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sexta-feira, 20 de abril de 2018

FESTIVAL GRATUITO DE JAZZ NO RECIFE REVERENCIA MÚSICA INSTRUMENTAL PERNAMBUCANA

Panela do Jazz - Festival de Música Instrumental do Poço da Panela ocorre na Zona Norte da capital no sábado (21).



Spok Quinteto encerra a programação do evento (Foto: Edson Acioli/Divulgação)



O Recife recebe, no sábado (21), a primeira edição do Panela do Jazz - Festival de Música Instrumental do Poço da Panela, que reúne atrações para reverenciar a música instrumental pernambucana. Com entrada gratuita, o evento ocorre no largo da Igreja de Nossa Senhora da Saúde, na Zona Norte da capital.

O festival, que começa às 11h, conta com estantes de cervejas artesanais pernambucanas, a Feira Livre do Poço e uma praça de alimentação. O primeiro show começa às 15h30, com a Contrabanda, que recebe a participação de Wallace Seixas. Em seguida, às 17h, a Freveribe sobe ao palco.

Amaro Freitas é uma das atrações do festival (Foto: Rafael Medeiros/Divulgação)


O Panela do Jazz tem curadoria artística de Dom Angelo, que se apresenta com participação de Alex Corezzi às 18h30. O Amaro Freitas Trio toca com Henrique Albino às 20h. A apresentação do Spok Quinteto encerra o evento, a partir das 21h30.


Serviço
Panela do Jazz - Festival de Música Instrumental do Poço da Panela
Sábado (21), a partir das 11h

Programação dos shows:
15h30 - Contrabanda, com participação de Wallace Seixas
17h - Freveribe
18h30 - Dom Angelo Jazz Combo, com participação de Alex Corezzi
20h - Amaro Freitas Trio, com participação de Henrique Albino
21h30 - Spok Quinteto

Entrada gratuita


Fonte: G1 PE

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

AS TRÊS MODALIDADES DO FREVO

terça-feira, 12 de abril de 2016

SPOKFREVO ORQUESTRA EM DISCO COM EDU LOBO

Por José Teles


A Spokfrevo Orquestra tocando Edu Lobo, no próximo disco, com a participação do compositor de Cordão da Saideira (um frevo de bloco). Sábado, no segundo show do lançamento, no Recife, do álbum Frevo Sanfonado, no Teatro Luiz Mendonça, o maestro Spok antecipou o projeto, incluindoFrevo Diabo (Edu Lobo/Chico Buarque) no repertório.

Spok conta que mostrou o arranjo de Frevo Diabo a Edu Lobo, que não apenas aprovou como topou em participar do projeto. A produção corre atrás de captação de recursos para viabilizar o álbum. Em outros tempos as gravadoras correriam atrás dos dois para lançar o disco. A Spokfrevo Orquestra e Edu Lobo já se apresentaram juntos no Carnaval do Recife, em 2015.

Confiram Edu Lobo com a Spokfrevo Orquestra no Marco Zero, no Carnaval de 2015:

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

SPOKFREVO ORQUESTRA LANÇA EM STREAMING ÁLBUM FREVO SANFONADO COM PATROCÍNIO DA PETROBRAS

Estão disponíveis para streaming nas redes da SpokFrevo Orquestra as nove faixas inéditas do terceiro álbum de carreira da big band pernambucana.Turnê e disco têm realização e produção da Jaraguá Produções, com patrocínio da Petrobras que garante circulação da orquestra em vários estados brasileiros até 2016. Para ouvir #FrevoSanfonado​, clique aqui: https://soundcloud.com/spokfrevo/sets/frevo-sanfonado



A SpokFrevo Orquestra entra em nova fase, mais madura e inovadora. Com patrocínio da Petrobras, a big band de jazz-frevo lança o terceiro álbum, o "Frevo Sanfonado". São nove faixas inéditas que reforçam o diálogo harmônico e melódico do frevo com a sanfona, disponíveis para audição gratuita pelas redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram). Elas podem ser ouvidas pelo link do Soundcloud (https://soundcloud.com/spokfrevo) e pelo YouTube (http://bit.ly/frevosanfonado). Além das composições novas músicas, o disco possui três faixas bônus, que são versões de composições antigas já gravadas pela SpokFrevo e que ganharam releitura com arranjos para sanfona. Eis elas: "Pontapé", "Frevo da Luz" e "Frevo Sanfonado", todas presentes em "Passo de Anjo" (2004). No fim de outubro, as três releituras serão liberadas, também para streaming. A previsão de lançamento do disco físico será no final de novembro.

Em êxito exponencial desde o disco Ninho de Vespa (2013), o segundo registro de estúdio, colecionando uma gama de participações e concertos com prestigiosa visibilidade internacional — Jazz at Lincoln Center de NY e Berklee College of Music, nos EUA (outubro/2014), Do Frevo ao Jazz com o trompetista Wynton Marsalis no Parque Dona Lindu (março/2015), Rock in Rio USA em Las Vegas (maio/2015) e turnê europeia pela Itália, Holanda e França (julho/2015), a SpokFrevo Orquestra com um conjunto de 17 integrantes, há dois anos sob o patrocínio do programa Petrobras Cultural, que viabiliza uma circulação em território nacional e um novo álbum até 2015, avança ainda mais sobre a experimentação e o universo da música popular com tonalidades eruditas e audição acurada neste novo trabalho. No álbum, recém-liberado, renova-se mais uma vez o frevo, gênero musical e de dança nascido no Recife há mais de cem anos sob a tradição dos antigos carnavais.

Frevo Sanfonado, terceiro disco do grupo liderado pelo saxofonista, arranjador e diretor musical Inaldo Cavalcante de Albuquerque, conhecido popularmente como maestro Spok, transporta o som da orquestra de metais (saxofones, trompetes e trombones), percussão, baixo e violão para outro lugar totalmente inédito: o diálogo harmônico e melódico com o acordeão, a sanfona ou a gaita-ponto — instrumentos de fole com nomes distintos mas mesma natureza e extremamente populares no Brasil, sobretudo no Nordeste.

Fruto de contribuições, em sua maioria, de sanfoneiros e acordeonistas que compuseram frevos inspirados pelo trabalho da SpokFrevo, o álbum Frevo Sanfonado imprime uma nova coloratura na verve jazzística do grupo. Em 11 anos de carreira, desde o álbum de estreia Passo de Anjo, a big band de jazz-frevo vem recriando o gênero em profundo contato com a música instrumental contemporânea, estabelecendo um elo entre o passado e o futuro. 

“O disco confere uma nova roupagem à sonoridade da SpokFrevo e ao frevo ao utilizar um instrumento profundamente nordestino e fortemente pernambucano, que é a sanfona. Nele, os sanfoneiros e acordeonistas executam frevos compostos por eles mesmos”, explica o maestro Spok, pesquisador nato do frevo e entusiasta da preservação da cultura pernambucana em conexão com a contemporaneidade, porém sem abandonar o espírito da música em suas mais remotas origens.

Prova disso é que Frevo Sanfonado confere uma linguagem nova para o frevo a partir da sanfona, atrelada a arranjos dos próprios compositores, base sobre a qual a harmonia dos metais da SpokFrevo se sobrepõe. Cada sanfoneiro atua também como solista, casando improvisações jazzísticas junto com os instrumentistas da orquestra. “Muitos sanfoneiros, a exemplo de Dominguinhos, Sivuca e muitos outros, já improvisavam há muito tempo. Trata-se de um disco de frevo executado e improvisado por instrumentos, entre eles a sanfona, um elemento novo para o frevo”, justifica Spok.

E o disco se notabiliza por colaborações brilhantes e promissoras, oriundas de diferentes gerações e regiões do Brasil. O pianista, acordeonista, compositor e arranjador carioca Vitor Gonçalves, que atualmente mora em Nova York e já tocou com Hermeto Pascoal e Maria Bethânia, compôs “De Cazadeiro ao Recife”, um frevo de arranjo sinfônico e suave que se encorpa à medida que ganha movimentos e modulações. O acordeonista gaúcho Renato Borghetti, um dos proeminentes compositores da música instrumental brasileira, e também folclorista e artista plástico, participa como solista e compositor na faixa “Frevaricação”.

Talentos pernambucanos e nordestinos marcam participação maciça em Frevo Sanfonado. Saudoso sanfoneiro pernambucano, o mestre Camarão, falecido em abril deste ano, figura com uma contribuição póstuma, na música “Sandro no Frevo”. Em função de seu falecimento dias antes da produção desse frevo inédito, o carioca Rafael Meninão, atual sanfoneiro de Elba Ramalho, e o potiguar Lulinha Alencar substituem-no, de forma virtuosa, na tarefa de solistas. 

“Sax Sanfona”, com o experiente sanfoneiro Genaro que participa em solo junto com Spok; “Saudade do Seu Domingo”, um frevo em diálogo sugestivo com o baião e o xote, composto por Beto Hortis; e “Frevo Pra Ela”, do jovem cearense Nonato Lima, que tocou com Liv Moraes, filha de Dominguinhos, fecham algumas faixas do disco, feito quase inteiramente de frevos novos. Uma das exceções é o frevo clássico “Gostosão”, do maestro Nelson Ferreira (1902-1976), considerado pelo maestro Vicenti Fittipaldi um dos melhores frevos de rua pernambucanos ao lado de “Evocação”. A composição de Nelson Ferreira ganhou arranjos de Spok e solo de Waldonys, famoso sanfoneiro e piloto de avião cearense, e de Niraldo, trompetista da SpokFrevo Orquestra. 


Turnê – Depois de ser apresentado aos mineiros durante pré-lançamento, no último dia 21 de agosto, no Teatro Sesi Minas, em Belo Horizonte, e no dia 22 de agosto, na Bituca – Universidade de Música Popular, em Barbacena, o repertório de Frevo Sanfonado chega ao mundo por uma turnê que deve se estender por várias cidades.

Após essa sequência de pré-concertos, a big band pernambucana libera o lançamento oficial do álbum nas plataformas digitais. No último dia 1º de outubro, o grupo lançou o primeiro single do disco, “De Cazadero ao Recife”, no Youtube e no Soundcloud para audição gratuita. E no dia 8 de outubro, em Porto Alegre (RS), aconteceu o primeiro show oficial de lançamento de Frevo Sanfonado, abrindo uma série de shows nos dias 10 e 11 de outubro no Maringá Jazz Festival, no Paraná, e uma aguardada turnê por várias cidades do estado de São Paulo.

Veja abaixo a lista de faixas do álbum FREVO SANFONADO

01 - De Cazadero ao Recife (Vitor Gonçalves)
02 - Sax Sanfona (Genaro)
03 - Sandro no frevo (Camarão)
04 - Frevança (Chico Chagas)
05 - Bipolar (Toninho Ferragutti)
06 - Que saudades de seu Domingos (Beto Hortis)
07 - Frevaricação (Renato Borghetti)
08 - Frevo pra ela (Nonato Lima)
09 - Maluvida (Renato Bandeira)

Faixas Bônus
10 - Pontapé (Adelson Viana)
11 – Frevo da luz (L. Duarte - C. Ferreira)
12 – Frevo sanfonado (Sivuca)


Fonte: Trago Boa Notícia

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

MAESTRO SPOK É SANTO DE CASA QUE ESTÁ FAZENDO MUITOS MILAGRES

Com sua orquestra ele conseguiu levar o frevo até até a China

Por José Teles



Há 30 anos, um adolescente de 14 anos, tocava pela primeira vez no Carnaval de Olinda. Empunhava um sax tenor na orquestra do maestro Paulo Lira. Se seu conhecimento do instrumento era pouco, o que sabia de frevo era praticamente nada. Não conseguia tocar, sem se perder, nem mesmo o mais conhecido dos frevos instrumentais, Vassourinhas: "Errei uma frase da música, e um saxofonista, já coroa, da orquestra gritou bem alto para o maestro que queria que o meu dinheiro fosse pago a ele, porque estava tocando por nós dois. Fiquei morto na hora. O pior é que ele tinha razão. Aquilo até me ajudou, embora ele teria feito mais certo se tivesse dito isso, em particular, ao maestro". Quem conta o episódio é Inaldo Cavalcante de Albuquerque, o maestro Spok, 44 anos, que, com o centenário Clube Bola de Ouro, é um dos homenageados do Carnaval do Recife em 2015.

Uma honraria que ele, a principio relutou em aceitar: "Quando o prefeito me chamou para me contar da escolha, disse que não me sentiria confortável porque havia vários mestres do frevo que mereciam a homenagem. Só fui convencido a aceitar depois que dona Leda Alves (Secretária de Cultura do Recife) me explicou que, a partir deste ano, seriam homenageados o tradicional e o novo", revela. "Fui muito cobrado por pessoas que vinham me dizer que eu ainda era muito jovem para uma homenagem dessas. E eu explicava o que tinha acontecido. Com o tempo, desisti de dar explicações."

Nascido em 12 outubro de 1970, em Igarassu, criado em Abreu e Lima, Spok começou a aprender música no início da adolescência, com o primo Gilberto Pontes, testemunha da grita do velho saxofonista contra o garoto que não sabia tocar nem Vassourinhas direito. Três décadas depois, ele e Giba já tocaram Vassourinhas com todas as variações do saxofonista Felinho (Félix Lins de Albuquerque, 1895­1980) nos mais prestigiados palcos de jazz dos EUA e Europa. Com a Spokfrevo Orquestra, o frevo foi ouvido por plateias que nunca tinham ouvido falar em Pernambuco. Spok virou santo de casa que faz milagres e, reconhecido pela prefeitura, que lhe deu carta branca para reunir os convidados que se apresentam com ele no Marco Zero, na abertura do Carnaval 2015. O maestro está montando uma espécie de "Esta é sua vida".



Pelo palco principal do Carnaval recifense passarão de instrumentistas com quem ele deu os primeiros passos na música à Banda de Pau e Corda, o primeiro grupo com que tocou. E também Antônio Nóbrega ­ em torno do qual se formou sua orquestra ­, Léo Gandelman, Fagner, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, além de maestros veteranos, culminando com a reunião de Spok com os filhos, o caçula Nilinho, o guitarrista e produtor Yuri Queiroga, a cantora Ylana Queiroga, e os netos, Bento e Tomás (filhos de Ylana). "Cada uma dessas pessoas são parte importante da minha trajetória", afirma. Spok revela ainda que vai combinar uma homenagem a Fernando Lobo, pai de Edu, pernambucano, autor de frevos, e cujo centenário acontece este ano.

Acrescentem­-se a estes nomes instrumentistas e cantores contemporâneos de Spok, com quem ele anima Carnavais desde os anos 1990: André Rio, Nena Queiroga, Luciano Magno, Vanessa, Marrom Brasileiro, além dos forrozeiros que também são do frevo como Josildo Sá, Maciel Melo e Beto Hortiz. A festa terá todas as imagens registradas e possivelmente virará filme, assim como acontecerá com o trabalho da megaorquestra que fecha o Carnaval do Recife.

Outro filme que está bastante adiantado é Do frevo ao jazz, que documentará o encontro do ritmo pernambucano com a música americana nascida em Saint Louis, onde a orquestra tocou na turnê americana do ano passado. Esta e a turnê anterior, nos EUA (em 2012) nascidas de um encontro casual com o trompetista Wynton Marsalis no Festival de Jazz de Marciac, na França, em 2010, quando Marsalis assistiu ao concerto da orquestra e fez um convite, no backstage, para ela tocar nos Estados Unidos. "O filme será completado com a vinda de Wynton Marsalis ao Recife com a orquestra do Lincoln Center, em abril, para uma apresentação com a Spokfrevo."

Depois do elogiado 7 corações, de Dea Ferraz, no qual teve participação ativa, Spok tomou gosto pelo cinema, e já planeja mais um filme: Vozes do frevo, com intérpretes da música que, parafraseando Capiba, nenhuma outra terra tem

sábado, 20 de dezembro de 2014

TUDO É POSSÍVEL, MAS NEM SEMPRE PLAUSÍVEL

Por Bruno Negromonte



A alguns dias atrás saíram os nomes dos homenageados do carnaval da cidade do Recife em 2014. E para a minha surpresa (e de muitos que assim como eu torciam) não constou o nome de Geraldo Azevedo que, diga-se de passagem, no próximo mês completa sete décadas de vida das quais quase cinco dedicadas a música. O escolhido foi o Maestro Spok, exímio e talentoso músico que assim como o saudoso Carlos Fernando vem oxigenando o frevo, centenário ritmo que não sei por quais razões mantém-se ainda muito restrito ao seu estado de origem. O maestro Spok tem procurado de modo primoroso quebrar este estigma fazendo um primoroso trabalho de divulgação e expansão do ritmo por onde tem levado a sua orquestra. Suas apresentações demostram que o músico vai além do trivial a partir de incursões pelos mais distintos gêneros musicais que ele soube fundir de modo uníssono e em perfeita harmonia com a música que nomes como Edgar Moraes, Capiba, Nelson Ferreira e os irmãos Valença tão bem fizeram outrora. Isso basta para que o maestro torne-se o homenageado de qualquer carnaval existente no país que tenha o frevo como alicerce principal.

É válida a homenagem e todas as pompas à trajetória deste promissor músico nascido em Igarassu e que hoje tão bem representa o mais genuínos dos ritmos pernambucanos em palcos de todo o mundo. No entanto, faz-se necessário levar em consideração alguns aspectos no critério de escolha do homenageado. Talvez o mais óbvio seja a questão das faixas etárias, uma vez que em detrimento aos 44 anos do homenageado, estão os 70 anos de Geraldo Azevedo. Não que a idade seja fator primordial dentre os critérios existentes para a escolha, mas há de se levar em consideração que sete décadas não são sete dias; outro aspecto analisado é que todos os contemporâneos do artista petrolinense já tiveram sua homenagem outorgada pela prefeitura da capital pernambucana. Naná Vasconcelos, Alceu Valença e Carlos Fernando são alguns dos exemplos que podem ser facilmente citados. Inclusive estes dois últimos tendo seus nomes muito ligados ao trabalho de Geraldo ao longo de suas respectivas carreiras.

Há quem possa utilizar dos mais distintos argumentos para justificar a não homenagem a Geraldo Azevedo, no entanto haverá sempre um a mais para provar o contrário e mostrar que a história da música pernambucana deve um capítulo em especial a este músico que de modo coerente pautou a sua arte. Assim como a Spok, todas as flores são mais que merecidas para Geraldo Azevedo, um artista que soube como poucos pautar a sua carreira a partir de características muitas vezes arredia as exigências do mercado, o que de certo modo o afastou das grandes massas, mas um público, um nicho específico do mercado de discos e shows que o acompanham por onde for. Essa marca talvez seja hoje um dos fatores que mais pese em relação a não escolha do artista para esta homenagem. Não me vem a memória nada que escape deste contexto. No mais sei que minha opinião sobre o assunto é extremamente parcial, no entanto não quero que Geraldinho faça parte das estatísticas do samba “Quando eu me chamar saudade” dos saudosos Guilherme de Brito e Nelson Cavaquinho. Não desmereço a escolha pela comissão organizadora do maior evento da cidade do Recife, reafirmo que a escolha foi justa e merecida, mas a prefeitura da cidade deveria ter levado em consideração aspectos que corroboravam para que o homenageado do carnaval deste ano fosse Geraldo Azevedo. Mas como diz o próprio em uma de suas canções: “Era quem sabe esperança, indo a outro lugar.”

Se não foi agora, torço para que esta homenagem aconteça em outro momento, quiçá em alguma festividade no decorrer do ano ou até mesmo, ao longo de 2015, através da realização da gravação do almejado DVD na Praça do Arsenal fazendo deste evento um verdadeiro carnaval à altura daquele que, no coração de muitos, a homenagem se dá ao longo dos 365 dias do ano desde quando o artista ao lado de Carlos Fernando compôs “Aquela rosa”, defendida por Teca Calazans na Feira Nordestina da Música Popular Brasileira, em 1967. Diga-se de passagem, ano em que o homenageado do carnaval nem sonhava em nascer.

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