PROFÍCUAS PARCERIAS

Gabaritados colunistas e colaboradores, de domingo a domingo, sempre com novos temas.

ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

Um bate-papo com alguns dos maiores nomes da MPB e outros artistas em ascensão.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

MAURÍCIO TAPAJÓS: SAUDADES DO GORDO

Duas décadas depois o Musicaria Brasil relembra a ausência do cantor e compositor


Por Luís Pimentel



Cantor e compositor com destacada folha de serviços prestados à música brasileira, especialmente na valorização dos artistas e na defesa dos seus direitos, Maurício Tapajós faria 70 anos neste dezembro de 2013; morreu muito novo, em 1995.

O Gordo, como apelidado pelos amigos, era filho do cantor, compositor, pesquisador da MPB e radialista Paulo Tapajós, irmão do ótimo compositor Paulinho Tapajós e da cantora Dorinha (uma daquelas lindas meninas que sedimentaram a estrada do Quarteto em Cy nos anos 70), ambos também falecidos (Dorinha em 1989; Paulinho em 2013).. Compôs em dupla com grandes letristas, como Paulo César Pinhero (Tô voltando), Aldir Blanc (Querelas do Brasil), Hermínio Bello de Carvalho (A Mangueira é lá no céu), Nei Lopes (A cidade se diverte), Cacaso (Carro de boi) e Capinam (A gente ama), entre outros parceiros e tantas outras melodias, construindo uma obra marcada pela canção de protesto e pela inspiração em temas nacionais.

Maurício, arquiteto por formação e criador por vocação, teve canções orquestradas pelo maestro Maestro Radamés Gnatalli e estudou arranjos com Ian Guest. Foi um melodista dos mais inspirados, que compunha e tocava violão com elegância e simplicidade. Sua luta pela dignidade da profissão – com a criação da gravadora Saci, de sociedades de direitos autorais como a Sombrás e a Amar, e na produção de inúmeros shows coletivos – foi sempre reconhecida pelos seus pares : no mesmo ano de sua morte foi realizado no Teatro João Caetano, no Rio, o show tributo "Amigos lembram Maurício Tapajós", com a participação de muita gente do meio musical, como o irmão Paulinho, Mu Carvalho, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Carlinhos Vergueiro, João Nogueira, Sérgio Ricardo, Cristina Buarque, Miúcha, Os Cariocas, O Trio, Cristóvão Bastos, Zezé Gonzaga, Célia Vaz, Alaíde Costa, Moacyr Luz, Marco Sacramento, Paulo Malaguti, Elza Maria e Amélia Rabelo, entre outros.

Em sua saudade, os amigos Moacyr Luz, Luiz da Vila e Aldir Blanc compuseram uma obra-prima, que num trecho diz assim:

“Gordo, ligaram pra mim sobre a hora do enterro/Foi trote, isso tudo não passa de um erro/Me encontra com o riso de sempre no bar”

Maurício Tapajós é um nome para ser sempre lembrado e admirado.

terça-feira, 12 de maio de 2015

LENDO A CANÇÃO

Por Leonardo Davino*



No livro Produção de presença, Hans Ulrich Gumbrecht, sugere que devemos estar atentos para o impacto que os objetos "presentes" exercem sobre nossos corpos. Mas vai além quando observa que as novas tecnologias avançam no objetivo de satisfazer nosso desejo (humano) de presença.

O que são, portanto, Orkut, E-mail, Skype, Messenger... senão tentativas de burlar o processo gradual de abandono e esquecimento da presença no mundo contemporâneo e, de viés, presentificar o(s) outros(s): a alteridade-espelho?

Noutra perspectiva, presentificar algo, ou alguém, é poesia: produções de sentido - tornar presente o que jamais esteve ausente de nós, mas que pelo automatismo cotidiano perdeu a graça e a intensidade. Presentificar é dar cor ao óbvio: o tal óbvio ululante.

Ainda para Gumbrecht, "a poesia talvez seja o exemplo mais forte da simultaneidade dos efeitos de presença e dos efeitos de sentido". Ou seja, ao tentar buscar um sentido único à poesia, com instauração de repertórios, o crítico destrói a poesia: não deixa a canção cantar.
Penso nisso enquanto ouço o sujeito da canção "Aumenta o volume", de Felipe S. e Chiquinho, dizendo: "Aumenta o volume e vai / tão certo de ir / desafeto não faz bem / e porém / espero ser muito mais". Há aqui um desejo metapoético: pré-pensamento; pré-produção de sentidos. Ou pós tudo isso. Um impulso afirmativo da existência.

Claro está que as tecnologias tem ajudado sobremaneira às nossas necessidades de canto. Hoje podemos carregar nossas neosereias na palma da mão. Equipamentos e técnicas de reprodução novas tendem a facilitar isso.

Exemplos simples, mas definidores do contexto atual: Se antes era preciso parar tudo para virar o lado do LP (com sua capacidade limitada de canções), hoje o espaço digital acumula uma quantidade imensa (e muitas vezes impossíveis de serem, de fato, ouvidas) de sensações e sentidos sonoros.

A voz exerce uma força material tamanha sobre nós. Quantas vezes ouvimos alguém dizer que a primeira coisa que faz quando chega em casa é ligar a TV ou o rádio para assim ter a sensação de não estar sozinho em casa?

"Aumenta o volume" (Amigo do tempo, 2010) é convite para que a presença da voz se intensifique e invada nosso corpo de ouvinte: para que o corpo de quem canta possa tocar nossos sentidos: para além da pele. "Esquece o impossível / desperte o infinito / em seu olhar", diz o sujeito brincando sinestesicamente com o ouvinte destinatário da mensagem da canção: todos nós.
Para o sujeito, mais difícil que explicar é ouvir: estar atento e forte às presenças todas que se manifestam na voz mecanicamente reproduzida pelo aparelho. Maior o volume, maior a imersão nas ondas sonoras (naquilo que não pode ser descrito, mas cantado): eis a experiência de sentir a vida pelo corpo todo - tal e qual como sentíamos no útero materno: nossa primeira e paradisíaca (porque infinitamente cantante: abundante) caixa acústica.

As experiências estéticas tentam restituir tal paisagem. E assim como a Eucaristia promete para os cristãos católicos a reprodução infinita da presença do mesmo Cristo, as tecnologias tem nos oferecido a oportunidade de ouvir (presentificar), cada vez mais customizada e individualmente, as vozes necessárias à nossa afirmação no mundo: os cantos de reconhecimento: tão diversos e mutantes quanto nossos desejos, humores e vontades.

A certa altura Gumbrecht pergunta: "Como é possível que ansiemos por esses momentos de intensidade, se eles não nos dão conteúdos nem efeitos edificantes?" Eis o mistério da fé, na vida.


***

Aumenta o volume
(Felipe S. / Chiquinho)

Aumenta o volume e vai
Tão certo de ir
Desafeto não faz bem
E porém
Espero ser muito mais

Sem ter que pisar em ninguém
Em ninguém

Esquece o impossível
Desperte o infinito
Em seu olhar

O mais difícil seja ouvir
E ainda mais que explicar




* Pesquisador de canção, ensaísta, especialista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e doutor em Literatura Comparada, Leonardo também é autor do livro "Canção: a musa híbrida de Caetano Veloso" e está presente nos livros "Caetano e a filosofia", assim como também na coletânea "Muitos: outras leituras de Caetano Veloso". Além desses atributos é titular dos blogs "Lendo a canção", "Mirar e Ver", "365 Canções".

A HISTÓRIA MUSICAL DO RÁDIO NO BRASIL

As música mais executadas no ano de 1955, há exatamente 60 anos atrás, foram estas:

01 - Café Soçaite (Jorge Veiga)
02
 - Saudosa Maloca (Demônios da Garoa)
03
 - Farinhada (Ivon Curi)
04
 - Do-Ré-Mi (Doris Monteiro)
05
 - Hoje Quem Paga Sou Eu (Nelson Gonçalves)
06
 - O Samba do Arnesto (Dem onios da Garoa)
07
 - Samba Fantástico (Jorge Goulart)
08 - Atire a Primeira Pedra (Ataulfo Alves)
09 - Engole Ele Paletó (João Dias)
10
 - Amendoim Torradinho (Silvia Telles)
11
 - Fita Amarela (Aracy de Almeida)
12
 - Praça Mauá (Dolores Duran)
13
 - Ressaca (Zé e Zilda)
14
 - Tiradentes (Roberto Silva)
15
 - Maria Escandalosa (Blecaute)
16
 - Serenata Suburbana (Orlando Corrêa)
17
 - Mr. Sandman (Four Aces)
18
 - Não Foi o Tempo (Orlando Silva)
19 - Em Nome de Deus (Emilinha Borba)
20 - Saudosa Maloca (Marlene)
21
 - Lábios de Mel (Angela Maria)
22
 - Pingo D Água (Francisco Egydio)
23
 - Manchetes de Jornal (Carmen Costa)
24
 - Árvore Daninha (Roberto Silva)
25
 - Bom Dia Mister Eco (Trio Madrigal)
26
 - Escuta (Angela Maria)
27 - Se Essa Nega Fosse Minha (Francisco Egydio)
28
 - Último Desejo (Nelson Gonçalves)
29
 - Quero Beijar-te Ainda (Orlando Silva)
30 - O Menino da Porteira (Luizinho e Limeira)
31
 - Esta Noite Me Embriago (Nelson Gonçalves)
32
 - Lagoa Serena (Dalva de Oliveira)
33
 - Meu Primeiro Amor (Cascatinha e Inhana)
34 - Rainha do Show (João Dias)
35
 - Um Fio de Esperança (Jorge Goulart)
36 - Meu Lamento (Nora Ney)
37
 - Pois é (Ataulfo Alves)
38
 - Iracema (Cascatinha e Inhana)
39
 - Água Lava Tudo (Emilinha Borba)
40
 - Amigos do Samba (Waldyr Azevedo)
41 - Manhã de Carnaval (Agostinho dos Santos)
42
 - Blim, Blem, Blam (Luis Claudio)
43
 - Boêmio (Francisco Carlos)
44 - Rapaz de Bem (Johnny Alf)
45 - Boneca (Claudionor Germano)
46
 - Duas Contas (Trio Surdina)
47 - Dois Tristonhos (Nora Ney)
48
 - Estranho Mistério (Orlando Corrêa)
49
 - Se Eu Morresse Amanhã (Nora Ney)
50 - Mar, Imagem da Vida (Orlando Corrêa)
51 - Marcha da Pipoca (Virginia Lane)
52
 - Adda (Augusto Calheiros)
53
 - Não Me Diga Adeus (Hebe Camargo)
54
 - Cara Mia (David Whitfield with Mantovani)
55
 - Miss Crioula (Odete Amaral)
56
 - Muié de oio Azul (Orlando Silva)
57 - Sereno (Dilú Mello)
58 - Se é Por Falta de Adeus (Doris Monteiro)
59
 - Namorados (Léo Romano)
60
 - Hearts Of Stone (Fontane Sisters)
61
 - Navio Negreiro (Osny Silva)
62
 - Noite de Paz (Vicente Celestino)
63
 - Óculos Escuros (Zezé Gonzaga)
64
 - Quatro Motivos (Nora Ney)
65
 - Recordar (Gilberto Alves)
66
 - Sem Ninguém (Nora Ney)
67 - Tem Nêgo Bebo Aí (Carmen Costa)
68
 - Tenho Medo (Orlando Silva)
69
 - Queira-me Muito (Cascatinha e Inhana)
70
 - Pai Joaquim D Angola (Ataulfo Alves e Suas Pastoras)
71
 - Natal das Crianças (Blecaute)
72 - Come e Dorme (Jazz P.R.A. 8 de Nelson Ferreira)
73
 - The High And The Mighty (Leroy Holmes)
74 - A Voz do Morro (Jorge Goulart)

segunda-feira, 11 de maio de 2015

ARTISTAS BRASILEIROS PROTESTAM CONTRA O GOOGLE, ENTENDA

Por Guilherme Dearo




YouTube: disputa com artistas brasileiros sobre direitos autorais


São Paulo – Na última sexta-feira (17), mais de uma centena de artistas, a começar por Caetano Veloso, postaram uma imagem de protesto contra o Google nas redes sociais.

A imagem dizia: “Alerta Vermelho. Google (YouTube) entra na Justiça Brasileira e seguirá sem pagar direitos autorais aos criadores nacionais". 

"Após anos sem pagar direito autoral aos autores brasileiros, e não fechar um acordo com a União Brasileira das Editoras de Música (Ubem), o Google (YouTube) declarou que apelou ao Poder Judiciário na questão, pedindo que este intervenha, deixando a decisão agora nas mãos da justiça e o dinheiro, que é dos autores, bloqueado”, explicou Caetano.

O Google havia acabado de entrar na justiça contra a Ubem e o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), para resolver uma disputa de mais de dois anos com os artistas brasileiros. A empresa americana tentava, até então, negociar diretamente com a Ubem.

Os artistas questionam o método de pagamento de direitos da empresa. Por conta do impasse, estão sem receber os direitos pela reprodução das músicas há 27 meses.

O Google, então, entrou com uma ação na 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, pedindo ajuda para uma conciliação.

Em nota, a empresa disse que, como prova de boa-fé, havia depositado em juízo cinco milhões de reais, referentes ao pagamento desses meses.

"No Brasil, o YouTube vem negociando de boa-fé com as associações representativas de compositores musicais para garantir que o pagamento de direitos autorais ocorra de uma maneira correta e transparente, beneficiando não apenas as associações, mas também, e principalmente, os compositores”, explicou o Google. 

Segundo a empresa, a sua ferramenta Content ID permite ao dono do direito de autor monitorar um vídeo com um conteúdo seu e reclamar os direitos.

A iniciativa irritou artistas, que consideraram o valor baixíssimo e que a disputa acabaria por se alongar por mais alguns anos.
O impasse

À EXAME.com, a produtora Paula Lavigne, uma das porta-vozes da Associação Procure Saber (APS), grupo que procura estudar e atuar em torno das questões da classe musical e artística no País, explicou o impasse básico sobre o pagamento de direitos: 

"Você escreveu um poema e um artista gravou uma música a partir deste poema. A música foi para a gravadora e parou no YouTube. Este paga para a gravadora o direito de usar som, que repassa uma porcentagem para o cantor. Mas o autor do poema não recebe seu direito autoral", exemplifica.

O YouTube, partindo de um cálculo não divulgado, paga um montante X aos artistas, dependendo do número de views e de cálculos de marketing. Não é um pagamento direto, na proporção "X views, X reais". Além disso, são pagamentos sobre a reprodução da música, dinheiro que vai para as gravadoras. Não é um pagamento sobre o direito autoral daquela composição.

"Uma coisa é o direito fonomecânico, de reprodução daquilo. Outra coisa é o direito autoral. É isso que o Google atualmente não paga. E o cálculo do Google é pouco transparente", diz Paula Lavigne.

"Que fique claro: essa indignação não é só uma 'coisa do Caetano'. Todos os artistas brasileiros estão unidos. Mais de 150 artistas reproduziram a imagem do Procure Saber nos últimos dias, protestando contra o Google", ela explica.

Entre os artistas que apoiam a causa, estão Gilberto Gil, Chico Buarque, Baby do Brasil, Frejat, Skank, Sandy, Emicida, Otto e Lenine.

Sobre o dinheiro, a APS diz que cinco milhões de reais é um valor irrisório pelos 27 meses não pagos por enquanto.

"Cinco milhões seria apenas para o Luan Santtana. São milhares de artistas para receber por 27 meses. Se você dividir esses cinco milhões, não dá nada. Mas nem eu posso dizer com clareza sobre valores e as exigências de cada lado, já que ambas as partes têm pacto de confidencialidade e pouco revelam sobre o caso", diz Paula.

O Google esclareceu, depois, que o valor apresentado é apenas um depósito inicial com objetivo de indicar boa fé nas negociações e que ele não representa a totalidade dos pagamentos que deseja fazer aos titulares de direitos autorais.

Mas o ponto central não é exatamente o valor a ser pago pelos últimos 27 meses, sim o método de pagamento, que não é direto, e a troca de informações entre as partes.

Ainda há outro problema: a Ubem diz representar cerca de 80% dos artistas brasileiros (mas esse número pode ser de 70%). Os produtores independentes não estão contemplados. E o Google está em negociação apenas com a Ubem. Ou seja, muitos artistas não recebem o dinheiro devido e ainda estão de fora das novas negociações.
Resposta da Ubem

Em nota, a União Brasileira das Editoras de Música disse que o YouTube não remunera os autores brasileiros e, assim, age em claro desrespeito a Lei de Direitos Autorais.

"Valendo-se do torpe e demagógico argumento de que é uma ferramenta de difusão da cultura, quando na verdade fatura bilhões em todo o mundo a custa das obras artísticas, o YouTube, empresa integrante do conglomerado Google, distorce os fatos para fugir de suas obrigações no território brasileiro".

Para a Ubem, o Google simplesmente impõe suas regras nos países em que atua para tirar dos artistas a gestão dos seus próprios direitos.


"Cremos que, em breve, o Judiciário revelará a verdade dos fatos, bem como confiamos no pronto restabelecimento do exercício das legítimas prerrogativas constitucionais e legais dos titulares de direitos autorais", completou.
Explicações do Google

O Google afirma que recorreu ao Poder Judiciário porque a Ubem, diante do impasse, requereu que fosse retirado do YouTube o conteúdo musical por ela representado, sem identificar quais conteúdos seriam esses. Para a empresa, isso seria prejudicial para todas as partes.

A empresa ainda explica que propôs à Ubem que, a partir dos dados enviados do YouTube, ela identificasse quais artistas representava, para daí poderem fazerem os cálculos em questão. Mas a Ubem teria se negado a trabalhar sobre essa banco de dados. 

À EXAME.com, a Diretora de Comunicação do Google Brasil, Flavia Sekles, garantiu que os cálculos do Google são transparentes.

"O cálculo é transparente e considera todos os participantes na cadeia da plataforma. O pagamento é um percentual que depende da receita de publicidade gerada em cada vídeo", explica.

"O importante é entender como funciona o YouTube. É apenas uma plataforma sobre a qual usuários colocam conteúdo. O YouTube não posta músicas no próprio site. São artistas, gravadoras, estudios e fãs que o fazem. Por exemplo, a página do Caetano é gerenciada pelo Caetano. Uma vez lá, o conteúdo pode ou não ser remunerado, dependendo se aparecer ou não um anúncio", explica Flavia.

A empresa afirmou que precisa das informações passadas pela Ubem para fazer os cálculos e essa falta de transparência na identificação que está prejudicando o trabalho.

"Uma música pode ter mais que um compositor, e cada um compositor pode ter uma parcela diferente da obra. Um pode ser representado pela Ubem, o outro por outra associação. Como não sabemos o que é ou não representado pela Ubem, oferecemos enviar à associação todo nosso banco de dados, para que identificassem o que é deles, o que entendemos estar de acordo com a Lei de Direitos Autorais, especialmente o artigo 98, parágrafos 6º e 7º", completa.
Intervenção do Ministério da Cultura

Assim que o Google entrou na Justiça, as associações artísticas pediram ajuda ao Ministério da Cultura, que prometeu que iria interceder.

Em nota na semana passada, disse:

"O Ministério da Cultura lamenta que o Google tenha entrado com ação na Justiça Brasileira para a arbitragem dos valores a serem pagos aos autores brasileiros pelo uso de suas músicas no Youtube. Mais uma vez, esses artistas ficarão sem receber de empresas globais de internet pelo uso de suas obras".

O Minc explicou que chamou o Google para saber mais sobre a decisão e garantiu que iria acompanhar o assunto de perto.

"O Governo Brasileiro quer evitar prejuízos aos artistas brasileiros", anunciou.

Hoje (22), o Minc, após reunião com advogados e representantes do Google em Brasília, anunciou que encaminhou à empresa perguntas enviadas por vários artistas e autores referentes ao processo em questão.

A empresa se comprometeu a, em breve, apresentar os esclarecimentos solicitados.

O Ministério ainda afirmou que "proporá à Ubem a realização de reunião a fim de obter maiores esclarecimentos sobre o assunto e buscar uma solução rápida ao litígio, ainda que provisória, para evitar prejuízos aos autores e artistas nacionais".
Repercussão

O músico Frejat, em artigo no jornal O Globo, explica que o método de pagamento de serviços de streaming de música e vídeo ainda se baseiam em regras e contratos de quando gravadoras e músicos atuavam nos meios físicos, não nos digitais.

"Quem explica a razão de as gravadoras receberem do YouTube pelo tamanho das vendas das gravadoras — market share — e não pelas visualizações e de distribuírem royalties muitas vezes baseadas em contratos anteriores à criação da internet? Há uma nova euforia diante dessa mina de ouro encontrada. Os serviços de streaming (Spotify, Rdio, Deezer, Tidal) pagam adiantamentos milionários às gravadoras, e os criadores ainda não viram — e já pressentem que não verão — a cor desse dinheiro", escreveu.

Outros, como o músico Dado Villa-Lobos, explicam que serviços de streaming de fato direcionam boa parte de suas receitas (cerca de 70%) aos donos do conteúdo por direito. Mas que a maior parte vai para as gravadoras.

Na era pré-internet, ainda com domínio dos CDs, as gravadoras de fato recebiam boa parte do dinheiro pelos direitos fonográficos por terem custos com produção, distribuição, armazenamento. Hoje, na era digital, essa distribuição já não se justifica quando se fala de streaming. Assim, artistas concordam que os compositores e músicos deveriam receber uma parcela direta maior.

Nos EUA, artistas de peso como Jay-Z, Beyoncé, Madonna e Daft Punk se uniram para criar a plataforma de streaming Tidal, justamente por estarem insatisfeitos com a forma de pagamento de empresas como Deezer e Spotify.

Pessoas ligadas à classe consideram que é difícil de isso acontecer no Brasil, pelo menos por enquanto, já que por aqui os artistas têm menos dinheiro para tamanha empreitada e o mercado digital ainda está numa fase diferente em relação ao mercado americano.

SPOTIFY DIVULGA LISTA DAS MÚSICAS DE ROCK MAIS OUVIDAS POR BRASILEIROS

Nirvana, Arctic Monkeys e Metallica estão entre as bandas mais escutadas no serviço de streaming



O serviço de streaming Spotify divulgou a lista das músicas de rock mais ouvidas pelos usuários brasileiros. O gênero foi dividido em três categorias: Alternative Rock, Indie Rock e Metal. As bandas Nirvana, Arctic Monkeys e Metallica ficaram no topo de cada uma, respectivamente.

Alternative Rock

01 - Nirvana - Smells like teen spirit
02 - Red Hot Chili Peppers - Scar tissue
03 - Foo Fighters - Something from nothing
04 - Red Hot Chili Peppers - Californication
05 - Red Hot Chili Peppers - Snow (hey oh)
06 - The White Stripes - Seven nation army
07 - Three Doors Down - Here without you
08 - Foo Fighters - Best of you
09 - System Of A Down - Chop suey!
10 - System Of A Down - Toxicity


Indie Rock

01 - Arctic Monkeys - Do I wanna know?
02 - Foster The People - Pumped up kids
03 - The Killers - Mr. brightside
04 - Arctic Monkeys - Why'd you only call me when you're high?
05 - Phoenix - Lisztomania
06 - The Black Keys - Lonely boy
07 - Arctic Monkeys - Arabella
08 - The White Stripes - Seven nation army
09 - Two Door Cinema Club - What you know
10 - MGMT - Kids


Metal

01 - Metallica - Enter sandman
02 - Black Sabbath - Paranoid
03 - Motorhead - Ace of spades
04 - Black Sabbath - Iron man
05 - Iron Maiden - Fear of the dark
06 - Metallica - Master of puppets
07 - Scorpions - Wind ff change
08 - Pantera - Walk
09 - Iron Maiden - The trooper
10 - Europe - The final countdown


Fonte: Correio Braziliense

PROGRAME-SE


domingo, 10 de maio de 2015

PROGRAME-SE


ADYLSON GODOY COMEMORA, EM GRANDE ESTILO, 50 ANOS DE CARREIRA


Adylson Godoy tem uma notável carreira como compositor, arranjador e instrumentista. Agora em 2015 o músico completa 50 anos de atividades. Para comemorar, sobre ao palco do Teatro do Sesc Vila Mariana na sexta-feira, 15 de Maio, às 21 horas.

No show, evento único, Adylson Godoy estará acompanhado pela Camerata Erudson e terá como convidados especiais seus dois irmãos – Amilton Godoy, piano, e Amilson Godoy, regência da orquestra – e, ainda, a cantora Adriana Godoy, sua filha.

No programa, nove de suas composições – duas delas peças eruditas –, uma releitura do clássico “Aquarela do Brasil” e um pot-pourri reunindo alguns dos principais sucessos da era dos festivais.

Adylson Godoy é um dos grandes músicos de sua geração. Nascido em Bauru, integra uma famí­lia de músicos que tem como membros mais ilustres seus irmãosAmilton (pianista, líder do Zimbo Trio) eAmilson (maestro, fundador e regente da Orquestra Sinfônica Arte Viva). Isto sem considerar a mãe deles, dona Vitória, hoje com 100 anos de idade e ainda capaz de sentar-se ao piano e emocionar a plateia tocando ao piano “La Cumparsita”. Vale ainda lembrar que os três, Adylson,Amilton e Amilson, há mais de 40 anos têm tido papel fundamental na formação de centenas de novos músicos através doCLAM-Centro Livre de Aprendizagem Musical, uma das melhores escolas de música do País.

Na família, Adylson Godoy sempre se destacou como o compositor, a par de atuar também como arranjador e pianista. Em seu currículo constam dezessete prêmios em Festivais (FIC Maracanãzinho, TV Excelsior, TV Record), sendo quatro deles primeiros lugares. Conquistou ainda o primeiro prêmio no Festival Internacional de Música da Venezuela (Onda Nueva), em 1972, quando concorreu com compositores como Astor Piazzolla e Dave Grussin e teve seu trabalho avaliado por um júri composto por Franck Pourcel, Elmer Bernstein e Charlie Byrd. Sua vitória se deu com a música “Heroica”, apresentada pelo Zimbo Trio e a cantora Sílvia Maria, com arranjo assinado pelo maestro Cyro Pereira.

Em alta na cena da MPB – O marco inicial da carreira de Adylson Godoy foi a gravação, pelo Zimbo Trio – em 1965, no LP de estreia do grupo –, de seu tema instrumental “Zimbo Samba”. No mesmo ano, e igualmente importante, foi a gravação por Elis Regina de sua composição “Sou Sem Paz”, naquele que é considerado o primeiro disco compacto de Elis como cantora de MPB.

Nos anos seguintes Adylson Godoy continuou em alta na cena da MPB. Em 1966, por exemplo, assinou a direção musical e os arranjos do LP “Dois na Bossa, Volume 2”, disco de Elis Regina e Jair Rodrigues que incluiu também duas composições suas. Nesse período foi diretor musical dos programas “Fino da Bossa”, “Corte Royal Show” e “Programa Hebe Camargo”, além de comandar o programa “Boa Tarde Cartaz”, na TV Excelsior. De 1998 a 2003 apresentou e dirigiu o “Programa Adylson Godoy - Vida e Arte”, na Redevida de Televisão.

Compositor prolífico, Adylson Godoy tem mais de 150 músicas gravadas, por nomes como Elizete Cardoso, Taiguara, Alaíde Costa, Walter Wanderley, Agnaldo Rayol, Clara Nunes e muitos e muitos outros.

O que poucos sabem, ou lembram, no entanto, é da atuação de Adylson Godoy em prol da valorização dos compositores brasileiros. É presidente da ASSIM-Associação de Intérpretes e Músicos, entidade fundada por Elis Regina, Théo Barros e Amilson Godoy com a finalidade e a preocupação de lutar pelo aperfeiçoamento do processo de arrecadação e distribuição dos direitos de autor.

Como advogado, desempenhou papel importante nos bastidores da resistência contra a Ditadura Militar. Em tempos de exceção, Adylson conseguiu, entre outras coisas, que compositores exilados pudessem receber os direitos autorais de suas músicas – dois deles ninguém menos que Caetano Veloso e Gilberto Gil, à época exilados em Londres.


S E R V I Ç O

ADYLSON GODOY: 50 anos de carreira
Sexta-feira, 15 de Maio, 21 horas

Convidados especiais:
Amilton Godoy, piano
Amilson Godoy, regência
Adriana Godoy, canto

Músicos:
ADYLSON GODOY (piano e canto)

CAMERATA ERUDSOM:
Ângela Coltri, flauta
Gustavo Bonin, clarinete
Isaac Franklin, fagote
André Massuia, oboé
Eder Tavares, trompa
Odésio Gericó, trompete
Gerson Galante, saxofone
Renato Farias, trombone
Felipe Furnari, contrabaixo acústico
Manuel Cruz, contrabaixo
Ricardo Berti, bateria
André Kurchal, percussão


Programa
Tristeza Que Se Foi (Adylson Godoy)
Heroica (Adylson Godoy)
Sou Sem Paz (Adylson Godoy)
Eternidade (Adylson Godoy e Luiz Chaves)
Meu Tamborim (Adylson Godoy)
É Demais Sonhar Você (Adylson Godoy)
Samba 40 Graus (Adylson Godoy) - Participação especial: Amilton Godoy (piano)
Rapsódia Número 1 para piano e orquestra (Adylson Godoy) Adylson Godoy, piano
Fantasia Espanhola - Aria, para voz, oboé e orquestra (Adylson Godoy) Adylson Godoy, piano
Aquarela do Brasil (Ary Barroso) [a seis mãos!] Participações especiais: Amilton Godoy (piano) & Amilson Godoy (regência)

“Era dos Festivais”
Pot-pourri com as músicas “Arrastão” (Edu Lobo e Vinícius de Moraes), “Disparada” (Geraldo Vandré e Theo de Barros), “Ponteio” (Edu Lobo e José Carlos Capinan), “Domingo no Parque” (Gilberto Gil), “A banda” (Chico Buarque), “Andança” (Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós), “Divino Maravilhoso” (Caetano Veloso) e “Alegria Alegria” (Caetano Veloso) - Adylson Godoy (piano) & Manuel Cruz (contrabaixo) - Participação especial: Adriana Godoy, canto


Sesc Vila Mariana - Teatro (620 lugares)
Rua Pelotas 141, tel. 5080-3000

sescsp.org.br l Facebook, Twitter e Instagram: /sescvilamariana

Estacionamento: R$ 3 a primeira hora + R$ 1 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 6 a primeira hora + R$ 2 a hora adicional (outros). 200 vagas.


Ingressos
R$ 25,00 (inteira)
R$ 12,50 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante) l R$ 7,50 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes/Credencial Plena.

À venda em todas as unidades do Sesc

Venda online a partir de 5/5, às 16h; nas bilheterias, a partir de 6/5, às 17h30. Limitado a seis ingressos por pessoa.

Horários da bilheteria: Terça a sexta-feira, das 9h às 21h30; sábado, das 10h às 21h; domingo e feriado, das 10h às 18h30).

Duração - 90 minutos

Classificação etária - Não recomendado para menores de 12 anos

DONA SELMA DO COCO MORRE E DEIXA CULTURA PERNAMBUCANA DE LUTO

Cantora e compositora, que tinha o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, faleceu na tarde de ontem, sábado, (9/maio)


Por Mateus Araújo





"Estou morrendo", repetiu duas vezes Dona Selma do Coco durante entrevista ao Jornal do Commercio, em 2013, para o caderno especial sobre os Patrimônios Vivos de Pernambuco – publicado naquele ano. “(Agradeço) o prestígio que (as pessoas) têm por mim e o valor que dão ao meu trabalho. Um muito obrigado e um ‘tchá’”, disse a cantora num trecho do vídeo gravado na sua casa, no Largo do Amparo, Olinda. Neste sábado, às 16h50, a ex-tapioqueira e uma das mais queridas e populares artistas pernambucanas morreu, aos 85 anos, deixando fãs, amigos e familiares sem sua simpatia e a gargalhada eternizada em canções: “Rá-rá”.

Dona Selma estava internada no Hospital Miguel Arraes, no Grande Recife, desde o dia 11 de abril, após cair no banheiro de casa ao sentir uma tontura. Ao dar entrada na unidade, além de uma fratura no fêmur, ela foi diagnosticada com uma infecção urinária (controlada pelos médicos). Segundo seus familiares, Selma também estava com um dos rins paralisado e teve um aneurisma. No dia 23, a cantora fez uma cirurgia no fêmur e, em seguida, foi para a UTI, chegando a ser entubada. No dia seguinte, apresentou melhora e recebeu visita dos parentes. Neste sábado, ela não resistiu e morreu. Selma do Coco criou 13 sobrinhos e teve apenas um filho, Zezinho, que morreu em 2010 – desde então, Selma vivia abalada.

Confira o vídeo produzido para o Especial Pernambuco Vivo, veiculado em 2013.


sábado, 9 de maio de 2015

SETE PERNAMBUCANOS CONCORREM AO PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA, CONFIRA INDICADO

Cerimônia, em homenagem a Maria Bethânia, terá shows de Lenine, Johnny Hooker, Alcione, Antônio Nóbrega, Mônica Salmaso, Fernanda Montenegro, Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Chico César e Zélia Duncan



Nação Zumbi, Alceu Valença, Glorinha do Coco e Johnny Hooker estão na disputa


Coquista desde criança, seguindo a herança deixada pela mãe, Dona Glorinha do Coco é uma das finalistas do 26º Prêmio da Música Brasileira com o primeiro disco da carreira, lançado em 2013. A matriarca do Coco do Amaro Branco, de 80 anos, concorre nas categorias Melhor Álbum Regional e Cantora Regional da disputa, a mais famosa do segmento no país. 

“Minha mãe era coquista e eu aprendi com sete anos de idade. Eu ficava em pé no tamborete de madeira, ela cantando e eu respondendo. Estou com 80 e ainda estou no coco de roda”, conta Dona Glorinha. “Achei ótima a indicação. Vai ajudar a divulgar o coco”, comemora.

Na lista estão outros seis representantes de Pernambuco: Johnny Hooker (Cantor de Canção Popular, por Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito!), Alceu Valença (Álbum de MPB, porValencianas, e Cantor Regional, por Amigo da arte), Nação Zumbi (Grupo de Pop/Rock/Reggae/Hop Hop/Funk, por Nação Zumbi), Quinteto Violado (Grupo Regional, por Eu disse freeevo), Anastácia (Cantora Regional, por 60 anos de forró e MPB) e a dupla de repentistas Caju e Castanha (Álbum infantil, por No ritmo da emboladinha). 

Os 106 concorrentes foram selecionados a partir de 977 CDs e 101 DVDs inscritos, distribuídos em 16 categorias. O Rio de Janeiro é o campeão de indicações, com 36. São Paulo, com 24, e Bahia, com 11, vêm em seguida. Pernambuco e Minas Gerais dividem a quarta posição, com nove cada.


A cantora Mônica Salmaso é a recordista de indicações, em quatro categorias: Melhor Cantora, Melhor Disco (Corpo de baile, na categoria MPB), Melhor Arranjador (Luca Raele, por Corpo de baile) e Melhor Canção (Sedutora, de Guinga e Paulo César Pinheiro).

Fernanda Takai, Hamilton de Holanda, Ney Matogrosso, Gilberto Gil e As ganhadeiras de Itapuã concorrem a três troféus. Outros nomes na disputa são Francis Hime, Victor e Léo, Luiz Caldas, Caetano Veloso, Luiz Melodia, Marisa Monte e Alice Caymmi.

A cerimônia de anúncio dos prêmios, em homenagem aos 50 anos de carreira de Maria Bethânia, será no dia 10 de junho, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Os pernambucanos Lenine, Johnny Hooker (com Alcione) e Antônio Nóbrega (com Mônica Salmaso) participam do tributo, além de Fernanda Montenegro, Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Chico César e Zélia Duncan. Os atores Alexandre Nero e Dira Paes apresentaram a festa, com roteiro de Zélia Duncan e direção geral de José Maurício Machline.


Confira a lista dos indicados às 16 categorias:

CATEGORIA ARRANJADOR

- Francis Hime por Navega ilumina – Francis Hime 
- Luca Raele por Corpo de baile – Mônica Salmaso
- Mario Adnet por Dorival Caymmi Centenário – Vários intérpretes


CATEGORIA CANÇÃO

Melhor canção
- Ano bom, de Arrigo Barnabé e Luiz Tatit – intérpretes Arrigo Barnabé, Luiz Tatit e Lívia Nestrovski (CDDe nada mais a algo além)
- Alguma voz, de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro – intérprete Dori Caymmi (CD Setenta anos)
- Sedutora, de Guinga e Paulo César Pinheiro – intérprete Mônica Salmaso (CD Corpo de baile)


CATEGORIA PROJETO VISUAL

Artista
- Erasmo Carlos, disco Gigante gentil – Crama Design Estratégico
- Fernanda Takai, disco Na medida do impossível – Hardy Design
- Skank, disco Velocia – Marcus Barão


CATEGORIA REVELAÇÃO

Artista
- As ganhadeiras de Itapuã, disco As ganhadeiras de Itapuã
- Jean Charnaux, disco Matrizes
- Luiz Guilherme Pozzi, disco Brahms e Liszt: Piano sonatas


CATEGORIA CANÇÃO POPULAR

Álbum 
- Abstraia, baby, de Luciano Salvador Bahia, produtor Luciano Salvador Bahia
- Matéria estelar, de Rhaissa Bittar, produtor Daniel Galli
- Na medida do impossível, de Fernanda Takai, produtor John Ulhoa

Melhor dupla
- César Menotti e Fabiano (Memórias anos 80 e 90)
- Victor e Léo (Viva por mim)
- Zezé di Camargo & Luciano (Teorias de Raul)

Grupo
- Mustache e os apaches (Mustache e os apaches)
- Radiolaria (Vermelho)
- Saulo Duarte e a Unidade (Quente)

Cantor
- Johnny Hooker (Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito!)
- José Augusto (Quantas luas)
- Luiz Caldas (Além da porta)

Cantora
- Carla Gomes (O tempo sou eu)
- Fernanda Takai (Na medida do impossível)
- Roberta Miranda (Roberta canta Roberto)


CATEGORIA INSTRUMENTAL

Álbum
- Hamilton de Holanda trio, de Hamilton de Holanda, produtores Hamilton de Holanda e Marcos Portinari
- O clássico violão popular brasileiro, de Duo Assad – Sérgio e Odair Assad, produtores Sérgio Assad e Odair Assad
- Roendopinho, de Guinga, produtor Luiz Carlos Pavan e Peter Finger

Solista 
- Hamilton de Holanda (Hamilton de Holanda trio)
- Lula Galvão (Saudade do futuro, futuro da saudade)
- Toninho Ferragutti (Comum de dois)

Grupo
- Hamilton de Holanda trio (Hamilton de Holanda trio)
- Jaques Morelenbaum e Cello samba trio (Saudade do futuro Futuro da saudade)
- Quarteto Maogani (Pairando: Maogani interpreta Nazareth)


CATEGORIA MPB

Álbum
- Gilbertos sambas, de Gilberto Gil, produtores Bem Gil e Moreno Veloso 
- Corpo de baile, de Mônica Salmaso, produtor Teco Cardoso
- Valencianas, de Alceu Valença e Orquestra Ouro Preto, produtor Rodrigo Toffolo 

Grupo
- Casuarina (No passo de Caymmi)
- Clube do balanço (Menina da janela) 
- ZR Trio (O vento na madrugada soprou)

Cantor
- Caetano Veloso (Itunes session)
- Gilberto Gil (Gilbertos samba)
- Luiz Melodia (Zerima)

Cantora
- Leny Andrade (Iluminados)
- Mônica Salmaso (Corpo de baile)
- Nina Becker (Minha Dolores)


CATEGORIA POP/ROCK/REGGAE/ HIPHOP/FUNK

Álbum
- Atento aos sinais: Ao vivo, de Ney Matogrosso, produtores João Mário Linhares e Sacha Amback
- Multishow, ao vivo: 30 anos, de Os Paralamas do Sucesso, produtor Leo Garrido
- Rainha dos raios, de Alice Caymmi, produtor Diogo Strausz

Grupo
- Nação Zumbi (Nação Zumbi)
- Os Paralamas do Sucesso (Multishow ao vivo: 30 anos)
- Skank (Velocia)

Cantor
- Erasmo Carlos (Gigante gentil)
- Ney Matogrosso (Atento aos sinais: Ao vivo)
- Zeca Baleiro (Calma aí, coração)

Cantora
- Alice Caymmi (Rainha dos raios)
- Juçara Marçal (Encarnado)
- Marisa Monte (Verdade, uma ilusão tour 2012/2013)


CATEGORIA REGIONAL

Álbum
- As Ganhadeiras de Itapuã, de As Ganhadeiras de Itapuã, produtor Alê Siqueira
- Devoção, de Carlos Farias e coral das lavadeiras, produtor Carlos Farias 
- Dona Glorinha do Coco, de Dona Glorinha do Coco, produtor Isa Melo

Dupla
- César Oliveira e Rogério Melo (Cancioneiro do Rio Grande do Sul)
- Tião Reis e Zé Mineiro (Dieta do chá)
- Zé Mulato e Cassiano (Ciência matuta)

Grupo
- As ganhadeiras de Itapuã (As Ganhadeiras de Itapuã)
- Carlos Farias e coral das lavadeiras (Devoção)
- Quinteto Violado (Eu disse freeevo!)

Cantor 
- Alceu Valença (Amigo da arte)
- Luiz Caldas (Calundu)
- Mestrinho (Opinião)

Cantora
- Anastácia (60 anos de forró e MPB)
- Dona Glorinha do Coco (Dona Glorinha do Coco)
- Marlui Miranda (Fala de bicho, fala de gente)


CATEGORIA SAMBA

Álbum
- Beth Carvalho ao vivo no Parque Madureira, de Beth Carvalho, produtores Beth Carvalho e Afonso Carvalho
- Grupo semente, de Grupo semente, produtores Eduardo Neves e Grupo Semente
- Passado de glória – Monarco 80 anos, de Monarco, produtor Mauro Diniz

Grupo
- Demônios da garoa (Um samba diferente)
- Fundo de quintal (Só felicidade)
- Grupo Semente (Grupo Semente)

Cantor
- Arlindo Cruz (Herança popular)
- Martinho da Vila (Enredo)
- Monarco (Passado de glória: Monarco 80 anos)

Cantora
- Alcione (Eterna alegria: Ao vivo)
- Beth Carvalho (Beth Carvalho ao vivo no Parque Madureira)
- Mariene de Castro (Colheita)


FINALISTAS – ESPECIAIS

DVD
- Caetano Veloso, por Abraçaço, diretores Paula Lavigne e - Fernanda Young
- Gilberto Gil, por Gilbertos samba ao vivo, diretor Andrucha Waddington
- Ney Matogrosso, por Atento aos sinais: Ao vivo, diretor Felipe Nepomuceno

Álbum língua estrangeira
- Edith, de Fábio Jorge, produtor Bruno Pompeu
- Mode human, de Far from Alaska, produtor Pedro Garcia
- The Chico Buarque experience, de vários, produtor O.J.Castro

Álbum erudito
- Presença de Villa-Lobos, de Hugo Pilger e Lúcia Barrenechea, produtor Carlos de Andrade
- Prokofiev – Sinfonia n° 1, n° 2 e Sonhos, da OSESP, produtor Ulrich Schneider
- Villa-Lobos – Sinfonia n° 10, Ameríndia, da OSESP, produtor Ulrich Schneider

Álbum infantil
- Banda Mirim 10 anos: Orimeira cartilha e segunda cartilha, de Banda Mirim, produtor Banda Mirim
- No ritmo da emboladinha, de Caju e Castanha, produtores Caju, Castanha e João Marcelo Boscoli
- Zoró (bichos esquisitos) vol. 1, de Zeca Baleiro, produtor Guilherme Kastrup

Álbum projeto especial
- Ballet de azul e vento, de Alexandre Guerra, produtor Alexandre Guerra
- De nada mais a algo além, de Arrigo Barnabé, Luiz Tatit e Lívia Nestrovski, produtor Mario Manga
- Dorival Caymmi centenário, de vários intérpretes, produtores Dori Caymmi e Mario Adnet 

Álbum eletrônico
- Abaporu, de Gui Boratto, produtor Gui Boratto
- Mafagafo, de Guga Machado, produtores Gabriel Triani e Renato Galozzi
- Zambê, de Donatinho, produtores Donatinho e Alex Moreira

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