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quinta-feira, 10 de março de 2016

BENITO DI PAULA LANÇA CANÇÃO INÉDITA E DÁ NOVO PASSO NA CARREIRA

Cantor quebra jejum de 20 anos ao lançar Teia e prepara novo disco


Por Matheus Mans



Na música Do Jeito que a Vida Quer, o cantor e compositor Benito di Paula diz logo nos primeiros versos que guarda uma mágoa no peito e que, quem o vê sorrir, não sabe da solidão que sente. A canção, de 1976, poderia ser um desabafo real e atual do carioca, que teve sua casa desapropriada recentemente, viu um gradativo desaparecimento da grande mídia e ainda gravou um novo CD, mas que não possui condições para ser lançado. 

Entretanto, Benito não guarda mágoas ou se sente solitário, aparentemente. Além de estar com a vida encaminhada depois de perder sua mansão, o cantor lançou recentemente o clipe da música Teia, composição de seus irmãos Ney e Ana Carolina Vellozo, e que quebra um jejum de 20 anos sem lançar um canção inédita. É o início, segundo ele, de um novo momento em sua carreira, que poderá revitalizar os quase 60 anos de estrada como cantor e compositor.

O último grande lançamento de Benito di Paula foi em 2009, quando gravou o primeiro DVD de sua carreira com releituras de sucessos, como Retalhos de Cetim e Charlie Brown. Nos últimos sete anos, no entanto, o compositor apenas realizou shows esporádicos pelo Brasil e ressurgiu rapidamente na mídia quando o Governo do Estado de São Paulo desapropriou a sua mansão localizada no Morumbi por um valor extremamente abaixo do que era oferecido no mercado.

Agora, décadas depois de realizar seus primeiros shows em boates em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, o carioca, de 74 anos, busca um novo horizonte musical com o lançamento do clipe de uma música inédita.

A canção Teia, que flerta com um ritmo mais melódico e se mantém levemente distante do samba, como os seus antigos sucessos Se Não For Amor e Vai Ficar na Saudade, apresenta características de suas músicas antigas, mas com uma leve proximidade do atual pagode romântico - estilo que Benito ajudou a influenciar, segundo alguns críticos musicais. 

É a tentativa do cantor de Nova Friburgo em dar um novo passo em sua carreira para conseguir se revitalizar, mas sem abandonar as características que o transformaram em um artista original, como a inclusão do piano no samba e as letras com refrões fortes e sentimentais.

"É uma música que meus irmãos Ney e Ana Carolina Vellozo fizeram e resolvi gravar", comenta Benito, que lançou seu último CD com inéditas há 20 anos, no álbum Baileiro. "É, basicamente, sobre uma desilusão amorosa. É uma história muito bonita e que espero que faça o sucesso merecido."




CORTANDO O BARATO 

O sucesso de sua nova música pode, no entanto, ficar comprometido com um problema que surgiu no caminho de Benito. Teia não foi feita como um projeto único. O compositor também gravou, no ano passado, um álbum com canções inéditas e regravações, contando com a participação da cantora Fernanda Takai e dos grupos Sambô e Trio Virgulino. Apesar de finalizado, o álbum não consegue encontrar meios de ser distribuído pelo País.

"Quando comecei a gravar o disco, não sabia que não ia ter condições de ser distribuído. Os responsáveis estão interessados em lançar, só que não temos recursos para isso. Mas vamos lançar, pode apostar", comenta Benito, que, durante os anos de 1970, chegou a vender mais álbuns que Roberto Carlos.

A saída para tentar contornar esse problema, por ora, foi lançar Teia no YouTube, para aguçar mais a curiosidade de fãs e gravadoras. E, apesar de ainda manter a esperança no sucesso e no lançamento de seu novo trabalho, ainda não há uma definição à vista.

"Vivemos outra época", comenta o especialista e professor em Cultura Popular, Fernando Pereira. "Quando Benito fez sucesso, tínhamos os grandes programas de auditório, que eram impulsionadores de vendas de discos. Hoje temos grandes compositores e intérpretes que não têm nenhum espaço", afirmou.


EXTREMOS

Quando Uday Vellozo - nome verdadeiro de Benito di Paula - estourou com a música Violão Não se Empresta a Ninguém, em 1971, poucas pessoas imaginavam o sucesso que aquele garoto de visual alternativo iria fazer nos anos seguintes. Durante as décadas de 1970 e 1980, emplacou diversos sucessos, como Retalhos de Cetim e Charlie Brown. 

O cantor chegou até mesmo a ficar na frente de Roberto Carlos nas listas de LPs mais vendidos. "Benito é de suma importância para MPB", comenta o especialista em Cultura Popular, Fernando Pereira.

Nos anos 1990, entretanto, tudo começou a mudar. Após uma série de duras críticas da imprensa e uma doença que o afastou dos palcos, Benito sumiu da mídia e, principalmente, da indústria fonográfica. "Me deixaram de lado", lamenta o cantor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 14 de janeiro de 2012

LUIZ GONZAGA É CEM!

Por Abílio Neto*


Neste ano do centenário de Luiz Gonzaga, pretendemos também dar ênfase naquelas músicas do seu vasto repertório que, apesar de lindas, não foram lançadas nas suas coletâneas nem foram regravadas por outros artistas, caindo no esquecimento popular.

Como ele já tinha feito com Zé Dantas o grande sucesso Algodão,um baião de 1951,em 1955 também fez com Zé Dantas um xote exaltando um dos nossos principais produtos agrícolas de exportação: o café.

O xote "Café" foi lançado em julho de 1955 e fez um tremendo sucesso. Fica bem destacado na gravação para os ouvintes o belo acompanhamento de Luiz Gonzaga com um violão e uma percussão fantásticos. E o que dizer do solo da sua sanfona? Perfeito domínio do instrumento do qual ele sempre será lembrado como um dos expoentes no Brasil.


Homenagem de Benito di Paula

As festas do centenário de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, ídolo maior da nação nordestina, começaram no dia 14/12/2011 e se estenderão até 13/12/2012 quando atingirão o seu ápice. Pretendo ao longo deste ano colocar 25 postagens sobre o famoso cantor e sanfoneiro do Riacho da Brígida. Serão duas a cada mês (até novembro) e três em dezembro. Procurarei dar ênfase nesses escritos às homenagens que ele recebeu em vida de inúmeros artistas nacionais que gravaram (a seu modo) suas músicas dando vida nova a elas com interpretações pessoais inesquecíveis, entremeadas por algumas histórias interessantes sobre a sua vida.

Quero começar pela homenagem do grande artista Uday Veloso, que compôs uma música especialmente para ele. Uday é um fluminense nascido em Nova Friburgo em 30/11/1941, tendo completado 70 anos no final de 2011. O seu pai foi um funcionário da concessionária da Estação Leopoldina e tocava bandolim, piano e violão. Assim não foi surpresa quando o seu filho se tornou músico, cantor e compositor. E tudo começou lá no Morro da Formiga, na Tijuca, zona norte da cidade do Rio de Janeiro.

- Por que o nome Uday? - Meu nome quer dizer “chefe da tribo”. Grande parte do meu sangue é cigano, entendeu? E você sabe que os nômades e ciganos vieram todos da Índia? O princípio dos nômades, dos ciganos, é a Índia.

Aquele rapaz que se vestia diferente dos jovens da sua época subiu a escada do sucesso com o nome de Benito di Paula e começou sua vida artística cantando na boite Balalaika, em Copacabana, como crooner. Em seguida, mudou-se para o estado de São Paulo onde cantava e tocava piano em casas de shows de Santos e São Paulo (capital). Ficou famoso na Catedral do Samba no bairro do Bixiga.



Em 1972, sua composição “Retalhos de Cetim” fez grande sucesso em casas noturnas de São Paulo, em especial na Teleco-Teco, que era frequentada por sambistas como Ciro Monteiro e Monsueto. Em virtude dessa música ficar em evidência por meses seguidos, Benito foi convidado a gravar um compacto pela Copacabana, porém gravou foi outra música: “Ela”. Retalhos de Cetim teve gravação em um segundo compacto pela mesma gravadora, composição que lhe abriu as portas para o sucesso no Brasil e no exterior porque foi gravada por Jair Rodrigues, pela orquestra de Paul Mauriat e pelo violonista norte-americano Charlie Byrd (homenageado na música Charlie Brown). Este samba figurou entre as composições selecionadas pelo historiador Jairo Severiano como um dos maiores sucessos do ano de 1973. O compacto simples vendeu mais de 150 mil cópias.

O sucesso de Benito não foi uma coisa bem assimilada pela crítica especializada que falava dele com certo desdém, acho que também pelo visual de cabelos longos e bigode, incomum entre os sambistas da época. Como os seus sambas eram românticos, foi rotulado de cafona e brega. Depois ganhou ainda um título aparentemente pejorativo: “O Rei do Sambão Joia”.

Benito nunca deu ouvidos para isso até porque era consciente do seu imenso talento e foi consolidando uma brilhante carreira de músico, cantor e sambista, passando a ser conhecido e admirado internacionalmente. Entre seus fãs fora do Brasil destacaram-se personalidades da música como Ravi Shankar (tocador de cítara), a cantora Sarah Vaughan, o violonista Charlie Byrd (já citado) e o pianista e cantor Stevie Wonder.

Em 1975, Benito comandou o programa Brasil Som 7, da extinta TV Tupi, de São Paulo, do que resultou um disco lançado no mesmo ano no qual apresentou alguns de seus convidados, entre eles Elizete Cardoso, Wando e Bebeto. Nesse mesmo ano, ao lado de Elizete Cardoso, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Jorge Ben, Beth Carvalho, Sônia Santos, Quinteto Violado e Cláudia, integrou a delegação brasileira que participou do Festival do MIDEM (Mercado Internacional de Discos e Editoras Musicais), na cidade de Cannes, na França. Ainda em 1975, lançou a música Charlie Brown, que obteve grande sucesso, a ponto de Chico Buarque referir-se a Charlie Brown como se fosse uma personagem real. Eu presumo que era, sim. Acho que Benito se referia ao músico norte-americano Charlie Byrd.

- Na capa do seu terceiro LP, Um novo samba, você está no maior estilo cigano, com pulseiras, correntes, brinco e, na época, tava com aquele cabelón Luís XIV. De onde vem essa pegada? É negócio de cigano, né? - A gente gosta. Por que não se enfeitar pra vida, né? A vida merece que você se enfeite pra ela a toda hora, a todo minuto.

E foi justamente em 1975 que Benito di Paula compôs e gravou a canção-homenagem que mais emocionou Luiz Gonzaga: Sanfona Branca. Isto está escrito no livro A Saga de Luiz Gonzaga, da escritora francesa Dominique Dreyfus.

- Você era contrário à ditadura, mas, por outro lado, fez algumas músicas que eram favoráveis. Sim ou não? Qual era sua posição política na época? - Olha só. Eu fiz “Tudo está no seu lugar, graças a Deus” numa época muito difícil, porque ninguém venha me dizer que a época da ditadura era fácil. Ainda mais pra mim, que trabalhava à noite, tinha cabelo comprido, tinha de andar de madrugada. Toda hora era chamado pra dizer aonde ia, o que foi fazer, o que aconteceu. O Ziraldo chegou pra mim e disse que quando ele fazia um trabalho e ficava pronto ele falava: “Tudo está no seu lugar, graças a Deus”. Confundir isso com uma música pra ditadura? Tá maluco? Não tem sentido alguém fazer uma música pra ditadura, certo?



No programa Ensaio da TV Cultura de São Paulo, em 02/12/2009, Benito teve oportunidade de falar sobre Luiz Gonzaga e Adoniran Barbosa, duas lembranças que lhe arrancaram lágrimas:
- “Eu toco piano, mas não é nem de ouvido, nem por música, é por necessidade”. Com essas palavras Benito di Paula deu início a uma emocionante edição do programa Ensaio, que foi ao ar na quarta-feira (2/12/2009), a partir das 22h, sob o comando de Fernando Faro, na TV Cultura/Itararé. Entre os momentos mais marcantes da entrevista, estão os que Benito lembrou Adoniran Barbosa e Luiz Gonzaga. Sobre o sambista, ele comenta a parceria na música “Não Precisa Muita Coisa: - “Adoniran sempre me deu muita força pra cantar. Um dia ele chegou e falou “ó, tem um pedaço de samba aqui, aí tu leva e faz”. O Rei do Baião foi lembrado com extrema admiração: - “Luiz Gonzaga é uma coisa que está dentro de mim desde que nasci. Eu fico até com pena desse pessoal que trabalha com cultura e arte e não fala dele, não toca nada dele. São infelizes”. Emocionado, Benito cantou uma canção que compôs para Gonzagão chamada “Sanfona Branca” e ainda interpretou um trecho da composição feita por Luiz Gonzaga em resposta a essa homenagem: “Chapéu de Couro e Gratidão”, além da clássica Asa Branca.

Letra de Chapéu de Couro E Gratidão (Luiz Gonzaga e Aguinaldo Batista):

“Aquela sanfona branca
Aquele chapéu de couro...”

“Como é bonito, Benito
Quem é poeta é que vê
Como é bonito, Benito
Poetas como você
A minha sanfona branca
Cor da paz do sonhador
Sonha que é teu piano
Tocando coisas de amor
O meu sol nasce mais cedo
Não tem hora pra largar
Racha pedra, queima a pele
Dá mais força no cantar

Como é bonito, Benito...

A minha voz de Nordeste
Vai ter som universal
Quando nós cantarmos juntos
Meu baião na capital
Bato palmas, trago flores
De Januário, a benção
E no meu chapéu de couro
Nada mais que gratidão

Como é bonito, Benito...”

E é com esta canção muito querida pelos nordestinos, Sanfona Branca, que começo as homenagens dos artistas brasileiros a Luiz Gonzaga, o Eterno Lua, que terá sempre um lugar de destaque em nossa memória, corações e mentes.

Viva os Cem Anos de Luiz Gonzaga! Salve Benito di Paula com sua memorável canção Sanfona Branca!

Fontes:
Dicionário on-line da MPB de Ricardo Cravo Albin
Entrevista de Benito di Paula à revista Trip
Pesquisas minhas sobre a vida do artista



* Abílio Neto, pernambucano, 63 anos, é pesquisador, divulgador de música e também colecionador. Seu arquivo contém obras raras da MPB, mais especificamente frevos, sambas, forrós e choros. Tem mais de 150 artigos escritos sobre música publicados nos sites Migalhas e Besta Fubana. É membro da Academia Passa Disco da Música Nordestina, uma entidade criada para exaltar a boa música brasileira.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

BENITO DI PAULA, 70 ANOS


Nascido em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo (RJ), Uday Veloso ganhou fama nacional com o pseudônimo de Benito Di Paula. Seu envolvimento com música se deu desde a infância, quando junto aos irmãos Ney e Jota Veloso (que hoje são multiinstrumentistas) já convivia com a música dentro de casa, pois o pai, aposentado da concessionária da Estação Leopoldina, tocava vários instrumentos (piano, bandolim, violão).

Essa naturalidade com a qual lhe dava com a música fez com que sua relação com o piano tivesse bastante êxito ainda cedo. Talvez por isso, logo após servir ao Exército no Rio de Janeiro e ter morado no Morro da Formiga, na Tijuca, Zona Norte do Rio enveredou para a música.

Na década de 1960 trabalhou como crooner em boates do Rio de Janeiro, principalmente na boate Balalaika, em Copacabana. Em seguida, passou a cantar e a tocar piano em casas noturnas de Santos e na cidade de São Paulo, em casa como Catedral do Samba, no bairro do Bixiga. Em 1968 teve a oportunidade de ter o seu primeiro registro fonogáfico a partir de um compacto simples, e daí em diante sua carreira discográfica só viria a se sedimentar a partir da década seguinte.



Seu estilo musical conhecido como "samba jóia", ao combinar o samba tradicional com piano e arranjos românticos e jazzísticos popularizou-se a partir dos anos 70 a partir de alguns acontecimentos cronologicamente expostos aqui. Em 1971 a gravadora Copacabana o convidou para gravar um LP como crooner, no qual foram incluídas "Jesus Cristo" (Roberto e Erasmos Carlos), "Azul da cor do mar" (Tim Maia) e "Apesar de você", de Chico Buarque, que também fora censurada de tocar no rádio. Neste mesmo disco também interpretou quatro composições de sua autoria, entre elas "Violão não se empresta a ninguém", que foi a música que acabou puxando a vendagem do LP. Seu segundo LP, "Ela" também não trouxe grande êxito. Mas Benito estourou as paradas com o terceiro, "Um Novo Samba", onde já aparecia na capa com sua longa barba e cabelos, inúmeras correntes, brincos, pulseiras, etc. O grande sucesso desse disco foi a música "Retalhos de Cetim" principalmente em casas noturnas de São Paulo, em especial o Teleco-Teco, casa frequentada por sambistas como Ciro Monteiro e Monsueto. Em virtude do sucesso desta música foi convidado a gravar um compacto pela Copacabana, porém com a música "Ela". "Retalhos de cetim" só foi gravada em um segundo compacto pela mesma gravadora. Esta mesma composição lhe abriu as portas para o sucesso no Brasil e no exterior, tendo sido gravada por Jair Rodrigues, pela orquestra de Paul Mauriat e pelo guitarrista americano Charlie Byrd, figurando também entre as composições selecionadas pelo historiador Jairo Severiano como um dos maiores sucessos do ano de 1973. O compacto simples vendeu mais de 150 mil cópias.



Em 1974, 1975 e 1976, respectivamente, mais três composições de sua autoria fizeram sucesso: "Se não for amor", "Beleza que é você mulher" e "Vai ficar na saudade".

Em 1975, comandou o programa "Brasil Som 7", da TV Tupi, de São Paulo, que resultou em um disco lançado no mesmo ano, no qual apresentou alguns de seus convidados, entre eles Elizete Cardoso, Wando e Bebeto. Neste mesmo ano, ao lado de Elizete Cardoso, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Jorge Ben, Beth Carvalho, Sônia Santos, Quinteto Violado e Cláudia, integrou a delegação brasileira que participou do Festival do MIDEM (Mercado Internacional de Discos e Editoras Musicais), na cidade de Cannes, na França. Ainda em 1975, lançou a música "Charlie Brown", que obteve grande sucesso, a ponto de Chico Buarque referir-se a Charlie Brown como se fosse personagem real.



Em janeiro de 1976 foi subistituído por Elizete Cardoso na apresentação do programa Brasil Som 7, na TV Tupi de São Paulo.

No ano de 1977, lançou pela Copacabana o LP "Benito Di Paula", que contou com a participação especial do regional do Canhoto.

Em 1981, gravou o LP "Benito Di Paula", pela EMI Odeon BR. Retornou à gravadora Copacabana em 1987 gravando mais um LP que levava seu nome como título.


Hoje com inúmeros sucessos ao longo de sua carreira como "Charlie Brown", "Vai Ficar Na Saudade", "Se Não For Amor", "Amigo do Sol, Amigo da Lua", "Mulher Brasileira", tendo chegado nos anos 70, a disputar a venda de LPs juntamente com Roberto Carlos (compondo muitas músicas para este, inclusive) e tendo fãs como Ravi Shankar (tocador de cítara), a cantora Sarah Vaughan, o violonista Charlie Bird e o pianista e cantor Stevie Wonder vem após 13 anos sem gravar, na estrada divulgando o seu segundo álbum ao vivo. "Benito di Paula - Ao Vivo", gravado no Vivo Rio, no Rio de Janeiro, conta com Jorge Cardoso (direção musical), Ney Veloso (violão), o sobrinho Kauan Veloso (cavaquinho), Téo Lima (bateria), Edu (baixo), Luiz Felipe (violão de sete cordas), Ivanildo, Pirulito e Esguleba (percussão),Jussara, Jurema, Jefferson e Nélio (backing vocal) e o filho Rodrigo Veloso ao piano trazendo seus maiores sucessos e também como primeiro registro de Benito em DVD (e Blu-ray).



Benito Di Paula - Discografia Oficial (com exceção de alguns compactos)

Benito Di Paula - Compacto Simples (1968)
Faixas:
01 - Andança
02 - Canção Para o Nosso Amor


Beleza Que é Você Mulher (Copacabana) (1972)
Faixas:
01 - Beleza que é você mulher
02 - Tributo a um rei esquecido
03 - Além de tudo
04 - Meu enredo


Ela - (Copacabana) (1972)

Faixas:
01 - Violão não se empresta a ninguém
02 - Antonico
03 - Fale Baixinho
04 - Quem vem lá
05 - O bom é o Juca
06 - Frevo gingado
07 - Paraíba
08 - Formiga desunida
09 - É pranto
10 - Ela
11 - Maria do Céu
12 - Fui eu


Benito Di Paula (Copacabana) (1973)
Faixas:
01 - Apesar de você
02 - Jesus Cristo
03 - Você vai ser alguém
04 - Viagem
05 - Na tonga da mironga do kabuletê
06 - Longe de você
07 - Salve salve
08 - Madalena
09 - Eu gosto dela
10 - Azul da cor do mar
11 - Menina
12 - Preciso encontrar você


Um Novo Samba (Copacabana) (1973)
Faixas:
01 - Se não for amor
02 - Samba do profeta
03 - Fui sambando, fui chegando
04 - Quando tudo mudar
05 - Certeza de você voltar
06 - Que beleza
07 - Sandália de couro
08 - Depois do amor
09 - Agradecimento
10 - Ela veio do lado de lá
11 - Retalhos de cetim
12 - Violão não se empresta a ninguém


Gravado Ao Vivo (Copacabana) (1974)
Faixas:
01- Além de Tudo
02- Charlie Brown
03- Beleza que é você Mulher
04- Pare Olhe e Viva
05- Vou Cantar Vou Sambar
06- Na Cada de Sinhá
07- Tributo a um Rei Esquecido
08- Prelúdio n°4
09- Novo Rio
10- Meu Enredo


Benito Di Paula e Seus Convidados - Brasil Som 75 (Copacabana) (1975)
Faixas:
01 - Mulher Brasileira (com Benito Di Paula)
02 - Quem Vem Lá – Ela Veio Do Lado de Lá – Fui Sambando, Fui Chegando - Retalhos de Cetim – Violão Não Se Empresta a Ninguém (com Benito Di Paula)
03 - Casa da Zezé (com Elizeth Cardoso)
04 - Nega de Obaluae (com Wando)
05 - Segura a Nega (com Bebeto)
06 - Mon Ami João (com Nonato Buzar)
07 - Capa de Viola (com Elizeth Cardoso)
08 - Pra Você Não Ir Embora (com Benito Di Paula)
09 - Samba Criola (com Grupo Xodó)
10 - Vou Deixar Você Cair (com Luiza Maura)
11 - Não Presta Mas Eu Gosto Dela (com Edu Maia)
12 - Sem Resposta (com Elizeth Cardoso)
13 - Paraíba (com Benito Di Paula)
14 - Formiga Desunida


Benito Di Paula - Não precisa perdoar (Copacabana) (1975)
Faixas:
01 - Não precisa perdoar
02 - Coisas da vida
03 - Não me importo nada
04 - Sanfona branca
05 - Sem tempo pra sonhar
06 - Bandeira do samba
07 - Modificação
08 - Vai ficar na saudade
09 - Como dizia o mestre
10 - Sempre assim


Benito Di Paula (Copacabana) (1976)
Faixas:
01 - Maria Baiana Maria
02 - Tudo está no seu lugar
03 - Do jeito que a vida quer
04 - Tudo está mudando
05 - Meu maior afeto
06 - Meu Brasil, meu doce amado
07 - Além do arco-íris
08 - Vou pro mar
09 - Homem da montanha
10 - Quando o samba sair


Benito Di Paula (Assobiar ou Chupar Cana) (Copacabana) (1977)
Faixas:
01 - Assobiar ou chupar cana
02 - Osso duro de roer
03 - Canção de viver com você
04 - Bahia
05 - Jesus Papai Noel
06 - Proteção às borboletas
07 - De tombar caminhão
08 - Razão pra viver
09 - Otelo
10 - Eu vou pedir


Jesus Papai Noel - Instrumental (Copacabana) (1977)
Faixas:
Jesus papai Noel


Benito Di Paula (Copacabana) (1978)
Faixas:
01 - Viva ao sol
02 - Trinta anos de saudade
03 - Trapézio
04 - Velho, profissão esperança
05 - Meu lamento
06 - Pra ver se ela me quer
07 - Lua, lua
08 - Chegou Maria
09 - Esperança do céu
10 - Tudo sobre a mesa
11 - Ave de rapina


Caprichos de La Vida (Copacabana) (1978)
Faixas:
01 - Todo esta cambiado
02 - Maria baiana Maria
03 - o precisas perdonar
04 - Hombre de montaña
05 - Caprichos de la vida
06 - Detras del arco iris
07 - Bandera del samba
08 - Cancion para vivir contigo
09 - Voy al mar


Benito Di Paula (Copacabana) (1979)
Faixas:
01 - Desencontro
02 - Pau de arara
03 - Banda do povo
04 - Nesse barco eu vou
05 - Se eu pudesse
06 - Olha nós aí
07 - Som do cavaquinho
09 - Madrugada
10 - Vamos cantar
11 - Marcas de amor


Benito Di Paula (Copacabana) (1980)
Faixas:
01 - Pagode da pesada
02 - Nossa homenagem
03 - Havia festa
04 - De quem é essa morena
05 - Nunca é o fim
06 - Vou pra São Salvador
07 - Perdoa
08 - Filho de Deus e pé na estrada
09 - Carinha de triste
10 - Abri a porta
11 - Flor, amor e saudade
12 - Quero ver você de perto


Benito Di Paula (WEA) (1981)
Faixas:
01 - Ah, como eu amei
02 - A mulher amada
03 - Antigo amor
04 - Vou embora e basta
05 - Olá você, como vai
06 - Um dia vai chegar
07 - Bendito seja
08 - Preciso te encontrar
09 - Xote do cheiro
10 - Não pode, dá bode


Benito Di Paula (WEA) (1982)
Faixas:
01 - Sonho em preto e branco
02 - Este nosso amor
03 - Rasgue seu verso
04 - Anerom
05 - Radamés
06 - Não quero ver você triste
07 - Sonho bom
08 - Doce Bahia
09 - Diga meu bem
10 - Morena
11 - Chorei


Bom Mesmo é o Brasil (WEA) (1983)
Faixas:
01 - Bom mesmo é o Brasil
02 - Já te digo
03 - Vovó Clementina
04 - Festa no silêncio
05 - Eu guardarei o seu sorriso
06 - Mera fantasia
07 - Senhorita Liberdade
08 - Branca
09 - No ar
10 - Velho realejo
11 - O xerife e o bandido
12 - A turma lá de casa


Que Brote Enfim o Rouxinol Que Existe Em Mim (RGE) (1984)
Faixas:
01 - Que Brote Enfim o Rouxinol Que Existe Em Mim
02 - Fonte Nova
03 - Quem Sabe?
04 - Onde Tem Camaleão, Lagartixa Também Muda de Cor
05 - Sigo Te Amando
06 - Amigo do Sol, Amigo da Lua
07 - Nova Mulher
08 - Desemprego
09 - Colibri
10 - Melô da Calibragem
11 - O Xerife e o Bandido
12 - A Turma Lá de Casa


Nação (RGE) (1985)
Faixas:
01 - Nação
02 - Cometa Halley
03 - Noite Clara de Luar
04 - Samba de Um Não Dá
05 - Razão e Desejo
06 - Nova República
07 - Cara Pintada
08 - Encontro
09 - Caminhante
10 - Mulher Primeira


Benito Di Paula / Instrumental (1986)
Faixas:
01 - Avenida paulista
02 - Retalhos de cetim
03 - Sonho em preto e branco
04 - Mulher brasileira
05 - Madrugada
06 - Amigo do sol, amigo da lua
07 - Como seria os homens
08 - Ela
09 - Tudo está mudado
10 - Depois do amor


Quando A Festa Acabar (Copacabana) (1987)
Faixas:
01 - Quando a festa acabar
02 - Vale o que está escrito
03 - Índio caboclo cigano (Nativo)
04 - á vai amanhecer
05 - Vai escutar Cauby cantar
06 - Pare, olhe e viva
07 - Eu sou mulher
08 - Carente de amor
08 - Adelodê Yalonã
10 - Quero ter o seu amor pra mim
11 - Super bem
12 - Menor abandonado


Fazendo Paixão (BMG Ariola) (1990)
Faixas:
01 - A vida é bonita sem você
02 - Fazendo paixão
03 - Cigarra marrom
04 - Pedaços de carinho
05 - Corpo doce de mulher
06 - Soberano
07 - Me dê amor
08 - Algo mais
09 - O que é, o que é
10 - Esquece
11 - Dom Salvador
12 - Espuma de cachoeira
13 - Dama


A Vida Me Faz Viver (Copacabana) (1992)
Faixas:
01 - A vida me faz viver
02 - Dança cigana
03 - Você gosta só de mim
04 - Eu não tenho onde morar
Não tenho lágrimas
Maracangalha
05 - Giuseppe e a crise
06 - Me deixa em paz
07 - Meto o pé na porta
08 - Traço de união
09 - Foi engano
10 - Eu não aguento mais
11 - Pout - Pourri: Leva meu samba
Atire a primeira pedra
Na cadência do samba
Ai! Que saudades da Amélia
Laranja madura
12 - A flor e o espinho


Pode Acreditar (RGE) (1994)
Faixas:
01 - Choro de homem
02 - Amor de marejador
03 - O amor é um jogo
04 - Senna, nosso campeão
05 - Meu caminho
06 - Não vale a pena
07 - Pode acreditar
08 - Meu amor, não chora
09 - Não dá tempo
10 - Paciência
11 - Fantasia de rei
12 - À sombra das canções imortais
13 - Por amor
14 - Viva meu padim


Baileiro (Paradoxx Music) (1996)
Faixas:
01 - Dignidade de um otário
02 - Bicho do mato
03 - Sentimento de amor
04 - Vai saudade
05 - Quando a saudade bate à porta
06 - Eu quero muito mais
07 - E fui eu que dancei
08 - Sonho e fantasia
09 - Fica mais um pouco aqui
10 - Baileiro
11 - Cheiro de carmim
12 - Fantasia
13 - Chuá chuver
14 - Bolero Opus II


Ao Vivo (EMI Music) (2009)
Faixas:
01 - Bandeira do Samba
02 - Do Jeito que a Vida Quer Como Dizia o Mestre
03 - Maria Baiana Maria
04 - Quero Ser seu Amigo
05 - Assobiar ou Chupar Cana
06 - Se Não For Amor
07 - Osso Duro de Roer
08 - Beleza que É Você Mulher
09 - Pagode da Cigana
10 - Sanfona Branca
11 - Ah! Como Eu Amei
12 - Violão Não Se Empresta a Ninguém
13 - Ficar, Ficamos
14 - Mulher Brasileira
15 - Me Dê Motivos
16 - Unidos de Tom Jobim Citação Chega de Saudade
17 - Tudo Está no seu Lugar
18 - Charlie Brown
19 - Retalhos de Cetim


Fonte:
Wikipédia
Instituto Cravo Albin

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