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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

LEGALIZE JÁ - O FILME - TRAILER OFICIAL

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

ALÉM DE CINEBIOGRAFIA, MARCELO D2 LANÇA ÁLBUM-FILME 'AMAR É PARA OS FORTES'

Produção mostra a trajetória de Sinistro, jovem da favela que encontra no amor e na arte o caminho para uma vida melhor

Por Pedro Galvão 


A relação de Marcelo D2 com as câmeras não fica só na cinebiografia Legalize já!. Seguindo a tendência apresentada por Beyoncé em Lemonade (2016), o rapper lançou o álbum-filme Amar é para os fortes. Disponível na plataforma Apple Music, tem 30 minutos, foi dirigido por ele e mostra a trajetória de Sinistro, jovem da favela que encontra no amor e na arte o caminho para uma vida melhor.

Stephan Peixoto, filho de Marcelo D2, faz o papel de Sinistro (foto: YouTube/reprodução)

No papel principal está Stephan Peixoto, filho mais velho de D2. Ele contracena com Beatriz Alves (Chloë). Com poucos diálogos, o roteiro traz as nove faixas do disco em que o cantor teve a companhia de Gilberto Gil e Rincon Sapiência, entre outros. Mesclando ritmos e batidas, a “ópera rap” traz temas delicados que remetem à polarização política do país, mas prevalece como uma história positiva sobre o amor.

A faixa de abertura, Prelúdio em rimas cariocas, mostra as influências que nortearam D2. “Eu tenho sangue suburbano, a camisa velha de 2Pac/ Tenho a alma de favela/ E a estrada de Kerouac”, diz a rima. Em Alto da colina, a velocidade do rap aumenta para falar da violência cotidiana nas periferias. Sinistro passa por tiroteios. Momentos de medo e tensão vão se intercalando com representações de elementos de cultura afro, presentes na melodia embalada por atabaques.

A ambientação sai da favela e ganha outros cenários cariocas à medida que Sinistro vai conhecendo novas possibilidades. Skate, punk rock e a cultura canábica, marcas da obra de D2, estão presentes em Febre do rato, com batida dançante a cargo do teclado de Money Mark, ex-Beastie Boys. Os versos falam sobre oportunidades e dificuldades na juventude. Nesse momento, Sinistro começa a trabalhar numa galeria onde conhece a artista Chloë, com quem vive um romance. As cenas do casal são embaladas por samba-jazz, bossa nova e ritmos mais cadenciados.

Em Resistência cultural, o Nordeste entra no som, com a sanfona de Marcelo Jeneci e a voz de Gilberto Gil. A mensagem final do “disco-filme” chega com Amar é para os fortes e Filho de Obá, parceria de D2 com Rincon Sapiência. A parte musical do projeto pode ser ouvida no Spotify e em outras plataformas digitais.

domingo, 12 de novembro de 2017

HISTÓRIAS E ESTÓRIAS DA MPB

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Ao longo da semana passada quando Marcelo D2 completou meio século de existência eu o trouxe como tema desta coluna abordando um pouco de sua biografia assim como também do início de sua carreira. Hoje retomo o nome de Marcelo para falar para além de sua carreira a frente da banda Planet Hemp. Como dito, a banda nasceu a partir do encontro entre Marcelo e Skunk, artesão do bairro em que D2 morava. Antes de fundar a banda, Skunk já sabia que era soro positivo e veio a falecer em junho de 1994. Esta perda foi algo extremamente marcante para todos os integrantes do grupo, mas em especial para o amigo Marcelo, , que criou o Selo Positivo para ajudar no tratamento de crianças portadoras do vírus HIV. Uma das coisas que o artista mais carioca mais sente é o saudoso amigo não ter alcançado a projeção nacional da banda em 1995, que com o o primeiro álbum, dedicado a Skunk, vendendo 380 mil cópias. O segundo, "Os Cães Ladram mas a Caravana Não Pára", de 1997 ultrapassou o anterior em 400 mil cópias. A partir daí vieram mais álbuns e algumas confusões devido ao conteúdo das letras como foi o caso da decretação da prisão da banda após um show em Brasília no ano de 1997. O Planet chegou a ficar encarcerado por uma semana em Brasília (tal ocorrência acabou propagando ainda mais o nome da banda no quatro cantos do país). No  final, anos depois, o mesmo Juiz que havia mandado prender o Planet Hemp foi afastado por suspeita de receber propina de traficante. Antes de desligar-se em da banda para seguir carreira solo em 2003, Marcelo D2 ainda lançou mais alguns projetos fonográficos como é o caso do disco "A Invasão do Sagaz Homem Fumaça", lançado no ano de 2000 e o exitoso projeto "MTV ao Vivo: Planet Hemp", em 2001. 

Seu primeiro disco solo saiu em paralelo a sua permanência no Planet Hemp. Lançado em 1998, "Eu Tiro é Onda" foi muito bem aceito pelo público e pelo movimento rap, mas foi pouco trabalhado devido a agenda da banda. A projeção maior em sua carreira solo só viria de fato a partir do segundo projeto fonográfico, o álbum "A Procura da Batida Perfeita", que trouxe consigo sucessos como “A Procura da Batida Perfeita”, “A Maldição do Samba”, “Qual É” e “Loadeando”. Este disco também chegou ao mercado Europeu, Norte-americano e asiático (por conta disso D2 fez cinco turnês na Europa se apresentando nos maiores festivais do continente, como Wonex, Montreux, Roskilde e Reading, e em casas de show tradicionais como o Cite de La Musique em Paris). Sua discografia ainda conta com discos como "Acústico MTV " (2004), "Meu Samba é Assim" (2006), "A Arte do Barulho" (2008) e "Marcelo D2 Canta Bezerra da Silva", projeto lançado em 2010 que traz versões do sambista pernambucano. Seu disco mais recente é "Nada Pode Me Parar", de 2013. Para o álbum, que inclui samples de artistas variados como Milton Nascimento, Ivan Lins e Raul Seixas. É por essas e outras que reafirmo aquilo que foi dito na primeira abordagem acerca de nomes que trazem consigo uma forte carga de preconceito devido a escolhas pessoais, a defesa em canções de alguns pontos de vista divergentes da maioria, entre outras características. Omitir a importância de nomes que ganharam o gosto popular, mas são "transgressores" sociais acaba por nos fazer negar capítulos importantes da música popular brasileira em sua sociedade que por muitas vezes mostra-se hipócrita no sentido mais abrangente da palavra. É por isso que peço desculpas a alguns leitores, mas artistas como estes terão sempre vez e voz nesta coluna que busca atender as mais distintas sonoridades existente no Brasil.






domingo, 5 de novembro de 2017

HISTÓRIAS E ESTÓRIAS DA MPB

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Trazer Marcelo Maldonado Peixoto, mais conhecido como Marcelo D2, para a coluna desta semana foi proposital por diversas razões, dentre as quais para poder quebrar o estigma musical a qual costumeiramente me vejo, apresentando artistas em sua maioria de um gênero específico ou de musicalidade semelhante, assim como também para quebrar o tabu referente a alguns artistas estigmatizados dentro da música popular brasileira. Toda vez que vejo artistas estigmatizados lembro de nomes como Wilson Simonal e Itamar Assumpção, que acabaram trazendo para as suas respectivas carreiras uma espécie de pecha que fez com que suas musicalidade acabassem ainda por dizer tanta coisa. O artista hoje em questão trata de um uma temática delicada dentro da música popular brasileira: as drogas. Consumidor declarado de maconha, D2 tem em seu repertório canções como "Não Compre, Plante!", "Queimando Tudo", "Test Drive de Freio de Camburão", "Legalize Já" entre outras. Mas buscar trazer este polêmico tema para as paradas de sucesso não é novidade no cancioneiro popular brasileiro. Nomes como Erasmo Carlos, Tim Maia, Bezerra da Silva, entre outros. Há quem afirme com toda convicção que seria hipocrisia contar a história da MPB sem falar em drogas, pois estas estão envolta aos grandes nomes desde longa a data. Destes longínquos tempos pode-se destacar, por exemplo, o nome do saudoso cantor das multidões, que viciado em heroína viu a sua carreira ruir em menos de uma década entre os anos de 1930 e 1940. Dentre outros nomes pode-se destacar o saudoso cantor e compositor Cazuza, Tim Maia (que tinha um interesse por drogas na mesma proporção do seu talento), Júlio Barroso, Renato Russo, dentre tantos que deixaram as suas respectivas marcas na música popular brasileira com muito talento e porra louquice ao longo do século XX. 

Então seria hipocrisia deixar de falar de qualquer artista da música popular brasileira simplesmente porque ele fuma ou cheira. Se este fosse um critério de segregação, não poderíamos falar de nomes como o de um dos maiores cantores brasileiros de todos os tempos: Nelson Gonçalves. Pois bem, Marcelo Maldonado Peixoto (seu apelido surgiu como alusão ao ato de fumar maconha, "D2" é uma gíria que significa dar duas tragadas em um cigarro de maconha. ) nasceu no Rio de Janeiro no dia 05 de novembro de 1967 (portanto hoje ele completa 50 anos de idade) e ganhou destaque nacional em 1995 com o disco de estreia do Planet Hemp, "Usuário". A banda surgiu de modo polêmico, trazendo como tema central de suas composições, temas como a descriminalização da maconha e a liberdade de expressão. No entanto acho interessante falar um pouco do antes da sua incursão pelo Planet Hemp trabalhou como vendedor móveis no Catete e chegou a se casar (a esposa Sônia tinha 16 anos, três a menos que ele). Buscando uma melhoria financeira para o casal, eles resolveram morar em Maringá, interior do Paraná (na mesma cidade em que parentes da esposa tinham uma loja de cosméticos). Como a coisa não aconteceu do modo como esperavam resolveram voltar para o Rio de Janeiro. De volta ao Rio, o Planet Hemp entrou na vida do Marcelo para mudar de vez. Um encontro casual entre dois caras nas ruas do Catete foi a semente do grupo. Marcelo passou com uma camiseta do Dead Kennedys e Luis Antônio, o Skunk, vendedor e artesão de camisas de rock, falou: ”Aí você gosta de Dead Kennedys? Então toma essa fita aqui.” Era um cassete de uma banda obscura chamada Dread Flintstones. “Amanhã você me devolve.” Desse diálogo sem pretensão nenhuma, nasceu uma amizade que acabaria por desaguar na formação da banda.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

SIBA E MARCELO D2 GRAVAM MÚSICA PARA CD DO CANTOR CARIOCA

Novo projeto do rapper, Mulato, contará ainda com um coletivo formado por artistas plásticos, músicos e fotógrafos



Pernambucano Siba confirmou que gravou uma música para o novo projeto de D2. 


O próximo disco de Marcelo D2 contará com a participação do pernambucano Siba. A informação foi revelada pelo rapper em seu Instagram e confirmada por Siba. "Fiz uma participação num projeto novo de Marcelo D2. Gravamos uma música juntos. Mas não dá pra revelar detalhes ainda, nem caberia a mim. Será uma música em parceria para um trabalho dele", disse. O pernambucano ressaltou, ainda, que segue apresentando o repertório de seu último disco, De baile solto, e não tem planos de entrar em estúdio no momento.

Já D2 lançou o último álbum em 2013 e desde então busca, como disse em entrevista ao Correio Braziliense/Diario em junho, "um novo som"."Quando lancei A procura da batida perfeita, em 2003, eu falei que a procura era muito mais importante do que a batida perfeita. É isso que me move. Nesse momento, estou à procura de coisas novas", disse.

O "novo som" vem por meio de Mulato, novo projeto do carioca em parceria com um coletivo formado por artistas plásticos, músicos e fotógrafos. Apesar de buscar "uma musicalidade diferente de tudo o que já fiz na carreira", D2 diz que não pretende abandonar o rap. “Acho que o momento do rap no Brasil ainda vai chegar. Teve o momento do axé, do forró, nosso momento ainda não chegou. Está muito na fase do embrião. Acho que o rap no Brasil é feito há pouco tempo”, analisa.


Fonte: Diario de Pernambuco

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