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ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

Um bate-papo com alguns dos maiores nomes da MPB e outros artistas em ascensão.

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Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

sábado, 7 de novembro de 2015

PÚBLICO DE SHOWS DIMINUI EM PORTO ALEGRE

Alta do dólar, inflação crescente e preços de ingressos turbinados na carona da lei da meia-entrada estão obrigando o espectador a ser mais seletivo na hora de escolher em que shows vai (ou não) investir seu dinheiro

Por Gustavo Brigatti



Quando Jimmy London subir ao palco do Opinião, neste domingo, ele não verá o mesmo mar de camisetas pretas a que está habituado. Há um ano, sua banda, o Matanza, arrastou cerca de 1,4 mil pessoas ao local. Pelas contas da Abstratti, produtora do show, o vocalista não deverá cantar para tanta gente de novo.

Reflexo da crise econômica que atingiu em cheio o setor cultural em 2015, a diminuição de público em shows é visível. Artistas que antes costumavam encher com facilidade as casas de espetáculo da Capital hoje precisam cortar um dobrado.

Vínhamos em uma onda crescente, mas estimo uma queda de público de uns 40% de uns meses pra cá – avalia Carlos Konrath, diretor da Opus.

Como exemplo, Konrath cita o show conjunto dos sertanejos Paula Fernandese Daniel, no último domingo no Araújo Vianna. Segundo ele, um espetáculo de apelo tão popular deveria ter tido seus ingressos esgotados com antecedência – ao invés disso, o comparecimento do público foi apenas satisfatório.

Para além da crise, Konrath aponta o aumento dos preços, adotado pelas produtoras após a implementação da lei da meia-entrada, como responsável por parte da debandada de público:

– Veja o Lulu Santos. No ano passado, ele esgotou ingressos para duas noites. Neste ano, depois de esgotar a primeira, a segunda noite ficou aquém do esperado justamente porque pegou o início da lei da meia-entrada.

Para o produtor Ricardo Finocchiaro, da Abstratti, a meia-entrada tem impacto até psicológico. Em um período de vacas magras, um show cujo ingresso custa R$ 200 é descartado sem pestanejar, mesmo que existam alternativas.

– Oferecemos lotes promocionais, que ficam entre o valor da meia-entrada e o valor inteiro, para quem fizer doações que variam de acordo com o show – exemplifica Finocchiaro. 

– Mas, mesmo assim, quando a pessoa vê o preço do ingresso integral, se assusta e pode desistir de ir ao show.


Calendário de shows deve ser mais enxuto em 2016

Na página do Facebook de ZH, uma enquete perguntou aos internautas se eles reduziram a frequência com que vão a shows por conta do preço dos ingressos. A esmagadora maioria foi ao encontro do pensamento de Finocchiaro. "O preço dos shows para casal ficaram proibitivos. Até o velho cineminha já está sendo racionado por conta dos altos preços", escreveu a leitora Ana Claudia Oliveira Damé.

Claudio Fávero, sócio-proprietário do Opinião, acredita que quem sofre mais são os shows de artistas que costumam vir com frequência ao Estado: o público estaria mais seletivo, preferindo apostar ou em espetáculos de maior porte ou em atrações cultuadas.

– Neste ano, tivemos sold out no Slash, na Pitty e lotação quase total nas duas noites do Criolo – exemplifica.

Mas, com exceção de atrações internacionais conhecidas e medalhões nacionais (leia ao lado), a tendência é que o calendário de 2016 seja bem magro, na avaliação de Carlos Konrath:

– Estávamos indo bem na rota dos grandes espetáculos, mas agora vai ser complicado. Com dólar em alta e lei de meia-entrada, é bem provável que a gente saia desse roteiro.


Os que estão a perigo

Crise econômica, dólar alto e a subida de preços na carona da lei de meia-entrada estão complicando a vida de shows de pequeno e médio porte. Apresentações de artistas pouco conhecidos ou de nicho são os que mais sofrem, como é o caso dos irmãos Max e Iggor Cavalera. Sua banda, o Cavalera Conspiracy, colocou 900 pessoas no Opinião no final de 2014 – o dobro do que conseguiu em maio deste ano, quando veio apresentar um novo disco de músicas inéditas.

– Poucas bandas internacionais conseguem manter ou aumentar seu público em Porto Alegre – diz Ricardo Finocchiaro, da Abstratti, responsável pela vinda dos Cavalera.

Ele aponta que a mesma queda ocorreu com bandas como Epica (que tocou para 1,2 mil pessoas em 2012 e reuniu 900 neste ano) e deve ocorrer com Zakk Wylde. Finocchiaro espera juntar 800 pessoas para o show solo do músico, previsto para 23 de agosto – em 2012, com o Black Label Society, 1,3 mil pessoas compareceram ao evento.


Os garantidos

Artistas brasileiros com público cativo e atrações gringas de grande porte são duas categorias que parecem à prova de crise. 

Mesmo em um contexto de crise econômica, cantores como Nando Reis, por exemplo, seguem esgotando ingressos com meses de antecedência. Há anos que espetáculos do ex-Titãs são sinônimo de casa cheia – em 2013 foram quatro noites sold out. Para seu próximo show, em outubro, já não há entradas de 1º lote. O rapper Criolo também não pode reclamar: fez três shows na Capital em um intervalo de seis meses, sempre com casa cheia. 

O mesmo vale para artistas internacionais populares – e cujo retorno ao Rio Grande do Sul é incerto. Neste ano, Foo Fighters e Backstreet Boys não tiveram dificuldades para arrastar multidões em suas estreias na capital gaúcha.Slash, tocando novamente em Porto Alegre, também não fez feio e lotou o Pepsi On Stage em março.

MEMÓRIA MUSICAL BRASILEIRA

Por Luiz Américo Lisboa Junior



Baden Powell - As músicas de Baden Powell e Paulo Cesar Pinheiro - "Os cantores de Lapinha" (1970)

Em todos os tempos sempre existiram talentos precoces que se fazem notar pela qualidade de seu trabalho surpreendendo os mais entusiasmados críticos ou as pessoas de um modo geral. Seja na pintura, artes plásticas, musica ou poesia, esses jovens artistas deixaram um legado cultural dos mais valiosos. No Brasil podemos citar Castro Alves na poesia, Noel Rosa na musica popular e Paulo César Pinheiro também na poesia, dedicada especialmente ao nosso cancioneiro. Há outros exemplos mas não necessitamos enumerá-los, basta que saibamos de sua existência, aliás este é um belo exercício de memória e conhecimento.

Um dos poetas mais gravados de toda história da música popular brasileira, Paulo César Pinheiro inicia sua produção muito cedo aos 14 anos de idade em 1964 quando faz a letra da canção Viagem, composta por João de Aquino e gravada por inúmeros intérpretes com muito sucesso, tornando-se um dos clássicos de nosso cancioneiro. Quem não se lembra de seus primeiros versos, "Oh tristeza me desculpe, estou de malas prontas, hoje a poesia vai ao meu encontro, já raiou o dia, vamos viajar..." Com este cartão de visitas, o garoto chamou a atenção de outros músicos de renome e freqüentando, sob as vistas atentas de seu pai, os ambientes musicais cariocas acabou conhecendo o violonista Baden Powell de quem era admirador tornando-se seu parceiro em inúmeras canções.

No ano de 1967 Baden e Paulo César já eram grandes amigos e a afinidade artística começava a se desenhar com mais nitidez até o dia em que o violonista apresentou uma melodia baseada num tema folclórico baiano e pediu que o amigo pusesse uma letra, iniciava-se ali uma fecunda parceria musical que iria proporcionar belos frutos a nossa musica popular. Depois de ouvir a melodia e o refrão folclórico recolhido por Baden, "Quando eu morrer me enterre na Lapinha, calça-culote, paletó almofadinha", Paulo César deu início ao restante da letra e em pouco tempo a música, um samba, ficou pronta levando o título de Lapinha. Inscrita na I Bienal do Samba promovido pela TV Record em 1968, conquistou o primeiro lugar defendida por Elis Regina que a gravou registrando um dos maiores êxitos de sua brilhante carreira.

A partir daí os dois amigos passaram a produzir com muita freqüência. Vivendo um momento tumultuado de sua vida pessoal, bebendo constantemente, Baden Powell acabou separando-se de sua mulher Tereza caindo em profundas depressões, sua fuga, então, era transportar para a música suas mágoas de amor e nesses dias difíceis compôs com Paulo César Pinheiro inúmeras canções como, Violão vadio, Refém da solidão, É de lei, Vou deitar e rolar e Aviso aos navegantes, todas dedicadas a ex esposa e apresentadas no show É de Lei produzido por Mieli e Boscoli estreado no Teatro da Praia em janeiro de 1970.

O repertório da dupla portanto já contava com musicas suficientes para serem registradas em um LP e este acabou sendo lançado ainda em 1970 pelo selo Elenco, já incorporado a CBD - Companhia Brasileira de Discos. Junto com Baden e seu violão para interpretar as dez músicas selecionadas que além das citadas incluía ainda Carta de poeta, Falei e disse, Samba do perdão e Ponto, esta última a única que não era da dupla e composta por Baden e João Mello, que também era o produtor do disco, foi convidada para participar como intérprete Elizete Cardoso, que já estava em estúdio gravando quando teve que declinar do projeto por motivos contratuais, pois era contratada da gravadora Copacabana que não a liberou, sendo então substituída por Cynara e Cyva do Quarteto em Cy e Ruy e Magro do MPB 4. Todas as canções do LP tornaram-se ao longo do tempo clássicos modernos da musica popular brasileira e foram reagravadas por outros intérpretes como Elizete Cardoso que registrou quatro musicas do disco em seu LP Falou e disse, também de 1970 e Elis Regina que fez o Brasil inteiro cantar, Vou deitar e rolar, que tinha como subtítulo Qua quara qua qua. Reunindo artistas de talento indiscutível e um repertório de primeira qualidade este disco traz momentos mágicos de dois grandes mestres de nosso cancioneiro, numa perfeita sintonia entre o poeta e violão.

Músicas: 
01 - Aviso aos navegantes (Cynara/Cyva/Ruy/Magro)
02 - Vou deitar e rolar (Cynara/Cyva/Ruy/Magro)
03 - Refém da solidão (Ruy/Magro)
04 - Carta de poeta (Ruy/Magro)
05 - Lapinha (Cynara/Cyva/Ruy/Magro)
06 - É de lei (Cynara/Cyva/Ruy/Magro)
07 - Falei e disse (Baden/Cynara/Cyva/Ruy/Magro)
08 - Ponto (Baden)
09 - Violão vadio (Ruy)
10 - Samba do perdão (Baden/Cynara/Cyva/Ruy/Magro)

Todas as musicas são de autoria de Baden Powell e Paulo César Pinheiro exceto Ponto com João Mello. 

Ficha Técnica
Estúdio: CBD - Companhia Brasileira de Discos
Técnicos de gravação: Ary Carvalhaes e João dos S. Moreira
Direção artística: João Mello
Foto: Gil Prates
Layout: Nilo Jorge. 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

ANTÔNIO MARCOS, 70 ANOS

Foram lançadas duas caixas com quatro discos cada com todos os álbuns e compactos gravados pelo cantor romântico paulista entre 1967 e 1976

Por José Teles e Juarez Fonseca


Auge da carreira de Antonio Marcos é registrado em CD pela primeira vez Agencia RBS/Agencia RBS

"Dizem que louco sou/e que não vou muito tempo durar/que já não sei onde vou/e fico o meu tempo a chorar", os versos são de Dizem que sou louco, faixa que fecha o segundo álbum de Antonio Marcos, lançado em 1970. Ele durou bem mais tempo do que o seu modo de vida levava a crer. Morreu em 5 de abril de 1992, de problemas hepáticos. Antonio Marcos Pensamento da Silva (1945, São Miguel Paulista, SP) é um capítulo à parte na história da Jovem Guarda, e do pop romântico à italiana, trilhado pela maioria dos artistas surgidos na onda do iê iê iê. Um capítulo que estava cada vez mais esquecido e que, oportunamente, o selo carioca Discobertas traz à tona, reeditando, no ano em que Antonio Marcos completaria 70 anos, os álbuns que gravou entre 1967 e 1976, grosso modo, a parte mais importante de sua discografia, na antiga RCA-­Victor, pela qual lançou quase toda sua obra.

São duas caixas, com quatro CDs cada. O vol.1 vai de 1967 a 1972, enquanto o vol.2 de 1973 a 1976. Ressaltando­se que o primeiro álbum solo de Antonio Marcos é de 1969. Sua carreira começou em plena Jovem Guarda, com Os Iguais, sem grande sucesso pela mesma RCA. Os quatro primeiros álbuns de Antonio Marcos têm o nome dele por título. Assim como nos títulos, mostra forte influência de Roberto Carlos, que lhe forneceu o primeiro sucesso nacional, em 1968, Tenho um amor melhor do que o seu. Neste mesmo ano ele retribuiu ao Rei, que gravou E não vou deixar mais você tão só, no LP O inimitável. Roberto Carlos gravaria mais duas canções de Antônio Marcos, Como vai você (em 1972), e Aventuras (1987).

Assim como uma legião de cantores da época Antonio Marcos espelhava­se em Roberto Carlos. Ao contrário da grande maioria, tinha seu próprio estilo, sua temática, e atitude. Era diferente, o que já transparece na adolescência, nos Iguais, que gravou em ritmo de iê iê iê, O romance de uma caveira, moda sertaneja de humor negro, da dupla Alvarenga e Ranchinho (em parceria com Francisco Sales). Baladeiro romântico com jeito de roqueiro. Os cabelos escorridos e longos, barba longa, canções lentas e letras mais apropriadas a blues. Raramente suas músicas têm letras pra cima. Seu álbum menos cinzento é o primeiro, que só traz uma faixa assinada por ele (nesta reedição com seis faixas extras, duas delas com os Iguais).

O disco seguinte (1971) é quase todo autoral, assim como o terceiro, 8­1­45 (data de seu aniversário), de capa meio psicodélica. Aos 26 anos, então casado com a cantora Vanusa (que canta na faixa Namorada, concorrente ao V Festival da Música Popular, 1970). O galã deixou crescer a barba (que estará presente em capas de discos até o álbum Ele, de 1975). Nas letras, ele é um Lupicínio Rodrigues ao contrário, que em vez de vingança, autoflagela­se nas letras: "O meu corpo já cansou/minha vida envelheceu/mas não cansa o coração/que jamais te esqueceu".


Auge da carreira de Antonio Marcos é registrado em CD pela primeira vez

O intérprete, que também era compositor, morreu aos 47 anos, em 1992. Viveu seu auge entre as décadas de 1960 e 70Foto: Agencia RBS / Agencia RBS

No próximo dia 8 de novembro, Antonio Marcos completaria 70 anos. Antecipando-se à data, o selo Discobertas, do pesquisador e produtor fonográfico carioca Marcelo Fróes, lançou duas caixas com quatro discos cada, trazendo aos antigos fãs e aos colecionadores, pela primeira vez em CD, todos os álbuns e compactos gravados pelo cantor romântico paulista entre 1967 e 1976.

A receptividade que estão tendo as caixas, informa Fróes, é uma prova de que Antonio Marcos não foi esquecido. Nascido em uma família de classe média baixa, fez muito sucesso, alimentou as revistas de fofocas e celebridades com uma vida amorosa agitada e comportamento desregrado pelo uso de álcool e drogas, morrendo aos 47 anos, em 1992. Com tantas biografias e documentários biográficos produzidos ultimamente no Brasil, é curioso que ele ainda não tenha sido lembrado.



Além de cantor bem acima da média, Antonio Marcos era bom compositor e tinha o perfil de galã. Depois do primeiro sucesso, em 1968, com Tenho um Amor Melhor que o Seu, de Roberto Carlos, fez teatro político atuando na peça Arena Conta Zumbi (1969) e esteve no elenco de Hair (1970). Também atuou no cinema e em telenovelas. Participou da era dos festivais, foi o melhor intérprete no 5º Festival da MPB, da TV Record.

Na vida amorosa, a primeira namorada foi Martinha, cantora da Jovem Guarda que, recentemente, declarou ter sido ele "o grande amor da minha vida". Depois, casou com a cantora Vanusa, em seguida com a atriz Débora Duarte e finalmente com Ana Paula, enteada de Roberto Carlos. Teve cinco filhos, entre eles a atriz Paloma Duarte e a cantora Aretha (que estrelou vários musicais infantis da Globo).

Enfileiro tudo isso para enfatizar que o cara mandou ver, não era qualquer um. Os oito discos, lançados originalmente pela RCA, são a trilha sonora da trajetória dele. O primeiro, de 1969, é ainda bem ligado à estética da Jovem Guarda, que vivia seus dias finais. Depois, contando com bons arranjadores, Antonio Marcos passa a definir uma linguagem própria, sempre romântica mas com variantes como seu maior sucesso, O Homem de Nazareth (Claudio Fontana), e como a contundente Mensagem de um Planeta Perdido (Taiguara). Cerca de metade das canções é assinada por ele e parceiros; as outras, por autores como Luís Vieira, Isolda, Sílvio Brito, Peninha, Sérgio Reis, Tom Gomes/Luís Vagner e Belchior (Todo Sujo de Batom). Ouvidos hoje, a uma distância de 40 anos, os álbuns revelam grande coerência.

EMÍLIO SANTIAGO - SÓ DANÇO SAMBA

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

GRAMOFONE DO HORTÊNCIO

Por Luciano Hortêncio*



Canção: Quero dançar contigo / Retrato do fim

Intérprete - Onilda Figueiredo

Ano - 1956


* Luciano Hortêncio é titular de um canal homônimo ao seu nome no Youtube onde estão mais de 5000 pessoas inscritas. O mesmo é alimentado constantemente por vídeos musicais de excelente qualidade sem fins lucrativos).

CURIOSIDADES DA MPB

Quando começaram a pesquisar um nome para o grupo, Câmara Cascudo historiador norteriograndense sugeriu que colocassem um nome indigena e surgiu trio muirakitan que significa "pedra verde", mas como já existia um grupo muirakitan em Recife e era formado por mulheres ele novamente sugeriu que tirassem o "mu" e foi assim que surgiu o Trio Irakitan,então o que siginificava "pedra verde" passou a significar "mel verde".

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

SIMPATIA E BOM HUMOR EMPOLGAM O PÚBLICO DE DJAVAN

"Quando peguei pela primeira vez um violão, senti sua anatomia favorável. Abracei aquele instrumento e percebi que o queria levar para minha vida inteira."

Por Verônica Bittencourt





A elegância, o bom humor e a simpatia marcaram o Depoimento Para a Posteridade de Djavan ao Museu da Imagem e do Som, no último 23 de setembro.

O músico falou de sua infância em Maceió, da influência musical da mãe, dos ídolos da adolescência – como Angela Maria e Luiz Gonzaga –, do início da carreira, e também de sua fama de estranho, título que, segundo ele, ainda carrega, por seu jeito singular de compor.

A mesa, que teve a coordenação da presidente da Fundação MIS, Rosa Maria Araujo, contou com a participação do jornalista e curador da futura nova sede do museu, Hugo Sukman, do músico e amigo pessoal Lenine, do produtor musical Guto Graça Mello, e do crítico, pesquisador e jornalista Ricardo Cravo Albin.

Ao lembrar-se da infância e adolescência, Djavan contou que, o dom natural pela música veio desde cedo:

“Quando peguei pela primeira vez um violão senti sua anatomia favorável. Abracei aquele instrumento e percebi que o queria levar para minha vida inteira. ”

“Aos 16 anos ganhei meu próprio violão, de um amigo, o Chico Macuca. Foi o meu primeiro e, na época, ele me disse que me presenteou, pois achava que eu tinha uma voz bonitinha e poderia fazer sucesso.”

“Minha mãe fazia eu cantar para suas amigas na sala de casa. Sempre os sucessos de seus cantores favoritos, que me influenciam até hoje. Em geral, todos os cantores nordestinos.”

Da primeira música que compôs, Djavan preferiu não lembrar, e, fez a plateia que lotou o auditório da Praça XV rir muito com sua revelação:

“Minha primeira composição foi aos 18 anos. Ela era muito feia, se chamava “Aquele Amor”.Eu não tinha ideia do que estava fazendo. Ainda não conhecia muito bem minha música. Depois fui dando um jeito nas coisas”.

Sobre a vinda para o Rio de Janeiro e o começo de carreira na gravadora Som Livre, Djavan fez questão de destacar seu carinho e admiração por quem ele considera seu mentor, João Araújo.

“O primeiro violão que peguei na Som Livre, logo que cheguei no Rio, é o que eu uso até hoje. O João Araújo, na época presidente da gravadora, foi quem me ofereceu. Aliás, ele é um cara muito importante na minha história. Ele foi o anjo da minha vida, me ajudou a trazer minha família de Maceió para o Rio. A Som Livre foi minha casa durante cinco anos e o João, meu mentor.”

“Meu primeiro disco acabou sendo de samba. Foi o repertório escolhido pela Som Livre. No início, me senti contrariado, mas percebi que veio a calhar. Acabou mostrando minha diversidade num único gênero.”

Sobre sua fama de estranho, o músico, hoje muito tranquilo com este título, até brincou:

“Sempre ouvi que fazia uma música muito estranha. Aliás, ‘estranha’ foi a palavra que mais ouvi ao longo da minha vida profissional. Sempre tive pela letra um zelo imenso, apesar de dizerem que minhas letras são abstratas. Faço letras que tendem a fazer um mergulho na complexidade do pensamento. Como pode um músico fazer sucesso por 40 anos com tantas estranhezas?”

Quando pediram que listasse suas músicas preferidas, Djavan primeiro disse que seria uma tarefa impossível – afinal, cada composição tem uma história –, mas, depois, concordou em eleger cinco:

“Já que é para escolher algumas canções, fico com cinco que representam épocas muitos boas para mim: ‘Flor de Lis’, ‘Fato Consumado’, ‘Meu Bem Querer’, ‘Oceano’ e ‘Lilás’”.

“Sobre a música ‘Oceano’ tenho uma revelação curiosa. Tenho em casa muitos pedaços de músicas que começo a escrever, me desinteresso e depois abandono. Foi o caso desta música. Minha filha a achou guardada e me ligou para questionar o motivo de eu tê-la abandonado. Isso foi exatamente cinco anos antes dela de fato renascer e estourar.”

Em sua mensagem final para as futuras gerações, Djavan falou de projetos atuais e ideias para os próximos meses:

“Em novembro, lanço um novo disco, que se chamará Vidas para Contar. E, em fevereiro de 2016, sigo com uma turnê nacional.”

“Componho para me agradar, para ser feliz. Mas não sento para me ouvir, já que me conheço. Apesar do título de estranho, gostaria de ser lembrado como um cara gente boa.”

CLÁUDIO BRASIL E OS CAETANOS - DOR DE TODO JEITO

terça-feira, 3 de novembro de 2015

LENDO A CANÇÃO

Por Leonardo Davino*



"Este fio é a única coisa que me liga ainda à nossa vida. (...) Porque tu me falas. (...) Neste momento, respiro porque tu me falas", diz a personagem criada por Jean Cocteau para o monólogo (ao telefone) A voz humana.

Mesmo mediada, gravada, reproduzida a voz de alguém é inimitável. E a voz de quem se ama é o sopro na alma do amador. Ouvir-se pela voz de alguém restitui-nos à vida. A personagem de Cocteau, abandonada pelo amado que se casará com outra, só existe porque há alguém - ligado à ela pelo fio telefônico - que lhe permite viver, falar, cantar.

Construída num momento em que se discutiam as novidades tecnológicas nas transmissão e reprodução da voz humana, atravessada pelas falhas técnicas dos aparelhos, o que causava estranhamento entre a voz e seu dono, a peça de Cocteau fala-nos da imaterialidade da pessoa. Ou melhor, da presença da pessoa na materialidade da voz.

A voz carrega toda a mensagem da alma humana. Imperfeitas ou não, as máquinas ajudam a presentificar alguém distante. Ao dar play, trazemos o cantor para o nosso lado. A voz do cantor nos liga à vida. "Quando eu te ligar cantando aquela velha canção / Não diga que estou enganado", diz o sujeito da popular, direta e brejeira "Aquela velha canção".

Se no caso da peça de Cocteau temos em cena "apenas" aquele que ouve e engendra falas passionais apartir da audição "inaudível" ao expectador, na canção "Aquela velha canção", de Carlinhos Brown e Marisa Monte, temos em cena a voz do sujeito que liga o (e para o) outro, a fim de evidenciar o amor.

Somos seres sonoros - ilusões sonoras, verdades fabricadas. E as trilhas que emolduram nossa existência tem importância decisiva naquilo que somos. Certo dessa certeza, o sujeito canta: "Quando eu te ligar cantando aquela canção / Não diga que não sente nada". É no canto do amor que as personagens vivem: são e estão no mundo.

Cantar aquela velha (sempre nova) canção é fazer o amor amar, é disparar a memória afetiva e tudo aquilo que fomos e/ou poderíamos ter sido. E não à toa o sujeito diz: "Quando eu te ligar cantando aquela canção / Pra te desnortear, te ferir com carinho / É pra fazer doer no seu ouvido a nota melhor do nosso amor".

E aqui entra a importância da interpretação de Marisa Monte. Trabalhando com acelerações e desacelerações no andamento entoativo, ao cantar a expressão "aquela canção" oitava acima do restante do canto, a cantora desperta a dor ("te ferir com carinho") no ouvido afetivo do destinatário. Um lance de forma e conteúdo bem resolvido.

Além disso, as frases longas, que parecem não querer caber na linha melódica, indiciam a urgência do que é dito (cantado) pelo sujeito. Atuando nestes momentos a contenção dos alongamentos vocálicos na voz de Marisa Monte. Ela, que tem no excesso de presença da própria voz - seja na palavra cantada, seja nos vocalizes - uma assinatura cancional, consegue o registro ideal para desenhar o sujeito dessa canção.

Diferente da situação criada por Cocteau, o sujeito da canção finge não estar numa situação conversacional. Ele lança o aviso/convite para que "quando ligar" o ouvinte tenha a atenção necessária para escutir o que quer saber de verdade: o amor, a voz do outro que lhe dá vida - "Alô, a lua, alô, a lua, alô, a lua, alô, a lua, amor". Alôs, luas e amor também uma oitava acima do comum da altura da canção, figurativizando "a nota melhor do nosso amor".

E eis que surge mais um aspecto metacancional dessa canção: consciente de sua função de cantor, o sujeito diz o que irá fazer, fazendo. Anuncia o canto, cantando. Ao ritmo de sons interioranos, caipiras, próximo às melodias que ouvimos à beira da estrada, na boleia de um caminho. "A saudade então aperta o peito / Ligo o rádio e dou um jeito / De espantar a solidão", diria o sujeito da canção "Caminhoneiro", de Roberto Carlos, Erasmo Carlos e John Hartford, um possível destinatário da mensagem do sujeito de "Aquela velha canção".

Guardado no disco O que você quer saber de verdade (2011), o sujeito de "Aquela velha canção" se desnuda, pois, assim como o ouvinte de sua mensagem, nada, nada, nada está resolvido. A não ser o tudo, tudo, tudo de ser cantor. Apesar da mágoa, o sujeito permanece sendo o cantor do outro, posto que assim também se canta e encontra um lugar no mundo. Ele canta a interdependência amorosa, via telefone. Ele sabe que, através do telefone móvel, ele pode estar o tempo todo, mesmo com o passar do tempo, ao lado do outro.

Cantor, emissor da palavra cantada, está no querer do sujeito mandar ou não o outro para o inferno - silenciar."O inferno nem é tão longe", diz o sujeito da canção da Nação Zumbi. Já para o sujeito de "Aquela velha canção", enquanto houver amor, canção, o inferno é longe. Afinal, no canto recíproco as personagens se mantem no paraíso.

O sujeito é do tempo em que a gente se telefonava. Tal e qual o amado da personagem de Cocteau, apesar de ter esquecido certas dores, ele está irremediavelmente ligado ao ouvinte, pela lei irrevogável do canto. Um (cantor) vive no canto do outro (ouvinte). E vice-versa. Inferno e céu de todo instante.

Frio, mas motor de calor (presença), o telefone é a coisa que mantem as personagens vivas. Mediador do afeto, ele facilita o contato, reabre os sentimentos, notifica o (nosso) amor. Jogando com o que pode e o que não pode ser, já que quem fala está (palavra cantada) e não está (corpo) aqui/agora, os instrumentos de reprodução estão à disposição de nossas mentiras sinceras (real/ficção), da vida, vida que não menos nossa que da canção.


***

Aquela velha canção
(Carlinho Brown / Marisa Monte)

Quando eu te ligar cantando aquela velha canção
Não diga que estou enganado, estou resolvido
Vou dar férias pro meu coração
Confesso que fiquei zangado, eu fiquei magoado,
Mas agora passou, esqueci
Não vou te mandar pro inferno porque eu não quero
E porque fica muito longe daqui

Quando eu te ligar cantando aquela canção
Pra te desnortear, te ferir com carinho
É pra fazer doer no seu ouvido a nota melhor do nosso amor

Quando eu te ligar cantando aquela canção
Não diga que não sente nada
É pra fazer doer no seu ouvido a nota melhor do nosso amor

Alô, a lua, alô, a lua, alô, a lua, alô, a lua, amor



* Pesquisador de canção, ensaísta, especialista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e doutor em Literatura Comparada, Leonardo também é autor do livro "Canção: a musa híbrida de Caetano Veloso" e está presente nos livros "Caetano e a filosofia", assim como também na coletânea "Muitos: outras leituras de Caetano Veloso". Além desses atributos é titular dos blogs "Lendo a canção", "Mirar e Ver", "365 Canções".

MPB - MÚSICA EM PRETO E BRANCO

Eduardo Araújo

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

MEMÓRIA MÚSICAL BRASILEIRA

Por Luiz Américo Lisboa Junior


Taiguara

Viagem - 1970

Certamente muitas vezes nós já cometemos algumas injustiças na vida, mesmo que sejam involuntárias ou não cheguem a prejudicar alguém, elas fazem parte de nossa mania de julgar as pessoas ou algo, seja uma obra arte, uma música, ou alguns compositores e intérpretes que na maioria dos casos passam a história como incompreendidos. Na música popular brasileira temos o caso típico de Taiguara um compositor/intérprete cuja trajetória ainda não foi totalmente revista devido a sua necessidade de ser entendido em plenitude, contudo essa incompreensão que norteou a sua obra reside para alguns em função da sua atitude de um certo modo panfletária nos últimos anos de vida e que poderia levar a esse conceito, mas, sobretudo o que ficou evidente foi a injustiça que se fez ao não se reconhecer nele, e isso aqui não é uma generalização, um dos mais coerentes compositores brasileiros contemporâneos. Desde o tempo dos Festivais onde era presença obrigatória defendendo inúmeras canções, sejam suas ou não, que Taiguara já demonstrava a força de seu vigor como intérprete e compositor talentoso.

Seus discos eram muito bem produzidos com belas melodias, geralmente acompanhadas por ele ao piano, e suas letras de um primor poético que o destacava em sua geração e com um detalhe que deve ser lembrado, pois, não é um fato corriqueiro na música popular brasileira, praticamente toda sua obra é de autor único, ou seja, sem parcerias. Desde o primeiro disco lançado em 1965 com destaque para a música Samba de copo na mão que os elogios ao seu trabalho era uma unanimidade no meio artístico favorecendo dessa forma a sua ascensão e firmando seu estilo. Suas canções românticas faziam parte de um repertório obrigatório dos anos sessenta e inebriavam de ternura e encantamento todos a que elas se debruçavam para tirar de suas lindas melodias e preciosidades literárias um motivo a mais para se orgulhar de nossa canção, que àquela época era riquíssima em compositores e intérpretes e onde Taiguara se impunha como um de seus elementos mais destacados.

Em 1970 já plenamente consagrado ele lança o LP Viagem, sem dúvida um marco em sua carreira e um dos discos fundamentais para conhecer melhor sua trajetória e também um dos trabalhos mais significativos da música brasileira. Com orquestração dos maestros Lindolfo Gaya e Leonardo Bruno, além da participação especial do Som Imaginário, diga-se, Wagner Tiso, Robertinho, Tavito, Luis Alves, Laudir, Zé Rodrix e Nivaldo Ornellas, o disco inicia-se com Universo no teu corpo, defendida por Taiguara no IV FIC e uma de suas músicas de maior sucesso, prossegue com Maria do Futuro uma balada encantadora, caminhando para Prelúdio N 2 também conhecida como Paz do meu amor, da autoria de Luiz Vieira, já um clássico de nossa canção em uma magistral interpretação de Taiguara, tornando-a inclusive obrigatória em todas as suas apresentações, a seguir ele nos brinda com A transa, música pouco conhecida de seu repertório, porém não menos relevante e culmina com a canção título A viagem, um de seus maiores sucessos e sem dúvida, um momento mágico de inspiração em sua carreira.

Mas muitas outras surpresas nos esperam neste notável trabalho, e desde logo devemos prestar bem atenção aos versos de Geração 70, música que retrata de maneira magnífica o pensamento e os anseios de uma juventude que clamava por esperança e liberdade, absolutamente necessária para se conhecer aqueles anos complicados. Em O velho e o novo, uma apaixonante e comovente homenagem ao seu pai, que participa tocando bandoneon e a todos aqueles que já estão no outono da vida. Numa época em que os talentos se multiplicavam, Taiguara, não se furta em ajudar a consolidar algumas carreiras que se iniciam e empresta seu prestígio interpretando Em algum lugar do mundo, de Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza e Dia 5, de Ruy Maurity e Jose Jorge, além de interpretar de forma magnífica Gente humilde, canção de Garoto com letra de Vinicius de Moraes e Chico Buarque, por fim o grand finale em Tema de Eva, musica instrumental que reafirma todo o seu talento criativo.

Para se compreender a carreira de um artista é necessário debruçar-se sobre sua obra, perceber sua ideologia, localizá-lo em seu tempo histórico, e então julgá-lo com isenção, ouvindo, portanto este trabalho de Taiguara podemos verificar como ele estava integrado à sua época e redescobrir um compositor e um intérprete que precisa ter seu valor apreciado pelas novas gerações, afinal de contas, quem é que não se lembra de suas lindas baladas, páginas belíssimas de nossa canção idealizadas num tempo em que apesar de difíceis, ele conseguiu que se tornasse romântico sem alienação e nem proselitismo barato, apenas compondo e cantando, pois esse era o seu ofício e ele o conduziu magistralmente de forma coesa em todos os seus trabalhos enquanto esteve entre nós, vamos então lembrar-nos desse talento e fazer uma viagem ao seu mundo mágico de sons e poesia.

Músicas: 
01- Universo no teu corpo (Taiguara)
02- Maria do futuro (Taiguara)
03- Prelúdio N 2 (Paz do meu amor) (Luiz Vieira)
04- A transa (Taiguara)
05- Viagem (Taiguara)
06- Geração 70 (Taiguara)
07- O velho e o novo (Taiguara)
08- Em algum lugar do mundo (Ivan Lins/Ronaldo Monteiro de Souza)
09- Dia 5 (Ruy Maurity/Jose Jorge)
10- Gente humilde (Garoto/Vinícius de Moraes/Chico Buarque de Holanda)
11- Tema de Eva (Taiguara) 


Ficha Técnica
Orquestrações: Maestro Gaya - Universo no teu corpo/ Maria do Futuro/Prelúdio N 2/A transa/Viagem/O velho e o novo/Dia 5/Gente humilde/Tema de Eva
Orquestrações: Maestro Leonardo Bruno – Geração 70/Em algum lugar do mundo
Piano: Taiguara
Participações especiais: Som Imaginário – Geração 70/Em algum lugar do mundo/Tema de Eva
Participação especial: Ubirajara Silva – O velho e o novo. 

domingo, 1 de novembro de 2015

VIOLONISTA E COMPOSITOR GUINGA LANÇA NOVO TRABALHO

Disco tem como convidadas nomes como Mônica Salmaso, Maria Pia de Vito, Maria João e Esperanza Spalding




Durante uma longa entrevista por telefone, o violonista e compositor carioca Guinga resolve remexer suas memórias. “Aos 28 anos, ganhava US$ 8 mil por semana como dentista. Dinheiro pra cacete. Estava juntando uma boa grana para comprar um apartamento no Leblon. Veio um monte de problemas e, em três anos, perdi tudo o que tinha. Amanheci sem trabalho e sem dinheiro. Doença e governo, por exemplo, formam o binômio perfeito para ferrar com teu dinheiro.”

Hoje, aos 65 anos e depois de três décadas tratando o dente alheio, conclui: “Foi a música que me salvou”. Por um tempo, o artista conciliou as duas atividades e estava satisfeito assim. “Como dentista, eu fazia a música que bem entendesse, sem precisar bater em porta de gravadora”, diz. Com as “porradas da vida”, fez da música sua única profissão e, hoje, comemora os vários discos que colegas gravam com sua obra, bem como os belos trabalhos que assina, a exemplo do recém-lançadoPorto da Madama (Selo Sesc).

Esse último trabalho tem como principal característica o revezamento de quatro cantoras absolutamente distintas ao longo das 13 faixas: a paulistana Mônica Salmaso, a italiana Maria Pia de Vito, a portuguesa Maria João e a norte-americana Esperanza Spalding, que formam um painel com referências de MPB, jazz, música africana e fado. O Porto da Madama, a propósito, existe: uma antiga estação de trem perto de Niterói (RJ), engolida pelo crescimento da cidade.

No repertório, o artista colocou seis temas próprios, a exemplo de Cine Baronesa (com Aldir Blanc),Passarinhadeira (com Paulo César Pinheiro), Ilusão real(com Zé Miguel Wisnik) e a faixa-título. Entre as releituras de obras de outros compositores, estão Lígia(Tom Jobim), Canção da noiva (Dorival Caymmi),Serenata do adeus (Vinícius de Moraes) e Dúvida, com Domingos Ramos (Luiz Gonzaga).


CONVIDADAS

Guinga já havia tocado com todas elas e, a princípio, havia pensado em fazer disco só com estrangeiras interpretando suas músicas. Maria João e Maria Pia estão para lançar álbuns totalmente dedicados às canções do carioca, e Esperanza se encantou pelo que ele escreve há três anos, quando fizeram show juntos no Rio de Janeiro. Já Mônica canta a música de Guinga há anos e gravou recentemente um CD só com composições dele e Paulo César Pinheiro (Corpo de baile).

Quando soube do projeto, não houve constrangimento, garante o violonista. “A Mônica é sempre convidada em potencial. Sou alucinado por ela. Minha briga por ela é ruim, pois disputo com Dori Caymmi, Chico Buarque, Edu Lobo e por aí vai”, brinca.

À exceção de Esperanza, as estrangeiras vieram gravar no Brasil. Elas escolheram o que cantariam a partir de opções sugeridas pelo carioca. Ponto fora da curva é Dúvida, que Mônica resolveu gravar na hora, sem que um arranjo tivesse sido pensado para ela. “Ela falou para eu acompanhá-la, como se fosse a uma seresta com minha mãe. Foi a coisa mais simples do mundo, completamente limpa e sem referência. Pureza mesmo. Fiquei muito emocionado”, conta.

Em Lígia, que a norte-americana gravou em português e a distância, tendo apenas o violão e uma voz-guia para a melodia, Guinga tomou um susto. “A primeira impressão era de que tinha dado errado. Ela entra diferente do habitual. Depois, percebi que estava uma maravilha. Ela cantou para fora e todo mundo geralmente canta Tom Jobim para dentro, naquela estética da bossa nova.”

O violonista calcula ter 300 músicas gravadas e outras 100 na gaveta, compondo num ritmo de quatro ou cinco canções por ano. Diz que já chorou muitas vezes por críticas de discos seus, inclusive recentemente, e que nunca reclamou de nenhuma. “Por mais injusto que tenha achado o jornalista, me calei. Bem, mas as críticas positivas são um milhão de vezes maiores que as negativas”, conta.

Guinga diz se considerar compositor popular, não violonista. “O violão é meu instrumento, como um machado, martelo ou boticão. Não sei tocar rápido, não sou virtuoso, nunca estudei. Faço o que a intuição e o coração pedem, usando o que acho que fica bonito. Não procuro disco de violão para ouvir, procuro música. O que mais me emociona são os violões dos compositores, como João Bosco, Gilberto Gil e Dori Caymmi. Eles deram contribuição monstruosa ao violão brasileiro. São violões impregnados de Brasil.”

CALENDÁRIO MUSICAL - NOVEMBRO

Dia 01 - É fundado em Salvador (BA), o Bloco Afro Ilê Ayê, o mais antigo do Brasil (1974).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o regente, arranjador, trompetista e compositor carioca Francisco Duarte, popularmente conhecido por Maestro Chiquinho (1983).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o poeta e letrista Euclides Amaral da Silva, o Euclides Amaral (1958).

Morre em Santos (SP) o maestro e compositor Gilberto Mendes (2016).
Nasce em Belém (PA) o compositor e violonista Joaquim Antonio Candeias Júnior, o Candeia Júnior (1923).
Nasce em Cascavel (CE) o compositor e sanfoneiro José Idelfonso Feire de Souza, o Zé Menininho (1897).
Nasce em Carangola (MG) o cantor Hélio Correia de Paiva, o Hélio Paiva (1924).
Nasce em Marselha (França) o cantor Albênzio Perrone (1906).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e violonista Oscar José de Almeida (1942).
Nasce no Recife (PE) o compositor, arranjador, instrumentista Edgard Morais (1904).
Morre em Bragança Paulista (SP) o compositor, Violeiro, Radialista Athos Campos (1992).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a produtora Letícia Fernandes Magalhães (1974).
Nasce em São Paulo (SP)o instrumentista Marcos da Costa Silva Araújo (1937).
Nasce em Petrolina (PE) o cantor, compositor e violonista Inaldo Pereira de Lucena, o Akauan Lucena (1963).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, maestro e produtor musical Sérgio Saraceni (1952).
Nasce em Porto Alegre (RS) o compositor Simão Goldman (1947).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a instrumentista Daniela Spielmann (1970).

Dia 02 - Morre, aos 54 anos, vítima de enfarte, durante o sono, em sua casa em Jacarepaguá (RJ), a cantora e compositora Jovelina Faria Belford, Jovelina Pérola Negra (1998).
Nasce em Ubá (MG) as cantoras Célia e Celma Mazzei (1952).
Nasce em São Paulo (SP) o compositor e produtor David Raw (1925).
Nasce em Jatobá (PE) o compositor e violonista João Teixeira Guimarães, o João Pernambuco (1883).
Morre em Moreno (PE) o compositor alagoano Agripino Aroeira (2004).
Morre em São Paulo (SP) o compositor, instrumentista, DJ e produtor iugoslavo Mitar Subotic, o Suba (1999).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, pianista, arranjador, autor teatral e ator Luiz Augusto Rescala, o Tim Rescala (1961).
Nasce em Tucano (BA) o cantor, compositor e violeiro Jurandy Ferreira Gomes, popularmente conhecido como Jurandy da Feira (1950).
Nasce em Natal (RN) o cantor, instrumentista e seresteiro Adolfo Elias França (1901).
Nasce em Melo, Cerro Largo (Uruguai) o arranjador, instrumentista e orquestrador Mônico Lautério Aguilera Perdomo (1951).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, musicólogo, arranjador, violonista e produtor musical Antonio José Jardim e Castro, o Antonio Jardim (1953).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e professor Carlos Azevedo Mattos, o Carlos Mattos (2006).

Dia 03 - Nasce o cantor e compositor Vinícius Bonotto, popularmente conhecido como Vinny (1966).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Nelson Lins e Barros (1966).
Nasce em Biriguí (SP) o compositor, instrumentista e cantor Antônio Francisco, o Nestor da viola (1938).
Nasce em Teresina (PI) o compositor João Evangelista de Melo Fortes, o João Só (1943).
Nasce em Borboleta (SP) o compositor e poeta Waldemar de Freitas Assunção, o Waldemar Assunção (1944).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e arranjador Paulo Malaguti de Souza Weglinski (1959).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e ritmista Rubens Campos (1985).

Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Carmélia Alves Curvello, popularmente conhecida por Carmélia Alves (2012).
Nasce em São Paulo (SP) o cantor, compositor e humorista Walter Raimundo, o Zé Coqueiro (1929).
Nasce o pianista Nilde Costa D'Almeida, a Nilde Almeida (1920).
Nasce em Areal (BA) a cantora Maria da Glória Bomfim dos Santos, a Glória Bonfim (1957).
Nasce em Campos (RJ) o violonista Jodacil Caetano Damaceno, o Jodacil Damaceno (1929).
Nasce em Birigui (SP) o cantor e instrumentista Antônio Francsico, o Nestor, da dupla Nestor e Nestorzinho (1938).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista Luiz Flavio Tournillon Alcofra (1961).
Nasce em Goiânia (GO) o compositor, cantor e instrumentista José Pereira da Silva Neto, o Chrystian da dupla Chrystian e Ralf (1956).
Morre o cantor, violeiro e pandeirista Victório Ângelo Cobra, o Cobrinha (1995).
Nasce em Jequié (BA) o compositor, diretor de teatro e poeta Jorge Dias Salomão, o Jorge Salomão (1946).
Morre em Santos (SP)o regente, arranjador, instrumentista (flautista e trombonista), compositor Edmundo Peruzzi (1975).
Nasce em Campina Grande (PB) o violonista, compositor e cantor Airton Maia Ramalho, o Airton Ramalho (1932).
Nasce o instrumentista, integrante da Bandamel e diretor musical Jailton Reis Dantas, o Jailton Reis (1962).

Dia 04 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Monsueto Campos Menezes - Monsueto de Menezes (1924).
Nasce em Recife (PE) o compositor Nelson Lins e Barros (1920).
Nasce em Uruguaiana (RS) o instrumentista cantor e compositor Luiz Alberto Nunes Alves, popularmente conhecido por Bebeto Alves (1954).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o produtor, apresentador e compositor Carlos Eduardo Corte Imperial, o Carlos Imperial (1992).
Nasce em Porto Alegre (RS) o instrumentista e compositor Geraldo Teixeira Vargas, o Geraldo Vargas (1964).
Nasce em Ouro Preto (MG) o compositor, violonista e cantor Gladston do Espírito Santo Galliza, o Gladston Galliza (1967).
Morre em Pirapora do Bom Jesus (SP) o compositor, declamador e poeta Ado Benatti (1962).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Oscar Lorenzo Fernandez (1897).
Nasce em Macau (RN) o cantor Carlos Vasques, popularmente conhecido por Nozinho (1887).
Morre em São Paulo (SP) o instrumentista Hamilton Silva (1967).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e instrumentista Cândido das Neves, popularmente conhecido também por Índio (1934).
Nasce em Alegrete (RS) o jornalista, Antonio Augusto da Silva Fagundes, o Nico Fagundes (1934).

Dia 05 - Nasce o cantor e compositor carioca Marcelo Maldonado Gomes Peixoto, mais conhecido por Marcelo D2 (1967).
Nasce em São José de Mipibu (RN) o canto e compositor Ismael Alves de Araújo, popularmente conhecido por Ismael Alves (1960).
Morre o compositor e ator Fernando José Magalhães Lona, o Fernando Lona (1977).
Nasce em São Paulo (SP) o baterista Duda Neves (1953).
Nasce no Rio de Janeiro o produtor cultural Paulo Moreira Bártholo Júnior, o Paulo Bártholo (1947).

Morre em São Gonçalo (RJ) o cantor e compositor Edison Ferreira, o Efson (2014).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora, compositora, instrumentista e professora Regina Machado (1964).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor, instrumentista (saxofonista e flautista) e compositor Rodrigo Otávio Soriano Szwarcwald, o Rodrigo Sha (1976).
Nasce em São Miguel Arcanjo (SP) o instrumentista e arranjador Renato Cauchioli, o Renato do Trombone (1920).
Nasce em Juiz de Fora (MG) a cantora e compositora Fernanda Correa Costa Cunha, a Fernanda Cunha (1970).
Nasce em Fortaleza (CE) o bandolinista e compositor Jorge Antônio Cardoso Moura, o Jorge Cardoso (1969).
Nasceu em Teresina (PI) o compositor, cantor e violonista Renato Costa Ferreira, o Renato Piau (1953).

Dia 06 - Nasce em Fortaleza (CE) o cantor, compositor e instrumentista Lauro Maia Teles, o Lauro Maia (1912).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e instrumentista Luiz Fernando Martin Lima, o Lulu Martin (1958).
Nasceu em Fortaleza (CE) o musicólogo Edigar de Alencar (1908).
Morreu no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e pianista José Ferreira Torres (1932).
Nasceu em Barreiros (PE) o cantor e compositor Fernando José Barbosa Rocha, o Fernando Rocha (1940).
Nasceu no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Dora Freitas Lopes, a Dora Lopes (1922).

Morre no Rio de Janeiro (RJ) o músico, sapateador, ator e bailarino Edgar de Almeida Negrão de Lima, o Bob Lester (2015).

Dia 07 - Nasce o músico e compositor gaúcho Romeu Seibel, conhecido por Chiquinho do Acordeom (1928).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Telma Correa Costa da Cunha, a Telma Costa (1989).
Nasce em Dois Córregos (SP) a cantora Agripina Duarte da Fonseca, a Agripina (1918).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Hamilton Sbarra (1936).
Nasce em Portugal o compositor Fernando César Pereira, o Fernando César (1917).
Morre em Caxambú (MG) o teatrólogo, compositor, escritor e jornalista Geysa Gonzaga de Boscoli (1978).
Nasce em Serro (MG) o cantor, compositor e arranjador Carlos Xisto da Silva Rajão, o Caxi Rajão (1955).
Nasce em Ubá (MG) o compositor, pianista, locutor e apresentador Ary de Resende Barroso, o Ary Barroso (1903).
Nasce em Lavras da Mangabeira (CE) o cantor e compositor João Milfont Rodrigues, o Gilberto Milfont (1922).
Nasce em São Paulo (SP) José Roberto Januário de Matos, o Caprichoso da dupla Capricho e Caprichoso (1962).

Dia 08 - Nasce em São Paulo (SP) o cantor, ator e compositor Antônio Marcos Pensamento da Silva, popularmente conhecido por Antônio Marcos (1945).
Nasce em Belém (PA) o cantor e compositor Carlos Nilson Batista Chaves, o Nilson Chaves (1951).
Nasce em Belém (PA) o cantor e compositor José Pedro Bastos Cavalléro, o Pedrinho Cavalléro (1958).
Nasce em São Paulo (SP) o cantor e compositor Francisco Petrone, o popular Francisco Petrônio (1923).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, instrumentista e compositor Alberto Lonato da Silva, o Alberto Lonato (1909).
Nasce no Recife (PE) o cantor, compositor e clarinetista Abimael Nascimento Álvares, o Avarese (1917).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Jussara de Melo Vieira, a Rosita Gonzales (1929).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor João José da Costa Júnior, o Costa Júnior (1868).
Nasce em Juiz de Fora (MG) o instrumentista, regente, arranjador, compositor Edmundo Villani Cortes (1930).
Nasceu em Bacabal (MA) o instrumentista, cantor e compositor José de Ribamar Viana, o Papete (1947).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o violonista e compositor Jayme Tomás Florence, o Meira (1982).
Nasce em São Paulo (SP) o regente, tenor e compositor Diogo de Assis Pacheco, o Diogo Pacheco (1925).
Nasce em Belo Horizonte (MG) Murilo Albernaz, integrante do grupo Mambembe (1950)
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista Marcos Moletta, o Marquinhos do grupo Forroçacana (1970).

Dia 09 - Morre em Nova York (EUA) o cantor, instrumentista e compositor Altemar Dutra, que eternizou através de sua voz músicas como: "O Trovador", "Sentimental" (1983).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o pianista Felipe Fessler Vaz, o Felipe Vaz (1971).
Morre em Fortaleza (CE) o maestro Mozart Ageu de Souza Brandão (2006).
Nasce em Arcoverde (PE) o cantor, compositor e instrumentista e ex-integrante do Cordel do Fogo Encantado José Paes de Lira, o Lirinha (1976).
Nasce em Brasília (DF) o violonista e compositor Matheus Paes (1981).
Nasce em Pelotas (RS) o diretor artístico, instrumentista e cantor Paulo Roberto Farias de Oliveira, o Paulo Kumanga (1949).
Morre em Lisboa (Portugal) o compositor, cantor, poeta e violeiro Domingos Caldas Barbosa (1800).
Morre em São Paulo (SP) o compositor e instrumentista Mário João Zandomeneghi, o Mário Zan (2006).
Nasce em Quixadá (CE) o instrumentista, arranjador e compositor Manuel Geraldo Vespar, o Geraldo Vespar (1937).
Nasce em Ivaiporã (PR) Francisco Aparecido de Jesus Gomes, o Chico Rey da dupla Chico Rey e Paraná (1952).
Nasce em Miguel de Itaipu (PB) o instrumentista Severino Luis do Nascimento, o Raminho (1949).
Nasce em Teresina (PI) o compositor, poeta, ator, cineasta e jornalista Torquato Pereira de Araújo Neto, o Torquato Neto (1944).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Flávia Lucia Ribeiro Dantas (1976).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o professor, escritor e pesquisador Júlio César Valladão Diniz, o Júlio Diniz (1957).

Dia 10 - É fundado no Rio de Janeiro a G.R.E.S. Mocidade Independente de Padre Miguel. Cores: verde e branco (1955).
Morre Rio de Janeiro (RJ) o compositor, poeta, ator, cineasta e jornalista Torquato Pereira de Araújo Neto, o Torquato Neto (1972).
Morre no Recife (PE) o compositor pernambucano Samuel Campello (1939).
Morre em São Paulo (SP) o ator, compositor e cantor José Fortuna (1983).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o gaitista Flávio Guimarães Borges, o Flávio Guimarães (1963).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e violonista Alberto Ribeiro da Vinha, o Alberto Ribeiro (1971).
Morre em São Paulo (SP) o cantor e compositor Ariovaldo Pires, popularmente conhecido por Capitão Furtado (1979).
Nasceu no Rio de Janeiro (RJ) a instrumentista, compositora, cantora e professora de música Monique Cavalcanti de Aragão, a Monique Aragão (1960).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e instrumentista Manacéia José de Andrade, o Manacéia (1995).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Acyr da Costa Pimentel, o Acyr Pimentel (1929).

Dia 11 - Morre no Rio de Janeiro (RJ) O compositor e violonista Eduardo Sebastião das Neves, o Eduardo das Neves (1919).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, caricaturista e desenhista Antônio Gabriel Nássara, o Nássara (1910).
Morre em Santarém (PA) o instrumentista, compositor e regente José Agostinho da Fonseca (1945).
Morre em São Paulo (SP) a cantora e atriz Conceição Joana da Fonseca Gomes, a Nhá Barbina (1995).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e instrumentista Michel Oliveira dos Passos Feliciano, o Michel Feliciano (1978).
Nasce em Miracema (RJ) a cantora e compositora Sônia Lúcia Pestana da Rocha, a Sônia Rocha (1942).
Nasce em Pedra Azul (MG) o compositor, poeta, ator, cantor, apresentador, produtor Saulo Laranjeira (1952).
Nasce em Campos dos Goitacazes (RJ) o multiinstrumentista, compositor e cantor Rômulo de Azevedo Gomes, o Rômulo Gomes (1966).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o violonista Raul Palmieri (1887).
Morre no Recife (PE) o folclorista, instrumentista e compositor João Santiago dos Reis, o João Santiago (1985).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, arranjador, regente e multiinstrumentista Mauro Rodrigues (1956).
Nasce o cantor e instrumentista Wagner José da Silva Antônio, o Waguinho, integrante do grupo Negritude Jr. (1970).

Dia 12 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor João Batista Nogueira Júnior, o João Nogueira (1941).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Paulo César Batista de Faria - o Paulinho da Viola, considerado um dos mais talentos compositores brasileiros. Autor de "Sinal Fechado", "Argumento", "Foi um Rio que Passou em Minha Vida", "Eu Canto um Samba", (1942).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, compositor e cantor Domenico Netto Lancellotti (1972).
Nasceu em Curitiba (PR) o cantor e compositor Lydio Roberto Silva, o Lydio Roberto (1961).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o pianista e compositor Mário Castro Neves (1935).
Nasce em Aliança (PE) o compositor, instrumentista e mestre de maracatu Manoel Salustiano Soares, o Mestre Salu (1945).
Nasceu em Cuiabá (MT) o compositor e instrumentista Levino Albano da Conceição, o Levino da Conceição (1895).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora Suely Brito de Miranda, a Sula Miranda (1963).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora e pianista Cida Moreira (1951).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Marcionilla Bessa Rodrigues do Nascimento, a Zizinha Bessa (1977).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Delcio Carvalho (2013).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) DJ Dom Pepe (2014).

Dia 13 - Nasce em Timbaúba dos Batistas (RN) o compositor e cantor Elino Julião (1936).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e atriz Otília Amorim (1894).
Nasceu em São Paulo (SP) o cantor e compositor Milton Carlos (1954).
Nasce em Sabino Pessoa (ES) o compositor e produtor Getúlio Benício, mais conhecido por Getúlio Macedo (1922).
Nasce em Ponte Nova (MG) o cantor, violonista e compositor José Antonio de Freitas Mucci, o Tunai (1950).
Nasce em Caxias (MA) o poeta, letrista e jornalista José Salgado Santos, o Salgado Maranhão (1953).

Morre em Recife (PE) o maestro e instrumentista Zé Menezes (2013).
Nasce em Socorro (SP) o compositor e radialista Pedro Anestori Marigliani, o Capitão Barduíno (1904).
Nasce em Salvador (BA) o instrumentista e compositor Lauro de Oliveira Paiva Martins, o Lauro Paiva (1913).
Morre em Niterói (RJ) o pianista e compositor Romualdo Peixoto, o Nonô (1954).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Juliana Terra Borba Caymmi, a Juliana Caymmi (1975).
Morre em Teresopólis (RJ) o cantor, compositor e produtor José Andrade Vilela Nascimento Ramos (1998).
Nasce em Duartina (SP) o violeiro Osvaldo Viotto, popularmente conhecido por Cuitelinho da dupla Índio Cachoeira e Cuitelinho (1942).
Morre em Londrina (PR) o compositor, poeta, instrumentista, cantor e economista Fernando Marinho Falcão, o Fernando Falcão (2002).
Morre em Teresópolis (RJ) o cantor, compositor e produtor José Andrade Vilela Nascimento Ramos, o Jimmy Lester (1998).

Dia 14 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Farnésio Dutra e Silva, mais conhecido por Dick Farney (1921).
Nasce em Manaus (MA) o instrumentista, compositor e regente José Agostinho da Fonseca (1886).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e compositor Ronaldo da Conceição Junior, o Ronaldinho do Cavaco (1971).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor José Flores de Jesus, o Zé Kéti (1999).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o Regente, arranjador, pianista, vibrafonista, compositor, disc-jóquei, tele-ator e cantor Erlon Chaves (1974).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, radialista, jornalista e teatrólogo Nestor de Holanda Cavalcanti Neto, o Nestor de Holanda (1970).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o letrista, poeta, pintor e teatrólogo Luiz Carlos Peixoto de Castro, o Luiz Peixoto (1973).
Nasce em Campo Grande (MS) o compositor, cantor e instrumentista Almir Eduardo Melke Sater, o Almir Sater (1956).
Nasce em Niterói (RJ) o cantor e compositor Vicente Marcio Proença Pereira, o Marcio Proença (1943).
Nasce em Itaocara (RJ) o instrumentista, cantor, compositor e arranjador Antônio José Waghabi Filho, o Magro Waghabi (1943).
Nasce em Cachoeira (BA) o instrumentista Paulo Romário (1944).
Nasce em Bonito (PE) o compositor e instrumentista Félix Lins de Albuquerque, o Felinho (1895).
Nasce a cantora e compositora Cláudia Cunha.
Nasce em São Paulo (SP) a cantora e compositora Perla Garcia Martins, a Bia da dupla sertaneja Léo e Bia (1988).
Nasce em Maringá (PR) a cantora e percussionista Luana Gomes Godinho de Castro, a Luana Godinho (1984).

Dia 15 - Nasce em Porto Alegre (RS) o compositor Antônio de Assis Republicano (1897).
Nasce em Aperibé (RJ) o regente de coral Adeilton Bairral (1958).
Nasce em São Paulo (SP) o músico Ailton Rios (1962).
Nasce em São Lourenço do Sul (RS) o cantor, compositor e instrumentista Ademar Marques Rataiesky, o Ademar Silva (1943).
Nasce em Curitiba (PR) o compositor e instrmentista Marcelo Corrêa Sandmann, o Marcelo Sandmann (1963).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, compositor, arranjador, produtor musical Celso José da Fonseca, o Celso Fonseca (1956).
Nasce em Buenos Aires (Argentina) o maestro e pianista Daniel Barenboim (1942).
Nasce em Campos (RJ) a cantora, violonista, jornalista e poetisa Jesy de Oliveira Barbosa, a Jesy Barbosa (1902).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, instrumentista e arranjador Roberto José Belém dos Santos, o Roberto do acordeom (1948).
Nasce em São Jerônimo (RS) o flautista e compositor Plauto Cruz (1929).
Nasce em Capela (SE) o compositor Manuel do Espírito Santo, o Zé Pretinho (1909).
Nasce em Salvador (BA) o compositor e instrumentista Getúlio Marinho da Silva, mais conhecido por Amor (1889).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora, atriz e cineasta Vanja Orico (1929).
Nasce em Goiânia (GO) o cantor e compositor Gustavo Coutinho Borges, o Gustavo (1970).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, jornalista, dj e compositor Júlio Barroso (1953).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Hélio Rodrigues Neves, o Hélio Turco (1935).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista Cláudio B. Ribeiro, o Cláudio do grupo Forróçacana (1968).

Dia 16 - Nasce em São Vicente Férrer (PE) Marinês, nome artístico de Inês Caetano de Oliveira (1935).
Morre aos 43 anos, no Hospital Cardoso Fontes, Jacarepaguá (RJ), o cantor e compositor Antônio Candeia Filho - Candeia (1978).
Nasce no Rio de Janeiro o pianista e compositor Benedito Francisco José da Penha Nunes, o Bené Nunes (1920).
Nasce em Niterói (RJ) o compositor e instrumentista Paulo Ricardo Rodrigues Alves, o Paulinho Guitarra (1954).
Nasce em Teresina (PI) o arranjador, compositor e instrumentista Márcio Menezes Barros, o Márcio Menezes (1962).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o baterista Alexandre Antonio de Mendonça Figueiredo, o Xande Figueiredo (1967).
Nasce em Belém (PA) a cantora e compositora Jane Duboc Vaquer, a Jane Duboc (1950).
Morre em Goiânia (GO) o regente, compositor, regente e violonista Antônio Martins de Araújo (1919).

Dia 17 - Morreu no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e jornalista Colombo Costa Pinto, o Colombo (2004).
Nasce em Juiz de Fora (MG) a cantora Telma Correa Costa da Cunha, a Telma Costa (1953).
Nasce em Porto Alegre (RS) o compositor, cantor e instrumentista Raul Moura Ellwanger, o Raul Ellwanger (1947).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, maestro e violoncelista Heitor Villa Lobos (1959).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora, compositor e instrumentista Clarice Fernandes Magalhães, a Clarice Magalhães (1979).
Nasce em Capivari (SP) o compositor Jair Gonçalves (1914).
Nasce em Santaré (PA) o pianista, compositor e regente Wilson Dias da Fonseca, o Wilson Fonseca (1912).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Antonio Fuína, o Léo Vilar (1914).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o radialista e compositor Lourival Faissal (1922).
Nasce em Santos (SP) o cantor e compositor Romeu Pece, mais conhecido por Romeu Fernandes (1924).
Nasce em São Paulo (SP) o instrumentista Rodolfo Stroeter (1958).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, produtor e instrumentista Maximiliano Simonal Pugliese de Castro, o Max de Castro (1972).

Dia 18 - Nasce em Porto Velho (RR) o músico, cantor, guitarrista e diretor musical Paulo Sérgio Gonçalves Lêmos, o Paulinho Lêmos (1957).
Nasce em Alagoas o radialista José de Barros Lima, o Zé lagoa (1938).
Nasce em Ouro Preto (MG) o compositor e instrumentista Djalma Novaes Correa, o Djalma Correa (1942).
Nasce em Fortaleza (CE) a cantora Marília de Fátima Pamplona Bevilaqua, a Marília Bevilaqua (1951).

Morre em Fortaleza (CE) o cantor paraibano Genival Santos.
Nasce em Belo Horizonte (MG) o cantor José Marcio Loreno de Assumpção, popularmente conhecido por Marcio José (1942).
Nasce em São Paulo (SP) o cantor e compositor Alisson Aranda (1976).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) produtor musical, compositor e jornalista Ronaldo Fernando Esquerdo Bôscoli, o Ronaldo Bôscoli (1994).
Nasce em Salvador (BA) o cantor e compositor Fabrício Tomate Cardoso Kraychete, popularmente conhecido por Tomate (1982).
Nasce em Recife (PE) o professor, musicista, maestro e compositor Jarbas Cavendish.
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e instrumentista Rodrigo Forte Braga, o Dom Braga (1974).

Dia 19 - Nasce em São Paulo (SP) a cantora e compositora Kátya Teixeira (1971).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e instrumentista Karla da Silva (1983).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Osmar Daumerie, o Osmar Navarro (1930).
Nasce em Brasília (DF) o cantor, compositor e instrumentista Ivair Reis Gonçalves, o Renner, da dupla Rick e Renner (1971).
Nasce em Jaguarão (SC) o cantor, escritor e compositor Jerônimo Osório Moreira Jardim, o Jerônimo Jardim (1944).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Haroldo Tapajós Gomes, Haroldo Tapajós (1915).
Nasce em Botucatu (SP) o cantor, instrumentista e compositor José Perez, o Tinoco da dupla Tonico e Tinoco (1920).
Nasce em Pisa (Itália) o compositor e instrumentista José Rielli (1885).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o jornalista e crítico musical Tarik de Souza Farhat, o Tarik de Souza (1946).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora, compositora e atriz Márcia Santos Guzzo, a Márcia Guzzo (1980).
Morre em Natal (RN) o cantor e compositor Aldair Alice Soares, o Aldair Soares (1993).
Morre em São Paulo (SP) ator, diretor, dramaturgo, escritor, humorista, jornalista e palhaço Plínio Marcos de Barros, o Plínio Marcos (1999).

Dia 20 - Nasce em Buenos Aires (Argentina) o compositor, arranjador e pianista Pablo Lapidusas (1974).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o músico, cantor, compositor e multi instrumentista Eli Joory (1961).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Maysa Figueira Monjardim Matarazzo, a Maysa (1977).
Nasce em Niterói (RJ) o compositor, escritor e pesquisador de MPB André Diniz da Silva, o André Diniz (1970).
Nasce em Barra (BA) o cantor, compositor e instrumentista Gutemberg Nery Guarabyra Filho, o Guarabyra (1947).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a instrumentista Ana Rabello Pinheiro, a Ana Rabello (1985).
Nasce em Brusque (SC) o arranjador, compositor e instrumentista Bruno Moritz (1982).
Nasce em Cabo Frio (RJ) o compositor, radialista e produtor Benil dos Santos, Benil Santos (1930).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, instrumentista e compositor João Marcelo Diniz Martins, o João Martins (1984).
Nasce em Juiz de Fora (MG) o jornalista, produtor cultural e pesquisador musical Jorge Raimundo Sanglard de Paula, o Jorge Sanglard (1954).
Nasce o arranjador, regente e instrumentista Moacyr de Barros Filho, integrante do Quarteto JB (1929).

Dia 21 - Nasce em São Luís (MA) a cantora, compositora e instrumentista Alcione Nazareth, a Alcione (1947).
Nasce em São Paulo (SP) o cantor, compositor e ator Fábio Corrêa Ayrosa Galvão, o Fábio Jr. (1953).
Nasceu em Santos (SP) o cantor, compositor e violeiro Marco Antonio Vilalba, o Passoca (1949).
Nasce em Quixadá (CE) o cantor, compositor e violonista Antônio Eudes Fraga de Queiróz, o Eudes Fraga (1962).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e jornalista René Bittencourt Costa, o René Bittencourt (1979).
Nasce em Ponte do Lima (Portugal) o compositor, cantor e instrumentista João Ricardo Carneiro Teixeira Pinto, o João Ricardo (1949).
Morre em Recife (PE) o compositor e instrumentista Alfredo Gama (1932).
Nasce a cantora e compositora Marielza Tiscati (1961).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o pesquisador, produtor cultural, radialista Demétrio Ferreira (1999).
Nasce no Rio de Janeiro o cantor e instrumentista Alexandre Peçanha Carreira, o Alexandre Peçanha, integrante do grupo Frizzy (1985).

Dia 22 - Morre no Rio de Janeiro (RJ) o músico e compositor carioca Newton Ferreira de Mendonça (o Newton Mendonça), aos 33 anos (1960).
Nasce em Sete Lagoas (MG) o violonista Arlindo Ferreira (1916).
Nasce em Formiga (MG) o compositor, cantor e diretor artístico Alcides Felisbini Basílio, o Nonô Basílio da dupla Nonô e Naná (1922).
Nasce em Paranaguá (PR) o arranjador, compositor e instrumentista Waltel Branco (1929).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o poeta, letrista e compositor Olten Jorge Conceição, o Olten (1961).
Nasce em Salvador (BA) a cantora Nalanda Cazzuni Picolo Costa, a Nalanda (1982).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o guitarrista Geraldo de Moraes Miranda, o Geraldo Miranda (1999).
Nasce em São Paulo (SP) o cantor, compositor, instrumentista, arranjador Carlos Alberto Gomes, o Carlos Gomes (1958).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora e atriz Vitória Bonaiutti De Martino, a Marlene (1923).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o pianista Cláudio Fernandes de Luna Freire (1974).
Morre em São Paulo (SP) o compositor Caetano Zammataro, o Caetano Zamma (2010).
Nasce em Belo Horizonte (MG) o instrumentista Alexandre Tamietti Coutinho, conhecido como Xande do grupo Pato Fu (1972).

Dia 23 - Nasce em Salvador (BA) o compositor, cantor e instrumentista Antônio Carlos Santos de Freitas, o Carlinhos Brown (1962).
Morre em São Paulo (SP) o poeta e letrista Sadi Sousa Leite Cabral, o Sadi Cabral (1986)
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o violonista e compositor Ulisses Rocha Loureiro da Silva, o Ulisses Rocha (1960).
Nasce em Porto Alegre (RS) o poeta e letrista Álvaro M. S. P. F. V. R. Moreira da Silva, o Álvaro Moreyra (1888).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) a compositora Helena dos Santos (2005).
Morre em São Paulo (SP) o cantor, compositor, humorista e ator João Rubinato, popularmente conhecido por Adoniran Barbosa (1982).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Álvaro Nunes, o J. Cascata (1912).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o violonista e compositor Thiago Gracindo Trajano, o Thiago Trajano (1976).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a atriz e cantora Laura Suarez (1909).
Nasce em Aurora do Norte (TO) o cantor e compositor Juraildes da Cruz (1954).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Sonia de Campos Veras, a Sonia Delfino (1942).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, jornalista e compositor Armando de Lima Reis, o Cristóvão de Alencar (1983).
Nasce em Recife (PE) o cantor e compositor Severino de Figueiredo Carneiro, o Minona Carneiro (1902).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Breno Ferreira Hehl, o Breno Ferreira (1966).
Morre em Osasco (SP) o cantor, compositor e instrumentista Antônio Messias de Campos, o Toniquinho Batuqueiro (2011).

Dia 24 - Nasce em Cachoeiro do Itapemirim (ES) o produtor, apresentador e compositor Carlos Eduardo Corte Imperial, o Carlos Imperial (1935).
Nasce em São Paulo (SP) o pesquisador e historiador Marcos Francisco Napolitano de Eugênio, o Marcos Napolitano (1962).
Nasce em Viana do Castelo (Portugal) o compositor, violonista e regente Francisco de Sá Noronha (1820).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o guitarrista, compositor e produtor musical Fernando Lins Vidal Filho, o o Fernando Vidal (1961).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e pianista José Aimberê de Almeida, o J. Aimberê (1944).
Nasce em Macau (RN) o regente, violonista e compositor Antônio José Madureira (1949).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Abílio Martins (1993).
Nasce em Cuiabá (MT) o cantor e compositor João Sérgio Batista Corrêa Filho, o João Carreiro da dupla João Carreiro e Capataz (1982)
Nasce em Varginha (MG) o cantor, compositor e instrumentista Sérgio Correia dos Santos, o Sérgio Santos (1956).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e instrumentista Álvaro Francisco de Paula, o El Cubanito (1927).
Nasce em São Paulo (SP) o cantor, instrumentista e compositor Márcio Augusto Antonucci, integrante do grupo vocal os Vips (1945).

Dia 25 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Zé Rodrix, nome artístico de José Rodrigues Trindade (1947).
Nasce no bairro de Laranjeiras (RJ), o maestro, músico, intérprete, trombonista, Raul Machado de Barros - Raul de Barros, compositor do samba antológico "Na Glória" (1915).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora Márcia Elizabeth Raimundo Barbosa, a Márcia (1943).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora, instrumentista e compositora Anna Luisa Soares Rodrigues da Cunha Ratto (1978).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Paulo Roberto dos Santos Rezende, o Paulinho Rezende (1949).

Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor da Portela, Waldir de Souza, de 87 anos, mais conhecido como Waldir 59 (2015).
Morre em Juiz de Fora (MG) o cantor, violonista e compositor José Duduca de Moraes, o De Moraes (2002).
Nasce em Tubarão (SC) o cantor, compositor, arranjador e instrumentista Luiz Henrique Fernandes da Rosa, o Luiz Henrique (1938).
Morre o cantor e compositor Raul Moreno (1995).
Nasce em Guaratinguetá (SP) o maestro, compositor e instrumentista José Catharina Gonçalves (1860).
Nasce em Niterói (RJ) o instrumentista Ivan Mendes (1983).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora Ana Célia Lee Barbosa, a Ana Lee (1968).

Dia 26 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o ator, radialista, poeta, escritor, teatrólogo e compositor Mário Lago (1911).
Nasce em Niterói (RJ) a cantora, atriz, musicoterapeuta, contadora de histórias, arte educadora, instrumentista e compositora Beatriz Martini Bedran, a Bia Bedran (1955).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, arranjador e instrumentista Nestor de Hollanda Cavalcanti, o Nestor de Hollanda (1949).
Morre em Petropólis (RJ) o musicólogo, compositor e arranjador César Guerra-Peixe, o Guerra Peixe (1993).
Morre em Paris (França) o ator, compositor e cantor Sebastião Bernardes de Souza Prata, o Grande Otelo (1993).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Dalmo Medeiros (1951).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e instrumentista Jorge Francisco da Silva, popularmente por Bom Crioulo (1940).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor Manuel Monteiro (1990).
Nasce em Maringá (PR) o cantor e compositor Altemir Cândido Barreiros, o Dudu di Valença da dupla Dudu di Valença e Rodrigo (1973).

Morre em Aracaju (SE) a cantora Clemilda (2014).
Nasce o instrumentista Oscar Costa e Silva, integrante do grupo Skuba (1968).

Dia 27 - Nasceu em Igarapé-Açu (PA) o folclorista, Antropólogo e pesquisador musical Vicente Salles (1931)
Morre o musicólogo, Violinista e Regente mineiro José Maria Neves (2002).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor João Dias Rodrigues Filho, popularmente conhecido por João Dias (1996).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Adriana Mendes da Silva, a Namay Mendes (1980).
Nasce o cantor, instrumentista e compositor Deocleciano da Silva Paranhos, o Canuto (1932).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o escritor e poeta Jacy Pacheco (1910).
Nasce em São Paulo (SP) o instrumentista, cantor e compositor Marcelo da Silva Miranda, o Marcelo Miranda (1966).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o regente, musicólogo e instrumentista José Maria Neves (2002).
Nasce em Sete Lagoas (MG) Edson Antônio de Paula Aquino, o Edson Aquino, integrante do grupo Mambembe (1951).

Dia 28 - Nasce em Areia (PB) o Instrumentista, compositor e arranjador Geraldo Medeiros dos Santos, o Geraldo Medeiros (1917).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o poeta e compositor pernambucano Olegário Mariano Carneiro da Cunha, o Olegário Mariano (1958).
Nasce em Campinas (SP) o instrumentista e compositor Armando Neves, o Armandinho Neves (1902).
Nasce em Macaúbas (BA) o cantor e compositor Gian Carlo Franco Vieira Santos, conhecido por Franco Levine (1976).
Nasce em Guarantã (SP) o jornalista musical Abel Cardoso Júnior.
Nasce em Recife (PE) o compositor, instrumentista, arranjador e produtor André Agra (1973).
Nasce em Belo Horizonte (MG) o cantor e compositor Mauro Eugênio Pimentel Mendes, o Mauro Mendes (1966).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a violonista Maria do Céu Rodrigues Gomes, a Maria do Céu (1957).
Nasce em São Paulo (SP) o professor, pianista, arranjador e compositor Leo Mitrulis (1972).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, pianista e compositor Uday Veloso, popularmente conhecido por Benito di Paula (1941).
Nasce em Maceió (AL) o maestro, arranjador, compositor e produtor José Bruno Rodrigues dos Anjos, o Bruno Rodrigues (1966).
Nasce em Xangai (China) o guitarrista e compositor Alexander Gordin, o Lanny Gordin (1951).
Nasce em Niterói (RJ) a atriz e cantora Soraya Jarlicht, popularmente conhecida por Soraya Ravenle (1962).
Nasce Nikanon Ferreira da Silva, o Fabian da dupla Fabrício e Fabian (1973).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, compositor e arranjador Emerson de Matos, o Emerson Mardhine (1973).

Dia 29 - Nasce em São Paulo (SP) a cantora Eliete Eça Negreiros, a Eliete Negreiro (1951).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Nicanor de Paulo Ribeiro Filho, o Ari Cordovil (1981).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a pesquisadora, escritora e compositora Marília Trindade Barboza da Silva (1947).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a compositora, instrumentista, pesquisadora musical e jornalista Mônica Neves Leme (1958).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Emmanuele dos Santos Severino da Silva, a Manu Santos (1984).
Nasce em Valença (RJ) o cantor, compositor e violonista Ronaldo Leite Pinto Garcia, o Ronaldo Garcia (1948).
Nasce em Niterói (RJ) o violonista e produtor musical Luiz Guilherme Barreto de Azevedo, o Guilherme Azevedo (1965).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Jorge de Almeida, o Jorge Macarrão (1945).
Morre em Niterói (RJ) o maestro, pianista, arranjador e compositor Lyrio Panicali (1984).
Nasce em Avaré (SP) o cantor, produtor cultural e compositor José de Araujo Novaes Neto, o Juca Novaes (1958).

Dia 30 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Heloisa Maria Buarque de Hollanda, a Miúcha (1937).
Nasce em Belo Horizonte (MG) o compositor, produtor cultural e jornalista José Ezequiel Moreira Neves, o Ezequiel Neves (1935).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, ator e compositor Claudio Werner Vianna Lins, o Claudio Lins (1972).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, cantor e instrumentista Angenor de Oliveira - o Cartola (1980).
Nasce em Santa Helena (PR) o cantor Leomar André Kuhn, da dupla Luan e Leomar (1976).
Nasceu no Rio de Janeiro (RJ) o poeta, letrista e professor de literatura Rogério Batalha da Silva, o Rogério Batalha (1969).
Nasce a Santo André (SP) a cantora e apresentadora Angélica Ksyvickis, a Angélica (1973).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Maximiliano Carvalho de Bulhões, o Max Bulhões (1977).
Morre em São Paulo (SP) o instrumentista José Ferreira Godinho Filho, o Casé (1978).
Nasce em Recife (PE) o cantor e compositor José Bezerra Monteiro, o Luano do Recife (1956).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor, arranjador, produtor, instrumentista João Augusto de Athayde, De Athayde (1969).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Gérson Rodrigues Côrtes, o Gérson King Combo (1943).
Nasce em Magé (RJ) o compositor e instrumentista Vitor André Barcelos, o Dedé (1905).
Nasce em Belém (PA) o compositor e instrumentista Flavio Vieira (1884).
Nasce em Aracaju (SE) o instrumentista José Wellington Machado dos Santos, o Wellington Santos (1928).
Nasce em Monteros (Tucumán, Argentina) Maria Paula Godoy, integrante do grupo de forró O bando de Maria (1980).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e instrumentista Josué Borges de Barros, o Josué de Barros (1959).
Nasce em Curitiba (PR) o professor, regende, arranjador e diretor musical e orquestrador de rádio Alceu Ariosto Bocchino (1918).
Nasce o instrumentista Rafael Leporace Farret, o Rafa, integrante do grupo Bois de Gerião (1979).

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