MUSICARIA BRASIL

A música brasileira em seus mais variados estilos e tendências

PARA CADA DÉCADA UM PRESENTE

Para comemorar duas décadas de carreira fonográfica solo, Affonsinho vem apresentando ao grande público dois projetos: "Depois de agora" e "Trópico de peixes", álbum que conta com a adesão de grandes nomes da cena musical contemporânea.

ENTRE A CONTEMPORANEIDADE E A TRADIÇÃO UM BANDOLIM ENTOA LOAS

Em álbum essencialmente autoral, o músico Marcos Frederico desnuda-se de modo pleno em seu terceiro álbum.

MILA RIBEIRO - ENTREVISTA EXCLUSIVA

Revelação da música popular contemporânea, a artista volta ao Musicaria Brasil para uma bate-papo exclusivo.

MÁRCIA TAUIL - ENTREVISTA EXCLUSIVA

A cantora, compositora e instrumentista volta ao nosso espaço para uma exclusiva e informal conversa onde apresenta as novidades em relação a sua carreira.

O VIOLÃO COM UM TOQUE FEMININO

violonista, musicoterapeuta, compositora e intérprete, Carmem Di Novic transita bem entre o erudito e o popular

PAULO MOURÃO - ENTREVISTA EXCLUSIVA

Defensor de um dos mais genuínos gêneros existente em nosso país, Paulo Mourão está de volta para revelar-nos, dentre outras coisas, o que vem por aí em breve em sua carreira.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

SILVIO MAZZUCA JR.

FORMAÇÃO:
Sylvinho Mazzucca nasceu em São Paulo no ano de 1959; é filho do pianista, vibrafonista, maestro e arranjador Sylvio Mazzucca, líder da big-band que levava seu nome.
Algumas de suas lembranças musicais mais antigas são os sons da casa em que nasceu, especialmente os que vinham da edícula em que seu pai trabalhava, onde escutava diversos discos de orquestras norte-americanas, como as de Count Basie, Duke Ellington e Stan Kenton.
"Aos seis anos de idade, ganhei uma bateria infantil do meu pai. Anos depois, encantei-me por um violão quebrado que havia lá em casa, que só tinha quatro cordas. Quando já tinha 18 anos, meu irmão trouxe-me dos Estados Unidos um contrabaixo elétrico e assim começou minha trajetória musical."
Sylvinho Mazzucca iniciou seus estudos no CLAM – escola mantida pelos músicos do Zimbo Trio, em São Paulo -, onde Nico Assumpção foi seu primeiro professor.
Ao longo de sua formação, o aprendizado mais útil foi "adquirir disciplina para tocar e respeitar todos os integrantes do conjunto."
De forma autodidata, Sylvinho estudava acompanhando as músicas que tocavam no rádio e nos diversos discos que ouvia. "Aprendi muito com eles."

INSTRUMENTISTA
Sylvinho Mazzucca toca contrabaixos elétrico e acústico.
Não estabelece, em seus estudos, nenhuma rotina ou método específico. "Toco um pouco de tudo, deixo rolar. Às vezes passo horas tocando jazz ou música brasileira."
Sylvinho Mazzucca assim define seu estilo: "Sou criativo. Não sou um baixista de muitas notas. Tenho suingue."
Como instrumentista, suas influências mais importantes são Luizão Maia, Sizão Machado e Anthony Jackson. "Na minha maneira de tocar samba e funk, elas aparecem."

CARREIRA
Ao longo de sua trajetória, Sylvinho Mazzucca identifica algumas fases mais importantes: o começo, em que tocava em bares de São Paulo; a seguir, como integrante de grupos instrumentais como ZonAzul, Pé-Ante-Pé e Freelarmônica; e, mais tarde, acompanhando Jane Duboc, Gal Costa, Zé Renato, Ivan Lins e Maria Rita.
O baixista observa que, ao longo dos anos, houve um especial amadurecimento em seu estilo. Destaca, entre suas gravações mais representativas, as que realizou com os grupos ZonAzul e Pé-Ante-Pé , e ao lado de Ivan Lins.

PREFERÊNCIAS:
Sylvinho Mazzucca, quando toca para si mesmo, costuma rearmonizar ao piano as músicas de que mais gosta.
Para ouvir, escolhe Renato Motha, Toninho Horta, Joyce, Dori Caymmi e Danilo Caymmi, Michael Brecker, Don Grounick e Bob Minster, entre muitos outros.
"Gostaria de ter gravado em todos os discos que gosto de ouvir."
"Morro velho" de Milton Nascimento, "Choro bandido" de Edu Lobo e Chico Buarque, e "Choro das águas", de Ivan Lins e Vitor Martins, são as composições que gostaria de ter feito.
Os arranjos que gostaria de ter escrito são os de Don Sebesky para o disco "I Remember Bill – A Tribute To Bill Evans" (RCA, CD/1998).
Convidado a tecer mais algum comentário acerca de seu gosto musical, Sylvinho Mazzucca diz: "Gosto de música brasileira em geral."

DISCOGRAFIA:
- "Pé Ante Pé" (Produção Independente, LP/1980)

- "Imagens Do Inconsciente" (Lira Paulistana, LP/1982)

- "ZonAzul" (Som da Gente, LP/1986)

- "ZonAzul - Luzanoz" (Som da Gente, LP/1989)

(Verbete editado por Ana Luiza Amaral a partir de questionário respondido pelo próprio músico.)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

SARAVAH

O francês Pierre Barouh, de 71 anos, orgulha-se de ter sido sempre um amador, no bom sentido. 'A gente se encontra com as pessoas e deixa levar', diz. Em Lisboa, em 1959, fez amizade com o sanfoneiro Sivuca, que o apresentou à música popular brasileira. 'O resultado foi que me apaixonei', conta. Anos depois, encontrou o cineasta Claude Lelouch e terminou compondo para ele alguns dos temas de Um Homem, Uma Mulher (1966), em parceria com Francis Lai. Com voz suave e cool, Barouh gravou para o filme a versão francesa de 'Samba da Bênção', com acompanhamento do compositor, o violonista Baden Powell (1937-2000). O filme de Lelouch divulgou a bossa nova na Europa, por causa do sucesso de uma das canções, 'Sabadabada'. E foi o acaso que trouxe Barouh ao Rio de Janeiro num fevereiro muito quente do ano de 1969.

'Um amigo me convidou para viajar para o Rio. Vim para filmar 'música brasileira', confiando na amizade de Baden', conta. 'Mas só tinha três dias para produzir tudo.' Filmou o que pôde numa correria só, voltou a Paris e mandou revelar o filme. Intitulou o experimento de Saravah.

Hoje vivendo em Tóquio, Barouh lançou Saravah em fita cassete em 2001 no Japão. A versão em DVD saiu em 2003.Chegou no Brasil em 2005.

De fato, assistir a Saravah é como abrir a arca de um tesouro sonoro nunca revelado. De repente, volta à vida Baden Powell, no auge da carreira e do domínio de sua arte, encarregado de levar o francês encantado pelos bares, clubes e quintais do Rio, ao mesmo tempo que acompanhava outros músicos com seu talento incrível. Ele e Barouh arranjaram um encontro entre a cantora Maria Bethânia e o sambista Paulinho da Viola numa mesa de bar em Itaipu, no litoral fluminense, então uma vila de pescadores. Bethânia, aos 21 anos, abriu-se diante da câmera amadora; cantou e contou tudo o que sabia, ao lado de um Paulinho convicto de manter a diferença em relação à moça. 'Temos formação e compromissos diferentes', diz. 'Sou compositor de escola de samba.'

Bethânia aparece ainda em ensaios na boate Sucata, interpretando 'Baby' e 'Tropicália', canções de seu irmão Caetano, então exilado na Inglaterra. E é acompanhada - em improvável combinação - por Baden e pelo trombonista Raul de Souza. Outra cantora, Márcia, mostra os sambas afros de Baden num clima de total descontração. E há instantes preciosos, como o percussionista João da Bahiana (1887-1974) tocando prato numa tentativa de distinguir macumba de candomblé, e o maestro Pixinguinha (1897-1973) no fundo do quintal de sua casa suburbana, em Jacarepaguá, executando o clássico 'Lamento' ao sax tenor, acompanhado por Baden e João da Bahiana. 'Filmei ensaios. Eles são melhores que shows', ensina Barouh.

Não se trata de material para cineastas, mas para fãs de MPB, avisa. Ele está eufórico com sua volta ao Brasil. 'Muita coisa mudou, compositores foram favelizados, mas a música brasileira continua fantástica', vibra. 'Isto é a vida!'

Trecho do documentário saravá:



sábado, 26 de setembro de 2009

A MEMÓRIA MUSICAL NA REDE

Músicos e blogueiros se empenham para compartilhar seus acervos e salvar raridades do esquecimento.

Por Laila Abou Mahmoud

Muitos dos importantes itens de colecionador só podem ser encontrados por meio de blogs. Um exemplo é A música brasileira deste século por seus autores e intérpretes, editado pelo SESC São Paulo e fora de catálogo. Sem previsão de reedição, muitos dos CDs com gravações do programa Ensaio, de Fernando Faro, podem ser baixados pela internet. Assim, o repertório de importantes representantes da música nacional como Antonio Nássara, Ismael Silva, Hervê Cordovil, Pedro Caetano e Ciro Monteiro podem ser conhecidos. Mais: as biografias dos artistas, assim como as histórias que envolveram suas composições e interpretações, são preservados.

Quase sempre os blogs estão ligados às preferências de seus donos. Essa, que é muitas vezes a razão de existir de vários arquivos, pode ser um problema, já que resulta no fenômeno de que períodos desconhecidos ou menos prestigiados da música continuem pouco disseminados. "Há uma ênfase na década de 60 para cá nessa cobertura, em especial em Bossa Nova", diz Arthur Dapieve, que observa que a internet muitas vezes reproduz o padrão de desigualdade de ofertas do mundo físico. E algumas de suas deficiências também: "Alguns arquivos dos anos 80 tem ainda muita coisa de fã, não são tão críticos", ressalva.

Não é exatamente o caso do Bossa Brasileira, do músico, pesquisador de MPB, restaurador e designer Thiago Mello. O blog existe há três anos e divulga músicas as quais as gravadoras nem sonham relançar. Para resgatar do limbo dos arquivos perdidos esse material, em geral com pelo menos cinqüenta anos de idade, Mello remasteriza os vinis antes de subir seu conteúdo no blog. "É muito trabalhoso, mas o resultado é excelente", orgulha-se.

Os artistas agradecem. É o que conta o dono do blog, que certo dia que recebeu um telefonema da cantora Edith Veiga, sucesso na década de 60, agradecendo o upload de seu disco Faz-me rir, de 1960, pois nem ela mais tinha esse material em seu acervo.

Com 48 mil acessos mensais, o site conquista, segundo Mello, até mesmo jovens que estão interessados em descobrir músicas da década de 50. "A molecada se apaixona, vai no sebo e compra. Um grupo de rapazes começou a ligar para a casa dos artistas da década de 50. Tem menino de 18 anos falando de Emilinha Borba", conta. "A indústria fonográfica perde é em não relançar essas obras", afirma.

Mello trabalha sozinho, às vezes ajudado por um amigo. E de graça. Eles já tentaram patrocínio, mas encontram dificuldades. "A gente os procura e fica aquela visão de 'é só mais um moleque na internet'. Eles poderiam nos apoiar e entender que cada blog tem uma filosofia, um público, uma idéia", enfatiza.

O custo técnico também fica por conta deles. "Em um mês, tivemos mais de 500 downloads e precisamos trocar o servidor. Há discos há três anos no ar que continuam a ser baixados todos os dias", contabiliza. E não é só brasileiro que quer ouvir música brasileira. O blog recebe visitas do Japão, da Letônia, de Hong Kong, das Filipinas, da Tailândia e da Rússia. Há seis meses o blog ganhou um irmão audiovisual, o Bossa-Filmes.

A sobrevivência desses sites encontraria melhores perspectivas caso mecenas e empresas se propusessem a patrocinar as iniciativas de colocar no ar acervos de música brasileira. Alguns já contam com a ajuda de leis de incentivo. Mas muitos projetos poderiam ainda ser viabilizados, como colocar no ar Songbooks como os de Almir Chediak.

Há ainda a questão autoral. Sites como Som Barato, que disponibilizavam discos para download, foram fechados ou mudaram de endereço. Outros têm sido notificados por gravadoras e correm o mesmo risco. Mas a troca de arquivos em mp3 é uma realidade que só tende a aumentar. Com a internet, jovens procuram ouvir e saber mais sobre o que seus pais, avós e bisavós escutavam no Brasil de outras décadas.

Outros despertam para a busca de vinis. Que ainda são donos de um som diferenciado e alvo de fetiche. Segundo os entrevistados, é insubstituível o prazer de adquirir uma raridade cinco minutos antes de um outro colecionador. Esse perfil de apaixonado não vai deixar de existir. Mas a internet pode ampliar o acesso a seus acervos para além das fronteiras de suas salas.

DICAS DA MUSICARIA

Da longa espera a cria. O mais novo trabalho do pernambucano Otto foi lançado (no exterior) e como seus antecessores, um excelentíssimo trabalho com participações mais que especiais como das cantoras Céu, em O Leite, e Julieta Venegas em Lágrimas Negras e Saudade. E ainda podemos contar com a versão do cantor para Naquela Mesa de Sérgio Bittencourt, imortalizada na voz do grandioso Nelson Gonçalves.

Depois de tanta expectativa, Otto não decepciona e desponta mais outro trabalho clássudo tanto em composição quanto melodia. Perfeito para as noites bêbadas de solidão onde o sujeito só quer sair (de tudo ou de qualquer lugar... para algum fim).

Otto - Certa Manhã Acordei De Sonhos Intranquilos (2009)
Faixas:
01 - Crua
02 - O Leite (Participação Céu)
03 - Janaina
04 - Meu Mundo
05 - 6 Minutos
06 - Lagrimas Negras (Participação Julieta Venegas)
07 - Saudade (Participação Julieta Venegas)
08 - Naquela Mesa
09 - Filha
10 - Agora Sim

REDUÇÃO DE IMPOSTOS EM CDS É DISCUTIDA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Será votado por uma comissão especial da Câmara dos Deputados o relatório da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Música, que propõe a imunidade tributária para gravações de obras desenvolvidas por artistas e compositores brasileiros.

O deputado Otávio Leite (PSDB- RJ), redator da proposta, afirma que, com a imunidade, os preços finais de CDs e DVDs musicais cairão a ponto de levantar o destroçado mercado de música atual.

Segundo cálculos de Leonardo Ganem, presidente da Som Livre, o consumidor vai experimentar uma redução média de 5% a 10% nos preços finais dos produtos. Um CD que hoje custa R$ 25 cairia para R$ 22,50. "Parece pouco, mas é uma redução média muito importante quando multiplicamos isso pelos milhões de unidades vendidas anualmente no Brasil", diz.

Alexandre Schiavo, presidente da Sony Music, traça um paralelo entre o mercado de música e o de livros, em que há imunidade tributária. "Não existe diferença entre um livro de um autor nacional e um CD de um artista nacional. Ambos devem gozar do mesmo benefício para criar cada vez mais novos lançamentos e gerar novos empregos."

Marcelo Castello Branco, da EMI, concorda: "Por que uma poesia de Caetano Veloso publicada em livro é cultura e a mesma poesia de Caetano cantada é negócio?".

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A VOLTA DE XANDUZINHA (JUSSARA SILVEIRA)

CURIOSIDADES DA MPB

Erasmo Carlos escreveu Festa de arromba depois de participar de um programa do Chacrinha na TV Excelsior, no fim de 1964. Era um daqueles programas especiais de final de ano, com todo o elenco da emissora reunido. Erasmo saiu dali com a ideia de retratar aquele clima festivo numa canção que reunisse os principais artistas de rock da época.
E ele então descreveu uma festa que não existiu, tendo como cenário uma mansão com piscina e vários andares por onde se espalham os convidados. A letra de Festa de arromba cita dezesseis nomes da música jovem do Rio e de São Paulo. E Erasmo foi salomônico na escolha, pois dividiu o elenco da festa entre oito paulistas e oito cariocas, com o claro objetivo de agradar a fãs e discjockeys das duas principais cidades do país. A canção começa citando três nomes de São Paulo: Ronnie Cord, Prini Lorez e Meire Pavão. Depois cita três do Rio: Wanderléa, Cleide Alves e a banda Renato e seus Blue Caps. Em seguida mais três paulistas: The Clevers, The Jet Blacks e The Bells. Na sequência aparecem mais dois do Rio: Rosemary e Roberto Carlos, seguidos de dois paulistas: Tony Campello e Demétrius, fechando a conta com três cariocas: Sérgio Murilo, Zé Ricardo e Ed Wilson.

MPB - MÚSICA EM PRETO E BRANCO

João Bosco

terça-feira, 22 de setembro de 2009

15 ANOS DO ÁLBUM DA LAMA AO CAOS

Em abril de 1994 Chico Science & Nação Zumbi colocou Pernambuco na vanguarda da música brasileira com o lançamento de seu álbum de estreia, “Da Lama ao Caos”. Mais do que representar o estado para o resto do país, o grupo criou um novo movimento musical, o manguebeat, que ultrapassou as fronteiras do Brasil.
Quando partiram de Olinda em 1993 para gravar o no “Estúdio Nas Nuvens”, no Rio de Janeiro, com supervisão de Liminha, os integrantes da Nação Zumbi abandonaram suas antigas profissões, com a intenção de registrar o primeiro trabalho e torcer para conseguir lançar o segundo. “A gente era muito novo, não sabia se ia lançar o segundo disco. Sabíamos que queríamos aquele disco. Mas a gente não sabia se ia continuar tocando. A partir do segundo disco [‘Afrociberdelia’, de 1996] que a ficha foi caindo”, conta Dengue.
Quinze anos. Fase boa. Hormônios em fúria, o pai é um ditador, a mãe não apóia. Os amigos são o paraíso, a casa o inferno. A rua a glória. Bem, não passei por essa fase. Não desta maneira. Pegava onda, ouvia rock nacional dos anos 80, jogava bola! Hoje a molecada com 15 anos está enchendo a cara e traçando geral.
Quando tinha 15 anos, e isso faz 15 anos, descobri uma tal de Açucena. Caiçara gordinha que vivia no litoral cearense. Loirinha bonitinha que foi enganada por um playboy. Também tinha uma tal de Adrenalina que sempre estava ao lado de Pessoa. E Adrenalina além de bonita era meio pirada. A dupla sempre que aparecia era embalada por uma música com tambores hipnóticos. Eu escutava Camisa de Vênus, Titãs, Engenheiros, Ultraje a Rigor, Ira!. A fina flor do rock oitentista nacional. O Nirvana já estava estourado, destronando o Rei do Pop, hoje morto. Mas aqueles tambores não existiam em lugar algum. Foi um fascínio que até hoje não acabou. Faz 15 anos. Açucena já foi professora e surfista. Adrenalina é namorada de Tuco. Nós temos 30 anos. Será que eles gostam de Chico Science & Nação Zumbi?
Comemorar 15 anos não é pouca coisa. Se estão comemorando é porque entrou para a história. Em 1994 ainda existiam grandes gravadoras. E bandas se multiplicando por todo o Brasil. Se tudo se passasse hoje, todas estariam na ativa. Mas numa época de falta de perspectiva, sem festivais por todo o país para dar suporte, quase todas estão extintas. As que resistiram são heroínas. Caso da Nação Zumbi, até então banda de Chico. Banda com personalidade, não fosse teria acabado com a trágica morte do cantor caranguejo. “A Praieira”, música tema da novela Tropicaliente, ainda é minha preferida. Busquei a trilha sonora da novela e lá estava aquela música hipnótica. “Uma cerveja antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor”. Sempre é bom. Comprei o vinil, hoje relançado por quase R$ 90.00. A indústria enlouqueceu.
O disco seguinte, Afrociberdelia, trouxe “Manguetown”. Virou hit. A banda circulou o Brasil, ganhou a Europa. Mas quem lembra desse disco? Veio com três remixes, sinais dos tempos? Chico morreu. A banda parou. Voltou. Mudou. Consolidou-se como uma das mais importantes do Brasil, talvez a mais. O Maracatu, o Côco de Roda, a Ciranda foram dando espaço aos bits mundiais. Jorge Du Peixe não tem o carisma de Chico, mas a banda nunca tentou trilhar um caminho igual. Prova disso são discos tão distintos como Rádio S.Amb.A e Fome de Tudo. Talvez o mais importante, e que pouca gente se lembra, é que com Da Lama ao Caos, o Nordeste ganhou ouvidos de novo. Nos anos 70 várias bandas do Nordeste ganharam o Brasil, mas nos anos 80 não. A década de 90 foi a ressurreição. Graças a mistura de hip hop, samba-reggae, pós-punk e ritmos regionais.
Será que Liminha, ex-baixista dos Mutantes, quando gravou o disco tinha consciência do que aquilo viria a ser? Ele até já falou que na época captar os tambores, as alfaias na verdade, não foi fácil. Fez história. Quem não pegou o bonde da história foi Canhoto, que tocava caixa. No primeiro disco não tinha bateria. Qual o sentimento que Canhoto tem hoje? O que faz? Bem, ele ao menos fez parte do disco mais importante da década de 90 do Brasil e um dos mais importantes de todos os tempos no país. “Banditismo por Uma Questão de Classe”, “Rios, Pontes & Overdrives”, “A Cidade”, “A Praieira”, “Samba Makossa”, “Da Lama ao Caos”, “Maracatu de Tiro Certeiro”, “Lixo do Mangue”, “Computadores Fazem Arte”, “Coco Dub (Afrociberdelia)”. Dez músicas excelentes entre treze. É um clássico.
Quinze anos depois, com tantas ferramentas virtuais, muitos tentam produzir discos relevantes. Alguns passam do primeiro e continuam na ativa, conta-se nos dedos os que entram para o rol da imortalidade. Ainda dá tempo de ouvir e reverenciar Da Lama ao Caos. Disco, manifesto, movimento.

Manifesto "Caranguejos com cérebro"

Mangue, o conceito.
Estuário. Parte terminal de rio ou lagoa. Porção de rio com água salobra. Em suas margens se encontram os manguezais, comunidades de plantas tropicais ou subtropicais inundadas pelos movimentos das marés. Pela troca de matéria orgânica entre a água doce e a água salgada, os mangues estão entre os ecossistemas mais produtivos do mundo.
Estima-se que duas mil espécies de microorganismos e animais vertebrados e invertebrados estejam associados à vegetação do mangue. Os estuários fornecem áreas de desova e criação para dois terços da produção anual de pescados do mundo inteiro. Pelo menos oitenta espécies comercialmente importantes dependem do alagadiço costeiro.
Não é por acaso que os mangues são considerados um elo básico da cadeia alimentar marinha. Apesar das muriçocas, mosquitos e mutucas, inimigos das donas-de-casa, para os cientistas são tidos como símbolos de fertilidade, diversidade e riqueza.

Manguetown, a cidade

A planície costeira onde a cidade do Recife foi fundada é cortada por seis rios. Após a expulsão dos holandeses, no século XVII, a (ex)cidade *maurícia* passou desordenadamente às custas do aterramento indiscriminado e da destruição de seus manguezais.
Em contrapartida, o desvairio irresistível de uma cínica noção de *progresso*, que elevou a cidade ao posto de *metrópole* do Nordeste, não tardou a revelar sua fragilidade.
Bastaram pequenas mudanças nos ventos da história, para que os primeiros sinais de esclerose econômica se manifestassem, no início dos anos setenta. Nos últimos trinta anos, a síndrome da estagnação, aliada a permanência do mito da *metrópole* só tem levado ao agravamento acelerado do quadro de miséria e caos urbano.

Mangue, a cena
Emergência! Um choque rápido ou o Recife morre de infarto! Não é preciso ser médico para saber que a maneira mais simples de parar o coração de um sujeito é obstruindo as suas veias. O modo mais rápido, também, de infartar e esvaziar a alma de uma cidade como o Recife é matar os seus rios e aterrar os seus estuários. O que fazer para não afundar na depressão crônica que paralisa os cidadãos? Como devolver o ânimo, deslobotomizar e recarregar as baterias da cidade? Simples! Basta injetar um pouco de energia na lama e estimular o que ainda resta de fertilidade nas veias do Recife.
Em meados de 91, começou a ser gerado e articulado em vários pontos da cidade um núcleo de pesquisa e produção de idéias pop. O objetivo era engendrar um *circuito energético*, capaz de conectar as boas vibrações dos mangues com a rede mundial de circulação de conceitos pop. Imagem símbolo: uma antena parabólica enfiada na lama.
Hoje, Os mangueboys e manguegirls são indivíduos interessados em hip-hop, colapso da modernidade, Caos, ataques de predadores marítimos (principalmente tubarões), moda, Jackson do Pandeiro, Josué de Castro, rádio, sexo não-virtual, sabotagem, música de rua, conflitos étnicos, midiotia, Malcom Maclaren, Os Simpsons e todos os avanços da química aplicados no terreno da alteração e expansão da consciência.
Bastaram poucos anos para os produtos da fábrica mangue invadirem o Recife e começarem a se espalhar pelos quatro cantos do mundo. A descarga inicial de energia gerou uma cena musical com mais de cem bandas. No rastro dela, surgiram programas de rádio, desfiles de moda, vídeo clipes, filmes e muito mais. Pouco a pouco, as artérias vão sendo desbloqueadas e o sangue volta a circular pelas veias da Manguetown.

Chico Science e Nação Zumbi – Da Lama ao Caos

Chaos/Sony Music

Produzido por Liminha
Direção Artística: Jorge Davidson
Coordenação de Produção: Ronaldo Viana
Engenheiros de Gravação: Vitor farias, Liminha, Guilherme Callcchio
Assistente de estúdio: Renato Munoz
Mixagem: Vitor Farias e Liminha
Assessoria Técnica: Ricardo Garcia e Alberto Fernandes
Masterizado na Future Disc por Steve Hall e Eddy Schreyer

Faixas:
01 - Monólogo ao Pé do Ouvido (Chico Science)
02 - Banditismo por Uma Questão de Classe (Chico Science)
03 - Rios, Pontes & Overdrives (Chico Science)
04 - A Cidade/Boa Noite do Velho Faceta (Chico Science)
05 - A Praieira (Chico Science)
06 - Samba Makossa (Chico Science)
07 - Da Lama ao Caos (Chico Science)
08 - Maracatu de Tiro Certeiro (Jorge du Peixe, Chico Science)
09 - Salustiano Song (Lúcio Maia, Chico Science)
10 - Antene-se (Chico Science)
11 - Risoflora (Chico Science)
12 - Lixo do Mangue (Lúcio Maia)
13 - Computadores Fazem Arte (Fred Zero Quatro)
14 - Coco Dub (Afrociberdelia) (Chico Science)

GETÚLIO CORTÊS

Compositor, cantor, Instrumentista. Embora nascido e criado no bairro de Madureira, tradicionalmente vinculado ao samba, no fim dos anos 1950 tornou-se admirador do rock norte-americano, principalmente Elvis Presley e Little Richard.

Começou as suas atividades artísticas dublando astros norte-americanos como Frank Sinatra, Sammy Davis Jr., Louis Armstrong, entre outros. No início da década de 1960 passou a atuar como violonista amador nas rádios Mayrink Veiga, Tupi e Mundial. Nessa época formou com o vocalista Pedro Paulo e Jocelin Braga o conjunto Wonderful Boys. Em 1961, conheceu Roberto e Erasmo Carlos num programa de rádio, logo enturmando-se com o pessoal da Jovem Guarda. Tornou-se assistente de produção do Renato e Seus Blue Caps e firmou-se como um dos compositores favoritos de Roberto Carlos no início de carreira. Seu primeiro e maior sucesso como compositor foi "Negro gato", gravado por Renato e Seus Blue Caps em 1963. A canção foi gravada por Roberto Carlos três anos depois. É também a sua música mais gravada, merecendo versões de Erasmo Carlos, Marisa Monte e Luís Melodia, entre outros. Em 1965, Renato e seus Blue Caps gravou "Esqueça e perdoe", e Roberto Carlos "Noite de terror", ambos na CBS. Em 1966 compôs "O homeme triste", parceria com J. V. Rosa Júnior, gravada por Eduardo Araújo na CBS. No mesmo ano, obteve muito sucesso com as composições "O feio", parceria com Renato Barros e "Pega ladrão", ambas gravadas por Roberto Carlos no LP "Jovem guarda". A partir de 1967 passou a trabalhar como assistente musical de Carlos Manga nos programas da Jovem Guarda, comandados por Roberto Carlos na TV Record, tornando-se também representante da APA Produções Artísticas, responsável pelos contratos de Roberto Carlos e outros artistas do movimento. No ano seguinte participou como diretor musical do filme "Jovens pra frente", do diretor Alcino Diniz, no qual atuaram Rosemary, Oscarito e Jair Rodrigues. No mesmo ano teve a música "Toque pra frente", gravada por Wanderléia na CBS. Em 1970, Renato e seus Blue Caps gravou "Meu amigo do peito", em LP pela CBS. Um dos poucos negros a participar ativamente do movimento Jovem Guarda, teve como seus maiores intérpretes Roberto Carlos e Renato e Seus Blue Caps. Com o declínio do movimento Jovem Guarda, afastou-se da carreira artística. Seus sucessos são sempre regravados. "Quase fui lhe procurar", por exemplo, composição de 1968, foi regravada em 1995 por Roberto Carlos e em 1997 por Luís Melodia.


Em 2002, foi homenageado com um CD tributo "O pulo do negro gato" no qual Erasmo Carlos, Léo jaime, Renato e seus Blue Caps, Fagner, Leno, Almir, Golden Boys e Jerry Adriani relembraram seus sucessos, entre as quais, "Negro gato", "Pega ladrão", "O tempo vai apagar" e "O feio". O CD é encerrado com sua interpretação para o tango-rock "Coração embalsamado", de sua autoria. Em 2008, apresentou, na quadra do G.R.E.S. Império Serrano, em Madureira, (RJ) o show "A Noite do Negro Gato", em que recebeu amigos como Gerson King Combo, Lilian Knapp e Michel Sullivan, entre outros.

Algumas composições de Getúlio:
Coração embalsamado
De você eu nada espero
Deve existir por aí
Disse me disse
Esqueça e perdoe
Faça o que quiser
Foi preciso
Marianne (Getúlio Côrtes / Pitney)
Negro gato
Noite de terror
O feio (Getúlio Côrtes / Renato Barros)
O gênio
O homem triste (Getúlio Côrtes / J. V. Rosa Júnior)
O sósia
O tempo vai apagar (Getúlio Côrtes / Paulo César Barros)
Os costeletas (Getúlio Côrtes / Carlinhos e Renato Barros)
Pega ladrão
Preciso de você agora
Quase fui lhe procurar
S. O. S (Getúlio Côrtes / Gileno)
Tom e Jerry
Toque pra frente
Tudo tem seu preço
Vá embora

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

CURIOSIDADES DA MPB

O primeiro show do cantor e compositor Milton Nascimento em praça pública e gratuíto foi realizado na cidade do Recife.

sábado, 19 de setembro de 2009

20 ANOS SEM NARA LEÃO

O ano de 2009 marca a passagem dos 20 anos sem um dos maiores nomes da música brasileira da segunda metade do século XX, Nara Leão. Nara fez parte do grupo que criou a bossa nova, e foi a musa do ritmo que mudou a MPB.
O ponto de encontro da turma da bossa nova, da qual participavam João Gilberto, Ronaldo Bôscoli e outros, era o apartamento dela e de sua irmã Danusa Leão, na Zona Sul do Rio.
A cantora fez sua estreia no espetáculo Pobre menina rica a convite de Vinícius de Moraes, em 1963.
Em seguida surpreendeu o público ao gravar em 1964 um disco com músicas de Cartola e Nelson Cavaquinho, completamente diferente da temática da bossa nova.

Biografia
Nascida no Espírito Santo, mudou-se para o Rio de Janeiro aos dois anos de idade. Oriunda de uma família de classe média, começou a ter aulas de violão na adolescência com Solon Ayala e Patrício Teixeira. Em seu apartamento em Copacabana aconteciam reuniões de música onde, segundo alguns críticos, nasceu a bossa nova. No final dos anos 50 trabalhava como repórter em um jornal e participava de shows de bossa nova, cantando com sua voz curta e acompanhando-se ao violão. Em 1963 estreou profissionalmente no musical "Pobre Menina Rica", de Vinicius de Moraes e Carlos Lyra. No mesmo ano gravou duas faixas no disco "Depois do Carnaval", de Carlinhos Lyra: "É Tão Triste Dizer Adeus" (C. Lyra/ N. Lins e Barros) e "Promessas de Você" (C. Lyra/ N.L. Barros). Já no ano seguinte, quando gravou seu primeiro LP, "Nara", provocou polêmica ao adotar um repertório que, além de bossa nova, incluía diversos sambas de compositores chamados de "sambas de morro", como "Diz que Fui por Aí", de Zé Kéti e Hortênsio Rocha, "Luz Negra", de Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso, e "O Sol Nascerá", de Cartola e Elton Medeiros. Ao final de 1964, participou do espetáculo "Opinião", um dos mais importantes do período e um dos primeiros a contestar o regime militar, ao lado de Zé Kéti e João do Vale. Na mesma época gravou "Opinião de Nara", incluindo "Opinião" e "Acender as Velas", de Zé Kéti, "Sina de Caboclo" (João do Vale) e "Chegança" (Edu Lobo/ Vianinha).


No ano seguinte chamou a estreante Maria Bethânia, da Bahia, para substituí-la no espetáculo. Assim, nesse show, Nara Leão foi diretamente responsável pelo surgimento da estrela Bethânia e pelo resgate de autores como João do Vale e Zé Kéti. Foi a intérprete de "A Banda", de Chico Buarque, que dividiu o primeiro prêmio do Festival da TV Record de 1966 com "Disparada" defendida por Jair Rodrigues. Dois anos depois integrou o movimento tropicalista, participando do emblemático disco "Tropicália ou Panis et Circensis". Nos anos seguintes passou uma temporada na França, onde reatou laços com a bossa nova, gravando dois LPs dedicados a esse repertório. Participou de vários shows sozinha e ao lado de outros artistas, gravando até mesmo no Japão. Cantora com visão de produtora, Nara lançou vários compositores e inúmeras músicas ganharam fama em sua voz como "Pedro Pedreiro", "Olê Olá" (ambas de Chico Buarque), "Maria Moita" (Carlos Lyra/ Vinicius), "Corisco" (Sergio Ricardo/ Glauber Rocha), "Esse Mundo É Meu" (Sergio Ricardo), "Maria Joana", "Pede Passagem" (Sidney Miller), "Recado" (Casquinha/ Paulinho da Viola), "Coisas do Mundo, Minha Nega" (Paulinho da Viola), "João e Maria" (Sivuca/ Chico Buarque), "Com Açúcar, com Afeto" (Chico Buarque), "Apanhei-te Cavaquinho" (Ernesto Nazareth/ Nara Leão), além de praticamente todos os clássicos da bossa nova.


DISCOGRAFIA

Nara Leão - Nara (1964)

Faixas:
01 - Marcha da quarta-feira de cinzas (Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
02 - Diz que fui por aí (H. Rocha - Zé Keti)
03 - O morro (Feio não é bonito) (Gianfrancesco Guarnieri - Carlos Lyra)
04 - Canção da terra (Ruy Guerra - Edu Lobo)
05 - O sol nascerá (Élton Medeiros - Cartola)
06 - Luz negra (Hiraí Barros - Nelson Cavaquinho)
07 - Berimbau (Baden Powell - Vinicius de Moraes)
08 - Vou por aí (Baden Powell - Aloysio de Oliveira)
09 - Maria Moita (Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
10 - Réquiem por um amor (Ruy Guerra - Edu Lobo)
11 - Consolação (Baden Powell - Vinicius de Moraes)
12 - Naná (Moacyr Santos - Vinicius de Moraes)


Opinião de Nara(1964)

Faixas:
01 - Opinião (Zé Keti)
02 - Acender as velas (Zé Keti)
03 - Derradeira primavera (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
04 - Berimbau (Ritmo de capoeira)(João Mello - Codó)
05 - Sina de caboclo (J. B. de Aquino - João do Vale)
06 - Deixa (Baden Powell - Vinicius de Moraes)
07 - Esse mundo é meu (Ruy Guerra - Sergio Ricardo)
08 - Labareda (Baden Powell - Vinicius de Moraes)
09 - Em tempo de adeus (Ruy Guerra - Edu Lobo)
10 - Chegança (Oduvaldo Vianna Filho - Edu Lobo)
11 - Na roda da capoeira (Folclore baiano)
12 - Mal-me-quer (Cristóvão de Alencar - Newton Teixeira)


Show Opinião (1965)

Faixas:
01 - Peba na pimenta (J. Batista - Rivera - João do Vale)
02 - Pisa na fulô (Silveira Júnior - E. Pires - João do Vale)
03 - Samba, samba, samba (Zé Keti)
04 - Partido alto (Cartola)
05 - Borandá (Edu Lobo)
06 - Desafio (Diálogo extraído do livro "Eu Sou o Cego Aderaldo")
07 - Missa agrária (Trecho da peça musical de Gianfrancesco Guarnieri - Carlos Lyra)
08 - Carcará (José Cândido - João do Vale)
09 - O favelado (Zé Keti)
10 - Nega Dina (Zé Keti)
11 - Incelença (Folclore)
12 - Deus e o diabo na terra do sol (Glauber Rocha - Sergio Ricardo)
13 - Guantanamera (P.Seeger)
14 - Canção do homem só (Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
15 - Sina de caboclo (J. B. de Aquino - João do Vale)
16 - Opinião (Zé Keti)
17 - Malmequer (Cristóvão de Alencar - Newton Teixeira)
18 - Marcha de Rio 4o graus (Zé Keti)
19 - Malvadeza Durão (Zé Keti)
20 - Esse mundo é meu (Ruy Guerra - Sergio Ricardo)
21 - Deus e o diabo na terra do sol (Glauber Rocha - Sergio Ricardo)
22 - Marcha da quarta-feira de cinzas (Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
23 - Tiradentes (Ary Toledo - Francisco de Assis)
24 - Cicatriz (Zé Keti - Hermínio Bello de Carvalho)


O CANTO LIVRE DE NARA – 1965

Faixas
01 - Corisco (Glauber Rocha - Sergio Ricardo)
02 - Samba da legalidade (Zé Keti - Carlos Lyra)
03 - Não me diga adeus (Paquito - L. Soberano - J. C. Silva)
04 - Uricuri (José Cândido - João do Vale)
05 - Canto livre (Bené Nunes - Dulce Nunes)
06 - Suíte dos pescadores (Dorival Caymmi)
07 - Carcará (José Cândido - João do Vale)
08 - Malvadeza Durão (Zé Keti)
09 - Aleluia (Ruy Guerra - Edu Lobo)
10 - Nega Dina (Zé Keti)
11 - Minha namorada (Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
12 - Incelença (Folclore)


5 NA BOSSA (1965)

Faixas:
1 Carcará (José Cândido - João do Vale)
Interpretação: Nara Leão
02 - Reza (Ruy Guerra - Edu Lobo)
Interpretação: Edu Lobo
03 - O trem atrasou (Paquito - Vilarinho - Estanislau Silva)
Interpretação: Nara Leão
04 - Zambi (Edu Lobo - Vinicius de Moraes)
Interpretação: Edu Lobo
05 - Consolação (Baden Powell - Vinicius de Moraes)
Interpretação: Tamba Trio
06 - Aleluia (Ruy Guerra - Edu Lobo)
Interpretação: Edu Lobo / Nara Leão
07 - Cicatriz (Zé Keti - Hermínio Bello de Carvalho)
Interpretação: Nara Leão
08 - Estatuinha (Gianfrancesco Guarnieri - Edu Lobo)
Interpretação: Edu Lobo
09 - Minha história (Raymundo Evangelista - João do Vale)
Interpretação: Nara Leão
10 - O morro não tem vez (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
Interpretação: Tamba Trio


LIBERDADE, LIBERDADE (1966)

Faixas:
01 - Hino da Proclamação da República (Osório Duque Estrada)
02 - Marcha da quarta-feira de cinzas (Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
03 - Aruanda (Carlos Lyra - Geraldo Vandré)
04 - Acertei no milhar (Geraldo Pereira - Wilson Batista)
05 - Eu não tenho onde morar (Dorival Caymmi)
06 - Com que roupa (Noel Rosa)
07 - Estatuto da gafieira (Billy Blanco)
08 - Té o sol raiar (Baden Powell - Vinicius de Moraes)
09 - Nobody knows the trouble I've seen (Burleigh)
10 - If you miss me at the back of the bus
11 - Summertime (Heyward - Gershwin)
12 - Leilão (J. Camargo - H.Tavares)
13 - Zumbi (D. de Oliveira)
14 - Jota dos três irmãos (Folclore espanhol)
15 - Cara al sol (Flávio Rangel - Folclore)
16 - Rumba la rumba (Folclore espanhol)
17 - Marinera (Folclore espanhol)
18 - Tiradentes "Joaquim José da Silva Xavier" (E. Silva - Penteado - Mano Décio da Viola)
19 - Marcha da quarta-feira de cinzas (Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
20 - Hino da Proclamação da República (Osório Duque Estrada)


NARA PEDE PASSAGEM (1966)

Faixas:
01 - Pede passagem (Sidney Miller)
02 - Olê-olá (Chico Buarque)
03 - Amei tanto (Baden Powell - Vinicius de Moraes)
04 - Palmares (Walter Moreira - Anescar do Salgueiro - Noel Rosa de Oliveira)
05 - Recado (Casquinha - Paulinho da Viola)
06 - Amo tanto (Jards Macalé)
07 - Pedro pedreiro (Chico Buarque)
08 - Quatro crioulos (Joacyr Santana - Élton Medeiros)
09 - Pranto de poeta (Guilherme de Brito - Nelson Cavaquinho)
10 - Madalena foi pro mar (Chico Buarque)
11 - Pecadora (Jair do Cavaquinho - Joãozinho)
12 - Deus me perdoe (Lauro Maia - Humberto Teixeira)


VENTO DE MAIO (1967)
Faixas:
01 - Quem te viu, quem te vê (Chico Buarque)
02 - Com açucar e com afeto (Chico Buarque)
03 - Noite dos mascarados (Chico Buarque)(Participação: Gilberto Gil)
04 - Vento de maio (Gilberto Gil - Torquato Neto)
05 - Maria Joana (Sidney Miller)
06 - A praça (Sidney Miller)
07 - O circo (Sidney Miller)
08 - Morena do mar (Dorival Caymmi)
09 - Fui bem feliz (Jorginho - Sidney Miller)
10 - Rancho das namoradas (Ary Barroso - Vinicius de Moraes)
11 - Um chorinho (Chico Buarque)
12 - Passa passa gavião (Sidney Miller)


NARA (1967)
Faixas:
01 - Tique-taque do meu coração (Valfrido Silva - Alcyr Pires Vermelho)
02 - Lancha nova (Antônio Almeida - João de Barro)
03 - Por exemplo você (João Medeiros Filho - Sueli Costa)
04 - Corrida de jangada (Capinan - Edu Lobo)
05 - De onde vens (Nelson Motta - Dori Caymmi)(Participação: Edu Lobo)
06 - Se você quiser saber (Silvio Pinto - Cristóvão de Alencar)
07 - Camisa amarela (Ary Barroso)
08 - Cabra macho (Guto - Mariozinho Rocha)
09 - No cordão da saideira (Edu Lobo)
10 - Inspiração (Ubenor Santos)
11 - Soneto de separação (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)


NARA LEÃO (1968)

Faixas:
01 - Lindonéia (Caetano Veloso)
02 - Quem é? (Joracy Camargo - Custódio Mesquita)
03 - Donzela por piedade não perturbes (J. S. Arvelos)
04 - Mamãe, coragem (Caetano Veloso - Torquato Neto)
05 - Anoiteceu (Francis Hime - Vinicius de Moraes)
06 - Modinha (Lobos - Manuel Bandeira)
07 - Infelizmente (Ari Pavão - Lamartine Babo)
08 - Odeon (Ernesto Nazareth - Vinicius de Moraes)
09 - Mulher (Sadi Cabral - Custódio Mesquita)
10 - Medroso de amor (Alberto Nepomuceno - Juvenal Galeno)
11 - Deus vos salve esta terra santa (Caetano Veloso - Torquato Neto)
12 - Tema de "Os Inconfidentes" (Cecília Meireles - Chico Buarque)


COISAS DO MUNDO (1969)
Faixas:
01 - Coisas do mundo, minha nega (Paulinho da Viola)
02 - Me dá... me dá... (Cícero Nunes - Portelo Juno)
03 - Atrás do trio elétrico (Caetano Veloso)
04 - Azulão (Jaime Ovalle - Manuel Bandeira)
05 - Tambores da paz (Sidney Miller)
06 - Parabién la paloma (Rolando Alarcón)
07 - Pisa na fulô (Silveira Júnior - Ernesto Pires - João do Vale)
08 - Fez bobagem (Assis Valente)
09 - Little boxes (Reynolds)
10 - Poema da rosa (Augusto Boal - Jards Macalé)
11 - Apanhei-te cavaquinho (Ernesto Nazareth - Nara Leão)
12 - La colombe (Jacques Brel)


DEZ ANOS DEPOIS (1971)
Faixas:
01 - Insensatez Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
02 - Samba de uma nota só (Newton Mendonça - Tom Jobim)
03 - Retrato em branco e preto (Chico Buarque - Tom Jobim)
04 - Corcovado (Tom Jobim)
05 - Garota de Ipanema (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
06 - Pois é (Chico Buarque - Tom Jobim)
07 - Chega de saudade (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
08 - Bonita (Ray Gilbert - Tom Jobim)
09 - Você e eu (Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
10 - Fotografia (Tom Jobim)
11 - O grande amor (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
12 - Estrada do sol (Dolores Duran - Tom Jobim)
13 - Por toda minha vida (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
14 - Desafinado (Newton Mendonça - Tom Jobim)
15 - Minha namorada (Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
16 - Rapaz de bem (Johnny Alf)
17 - Vou por aí (Baden Powell - Aloysio de Oliveira)
18 - O amor em paz (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
19 - Sabiá (Chico Buarque - Tom Jobim)
20 - Meditação (Newton Mendonça - Tom Jobim)
21 - Primavera (Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
22 - Este seu olhar (Tom Jobim)
23 - Outra vez (Tom Jobim)
24 - Demais (Tom Jobim - Aloysio de Oliveira)


MEU PRIMEIRO AMOR (1975)

Faixas:
01 - Atirei um pau no gato (Folclore)
02 - Marcha dos gafanhotos (Frazão - Roberto Martins)
03 - Canta Maria (Ary Barroso)
04 - Sabiá laranjeira (Milton de Oliveira - Max Bulhões)
• Andorinha preta (Breno Ferreira)
05 - Menino de Braçanã (Arnaldo Passos - Luiz Vieira)
06 - Trevo de quatro folhas [I'm looking over a four leaf clover](Dixon - Woods)
07 - Fiz a cama na varanda (Dilú Melo - Ovidio Chaves)
• Prenda minha (Folclore)
08 - Colar de estrelas (Breno Ferreira)
09 - Casinha pequenina (Folclore)
10 - Cabecinha no ombro (Paulo Borges)
11 - Upa! Upa! [Meu trolinho] (Ary Barroso)
12 - A saudade mata a gente (Antônio Almeida - João de Barro)
13 - Meu primeiro amor [Lejania] (José Fortuna - Pinheirinho Júnior - Gimenez)


MEUS AMIGOS SÃO UM BARATO (1977)

Faixas:
01 - Sarará miolo (Gilberto Gil) - Participação: Gilberto Gil
02 - Odara (Caetano Veloso) - Participação: Caetano Veloso
03 - Meu ego (Erasmo Carlos - Roberto Carlos) - Participação: Erasmo Carlos
04 - Chegando de mansinho (Dominguinhos - Anastácia) - Participação: Dominguinhos
05 - Repente (Capinan - Edu Lobo) - Participação: Edu Lobo
06 - Nonó (Nelson Rufino) - Participação: Nelson Rufino
07 - João e Maria (Chico Buarque - Sivuca) - Participação: Chico Buarque
08 - Amazonas (Lysias Ênio - João Donato) - Participação: João Donato
09 - Flash back (Roberto Menescal - Ronaldo Bôscoli) - Participação: Roberto Menescal
10 - Cara bonita (Carlos Lyra) - Participação: Carlos Lyra
11 - Fotografia (Tom Jobim) - Participação: Tom Jobim


... E QUE TUDO MAIS VÁ PRO INFERNO (1978)

Faixas:
01 - Quero que vá tudo pro inferno (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
02 - As curvas da estrada de Santos (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
03 - Além do horizonte (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
04 - Como é grande o meu amor por você (Roberto Carlos)
05 - Dia de chuva (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
06 - Olha (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
07 - Cavalgada (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
08 - Proposta (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
09 - Debaixo dos caracóis dos seus cabelos (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
10 - A cigana (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
11 - O divã (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
12 - Se você pensa (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)


COM AÇUCAR E COM AFETO (1980)

Faixas:
01 - A Rita (Chico Buarque)
02 - Onde é que você estava (Chico Buarque)
03 - Ela desatinou (Chico Buarque)
04 - Trocando em miúdos (Chico Buarque - Francis Hime)
05 - O que será (À flor da pele) (Chico Buarque)
06 - Baioque (Chico Buarque)
07 - Dueto (Chico Buarque)
08 - Vence na vida quem diz sim (Ruy Guerra - Chico Buarque)
09 - Samba e amor (Chico Buarque)
10 - Homenagem ao malandro (Chico Buarque)
11 - Olhos nos olhos (Chico Buarque)
12 - Mambembe (Chico Buarque)


ROMANCE POPULAR (1981)


Faixas:
01 - Amor nas estrelas (Roberto de Carvalho - Fausto Nilo)
02 - Laranja da China (Fausto Nilo - Fagner)
03 - Bloco do prazer (Fausto Nilo - Moraes Moreira)
04 - Seja o meu céu (Capinan - Robertinho de Recife)
05 - Romance popular (Xico Chaves - Stélio do Vale - Fausto Nilo)
06 - Moça bonita (Capinan - Geraldo Azevedo)
07 - Por um triz (Clésio - Clodô - Climério)
08 - Traduzir-se (Ferreira Gullar - Fagner) Participação: Fagner
09 - Luz brasileira (Fausto Nilo - Nonato Luiz)
10 - Cli-Clé-Cló (Fausto Nilo - Fagner - Nara Leão)
11 - Penas do tiê (Folclore)
12 - Marinheira (Fausto Nilo - Fernando Falcão)


NASCI PARA BAILAR (1982)

Faixas
01 - Nasci para bailar (Paulo André - João Donato)
02 - Pede passagem (Sidney Miller)
03 - Luz do sol (Caetano Veloso)
04 - Supõe (Supon) (Silvio Rodrigues)
05 - Maravilha curativa (Kledir Ramil - Miltinho)
06 - Tou com o diabo no corpo (Paulinho Tapajós - Sivuca)
07 - Questão de tempo (Kleiton Ramil)
08 - Manto negro (Élton Medeiros - Antônio Valente)
09 - Gaiolas abertas (Martinho da Vila - João Donato)
10 - Imagina só (Imaginate) (Silvio Rodrigues)
11 - Caso do acaso (David Tygel)
12 - Penar (Antônio Adolfo - Paulinho Tapajós)
13 - A primeira sentença (Tulio Mourão)


EU SAMBA ENCABULADO (1983)

Faixas:
01 - Meu cantar (Joel Menezes - Noca da Portela)
02 - 14 anos (Paulinho da Viola)
03 - Relembrando (Luiz Carlos da Vila)
04 - De mal pra pior (Hermínio Bello de Carvalho - Pixinguinha)
05 - Há música no ar (Ivone Lara - Délcio Carvalho)
06 - Eu e a brisa (Johnny Alf)
07 - Como será o ano 2000? (Padeirinho)
08 - Isso é Brasil (Luiz Peixoto - José Maria de Abreu)
09 - Fundo azul (Nelson Sargento)
10 - Firuliu (Teca Calazans)
11 - Brasileirinho (José Leal - João Pernambuco)
12 - Quando a saudade apertar (Jayme Florence - Leonel Azevedo)


ABRAÇOS E BEIJINHOS E CARINHOS SEM TER FIM... (1984)

Faixas:
01 - Outra vez (Tom Jobim)
02 - Eu preciso de você (Tom Jobim - Aloysio de Oliveira)
03 - Até quem sabe (Lysias Ênio - João Donato)
04 - Por causa de você (Dolores Duran - Tom Jobim)
05 - Lá vem você (Lysias Ênio - João Donato)
06 - Sublime tortura (Bororó)
07 - Sabe você (Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
08 - Telefone (Roberto Menescal - Ronaldo Bôscoli) Participação: Céu da Boca
09 - Mágoa (Marino Pinto - Tom Jobim)
10 - Caminhos cruzados (Newton Mendonça - Tom Jobim)
11 - Você e eu (Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
12 - Este seu olhar (Tom Jobim)
13 - Wave (Tom Jobim)


UM CANTINHO, UM VIOLÃO (1985)

Faixas:
01 - O negócio é amar (Carlos Lyra - Dolores Duran)
02 - Tristeza de nós dois (Maurício Einhorn - Durval Ferreira - Bebeto)
03 - Sabor a mi (Álvaro Carrillo)
04 - Da cor do pecado (Bororó)
05 - Transparências (Abel Silva - Roberto Menescal)
06 - Blusão (Xico Chaves - Roberto Menescal)
07 - Resignação (Arnô Provenzano - Geraldo Pereira)
08 - Vestígios (Paulo Sergio Valle - Marcos Valle)
09 - There will never be another you (M.Gordon - H.Warren)
10 - Comigo é assim (José Menezes - Luiz Bittencourt)
11 - Mentiras (Lysias Ênio - João Donato)
12 - Inclinações musicais (Renato Rocha - Geraldo Azevedo)


GAROTA DE IPANEMA (1986)

Faixas:
01 - O barquinho (Roberto Menescal - Ronaldo Bôscoli)
02 - Garota de Ipanema (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
03 - Berimbau (Baden Powell - Vinicius de Moraes)
04 - Desafinado (Newton Mendonça - Tom Jobim)
05 - Wave (Tom Jobim)
06 - Corcovado (Tom Jobim)
07 - Águas de março (Tom Jobim)
08 - A felicidade (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
09 - Manhã de carnaval (Antônio Maria - Luiz Bonfá)
10 - Chega de saudade (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
11 - Meditação (Newton Mendonça - Tom Jobim)
12 - Samba de uma nota só (Newton Mendonça - Tom Jobim)
13 - Água de beber (Newton Mendonça - Tom Jobim)
14 - Você e eu (Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
15 - Samba do avião (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
16 - O que será (Chico Buarque)


MEUS SONHOS DOURADOS (1987)

Faixas:
01 - Eu gosto mais do Rio (How about you) (Freed - Lane)
02 - Um sonho de verão (Moonlight serenade) (Miller - Parish)
03 - Garoto levado (Lullaby of birdland) (Shearing - Foster)
04 - Milagre (Misty) (Garner - Burke)
05 - Bobagens de amor (Tea for two) (Youmans - Caesar)
06 - Jamais (The boy next door) (Martin - Blane)
07 - Além do arco-íris (Over the rainbow) (Harburg - Arlen)
08 - Aqui no mesmo bar (As time goes by) (Hupfeld)
09 - Coisas que lembram você (These foolishing things) (Link - Stracey - Marvell)
10 - Me abraça (Embraceable you) (George e Ira Gerswin)
11 - Como vai você? (What's new) (Burke - Haggart)


MY FOOLISH HEART (1989)

Faixas:
01 - Maravilha [S'Wonderful] (G.& I.Gershwin)
02 - Adeus no cais [My funny valentine] (R.Rodgers)
03 - Mas não pra mim [But not for me] (G.& I.Gershwin)
04 - Mais uma vez amor [I'm in the mood for love] (J.McHugh - D.Fields)
05 - Só você [Night and day] (Cole Porter)
06 - Cartas de amor [Love letters] (E.Heyman - V.Young)
• Sonhos (Dream) (J.Mercer-Vrs. Nelson Motta)
07 - E se depois [Tenderly] (J.Lawrence - W.Gross)
08 - Descança coração [My foolish heart] (N.Washington - V.Young)
09 - Onde e quando [Where or when] (R.Rodgers)
10 - Pleno verão [Summertime] (D.B.Heyword - G.& I.Gershwin)
11 - A saudade me bateu [Sentimental journey] (B.Gree - L.Brown - B.Homer)
12 - Fumaça nos olhos [Smoke gets in your eyes] (J.Kern - O.Harbach)
13 - Alguém que olhe por mim [Someone to watch over me] (G.& I.Gershwin)
14 - Sem querer [You'll never know] (M.Gordon - H.Warren)
15 - Um beijo [Kiss] (L.Newman - H.Gillespie)

sábado, 5 de setembro de 2009

“O DISCO DOS 4” (1973)

BETO GUEDES, NOVELLI, DANILO CAYMMI E TONINHO HORTA

O primeiro disco que eu participei como intérprete foi um disco gravado no Rio de Janeiro, nos estúdios da antiga Odeon, hoje EMI. Foi um disco que eu tive o prazer de fazer junto a três grandes amigos, que são o Beto Guedes, o Danilo Caymmi e o Novelli. Isso foi em 1973, um ano após o lançamento do primeiro “Clube da Esquina”. A idéia original dos produtores era, no embalo do “Clube 1”, lançar outros discos de membros do “Clube”. O problema é que a gravadora não estava disposta a investir os recursos necessários para a realização de 4 discos, então resolveram juntar estes quatro compositores e fazer um só, que ficou conhecido como o “Disco dos 4 no Banheiro”. A foto do disco, realizada e idealizada pelo grande Cafi, foi justamente um reflexo desta proposta da gravadora: fomos até o banheiro e tiramos a foto dentro de um Box, bem apertados. Em outras palavras, as condições que a EMI nos deu, naquela época, para a realização do trabalho. De toda forma, é um disco muito admirado e que trouxe grande alegria em sua realização..." (Toninho Horta)

Faixas:
01 - Caso Você Queira Saber (Beto Guedes, Marcio Borges)
Vocais e violão: Beto Guedes
Guitarra: Frederiko
Baixo: Lô Borges
Acordeon: Flavio
Órgão: José Geraldo
Percussão: Novelli, Mauricio, Toninho Horta

02 - Meu Canário Vizinho Azul (Toninho Horta)
Volão e voz: Toninho Horta
Vocais: Lena Horta
Flauta: Danilo Caymmi
Piano: Novelli
Piano Elétrico: Tenório Jr
Guitarra: Nelson Ângelo
Baixo: Fernando Leporace

03 - Viva Eu (Wagner Tiso, Novelli)
Voz: Novelli
Vocais: Nelson Angelo, Danilo Caymi, Fernando Leoporace
Piano: Toninho Horta
Guitarras: Nelson Angelo, Mauricio Mendonça
Órgão: Tenôrio Jr.
Bateria: Everaldo

04 - Belo Horror (Beto Guedes, Flavio Hugo, José Geraldo, Marcio Borges)
Vocais, guitarra, baixo e bateria: Beto Guedes
Guitarra: Frederiko
Piano, voz: Lô Borges
Flauta: Danilo Caymmi
Baixo e órgão: José Geraldo
Órgão: Flavio Hugo
Bateria: Robertinho Silva

05 - Ponta Negra (Danilo Caymi, João Carlos Pádua)
Flauta e voz: Danilo Caymmi
Voz: Nana Caymmi
Violão e guitarra: Toninho Horta
Piano: Tenôrio Jr.
Baixo: Novelli
Bateria: Everaldo

06 - Meio a Meio (Novelli)
Violão: Nelson Angelo
Piano: Tenôrio Jr.
Baixo: Fernando Leoporace
Bateria: Novelli
Percussão: Everaldo

07 - Manuel o Audaz (Toninho Horta, Fernando Brant)
Voz e guitarra: Toninho Horta
Voz: Fernando Leoporace
Guitarra: Nelson Angelo
Flauta: Danilo Caymmi, Paulo Guimarães
Órgão: Tenôrio Jr.

08 - Luiza (Novelli)
Guitarras: Toninho Horta, Nelson Angelo
Flauta: Danilo Caymi
Piano: Tenôrio Jr.
Baixo: Fernando Leoporace
Bateria: Everaldo

09 - Serra do mar (Danilo Caymmi, Ronaldo Bastos)
Voz e violão: Danilo Caymmi
Flauta: Paulo Jobim
Guitarra: Nelson Angelo
Piano: Novelli
Baixo: Fernando Leoporace
Bateria: Everaldo

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