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ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

Um bate-papo com alguns dos maiores nomes da MPB e outros artistas em ascensão.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

REVISTA ROLLING STONES... DESDE QUANDO SÃO ESPECIALISTAS EM MPB??

Listas são listas, a gente sabe. A Rolling Stone Brasil acaba de lançar, em sua última edição, a lista das 100 maiores músicas brasileiras de todos os tempos, que já está provocando a maior polêmica, pelo menos na blogosfera. A lista completa só na edição impressa, a que ainda não tive acesso para replicar. Mas aí vão as 10 primeiras:

Nº 1 – “Construção” – Chico Buarque
Nº 2 – “Águas de Março”(Tom Jobim) – Elis Regina & Tom Jobim
Nº 3 – “Carinhoso” – Pixinguinha
Nº 4 – “Asa Branca” – Luiz Gonzaga
Nº 5 – “Mas Que Nada” – Jorge Ben
Nº 6 – “Chega de Saudade” (Tom Jobim & Vinicius de Moraes)- João Gilberto
Nº 7 – “Panis et Circencis”(Caetano Veloso & Gilberto Gil) – Os Mutantes
Nº 8 – “Detalhes” – Roberto Carlos
Nº 9 – “Canto de Ossanha” – Baden Powell/ Vinicius de Moraes
Nº 10 – “Alegria, Alegria” – Caetano Veloso

Como parâmetro de comparação, sugiro a lista da Bravo, também recente, com as “100 canções essenciais da MPB”. Me pareceu mais séria, mas é uma opinião inicial. Sugiro a publicação no site com os links pra turma ouvir e comparar. Dá um bom debate. Segue abaixo a lista da Bravo completa:

1 – “Carinhoso”, de Pixinguinha e João de Barro

O curioso é que ela nasceu apenas instrumental, em 1917, pelo gênio de Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha (1897-1973); a letra, de João de Barro (1907-2006), só foi acrescentada quase 20 anos depois, em 1936. “A maioria dos cantores não estava interessada em gravar Carinhoso. Todos preferiam a velha Rosa. Primeiro foi chamado Francisco Alves, que não se interessou. O Carlos Galhardo também falhou e não compareceu na data marcada para a gravação. Até que veio o Orlando [Silva] e gravou Carinhoso e Rosa”, conta Pixinguinha. A descrença na canção era tanta que foi feita, na época, uma segunda letra para Carinhoso. “Na mansidão do teu olhar/ Meu coração viu passear/ Uma feliz e meiga bonança”.

2 – “Águas de março”, de Tom Jobim

Alguns críticos identificam na canção de Tom Jobim um plágio de “água do Céu”, gravada, em 1956, no disco Cinco Estrelas Apresentam Inara, da compositora Inara. (…) Tanto a letra (”É chuva de Deus, é chuva abençoada/ É água divina, é alma lavada”) quanto a melodia de “Água do Céu”, argumentam seus detratores, seriam muito parecidas com as de “Águas de Março”.

Em entrevista à Folha, o pesquisador José Ramos Tinhorão afirmou que a versão de Inara, por sua vez, já era adaptação de um ponto de macumba que diz “É pau, é pedra, é seixo miúdo/ Roda baiana por cima de tudo”. Outro crítico, Luís Antônio Giron, concordou, dizendo: “(Águas de Março) é macaqueada do folclore. Villa-Lobos se apropriava de temas folclóricos, mas citava a fonte”.

3 – “João Valentão”, de Dorival Caymmi

“João Valentão” é o exemplo mais célebre do “ritmo Dorival Caymmi”. Iniciada em 1936, em uma temporada na praia de Itapuã, só seria terminada nove anos depois. Antes de chegar ao Rio, Caymmi já tinha em mente a cena inicial, em que o pescador arredio é caracterizado. Depois, continuou a composição até o ponto em que João deita na praia. E, então, parou.

4 – “Chega de Saudade”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes
5 – “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso
6 – “Tropicália”, de Caetano Veloso
7 – “Último desejo”, de Noel Rosa
8 – “Asa branca”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
9 – “Construção”, de Chico Buarque
10 – “Detalhes”, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos

O RESTANTE(90 músicas)

11 – “As Rosas Não Falam”, de Cartola
12 – “Samba do Avião”, de Tom Jobim
13 – “Vingança”, de Lupicínio Rodrigues
14 – “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes
15 – “Alegria, Alegria”, de Caetano Veloso
16 – “Desafinado”, de Tom Jobim
17 – “A Mesma Rosa Amarela”, de Capiba e Carlos Pena Filho
18 – “Ai, Que Saudade da Amélia”, de Ataulfo Alves e Mário Lago
19 – “A Flor e o Espinho”, de Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha
20 – “Domingo no Parque”, de Gilberto Gil
21 – “Eu Te Amo”, de Chico Buarque e Tom Jobim
22 – “Feitio de Oração”, de Noel Rosa e Vadico
23 – “Retrato em Branco e Preto”, de Tom Jobim e Chico Buarque
24 – “O Mundo é um Moinho”, de Cartola
25 – “E o Mundo não se Acabou”, de Assis Valente
26 – “A Volta do Boêmio”, de Adelino Moreira
27 – “Diz Que Fui Por Aí”, de Zé Ketti e Hortêncio Rocha
28 – “Leve”, de Carlinhos Vergueiro e Chico Buarque
29 – “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa
30 – “Baby”, de Caetano Veloso
31 – “Eu Sei Que Vou Te Amar”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes
32 – “Marina”, de Dorival Caymmi
33 – “Rosa”, de Pixinguinha e Otávio Souza
34 – “A Banda”, de Chico Buarque
35 – “Feitiço da Vila”, de Noel Rosa e Vadico
36 – “Panis et Circensis”, de Caetano Veloso e Gilberto Gil
37 – “O Bêbado e o Equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc
38 – “Exagerado”, de Cazuza, Ezequiel Neves e Leoni
39 – “Foi Um Rio Que Passou em Minha Vida”, de Paulinho da Viola
40 – “Iracema”, de Adoniran Barbosa
41 – “Nervos de Aço”, de Lupicínio Rodrigues
42 – “Luiza”, de Tom Jobim
43 – “Ronda”, de Paulo Vanzolini
44 – “Assum Preto”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
45 – “Acabou Chorare”, de Moraes Moreira e Galvão
46 – “Dois Pra Lá, Dois Pra Cá”, de João Bosco e Aldir Blanc
47 – “Sinal Fechado”, de Paulinho da Viola
48 – “Folhetim”, de Chico Buarque
49 – “Insensatez”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes
50 – “Ouro de Tolo”, de Raul Seixas

AS OUTRAS 50

50- Ouro de Tolo (Raul Seixas)
51- Drama de Angélica (Alvarenga / M.G. Barreto)
52- Aquarela Brasileira (Silas de Oliveira)
53- Volta por Cima (Paulo Vanzolini)
54- O Que é que a Baiana Tem? (Dorival Caymmi)
55- Chão de Estrelas (Silvio Caldas / Orestes Barbosa)
56- É Hoje (Didi / Maestrinho)
57- Descobridor dos Sete Mares (Michel / Gilson Mendonça)
58- A Noite do Meu Bem (Dolores Duran)
59- Como Nossos Pais (Belchior)
60- Folhas Secas (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito)
61- Lábios que Beijei (J. Cascata / Leonel Azevedo)
62- Valsinha (Vinicius de Moraes / Chico Buarque)
63- Eu e a Brisa (Johnny Alf)
64- Jura (Sinhô)
65- Luar do Sertão (João Pernambuco / Catulo da Paixão Cearense)
66- Corta-Jaca (Chiquinha Gonzaga)
67- Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá / Antônio Maria)
68- Odeon (Ernesto Nazareth / Vinicius de Moraes)
69- Minha Namorada (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes)
70- No Rancho Fundo (Ary Barroso / Lamartine Babo)
71- O Samba da Minha Terra (Dorival Caymmi)
72- Ouça (Maysa)
73- Se Eu Quiser Falar Com Deus (Gilberto Gil)
74- Senhor Cidadão (Tom Zé)
75- O Que Será (Chico Buarque / Milton Nascimento)
76- Se Você Jurar (Ismael Silva / Newton Bastos / Francisco Alves)
77- Todo o Sentimento (Cristóvão Bastos / Chico Buarque)
78- Como Uma Onda (Lulu Santos / Nelson Motta)
79- Carcará (João do Vale / José Candido)
80- Mania de Você (Rita Lee / Roberto de Carvalho)
81- Felicidade (Lupícinio Rodrigues)
82- As Pastorinhas (João de Barro / Noel Rosa)
83- Nego Dito (Itamar Assumpção)
84- Rios, Pontes e Overdrives (Chico Science)
85- Cidade Maravilhosa (André Filho)
86- O Vira (João Ricardo / Luli)
87- Olhos nos Olhos (Chico Buarque)
88- Balada do Louco (Arnaldo Baptista / Rita Lee)
89- O Teu Cabelo Não Nega (Lamartine Babo / Irmãos Valença)
90- Com Que Roupa? (Noel Rosa)
91- Sampa (Caetano Veloso)
92- As Curvas da Estrada de Santos (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
93- Brasileirinho (Waldir Azevedo / Pereira da Costa)
94- Você Não Soube Me Amar (Evandro Mesquita / Ricardo Barreto / Guto / Zeca Mendigo)
95- Disparada (Geraldo Vandré / Theo de Barros)
96- Óculos (Herbert Vianna)
97- Tico-Tico no Fubá (Zequinha de Abreu / Aloysio Oliveira)
98- Clara Crocodilo (Arrigo Barnabé / Mário Lúcio Côrtes)
99- Cruzada (Tavinho Moura / Márcio Borges)
100- Cantiga de Amigo (Elomar)

Fica aqui a dúvida então... desde quando a Rolling Stones é especialista em música brasileira?

domingo, 9 de novembro de 2008

REVISTA ROLLING STONES ESCOLHE OS 100 MAIORES NOMES DA MÚSICA BRASILEIRA

A edição nacional do mês de outubro da revista "Rolling Stone" selecionou os 100 maiores artistas da música brasileira mais uma polêmica lista. A escolha dos nomes foi feita por quase 70 jornalistas convidados e faz parte do material de aniversário de dois anos da publicação no país.
De acordo com a assessoria de imprensa da "Rolling Stone", a revista não vai divulgar o critério de escolha dos músicos. "Eles enviaram os critérios para cada um dos jurados, mas preferiu não dizer para não causar polêmica", informa a assessoria da revista.
Um dos jurados, que não quis se identificar, disse que a revista solicitou a indicação de 25 nomes, sendo que os cinco primeiros deveriam estar em ordem decrescente. Ele também explicou que, no convite, a revista informou que ia considerar "artista" qualquer "intérprete", "compositor", "letrista", "músico" ou "arranjador" ligado à música brasileira. Para a selação dos "maiores", seriam considerados aqueles de maior relevância dentro de uma "escala evolutiva" da nossa música.
A publicação pretende divulgar uma lista como esta a cada aniversário da revista, mas sempre variando os temas. Em 2007, a revista indicou os 100 álbuns mais relevantes para a música brasileira. O próximo enfoque, agendado para outubro de 2009,ainda não foi definido.

Os seis maiores nomes da lista não são surpresa. Tom Jobim, João Gilberto e Chico Buarque, seguidos por Caetano Veloso, Jorge Ben Jor e Roberto Carlos. E as mulheres só começam a aparecer a partir da 14ª posição. Elis Regina é a primeira das 16 citadas no ranking, que também tem Cássia Eller, Daniela Mercury e Rita Lee. Veja abaixo a lista completa com os nomes das cantoras em negrito.

Veja lista dos 100 maiores músicos escolhidos pela revista:
1 - Tom Jobim
2 - João Gilberto
3 - Chico Buarque
4 - Caetano Veloso
5 - Jorge Ben Jor
6 - Roberto Carlos
7 - Noel Rosa
8 - Cartola
9 - Tim Maia
10 - Gilberto Gil
11 - Dorival Caymmi
12 - Pixinguinha
13 - Luiz Gonzaga
14 - Elis Regina
15 - Rita Lee
16 - Chico Science
17 - Paulinho da Viola
18 - Vinícius de Moraes
19 - Raul Seixas
20 - Milton Nascimento
21 - Arnaldo Baptista
22 - Maria Bethânia
23 - Heitor Villa-Lobos
24 - Rogério Duprat
25 - Renato Russo
26 - Baden Powell
27 - Gal Costa
28 - Mano Brown
29 - Ary Barroso
30 - Hermeto Pascoal
31 - Ney Matogrosso
32 - Tom Zé
33 - João Donato
34 - Cazuza
35 - Carmem Miranda
36 - Moacir Santos
37 - Erasmo Carlos
38 - Wilson Simonal
39 - Nelson Cavaquinho
40 - Cássia Eller
41 - Zé Ramalho
42 - Itamar Assumpção
43 - Marisa Monte
44 - Nara Leão
45 - Luiz Melodia
46 - Lulu Santos
47 - Max Cavalera
48 - Adoniran Barbosa
49 - Jackson do Pandeiro
50 - Marcos Valle
51 - Clara Nunes
52 - Sergio Mendes
53 - Mario Reis
54 - Braguinha
55 - Elizeth Cardoso
56 - Edu Lobo
57 - Moraes Moreira
58 - Alceu Valença
59 - Martinho da Vila
60 - Nelson Gonçalves
61 - Maysa
62 - Naná Vasconcelos
63 - João Bosco
64 - Lobão
65 - Jacob do Bandolim
66 - Eumir Deodato
67 - Orlando Silva
68 - Lupicínio Rodrigues
69 - Otília Amorim
70 - Egberto Gismonti
71 - Lô Borges
72 - Marcelo Camelo
73 - Marcelo D2
74 - Odair José
75 - Lanny Gordin
76 - Johnny Alf
77 - Dolores Duran
78 - Jards Macalé
79 - Arrigo Barnabé
80 - Djavan
81 - Lenine
82 - Zeca Pagodinho
83 - Herbert Vianna
84 - Rodrigo Amarante
85 - Fred Zero Quatro
86 - Lamartine Babo
87 - Radamés Gnatalli
88 - Francisco Alves
89 - Ismael Silva
90 - Jamelão
91 - Aracy de Almeida
92 - Júlio Barroso
93 - Guilherme Arantes
94 - Marina Lima
95 - Arnaldo Antunes
96 - Daniela Mercury
97 - Pepeu Gomes
98 - Edgard Scandurra
99 - Liminha
100 - DJ Marlboro

e você? concorda com essa lista??

sexta-feira, 30 de maio de 2008

A INDÚSTRIA FONOGRÁFICA MORREU...

A revista Rolling Stone é uma das mais influentes do meio musical. Um excelente artigo escrito em duas partes explica como uma indústria que tem o consumo de seu produto aumentando absurdamente está perdendo dinheiro e falindo.
Baseada em um modelo de venda de pacotes de músicas, em mídias físicas, por praticamente um século, é uma indústria que não inovou seu modelo de negócios, tentou bloquear a tecnologia de todas as formas, matou o Napster, processou pais de crianças de 9 anos e vovós, foi atrás de indivíduos, provedores de internet, usou muito dinheiro e lobby pesado em cima de políticos. Enfim, utilizaram todo o músculo da sua máquina de fazer dinheiro para parar a tecnologia digital e novas formas de distribuição.
O resultado de praticamente 10 anos de luta? A vendas de CDs continuam caindo e apenas esse ano despencaram quase 17%. Nem mesmo os grandes sucessos são fonte de renda garantida mais. A tecnologia atropelou os gigantes da indústria como se fossem barquinhos de papel contra uma tsunami.
E a virada, segundo o artigo, foi justamente na época da morte do Napster. Para quem não tem idéia do que foi o Napster, uma rápida explicação: era um serviço, com servidores centrais, onde pessoas do mundo inteiro e de forma gratuita podiam compartilhar arquivos de música. Os arquivos ficavam na máquina dos usuários do sistema e o Napster apenas mantinha um mapeamento do que cada pessoa possuía. Era muito rápido, pois tudo era catalogado de forma central. A RIAA entrou pesado com processos e o Napster deixou órfãos quase 40 milhões de usuários. Detalhe: a RIAA não foi capaz de substituí-lo e houve um hiato de 2 anos até o lançamento do iTunes.
O resultado desse tempo foi a sofisticação dos programas e redes Peer-to-Peer, ou pessoa-a-pessoa, descentralizado, sem empresas ou servidores centrais. Essencialmente, não havia empresas para serem processadas e a RIAA resolveu atacar os próprios usuários do sistema, numa das piores jogadas de relações públicas da história. A antipatia conquistada da mídia e do mercado consumidor foi enorme, e baixar músicas, mesmo de forma ilegal, tornou-se um movimento de resistência. Quando o iTunes surgiu, o sucesso foi praticamente imediato, mas o controle de distribuição foi entregue a um terceiro, a Apple.
A RIAA defende-se dizendo que processar indivíduos é uma forma de informar que o download ilegal de músicas é ilegal. Parece não ter dado resultado, já que os números têm aumentado. E fica sempre a mesma pergunta no ar: porque esses caras estão falindo? Há interesse no produto, nos artistas e centenas de milhões de aparelhos capazes de reproduzir MP3 estão no mercado. A resposta é fácil: o modelo de negócios está errado.
O artigo ainda vai mais longe, dizendo como as empresas irão sobreviver, através de outros tipos de licenciamento, como filmes, seriados, games, shows, etc.
Anos atrás, praticamente qualquer pessoa ligeiramente mais informada sobre o Napster, sabia que não tinha volta. Mas não é culpa apenas das gravadoras. As grandes redes varejistas e artistas também ameaçavam as gravadoras, com multas sobre perda de lucratividade caso as pessoas conseguissem músicas a preços mais em conta do que em lojas. Resultado de quem remou contra a maré? Artistas que lutaram, ficaram mal vistos com os fãs e continuaram sendo copiados do mesmo jeito. Os varejistas de música? Estão fechando as portas em massa e o fato é fácil de explicar: quando foi a última vez que saímos de uma loja com um lançamento?

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