PROFÍCUAS PARCERIAS

Gabaritados colunistas e colaboradores, de domingo a domingo, sempre com novos temas.

ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

Um bate-papo com alguns dos maiores nomes da MPB e outros artistas em ascensão.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

MÚSICOS FICAM CHOCADOS COM VALOR DE CACHÊ PROPOSTO PARA SHOWS DO SESC

Por Lucas Arruda






Colocar um valor no trabalho de alguém não é algo fácil, por isso na hora de uma instituição, seja ela pública ou privada, abrir um edital é necessário avaliar inúmeros critérios. No início do mês, o SESC publicou um edital de contratação de músicos com valores considerados "ridículos" pela classe por serem muito baixos.

A seleção para shows em projetos aqui em Campo Grande, Dourados e Corumbá, remuneram os grupos com os valores de, no máximo, R$ 320,00.

Os cachês começam em R$ 170, para grupos com 3 integrantes. De quatro a seis músicos, são R$ 280 no total a serem pagos. De sete integrantes acima, o valor é de R$ 320. O edital deixa claro que as quantias são pagas para a banda, não por integrante. Pior, avisa que ainda serão descontados os tributos, o que deixaria o pagamento ainda menor.

O guitarrista da banda Beatles Maníacos, Eloy Paulucci, ficou sabendo do edital por meio de uma amiga, que não havia lido. Ele foi atrás e achou os valores "desrespeitosos" com toda a classe dos músicos. “Este cachê (R$ 170) é até aceitável se for para um músico com voz e violão, mas para uma banda com vários integrantes não é”, aponta.

Para shows de outros artistas convidados para eventos maiores, de boa divulgação, o SESC paga em média de R$ 1.500 a R$ 2.000. Já em um edital, o participante precisa passar por um viés burocrático, tendo que conseguir vários documentos para participar. “Tudo isso gera um custo e, além disso, muitas vezes temos que contratar um funcionário para nos ajudar com os equipamentos, um técnico de som e gastamos com o transporte para a realização e alguns outros gastos também. Para uma banda com quatro integrantes ou mais o mínimo seria R$ 1.500 de cachê”, avalia.

O presidente do Simatec/MS (Sindicato dos Músicos, Autores e Técnicos de Mato Grosso do Sul), Beko Santanegra, lembra que ainda não há um piso salarial para os músicos do Estado e que a instituição pode pagar o valor que achar justo.

“Estamos lutando pelo nosso piso, que é de R$ 160 por músico, mas ainda estamos esperando a aprovação do Ministério do Trabalho, mas realmente estes cachês para bandas não está de acordo com o que lutamos. O que podemos fazer é propor à classe que não participe do edital”, afirma.

Quando leu o edital, Eloy até chegou a questionar a instituição se havia algum erro, se estava faltando algum zero, mas recebeu a resposta de que o está correto. “Está sendo imposto um cachê ridículo”, avalia.

Ainda está no edital que caso o contratado não cumpra a obrigação assumida, deverá pagar uma multa correspondente a 10% do valor do cachê, o que nesse caso é até vantagem, porque ficaraia entre R$ 17 e R$ 32. “Seria melhor pagar a multa do que fazer a apresentação, sai mais barato”, brinca indignado o guitarrista.

Depois do questionamento feito pelo Lado B, a assessoria de imprensa do SESC garantiu que o edital de seleção de artistas e grupos de música está cancelado para reavaliação dando maior clareza às cláusulas. O novo edital será publicado em 15 dias.

CURIOSIDADES DA MPB

Em sua versão em CD, Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-rosa e Carvão trouxe uma música a mais: "Pale Blue Eyes". Isso também aconteceu com seu primeiro disco, Marisa Monte ao Vivo, que trouxe "I Heard It Through the Grapevine" que não entrou no LP original por problemas de espaço.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

LENDO A CANÇÃO

Por Leonardo Davino*



"Quanto mais o tempo passa, mais me afasto, mais vejo outras possibilidades de ser que não são propriamente possibilidades femininas, mas possibilidades limpas, como, por exemplo, intrigar-me neuroticamente com o canto dos bem-te-vis, que não é nada, nem masculino nem feminino, é limpo", anota o narrador do livro Rato, de Luís Capucho.

Parece ser nesse "canto limpo", puro, assemântico que se baseia a tradição filosófica de matriz grega, a fim de definir o lugar da voz em nossas vidas: o lugar onde o semântico (masculino) se perde na sedução vocálica (feminina) e, portanto, deve ser evitado.

Porém, assim como também sugere o narrador de Rato - "mais vejo outras possibilidades de ser que não são propriamente possibilidades femininas" -, tal filosofia esquece que todo canto pressupõe uma audição e que a voz sempre vence. Ora, quem foi que disse que o bem-te-vi diz "bem-te-vi" enquanto canta senão a interpretação humana? Ou melhor, nossa tendência a dar sentido a tudo que nos cerca - eliminando os riscos do desconhecido?

A ideia de um canto limpo (assexuado) tenta recuperar o paraíso materno: o casulo infinitamente abundante que nos abrigou por um tempo e para o qual parecemos estar sempre querendo retornar. O canto do bem-te-vi, ouvido como uma representação de um dos sons da natureza, recupera esse canto ideal: inatingível. Mas é sempre um som vazio, preenchido de sentidos pela lógica de quem escuta. Ou melhor, a voz não comunica nada, a não ser a própria comunicação.

O segredo da canção está no fato de que cada voz é única. É na voz que se encontra a unicidade. "Eu minto, mas minha voz não mente", diria o sujeito de "Drama", de Caetano Veloso. É assim que uma "mesma" canção (mediatizada, massiva) afeta cada ouvinte por lugares diferentes. É assim também que uma "mesma" canção, ao ser cantada por outra voz, ganha novos sons.

"A voz não é apenas som, mas é sempre a voz de alguém que vibra em sintonia com os sons naturais e artificiais do mundo em que vive", registra Adriana Cavarero no livroVozes plurais. O canto é o nada, que é tudo, poderia dizer o narrador de Rato, a respeito dos bem-te-vis que lhe perturbam o pensamento.

O canto de um pássaro e o canto humano não são, obviamente, a mesma coisa. A voz os distingue. A voz humana carrega a palavra que, por sua vez - phoné semantiké - carrega o humano. Jogando com tais categorias, o sujeito de "Musa Cabocla", de Gilberto Gil e Waly Salomão, por exemplo, cria o efeito de presença de si a partir daquilo que fala.

Para tanto, o sujeito (poeta, cancionista) evoca a musa cabocla, híbrida. Ouvintes comuns que somos, só temos acesso àquilo que ela fala através da mediação do sujeito (cancionista, poeta, cantor). Ele ouve e canta: é sereia que canta sentada na pedra a medrar o marinheiro. Classicamente um híbrido (mulher e animal), a sereia/musa aqui é cabocla.

Gal Costa é a musa cabocla do título da canção: aquela que inspira Gilberto Gil e Waly Salomão a compor um discurso a ser engendrado na voz da própria musa. Por trás da voz (ficcional) do sujeito da canção há a voz de uma pessoa de carne e osso: uma garganta.

Feitas refrão, as afirmativas que serpenteiam a letra - "Sou pau de resposta, jibóia sou eu, canela / Sereia eu sou, uma tela sou eu, sou ela" - reforçam o desenho (visão) da "Mãe matriz da fogosa palavra cantada / Geratriz da canção popular desvairada / Nota mágica no tom mais alto, afinada" que Gal Costa (voz) encarna.

A finalidade lúdica (poética) de "Musa cabocla" (Minha voz minha vida, 1982) é restaurar o sentido da significação. Dito de outro modo, o sujeito (sereia), através da proliferação de significantes e comparações, deixa a sereia cantar: engendra um canto sirênico em que "quem" fala é tão importante quanto aquilo que é "falado". Um empenho feliz do primado da voz sobre a palavra.

"Mãe matriz da fogosa palavra cantada / Geratriz da canção popular desvairada / Nota mágica no tom mais alto, afinada". Tais palavras guardam o medo que certa filosofia tem com relação à canção, à voz. Interpreta-se que a sereia é causa da perda da razão do indivíduo. Daí o emudecimento progressivo do logos. Esquecendo-se, deste modo, da unicidade inimitável de cada voz e de que é possível pensar com os pulmões.

Sereia, diferente do bem-te-vi, do sabiá, da cigarra, o sujeito de "Musa cabocla" canta palavras: palavras que ele mesmo (musa que também é) engendra no poeta. Travestindo-se na canção, o sujeito (monstro canoro) se presentifica. "Sereia eu sou, uma tela sou eu, sou ela", diz.


***

Musa cabocla
(Gilberto Gil / Waly Salomão)


Uirapuru canta no seio da mata
Papagaio nenhum solta um pio
Sereia canta sentada na pedra
Marinheiro tonto medra pelo mar

Sou pau de resposta, gibóia sou eu, canela
Sereia eu sou, uma tela sou eu, sou ela
Coração pipoca na chapa do braseiro
Sou baunilha, sou lenha que queima
Que queima na porta do formigueiro
E ouriça o pelo do tamanduá

Mãe matriz da fogosa palavra cantada
Geratriz da canção popular desvairada
Nota mágica no tom mais alto, afinada

Sou pau de resposta, jibóia sou eu, canela
Sereia eu sou, uma tela sou eu, sou ela



* Pesquisador de canção, ensaísta, especialista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e doutor em Literatura Comparada, Leonardo também é autor do livro "Canção: a musa híbrida de Caetano Veloso" e está presente nos livros "Caetano e a filosofia", assim como também na coletânea "Muitos: outras leituras de Caetano Veloso". Além desses atributos é titular dos blogs "Lendo a canção", "Mirar e Ver", "365 Canções".

GONZAGUINHA, 70 ANOS

Por Marcelo Biar







De onde vinha o olhar de esguelha? E a voz malandra e melodiosa? De onde vinha o dedo apontado, quando a lógica seria a cabeça baixa? De onde vinha tanta força daquele corpo magrelo? Abusado… moleque… favelado… De onde vinha o dom de afirmar adjetivo onde os outros queriam estigma?

Os becos sinuosos, morro abaixo, ali no São Carlos, berço do samba, teriam sincopado esta alma? O espírito de sobrevivência herdado do pai nordestino retirante, que partiu por querela com coronel, por questão do coração, lhe fizeram escorregadio como solo de sanfona de Gonzagão? Ou foi o bailar dos dancings cariocas que lhe foram passados por Odaleia, sua mãe? E este jogo de perda e ganho de amor paterno e materno, teriam lhe ensinado a dor e o amor?

Foi tudo isso, mas não… Não existe receita. Mais que tudo isso, é preciso ser Gonzaguinha. É preciso ser duro e doce. Dizer não, porque se deseja o sim. É preciso soltar a voz… explodir o coração… é preciso deixar claro que “se mandar calar mais eu falo”, mas que se me der a mão, “vamos ver o diabo de perto”.

E que falta faz um Gonzaguinha. Em tempos de falsos consensos e líquidos amores… em tempos de nulos debates… cínicos silêncios… Ah… vocês merecem… vocês merecem…

Faria ele, este ano, 70 anos. Se foi cedo. Aos 45. Sem prorrogação ou pênaltis. Quem foi este juiz que prejudicou tanto nosso time? Que falta nos faz!

Não caberia um Gonzaguinha no mundo de hoje ou o mundo de hoje ficou pequeno demais para ele? A verdade é que necessitamos dele. Sua obra segue maior que ele. Segue presente e pertinente. Segue impertinente aos que nos querem calar. Aos que desejam o amor apequenado. Sua obra segue como um perfume forte que fica quando o dono já se foi.

Sigamos moleques e abusados. Sejamos dedo em riste e coração aberto.

Neste ano em que faria 70 anos, que Gonzaguinha seja verbo e adjetivo! Nós merecemos! Precisamos!




Discografia Oficial


Luiz Gonzaga Junior (Odeon) (1973)

Faixas:
01 - Sempre em teu coração
02 - Minha amada doidivana
03 - Pagina 13
04 - Romântico do Caribe
05 - Sim quero ver
06 - A felicidade bate a sua porta
07 - Palavras
08 - Moleque
09 - Comportamento geral
10 - Insônia
11 - Depois do trovão




Luiz Gonzaga Junior (Odeon) (1974)

Faixas:
01 - É preciso
02 - Piada infeliz
03 - Meu coração e um pandeiro 
04 - Uma família qualquer
05 - Pois é, seu Zé 
06 - Rabisco n'areia
07 - Assum preto 
08 - Amanhã ou depois
09 - Galope
10 - Desesperadamente



Plano de Vôo (1975)
Faixas:
01 - O começo da festa
02 - Ta certo, doutor
03 - Gás Neon
04 - Quebra pau
05 - Assim seja, Amém
06 - Suor e serragem
07 - Mundo novo, vida nova
08 - Contos de fadas
09 - Catatonia integral
10 - Niel Cabeça de Bola
11 - Plano de vôo
12 - Geraldinos e arquibaldos




Começaria Tudo Outra Vez (1976)
Faixas:


01 - Eu nem ligo
02 - Picadeiro
03 - Erva rasteira 
04 - Uma vida inteira 
05 - Um sabiá contou
06 - Espere por mim, morena
07 - Meu segredo 
08 - Chão, pó, poeira
09 - Começaria tudo outra vez 
10 - Um sorriso nos lábios


Moleque Gonzaguinha (1977)
Faixas:


01 - Dias de Santos e Silvas
02 - Teatro de revistas 
03 - Festa e solidão
04 - Frutos
05 - O caminho da roça
06 - O que importa
07 - Por aí 
08 - Quintais  
09 - Festa
10 - Pobreza por pobreza


Recado (1978)


Faixas:
01 - Por aí
02 - O que foi feito deverá  
03 - Lindo 
04 - Vai meu povo 
05 - Odaléa, noites brasileiras
06 - E por falar no Rei Pelé 
07 - Recado
08 - Pessoa 
09 - Guerreiro São João
10 - Todo dia
11 - Petunia Resedá


Gonzaguinha da Vida (1979)
Faixas:

01 - João do Amor Divino
02 - Com a perna no mundo
03 - Diga lá, coração
04 - Por um segundo
05 - Artistas da vida
06 - O preto que satisfaz
07 - Explode coração
08 - Desenredo
09 - O trem
10 - Vida de viajante
11 - Galopando
12 - A vida do viajante
13 - Mundo novo, vida nova

De Volta ao Começo (1980)
Faixas:


01 - Questão de fé
02 - Ponto de  interrogação
03 - A marcha do povo doido 
04 - Liberdad mariposa
05 - E vamos a luta
06 - Paixão
07 - Grito de alerta
08 - Sangrando 
09 - Amanhã ou depois
10 - A cidade contra o crime
11 - Bie bie Brasil 
12 - Apenas mulher
13 - De volta ao começo 
14 - Da vida 
15 - Da maior liberdade


Coisa Mais Maior de Grande - Pessoa (1981)


Faixas:

01 - Geraldinos e arquibaldos II
02 - Santa Maravilha
03 - O saco cheio de Noel
04 - Mergulho
05 - Eu entrego a Deus
06 - Pacato cidadão
07 - A fábrica de sonhos
08 - Fala Brasil
Caminhos do Coração (1982)

Faixas:
01 - O que é o que é
02 - Filho da própria
03 - O começo
04 - Simples como a água
05 - Maravida
06 - O boy
07 - Ser, fazer e acontecer
08 - Felicidade
09 - Simplesmente feliz
10 - Caminhos do coração


Alô Alô Brasil (1983)
Faixas:
01 - Alô, alô Brasil
02 - Se eu quiser viver
03 - Todo boato tem um fundo musical
04 - Amor
05 - Um homem também chora
06 - Feliz
07 - Coração de plástico
08 - Nave especial
09 - Pelo Brasil
10 - Memória
11 - Tem de dia que de noite e assim mesmo
12 - Voa foguete


Grávido (1984)
Faixas:
01 - Lindo lago do amor
02 - Grávido
03 - Nem o pobre nem o rei
04 - Rosa povo
05 - Cabeça
06 - Meninos eu vi
07 - Days after that day
08 - Sonhos Brasis
09 - Nunca pare de sonhar
10 - Lindo lago do amor


Olho de Lince - Trabalho de Parto (1985)
Faixas:
01 - Vinheta - Zoeira
02 - Deixa Dilson e vamos Nelson
03 - Jornada do prazer
04 - Mamão com mel
05 - Maravilhas banais
06 - Coração mineiro
07 - O homem falou
08 - Trabalho de parto
09 - Janeiro ainda - Possibilidades
10 - Belo balão
11 - Bom dia
12 - Vinheta - Tudo certo


Geral (1987)
Faixas:
01 - Começaria tudo outra vez
02 - Caminhos do coração
03 - Eu apenas queria que você soubesse
04 - Morro de saudade
05 - Ponto de interrogação
06 - Cê me ama
07 - Espere por mim, morena
08 - Pulsação tropical
09 - Recado
10 - Forró do Gonzagão
11 - Geral
12 - E vamos a luta
13 - Com a perna no mundo
14 - Galope
15 - Sangrando


Corações Marginais (1988)
Faixas:
01 - Tanacara
02 - Mágica
03 - Corações marginais
04 - É
05 - Tudo
06 - Q.S.A.
07 - Rai
08 - Meninos do Brasil
09 - Acalma
10 - Primavera: começo


Luizinho de Gonzagão Gonzaga Gonzaguinha (1990)

Faixas:
01 - Baião
02 - Guarda
03 - Humanos
04 - Respeita Januário
05 - Asa branca
06 - Gonzaga
07 - Uma vez por semana
08 - Borboleta prateada
09 - Avassaladora
10 - Olha pro céu
11 - Vida do viajante


Cavaleiro Solitário (1993)
Faixas:
01 - Cavaleiro solitário
02 - Ocê i eu
03 - Um homem também chora
04 - Asa branca
05 - Gentileza
06 - Salve
07 - Fotografia
08 - Coração
09 - Maravida
10 - Fliperama
11 - Explode coracao
12 - Comecaria tudo outra vez


Luiz Gonzaga Junior (2001)
Faixas:
01 - Moleque
02 - Um abraco terno em você, viu mãe
03 - Por um segundo
04 - Plano Sensacional
05 - Felícia
06 - Eu quero
07 - Sanfona de Prata
08 - O trem
09 - Parada obrigatóoria para pensar
10 - Africasiamerica
11 - Pobreza por Pobreza

Gonzagão e Gonzaguinha - Juntos (1991)
Faixas:
01 - A vida do viajante
02 - Mariana
03 - From United States of Piaui
04 - Nao vendo, nem troco
05 - Eu e minha branca
06 - Diz que vai virar
07 - A triste partida
08 - Pense n'eu
09 - Pobreza por pobreza
10 - Lembranca da primavera
11 - Erva rasteira
12 - Festa


A Viagem de Gonzagão e Gonzaguinha (1994)

Faixas:
01 - Sangrando
02 - Amanhã ou depois
03 - Achados e perdidos
04 - Pequena memória para um tempo sem memória
05 - Começaria tudo outra vez
06 - Apologia ao jumento
07 - Acauã
08 - Assum preto
09 - A morte do vaqueiro
10 - Discanco em casa, moro no mundo
11 - Boiadeiro
12 - Vozes da seca
13 - Pau-de-arara
14 - Baião de São Sebastião
15 - Baião
16 - Karolina com K
17 - Derramaro o gai
18 - Legua tirana
19 - Baião da garoa
20 - Juazeiro
21 - Da vida
22 - Estradas
23 - Diga la, coração
24 - Grito de alerta
25 - Da maior liberdade
26 - Com a perna no mundo
27 - Não dá mais pra segurar
28 - Respeita Januário
29 - Estrela de ouro
30 - Hora do adeus
31 - A vida do viajante

domingo, 20 de setembro de 2015

TÚLIO BORGES LANÇA ÁLBUM CUJO TÍTULO FAZ ALUSÃO AO REPERTÓRIO DOS REPENTISTAS SEBASTIÃO DIAS E JOÃO PARAÍBANO

Imerso as suas reminiscências, o cantor, instrumentista e compositor brasiliense lança "Batente de Pau de Casarão", fruto de sua admiração pelos poetas e cantadores nordestinos.



"Proponho aos ouvidos atentos prestarem bastante atenção ao trabalho musical de Túlio Borges. Depois a gente conversa." A assertiva é do musicólogo e crítico de música Zuza Homem de Mello, a respeito da produção musical do cantor e compositor brasiliense. Pianista por formação, Túlio Borges já foi premiado em diversos festivais do país por sua criação musical poética e híbrida. Seu álbum de estreia, "Eu venho vagando no ar" (2010), é festejado pela crítica especializada pela profundidade, delicadeza e poesia calorosa, o perfeito domínio de textos e ideias, a cuidadosa feitura e, de acordo com Tárik de Souza, por ser um manifesto de um novo e singular artista. O disco foi nomeado como um dos 50 melhores do ano pela Revista Manuscrita, indicado para o Prêmio da Música Brasileira e rendeu ao autor o prêmio de Melhor Cantor Independente de 2010, concedido pela Rádio Cultura de São Paulo, enquanto o álbum foi escolhido como um dos cinquenta melhores discos do ano e nominado para o Prêmio da Música Brasileira. Este ano, o Túlio Borges apresenta seu novo trabalho, o álbum "Batente de Pau de Casarão". O disco é dedicado à cidade de São José do Egito (PE), conhecido berço da poesia popular nordestina e terras de nomes sagrados do panteão do repente, como Louro do Pajeú, Rogaciano Leite e Antônio Marinho. Em São José, onde diz-se que quem não é poeta é louco e quem é louco faz poesia, nasceu o pai do músico e compositor. Desta forma, aliando sua reconhecida e singular musicalidade brasiliense às raízes nordestinas. Túlio perfaz neste álbum o caminho poético-afetivo deste Sertão do Pajeú pernambucano até a moderna e convergente Brasília, capital onde nasceu e reside, aliando assim a reconhecidamente singular musicalidade brasiliense às suas raízes nordestinas.



A história do disco perfaz o caminho de São José do Egito (PE), terra dos maravilhosos vates do repente, dos nomes quase sagrados na poesia popular nordestina como o de Louro do Pajeú, Rogaciano Leite e Antonio Marinho, até a capital do país, Brasília. O álbum "Batente de Pau de Casarão"  fia cuidadosamente parcerias de Túlio com poetas nordestinos, como o Jessier Quirino (PB) e Climério Ferreira (PI), que se constituem em entoações contemporâneas e citadinas e um novo perfil sonoro para a poética do sertão. Trata-se de um projeto singular, fruto da admiração do cantor e compositor pelos grandes nomes da poesia popular nordestina como pode-se atestar ao ouvir o disco. 

"A história deste disco começa no Sítio dos Grossos, em São José do Egito, Pernambuco. Em 1942, na terra dos maravilhosos vates do repente, onde quem não é poeta é louco e quem é louco faz poesia, nasceu meu pai. De lá vieram os nomes quase sagrados de Pinto do Monteiro e Louro do Pajeú pousar humildes, silenciosos e agigantados na minha infância, trinta e oito anos depois e a mil e quinhentos quilômetros distante, em Brasília. Percebi cedo, como um processo geológico que pede o passar consistente e misterioso de muito tempo para formar uma pedreira e uma jazida, a poesia do improviso no sertão do Pajeú. De modo que na adolescência eu ouvia cassetes de cantoria, me interessava por folhetos e aprendia quem eram os grandes da poesia nordestina.

Em 2012, em viagem para levar meu pai que fazia vinte anos não revia a terra e os familiares, lá voltamos. Fora a emoção dos reencontros, lembranças diversas de todos, o bode com arroz de leite, o bolo de caco de minha tia e as cantorias, houve um pulo à cidade de Patos da Paraíba. Era noite escura e íamos com a estrada iluminada apenas pela Veraneio, quando meu primo Alex pôs no som um CD de Zeto e adiantou que eu ia gostar... Começava ali, de súbito naquela noite feita, uma outra viagem dentro da viagem. Zeto solava na escuridão, do violão arrancava um diamante bruto, recitava, cantava como se houvesse apenas isso no mundo, atitude e poesia assombrosas. Remetia-me à essência mais bonita, atemporal e que mais me emociona no ser humano. Fiquei doido e, com meu juízo, quis aprontar logo um disco.

Anos depois, juntei os queridos parceiros e parcerias e aqui está. Este trabalho é fruto da minha admiração pelos poetas e cantadores nordestinos, uma interpretação e aproximação da minha história.", assim define o projeto o autor.

sábado, 19 de setembro de 2015

AOS 50 ANOS DE IDADE, A JOVEM GUARDA AINDA SOFRE COM A FAMA DE ALIENADA

Na fila da absolvição há 50 anos, a Jovem Guarda deve ser a próxima a ser atendida. A lista dos injustiçados pela história, vítimas de contextos que o tempo desbota até que se tornem irrelevantes, já foram absolvidos de seja lá o que podem ter feito artistas em carne e osso ou em memória, como Wilson Simonal, Odair José, Wando, Sidney Magal, Ronnie Von e Guilherme Arantes. Outros, como os sertanejos, os sambistas românticos e mesmo a cena da axé baiana dos anos 1990, andam com o processo para os pedidos de perdão e a subsequente purificação de suas almas aberto.

A Jovem Guarda é um caso ainda mais sério por se tratar de um coletivo vítima de genocídio cultural praticado pela crítica, pelos acadêmicos e pela própria classe artística. Em anos de regime ditatorial e de afirmação de uma linguagem musical brasileira dominante e contestadora, todos foram dormir de cabeça quente na noite de 22 de agosto de 1965 - há exatos 50 anos - dia em que a TV Record anunciou a estreia do Programa Jovem Guarda.

O auditório da Record, na Rua da Consolação, sediou o escândalo. Erasmo Carlos, chamado para apresentar o programa, disse que só toparia se a direção trouxesse também um amigo seu do Rio de Janeiro, um cara calmo, mas muito bacana, chamado Roberto. As mulheres ao lado dos homens eram praxe nas receitas de sucesso dos programas de auditório, a exemplo do que Elis Regina fazia no Fino da Bossa com Jair Rodrigues. Assim, depois de algumas tentativas que incluíram até a comportada Celly Campello, chegou-se ao nome de Wanderléa.


Dois ou três programas depois e a terra já tremia. Um recorde de audiência colocava três milhões de pessoas na frente dos televisores em dias de programa. Botas, jaquetas, saias e bonecas passaram a ser comercializadas em escala industrial com o selo JG. As maiores vendagens de discos eram atingidas desde a chegada das companhias ao Brasil. E começou então o bombardeio das forças aliadas.

Uma passeata saiu pelas ruas de São Paulo, pedindo o fim das guitarras elétricas na música brasileira. À frente, de braços dados, iam Gilberto Gil, Edu Lobo, MPB4 e Elis Regina. Os "alienígenas" tinham de ser combatidos. A música que faziam era qualificada de "lixo importado dos Estados Unidos", as letras eram "vazias" e a atitude, indesculpavelmente alienante.

Como uma verdade encravada na história a golpes de marreta, tais acusações se cristalizaram por anos, até que os próprios artistas começaram a se defender, algo que nunca fizeram na época, e suas histórias passaram a ser reavaliadas. "Não acho que eram alienados até porque falavam com um público muito jovem. Eles cantavam para uma plateia com crianças de 12, 13, 15 anos, pessoas que não viam o Jornal Nacional, que não tinham internet, que eram muito mais ingênuas do que os adolescentes de hoje", diz Marcelo Fróes, produtor e autor do livro Jovem Guarda em Ritmo de Aventura, lançado em 2004.

"A ditadura que vivíamos era dentro de nossas casas. Não éramos politizados, como uma criança não poderia ser", disse Wanderléea em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, em março de 2014. Erasmo, também em entrevista ao "Estado", analisou o perfil dos artistas: "Ao contrário do público e dos cantores da MPB, muitos deles universitários, filhos da alta sociedade, com pedigree, nós da Jovem Guarda não tínhamos escolaridade nenhuma. Minha mãe veio grávida da Bahia até o Rio sozinha. O único jornal que havia em casa era o Jornal dos Sports". Quer dizer então que vocês eram mesmo alienados? "Depende do que você chama de alienado. Podemos ter contribuído para a liberdade dos jovens mais do que muitos cantores da MPB. Caetano Veloso já disse que Quero Que Vá Tudo pro Inferno fez mais pelo País do que qualquer canção de protesto daquela época." 


Fonte: O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

70 ANOS

Nosso espaço registra as sete décadas de três relevantes nomes de nossa música popular brasileira 


Paulinho tapajós


Se vivo estivesse, Paulinho, que faleceu em 2013, estaria completando setenta anos



Paulo Tapajós Gomes Filho nasceu em 17 de agosto e 1945, filho de Norma e Paulo Tapajós. O pai, na época diretor artístico da Rádio Nacional, foi o responsável pelos primeiros contatos do filho com a música.

No entanto, a carreira artística de Paulinho começou enquanto ainda cursava Arquitetura na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1968 participou do projeto "Música Nova", que promovia encontros entre compositores e cantores para apresentações no Rio.

No mesmo ano registrou, em parceria com Arthur Verocai, a primeira música de sua autoria: "Madrugada", cantada por Magda.

Nos anos seguintes, participou de diversos festivais de música, com destaque para sua terceira colocação no Festival Internacional da Canção, quando se apresentou com “Andança”. A composição, realizada em parceria com Edmundo Souto e Danilo Caymmi, se tornou um clássico da música brasileira.

No começo dos anos 1970, Paulinho foi responsável por outros grandes hits que integraram trilhas sonoras de diversas novelas. "Irmãos Coragem", música de abertura de novela homônima, foi o maior sucesso, acompanhado de canções como "Assim na terra como no céu" e “Mon ami (Fatos e Fotos)".

Foi somente em 1972 que Tapajós deu inicío a carreira de intérprete. Gravou, ao lado da irmã, Dorinha, um compacto com músicas como "É natural", "O profeta" e "O triste". Seu último disco, "Preparando a Canção", foi lançado em 2008, contando com regravações de músicas próprias e algumas inéditas.

Paulinho também usou seus talentos musicais na área da publicidade, criando jingles para campanhas, além de ser autor de diversos livros infantis.





João Carlos Assis Brasil

Irmão gêmeo do saxofonista Victor Assis Brasil, João Carlos começou a tocar piano com três anos de idade



João Carlos Miranda de Assis Brasil, mais conhecido como João Carlos Assis Brasil, nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 28 de agosto de 1945. Irmão gêmeo do saxofonista Vitor Assis Brasil, inicia sua formação musical no Conservatório Brasileiro de Música, em sua cidade natal, onde estudou piano, harmonia e teoria musical. Aos 10 anos de idade, recebe o 1º Premio do Conservatório. Em 1960, continua seus estudos com o concertista Jacques Klein. Em 1962, vence o Concurso Nacional de Piano da Bahia. E, em 1964, estuda com Pierre Sancan, em Paris, França.

Em 1965, fica em 3º lugar no Concurso Internacional Beethoven, em Viena, Áustria, onde aprimora seus estudos com Richard Hauser e Dieter Weber e atua como solista na Orquestra Filarmônica de Viena.

Na década de 1980, forma, com Zeca Assumpção (baixo) e Cláudio Caribé (bateria), o João Carlos Assis Brasil Trio, que mais tarde conta com a participação de David Chew (violoncelo) e Idriss Boudrioua (sax). Apresenta-se, com o grupo, em vários concertos.

Nesse mesmo período, assume a função de professor do Conservatório Brasileiro de Música e, durante cinco anos, como professor e diretor da Faculdade de Música da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro.

A partir de 1982, desenvolve com a pianista Clara Sverner um trabalho que resulta na gravação do disco "Clara Sverner e João Carlos Assis Brasil: Satie-Joplin", considerado um dos 10 melhores do ano. Em 1985, lança "Clara Sverner e João Carlos Assis Brasil: Gershwin-Fauré".

Atua em concertos com a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal, com a Orquestra Sinfônica Brasileira, com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e com a Orquestra Sinfônica de São Paulo, sob a regência de Eleazar de Carvalho e John Neschling, entre outros maestros.

Acompanha vários artistas, como Maria Bethânia, Zizi Possi, Alaíde Costa e Olívia Byington, entre outros, destacando-se por sua atuação, em 1987, no show "Pescador de pérolas", de Ney Matogrosso.

Em 1988, grava, com Ney Matogrosso e Wagner Tiso, e participação de Jaques Morelenbaum e Jurim Moreira, o disco "A Floresta Amazônica - Villa-Lobos". Lança ainda dois discos sobre Villa-Lobos, o primeiro com a cantora Leila Guimarães, executando a Bachiana nº 5, e o segundo realizando a primeira gravação do 3º movimento da Bachiana nº 2.

No ano 2000, faz com Cláudia Netto e Claudio Botelho o show "American concert", interpretando clássicos de George & Ira Gershwin, Irving Berling, Cole Porter e Rodgers & Hart, entre outros. Em 2005, apresenta-se, ao lado de Claudia Lira, no show "Chão de Estrelas - Uma homenagem à Era do Rádio".

Em 2010, assina a trilha sonora do espetáculo “Nise da Silveira – Senhora das Imagens”, com dramaturgia e direção de Daniel Lobo, trabalho pelo qual recebe o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro 2012.



Ed Wilson



Falecido em 2010, Ed fez parte do movimento da Jovem Guarda, fundou a banda Renato e seus Blue Caps junto com seus irmãos Paulo César Barros e Renato Barros



Ed Wilson começou sua carreira no início dos anos 50 com o grupo Renato e Seus Blues Caps — fundou a banda junto dos irmãos Renato Barros e Paulo Cesar Barros. Logo na década seguinte, deixou o conjunto e trilhou carreira solo, com discos lançados pelas gravadoras Odeon, CBS e RCA nos anos 60 e 70. Tornou-se compositor e produtor musical no mesmo período.

Seu maior hit na época da Jovem Guarda foi "Carro do papai", composto pelo irmão Renato, época em que também regravou uma versão em português para "Lucy in the sky with diamonds", rebatizada como "Ela me deixou chorando".

Na década de 1990, regravou sucessos ao lado de artistas como Erasmo Carlos, Leno e Lilian, Wanderléia e Golden Boys.

Em 2005, fundou a banda The Originals, só com membros dos Blue Caps, dos Fevers e dos Incríveis, com o qual fez uma série de shows e gravou 3 álbuns e 3 DVDs.

Entre as músicas que viraram sucesso estão: "Chuva de prata", gravada por Gal Costa; "Pede a ela", por Tim Maia; e "Aguenta coração", por José de Augusto, que foi tema de abertura da novela "Barriga de aluguel", da TV Globo. Depois disso, ingressou na música gospel.

Ed Wilson morava no Leblon, bairro da Zona Sul do Rio, e deixa viúva e filhos.

Nos anos 80, Ed Wilson compôs um dos maiores sucessos da cantora Gal Costa com a música “Chuva de Prata”.




Fonte:
IG
Teatropedia
G1

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

GRAMOFONE DO HORTÊNCIO

Por Luciano Hortêncio*




"Gravação RCA Victor de 28 de setembro de 1956, lançada um mês antes da folia de 57, em janeiro, no 78 rpm n.o 80-1717-A, matriz BE6VB-1340, figurando igualmente no LP "Carnaval RCA Victor." (Samuel Machado Filho)




Canção: Laranja lima



Composição: J. Longras e Alésio Milton 


Intérprete - Janete Jane

Ano - 1957

78RPM - 80-1717-A, matriz BE6VB-1340


* Luciano Hortêncio é titular de um canal homônimo ao seu nome no Youtube onde estão mais de 5000 pessoas inscritas. O mesmo é alimentado constantemente por vídeos musicais de excelente qualidade sem fins lucrativos).

WANDO, 70 ANOS

Se vivo estivesse o cantor mineiro estaria completando setenta anos ao longo de 2015






Ainda pequeno transferiu-se para Juiz de Fora (MG), mudando-se posteriormente para Volta Redonda (RJ), onde trabalhou como motorista de caminhão e feirante. Nessa época já participava de conjuntos e se apresentava em bailes na região. O apelido Wando foi dado por sua avó. Em 2012, após cerca de um mês internado por problemas cardíacos, veio a falecer no dia 08 de fevereiro, em um hospital em Belo Horizonte (MG).

Surgiu no cenário musical em 1973, quando Jair Rodrigues gravou as suas composições "Se Deus quiser" e "O importante é ser fevereiro". Nesse mesmo ano lançou o seu primeiro disco, um compacto com a música "Maria, Mariá", e o LP "Glória Deus no céu e samba na Terra". No ano seguinte, seria a vez de Ângela Maria gravar "Vá, mas não volte". Tornar-se-ia conhecido nacionalmente em 1975, quando lançou o seu segundo álbum: "Moça". A faixa título fez parte da trilha sonora da novela "Pecado Capital" e fez com que o disco vendesse 1,2 milhão de cópias. Em 1988, voltaria a ultrapassar a cifra de 1 milhão de discos vendidos com o LP "Obsceno". Nesse período, transformaria suas apresentações em espetáculos com apelo erótico, focados no público feminino, o que ajudou a alavancar a boa vendagem de seus discos. Em 1999, lançou um CD ao vivo e, no ano seguinte, "Picada de amor", ambos pela Indie Records. Passou por várias gravadoras, ganhando 19 discos de ouro, 7 de platina, e 2 de diamante. Considerado um dos nomes mais importantes do estilo que se convencionou chamar brega-romântico, ainda está em atividade. Tem mais de 400 músicas compostas. Em 2001 lançou o CD "Fêmeas", com destaque para a música "Nossa Senhora das fêmeas", de sua autoria. Em 2002 lançou o CD duplo "Acústico ao vivo", com destaque para as composições "Sangrando", de Gonzaguinha, "Codnome Beija-flor", de Cazuza, "Evidências", de José Augusto e Paulo Sérgio Valle. No segundo CD os destaques são "Certas coisas", de Lulu Santos e Nelson Motta, "Deslizes", de Sullivan e Massadas, além de "Moça" e "Fogo e paixão", de sua autoria. Na ocasião de sua morte, em fevereiro de 2012, recebeu várias homenagens de fãs e outros artistas através de redes sociais na internet. Nesse mesmo ano, no carnaval, foi criado no Rio de Janeiro o bloco "Fogo e paixão" em homenagem ao sucesso na sua voz. No repertório do bloco constam sucessos de ícones, além de dele, como Fábio Júnior, Reginaldo Rossi e Elimar Santos. 



Discografia Oficial


Glória a Deus e Samba na Terra (1973)
Faixas:
01 - Deus No Céu E Samba Na Terra (Samba É Aleluia) (Wando)
02 - Lamento Do Capoeira (Dunga – Ditinho)
03 - O Ferroviário (Cézar – Círus)
04 - Tapa Na Tristeza (Wando)
05 - Adeus E Até Logo (Yara – Wando)
06 - Sou Da Madrugada (Gilson de Souza – Wando)
07 - Pago Pra Ver (Beto Scala – São Beto)
08 - Amanhã É Outro Dia (Isolda – Milton Carlos)
09 - Ouça Meu Amor (Sérgio Lemke)
10 - Malandro Guardado Rose – Wando)
11 - Benedito E Julieta (Clóvis Cavalcante – Casabranca)
12 - Falou E Disse (Reginaldo Vascomcelos)
13 - O Importante É Ser Fevereiro (Wando – Nilo Amaro) – Se Deus Quiser (Wando – Jair Rodrigues)


Wando (1975)
Faixas:
01 - Nega de obaluaê (Wando)
02 - Na baixa do sapateiro (Ary Barroso)
03 - Na boca do povo (Isolda - Milton Carlos)
04 - Chega mais (Wando)
05 - Velho batuqueiro (Wando - Magro)
06 - Moça (Wando)
07 - Samba magoado (R. Marie - Wando)
08 - A paz que nasceu pra mim (Jota Velloso - Andó)
09 - A mesa (S. Lemke)
10 - Xavante, lágrimas e poesia (N. Silva - Wando)
11 - Volta (B. D'melo)


Porta do Sol (1976)

Faixas:
01 - Abertura: Porta Do Sol (Sérgio Lemke) – Jesus (Negro Bonito Dos Olhos Azuis) (Wando)
02 - Vê Coração Bandido (Sergio Lemke)
03 - Odoiá (Chico de Assis – Wando)
04 - O Rei (Édson Conceição)
05 - Sumida (Rose Marie – Wando)
06 - Menino De Rua (José Luiz – Milly)
07 - Ei, Amigo (Wando)
08 - Banho De Cerveja (Sergio Lemke)
09 - Você As Vezes Até Sou Eu (Mathuzalém)
10 - Amor Maior (J. Velloso – Andó)
11 - Rosto Marcado (Édson Conceição – Wando)
12 - Há Tanto Pra Dizer (Wando – Macário Batista)


Ilusão (1977)

Faixas:
01 - Boca calada (Wando)
02 - Ilusão de carnaval (J. Velloso - Andó)
03 - Fera louca (Rose Marie - Wando)
04 - Peito aberto (J. Velloso - Andó)
05 - Presidente da favela (Wando)
06 - Se quiser chorar por mim (Wando - Luiz Vagner)
07 - Senhorita, senhorita (Wando)
08 - Samba do perdão (Luiz Carlos - Cláudia)
09 - Cor da minha cor (Seja) (Wando - Macário Batista)
10 - Solidão (Escobar)
11 - O que você foi fazer ontem em meu quarto? (Édson Conceição - Wando)


Gosto de Maçã (1978)

Faixas:
01 - Se quiser chorar por mim (Wando - Luiz Vagner)
02 - Quarta-feira (Como nos velhos carnavais) (Totó)
03 - Oi, Noé (Wando - Kaká)
04 - Morenô (Rose Marie)
05 - Anoiteceu (Wando)
06 - Para uma pequena chamada Gabi (Wando)
07 - Gosto de maçã (Wando)
08 - Emoções (Wando)
09 - Nos olhos perdidos da noite (Iranfe - César Augusto)
10 - Razões e atitudes (Hébano - Wando)
11 - São Paulo e essa gente tão só (Pedrão - Pedrinho - Wando)
12 - Gandaia (Wando - Luiz Vagner)


Gazela (1979)

Faixas:
01 - Gazela (Rose Marie - Wando)
02 Marca dos dentes (Carlinhos Kalunga - Wando)
03 O menino do rio de lágrimas (Carlinhos Kalunga - Wando)
04 Meu coração viaja (Reno)
05 Por um simples alô (Carlinhos Kalunga - Wando)
06 - Corações lusitanos (Wando)
07 - Pot-Pourri:
Moça (Wando)
Vê coração bandido (Wando)
Emoções (Wando)
08 - Das Dores (Wando)
09 - Gandô (Wando - Lua)
10 - Carência (Lula, J. Velloso - Andó)
11 - O ferroviário (Cézar - Círus)
12 - Lembadilê (Wando)


Bem-vindo (1980)

Faixas:
01 - Duas lágrimas (Daniel)
02 - A mosca e a rainha (Daniel - Sebastião de Paula - Santilha Mattos - Valéria Faissal)
03 - Quatro estações sem você (Daniel)
04 - Dança inocente (Carlinhos Kalunga - Wando)
05 - Bem-vindo (Édson Conceição - Wando)
06 - Tirerepá (Wando)
07 - Maior desejo (Wando)
08 - Candura (Rose Marie - Wando)
09 - Pra perfumar a dor (Wando)
10 - Estás em mim (Iranfe - César Augusto)
11 - Cirandaê (Wando)
12 - Ponto (Wando)


Pelas Noites do Brasil (1981)

Faixas:
01 - Cantada (Wando)
02 - Instantes (Erasmo Carlos - Roberto Carlos)
03 - Pelas noites do Brasil (Tom Gomes - Luiz Vagner)
04 - Camponesa (Luiz Vagner)
05 - Conversando com as borboletas (Wando - Luiz Vagner)
06 - Onde bate fica (Wando - Luiz Vagner)
07 - Gostosa maluca (Daniel - Wando)
08 - Qualquer coisa qualquer (Carlinhos Kalunga - Wando)
09 - Coração cigano (Fátima Romeiro)
10 - Beijo amigo (Gandhula - Casabranca)


Fantasia Noturna (1982)

Faixas:
01 - Olhos de seda (Wando)
02 - Minha liberdade (Wando)
03 - Primavera (Silvio Rochael - Cassiano)
04 - Eu quero querer meu bem (Wando)
05 - Candy (Wando)
06 - Sumida (Rose - Wando)
07 - Mengo (Wando)
08 - Flores de maio (Wando)
09 - Fantasia noturna (Carlinhos Kalunga - Wando)
10 - Os meninos (Sergio Lemke - Wando)
11 - Sem pedir por favor (Cláudio Rabello - Dalto)
12 - Janete Linn (Jorge Ben)


Coisa Cristalina (1983)

Faixas:
01 - Libertas que serás um beija-flor (Wando)
02 - Quero voltar pra Bahia (Odibar - Paulo Diniz)
03 - Dor romântica (Rose Marie - Wando)
04 - Oxosse (Wando)
05 - A metade de dois mais um (Wando)
06 - Sabor tropical (Luiz Vagner)
07 - Coisa cristalina (Wando)
08 - Cara (Oli Augusto)
09 - A notícia (Gilberto Gil)
10 - Palco de amor (Édson Arantes do Nascimento "Pelé")
11 - Água (Djavan)
12 - Coração (Wando - Seda Santiago)


Vulgar é Comum é Não Morrer de Amor (1985)

Faixas:
01 - Chora, coração (Pedrinho Medeiros - Wando)
02 - Fogo e paixão (Rose)
03 - Anjo da manhã (Wando)
04 - Clara (Wando)
05 - Mesmo nos traindo (Paulo Sergio Valle - R.Belardi - Wando)
06 - Mania de amanhecer (Wando)
07 - Vulgar e comum é não morrer de amor (Gazel - Wando)
08 - Amada menina (Ary de Carvalho - Nonato Luiz - Ronaldo Bôscoli)
09 - Me vem você (Carlinhos Kalunga - Wando)
10 - De tentação a cantada (Rose - Wando)
11 - Sou louco (Se hoje fosse carnaval) (Prêntice - Ronaldo Monteiro - Carlos Colla)
12 - Me cace, me ache (R. Belardi - Renato Barros)


Ui-Wando Paixão (1986)

Faixas:
01 - Viver é deixar rolar o sentimento (Heitor Valente - Prêntice)
02 - Ui-Wando paixão (Antônio Ary - Wando)
03 - Boca de cereja (Rose)
04 - Uma das duas (Távio Bonfá - Paulo Buffara)
05 - Estrela Vega (Paulo Debettio - Paulinho Rezende)
06 - Drogado de amor (Antônio Ary - Wando)
07 - Tempos idos (Adauto Santos)
08 - Vem me ver (Marquinhos - Michel)
09 - Sem pudor (Carlinhos Kalunga - Dédo)
10 - Meu seduzir (Wando)
11 - Favo de mel (Gilson - Joran)
12 - El niño del Rio de Lágrimas (Carlinhos Kalunga - Wando)


Coração Aceso (1987)

Faixas:
01 - Eu Já Tirei A Tua Roupa (Wando)
02 - Agora Eu Sei (Carlinhos Kalunga - Wando)
03 - Princesa (Paulo Debétio - Paulinho Rezende)
04 - Aqui, Ninguém É De Ninguém (Jocafi - Antônio Carlos)
05 - Sem Munição E Sem Patente (Sergio Mello - Alex Solnik)
06 - Tá Faltando Um Abraço (Gilson Mendonça - Marquinhos)
07 - Coração Aceso (Carlinhos Kalunga - Wando)
08 - Imã (Wando)
09 - Cicatrizes (Antônio Ary - Wando)
10 - Risco Do Prazer (Carlinhos Kalunga - Wando)


O Mundo Romântico de Wando (1988)

Faixas:
01 - Moça (Wando)
02 - Nega de obaluaê (Wando)
03 - Eu já tirei a sua roupa (Wando)
04 - Gosto de maçã (Wando)
05 - Coisa cristalina (Wando)
06 - Duas lágrimas (Daniel)
07 - Fogo e paixão (Rose)
08 - Chora, coração (Pedrinho Medeiros - Wando)
09 - Tá Faltando Um Abraço (Gilson Mendonça - Marquinhos)
10 - Me cace, me ache (R. Belardi - Renato Barros)
11 - Viver é deixar rolar sentimento (Heitor Valente - Prêntice)
12 - A paz que nasceu pra mim (Jota Velloso - Andó)
13 - Gazela (Rose Marie - Wando)
14 - Ui-Wando paixão (Antônio Ary - Wando)


Obsceno (1988)
Faixas:
01 - Ritual (Wando)
02 - Deus te Proteja de Mim (Carlos Colla)
03 - Obsceno (Gilson Mendonça - Marquinhos - J. Ribarmar - Wando)
04 - Vem me Agasalhar (Rose - Wando)
05 - Bailarina (Paulo Debétio - Paulinho Rezende)
06 - O Que Que Eu Vou Dizer Para o Meu Corpo (Jocafi - Antônio Carlos)
07 - O Perigo é Ficar Sem Você (Gilson Mendonça - Marquinhos - Person)
08 - Pecado Tentador (Carlinhos Kalunga - Wando)
09 - As Muralhas do Teu Quarto São Bem Altas, Mas eu Posso Te Alcançar (Gilson Mendonça - Marquinhos - Person)
10 - Emoções (Wando)


Tenda dos Prazeres (1990)

Faixas:
01 - Nas curvas do teu corpo (Jocafi - Antônio Carlos - Wando)
02 - Amor pelo telefone (J. Ribamar, Marquinhos, Wando)
03 - Eros (Paulo Debétio - Paulinho Rezende)
04 - Carona na minha cama (Wando)
05 - Tenda dos prazeres (Altay Veloso)
06 - Eu acho que estou perdendo você (Gastão Lamounier, Carlos Colla)
07 - Amor vira-lata (Gastão Lamounier, Carlos Colla)
08 - Eu, ela e você (Gilson Mendonça, Marquinhos)
09 - Vida louca (Carlinhos Kalunga, Wando)
10 - O nosso amor de índio (Altay Veloso)


Depois da Cama (1992)

Faixas:
01 - Sua Flor Seduziu Meu Beija-flor (Carente) (Altay Veloso)
02 - Eu Vejo Deus Só Com Você (Gilson Mendonça - Marquinhos - Wando)
03 - Depois da Cama (José Ribamar - Marquinhos - Wando)
04 - Essa Fada Essa Mulher (Altay Veloso)
05 - Andorinha (Dedé Paraíso)
06 - Só Nós Dois (Altay Veloso)
07 - Menina Dos Olhos (Altay Veloso)
08 - Vôos Noturnos (Gastão Lamounier - Pedrão)
09 - Minha Tentação (Altay Veloso)
10 - Intrigas (Habladurias) (A. Valenzuela - E. M. Hischfeld - J. Valenzuela - Vrs. Wando)
11 - Se Tú Não Existe Mais (Oasis) (B. Cutugno - P. Losito - V. Pallavicini - Vrs. Wando)
12 - É Doendo Que o Amor É Real (Cláudio Rabello - Marcos Valle)


Mulheres (1993)
Faixas:
01 - Mulheres (Samuel - Wando - Altay Veloso)
02 - Eu acho que estou perdendo você (Gastão Lamounier - Carlos Colla)
Obsceno (Wando-Marquinhos-Gilson Mendonça-J.Ribamar)
Gosto de maçã (Wando)
Fogo e paixão (Rose)
03 - Tô pegado em você (Gilson - Gastão Lamounier - Wando)
04 - Menina dos olhos (Altay Veloso)
Minha tentação (Altay Veloso)
Sua flor seduziu meu beija-flor (Carente) (Altay Veloso)
05 - Vida louca (Carlinhos Kalunga - Wando)
Ritual (Wando)
O que é que eu vou dizer para o meu corpo (Antônio Carlos - Jocafi)
06 - Chega mais (Wando)
Se Deus quiser (Wando - Jair Rodrigues)
O importante é ser fevereiro (Wando - Nilo Amaro)
07 - Prisioneira (Samuel - Wando - Altay Veloso)
08 - Coisa cristalina (Wando)
Cantada (Wando)
Nas curvas do teu corpo (Antônio Carlos - Jocafi - Wando)
09 - Duas lágrimas (Daniel)
Emoções (Wando)
Moça (Wando)
10 - Eu já tirei a roupa (Wando)
Deus te proteja de mim (Carlos Colla)
Amor vira lata (Gastão Lamounier - Carlos Colla)
11 - Tá faltando um abraço (Gilson Mendonça - Marquinhos)
Princesa (Paulo Debétio - Paulinho Rezende)
Me vem você (Wando - Carlinhos Kalunga)
Senhorita, senhorita (Wando)
12 - Odoyá (Chico de Assis - Wando)
Oi, Noé (Wando - Kaká)
Nega de Obaluaê (Wando)
13 - Viver é deixar rolar o sentimento (Heitor Valente - Prêntice)
Pelas noites do Brasil (Luiz Vagner - Tom Gomes)
Chora coração (Wando - Pedrinho Medeiros)
Gazela (Wando - Rose)
14 - Alma francesa (Luiz Vagner)
15 - Samba magoado (Rose Marie - Wando)
Vê, coração bandido (Wando)
Zeca Poeta de guerra (Wando)


Dança Romântica (1995)

Faixas:
01 - Anjo Vagabundo (Dedé Paraíso - Wando)
02 - Mordida Na Maçã (Niffer - Wando)
03 - Catita (Altay Veloso - Paulo César Feital)
04 - Romântico Brasileiro Sem-vergonha (Altay Veloso - Wando)
05 - Criador e Criatura(J. Ribamar - Marquinhos - Wando)
06 - Menina dos Olhos de Lua(Ari de Carvalho - Ibrahim Sued - Wando)
07 - Te Amo Demais (Altay Veloso)
08 - O Amor É Uma Lança (Wando)
09 - Meia De Seda(Carlos Colla - Gastão Lamounier)
10 - Vem Cá(Carlinhos Kalunga - Wando)
11 - Gatinha Angorá(Daniel - Gaúcho)
12 - Vou Morar Com Você(Gilson Mendonça - Marquinhos - Wando)
13 - Coisa de Pele(J. Ribamar - Marquinhos - Wando)
14 - Despedida no Aeroporto(Altay Veloso - Wando)


O Ponto G da História (1996)

Faixas:
01 - Dois caracóis (Gilson - Gastão Lamounier)
02 - Na sombra de uma árvore (Hyldon)
03 - Moça do subúrbio (Wando - Altay Veloso)
04 - Ai de mim (C'est la vie) (M.Lavoine - F.Aboulker)
05 - O que passou, passou (Nenéo - Carlos Colla)
06 - Rosa azul (Márcio Mazza - Cláudio Mazza - Álvaro Socci - Wando)
07 - Tem que me esquecer primeiro (Nenéo - Carlos Colla)
08 - Safada (Chico Anísio - Wando)
09 - A dama do ponto G (Wando)
10 - Nos braços quentes da paixão (Don Marcos - Altay Veloso)
11 - Coisa de Deus (Ive - Fernando Mendes)
12 - Signos (Cacá Morais - Altay Veloso)
13 - Minha rosa dos ventos (Gastão Lamounier - Carlos Colla)
14 - Novo milênio (Luiz Wagner - Wando)

Chacundum (1997)

Faixas:
01 - Chacundum (Natinha - Marcos Cardoso - Edu Ferreira - Wando)
02 - Deixa eu te amar (Mauro Silva - Camilo - Agepê)
03 - Gostosa (Wando)
04 - Gosto de maçã (Wando)
05 - Aquele amor que faz gostoso me deixou (F.D.P.) (Annibelle - Wando)
06 - Ninguém vai tirar você de mim (Edson Ribeiro - Hélio Justo)
07 - Moça (Emoções) (Wando)
08 - Sonhos (Peninha)
09 - Coisa cristalina (Wando)
10 - Deus te proteja de mim (Carlos Colla)
11 - Chora coração (Pedrinho Medeiros - Wando)
12 - Fogo e paixão (Rose)


Palavras Inocentes (1998)

Faixas:
01 - Eu podia ter caído fora (Annibelle - Wando)
02 - Minha religião (Paulo Sergio Valle - Chico Roque)
03 - Trânsito (Carlinhos Kalunga - Wando)
04 - Uma semana e meia (Wando)
05 - Truque feminino (Paulo Debétio - Paulinho Rezende - Wando)
06 - Melhor (Wando)
07 - Atolado de amor (Wando)
08 - Se você soubesse (Wando)
09 - Vizinho da janela azul (Wando - Fernando Mendes)
10 - Minha mãe (Paulo César Feital - Altay Veloso)
11 - Apesar das previsões (Altay Veloso)
12 - Novamente (Vou me pendurar no seu pescoço) (Peninha)
13 - Começou no elevador (Altay Veloso)
14 - Guaraná, guarani (Aladin - Altay Veloso)


S.O.S. de Amor (1999)

Faixas:
01 - Cada um por si (Gastão Lamounier - Carlos Colla)
02 - A próxima vítima (Wando - Fernando Mendes)
03 - Sempre será (Paulo Sergio Valle - Chico Roque)
04 - Amor secreto (Carlos Colla - Wando)
05 - Me ligue à cobrar (Wando)
06 - Meu borogodó (Carlos Colla - Wando)
07 - Toda mulher (Sergio Caetano - Chico Roque)
08 - Foi você quem quis assim (Paulo Debétio - Paulinho Rezende)
09 - Eu acho que estou perdendo você (Gastão Lamounier - Carlos Colla)
10 - Aquele amor que faz gostoso me deixou (Annibelli - Wando)
11 - Essa tal liberdade (Paulo Sergio Valle - Chico Roque)
12 - O que eu vou dizer para o meu corpo (Jocafi - Antônio Carlos)
13 - Moça (Wando)
Obsceno (Wando-Marquinhos-Gilson Mendonça-J.Ribamar)
14 - Fogo e Paixão (Rose)


Picada de Amor (2000)

Faixas:
01 - É amor (Wando - Paulo Rios)
02 - Não vou te procurar (Paulo Zdan - Paulo Cézar Barros)
03 - Amor gostoso é bicho perigoso (Dedé Paraíso - Wando - Carrerito - Randall)
04 - Picada de amor (Wando - Juninho Peralva)
05 - Uma ilha (Chico Roque - Sérgio Caetano)
06 - Droga de amor (Annibelli - Wando)
07 - Baba de moça (Gilson - Gastão Lamounier - Wando)
08 - Vale do desejo (Gastão Lamounier - Carlos Colla)
09 - Lenda de um menino rei (Tributo a Angola) (Wando)
10 - Senhorita, senhorita (Wando)
11 - Lágrima de uma mulher (Guilherme Arantes)
12 - Eu te amo, eu te adoro (Dedé Paraíso - Wando)
13 - Mambo Loop (Wando)


Fêmeas (2001)
Faixas:
01 - Ternura (Somehow it got to be tomorrow) (Today) (Vrs. Rossini Pinto, Estelle Levitt, Kenny Karen)
02 - A amiga da minha mulher (Wando)
03 - Boca de açúcar (Edu Ferreira - Wando - Flávio Lima)
04 - Rua Ramalhete (Ney Azambuja - Tavito)
05 - Nossa Senhora das Fêmeas (Wando)
06 - Briga de amor (Altay Velloso, Wando)
07 - Meias verdades (Carlinhos Kalunga - Wando)
08 - Aqui ó (Wando)
09 - Tô e tô e tô (Carlinhos Kalunga - Wando)
10 - Forrozinho de amor (Wando)
11 - Assédio (Wando)
12 - Quando digo que te amo (Altay Velloso)
13 - Avassalador (Altay Velloso)
14 - Te quero (Como água no deserto) (Gastão Lamounier - Carlos Colla)


Romântico Brasileiro, Sem Vergonha (2005) (CD e DVD)
Faixas:
01 - Gosto de maçã (Wando)
02 - Deus te Proteja de Mim (Carlos Colla)
03 - Eu Acho que Estou Perdendo Você (Gastão Lamounier - Carlos Colla)
04 - Cada Um Na Sua (Wando)
05 - A Próxima Vítima (Wando - Fernando Mendes)
06 - Deixa Eu Te Amar (Agepê - Vamilo - Mauro Silva)
07 - Amor Infinito (Márcio Gleyck)
08 - Moça (Wando)
09 - Chora, Coração (Pedrinho Medeiros - Wando)
10 - Duas Lágrimas (Daniel)
11 - Jóia de Amor (Wando)
12 - Romântico Brasileiro, Sem Vergonha (Wando)
13 - Mordida na Maçã (Niffer - Wando)
14 - Minhas Amigas (Wando - Nando Reis) (Part.: Nando Reis)
15 - Tá Me Tratando Mal (Wando)
16 - Safada (Chico Anísio - Wando)
17 - Já Tirei a Tua Roupa (Wando)
18 - Coisa Cristalina (Wando)
19 - No Vermelho da Flor (Wando)
20 - Fogo e Paixão (Wando)


Fonte: Dicionário da MPB

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