Este post é uma homenagem ao grande e inesquecível Mauro Celso, autor gabaritado que conseguiu plantar na memória do povo brasileiro dois grandes sucessos, Farofa-fá e Bilu-tetéia, quem nao lembra? O período ainda era negro devido a ditadura militar que mostrava sua garras perversas, mas em pleno ano de 1975 Mauro Celso levantou a platéia do Festival Abertura da TV Globo e fez daquele momento a fase mais alegre da segunda eliminatório do festival. Os jurados não gostaram da letra de Mauro, preferiram Carlinhos Vergueiro, com “Como Um Ladrão” e a música “Muito Tudo”, de Walter Franco. As manchetes dos jornais e revistas da semana seguinte a do festival, relembravam a noite como “A Noite do Ladrão Com Farofa”. A diferença entre a música de Mauro Celso e as dos demais participantes, é que o público passou a cantar sua música na rua e em todos os lugares. “Eu tinha certeza de uma boa colocação, estava com medo de ser mal sucedido com o público. Mas felizmente deu-se o contrário, e para maior sorte ainda a RCA me contratou, lançando o disco logo em seguida”. Declarou o cantor em abril de 75 à revista Amiga. A partir de então, o ator amador se entregava sem reservas ao mundo do disco.
O cantor faz falta com sua músicas e letras criativas
Mauro Celso foi lançado pela RCA no mercado fonográfico, cantando duas músicas de sua autoria em compacto simples. De um lado do disco Farofa-fá, acompanhada por Coceira do lado B, ambas com arranjos do maestro Daniel Salinas. Mauro Celso tornou-se famoso nacionalmente da noite para o dia, com uma letra que ele mesmo considerava simples e portanto popular. “Inspirei-me na lata de farofa de um colega quando voltava de uma viagem a Minas”. As poucas pessoas que não gostaram de Farofa-fá, se renderam ao sucesso contagiante de Bilu-Tetéia, dançando alegremente nos bailes de carnavais. Bilu-Tetéia foi lançada no segundo compacto (duplo) de Mauro Celso. O compacto trazia ainda, além de Bilu-Tetéia, as músicas Coisa Com Coisa (Mauro Celso e João Barata), Fumaçá e Coceira. A música Coceira havia sido gravada anteriormente, constava no disco como uma segunda tentativa do autor, de fazer sucesso com a música, mas foi rejeitada pelo público por se parecer tanto com a original Farofa-fá. Mauro Celso morreu em abril de 1989 amassado dentro dos destroços do carro que lhe conduzia ao encontro da família, na época o filho René de apenas 9 anos o aguardava em casa. Na companhia de um amigo, ele dirigia seu carro quando perdeu a direção na velha rodovia de Iguape. O carro de Mauro Celso capotou diversas vezes e ele teve morte instantânea. Assim, aos 38 anos de idade, morria o cantor e autor de hit’s hilariantes como Farofa-fá e Bilu-tetéia, músicas que ganharam as paradas do sucesso e estão cristalizadas na memória do povo brasileiro. Mauro Celso nasceu em 1951, na cidade de São José do Rio Pardo, em São Paulo. Mauro Celso viajou o país fazendo shows puxado pelo sucesso de suas músicas. Não se cansava de trabalhar e principalmente proporcionar momentos alegres aos amigos. Irradiava alegria e amava a vida. Na semana em que morreu, os amigos foram unânimes em afirmarem o caráter integro do cantor e sua fidelidade às amizades e à família. A música lhe proporcionou fama e dinheiro, mas não alterou a personalidade do artista alegre que sempre foi. No momento em que foi consagrado pelo público do festival Abertura, interrompeu os aplausos da platéia para prestar contas com quem tanto havia lhe ajudado: “Agradeço de coração à prefeitura de Osasco, que me apoiou nos momentos mais difíceis, e jamais esquecerei essa cidade que tirou dinheiro dos cofres municipais para me ajudar a acontecer como cantor”. Declarou, no ano em que morreu.MAURO CELSO - PARA CRIANÇAS ATÉ 80 ANOS

Faixas:
01 - Coro-coco
02 - Mikitila
03 - Vou pedir a Deus
04 - Bilu Teteia
05 - Piruliru
06 - Jeguinho
07 - Olhar de jacaro
08 - Cirambo
09 - É o tal negócio
10 - Principio do fim
11 - Sarapate
12 - Nó do mundo
DOWNLOAD:
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Arquiteto por profissão, poeta por vocação, matuto por convicção. Essa é a auto definição data ao paraibano de Campina Grande Jessier Quirino, filho adotivo de Itabaiana onde reside há dezessete anos. Autor dos livros: Paisagem de Interior (poesia), Agruras da Lata D'água (poesia), O Chapéu Mau e o Lobinho Vermelho (infantil), Prosa Morena - acompanhado de CD com declamações de alguns poemas, musicas e causos, Política de Pé de Muro, A Folha de Boldo Notícias de Cachaceiros - em parceria com Joselito Nunes, além de causos, músicas, cordéis e outros escritos. Todos publicados pelas Edições Bagaço - Recife/PE.Preenchendo uma lacuna deixada pelos grandes menestréis do pensamento popular nordestino, o poeta Jessier Quirino tem chamado a atenção do público e da crítica, principalmente pela presença de palco, por uma memória extraordinária e pelo varejo das histórias, que vão desde a poesia matuta, impregnada de humor, neologismos, sarcasmo, amor e ódio, até causos, côcos, cantorias músicas, piadas e textos de nordestinidade apurada.Dono de um estilo próprio "domador de palavras" - até discutido em sala de aula - de uma verve apurada e de um extremo preciosismo no manejo da métrica e da rima, o poeta, ao contrário dos repentistas que se apresentam em duplas, mostra-se sozinho feito boi de arado e sabe como prender a atenção do distinto público. Apesar de muitos considera-lo um humorista, opta pela denominação de poeta popular e escritor, onde procura mostrar o bom humor e a esperteza do matuto sertanejo, sem no entanto fugir ao lirismo poético. Talvez prevendo uma profunda transformação no mundo rural, em virtude da força homogeneizadora dos meios de comunicação e das novas tecnologias, Jessier Quirino, desde seu primeiro livro, vem fazendo uma espécie de etnografia poética dos valores, hábitos, utensílios e linguagem do agreste e do sertão nordestinos. Segundo críticos, ensaístas, promotores culturas e professores que tecem-lhe conceituações filosóficas, sua obra, além do valor estético cada dia mais comprovado, vai futuramente servir como documento e testemunho de um mundo já então engolido pela voragem tecnológica.Depois da publicação do primeiro livro em 1996, pela Edições Bagaço do Recife, o poeta vem defendendo sua poesia a golpes de declamações em tons solenes e brincativos, fato que já lhe rendeu fama e respeitabilidade no meio artístico e literário. Atualmente concilia sua condição de arquiteto autônomo, com uma agenda artística de vôos cada vez maiores, espalhando nordestinidade Brasil a fora.Entre lançamentos de livros e shows para convenções de empresas e ou encontros de repentistas e atividades culturais, podemos destacar algumas, quais sejam:




