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ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

Um bate-papo com alguns dos maiores nomes da MPB e outros artistas em ascensão.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

PROGRAME-SE


quinta-feira, 15 de março de 2012

AMANDA GARRUTH - ENTREVISTA EXCLUSIVA


A vida é feita de opções, e mesmo em detrimento a outros planos esta artista fez a escolha correta. "Hora e Lugar" vem coroar essa escolha e sacramentar o nome de Amanda Garruth entre os novos talentos de nossa música.


Por Bruno Negromonte




Depois de abandonar o curso de mestrado em linguística aplicada para dedicar-se a carreira artística, esta cantora e compositora carioca (que só veio a se interessar em aprender canto após os 20 anos de idade) vem divulgando o bem conceituado álbum "Hora e lugar". Ao longo do mês de janeiro apresentamos ao público do nosso espaço a matéria A ESCOLHA CERTA DE AMANDA GARRUTH, onde abordamos de forma mais minuciosa não só a vida artística como também a biografia deste promissor talento de nossa música. A pauta teve excelente repercussão e foi a mais acessada ao longo do mês de janeiro atestando a promissora parceria e o seu sucesso em nossas páginas. Ao longo deste mês apresentaremos uma entrevista exclusiva concedida generosamente por Amanda. Nesta conversa a cantora nos fala, dentre outras coisas, de como se dá o seu processo de composição, de como foi optar por uma escolha que em nada condizia com sua vida acadêmica e traz ao conhecimento do grande público a notícia que está no processo de composição de uma nova canção em outro idioma. Além de contar um pouco mais de como se deu o processo de elaboração desse seu álbum de estreia, concebido nos Estúdios Mercury sob produção do músico Thiago Rudrea.


Segundo sua biografia você só veio a se interessar no aprendizado do canto após os 20 anos de idade. Até então como se dava a sua relação com tal arte?

Amanda Garruth - Sempre ouvi música em casa, e sempre música popular, radiofônica, comercial. No início da idade adulta, eu comecei a me interessar pela dita MPB. Meus primeiros CDs desse estilo foram um do 14 Bis, uma coletânea da Elis (que ouvi até furar), um de regravações do Tom Jobim e o "Jobiniando" do Ivan Lins.


Como se deu a decisão de abandonar o curso de mestrado em linguística aplicada para dedicar-se à carreira artística?

AG - Aconteceu de uma forma pensada, embora muito movida pela paixão. Eu não tive medo, porque eu não estava feliz no mestrado. Além disso, naquele momento, eu tinha a coragem da juventude para abrir mão de um primeiro plano em busca de outro. Mas eu ainda mantive a minha carreira de professora de inglês, que me conferia uma segurança.


O Thiago Rudrea se faz muito presente neste seu trabalho. Como se formou essa parceria musical tão rentável?

AG - Conheci o Thiago através do Studio Mercury. O Thiago tinha gravado o piano do meu CD single. Depois, eu o convidei para tocar no meu show "Lado B Inglês". Foi após a primeira apresentação desse show que o Thiago me ligou e propôs gravarmos um CD em parceria: eu, ele e o Studio Mercury. Nós três aceitamos e fizemos o CD "Hora & Lugar".


O Brasil, apesar de ter inúmeras e excelentes compositoras, tradicionalmente atribui à figura feminina mais o papel de intérprete. Em “Hora e Lugar” você exerce os dois papéis sem titubear em nenhum momento. Como se dá o seu processo de composição?

AG - Eu me assumi compositora/letrista por necessidade. Na época do single, eu queria gravar mas não conhecia compositores. Então o Jorge Canaan transformou textos meus em música. Quando chegou a época do "Hora & Lugar", o mesmo aconteceu, só que com mais parceiros. O meu processo de composição é descompromissado. Eu vou escrevendo poemas de acordo com a minha necessidade e disponibilidade emocionais e com a minha inspiração.


Sabemos que o título do disco se deu a partir da canção “Cantiga do tempo”. De que forma se deu a escolha dos versos que batizam o álbum?

AG - Eu tive o estalo quando me dei conta de que o meu verso "Que tudo tem hora e lugar" simbolizava a fase que eu estava vivendo na época da feitura do disco. Isto é, a minha busca pelo meu momento e espaço de realização.


Como aconteceu a escolha do repertório deste álbum de estreia?

AG - Surpreendentemente, eu já tinha o repertório pronto quando nós começamos a fazer o "Hora & Lugar". Eram canções que eu já vinha fazendo ao vivo em shows e composições novas que eu já tinha guardadas.


Antes de apresentar este álbum ao grande público você vem de alguns espetáculos que parecem ter sido fundamentais para o amadurecimento desta ideia de um registro fonográfico. O que você trouxe de experiência, principalmente dos espetáculos “Vida-Ciranda” e “Lado B Inglês”, para o disco?

AG - Eu trouxe o repertório, o produtor musical (Thiago Rudrea) e a minha identidade vocal.


Você, além do espetáculo “Lado B Inglês”, também já exerceu a atividade de professora de inglês. Porém neste seu trabalho não consta nada neste idioma. Há a pretensão de no futuro ter algo neste sentido, um disco voltado exclusivamente para o inglês?

AG - Hoje não tenho planos de fazer um disco todo em inglês. Mas gravar uma música ou outra em inglês é uma grande possibilidade. Eu estou terminando uma parceria dessa com o Eric Brandão, ou seja, uma letra minha em inglês musicada por ele. (Ninguém sabe disso ainda. Estou falando pela primeira vez.)


Você tem profundas raízes na cidade de Cachoeiro do Itapemirim, que é o berço de Roberto Carlos, aquele que é considerado o rei de nossa música, e também do conhecido escritor Rubem Braga. Por conta da formação acadêmica na área de letras e por trazer contigo, hoje, a convicção da escolha certa enquanto artista, em algum momento esses dois nomes exerceram influências em sua vida?

AG - Diretamente não mas indiretamente sim. O Roberto Carlos é uma figura muito presente na vida de todos os brasileiros, portanto comigo não é diferente. Eu assisto às apresentações dele e escuto as músicas dele desde criança. Quanto ao Rubem Braga, eu estou em falta com a obra dele. Ainda não tive a chance de lê-lo.


O arranjo de uma das canções de sua lavra (“O monte”) traz a participação de dois coros, um de criança e outro de senhoras. Como aconteceu a concepção desse arranjo?

AG - O arranjo é do Thiago e a bela ideia de ter os coros também foi dele. A minha função foi conseguir as senhoras e as crianças para formarem os coros. Busquei senhoras através de amigos. As crianças são primos meus. Depois fiz teste com cada uma para, finalmente, irmos para o estúdio.


Por fim, gostaria primeiramente de agradecer pela atenção dispensada ao nosso Musicaria Brasil e saber como tem sido a receptividade deste seu trabalho desde o lançamento, além de deixar aberto o nosso espaço para as suas considerações finais.

AG - Em primeiro lugar, o CD foi acolhido pelas pessoas que acompanham os meus shows. Além disso, eu consegui um espaço muito bom na mídia (jornal, rádio e TV) de Cachoeiro de Itapemirim por meio do meu tio, que é meu produtor lá. No Rio, eu tenho o apoio do projeto Estrada 55 (do Ricardo Loureiro), fiz o Papo Cabeça, da TV Gama e o UVA Music, da TV UVA. Também fiz o Ondas de Amor, na rádio Catedral. Em outros estados, até onde eu sei, teve o Conversa de Botequim, na Rádio Cultura, de Porto Alegre; o Viamundo, da Rádio Inconfidência, de Minas Gerais, a Webrádio Cultura, de Santa Maria (RS) e a Rádio Unimontes, de Montes Claros (MG).

AG - Para terminar, quero agradecer a você, Bruno, pelo espaço concedido. Muito obrigada. Quero agradecer também a vocês, leitores do Musicaria Brasil, que chegaram até esta última linha da entrevista. Obrigada pela atenção. Vamos em frente. Grande abraço.


Maiores informações:
Site Oficial - http://amandagarruth.com.br/
Contato para shows e aquisição do álbum: amandagarruth.contato@gmail.com
Tratore - http://tratore.com.br/cd.asp?id=7898270417511
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Facebook (Página) - http://www.facebook.com/page.amandagarruth
Twitter - @amandagarruth
Orkut (Comunidade) - http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=26644011
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O álbum pode ser adquirido através dos seguintes endereços:

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A ESCOLHA CERTA DE AMANDA GARRUTH

Depois de uma mudança abrupta em seu destino, esta artista carioca nos apresenta o primeiro fruto gerado a partir desse novo caminho trilhado por ela: Hora e lugar.

Por Bruno Negromonte


A vida nos traz reviravoltas interessantes ao longo de nossa passagem por ela, muitas vezes exige concessões diversas em detrimento aos nossos desejos, as vezes as escolhas não são julgadas como as melhores, porém foram aquelas que nosso coração e intuição definiram como melhor caminho. Hoje iremos abordar uma dessas estórias de vida interessantes, onde a protagonista ilustrará esta matéria com uma surpreendente biografia como vocês poderão atestar a partir de então.

Nascida no Rio de Janeiro, Amanda Garruth Maia Rodrigues só veio a se interessar no aprendizado do canto após os 20 anos de idade, a razão é justificada a partir das próprias palavras da artista, que diz: "Eu nunca planejei ser cantora nem nasci em uma família de músicos (apenas meu avô materno foi clarinetista na juventude)". Essa escolha de início se deu tendo por objetivo apenas seu hobby, onde as aulas eram vista como um grande momento de lazer. Porém, gradativamente, as técnicas e o música como um todo foi entrando na vida de Amanda e aquilo que era diversão foi ocupando espaços cada vez maiores na rotina da jovem, concomitantemente à faculdade de letras e a vida profissional como professora de inglês.



No entanto, essa opção de enveredar por caminhos antes não trilhados geralmente nos exige algo em troca que muitas vezes parecem sacrifícios inconcebíveis para alguns, quando na verdade nada mais é que a plenitude da satisfação pessoal para aquele que optou por tal escolha. E talvez essa seja a justificativa mais coerente para embasar o fato desta carioca abandonar o curso de mestrado em linguística aplicada para dedicar-se a carreira artística. Não que isso tenha ocorrido de maneira abrupta, mas gradativamente a música foi a envolvendo de maneira tal que acabou ocupando espaços antes dedicados a outras atividades. A expressão artística foi ganhando força de tal modo que o foco da artista mudou de direção a partir do abandono do mestrado e, embrenhando-se de forma intensa no universo musical, procurou descobrir mais sobre música. Em consonância com as aulas de inglês, intensificou as aulas de canto além de introduzir em sua rotina aulas diversas, dentre as quais aulas de violão, teclado e percepção musical, tudo para aprimorar a teoria daquilo que, na prática, já se faz perfeitamente harmonioso por natureza.

O seu começo se deu como o de muitos, e até chegar a esse trabalho que aqui vos apresento, Amanda Garruth também teve seu talento testado nos palcos. O início se deu através de recitais da primeira escola de música onde estudou e três anos depois, em 2006, veio o primeiro espetáculo ainda sem nome. Nesse período houve também diversas "canjas" em um restaurante de sua cidade, apresentando-se também, esporadicamente, em alguns eventos e em canais de TV fechada. No ano posterior já tendo gravado um CD-demo, decide gravar um single com duas músicas autorais, assumindo, então, um lado até então oculto de sua vertente artística: a letrista.



Esses primeiros trabalhos tiveram uma significativa repercussão, principalmente a partir de Cachoeiro de Itapemirim (ES), local escolhido para o lançamento do single e cidade natal da família da artista. A partir do single, veio o show “Vida-Ciranda”, que teve diferentes apresentações no RJ em 2008 e 2009. Em paralelo, foi montado o espetáculo “Lado B Inglês”, somente com músicas na língua inglesa, que teve apresentações pelo Rio de Janeiro ao longo dos anos de 2008 a 2010. Essas apresentações somadas com as teorias adquiridas ao longo desses anos de aulas trouxeram o respaldo necessário para que Garruth pensasse no primeiro registro fonográfico de maneira profissional. A proposta ganhou a adesão do músico Thiago Rudrea, que propôs uma parceria entre ele, o Studio Mercury (Israel Santana) e a artista, e assim surgiu esse primeiro registro, o álbum "Hora e lugar", sob produção de Rudrea.

O álbum conta com 11 faixas dentre as quais seis são de autoria da própria Amanda, são elas: "Cantiga do tempo (Passaredo)" "Delicadeza" (em parceria com Eric Brandão), "Opção derradeira" (com Vilmar Filho), "Falta" e "Vida-ciranda" (com Jorge Canaan) e "O monte" (com Thiago Rudrea). Da canção "Cantiga do tempo" (única canção composta apenas pela Amanda) vem os versos que originaram o título do álbum; "Delicadeza" vem como faixa-bônus e foi gravada ao vivo no estúdio, segundo a própria cantora a canção desde a pré-produção do disco que permeia seus desejos de incluí-la. É como a própria artista relata: "Ela esteve nas minhas melhores e teimosas intenções desde a pré-produção." Com o violão de Thiago Martins brinda-nos com uma referência singela à bossa nova (movimento musical que faz parte de sua formação musical). Há presente neste trabalho as duas canções que fizeram parte do single de estreia da artista que ganharam novos arranjos: "Vida-ciranda" (letra originalmente escrita para transformar-se no ritmo que a intitula, porém agora com mais vigor, volta neste disco com um arranjo que remete à diversidade dos ritmos brasileiros) e em tom meio jazzístico vem "Falta", a primeira parceria da artista.

O álbum segue com "Sua lenda" (Marcello Santos - Dubas), "Namorando o ar" (Gedley Braga e Lina de Albuquerque (Lavadeiras) - Tupy) (canção que conta com a participação do Dalton Coelho, diretor, regente e violonista do grupo vocal ‘Dá o Tom’), "Sim" (Vilmar Filho) que é, nas precisas palavras da intérprete, "uma oração em forma de música contemporânea". O arranjo, que remete ao tango e valoriza a percussão, deu à canção a obscuridade e a clareza que ela carrega, segundo a própria Amanda. Em "Opção derradeira", canção da lavra da artista, vem a ser a primeira e única melodia que ela letrou até então. Seria um "samba papo-cabeça contagiante", como define a artista.



Na trinca final de canções há "Percussìvé" (Felipe Azevedo), canção onde desde a primeira audição a artista a associou a uma de suas composições, não resistindo seque a letra nem tão pouco ao ritmo. Garruth acha essa composição uma canção inteligente de chão, de força e altamente brasileira; "O monte" (última canção a entrar no repertório, pois apesar da letra já ter sido escrita anteriormente pela Amanda, o Thiago Rudrea musicou especialmente para este projeto). Nela há a participação de dois coros (o primeiro com crianças e o segundo com algumas senhoras) dando um certo ar de singeleza a faixa. E por fim "Vertigem de altura" (Mário Pimentel e Fábio Mendes), um samba belíssimo e contagiante que aborda a lei do retorno, onde o protagonista além de um comportamento hostil, ignora a existência de Deus. Sem dúvida alguma esta canção tem tudo para configurar-se em um dos hits de sua carreira. Garruth a define da seguinte forma: "Esta canção é uma bronca dada com luva de pelica."

Tendo como produtor o musicista Thiago Rudrea, o álbum foi gravado no Studio Mercury e contou com a participação do próprio Thiago na concepção de boa parte dos arranjos presentes no álbum, além de tocar alguns instrumentos, Luciano Oliveira (teclado e acordeom), Marcio Chagas (bateria), Thiago Martins (guitarra, viola de 6, de 12 cordas e violões), Régis Gonçalves (percussão), Luiz Gomes e Sérgio Moreno (baixo), Marcelo Braga (flauta), Adriano Ávila (trompete), Carlos Chagas (guitarra), Wallace Peres (violões) e Henrique Garcia (cavaco). O álbum ainda conta com a participação de outros artistas na elaboração de alguns arranjos, como foi o caso das faixas "Vida-ciranda" e "Falta", que conta com um arranjo coletivo e "Opção derradeira" sob arranjos de Thiago Rudrea e Vilmar Filho. Além de um coro composto pelas crianças Mariana, Bernardo e Lorenzo Giácomo e um segundo composto pelas senhoras Adyr Sá, Alda Simas, Marlene Lessa e Shirley Telles. "Hora e lugar" chega como prova documental de uma escolha certa, onde a artista de fato se encontrou nessa nova escolha e hoje vive plenamente feliz com essa opção. No encarte a artista escreve que é um trabalho para ouvir onde e quando preferir, porém deve ser ouvido com atenção. Com essa ressalva acho que não é preciso mais nenhuma recomendação.


Maiores informações:

Site Oficial - http://amandagarruth.com.br/
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Contato para shows e aquisição do álbum: amandagarruth.contato@gmail.com
Tratore - http://tratore.com.br/cd.asp?id=7898270417511


O álbum pode ser adquirido através dos seguintes endereços:
FNAC - http://www.fnac.com.br/hora-lugar-FNAC,,musica-563852-2135.html
Livraria Cultura - http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=11035419&sid=621223076131224110409289918
Pérola Negra - Tel: (71)336-6997 - http://www.perolanegracd.com.br/
HPI - Tel: (21)3215-4943
Baratos Afins - Tel: (11) 3223-3629
Discoteka - rod - Tel: (11) 5906-0456
Pop´s Discos - Tel: (11) 3083-2564


Compra Online:
UOL Megastore:http://megastore.uol.com.br/acervo/mpb/a/amanda_garruth/hora_e_lugar
Amazon.com - http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/B00420N37G/iopr-20
Itunes - http://itunes.apple.com/us/album/hora-lugar/id391183912
Emusic - http://www.emusic.com/listen/#/album/-/-/12127674/?fref=150042
Sonora - http://sonora.terra.com.br/#/Cd/126748/hora_lugar

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

MPB - MÚSICA EM PRETO E BRANCO

Amanda Garruth

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