No ano em que o maior bloco do mundo reverencia Ariano Suassuna, o galo veste-se de palhaço armorial
Por Bruno Negromonte
O movimento armorial consiste na ligação da literatura de cordel, a música de instrumentos como o pífano, rabeca entre outros. Este tipo de arte surgiu a partir da inspiração e direção do homenageado do Galo da Madrugada este ano: Ariano Suassuna. Como o próprio escritor define: "A Arte Armorial Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação com o espírito mágico dos "folhetos" do Romanceiro Popular do Nordeste (Literatura de Cordel), com a Música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus "cantares", e com a Xilogravura que ilustra suas capas, assim como com o espírito e a forma das Artes e espetáculos populares com esse mesmo Romanceiro relacionados."

Homenageando o escritor paraibano Ariano Suassuna a escultura do galo, elaborada pelo artista plástico Sávio Araújo (com mais de três décadas cria e executa decorações sazonais) é inspirada no bobo medieval e está este ano vestido de Palhaço Armorial (para homenagear o autor do Alto da compadecida) e traz uma rabeca (instrumento musical usado por Antônio Carlos Nóbrega, homenageado do carnaval recifense). O outro reverenciado do carnaval recifense, o frevo, também estará representado na escultura pela sombrinha, marca maior do ritmo pernambucano, por baixo da asa esquerda. Com 27 metros de altura e produzido em fibra de coco, material 100% ecológico, o Galo é leve e resistente e pode ser apreciado por todo o carnaval na Ponte Duarte Coelho, no bairro da Boa Vista, onde tradicionalmente é eregido. Para garantir a segurança dos foliões, a escultura (que pesa 3 toneladas) trará uma base pesando 30 toneladas, para reforçar a sustentação da peça.
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