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sexta-feira, 16 de março de 2018

AUTOR DE SUCESSOS GRAVADOS POR ROBERTO CARLOS SE LANÇA COMO CANTOR

Aos 80 anos, Getúlio Côrtes, que também tem músicas gravadas por vários outros nomes da MPB, faz releitura roqueira de 'Negro gato', seu maior hit

Por Mariana Peixoto


Compositor Getulio Côrtes ao lado dos músicos André Paixão, Marcelo Callado, Benjão e Melvin, com quem gravou 10 canções suas (foto: MARKÃO OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO)


Ele é um negro de Madureira que nunca gostou de samba. “Nasci ao lado da Portela.´É aquela coisa: as pessoas associam negritude ao samba. Comecei na música influenciado pelos musicais da Metro Goldwyn Mayer, me empolguei com Gene Kelly e Fred Astaire. Mas queria mesmo era ser cantor de rock”, conta Getúlio Côrtes, de 80 anos.

Cantor ele não se tornou. Mas suas músicas são cantadas há mais de 50 anos. Exemplos: Negro gato, a mais conhecida, O sósia, O gênio, Eu só tenho um caminho, Noite de terror, Toque pra frente, Quase fui lhe procurar, entre outras. Treze canções de sua autoria foram gravadas por Roberto Carlos. Mas a lista de intérpretes é grande: Renato e seus Blue Caps (que o lançaram), Luiz Melodia, Marisa Monte, Titãs, Raul Seixas, Reginaldo Rossi, Toni Tornado, Leno & Lilian, Wanderléa, Erasmo Carlos.

Somente agora Getúlio está realizando o sonho de ser cantor de rock. As histórias de Getúlio Côrtes (Discobertas) reúne 10 canções primeiramente gravadas por terceiros. Negro gato, na versão de Getúlio, faz a versão de Roberto (1966) parecer uma canção de ninar. Guitarras distorcidas e uma interpretação rascante (a voz desmente a idade do compositor), a “versão do autor” pode embalar qualquer noitada de 2018.

O lançamento é obra do pesquisador Marcelo Fróes. Ele conta que, em janeiro de 2017, no aniversário de 70 anos de Jerry Adriani, falou sobre um disco com Getúlio. “Ele me disse: ‘Tem que fazer mesmo, pois ano que vem faço 80’”, relembra Fróes, que convidou André Paixão (o Nervoso, que integrou bandas como Acabou La Tequila e Autoramas, francamente inspiradas na Jovem Guarda) para dirigir o projeto.


Cantor Médio 

Este, por seu lado, convocou músicos jovens da cena carioca para completar a banda: o baterista Marcelo Callado (Do Amor, Banda Cê, que acompanhou Caetano), o guitarrista Gustavo Benjão (Abayomi Afrobeat Orchestra) e o baixista Melvin (Carbona e Acabou La Tequila).

“O arranjo é totalmente diferente daquele som da Jovem Guarda. Achei mais rebuscado e ficou bonito. Mas me acho um cantor médio, desafino um pouco”, diz Getúlio. O show de lançamento será na quinta (29), no Rio.

Até conseguir emplacar suas músicas, Getúlio fez um pouco de tudo. Teve um grupo de dança, fez shows como dublador de Frank Sinatra, virou roadie de Renato e seus Blue Caps. Em início de carreira, pelos idos de 1962, o grupo não tinha um tostão. Getúlio trabalhava de graça.

Construiu um barracão no fundo da casa de sua família em Madureira para ter certa tranquilidade. Era nas madrugadas que tentava compor suas músicas. “Só que tinha um gato que perturbava toda noite, às 2 da manhã. Eu jogava pedra e ele não saía de lá, não me deixava dormir. Até que esse gato me deu uma ideia”, relembra Getúlio. Negro gato, cuja gravação inicial foi de Renato e seus Blue Caps, é inspirada em Three cool cats, da dupla Jerry Leiber e Mike Stoller.

Mas, a partir da hora que ganhou a voz de Roberto, a carreira de Getúlio deu um salto. “A primeira música que ele gravou minha foi Noite de terror. E foi uma surpresa depois, quando ele escolheu Negro gato, pois no disco de 1966 também tinha outra música minha, O gênio. Então fiquei com duas músicas no mesmo álbum do Roberto”, relembra.

Ele passou a compor de forma mais “esmerada” quando via a chance de Roberto gravar. “Em 1968, ouviu de RC: ‘Getúlio, não quero mais rockzinho, quero música de amor, de dor de cotovelo’. Fiz Quase fui lhe procurar, que ele adorou.”

Mas vieram outros compositores, e a parceria arrefeceu. “As pessoas só contam as vitórias, nunca as derrotas. Em 1995, a minha situação estava precária, a coisa (direitos autorais) tinha caído. Nessa época, Roberto estava em Nova York e viu num cruzamento uma pessoa muito parecida comigo. Ele estava com o (produtor) Mauro Motta, que contou que eu não estava muito bem, cheio de problemas”, relembra. “Quando a gente é jovem, faz muita besteira. Joguei dinheiro fora com carrão, joias. Meu pai tinha me alertado que eu tinha que comprar um imóvel.”

Pois, de acordo com Getúlio, Roberto decidiu ajudá-lo. Regravou Quase fui lhe procurar para seu álbum de 1995. “Ser gravado pelo Roberto era como ganhar numa mini-loteria. Tomei juízo e depois daquela época comprei meu apartamento”, conta.

AS HISTÓRIAS DE GETÚLIO CÔRTES
• Canções de Getúlio Côrtes
• Selo Discobertas
• Preço médio: R$ 21,90

sábado, 23 de julho de 2016

GETÚLIO CÔRTES É AUTOR DE 13 SUCESSOS DO REI, MAS ESTÁ ESQUECIDO

É o único com duas músicas num mesmo álbum de Roberto Carlos


Por José Teles


"Construí um barraco no quintal da minha casa, em Madureira. Ficava lá, fazendo minhas coisas, e tinha um gato que não parava de me perturbar. Eu tacava pedra nele, ameaçava matar, e nada. O bicho lá, me olhando. Terminei me inspirando nele para fazer uma música. Não pensei que fosse gravar porque gato preto dá azar. Renato, dos Blue Caps, ouviu e disse que ia gravar. Naquele tempo o conjunto tinha ainda Erasmo Carlos como crooner. A música serviria mais como enchimento de linguiça do disco do conjunto. Roberto soube que eu era compositor e me pediu uma música e fiz Noite de terror, que está no disco dele de 1965. Depois de gravar mais músicas minhas, ele me disse que ia gravar o Negro gato do jeito dele. Neste mesmo disco, de 1966, gravou também O gênio. Fui o único compositor com duas músicas num disco de Roberto", orgulha­-se o carioca Getúlio Côrtes, personagem importante e pouco lembrado da Jovem Guarda.

Aos 77 anos, Getúlio mora em Botafogo e vive dos direitos autorais de suas composições (que não lhe rendem tanto, garante) e de eventuais shows. Quando era morador de Madureira, Zona Norte do Rio, como a maioria da turma da Jovem Guarda, Getúlio começou, em 1962, com um conjunto de rock, que não foi muito longe, os Wonderful Boys, . Tocava um repertório de sucessos do rock americano. "Nesta época, conheci Ed Wilson. Ele soube que eu estava na música e pediu que passasse na casa dele na Piedade, perto de onde eu morava. Eles começavam o grupo ­ Ed, Renato e Paulo Cesar, que são irmãos ­ e me convidaram para ser o roadie, naquele tempo se chamava contra­regra, o cara que fazia tudo, carregava o equipamento. O pior do trabalho era levar o baixo de Paulo César, que era enorme e pesado", conta Getúlio, por telefone.

Como Renato e seus Blue Caps gravavam na CBS, ele passou a frequentar a gravadora, que tinha no elenco quase todas grandes estrelas do iê ­iê ­iê: "Conheci o pessoal quando a coisa ainda estava engatinhando, ninguém sabia no que ia dar. Quando pensaram no programa Jovem Guarda, queriam Celly Campelo com Roberto e Erasmo, ela não aceitou porque achou que ia levar eles dois nas costas. Os nomes naquele tempo eram Sergio Murilo, Tony Campello. A gente fazia tudo mais pela empolgação, eu mesmo ganhava muito pouco. Ninguém fala, mas na Jovem Guarda tinha discriminação com preto. Participei do programa como ajudante de Carlos Manga, que dirigia o Jovem Guarda, por indicação de Roberto". Filho da polícia militar, Getúlio Côrtes é irmão de Gerson King Combo, um dos pioneiros da black music no Brasil. Depois do Negro Gato, o bem-­humorado carioca, passou a fazer músicas com histórias engraçadas, contraponto às canções românticas, o grosso do repertório do iê iê iê: "Eu lia muito revista em quadrinhos, vinha daí as influências das minhas músicas. Lia muito histórias de horror, e foi daí que tirei o Frankenstein, de Noite de terror, que Roberto gravou", conta Getúlio, que passou a contribuir com pelo menos uma música nos LPs de Roberto Carlos.

Grande parte composta sozinho, algumas com parceiros: "O feio surgiu de uma ideia de Renato, de um cara que ele conhecia. Ele fez a maior parte, eu completei. Minhas músicas têm sempre uma história, como começo meio e fim. Pega ladrão, por exemplo, eu estava num trem e pegaram o cordão de um rapaz. A letra fala do broto no portão, não dava para pôr o trem ali", conta Getúlio Côrtes. O único instrumento que "arranhou" foi bateria, ainda nos tempos dos Wonderful Boys. As melodias ele cria cantarolando, e levava para alguém transcrever: "Quem passou muita música minha para o papel foi o maestro Pachequinho. Ele tocava no piano e ia me dando orientações. Demorava mais para botar letra. Para fazer música precisa ter criatividade, talento", diz.

Na Jovem Guarda, outros cantores emplacaram nas paradas com composição de Getúlio. Um deles foi Bobby di Carlo com Cuidado pra não derreter. A lista é longa e abrangente. Inclui duplas como Leno & Lilian e Os Vips, aos ídolos do iê iê iê recifense Reginaldo Rossi e Luis Carlos Clay, até Toni Tornado e o Raça Negra, passando por Wanderléa, Erasmo Carlos, Golden Boys, Fevers, Renato e seus Blue Caps, Raul Seixas, Titãs, Léo Jaime, e Luis Melodia, que ganhou o epíteto Negro Gato, depois que incorporou a canção de Getúlio Côrtes ao seu repertório. Mas apenas o que compôs para Roberto Carlos já lhe garante um espaço confortável na história da MPB, e torna ainda injusto o ostracismo imposto a Getúlio Côrtes: "Roberto foi mudando, e chegou uma hora em que não queria mais gravar músicas feito O sósia, que fiz com Renato, ou Pega ladrão. Ele pediu e eu entrei na parte romântica. Fiz O tempo vai apagar, com Renato Barros, que botou o nome do irmão, Paulo César para ajudar ele", revela.

sábado, 16 de julho de 2016

GETÚLIO CÔRTES É AUTOR DE 13 SUCESSOS DO REI, MAS ESTÁ ESQUECIDO

É o único com duas músicas num mesmo álbum de Roberto Carlos


Por José Teles


"Construí um barraco no quintal da minha casa, em Madureira. Ficava lá, fazendo minhas coisas, e tinha um gato que não parava de me perturbar. Eu tacava pedra nele, ameaçava matar, e nada. O bicho lá, me olhando. Terminei me inspirando nele para fazer uma música. Não pensei que fosse gravar porque gato preto dá azar. Renato, dos Blue Caps, ouviu e disse que ia gravar. Naquele tempo o conjunto tinha ainda Erasmo Carlos como crooner. A música serviria mais como enchimento de linguiça do disco do conjunto. Roberto soube que eu era compositor e me pediu uma música e fiz Noite de terror, que está no disco dele de 1965. Depois de gravar mais músicas minhas, ele me disse que ia gravar o Negro gato do jeito dele. Neste mesmo disco, de 1966, gravou também O gênio. Fui o único compositor com duas músicas num disco de Roberto", orgulha­-se o carioca Getúlio Côrtes, personagem importante e pouco lembrado da Jovem Guarda.

Aos 77 anos, Getúlio mora em Botafogo e vive dos direitos autorais de suas composições (que não lhe rendem tanto, garante) e de eventuais shows. Quando era morador de Madureira, Zona Norte do Rio, como a maioria da turma da Jovem Guarda, Getúlio começou, em 1962, com um conjunto de rock, que não foi muito longe, os Wonderful Boys, . Tocava um repertório de sucessos do rock americano. "Nesta época, conheci Ed Wilson. Ele soube que eu estava na música e pediu que passasse na casa dele na Piedade, perto de onde eu morava. Eles começavam o grupo ­ Ed, Renato e Paulo Cesar, que são irmãos ­ e me convidaram para ser o roadie, naquele tempo se chamava contra­regra, o cara que fazia tudo, carregava o equipamento. O pior do trabalho era levar o baixo de Paulo César, que era enorme e pesado", conta Getúlio, por telefone.

Como Renato e seus Blue Caps gravavam na CBS, ele passou a frequentar a gravadora, que tinha no elenco quase todas grandes estrelas do iê ­iê ­iê: "Conheci o pessoal quando a coisa ainda estava engatinhando, ninguém sabia no que ia dar. Quando pensaram no programa Jovem Guarda, queriam Celly Campelo com Roberto e Erasmo, ela não aceitou porque achou que ia levar eles dois nas costas. Os nomes naquele tempo eram Sergio Murilo, Tony Campello. A gente fazia tudo mais pela empolgação, eu mesmo ganhava muito pouco. Ninguém fala, mas na Jovem Guarda tinha discriminação com preto. Participei do programa como ajudante de Carlos Manga, que dirigia o Jovem Guarda, por indicação de Roberto". Filho da polícia militar, Getúlio Côrtes é irmão de Gerson King Combo, um dos pioneiros da black music no Brasil. Depois do Negro Gato, o bem-­humorado carioca, passou a fazer músicas com histórias engraçadas, contraponto às canções românticas, o grosso do repertório do iê iê iê: "Eu lia muito revista em quadrinhos, vinha daí as influências das minhas músicas. Lia muito histórias de horror, e foi daí que tirei o Frankenstein, de Noite de terror, que Roberto gravou", conta Getúlio, que passou a contribuir com pelo menos uma música nos LPs de Roberto Carlos.

Grande parte composta sozinho, algumas com parceiros: "O feio surgiu de uma ideia de Renato, de um cara que ele conhecia. Ele fez a maior parte, eu completei. Minhas músicas têm sempre uma história, como começo meio e fim. Pega ladrão, por exemplo, eu estava num trem e pegaram o cordão de um rapaz. A letra fala do broto no portão, não dava para pôr o trem ali", conta Getúlio Côrtes. O único instrumento que "arranhou" foi bateria, ainda nos tempos dos Wonderful Boys. As melodias ele cria cantarolando, e levava para alguém transcrever: "Quem passou muita música minha para o papel foi o maestro Pachequinho. Ele tocava no piano e ia me dando orientações. Demorava mais para botar letra. Para fazer música precisa ter criatividade, talento", diz.

Na Jovem Guarda, outros cantores emplacaram nas paradas com composição de Getúlio. Um deles foi Bobby di Carlo com Cuidado pra não derreter. A lista é longa e abrangente. Inclui duplas como Leno & Lilian e Os Vips, aos ídolos do iê iê iê recifense Reginaldo Rossi e Luis Carlos Clay, até Toni Tornado e o Raça Negra, passando por Wanderléa, Erasmo Carlos, Golden Boys, Fevers, Renato e seus Blue Caps, Raul Seixas, Titãs, Léo Jaime, e Luis Melodia, que ganhou o epíteto Negro Gato, depois que incorporou a canção de Getúlio Côrtes ao seu repertório. Mas apenas o que compôs para Roberto Carlos já lhe garante um espaço confortável na história da MPB, e torna ainda injusto o ostracismo imposto a Getúlio Côrtes: "Roberto foi mudando, e chegou uma hora em que não queria mais gravar músicas feito O sósia, que fiz com Renato, ou Pega ladrão. Ele pediu e eu entrei na parte romântica. Fiz O tempo vai apagar, com Renato Barros, que botou o nome do irmão, Paulo César para ajudar ele", revela.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

GETÚLIO CORTÊS

Compositor, cantor, Instrumentista. Embora nascido e criado no bairro de Madureira, tradicionalmente vinculado ao samba, no fim dos anos 1950 tornou-se admirador do rock norte-americano, principalmente Elvis Presley e Little Richard.

Começou as suas atividades artísticas dublando astros norte-americanos como Frank Sinatra, Sammy Davis Jr., Louis Armstrong, entre outros. No início da década de 1960 passou a atuar como violonista amador nas rádios Mayrink Veiga, Tupi e Mundial. Nessa época formou com o vocalista Pedro Paulo e Jocelin Braga o conjunto Wonderful Boys. Em 1961, conheceu Roberto e Erasmo Carlos num programa de rádio, logo enturmando-se com o pessoal da Jovem Guarda. Tornou-se assistente de produção do Renato e Seus Blue Caps e firmou-se como um dos compositores favoritos de Roberto Carlos no início de carreira. Seu primeiro e maior sucesso como compositor foi "Negro gato", gravado por Renato e Seus Blue Caps em 1963. A canção foi gravada por Roberto Carlos três anos depois. É também a sua música mais gravada, merecendo versões de Erasmo Carlos, Marisa Monte e Luís Melodia, entre outros. Em 1965, Renato e seus Blue Caps gravou "Esqueça e perdoe", e Roberto Carlos "Noite de terror", ambos na CBS. Em 1966 compôs "O homeme triste", parceria com J. V. Rosa Júnior, gravada por Eduardo Araújo na CBS. No mesmo ano, obteve muito sucesso com as composições "O feio", parceria com Renato Barros e "Pega ladrão", ambas gravadas por Roberto Carlos no LP "Jovem guarda". A partir de 1967 passou a trabalhar como assistente musical de Carlos Manga nos programas da Jovem Guarda, comandados por Roberto Carlos na TV Record, tornando-se também representante da APA Produções Artísticas, responsável pelos contratos de Roberto Carlos e outros artistas do movimento. No ano seguinte participou como diretor musical do filme "Jovens pra frente", do diretor Alcino Diniz, no qual atuaram Rosemary, Oscarito e Jair Rodrigues. No mesmo ano teve a música "Toque pra frente", gravada por Wanderléia na CBS. Em 1970, Renato e seus Blue Caps gravou "Meu amigo do peito", em LP pela CBS. Um dos poucos negros a participar ativamente do movimento Jovem Guarda, teve como seus maiores intérpretes Roberto Carlos e Renato e Seus Blue Caps. Com o declínio do movimento Jovem Guarda, afastou-se da carreira artística. Seus sucessos são sempre regravados. "Quase fui lhe procurar", por exemplo, composição de 1968, foi regravada em 1995 por Roberto Carlos e em 1997 por Luís Melodia.


Em 2002, foi homenageado com um CD tributo "O pulo do negro gato" no qual Erasmo Carlos, Léo jaime, Renato e seus Blue Caps, Fagner, Leno, Almir, Golden Boys e Jerry Adriani relembraram seus sucessos, entre as quais, "Negro gato", "Pega ladrão", "O tempo vai apagar" e "O feio". O CD é encerrado com sua interpretação para o tango-rock "Coração embalsamado", de sua autoria. Em 2008, apresentou, na quadra do G.R.E.S. Império Serrano, em Madureira, (RJ) o show "A Noite do Negro Gato", em que recebeu amigos como Gerson King Combo, Lilian Knapp e Michel Sullivan, entre outros.

Algumas composições de Getúlio:
Coração embalsamado
De você eu nada espero
Deve existir por aí
Disse me disse
Esqueça e perdoe
Faça o que quiser
Foi preciso
Marianne (Getúlio Côrtes / Pitney)
Negro gato
Noite de terror
O feio (Getúlio Côrtes / Renato Barros)
O gênio
O homem triste (Getúlio Côrtes / J. V. Rosa Júnior)
O sósia
O tempo vai apagar (Getúlio Côrtes / Paulo César Barros)
Os costeletas (Getúlio Côrtes / Carlinhos e Renato Barros)
Pega ladrão
Preciso de você agora
Quase fui lhe procurar
S. O. S (Getúlio Côrtes / Gileno)
Tom e Jerry
Toque pra frente
Tudo tem seu preço
Vá embora

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