sexta-feira, 4 de setembro de 2020

SILVIO CÉSAR E SUAS HISTÓRIAS

Em comemoração aos 80 anos do cantor e compositor o Musicaria Brasil relembra algumas de suas histórias




REALIZANDO UM SONHO

Em 2015, minha irmã Oswaldina completaria 91 anos de idade e me disse que o único presente que ela gostaria de receber seria um abraço do Zeca Pagodinho, de quem ela era fã de carteirinha.

Eu conhecia o Zeca de encontros casuais em bastidores de espetáculos e eventos musicais.

Sempre nos tratamos cordialmente, mas sem grandes intimidades.

Ele na dele e eu na minha.

Fiz contato com sua produção e me informei sobre sua agenda.

Infelizmente o Zeca não tinha programado nenhum show para Belo Horizonte, onde morava ( e mora ) minha irmã

Fiquei frustrado, mas prometi a ela que na primeira oportunidade o seu desejo seria atendido.

Em 2016, perdemos um dos maiores poetas da música brasileira: Fernando Brandt.

Ele, além de grande poeta, era, também, Presidente da UBC – União Brasileira de Compositores.

Fui a Belo Horizonte deixar meu último abraço ao querido amigo e, no corredor do avião, a caminho do banheiro, ouvi uma voz: Silvio!

Ó surpresa agradável. Era o Zeca Pagodinho.

Ele estava indo a BH para fazer um show.

Contei a história da minha irmã para ele e ele, imediatamente, me colocou em contato com a sua produtora e ela me perguntou quantos convites eu queria.

Peguei o endereço, o horário e liquei para a Oswaldina.

Nem é preciso dizer o quanto ela ficou feliz.

Quando entramos no local do show, outra surpresa, maior ainda:

O Zeca havia reservado uma mesa ótima, próxima do palco, de onde tínhamos uma perfeita visão do espetáculo.

As surpresas não param:

Antes de começar o show ele mandou um assessor nos pegar na platéia e nos conduzir ao seu camarim, onde nos recebeu gentilmente e foi todo carinho e atenção com minha irmã. Fez fotos com ela. Presenteou-a com seu novo CD, além de uma caixa ( que ainda seria lançada ), contendo sua história e toda sua obra gravada.
Tudo autografado.
Ela ficou maravilhada

O show foi um sucesso.

Eu nunca havia assistido um show dele.

Com seu jeito simples e despretensioso, Zeca foi, pouco a pouco, cativando o público e antes da metade já estava com a plateia em suas mãos, cativa e hipnotizada.

Ele brincou comigo, relembrou fatos dos quais eu não me lembrava, me fez homenagens, elogios generosos e, num gesto elegante, dedicou o show à minha irmã.

Em suma: Zeca Pagodinho foi uma grande descoberta.

A partir desse dia, comecei a prestar mais atenção nele.

Fui à sua casa, a seu convite, tomamos vinho, trocamos idéias e eu pude conhecer o ser humano maravilhoso que ele é.

Então, resolvi homenageá-lo no meu novo CD “ Viagens Paralelas “

Fiz uma parceria com Dora Vergueiro e dediquei a ele o samba “ O Bom Malandro “ .

Convidei e ele topou gravá-lo comigo.

Chegou pontualmente ao estúdio, ouviu o samba uma vez e gravou de primeira.
Incrível. Nunca tinha visto nada igual.

*Quem quiser ouvir o samba, vá a Independentes > Viagens Paralelas e clique na faixa.


Para encerrar, quero dizer que ele ganhou um amigo e um admirador.


E por último:



Zeca Pagodinho canta igual a todo mundo. Ninguém canta igual a ele.

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