PROFÍCUAS PARCERIAS

Gabaritados colunistas e colaboradores, de domingo a domingo, sempre com novos temas.

ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

Um bate-papo com alguns dos maiores nomes da MPB e outros artistas em ascensão.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

terça-feira, 26 de março de 2013

MÚSICA E DEFICIÊNCIA

Por Viviane Louro

A questão da acessibilidade é muito importante quando nos referimos aos deficientes físicos, pois muitos deles deixam de usufruir de uma vida normal por se depararem dia a dia com barreiras arquitetônicas nas ruas, estabelecimentos e em transportes públicos.

Pela lei, é obrigatório a adaptação de todos os tipos de estabelecimento às necessidades dos deficientes físicos, bem como de idosos, gestantes, obesos, dentre outros.

Tais adaptações se resumem a rampas, elevadores, corrimãos, banheiros com barras de apoio nas paredes, corredores e portas largas, etc.

Infelizmente, a realidade encontrada é outra. Por exemplo, em nenhuma das escolas de música municipais e estaduais de nível técnico e superior existentes em São Paulo há adaptações arquitetônicas adequadas.

De todas as escolas, a USP é a única que possui em seu campus rampas e banheiros para deficientes físicos. Mas em oposição a todos esses cuidados, há uma escada estreita e íngrime na única entrada existente para o prédio de música, dificultando o acesso do deficiente às facilidades encontradas dentro do prédio.

Certamente, esses tipos de barreiras dificultam a inserção do deficiente nas escolas de música.

Caroline Pedreira de Brito é estudante de canto lírico da Fundação das Artes de São Caetano do Sul há 4 anos. Ela nasceu com uma doença neurológica denominada "Amiotrofia Espinhal Progressiva", que a impede de andar sem o auxílio de cadeira de rodas.

Apesar de seu problema de certa forma dificultar o ato de cantar, Caroline diz que o que lhe impede de progredir nos estudos da música é, justamente, a falta de adaptação existente na escola. Para poder freqüentar as aulas, ela precisa ser carregada pelos amigos de classe, pois não há rampas nem elevadores no interior do prédio.

Outro problema encontrado pela estudante está relacionado aos banheiros da instituição. Nenhum deles oferece condições para que Caroline os utilize, uma vez que não possuem portas largas para possibilitar a passagem da cadeira e nem barras de apoio nas paredes. A escola possui três banheiros, sendo que um deles é coletivo, mas nenhum adaptado. Caroline comenta que já deixou de fazer diversos cursos promovidos pela escola justamente por não poder ficar um dia inteiro sem poder ir ao banheiro, pois os cursos eram em tempo integral.

A Fundação das Artes de São Caetano fica na avenida Visconde de Inhaúma, em São Caetano do Sul. Devido ao fato do intenso movimento dessa avenida, seria necessário uma área reservada para embarque e desembarque de deficientes dos automóveis, mas essa área inexiste. E esse fator também atrapalha Caroline quando seu pai não consegue encontrar vaga para estacionar em frente à Fundação. O problema se agrava em dias de chuva.

Apesar de Caroline freqüentar a Fundação das Artes há 4 anos, nunca lhe foi perguntado se algo poderia ser feito para facilitar seus estudos ou seu acesso à escola.

Os problemas enfrentados por Caroline na Fundação das Artes assemelham-se aos meus quando cursei graduação em Música na FAAM. No último ano do curso, o prédio reservado pela FMU para o curso de música não conseguia comportar as novas turmas de alunos. Por esse motivo, tomou-se a iniciativa, por parte da direção da faculdade, de reservar algumas salas do prédio de Educação Física que ficava em outro edifício da instituição.

Os quarto-anistas do curso de música foram remanejados para esse prédio e as aulas eram dadas nas salas do 5º andar. O único elevador existente passou praticamente todo o ano letivo (nove meses) em manutenção. O resultado para minha saúde não foi dos melhores, pois subir todos os dias os degraus até chegar à sala despendeu um grande esforço físico de minha parte.

Em relação aos transportes, as dificuldades não são menores. Os ônibus não são adaptados, os degraus são muito altos e torna-se cada vez menor o número de acentos reservados para os deficientes.

Aliado a essas dificuldades, não há colaboração tanto por parte dos funcionários, assim como dos usuários, em facilitar o acesso do deficiente ao transporte público. Há motoristas que não param próximo às guias, são imprudentes ao conduzir o veículo e, por vezes, ignoram o sinal de parada dado pelos deficientes nos pontos, principalmente, os dos cadeirantes. Por parte dos usuários, é comum o desrespeito à lei que garante aos deficientes os acentos reservados.

Certa vez, na Estação Santa Cruz, um motorista recusou-se a encostar o ônibus na guia para facilitar meu embarque. Sua resposta ao meu pedido: "Não é problema meu se você não consegue subir".

O sistema ferroviário possui problemas parecidos. O acesso também é dificultado, uma vez que na maioria das estações não existem elevadores ou escadas rolantes (salvo as estações do metrô). Ao tentar embarcar nos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o espaço entre o vagão e a plataforma é tão grande que pode provocar um grave acidente.

Portanto, muitas questões estão relacionadas quando nos referimos ao deficiente. Em se tratando do fazer musical, como exposto no decorrer desta série, há diversos problemas: falta de material adaptado, falta de profissionais qualificados, falta de prédios adaptados, bem como, os pré-conceitos existentes tanto em relação à música como em relação à capacidade dos deficientes.

É necessário pensarmos em todos esses fatores no que tange à aprendizagem musical de deficientes, pois caso contrário, sempre haverá um empecilho que distanciará esse fazer das pessoas que não se encaixam nos padrões.

Os problemas sociais existentes são mais significativos que as deficiências em si no que diz respeito a educação musical de deficientes. Com boa vontade, pesquisa e trabalho é possível adaptar qualquer atividade para um deficiente.

Enfim, será que há deficiência maior que o desrespeito e o descaso?

segunda-feira, 25 de março de 2013

MEMÓRIA MUSICAL BRASILEIRA

Poeta, Moça e Violão - Vinicius, Clara Nunes, Toquinho (1973)


Por Luiz Felipe Carneiro


O álbum que completa 40 primaveras ao longo deste ano apresenta um antológico show realizado por Vinicius de Moraes, Toquinho e Clara Nunes, lançado originalmente em vinil triplo, o álbum posteriormente foi relançado pela gravadora Biscoito Fino em CD com 22 faixas em detrimento as 31 presentes nos LP's. No CD todas as poesias declamadas por Vinicius, com exceção de "Poética" foram limadas, assim como algumas canções como "Tarde Em Itapuã", "São Demais Os Perigos Desta Vida" e "Gente Humilde".

Mas, mesmo assim, não há nada do que reclamar. Houve uma melhora no som, que, apesar de um pouco abafado, apresenta as vozes e instrumentos com bastante nitidez. De acordo com o release e o encarte do álbum, o compositor Paulo César Pinheiro (marido de Clara Nunes) cedeu as três fitas, com a gravação do espetáculo, que tinha em seu poder durante 35 anos. O trabalho de recuperação de áudio foi doloroso, sendo certo que foram necessários mais de uma dezena de aparelhos analógicos e digitais, bem como avançados programas de computador para que o disco pudesse ser lançado com uma qualidade razoável de som. A partir do que foi recuperado, o produtor José Milton desenvolveu um novo roteiro musical.

Mas o trabalho compensou. De todos os 19 discos gravados pela dupla Vinicius & Toquinho, "Poeta, Moça e Violão" pode figurar, facilmente, entre os melhores.

Contando um pouco a história do show, no início de 1973, a dupla se juntou a até então não muito conhecida Clara Nunes - o seu empresário era o mesmo de Vinicius & Toquinho - para rodar o Brasil e o exterior. A estréia aconteceu no Teatro Castro Alves, em Salvador, e algumas faixas do disco foram retiradas dessa apresentação; outras de um outro show na Boite Sucata, no Rio de Janeiro.

O repertório do álbum é irrepreensível e dispensa maiores comentários. Os principais parceiros de Vinicius de Moraes foram lembrados, até mesmo os que não são muito citados, como Antonio Maria ("Quando a Noite Me Entende"), Pixinguinha ("Lamento" e "Mundo Melhor"), Ary Barroso ("O Rancho das Namoradas") e Paulinho Soledade ("Poema Dos Olhos Da Amada"). Outros dois grandes parceiros muito importantes na carreira de Vinicius também estão bem representados. Carlos Lyra comparece com "Marcha da Quarta-Feira de Cinzas", enquanto Baden Powell ganha um medley que junta os seus principais afro-sambas, "Berimbau", "Consolação" e "Canto de Ossanha". E como não poderia deixar de ser, Antonio Carlos Jobim também tem o seu espaço, com clássicos da Música Popular Brasileira, como "A Felicidade", "Garota de Ipanema" e "Se Todos Fosse Iguais a Você".

Mas Vinicius estava mesmo era em verdadeira lua-de-mel com o seu parceiro Toquinho. As canções da dupla são várias no álbum: "Veja Você", "Samba de Orly" (com Chico Buarque também), "Cotidiano Nº 2", "Regra Três" e "Como Dizia o Poeta". Engraçado notar que com apenas quatro anos de parceria, os dois compositores escreveram uma penca de clássicos que, até hoje, estão no imaginário popular... Uma das faixas (a única do CD não assinada por Vinicius) é de Toquinho com Paulo Vanzolini ("Na Boca da Noite"). E "Rancho das Flores" e "Serenata do Adeus" mostram que, Vinicius de Moraes podia ser tão bom compositor, quanto poeta.

Analisando "Poeta, Moça e Violão" em retrospectiva, a principal conclusão a que se pode chegar não é a de que foi apenas um grande show que gerou um grande disco. Clara Nunes iniciou a sua carreira como cantora, essencialmente, de samba-canção. Até o histórico show, ela havia gravado três álbuns (dois que levavam o seu nome, em 1971 e 73, e "Clara Clarice Clara", de 72) apenas medianos e que não mostravam toda a sua capacidade e real força de expressão. Curiosamente - ou sintomaticamente -, em 1974 e 75, ela gravou os seus álbuns mais importantes, verdadeiros tratados do samba no Brasil: "Alvorecer" e "Claridade", respectivamente. Seria apenas uma coincidência?

Eis as faixas presentes no vinil triplo lançado a exatamente 40 anos:


Disco 01:
01 - Pátria minha - Vinicius de Moraes
02 - O poeta aprendiz - Toquinho
03 - Canção de amor - Clara Nunes
04 - Olhe aqui, Mr. Buster - Vinicius de Moraes
05 - Lamento - Clara Nunes, Toquinho e Vinicius
06 - Mundo melhor - Clara Nunes, Toquinho e Vinicius
07 - Chorando pra Pixinguinha - Toquinho e Vinicius
08 - O rancho das namoradas - Clara Nunes e Vinicius
09 - Eurídice ( Instrumental ) - Toquinho e Franklin da Flauta


Disco 02:
01 - A felicidade - Clara Nunes, Toquinho e Vinicius
02 - Garota de Ipanema - Clara Nunes, Toquinho e Vinicius
03 - Marcha da quarta-feira de cinzas - Clara Nunes, Toquinho e Vinicius
04 - Berimbau - Clara Nunes, Toquinho e Vinicius
05 - Consolação - Clara Nunes, Toquinho e Vinicius
06 - Canto de Ossanha - Clara Nunes, Toquinho e Vinicius
07 - Se todos fossem iguais a você - Clara Nunes e Vinicius
08 - Como dizia o poeta - Toquinho e Vinicius
09 - Veja você - Clara Nunes e Vinicius
10 - Regra três - Toquinho e Vinicius
11 - Cotidiano nº 2 - Toquinho e Vinicius


Disco 03:
01 - Cotidiano nº 2 - Jorge Mustaqui
02 - Gente humilde - Vinicius de Moraes
03 - Paiol de pólvora - Toquinho e Vinicius
04 - Clarice - Clara Nunes
05 - Morena do mar - Clara Nunes
06 - Opção - Clara Nunes
07 - Tributo aos Orixás - Clara Nunes
08 - São demais os perigos desta vida - Toquinho e Vinicius
09 - Tatamirô - Clara Nunes, Toquinho e Vinicius
10 - Tarde em Itapoã - Clara Nunes, Toquinho e Vinicius

TERÇAS NOTÁVEIS 2013: SÉRIE TRAMPOLIM ESTREIA NA MIRANDA

Marina Lima é a primeira convidada de Marcus Preto, terça, dia 26 de março

O projeto Terças Notáveis, do espaço multicultural Miranda, está cheio de novidades na temporada 2013. Todas as últimas terças do mês, o jornalista e pesquisador musical Marcus Preto estará a frente da série Trampolim. A estreia, no dia 26 de março, às 20h30, está especialíssima: a primeira convidada é a cantora e compositora Marina Lima. A artista vai bater um papo descontraído e sincero sobre a história de algumas de suas principais criações. Também falarão sobre o livro "Maneira de Ser", o "caderno de afetos" autobiográfico que Marina lançou no final do ano passado.

Durante a entrevista, será exibida em telões imagens raras da artista além de uma audição exclusiva com gravações originais de algumas canções.

O espaço Miranda abre suas portas para debates, depoimentos, conversas e entrevistas com grandes criadores e estudiosos dedicados a nossa música, discutindo a sua influência em nossa cultura. Críticos, ensaístas, jornalistas, historiadores, músicos, compositores, letristas e intérpretes se encontram para conversar e debater temas relacionados à música e à cultura de nosso país, levando informação de forma descontraída e contribuindo para o enriquecimento da cena cultural carioca. O objetivo é aprofundar a relação do público com a história e a atualidade da música popular brasileira.

Sobre Marcus Preto
Marcus Preto é jornalista e cobre música brasileira desde 2001. Escreveu em revistas e jornais como "Rolling Stone", "Bravo!", "MTV", "Época", "Trip" e "Folha de S.Paulo". Atualmente, faz a curadoria do site
www.musicadebolso.com.br. E escreve a biografia do cantor Tom Zé.



Serviço: TERÇAS NOTÁVEIS APRESENTA SÉRIE 'TRAMPOLIM' com Marcus Preto e Marina Lima

Data: 26 de março de 2012 (terça-feira)

Local: Miranda - Complexo Lagoon – Av. Borges de Medeiros, 1424 Piso 2 (Lagoa)

Informações e reservas: (21) 2239-0305

Abertura da casa: 19h30

Início do bate-papo: 20h30

Classificação: 16 anos

Capacidade: 225 pessoas

Ingressos: Setor Um Tom Acima - R$ 60 l Setor Notável - R$ 50 l Setor Sustenido - R$ 20 l Bar Notável - R$ 30

Formas de pagamento: dinheiro, cheque e todos os cartões de crédito e débito.

Mais informações :

domingo, 24 de março de 2013

NANDO REIS PASSA MAL E INTERROMPE SHOW EM PORTO ALEGRE


O cantor Nando Reis teve que interromper o show na noite de sexta-feira, no Bar Opinião, em Porto Alegre. O compositor e intérprete passou mal e abandonou a apresentação, após uma hora do início do espetáculo. Segundo a assessoria do local, depois de ser medicado, ele seguiu para o hotel para descansar.

Na página oficial do cantor no Facebook, um comunicado oficial anunciou nova data do espetáculo - marcada para neste domingo, no Pepsi on Stage, às 20h -, para o público que adquiriu os ingressos da sexta-feira. Ainda segundo a nota, Nando Reis está em repouso e já apresenta melhoras.

sábado, 23 de março de 2013

RENATO BARUSHI ABRE CONCESSÕES SEM PERDER A COERÊNCIA, MOSTRANDO O SEU UNIVERSO PARTICULAR EM UM VARIADO MERCADO SONORO

Pré-selecionado ao 24º Prêmio da Música Brasileira, Renato Barushi traz seu "Mercado" com toda a heterogeneidade melódica ao qual está imbuída a sua música.

Por Bruno Negromonte



Imaginem uma sortido mercado onde os principais produtos expostos são versos e melodias que procuram mostrar a música mineira contemporânea. Esse espaço se fez possível graças  a um novo talento que chega para contribuir com ideias e sons consistentes, procurando perpetuar, a seu modo, a boa fama que a música mineira vem construindo nacionalmente desde ó início da década de 70, quando o carioca Milton Nascimento lançou o antológico álbum "Clube da Esquina", esse disco foi o marco inicial de uma revolução dentro da música produzida em Minas Gerais e que se estendeu mundo a fora.

Pois bem, Renato Barushi, mineiro de Cataguases (cidade da zona da mata mineira localizada a cerca de 320 km da capital Belo Horizonte) é o responsável por este mercado de variedades rítmicas. Na composição dessas variantes vemos o quão ele foi influenciado não só por toda essa geração antes citadas, como também por outros elementos sonoros, formando assim uma rica e belíssima "vitrine" onde são expostas a diversidade na qual está imbuído o seu som. Percebe-se que Barushi soube absorver e fundir inspirações e influências de modo bastante seguro a partir de uma sonoridade toda particular baseada em uma gama de ritmos.



De família grande e apreciadora da boa música, Barushi nasceu em 10 de fevereiro de 1981 e desde a infância já procurava desenvolver habilidades artísticas. Gostava de atuar e cantar, e aos 10 anos já brincava de escrever músicas. Tendo suas aptidões artísticas estimuladas e valorizadas aos 11 anos ganhou o seu primeiro violão, a partir daí resolveu iniciar de fato a sua formação musical indo estudar no conservatório musical existente em sua cidade. Vem desse período as suas primeiras referências musicais e que o acompanham até os dias atuais como se é perceptível na audição do seu álbum de estreia. A forte influência da chamada MPB e do Rock em suas composições mostra que o artista soube dosar de modo interessante tanto esses dois gêneros como outros que acabaram influenciando em sua formação. De certo modo, "Renato e mercado" evidencia essa teoria, pois vem impregnado dessa diversidade rítmica sem se deixar cair no lugar-comum.

Aos 17 anos Renato percebe que Cataguases acaba tornando-se pequena para os seus anseios e resolve aventurar-se em Belo Horizonte. Chega à capital mineira trazendo em sua bagagem suas primeiras composições, aquelas que seriam o cerne para o seu desenvolvimento enquanto compositor e músico de modo geral. O aperfeiçoamento veio com as diversas experiências na capital mineira, dentre as quais a sua passagem pela banda ''Machinari'' como vocalista, instrumentista e compositor, pois foi como integrante do grupo que começou a dedicar-se com mais afinco à elaboração do seu trabalho autoral, criando em parceria com grandes amigos várias canções até o dissolvimento da banda, que ocorreu por volta de 2004.

Mesmo com o fim da banda e as adversidades existentes, Renato Barushi tinha planos traçados e metas determinadas. Sua força motriz encontrava-se justamente neste determinismo que alimentava seus sonhos e desejos, por isso não desanimou e continuou a acreditar que já era hora de registrar as suas letras e músicas, composições tão peculiares e carregadas fortemente pela fusão da música negra, do rock e da tradicional MPB.

É bom trazer ao conhecimento de todos que
o nome "Renato e o mercado" veio em meio à conversas informais com parceiros e amigos e faz alusão às muitas vertentes que influenciaram no trabalho do músico ao longo dessa sua jornada musical. surgiu devido a diversidade sonora presente neste trabalho de estreia. A diversidade sonora dá ao álbum uma textura peculiar, mostrando uma heterogeneidade rítmica coesa e moderna a partir da execução das nove composições presentes no disco e que contam com o acompanhamento dos músicos Marcílio Rosa (guitarra), Paulo Maitá (baixo e produção musical), Tininho (bateria), Daniel Diniz (teclados), Edgar Sozzi (guitarra), Marcelo Silvah (violão), Boca Brown (percussão), Nequinho (backimg vocal), Luiz Peixoto (guitarra). "Renato e o mercado" ainda conta com a participação do rapper Lil'dawg.



O disco vem munido de nove canções que são assinadas tanto por Barushi  de modo solo como em parcerias com Robson Pitchier (sete em um total de nove). São canções que acentuam uma contemporaneidade peculiar atreladas a valorizadas raízes. No som de Renato é possível encontrar pitadas de uma sonoridade advinda com os grandes nomes da Motown, é possível identificar acordes do pop rock nacional surgido a partir dos anos 80, além é claro de incursões no que há de melhor em nossa música. Tudo de modo preciso como é possível observar já na primeira faixa intitulada "Dela" (balada romântica de autoria do próprio intérprete e que fala fundamentalmente sobre a presença da amada para dar outra conotação a sua vida). O disco continua com "Onde quero chegar", uma das parcerias com Robson Pitchier  que retrata o desejo de coisas tão simples que infelizmente perdem-se em nossas caóticas rotinas, além de "Filme em Cartaz" (mais um fruto da parceria entre RenatoPitchier), que traz a participação do rapper Lil'dawg cantando e assinando parte da letra. 

O mercado continua aberto oferecendo produtos de excelente qualidade como é o caso do contagiante funk batizado de "Minha musa", mais uma contagiante parceria da dupla e que tras como tema algo que o próprio título já denota: uma alegre declaração. Em "Sem reparo" (mais uma parceria com Robson) as guitarras mostram que a influência do rock não é algo que restringe-se apenas ao release do álbum. Outra canção que a dupla assina é a balada "O mar gelou o deserto", que retrata fenômenos naturais incomuns influenciados por uma determinada situação afetiva.

A trinca final traz  "Meu lugar", "Malandragem" e "The end". A primeira trata-se de uma composição assinada pelo próprio Renato. As duas que restam foram escritas a quatro mãos em parceria com Pitchier. Quanto aos temas eles retratam os mais variados assuntos, em "Malandragem", por exemplo, há o retrato de um sujeito preso as amarras do ilícito; já "Meu lugar" e "The end" surgem atreladas as peculiaridades das relações amorosas, mostrando, desse modo, que Renato Barushi surge no atual mercado fonográfico brasileiro como um cantor e compositor possuído de acordes e estilos que mesclam todas as fontes nas quais teve a oportunidade de beber, fazendo uma sonoridade pode ser rotulada como ''Música Livre Brasileira'', como o próprio artista define.
Assim sendo, Barushi mostra-nos através da concretização desse antigo desejo, o seu rico e diversificado mercado sonoro. E apesar da diversidade existente, cada prateleira trazer o seu produto específico, mostrando-se coerente o suficiente para acreditarmos que é inevitável que venham a surgir novas filiais desse mercado. Desvinculado de rótulos, o artista mineiro chega à indústria do disco alimentando seus antigos anseios acrescidos  da ciência dos desafios a enfrentar nesse mercado muito menos lírico que os violões e canções desse cataguasense, que "comendo quieto" (como costumam dizer) vem mostrando ao que veio.


Maiores Informações:
Site Oficial - www.renatobarushi.com.br
Orkut (Comunidade) -

sexta-feira, 22 de março de 2013

NUNO ROLAND, 100 ANOS

Nascido em Joinville, Santa Catarina, Reinold Correia de Oliveira foi um dos grandes cantores da época de ouro do rádio brasileiro. Se vivo estivesse, estaria completando 100 anos ao longo de 2013.

Por Bruno Negromonte

Popularmente conhecido por Nuno Roland o cantor catarinense deu início a sua carreira musical na década de 30, mais precisamente em 1931 como cantor em um antigo cassino existente no município de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Posteriormente alistou-se como voluntário no 7º Batalhão de Caçadores de Porto Alegre para entrar em combate na Revolução de 32. Daí veio para a capital paulista e nessa ocasião teve a oportunidade de tornar-se amigo de outro soldado, Lupicínio Rodrigues, que era crooner da Jazz Band do Batalhão. Lupicínio Rodrigues, anos depois, tornaria-se um dos mais populares compositores do Brasil. 

Depois de encerrada a revolução voltou para a capital gaúcha e em uma das apresentações radiofônicas da band jazz do batalhão no qual estava lotado se destacou como cantor e esse destaque rendeu-lhe um contrato com a Rádio Gaúcha, quando estava com apenas 19 anos. 

Fazendo um breve retrospecto de sua biografia, vemos que o cantor ainda menino já envolvia-se com música, pois tocava caixa e tarol na banda da cidade paranaense de Teixeira Soares. Já na adolescência mudou-se para Porto União (SC) e por lá exerceu várias atividades, dentre as quais balconista, telegrafista e bancário. Depois de servir ao exército, foi quando finalmente mudou-se para Passo Fundo, local onde iniciou a sua carreira artística como vimos anteriormente.



Em dado momento Reinold acreditou que o sul já não era suficiente para aquilo que almejava e decidiu seguir para o sudeste, mas precisamente o estado de São Paulo, onde começou a ganhar notoriedade apresentando-se inicialmente na Rádio Record (recebendo pequenos cachês) e depois, por intermédio do violonista Garoto, conseguiu um contrato com a Rádio Educadora Paulista. Até chegar a capital paulista Nuno ainda apresentava-se com seu nome de batismo até que resolveu adotar Nuno Roland, nome com o qual tornou-se conhecido no Brasil inteiro.

Em 24 de agosto de 1934, gravou na Odeon seu primeiro disco, um 78 rotações, com as canções "Pensemos num lindo futuro" e "Cantigas de quem te vê", ambas de Ulisses Lelot Filho. Dois anos depois resolve mudar-se o Rio de Janeiro, onde assina contrato com a Rádio Nacional, cuja estreia se deu na inauguração da emissora em 12 de setembro daquele mesmo ano. 


Em 1936 gravou mais dois discos pela Columbia com ritmos como samba-choro, samba e valsa. No ano seguinte gravou mais alguns sambas como "Amor por correspondência", de Benedito Lacerda e Jorge Faraj, "Seja o que Deus quiser", de Mário Morais e Vadico dentre outros ritmos, além de ter tornado-se crooner da Orquestra do Copacabana Palace Hotel, função esta que exerceu ao longo de onze anos.



Porém se faz necessário enfatizar que  no período de ouro das grandes emissoras de rádio, Nuno não teve o merecido destaque dentre os cantores da época. Isso talvez tenha ocorrido por conta do imenso sucesso de nomes como Franciso Alves, Orlando Silva e Sílvio Caldas (artistas de grande destaque na época); no entanto chegou a gravar com alguns dos maiores e mais destacados nomes da indústria fonográfica desse período, como Linda Batista, Nelson Ferreira e Carmen Miranda).

O sucesso só veio na metade da década, mais precisamente após gravar, em 1946, a marcha "Pirata da perna de pau", do já consagrado compositor João de Barro. A canção alcançou grande sucesso no carnaval do ano seguinte e o consagrou como intérprete. Por falar em Braguinha, Nuno foi um dos maiores intérpretes do compositor carioca. Da lavra do artista, o intérprete gravou canções como "Fim de semana em Paquetá"; "Tem gato na tuba", ambas de Braguinha em parceria com Alberto Ribeiro; "Talita", de José Maria de Abreu e João de Barro; "Serenata chinesa"; "Corsário", de João de Barro e Alberto Ribeiro; "Adeus, São João", de Paulo Tapajós e João de Barro; "Lancha nova", "Meia noite", "Lobo mau", "Micróbio do samba" e "Sucessão" de João de Barro e Antônio Almeida entre outras composições do autor de "Carinhoso".

Ao longo da década de 40 teve a oportunidade de gravar com nomes como Emilinha Borba (nome de grande destaque na época) e o Trio Melodia. Sem contar com a participação no filme "Esta é fina", juntamente com Dircinha Batista, Aracy de Almeida, Nelson Gonçalves, Linda Batista e outros relevantes artistas. Já na década posterior destaca-se a sua participação nas gravações da série de marchas feitas por Lamartine Babo para os clubes de futebol cariocas. Nuno chegou a gravar as marchas do Botafogo e do Olaria, além de continuar participando, como contratado, de programas na Rádio Nacional. Suas participações na emissora eram consideradas por maestros e produtores como de alta qualidade artística, tanto que mesmo não sendo mais um dos destaques musicais da emissora sempre participava dos musicais de maior responsabilidade.

Nos anos de 1960, declinou sua atividade profissional, gravando esporadicamente, merecendo destaque o ano de 1968, quando chegou a participar do espetáculo "Carnavália" que ficou quase um ano em cartaz no Rio de Janeiro. O espetáculo, estrelado por Nuno Roland, Marlene e Blecaute, foi gravado ao vivo por Ricardo Cravo Albin e lançado em dois LP's pelo Museu da Imagem e do Som.



Nuno faleceu no dia 20 de dezembro do ano de 1975 e em cerca de 40 anos de carreira atuou em diversos selos fonográficos, dentre os quais Belacap, Caravele, Carroussel, Constelação, Havana, Pawal, Serenata e Sonivox, Victor, Todamérica e a Continental. Nesta última viveu a melhor fase de sua carreira gravando diversos sucessos. Além de ter gravado canções dos maiores compositores da época, tais quais Assis Valente, Wilson Batista, Fernando Lobo, Ari Barroso, Claudionor Cruz e Pedro Caetano, Grande Otelo, Sinval Silva e outros relevantes nomes.


Algumas de suas gravações: 

Agonia de palhaço (Toninho e Walter Juarez) - Marcha-rancho (1972)
Alegria (Fernando Lobo (arr. Nelson Ferreira)) - Frevo-canção (1939)
Ama seca (Antenógenes Silva e Osvaldo Santiago) - Marcha (1937)
Amanhã chorarás por mim (Silvino Neto) - Samba (1961)
Amor por correspondência (Benedito Lacerda e Jorge Faraj) - Samba (1937)
Ao som das balalaicas (Georges Moran e J. G. de Araújo Jorge) - Valsa romance russa (1940)
Bem boa (Roberto Martins e Jorge Faraj) - Samba (1938)
Cai sereno (Assis Valente) - Batuque (1939)
Coitadinho do pachá (Francisco Malfitano e Aloísio Silva Araújo) - Samba-choro (1936)
Coração que não entende (Assis Valente) - Samba-choro (1939)
Corsário (João de Barro e Alberto Ribeiro) - Marcha (1948)
É tão sublime o amor (Paul Francis Webster, Sammy Fain e Alberto Almeida) - Foxtrote (1956)
Escurinha (Américo Seixas, Carneiro Filho e Amado Régis) - Marcha (1957)
Eu errei (Carneiro Filho e João Bastos Filho) - Samba (1951)
Eu hei de ver você chorar (Radamés Gnattali e Ocis) - Batucada (1938)
Eu sou da Bahia (Valdemar Silva e Paulo Pinheiro) (Com Dircinha Batista) - Samba (1939)
Fala-me depois (Amoud Guedes Amorim e Jesus Schitini) - Bolero 
Falando ao coração (Mário Terezópolis) - Bolero (1957)
Fim de semana em Paquetá (João de Barro e Alberto Ribeiro) - Samba (1947)
Foi o seu amor (Cristovão de Alencar e Felisberto Martins) - Samba (1939)
Glórias ao Brasil (Zé Pretinho e Antônio Gilberto dos Santos) - Marcha (1938)
Guarapari (Pedro Caetano) Nuno Roland 1951 Valsa
Guarda essa arma (Roberto Martins e Ataulfo Alves) Nuno Roland 1937 Marcha (1937)
Hino da Juventude (Scheilla e Francisco Guércio) - Hino
Inar (Amoud Guedes Amorim) - Bolero
Japonesa (Sá Róris) - Marcha (1939)
Josefina (Antônio Almeida e Alberto Ribeiro) - Samba (1946)
Lábios que beijei (J. Cascata e Leonel Azevedo) - Valsa (1969)
Lágrimas de amor (Mário Terezópolis) - Tango-canção (1957)
Lancha nova (João de Barro e Antônio Almeida) (Com Trio Melodia) - Marcha (1949)
Lobo mau (João de Barro e Antônio Almeida) (Com Trio Melodia) - Marcha (1950)
Mãezinha (Mário Terezópolis) - Valsa (1958)
Mag Inez e Ana (Jorge de Castro, Verinha Falcão e Aloísio França) - Marcha (1964)
Mais uma ilusão (Luiz Bittencourt e José Menezes) - Samba-canção (1949)
Manon (Georges Moran e Osvaldo Santiago) - Valsa-canção (1939)
Marcha do Botafogo (Lamartine Babo) - Marcha (1950)
Marcha do caçador (João de Barro e Alberto Ribeiro) - Marcha (1957)
Marcha do Olaria (Lamartine Babo) - Marcha (1950)
Maria boa (Assis Valente) - Samba (1941)
Meu delito (Valdemar de Abreu e Alberto Rego) - Samba (1949)
Meu destino (Valdemar de Abreu (Dunga)) - Samba (1951)
Mil corações (Ataulfo Alves e Jorge Faraj) - Valsa (1938)
Moreninha linda (Georges Moran e J. G. de Araújo Jorge) - Fox-canção (1940)
Mulher fatal (Antenógenes Silva e Osvaldo Santiago) Marcha (1937)
Não posso mais (Jorge de Castro, Aloísio França e Verinha Falcão) - Samba (1964)
Não posso te dizer adeus (Silvino Neto) - Foxtrote (1936)
Nas cadeiras da bahiana (Portello Juno e Leo Cardoso) (Com Carmen Miranda) (1938)
Noite de luar [Constantino Silva (Secundino)] - Samba-canção (1940)
Ou vai ou racha (João de Barro e Antônio Almeida) (Com Trio Melodia) - Marcha (1950)
Papagaio de Berlim (Alberto Ribeiro) (Com Maria Batista, Carmélia Alves e Ruy Rey) - Marcha (1943)
Pensemos num lindo futuro (Silvan Castelo Neto) - Valsa (1934)
Perdão meu bem (Armando Marçal e Bide) - Samba (1939)
Pinião (Luperce Miranda e Augusto Calheiros) (Com Trio Melodia) - Samba-embolada (1958)
Pirata da perna de pau (João de Barro) - Marcha (1946)
Primeira comunhão (Luiz de França e Ari Rebelo) - Valsa (1958)
Quem sabe (Bruno Marnet e Clício Duarte) - Samba (1956)
Rosali (Georges Moran) Nuno Roland - Fox-blue (1939)
Rosário de lágrimas (Benedito Lacerda e Jorge Faraj) -Valsa (1938)
Seja o que Deus quiser (Vadico e Mário Morais) - Samba (1937)
Sem iaiá não vou (Antônio Nássara e Roberto Martins) - Marcha (1938)
Serenata chinesa (João de Barro) - Marcha (1948)
Sou boêmio (Raul Marques, Betinho e César Brasil) - Samba (1950)
Súplica de amor (Radamés Gnattali e Luiz Peixoto) - Valsa (1938)
Tá bem quente (Pedro Caetano e Carlos Barroso) - Samba (1951)
Tem gato na tuba (João de Barro e Alberto Ribeiro) - Marcha (1947)
Tem marujo no samba (João de Barro) (Com Emilinha Borba) - Samba (1948)
Você era valor desconhecido (Carnera e Roberto de Andrade e arr. Nelson Ferreira) - Frevo-canção (1939)
Volta (Radamés Gnattali e L. Bittencourt) - Samba (1953)

PENINHA, 60 ANOS

No último mês de fevereiro este, que é um dos compositores mais gravados do Brasil, completou seis décadas de existência.



Aroldo Alves Sobrinho, mais conhecido como "Peninha", nascido em São Paulo (capital) de pais cearenses, aquariano, é um cantor e compositor brasileiro onde sempre viveu de música.

"Peninha" gravou o primeiro compacto em 1972 pela antiga RCA, mas seu primeiro grande sucesso foi "Sonhos" (1977), incluído na trilha da telenovela "Sem Lenço, Sem Documento" e com milhares de cópias vendidas.

Músicas compostas por ele já foram gravadas por cantores como Fábio Júnior, Daniel, Alexandre Pires, Roberta Miranda, Paulinho Moska, Caetano Veloso, Tim Maia, Alejandro Sanz, Nelly Furtado, entre outros.

A canção "Sonhos", um grande sucesso, além de ter sido interpretada por Caetano Veloso, Paulinho Moska, Elymar Santos,entre outros, foi regravada também em outros idiomas, como por exemplo a Cantora Italiana "Mina".

Através de Peninha, Caetano conseguiu outro sucesso em "Sozinho", que ao se tornar tema da telenovela da TV Globo "Suave Veneno" Caetano Veloso teve uma vendagem superior à um milhão e quatrocentas mil cópias e foi primeiro lugar em 19 estados simultaneamente em 1999. A música já tinha sido gravada antes por Sandra Sá e Tim Maia, e Caetano registrou-a no disco "Prenda Minha" ganhando "Disco de Diamante".


"Peninha" foi ganhador de três "Prêmios Sharp de Música" como Melhor Disco em 1991, Melhor Música "Alma Gêmea" gravado por Fabio Junior em 1995 e novamente Melhor Música "Sozinho" gravado por Sandra Sá em 1997.

Ganhador do "Prêmio Qualidade Brasil 1999" (International Exporter's Service) na categoria "Compositor" e "Troféu Imprensa" na categoria Melhor Música "Sozinho"em 1999.




Como autor "Peninha" tem mais de 300 obras gravadas nas vozes de grande artistas brasileiros e estrangeiros.


Discografia do cantor e compositor Peninha
• 1972 – Gravou seu 1º disco, compacto simples pela antiga RCA.
• 1975 a l979 – Gravou 2 LPs e 6 compactos simples pela Polygram.
• Anos 80 – Gravou 3 LPs e 1 compacto simples na Continental.
• 1998 – Gravou o CD “Peninha”, 6º trabalho pela Paradoxx Music.
• 1999 – Gravou o CD “Me Agarre Forte”, 7º trabalho pela Paradoxx Music.
• 2001 – Lançando o CD “Coladinhos”, 8º trabalho pela Warner Music.
• 2004 – Lançando o CD “Sonhos e Sucessos” com regravações importantes em sua carreira, 9º trabalho pela Warner Music.


Seus principais sucessos como cantor foram:
• Sonhos ( Peninha )
• Que Pena ( Peninha )
• Amo você ( Luiz Guedes/ Tomas Roth )
• Matemática ( Peninha )

- A música “Sonhos” foi gravada em espanhol pelo “Peninha” e ficou durante 6 meses em lo lugar na Argentina.
- A música “Sozinho”, gravada por Caetano Veloso foi 1º Lugar em 19 estados simultaneamente, e teve uma vendagem superior à 1 milhão e 400 mil cópias


Músicas de “Peninha” inseridas em novelas:
• Sonhos / gravada por Peninha ( 1978 – “Sem Lenço Sem Documento” – TV Globo )
• Que pena / gravada por Peninha ( 1979 – “O Astro” – TV Globo )
• Vou levando a vida / gravada por Peninha ( 1997 – “Zazá” - TV Globo )
• Por eu ter me machucado / gravada por José Augusto ( 1997 – “A indomada” – TV Globo)
• Ouro pra mim / gravada por Renata Arruda ( 1999 – “Andando nas Nuvens” – TV Globo)
• Sozinho / gravada por Caetano Veloso ( 1999 – “Suave Veneno” – TV Globo )
• Que dure para sempre / gravada por Peninha ( 2001 – “Roda da Vida” – TV Record )


Ganhador de três Prêmios Sharp de Música
• 4º Prêmio Sharp - 1991, categoria melhor disco; “Peninha”.
• 8º Prêmio Sharp - 1995, categoria melhor música, “Alma Gêmea”, gravada por Fábio Jr.
• 10º Prêmio Sharp - 1997, categoria melhor música; “Sozinha” gravada por Sandra de Sá.


Indicado para o 11º Prêmio Sharp de Música nas seguintes categorias:
• Melhor música com: Outra Onda, Muda; Gravadas por Peninha.
• Melhor Cantor.

- Ganhador do “Prêmio Qualidade Brasil 1999” (International Exporter’s Service) na Categoria Compositor. 
- Ganhador do “Troféu Imprensa” na categoria melhor música de 1999.

quinta-feira, 21 de março de 2013

O GRANDE DESTAQUE ENTRE OS DVD'S MAIS VENDIDOS


No mercado nacional, o grande destaque entre os DVDs mais vendidos ao longo do último ano que passou foram os títulos infantis. Dentre os dez títulos mais vendidos, quatro foram do gênero. Isso acaba mostrando um crescimento expressivo do mercado nacional de DVDs para crianças. A relevância é de tal modo que até um DVD da saudosa Turma do Balão Mágico - com clipes do grupo formado nos anos 80 - aparece no quarto lugar, aparecendo à frente de nomes como Roberto Carlos.

Porém o primeiro ficou a cargo da campeã das paradas mundiais de 2012, e no Brasil não poderia ser diferente. A cantora londrina Adele encabeçou a lista dos dvds mais vendidos com mais de 400 mil cópias de seu kit de CD e DVD "Live at The Royal Albert Hall", lançado pela Sony Music em novembro de 2011 negociados. Esses dados foram divulgados ao longo da última semana pela Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD). 

Segue abaixo a lista dos os DVDs mais vendidos no Brasil em 2012:

01 - Live at The Royal Albert Hall - Adele (464.065 cópias)
02 - Galinha Pintadinha 3 (417.511 cópias)
03 - Ágape amor divino - Padre Marcelo Rossi (332.678 cópias)
04 - A Turma do Balão Mágico (262.884 cópias)
05 - Emoções em Jerusalém - Roberto Carlos (137.132 cópias)
06 - A hora é agora - Ao vivo em Jurerê - Jorge & Mateus (124.371 cópias)
07 - Galinha Pintadinha (volume 2) (123.784)
08 - Ousadia e alegria - Thiaguinho (113.287 cópias)
09 - Live 2012 - Coldplay (112.924 cópias)
10 - Os grandes sucessos de Patati Patatá - Patati Patatá (108.080 cópias)

PRETA GIL, PELA PRIMEIRA VEZ, NA QUADRA DO SANTA MARTA


Sábado, dia 23 de março, a cantora Preta Gil se apresenta, pela primeira vez, na quadra do Santa Marta, em Botafogo. Em 2012, Preta completou 10 anos de carreira e lançou seu quarto álbum que leva o nome de “Sou Como Sou”. O ponto determinante na conquista do respeito mercadológico foi o sucesso do 'Show Noite Preta', que rendeu em 2010, o primeiro DVD e o primeiro CD 'ao vivo' da artista.

O público conquistado ao longo destes últimos anos vai perceber que o novo disco 'Sou Como Sou' prolonga a festa de Preta. No show, Preta Gil é acompanhada dos músicos Ricardo Marins (guitarra), Fabio Lessa (baixo), Rannieri Oliveira (teclado) e André Fernandes (bateria).

No repertório, além dos novos sucessos como "Sou Como Sou", "Tá Fácil" e "Relax", o público pode esperar um show eclético e repleto de releituras. Preta Gil gosta desse ecletismo, o show dela é de MPB e pra ela MPB é tudo. Portanto, o repertório passeia pelos gêneros pop, rock, forró, pagode, samba, funk e muito mais.

Antes e após o show, DJ's se revezarão nas picapes com sets ecléticos e dançantes.

Sobre Preta Gil: Carioca, a filha de Gilberto Gil e afilhada de Gal Costa tem a música no DNA. Com um ano de idade mudou-se para Salvador. Sempre interessada por música, lançou seu primeiro disco, intitulado 'Prêt-à Porter', em 2003. As fotos da capa e do encarte, mostrando Preta nua, causaram polêmica na época. O segundo álbum, 'Preta', foi lançado em setembro de 2005. Preta atua em diversas áreas, além da musical: recentemente fez seu primeiro longa-metragem com uma participação super especial no filme Billi Pig, apresentou alguns episódios do programa 'Super Bonita', do GNT, substituindo Luana Piovani em sua licença maternidade, foi assistente de Lulu Santos no programa 'The Voice Brasil' da TV Globo, e faz parte do elenco fixo do programa 'Esquenta', com a Regina Casé, também na TV Globo.

Serviço: 
Preta Gil no Santa Marta
Data: 23 de março (sábado)
Local: Quadra do Santa Marta - Rua Jupira, 72 - Botafogo - Rio de Janeiro
Abertura do espaço: 18h
Início do show: 23h30
Ingressos: R$ 50
Informações.: (21) 2539-9604
Classificação: 18 anos
Capacidade: 1000 pessoas

quarta-feira, 20 de março de 2013

AINDA É TEMPO DE SE INSCREVER NO PROJETO MÚSICA INDEPENDENTE


Criado em 2005 com o objetivo de fomentar a produção musical contemporânea em Minas Gerais, o projeto Música Independente retorna em 2013 e está com edital aberto para selecionar os artistas que se apresentarão em sua nova edição. Ao todo, serão escolhidos 20 bandas / artistas mineiros (ou residentes em MG há mais de um ano) para se apresentarem nas noites quinzenais que o projeto promoverá na casa de shows Granfinos, em Belo Horizonte.

Em cada noite se apresentarão dois grupos, que receberão, cada um, R$ 2.500 de cachê além de 40% da bilheteria da noite. Os shows também serão registrados em áudio e vídeo e posteriormente terão trechos transmitidos na Rádio Inconfidência e na Rede Minas. O regulamento e o formulário de inscrição estão disponíveis no site do projeto, www.musicaindependente.art.br.

Após o término do período de inscrições, uma comissão técnica formada por 3 membros analisará as propostas e o resultado final será divulgado no dia 8 de Abril, no site do Música Independente. Das propostas selecionadas, 25% serão oriundas do interior de MG.
Sobre o Projeto

O Música Independente é realizado em parceria pela Sim – Sociedade Independente da Música, Rede Minas e Rádio Inconfidência, com patrocínio da Vivo através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. O projeto é voltado para os artistas mineiros com a intenção de dar visibilidade a seus trabalhos, formar público para a música produzida no Estado e contribuir para a profissionalização da cena musical independente. Após realizar mais de 100 shows desde seu surgimento, em 2005, o Música Independente teve uma pausa entre 2010 e 2012. As ações programadas para 2013 potencializam os resultados já obtidos nas edições anteriores e as ações propostas têm o objetivo de dar maior visibilidade à música mineira e fomentar o trabalho de novos artistas.


Fonte:
http://www.onorte.net

MORRE EMÍLIO SANTIAGO, UMA DAS VOZES MAIS EMBLEMÁTICAS DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA

Artista, que tinha 66 anos, estava internado desde o início do mês após sofrer um AVC. Enterro acontece nesta quinta-feira às 11h no cemitério Memorial do Carmo.



RIO - Morreu às 6h30m desta quarta-feira o cantor Emílio Santiago, de 66 anos. Ele estava internado desde o dia 7 no hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio, após ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. O velório começou às 12h, na Câmara dos Vereadores, no centro da cidade, e o enterro está marcado para as 11h de de quinta-feira, no cemitério Memorial do Carmo, no Caju.
No dia 4 de março, Emílio fez sua última aparição pública, relembrando sua trajetória e cantando seus maiores sucessos no programa "Encontro com Fátima Bernardes". O cantor tinha shows marcados para os dias 22 e 23 de março, em São Paulo.

Em 1970, Emilio Santiago estreou como cantor num festival da Faculdade Nacional de Direito, que cursava então. Entre os jurados, estavam nomes como Marlene, Beth Carvalho e Marcos Valle. Os prêmios que levou do júri (foi escolhido o melhor intérprete, e duas das três canções que apresentou ficaram com o 2º e o 3º lugares) foram um inegável incentivo para que seguisse na carreira artística, uma possibilidade que ele não considerava seriamente.

Eu cantava por diversão, em reunião, festas de amigos, e alguns colegas me inscreveram à revelia. Depois de me apresentar, Marcos (Valle) foi falar comigo, disse que eu tinha que continuar, que era um cantor nato... — contou em entrevista ao Globo em 2007. — A partir daí, ainda tentei conciliar música, estudo e trabalho. Até concluí a faculdade, mas não fiz a prova para o Instituto Rio Branco, como sonhava.

Ainda na faculdade, Emilio passou a frequentar programas de calouros na televisão. Chegou à final de um deles, “A grande chance”, comandado por Flávio Cavalcanti, na TV Tupi — apresentando “Que bobeira”, canção de Marcos e Paulo Sérgio Valle. Após se formar, seguiu com a música, influenciado por nomes como Nelson Gonçalves, Anísio Silva e Cauby Peixoto. Sua voz aveludada e elegante, de afinação perfeita e divisões espertas, o levou a ser crooner na orquestra de Ed Lincoln, abrindo portas também para que se apresentasse em várias casas noturnas. Na boate Colt 45, no Leblon, abria o show de Marlene. Na boate Fossa, era o aperitivo para Tito Madi e Marisa Gata Mansa.

Em 1973, lançou o seu primeiro compacto, com “Transa de amor” e “Saravá nega”. Dois anos depois, chegou o primeiro disco, homônimo, pela gravadora CID, no qual interpretava canções de Ivan Lins, Jorge Ben, João Donato, Nelson Cavaquinho e Marcos Valle, entre outros. Em 1976, foi contratado pela Philips/Polygram, onde permaneceu até 1984, gravando dez discos. O crítico Sérgio Cabral saudou: “Finalmente, um cantor que canta”.

Em 1982, venceu o festival MPB Shell, da TV Globo, cantando “Pelo amor de Deus”. Com “Elis Elis”, foi escolhido o melhor intérprete do Festival dos Festivais, também da Globo, em 1985. A consagração popular, porém, veio mesmo em 1988, quando lançou “Aquarela brasileira”, convidado por Roberto Menescal e Heleno Oliveira. Com uma releitura de clássicos da MPB, o projeto da Som Livre gerou sete álbums, vendendo mais de quatro milhões de cópias.

Encerrada a série de sucesso, ele continuou uma carreira discográfica com mais discos de ouro e prêmios. Fez álbuns dedicados à obra de artistas como Dick Farney, Gonzaguinha e João Donato.

Versátil, fez shows no exterior, apresentando-se com sucesso em várias cidades da Europa e Estados Unidos, inclusive em festivais de jazz. Após uma passagem pela Sony, criou o seu próprio selo, Santiago Music, por onde lançou, em 2010, o álbum “Só danço samba”, uma homenagem a Ed Lincoln. Dois anos depois, o projeto se transformou no DVD “Só danço samba (ao vivo)” — com o qual ganhou o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Samba/Pagode, dividindo a premiação com Beth Carvalho.


Personalidades lamentam a morte de Emílio Santiago

A notícia repercutiu entre artistas e fãs, que colocaram o nome do músico entre os termos mais citados mundialmente no Twitter nesta quarta-feira. Botafoguense, Emílio recebeu homenagem no site oficial do clube.

Roberto Menescal, músico: "Sempre falei isso: ele é a voz do Brasil. Que me desculpem meus amigos grandes cantores como Milton e Caetano, mas o Emilio era o meu cantor. E era uma figura adorada pelos colegas artistas. Porque o cara pode ser um tremendo cantor, mas ser um chato. Emílio não, era venerado. Lembro da Nana Caymmi gritando num show dele: 'Imprescindível!' Os elogios eram sempre neste nível. Sempre achei ele o máximo, tanto que convidei para fazer o projeto 'Aquarela brasileira'. De começo ele não estava muito animado, mas deu no que deu: fizemos sete, vendeu 6 milhões de discos, mudou a vida dele. Daí em diante ele nunca mais parou a fazer show. Acho que o última música que ele gravou foi minha, 'Amanhecendo', num disco que estamos gravando com a orquestra de jazz Animateia, com participação dele e e da Leny. Era um cara muito sozinho, morava sozinho, não pôde ser medicado imediatamente, o que prejudicou a situação".

Marta Suplicy, ministra da Cultura: "Emílio Santiago, com sua voz e presença de palco marcantes, sempre figurará entre os mais importantes artistas da música brasileira. Com o Brasil, estou de luto".

Ricardo Cravo Albim, pesquisador musical: "A única voz que se compara a do Emílio é a de Dick Farney. Além de grande cantor, foi um grande vendedor de discos. Descobriu uma fórmula que argamassou a carreira dele como crooner. Isso fez dele um grande diferencial na indústria fonográfica. Tínhamos uma convivência muito íntima. Emílio foi forjado num meio singular, do night crooner, que convive muito com as outras pessoas. Por isso fez tantos amigos e se tornou uma pessoa tão querida no meio".

Leny Andrade, cantora: "Como é que a gente vai ter um outro Pery Ribeiro? E um outro Emílio Santiago? Essas vozes maravilhosas, com timbres magníficos... Eu dizia ao Emílio: 'Irmão, não esquece de agradecer ao Criador, que botou na sua garganta essa voz que enlouquece as pessoas'. Para cantar como ele, não adianta ter aula de canto. Emílio tinha um suingue de vida, era sagitariano, um amigo precioso. Sua morte foi uma jamanta que nos pegou de frente".

Marcos Valle, músico: "Emílio Santiago foi um grande cantor, um grande intérprete, uma das vozes mais bonitas de todos os tempos da música brasileira - e mundial. Quando eu o ouvi pela primeira vez, num festival em que era jurado, fiquei louco. Ele juntava a voz que tinha ganhado da natureza com a experiência de cantor da noite, que lhe deu o balanço. Tive a sorte de ter tido várias músicas minhas cantadas pelo Emílio. Era um grande amigo, agora só nos resta ficar ouvindo os seus discos".

José Milton, produtor musical: "Tivemos uma grande amizade na música, era como um irmão para mim. Trabalhamos juntos em vários discos, inclusive neste último trabalho, o disco "Só danço samba", em homenagem ao Ed Lincoln. Depois teve desdobramento no CD e no DVD "Só danço samba ao vivo". Ele ficou muito feliz com o Grammy conquistado com esse trabalho. Era uma voz reconhecida no mundo todo, respeitada pelos críticos e pelo grande público. Há muitos anos não aparecem cantores no nível dele".

Ed Motta, músico, pelo Facebook: "Não posso me conformar com o que a vida fez hoje, levar o Emilio Santiago daqui... Emilio o maior cantor desse país e um colega sempre generoso, atencioso. No reino dos céus ele sempre esteve, uma voz daquela não é do mundo terreno. Tive a mesma sensação de quando papai do céu levou o também jovem Spinetta, e por alguns segundos pensar : isso não é verdade, isso tem que ter um jeito...A sensação de perda é abrangente, como nos filmes de Guerra Nas Estrelas, sente-se uma queda na "força" um gigante adormeceu. Toda minha admiração e respeito mestre".

Áurea Martins, "Na primeira vez em que vi o Emílio cantar, no programa do Flavio Cavalcanti, eu já achei que ele iria ser isso tudo. Era uma voz diferente, pura e perfeita. Vai ficar uma lacuna enorme na música brasileira. Ele tinha o dom de ser sofisticado e popular - só ele poderia ter feito o discos "Aquarela Brasileira" de uma forma que eles perdurassem. O Brasil tem cantores, mas nenhum com essa abrangência."

Marcelinho da Lua (DJ do grupo Bossacucanova, com quem Emílio gravou ano passado a música "É preciso perdoar"): "Uma das vozes mais lindas do mundo. Um cantor esplendoroso, com uma elegância, um dominio e um balanço na voz que são pra poucos. Um dos maiores crooners do Brasil. A Família Bossacucanova lamenta profundamente a sua partida prematura e agradece a generosidade de Emilio nessa nossa gravação. Ele vem de uma escola de canto que talvez não tenha mais alunos formados."

Daniela Mercury, pelo Twitter: "A música brasileira acorda em descompasso com a perda de Emílio Santiago. Fica a lembrança da sua bela voz e repertório inesquecível!"

Padre Fábio de Melo, via Twitter: "Emílio Santiago, um dos maiores talentos da nossa MPB. Vai fazer falta por aqui".

Glória Perez, dramaturga: "Triste demais com a morte do #emiliosantiago".

Astrid Fontenelle, apresentadora, pelo Twitter: "Acordo com a noticia da morte do cantor Emílio Santiago. Triste. Tinha um plano de estreitar a amizade. Seu canto era foda! RIP meu negão!"

Ritchie, músico, pelo Twitter: "RIP Emílio Santiago, (nosso Lou Rawls). Grande voz, gente fina".

Lucas Lima, músico, pelo Twitter: "Putz, mais um dos f**** se foi... Emílio Santiago era um BAITA dum intérprete de samba, baita perda."

Aguinaldo Silva, dramaturgo, pelo Twitter: "Morreu Emílio Santiago, o último cantor de verdade do Brasil. Cantoras temos muitas, compositores também. Mas cantores... Ele era o único".

Gabriel Chalita, deputado federal: "Morreu Emílio Santiago. Um cantor fantástico".

Rafael Vannucci, cantor e empresário, pelo Twitter: "Emilio Santiago, uma das maiores vozes da música popular brasileira! Vá com deus!! Descanse em paz!".

Fonte: O Globo


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