo e disse: "Estive nos Estados Unidos e cantei uma música sua". Era "Aquela Rosa", que Elba gravaria anos depois.

Elba conta seu encontro com os amigos. "Geraldo é o elo, é a nossa Faixa de Gaza. Vim ao Rio para um show com o Quinteto Violado e fiquei. Fui tentar um papel numa peça e conheci Geraldo, que fazia direção musical."

Eles ficaram muito amigos, e Alceu também tinha música na peça. "Eu e Geraldo terminamos alugando apartamento juntos, vizinhos de Alceu", segue Elba. "Quando a fome apertava, a gente ia comer na casa de Alceu."

Talvez daí venha a força do "Grande Encontro". Como define o dito popular, essa entusiasmada celebração da música nordestina junta a fome com a vontade de comer.

*

Box de LPs reúne álbuns de Alceu antes do sucesso

Alceu Valença tem também um resgate particular de sua carreira. Ele começou a percorrer o Brasil com a turnê "Vivo! Revivo!", em que canta o repertório de seus primeiros discos. O show está saindo em CD e DVD (R$ 25 e R$ 34, respectivamente, pela Deck).

As gravações originais também sairão numa caixa de LPs, "Alceu Valença 70". São os álbuns "Molhado de Suor" (1974), "Vivo!" (1976), "Espelho Cristalino" (1977), e "Saudades de Pernambuco", disco pouco ouvido, gravado na França, em 1979. Essa quadra retrata Alceu antes do sucesso dos anos 1980.

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GRANDE ENCONTRO: 20 ANOS
ARTISTAS Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo
LANÇAMENTO Sony Music
QUANTO R$ 25 (CD), R$ 33 (DVD)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

ALCEU, ELBA E GERALDO CELEBRAM 20 ANOS DO GRANDE ENCONTRO

Desta vez, sem Ramalho, os três chegam ao Recife em dezembro

Por José Teles


Geraldo, Elba e Alceu no reencontro para o Grande Encontro


"Na noite de anteontem Botafogo tornou­se capital honorária do Nordeste. Tudo porque Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Alceu Valença promoveram a primeira apresentação carioca do show o Grande Encontro", dizia a abertura da matéria do Jornal do Brasil, de 18 de julho de 1996, sobre a estreia do espetáculo que volta aos palcos, celebrando duas décadas, porém desta vez como um trio, com Elba, Geraldo e Alceu: "Se fosse com o Zé seria muito mais forte, e mais emblemático. Elba falou com ele, outras pessoas falaram, mas Zé não queria mais nem tocar nesse assunto, diz que é um projeto acabado para ele, um ciclo da vida que já passou", conta Geraldo Azevedo, em entrevista por telefone.

O Grande Encontro já teve uma segunda edição, naquela vez sem Alceu Valença. Os únicos que participaram de todos foram Geraldo Azevedo e Elba Ramalho. Porém Geraldo Azevedo parece ser o catalizador do encontro entres este músicos que renovaram a música nordestina e brasileira a partir dos anos 70. Em setembro de 1975, ele e Zé Ramalho, na época morando no mesmo prédio, no Leblon, montaram o show Duetos, com o qual viajaram pelo Brasil e fizeram duas apresentações, de casa cheia no Canecão. Gravadoras, entre elas a Som Livre e a Virgin, se interessaram em lançar o disco do registro do show no Rio, mas não se chegou a um acordo. O show continua inédito.

Dueto deixou folhas e frutos: "Fizemos várias cidades do Brasil. Quando fizemos no Canecão. Alceu e Elba foram assistir, depois foram conversar, e conversa continuou e o Grande Encontro surgiu daquele dueto". Na época eram 80 anos de carreira entre os quatro, o repertório chegou a alongar-­se por três horas e 45 músicas, mesmo assim foi um sucesso sem precedentes para os quatro que chegaram ao Recife vindo de cidades do interior de Pernambuco e da Paraíba:

"Alceu já me conhecia por me assistir no Recife, eu tinha um programa de TV também, ele viu meu programas algumas vezes. Mas nos conhecemos no Rio em 70, em 72 já estávamos fazendo um disco. Conheci Elba em 1974, ou 75 por aí, numa peça, em que ela era atriz e eu fazia música. A Chegada de Lampião no Inferno, de Luiz Mendonça. Terminou que depois desta peça ficamos muito amigos, chegamos a morar juntos. Tinha saído de um casamento. Moramos juntos uns três anos. Mas não éramos namorados, só amigos. A gente mais ou menos começando, um ajudava o outro. No primeiro disco meu, ela faz coro, ela e Alceu. De tudo isso ficou uma grande amizade".Zé Ramalho, primo de Elba, Geraldo e Alceu conheceram durante as filmagens de A Noite do Espantalho, dirigido por Sérgio Ricardo, em Fazenda Nova (PE).


NOVO ENCONTRO

O novo Grande Encontro surgiu mais uma vez de um dueto, desta feita entre Geraldo Azevedo e Elba Ramalho: "Comecei a fazer, em 2014, um projeto com Elba chamado Encontro Inesquecível. Fizemos 20 shows. Então Luiz Niemeyer, era o diretor RCA na época do Grande Encontro, sugeriu que fizéssemos novamente. Alceu queria botar uma pessoa no lugar de Zé Ramalho, mas aí achei que não seria o Grande Encontro. A gente, eu e Elba, tínhamos feito já um Grande Encontro sem Alceu e com Zé. Acho que o grande encontro somos Eu e Elba, porque fizemos uma vez sem Alceu, e agora sem Zé Ramalho. Mas o bom disto tudo, é que Alceu estava a fim de voltar, Acho que é uma coisa muito forte fazer show com Alceu de novo, mesmo sem o Zé".

Em 1996, os quatro reuniram­-se celebrando carreiras que chegavam a duas décadas de Rio de Janeiro, portanto, de Brasil. Quarenta anos depois as mudanças foram mais radicais do que se imaginava na época: "De lá para cá surgiu, por exemplo, a Internet, coisas que deram outra dimensão à carreira da gente. Mas o não mudou é que, depois deste tempo todo, sou cobrado onde vou pela volta do Grande Encontro. Acho que eles também. O Grande Encontro vai haver de novo? A eterna pergunta. Acho que a gente está fazendo agora com mais grandeza. O tempo nos deu muito mais experiência, e por ser um show com banda, ficou bem mais um grande espetáculo, não mais uma cantoria. Na primeira vez eram só violões. Antes cada um cantava sua música, numa ou outra tinha participações, eu fazia umas duas com Elba. Agora é mais todo mundo cantando juntos" comenta Geraldo Azevedo sobe o show que estreia dia 17 de setembro, no Metropolitan no Rio, com ingressos esgotados, e aterrissa no Recife em dezembro.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

ELBA RAMALHO NO DVD DO SHOW EM QUE REAFIRMA A GRANDEZA DE GONZAGÃO

Por José Teles




É empolgante a parceria de Elba Ramalho, SaGRAMA e do quarteto de cordas Encore, no DVD, e CD, Elba Ramalho em Cordas, Gonzaga e AFins (Natura Musical/Coqueiro Verde), gravado no Classic Hall, em setembro de 2014, uma celebração a Luiz Gonzaga. Porém ela vai além do mestre, trazendo para o universo do sertão nordestino, Zé Miguel Wisnik, mesclando seu Assum Branco comAssum Preto (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira), O Ciúme, de Caetano Veloso, Gravitacional ,de Marcelo Jeneci, o Beradero de Chico César, com clássicos do inesgotável baú de Gonzagão.

São 25 faixas (16 no CD), algumas com mais de uma música, numa interação irretocável entre a cantora, o SaGRAMA, o Encore e convidados, e que ressalta a importância de Luiz Gonzaga. Lua é árvore cujas raízes espalharam-se pelo Norte, Centro Sul inteiro, chegando até a Antonio Brasileiro. De Tom, Elba trouxe, lá dos idos de 1983, o xote A Violeira (com Chico Buarque), que ela mesma lançou, com Djavan (na trilha de Para Viver um Grande Amor, MIguel Faria Jr.)

Elba Ramalho canta hoje tão bem, em certos aspectos melhor, do que em 1979, quando lançou Ave de Prata, álbum cujo aniversário de 35 anos também está embutido na homenagem deste trabalho. A voz alcança extensões que impressionam, quando, por exemplo, intepreta a Ave Maria Sertaneja(Julio Ricardo/O de Oliveira), parte de um pot-pourri com Ave Maria, texto de Newton Moreno, com trechos de Bach e Gnoud.

Um roteiro que supreende, saindo de um Tom e Chico para o retumbar poderoso das alfaias comandadas por Naná Vasconcelos, no que é talvez mais belo dos maracatus canção, Braia Dengosa(Zé Dantas). Mal o público se recupera, e entra o forró de Dominguinhos, com sonoridades de cordas que remontam ao que se convencionou chamar de armorial. A sanfona de Beto Hortiz solta nos baiões Sanfona Sentida (Anastácia/Dominguinhos), e Sete Meninas (Dominguinhos/Toinho Alves). Duas faixas que são o ponto alto de um espetáculo repleto deles.

Os outros convidados: Marcelo Jeneci, Aninha e Lulu Araújo. De músicos, o citado Beto Hortiz, Tostão Queiroga (bateria), Marcelo Caldi (sanfona), e Aristide Rosa (viola nordestina). A direção musical é de Margot Rodrigues, a direção do espetáculo de André Brasileiro. Com textos de Newton Moreno, o visual do show tem a mão de, entre outros, VJ Gabriel Furtado, o professor de cênicas Marcondes Lima e a Caravana TimeLapse, e a direção musical de Sergio Campelo e Cláudio Moura (ambos do Sa GRAMA).

Confiram áudio de Elba Ramalho, Sa GRAMA, Encore, com Marcelo Jeneci, em Gravitacional:


sábado, 13 de setembro de 2014

ELBA RAMALHO EM MÚSICA E VERSO NO PROJETO CORDAS, GONZAGA E AFINS

A cantora vai comemorar 35 anos de carreira celebrando o Rei do Baião com um DVD que vai ser gravado no Teatro Luiz Mendonça


Por Germana Macambira



De Exu, Luiz Gonzaga ganhou os palcos de todo o país. Em toda a sua obra, exaltou a cultura do povo nordestino e plantou sementes que germinam cada vez que se pensa em mexer nelas. Que o diga a cantora paraibana Elba Ramalho. Em comemoração aos seus 35 anos de carreira, é Gonzaga quem vai ser celebrado no novo trabalho Cordas, Gonzaga e afins, que vai ser gravado no próximo dia 23 de setembro no Teatro Luiz Mendonça, Praque Dona Lindu 

"Vou reviver o velho Lula cantando e contando histórias que são minhas e de tantas outras pessoas que fizeram o caminho do Sertão para o mar, tão ressaltado por ele em toda a sua obra", contou Elba. 

A própria artista afirmou que "é um show de Pernambuco, porque nasce aqui e se expressa com linguagens daqui". De fato, o time que participa de toda a preparação do projeto é bem pernambucano. Elba vai contar com os textos de Newton Moreno, os arranjos de linhagem armorial do grupo SaGrama, as cordas do Encore e a bateria de Tostão Queiroga. E revezando na sanfona com o carioca Marcelo Caldi estará também Beto Hortis.

Já nos bastidores a pernambucanidade vai ficar por conta de Margot Rodrigues (produção), André Brasileiro (direção artística) e Marcondes Lima (coreografia). Nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Domiguinhos, Lenine, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho também fazem parte do repertório do DVD. 

Confira no vídeo abaixo um pouco do que a paraibana Elba Ramalho está preparando para a gravação no Luiz Mendonça:



Neste sábado (23), Elba se apresenta no Teatro Castro Alves, em Salvador. No Recife ela tem vindo com frequência para ensaiar junto com todo o grupo que vai compor o Cordas, Gonzaga e afins. Antes do embarque para a capital baiana, ela falou um pouco sobre o que é o projeto. Acompanhe:

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ELBA RAMALHO, 60 ANOS

Ainda em tempo, o Musicaria Brasil presta uma singela homenagem à essa que, sem dúvida alguma, merece ser chamada pelo título de um de seus álbuns: flor da Paraíba.

Elba Maria Nunes Ramalho nasceu em Conceição da Paraíba, em 17 de agosto de 1951 e desde muito cedo despertou o gosto pela música. Talvez tenha herdado do seu pai tal predileção,pois o agricultor além de participar de uma orquestra, adorava a música.

Em 1962, sua família mudou-se para Campina Grande, na Paraíba. Naquela cidade, seu pai tornou-se proprietário de um cinema. Fez o ginásio no Colégio Estadual da Prata, onde participou do Coral Falado Manuel Bandeira. Cursou a Faculdade de Sociologia e Economia da Universidade Federal da Paraíba.



Em 1966, participou, pela primeira vez, de uma apresentação no palco, no Coral da Fundação Artística e Cultural Manuel Bandeira, do qual fazia parte, com "Evocação do Recife". Os Corais Falados Manuel Bandeira e Cecília Meireles ganharam fama e passaram a ser vistos por todo o Nordeste, com destaque para as apresentações da futura cantora. Protagonizou as montagens poéticas de Castro Alves, Thiago de Mello, Lindolfo Bell, Carlos Pena Filho e Figueiredo Agra.

Participou das montagens das peças "Ministro do Supremo" e "Diálogo das Carmelitas".

Durante o período em que esteve na Universidade Federal da Paraíba, criou o conjunto feminino "As Brasas". Suas atuações no conjunto lhe valeram um convite de Roberto Santana, produtor de Chico Buarque e Caetano Veloso, para integrar como crooner o Quinteto Violado, para uma temporada no Rio de Janeiro. Em 1971, participou da remontagem de "Morte e Vida Severina", com desempenho marcante na interpretação das composições "Severino", "A mulher da janela", "Viagem a São Saruê", "Chegada de Lampião no inferno", "Catimbó", "Episódio sinistro de Virgulino Ferreira", "Desafio de Romano da Mãe-d'água e Ignácio da Catingueira" e "Brasil caboclo".



Em 1972, teve uma atuação histórica no espetáculo "Uma cena para dois povos". Nesse período, abandonou a faculdade no último ano e mudou-se para o Rio de Janeiro. Passando a freqüentar o Baixo Leblon, conheceu Alceu Valença e Carlos Vereza. Atuou como vocalista em shows de Alceu Valença e, de 1974 a 1979, fez parte do grupo teatral "Junho Chegança", dirigido por Luís Mendonça, tendo participado de diversos espetáculos, entre os quais "Canção de fogo", "Viva o cordão encarnado" e "A incrível história de Pedro Bacamarte". Atuou, ainda, nas montagens infantis "Dorotéia a bruxinha rebelde" e "D. Pixote de La Pancha".

Neste primeiro disco destacaram-se as composições "Canta coração", de Geraldo Azevedo e Carlos Fernando, que foi um grande sucesso, "Não sonho mais", de Chico Buarque, e "Ave de prata", de Zé Ramalho, que deu nome ao disco. Do disco saiu o show "Ave de prata", montado no Teatro Alaska, com o qual viajou em seguida por diversas capitais brasileiras e por cidades do interior, num total de 180 apresentações. Ainda no mesmo ano, participou, ao lado de Sivuca, Dominguinhos e Lulu Santos, entre outros, do LP "Vinte palavras girando ao redor do Sol", da cantora, compositora e escritora Cátia de França.Em 1979, foi selecionada para participar do musical "A ópera do malandro", de Chico Buarque e Rui Guerra. Destacou-se com a interpretação de "O meu amor", em dueto com Marieta Severo, que se tornou um grande sucesso naquele ano. No mesmo ano, atuou em "Teatro do Ornitorrinco canta Brecht e Weill", no Tablado; substituiu, por algum tempo, a atriz Tânia Alves na peça "O fado e a sina de Mateus e Catirina", no Teatro Gláucio Gil; lançou ainda seu primeiro disco, "Ave de prata", pela Epic, contando com a participação especial de Dominguinhos, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Novelli, Vinícius Cantuária, Sivuca, Robertinho do Recife, Nivaldo Ornellas e Jackson do Pandeiro.

Em 1981, lançou o LP "Elba", o último gravado pela CBS. Participou também do Festival de Jazz de Montreaux, na Suíça, na "Noite do Brasil", cantando ao lado de Moraes Moreira e Toquinho, em show que seria lançado depois em disco. No mesmo ano, estourou nas paradas de sucesso com o xote "Bate coração", de Antônio Barros e Cecéu. Em 1982, lançou o disco "Alegria", que vendeu mais de 300 mil cópias, embalado pelo sucesso de "Banho de cheiro", de Carlos Fernando, o que lhe rendeu disco de ouro e de platina. No mesmo ano, apresentou-se em Berlim, na Alemanha, no Festival de Cultura Latino-americana, juntamente com Sivuca, Hermeto Pascoal e Clara Nunes. Atuou ainda em um especial de fim de ano na TV Globo.Em 1980, lançou seu segundo disco, "Capim do vale", com destaque para "Caldeirão dos mitos", de Bráulio Tavares, "Porto da saudade", de Alceu Valença, e "Veja (margarida)", de Vital Farias, além das regravações de "Légua tirana", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e "Imbalança", de Luiz Gonzaga e Zé Dantas. No mesmo ano, montou um show no Teatro Ipanema e realizou uma turnê pelo país. Ainda nesse ano, apresentou-se no Festival de Arte Negra realizado na Ilha da Martinica. Viajou com vários artistas para a África e lá realizou três shows.



Percorreu o Brasil com o show "Alegria", que estreou com grande êxito no Teatro Casa Grande(RJ). No início de 1983, em Israel, dividiu o palco com Caetano Veloso, Ney Matogrosso e Djavan, cantando nas cidades de Tel-Aviv, Haifa e Cesarea. Em agosto, retornou sozinha a Israel, realizando um show para 120 mil pessoas. Apresentou-se, em seguida, em um show em Portugal na companhia de Luiz Gonzaga, com a presença de 100 mil pessoas. No mesmo ano, seu disco "Coração brasileiro" ganhou disco de ouro. Em 1984, lançou o disco "Do jeito que a gente gosta" e voltou a se apresentar no exterior, principalmente em Cuba e no Japão. Em 1986, voltou ao Festival de Jazz de Montreaux, na Suíça. Em 1987, lançou o disco "Elba", e excursionou pelo Brasil com o show do mesmo nome, mantendo intensa atividade artística, mesmo grávida de seu primeiro filho.

Em 1988, lançou o LP "Fruto", apresentando-se em Portugal e na Argentina. No ano seguinte, lançou o disco "Popular brasileira" e realizou sua primeira excursão aos Estados Unidos, tendo passado por Miami e Nova Jersey. Em 1990, retornou aos Estados Unidos, realizando shows nas cidades de Nova York, Boston e Miami. Lançou, no mesmo ano, um LP gravado ao vivo. Voltou aos Estados Unidos em 1991, realizando shows nas casas de espetáculos "The Ballroom" e "The Blue Note", em Nova York. Lançou, ainda, o disco "Felicidade urgente". Em 1992, fez sua maior excursão à Europa, realizando shows em sete cidades de Portugal, oito da Itália, além dos realizados na Expo/92, em Sevilha, na Espanha, e ainda na Inglaterra, Suíça e França. No mesmo ano, lançou o LP "Encanto". No ano seguinte, retornou aos Estados Unidos, realizando shows em companhia de Margareth Menezes. Lançou também o LP "Devora-me". Em 1994, apresentou-se no "Madison Square Garden", um das mais tradicionais e requisitados locais de grandes espetáculos esportivos e artísticos dos Estados Unidos. Em 1996, foi a Angola e cantou no "Lincoln Center", nos Estados Unidos. Lançou dois discos naquele ano: o solo "Leão do Norte" e "O grande encontro", gravado ao vivo em show realizado por ela, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Alceu Valença, no palco do Canecão, no Rio de Janeiro. Neste CD, interpretou "Dia branco", de Geraldo Azevedo e Renato Rocha, "Veja (Margarida)", de Vital Farias, "A rosa impúrpura do Caicó", de Chico César, "Banho de cheiro", de Carlos Fernando, e "Frevo mulher", de Zé Ramalho.

Em 1997, tornou a lançar dois discos, o solo "Baioque", título da música de Chico Buarque, que consta do CD, juntamente com "Pavão misterioso", de Ednardo, e "Paralelas", de Belchior. O outro disco foi "O grande encontro volume II", desta vez sem a presença de Alceu Valença, disco no qual ela interpretou, entre outras canções, "Pedras e moças", de Geraldo Azevedo e Zé Ramalho, "Canta coração", de Geraldo Azevedo e Carlos Fernando, "Canção da despedida", de Geraldo Azevedo e Geraldo Vandré, e "Ai, que saudade de ocê", de Vital Farias. Ainda em 1997, lançou sua cinebiografia pela BMG Vídeo, "Elba inédito".

Em 1999, realizou shows na Alemanha, França, Itália e no Festival de Montreaux na Suíça. Lançou o CD duplo "Solar", comemorativo dos vinte anos de carreira. Um dos discos foi gravado em estúdio e o outro ao vivo durante shows em Salvador e no Festival de Montreaux. No disco de estúdio gravou, entre outras, "Palavra de mulher", "O meu amor" e "Não sonho mais", todas de Chico Buarque, e "Trem das ilusões", canção inédita de Alceu Valença. O disco conta ainda com diversas participações especiais, entre as quais a de Nana Caymmi, em "Imaculada", com arranjo de Wagner Tiso; Lenine, em "Nó cego", de Pedro Osmar; Dominguinhos, em "Retrato da vida", e Margareth Menezes, em "Quem é muito querido a mim".

Em 2000, lançou o CD "O Grande encontro 3", com Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Alceu Valença com uma série de shows. O CD deu origem ao DVD ao vivo com o mesmo nome, que foi lançado logo em seguida, pela BMG.



Em 2001, realizou na feira de São Cristovão, tradicional reduto da cultura nordestina no Rio de Janeiro, o show "Cirandeiro", lançando o CD com o mesmo nome, que contou com a participação do forrozeiro Fuba de Taperoá e do grupo de forró Forroçacana. O show contou com a presença de aproximadamente 80 mil pessoas e nele a cantora interpretou cirandas, baiões, xotes, forrós e cocos. No mesmo ano realizou show no Canecão, também no Rio de Janeiro, onde interpretou as músicas "José", do grupo pernambucano Mestre Ambrósio, "Forró do Surubim", gravada anteriormente por Jackson do Pandeiro, "Monte Castelo", de Renato Russo, "Homem com H", "Banho de cheiro" e "Chão de giz".

Ainda em 2001, lançou o CD "Cirandeira", faixa título de autoria do compositor Lenine, e que contou ainda com as músicas "Alma nua", de Zeca Baleiro, "Nego forró" e "Coco sem ganzá", as duas de Chico César, "Se eu tivesse asas", de Geraldo Azevedo, "Querendo mais", de Nando Cordel, e a clássica "Patativa", de Vicente Celestino. Inaugurou seu próprio selo, Ramax, pelo qual lançou o CD "Coração de mãe", um tributo a Nossa Senhora, com a participação de Ney Matogrosso. No mesmo ano, apresentou-se com sucesso no Canecão, um de seus 160 shows daquele ano.
Em 2002, lançou o CD "Elba canta Luiz", no qual interpreta composições de Luiz Gonzaga como "Xamego", com Miguel Lima, "Vem morena", com Zé Dantas e "Danado de bom", com João Silva, ou gravadas por ele, como "O cheiro da Carolina", de Zé Gonzaga e Amorim Roxo, e "Sorriso cativante", de Dominguinhos e Anastácia. O disco foi co-produzido por ela e Dominguinhos, que também fez os arranjos e contou com a participação especial de Zeca Pagodinho na faixa "O xamego da Guiomar". No mesmo ano, apresentou show no ATL Hall com o repertório do CD "Canta Luiz", gravado ao vivo para o seu primeiro DVD.

Na primeira metade de 2003, lançou o CD "Elba ao vivo", em que continua o projeto do CD anterior, ao relembrar Luiz Gonzaga. Sem repetir nenhuma música, incluiu o clássico "Asa branca", do rei do baião, em parceria com Humberto Teixeira. Nesse trabalho, também lançado em DVD, a cantora articula sua experiência com os recursos teatrais, enriquecendo faixas como "Assum Preto", "Qui nem jiló" e "A vida do viajante". Ainda nesse ano, participou na Fundição Progresso, Rio de Janeiro do show comemorativo dos 45 anos do Trio Nordestino.

Em 2004, apresentou, com Dominguinhos, "De volta para o aconchego", temporada de shows no Canecão, (RJ). O repertório contou com sucessos de carreira da cantora e do compositor como "De volta para o aconchego", parceria de Dominguinhos com Nando Cordel, além de levar ao palco surpresas como a composição "Xote da navegação", de Dominguinhos e Chico Buarque. Ainda no mesmo ano, entre outras apresentações, lotou o Espaço Cultural Cândido Mendes no talk show com Ricardo Cravo Albin, em que falou um pouco de sua vida, sua carreira e interpretou vários sucessosde sua trajetória.



Em 2005, enquanto preparava disco produzido por Lenine, lançou CD gravado ao vivo na temporada de shows que apresentou com Dominguinhos no ano anterior. A não ser a música "Chama" de Tato, vocalista do grupo Falamansa, o repertório é composto por regravações de sucessos de autoria de Dominguinhos, como "Isso aqui tá bom demais", "Pedras que cantam" e "De volta pro aconchego", clássico da carreira da cantora. Em junho desse mesmo ano, entre outros, fez show, com casa lotada,na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro e participou, como atração consagrada, do circuito tradicional dos festejos juninos que engloba cidades nordestinas como Caruaru, Campina Grande e Recife.

Em março de 2006, apresentou-se, não pela primeira vez, no Teatro Municipal de Niterói, privilegiando, dessa vez, um repertório romântico e fazendo uma homenagem a Chico Buarque, com interpretações de grandes sucessos do compositor. Fez ainda show na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a UERJ. Em junho do mesmo ano, integrando o projeto São João do Rio, apresentou show no Canecão, em que recebeu convidados como o grupo Forroçacana e o Trio Virgulino, além de Toni Garrido. No início de 2007, participou das comemorações dos 100 anos do frevo, gravando a faixa "Frevo Rasgado", de Gilberto Gil e Bruno Ferreira, no CD "100 anos de frevo - É de perder o sapato", uma coletânea com dois CDs, da qual participaram vários artistas consagrados da MPB, como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Alceu Valença, Maria Bethânia, Geraldo Azevedo, Silvério Pessoa, Geraldo Azevedo e Chico Buarque, entre outros. Em outubro do mesmo ano, após cinco anos sem gravar um disco solo, lançou o CD "Qual o assunto que mais lhe interessa", trazendo compositores de diferentes gerações, como Carlinhos Brown, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Chico César, Jorge Benjor, Zé Ramalho, Gabriel, o Pensador, Pedro Luis, Capinam, Lula Quiroga e Arnaldo Antunes e Lenine, entre outros. O CD foi gravado e lançado pelo selo Ramax, de propriedade da cantora, que também assumiu a direção artística do álbum. São várias também as participações especiais, entre elas, Geraldo Azevedo, na última faixa e Paulão Sete Cordas, na primeira, seguido por Hamilton Holanda, no bandolim, Pedro Osmar, na viola caipira, Frejat, na guitarra e nos teclados e pelos metais de Spok., Por ocasião do lançamento, a cantora ratificou a tendência do CD em mostrar linhas diversas e ritmos existentes na musicalidade brasileira, descolando-se da aura estrita de cantora regional nordestina. No CD, o seguinte repertório: "Qual o assunto que mais lhe interessa? (Tempos quase modernos)", de Roberto Mendes e Capinam; "Aves anjos angeli", de Jorge Bem Jor; "Rua da Passagem (Trânsito)", de Lenine e Arnaldo Antunes; As forças da natureza", de João Nogueira e Paulo César Pinheiro; "A natureza das coisas", de Acioly Neto; "Dois para sempre", de Lula Queiroga; "Amplidão", de Chico César; "Boi cavalo de Tróia", de Pedro Osmar e Paulo Ró; "Argila", de Carlinhos Brown; "Novena", de Geraldo Azevedo, e "Último minuto", de Lula Queiroga. Também em 2007, realizou na casa de espetáculos Canecão Petrobras, no Rio de Janeiro, o show "Raízes e antenas" que marcou o lançamento do CD "Qual o assunto que mais lhe interessa?". Com 25 músicas o show teve como destaque a apresentação das 16 músicas gravadas no CD.



Em março de 2008, foi atração principal no show realizado nos Arcos da Lapa, região boêmia do Rio de Janeiro, na festa de comemoração dos 443 anos da cidade. O show, feito para dançar, teve seu repertório composto com base no CD "Qual o assunto que mais lhe interessa?", incluindo também antigos sucessos como "Banho de cheiro" e "Bate coração". No mesmo ano, teve participação especial no CD e DVD "Fábio Júnior & elas", do cantor Fábio Júnior, cantando na faixa "Ai que Saudade d´ocê". Em 2009, foi convidada a participar do album "Iluminar", do Padre Fábio de Melo, na faixa "Maria e o anjo", de autoria de Dalvimar Gallo. No mesmo ano, já iniciando a comemorar seus 30 anos de carreira, lançou o CD "Balaio de Amor", produzido por Cezinha. O álbum, que é uma mistura de xote, baião e choro, contém as seguintes faixas: "Fuxico" , de Flávio Leandro; "Um baião chamado saudade", de Petrúcio Amorim e Rogério Rangel; "Riso cristalino", de Dominguinhos e Climério Oliveira; "Não lhe solto mais", de Antonio Barros e Ceceu; "Me dá meu coração", de Accioly Neto; "Oferendar", de Xico Bezerra e Flávio Leandro; "É só você querer", de Nando Cordel; "Recado", de Cezinha e Fábio Simões; "D’estar", de Eliezer Setton; "Ilusão nada mais", de Dominguinhos e Fausto Nilo; "Se tu quiser", de Xico Bezerra; "Seu aconchego" de Terezinha do Acordeom e Júnior Vieira; "Bebedouro", de Maciel Melo e Anchieta Dali; e "Quem é você?" de Jorge de Altinho. No mesmo ano, participou da gravação do CD/DVD "Simplesmente Assim", do cantor, compositor e sanfoneiro Targino Gondim, nas músicas "Boato Ribeirinho", "Esperando na janela" e "Deixe Estar". O álbum, lançado pelo selo Atração, foi gravado ao vivo no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro (BA), durante o Festival Internacional da Sanfona.

Em março de 2010, participou do programa "Emoções Sertanejas", da Rede Globo de Televisão, que teve como objetivo homenagear o cantor e compositor Roberto Carlos. O programa, recebeu como convidados, em um mega-show, no ginásio do Ibirapuera em São Paulo, grandes nomes da música brasileira como Almir Sater, Bruno & Marrone, César Menotti & Fabiano, Chitãozinho & Xororó, Daniel, Daniel, Gian & Giovani, Leonardo, Martinha, Milionário & José Rico, Nalva Aguiar, Paula Fernandes, Rio Negro & Solimões, Roberta Miranda, Sérgio Reis, Victor & Léo e Zezé di Camargo & Luciano. No mesmo ano, foi vencedora do "21º Prêmio de Música Brasileira", na categoria Melhor Cantora Regional.

Em 2010, celebrou 30 anos de carreira, gravando DVD em show ao vivo na festa de comemoração de 473 anos da cidade de Recife. O álbum, "Marco Zero", que também foi lançado em CD, reuniu um repertório com grandes sucessos, como "De volta pro aconchego", de Dominguinhos e Nando Cordel; "Banquete dos signos", de Zé Ramalho; e "Canta Coração", de Geraldo Azevedo e Carlos Fernando. Ainda no mesmo ano, participou do CD "Asas do frevo - O carnaval de J. Michiles", cantando o frevo "Roda e Avisa". O CD consistiu em uma coletãnia com as principais sucesso do compositor J. Michiles no carnaval pernambucano.



No início de 2011, realizou show de divulgação do DVD na casa de shows Vivo Rio, no Rio de Janeiro, incluindo no repertório músicas de Chico Buarque, como "Folhetim", "Palavra de Mulher" e "Meu amor". A apresentação contou com a participação especial de Cristina Amaral e André Rio. No mesmo ano, participou do evento "São João carioca", apresentando, ao lado de Gilberto Gil, o show realizado pela prefeitura do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, comomorando a passagem dos festejos juninos. O evento levou ao palco montado naquele parque artistas como Caetano Veloso, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Alcione, entre outros.

Canções em trilhas sonoras de telenovelas
Veio d´água (Terras do Sem-Fim) (1981)
Sete cantigas para voar (Sabor de Mel) (1983)
Amor eterno (Livre para Voar) (1984)
De volta pro aconchego (Roque Santeiro) (1985)
Imaculada (Tieta) (1989) - Gravação exclusiva para a novela
Ouro puro (Rainha da Sucata) (1990)
Fim de jogo (Salomé) (1991)
Felicidade urgente (Vamp) (1991)
O que a noite faz (Pedra sobre Pedra) (1992) - Ggravação exclusiva para a novela
Eu quero meu amor (Renascer) (1993)
Coração da gente (Tropicaliente) (1994)
Paisagem da janela (Irmãos Coragem) (1995)
Noturna (Explode Coração) (1995) - Gravação exclusiva para a novela
Sim foi você (Salsa e Merengue) (1996)
Ciranda da rosa vermelha (A Indomada) (1997)
Paralelas (Por Amor) (1997)
La vie en rose (Fascinação) (1998)
Aroma (Meu Bem Querer) (1998)
Casa, comida e paixão (Suave Veneno) (1999)
Vozes da seca - com Dominguinhos (Marcas da Paixão) (2000)
Entre o céu e o mar (Porto dos Milagres) (2001)
Xamego (Começar de Novo) (2004)
Estrada do sertão (Alma Gêmea) (2005)
Mulher (Prova de Amor) (2005) - Ggravação exclusiva para a novela
Amplidão (Páginas da Vida) (2006) - Gravação exclusiva para a novela
Dúvidas - com Waldonys (Os Mutantes) (2008)
É só você querer (Caras e Bocas) (2009)

Elba Ramalho - Discografia Oficial

Ave de prata (1979)
Faixas:
01 - Canta coração
02 - Não sonho mais
03 - Veio d'água
04 - Razão de paz
05 - Baile das máscaras
06 - Filho das índias
07 - Ave de prata
08 - Kukukaya
09 - Cartão postal
10 - O dia do criador
11 - Bodocongó

Capim do vale (1980)
Faixas:
01 - Caldeirão dos Mitos
02 - Nó Cego
03 - Pés de Milho
04 - Légua Tirana
05 - Porto da Saudade
06 - O Violeiro
07 - Banquete de Signos
08 - Espiral do Tempo
09 - Capim do Vale
10 - Fulô da Margem
11 - Imbalança
12 - Veja (Margarida)

Elba (1981)
Faixas:
01 - Temporal
02 - Amanhã eu vou
03 - Dono dos teus olhos
04 - Oitavo
05 - Pedido
06 - Lua viva
07 - Aquarela nordestina
08 - Vem (ser navegador)
09 - Cajuína
10 - Eu queria


Alegria (1982)
Faixas:
01 - Essa Alegria(Caboclinhos)
02 - Dominó
03 - No Som da Sanfona
04 - A Casca do Ovo
05 - Chego Já
06 - Amor Com Café
07 - Olhos Acesos
08 - Sete Cantigas Para Voar
09 - Marcha Regresso
10 - Menina do Lido
11 - Bate Coração


Coração brasileiro (1983)
Faixas:
01 - Banho de Cheiro
02 - Toque de Fole
03 - Ave Cigana
04 - Se Eu Fosse O Teu Patrão [Chico Buarque]
05 - Chororó
06 - Roendo Unha
07 - Batida de Trem
08 - Canção da Despedida
09 - A Volta dos Trovões
10 - Ai Que Saudade De Oce
11 - Vida e Carnaval
12 - Coração Brasileiro


Do jeito que a gente gosta (1984)
Faixas:
01 - Azedo e mascavo
02 - Toque de Amor
03 - Feitiço de Gafieira
04 - Amanheceu
05 - Forró do Poeirão
06 - Moreno de Ouro
07 - Do Jeito Que a Gente Gosta
08 - Amor Eterno
09 - Calmaria
10 - Energia
11 - Nordeste Independente


Fogo na mistura (1985)
Faixas:
01 - Fogo Na Mistura
02 - De Volta Pro Aconchego
03 - Como Se Fosse a Primavera
04 - Desassossego
05 - Mexe...Mexe, Funga...Funga
06 - No Caminho de Cuba
07 - Anjo do Prazer
08 - Equilibrando os Planos
09 - Sambaiãozar
10 - Pátria Amada


Remexer (1986)
Faixas:
01 - Remexer
02 - Só Se For a Dois
03 - Sonho de Uma Noite de Verão
04 - Odilê, Odilá
05 - Boca do Balão
06 - Neném Mulher
07 - Chorando e Cantando
08 - Forró Temperado
09 - Vestido Suado
10 - Sai da Frente
11 - Caia Na Real


Elba (1987)
Faixas:
01 - Ai de Mim
02 - Folia Brasileira
03 - Vem Ficar Comigo
04 - Quero Mais
05 - Ginga
06 - Nós Destinos
07 - Rumbaiana
08 - Lembrando Você
09 - Corcel Na Tempestade
10 - Da Mesa Pra Cama
11 - Pout-Pourri (Jackson do Pandeiro)


Fruto (1988)
Faixas:
01 - Doida
02 - Salve-se Quem Puder
03 - Segredo de Menina
04 - Estrela Grande
05 - Palavra De Mulher
06 - Dragão Encantado
07 - Pisa No Meu Coração
08 - Um Bilhete Pro Seu Lua [Gonzaguinha]
09 - O Girassol da Baixada
10 - A Flor Da Magia
11 - Luã


Popular brasileira (1989)
Faixas:
01 - Jogo de Cintura
02 - Cheiro Moreno
03 - Agora é Sua Vez - Zinho
04 - Vê Estrelas
05 - Sem Saída
06 - Popular Brasileira
07 - A Roda do Tempo
08 - Agarradinho com Você
09 - Me Perdoa
10 - Saga da Amazônia


Ao vivo (1990)
Faixas:
01 - Feiticão de Gafieira
02 - Pau-de-Arara
03 - Filho das Índias
04 - Imaculada
05 - Miss Celie's Blues
06 - Tango de Nancy
07 - Las Muchachas de Copacabana
08 - Ouro Puro
09 - Doida
10 - Veja Margarida
11 - Beatriz
12 - Marim dos Caetés
13 - Popular Brasileira
14 - Nordeste Independente


Felicidade urgente (1991)
Faixas:
01 - Vida
02 - Felicidade Urgente
03 - Morena de Angola
04 - Ventos do Norte
05 - Pisa Na Fulô (O Cheiro da Carolina)
06 - Maré Dendê
07 - Fim de Jogo
08 - Feitiço
09 - Deixa Falar
10 - É D'oxum
11 - Tudo Vai Bem
12 - La Vie En Rose


Encanto (1992)
Faixas:
01 - São João Na Estrada
02 - Flora
03 - Alegria Geral
04 - Que Nem Vem Vem
05 - Dúvida
06 - Caminhos do Coração
07 - Miragem do Porto
08 - Cidadão
09 - Na Hora H
10 - Noites Olindenses
11 - Amor de Índio
12 - Encanto
13 - Eu Vou Te Amar


Devora-me (1993)
Faixas:
01 - Cora Coração
02 - Devora-me Outra Vez
03 - Magalenha
04 - Ouro
05 - Porto Seguro
06 - Indiado
07 - Força Interior
08 - Desesperada
09 - Trampolim
10 - Eu Quero Meu Amor
11 - Eu Sou o Carnaval
12 - Coração da Gente


Paisagem (1995)
Faixas:
01 - Proibir Pra Que
02 - Paisagem da Janela
03 - Caranguejo Dance
04 - O Bom da Vida
05 - Eu Quero é Botar Meu Bloco Na Rua
06 - Nascido em 22 de Abril
07 - Incendiá, Incendiê
08 - Água Fria
09 - A Massa
10 - Tudo Passa
11 - Que Baque é Esse
12 - Acaba Quando Começa
13 - Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua (Frevo)
14 - Contradições


Leão do Norte (1996)
Faixas:
01 - Onde Tu Tá Neném
02 - Xodó Beleza
03 - Leão do Norte
04 - Chão de Giz
05 - Béradero
06 - Treze de Dezembro
07 - Na Base da Chinela
08 - Canoeiro
09 - Parceiros das Delícias
10 - Eu Vou Até de Manhã
11 - Estrada de Canindé
12 - A Paisagem
13 - Estrela Miúda
14 - Sim Foi Você
15 - Frevos

O Grande Encontro (1996)
Faixas:
01 - Sabiá
02 - Coração Bobo
03 - Jacarepaguá Blues
04 - Pelas Ruas Que Andei
05 - Talismã
06 - O Ciúme
07 - Dia Branco
08 - O Amanhã É Distante
09 - Admirável Gado Novo
10 - O Trem das Sete
11 - Canção de Giz
12 - Veja (Margarida)
13 - A Prosa Impúrpura do Caicó
14 - Tesoura do Desejo
15 - Chorando E Cantando
16 - Banho de Cheiro / Frevo Mulher


Baioque (1997)
Faixas:
01 - Baioque
02 - Pavão Misterioso
03 - S.O.S.
04 - Paralelas
05 - Vila do Sossêgo
06 - Vamos Fugir
07 - Zanzibar
08 - Os Argonautas
09 - Relampiano
10 - Xotes
11 - A Música do Nosso Amor
12 - Ciranda da Rosa Vermelha
13 - Tambor do Mundo
14 - Frevos Nº 2


O Grande encontro 2 (1997)
Faixas:
01 - Disparada
02 - O princípio do prazer
03 - Banquete de signos
04 - Miragens
05 - Pedras e moças
06 - Canta coração
07 - Eternas ondas
08 - Bicho de sete cabeças ii
09 - O autor da natureza
10 - Saga da asa branca
11 - Canção da despedida
12 - Ai que saudade d'ocê


Flor da Paraíba (1998)
Faixas:
01 - Chameguinho
02 - Tum, Tum, Tum
03 - Face
04 - Lavadeira do Rio
05 - Aroma
06 - A Letra I
07 - Pra Ninar Meu Coração
08 - Pau de Arara é a Vovozinha
09 - Me Pegue Pra Xamegar
10 - São Xangô Menino
11 - Casa, Comida e Paixão
12 - Zé Esteves
13 - Meu Sublime Torrão - Paraíba Meu Amor


Solar (1999)
Disco 01:
01 - A Palo Seco
02 - Trem das ilusões
03 - O meu amor
04 - Não sonho mais
05 - Cajuína
06 - Ave de prata
07 - Palavra de mulher
08 - Nó cego
09 - Imaculada
10 - 7 cantigas para voar
11 - Retrato da vida
12 - Kukukaya (Jogo Da Asa Da Bruxa)
13 - Choveu sorvete (La salve de Las Antillas)
14 - Quem é muito querido a mim

Disco 02:
01 - Caldeirão dos mitos
02 - Amor com café
03 - Forró do xenhenhém
04 - Agora é sua vez / Forró das cumadres
05 - É D’Oxum
06 - Pisa na fulô / Chororó / Pé de serra
07 - Avôhai
08 - Leão do norte
09 - Batida de trem / Toque de fole
10 - Roendo unha / No som da sanfona / Morena de Angola
11 - Pagode russo / Onde tu tá neném
12 - Olha pro céu
13 - Boca do balão / São João na estrada
14 - De volta pro aconchego


O grande Encontro 3 (2000)
Faixas:
01- Caravana
02- Táxi Lunar
03- Dona de Minha Cabeça
04- Canta Brasil
05- Frisson
06- Lá e Cá
07- A Peleja do Diabo Com o Dono do Céu
08- Garoto de Aluguel (Taxi Boy)
09- Galope Rasante
10- Você Se Lembra
11- Petrolina-Juazeiro
12- A Terceira Lâmina
13- Tum-Tum-Tum / Mulata No Coco
14- Eu Vou Pra Lua / O Canto do Ema


Cirandeira (2001)
Faixas:
01 - Cirandeira
02 - Patativa
03 - Se Eu Tivesse Asa
04 - Alma Nua
05 - Onde Anda Você
06 - Querendo Mais
07 - Sem Ganzá Não é Coco
08 - Pra Virar Xodó
09 - Pra Se Aninhar
10 - Entre O Céu e o Mar
11 - Forró de Surubim
12 - Lua Vadia
13 - O Amor é Lindo
14 - Estrela Soberana


Elba canta Luiz (2002)
Faixas:
01 - Danado de Bom
02 - A Sorte É Cega
03 - Quer ir mais eu
04 - O Xote das Meninas
05 - O Xamego da Guiomar
06 - Vem, Morena
07 - Orélia
08 - Sorriso Cativante
09 - Aquilo bom-Facilita-O Cheiro da Carolina
10 - Xamego
11 - Numa Sala de Reboco
12 - Calango da Lacraia - Nega Zefa - Coco Xeem
13 - Canta Luiz


Elba ao vivo (2003)
Faixas:
01 - Asa branca
02 - A vida do viajante
03 - Imbalança
04 - Pagode russo - Onde tu tá neném
05 - Numa sala de reboco - Estrada do Canindé
06 - Juazeiro - Beija-flor
07 - Luar do sertão
08 - Dúvida
09 - Súplica cearense
10 - Qui nem jiló
11 - Assum preto
12 - Sabiá
13 - De volta pro aconchego
14 - Nem se despediu de mim - São João do carneirinho - Pedras que cantam


Elba e Dominguinhos (2005)
Faixas:
01 - Rio de Sonho
02 - Tenho Sede
03 - Lamento Sertanejo (Forró do Dominguinhos)
04 - Eu só quero um xodó
05 - Vem Ficar Comigo
06 - Onde está você
07 - Retrato da vida
08 - Chama
09 - Xote da navegação
10 - Gostoso demais
11 - Forrozinho bom
12 - De volta pro aconchego
13 - Pedras que cantam - Isso aqui tá bom demais


Qual o Assunto Que Mais Lhe Interessa? (2007)
Faixas:
01 - Gaiola da Saudade
02 - Ave Anjos Angeli
03 - Noite Severina
04 - Rua da Passagem (Trânsito)
05 - Tempos Quase Modernos (Qual o Assunto que Mais lhe Inte
06 - A Natureza das Coisas
07 - Argila
08 - Boi Cavalo de Tróia
09 - Último Minuto
10 - A Dança das Borboletas
11 - As Forças da Natureza
12 - Dois pra Sempre
13 - Os Beijos
14 - Novena
15 - Conceição dos Coqueiros
16 - Amplidão


Balaio de Amor (2009)
Faixas:
01 - Fuxico
02 - Um Baião Chamado Saudade
03 - Riso Cristalino
04 - Não Lhe Solto Mais
05 - Me Dá Seu Coração
06 - Oferendar
07 - É Só Você Querer
08 - Recado
09 - D’estar
10 - Ilusão, Nada Mais
11 - Se Tu Quiser
12 - Seu Aconchego
13 - Bebedouro
14 - Quem É Você

Marco Zero - Ao vivo (2010)
Faixas:
01 - Anunciação
02 - Banquete de Signos
03 - Canta Coração
04 - Morena de Angola
05 - Pavão Mysteriozo
06 - O Meu Amor
07 - De Volta Pro Aconchego
08 - Queixa
09 - Admirável Gado Novo - Vida de Gado
10 - Chorando e Cantando
11 - É Só Você Querer
12 - Chão de Giz
13 - Chuva de Sombrinhas
14 - Frevo Mulher

Fonte: Dicionário da MPB

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