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quarta-feira, 20 de março de 2019

DÉLCIO CARVALHO, 80 ANOS

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Filho de músico - seu pai era saxofonista da banda "Lira de Apolo" -, foi cortador de cana na infância. Começou a cantar em conjuntos de baile da sua cidade e na orquestra de Cícero Ferreira. Em 1956, após o serviço militar, transferiu-se para o Rio de Janeiro indo residir no Morro do Querosene, no bairro do Rio Comprido.

Participou de vários programas de calouros, entre os quais "Pescando Estrelas" e "Trem da Alegria", além de shows de Gomes Filho, da Rádio Guanabara. Por essa época também apresentou-se em diversos clubes do Rio de Janeiro, entre eles, Tijuca Tênis Clube, Ramos Tênis Clube e Grajaú Tênis Clube, sempre como cantor de bailes.
Atuou como cantor em conjuntos de baile e na noite, em bares e casas noturnas do estado do Rio de Janeiro, principalmente na cidade de Caxias, onde morou durante vários anos.

Em 1970 ingressou na Ala de Compositores da Imperatriz Leopoldinense. Faleceu aos 74 anos de idade, no dia 12 de novembro de 2013, vítima de um câncer gástrico, que o manteve internado no Hospital São Lucas, no Rio de Janeiro.

domingo, 30 de novembro de 2014

01 ANO SEM DELCIO CARVALHO


Ao longo deste mês completou-se um ano que o saudoso sambista nos deixou aos 74 anos


Filho de músico – seu pai era saxofonista da banda “Lira de Apolo” -, foi cortador de cana na infância. Começou a cantar em conjuntos de baile da sua cidade e na orquestra de Cícero Ferreira. Em 1956, após o serviço militar, transferiu-se para o Rio de Janeiro indo residir no Morro do Querosene, no bairro do Rio Comprido.

Participou de vários programas de calouros, entre os quais “Pescando Estrelas” e “Trem da Alegria”, além de shows de Gomes Filho, da Rádio Guanabara. Por essa época também apresentou-se em diversos clubes do Rio de Janeiro, entre eles, Tijuca Tênis Clube, Ramos Tênis Clube e Grajaú Tênis Clube, sempre como cantor de bailes.

Atuou como cantor em conjuntos de baile e na noite, em bares e casas noturnas do estado do Rio de Janeiro, principalmente na cidade de Caxias, onde morou durante vários anos.

Em 1970 ingressou na Ala de Compositores da Imperatriz Leopoldinense.

Teve gravado em 1968 pela cantora Christiane o samba “Pingo de felicidade”. No ano seguinte, integrou o grupo Lá Vai Samba, ao lado de Caboclinho e Rubens Confete. O Conjunto chegou a se apresentar em festivais da Rede Record e Globo, porém, não gravou nenhum disco.

Em 1974 Elizeth Cardoso incluiu duas composições de sua autoria: “Serenou” e “Pra quê, afinal?”, a última em parceria com Mauro Duarte, no LP “Mulata maior”. Neste mesmo ano, a mesma cantora, gravou o LP “Feito em casa”, no qual incluiu de sua autoria “Igual à flor”, em parceria com Neizinho.

No ano de 1976, sua composição “Minha verdade”, parceria com Dona Ivone Lara, foi gravada por Elizeth Cardoso.

Em 1979, Elizeth Cardoso, no LP “O inverno do meu tempo”, incluiu de sua autoria “Voltar”.

Gravou o primeiro LP em 1980, produzido por Luís Roberto, do conjunto Os Cariocas. Neste disco incluiu vários de seus sucessos: “Acreditar”, “Alvorecer” e “Sonho meu”, as três em parceria com Dona Ivone Lara e ainda teve como convidado Noca da Portela nas faixas “Farinha pouca” (c/ Zé do Maranhão e Noca da Portela) e “Ausência”, em parceria com Barbosa da Silva e Noca da Portela. Ainda neste disco foram incluídas “Hora de ser criança” (Dedé da Portela e Dida), “Vai na paz” (c/ Dona Ivone Lara), “Testemunha de um povo” (Nilton Barros), “Rei por um dia” (Flávio Moreira), “Esperanças perdidas” (c/ Adeílton Alves), “Canto de amor” (c/ Barboza da Silva), “Perna de cera” (c/ Ari Araújo), “Dei meu braço” (c/ Everaldo da Viola) e ainda de sua autoria “Sombra”, “Serenou” e “Cartão de visita”.



O segundo LP, lançado em 1987 e produzido por seu parceiro Ivor Lancelloti , contou com as participações de Elizeth Cardoso, Dona Ivone Lara, o maestro Rildo Hora e o também maestro e saxofonista Paulo Moura.

Em 1996, gravou o CD “Afinal”, com produção musical de Afonso Machado, integrante do conjunto Galo Preto, e participação do saxofonista Raul Mascarenhas, no qual foram incluídas “Coisas da Mangueira” (c/ Cláudio Jorge), “Chorei, confesso” (c/ Dona Ivone Lara) e “Afinal”, em parceria com Ivor Lancellotti.

No ano 2000 gravou “Samba do coração”, parceria com Maurício Tapajós.

Em 2002, teve incluída algumas composições de sua autoria em parceria com Dona Ivone Lara no disco “A música de Dona Ivone Lara”. Neste CD o pianista Leandro Braga revisitou a obra de Dona Ivone Lara, no qual incluiu várias parcerias de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho, entre elas, “Sonho meu”, “Há música no ar” e “Acreditar”.

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No ano de 2003, no disco “Noca da Portela – 51 anos de samba”, foram incluídas “Vendaval” (c/ Noca da Portela) e “Ausência” (c/ Barbosa da Silva e Noca da Portela). Ainda em 2003, estreou o show “De samba e poesia”, no Teatro Rival Br, no Rio de Janeiro. Neste show, em comemoração aos 40 anos de carreira, feito em parceria com o poeta Mário Lago Filho, a dupla apresentou 14 composições, 12 das quais inéditas; “A voz que ficará” (uma homenagem a Mário Lago), “Arma da paixão”, “Cara ou coroa”, “Samariquinha”, “Estranho”, “Apertamento”, “Coisa feia”, “Samba do sétimo dia” e “Eu estou sofrendo”, todas parceria de Délcio Carvalho e Mário Lago Filho. Alcione, no disco “Alcione ao vivo 2″, regravou de sua autoria “Vendaval da vida” (c/ Noca da Portela). Apresentou, com o Grupo Dobrando a Esquina, show em homenagem a seu conterrâneo Wilson Batista, no bar Carioca da Gema, na Lapa, centro do Rio de Janeiro. Ao lado de Eliane Faria, Xangô da Mangueira, Beth Carvalho, Diogo Nogueira, Dalmo Castelo, Wilson Moreira, Nelosn Sargento, Nei Lopes e Áurea Martins, foi um dos convidados de Vó Maria para o show de lançamento do disco “Maxixe não é samba”, de Vó Maria, na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro. Ainda em 2003 a cantora Vanessa da Mata incluiu em seu show a composição “Derramando lágrimas”, feita em parceria com Alvarenga. Neste memso ano, no CD “Um ser de luz – saudação à Clara Nunes” foi incluída de sua autoria “Alvorecer”, em parceria com Dona Ivone Lara, interpretada por Mônica Salmaso.

No ano de 2004 fez vários shows, entre eles, “Samba, choro e energia” na Lona Cultural João Bosco, apresentando-se acompanhado de um regional. Participou do show “Samba de Panela especial – ao vivo”, de Telma Tavares, fechando o projeto “Cartão postal da MPB” do Teatro do Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro. Do especial também participaram Sombrinha, Cláudio Jorge, Diogo Nogueira, Tonico Ferreira, Agrião, Wanderley Monteiro,Toque de Prima e Nosso Samba.

Em 2005 sua composição “Estava faltando você”, parceria com Wilson das Neves, deu título ao CD de Nilze Carvalho.

No ano de 2006 lançou o CD “Profissão compositor”, pelo Selo Olho do Tempo, no qual foram incluídas várias composições inéditas, entre as quais “Religião”, com Zé Kéti; “Nova era” e “Palavra amiga”, ambas com Dona Ivone Lara; “Vou sair daqui”, com Wilson das Neves, na qual contou com a participação do parceiro; “Que saudade é essa”, em parceria com Ivor Lancellotti; “Brasil nas veias”, letra do poeta Paulo César Feital, que participa da faixa; “Vendedor de ilusões”, em parceria com Lefê Almeida e Mário Lago Filho; “Marés”, letrada pelo poeta Sérgio Fonseca; “Dama da noite”, com Agenor de Oliveira; “Reesperança” (com Luizão Maia) e participação especial do baixista Arthur Maia e ainda as faixas “Arma da paixão” e “Sá Mariquinha”, ambas em parceria com o poeta Mário Lago Filho. O CD contou com vários músicos importantes, entre eles Rogério Souza (do Grupo Nó Em Pingo D’Água) responsável pelos arranjos e os violões de seis e sete cordas; Ronaldo do Bandolim (bandolim), Wanderley Martins (cavaquinho), Roberto Moura (trombone), Jorge Hélder (baixo), Naomi Kukamoto e Eduardo Neves (flautas), além de Wilson das Neves na bateria.



O disco foi lançado em show no Teatro Nelson Rodrigues e no Teatro Rival BR, nos quais também cantou clássicos de seu repertório, entre eles “Sonho meu”, “Acreditar”, “Alvorecer”, as três em parceria com Dona Ivone Lara e ainda “Vendaval da vida”, em parceria com Noca da Portela.

Em 2007 lançou o pacote “Délcio – Inédito e eterno”, com 40 faixas em três discos, produzido por Paulão Sete Cordas e Mariozinho Lago. Nos discos foram incluídas várias composições inéditas com Cacaso “Passa-passa”, Capiba “O amor que me encanta”, Dona Ivone Lara “Amor sem esperança”, Mário Lago Filho em “Samba do sétimo dia”, Wanderley Monteiro em “teatro da vida”, Cristóvão Bastos na faixa “Hora de chorar”, Monarco, Francis Hime, Nei Lopes, Afonso Machado e Wilson das Neves, entre outros. Os discos contaram com vários músicos, entre os quais Roberto Marques (trombone), Paulo César Galeto (percussão), Áurea Martins (voz), Mariana Bernardes, Rogério Caetano (violão), Paulão Sete Cordas (violão de sete), além do grupo Dobrando a Esquina.

Tem parcerias inéditas e gravadas com o poeta Sérgio Fonseca, Agenor de Oliveira, Alvarenga, Mário Lago Filho, Marcelo Gonçalves, Zé Keti, Maurício Tapajós, Jorge Simas, Elton Medeiros, Noca da Portela, Carlos Cachaça, Toninho Nascimento, Nei Lopes, Ivor Lancellotti, Mauro Duarte, Adeílton Alves de Souza e Dona Ivone Lara, de quem é parceiro constante e compôs clássicos do samba, entre os quais “Sonho meu”.

Suas composições foram gravadas por Maria Bethânia, Gal Costa, Nana Caymmi, Nara Leão, Clara Nunes, Marisa Gata Mansa, Elza Soares, Alcione, Beth Carvalho, Jair Rodrigues, Martinho da Vila, Maria Creuza, Originais do Samba, Elizeth Cardoso e Clementina de Jesus, entre outros importantes intérpretes da MPB.



Fonte: site oficial do artista

sábado, 23 de novembro de 2013

DOIS COMPASSOS DE DELICADEZA

De modo singelo, Delcio Carvalho e Marcelo Guima conseguem imprimir uma marca bastante pessoal em 'Dois Compassos', trabalho que traz alguns clássicos da lavra de Delcio emoldurados em requinte e bom gosto.

 Por Bruno Negromonte



Dois nomes, dois talentos. De um lado Delcio Carvalho, sambista carioca cujo a dureza do corte da cana lhe substanciou com uma doçura ímpar nesses mais de 40 anos de estrada e centenas de composições ao lado dos mais diversos nomes de nossa música. Dentre as canções de sua lavra há verdadeiros clássicos de nossa música popular brasileira como “Sonho meu”, “Acreditar” e Minha verdade”, além de tantas outras em parceria com os mais diversos conceituados compositores como Dona Ivone Lara, Wilson Das Neves, Noca da Portela, Ivor Lancelotti, Zé Kéti, Luisão Maia entre outros. Além disso o rol de intérpretes de sua canção conta com nomes como Marisa Gata Mansa, Elza Soares, Martinho da Vila, Maria Creuza, Elizeth Cardoso, Alcione, Beth Carvalho, Gal Costa, Nana Caymmi, Clementina de Jesus, Jair Rodrigues, Nara Leão, Maria BethâniaVanessa da Mata, Mônica Salmaso, Clara Nunes, entre outros que fazem com que seu nome figure entre os maiores compositores do gênero ao qual escolheu e defende de modo elegante e coerente desde a década de 1960, quando passou a morar na capital do Rio de Janeiro participando de diversos programas de calouros e shows de Gomes Filho, da Rádio Guanabara. Vem desse período a composição, em parceria com Dias Soares, Pingo de felicidade”, gravado na época pela cantora Cristiane.




A partir daí passou a ingressar o grupo Lá Vai Samba, onde ganhou uma visibilidade maior como compositor, chegando a ingressar na Ala de Compositores da Imperatriz Leopoldinense no início da década de 1970 e começou a ganhar a visibilidade de grandes intérpretes como foi o caso da 'divina' Elizeth Cardoso, que gravou ao longo de toda a década cerca de cinco canções de sua autoria: SerenouIgual à flor (em parceria com Neizinho) e Pra quê, afinal? (composta com Mauro Duarte), Voltar e Minha Verdade (composição a quatro mãos com Dona Ivone Lara). Ao longo da década seguinte Delcio chegou a fazer dois registros fonográficos, o primeiro em 1980 onde interpretou vários de seus sucessos e o segundo em 1987, álbum que contou com participações de nomes como o maestro Rildo Hora, o saxofonista Paulo MouraDona Ivone Lara e Elizeth CardosoOs anos seguintes sucederam projetos como o show De samba e poesia, em comemoração aos 40 anos de carreira. Nesse espetáculo Delcio apresentou 14 composições, 12 das quais inéditas em parceria com o poeta Mário Lago Filho; além de ter lançado dois projetos: o primeiro em 2006, intitulado Profissão compositor e o segundo, produzido por Paulão Sete Cordas e Mariozinho Lago, trata-se de Delcio - Inédito e eterno, um projeto que abrange três discos com cerca de 40 faixas lançados em 2007. Sem contar com 0 álbum que resultou esta pauta.

Já o segundo nome trata-se do também carioca Marcelo Guima, violonista e compositor que teve a sua iniciação musical em Brasília, estado onde foi morar ainda criança. Foi na capital federal que Guima obteve o bacharelado em violão pelo Departamento de Música da Universidade de Brasília e teve a oportunidade ao  longo de quatro anos ser professor da Escola de Música de Brasília - EMB, uma das maiores instituições públicas de ensino musical de nível técnico da América Latina. Como instrumentista vem escrevendo seu nome dentro da música brasileira defendendo-a em concertos tanto no Brasil quanto no exterior, mostrando a sonoridade de seu violão em países como México, Cuba, Alemanha, Guatemala, Panamá entre outros. Há de lembrar também que ao longo desses anos o instrumentista e compositor vem atuando na produção e composição de trilhas sonoras para TV, documentários e cinema (longas e curtas metragens). Essas incursões nos meios de comunicação renderam-lhe a apresentação e produção de dois programas de rádio: “Ouvindo Música” na Rádio MEC AM do Rio de Janeiro, com quase uma década em exibição e que traz como proposta um estilo didático usando como matéria-prima a Música Popular Brasileira para orientar o ouvinte a entender de forma mais prática os diversos aspectos da música; veiculado desde 2004,  o segundo programa trata do “Arte Petrobras” na rádio MPB FM também no Rio e que tem como proposta a divulgação de artistas e projetos patrocinados pela Petrobras, servindo também como uma vitrine da cultura produzida em todo o país. Quanto a sua discografia, Marcelo Guima tem álbuns como “Nova Mente" (disco de estreia do artista lançado em 1994); "Passagem", álbum que chegou ao mercado no ano de 2000 e que traz releituras instrumentais de sucessos de nossa música popular brasileira, além de diversos projetos como, por exemplo, o disco “Pesquisa Musical Brasileira”, trabalho em parceria com o Ministério da Cultura, onde apresenta composições próprias utilizando como base ritmos originários do Brasil.

Com todo esse “Know-how” não é de se estranhar que a junção desses dois nomes resultasse em coisas boas como podemos atestar em “2 compassos”, álbum viabilizado pelo projeto de financiamento coletivo “Catarse” e que teve a sua estreia em show na capital San Salvador (El Salvador) a convite do Centro Cultural Brasil-El Salvador da Embaixada do Brasil. Nesta parceria juntam toda a experiência e talento para interpretações de cunho pessoal e intransferíveis a treze faixas entre inéditas e regravações. Dentre as que saíram do forno para este projeto encontramos “Deixar estar” e “Luar” (composição da dupla Delcio  e Guima),  “Vestido novo" (Guima e Ronaldo Monteiro), “O amor da gente” (Marcelo Guima). Quanto as releituras há canções como “Velha cicatriz” (Delcio e Ivor Lancelotti), “Sonho meu”, “Alvorecer” e “Minha verdade” todas compostas por Delcio Carvalho em parceria com Dona Ivone Lara. Da lavra de Guima ainda há as faixas  “O amor da gente”,  “Lembranças suas”,  “Jamais”,  “Amarelo, preto ou branco” e  “Longe do mar”, parceria com Paulo César Pinheiro.


Além de Delcio Carvalho e Marcelo Guima, ainda perfazem o álbum nomes como Arthur Maia (arranjos, percussão e baixolão), Alencar 7 cordas (arranjos), Toiniho Ferragutti e Chico Chagas (acordeon), Marcos SuzanoDurval Pereira e Marco Zama (percussões), Sérgio Chiavazzoli (bandolim, violões), André Vascconcellos e Nema Antunes (baixo), Carlinhos 7 cordas (violão de 7 cordas), Leandro Braga Marco Brito (pianos e teclados), Téo Lima (bateria), Thiago da Serrinha (cavaquinho), Pedro Mamede (programação eletrônica e percussão), Ricardo Amado (violino) e Fabiano Sagalote (trombone). 

Esta pauta estava programada para sair na data de hoje, no entanto no último dia 12 de novembro o mundo do samba privou-se da presença física de Delcio, que veio a falecer em decorrência de um câncer no aparelho digestivo deixando uma obra que por si só já é eterna e digna de todas as reverências possíveis e imagináveis. Delcio Carvalho hoje de divino compositor não só pela condição que se encontra, mas por ter tido a oportunidade de emoldurar na parede da memória de muitos toda a poesia e lirismo em forma de samba, um ritmo que por si só embriaga àqueles que sabem sorver de modo preciso aquilo que ele oferece. Esse encontro com Marcelo Guima atesta isso. Seu último registro fonográfico mostra-se detentor de um vigor pleno e insolúvel que substancia toda lembrança deixada por Delcio em versos e melodias escritas e eternizadas em quase meio século dedicado a música. Valeu Poeta! Sua obra,  sem sombra de dúvidas, é o legado maior que você poderia deixar. De modo perene seus versos e melodias habitarão gerações e gerações que procurarem se substanciar de um samba bem feito.


Maiores Informações:
Site oficial - http://www.doiscompassos.com.br/ 
Myspace - https://myspace.com/doiscompassos

Delcio Carvalho:
Sites oficial - http://www.delciocarvalho.com.br/
Fã-Clube Oficial - http://www.fadedelciocarvalho.com.br/
Facebook - https://www.facebook.com/delcio.carvalho.908?fref=ts

Venda de Cd's - delcio@delciocarvalho.com.br

Marcelo Guima:
Site Oficial - http://www.marceloguima.com.br/portugues.php
Twitter - https://twitter.com/_marceloguima
Facebook - https://www.facebook.com/marceloguima
Facebook (Página) - https://www.facebook.com/paginamarceloguima
Contato - Tel: 21 2285-8077 / 21 2205-3048
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terça-feira, 12 de novembro de 2013

FECHAM-SE AS CORTINAS DO PALCO DA VIDA PARA O POETA SAMBISTA DELCIO CARVALHO

Cantor Delcio Carvalho morre após lutar contra câncer gástrico no Rio. Ele estava internado no Hospital São Lucas desde o dia 18 outubro. Sambista tinha 74 anos; ele será enterrado no Cemitério de Irajá.

Por Cristiane Cardoso



O cantor e compositor de samba Délcio Carvalho faleceu às 7h desta terça-feira (12) no Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio. Ele estava internado desde o dia 18 de outubro, devido a um câncer gástrico avançado, que causou a sua morte, informou a assessoria da unidade.

“Delcio era um grande poeta, um grande compositor e vai fazer falta ao nosso samba”, declarou o sambista Zeca Pagodinho na manhã desta terça, após saber do falecimento do parceiro de samba.

O sambista, que nasceu em 1939, em Campos, na Região Norte do Rio de Janeiro, tem entre as suas obras músicas como "Sonho meu", “Acreditar” e “Alvorecer” com a dama do samba, Dona Ivone Lara, “Vendaval da vida”, com Noca da Portela, “Afinal”, com Ivor Lancellotti , entre outras.

O cantor e compositor Diogo Nogueira também lamentou a morte de Delcio. "Sempre cantei os sambas de Delcio Carvalho em meus shows, perdemos um grande poeta”, afirmou.

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