PROFÍCUAS PARCERIAS

Gabaritados colunistas e colaboradores, de domingo a domingo, sempre com novos temas.

ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

Um bate-papo com alguns dos maiores nomes da MPB e outros artistas em ascensão.

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

Mostrando postagens com marcador Jards Macalé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jards Macalé. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de maio de 2019

NO RITMO DO SAMBA, JARDS MACALÉ INDAGA O TEMPO DA 'BESTA FERA'

Cantor e compositor lança nesta sexta (8) seu primeiro álbum de inéditas em 20 anos e diz que disco traz 'faixas que fazem barulho, mas foi construído no silêncio'

Por Mariana Peixoto 



“A ignorância dos homens destas eras/Sisudos faz ser uns, outros prudentes/Que a mudez canoniza bestas feras.” É sob o som do cavaquinho de Rodrigo Campos (Passo Torto) e do saxofone de Thiago França (Metá Metá) que Jards Macalé, de 75 anos, entoa os versos de Gregório de Matos. Na adaptação de Macalé, o poema Aos vícios, do maior poeta barroco que o Brasil já teve, se tornou Besta fera. É esse também o título de seu novo álbum, o primeiro de canções inéditas em 20 anos.

Com lançamento nesta sexta-feira (8) em todas as plataformas digitais – e com edição em CD e vinil – pela Natura Musical, Besta fera é um disco primordialmente de samba. Mas um samba torto, ao sabor de Macalé e da trupe que ele reuniu para o projeto. O álbum, com 12 faixas, teve direção do próprio compositor carioca, produção musical de Kiko Dinucci (também do Metá Metá) e Thomas Harres e direção artística de Rômulo Fróes.

No intervalo das duas décadas entre O q faço é música (1998), até então seu mais recente trabalho com canções inéditas, e Besta fera, Macalé continuou na ativa. De três em três anos, em média, lançou discos – com registros como intérprete, ou discos ao vivo, ou ainda projetos coletivos. Também foi visto constantemente nos palcos.

Nos últimos dois anos, encontrou-se em festivais Brasil afora com alguns dos músicos e produtores envolvidos na realização do disco – boa parte deles, por sinal, atuou nos discos Mulher do fim do mundo (2015) e Deus é mulher (2018), de Elza Soares. Thomas Harres, baterista de sua banda, convidou-o para um show experimental no Rio, ao lado de Kiko Dinucci. O terreno estava montado, conta Macalé, para fazer um novo trabalho com um grupo “paulioca”. A maioria dos envolvidos é de São Paulo; Macalé, carioquíssimo da Tijuca.

BARULHO “Este disco traz faixas que fazem barulho, mas ele foi construído no silêncio”, conta o compositor. Dono de um sítio em Penedo, na Serra da Mantiqueira, Macalé convidou Dinucci e Harres para uma imersão no local. A maneira de trabalhar foi semelhante à que experimentou, em 1998, com o pianista Cristóvão Bastos, arranjador de O q faço é música. E voltando ainda mais no tempo, para seu primeiro álbum solo, Jards Macalé (1972), reuniu-se durante três semanas com o baterista Tutty Moreno e o guitarrista Lanny Gordin no porão do Teatro Opinião, no Rio.

“A ideia é sempre chegar no estúdio com o trabalho semipronto”, comenta. Para Besta fera, houve um convite para que compositores enviassem letras. Dessa maneira, o trabalho traz parcerias de Macalé com Ava Rocha (Limite) e Tim Bernardes (Buraco da Consolação). Do encontro no sítio em Penedo saíram Vampiro de Copacabana (com Kiko Dinucci), Meu amor e meu cansaço (com Harres, Dinucci e Fróes) e Peixe (com Dinucci e Rodrigo Campos).

“Ainda fui pesquisando no meu baú. Algumas músicas estavam nele, como Obstáculos, Tempo e contratempo, Valor e Pacto de sangue (esta com letra de Capinam). Na verdade, a composição foi toda conjunta”, diz Macalé.


SAMBA

Besta fera encontra parentesco com o disco de 1972, já que os arranjos foram todos coletivos. Foi no estúdio – Red Bull, em São Paulo – que a sonoridade ganhou forma. Dos muitos sambas do disco, destacam-se Vampiro de Copacabana, com a participação de cantoras da Velha- Guarda da Nenê de Vila Matilde; Longo caminho do sol, um samba com sotaque paulista – “É meio Nelson Cavaquinho, meio Adoniran Barbosa” –; De tempo e contratempo, um encontro do samba com o maxixe; Buraco da Consolação, voltado para o samba-canção. Mas nem só samba, diz Macalé. Meu amor e meu cansaço tem um clima de bolero.

Nome essencial da música brasileira, Macalé esteve ligado desde o primeiro momento ao Tropicalismo. Como arranjador e violonista, atuou, entre as décadas de 1960 e 1970, com Maria Bethânia, Gal Costa, Elizeth Cardoso, Caetano Veloso (arranjou o clássico Transa). Sua porção ator pode ser vista em filmes de Nelson Pereira dos Santos, Amuleto de Ogum (1974) e Tenda dos milagres (1977), em que participa também da trilha sonora. Mais recentemente, foi o personagem tema do documentário Jards (2013), de Eryk Rocha, e ainda viveu uma figura mística em Big jato (2016), de Cláudio Assis.

Artista completo, Macalé é conhecido por não fazer concessões ao mercado. Tanto por isso, sua produção autoral é quase bissexta. “Mesmo que eu nunca faça a mesma coisa igual, já estava cansado, havia chegado a hora de vitalizar o meu trabalho”, diz ele a respeito do material inédito.

No palco, Besta fera chega em março, com os músicos que acompanharam Macalé no registro fonográfico. “Acho que meu cantar está mais maduro. Quanto mais velho, mais pessoal fico”, conclui.


CAPA DE CAFI

A capa de Besta fera registra uma imagem de Macalé em contraluz, em que são destacados os cabelos e os óculos do compositor. Foi o último trabalho do fotógrafo Cafi, que fez o registro em 28 de dezembro. Na madrugada de 1º de janeiro, Cafi morreu de infarto, aos 68 anos, no Rio de Janeiro. Mais conhecido fotógrafo da música brasileira, ele realizou cerca de 300 capas de discos. Além de álbuns anteriores do próprio Macalé, Cafi fez história com trabalhos antológicos do Clube da Esquina – são dele as fotos que ilustram Clube da esquina (1972, o álbum de Milton Nascimento e Lô Borges com os dois garotos na capa), Milagre dos peixes (1973), Minas (1975) e Geraes (1976), todos de Milton, além do chamado “disco do tênis”, como ficou conhecido o LP que Lô lançou em 1972.


Besta fera
>> Artista: Jards Macalé
>> Natura Musical (12 faixas)
>> sugerido: R$ 25

segunda-feira, 18 de março de 2013

JARDS MACALÉ, 70 ANOS

O “Maldito” da música popular brasileira também se aproxima dos 50 anos de carreira atravessando gerações e é considerado pela crítica como um dos maiores artistas do país.



"Para mim, tudo é música. Sofri muito com o preconceito que tiveram comigo e com minha música. No final, sempre restará o melhor”, disse Jards Macalé em entrevista exclusiva. E para além do final, restou o melhor: o “Maldito”, que completou, dia 3 de março, 70 anos de vida, atravessando e cativando gerações. De carreira são quase 50, já que começou em 1965.

Esse apelido (“maldito”) foi dado a ele por ter defendido sua canção 'Gotham Cit'y, em 1969, durante o IV Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro. Jards mesmo diz que “foi dormir bendito e acordou maldito”. A música, uma paródia que chamava atenção à ditadura militar da época, foi vaiada do início ao fim e é um dos maiores clássicos da carreira dele, junto com 'Vapor Barato', parceria com o poeta Waly Salomão.



Já “Macalé” foi o apelido que Jards Adnet da Silva ganhou quando jogava futebol na praia, quando já havia se mudado da Tijuca para Ipanema, e o comparavam ao jogador que era considerado o pior do Botafogo na época. Mas, também tinha “Macau”, como o chamavam carinhosamente os amigos.

Cantor, violonista, ator e compositor, um dos nomes mais criativos e relevantes da música brasileira, começou em grupos musicais, até que teve a oportunidade de acompanhar Maria Bethânia, que substituía Nara Leão, no espetáculo Opinião. Foi mais do que o suficiente para passar a ser diretor musical de shows posteriores da artista e de se aproximar da geração tropicalista dos anos 60.

Foi um tempo maravilhoso aquele, Bethânia chegou da Bahia e ficou hospedada em casa. Foi um tempo de muita efervescência musical”, lembra Macalé.

Em concertos, tocou, gravou, produziu, orquestrou, fez direção musical de vários outros músicos e artistas: Gal Costa, Vagner Tiso, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Egberto Gismonti, Hermeto Paschoal, Paulinho da Viola, Luis Melodia, entre outros.

O cantor ainda enxerga na produção cultural brasileira algo do que foi defendido no tropicalismo e ressalta que existe uma geração de músicos e intérpretes que está submersa e não é ouvida no rádio ou na TV.

No entanto, são de ótima qualidade e estão em ação. Gosto das convidadas de meu disco Jards: Thais Gulin, Ava Rocha e minha amiga Adriana Calcanhotto. Em São Paulo tem a Alice Ruiz, as Orquídeas do Brasil, banda de moças que trabalhavam com Itamar Assumpção. Tem muita gente boa, geralmente não gosto de citar nomes porque exclui outros”, pondera.

Macalé participou como ator e compositor da trilha sonora de alguns filmes emblemáticos do cinema nacional, de diretores como Nelson Pereira dos Santos, Joaquim Pedro de Andrade e Glauber Rocha. Ele faz questão de falar que esses nomes do cinema afetaram a sua produção musical.

Com eles, descobri que cinema é música. E vice-versa”, resume.



Ano passado, o documentário Jards, do cineasta Eryk Rocha, filho de Glauber, foi apresentado no Festival do Rio, onde ganhou o prêmio de Melhor Direção. E acaba de ser anunciado na programação do New Directors/New Films, festival que alavancou a carreira de nomes como Wim Wenders, que acontece agora em março, no MoMA, em Nova Iorque; e no Festival de Cinema de Lisboa.

O filme, um ensaio poético que acompanha o cotidiano de Macalé fora e dentro do estúdio, em um período de gravação, entrou em cartaz esse mês. Tem o Rio de Janeiro como cenário e celebra o processo de criação do músico e todo o seu desenvolvimento de afinação, repetição e improvisação dos instrumentos. Sobre trabalhar com o filho de um grande amigo seu que revolucionou o cinema brasileiro, Jards revela ter sido muito emocionante.

Nos tornamos grandes amigos. E toda essa repercussão que o filme está tendo é resultado da sinceridade a afeto por trás das câmeras”, comenta o setentão, que ainda se considera um espectador comum. “Gosto de ver o personagem Jards trabalhando. É assim que sou."


Comemorações no Rio e São Paulo

Com espírito jovem e muito frescor, Macalé usa seu diálogo com a nova geração e a parceria com o conjunto Let’s Play That, e faz show pelo Rio e São Paulo a fim de comemorar seus 70 anos, lendo e relendo composições suas e de seus parceiros. O grupo de jovens músicos é formado por Leandro Joaquim (trompete/flugerhorn), Thiago Queiroz (sax e flautas), Victor Gottardi (guitarra), Ricardo Rito (teclados), Thomas Harres (bateria e percussão) e Pedro Dantas (contrabaixo).

Eles me ensinam a ser músico do agora. Não deixam que eu me cristalize. Quero ouvir o que eles estão ouvindo. São músicos. Bons músicos. Me atualizam no ofício de ser músico”, salienta Jards.

Recentemente, o compositor comemorou a data com show Jards 70 anos Macalé em Festa, no Circo Voador, um espaço musical predominantemente jovem. A experiência foi, em suas palavras “maravilhosa”.

Significa que, enfim, estão me ouvindo. Antes tarde do que nunca”, fala, bem-humorado.
Outra comemoração dos 70 anos de Macalé aconteceu na última quinta-feira, dia 7, no prédio do BNDES, no Centro do Rio, quando o artista homenageou Nelson Cavaquinho, com o show A História do Bem e do Mal. Hoje, ele se apresenta em São Paulo, no Auditório Ibirapuera. Em breve, será lançado o DVD do documentário Jards, pela Biscoito Fino.



Além dos shows, seu primeiro disco, Só Morto, ganha reedição pelo selo Discobertas, acrescido de 10 faixas bônus com registros raros ou inéditos da fase setentista. Depois desse trabalho, gravou mais de dez álbuns.

Entre os mais marcantes, está Banquete dos Mendigos, gravado ao vivo em 1973, no MAM, para comemorar o 25º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que só foi lançado anos depois, em função da censura. Na década seguinte, tornou-se parceiro de Moreira da Silva, no samba de breque Tira os óculos e recolhe o homem. Essa parceria virou parentesco, tanto que Moreira o nomeou seu herdeiro legítimo.

As atividades do ano incluem, também, participações nas exposições em homenagem a Hélio Oiticica e Lygia Clark e na mostra de Nelson Pereira dos Santos. Nela, apresenta as trilhas sonoras Amuleto de Ogum e Tenda dos Milagres, que fez para seus filmes, onde também atuou como ator, entre outras trilhas que realizou para filmes brasileiros.

Fonte: O Fluminense


Discografia Oficial

Só Morto (1970)

Faixas:
01 - Soluços (Jards Macalé)
02 - O crime (Capinan - Jards Macalé)
03 - Só morto (Burning night) (Jards Macalé - Duda)
04 - Sem essa (Jards Macalé - Duda)


Jards Macalé (1973)

Faixas:
01 - Farinha do desprezo (Capinan - Jards Macalé)
02 - Revendo amigos (Jards Macalé - Waly Salomão)
03 - Mal secreto (Jards Macalé - Waly Salomão)
04 - 78 Rotações (Capinan - Jards Macalé)
05 - Movimento dos barcos (Capinan - Jards Macalé)
06 - Meu amor me agarra e geme e treme e chora e mata (Capinan - Jards Macalé)
07 - Let's play that (Jards Macalé - Torquato Neto)
08 - Farrapo humano (Luiz Melodia)
09 - A morte (Gilberto Gil)
10 - Hotel das estrelas (Duda - Jards Macalé)


Aprendendo a nadar (1975)

Faixas:
01 - Jards Anet da Vida
(Jards Macalé sobre texto de Gilberto Gil)
02 - Corações (Waldemar Gomes - Herivelto Martins)
03 - No meio do mato (Jards Macalé)
04 - O faquir da dor (Jards Macalé sobre texto de Waly Salomão)
05 - Rua Real Grandeza (Jards Macalé - Waly Salomão)
06 - Pam pam pam (Paulo da Portela)
07 - Imagens (Valzinho - Orestes Barbosa)
08 - Anjo exterminado (Jards Macalé - Waly Salomão)
09 - Dona de castelo (Jards Macalé - Waly Salomão)
10 - Estatutos da gafieira (Billy Blanco)
11 - Mambo da Cantareira (Eloide Warthon - Barbosa da Silva)
12 - E daí?... (Miguel Gustavo)
13 - Orora analfabeta (Nascimento Gomes - Gordurinha)
14 - Senhor dos Sábados (Jards Macalé - Waly Salomão)
15 - Boneca semiótica (Duda - Ricardo Chacal - Jards Macalé)
16 - Dois corações (Waldemar Gomes - Herivelto Martins)


Contrastes (1977)


Faixas:
01 - Contrastes 
(Ismael Silva)
02 - Sem essa 
(Duda - Jards Macalé)
03 - Poema da rosa 
(Tradução de Augusto Boal da peça de Brecht "Mãe coragem", Jards Macalé)
04 - Black and blue (Razaf - Brooks - Waller)
05 - Sim ou não (Geraldo Gomes Mourão)
06 - Conto do pintor (Miguel Gustavo)
07 - Negra melodia (Jards Macalé - Waly Salomão)
08 - Choro do archanjo (Jards Macalé)
09 - Cachorro babucho (Walter Franco)
10 - Garoto (Jards Macalé)
11 - Passarinho do relógio (Cuco maluco) (Milton de Oliveira - Haroldo Lobo)
12 - No meio do mato (Jards Macalé)



Let's play that (1983)

Faixas:
01 - Let's play that (Jards Macalé - Torquato Neto)
02 - Pano pra manga (Xico Chaves - Jards Macalé)
03 - Mulheres no retrato (Fausto Nilo - Jards Macalé)
04 - Luz (Ezra Pound)
05 - Lua luar (Jards Macalé)
06 - Língua de mosquito (Jards Macalé)
07 - Puntos cardinales (Jorge Maultner - Jards Macalé)
08 - Estranha (Xico Chaves - Jards Macalé)
09 - Encontro (Jards Macalé - Naná Vasconcelos)
10 - Let's play that 2 (Jards Macalé, Torquato Neto)


4 Batutas e 1 Coringa (1992)

Faixas:
01 - Para ver as meninas (Samba infinito) (Paulinho da Viola)
02 - Dona Divergência (Felisberto Martins - Lupicínio Rodrigues)
03 - Bolinha de papel (Geraldo Pereira)
04 - Luz negra (Amâncio Cardoso - Nelson Cavaquinho)
05 - Exemplo (Lupicínio Rodrigues)
06 - A flor e o espinho (Alcides Caminha - Guilherme de Brito - Nelson Cavaquinho)
07 - Ministério da Economia (Arnaldo Passos - Geraldo Pereira)
08 - Torre de Babel (Lupicínio Rodrigues)
09 - Quatorze anos (Paulinho da Viola)
10 - Palhaço (Washington Fernandes - Oswaldo Martins - Nelson Cavaquinho)
11 - Vela no breu (Sergio Natureza - Paulinho da Viola)
12 - Acertei no Milhar (Geraldo Pereira - Wilson Batista)


O q eu faço é música (1998)


Faixas:
01 - Rei de Janeiro (Glauber Rocha - Jards Macalé)
02 - Favela (Padeirinho - Jorginho)
03 - Destino (Jards Macalé - Torquato Neto)
04 - Terceira vez (Abel Silva - Jards Macalé)
05 - Cidade Lagoa (Cícero Nunes - Sebastião Fonseca)
06 - Dente no dente (Jards Macalé - Torquato Neto)
07 - Movimento dos barcos (Capinan - Jards Macalé)
08 - O mais-que-perfeito (Vinicius de Moraes - Jards Macalé)
09 - Vapor barato (Wally Salomão - Jards Macalé)
10 - Blue suede shoes (C.Perkins)
11 - Mais um abraço no nosso amigo Radamés (Jards Macalé)
12 - Unicórnio (Silvio Rodrigues)
13 - Mais uma Luz (Xico Chaves - Jards Macalé)
14 - Poema da Rosa (Sobre tradução de Augu - Bertold Brecht - Jards Macalé)
15 - Um abraço no Oliveira (Jards Macalé)
16 - Coração do Brasil (Jards Macalé)


Macalé canta Moreira (2000)

Faixas:
01 - Acertei no milhar (Geraldo Pereira - Wilson Batista)
02 - Piston de gafieira (Billy Blanco)
03 - Amigo urso / A resposta do amigo urso (Maria Nazaré Maia - Moreira da Silva - Henrique Gonzales)
04 - Margarida (Zózimo Ferreira - Moreira da Silva)
05 - Na subida do morro (Ribeiro Cunha - Moreira da Silva)
06 - Olha o Padilha (Bruno Gomes - Ferreira Gomes - Moreira da Silva)
07 - O rei do gatilho (Miguel Gustavo)
08 - Choro esdrúxulo (Zé Ferreira - Moreira da Silva)
09 - Samba aristocrático (José Dilermando - Moreira da Silva)
10 - O último dos moicanos  (Miguel Gustavo)
11 - Tira os óculos e recolhe o homem (Jards Macalé - Moreira da Silva)
12 - Moreira na ópera (Henrique Batista - Marília Batista)


Amor, ordem e progresso (2003)

Faixas:01 - Consolação (Vinícius de Moraes - Baden Powell)
02 - Samba da pergunta (Pingarrilho - Vasconcellos Auri)
03 - Falam de mim (Anibal Silva - Éden Silva - Noel Rosa)
04 - Canção singela (Xico Chaves - Jards Macalé)
05 - Meu amor me agarra e Geme eTreme e Chora e Mata
06 - (Capinan - Jards Macalé)
07 - Amo Tanto (Jards Macalé)
08 - Foi a noite (Newton Mendonça - Tom Jobim)
09 - Roendo as unhas (Paulinho da Viola)
10 - Por causa dessa cabocla (Ary Barroso - Luiz Peixoto)
11 - Manhã de carnaval (Antonio Maria - Luis Bonfá)
12 - Positivismo (Noel Rosa - Orestes Barbosa)
13 - Pano pra manga (Xico Chaves, Jards Macalé)


Real grandeza (2005)


Faixas:

01 - Olho de lince | participação: Waly Salomão (Jards Macalé - Waly Salomão)
02 - Rua Real Grandeza (Jards Macalé - Waly Salomão)
03 - Senhor dos Sábados (Jards Macalé - Waly Salomão)
04 - Anjo exterminado | participação: Adriana Calcanhotto (Jards Macalé - Waly Salomão)
05 - Dona do castelo (Jards Macalé - Waly Salomão)
06 - Vapor barato (Jards Macalé - Waly Salomão)
07 - Mal secreto | participação: Frejat (Jards Macalé - Waly Salomão)
08 - Negra melodia | participação: Luiz Melodia, Pedro Sá, Kassin e Domênico Lancelotti 
(Jards Macalé - Waly Salomão)
09 - Revendo amigos (Jards Macalé - Waly Salomão)
10 - Berceuse crioulle | participação: Maria Bethânia 
(Jards Macalé - Waly Salomão)
11 - Pontos de luz | participação: As Gatas (Jards Macalé - Waly Salomão)




Macao (2007)

Faixas:
01 - Farinha do desprezo (Jards Macalé - Capinan)
02 - Boneca semiótica (Jards Macalé - Rogério Duarte - Chacal - Duda)
03 - O Engenho de Dentro (Jards Macalé - Abel Silva)
04 - Ne me quitte pas (Jacques Brel)
05 - Se você quiser (Jards Macalé - Xico Chaves)
06 - Um favor (Lupicínio Rodrigues)
07 - The archaic lonely star blues (Jards Macalé - Duda)
08 - Corcovado (Tom Jobim)
09 - Ronda (Paulo Vanzolini)
10 - Só assumo só (Luiz Melodia)



Jards (2011)



Faixas:
01 - Juízo final | participação especial: Elton Medeiros (Élcio Soares / Nelson Cavaquinho)
02 - Revendo amigos (Jards Macalé / Waly Salomão)
03 - Dona do castelo (Jards Macalé / Waly Salomão)
04 - Hotel das estrelas | participação especial: Thais Gulin (Jards Macalé / Waly Salomão)
05 - Black and blue (Andy Razaf / Fatz Waller / George Brooks)
06 - Negra melodia | participação especial: Luiz Melodia (Jards Macalé / Waly Salomão)
07 - Soluços (Jards Macalé)
08 - Só morto (Burning night) (Jards Macalé / Duda)
09 - Mal secreto | participação especial: Frejat (Jards Macalé / Waly Salomão)
10 - Unicórnio (Silvio Rodriguez)
11 - Berceuse crioulle | participação especial: Ava Rocha (Jards Macalé / Waly Salomão)
12 - Mulheres (Jards Macalé - Zé Ramalho)

LinkWithin