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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

LULA QUEIROGA - PROGRAMA RODA VIVA PERNAMBUCO (PARTE 02)



terça-feira, 10 de dezembro de 2019

LULA QUEIROGA - PROGRAMA RODA VIVA PERNAMBUCO (PARTE 01)



sexta-feira, 20 de outubro de 2017

LULA QUEIROGA LANÇA SEU QUINTO ÁLBUM SOLO, 'AUMENTA O SONHO'


Disco gravado no fim de 2016 apresenta o resultado da imersão do músico nos anseios da vida contemporânea 

Por Alef Pontes


Disco está disponível para audição nas plataformas digitais. (foto: Gabriel Melo/DP)


Lula Queiroga lança o quinto álbum solo, Aumenta o sonho. Gravado no fim de 2016, o disco chega às plataformas de streaming apresentando o resultado da imersão do cantor e compositor pernambucano nos anseios da vida contemporânea.

Em 11 canções, Lula explora a necessidade de almejar a beleza do que é simples, mas nem por isso pouco elaborado. ''Aumenta o sonho surgiu para contar que se você acredita em alguma coisa, vai atrás e dobra o sonho'', diz. Porém, esse ideal quase não se concretizou devido às reviravoltas no contexto político-cultural do país. Por pouco ele não abandonou o projeto, iniciado em 2013. ''As questões políticas afetaram muito. Quando percebi, a gente já estava vivendo outra realidade. Queria mudar, fazer outra coisa'', explica Lula.

Porém, da crise surgiu um novo olhar. ''Se você sobe um único degrau na caminhada, já está aumentando o sonho. É disso que fala o disco: do sonho pueril de uma criança que sonha em ser livre”, diz o compositor. O repertório traz parcerias dele com Pedro Luís (Casa coletiva), Manuca Bandini (Tardinha), Lucky Luciano (Duna), Lenine e Chico Neves (A balada do cachorro louco), Fabrício Belo (Futilosofia e Rio-que-vai-e-volta) e Yuri Queiroga (Minha cabeça é o fim).

Produção independente, em breve o trabalho deve ganhar lançamento nos formatos CD e vinil. ''Hoje em dia, o disco físico surge mais como presente. Trabalhamos um conceito gráfico mais elaborado para esses formatos'', conclui.


Confira:


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

BAQUE SOLTO

Por Bráulio Tavares



“Um reencontro de meninos grisalhos”: é uma das maneiras de descrever o show Baque Solto, de Lenine e Lula Queiroga, no Baile Perfumado, casa noturna no Recife, no fim de semana passado. O pretexto do show era a comemoração dos 30 anos da gravação (em 1983) do álbum Baque Solto, gravado pelos dois após o sucesso do show Trem Fantasma, o primeiro em que dividiram o palco. O disco foi feito, passou despercebido, mas virou um ponto de referência para muita gente, para mim inclusive, sobre os futuros caminhos da música nordestina. Era um disco ousado, cheio de referências jazzísticas, de um grupo de músicos de 20-25 anos, talentosos, e, como se diz na Paraíba, “doidos pra se amostrar”.

Isso pode ser bonito, mas mais bonito ainda é ver 30 anos depois todos se reunirem e reproduzirem durante duas horas o repertório completo do disco, com canjas de quatro convidados especiais (eu, Ivan Santos, Tadeu Mathias e Zé Rocha). Foi uma alegria reencontrar os músicos do disco e do show original, alguns já afastados dos palcos, vários deles trazendo ao Recife suas famílias. E ouvir as guitarras de Alex Madureira, Paulinho Muylaert e Caxa Aragão; os teclados de Márcio Brandão e Alberto Rosenblit; a percussão de Durval; a bateria de Cláudio Wilner; o baixo de Fábio Girão; os sopros de Marcelo Bernardes. 

Baque Solto tem alguns momentos de quebra-quebra rítmico, de convenções ziguezagueantes que exigem atenção total e destreza em dia. Maracatus como “Auto dos Congos” (Lenine & Pedro Osmar) ou “Maracatu Silêncio” (Zé Rocha & Erasto Vasconcelos) continuam tão novos e inclassificáveis como em 1983. “Girassol da Caverna” (Lula) passeia pelo martelo agalopado e pela marcha-quadrilha. “Mote do Navio” (Pedro Osmar) continua sendo de uma euforia capaz de arrastar multidões. “Trem Fantasma” (Lenine & Lula), primeira composição conjunta dos dois, já tem algo do espírito de “A Ponte”. Se não fosse “Prova de Fogo” (Lenine & Zé Rocha) eu teria tido mais dificuldades em aceitar o System of a Down que vi no Rock in Rio do ano passado. É uma performance meio Gurdjieff, envolvendo quase uma mecanização perfeita de uma série de ações complexas. 

É um disco composto, arranjado e tocado por quem ouvia maracatus e Weather Report, cantadores e Clube da Esquina. Seu lançamento coincidiu com a explosão do Rock-BR e isto o eclipsou diante de parte de um público que talvez fosse seu, talvez pudesse aceitar e assimilar suas quebras rítmicas e fraseados melódicos complexos. O lado bom é que é um disco de estréia de um grupo de jovens, que sobreviveu justamente pela ousadia criativa que teve. O que é bom, fica.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

LENINE E LULA QUEIROGA - 25 ANOS QUE SOOU O BAQUE SOLTO

Pernambucanos, Lula Queiroga e Lenine mudaram-se para o Rio no início da década de 80como muitos conterrâneos que viam a Cidade Maravilhosa como oportunidade para divulgar seu trabalho.
Ainda no Recife, criaram um movimento entre músicos, poetas e intelectuais "subversivos" e denominaram esse núcleo criativo como “Falange Canibal”, que lançou compositores e músicos como Lenine, Dudu Falcão, Zé Rocha, Tadeu Mathias e Ivan Santos para a MPB.
E dentro dessa efervecência cultural há 25 anos atrás foi que surgiu esse LP.
Lula teve sua estréia discográfica ao lado de Lenine com o disco “Baque Solto”.
O público, perplexo, via Lenine e seus companheiros invadindo o palco com bumbos rústicos, entoando tradicionais maracatus pernambucanos com uma linguagem pop e equilibrando os acentos regionais de sua música com esse LP que está comemorando 25 anos.
Depois de um período de quase 10 anos na cidade, voltou para Recife e firmou-se no mercado publicitário, abrindo uma produtora de rádio e televisão, a Luni. Suas composições, porém, continuaram sendo gravadas por artistas como Zizi Posso, Ney Matogrosso e Olívia Byington. Começou a produzir longas-metragens de diretores recifenses e, apenas em 2001, com mais de 20 anos de carreira, lançou seu aclamadíssimo primeiro disco solo, “Aboiando a Vaca Mecânica”, com participações de Lenine, Arnaldo Antunes, Nação Zumbi e Pedro Luís e a Parede.
Já Lenine, hoje com mais de 500 músicas que levam sua assinatura, sendo que cerca de cem delas já foram gravadas por ele ou outros artistas.
Lenine tem feito shows em dezenas de países. Em três anos, ele se apresentou para mais de 800 mil pessoas no exterior. Em 2001, este pernambucano esteve em 14 cidades da França, onde seu público é mais significativo e “Na pressão” vendeu 30 mil cópias, sendo sempre apontado como um dos nomes mais representativos da nova música brasileira.

Segue as faixas:
01 - Maracatu silêncio (Zé Rocha - Erasto Vasconcellos)
02 - Girassol da caverna (Lula Queiroga)
03 - Raoni (Zé Rocha)
04 - Comício (Lula Queiroga)
05 - Prova de fogo (Zé Rocha - Lenine)
06 - Sopro do amor (Lula Queiroga)
07 - Êxtase (Lula Queiroga)
08 - Auto dos Congos (Pedro Osmar - Lenine)
09 Essa alegria (Lula Queiroga)
10 - Mote do navio (Pedro Osmar)
11 - O abraço e a lágrima (Lula Queiroga)
12 - Trem fantasma (Lula Queiroga - Lenine)

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