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terça-feira, 7 de junho de 2011

CHEGA AS LOJAS MULTISHOW AO VIVO CAETANO E MARIA GADU

Menos de 06 meses depois de lançar o álbum "Caetano Veloso - Zii e Zie - MTV Ao Vivo", o baiano Caetano Veloso juntamente com a paulista Mayra Corrêa Aygadoux, ou simplesmente Maria Gadú lançam CD e DVD oriundos da pequena turnê que o Musicaria Brasil divulgou ao longo do final do ano passado.

Por Giovani Lettiere




O clima de intimidade entre Maria Gadú, 24 anos, e Caetano Veloso, 68, começa já na chegada para a entrevista coletiva de lançamento do CD/DVD Multishow ao Vivo Caetano e Maria Gadú, que aconteceu no bar Londra, em Ipanema, na zona sul do Rio.

Os cantores entram no salão de mãos dadas. Na hora de posar para o batalhão de fotógrafos, rolam carinhos, abraços apertados e até um selinho na boca. É este o tom do projeto: promover o encontro entre o veterano e a revelação da MPB, que viraram os mais novos amigos de infância.


No DVD, que traz 26 músicas e chegou às lojas recentemente, o foco está neles. A plateia raramente aparece, e sua participação se limita à claque das palmas nos 35 minutos aos quais a imprensa teve acesso na audição. Caetano falou sobre a sintonia fina entre eles.

- É agradável para um senhor de 68 anos estar ao lado de uma menina de 24. Mas poderia não haver esta sintonia. A gente se deu bem logo de cara. Nunca houve entrave na comunicação.

A parceria, segundo ele, pode ser classificada de uma "vampirização", já que o o veterano bebe da fonte da juventude e ganha novo público com o trabalho.

- Vendo artistas mais jovens como a Gadú me vejo quando comecei a trabalhar. Ela tem personalidade própria, canta e toca bem desde que a vi pela primeira vez num show na extinta Cinematheque, no Rio. Gosto de "vampirizar" os jovens(risos).

O repertório, apontou o artista, foi escolhido pelo critério de "conhecimento". Estão no disco, Sozinho, Alegria Alegria, O Leãozinho, Odara, Beleza Pura e Rapte-me Camaleoa, entre tantas, além das músicas de Gadú como Dona Cila, Escudos e Shimbalaiê, claro.


- Não houve critério cronológico. Calhou de serem as minhas canções mais conhecidas. A Gadú é um fenômeno de popularidade imediata. Outra razão é que o show que originou o DVD foi por acaso (a convite da Globosat, que inaugurava novas instalações no Rio) e logo rolou a turnê. Tivemos apenas um encontro para fazer o repertório. Cantei canções que sei tocar no violão e os desejos dela.

Para ela, não poderia faltar O Quereres.

- O repertório do Caetano é incrível. Mas O Quereres é minha música preferida de todas as músicas, não só dele.

Gadú, esbanjando sinceridade, diz que a ficha ainda não caiu com o apadrinhamento do ídolo de muitos anos.

- Não caiu a ficha ainda. É esquisito. Há uma união muito mais abrangente. Há proximidade. E eu, a minha vida inteira, me espelhei no Caetano.

No começo da miniturnê, a cantora não tocava Shimbalaiê, seu maior sucesso, composta por ela quando tinha apenas dez anos de idade. Caetano resolveu, de surpresa, inclui-la no show de Belo Horizonte (MG). No DVD, Gadú se debulha em lágrimas ao vê-lo cantar o hit e explica o motivo:

- Não dá para descrever o que senti. Não pensei na hora. Foi só emoção. Não dá para dar sentido. Lembrei da infância ali na hora, quando eu fiz a música e estava despretensiosamente feliz.

Caetano também dá sua versão.

- Quando eu tinha a idade atual da Gadú, estava compondo Alegria Alegria. E Shimbalaiê é uma música emblemática dela. Pesou o fato de serem canções que têm muito apelo popular e temos carinho por ambas.

Depois, foi uma rasgação de seda só, com trocas mútuas de elogio. O cantor abriu a temporada:


- Ela é uma maravilha. Boa de conviver e de conversar. Nos bastidores, a Gadú é quase melhor do que no palco. Tenho admiração por ela não só pela música e por sua musicalidade.

Gadú completou:

- Caetano não é superficial. Ele entende e sabe sobre vários assuntos, como política, cinema, literatura e não é superficial em sua sapiência. Acho isso lindo nele. Ele me estimula a aprender mais. Outro dia me interessei, por influência dele, sobre a falência dos Estados Unidos em 1929.

A questão da diferença de idade entre eles - bastante cobrada pela imprensa durante a entrevista coletiva - não incomoda a cantora.


- Cada segundo é um segundo. Não tenho preocupação com a minha idade. Não me cobro. Tenho 24 anos.

E aos 68 anos, como a cantora pensa em estar?

- Vai saber? É uma boa pergunta. Não queria saber. É melhor não saber. Não imagino mesmo. Falta um tempo. Vivo o hoje, o amanhã e a semana que vem.

Em datas ainda não fechadas, haverá uma série de shows para o lançamento do DVD.

Caetano está trabalhando no novo CD da amiga Gal Gosta e já pensa também em um álbum, que teria, por conta do projeto com Gadú, mais violão, adiantou o veterano. E Gadú viajará em julho para buscar inspiração para o segundo CD.

- Estou pensando ainda. Não há pressão da gravadora. Estou há dois anos divulgando meu primeiro CD. Em julho vou viajar em busca da criatividade para o novo trabalho. Vamos ver no que vai dar.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

DUO EM PERFEITA SINTONIA!

Depois de 04 apresentações em algumas capitais do país, Caê e Gadú se despedem da mini turnê "Duo" em excelente show no teatro Guararapes.

Por Bruno Negromonte e Luna Markman



A noite prometia um inesperado (e ansioso) encontro entre, poderíamos dizer, dois extremos na linha do tempo da MPB. De um lado, Caetano Veloso, 67 anos, baiano, mais de 40 álbuns lançados e uma carreira construída de maneira indissociável à história da música e da cultura desse nosso país nos últimos 45 anos; do outro Maria Gadú, nascida em São Paulo, 24 anos recém completos, um enorme talento aser lapidado, 02 álbuns lançados e o apadrinhamento da toda-poderosa rede Globo (já que seus álbuns até então foram lançados pela Som Livre).


Com o teatro Guararapes e seus 2.405 lugares completamente tomados, o espetáculo, onde prevalece o talento, a voz e o violão, é que podemos perceber o quão magnânimos são nossos artistas, que por muitas vezes, são explorados comercialmente de maneira equivocada, e assim acabam não mostrando a verdadeira essência e a grandeza do seu talento como é o caso da Maria Gadú.

“Quando me perguntaram o que eu fazia quando tinha a idade da Gadú, eu respondi que tinha acabado de levar a Bethânia para o Rio a pedido de meu pai. Só que depois eu lembrei que a Gadú fez 24 anos semana passada e, nessa época, eu fazia assim: ‘caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento’....”. O público foi ao delírio com a história emendada com o clássico "Alegria, alegria" cantado por Caetano Veloso no meio do show de encerramento dessa miniturnê Duo.

Tal passagem mostra bem a diferença da trajetória da dupla. Caetano cantou ‘Alegria, Alegria’, de sua autoria, no Festival da Record, em 1967. Ele ficou em quarto lugar na premiação. No entanto, foi ali que o baiano de Santo Amaro da Purificação passava para o status de popstar e lançava um dos movimentos mais marcantes da música brasileira, o Tropicalismo. Já Gadú estourou com a música ‘Shimbalaiê’, composta por ela aos 10 anos de idade, na novela ‘Viver a Vida’, da TV Globo, em 2009. Com todo aparato da mídia, ainda emplacou outras canções na telinha, como ‘Linda rosa’ e ‘Ne me quitte pas’. Mas a apresentação da cantora e compositora paulistana acaba por oportunizá-la a mostrar que possui talento de sobra. E por demostrar isso, mais que 130 mil cópias vendidas do disco de platina ‘Maria Gadú’ e indicações a prêmio, ela conquistou a admiração de Caetano Veloso, que acabou rendendo essa parceria no palco.

Depois de passar por São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, foi a vez de Pernambuco conferir o show que uniu duas gerações de intérpretes e compositores. Duas pontas: uma cantora em início de carreira e um artista consagrado. A mesma ponte: a música popular brasileira.

Ao longo do show os dois executaram ‘O quereres’ e ‘Sampa’, ambas de Caetano. Depois o palco foi só dele, que escolheu canções mais intimistas, como ‘Odeio você’, ‘De noite na cama’, ‘Sozinho’ e ‘Desde que o samba é samba’. Finalizando o momento solo, cantou ‘Shimbalaiê’, da Gadú, que acompanhou ao lado do ídolo, admirada e às lágrimas.

Depois, engataram ‘Vaca Profana’ (canção onde Caetano fez referência ao refrão, dizendo achar mais complicado que as estrofes da letra em si por conta de suas variantes), ‘Rapte-me, Camaleoa’, ‘O Leãozinho’ e ‘Odara’. Esta última com todas aquelas variações vocais que Caetano gosta de fazer. ‘Trem das Onze’, de Adoniram Barbosa também entrou. Com um selinho, eles se despediram do público, que, obviamente, pediu mais. Eles voltaram com ‘Nosso Estranho Amor’, ‘Vai levando’ e ‘Menino do Rio’.

O público ainda pode esperar mais dessa dupla, que deve lançar em breve um DVD da apresentação. Sobre a experiência, Caetano resumiu bem. “Adoro fazer o show com a Gadú. Me dá a sensação de que estou vendo a história passar.”

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

DUO CAETANO E GADÚ VAI GANHAR REGISTROS EM DVD E CD

por Mauro Ferreira
Nem bem lançou seu primeiro DVD, Multishow ao Vivo, Maria Gadú já está às voltas com outro registro ao vivo. Show que une as vozes e os violões de Caetano Veloso e Gadú, Duo está sendo gravado para edição em CD e DVD ainda sem previsão de lançamento. A miniturnê nacional estreou em Salvador (BA) em 7 de novembro de 2010 e termina em Recife (PE) em 9 de dezembro. A próxima parada é o Rio de Janeiro (RJ), cidade onde Caetano e Gadú - vistos em foto de Stephan Solon, tirada no show de São Paulo (SP) - se apresentam no Citibank Hall em 5 de dezembro. Entre as músicas cantadas em duo, quase todas da lavra de Caetano, há Beleza Pura, Nosso Estranho Amor, Vaca Profana, O Quereres, Menino do Rio, Vai Levando e Sampa. A exceção é Trem das Onze, o clássico de Adoniran Barbosa (1910 - 1982).

Set-list do espetáculo:
01 - Beleza Pura (Caetano Veloso, 1979) - Caetano Veloso e Maria Gadú
02 - Bela Flor (Maria Gadú, 2009) - Maria Gadú
03 - Encontro (Maria Gadú, 2009) - Maria Gadú
04 - Tudo Diferente (André Carvalho, 2009) - Maria Gadú
05 - Dona Cila (Maria Gadú, 2009) - Maria Gadú
06 - Escudos (Maria Gadú, 2009) - Maria Gadú
07 - Altar Particular (Maria Gadú, 2009) - Maria Gadú
08 - Podres Poderes (Caetano Veloso, 1984) - Maria Gadú
09 - O Quereres (Caetano Veloso, 1984) - Caetano Veloso e Maria Gadú
10 - Sampa (Caetano Veloso, 1978) - Caetano Veloso e Maria Gadú
11 - Milagres do Povo (Caetano Veloso, 1985) - Caetano Veloso
12 - Genipapo Absoluto (Caetano Veloso, 1989) - Caetano Veloso
13 - Odeio (Caetano Veloso, 2006) - Caetano Veloso
14 - De Noite na Cama (Caetano Veloso, 1971) - Caetano Veloso
15 - Desde que o Samba É Samba (Caetano Veloso, 1993) - Caetano Veloso
16 - Sozinho (Peninha, 1996) - Caetano Veloso
17 - Alegria, Alegria (Caetano Veloso, 1967) - Caetano Veloso
18 - Shimbalaiê (Maria Gadú, 2009) - Caetano Veloso (com Maria Gadú em cena)
19 - Vaca Profana (Caetano Veloso, 1984) - Caetano Veloso e Maria Gadú
20 - Rapte-me, Camaleoa (Caetano Veloso, 1981) - Caetano Veloso e Maria Gadú
21 - Trem das Onze (Adoniran Barbosa, 1965) - Caetano Veloso e Maria Gadú
22 - O Leãozinho (Caetano Veloso, 1977) - Caetano Veloso e Maria Gadú
23 - Odara (Caetano Veloso, 1977) - Caetano Veloso e Maria Gadú

Bis:
24 - Nosso Estranho Amor (Caetano Veloso, 1980) - Caetano Veloso e Maria Gadú
25 - Vai Levando (Caetano Veloso e Chico Buarque, 1975) - Caetano Veloso e Maria Gadú
26 - Menino do Rio (Caetano Veloso, 1979) - Caetano Veloso e Maria Gadú

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