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sexta-feira, 17 de março de 2017

MARCELO JENECI FAZ SHOW NO CINETEATRO SÃO LUIZ

O cantor e compositor, Marcelo Jeneci, desembarca em Fortaleza no próximo dia 19 para apresentar seu novo espetáculo "Jeneci Solo", às 18 horas, no Cineteatro São Luiz. Esta é a primeira vez que o artista subirá ao palco sozinho para mostrar suas canções de maiores sucesso e algumas inéditas. A venda online dos ingressos começou no início do mês ao valor, do primeiro lote, de R$ 20 inteira e R$ 10 meia.

O artista promete uma nova roupagem para as canções "Felicidade", "Pra sonhar", "O Melhor da vida", "Quarto de dormir", "A vida é bélica" e "Amado", esta última foi uma das trilhas sonoras de "A Favorita", novela da Rede Globo.

Jeneci é dono de muitos sucessos. Entre eles está o seu disco "De Graça" que concorreu ao Grammy Latino de 2014 na categoria "Melhor Álbum de MPB". O disco também fez com que o cantor levasse o prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte de ‘Melhor Compositor’

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

MARCELO JENECI ATENDE PEDIDO E CANTA EM CASAMENTO DE FÃ, NO DF

Letícia Moreira fez um vídeo com o pedido e publicou nas redes sociais. A postagem viralizou na web e o cantor se apresentou no casamento dela com Alain Lopes

Por Diego Ponce de Leon 



“Oi, Marcelo! Meu nome é Letícia e moro em Brasília. Eu namoro o Alain há três anos e estamos noivos e, diferentemente da maioria das mulheres, não tinha o sonho de entrar na igreja de branco, de véu e grinalda. Só que depois de ver o clipe da sua música Pra sonhar, despertou no meu coração essa vontade.” Assim começava a mensagem que a servidora pública Letícia Moreira escreveu para o cantor paulista Marcelo Jeneci.

Ao término da publicação, postada em uma rede social, Letícia revelava os motivos que a levaram a procurar o artista: Marcelo faria show no mesmo dia de seu casamento. E — não custava sonhar — convidou o artista para cantar enquanto entrasse na igreja. Para fortalecer o pedido, fez um vídeo no qual conta um pouco da história ao lado de Alain.

A publicação logo chamou a atenção dos internautas, que passaram a torcer para que Jeneci se sensibilizasse com a história e comparecesse à cerimônia. Curtidas e compartilhamentos depois, a produtora do cantor o avisou. Ele não hesitou: aceitou o convite.


Sonho realizado 

“Esse momento do casamento é muito forte. Gosto de estar perto, e poder fazer a trilha é um privilégio. Por isso, quis participar”, comentou o cantor no trajeto ao casamento. O artista terminou a passagem de som, no Setor de Clubes, onde o show estava marcado, e seguiu para Ceilândia. 

“Estou me lembrando do meu casamento. Como foi importante aquele dia. Eu sei bem qual a força daquele raio”, disse, enquanto recordava memórias e falava em felicidade e alegrias. O artista paulista revelou que, durante a carreira, teve a oportunidade de testemunhar alguns pedidos de casamento: “Há quem nos procure para fazer o pedido durante nossa apresentação. Eu costumo dizer sim, mas dou uma sondada antes para ter certeza de que se trata de algo sincero e movido pelas melhores intenções”. Assim, Jeneci viu muita gente dando os primeiros passos do casamento em seus shows. “Mas, de fato, cantar em um casamento será a primeira vez.” 

Ao chegar à Paróquia Santo Antônio, em Ceilândia, Jeneci logo encontrou o noivo, o policial militar Alain Lopes. Emocionado, Alain agradeceu a presença do artista e falou de quão especial era tê-lo por ali. Madrinhas, padrinhos e convidados perceberam o movimento atípico do lado de fora e foram conferir o motivo de rebuliço. A comoção pela presença do cantor foi geral. 

Ao entrar, de véu e grinalda, Letícia foi recebida ao som de Pra sonhar, a canção que a levou a idealizar um casamento especial. Acompanhado da voz de Laura Lavieri e do violão de Regis Damasceno, Jeneci ecoou pelos quatro cantos da igreja e fez muita lágrima escorrer. 

Sem quebrar o protocolo, o padre deu início às celebrações e ao rito do matrimônio. Letícia não teve a chance de abraçar e agradecer ao músico, mas incumbiu algumas amigas, que cumpriram perfeitamente as orientações da noiva. Elas correram e puderam entregar a Jeneci uma lembrança escolhida por Letícia horas antes. Como manda o figurino, fizeram fotos com o artista e reforçaram em coro o sentimento de gratidão que pairava. 

No retorno, o cantor e compositor exibia um semblante sereno e um sorriso no canto do lábio. “Estou feliz”, disse. Se a alegria tomou conta do músico, difícil imaginar a emoção de Letícia e Alain. Na busca por um final feliz, eles começaram muito bem.

domingo, 10 de novembro de 2013

PROGRAME-SE


sexta-feira, 5 de julho de 2013

CONHEÇA LAURA LAVIERI, PARCEIRA MUSICAL DE MARCELO JENECI

Por Guilherme Bryan





Quando o cantor Marcelo Jeneci começou a se destacar em 2010, após o lançamento do primeiro álbum Feito para acabar, rapidamente a garota meiga, baixinha e de voz cristalina e doce que o acompanhava também chamou atenção. Três anos depois, Laura Lavieri já é reconhecida no cenário da música brasileira, passa a ser convidada para projetos especiais, como o novo álbum do cantor Guilherme Arantes e o de estreia da banda Hidrocor, e se prepara para lançar mais um trabalho com o amigo.

“A gente foi parceiro desde o início de se ajudar e se incentivar, em coisas muito indiretas, por exemplo, de como cantar algo, como dividir a métrica e que sentimento tem aquela música. Eu vejo o quanto aprendi a cantar e fazer música com ele e ele comigo. Trocamos muitas coisas e continuamos trocando, o que aparece agora também por letras e algumas melodias”, conta a cantora de 23 anos, que garante ter muito mais uma amizade do que um compromisso profissional com Marcelo Jeneci. “Por isso eu acredito que sou sortuda e que todo mundo poderia viver uma história como essa, o que deixaria o mundo mais verdadeiro, porque de um bom encontro, naturalmente coisas boas virão”, acrescenta.


Os dois se conheceram quando Laura Lavieri tinha 16 anos, em razão de Marcelo Jeneci ser amigo e tocar com o pai dela, o falecido músico Rodrigo Rodrigues, integrante do grupo Música Ligeira. “Marcelo foi uma herança muito boa na minha vida. Ele era amigo do meu pai e eu sempre o via na minha casa, ensaiando. Depois que meu pai morreu, o reencontrei e foi super legal, porque facilmente percebemos que éramos amigos e nos entendemos muito bem musicalmente. A nossa paixão pela música era parecida. Foi bem natural o encantamento de um pelo outro. E o que é muito legal no trabalho do Marcelo é que é muito verdadeiro. Então, a nossa parceria não foi muito diferente. Tudo o que as pessoas veem e o que a gente expõe é, na verdade, o resultado de uma amizade e de um encontro musical de duas pessoas que tinham muitos assuntos em comum”, explica.


Marcelo Jeneci e Laura Lavieri voltaram a se encontrar em 2005, num show em homenagem a Rodrigo Rodrigues, em que ela cantou Across the Universe, dos Beatles. Desde então, os dois não se separaram mais. “Quando eu encontrei o Marcelo, eu tive vontade de dizer aquelas coisas. Gostei muito daquelas músicas, me identifiquei muito e tive vontade de dar voz àquilo”, garante. Um dos momentos mais bonitos do álbum é quando eles cantam juntos músicas que hoje são consagradas como Felicidade.


A música entrou muito cedo na vida de Laura Lavieri, que chegou a começar o curso de Psicologia, mas trancou a matrícula em função da quantidade de faltas provocadas em nome dos compromissos musicais. “Meu pai era músico e tocava muitos instrumentos de maneira autodidata – clarinete, violão, piano, saxofone. Tinha uma banda que era Música Ligeira, com o Mario Manga, que tocava cello. Eu sempre tive muito contato e fui interessada em música e instrumentos em geral. Chegou uma hora que eu quis. Fomos assistir um concerto do Quebra-Nozes e eu falei que queria tocar cello. Acho que era uma coisa natural. Era o ambiente que eu meio que cresci. Então não foi muito surpreendente. Também sempre gostei muito de cantar. Mas nunca fui atrás disso. Meu pai adorava dizer que nunca poderia fazer aula de canto, que seria um erro. Então não iria contrariá-lo. Mas as coisas foram acontecendo e os amigos dele foram me puxando para cantar”, conta, lembrando que o pai fazia questão de atravessar São Paulo para levá-la nas aulas de cello.


Laura Lavieri se prepara agora para enfrentar, ao lado de Marcelo Jeneci, o desafio do segundo álbum, no qual terá pelo menos uma música como compositora. “Tem um fantasma aí. É engraçado porque é um clichê e, como todo clichê, é verdadeiro (risos). O bom do primeiro álbum é que não esperávamos nada e nem tinha como esperar, porque não sabíamos o que seria. Então poderíamos ficar tranquilos. Como o primeiro teve uma boa resposta, o segundo já fica: ‘Será que vai ser tão bom?’. Espero que o que tiver de melhor dele, como foi o que teve o melhor do anterior, continue: as pessoas realmente receberem o que estamos querendo dizer”, torce.


Com relação à possível carreira solo, a cantora é categórica de que ainda não tem nada pensado a respeito. “Eu não tenho nenhum plano de projeto pessoal meu configurado, mas sei muito bem das coisas que me agradam (risos). Acho que em algum momento sentirei a necessidade de ter um projeto meu. Mas ainda não senti necessidade. Estou escrevendo muito e acho que em algum momento isso pode virar música”, anuncia. De todo modo, ela se dedica a outros projetos, como o do tributo ao compositor Péricles Cavalcanti, onde cantou Quem nasceu? “A gente brinca que é operário da música. O nosso jargão é que estamos ali para servir à música. Então onde ouvirmos algum chamado da música e houver uma vontade de no colocarmos junto com a música, para ela ou através dela, faremos. No caso, todo mundo ali trabalha com outras bandas e eu acabei fazendo isso também. Não trabalhei fixo com ninguém, mas em projetos que apareceram pontuais e que me identifiquei. Então onde eu ver uma necessidade de expressar alguma coisa ou um convite em que me encaixe, eu prontamente estarei lá”, finaliza.

terça-feira, 16 de abril de 2013

TODO REINADO É BREGA

Por Marcelo Jeneci

Roberto Carlos antes de ser Roberto Carlos era tudo isso que conhecemos hoje e muito mais. O grande compositor e cantor já morava dentro daquele jovem com cabeça de homem e coração de menino.

Tentem desconstruir o mito...

Pensem nele no auge de seus 18 anos. Imaginem um jovem amigo da família com seu violão tímido, querendo mostrar algumas canções que acabara de fazer.

Aquele vozeirão já existia no garotão. Com 20 anos ele gravou seu primeiro álbum, Louco Por Você, e, aos 21, fez o histórico Splish Splash. Simples assim, aparentemente, começa a história de uma das pessoas mais cultuadas até hoje no Brasil.

A televisão precisava de alguém que alcançasse o coração dos brasileiros. O Brasil precisava de alguém que cantasse pra tornar o dia a dia do trabalhador menos insuportável. Com o alcance poderoso de sua voz e das sínteses de suas canções - que ora triscavam na ingenuidade da juventude, ora na religiosidade das pessoas e ora dava voz aos sentimentos mais puros e verdadeiros que todos nós temos - ele acalentava o país de canto a canto, comovendo e embalando muitas multidões. Não demorou muito pra que ele fosse eleito “Embaixador da Fé em Deus e no Amor”. Nascia então o Rei Roberto Carlos.

Seu diálogo com Caetano Veloso, por exemplo, nos rendeu 3 lindíssimas canções. Roberto fez “Debaixo dos Caracóis”, Caetano lhe respondeu com “Força Estranha” e, depois de um desentendimento entre eles, Roberto desabafou com “Fera Ferida”. Caminhar na linha que une o popular e o sofisticado, o intelectual e o comercial é de fato tarefa pra poucos e ele esteve lá.

Mas como todo reinado é brega, vieram no pacote todos os exageros que costumam existir nele. Mantos estranhos, coroas estranhas, súditos estranhos, conselheiros estranhos, cabelos estranhos, além de isolamento, distanciamento e tristeza.

A mesma televisão que constrói, destrói. O combustível dela são as notícias mais bizarras que se pode imaginar. O circo estava armando em torno do Rei.

Sua saúde psicológica começou a ser exposta através de seus conhecidos “TOCs” (transtornos obsessivos compulsivos). Sua fé em Deus “versus”

dureza da vida gerou uma espécie de reality show, no momento em que ele enfrentava o leito de dor de sua falecida mulher. Isso foi muito triste... No meio dessa loucura, ele manteve sua voz firme e continuou trazendo seu recado singular ao logo dos anos.

O tempo passou e, aos poucos, sua genialidade foi se transformando num mito azul e branco, como o céu.

Quando rola aquele brinde de fim de ano na televisão, chego bem perto da tela e tento olhar nos olhos dele. Vejo que, apesar de tudo isso, ele ainda é muito sincero e continua lá, com muitas tristezas e alegrias pra compartilhar.

Todo reinado é brega, mas nem todo Rei se entrega.

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