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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

MARIA BETHÂNIA LANÇA DISCO EM QUE CELEBRA A ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA

Por Irlam Rocha Lima 


(foto: Instagram/Reprodução )A relação de Maria Bethânia com a Mangueira é antiga. Ela já vestia as cores da Estação Primeira quando, em 1994, desfilou pela Marquês de Sapucaí com Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa, embalada pelo enredo Atrás da Verde e Rosa só não vai quem já morreu, que levou a escola a conquistar o título de campeã.

Vinte e cinco anos depois, a Mangueira fez mais pela Abelha Rainha, ao reverenciá-la com o samba-enredo Maria Bethânia, A Menina dos Olhos de Oyá, composto por Alemão do Cavaco, Almyr, Cadu, Lacyr D’Mangueira, Paulinho Bandolim e Renan Brandão. Outra vez, a sintonia entre a cantora e a escola foi total e determinante para a obtenção de mais um campeonato.

Há algum tempo, antes do carnaval, a Mangueira promove um show para arrecadar recursos destinados ao desfile e, desde sempre, Bethânia é uma das atrações, dividindo o palco do Vivo Rio — casa de espetáculos ao lado do Museu de Arte Moderna, no Aterro do Flamengo — , com Chico Buarque, Alcione e outros destacados mangueirenses.

Bem, agora chegou a vez de a cantora retribuir, numa escala maior, todo o carinho que a escola lhe tem dispensado, ao lançar pelo selo Quitanda, que mantém dentro da gravadora Biscoito Fino, o álbum A Menina dos Meus Olhos. As gravações foram em Salvador e no Rio de Janeiro, com direção musical do maestro Letieres Leite, criador da Orkestra Rumpilezz. Ele também exerce essa função no show Claros breus com o qual a estrela está em turnê pelo país.


Santo Amaro

“Quando fiz o disco, para agradecer à Mangueira, a homenagem que me prestou e à vitória que conquistamos juntos, pensei em trazer aquele som de Santo Amaro. Queria fazer uma coisa que fosse samba do Rio de Janeiro, o samba da Mangueira, com seu estilo, sua sofisticação, mas que trouxesse toda a memória musical de Santo Amaro, infantil, comovida da minha infância”, explica Bethânia. “Então, convidei o Letieres Leite, que é baiano, mas que é um músico do mundo”, acrescenta.

Ao reverenciar sua escola e trazer para o disco a sonoridade do ritmo característica de Santo Amaro da Purificação — o samba de roda — para esse disco, Bethânia corrobora com o irmão Caetano Veloso que no show e no álbum Prenda Minha, de 1997, cantou “Mangueira é onde o Rio é mais baiano”. Tudo a ver.

Não por acaso, Caetano, também um mangueirense apaixonado, interpreta (com o filho Moreno) uma das faixas do CD, Maria Bethânia, A Menina dos olhos de Oyá (Nelson Sargento, Gustavo Lousada, Agenor de Oliveira e André Karta Marcada), um dos concorrentes no concurso de samba-enredo da escola. Outro que também participou da disputa é cantado por Tantinho — um dos autores.

Sabe-se que é regra no âmbito das escolas de samba esquecer, deixar de lado os sambas-enredo que perdem a disputa interna. No caso da escolha desses para o repertório de A Menina dos Meus Olhos, a cantora justifica. “Trinta e sete sambas concorreram em 2016, algo que não acontecia havia muito tempo na Mangueira. Queria que pelo menos dois que não se classificaram no disco.”

Nessa ode à Verde Rosa, Bethânia solta a voz — e que voz! — em Mangueira, do santo-amarense Assis Valente e Zequinha Reis e Mangueira é lá no céu (Maurício Tapajós e Hermínio Bello de Carvalho). O samba que deu o título à escola, transformou-se numa vinheta na última faixa, pois certamente com pejo, fugiu da autoexaltação.

Em compensação, a intérprete se coloca por inteiro ao recriar magistralmente os clássicos sambas-canção A Flor e o espinho e Luz negra, do mangueirense Nelson Sargento. Já Sei lá Mangueira (Paulinho da Vila e Hermínio Belo de Carvalho), assim como trecho do aclamado Histórias pra ninar gente grande, que levou a escola ao título neste ano.

Diretor de Fevereiros, documentário que mostra a construção do carnaval da Mangueira em homenagem a Maria Bethânia e também o ambiente familiar e religioso da cantora em Santo Amaro — fonte de inspiração do enredo — o cineasta Márcio Debellian define: “A Menina dos meus olhos é a continuação desta história, amor retribuído. A Bahia e o Rio entrelaçados na voz de Bethânia e nos arranjos primorosos de Letieres Leite”.


Claros breus

De férias em Salvador, Maria Bethânia interrompeu a turnê do Claros breus, show que apresentou inicialmente em julho, no Clube Manouche, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro para plateias de 100 pessoas,com casa sempre abarrotada. No começo de agosto estreou em grandes espaços na Unimed Hall Credicard Hall, em São Paulo. Em setembro levou o espetáculo a Portugal , e subiu ao palco do Coliseu, em Lisboa e Porto. Em novembro retomou a turnê e e passou por Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro, e encerrou a temporada de 2019, no dia 8 de dezembro, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador.

domingo, 7 de julho de 2019

segunda-feira, 24 de junho de 2019

GRAVAÇÃO INÉDITA REVELA SHOW QUE LANÇOU GIL, CAETANO, BETHÂNIA E GAL EM 1964 - PARTE 02

Gravação inédita revela show que lançou Gil, Caetano, Bethânia e Gal em 1964

Por Lucas Fróes



Noite de estreia

Às 21 horas do sábado, 22 de agosto de 1964, no Teatro Vila Velha, com produção e iluminação de Roberto Sant'Ana (21), subiram ao palco Caetano Veloso (22), Gal Costa (18), Gilberto Gil (22), Maria Bethânia (18), Fernando Lona (27), Perna Fróes (20), Djalma Corrêa (21) e Alcyvando Luz (26). Caetano, Gil e Roberto assinaram a direção. Tom Zé (27) só participaria no mês seguinte. "Estávamos nervosíssimos", confessa Roberto.

"Foi a primeira vez que eu pisei num palco na minha vida, assim com público na minha frente, e eu cantei Se é tarde me perdoa e outras músicas mais. Foi maravilhoso, inacreditável", contou Gal Costa, três décadas depois, no programa Ensaio. Presente ao espetáculo, o jurista e músico Carlos Coqueijo (1924-1988) foi um entusiasta do grupo. Uma crítica sua publicada no Jornal da Bahia foi o mais completo relato sobre o "Nós, por exemplo…" a sair na imprensa. "Haverá voz de menina moça mais afinada, mais maviosa, mais meiga, mais instrumental do que a de Maria da Graça? Essa, pra mim, foi a novidade-revelação do grupo", escreveu.

Gilberto Gil interpretou O menino das laranjas, famosa na voz de Geraldo Vandré, além das suas Maria e Samba ainda sem nome, indo às lágrimas. "É verdade que Gilberto Gil comprovou suas excepcionais qualidades de músico, compositor e futuroso diretor musical. E ele, que tantas e tantas vezes já se exibiu em público, principalmente na Televisão, emocionou-se às lágrimas — que foram gerais e compunham o rio da felicidade do exemplo de vocês — porque sabia que aquele fora o seu grande momento musical", desmanchou-se Coqueijo. Gil não se recorda, mas não duvida do choro: "Eu não me lembro, gozado. É possível, primeiro porque Carlos Coqueijo não ia inventar isso da cabeça dele, segundo porque eu sou chorão mesmo", admite.

Caetano Veloso cantou É de manhã e Não posso mais dizer adeus. Trouxe também Vai pra frente, parceria com Bethânia, cantada por Gal Costa. "Lendo o título, me lembrei confusamente de Não posso mais dizer adeus, mas até agora nada me veio de Vai pra frente. Em menos de uma tarde, recordei grande parte da primeira. É uma valsa lenta com melodia sentimental, mas tem parentesco com a canção moderna pré-bossa nova e também com a bossa nova já dominante. Ou é — se eu ou alguém lembrar sua letra, sua melodia e sua harmonia. Acho que era bonita. Quanto a Vai pra frente, não me lembro sequer desse título", escreve Caetano, por email.

Programa do show "Nós, por exemplo..." nº 2


O grande momento do show foi em Sol Negro. "É certo que Caetano se consagrou, naquela noite memorável, um dos melhores compositores brasileiros populares contemporâneos — assim, na galeria de Jobim e Vinicius, sem exagero. Suas composições são fabulosas. Aquela do duo feminino, então, não se fala", decretou Coqueijo. Com Bethânia numa ponta do palco, de vestido branco, e Gal na outra, de vestido preto, Caetano tocava violão no centro. Primeiro, Bethânia começava a cantar, para depois dar a vez a Gal, e no fim as duas cantavam ao mesmo tempo. "Bethânia e Gal cantando Sol Negro, a canção que escrevi para as duas cantarem juntas, em contraponto, foram ovacionadas como se fossem divas consagradas", disse Caetano à Revista Muito, em 2014.

Outros números incluíram a instrumental Tema de Candomblé, de Perna Fróes, a futurista Bossa 2000 D.C., de Djalma Corrêa, misturando solo de bateria com música eletrônica, as canções de protesto com temáticas nordestinas de Fernando Lona (1937-1977) e o virtuosismo de Alcyvando Luz (1937-1998), que tocava violão com afinação particularíssima. Roberto Sant'Ana quebrou vários galhos, fazendo um pouco de tudo, desde cenário e figurino até a iluminação. "Sempre tinha aprovação de Caetano e de Gil", observa.

O show terminou ao som de Samba da bênção, com a turma dando a bênção a grandes compositores da música brasileira e a amigos como o "irmão ausente e querido" Tom Zé, Maria Moniz, Orlando Senna e Carlos Coqueijo. Após o show, Coqueijo foi ao palco e pediu a bênção a Caetano.

Um público de 461 pessoas comprou ingresso e assistiu ao show ao lado de 52 convidados. A renda de Cr$ 138.400 — cerca de R$ 4 mil atuais — foi toda doada para a Companhia Teatro dos Novos. Presente ao Vila Velha naquela noite, o cineasta José Walter Lima, então um estudante de Belas Artes de 18 anos, lembra da sua reação: "Adorei, achei uma coisa diferente, fiquei fascinado".Direito de imagemORLANDO SENNAImage captionEnsaio do "Nós, por exemplo...": Gil, Bethânia, Djalma, Caetano, Perna e Gal sendo dirigidos por Roberto Sant'Ana (de costas)
Tom Zé e novos shows

O sucesso do "Nós, por exemplo…" proporcionou novas apresentações nos dias 7 e 8 de setembro, agora com Tom Zé no lugar de Fernando Lona. "E era lindo a gente cantar naquele Teatro Vila Velha, nós todos jovens, e a gente descobrindo que a gente podia falar com as pessoas, que as pessoas reagiam com alegria ao que a gente dizia. Era uma verdadeira descoberta, assim, gostosa", encantou-se Tom Zé, no programa Ensaio, em 1991.

Se a maioria da turma do "Nós, por exemplo…" ainda iria encontrar sua melhor assinatura musical, Tom Zé já tinha estilo próprio, desenvolvido desde os tempos de Irará, enquanto Bethânia arrebatava de primeira quem a ouvisse. Em texto de 2009, o poeta Ildásio Tavares (1940-2010) ressaltou a originalidade dos dois: "No grupo de jovens que estreou no Vila, todo mundo começou imitando João Gilberto; menos Tom Zé e Maria Bethânia, que se afirmou desde cedo por uma voz pessoal, inconfundível e carregada de emoção".

No fim de novembro, também no Vila Velha, a turma emplacou o "Nova Bossa Velha & Velha Bossa Nova". Nos dias 12 e 13 de dezembro, dessa vez no Teatro Castro Alves, em reconstrução após o incêndio que impediu sua inauguração oficial, apresentaram os dois espetáculos. "O que aconteceu foi uma propaganda espontânea, as pessoas falando sobre o assunto, os estudantes falando sobre os shows em seus colégios e faculdades. Ainda não existia o termo, mas podemos utilizá-lo em retrospectiva: viralizou", sintetiza o cineasta Orlando Senna, produtor desses shows.

Programa do show "Nova Bossa Velha & Velha Bossa Nova", em novembro de 1964
Gravações inéditas


As fotos que sobraram da turma no palco do Teatro Vila Velha são escassas, mas Djalma Corrêa tem as gravações dos três dias de shows do "Nós, por exemplo…", remasterizadas em Los Angeles por iniciativa própria e jamais tornadas públicas. Ele pretende gravar um documentário com a presença dos participantes que, a exceção dele, nunca ouviram o registro do que protagonizaram naquelas noites inesquecíveis em 1964. Trata-se de um dos maiores tesouros não revelados da história da música brasileira. "Eu tô cuidando disso com muito carinho", enternece Djalma.

Mas se estava no palco tocando bateria e percussão, como Djalma conseguiu gravar o espetáculo? "É uma história interessante", sorri. Como teria que usar uma parafernália para apresentar sua música Bossa 2000 D.C., ele teve a ideia de colocar um gravador ao lado da bateria para gravar sua performance. "Já que o gravador estava no palco, por que não gravar o show todo?", questionou-se. Roberto Sant'Ana não gostou da ideia, causando uma discussão que transformou-se em briga. "Fomos para o jardim, e foi um puxa daqui, puxa dali. Caetano segura um, Gil segura outro", conta Djalma. Como num paradoxo temporal, os dois brigavam pela relíquia de um momento marcante que sequer havia acontecido.

Passado o entrevero, eles são amigos até hoje. Seja pela razão ou pela força, Djalma ganhou a disputa e levou ao palco seu gravador caseiro de dois canais de ¼ de pista da marca Philips.
O baterista Djalma Corrêa na orquestra do maestro Carlos Lacerda

Do "Nós, por exemplo…" em diante, passando pelos outros shows no Vila Velha, no TCA incendiado, Bethânia no Opinião, Arena Canta Bahia, os Festivais, a Tropicália, o exílio, Gal a todo vapor, os Doces Bárbaros, Tom Zé redescoberto por David Byrne, Caetano e Gil juntos no Tropicália 2 e no Dois Amigos, Um Século de Música, o big bang sonoro que há 55 anos explodiu numa Salvador vanguardista, em plena velha Bahia, continua a se expandir até hoje.

"Foi um tiro certo, um tiro na mosca", dispara Roberto Sant'Ana.

domingo, 23 de junho de 2019

GRAVAÇÃO INÉDITA REVELA SHOW QUE LANÇOU GIL, CAETANO, BETHÂNIA E GAL EM 1964 - PARTE 01

Gravação inédita revela show que lançou Gil, Caetano, Bethânia e Gal em 1964

Por Lucas Fróes


Em um dos ensaios, da esq. para a dir.: Djalma Corrêa, Gal Costa, Fernando Lona, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Perna Fróes

Quando subiram juntos num palco pela primeira vez, para apresentarem o show "Nós, por exemplo…", no Teatro Vila Velha, em 1964, o formando em Administração e fiscal da Alfândega Gilberto Gil, o segundanista de Filosofia Caetano Veloso, a secundarista Maria Bethânia, a balconista Gal Costa e o bolsista da Escola de Música Tom Zé estavam atando para sempre o destino de suas carreiras musicais.

Antes de virarem tropicalistas e doces bárbaros, os jovens baianos pisaram primeiro no palco do Vila Velha, para em seguida ganharem o mundo a partir do que fizeram no teatro que Gilberto Gil chamou de "pia batismal dos artistas baianos".

Os detalhes desse espetáculo são pouco conhecidos, mas estão surpreendentemente preservados por uma gravação em áudio ainda inédita, guardada há mais de meio século por Djalma Corrêa, percussionista da trupe, que prepara um documentário com o material.

A oportunidade de fazerem o show surgiu quando o diretor João Augusto (1928-1979) disse ao produtor Roberto Sant'Ana, seu aluno na Companhia Teatro dos Novos, que a peça Eles não usam Black Tie, um dos espetáculos programados para a inauguração do Teatro Vila Velha, não ficaria pronta a tempo. Ele sugeriu que, para substituir a peça, Roberto montasse um show com sua turma de música.

Roberto contou a novidade na varanda de azulejos marrons da casa da atriz Maria Moniz, onde costumavam se reunir com Gil, Caetano, Bethânia, Gal, Tom Zé, Djalma, Perna Fróes, Orlando Senna, Emanoel Araújo, Fernando Lona e Alcyvando Luz.

Foi de Caetano a ideia de chamar o grupo e o show de "Nós, por exemplo…", mas os primos Roberto e Tom Zé acharam o nome uma tremenda ousadia, com Roberto argumentando que ainda não eram exemplos de nada, apenas simples estudantes fazendo música. A ideia de Caetano prevaleceu: "O 'por exemplo' aí queria dizer não que nós éramos um modelo a ser seguido, um exemplo, mas que tínhamos a certeza de que havia muitos outros, toda uma geração a que nós, 'por exemplo', pertencíamos, e que devia sua existência ao aparecimento da Bossa Nova", explicou Caetano em seu livro Verdade Tropical.

Para formar o repertório, Roberto Sant'Ana pediu uma cota de músicas autorais aos compositores do grupo, mesclando com os clássicos da Bossa Nova e do cancioneiro popular sugeridas por cada um dos participantes. A turma ensaiava e também dava uma ajudinha para que o Teatro Vila Velha, no Passeio Público, próximo ao Palácio da Aclamação e ao Hotel da Bahia, ficasse pronto.

Perna teve que se virar para arranjar um piano de armário que a Companhia Teatro dos Novos tivesse condições de comprar, enquanto as cadeiras do teatro foram adquiridas de um cinema em Santo Amaro, que estava fechando as portas, graças à indicação de Rodrigo Velloso, irmão de Caetano e Bethânia. Ativo jornalista cultural, Orlando Senna cuidou da divulgação publicando pequenas entrevistas, reportagens e fotos com a turma, preparando o clima para o grande dia.

"Tenho muita saudade, era muito melhor viver naquela época", emociona-se Roberto Sant'Ana. "Éramos jovens, todos, impetuosos, sonhadores, felizes e cheios de energia, então é uma época que me traz recordações maravilhosas", diverte-se Gilberto Gil.

Alguns ensaios da turma aconteciam na casa do pianista Perna Fróes. Em texto de 2017, o flautista Tuzé de Abreu recordou de quando conheceu Bethânia na festa de aniversário de Perna, dois dias antes da irmã de Caetano completar 18 anos. "Perna comandava a sua própria festa ao piano, na casa grande da sua família, no Largo dos Aflitos. (...) De repente, vi sentar próximo ao piano uma garota um pouco mais velha que eu, muito magra, com um vestido preto, cabelos muito pretos e presos em cima da cabeça, morena, com um nariz interessante e uma expressão de pessoa muito determinada. Tinha aparência de indiana. Começou a cantar, acompanhada por Perna, uma canção que considerei a mais bonita que jamais ouvira. Dizia: 'Na minha voz, trago a noite e o mar....'. Falava de um Sol Negro e de Iemanjá. Fiquei muitíssimo impressionado. Tão impressionado que consegui vencer a timidez e falar com aquela pessoa que parecia ao mesmo tempo muito interessante e muito distante de mim. Perguntei de quem era aquela canção. Ela respondeu com alguma rispidez que era do irmão dela, e que eu não o conhecia".

Na contracapa de seu LP de 1968, Caetano deixou um post scriptum dizendo a Gil que "hoje não tem sopa na varanda de Maria". O ponto de encontro era lá, mas a sopa nem sempre. "O lugar básico era na casa de Maria Moniz, de lá íamos tomar uma sopa na casa de tia Canô", esclarece Djalma, com o carinho de quem chama a mãe dos amigos de tia.

"Sempre me vêm à cabeça Gil, Bethânia e Gal, além, é claro, da anfitrioa, cuja conversa era sempre muito engraçada e inteligente. Não tenho certeza de ter visto Tom Zé ou Alcyvando lá, embora seja possível que eles e outros participantes dos shows do Vila Velha tenha frequentado a varanda de Maria", reconstitui Caetano à BBC News Brasil, por email. "(...) Maria tinha tiradas geniais. Ela é dona de um estilo único de pensar, agir e expressar-se. Acho que a sopa era sempre boa, mas as cantorias e as conversas eram ainda melhores. Eu morava perto. (...) Posso me imaginar cantando Não posso me esquecer do adeus lá. E ouvir Gil cantando Serenata de teleco-teco ou uma canção lenta, como Maria. Bethânia cantando Noel, Gal cantando Meditação e Vagamente", continua. "O namorado de Maria me propôs fazer um pocket-show na boate Anjo Azul, que nunca se realizou, mas para o qual escrevi Clever boy samba, que era meio crônica, meio sátira (mas diferente das de Tom Zé) e que serviu de sugestão para Alegria, alegria, que compus anos depois. O 'eu' que anda pela rua da cidade era mais satirizado do que o que anda em Alegria, alegria, mas pensei naquele quando retratei este", completa Caetano.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

FÉ, FORÇA E CARNAVAL: FILME SOBRE BETHÂNIA TEM RELIGIÃO COMO EIXO

Por Walter Félix 


Documentário que estreia hoje tem depoimentos de Caetano Veloso e Chico Buarque, entre outros parentes e amigos de Bethânia. Foto: ARTHOUSE/DIVULGAÇÃO

“Uma voz-pessoa, indissociável, desde sempre atada à música através da poesia”, definiu Caetano Veloso, em depoimento à revista Rolling Stone, em 2012, quando sua irmã Maria Bethânia foi eleita pela publicação uma das maiores vozes da música brasileira. O cantor e compositor baiano retoma essa definição nos minutos iniciais de Fevereiros, documentário dirigido por Marcio Debellian, que estreia nesta quinta-feira (31). A partir do desfile da Mangueira em homenagem a Maria Bethânia, realizado em 2016, o longa retrata o sincretismo religioso adotado pela Abelha Rainha da MPB, que transita entre o catolicismo e o candomblé.

A relação que Bethânia promove entre música e poesia e que Caetano ressalta em seu depoimento é o que instiga o diretor do filme a respeito da personagem que escolheu retratar. “Bethânia te joga não só na poesia, mas também no teatro, no cancioneiro de um Brasil profundo, na nossa religiosidade e nas nossas raízes indígenas e africanas. É uma voz que carrega o Brasil dentro de si”, afirma Debellian.

O primeiro contato do diretor com a cantora foi breve e se deu durante as filmagens do documentário Palavra (en)cantada, também voltado à relação entre poética e musicalidade. Outros projetos acabaram aproximando os dois. Em 2011, à frente da Debê Produções, Debellian reeditou o livro Maria Bethânia, guerreira guerrilha, de Reynaldo Jardim, censurado durante a ditadura militar. Em 2014, o documentarista dirigiu O vento lá fora, em que Bethânia e Cleonice Berardinelli leem poemas de Fernando Pessoa.

“Assim que tomei conhecimento da homenagem da Mangueira a Bethânia, sabia que seria algo grande e que merecia algum registro. Não tive tempo de captar recursos, apenas reuni, às pressas, uma verdadeira equipe de guerrilha para começar as filmagens”, conta Debellian. As gravações começaram em 2015, no barracão da escola de samba, quando o desfile estava sendo concebido.


MEIA-NOITE 

O documentário também traz registros feitos em Santo Amaro, terra da protagonista, localizada no Recôncavo Baiano. A cantora passa todo mês de fevereiro na cidade em que nasceu e foi criada. O período é marcado pelas celebrações religiosas, uma tradição que a região cultiva e mantém. “O filme estreia em 31 de janeiro. À meia-noite, já será fevereiro. É uma data representativa”, observa o diretor.

Além de Caetano Veloso e da própria Bethânia, Fevereiros traz depoimentos de Mabbel Veloso, poeta e irmã dos cantores; do carnavalesco Leandro Vieira, responsável pelo desfile da Mangueira, entre outros envolvidos na tríade música, crenças e folia. Há ainda uma breve e tocante participação de Chico Buarque.

A musicalidade de Maria Bethânia está presente em todo o longa. Cada ato é ligado por canções interpretadas por ela, com direito a cenas de seus shows. “Entendo que a música também é texto. Em Fevereiros, ela ajuda a narrativa e a construção do roteiro”, afirma Debellian. “Bethânia é famosa e querida pelo que canta. É natural que o filme faça uso de um repertório tão rico. Certamente, as pessoas irão ao cinema querendo ouvi-la.”

A trilha sonora ainda reúne interpretações de Cartola, Caetano Veloso, Chico Buarque, além de sambas da Mangueira e charangas populares de Santo Amaro.


SINCRETISMO 

Revelando os bastidores do desfile da Verde e Rosa, o longa adota a mesma abordagem utilizada pela escola de samba em seu tributo à menina dos olhos de Oyá, que garantiu a vitória da escola no carnaval do Rio em 2016. “A Mangueira poderia ter escolhido vários caminhos para essa homenagem, mas optou pelo religioso”, aponta Debellian. Com os depoimentos da cantora presentes no filme, conclui-se que a abordagem não poderia ser mais adequada: fé e devoção são elementos fundamentais tanto para sua arte quanto para sua vida.

Por meio das crenças de Bethânia, devota de orixás e santos católicos, Fevereiros lembra a confluência de religiões entre os brasileiros. “O filme mostra um Brasil tolerante, que conjuga fé com fé, onde é possível cultuar santos de religiões que não são a sua. O Recôncavo Baiano traz essa convivência plena entre as religiões, o que se nota na própria família Veloso, em que Caetano é ateu, Mabel é católica e Bethânia é devota de Nossa Senhora e Iansã”, observa o diretor.


O longa evoca ainda a valorização da cultura negra e de costumes de matriz africana. “Santo Amaro respeita e preserva as tradições negras, aliadas às mitologias e saberes dos índios, habitantes originais dessa terra, e ao catolicismo ibérico vindo dos tempos de colonização. É tudo muito forte e respeitado como raiz. É preciso entender que o Brasil é um país mestiço e assumir isso como uma potência”, defende Debellian.


TOLERÂNCIA

“Fevereiros fala de Maria Bethânia e da Mangueira, mas sobretudo de um Brasil em que a fé é respeitada, cantada e festejada”, afirma o cineasta. Ele revela ter tido o receio de que seu filme ficasse datado, já que retrata o carnaval de 2016 e só chega aos cinemas três anos depois. “Mas, nesses tempos em que o Brasil parece ter andado para trás, ele fica ainda mais contemporâneo”, diz.

Fevereiros chega aos cinemas em ano oportuno, segundo Debellian, que vê o país virando as costas para si mesmo. “Uma tolerância religiosa que parecia já ter sido conquistada volta a ser assunto, com crescentes ataques a terreiros. Começamos a ver restrições ao samba e certo cerceamento de artistas, o que remete a episódios do nosso passado”, avalia.

“Há três anos, talvez as pessoas não se dessem conta da importância de um trabalho de preservação das tradições. Ao mostrar um lugar onde as diferenças fluem e ocorrem de maneira plena, afirmamos que esse Brasil existe e tem algo a nos dizer”, afirma Debellian.

"O filme mostra um Brasil tolerante, que conjuga fé com fé, onde é possível cultuar santos de religiões que não são a sua. O Recôncavo Baiano traz essa convivência plena entre as religiões, o que se nota na própria família Veloso, em que Caetano é ateu, Mabel é católica e Bethânia é devota de Nossa Senhora e Iansã
Marcio Debellian, diretor de Fevereiros

sábado, 19 de janeiro de 2019

BETHÂNIA E PAGODINHO UNEM VOZES E DISCREPÂNCIAS EM “DE SANTO AMARO A XERÉM”


O mais improvável encontro musical do ano reuniu a idiossincrática diva das divas, a baiana Maria Bethânia e o sambista carioca - malandro dos malandros - Zeca Pagodinho. Tudo começou em 2016, na gravação do CD/DVD “Quintal do Pagodinho”, em que a dupla dividiu “Sonho meu” (Dona Ivone Lara/ Délcio Carvalho), dueto reproduzido no novo encontro. A ideia de um trabalho conjunto ganhou forma e desembocou na turnê “De Santo Amaro a Xerém”, agora documentada em CD duplo e DVD pela Biscoito Fino. O registro é das apresentações dos dias 18 e 19 de maio, de 2018, no Citibank Hall, de São Paulo. Abre com “Amaro a Xerém”, onde o autor, o irmão da solista, Caetano Veloso, traça um elo entre a cidade baiana onde nasceu sua família e a que Zeca escolheu para sua sede rural: “No alto brilha um risco raro/ quepassa do mal ao bem/ por cima formando um aro/ por baixo um trilho de trem/ de Guadalupe ao Amparo/ de Xerém a Santo Amaro/ de Santo Amaro a Xerém”.

Plantada no Recôncavo Baiano, Santo Amaro da Purificação, na verdade, seria um possível berço do samba carioca. Não por acaso, foi Baiano (Manoel Pedro dos Santos, 1870-1944) quem registrou o inaugural “Pelo telefone”, em 1916, atribuído ao carioca Donga (Ernesto Joaquim Maria dos Santos, 1890-1974), na certa, uma criação coletiva surgida na casa de Tia Ciata (Hilária Batista de Almeida, 1854-1924), uma das baianas festeiras da Praça Onze, do início do século passado. A populosa linhagem baiana do samba, ainda deságua em outro santamarense ilustre, o imperiano Mano Decio da Viola (Décio Antonio Carlos, 1909-1984), habitual parceiro de Silas de Oliveira em sambas enredos. Há várias conexões entre essas latitudes no disco, como o mega sucesso de Zeca Pagodinho, de outro ás do Recôncavo, Roque Ferreira, nascido em Nazaré das Farinhas, “Samba pras moças” (com Grazielle). Ou as interpretações de Bethânia da chula/samba de roda “Iluminada”, da dupla autoral de Santo Amaro, Jorge Portugal e Roberto Mendes, e “De Santo Amaro a Xerém”, do paulista Leandro Fregonesi (“Entra na roda, meu bem/ dá o tom, violeiro/ eu aprendi na Bahia e no Rio de Janeiro”). A cantora ainda conecta “Pertinho de Salvador” (Fregonesi) e “Quixabeira” (Carlinhos Brown/ Afonso Machado/ Von der Weid), e mais “Adalgisa”, do baiano-mor Dorival Caymmi, com “Falsa baiana”, samba sincopado do mineiro da Mangueira, Geraldo Pereira. E Zeca recria outro êxito de cepa baiana, “Verdade”, do soteropolitano Nelson Rufino (com Carlinhos Santana).

Mas o show não é tese de mestrado a respeito das afinidades entre as músicas dos estados dos dois astros. E sim uma troca de passes entre dois grandes intérpretes, cada um em seu território e com banda própria. Depois de uma abertura dialogada, que inclui até uma acoplagem de “Você não entende nada” (Caetano) e “Cotidiano” (Chico Buarque), Zeca (“a mulher é assim, deixa o homem sozinho, coitado”, pilheria) sola o primeiro bloco, aberto pelo atemporal “A voz do morro” (Zé Kéti). E segue por seus sucessos como “Lama nas ruas” (parceria com Almir Guineto),“Não sou mais disso” (com Jorge Aragão), “Maneiras” (Sylvio da Silva), “Vai vadiar” e “Coração em desalinho” (ambas de Monarco e Ratinho). A mística “Ogum” (Marquinho PQD/ Claudemir) fornece o mote para a volta ao palco de Bethânia na “Oração de São Jorge”, de domínio público.

No bloco da cantora ela revive antigos clássicos como “O X do problema” (Noel Rosa), “Ronda” (Paulo Vanzolini), “Pano legal” (Billy Blanco), “Café soçaite” (Miguel Gustavo), “Negue” (Adelino Moreira/ Enzo Passos) e uma associação entre os farpados “Marginalia II” (Torquato Neto/ Gilberto Gil), da era tropicalista e o contemporâneo da cidade da bala perdida, “Estação derradeira” (Chico Buarque). Sempre esgrimindo bem humorados antagonismos, Zeca encadeia um pot-pourri de sambas de sua escola, a Portela, rebatida com temas mangueirenses por Bethânia. Instado pela parceira (“ele canta lindo!”) ao papel de crooner, que recusa entre ironias, ZP se aventura em duetos com MB pelo clássico romântico de Miguel Gustavo “E dai? (Proibição inútil e ilegal)”, sucesso de Isaura Garcia, de 1959. E mais, “Desde que o samba é samba” (Caetano), “Naquela mesa” (Sergio Bittencourt) e até mesmo (“olha o que ela me fez cantar!”) “Chão de estrelas” (Silvio Caldas/ Orestes Barbosa), onde as arestas não aparadas injetam vitalidade no velho hino seresteiro. O show fecha em apoteose (“essa mulher me emociona, rapaz!”) com a canção tema e mais “Deixa a vida me levar” (Serginho Meriti/ Eri do Cais) e o arrasta povo “O que é o que é” (Gonzaguinha), raro toque corriqueiro neste saboroso encontro de imprevistos.



Texto de Tárik de Souza

sábado, 22 de dezembro de 2018

PROGRAME-SE


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

MARIA BETHÂNIA E ZECA PAGODINHO VOLTAM A BRASÍLIA EM NOVEMBRO

Os intérpretes retornam ao palco do Centro de Convenções Ulysses Guimarães após sucesso da última passagem pela cidade, em maio deste ano



Realizada em maio deste ano, a bem-sucedida turnê De Santo Amaro à Xerém, de Maria Bethânia e Zeca Pagodinho, volta a rodar o país. Brasília irá receber novamente o espetáculo em 24 de novembro, às 21h30, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental). Depois da estreia na capital federal, a tour seguirá para Porto Alegre (28/11), Rio de Janeiro (30/11 e 1/12), São Paulo 8/12) e Salvador (26/1).

Na primeira apresentação, os ingressos esgotaram em tempo recorde. Desta vez, os fãs terão a oportunidade de garantir convite antecipado com 50% de desconto na pré-venda exclusiva on-line, a partir desta sexta (17/8) até segunda (20/8) – mediante código informado no site www.ohartes.com.br. A partir da próxima terça-feira (21/8), as entradas poderão ser adquiridas também na loja da Eventim, localizada no Brasilia Shopping (Asa Norte).


O repertório é assinado pelos dois artistas conta com clássicos do cancioneiro popular, como Negue (Adelino Moreira), Reconvexo (Caetaneo Veloso), Maneiras (Sylvio da Silva) e Verdade (Nelson Rufino/Carlinhos Santana).
Maria Bethânia e Zeca Pagodinho – De Santo Amaro à Xerém
Dia 24 de novembro, às 21h30, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental). Os ingressos variam entre R$ 150 (poltrona superior) e R$ 400 (front gold). Valores referentes à meia-entrada e sujeitos a alterações sem aviso prévio. À venda pelo site www.eventim.com.br. Informações: (61) 4003-6860. Não recomendado para menores de 14 anos


Fonte: metropoles

sábado, 31 de março de 2018

APÓS 20 ANOS AFASTADAS, GAL COSTA E MARIA BETHÂNIA ANUNCIAM PARCERIA

Minha Mãe, escrita por César Lacerda e Jorge Mautner, fará parte do novo disco de Gal


A última parceria entre Gal e Bethania tinha acontecido há mais de 20 anos.


Após quase 20 anos sem serem vistas juntas, Maria Bethânia e Gal Costa vão gravar uma faixa em conjunto no novo CD de Gal, que ainda não teve nome divulgado, mas será lançado pela gravadora Biscoito Fino e está em fase de finalização. A música Minha mãe marca um reencontro de vozes que há 28 anos não se ouvia, porém está presente nas canções Sonho meu, O ciúme e Oração de mãe menininha.

Os compositores César Lacerda e Jorge Mautner fizeram a letra da nova faixa pensando na figura materna que é representada pelas mães das duas cantoras, Dona Mariah Costa Penna e Dona Canô. Eles traçam um paralelo com Nossa Senhora Aparecida, que simboliza a religiosidade das duas mulheres. 

O novo álbum que Gal Costa lançará este ano, conta com outras parcerias. Uma delas é música inédita do compositor paulista Guilherme Arantes, Puro sangue (O libelo do perdão) que foi oferecida a ela. Essa canção quase gerou mais um dueto da cantora com Caetano Veloso. A ideia de possivelmente juntar esses músicos foi do diretor artístico do disco Marcus Preto. Porém, ao ouvir a composição, Caetano considerou que Puro sangue (O libelo do perdão) estava perfeita e não precisava de sua contribuição.


Relação

A cantora Maria Bethânia relatou, em 2017, após ser convidada para dar um depoimento para o documentário em homenagem aos 50 anos de carreira de Gal, que as cantoras não tinham contato desde 2002, momento em que se juntaram a Caetano Veloso e Gilberto Gil para produzir uma reedição do grupo Doces Bárbaros. Desde então, a amizade entre as duas foi questionada. Em 2012, quando Dona Canô, mãe de Maria Bethânia e Caetano Veloso morreu, Gal Costa entrou em contato com os artistas para mandar uma mensagem de pêsames. 

Segundo a assessoria de Gal Costa, as duas sempre foram amigas, porém não trabalham juntas há muito tempo. A última gravação que produziram em parceria uma com a outra foi Iansã, do disco 25 anos, de Bethânia.


Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

MARIA BETHÂNIA E ZECA PAGODINHO FARÃO SHOW JUNTOS EM PERNAMBUCO

Apresentação faz parte da turnê De Santo Amaro a Xerém


Maria Bethânia e Zeca Pagodinho durante as gravações do DVD Quintal do Pagodinho 3. 


Os cantores Zeca Pagodinho e Maria Bethânia trazem a Pernambuco o show da turnê De Santo Amaro a Xerém. A apresentação já tem data e local confirmados. Será no dia 07 de abril, no Classic Hall, em Olinda. O projeto que os artistas - amigos de longa data - apresentam surgiu durante as gravações do álbum Quintal do Pagodinho 3, lançado em 2016, que reuniu convidados especiais como Bethânia, Paulinho da Viola, Maria Rita, Marcelo D2, entre outros.


Fonte: Diario de Pernambuco

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

MARIA BETHÂNIA ACEITA CONVITE PARA PARTICIPAR DO CARNAVAL DO RECIFE

Cantora baiana deve cantar na abertura da festa, em homenagem a Naná Vasconcelos



Cantora participou da folia de Momo do Recife em 2007. 


A cantora Maria Bethânia aceitou um convite da prefeitura do Recife para participar da abertura do carnaval da cidade, no dia 24 de fevereiro (sexta-feira). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da cantora ao Viver. De acordo com a produção da Abelha Rainha, foi repassada à organização da festa a lista com o que ela precisa, mas os trâmites burocráticos ainda não foram concluídos e nenhum contrato foi assinado. A assessoria de imprensa do carnaval também não confirma a participação dela.

A baiana deve participar de homenagem ao pernambucano Naná Vasconcelos, que faleceu em março de 2016. O percussionista liderava a cerimônia de início da festa recifense, regendo batuqueiros de várias nações de maracatu. Maria Bethânia se apresentou no carnaval do Recife em 2007, quando foi convidada por Naná, um dos mais respeitados percussionistas do mundo, para a cerimônia com os batuqueiros. Na ocasião, ela gravou a música Frevo nº 1 do Recife, composta pelo pernambucano Antônio Maria (1921-1964), para o CD 100 anos de frevo: É de perder o sapato. Bethânia, aliás, tem uma história curiosa com a canção: na década de 1970, ela a gravou sob o título (errrado) Frevo nº 2 do Recife, além de cantar Haroldo Marias, em vez de Haroldo Fatia, o verdadeiro homenageado, que é o autor do primeiro gol do Sport na Ilha do Retiro.

Maria Bethânia está com show marcado em Pernambuco para o dia 18 de março, no Classic Hall (Avenida Governador Agamenon Magalhães, s/n, Complexo Salgadinho, Olinda). A turnê, ainda não apresentada no estado, comemora 50 anos de carreira e inclui clássicos gravados por ela, como É o amor, Olhos nos olhos, Explode coração e Começaria tudo outra vez. O mais recente álbum dela foi Abraçar e agradecer, também em celebração às cinco décadas de trajetória artística, com faixas assinadas pelo irmão, Caetano Veloso, por Chico Buarque, Danilo Caymmi e outros. Os ingressos custam R$ 120 e 60 (meia), para pista, R$ 1 mil (mesa VIP para quatro pessoas), R$ 1,2 mil (mesa premium para quatro pessoas), R$ 1,2 mil (camarote no 3º piso para dez pessoas), R$ 1,5 mil (camarote no 2º piso para dez pessoas) e R$ 1,8 mil (camarote no 1º piso para dez pessoas). Informações: 3207-7500.

Assista a um trecho da apresentação em 2007:





Fonte: Viver/Diario - Diario de Pernambuco








sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

AOS 70 ANOS, MARIA BETHÂNIA LANÇA CD E DVD DUPLOS COM 41 CANÇÕES

'Abraçar e agradecer' celebra cinco décadas de carreira da cantora, que prepara mais um álbum e livro


Por Mariana Peixoto 




A cada noite ela fez tudo exatamente igual. Porém, cada noite é diferente. Dura quase cinco horas o caminho de Maria Bethânia de seu hotel, na Zona Sul de São Paulo, até o palco do HSBC Brasil. Ao longo de duas noites de agosto de 2015, foi ali gravado o CD e DVD Abraçar e agradecer, espetáculo que comemorou seus 50 anos de carreira. O show, que rendeu seu novo registro audiovisual, chega às lojas no apagar das luzes de 2016, e é um luxuoso projeto duplo, que inclui livreto cheio de fotos e texto de Nelson Motta.

Um texto de Bia Lessa, diretora do show, na voz de Renata Sorrah, refaz o caminho de Bethânia até o palco. Conversa com sua equipe; ajusta algumas músicas com a banda; arruma a própria maquiagem e o cabelo; janta uma comida simples, trazida numa vasilha de plástico; prepara a voz; concentra-se; faz uma oração com seus músicos; veste a roupa e sua coleção de pulseiras. Por fim, sem dizer uma só palavra, caminha, já descalça, para a entrada do palco.

“Lógico que no Opinião (show que marcou sua estreia nos palcos, em 1965, em substituição a Nara Leão), onde eu nem sabia onde estava, não tive essa preparação. Achava que seriam quatro dias e logo voltaria para minha vida na Bahia. Mas, desde 1967, tenho essa mesma disciplina. Sou muito soltinha, um espírito livre. Preciso de regras”, afirma Bethânia.

Hoje com 70 anos, a grande cantora brasileira é também a mais incansável delas. Trabalhou até o dia 20, onde concedeu as últimas entrevistas sobre o lançamento. Agora, descansa, mas sempre de olho no próximo trabalho. Abraçar e agradecer não lhe pertence mais. É do público.

“Não gosto de me ver no vídeo. Só vi a abertura e o final porque a Bia veio em casa me pedir. Mas não caio nessa não, pois não gosto de me observar.” É algo paradoxal, ainda mais porque Abraçar e agradecer é o 17º registro audiovisual da cantora. “Adoro o que faço, mas enquanto estou fazendo. Depois, acabou para mim, quero outro. E DVD (de show) assisto só um pouco, o que acabou criando problemas com amigos que venero. Me perguntam: ‘Mas você não viu? Te mandei!’. Tenho certa preguiça, gosto de ver ao vivo.”


PIAF

O DVD duplo reúne, no primeiro disco, o show que rodou o país – foi visto em BH no Palácio das Artes em maio de 2015. No registro, ela desfia 41 canções. É uma celebração com um tom histórico muito forte, mas também com um olhar para o que o futuro pode reservar.

As músicas são executadas uma seguida da outra, sem pausa. Por vezes há apenas um trecho de canção, deixando nenhum espaço para improviso ou mudanças no roteiro. “É um exercício que Piaf ensinou para todas as cantoras do mundo. Pegue as canções que lhe tocaram, trabalhe tecnicamente até que isso se esgote. Aí você vai ser a canção. Ou seja, com a técnica apurada, (a interpretação) fica espontânea.”

É do repertório de Édith Piaf um dos pontos altos do show. Sua interpretação absolutamente pessoal de Non, je ne regrette rien (Michael Voucaire e Charles Dumont) é um dos grandes momentos da apresentação, já na parte final.

Seguindo sua própria cartilha, Bethânia ainda recita poemas de Fernando Pessoa e Clarice Lispector. Mas é a música que alinhava toda a história. Da cantora do mar (Eu e água, Abraçar e agradecer), à mulher do interior (Eu, a viola e Deus, Criação), há ainda aquela que canta seu povo (Xavante, Povos do Brasil) e a que sempre teve a religião a seu lado (Oração de Mãe Menininha).

Canta seus compositores da vida inteira: Caetano Veloso, Chico Buarque, Gonzaguinha, Dorival Caymmi e reúne inéditas ao repertório, caso de Viver na fazenda e Voz de mágoa, ambas de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, além de Silêncio, de Flávia Wenceslau.

O segundo DVD reúne outros registros de homenagens aos 50 anos da trajetória de Bethânia, como o enredo Maria Bethânia, a menina dos olhos de oya, que deu à Mangueira o título de campeã do carnaval deste ano, e a exposição Maria de todos nós, no Paço Imperial, no Rio.


DOUTORA MARICOTINHA

A cada nova temporada de shows são pelo menos três meses de ensaio. E tem que ter sempre algo novo. “Isso é o que eu adoro. Já tenho recebido muita coisa”, comenta ela, que em 2017 grava novo álbum de estúdio. Mas não há pressa. “Começo a trabalhar logo no primeiro semestre, mas é um trabalho caseiro.” Por ora, recebeu novas canções de Chico César, Flávia Wenceslau e Roque Ferreira. “Se aquilo bate, se tem a minha cara, escolho. Sou intérprete, então tenho que achar os meus motivos (para gravar uma canção).”

Mas até que um novo álbum chegue, outros projetos que envolvam Bethânia terão sido lançados. Um deles é o documentário Karingana (que significa a arte de declamar), que será lançado em 2017 no canal pago Curta!. Em outubro, ela foi pela primeira vez a Moçambique, na África, para participar do registro. Apresentou em Maputo, ao lado dos escritores Mia Couto e José Eduardo Agualusa, o espetáculo Ensaio poético.

“Adorei tudo. Fui homenageada numa escola pública, muito humilde e longe do Centro. Os alunos fizeram um dia de apresentação. Foram quatro horas com o meu repertório. E achei Maputo muito parecida com Santo Amaro. Na pobreza e na alegria”, conta.

No retorno ao Brasil, ela recebeu, da Universidade Federal da Bahia, o título de doutora honoris causa – Bethânia completou apenas o ensino médio. “Imagina eu, doutora. Foi muito bonito, pois houve uma aclamação de todas as cadeiras das faculdades de artes. Fiquei muito comovida”, acrescenta ela, que na ocasião se denominou “doutora Maricotinha”.

Há outras iniciativas em curso sobre sua trajetória, como o livro Então, Maria Bethânia. No trabalho, que será lançado em breve, Bia Lessa reuniu 400 fotografias da cantora de diferentes autores. “Ainda não vi, mas tudo o que a Bia faz é muito benfeito. Esse livro foi feito com essa lei em que se pode fazer o que quiser. Fazem muitas coisas com meu trabalho, pois meu trabalho é com o Brasil”, comenta ela.

Um Brasil que Bethânia vem lamentando. “Temos muito por que chorar. É tanto erro, tanta repetição, tanto desrespeito. Isso é para a gente gritar. Mas, ao mesmo tempo, existem belezuras que só o Brasil tem. Este é o Brasil da gente. O Brasil de que gosto é aquele que fica bem longe de Brasília”, conclui.

sábado, 3 de setembro de 2016

MARIA BETHÂNIA: 70 ANOS DA ABELHA RAINHA DA MPB

Por Ana Elisa Santana




Maria Bethânia - show em Fortaleza

Ela é única e muitas. Abelha rainha, tigresa, carcará, menina de Oyá... Maria Bethânia coleciona codinomes, e a força de cada um deles se revela no palco, onde a cantora hipnotiza quem a assiste há mais de 50 anos. Neste sábado, 18 de junho, o diamante vedadeiro da Música Popular Brasileira completa 70 anos.

A cada apresentação, Bethânia demonstra maestria ao fazer interpretações de músicas que se tornam clássicas em sua voz. De Caetano Veloso - seu irmão - a Raul Seixas, diversos compositores já ganharam a marca da cantora. Seus shows se transformam em saraus, também, quando ela recita, cheia de delicadeza, algumas das canções ou poesias incorporadas ao espetáculo.

A palavra é manuseada de forma mágica pela baiana, e tem, para ela, um encanto inexplicável. É "feiticeira", segundo a própria Bethânia diz a Jorge Mautner no programa Oncotô, da TV Brasil, ao apontar o poeta Fernando Pessoa com grande identificação:

"Fernando (Pessoa), de algum modo, sou eu. Como ele é muito doido... são 50 em um, eu gosto, porque eu também sou assim, eu fico variando muito, meu temperamento, meu signo, sei lá, como Deus me fez", diz Bethânia.



Perfil

Maria Bethânia nasceu em 1946, na cidade baiana de Santo Amaro da Purificação. Seu nome foi sugestão do irmão Caetano Veloso, que na época tinha apenas quatro anos de idade. É filha do Senhor José Telles Velloso e de Claudionor Vianna Telles Velloso, a Dona Canô.

Batizada na Igreja Nossa Senhora da Penha, em Salvador, Maria Bethânia é católica devota, mas também é fiel ao Candomblé. Diversas de suas músicas falam de sua crença e são dedicadas aos santos e orixás.



Carreira

Desde cedo, Bethânia dizia à mãe que queria ser artista. Queria ser atriz e chegou a atuar em algumas montagens, mas a presença do irmão Caetano a influenciou para seguir a música. Em 1963, seus caminhos entre o teatro e a música começaram a se misturar quando ela subiu ao palco pela primeira vez para cantar. Na ocasião, Caetano foi convidado pelo amigo Álvaro Guimarães, Alvinho, para musicar a peça "Boca de Ouro", de Nelson Rodrigues.

No mesmo ano, Bethânia e Caetano conheceram artistas como Gilberto Gil, Gal Costa e Tom Zé, que se tornariam parceiros de arte e de vida. Dois anos mais tarde, em 1965, Bethânia se mudou para o Rio de Janeiro a convite de Nara Leão para a peça "Opinião", e em pouco tempo lançou o disco Maria Bethânia, com a música "Carcará", que se tornou um grande sucesso. 

Sua carreira é marcada pela forte presença nos palcos e o lançamento de diversos álbuns. Em 1975, se encontrou com Chico Buarque e, juntos, eles lançaram o disco Chico Buarque e Maria Bethânia, que foi gravado ao vivo no tradicional Canecão, no Rio de Janeiro.

Em 1976, Bethânia, Caetano, Gilberto Gil e Gal Costa uniram seus talentos para formar o grupo Os Doces Bárbaros. A trajetória dos quatro artistas ficou registrada em um filme e tem um álbum duplo homônimos, lançados naquele ano.


Maria Bethânia tem 34 discos gravados em estúdio e 15 álbuns ao vivo que somam mais de 26 milhões de cópias vendidas. Ela tem também 11 álbuns com compilações de seus grande sucessos e 65 participações em obras de outros artistas.

Confira trechos do show de Bethânia na Conha Acústica de Salvador, gravado no dia 13 de maio deste ano:






Discografia Oficial



Compacto Carcará (1965)



Faixas:
01 - Carcará
02 - É De Manhã




Compacto Duplo (1965)


Faixas:
01 - Carcará
02 - No Carnaval
03 - Mora Na Filosofia
04 - Só Eu Sei





Compacto Eu Vivo Num Tempo de Guerra (1965)


Faixas:

01 - Eu Vivo Num Tempo de Guerra

02 - Viramundo





Maria Bethânia (1965)

Faixas:
01 - De manhã
02 - Só eu sei
03 - Pombo correio
04 - No carnaval
05 - Nunca mais
06 - Sol negro
07 - Missa agrária - carcará
08 - Anda luzia
09 - Feitio de oração
10 - Feiticeira
11 - X do problema
12 - Mora na filosofia


Maria Bethânia canta Noel Rosa (1966)

Faixas:
01 - Três apitos
02 - Pra que mentir
03 - Pierrot apaixonado
04 - Meu barracão
05 - Último desejo
06 - Silêncio de um minuto








Edu e Bethânia (1967)



Faixas:
01 - Upa neguinho
02 - Cirandeiro
03 - Sinherê
04 - Lua nova
05 - Candeias
06 - Borandá
07 - Pra dizer adeus
08 - Veleiro

09 - Só me fez bem

10 - O tempo e o rio



Recital na Boite Barroco (1968)




Faixas:

01 - Marginalia II 

02 - Carinhoso 
Se todos fossem iguais a você 
03 - Último desejo 
04 - Camisa listada 
05 - Marina 
06 - O que tinha de ser 
07 - Molambo 
08 - Lama 
09 - Pano legal 
Café soçaite 
10 - Pé da roseira 
11 - Ele falava nisso todo dia 
12 - Maria, Maria 



Maria Bethânia (1969)


Faixas:


01 - Yê-melê
02 - Pra dizer adeus
03 - Ponto do guerreiro branco
04 - Preconceito
05 - Dois de fevereiro
06 - O tempo e o rio
07 - Frevo número um do Recife
08 - Duas contas
09 - Andança
10 - Onde andarás
11 - Agora é cinza / A fonte secou / Eu agora sou feliz / O nosso amor / Cidade maravilhosa



Maria Bethânia ao vivo (1970)



Faixas:
01 - Ponto de iansã
02 - Meiga presença
03 - Marinheiro só – Samba de roda
04 - Nada além
05 - Com açucar com afeto
06 - Irene
07 - 9º andar
08 - Os argonautas
09 - Fósforo queimado
10 - Voltei pro morro
11 - Maria
12 - Ponto de oxossi 



A Tua Presença... (1971)



Faixas:
01 - Janelas Abertas N.°2
02 - Jesus Cristo

03 - Olhe O Tempo Passando

04 - Dia 4 De Dezembro

05 - Quem Me Dera
06 - Mano Caetano
07 - A Tua Presença Morena
08 - Mariana, Mariana
09 - Fôlha Morta
10 - Rosa Dos Ventos
11 - Se Eu Morresse Amanhã
12 - What's New?


Vinícius+Bethânia+Toquinho en la fusa (Mar del Plata) (1971)


Faixas:
01 - A Tonga Da Mironga Do Kabulete

02 - É De Manha
03 - Samba Da Rosa
04 - Testamento
05 - Samba Da Bencao 
06 - Tarde Em Itapoa
07 -  Viramundo
08 - Apelo
09 - Como Dizia O Poeta
10 - O Que Dinha De Ser
11 - O Dia Da Criacao




Rosa dos Ventos (1971)



Faixas:
01 - Assombrações

02 - O Tempo e o Rio/ Ponto de Oxum

03 - Texto Nr.1/ O Mar/ Canção da partida/ Avarandado

04 - Texto/ Toalha da Saudade/ Imitação/ Hora da Razão

05 - Cantigas de Roda
06 - Texto Nr.2/ Doce Mistério da Vida
07 - Minha História/ Lembranças
08 - El Dia Que Me Quieras
09 - Rosa dos Ventos
10 - Texto Nr.3/ Janelas Abertas Nr.2
11 - Texto Nr.4/ Não Identificado
12 - Flor da Noite
13 - Texto Nr.5/ Movimento dos Barcos



Drama (1972)


Faixas:
01 - Ponto
02 - Esse Cara - Bodas de Prata

03 - Volta Por Cima

04 - Bom Dia

05 - Anjo Exterminado

06 - Maldição
07 - Iansã
08 - Trampolim
09 - Negror Dos Tempos
10 - Circo
11 - Estácio Holly Estácio
12 - Drama



Quando o Carnaval Chegar  (1972)



Faixas:

01 - Mambembe (Tema De Abertura Orquestral)

02 - Baioque

03 - Caçada
04 - Mais uma estrela
05 - Quando O Carnaval Chegar
06 - Minha Embaixada Chegou
07 - Soneto
08 - Mambembe
09 - Soneto
10 - Partido Alto
11 - Bom Conselho
12 - Frevo
13 - Formosa
14 - Cantores do rádio



Drama 3º Ato (1973)


Faixas:

01 - Movimento Do Barcos / Baioque 

02 - Texto De Reserva De Domínio / Rasguei a Minha Fantasia / Se Essa Rua Fosse Minha / Nada Além

03 - Texto De Antonio Bivar / Estrela Do Mar / Meu Primeiro Amor (Lejania)

04 - Soneto
05 - Maré Encheu / Quem Vem Pra Beira Do Mar
06 - Texto De Isabel Camara / Como Vai Você / 4 Paredes
07 - Texto De Reserva De Domínio / Atrás Da Porta
08 - Texto De Antonio Bivar / Donde Estará Mi Vida
09 - Texto De Isabel Camara / Preciso Aprender a Só Ser
10 - Texto De Luiz Carlos Lacerda / Esse Cara / Rodas De Prata / Tatuagem
11 - Texto De Fernando Pessoa / Volta Por Cima / Eu Sou a Outra
12 - Solução / Formosa
13 - E O Mundo Não Se Acabou / Maria Escandalosa 
14 - Ela Desatinou
15 - Lenda Do Abaeté / Oração De Mãe Menininha / Filhos De Gandhi
16 - Texto De Maria Bethânia / Iansã
17 - Texto De Clarisse Lispector / Luz Da Noite 
18 - Texto De Fernando Pessoa / Drama





A Cena Muda (1974)


Faixas:

01 - Luzia Luluza

02 - Sinal fechado / Roda-viva / Rosa dos Ventos

03 - Cala a boca, Bárbara

04 - Conversação entre João e Maria / A sonhar eu venci mundos / Sonho impossível (The impossible dream)
05 - Taturano / Galope
06 - Quem há de dizer (vinheta) / Demoníaca
07 - Encouraçado / Resposta / Num samba curto (vinheta)
08 - Tira as mãos de mim / A coroa do rei
09 - Eu fui à Europa
10 - Gás néon / Luzes da ribalta (Limelight)
11 - Espinita / Disseram que voltei americanizada
12 - Lili (Hi-Lili, Hi-Lo) / Ator de cinema / Não tem tradução
13 - Sinal fechado (vinheta) / Desesperadamente / Dez bilhões de neurônios
14 - Dos pés à cabeça / Nossa Senhora da Ajuda
15 - Eu vim do sertão / Midas / Maria, Maria
16 - Demoníaca (vinheta) / Chão de estrelas / Sinal fechado



Chico Buarque & Maria Bethânia ao vivo (1975)




Faixas:

01 - Olê, olá – Chico e Bethânia

02 - Sonho impossível – Maria Bethânia

03 - Sinal fechado – Chico e Bethânia

04 - Sem fantasia – Chico e Bethânia
05 - Sem açúcar – Maria Bethânia
06 -  Com açúcar, com afeto – Chico Buarque
07 - Camisola do dia – Maria Bethânia
08 - Notícia de jornal – Chico Buarque
09 - Gota d’água – Chico Buarque
10 - Tanto mar (instrumental)
11 - Foi assim – Maria Bethânia
12 - Flor da idade – Chico Buarque
13 - Bem-querer – Chico e Bethânia
14 - Cobras e lagartos – Maria Bethânia
15 - Gïta – Maria Bethânia
16 - Quem te viu, quem te vê – Chico e Bethânia
17 - Vai levando – Chico e Bethânia
18 - Noite dos mascarados – Chico e Bethânia




Pássaro Proibido (1976)



Faixas:
01 - As Ayabás
02 - Mãe Maria

03 - Balada do lado sem luz
04 - A Bahia te espera
05 - Pecado
06 - Olhos nos olhos
07 - Festa
08 - Amor, amor
09 - Pássaro proibido 



Doces Bárbaros ao vivo (Duplo) (1976)




Faixas:

Disco 1:

01 - Eu E Ela Estávamos Ali Encostados Na Parede
02 - Esotérico
03 - Eu Te Amo
04 - O Seu Amor
05 - Quando
06 - Pé Quente, Cabeça Fria
07 - Peixe
08 - Um Índio
09 - São João, Xangô Menino
10 - Nós, Por Exemplo
11 - Os Mais Doces Bárbaros

Disco 2:
01 - Os Mais Doces Bárbaros
02 - Fé Cega Faca Amolada
03 - Atiraste Uma Pedra
04 - Pássaro Proibido
05 - Chuckberry Fields Forever
06 - Gênesis
07 - Tarasca Guidon



Pássaro da Manhã (1977)




Faixas:

01 - Texto de Fernando Pessoa (com fundo musical “Até pensei”)
02 - Tigresa
03 - Texto de Fauzi Arap (com fundo musical “Jogo de damas”) / Um jeito estúpido de te amar
04 - Começaria tudo outra vez
05 - Promessa
06 - Gente
07 - Texto de Maria Bethânia / Há um Deus
08 - Terezinha
09 - Cabocla Jurema
Por causa desta Cabocla
10 - Texto de Clarice Lispector / O que será (À flor da Terra)


Álibi (1978)


Faixas:
01 - Diamante Verdadeiro
02 - Álibi
03 - O Meu Amor
04 - A Voz de Uma Pessoa Vitoriosa
05 - Ronda
06 - Explode Coração
07 - Negue
08 - Sonho Meu
09 - De Todas as Maneiras
10 - Cálice
11 - Interior



Maria Bethânia e Caetano Veloso ao vivo (1978)



Faixas:
01 - Tudo de Novo
02 - Carcará
03 - João e Maria
04 - Número Um
05 - Maria Bethânia
06 - O Que Tinha De Ser
07 - O Leãozinho
08 - Meu Primeiro Amor
09 - Falando Sério
10 - Reino Antigo/ Adeus, Meu Santo Amaro
11 - Maninha
12 - Doce Mistério da Vida




Mel (1979)




Faixas:

01 - Mel

02 - Ela e Eu
03 - Cheiro de Amor
04 - Da Cor Brasileira
05 - Loucura
06 - Gota de Sangue
07 - Grito de Alerta
08 - Lábios de Mel
09 - Amando Sobre os Jornais
10 - Nenhum Verão
11 - Infinito Desejo
12 - Queda D'Água




Talismã (1980)


Faixas:
01 - Vida Real
02 - Cansei de Ilusões
03 - Alguém Me Avisou (Com Caetano Veloso e Gilberto Gil)
04 - Lado Quente do Ser
05 - Pele
06 - Noite de um verão de Sonho
07 - Mergulho
08 - Eu tenho um pecado Novo
09 - Amo Tanto Viver
10 - Gema
11 - Mentira de Amor





Alteza (1981)


Faixas:
01 - Maravida
02 - Atiraste Uma Pedra
03 - Purificar O Subaé (Com Nicinha, Caetano Veloso e Gilberto Gil)
04 - Rosa do Viver
05 - Alteza
06 - Sete Mil Vezes
07 - Todas as Horas
08 - Caminho Das Índias
09 - Súplica
10 - Amiga Dos Ventos




Nossos Momentos (1982)






Faixas:
01 - Maria Bethânia (Betha Bethania)
02 - O Que É O Que É ?/ Eterno Começo/ Grito de Alerta
03 - Nosso Momentos
04 - Gás Néon
05 - Luzes Da Ribalta (Limelight)
06 - Prenda
07 - Com Certeza
08 - De Noite E De Dia
09 - Anda Luzia / Mal-Me-Quer/ Ta-Hi (Pra Você Gostar de Mim)
10 - Baila Comigo/ Shangrilá
11 - Doce Mistério Da Vida (Ah! Sweet Mystery of Life)
12 - Vida
13 - Cântico Negro
14 - Estranha Forma De Vida
15 - Canção Da Volta
16 - O Último Pau De Arara/ Pau de Arara/ Carcará
17 - O Que É O Que É ?




Ciclo (1983)



Faixas:
01 - Motriz
02 - Filosofia Pura (Com Gal Costa)
03 - Fogueira
04 - A Notícia
05 - Sonhei Que Estava Um Dia Em Portugal
06 - Ciclo
07 - Rio de Janeiro (Isto é o meu Brasil)
08 - Cantar para fazer o sol Adormecer
09 - Ela disse-me assim
10 - Vinho
11 - Lua




A Beira e o Mar (1984)




Faixas:
01 - A Hora Da Estrela De Cinema
02 - A Beira E O Mar
03 - Na Primeira Manhã
04 - Nossos Momentos
05 - Abc Do Sertão
06 - Pra Eu Parar de Me Doer
07 - Nome da Cidade
08 - Esse Sonho vai dar
09 - Caso de Polícia
10 - Da Gema
11 - Somos Iguais
12 - Sucesso Bendito
13 - Sonho Impossível (The Impossible Dream)



Dezembros (1986)




Faixas:
01 - Anos Dourados
02 - Doce Espera
03 - Errei Sim
04 - Trancham
05 - Quero Ficar Com Você
06 - Gostoso Demais
07 - Sei De Cor
08 - Estrela Do Meu Céu
09 - Yorubahia
10 - Canções e Momentos





Maria (1988)



Faixas:
01 - A Terra Tremeu - Ofá (Com Lady Smith Black Mambazo)
02 - Recado Falado
03 - Verdades e Mentiras
04 - Mulheres do Brasil
05 - Poema nos Olhos da Amada (com Jeanne Moreau)
06 - Tá Combinado
07 - Eu e a Água
08 - O que os Olhos Não Vêem - Eu Sou a Outra
09 - Onde Andarás
10 - O Ciúme (Com Gal Costa)
11 - Noite de Cristal - Bandeira Branca




Memória da Pele (1989)




Faixas:
01 - Reconvexo
02 - Tenha Calma
03 - Confesso
04 - Junho
05 - Morena
06 - Salve As Folhas (Com Sandra de Sá)
07 - Memória Da Pele
08 - A Mais Bonita
09 - Guerra no Mar
10 - Vingança
11 - Paiol Do Ouro




Maria Bethânia 25 anos (1990)


Faixas:
01 - Abertura com a Bateria da Mangueira/ Texto
02 - O canto do Pajé
03 - Tocando Em Frente
04 - Maria
05 - Linda Flor (Ai ioiô) (Com João Gilberto)
06 - Logrador
07 - Quase
08 - Pronta Pra Cantar (Com Nina Simone)
09 - Tomara
10 - Flor De Ir Embora
11 - Awô - Iansã (Com Alcione e Gal Costa)
12 - Palavras




Olho D'água (1992)




Faixas:
01 - Sodade, meu bem sodade (vinheta)
02 - Vida Vã
03 - Invisível
04 - Ilumina
05 - Medalha de São Jorge
06 - Tempo e a canção
07 - Bilhete de Despedida
08 - Olho d'água
09 - Louvação A Oxum
10 - Rainha Negra
11 - Búzio
12 - Modinha
13 - Além da Última Estrela
14 - Sodade, meu bem sodade (vinheta)


As canções que você fez pra Mim (1993)




Faixas:
01 - As Canções Que Você Fez Pra Mim
02 - 
Olha
03 - Fera Ferida
04 - Palavras
05 - Costumes
06 - Detalhes
07 - Você não Sabe
08 - Eu Preciso de Você
09 - Seu Corpo
10 - Você
11 - Emoções



Las Canciones que Hiciste para Mi (1993)




Faixas:
01 - Las Canciones Que Hiciste Para Mí (As Canções Que Você Fez Pra Mim)
02 - Olha
03 - Fiera Herida (Fera Ferida)
04 - Palabras (Palavras)
05 - Costumes
06 - Detalhes
07 - Tú No Sabes (Você não Sabe)
08 - Necesito de Tu Amor (Eu Preciso de Você)
09 - Seu Corpo
10 - Tú (Você)
11 - Emociones (Emoções)


Maria Bethânia ao vivo (1995)




Faixas:
01 - Introdução : Cristal
02 - Fera Ferida
03 - Fé cega, Faca amolada
04 - Eu e a água
05 - Genipapo absoluto
06 - Mané fogueteiro
07 - Tudo de novo
08 - As canções que você fez pra mim
09 - Ronda
10 - Atrás da Verde e Rosa só não vai quem já morreu / Onde o Rio é mais Baiano
11 - Faixa de cetim
12 - Lua
13 - Lua branca
14 - Detalhes
15 - Costumes
16 - Meu primeiro amor (Lejania)
17 - Você não sabe
18 - Explode coração
19 - Bárbara
20 - Mar e lua
21 - Você
22 - Reconvexo
23 - Todo o sentimento
24 - Emoções
25 - Todo o sentimento


Âmbar (1996)




Faixas:
01 - Âmbar
02 - Chão De Estrelas
03 - Iluminada (Com Zap Mama, Sabine Kabongo, Angelique Wilkie)
04 - Onde Estará O Meu Amor
05 - Quando Eu Penso Na Bahia (Com Chico Buarque)
06 - Ave Maria
07 - Uns Versos
08 - Allez Y
09 - Todos Os Lugares
10 - Lua Vermelha
11 - O Circo
12 - Invocação (Com Virginia Rodrigues)
13 - Eterno Em Mim
14 - Brisa




Imitação da Vida ao vivo (1997)




Faixas:
CD 01
01 - eatriz/Imitação/Rosa Dos Ventos
02 - Chão De Estrelas
03 - Todos Os Lugares/Não Dá Mais Pra Segurar
04 - Gita
05 - Sino Da Minha Aldeia/Cantigas De Roda/Quadrinhas
06 - Terezinha
07 - Bela Mocidade
08 - Iluminada
09 - Lua Vermelha
10 - Uma Canção Desbaturada
11 - Lamento Sertanejo/Viramundo
12 - O Circo
13 - Preconceito/Lama
14 - Negue

CD 02
01 - Onde Estará O Meu Amor
02 - Mensagem
03 - Grito De Alerta
04 - Meu Amor É Marinheiro
05 - Beatriz
06 - A Voz De Uma Pessoa Vitoriosa/Eterno Em Mim
07 - Sonho Impossível
08 - Inovação
09 - Segue O Teu Destino
10 - Quixabeira
11 - Felicidade
12 - Alegria
13 - Âmbar
14 - Canção Da Manhã Feliz

A Força que Nunca Seca (1999)




Faixas:
01 - Trenzinho Caipira
02 - Luar Do Sertão
03 - É O Amor
04 - Não Tenha Medo
05 - Eu Queria Que Você Viesse
06 - Espere Por Mim Morena
07 - Resto De Mim
08 - Gema
09 - Cacilda
10 - Agradecer E Abraçar
11 - As Flores Do Jardim Da Nossa Casa
12 - Romaria
13 - A Força Que Nunca Seca
14 - Vila Do Adeus


Diamante Verdadeiro ao vivo (1999)




Faixas:
CD 01
01 - Senhora do Vento Norte
02 - Vida
03 - Cacilda
04 - O Tempo e o Rio
05 - Morena do Mar / Suíte dos Pescadores / Avarandado
06 - Dois de Fevereiro / Agradecer e Abraçar
07 - Recôncavo
08 - Luar do Sertão / Azulão
09 - O Trenzinho Caipira
10 - Romaria
11 - Assombrações
12 - As Ayabás / Iansã
13 - Doce Mistério da Vida

CD 02
01 - Outra Vez
02 - Não Tenha Medo
03 - Mel
04 - Resposta
05 - Fala Baixinho
06 - As Flores do Jardim de Nossa Casa
07 - Resto de Mim
08 - Eu Queria Que Você Viesse
09 - Marginália II
10 - Assentamento
11 - Roda Viva
12 - Um Índio
13 - Vila do Adeus
14 - Na Carreira
Maricotinha (2001)




Faixas:
01 - Dona Do Dom
02 - A Moça Do Sonho
03 - Primavera
04 - O Canto De Dona Sinhá (Toda Beleza Que Há) (Com Caetano Veloso)
05 - Quando Você Não Está Aqui
06 - Nem Sol , Nem Lua, Nem Eu
07 - Antes Que Amanheça
08 - Água E Pão
09 - Se Eu Morresse De Saudade
10 - Depois De Ter Você
11 - Juntar O Que Sentir
12 - Noite De Estrelas
13 - Não Vou
14 - Maricotinha



Maricotinha ao vivo (2002)



Faixas:
CD 01
01 - Abertura: Dionísia
02 - A moça do sonho
03 - O quereres
04 - Pau-de-arara
05 - Dona do dom
06 - Festa
07 - Trecho: A moça
08 - Texto: Eu não sabia, tu não sabias
09 - Fotografia
10 - Anos dourados
11 - Todo amor que houver nessa vida
12 - De todas as maneiras
13 - Texto: Eu quero ser possuída por você
14 - Seu jeito de amar
15 - Negue
16 - Sobre todas as coisas
17 - Sob medida
18 - Casinha branca
19 - O canto de Dona Sinhá
20 - O tempo e o rio
21 - Menininha
22 - Le lax de come (instrumental)
23 - Texto: Poema do Menino Jesus
CD 02
01 - A voz de uma pessoa vitoriosa02 - Maricotinha03 - Baila comigo/ Shangrilá04 - Depois de ter você (Cantada)05 - Nossa cançao06 - Sábado em Copacabana07 - Texto: Boites08 - Se eu morresse de saudade
09 - Texto: Boites Sampa
10 - Ronda
11 - Álibi
12 - Nem sol, nem lua, nem eu
13 - Texto: Quando o amor vacila
14 - Noite de estrelas
15 - Texto: Quem é essa agora?
16 - Pra rua me levar
17 - Apesar de você
18 - Trecho: A moça do sonho
19 - Opinião
20 - Rosa dos ventos
21 - Texto: E depois de uma tarde
22 - Amor de índio
23 - Coração ateu




Brasileirinho (2003)



Faixas:
01 - Salve As Folhas - Poema De Mário De Andrade
02 - Yáyá Massemba
03 - Capitão Do Mato
04 - Cabocla Jurema - Ponto de Janaína - Poema De Mário De Andrade
05 - Santo Antonio
06 - Padroeiro Do Brasil
07 - São João Xangô Menino - Ponto De Xangô
08 - Cigarro De Paia - Boiadeiro
09 - Sussuarana (Com Nana Caymmi)
10 - Senhor Da Floresta
11 - Purificar O Subaé - Cantiga Para Janaína
12 - Melodia Sentimental




Cânticos, Preces, Súplicas à Senhora dos Jardins do Céu (2003)



Faixas:
01 - Oferta De Flores
02 - Ave Maria
03 - O Doce Mistério De Maria
04 - O Doce Mistério Da Vida
05 - Santa Maria (Novena de Nossa Senhora da Purificação)
06 - Ave Maria
07 - Feitio De Oração
08 - Totta Pulchra (Novena de Nossa Senhora da Purificação)
09 - Mãe De Deus Das Candeias
10 - Ladainha De Santo Amaro
11 - Hino De Nossa Senhora Da Purificação / Salve Rainha
12 - És Lírio (Novena de Nossa Senhora da Purificação)
13 - Ladainha De Nossa Senhora
14 - Magnificat




Que Falta Você me Faz (2005)



Faixas:
01 - Modinha
02 - Poética / O Astronauta
03 - Minha Namorada
04 - A Felicidade
05 - Tarde em Itapoã
06 - Lamento no Morro / Monólogo de Orfeu
07 - Mulher,Sempre Mulher
08 - Gente Humilde
09 - O- Mais-Que -Perfeito
10 - O que Tinha que Ser
11 - Bom Dia Tristeza
12 - Samba da Bênção
13 - Você e Eu
14 - Eu Não Existo sem Você
15 - Nature Boy (Encantado)




Pirata (2006)



Faixas:
01 - Pedrinha Miudinha / História Pro Sinhozinho
02 - O Tempo e o Rio
03 - Os Argonautas
04 - Santo Amaro
05 - De Papo Pro Ar
06 - Sereia De Água Doce
07 - Eu Que Não Sei Quase Nada Do Mar
08 - A Saudade Mata A Gente
09 - Serenô
10 - Memória Das Águas
11 - Água de Cachoeira
12 - Cantigas Populares / A Coroa
13 - Onde Eu Nasci Passa Um Rio
14 - Francisco, Francisco
15 - Meu Divino São José



Mar de Sophia (2006)




Faixas:
01 - Canto De Oxum
02 - Iemanjá Rainha do Mar / Beira-mar
03 - Marinheiro só/O Marujo Português
04 - Kirimurê
05 - Grão De Mar
06 - Quadrinha
07 - O Mundo É Grande
08 - Cirandas
09 - 
Debaixo D'água
10 - Agora
11 - Memórias Do Mar
12 - As praias desertas
13 - Dona do Raio / O Vento A Dona do Raio e do Vento
14 - Lágrima
15 - Noiva / Cantiga da Noiva Floresta do Amazonas
16 - Portela / Das maravilhas do mar, fez-se o esplendor de uma noite
17 - Canto de Nanã



Maria Bethânia Canta Noel Rosa e Outras Raridades (de 1965) (2006)


Faixas:
01 - Três apitos (1965)
02 - Pra que mentir? (1965)
03 - Pierrot apaixonado (1965)
04 - Meu barracão (1965)
05 - Último desejo (1965)
06 - Silêncio de um minuto(1965)
07 - Eu vivo num tempo de guerra (1965)
08 - Viramundo (1965)
09 - Feiticeira(1965 – com orquestra colocada em 1980)
Faixas Bônus:
10 - Três apitos (1965 – com orquestra colocada em 1980)
11 - Pra que mentir (1965 – com orquestra colocada em 1980)
12 - Pierrot apaixonado (1965 – com orquestra colocada em 1980)
13 - Meu barracão (1965 – com orquestra colocada em 1980)
14 - Silêncio de um minuto (1965 – com orquestra colocada em 1980)
15 - Último desejo (1965 – com orquestra colocada em 1980)




Dentro do Mar Tem Rio (2007)



Faixas:

CD 1
01 - Floresta do Amazonas / Canto de NanãBeira - Mar
02 - Asa Branca
03 - Texto: Navegações XIV, Grão de Mar e o Nome da Cidade
04 - Texto: Inicial, Kirimurê
05 - Pedrinha Miudinha / Orixá
06 - História pro Sinhozinho / Cirandas 
07 - Santo Amaro
08 - Sereia de Água Doce
09 - De Papo Pro Ar
10 - Riacho do Navio
11 - Águas de Cachoeira
12 - O Vento / Texto: Procelária
13 - A Dona do Raio e do Vento / Oração de Oiá
14 - Instrumental / Moda/ Temporal / Sargaço Mar

CD 2
01 - Memórias do mar,texto: Mar, Metade de minha alma é feita de maresia
02 - Texto Mar Sonoro
03 - Yemanjá Rainha do Mar
04 - Texto: Marinheiro real
05 - O marujo português
06 - Sábado em Copacabana
07 - Eu que não sei quase nada do mar
08 - Texto: Amor é sede depois de se ter bem bebido, a saudade mata a gente
09 - Gostoso demais
10 - Você
11 - Sob medida
12 - Memórias da Água
13 - Lágrima
14  - Cantigas Populares
15 - Texto: Poesia
16 - Filosofia Pura
17 - Texto: Quando Eu Morrer, Voltarei para Buscar os Instantes que Não Viví Junto ao Mar
Debaixo D'água
18 - Texto: O Rio
19 - Francisco, Francisco
20 - Texto: Ultimatum
21 - Movimento dos Barcos
22 - Das Maravilhas do Mar Fez-se o Esplendor de uma Noite
23 - A-la-la-ô / Chiquita Bacana / Chuva, Suor e Cerveja / Água lava tudo Paquito / Frevo Molhado





Omara Portuondo e Maria Bethânia (2008)


Faixas:

01 - Lacho

02 - Menino Grande
03 - Nana para un suspiro (Semillita)
04 - Poema LXIV / Palabras / Palavras
05 - Tal vez

06 - Você

07 - Arrependimento
08 - Mil Congojas
09 - Só vendo que beleza (Marambaia)
10 - Para cantarle a mi amor
11 - Caipira de fato




Encanteria (2009)

Faixas:
01 - Santa Bárbara

02 - Feita Na Bahia
03 - Coroa do Mar
04 - Encanteria
05 - Saudade Dela (Gilberto Gil e Caetano Veloso)
06 - Linha de Caboclo
07 - Estrela
08 - Minha Rede
09 - Doce Viola
10 - Ê Senhora/Batatinha Roxa
11 - Sete Trovas





Tua (2009)




Faixas:
01 - É O Amor Outra Vez
02 - Tua
03 - A Mão do Amor (Citação)/ O Que Eu Não Conheço
04 - Até O Fim
05 - Remanso
06 - Fonte
07 - Dama, Valete e Rei (Citação)/ Você Perdeu
08 - Guriatã
09 - Saudade
10 - Lamentação (Citação)/ O Nunca Mais



Amor Festa Devoção ao vivo (2010)




Faixas:

CD 01

01 - Santa Bárbara
02 - Rosa dos Ventos (vinheta) / Vida
03 - Olho de Lince (texto)
04 - Feita na Bahia
05 - Coroa do Mar
06 - Encanteria
07 - Linha de Cabloco 
08 - É o Amor Outra Vez
09 - Tua
10 - Fonte
11 - Explode Coração
12 - Queixa
13 - Você Perdeu
14 - Dama do Casino
15 - Até o Fim
16 - Serenata do Adeus
17 - Balada de Gisberta
18 - Pot-pourri instrumental: Zanzibar / Seará / Lia de Itamaracá / 
19 - Desenredo / Santo Antônio / Fica Mal com Deus 

CD 02
01 - Não Identificado
02 - urare
03 - Estrela
04 - Serra da Boa Esperança
05 - Doce Viola
06 - Guriatã
07 - Pescaria
08 - Pot-pourri: Saudade Dela / Ê Senhora / Batatinha Rôxa (citação) / A Mão do Amor
09 - Saudade
10 - É o Amor / Vai Dar Namoro (citação)
11 - O Nunca Mais
12 - Andorinha
13 - Bom Dia
14 - Bandeira Branca
15 - Domingo / Pronta Pra Cantar
16 - O que É o que É
17 - Encanteria
18 - Reconvexo




Noite Luzidia - Volume 01 (2012)


Faixas:
01 - Maria Bethânia (Instrumental)
02 - De manhã - com Caetano Veloso
03 - O canto de Dona Sinhá (toda beleza que há) - com Vanessa da Mata e Caetano Veloso
04 - Dona do dom - com Chico César
05 - Primavera - com Carlos Lyra e Mariana de Moraes
06 - Sina de caboclo
07 - Opinião
08 - Guantanamera
09 - Diz que fui por ai
10 - Nem o sol, nem a lua, nem eu - com Lenine
11 - Quando você não está aqui - com Arnaldo Antunes e Branco Mello
12 - Água e pão (Bahia)
13 - Expresso 2222 (Instrumental)
14 - Lamento sertanejo - com Gilberto Gil
15 - Viramundo - com Gilberto Gil
16 - Se eu morresse de saudade - com Gilberto Gil




Noite Luzidia - Volume 02 (2012)



Faixas:
01 - Adeus, meu Santo Amaro (Citação)
02 - Noite de estrelas - com Roberto Mendes
03 - As canções que você fez pra mim
04 - Antes que amanheça - com Chico César
05 - Juntar o que senti - com Renato Teixeira
06 - Depois de ter você - com Adriana Calcanhotto
07 - Pra rua me levar - com Ana Carolina
08 - Texto: Apesar das ruínas e da morte
09 - Sonho impossível (The impossible dream)
10 - Sem fantasia - com Chico Buarque
11 - A moça do sonho - com Chico Buarque e Edu Lobo
12 - Maricotinha - com Moreno Veloso, Nana Caymmi e Dori Caymmi
13 - Começaria tudo outra vez
14 - Alegria
15 - O que é? O que é?


Oásis de Bethânia (2012)



Faixas:


01 - Lágrima 

02 - O Velho Francisco (Lenda Viva) (part. Lenine) 
03 - Vive 
04 - Casablanca 
05 - Calmaria (Não Sei Quantas Almas Tenho) 
06 - Fado 
07 - Barulho 
08 - Lágrima (Citação)/Calúnia 
09 - Carta de Amor 
10 - Salmo


Carta de Amor - Ato 01 (Ao Vivo) (2013)

Faixas:
01 - Canções e momentos
02 - Sangrando
03 - Salmo
04 - A dona do raio e do vento
05 - Cântigo negro/ não enche
06 - Fogueira
07 - Casa blanca
08 - Primeira manhã
09 - Calúnia
10 - Negue
11 - Barulho
12 - Fera ferida
13 - Quem me leva os meus fantasmas
14 - Cais/ Maria, Maria



Carta de Amor - Ato 02 (Ao Vivo) (2013)


Faixas:
01 - Dora
02 - Lua Branca
03 - Estado de poesia
04 - Adeus Guacyra
05 - A nova casa
06 - Marambaia
07 - A casa é sua
08 - Santo Amaro ê ê/ Quixabeira/ Reconvexo/ Minha Senhora/ Viola meu bem
09 - Minha casa
10 - O velho Francisco
11 - Carta de amor
12 - Escândalo
13 - Salmo
14 - Canções e momentos
15 - Mensagem
16 - Não dá mais pra segurar (Explode coração) / O que é, O que é




Meus Quintais (2014)

Faixas:
01 - Alguma Voz
02 - Xavante
03 - Casa de Caboclo
04 - Lua Bonita
05 - Candeeiro Velho
06 - Imbelezô Eu / Vento de Lá
07 - Mãe Maria
08 - Uma Iara / Uma Perigosa Yara
09 - Moda da Onça
10 - Povos do Brasil
11 - Arco da Velha Índia
12 - Folia de Reis
13 - Dindi (BonusTrack)

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