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quarta-feira, 1 de abril de 2015

'CASINHA DE SAPÊ' COMPLETA 40 ANOS

DivulgaçãosSorvetes e passeios de bicicleta. Domingos de verão e tardes na praia. Sombras de árvores e pássaros cantando. Beija-flores e casas de sapê. Talvez o simpático bucolismo dos temas tenha contribuído: 40 anos depois, continuam presentes várias músicas do álbum de estreia de Hyldon, "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda". Lançado em 1975, o disco encontrou sucesso com faixas como "As Dores do Mundo", "Vamos Passear de Bicicleta?", "Sábado e Domingo", "Meu Patuá" e a faixa-título.

Ao lado de Tim Maia e Cassiano, Hyldon é tido como um dos elementos fundamentais da criação de uma genuína soul music à brasileira. Cruzando inspirações brasileiras com o R&B da época, deram origem a um gênero de personalidade própria. "Meu primeiro instrumento foi um tambor, quando eu tinha 3 anos de idade", lembra Hyldon. "Gosto muito de ritmo, quando descobri a parada da soul o que me atraiu foi exatamente isso. Fiquei vidrado em Ray Charles, Marvin Gaye, Stevie Wonder. Quando conheci o Cassiano em 1969, ele estava na mesma vibe, então a gente começou a tocar balanço, soul." Quando seu primeiro disco foi lançado, Hyldon já era figura importante no cenário. Além de tocar guitarra com Toni Tornado e Wilson Simonal, era produtor de Erasmo Carlos e Odair José e tinha canções gravadas por Wanderléa e Tim Maia.

"Um dia no estúdio conheci o Tim, apresentado pelo irmão do Cassiano", lembra ele. "A gente foi numa sala de espera, o Tim estava com o violão e tocou 'Jurema' para mim. O quartinho chegou a tremer com a voz dele. Falei, 'não preciso nem mais ir no Harlem, o Harlem está aqui'." "Mas não sou preso à coisa da soul music", ressalta. "Gosto de inventar."
Todo gravado com acompanhamento do trio Azymuth (mais cordas, sopros, percussões, vozes), a primeira faixa do álbum já apresentava carta de intenções: "Guitarras, Violinos e Instrumentos de Samba". "Não me preparei para ser primeiro lugar no Brasil, ia pela emoção", lembra. "Minha ambição era não me tornar outra pessoa, porque via as pessoas se modificarem quando faziam sucesso. Isso contribuiu para o disco ter esse lirismo, romântico, sem maldade. Com uma pureza que só acontece em primeiro disco."

Fonte: Folha Press (SP)

domingo, 3 de novembro de 2013

AUTOR DE "NA RUA, NA CHUVA, NA FAZENDA" NÃO SE PREOCUPA EM REPETIR O SUCESSO


Por Rafael Andery

 
Hyldon, 62, caminha sem ser incomodado pelo Recreio dos Bandeirantes, bairro na zona oeste carioca com jeitão de cidade pequena. Ritmo lento, havaianas brancas com tiras azuis e pouca gente na rua. Nada na cena lembra o agito de alguns bairros da zona sul do Rio.

A menção ao nome do músico não costuma gerar mais do que um franzir de sobrancelhas acompanhado por um sonoro: "Hyldon quem?".

Basta, contudo, cantar o refrão de sua música mais famosa para o cérebro do interlocutor fazer a sinapse: "Jogue suas mãos para o céu // E agradeça se acaso tiver // Alguém que você gostaria que // Estivesse sempre com você". Sim, é dele o verso: "Na rua, na chuva, na fazenda // Ou numa casinha de sapê".

A música foi lançada em 1973, em um compacto que incluía "Meu Patuá" no lado B. "Sempre achei que a outra iria estourar", confessa. "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda" alcançou o primeiro lugar das paradas, enquanto "Meu Patuá" não fez muito sucesso. "Tudo isso e eu ainda não tinha nem feito fotos de divulgação."

A relação de Hyldon com a fama (que não veio) é ambígua. O cantor tinha apenas 22 anos quando compôs e gravou seu maior hit, mas já trabalhava no meio há algum tempo, ora como músico de estúdio para nomes como a banda da jovem guarda The Fevers e Wilson Simonal, ora como produtor na PolyGram, onde foi responsável por discos de gente como Luiz Melodia e Odair José.

"Aprendi com a Jovem Guarda que não queria ser um ídolo, uma celebridade", diz o músico. "Sempre quis ser uma pessoa normal que fazia música". E assim foi. Ou quase. Para quem conviveu intimamente com artistas como Tim Maia, Elis Regina ou Raul Seixas, o nome de Hyldon carrega pouco peso.

"Desde cedo eu me preparei pra caramba para o sucesso como músico", conta. "Mas nunca para enfrentar uma multinacional como eram as gravadoras." De fato, Hyldon fazia mais brigar com as próprias do que gravar com elas.

"Eles queriam que eu gravasse 'Angie', um cover dos Rolling Stones", conta. "Fiquei muito puto, eu era compositor, não intérprete." A birra dele passava por uma desavença com o lendário executivo da PolyGram, André Midani. "Queria entrar na sala do Midani e dar um soco na mesa dele, que nem o Tim Maia", diz o músico. "Me seguraram e eu fui para casa ouvir 'Angie'. Lembro de pensar, 'Porra, eu gravo muito melhor do que isso'."


Na rua, nos EUA

Devido às constantes quedas de braço com a gravadora, seu disco de estreia, batizado, claro, de "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda", foi lançado dois anos depois de seu primeiro compacto, em 1975. "O disco chegou a ir três vezes para a fábrica em oito meses, mas sempre voltava porque o André Midani descobria. Eu era primeiro lugar no Brasil e eles queriam me boicotar", desconfia o músico.

Disco lançado e primeiro lugar nas paradas, o músico cansou. "Fui passar 15 dias em Nova York, acabei ficando oito meses."

Nos EUA, dedicou-se a ouvir música, ao invés de fazê-la. Frequentou shows de ídolos como Marvin Gaye e Al Green e trouxe para o Brasil discos da banda Earth, Wind e Fire. "Fui eu quem apresentou essa banda para todo mundo aqui", conta. "Caetano e Gil usaram muito ela como inspiração. Pena não terem me pago royalties, mas agora vou pedir para a Paula Lavigne."

O tempo fora não acalmou seus ânimos. Na volta ao Brasil, a PolyGram pretendia utilizar o sucesso comercial do primeiro disco dele para fortalecer a sua imagem junto ao público. "Fui a uma reunião com o Roberto Menescal e o Paulo Coelho, responsável pelo marketing da gravadora", lembra. "Eles queriam me transformar no 'cara do tênis'. Ia ser para o calçado o que o Elton John era para os óculos lá fora." Hyldon não gostou. "Se fosse hoje eu gostaria muito, ia ganhar um monte de tênis. Mas na época fiquei muito puto, porque ninguém falou de música."

 

Foi nesse estado de espírito que o músico gravou o segundo álbum, "Deus, a Natureza e a Música", seu trabalho mais experimental, com músicas longas e faixas inteiramente instrumentais. "Era um disco de despedida mesmo, queria ir embora da gravadora", conta. "Não tinha nem foto minha na capa, o que era uma loucura para a época."

O disco foi um fracasso de vendas, assim como o seu sucessor, "Nossa História de Amor", produzido por outra gravadora, a CBS, e lançado um ano depois. Hyldon lembra que o álbum, de pegada mais romântica, até começou tocando bem. "De repente, veio um amigo meu da gravadora e me disse que o disco tinha sido proibido de tocar na rádio", conta. "Aconteceu a mesma coisa com o Fagner naquela época."

E explica. "Dizem que o diretor da gravadora, um cara que não gostava de música, minava todas as canções românticas que não eram do Roberto Carlos", diz. "Não sei se é verdade."

Nos anos 1980, o artista ainda lançou outros três álbuns, nenhum chegando nem perto de seu primeiro sucesso comercial. "Minha personalidade atrapalhou muito, faltou antes de tudo um psicólogo, depois um advogado e por fim um contador", diz. "Eu era vizinho do Raul Seixas e amigão do Tim Maia, então meus conselhos só vinham de gente muito louca", lembra.

Nos anos 1990, contudo, outra música dele entrou definitivamente para o imaginário popular. Com a economia e a indústria fonográfica em crise, Hyldon produziu e compôs as músicas de um disco para o personagem Seu Boneco, da "Escolinha do Professor Raimundo".

Ê ô ê ô

Vascaíno doente e titular do time de futebol amador organizado por Chico Buarque, o Politheama, o músico conta como foi o seu processo criativo. "Uma noite sonhei com a torcida do Vasco cantando 'Ê Ô Ê Ô, o Seu Boneco é o terror!'. Acordei com aquilo na cabeça e coloquei no refrão da música.", conta. "Algum tempo depois a torcida do Vasco cantava essa música para o Romário, achei a coisa mais legal do mundo." De fato, não é preciso ser frequentador de estádios para saber que o grito é das poucas unanimidades existentes no mundo do futebol.

Hoje, Hyldon está prestes a lançar o seu décimo álbum, "Romances Urbanos", com a participação de Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro e Mano Brown. "É como o Tim Maia dizia que um disco precisava ser, metade mela-cueca, metade esquenta-suvaco", brinca. Mas quem espera alguma coisa parecida com seu primeiro sucesso vai se decepcionar. "Sempre me falaram para eu fazer uma nova 'Na Rua, Na Chuva', mas como? Aquela era uma história. E uma história só se repete como farsa, alguém já falou isso."

quinta-feira, 14 de abril de 2011

HYLDON, 60 ANOS DE MUITA MUSICALIDADE

Hyldon, um dos três grande vértices do soul brasileiro da década de 70, chega aos 60 anos no próximo dia 17.

Por Marcus Jacobson e Bruno Negromonte

O autor de sucessos como Na Rua na chuva na fazenda e as dores do Mundo que ficaram ainda mais conhecidas depois de regravadas respectivamente pelas bandas Kid Abelha e Jota Quest completa 60 anos no próximo dia 17. Seus grandes sucessos retornam às patreleiras das lojas de disco com o mais recente lançamento intitulado Hyldon Ao Vivo, lançado em Cd e Dvd (o primeiro do artista). O registro deste álbum e DVD veio em comemoração aos 35 anos de carreira fonográfica de Hyldon, tanto que das 19 faixas do DVD e/ou 13 do Cd, a maioria das canções não são inéditas. Uma característica peculiar nos álbuns do Hyldon são as alquimias que ele sempre vem procurando mostrar em seus álbuns, produzindo uma MPB com tinturas de funk e soul.

Nascido na Bahia, radicado no Rio de Janeiro e residindo atualmente em Teresópolis, o veterano Hyldon, formou com Tim Maia e Cassiano um dos movimentos mais significativos da música negra, a Soul Music Brasileira, quando o triunvirato freqüentava um barzinho em Copacabana chamado "Vagão" na década de 70. No violão, que passava de mão em mão, foram compostos vários sucessos que atravessaram o tempo como "I don´t know what to do with myself", parceria com Tim Maia.


Hyldon, desde jovem, já sentia a música correndo nas veias. Na adolescência interessou-se pela guitara elétrica e por Iê-iê-iê, por influência de seu primo Pedrinho (integrante do conjunto Os Fevers). Montou uma banda chamada Os Abelhas. Por essa época, sua mãe resolveu voltar para a Bahia. Aos 14 anos tocou guitarra na gravação do disco do conjunto Os Fevers. Logo depois (a convite de Mazzola) passou a trabalhar no selo Polydor (da gravadora PolyGram), como produtor de artistas novos, entre os quais Erasmo Carlos, Jerry Adriani, Wanderléa, Odair José, Adilson Ramos e Wanderley Cardoso, este último gravou de sua autoria "Chove, a natureza chora" e Roberto Livi interpretou "Eu me enganei".

Por essa época, junto com Cassiano, Camarão (irmão de Cassiano) e Amaro, formou o grupo Os Diagonais, grupo com o qual viajou por cidades baianas e mineiras. Trabalhou como guitarrista de Tony Tornado, Frank Landi e de Wilson Simonal. No ano de 1974, lançou o seu primeiro disco, um compacto simples com a canção "Na rua, na chuva, na fazenda - casinha de sapê", seu maior sucesso. No ano seguinte, lançou o seu segundo compacto, também com êxito, apresentando a música "As dores do mundo" Os dois sucessos o levaram a gravar um LP pela Polydor no mesmo ano, "Na rua, na chuva, na fazenda", no qual misturava elementos da música rural com o soul e foram incluídos os sucessos "Na rua, na chuva, na fazenda", "As dores do mundo" e "Na sombra de uma árvore".

Em 1976 gravou o LP "Deus, a natureza e a música". Disco que gravou com os músicos da banda Azymuth. Ainda deste disco destacaram-se as faixas "Pra dizer adeus" (Edu Lobo e Torquato Neto) na qual constou arranjo e performace do pianista Cristóvão Bastos (na época, integrante da Banda Black Rio) e "Primeira pessoa do singular", música de Hyldon com letra de Caetano Veloso. No ano de 1977 gravou o LP "Nossa história de amor". Disco no qual participaram Dominguinhos, Ed Lincoln, Maurício Einhorn e Zé Bodega. Gravou, com sua mulher Zoé Ruth, o disco infantil "A turminha do bebê". Por essa época, compôs o tema "O Seu Boneco é o terror", para o personagem do ator Lug de Paula, produzindo também o álbum.



No ano de 1998, a convite do poeta Sergio Natureza, participou dos shows em homenagem ao compositor Sérgio Sampaio. Neste mesmo ano, a gravadora Universal Music relançou o disco "Velhos camarada", coletânea que reuniu Cassiano, Tim Maia e Hyldon. No ano 2000 participou do show e do disco "Tributo a Tim Maia", lançado pela gravadora Som Livre. No ano seguinte, sua composição "Na rua, na chuva, na fazenda" interpretada pela dupla Cristian e Ralf entrou na trilha sonora da novela Amor e Ódio do SBT. Neste mesmo ano produziu e lançou o CD "Pra todo mundo cantar junto", disco no qual incluiu sucessos seus e de outros autores da MPB.

Em 2003, refez o disco "Deus, a natureza e a música". O LP que havia sido feito em 1976 como último disco de contrato com a gravadora, apesar de ter contado com músicos importantes na época: Oberdan Magalhães e Robson Jorge (ambos já falecidos) e ainda Banda Black Rio, Azymuth, Ed Maciel,
Jorginho da Flauta, Chacal, Tony Bizarro e cordas do Teatro Municipal regidas por Waltel Branco, o LP ficou um pouco aquém na qualidade técnica, agora refeita, (a mixagem e nova voz do cantor), além de serem incluídas três faixas-bônus: "Táxi pra Bahia", "Palavras de amor ao vento" e "Pelas ruas de Los Angeles", contando com músicos de renome como Zé Canuto e Paulinho Trompete.

Mesmo não tendo hoje o mesmo espaço na mídia como tinha na década de 70, o cantor e compositor baiano completa 60 anos continuando na ativa. Hyldon continua a se apresentar pelo Brasil afora e está mais vivo do que nunca no coração daqueles que se nutrem das mais belas letras e melodias de um gênero musical no qual ele foi um dos precursores (juntamente com Tim Maia e Cassiano).

Hoje, os três são, por muitos, considerados a santíssima trindade do soul no Brasil.

Parabéns Hyldon! Que Deus o cubra desaúde, felicidades, sucesso e inspiração para que nós possamos ouvir lindas letras e melodias.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

HYLDON, 35 ANOS DEPOIS

1975 foi o ano em que foi lançado o primeiro álbum de Hyldon. Esse disco é um divisor de águas no soul em terras tupiniquins e fundamental na discografia de qualquer pessoa que admira o que há de melhor em nossa música nacional. Algumas de suas faixas fazem parte da história da música popular brasileira e entraram para o hall das grandes canções da mpb, tal como a faixa-título do disco (que é sem dúvida o maior sucesso de Hyldon, mesmo tendo se passado 35 anos desde o seu lançamento), Na sombra de uma árvore, Acontecimentos e As dores do mundo.

Um pouco depois do lançamento do seu primeiro disco que apesar do sucesso continuava sendo preterido nas verbas promocionais da sua gravadora, decidiu passar uns dias nos EUA, uns dias que viraram meses, a cidade escolhida foi Nova York pra ver shows dos seus ídolos, The Temptations, Al Green, Diana Ross, The Supremes ao vivo no Apollo Theatre no Harlem, templo sagrado do Soul Music. Três artistas negros afro-americanos marcaram profundamente a vida do nosso artista, Ray Charles, Stevie Wonder e Marvin Gaye e foi o show desse último que mais marcou na sua viagem; Marvin Gaye no Rádio City Theatre – Acompanhado de orquestra e mais a sua banda, Marvin Gaye surgia do chão alinhadíssimo num terno branco cantando What’s goin’on. Nesse dia Hyldon chorou de emoção. Morrendo de saudade da família, dos amigos, da comida e fugindo do frio, Hyldon resolveu voltar dispensando um convite da Gravadora Polydor para gravar em Inglês, trouxe na bagagem um álbum duplo do Earth, Wind and Fire e presenteou cópias para seus amigos músicos inclusive, Caetano Veloso Caetano Veloso, que inspirado nesse grupo chamou a Banda Black Rio para gravar aquele disco que tem Odara e Gilberto Gil que compôs “Palco” e gravou com um som bem próximo do E.W.&F. Hyldon e Tim Maia tinham gostos apostos enquanto o síndico preferia Ohio Players (Banda pouco conhecida no Brasil) Hyldon simplesmente achava a banda de Maurício White melhor até por que era latente no som da banda a influencia da música brasileira e ele sempre foi apreciador dessas quebras de protocolos musicais. Influenciado também pela era Disco que viu nascer na matriz, gravou a música “Estrada errada” no seu segundo álbum: "Deus, a Natureza e a Música" e compôs com o Síndico “A fim de voltar” para o Tim Maia Disco Club, o disco que tem sua guitarra em todas as faixas e a marca do seu balanço ficou perpetuado na dançante “Sossego”.

Mesmo sendo arredio às badalações, típico da sua maneira simples de ser, sua música sempre esteve presente nos últimos 30 anos em nossas vidas, seja na sua voz ou nas vozes de outros intérpretes como Luís Melodia, Carlos José, Sandra de Sá, Wanderléa, Marisa Monte, Caetano Veloso, Jorge Aragão, Tim Maia, Golden Boys, Christian & Ralf, Preta Gil, Jota Quest, Lenine, MV Bill e Kid Abelha, Ivete Sangalo só para citar alguns. Nos últimos anos vem aumentando o interesse no trabalho do Hyldon de novos artistas e um publico mais jovem têm comparecido aos seus shows e comprado seus discos, esse fenômeno de misturas de gerações pode ser comprovado em suas apresentações. Hyldon tem diversas canções em novelas, peças de teatro, espetáculos de dança (Deborah Colker) e filmes como “Cidade de Deus”, “Carandiru”, “Durval Discos”, “Homem do Ano”, “Paraíso Proibido” e Antonia (de Tata Amaral).


Faixas:
01 - Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda (Casinha De Sapê) – Hyldon – (Hyldon) (3:31)
02 - Na Sombra De Uma Árvore – Hyldon – (Hyldon) (4:52)
03 - Vamos Passear De Bicicleta? – Hyldon – (Hyldon) (3:36)
04 - Acontecimento – Hyldon – (Hyldon) (4:19)
05 - Vida Engraçada – Hyldon – (Hyldon) (3:07)
06 - As Dores Do Mundo – Hyldon – (Hyldon) (3:44)
07 - Guitarras, Violinos E Instrumentos De Samba – Hyldon – (Hyldon) (3:31)
08 - Sábado E Domingo – Hyldon – (Hyldon & Nenem) (3:28)
09 - Eleonora – Hyldon – (Hyldon) (3:27)
10 - Balanço Do Violão – Hyldon – (Hyldon & Beto Moura) (3:01)
11 - Quando a Noite Vem – Hyldon – (Hyldon) (3:29)
12 - Meu Patuá – Hyldon – (Hyldon) (3:27)

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