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ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

Um bate-papo com alguns dos maiores nomes da MPB e outros artistas em ascensão.

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Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

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terça-feira, 26 de março de 2013

PROGRAME-SE


sábado, 14 de abril de 2012

JOÃO SABIÁ - ENTREVISTA EXCLUSIVA

Dono de um suingue que pode ser comparado aos grandes nomes do samba rock e soul nacional, Sabiá concede-nos esta entrevista exclusiva para os nossos leitores.



Por Bruno Negromonte



Influenciado pelos grandes nomes de nossa música popular brasileira, tais como Wilson Simonal, Jorge Benjor e Tim Maia, este carioca é dono de um talento nato que o destaca dentro do atual cenário musical brasileiro. João, que ganhou destaque depois de sua participação no reality-show musical Fama (exibido na globo entre os anos de 2002 a 2005) é um artista que soube trilhar um caminho conciso o suficiente para desvincular seu nome rapidamente do programa no qual participou e o projetou. Atualmente, trilhando seu próprio caminho, Sabiá já possui dois álbuns gravados e diversas composições, além de participações em novelas e seriados de TV. Esta é a sua segunda participação em nosso espaço, a primeira foi através da pauta intitulada MINHA TERRA TEM PALMEIRAS ONDE CANTA UM SUINGADO SABIÁ (http://musicariabrasil.blogspot.com.br/2012/02/minha-terra-tem-palmeiras-onde-canta-um.html), onde, de forma sintetizada, é abordada a sua vida e carreira. E apesar de está em fase de produção do seu terceiro álbum (sem título ainda definido), João Sabiá gentilmente disponibilizou-se a nos conceder esta pequena entrevista, onde fala, dentre outras coisas, o ídolo que foi determinante na escolha de sua profissão.




Em sua biografia é possível ver a música presente desde cedo. Há músicos em sua família ou essa predileção se deu exclusivamente pelo fato da rotina da casa do pequeno João?

João Sabiá - Meu Pai era guitarrista e chegou a gravar um disco com sua banda nos anos 60. Depois mudou de profissão mas não abandonou a música. Eu e meu irmão fomos criados com o violão por perto e com bons discos na vitrola.


Nomes como Bebeto, Jorge Ben, Tim Maia e Wilson Simonal fazem-se muito presente em sua sonoridade. De todos esses grandes nomes do samba-rock e soul nacional qual aquele cujo som foi determinante para que você escolhesse a profissão que hoje abraçou?

JS - Wilson Simonal. Ele me fez quede ser cantor. O Jorge BenJor me fez querer ser compositor. O Tim Maia me apresentou a Soul Music e o Bebeto me ensinou o veneno da viola suingada… Todos foram muito importantes.


Artistas de reality-shows musicais como o que propagou você, com raras exceções não conseguem manter as luzes dos holofotes voltadas para si por muito tempo como você as vêm mantendo. Além de talento você teria mais algum ingrediente desta fórmula de sucesso?

JS - Não existe fórmula do sucesso, existe o trabalho verdadeiro. A minha teoria é de que se você tem boas ideias, faz tudo com verdade e trabalha seriamente, o ofício aparece e a história se desenrola. Grandes investimentos, sorte e carinha bonita as vezes fazem a diferença, mas não sustentam uma carreira por muito tempo.


Pisando de Leve” é um álbum que nasceu no furor de sua exposição junto ao programa da Rede Globo, já “My black, My Nêga” vem em um segundo momento onde há bem menos exposição do seu nome. Como tem sido a receptividade do público quanto a esse trabalho?

JS - Não posso reclamar da receptividade de ambos os discos. Hoje vejo que eles são executados e conhecidos de uma forma bem igualitária. Nos shows, quando apresento as músicas autorais, fica bem visível esse envolvimento do público com os dois trabalhos.


A banda 5 no brinco o acompanha de longas datas desde antes mesmo de sua aparição a nível nacional. Hoje depois de 2 álbuns lançados e um projeção de âmbito internacional ela continua firme e forte com você. Gostaria que você falasse um pouco sobre ela e como se deu essa parceria.

JS - Na verdade a banda 5 no Brinco foi fundada por mim em 2003 e sempre foi um projeto que eu capitaneava… Depois do FAMA assumi a carreira solo mas resolvi continuar com o nome da banda. Desde então muitos músicos passaram por aqui e todos contribuíram de alguma forma para a concepção do som da banda. O disco acaba sendo sempre o ponto de partida para a sonoridade dos shows, mas nos ensaios sempre agregamos novas ideias e colaborações da rapaziada. O Léo Guimarães, que produziu o "My Black My Nega" comigo, assina a direção musical do grupo.


Seu mais recente trabalho “My black, My Nêga” é um álbum essencialmente autoral e que tem por característica a sua parceria com o seu irmão Guiga. Como se deu esse processo de concepção do álbum?

JS - Eu e meu irmão sempre estamos compondo alguma coisa nova. Como eu havia gravado o "Pisando de Leve" em 2004/2005 e lançado em 2006, comecei a trabalhar no "My Black" em 2008 com muitas músicas na mão. Assumi que o disco seria autoral e que meu único parceiro seria meu irmão. Quis ter uma identidade forte no trabalho. Fui fundo na mistura do Samba com o Soul e Funk usando como referência os grandes mestres do estilo. Fiz um disco de "balanços bazucas"!


Como se dá o seu processo de composição (seja de maneira solitária ou em companhia de algum parceiro)?

JS - Não tenho um processo fechado para compor, mas geralmente começo tocando violão, cantando algumas músicas que gosto e fico busco alguma melodia ou frase. A partir dai tudo pode acontecer. A fagulha da composição pode aparecer a qualquer momento, basta manter a atenha ligada e se permitir brincar.


Como se deu essa sua incursão em novelas e seriados como ator?
JS - Depois do Fama, em 2004, fui procurado pela atriz e coach Maria Clara Fernandes para um teste como ator na minissérie "Hoje é dia de maria" (TV Globo). Falei que não tinha experiência no assunto mas não foi problema para eles. Acreditei e fui. Passei no teste e ganhei uma nova carreira. Ainda tive a sorte de ser abençoado gravando minha primeira cena com a diva Fernanda Montenegro sendo dirigido por Luiz Fernando Carvalho. Depois disso uma coisa puxou a outra.


Há pretensões de conciliar a carreira de cantor e compositor com a de ator? novos projetos de dramaturgia em vista?

JS - Sim. Já faço essa conciliação a 8 anos…rs As novidades são um longa metragem que participei chamado "A Novela das 8" do diretor Odilon Rocha e que estreia em março nos cinemas. Acabei de filmar um seriado produzido pela Gullane Filmes para a Rede Record que provavelmente irá ao ar em maio. Acredito que minha carreira de ator está apenas começando.


Quais são as expectativas quanto a 2012 em relação a novos projetos?
JS - Estou gravando meu terceiro disco ainda sem título definido. Quero continuar a agenda de shows e fazer o lançamento deste novo trabalho. Levar meu som para o maior número de pessoas que eu conseguir, é o meu caminho!



Maiores informações:

Site Oficial: http://www.joaosabia.com.br/
Youtube: http://www.youtube.com/SABIAVIDEOS
Myspace: http://www.myspace.com/joaosabia
Twitter: https://twitter.com/#!/joao_sabia
Facebook: http://www.facebook.com/joaosabia

Contato para shows:
Guacira Abreu

55 21 7895-2125 ID 24*38732
guaciraabreu@uol.com.br


O álbum pode ser adquirido nos seguintes endereços:

Lojas Americanas:

segunda-feira, 5 de março de 2012

MPB - MÚSICA EM PRETO E BRANCO


João Sabiá

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

MINHA TERRA TEM PALMEIRAS ONDE CANTA UM SUINGADO SABIÁ

Oriundo de uma escola onde os mestres são bambas, João Sabiá traz em seu canto aquilo que ele original mente chama de veneno venenoso, uma especie de suingue extremamente contagiante.

Por Bruno Negromonte


O artista que aqui vos apresento bebeu das mais refinadas fontes musicais e hoje traz um trabalho que se faz perceptível a clara e forte influência de nomes do soul e samba-rock nacional. Em seu suingue é perceptível elementos da Motown moldados ao suingue tupiniquim. João Luiz de Oliveira Cunha nasceu no Rio de Janeiro, em Copacabana, e ainda hoje tem a sua imagem associada ao programa no qual ficou conhecido. Ao longo da terceira temporada do reality-show denominado Fama e lá conseguiu destaque dentre os participantes apresentando-se sempre com um sorriso no rosto e com canções de sua própria lavra como "Renata, Renatinha".

João Sabiá (o apelido Sabiá surgiu na adolescência, da brincadeira com amigos) ficou conhecido depois de sua passagem pelo reality show (onde ficou em terceiro lugar), e traz algo que o assemelha a áurea fase de Bebeto, Jorge Ben, Tim Maia e Wilson Simonal, talvez por crescer envolto a vinis de família, ao som desses artistas. Os pais de Sabiá (dona Carmen e seu João), nunca deixaram faltar em casa boa música, sempre havia um vinil aqui de Wilson Simonal, outro aculá de Jorge Ben Jor, um lançamento do Chico Buarque entre discos do Tom Jobim e do Bebeto, entre outros artistas que faziam a trilha sonora da família. João e o seu irmão mais velho Guiga souberam aproveitar e processar muito bem essas experiências musicais vividas.


Cerca de 3 anos antes do reality-show, no início de sua carreira, iniciada profissionalmente aos 20 anos de idade, entre bares da Zona Sul e da boêmia Lapa, Sabiá já fazia um som black ao lado da banda 5 no Brinco. "My black, minha nega" é o segundo álbum de Sabiá, o primeiro (Pisando de Leve) nasceu em junho de 2006 via Robdigital e foi lançado logo após a sua participação no programa global.
Produzido em parceria com Paulinho Soledade traz canções de sua autoria (como a bastante divulgada "Renata, Renatinha"), outras em parcerias e algumas regravações como "País tropical", "Nega de Obaluaê" (de autoria do Wando e gravada pelo autor em 1975), "Deixa Isso pra Lá" entre outras. Este primeiro álbum teve repercussão internacional oi lançada no mesmo ano no Japão (Argus Label) e na Espanha (Disc Medi).

"My black, minha nega" traz como principal característica um João Sabiá integralmente compositor, onde das 13 faixas o artista está presente na assinatura de todas elas. Seja em parceria com o compositor Fernando Romero, seja em parceria com o seu irmão Guiga Sabiá. Aliás, esta parceria entre irmãos na música vem de longas datas, antes mesmo do sucesso alcançado posteriormente ao programa televisivo. Vale salientar que João, aos 17 anos, já cantava e montava seus projetos musicais com o irmão como por exemplo a Swingability, que já flertava um tipo de som que tinha como característica elementos da black music.

Com o passar do tempo João Sabiá sedimentava-se cada vez mais no campo musical e isso gerou como consequência o abandono da faculdade de radiojornalismo em favorecimento a carreira artística, principalmente depois de suas parcerias que geraram a banda 5 no brinco até culminar em em sua participação no programa global, que consequentemente gerou uma maratona de shows e trabalhos na TV (
entre eles as duas temporadas da minissérie "Hoje é dia de Maria" (Rede Globo), "Vidas Opostas" (Rede Record), "Paraíso" (Rede Globo) e o longa-metragem "Espiral").

Influenciado por alguns dos principais movimentos musicais dos anos 70, como por exemplo a popular "pilantragem" encabeçada pelo saudoso Wilson Simonal, o álbum "My black, minha nega" traz muito funk em sua essência e mostra com maestria o rumo que, em outrora, o tão popular samba-rock tomou. Neste misto de ritmos Sabiá sabe como ninguém evocar os grooves e ritmos como o funk e soul traduzindo de maneira singular o melhor de um som que podemos batizar como black-samba. Com o produtor e baixista Léo Guimarães e as canções traduzem esse contagiante universo musical tipicamente brasileiro.

O álbum foi concebido de maneira caseira e talvez por isso as coisas vieram composta por uma singeleza que o faz interessante. Na primeira faixa João já dá a dica através dos versos de "Black samba baby": "Se você quiser, quiser me entender tem que escutar samba soul...". Se você compreende a linguagem a qual o artista se propõe a apresentar as coisas decorrem de maneira vigorosa, de maneira que em "Samba de leve" o suingue já está tomando conta de forma consciente de nossos gestos. A mulata que protagoniza a canção com o seu gingado prepara o terreno para na faixas seguintes o samba-rock tomar conta. A forte influência dos grandes nomes do gênero que Sabiá abraçou e tem em "Mesmo que seja longe" seu porto seguro. A canção (um tema de amor), mostra uma melodia que não deixa nada a desejar aos grandes seus grandes mestres. O álbum segue com "Coisinha danada" (faixa escolhida para a produção do videoclipe que tem como diretor o Pedro Von Krüger de Oliveira e quem o protagoniza são os atores Alexandre Rodrigues e Carolina Oliveira) e traz como enredo um sujeito apaixonado pela filha da patroa, onde a partir daí desenrola-se toda a trama.



As faixas seguintes mostram como as novas gerações da música brasileira assimilaram a gênese do samba-rock e soul implementadas pelos grandes nomes da década de 60 e 70 de maneira inovada sem perder absolutamente nada daquilo de outrora. Em "A noite vai dizer" os grooves chamam a atenção de uma letra que traz a esperança como tema norteador. No samba-rock "Vai ser mole não" o artista relata lembranças que um grande amor pode nos trazer a partir de diversas situações. Em "Nega bonita" a protagonista é convidada por Sabiá para arrastar a sandália de prata e mostrar todo o seu gingado no samba e sua peculiar felicidade estampada no rosto.

O álbum segue com "Melhor me garantir", "Pode perguntar" e "Seu Zé". Na primeira canção o artista toma uma enérgica atitude cobrando uma posição da amada a partir de um ultimato
sob as recomendações de que mesmo havendo a preferência a fila pode vir a andar. Na segunda o que chama a atenção é o naipe de metais e a sonoridade da faixa e por fim outro samba-rock que traz um personagem de tipo comum a tantos brasileiros até mesmo pelo nome. Seu Zé Vicente chega na segunda-feira ainda cheirando a saideira sem ao menos saber se explicar o motivo de tão longa ausência.

Na trilogia final das canções há "Vem sambar comigo", um estimulante convite feito pelo artista para a amada que acaba contagiando a todos pela sonoridade da faixa; "Vai Ficar bem", faixa de letra simples, porém com um suingue conquistador desde o primeiro acorde da canção (esta mostra clara influência do saudoso Tim Maia a partir dos vigorosos grooves de baixo e naipes de metais). Por fim, como faixa-bônus vem a canção "You should ask me" para trazer como lembrança a origem de tudo: as grandes canções da Motown.

Todo o suingue comandado sob liderança de Sabiá traz também no apoio Mafran do Maracanã (percussão), Léo Guimarães (Baixos synth e baixo elétrico), Fred Ferreira (guitarras), Rodrigo Tavares (teclados, talk box e vocoder), Digão (hihat e tons), Fabiano Segalote (trombone e arranjos), Lívia Nestrovski (vocais), Maico Lopes (trompete), Bruno Marques (sax tenor), Arimatéia (trompete), Henrique Band (sax tenor), Tuca Alves (cavaquinho), Maxwell de Paula (arranjos), Bruno Migliari (baixo), Cláudio Costa (guitarra), Juju Gomes (vocais), Marquinhos, o sócio (vocais), Wagner Bala (baixo), Ney Conceição (baixo), Jorge Aílton (vocais), Rodrigo Scofield (bateria) e Micheline Cardoso (vocais) executando as faixas as quais estão imbuídas todas as grandes influências das quais a música de Sabiá foi composta. Afaste o sofá da sala, liguem o aparelho de som e deixem a música desse artista tomar conta do ambiente, ateste o quanto ela é contagiante! Vale a pena curtir esse som contemporâneo e sincopado! Salve o veneno venenoso! Salve o suingue de Copacabana que você não se engana!


Maiores informações:

Site Oficial: http://www.joaosabia.com.br/
Youtube: http://www.youtube.com/SABIAVIDEOS
Myspace: http://www.myspace.com/joaosabia
Twitter: https://twitter.com/#!/joao_sabia
Facebook: http://www.facebook.com/joaosabia

Contato para shows:
Guacira Abreu

55 21 7895-2125 ID 24*38732
guaciraabreu@uol.com.br


O álbum pode ser adquirido nos seguintes endereços:

Lojas Americanas:

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

NÃO VOU FICAR (JOÃO SABIÁ)

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