PROFÍCUAS PARCERIAS

Gabaritados colunistas e colaboradores, de domingo a domingo, sempre com novos temas.

ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

Um bate-papo com alguns dos maiores nomes da MPB e outros artistas em ascensão.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

SALVE,SALVE DONA IVONE LARA! 90 ANOS DE SAMBA!

No próximo dia 13 de abril Dona Ivone Lara completa 90 anos de idade; destes, 70 foram dedicados à música. Segundo Beth Carvalho, uma das intérpretes que mais cantou Dona Ivone, a sambista do Império é uma senhora melodista: — Se tivesse estudado mais, seria maestrina. Os “laiás-laiás” dela são verdadeiros arranjos. Mas foi Maria Bethânia, ao gravar “Sonho meu” e “Alguém me avisou”, na década de 1980, que consagrou, fora do mundo do samba, a parceria de Dona Ivone e Décio Carvalho.

Por João Máximo, Bruno Negromonte e Sara Paixão

O nome de Yvonne Lara da Costa dispensa qualquer tipo de apresentação. Grande sambista e como compositora, além de sambas belíssimos, foi também a primeira mulher a integrar uma ala de compositores de escolas de samba. Em sua biografia passou por diversas dificuldades superando a todas elas e galgando o seu espaço dentro da música popular brasileira como um dos nomes mais reverenciados do samba. Depois de aposentada, se dedicou inteiramente ao samba e a composição tendo suas canções gravadas por grandes nomes de nossa música e criando clássicos para nossa MPB.

Bisneta de escravos, Ivone Lara nasceu em Botafogo, no Rio de Janeiro. O pai, João da Silva Lara, era um conceituado músico do lugar com seu violão de sete cordas, além de desfilar no bloco dos africanos e outros ranchos. A mãe, Emerentina Bento da Silva, levava uma vida dura como lavadeira e costureira e para dar vazão a alegria transformava-se em pastora do rancho Flor do Abacate e uma cantora amadora de prestígio.

Precocemente, Ivone perdeu o pai em um acidente com o caminhão no qual trabalhava como ajudante. João só tinha 27 anos. Emerentina ficou grávida e seis meses após sua viuvez deu a luz a uma menina. Emerentina caso novamente e foi morar na Tijuca com Ivone e por lá viveu oito anos no internato do Colégio Municipal Orsina da Fonseca. Lá estudou música com Lucíla, mulher de Heitor Villa-lobos e chegou a cantar sob a regência do maestro. Ivone tinha 17 anos quando sua mãe mãe faleceu também de maneira precoce aos 33 anos.



Já maior de idade, Ivone sai do colégio e vai morar em Inhaúma com o tio Dionísio, com quem aprende a tocar cavaquinho. É notória a dura vida de Ivone, o sofrimento em sua vida foi uma constante em sua juventude a fazendo, desde muito cedo, uma mulher autônoma e uma compositora de mão cheia que não pretende parar nem tão cedo. Tem perto de 15 sambas recém-feitos com o parceiro Délcio Carvalho e continua aceitando convites para shows, como o de duas semanas atrás, no Rival. Tudo isso apesar das limitações impostas pela recuperação de uma fratura no fêmur e da vista direita perdida em razão da necrose decorrente de um glaucoma.

- Da esquerda, enxergo perfeitamente - diz ela, deixando claro que os óculos são apenas para não modificar a imagem que todos conhecem.

O aniversário será comemorado em família, com direito a bolo, feijão branco e roda de choro, esta um presente do músico Abel e de seu grupo. Dona Ivone vive hoje com o filho Alfredinho, a nora Eliana, netos e bisneto, numa acolhedora casa de Osvaldo Cruz. O ambiente é tipicamente suburbano, com o mesmo espírito de vizinhança que Dona Ivone conheceu no Rio de antigamente.

- Esta era uma rua sem saída - conta Eliana. - Desde que viemos morar nesta casa, pensamos em fechar a entrada para transformar o local num condomínio, mas fazia 20 anos que um dos vizinhos era contra. Até que o convidamos para uma roda de samba aqui em frente, e ele mudou de ideia.

Samba de Dona Ivone Lara realmente tem força. É o que explica ela ter passado a vida a superar barreiras que pareciam separá-la do prazer de viver a música. Em
menina, morando na Tijuca, fugia de casa para dançar e cantar nos terreiros do Salgueiro. Quando voltava, apanhava da mãe, que, apesar de cantora do Rancho Flor do Abacate, queria outra vida para a filha. O pai, sete cordas do Bloco dos Africanos, morreu quando Dona Ivone tinha apenas 3 anos. Aos 10, perdeu a mãe.

Por esses dados, acredita-se que tenha sido pouca a influência dos pais sobre Dona Ivone. Da mesma forma, o curto tempo em que estudou com Lucília Villa-Lobos, mulher do maestro famoso, não antecipou o que seria a compositora (foi por essa época que, aluna de Orsina da Fonseca, cantou "A lavadeira" no coro regido pelo próprio Villa-Lobos).

- Fui criada por uma tia, tia Cota, que também não gostava de samba - lembra ela, já se referindo aos tempos de Serrinha, quando trocou, para sempre, o Salgueiro pelo Império Serrano. - Tia Cota gostava de jongo, mas não de samba, que ela achava coisa para homem. Achava que eu, moça que pretendia fazer curso superior, não devia me misturar com a gente da escola.

O curso foi feito: enfermagem. Do qual ela muito se orgulha. - Graça a isso pude me aposentar aos 58 anos.

Enfermeira e, depois, assistente social, funções que dividiria, sem problemas, com a de baiana a desfilar pelo Império.

Já a resistência de tia Cota começou a ser vencida com a cumplicidade do primo, Mestre Fuleiro, que começou a levar para a escola as primeiras tentativas da compositora. Naturalmente, sem citar-lhe o nome (Dona Ivone não diz, mas alguns sambas que, assinados por outros, fizeram sucesso, dentro e fora do Império, tinham o dedo dela).

- Até que me convidaram para ser a madrinha da ala dos compositores. Fui a primeira mulher a conseguir isso.

O convite não veio logo após as primeiras amostras l
evadas por Fuleiro. Dona Ivone tinha 16 anos quando compôs "Tiê", e já havia feito com $de Oliveira e Bacalhau um dos maiores sambas-enredos já ouvidos num desfile: "Cinco bailes da história do Rio", em 1965, quando a cidade completou 400 anos. Consta que ela entrou na parceria exatamente como, ainda hoje, atua no Império: acabando a música que os parceiros (no caso, bêbados) não conseguiam. Dona Ivone conta:

- Volta e meia eles me chamam: "Madrinha, vem dar um ajudinha." Vou com prazer.

É sinal de que ela continua firme e fiel ao Império Serrano.

- O Império? Está fraco, quase morrendo. Se tivesse mais uma escola esse ano, tínhamos perdido o sexto lugar (no Grupo de Acesso A).



Seus próprios sambas são trabalhados de outra maneira. Inspiradíssima ("Você percebe que o talento dela não é comum, não é usual", assevera Paulão Sete Cordas, o violão que a conhece muito de perto), Dona Ivone vai criando seus temas e, muitas ve$, passando-os por telefone a Délcio ou a outro parceiro. Suas melodias sempre têm a precedência.

Dona Ivone, o mesmo sorriso, o mesmo rosto sem rugas, a mesma elegância nos gestos e na fala, chega aos 90 acreditando (sem trocadilho com "Acreditar", grande samba dela e Délcio). No dia do aniversário, lança seu site. A cantora mineira Márcia Lima vai gravar disco só de sambas seus que não fizeram muito sucesso. Título: "Lado B". A mineira Aline Calisto inclui três inéditos em seu próximo CD. Fatos aparentemente triviais, mas recebidos com o mesmo contentamento dos triunfos que Dona Ivone vem multiplicando em tantos anos: apresentações em França, Alemanha, Suíça, Dinamarca, Gana, Angola, Nova York. Seu disco "Nasci para sonhar e cantar", com título definidor, foi lançado em 2001 (o mesmo ano em que o pianista Leandro Braga lhe dedicou um CD instrumental e um songbook). Ganhou prêmio, $muito no Brasil, na França, Alemanha, Austrália e até no Paquistão.

No meio de todas essas vitórias, só uma queixa:

- Das gravadoras. Não me divulgam, não me pagam, não me dão satisfação, só se apropriam do que é meu.

Uma informação: pelo DVD que a Universal produziu com ela, "todo ele praticamente vendido", recebeu menos de R$ 2 mil. De direitos autorais, R$ 74. Isso mesmo: setenta e quatro reais.

Apesar da queixa, momento raro em Dona Ivone, ela não perde o jeito sereno e simples. De tal modo que, às vezes, somos levados a crer que, no fundo, a artista não tem exata consciência de seu papel, de sua importância. No máximo, ao falar sobre si mesma, ela se permite uma explicação de por que é quem é. Como no depoimento que deu ao Museu da Imagem e do Som (MIS) em 2008: "Eu me faço respeitar." Em seu caso, respeitar é pouco. Dona Ivone Lara nasceu para sonhar, cantar e ser cultuada.

E o amor para que ela continue a cantar vem de todas as partes.

— É nossa rainha, firme na preservação do samba. Vida ainda mais longa a Dona Ivone — deseja Zeca Pagodinho.

Autor de inúmeros sambas para a musa dos sambistas, o cantor e compositorArlindo Cruz engrossa a torcida por uma duradoura comemoração: — Dona Ivone merece todas as homenagens, que seja um ano inteiro de festa. A minha geração de sambistas, do Cacique de Ramos, é toda apaixonada por ela.

DISCOGRAFIA

  • O Botequim da Pesada - Sargentelli e o Sambão (1970)


  • 1974 - Quem samba fica? Fica. (com vários)

    1974 - Samba Minha Verdade, Samba Minha Raiz

  • 1979 - Sorriso de criança

  • 1981 - Sorriso negro

  • 1982 - Alegria minha gente (Serra dos Meus Sonhos Dourados)

  • 1985 - Ivone Lara

  • 1986 - Arte do encontro (com Jovelina Pérola Negra)

  • 1993 - Mestres da MPB (coletânea)

  • 1998 - Bodas de ouro

  • 1999 - Um natal de samba (com vários)

  • 1999 - Raízes Do Samba (coletânea)

  • 1999 - Pirajá - Esquina do Samba (com vários)

  • 2000 - Casa de Samba 4 (com vários)

  • 2001 - Nasci para sonhar e cantar

  • 2001 - Para Sempre (coletânea)

  • 2001 - Meninos do Rio (com vários)

  • 2002 - A Música Popular Brasileira por Seus Autores e Intérpretes (coletânea)

  • 2003 - Aquarela do Samba (com vários)

  • 2004 - Sempre a cantar (com Toque de Prima)

  • 2006 - Warner 30 Anos: Dona Yvonne Lara (coletânea)

  • 2006 - Aquarela do Samba (com vários)

  • 2009 - Canto de Rainha

  • 2010 - Nas escritas da vida (com Bruno Castro)
  • domingo, 10 de abril de 2011

    CULTURA TRADICIONAL E MODERNA SE FUNDEM NO PÁTIO DE SÃO PEDRO

    Por Vanessa Araújo

    O Pátio de São Pedro surgiu da construção da imponente catedral de São Pedro dos Clérigos e data do século 18. Localizado no universo caótico do "centrão", no bairro de São José, se constitui em um espaço onde cultura tradicional e moderna se fundem, além de manifestações religiosas. Ateliês, bares e restaurantes ocupam os sobrados coloridos originários do período colonial, que parecem se fechar em torno da igreja e se abrir para a manifestações diversas que recebe.

    O espaço já foi cenário de filmes locais e nacionais e, atualmente, agrega um conjunto de equipamentos culturais de referências, onde se concentram memórias de artistas e exposições de várias partes do País, abertas ao público durante o dia. No local, é possível visitar os memoriais de Luiz Gonzaga e Chico Science, o Centro de Design do Recife, Centro de Formação em Artes Visuais, Núcleo do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam), Núcleo da Cultura Afro-Brasileira, Museu de Arte Popular (MAP) e a Casa do Carnaval.


    Parte desses equipamentos culturais possui exposições fixas e rico acervo cultural disponíveis para consulta. No pátio, é possível encontrar artigos produzidos por artistas pernambucanos na loja-vitrine do Centro de Design do Recife. O Memorial Chico Science (MCS), além do resgate do passado do artista, tem a função de levar a sua filosofia de reinvenção cultural adiante.

    Dentre a programação, está exposta uma coletânea de gibis e vídeos, com heresias e provocações no Mamam. Intitulada “Deus, Messi, almoço interminável (não necessariamente nesta ordem)”, a mostra é uma documentação do que o artista Rafael Campos Rocha produziu em 2010. “A exposição é a contraposição ao pensamento positivo, aquela história de virar o mundo de cabeça para baixo”, explica Rafael. No MAP, textos raros de literatura de cordel estão reunidos em uma exposição até o dia 30 deste mês.

    Nas noites de sexta e sábado, os visitantes podem aproveitar vasta programação. No meio da semana, acontece o “Terça Negra”, evento musical relacionado à cultura afro-brasileira. “Achei lindo, principalmente a Igreja”, comenta a turista Cibele Nascimento. Mas o lugar é conhecido também por seu ambiente boêmio. Bares e restaurantes tradicionais fazem sucesso pela simplicidade e cardápios fartos. O restaurante Aroeira é um deles. “A história desse restaurante começou com o meu avô e é um dos mais antigos daqui”, conta o proprietário Valdevino Aroeira.

    Por lá, passaram clientes como o presidente Juscelino Kubitschek em 1972. A passagem dos visitantes fica registrada em pratos de barro pintados com o nome e pendurados nas paredes do estabelecimento. O cardápio vai de frutos do mar a sarapatel. No pátio, também podem ser encontrados os restaurante e bares Banguê, Acauã e O buraquinho.

    O ESCRITOR HELENO DAMIAN COMENTA O CD "RAUL BOEIRA - VOLUME 01"

    Não me surpreendi com a ótima qualidade do CD Raul Boeira Volume Um. Sua música já corre o mundo. Entre seus parceiros e intérpretes está o consagrado Alegre Corrêa. Isso não é pouco, mas faltava um trabalho solo. Produzido pelo Dudu Trentin, outro monstro, o volume nos permite, finalmente, apreciar amiúde a sua criatividade, o seu estilo eclético.

    Raul é culto, autêntico. Seu nome está ligado à história da música urbana da região desde os anos 70. Aliás, é dele o melhor ensaio até hoje publicado na Imprensa a respeito dessa história. Explora os mais variados temas e ritmos com a mesma desenvoltura. Sabe o que faz.

    Voltando ao CD, percebo-o impregnado de poesia. Descobrir poesia nas coisas mais simples é próprio de quem tem talento. A faixa Laranjeira é a síntese do que estou tentando dizer. Quem não acredita no poder da benzedura? Cansei de ser “costurado” pela D. Picucha, uma velha tia-avó, benzedeira das boas, já falecida. “O que é que eu coso?..” Meninote, eu comprava caquis do Seu Graciano, vendidos no portão da casa, antes mesmo dele ficar conhecido como o Dr. Cipó. É o Raul utilizando-se de elementos do seu cotidiano, de personagens reais, com leveza e perspicácia. Afeito a desafios, compõe uma ode à resignação do povo brasileiro em Pro Pandeiro Não Cair. Mas é na faixa Tataravô que alcança os píncaros. Nunca havia ouvido nada parecido. Em poucos versos, a cruel realidade do índio do Sul. Obra-prima, sem dúvida. Negro Coração eClariô, as duas faixas assinadas com o Alegre Corrêa, seduzem na primeira audição.

    Acho que o Raul não esperou esse tempo todo à toa. Senhor da sua capacidade, preferiu nos brindar com um trabalho maduro, perfeito.

    Heleno Alberto Damian é pesquisador e autor do livro Páginas da Belle Époque Passo-fundense.

    MORRE LEA MILLON, A FAMOSA TIA LEA

    Morreu neste domingo, na Casa de Saúde São José, no Humaitá, a empresária artística Lea Millon, que trabalhou com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia. Tia Lea, como era conhecida, tinha 81 anos estava hospitalizada desde o dia 28 de fevereiro, quando passou por uma cirurgia para corrigir uma fratura no fêmur, ocorrida após uma queda em uma calçada no Leblon. Durante a internação, ela sofreu um AVC, levando a complicações que causaram sua morte.

    O velório acontece neste domingo, a partir das 16h, no Memorial do Carmo, no Caju. O corpo será cremado na segunda-feira, em horário não divulgado. Lea Millon começou a trabalhar como empresária artística no final dos anos 1960, para ajudar as suas sobrinhas, Dedé e Sandra Gadelha, e seus então respectivos maridos, Caetano Veloso e Gilberto Gil, que estavam exilados em Londres. Lea esteve por trás também da reunião de Gal, Bethânia, Gil e Caetano nos Doces Bárbaros, em 1976.

    De família grande, Gadelha era seu nome de solteira, com raízes no Ceará - apesar de nascida em Rio Branco, no Acre, onde, na infância, antes de se mudar para Salvador, foi vizinha de João Donato -, ela também é tia da atriz Patrícia Pillar e das cantoras Marina Lima e Luiza Possi (esta, filha de seu sobrinho, o produtor Liber Gadelha, com a cantora Zizi Possi). Após esse começo improvisado, movido pelo endurecimento da ditadura militar, ela tomou gosto pela coisa. Trocou a vida de dona-de-casa pela de empresária e produtora, virando uma eminência parda da MPB.

    Querida no meio musical, onde era tratada por todos como Tia Lea, foi imortalizada por Jorge Ben Jor em verso do sucesso "W/Brasil (Chama o síndico)": "Alô, alô, Tia Lea / Se tiver ventando muito, não venha de helicóptero".

    Em 2007, Lea Gadelha Millon foi homenageada em Roma, na abertura da série "Brasil memórias", no Teatro Sistina, evento organizado pela Associazione Culturale Italo-Brasiliana Vinicius de Moraes.

    sexta-feira, 8 de abril de 2011

    MARCELO CAMELO CHEGA COM O "TOQUE DELA"

    Por Carolina Santos

    O segundo disco da carreira de um artista é visto como um momento de afirmação. Se o primeiro deu certo, a expectativa é que o segundo o supere. Se deu errado, também. Marcelo Camelo chega ao seu segundo disco em carreira solo sem pressões. Afinal, Toque dela já é o seu sexto, se contar os quatro álbuns com os Los Hermanos. Tematicamente é uma continuação de Sou, seu primeiro solo, de 2008, mas com uma produção mais cuidadosa. "Ao contrário de Sou, que foi gravado ao vivo, o novo disco foi gravado instrumento por instrumento. Deu para mexer mais. Gravei novamente com a Hurtmold, mesma banda que fez Sou", conta Marcelo.

    O disco foi elaborado ao longo de 2010 e gravado na ponte aérea entre o Rio de Janeiro, onde Marcelo nasceu, e São Paulo, para onde se mudou para ficar mais perto da namorada, a cantora Mallu Magalhães. Para ajudar na composição dos metais, Camelo chamou um companheiro de Los Hermanos, o saxofonista Índio. Mas ainda não mostrou o álbum para os demais hermanos. "Acho que vou mandar o disco para eles depois", desconversa.

    Nas primeiras ouvidas, Toque dela se apresenta como um conjunto sonoro bonito, porém insosso. A afinação e doçura da voz de Marcelo atingem o ápice no refrão de ÔÔ, cheio de vogais repetidas. A impressão que é tudo perfeitinho demais segue nas faixas seguintes, sem sobressaltos.

    É na repeticão das músicas que Toque dela conquista. Os contornos da delicada instrumentação vão se revelando e as melodias passam a adquirir um certo sabor até despertarem apego. O amor que Camelo canta não é daqueles que arrebata. É um amor tranquilo, preguiçoso até, mas que agrada pela sensação de conforto, como é o caso da bela Acostumar. Tudo no álbum parece ser mais afinidade e rebuscamento do que paixão. Toque dela fica sempre na suave zona de conforto do que se conhece do trabalho de Camelo, preferindo a repeticão à renovacão.

    MEMÓRIA MUSICAL BRASILEIRA

    CASSIANO - IMAGEM E SOM (1971)
    Por Bruno Negromonte

    Acho que dentro desta proposta de memorizar álbuns importantes da história discográfica de nosso país, vale trazer ao conhecimento de alguns a passagem pelos 40 anos em que era lançado o álbum "Imagem e Som" do, como costumo chamar, Genival "Genial"Cassiano.

    Cassiano no período do lançamento desse seu primeiro disco já vinha com uma certa bagagem musical, pois sua carreira havia sido iniciada em 1964 tocando violão no Bossa Trio (para quem não sabe o Bossa Trio deu origem ao grupo Os Diagonais, grupo esse que deu uma certa visilibidade a Cassiano como compositor e cantor e que já foi falado aqui no Musicaria Brasil). Essa experiência propiciou ao Cassiano a gravação de alguns compactos e um LP com o grupo Os Diagonais em 1969. Somando a isso tudo, em 1970 Tim Maia grava o seu primeiro LP onde havia 04 canções do Cassiano (Padre Cícero, em parceria com Tim; Você fingiu; e duas parcerias com Sílvio Rochael: Primavera e Eu amo você). Portanto, Cassiano já tinha bastante know-how para mostrar para o que veio e mostrou.

    Sem dúvida alguma todas essas gravações anteriores (influenciadas pela soul-music americana e ritmos genuínamente brasileiros) deram todo o embasamento para a gravação desse primeiro álbum desse paraíbano considerado por muitos como o papa da soul music brasileira. Este primeiro LP do Cassiano (relançado em CD 30 anos após o seu lançamento oficial) pode ser considerado não só como um marco para o soul em nosso país como também um dos precursores do gênero no Brasil.

    Vale salientar que mesmo depois de 40 anos desde o lançamento deste álbum ele ainda se faz bastante vanguardista; tanto que ainda hoje podemos considerá-lo como extremamente atual e moderno. Cassiano com sua imagem e com o seu som mostrava para o que vinha em carreira solo e fez deste álbum algo cultuado por todos aqueles que são admiradores de música de qualidade.

    Diretor artístico: Alfredo Corleto
    Coordenador artístico: Osmar Navarro
    Arranjos: Waldyr Arouca Barros
    Participação Especial:
    Vocal: Os Diagonais
    Piano: Charles
    Bateria: Paulinho
    Baixo: Capacete
    Ritmo: Pestana
    Guitarra: Cassiano
    Layout: Tebaldo

    Faixas:
    01 - Lenda – Cassiano – (Marcos Valle & Luis Fernando Freire) (2:43)
    02 - Ela Mandou Esperar – Cassiano – (Tim Maia & Cassiano) (2:18)
    03 - Tenho Dito – Cassiano – (Tim Maia & Cassiano) (1:44)
    04 - Já – Cassiano – (Cassiano) (4:56)
    05 - É Isso Aí – Cassiano – (Cassiano) (3:07)
    06 - O Caso Das Bossas – Cassiano – (Zil Rosendo & Dablio Namor) (2:58)
    07 - Eu, Meu Filho E Você – Cassiano – (Cassiano) (4:28)
    08 - Primavera (Vai Chuva) – Cassiano – (Cassiano & Silvio Rochael) (2:01)
    09 - Minister – Cassiano – (Cassiano) (1:56)
    10 - Uma Lágrima – Cassiano – (Cassiano) (2:17)
    11 - Canção Dos Hippies (Paz E Amor) – Cassiano – (Professor Pardal) (3:26)
    12 - Não Fique Triste – Cassiano – (Cassiano) (3:34)

    quinta-feira, 7 de abril de 2011

    ANA HOLLANDA CRITICA AS MÚSICAS TOCADAS NAS RÁDIOS BRASILEIRAS

    Por Alex Rodrigues

    A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, criticou, nesta quarta, a programação musical das rádios brasileiras. Para ela, as músicas tocadas à exaustão pela maioria das emissoras não são representativas da produção artística nacional.

    "Não julgo a qualidade [das canções]. Mas, em geral, a programação das rádios estátá viciada e não representa a diversidade da música brasileira, que é muito rica. O que vemos, de Norte a Sul, são as rádios tocando as mesmas músicas", disse a ministra. Ana Hollanda é cantora, já lançou quatro discos e é irmã do cantor e compositor Chico Buarque e das cantoras Miúcha e Cristina Buarque.

    Perguntada se compete ao governo fazer algo para mudar este quadro – já que as empresas de rádio são concessionárias de serviço público e têm, de acordo com o Artigo 221 da Constituição Federal, que promover a cultura nacional, regional e estimular a produção independente, entre outras atribuições -, a ministra adiantou que pretende buscar junto com o Ministério da Educação uma solução para o problema. Ela assinalou ainda que o assunto passa por outras instâncias de governo, como o Ministério das Comunicações, responsável por conceder as concessões às emissoras de rádio e TV.

    Convidada para expor na Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado as diretrizes ministeriais e fazer um balanço sobre seus três meses à frente da pasta, Ana de Hollanda também falou sobre os comentários de que retomou o debate o projeto de reforma da Lei dos Direitos Autorais para atender aos interesses do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

    “Há grupos muito insistentes querendo me taxar de ser ligada ao Ecad. Por acaso a presidenta Dilma Rousseff iria aceitar uma indicação do Ecad? Não ia. Esta é uma relação que eu acho absurda”, afirmou Ana de Hollanda, antes de elogiar a instituição, uma sociedade civil de natureza privada, criada por lei federal de 1973, e que é responsável por recolher os valores devidos aos artistas pela execução de suas obras.

    “Muita gente reclama do Ecad porque ninguém gosta de pagar impostos, mas o Ecad é a única forma. É o escritório central para arrecadar e para que os autores recebam. Nem sou do Ecad nem sou contra o Ecad. Ele é só um instrumento necessário”, disse a ministra.

    "A ministra também falou sobre a polêmica em torno da autorização ministerial para que os responsáveis pelo projeto" O Mundo Precisa de Poesia captassem, por meio da Lei Rouanet e via renúncia fiscal, R$ 1,3 milhão com iniciativa privada para criar um blog dedicado à poesia. O projeto previa a inserção diária de vídeos com a cantora Maria Bethânia declamando poemas. Cada vídeo seria dirigido pelo cineasta Andrucha Waddington, cujo último filme, Lope de Vega, uma coprodução Brasil/Espanha, está em cartaz.

    “Todo mundo gosta da Bethânia. Ela tem capacidade de obter recursos [sem a necessidade da Lei Rouanet], mas a iniciativa privada está muito viciada e só dá [dinheiro] mediante lei de incentivo. Não compete ao ministério fazer uma avaliação de qualidade, se [o projeto] é bom ou não, Agora, acho que todo mundo ter acesso a 365 gravações da Bethânia lendo poesia, que está tão esquecida, é interessante. O valor eu não vou discutir porque foi analisado por comissões específicas", disse a ministra, para quem a Lei Rouanet deve ser "aperfeiçoada" a fim de evitar que os empresários possam escolher os projetos em que vão investir com base no retorno que terão em termos de publicidade.

    quarta-feira, 6 de abril de 2011

    COISAS DA PAIXÃO (EMÍLIO SANTIAGO)

    terça-feira, 5 de abril de 2011

    MPB - MÚSICA EM PRETO E BRANCO

    Gilberto Gil

    CURIOSIDADES DA MPB

    Foi numa tarde de sábado, no verão de 1969, que Roberto Carlos começou a compor Jesus Cristo, faixa do seu álbum lançado no ano seguinte. O cantor estava na cidade de Cascavel, interior do Paraná, onde à noite faria uma apresentação. Ele ficou hospedado no último andar de um hotel em frente à principal praça da cidade.
    Normalmente, há um grande movimento de pessoas naquela praça, mas, com a anunciada presença de Roberto Carlos, uma multidão se aglomerava no local na esperança de ver o ídolo de perto. O cantor dormiu até tarde, pois vinha de um show em outra cidade na noite anterior. Depois de almoçar, no fim daquela tarde de sábado,Roberto Carlos abriu a janela do quarto e se deparou com um lindo pôr do sol. E durante alguns minutos ficou na sacada do hotel sentindo os raios solares que batiam em seu rosto e no da multidão que estava na praça. Foi sob o impacto daquele belo crepúsculo que o cantor teve a inspiração para compor o refrão de uma nova canção: "Jesus Cristo, Jesus Cristo, Jesus Cristo, eu estou aqui...". Enquanto repetia esse refrão, Roberto Carlos olhava o sol, as nuvens no céu e a multidão na praça gritando por seu nome. Depois de cantarolar aquilo mais algumas vezes, ele criou a primeira estrofe daquela canção: "Olho pro céu e vejo uma nuvem branca que vai passando/ olho na terra e vejo uma multidão que vai caminhando...".

    segunda-feira, 4 de abril de 2011

    DE VOLTA AO RECIFE, O PROJETO SEIS E MEIA TRAZ GRANDES ATRAÇÕES NO MÊS DE ABRIL

    Por Bruno Negromonte

    O projeto Seis e Meia foi criado pelo produtor Albino Pinheiro, no Rio e se tornou uma das mais bem-sucedidas iniciativas de levar música de qualidade às principais cidades do País, a preço populares. Inspirado em projetos como o Seis e Meia surgiram diversos outros festivais dentre os quais o criado por Hermílio Belo de Carvalho, o Projeto Pixinguinha.

    Pois bem, fatos históricos são relevantes mas o propósito desta postagem é anunciar que o Seis e Meia está de volta a cidade do Recife depois de um ano e meio (levando em consideração que o projeto ao longo do segundo semestre de 2009 teve escassas apresentações quinzenais). Lembro-me bem a cerca de 05 anos atrás quando semanalmente se apresentava no palco do teatro do parque nomes como Joyce, Wilson Simoninha Dori Caymmi, Carlos Lyra, Max de Castro, Beto Guedes e tantos outros relevantes nomes de nossa MPB, tendo como abertura nomes interessantes de nossa cena local.

    Em 2011 o projeto (em sua 16ª edição) parece voltar com o mesmo gás de alguns anos atrás, procurando trazer semanalmente (agora no Teatro de Santa Isabel) grandes nomes de nossa MPB. Para dar início a temporada 2011, no dia 08 de abril haverá a apresentação do violonista gaúcho Yamandú Costa tendo como show de abertura o Saracotia
    (atração local) a partir das 19hs.

    Durante todo o mês de abril, também estarão no palco artistas consagrados da música brasileira: Ângela Ro Ro (13), Monica Salmaso (14) e, com duas apresentações (28 e 29), Luiz Melodia. Todos os shows serão precedidos por performances de atrações locais.

    Os artistas farão apresentações no estilo “voz e violão” ou voz e piano. O projeto já trouxe nomes como: Guilherme Arantes, Chico César, Tereza Cristina, Elza Soares e Zeca Baleiro. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). Não haverá lugares numerados. Em 2012, o projeto volta ao Parque, nos meses de setembro e outubro.

    sábado, 2 de abril de 2011

    TIM MAIA TERÁ CORPO EXUMADO PARA EXAME DE PATERNIDADE

    Ação foi desencadeada por uma investigação pedida por uma mulher que acredita ser filha do cantor. Irmãos e filho de Tim Maia recorreram mas a alegação foi rejeitada

    A justiça do Rio de Janeiro a autorizou no dia 22 de março a exumação do corpo do cantor e compositor Tim Maia, que morreu em 1998. O pedido faz parte de uma investigação de paternidade apresentada por uma mulher que acredita ser filha do cantor.

    s herdeiros de Tim, seus irmãos e seu filho, Carmelo Maia, recorreram da decisão, justificando que o material para o exame poderia ser fornecido por eles mesmos e alegaram que a exumação configuraria desrespeito ao sentimento da família. O desembargador relator do caso rejeitou a alegação e autorizou a exumação do corpo, que ainda não tem data para acontecer. Em primeira instância, o pedido já havia sido autorizado em dezembro passado.

    Para o desembargador Guaraci Viana, relator do caso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o exame de DNA realizado em parentes de primeiro grau não tem a mesma precisão que aquele realizado no próprio genitor. Viana, em seu despacho, declarou que "a vida do consagrado artista é um espelho e o que se vê através dele são as suas obras, músicas principalmente. A exumação do seu cadáver não causará qualquer sacrifício insuportável, dor ou trauma".

    Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/justica-autoriza-exumacao-do-corpo-de-tim-maia

    PROCURA-SE ATOR PARA INTERPRETAR LUIZ GONZAGA NO CINEMA

    Procura-se um Luiz Gonzaga. A busca está sendo feita pelo diretor Breno Silveira, da Conspiração Filmes, que rodará, no segundo semestre deste ano, o filme Gonzagas (título provisório), sobre o Rei do Baião. Silveira, que esteve à frente do longa-metragem Dois filhos de Francisco, vai selecionar um ator ou cantor entre 25 e 35 anos, moreno ou mulato, que se pareça com o músico.

    Os interessados devem enviar nome completo, data de nascimento, endereço, telefone e e-mail, idade, peso, altura e duas fotos 10x15 (uma de rosto e outra de corpo inteiro) para a produtora de elenco Cibele Santa Cruz até 10 de maio. Vídeos também são aceitos.

    O material deve ser enviado pela internet (para o e-mail cibele@conspira.com.br) ou pelos Correios (Projeto Gonzagas, caixa postal: 38024, CEP: 22.440-970, Rio de Janeiro – RJ).

    sexta-feira, 1 de abril de 2011

    MORRE O MULTIARTISTA PERNAMBUCANO LULA CÔRTES

    Por Bruno Negromonte e Fernando Rosa

    No último dia 26 de março faleceu, aos 61 anos, o cantor, compositor, escritor, artista plástico e atual assessor especial do prefeito de Jaboatão na área cultural Luiz Augusto Martins Côrtes, mais conhecido por Lula Côrtes. Lula faleceu no Hospital Barão de Lucena, que fica no Cordeiro, bairro da Zona Oeste do Recife. A doença, no entanto, não o afastou dos palcos. Sua última apresentação aconteceu uma semana antes do seu falecimento, em São Paulo. Ele e Zé da Flauta foram convidados para tocar com Alceu Valença na recriação do antológico show Vivo.


    A história de Lula na cena musical de Pernambuco e do Brasil se deu de maneira bastante peculiar se partirmos da análise de dois fatos interessantes: Primeiro Côrtes fez história com Satwa, álbum lançado originalmente em 1973 e o com outro antológico álbum intitulado Paêbiru, lançado em 1975.

    Satwa foi um álbum gravado em parceria com o hoje caricatunista Laílson. O disco é considerado por muitos como o primeiro disco independente da moderna música brasileira, e como diria Fernando Rosa: "o disco traz a dupla tomada por uma lisergia pós-Woodstock, capaz de assustar incautos ouvintes em pleno 2001."

    As dez canções do disco são basicamente instrumentais com poucas incursões vocais, que como diz a contra-capa são "produtos mágicos das mentes e dedos de Lailson e Lula". Nesse disco onde o som predominantemente é uma espécie de folk nordestino/oriental há a participação do Robertinho de Recife, Paulinho Klein e o engenheiro de som Hercílio Bastos (dos Milagres) e foi concebido nos Estúdios da Rozenblit, em Recife, entre os dias 20 e 31 de janeiro de 1973.
    Teve uma tiragem pequena e sua distribuição restringiu-se basicamente ao Nordeste. Mas entrou para a história da música nordestina e brasileira.

    Dois anos depois Lula lança mais um antológico trabalho gravado na Rozemblit entre os meses de outubro e dezembro de 1974. Nesse álbum estão nomes como Paulo Rafael, Robertinho de Recife, Geraldo Azevedo e Alceu Valença, entre outros.

    Clássico do pós-tropicalismo, com (over)doses de psicodelia, o álbum trazia seus quatro lados dedicados aos elementos "água, terra, fogo e ar". Nesse clima, rolam canções como o medley "Trilha de Sumé/Culto à Terra/Bailado das Muscarias", com seus 13 minutos de violas, flautas, baixão pesado, guitarras, rabecas, pianos, sopros, chocalhos e vocais "árabes", ou a curta e ultra-psicodélica "Raga dos Raios", com uma fuzz-guitar ensandecida. E, destaque do álbum, a obra-prima "Nas Paredes da Pedra Encantada, Os segredos Talhados Por Sumé" (regravada por Jorge Cabeleira, com participação de Zé Ramalho), com seu baixo sacado de Goin' Home dos Rolling Stones sustentando os mais pirados 7 minutos do que se pode chamar de psicodelia brasileira.

    O disco por si só é uma lenda, mas ficou mais interessante ainda pelas situações que envolveram a sua gravação. A gravadora Rozenblit ficava na beira do rio Capiberibe, e o disco, depois de gravado, foi levado por uma das enchentes que assolavam a região. Conta a lenda que sobraram apenas umas trezentas cópias do disco, hoje nas mãos de poucos e felizardos colecionadores, muitas das quais no exterior, onde foram parar a preço de ouro. Contando com a co-produção do grupo multimídia Abrakadabra, o disco trazia um rico encarte, que também sucumbiu ao aguaceiro.

    Hoje é um ítem valioso no mercado internacional de raridades psicodélicas, o álbum segue misteriosamente inédito no mundo digital. Com isso, a indústria discográfica brasileira perde uma boa oportunidade de provar que se preocupa um pouco mais do que com o tilintar da caixa-registradora. "Paêbirú", que quer dizer "o caminho do sol" (para os incas), poderia ser o primeiro de uma série de raridades a ganhar a luz do dia, para ocupar uma fatia de mercado que, se pequena comercialmente, é fundamental para a preservação da cultura musical brasileira.

    Lula Côrtes também gravou os álbuns "Nordeste, Repente e Canção"; "Rosa de Sangue"; "A Mística do Dinheiro"; "O Gosto Novo da Vida"; "O Pirata", e "Lula Côrtes & Má Companhia".

    No ano passado, Lula Côrtes expôs uma coleção de 35 pinturas que retratavam o patrimônio histórico da cidade de Jaboatão dos Guararapes. A mostra, intitulada “Fragmentos do Jaboatão dos Guararapes”, era baseada nas suas andanças por diversos locais do município, e retratava a vida, o cotidiano, o patrimônio material e imaterial na cidade em que morava.

    MARIA BETHÂNIA E O SHOW DO MILHÃO

    Por Bernardo Mello Franco, Ana Paula Sousa e Marcus Preto

    O orçamento do futuro blog de Maria Bethânia, aprovado pelo Ministério da Cultura, reserva para ela um cachê de R$ 600 mil pela "direção artística" do projeto.

    O valor equivale a 44% do total de R$ 1,35 milhão que a cantora foi autorizada a captar em dinheiro de renúncia fiscal, via Lei Rouanet.

    Ela informou ontem, por meio de assessoria, que mantém a decisão de não fazer comentários sobre o assunto.

    A remuneração está prevista no orçamento que Bethânia entregou à Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, responsável pela escolha dos projetos a serem beneficiados pela lei.

    O documento, obtido pela Folha, apresenta a cantora como a única responsável pelas atividades de "direção artística, pesquisa e seleção de textos e atuação em vídeos" do blog de poesia.

    Três páginas adiante, uma planilha de custos fixa em R$ 600 mil a remuneração do "diretor artístico" -no caso, a própria cantora.

    O orçamento diz que o valor equivale a um salário de R$ 50 mil, a ser pago nos 12 meses de duração do projeto.

    O cachê reservado a Bethânia supera os R$ 467 mil que ela planeja gastar com produção, edição e legendagem dos vídeos que ela promete veicular diariamente.

    No pedido de verba, a produtora Quitanda Produções Artísticas classifica o blog como revolucionário:

    "Em meio a tantos absurdos do mundo moderno, a tantos problemas que cercam a vida de todos, nos propomos a revolucionar a vida cotidiana de cada um."

    A captação dos recursos foi autorizada esta semana, como noticiou anteontem a coluna Mônica Bergamo.

    Ontem, a reportagem teve acesso a dois pareceres do ministério que embasaram a decisão. O último relata "ajustes orçamentários" na proposta original, que previa captar R$ 1,79 milhão.

    A pasta não informou os itens afetados pelo corte de R$ 440 mil. Em nota, afirmou que isso só pode ser checado mediante pedido de vista do processo, em Brasília.

    Incluindo o blog, o ministério já autorizou Bethânia a captar R$ 10,5 milhões para seis projetos culturais desde 2006. Por problemas no sistema de acompanhamento virtual da pasta, não era possível saber ontem a quantia que ela chegou a arrecadar.

    Ao redigir uma nota para explicar a aprovação de um projeto da cantora Maria Bethânia, o MinC (Ministério da Cultura) acabou por expor uma fragilidade interna que nada tem a ver com as polêmicas que, habitualmente, cercam a renúncia fiscal para projetos da área cultural.

    A polêmica começou anteontem, quando a coluna Monica Bergamo, na Folha, noticiou a aprovação da captação de R$ 1,3 milhão para a produção do blog "O Mundo Precisa de Poesia".

    A cantora é a protagonista do projeto, que deve incluir 365 vídeos de 60 segundos --um por dia do ano-- com coordenação do sociólogo Hermano Vianna e direção de Andrucha Waddington (do longa "Eu Tu Eles").

    O assunto entrou rapidamente para a lista dos mais comentados no Twitter.

    O ministério, naturalmente, teve de vir a público para se explicar. No início da tarde de anteontem, mandou uma nota por meio de assessoria de comunicação. E foi aí que começou o outro imbróglio.

    Se, para o cidadão comum, a diferença entre Lei Rouanet e Lei do Audiovisual é tão pouco óbvia quanto qualquer fórmula da física, para qualquer produtor ou gestor cultural, a distinção entre os dois mecanismos de renúncia fiscal é algo imediato, simples. Rotineiro, enfim.

    Por isso chamou a atenção o erro cometido anteontem.

    Na nota redigida pela assessoria de comunicação do MinC, estava escrito que o projeto de Bethânia, aprovado para captação pela Lei do Audiovisual, havia sido aprovado pela CNIC (Comissão Nacional de Incentivo à Cultura). Acontece que a CNIC só analisa projetos que se utilizam da Lei Rouanet.

    A Lei do Audiovisual, diferentemente, voltada ao apoio a obras cinematográficas de produção independente --a Rouanet pode ser utilizada por manifestações culturais de qualquer natureza--, é gerida pela Ancine (Agência Nacional de Cinema).

    Questionada pela reportagem da Folha sobre a incongruência, a assessoria de imprensa do MinC levou quase três horas para se manifestar. Redigiram uma "errata" na noite de anteontem.

    Procurado novamente pela Folha, o cineasta Andrucha Waddington deixou claro que já tinha perdido a paciência. "Parece que eu tô roubando alguém", afirmou. "É tão patética a discussão que eu não quero mais falar."

    O cineasta Jorge Furtado, que criticou o barulho em torno de um projeto absolutamente legítimo, contemporiza a falha. "Eu não distingo, também. O cinema que faço não usa Roaunet, então nem sei como funciona", diz.

    Procurado ontem pela reportagem, o MinC admitiu o "equívoco" e disse ter confundido "o nome do setor de atuação da secretaria com os nomes das leis que viabilizam captação de recursos via renúncia fiscal".

    CALENDÁRIO MUSICAL - ABRIL

    Dia 01 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Antônio Moreira da Silva, o Moreira da Silva (1902).
    Nasce em Recife (PE) o cantor e compositor Zéh Rocha (1954).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, instrumentista, arranjador, produtor musical, economista e cantor Renato Constandt Terra, o Renato Terra (1953).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, teatrólogo e pianista Abdon Milanez (1927).
    Nasce em Vitória (ES) o cantor, instrumentista e compositor José Renato Botelho Moschkovich, o Zé Renato (1956).
    Nasce em São Paulo (SP) o maestro, compositor, instrumentista e violinista Eduardo Carmelo Patané, o Eduardo Patané (1906).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o pesquisador, compositor e escritor Arthur Loureiro de Oliveira Filho (1921).
    Nasce em Olinda (PE) o cantor, compositor e instrumentista Gutenberg Franklin Santos, o Guga Santos (1982).
    Nasce em Paraibuna (MG) o compositor e violonista Claudionor José da Cruz, o Claudionor Cruz (1910).

    Dia 02 -
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Clara Francisca Gonçalves, a Clara Nunes (1982).
    Nasce em Belo Horizonte a cantora Vânia Ferreira (1940).
    Nasce em Bom Despacho (MG) o cantor José Marcio Machado Brandão Couto, o Márcio Montserrat (1954).
    Morre em São Paulo (SP) o compositor Moacyr dos Santos (1996).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Dalva de Andrade (1935).
    Morre em Itabira (MG) o compositor, instrumentista e violonista Norberto Honório Martins, o Norberto Martins (1974).
    Nasce em Porto Alegre (RS) o músico, violonista, bandolinista e compositor Luis Barcelos (1987).

    Dia 03 -
    Nasce o cantor, ator e compositor cariocaMaurício Mattar (1964).
    Nasce o tecladista e saxofonista Antônio Rosas Seixas, o Manito do grupo Os Incríveis (1944).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, arranjador, compositor e produtor musical Renio Studart Quintas (1955).
    Nasce em Santos (SP) a cantora Helena Silveira Bueno, a Heleninha Silveira (1931).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e músico Arcílio Araújo de Oliveira, o Cilico (1949).
    Nasce em São Paulo (SP) o cantor, compositor e multiinstrumentista Inácio de Oliveira, o Sereno (1909).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, radialista, jornalista e produtor Arlênio Lívio (2003).
    Nasce em Niterói (RJ) a cantora, arranjadora e pianista Elizabeth de Araújo Marques, a Beth Bruno (1960).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e instrumentista Luiz de Oliveira da Costa Maia, o Luizão Maia (2005).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o percussionista e violonista Adriano Sampaio e Santos, o Adriano Sampaio (1971).
    Nasce em Formiga (MG) o cantor, compositor, escritor, poeta e professor universitário Fábio José de Melo Silva, o Padre Fábio de Melo (1971).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o arranjador, compositor e instrumentista Luiz Mainzi da Cunha Eça, o Luiz Eça (1936).

    Dia 04 -
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, letrista e compositor Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza (1958).
    Nasce em São Paulo a cantora Dirce Grandino de Oliveira, popularmente conhecida Por Dircinha Batista (1922).
    Nasce em Belo Horizonte (MG) o pianista Tânia Mara Lopes Cançado, a Tânia Cançado (1949).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, instrumentista, jornalista, poeta, dramaturgo, pianista e teatrólogo Ari Kerner Veiga de Castro, o Ari Kerner (1963).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o letrista Luiz Fernando Monteiro Gonçalves, o Luiz Fernando Gonçalves (1940).
    Nasce em Belo Horizonte (MG) o instrumentista Francisco Andrade Braga, o Chiquito Braga (1936).
    Nasce em Aracaju (SE) o trombonista José Alberto Rodrigues Matos, o Zé da Velha (1942).
    Morre em Jacareí (SP) o cantor Gilberto Alves Martins, o Gilberto Alves (1992).
    Morre em Guarapari (ES) o cantor, compositor e instrumentista José Antônio da Silva, o Sílvio Silva (2008).

    Dia 05 -
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o violonista e compositor Ernesto Joaquim Maria dos Santos, popularmente conhecido por Donga (1890).
    Nasce em 1931 o cantor de forró paraibano Genival Lacerda.
    Morre em São Paulo (SP) o cantor, compositor e ator paulista Antônio Marcos (1992).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Francisco Rodrigues Filho, o Francisco Carlos (1928).
    Morre em Niterói (RJ) o cantor, compositor e palhaço George Savalla Gomes, o Palhaço Carequinha (2006).
    Nasce em Niterói a cantora, instrumentista e compositora Melissa Costa Nunes Pereira, a Melissa Costa (1978).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e compositor Luperce Bezerra Pessoa de Miranda (1977).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Walter Rosa (1925).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o produtor cultural e compositor Ney Murce (1947).
    Nasce o baterista Luiz Franco Thomaz, o Netinho do grupo Os Incríveis (1947).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o pistonista e trompetista Carmelino Veríssimo de Oliveira, o Pedroca (1913).
    Nasce em Poços de Caldas (MG) o instrumentista e compositor Raul Mascarenhas Pereira Junior (1953).
    Nasce em Três Lagos (MT) a cantora Marly de Toledo (1938).
    Nasce em Quixeramobim (CE) o cantor e compositor Fausto Nilo Costa Junior, o Fausto Nilo (1944).
    Nasce em Pelotas (RS) o baterista Alexandre Fonseca (1962).
    Nasce em São Paulo (SP) o instrumentista, compositor, professor de música, radialista, advogado, jornalista Mario Albanese (1931).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o violonista, cantor e compositor Moacyr da Luz Silva, o Moacyr Luz (1958).
    Morre em Salvador (BA) o compositor, violinista e professor Machado Francisco Olavo de Sales (1983).

    Dia 06 -
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Cícero Nunes Cordeiro, o Cícero Nunes (1912).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Tancredo Marcelino de Olivieira, o Tranka (1943).
    Nasce em Niterói (RJ) o instrumentista Osvaldino Rangel, o Dino Rangel (1964).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, contrabaixista, arranjador, produtor musical e professor Guilherme Maia (1954).
    Morre em Natal (RN) o seresteiro, cantor e instrumentista Adolfo Elias França, o Adolfo França (1974).
    Nasce em Natal (RN) a cantora, compositora e produtora musical Marina Elali (1982).
    Nasce em Santa Helena (PB) o cordelista Raimundo Luiz do Nascimento, popularmente conhecido por Raimundo Santa Helena (1926).
    Nasce em Piracicaba (SP) o músico Celso Rocha, integrante do grupo O Bando de Maria (1968).
    Nasce em Mogi Mirim (SP) o cantor e compositor José Dias, o Zédi (1936).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e instrumentista Jair de Araújo Costa, o Jair do Cvaquinho (2006).
    Nasce em Santa Votória do Pamar (RS) o instrumentista e compositor Marcelino Correia (1900).

    Dia 07 -
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Adilson Ramos de Ataíde, o Adílson Ramos (1945).
    Morre em Itajobi (SP) o cantor e compositor Rubião Vieira, o Vieirinha da dupla Vieira e Vieirinha (1991).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e compositor João Luiz de Avellar, o Luiz Avellar (1956).
    Nasce em Mogi das Cruzes (SP) o carnavalesco, compositor e produtor cultural José Luiz da Silva, o Rabicho (1957)
    Nasce em Porto Alegre (RS) o arranjador, cantor, compositor, instrumentista Henry Nichel Lentino (1977).
    Nasce no Recife (PE) o compositor Edgar Monteiro Ferreira, o Edgar Ferreira (1922).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Marina de La Riva (1973).
    Nasce em São Paulo (SP) a cantora Dirce Grandino de Oliveira, a Dircinha Batista
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o pesquisador de MPB e escritor Suetônio Soares Valença (2006).

    Dia 08 -
    Nasce o multiinstrumentista, compositor e arranjador pernambucano Moacir Santos (1924).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, produtor e instrumentista Maurício Carvalho de Barros, o Maurício Barros (1964).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o pesquisador, cantor e jornalista Pedro Paulo Malta Samuel Santos, o Pedro Paulo Malta (1976)
    Nasce em Belém (PA) o radialista e compositor Collid Ether Filho, o Collid Filho (1930).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a instrumentista, arranjadora, compositora e cantora Antonia Campello Adnet (1985).
    Nasce em Petrópolis (RJ) o instrumentista e compositor Francisco de Queirós Mattoso, o Francisco Mattoso (1913).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o músico Claudio Antunes dos Santos Machado, o Claudio Monjope (1969).
    Nasce em São Paulo o instrumentista Luis Vital, integrante do grupo Só Pra Contrariar (1968).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista Francisco José Tavares de Souza, O Chico Batera (1943).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e produtor Adilson Victor (1949).
    Nasce em São Paulo (SP) a violonista Maria Livia São Marcos (1942).
    Nasce em Campinas (SP) o instrumentista, compositor, arranjador e cantor Rodrigo Botter Maio (1967).
    Nasce em Castelo (ES) o cantor, compositor e ator Elias Chamon Filho, o Chamon (1960).
    Nasce em São Paulo (SP) o letrista, pianista, ator e cineasta Pedro Geraldo Camargo Rocha, o Pedro Camargo (1941).
    Nasce em Natal (RN) o cantor, produtor e compositor Paulo Peres Tito, o Paulo Tito (1929).
    Nasce em Uruburetama (CE) o cantor e compositor Carlos Alberto R. Teixeira, o Don Beto (1958).
    Nasce em Carnaíba (PE) o cantor, compositor e produtor Daniel Bueno (1960).

    Dia 09 -
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, diretor de bateria e instrumentista Nilton Delfino Marçal, popularmente conhecido como Mestre Marçal (1994).
    Nasce o percussionista Evandro de Oliveira, integrante do grupo Homem Gol (1963)
    Morre em Natal (RN) o compositor e violonista Antônio Fernandes de Souza, o Antônio 7 cordas (1999).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e radialista Evaldo Rui Barbosa, o Evaldo Rui (1913).
    Nasce em Natal (RN) a compositora Suely Corrêa Vieira, a Suely Corrêa (1942).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, produtor musical, radialista, jornalista, poeta e escritor José Simões de Paiva Netto, o Paiva Netto (1941).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Roberto Napoleão Silva, o Roberto Silva (1920).
    Nasce em Anápolis (SP) o pianista e compositor José Aimberê de Almeida, o J. Aimberê (1904).
    Nasce em Nossa Senhora da Glória (SE) o compositor, instrumentista e cantor José Sergival da Silva, o Sergival (1965).
    Nasce em Baden-Baden (Alemanha) o musicólogo, crítico, compositor e professor Bruno Kiefer (1923).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, violonista, cantor e escritor Marcio Ribeiro Ramos, o Marcio Ramos (1950).

    Dia 10 -
    Em 10 de abril de 1965 foi gravado no Teatro Paramount, em São Paulo, o show que deu origem à fantástica trilogia 2 na Bossa, com Elis Regina e Jair Rodrigues. Elis havia completado 20 anos de idade havia poucos dias.
    Nasce em Palmeiras de Goiás (GO) o instrumentista e compositor Valdeci José da Silva, o Valdeci (1942).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) a empresária artística Lea Gadelha Millon, a Lea Millon (2011).
    Nasce em São Bento (MA) o instrumentista, maestro, compositor, contador e advogado Hélcio Jardim Brenha, o Hélcio Brenha (1937).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Gilson Bernini de Souza (1962).
    Nasce em Pirapetinga (MG) o cantor, compositor e violonista Mário de Souza Marques Filho, o Noite Ilustrada (1928).
    Morre em São Paulo (SP) o multiinstrumentista e compositor Ângelo Apolônio, o Poli (1985).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e instrumentista Ana Carolina Salem Bello, a Carolina Bello (1980).
    Nasce em Aracaju (SE) o cantor, compositor e instrumentista Rubens Lisboa Maciel Filho, o Rubens Lisboa (1965).
    Nasce em São Paulo o instrumentista Daniel Dias, integrante do grupo Drama (1982).
    Nasce em Londrina (PR) o compositor e cantor João Roberto Alonso, o Paranaense da dupla Goiano e Paraense (1959).

    Dia 11-
    Nasce em São Paulo (SP) o cantor e compositor Dudu França ou Eduardo França, nomes artísticos de José Eduardo França Pontes (1950).
    Nasce em Arari (MA) o cantor, instrmentista, escritor e compositor Zeca Baleiro, nome artístico de José Ribamar Coelho Santos (1966).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o pianista e compositor Waldir Calmon Gomes (1982).
    Nasce a pianista e compositora Jocy de Oliveira (1936).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, arranjador e produtor José Fernando Appolonio Merlino, o Fernando Merlino (1960).
    Nasce em Uberaba (MG) o instrumentista, cantor e compositor Pedro Humberto Rosa Amui, o Pedro Amui (1968).
    Nasce em Campinas (SP) o cantor e instrumentista Durval de Lima Junior, o Júnior da dupla Sandy e Júnior (1984).
    Nasc em Niterói (RJ) o canto, compositor e percussionista Ari Fernando Salles Sobral, o Ari Sobral (1948).
    Nasce em Salvador (BA) a cantora Alice Gonzaga (1931).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e orquestrador Ivan Paulo da Silva, mais conhecido por Maestro Carioca (1991).

    Dia 12 -
    Nasce em Mmaranguape (CE) o cantor, compositor, pintor, escritor, ator e humorista cearense Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, popularmente conhecido por Chico Anysio (1931).
    Nasce o cantor e compositor paraibano Novinho da Paraíba.
    Nasce em Blumenau (SC) o instrumentista e compositor Maurílio de Oliveira (1979).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, regente, instrumentista Albertino Inácio Pimentel, o Albertino Pimentel (1874).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o flautista Manuel Gomes, o Manezinho da Flauta (1924).
    Nasce em São Paulo (SP) a cantora Iolanda Ribeiro Angarano, a Zilá Fonseca (1929).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Helena Costa, a Heleninha Costa (2005).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o pesquisador Emílio Roberto de Souza Domingos, o Emílio Domingos (1972).
    Nasce em Belo Horizonte (MG) a cantora, atriz e dançarina Wilma Guilhermina Fernandes Negromonte, a Via Negromonte (1969).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e compositor Everardo Magalhães Castro, o Everardo Castro (1933).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e cantor Antonio Carlos Leopoldo Cardoso, o Carlos Sapato (1959).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o músico, compositor e regente Albertino Inácio Pimentel, o Carramona (1874).
    Nasce em Porto Alegre (RS) o cantor, compositor e instrumentista Alexandre Vieira (1965).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Ana Lúcia Fontes Leuzinger, a Ana Zinger (1960).
    Nasce em Santo Anastácio (SP) o cantor e compositor Waldevino Silveira da Silva, o Capricho da dupla Capricho e Caprichoso (1948).
    Nasce em Santa Helena (PR) o cantor Luan, da dupla Luan e Leomar (1974).
    Nasce em Nazaré da Mata (PE) O instrumentista, arranjador, compositor e maestro José Xavier Meneses, o Zé Meneses (1923).

    Dia 13 -
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Dulce Quental (1960)
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, cantor e compositor Adalberto José de Castilho e Souza, o Bebeto Castilho (1939).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora, instrumentista e compositora Marília Monteiro de Barros Batista, a Marília Batista (1918).
    Nasce em Cachoeiro de itapemirim (ES) o cantor e compositor Sérgio Morais Sampaio, o Sérgio Sampaio (1947).
    Nasce em Itabaiana (PB) o humorista, cantor e compositor Severino Rangel de Carvalho, o Ratinho da dupla Jararaca e Ratinho (1896).
    Nasce o baterista Diego Lara, integrante da banda Offline (1988).
    Nasce em Jequié (BA) o músico, cantor, compositor e arranjador Rubens Cardoso da Silva, o Rubens Cardoso (1962).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Yvonne Lara da Costa (1921).
    Nasce em Salvador (BA) a cantora, violonista e compositora Rosa Maria Faria Passos, a Rosa Passos (1952).
    Nasce em Campos (RJ) o cantor e compositor Alcides Aluízio Machado, o
    Aluízio Machado (1939).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e compositor Abel Ferreira (1980).
    Nasce em Belém (PA) a cantora e compositora Janaina Reis Pinheiro (1975).
    Morre em São Paulo (SP) o compositor e produtor Mário Lúcio Rodrigues dos Santos, o Mário Maranhão (1996).

    Dia 14 -
    Nasce em Olinda (PE), o cantor e compositor Ovelha (1955).
    Morre o saxofonista carioca Victor Assis Brasil (1981).
    Morre o compositor mineiro carioca Synval Silva (1994).
    Nasce o cantor e compositor carioca Jorge Veiga (1910).
    Nasce em São Vicente (SP) o compositor, pianista e regente Eduardo Souto (1882).
    Nasce em Itararé (SP) o instrumentista, líder de orquestra, compositor e arranjador Pascoal Melilo (1900).
    Nasce em Salvador (BA) o compositor, percussionista, violonista e cantor Marcos Antônio Chagas e Albuquerque, o Duhbai (1959).
    Nasce em São Paulo (SP) o violonista, cantor e compositor Reinaldo Santos Ponte, o Reinaldo Ponte (1967).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora, compositora, arranjadora e instrumentista Cristina Amorim de Figueiredo, popularmente conhecida por Crikka Amorim (1964).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e ritmista Edel Ferreira de Lima, o Dida (1940).
    Nasce em Muzambinho (MG) a cantora Cármina Allegretti, popularmente conhecida por Carminha Mascarenhas (1930).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e cantor Jorge de Oliveira Veiga, o Jorge Veiga (1910).
    Nasce em Porto Alegre (RS) o cantor, compositor e instrumentista Vanderlei da Silva Alves, o Leco Alves (1966).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Synval Machado da Silva, o Synval Silva (1994).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista Vitor Assis Brasil Filho (1981).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e violonista Marcel Raoul Henri Cazes (1920).
    Morre em Porto Alegre (RS) o escritor, historiador e jornalista Atos Damasceno Ferreira (1975).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e professora de canto Maíra Horta de Sá Martins, a Maíra Martins (1980).

    Dia 15 -
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e violonista Edson Reis de França, o Edson França, um dos fundadores do Trio Irakitan (1965).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o maestro e compositor Antônio Francisco Braga, o Francisco Braga (1868).
    Nasce em São João da Barra (RJ) o instrumentista Peçanha Póvoa (1837).
    Nasce em São Paulo (SP) o compositor e instrumentista Acelino de Paula (1959).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Claudio da Matta Freire, o Claudio da Matta (1957).
    Morre em Fortaleza (CE) o músico e compositor Mamede Cirino de Lima (1965).
    Nasce em Serra Azul (SP) o radialista José de Moura Barbosa, o Nhô Zé (1923).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor Gilberto Alves Martins, o Gilberto Alves (1915).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Laudenir Casemiro, popularmente conhecido como Beto sem braço (1993).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, músico e compositor Alexsandro Ferreira de Souza, o Alex Guedes (1974).
    Nasce em Paris (França) o instrumentista Philippe Baden Powell de Aquino, o Philippe Baden Powell (1978).

    Dia 16 -
    Nasce em Belo Horizonte (MG) o cantor e compositor André Machado Valadão, o André Valadão (1978).
    Nasce em Campos dos Goitacazes (RJ) o cantor e compositor Luiz Carlos Alves da Silva, o Lucas Correnteza (1962).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o músico Adriano de Oliveira, integrante do grupo Rota 33 (1967).
    Morre em Salvador (BA) o compositor Antônio Manuel do Espírito Santo (1913).
    Nasce em São Paulo (SP) o arranjador, regente e compositor Júlio Medaglia Filho, o Júlio Medaglia (1938).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e guitarrista Adriano de Oliveira (1967).
    Nasce em Recife (PE) a artista popular, cirandeira, compositora e cantora Vitalina Alberta de Souza, a dona Duda (1923).
    Nasce em Santarém (PA) o instrumentista e compositor Sebastião Tapajós Pena Marcião, o Sebastião Tapajós (1943).
    Morre em São Paulo (SP) o radialista, compositor e jornalista Vicente Fiderice Leporace, o Vicente Leporace (1978).
    Nasce em Limeira (SP) o instrumentista e compositor Gedeão Nogueira, mais conhecido como Gedeão da Viola (1945).
    Nasce em Duque de Caxias (RJ) o instrumentista Joaquim Albuquerque de Oliveira, o Netinho Albuquerque (1977).
    Morre em Denver (EUA) o instrumentista Cláudio Slon (2002).
    Nasce em Imbituba (RS) o empresário, comerciante, industrial e financista Alberto Pittigliani (1918).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e letrista Antônio de Pádua Vieira da Costa, o Luís Antônio (1921).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e violonista Newton Carlos Teixeira, o Newton Teixeira (1916).

    Dia 17 -
    Nasce o cantor e compositor pernambucano Iveraldo de Souza Lima, popularmente conhecido como Leonardo Sullivan (1947).
    Nasce o cantor e compositor baiano Hyldon de Souza Silva, mais conhecido por Hyldon (1951).
    Nasce o cmpositor carioca Lincoln Olivetti (1954).
    Nasce em Niterói (RJ) a cantora e compositora Rosana Valéria da Costa Rubim, a Zana Rubim (1966).
    Nasce em Porto Alegre (RS) o cantor, compositor e produtor musical Nelson Coelho de Castro (1954).
    Nasce em Fortaleza (CE) o cantor e compositor José Ednardo Soares Costa Souza, o Ednardo (1945).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor Carlos Henrique Uzêda Pereira de Souza, o Carlos Uzêda (1960).
    Nasce em Nilópolis (RJ) o instrumentista, arranjador, compositor e produtor musical Lincoln Olivetti (1954).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o flautista e compositor Erastótenes Alves Frazão, o Frazão (1977).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, arranjador e compositor Carlos Ernest Dias (1964).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, arranjador e compositor Alex Saba (1958).
    Morre em Fortaleza (CE) o poeta, modinheiro, comediógrafo Fernando Weyne (1906).
    Nasce em Salvador (BA) o cantor e compositor Hyldon de Souza Silva, popularmente conhecido por Hyldon (1951).
    Nasce em Conchas (SP) o instrumetista, cantor e compositor Rodrigo Augusto de Campos, o Rodrigo Campos (1977).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) Wilson do Nascimento, o Rei Zulu, figura folclórica do carnaval carioca, facilmente reconhecida pela elegância com que representava seu personagem, quase sempre encontrado em vários blocos que desfilavam na zona sul do Rio de Janeiro (1930).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Florinda Grandino de Oliveira, a Linda Batista (1988).

    Dia 18 -
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Antônio Gonçalves Sobral, mais conhecido como Nelson Gonçalves (1998).
    Nasce em São Paulo o músico e cantor Pedro Camargo Mariano, também conhecido por Pedro Mariano (1975).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Sidney Álvaro Miller Filho, o Sidney Miller (1945).
    Nasce em Londres (Inglaterra) o maestro Leopold (Anthony) Stokowski (1882).
    Nasce em Recife (PE) o instrumentista Cláudio Roberto Rosas Bonfim, mas conhecido por Beto Bonfim (1981).
    Nasce em São Paulo (SP) o compositor, arranjador, pianista, cantor e regente Vicente Paiva Ribeiro, o Vicente Paiva (1908).
    Nasce em Salvador (BA) o ator, comediante, cantor e compositor Milton da Silva Bittencourt, o Zé Trindade (1915).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Haroldo Tapajós Gomes, o Haroldo Tapajós (1994).
    Nasce em Volta Redonda (RJ) o canto, compositor e violonista Edilberto José de Macedo Fonseca, o o Dil Fonseca (1962).
    Nasce no Recife (PE) o cantor, produtor e compositor Marco Vinicio de Andrade, mais conhecido no meio musical por Marcus Vinicius (1949).
    Nasce em Santa Cruz (RN) a instrumentista e cantora Francisca de Assis Germano, a Chiquinha do Acordeom (1938).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Maria Clara Borba de Carvalho, a Cacala Carvalho (1963).
    Nasce em São Paulo (SP) a cantora, compositora, produtora cultural e arranjadora India Indira Tiso da Costa Veiga, mais conhecida por índia Tiso (1973).

    Dia 19 -
    Nasce em cachoeiro do Itapemirim (ES) o cantor e compositor Roberto Carlos Braga, popularmente conhecido por Roberto Carlos (1941).
    Nasce em Francisco Sá (MG) os irmãos cantores e compositores José Edmundo Pinto e José Raimundo Pinto, que juntos formam a dupla Edmundo e Raimundo (1958).
    Nasce em Santos (SP) o cantor e compositor Rubens Cardoso Peniche, o Rubens Peniche (1921).
    Nasce em Bariri (SP) a cantora Celeste Vanuchi, popularmente conhecida por Celeste (1942).
    Nasce em Recife (PE) o compositor Armando Cavalcanti de Albuquerque, mais conhecido por Armando Cavalcanti (1914).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Naldo (1981).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, locutor, apresentador de tv e ator Henri Charles Gonçalves, o Carlos Henrique (2006).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Aroldo Forde, mais conhecido como Aroldo Melodia (1930).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, músico, cantor e compositor Luiz Carlos dos Santos, O Luiz Carlos Batera (2007).

    Dia 20 -
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e cantor Ataulfo Alves de Sousa, popularmente conhecido por Ataulfo Alves (1969).
    Nasce em Santa Rita de Sapucaí (MG) o cantor e compositor José Antônio Vono Filho, o Bentinho da dupla Xerém e Bentinho (1914).
    Nasce em Penápolis (SP) a cantora e compositora Vilma Valéria (1934).
    Nasce em Araraquara (SP) o cantor Francisco dos Santos, o Cascatinha da dupla Cascatinha e Inhana (1919).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ)a cantora Aurora Miranda da Cunha, a Aurora Miranda (1915).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o produtor musical Ricardo Moreira Pinto, o Ricardo Moreira (1959).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Carlos Guinle (1919).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, humorista e compositor Castro Barbosa, da dupla Jojoca e Castro Barbosa (1975).
    Nasce em São Paulo (SP) o compositor, cantor e poeta Mário Giachetto Montaut, o Mário Montaut (1957).
    Morre em São Paulo (SP) o cantor Cândido de Arruda Botelho, o Cândido Botelho (1955).
    Nasce em Caruaru (PE) gaitista, violonista, cantor, compositor, arranjador e produtor Rildo Alexandre Barretto da Hora, o Rildo Hora (1939).
    Nasce e Lagoa Vermelha (RS) o cantor e compositor José Mendes (1939).

    Dia 21 -
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, instrumentista, cantor, produtor musical e arquiteto Maurício Tapajós Gomes, o Maurício Tapajós (1995).
    Nasce em Itaporanga (SP) o compositor e instrumentista Angelino de Oliveira (1888).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Wagner Dias Bastos, o Waguinho, ex integrante do grupo "Os Morenos" (1965).
    Nasce em Ubá (MG) o instrumentista, cantor, roteirista e diretor musical José Maria Camiloto Rocha, o Zé Maria (1946).
    Nasce em Salvador (BA) o multiinstrumentista, cantor, compositor, arranjador, produtor musical Luiz Alberto Brasil de Carvalho, o Luiz Brasil (1954).
    Nasce em Jalapão (TO) o violeiro e lavrador Arnon Ribeiro Tavares, o Arnon Tavares (1986).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e instrumentista Joana Campello Adnet (1981).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, produtor Musical, jornalista, radialista, escritor e poeta José Simões de Paiva Netto, o Paiva Netto (1941).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista Rogério Borda Gomes, o Rogério Borda (1964).
    Nasce em Natal (RN) o compositor, cantor e instrumentista Cleudo Alves Freire, o Cleudo Freire (1960).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, produtor Musical, cantor, arranjador e multiinstrumentista Sérgio Benchimol (1958).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) a vedete, cantora e atriz Daisy Paiva Ribeiro, a Daisy Paiva (2001).
    Nasce em Belo Horizonte (MG) o compositor, arranjador e instrumentista Romulo Marques Ribeiro, o Romulo Marques (1963).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, arranjador, instrumentista, maestro e orquestrador Gilson José de Azeredo Peranzzetta, o Gilson Peranzzetta (1946).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e guitarrista Fernando Mendonça Magalhães, o Fernando Magalhães (1964).
    Morre em Paris (França) o cantor Luiz Antonio Moraes da Silva, o Luiz Antonio (2002).

    Dia 22 -
    Nasce a cantora mineira Maria Alcina (1949).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, cantor e instrumentista Aldacir Evangelista de Mendonça, o Aldacir Louro (1926).
    Nasce em Niterói (RJ) o instrumentista, compositor e arranjador André Ricardo Mehmari, o André Mehmari (1977).
    Nasce em São Paulo (SP) o cantor e instrumentista Marcelo Pires Vieira, o Belo (1974).
    Nasce em Natal (RN) a cantora e compositora Rejane Maria Costa de Luna Freire, a Rejane Luna (1975).
    Nasce em Belém (PA) o cantor, compositor, instrumentista, arranjador e produtor musical Marco André Siso de Oliveira, o Marco André (1963).
    Nasce em São Paulo (SP) o compositor Gastão Marques Lamounier, o Gastão Lamounier (1893).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o regente, arranjador, trompetista e compositor Napoleão Tavares (1965).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a soprano Elsie Houston-Péret, a Elsie Houston (1902).
    Nasce em São Paulo (SP) a cantora, compositora e instrumentista Lucia Maria Turnbull, a Lucinha Turnbull (1953).
    Nasce em Belém (PA) o compositor, instrumentista, arranjador e produtor musical Josimar Monteiro dos Santos, o Josimar Monteiro (1966).
    Nasce em Belo Horizonte (MG) o instrumentista, compositor e arranjador Nivaldo Lima Ornelas, o Nivaldo Ornelas (1941).
    Nasce em Niterói (RJ) o clarinetista e compositor Lourival Inácio de Carvalho, o Louro (1894).
    Nasce em São Bernardo do Campo (SP) o cantor, compositor e instrumentista Adauto Antonio dos Santos (1940).
    Morre em Salvador (BA) o compositor, cantor, maestro, arranjador, regente e técnico de Som Alcyvando Liguori da Luz, o Alcyvando Luz (1998).

    Dia 23 -
    Dia Nacional do Choro.
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, compositor e arranjador Robson Jorge (1954).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Ozéias Moura de Paula, o Ozéias de Paula (1951).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o baterista Antônio de Souza, o Milton Banana (1935).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, orquestrador e instrumentista Alfredo da Rocha Vianna, o Pixinguinha (1897).
    Nasce em Bauru (SP) o cantor, compositor e percussionista Nílton Luiz Ferreira, o Dom Mita (1940).
    Nasce em São Paulo (SP) o cantor, compositor e ator José Francisco da Silva, o Zeca da Casa Verde (1927).
    Nasce em Goiânia (GO) o jornalista, cantor, compositor e ator Leonardo Jaime, o Léo Jaime (1960).
    Nasce em Juiz de Fora (MG) o cantor e compositor Geraldo Theodoro Pereira, o Geraldo Pereira (1918).
    Nasce em Porto Alegre (RS) o cantor e instrumentista Rafael Mallmith (1981).
    Nasce em Bom Jesus do Itabapoana (RJ) o instrumentista Adilio Silveira de Aquino, o Silveirinha (1930).
    Nasce em Belo Horizonte (MG) o compositor, escritor, jornalista e produtor musical Jorge Fernando dos Santos (1956).
    Nasce em São Paulo (SP) o percussionista, compositor e arranjador Carmo Bartoloni (1956).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Aldemar Guapiassú, o Fardel (1915).
    Nasce em Niterói (RJ) a compositora Adriana Peixoto (1979).
    Nasce em Ipirapitinga (MG) a cantora e compositora Amélia Rocha Barroso, a Cláudia Barroso (1932).
    Nasce em Limoeiro (PE) o regente, instrumentista e compositor Severino Araújo de Oliveira, o Severino Araújo (1917).
    Nasce a cozinheira, mãe de santo e animadora cultural Hilária Batista de Almeida.
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e produtor musical Eduardo Cruvinel Carvalho, o DadoBrother (1974).

    Dia 24 -
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e violonista Marcel Raoul Henri Cazes (1990).
    Morre em São Paulo (SP) o compositor e instrumentista Angelino de Oliveira (1964).
    Nasce em São Paulo (SP) o cantor Catello Carlos Guagliardi, o Carlos Galhardo (1985).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o flautista, professor e compositor Paulo Augusto Duque Estrada Meyer (1905).
    Nasce em São Paulo (SP) o instrumentista, arranjador e compositor Nelson Alvares Machado Filho (1965).
    Nasce em Porto Alegre (RS) a cantora Loma Berenice Gomes Pereira, a Loma (1953).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, arranjador, arte-educador, instrumentista, musicoterapeuta e professor José Otávio Ferreira da Costa, o Dôdo Ferreira (1959).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o musicólogo, jornalista, poeta e teatrólogo Edigar de Alencar (1993).
    Nasce em Goiânia (GO) o instrumentista, arranjador, compositor, diretor e produtor musical Ricardo Leão André, o Ricardo Leão (1959).
    Morre em Paulista (PE) o violonista e compositor Francisco Soares de Araújo, o Canhoto da Paraíba (2008).
    Nasce em Pati dos Alferes (RJ) o poeta e escritor Joaquim Osório Duque Estrada, o Osório Duque Estrada (1870).
    Nasce em Recife (PE) o instrumentista, compositor, arranjador e cantor Frederico Guilherme do Rêgo Falcão, o Fred Galvão (1937).
    Morre em Florianópolis (SC) o compositor e flautista Patápio Silva (1907).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a compositora e produtora de discos e shows Cristina Gomes Saraiva, a Cristina Saraiva (1962).

    Dia 25 -
    Nasce em São Paulo (SP) o cantor e compositor Agostinho dos Santos (1932).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e instrumentista Gilmar Paulo de Mello, Gilmar PQD (1966).
    Nasce em São Paulo (SP) o compositor Paulo Emílio Vanzolini (1924).
    Nasce em São Paulo (SP) o cantor José Rodrigues da Silva, o Deny da dupla Deny e Dino (1941).
    Morre em Porto Alegre (RS) o compositor e cantor Rui da Silva Leonhardt, o Rui Biriva (2011).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o poeta e teatrólogo Manuel Antônio Álvares de Azevedo, o Álvares de Azevedo (1852).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Carmelita Madriaga, a Carmen Costa (2007).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Jurandir Pereira da Silva, o Jurandir da Mangueira (2007).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Rita de Cassia Peixoto, a Ryta de Cássia (2006).
    Morre em Brasília (DF) o arregimentador, músico e instrumentista Elismar Holanda Pontes, o Elismar Pontes (2004).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o produtor musical Marco Aurélio da Silva Mazzola, o Mazzola (1950).
    Nasce em Salvador (BA) o arquiteto, arranjador e instrumentista Péricles de Albuquerque, o Perinho Albuquerque (1946).
    Nasce em Natal (RN) o cantor e compositor Gileno Osório Wanderley de Azevedo, o Leno (1949).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o produtor musical Roberto Neves de Souza Quartin Filho, o Roberto Quartin (2004).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, regente, ator e pianista Custódio Mesquita de Pinheiro, o Custódio Mesquita (1910).

    Dia 26 -
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o artista plástico, cantor e compositor Guilherme de Brito Bollhorst, o Guilherme de Brito (2006).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, arranjador, produtor e pesquisador de MPB Maurício Carrilho (1957).
    Nasce em Uberaba (MG) o cantor José Márquez, o Paulo Márquez (1928).
    Nasce em Euclides da Cunha (BA) o compositor, instrumentista e acordeonista Pedro Sertanejo (1927).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o violonista Raul Palmieri (1968).
    Nasce em Muqui (ES) o instrumentista e compositor Mário Pereira (1937).
    Nasce em Porto Alegre (RS) o instrumentista Marino dos Santos (1908).
    Nasce em Alagoas o violonista e compositor João Lyra (1949).
    Nasce em Salvador (BA) o cantor e compositor Raimundo Cleto do Espírito Santo, o Tião Motorista (1927).
    Nasce em Macaé (RJ) a cantora Thais Batista de Macedo, a Thais Macedo (1989).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e instrumentista Jair de Araújo Costa, o Jair do Cavaquinho (1922).
    Nasce em São Paulo (SP) o instrumentista e produtor Laércio da Costa Henrique, o Laércio da Costa (1972).
    Nasce em Ciríaco (RS) a cantora e compositora Mirianês Zabot (1981).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor, arranjador e violonista Thiago Mattos dos Santos Amud, o Thiago Amud (1980).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor João Paulo Batista de Carvalho, o J. B. de Carvalho (1901).

    Dia 27 -
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Marisa Vertullo Brandão, mais conhecida como Marisa Gata Mansa (1938).
    Nasce em Curitiba (PR) o cantor, instrumentista e compositor Fernando Ouro Preto, popularmente conhecido por Dinho Ouro Preto (1964).
    Nasce em Niterói (RJ) o compositor Francisco Figueiredo Roque, o Chico Roque (1953).
    Nasce em Juiz de Fora (MG) o instrumentista e compositor Carlos José Gonçalves dos Santos, o Cazé (1961).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o arranjador, instrumentista e compositor Rafael Baptista Rabello, o Rafael Rabello (1995).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Clarisse Fernandes Grova, a Clarisse Grova (1958).
    Nasce em Pratânia (SP) o produtor, professor de violão, compositor e pesquisador de folclore Teotônio Pavão (1915).
    Nasce em São Paulo (SP) a cantora e compositora Luísa Taubkin Maita, a Luísa Maita (1982).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) a escritora e jornalista Eneida Costa de Morais, a Eneida (1971).
    Nasce em Campo Grande (MS) a cantora e compositora Denise Carvalho de Figueiredo, a Denise Krammer (1975).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora, compositora e instrumentista Maria de Lourdes Argollo Oliver, a Dilu Melo (2000).

    Dia 28 -
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Paulo César Francisco Pinheiro, o Paulo César Pinheiro (1949).
    Nasce no Recife (PE) a cantora e compositora Gilda Hellmers (1944).
    Nasce em Niterói (RJ) a cantora Ita Mara Jarlicht, a Itamara Koorax (1965).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o baterista Gustavo Augusto Schroeter, o Gustavo Schroeter (1951).
    Nasce em Recife (PE) o pedagogo, divulgador e pesquisador musical Bruno Roberto Bezerra Negromonte, o Bruno Negromonte.
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e instrumentista José Fernandes de Paula, o Peterpan (1983).
    Nasce em Niterói (RJ) a cantora Odete Amaral (1917).
    Nasce em Washington D.C (EUA) a cantora e compositora Alexia Bomtempo (1984).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Joel Teixeira (2004).
    Nasce em Indiaporã (SP) o produtor, ator, apresentador de tv e diretor de teatro e de televisão Milton José Gil, o Gil Sertão (1963).
    Nasce em Atibaia (SP) o cantor, compositor e instrumentista Fernando Pellegrino Rodrigues Luzirão, o Tuco (1979).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o radialista, jornalista, crítico musical Sílvio Túlio Cardoso (1967).
    Nasce em São Paulo (SP) o fotográfo Mário Luiz Thompson de Carvalho (1945).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor, instrumentista e pintor Djalma Fernandes da Silveira, o Djalma Fernandes (1931).

    Dia 29 -
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Dinahir Tostes Caymmi, a Nana Caymmi (1941).
    Morre em Renascença (PR) o cantor e compositor Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, mais conhecido como Gonzaguinha (1991).
    Nasce em São Paulo (SP) a cantora, compositora e pianista Denise Helena Rocha Gordon, a Izzy Gordon (1963).
    Morre em São Paulo (SP) o compositor Arlindo Pinto (1968).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Paulo Barbosa (1900).
    Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Nicola Bruni (1971).
    Morre em São Paulo (SP) a cantora Hilda Campos Soares da Silva, a Leny Eversong (1984).
    Nasce em Campos (RJ) o pianista Fernando Martins (1941).
    Nasce em Manaus (AM) o compositor, instrumentista e cantor Carlos Vinícius Silva Cantuária, o Vinícius Cantuária (1951).
    Nasce em São Gonçalo (RJ) a cantora, compositora e letrista Maria Cristina Xavier Latini, a Cristina Latini (1954).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a socióloga e pesquisadora de MPB Heloisa Maria de Carvalho Tapajós Gomes (1948).

    Dia 30 -
    Nasce em Salvador (BA) o cantor, instrumentista e compositor Dorival Caymmi (1914).
    Nasce em Niterói (RJ) o pianista Moacir Peixoto (1920).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, cantor e compositor Ronaldo Folegatti Poubel, o Ronaldo Folegatti (1958).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o letrista, poeta, cantor e compositor Carlos Henrique Costa, o Carlos Costa (1966).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Maria Amelia Baptista Rabello, a Amelia Rabello (1955).
    Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o produtor musical, instrumentista e compositor Victor Henrique Pozas Neto (1971).
    Morre em Volta Grande (MG) o radialista José Mauro (2004).

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