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sexta-feira, 17 de junho de 2016

DISCÍPULO DE LUIZ GONZAGA CRITICA SAFADÃO: “LETRAS POBRES E APELATIVAS; É TUDO, MENOS FORRÓ”

Ele critica, também, a “pobreza” musical das letras e o que chama de “apelo” das temáticas da farra, da bebida




Um dos ícones do ritmo difundido por Luiz Gonzaga, o paraibano Pinto do Acordeon criticou duramente a a distorção do forró e citou como exemplo o cantor cearense Wesley Safadão, o artista mais concorrido na atualidade. "Aquilo é tudo, menos forró", disse Pinto, ontem, ao jornalista Heron Cid, no programa Frente a Frente, da TV Arapuan.

Natural de Conceição (PB), Pinto reconhece os méritos de Wesley como show-man, mas defende a distinção. "Eu ouvi gente chamando ele de rei do forró. Isso eu não assino embaixo", cravou.

Outro nome -No auge dos seus 66 anos com 460 canções gravadas, mais de quarenta anos dedicado à música e as composições, Francisco Ferreira Lima, nome recebido na pia batismal, sugere que as bandas do gênero criem um nome para o ritmo que - na sua concepção - não tem nada de forró.

"Quando gritam lá vem a banda 'Navio do Forró', aí a bateria começa 'pra escapar', 'pra escapar, 'pra escapar", brinca Pinto, usando o termo como onomatopéia do som do instrumento.

Ele critica, também, a "pobreza" musical das letras e o que chama de "apelo" das temáticas da farra, da bebida, somado à ausência de poesia, melodia e criatividade.


Fonte: Exu Notícias/Diário do Sertão

sexta-feira, 6 de março de 2015

PINTO DO ACORDEON APÓS AMPUTAR PERNA EM RECIFE: “ESTOU PAGANDO PELAS FARRAS”

O cantor e compositor paraibano Pinto do Acordeon, 67 anos, precisou amputar parte da perna devido a complicações em seu estado de saúde, decorrentes da diabetes. Sentindo muitas dores, ele foi submetido a exames que comprovaram a necessidade da amputação.

O artista está internando no Hospital IMIP em Recife, onde segue em observação médica e conta com apoio e a torcida da família, amigos e fãs. O cantor está lúcido e passa por exames regulares.

O cantor e compositor Pinto do Acordeon, que teve parte da perna esquerda amputada na última quinta-feira (19/02) por causa de problemas ocasionados pelo diabetes, falou do drama vivido por causa da doença.

Com bom humor, ele contou ter descoberto a diabetes aos trinta anos. E reconheceu que, mesmo sabendo da doença, não obedeceu a dieta adequada. “Eu comecei a comer cocada, fumar e farrar. Farrei muito. Agora estou pagando perdendo a metade de uma perna por causa das farras”, declarou ao Correio Debate, da 98 FM.

Pinto disse que agora vai deixar de fumar e beber. “Eu vou pegar esses dez ou quinze anos para cuidar dos meus netos”, garantiu.

O sanfoneiro, autor de músicas famosas como ‘Neném Mulher’, destacou que por causa da amputação não vai pendurar as chuteiras na música. “Eu vou só jogar uma no mato, a do pé esquerdo”, brincou.

Fonte: A palavra

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