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sábado, 22 de fevereiro de 2020

DEIXA O GALO CANTAR (BRÁULIO DE CASTRO - NEI ARAÚJO)




Arranjos - Fábio Valois
Vocais - PERNAMBUCANEANDO: Bárbara Lessa Fátima de Castro Mileide Pinheiro

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

CAJU E CASTANHA, A RIVALIDADE NA ÁREA MUSICA


Unir parceria e rivalidade não é para qualquer um. Mas Caju e Castanha são mestres em desafiar um ao outro, jogar juntos e fazer disso repentes com muito humor e sagacidade. Com a criatividade no auge, a dupla compôs e gravou muitas músicas sobre clássicos do nosso futebol. Os rivais, embora muitos torcedores não consigam enxergar, não vivem um sem o outro e não são inimigos, mas adversários. Em campo.


LEVANTE A TAÇA

Na área musical, a dupla repentista fez um disco inteirinho só com composições que abordam o mundo do futebol, “Levante a Taça”, de 2006, ano em que a seleção brasileira chegou à Alemanha esbanjando confiança até que esbarrou novamente na França de Zidane e caiu nas quartas de final da Copa do Mundo daquele ano. Além das faixas otimistas com a participação do Brasil naquela Copa, desafios entre clubes e craques, emboladas no meio do campo, repentes inesperados, fazem de cada faixa uma verdadeira ode ao futebol bem jogado, cantado, tocado e contado. 


PROFESSOR DE EMBOLADA

Antes disso, Caju e Castanha já haviam demonstrado no campo musical o quanto tinham a mostrar sobre grandes rivalidades. Clássicos como Fla-Flu, Corinthians x São Paulo, Corinthians x Santos e Santa Cruz x Sport formaram a base para as composições que a dupla gravou no início dos anos 2000. A criatividade é tão grande, que a tabelinha ou disputa entre os dois, dependendo do ângulo que se veja, chegou ao Inferno, numa fictícia disputa criada por José Soares entre o time do Satanás e o de Lampião. “Deus me livre de eu ir lá”.

“Futebol no Inferno” é a terceira faixa do CD “Professor de embolada”, o mesmo em que foram gravadas “Corinthians x Santos” (faixa 8) e “Santa Cruz x Sport” (faixa 12), ambas compostas pela dupla.


VINDO DA LAGOA

“Desafio do Fla-Flu”, de Téo Azevedo e Castanha, faz parte do CD “Vindo lá da Lagoa”, de 2000, e está na faixa 6.


ANDANDO DE COLETIVO

Já a “Truva de Corinthians x São Paulo”, de Téo Azevedo e Cajuzinho, é a faixa 11 do CD “Andando de coletivo”, de 2002.

Assim, sem brigas, Caju e Castanha valorizam a rivalidade entre grandes times brasileiros e, com muito humor, fazem o mundo do futebol ficar mais alegre

domingo, 12 de junho de 2011

10 ANOS SEM CAJU, DA DUPLA CAJU E CASTANHA

A dupla Caju & Castanha, como popularmente se tornou conhecida, surgiu da junção dos irmãos José Albertino da Silva (O Caju) e José Roberto da Silva (O Castanha) quando ainda eram bem jovens e apresentavam-se nas feiras e praças do município de Jaboatão dos Guararapes (área da região metropolitana do Recife). Por ser de origem bastante humilde, as apresentações dos garotos geralmente aconteciam com eles tocando pandeiros artesanais feitos com lata de marmelada.

O prefeito do município de passagem pela praça em que a dupla apresentavam-se e ver um aglomerado de gente resolveu ver o que estava acontecendo. Severino Claudino ao ver a apresentação das crianças resolveu levá-los para uma apresentação na câmara municipal da cidade para os vereadores presentes e ali mesmo os batizaram com o atual nome da dupla: Caju e Castanha.

Daí em diante resolveram seguir em definitivo a carreira artística, pois com o pouco dinheiro que arrecadavam tornaram-se arrimo de família. Em 1978, os irmãos fizeram uma participação do documentário Nordeste: Cordel, Repente, Canção, da cineasta Tânia Quaresma. A partir desse momento, surge o seu primeiro disco com participações especiais de Zé Ramalho e Elba Ramalho. No começo da década de 1980, os irmãos mudam-se para São Paulo, onde inicialmente se apresentavam em ônibus.

Na adolescência mudaram-se para Recife. Caju aos 18 anos e Castanha com 16 começaram a carreira artística apresentando um programa de rádio e um de televisão em Recife. Foram considerados por Luiz Gonzaga e Zé Ramalho como "Os pequenos mestres do repente". Em 1980, lançaram o primeiro disco. Em 1981, gravam o seu segundo disco: Embolando na Embolada.

Na década de 80, dentre outras atividades artísticas foram convidados a se apresentarem no programa Som do Brasil, permaneceram apresentando por cinco anos, ao lado de Rolando Boldrin e do Lima Duarte.

Cantam, entre outros gêneros, a embolada, gênero típico do Nordeste. Em fins dos anos de 1990, fizeram apresentações na festa de Folia de Reis de Alto Belo em Minas Gerais. Em 1992, lançaram disco interpretando cocos e emboladas. No mesmo ano, estiveram no programa Faustão da TV Globo, interpretando composição de Teo Azevedo, falando sobre a corrupção no governo Collor.

No ano de 1993, a dupla passou a ser conhecida nacionalmente através da Embolada "Ladrão Besta e o Ladrão Sabido". Em 1997, a história da dupla foi contada no documentário Som da Rua - Caju e Castanha, uma co-produção da TVE Brasil

Em 2001, a dupla participou do CD "Brasil com "s" - Téo Azevedo - 60 anos", lançado pela gravadora Kuarup, interpretando a embolada "Trava língua do "p", de Téo Azevedo, Daudete e Pedro Bandeira.


Ainda em 2001, José Albertino da Silva faleceu, devido a um câncer no cérebro. Seu último show havia ocorrido em 1999, na edição do festival Abril Pro Rock. Com a morte de Caju, seu lugar na dupla, inclusive com o mesmo no artístico, foi ocupado por Ricardo Alves da Silva, um sobrinho dos dois irmãos.

No ano de 2002, a dupla estrelou o curta-metragem A Saga dos Guerreiros Caju e Castanha Contra o Encouraçado Titanic, dirigido por Walter Salles, que integrou o longa-metragem "Chacun son cinéma", no qual 35 diretores comemoram os 60 anos do Festival de Cannes e ainda no mesmo ano a dupla lançou pela Trama o CD "Andando de coletivo" (álbum indicado para o Grammy Latino), no qual interpretam, entre outras, o trava-língua "Corínthians x São Paulo", "Desafio de Castanha e Caju" e "Menina diet", todas de autoria da dupla. A faixa "DNA" contou com a participação do cantor Falcão.

Em 2009, a dupla lançou o CD "Professor de embolada 2". No mesmo ano tiveram programa especial na TV Record News, falando de sua carreira. Desde o primeiro disco, que teve como sucesso a embolada "O ladrão rico e o sabido" a dupla lançou 19 discos, realizando uma média de 4 shows por semana.

Essa dupla de emboladores e cantadores, surfam nos forrós, nos bregas e nas emboladas com muita picardia, são considerados por muitos “a cara do Brasil” pela sua história de vida, honestidade, humildade, simpátia e sobretudo talento.

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