PROFÍCUAS PARCERIAS

Gabaritados colunistas e colaboradores, de domingo a domingo, sempre com novos temas.

ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

Um bate-papo com alguns dos maiores nomes da MPB e outros artistas em ascensão.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

Mostrando postagens com marcador Rodrigo Nassif. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rodrigo Nassif. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de maio de 2020

UM CLIQUE PELA MÚSICA DE QUALIDADE

Em tempos de isolamento social, artistas buscam alternativas para dar vazão à criatividade assim como recursos para manterem-se 

Por Bruno Negromonte



Incerteza é a palavra de ordem no atual contexto social que vivemos. Coronavírus, divergências políticas, crise econômica , entre outros fatores, formam a conjuntura vigente a qual o desespero e o caos tomam conta de uma sociedade que tem buscado viver um dia após o outro. No entanto, até esses momentos de incertezas, insegurança, isolamento também pode se transformar em uma arte, uma arte em constante circulação através das ferramentas e plataformas virtuais existentes na internet.
Inspirados e inspiradores, artistas nos mais distintos lugares do planeta tem buscado alternativas diversas para a ausência de shows e eventos durante essa campanha de isolamento social. Seja em uma live solidária nas redes sociais ou através de campanhas, cantores, compositores, profissionais de eventos, pessoas ligadas ao contexto cultural de algum modo tem lidado com adversidades para além da doença.
Não longe dessa realidade, o instrumentista e compositor gaúcho Rodrigo Nassif também tem enfrentado estes dois contextos: o Covid-19 assim como também a escassez de eventos. Não se deixando abater pela conjuntura atual, o artista lançou-se nas plataformas de crowdfunding objetivando uma campanha para poder continuar fazendo lives no todos os dias em suas redes sociais tendo como propósito demonstrar o passo a passo a construção das canções instrumentais, desde o improviso cru até a finalização como material estruturado e pronto para gravar. Uma alternativa para o músico residente em Porto Alegre e que, apesar de ter se apresentado em alguns dos palcos mais renomados do Brasil e do Exterior (tais como Blue Note RJ, Sesc Pompeia em São Paulo, Teatro São Pedro em Porto Alegre, Shapeshifter Lab - Brooklyn , Nova Iorque  e Jazz Fórum em Tarrytown , NY) teve a totalidade de suas apresentações com seu trio transferidas ou canceladas, assim como para um público que admira uma boa música instrumental. Para contribuição segue o link:

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

HANGOUT MUSICARIA - ENTREVISTA RODRIGO NASSIF

Lançando "Mar de dentro", Rodrigo Nassif volta ao Musicaria Brasil para um bate papo exclusivo onde fala a respeito de suas influências em sua sonoridade, um pouco de sua biografia, seus exitosos projetos fonográficos e outras peculiaridades neste excelente bate-papo.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

RODRIGO NASSIF - ENTREVISTA EXCLUSIVA

Voltando a ilustrar o nosso espaço, o exímio instrumentista Rodrigo Nassif fala-nos, dentre outras informações, sobre o seu mais recente projeto fonográfico que será lançado em breve

Por Bruno Negromonte


Resultado de imagem para Rodrigo Nassif
Após alguns discos lançados de modo individual de modo exitoso, o notório instrumentista passo-fundense Rodrigo Nassif chegou a conclusão que era hora de potencializar a sua música. Para isso juntou-se a nomes como Carlos Ezael (violão), Leandro Schimmer (bateria e piano), Samuel Cibilis (baixo acústico e elétrico) e batizou esse encontro como Rodrigo Nassif Quarteto como foi possível tomar conhecimento a partir da pauta recentemente publicada sob o título de "RODRIGO NASSIF E SEUS TRÊS MOSQUETEIROS". Nesta mesma matéria também foi abordado o lançamento do projeto "Todos os dias serão outono", um disco que foi gravado em um só dia e traz nove faixas compostas por RodrigoAssim como os projetos fonográficos lançados anteriormente, este primeiro disco do quarteto (lançado apenas no formato digital) alcançou o merecido sucesso e reconhecimento, tendo como constatação absoluta o primeiro lugar na Apple Store nacional em downloads e em streaming logo após o seu lançamento. Hoje o instrumentista volta ao Musicaria Brasil para uma conversa exclusiva onde aborda, dentre vários temas, a sua lembrança mais remota do seu envolvimento com a música, suas influências dentro da música instrumental brasileira, entre outras novidades como, por exemplo, o novo projeto fonográfico intitulado "Mar de dentro", a ser lançado ainda este ano.  Uma conversa que vale a pena conferir! 



Você vem de uma família extremamente musical. Acredito que a presença da música em sua casa seja algo constante e que pelo que parece vem passando de geração em geração. Quanto a você, como se deu o seu envolvimento com a música? Qual a sua lembrança mais remota acerca dela?



Rodrigo Nassif - A lembrança mais remota que está diretamente relacionada a um evento musical foi quando meu irmão, Joubert me explicou que iríamos ficar acordados a noite para ver um filme com uma banda que se chamava The Who, eu devia ter seis ou sete anos, e o filme Tommy (com The Who e convidados).


Dentre os membros de sua família seu avô e seu pai eram instrumentista não é isso? Já o seu envolvimento com o instrumento se deu a partir de qual circunstância?

RN - Não, na verdade comecei a me interessar na adolescência. Apesar de ser completamente fascinado por música desde a mais tenra infância não me passava pela cabeça aprender.


Como você julga esse paradoxo tão evidente dentro da música popular brasileira: a existência de instrumentistas de qualidade inquestionáveis e um espaço tão reduzido nos grandes meios para a divulgação desse gênero?

RN - Creio que o cenário é o mesmo em todo mundo , dado que nos lugares onde há mais investimento em educação musical há uma melhor distribuição dos nichos de mercado x gênero musical. E mesmo no Brasil, hoje em dia há um mercado infinitamente melhor do que já foi em um passado recente, embora obviamente temos muito que amadurecer em todos os sentidos.


Quando você foi aprimorar seus conhecimentos musicais na Argentina já tinha como certa a sua volta ao Brasil ou em algum momento você cogitou a possibilidade de permanecer por lá e arriscar-se na carreira musical a partir do país vizinho?

RN - Por assim dizer , quando fui estudar lá já me via fazendo um pedaço da carreira por lá, mas o que me motivou a voltar mais que tudo foi sentir uma fadiga em relação ao estilo de vida da megalópole, pois Buenos Aires é um cidade que ao meu ver tem uma vibração semelhante a SP: frenético! E isso me motivou a voltar ao RS, estava sentindo falta de baixar o ritmo.


Todos os dias serão outono” teve sua gravação em apenas um dia. Essa foi a intenção desde o início ou tudo aconteceu no afã em buscar um registro mais, digamos, visceral?

RN - Sem dúvida, e principalmente de capturar o calor do momento nas performances do quarteto. Tem esse lance muito divertido que é fazer sempre uma versão diferente sem ter tudo mega combinado.


O violão brasileiro sempre teve representativos nomes desde os primórdios da industria fonográfica no Brasil. Nomes como João Pernambuco, Dilermano Reis, Baden Powell, Raphael Rabello e tantos outros são provas incontestáveis dessa afirmação. Quais foram (ou são) aqueles que mais influenciam o seu trabalho?

RN - Diria que diretamente me vi mais impactado pelos músicos que convivi na minha adolescência (que reproduziam esses violonistas) do que pelos grandes mestres em si. Gostaria de citar dois músicos da minha cidade natal que tiveram um peso na minha formação: Evandro Lazzarotto e Rafael Campanile . Ver estes dois tocando peças dos mestres que citaste causou me impressão indelével. Quanto ao meu estilo, vejo mais influência de gaiteiros como Gilberto Monteiro e do bandoneon de Astor Piazzolla, porque se parares para prestar atenção eu acentuo as frases nas últimas notas do mesmo modo que um bandoneonista.


O início do seu processo de composição se deu de modo bastante despretensioso não foi? É verdade a inusitada história da proposta que você recebeu de um pequeno selo (de que poderia gravar no estúdio por quantas horas quisesse desde que o material fosse inédito)?

RN - Sim, sim totalmente, mais uma vez parceria do Evandro Lazzarotto com seu Estúdio, fizemos este disco de maneira muito espontânea.


E como se deu a confluência da música e a literatura em sua obra?

RN - O hábito da leitura sempre foi uma constante , então a inspiração via literatura se apresenta como consequência natural desse comportamento.


Atualmente você vem apresentando o álbum digital “Todos os dias serão outono”, projeto que permaneceu por um mês como o álbum mais vendido do gênero na Apple Store. Devido a este sucesso há pretensões de lançar este álbum de modo físico também?

RN - Sem duvida! Planejamos fazer vinis futuramente.


Sua música vem, aos poucos, ganhando espaço em outras regiões do país, como no Sudeste por exemplo. Como tem sido a receptividade do público fora de sua região?

RN - Com certeza nosso maior público é no sudeste! A gente acha isso maravilhoso!


O que podemos esperar do Quarteto Rodrigo Nassif para o ano de 2017?

RN - Muita produção com certeza absoluta. E ainda este ano estamos lançando mais material inédito: um EP com quatro canções inéditas que muito em breve estará disponível intitulado "Mar de dentro".


Maiores Informações:

terça-feira, 18 de outubro de 2016

RODRIGO NASSIF E SEUS TRÊS MOSQUETEIROS

Primeiro lugar na Apple Store nacional em downloads com o seu novo projeto, Rodrigo Nassif vem colhendo os frutos deste exitoso álbum a partir da boa aceitação tanto do público quanto da crítica especializada por onde tem passado.

Por Bruno Negromonte


Resultado de imagem para RODRIGO NASSIF

Histórico romance escrito pelo francês Alexandre Dumas, Os Três Mosqueteiros surgiu como volume inicial de uma trilogia, com base nos importantes fatos do século XVII. O livro que acabou por dar ao Alexandre fama internacional, retrata as aventuras de quatro grandes heróis: Athos, Aramis, Porthos e D’artaghan. Enquanto o enredo da obra francesa relata a odisseia de um jovem interiorano que treinado pelo pai para se tornar um mosqueteiro vai à capital francesa objetivando alcançar esse sonho, o artista hoje em questão também traz em sua biografia um enredo parecido ao protagonista do clássico francês, pois ao longo de sua trajetória musical acabou por somar sua força e talento a mais três nomes. Paralelamente a história escrita  por Dumas, o músico Rodrigo Nassif também vem enfrentado as mais distintas adversidades existentes ao longo de sua coerente jornada musical; mas assim como D’artaghan, ele persiste, não se deixa esmorecer, e desse modo, busca nas dificuldades existentes uma maneira de sobressair-se neste nefasto cenário musical que vivemos atualmente. Enquanto no romance de Alexandre Dumas, o personagem D’artaghan nada mais quer que entrar para a companhia dos Mosqueteiros do Rei, Nassif quer divulgar aquilo que sabe fazer de melhor, e a partir daí fazer-se uma espécie de mosqueteiro em defesa da música de qualidade ainda produzida em nosso país. E para isso vem, ao longo dos últimos anos, fazendo um trabalho que vem conquistando tanto o público ávido por boa música quanto a crítica especializada a partir de uma sonoridade híbrida. Uma música arquitetada e construída pautada em distintas influências e que abarcam desde o regionalismo existente em sua região de origem a partir de regionais como o chamamé gaúcho, o tango‐milonga, a valsa, dentre várias outras vertentes da música instrumental, fazendo com que sua substanciada produção venha a conquistar os mas distintos prêmios, tais quais o Prêmio Açorianos em 2009 na categoria “Melhor Intérprete Instrumental”.



Advindo de Passo Fundo, cidade gaúcha localizada a pouco menos de 300 quilômetros da capital, Rodrigo Nassif hoje contabiliza quatro álbuns autorais, onde evidencia-se um estilo próprio a partir de uma sonoridade que vem sendo classificado como jazz‐milonga. Incursionando por suas mais variadas influências literárias e sonoras, Nassif traz em sua biografia uma intrínseca relação com a música desde muito cedo. Com a música fazendo parte de sua rotina do lar a partir de seus pais e avô, o jovem desde muito cedo deixou-se levar por este contexto, e essa paixão acabou levando-o naturalmente a este universo sonoro tão presente em seu cotidiano. Ao longo desse envolvimento, ganhou uma bolsa para estudar bacharelado de música e nesse ínterim conheceu a violinista Aline Morena (a mesma instrumentista que tempos depois viria a se tornar esposa de multi-instrumentista Hermeto Pascoal) e, logo em seguida, aproxima-se do Eduardo Isaac, uma das personalidades mundiais do violão, que acabou corroborando para que Nassif pudesse ir à Mar del Plata, na Argentina, onde ganhou bolsa de Mestrado no prestigiado Consevatório Luís Giannneo. Essa sua experiência contribuiu não apenas para endossar a sua teoria, mas também para atinar para o desenvolvimento de sua verve autoral. No entanto, após o curso, o desejo de voltar para o Brasil era tão evidentemente urgente que o músico não pensou duas vezes, e abriu mão das oportunidades existentes na cidade argentina e retornou. Em compensação, a volta ao Brasil o proporcionou o deslanche de sua carreira fonográfica. Tal acontecimento o inspirou de tal forma, que ocasionou a gravação do seu primeiro álbum que tem por título o seu próprio nome. Daí em diante vieram discos como "Fronteira" e "O pulo do gato" que, somados, venderam mais de cinco mil cópias só no Rio Grande do Sul.

Resultado de imagem para rodrigo nassif quarteto
Hoje, inquieto artista que é, reinventou-se e o seu violão erudito encabeça um quarteto sonoro formado por ele (violão, guitarra e piano), Carlos Ezael (violão), Leandro Schimmer (bateria e piano), Samuel Cibilis (baixo acústico e elétrico) cujo nome é Rodrigo Nassif Quarteto. A frente deste projeto atualmente vem apresentando ao grande público o álbum "Todos os dias serão outono", primeiro disco do quarteto (lançado apenas no formato digital) e que foi direto para o primeiro lugar da Apple Store nacional em downloads e em streaming. O disco que foi gravado em um só dia e traz nove faixas compostas por Rodrigo Nassif. São canções que fogem de conceitos e estigmas pré-fabricados, que reiteram a partir do seu instrumento este seu vigor que a cada novo registro fonográfico mostra-se mais apurado, característica esta que vem sendo construída a partir de características muito peculiares. A expressividade de sua música sabe onde quer chegar e a quem quer alcançar ao, com propriedade, tão bem passear na tênue linha existente entre a música e a literatura a partir de influências como Gabriel Garcia Marquez e José Saramago (este último, em 2009, propiciou a Nassif a conquista de um dos mais relevantes prêmios existentes no Rio Grande do Sul, "Açoiranos", da prefeitura de Porto Alegre).

Feitos como a venda de 5 mil exemplares dos discos anteriores e o primeiro lugar na Apple Store nacional em downloads e em streaming, vem mostrando que Rodrigo Nassif não errou o caminho escolhido quando resolveu aprimorar-se como músico a partir de peculiaridades que distinguem o seu trabalho dentre tantos. Agora, após a formação do quarteto nesta busca incessante por novas fórmulas rítmicas, evidencia-se de forma ainda mais clara que a sua concepção acerca da composição expandiu-se como o próprio músico reconhece ao afirmar: Essa dificuldade de as pessoas rotularem as minhas músicas pelo ritmo foi o que me levou a continuar o processo compositivo. Comecei a entender essa sonoridade mais grandiosa que o quarteto permitia. Eu achei que essa formação do quarteto deixou as portas abertas para muito mais probabilidades, uma palheta maior de cores, permitiu abrir em várias janelas onde eu podia estender a minha". E desse modo, construindo uma sonoridade com a intenção de pouco ou nada ser cognominada, Nassif dificilmente passa indiferente aos ouvidos. Trata-se de uma identidade sonora que vai à visceralidade das canções sem necessariamente prender-se a estilos ou rótulos, uma sonoridade que não tem estigmas nem fronteiras mesmo sob forte influência da música cisplatina. Uma influência que busca não estigmatizar, mas somar forças com outros gêneros a partir de um estilo despretensiosamente adornado por um vigor bastante pessoal. São características como estas que o tem levado a um reconhecimento cada vez mais constante como se é possível atestar ao longo desses anos por onde tem passado o instrumentista e compositor gaúcho. Um caminho que constituído pela polissemia e  organicidade do seu instrumento acaba evidenciando uma identidade musical de modo muito marcante, distinguindo-o dentre tantos.



Maiores Informações:

LinkWithin